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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE – FAINOR CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

ALLAN DA SILVA PINTO

NOVO TERMINAL RODOVIÁRIO PARA A CIDADE DE BOM JESUS DA LAPA-BA

VITÓRIA DA CONQUISTA-BA DEZEMBRO DE 2018


ALLAN DA SILVA PINTO NOVO TERMINAL RODOVIÁRIO PARA A CIDADE DE BOM JESUS DA LAPA-BA

Projeto apresentado à Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR, para obtenção do título de Arquiteto e Urbanista. Professora Orientadora: Verbena Dourado Pereira Correia Santos.

Aprovado em ___/___/______

Banca examinadora: _____________________________________________________ Verbena Dourado Pereira Correia Santos Arquiteta e Urbanista UNICID – Universidade Cidade de São Paulo

_____________________________________________________ Silvana Nunes Landi Arquiteta e Urbanista UFBA – Universidade Federal da Bahia

_____________________________________________________ Fernanda Macedo Rosa Simões Arquiteta e Urbanista Especialista em Gerenciamento de Obras FAINOR – Faculdade Independente do Nordeste

VITÓRIA DA CONQUISTA-BA DEZEMBRO DE 2018


AMAI-VOS!


DEDICATÓRIA

Dedico esse trabalho aos meus pais, Solange e José, ao meu irmão Alisson, familiares e amigos que me incentivaram durante essa caminhada.


AGRADECIMENTOS

A Deus, que em sua bondade e sabedoria me deu forças para concluir mais esse desafio. Aos meus pais, Solange Pereira da Silva Pinto e José Barbosa Pinto, que acreditaram em mim, não mediram esforços para fazer com que tudo isso se tornasse realidade, e que sempre vieram com palavras de incentivo, mesmo nos momentos mais difíceis. Ao meu irmão Alisson da Silva Pinto, que com sua inteligência e experiência transmitiu seus ensinamentos para que eu fizesse sempre o certo e evoluísse. Aos meus colegas de faculdade, que compartilharam dessa longa caminhada por 5 anos, nos ouvindo e ajudando. Só nós sabemos o que passamos para chegar a esse momento tão especial! Aos meus amigos, que cansaram de me ver e ouvir falando sobre as inúmeras coisas que tinha para fazer e, mesmo assim, sempre vinham com o velho clichê: “vai dar tudo certo!”. E olha, deu! Aos meus professores, que compartilharam dos seus conhecimentos e histórias, sem eles essa jornada seria mais difícil. E um agradecimento em especial a minha orientadora Verbena Dourado. Enfim, quero agradecer a todas as pessoas, familiares, amigos, professores, colegas e desconhecidos, que de alguma maneira, direta ou indiretamente, contribuíram para a minha formação e para esse trabalho de conclusão de curso.


RESUMO Este trabalho tem por objetivo apresentar a necessidade de um novo terminal rodoviário de passageiros para a cidade de Bom Jesus da Lapa, Bahia. Busca analisar a causa dos impactos urbanos em períodos de romarias, oferecer no projeto alternativas para amenizar a falta de leitos para visitantes da cidade e para o bloqueio das ruas, ocasionados pela quantidade de ônibus em épocas de romaria. Este projeto possui relevância para o município e região, pois possibilitará maior mobilidade urbana, segurança e bem-estar da população residente e flutuante. Como método de pesquisa científica, houve a aplicação de questionário online, realização de entrevistas e observação in loco. Além disso, realizaram-se pesquisas bibliográficas em sites e em trabalhos de conclusão de curso no intuito de buscar projetos referenciais para fundamentar a elaboração do novo terminal rodoviário. Ficou evidenciado que a população da cidade está ciente dos transtornos urbanos locais e concorda com as propostas para efetivação do novo empreendimento. Portanto, a presente proposta irá servir de base para reflexão acerca dos problemas enfrentados pelos usuários dos serviços da rodoviária de Bom Jesus da Lapa, bem como demonstrará a necessidade da implantação de um novo empreendimento em outro local.

Palavras-Chave: Terminal Rodoviário. Rodoviária. Mobilidade Urbana. Urbanismo. Bom Jesus da Lapa.


ABSTRACT This paper’s objective is to present the necessity of a new passenger terminal for Bom Jesus da Lapa city’s, in Bahia. It tries both to analyze the urban impacts causes during pilgrimages periods and to offer alternatives to reduce the lack of beds for visitors to the city and the street’s block, caused by the huge number of buses during pilgrimage period. This project' has relevance for the city and region, as it will allow better urban mobility, safety and well-being of the resident and floating population. As a method of scientific research, there was the application of online questionnaire, interviewing and in loco observation. In addition, bibliographical research was carried out on websites and in course completion work in order to find reference projects to support the development of the new bus terminal. It was evidenced that the city’s population is aware about the local urban disturbances and agrees with the proposals for effective of the new enterprise. Therefore, this proposal will serve as a basis for reflection on the problems faced by users of Bom Jesus da Lapa road services, as well as demonstrating the need to implement a new project in another location. Keywords: Bus Terminal. Road. Urban Mobility. Urbanism. Bom Jesus da Lapa.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 10 2 EXPLORAÇÃO TEÓRICA .................................................................................................. 13 2.1 Teorias e Conceitos ......................................................................................................... 13 2.1.1 Processo de Urbanização no Brasil e seus Efeitos...............................................13 2.1.2 O Desenvolvimento da Cidade de Bom Jesus da Lapa – BA..............................15 2.1.3 Transporte Rodoviário de Passageiros e Mobilidade Urbana..............................16 2.1.4 Terminal Rodoviário de Passageiros....................................................................18 2.2 Projetos Referenciais ...................................................................................................... 20 2.2.1 Terminal Rodoviário Novo Rio – Rio de Janeiro, Brasil ........................................ 20 2.2.2 Hostel Viva Design – São Paulo, Brasil .................................................................. 22 2.2.3 Terminal Rodoviário Severino Camelo – João Pessoa, Paraíba, Brasil ................... 24 3 APRESENTAÇÃO DA ÁREA.............................................................................................26 3.1. Inserção do Empreendimento.................................................................................26 3.2. Localização.............................................................................................................27 3.3. Usos e Atividades do Entorno................................................................................29 3.4. Indicação de Infraestrutura Urbana........................................................................30 3.5. Condicionantes Físicos...........................................................................................31 3.6. Legislação...............................................................................................................33 3.6.1. Classificação Segundo o Manual de Implantação de Terminais de Passageiros - MITERP......................................................................................33 3.6.2. Plano Diretor Urbano e Código de Obras ...............................................34 3.6.3. Instrução Técnica nº 011/2016 – Saídas de Emergência .....,..................37


3.6.4 Cálculo de Reservatórios..........................................................................38 4. CONCEITO E PARTIDO.....................................................................................................42 5. PROGRAMA DE NECESSIDADES...................................................................................43 5.1 Fluxograma..............................................................................................................49 5.2 Funcionograma........................................................................................................43 6 DESCRIÇÃO DO PROJETO................................................................................................51 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................ 62 REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 63 Apêndice A – Questionário ......................................................................................................67 Apêndice B – Entrevista com Vilmar Fernandes Alves...........................................................74 Apêndice C – Entrevista com Joseny Bonfim Azevedo Magalhães.........................................78 Apêndice D – Entrevista com Rafael Genner de Oliveira Santos.............................................82 Apêndice E – Formulário da Viação Gontijo............................................................................86 Apêndice F – Formulário da Viação Nacional..........................................................................87 Apêndice G – Formulário da Viação Novo Horizonte.............................................................88 Apêndice H – Formulário da Viação Real Expresso................................................................89


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1 INTRODUÇÃO Entende-se como Terminal Rodoviário de Passageiros um empreendimento estruturado para embarque e desembarque de passageiros nos ônibus, onde ocorre a venda e compra de passagens pelos viajantes com destino a um lugar na mesma cidade, outro município ou estado. A rodoviária é uma parte essencial à mobilidade urbana, pois é ela que proporciona os deslocamentos necessários à população. Nesse trabalho será desenvolvida a proposta do projeto de um novo terminal rodoviário para a cidade de Bom Jesus da Lapa, Bahia. O projeto contará com as três principais características que estão relacionadas com a importância dos terminais de transportes, que são: localização, acessibilidade e infraestrutura. O terminal possuirá um hostel1, com 108 leitos para abrigar passageiros, romeiros ou visitantes que desejarem pernoitar ou se hospedar durante uma temporada, além de um amplo estacionamento para os veículos em épocas de romarias2. Bom Jesus da Lapa é uma cidade localizada no Vale São Franciscano da Bahia, e está situada à 796 quilômetros da capital, Salvador. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2017), a cidade possui uma unidade territorial de 4.115,511 quilômetros quadrados e uma população estimada de 70.618 habitantes. Desenvolveu-se principalmente graças ao turismo religioso e a fruticultura irrigada do segundo maior projeto de irrigação da Bahia, o Projeto Formoso. Com isso, a atenção populacional e regional voltou-se para a cidade. A romaria em Bom Jesus da Lapa é a maior da Bahia e a terceira maior do Brasil. Segundo dados obtidos no site da prefeitura municipal, a cidade recebe cerca de dois milhões de visitantes por ano, distribuídos em romarias e eventos religiosos, aumentando, assim, o fluxo de pessoas e veículos na cidade. Nesse período, grande parte dos ônibus de excursão para chegarem até os hotéis e pousadas passam pelo centro urbano, local que há uma maior movimentação e onde as ruas são mais estreitas, ocasionando transtornos na região. Essa grande quantidade de ônibus em épocas de festividades religiosas, permanece em estacionamentos particulares, porém, a quantidade não é suficiente para a demanda que existe e, por conta disso, os demais estacionam nos acostamentos das ruas e avenidas. A atual rodoviária de Bom Jesus da Lapa, localizada na Avenida Doutor Manoel Novaes, nº 481, bairro Centro, foi inaugurada em maio de 1992. Possui sete viações de ônibus, e por ela circulam, normalmente 350 passageiros por dia. Possui 13 funcionários, exceto em período de 1 “Estabelecimento destinado à hospedagem de turistas ou hóspedes. ” Disponível em: <https://conceitos.com/hostel/> Acesso em 20 novembro de 2018. 2 De acordo com o dicionário online de Português, romaria constitui-se como “uma viagem ou peregrinação religiosa”. Disponível em: <https://www.dicio.com.br/romaria/> Acesso em 05 de abril de 2018.


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romaria, onde o quadro de funcionários aumenta devido à grande demanda, segundo informações cedidas em entrevista pelo responsável da rodoviária, Vilmar Fernandes Alves. (Apêndice B) Em Bom Jesus da Lapa, existem hotéis, pousadas, dormitórios e rancharias para abrigar os romeiros e visitantes que chegam ao município. Segundo informações de Maria Betânia Bastos, secretária de turismo em 2013, existiam onze mil leitos distribuídos pela cidade, número esse que ainda não comporta a demanda populacional. Desse modo, os romeiros procuram se hospedar em residências de famílias que disponibilizam e alugam suas casas para eles. Um hostel iria funcionar como uma alternativa a mais de abrigar essa população. A rodoviária atualmente está localizada em uma área que dificulta o acesso dos ônibus e principalmente a mobilidade urbana, tornando o espaço inadequado para a sua localização. Por esse motivo, defende-se a criação de um novo terminal rodoviário em uma região mais afastada da zona urbana, como comprovado em questionário e entrevistas realizadas. Sendo assim, vários transtornos que ocorrem na região, como congestionamentos e acidentes, seriam amenizados. O objetivo principal deste trabalho é desenvolver um projeto arquitetônico de um novo terminal rodoviário para a cidade de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, implantando-o em um novo local com o objetivo de melhorar os fluxos das rotas dos ônibus e garantir, também, melhoria na mobilidade urbana no município, contando com o suporte necessário para atender a população da cidade e flutuante. Além disso, tem como objetivo projetar um hostel para atender a população, de passageiros, visitantes e romeiros durante os períodos festivos, criar estacionamentos para os ônibus de romeiros, para que assim, liberem as ruas e avenidas do centro da cidade, quando o estacionamento não estiver sendo usado para os ônibus, ele poderá ser utilizado como espaço para feiras, mostras culturais, e eventos. Como método de pesquisa, foi estudado a respeito dos impactos e transtornos causados pelo atual terminal rodoviário de Bom Jesus da Lapa, o processo de urbanização no Brasil, a mobilidade urbana dos centros urbanos, os transportes rodoviários de passageiros, os terminais rodoviários e a necessidade de um novo terminal rodoviário em um local mais afastado do centro. Utilizando a técnica de pesquisa, foram feitas pesquisas bibliográficas em trabalhos finais de graduação, dissertações, artigos, leis, referências de internet e no Manual de Implantação de Terminais Rodoviários, coletando, assim, informações para embasamentos nas soluções do tema apresentado. Também foi realizada observação direta intensiva, através de três entrevistas estruturadas (Apêndices) com pessoas que têm conhecimento sobre o tema ou residem na cidade, pois elas vivenciam a situação da rodoviária e os transtornos causados por ela.


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Além disso, houve a realização de observação indireta extensiva, através da aplicação de questionário online (Apêndices), direcionado para a população de Bom Jesus da Lapa, pessoas que têm conhecimento da cidade e utilizam dos serviços oferecidos pela rodoviária.


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2 EXPLORAÇÃO TEÓRICA DO TEMA 2.1 Teorias e Conceitos 2.1.1 Processo de Urbanização no Brasil e seus Efeitos Atualmente, existem 5.570 cidades e Distrito Federal no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2016), sendo a população da zona urbana maior que a da zona rural, devido ao fato das cidades possuírem maiores oportunidades de emprego, educação, infraestrutura e melhores condições de vida. Contudo, até a década de 1960 a situação era inversa e as cidades serviam para atender aos serviços agrários. O quadro começou a mudar por consequência do processo de industrialização, ocasionando o aumento da urbanização nas cidades. A urbanização pode ser entendida como o processo de modificação de uma sociedade, região ou território de rural para urbano. Assim, quando ocorre um crescimento maior na população urbana do que na rural, diz-se que aconteceu o processo de urbanização.

A urbanização em sua acepção tradicional, e enquanto um fenômeno de escala local e localizado é bastante antiga. As primeiras cidades sugiram no Oriente Médio aproximadamente entre 3500 e 3000 a.C., porem até o final do século XVIII esse fenômeno permaneceu limitado a uma baixa porcentagem da população e a algumas regiões. Foi a partir da revolução industrial, da revolução agrícola e dos transportes que a sucederam que a urbanização ultrapassa a escala local e deixa de ser localizada, passa a realizar-se em um ritmo acelerado, tendendo a generalização. (JUNIOR, 2014, p.4).

Possuindo mais de 80% da população brasileira vivendo nas cidades, o Brasil vem apontando, gradualmente, o crescimento das suas áreas urbanas. Este desenvolvimento urbano, marcado por aceleradas e intensas transformações, demonstra a grande procura por terras, levando a ocupações em grandes proporções, na maioria das vezes sem a preocupação com os impactos ambientais e um planejamento físico territorial. Sobretudo, diante de um novo modelo de crescimento urbano que vem se difundindo mundialmente, que ficou conhecido como urban sprawl, na sua designação original em inglês, ou, dispersão urbana. Esse novo modelo é responsável pela expansão horizontalizada e não compacta da malha urbana, ocasionando em cidades poli nucleadas, com baixa densidade populacional e construtiva, formando, assim, as chamadas cidades difusas ou dispersas (WEISS, 2016). Essa forma de crescimento acarreta em complicações no que se refere a planejar e gerenciar as áreas dos municípios, refletindo em equívocos na indicação do crescimento das zonas urbanas e da sua disposição espacial. Esse crescimento urbano, formando bairros distantes do centro e a carência dos sistemas de transportes públicos, gerou o aumento da motorização individual e o declínio da utilização dos


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transportes públicos. Com isso, impactos como congestionamentos das vias de tráfego viraram constantes nas cidades, devido à grande quantidade de automóveis circulando na cidade. Pode-se citar, ainda, como impactos da urbanização, os diversos tipos de poluição, que são: hídrica, sonora, visual e atmosférica. A poluição hídrica consiste na contaminação dos mananciais por resíduos industriais e domésticos, uma vez que as reservas de água estão poluídas é preciso, para abastecer a cidade, buscar água em locais distantes. A poluição sonora é causada pelo excesso de ruídos de automóveis, obras nas ruas, atividades recreativas, movimentação de pessoas, entre outras. A poluição visual, é a disposição excessiva no ambiente urbano de anúncios, cartazes, placas e propagandas, muitas vezes escondendo a paisagem natural. Já a poluição atmosférica é a concentração de substâncias tóxicas e químicas. Essa última ocorre devido a emissão de poluentes no ar pelas atividades sociais, como emissão de gases pelos automóveis e indústrias e queimadas florestais. A ausência de arborização também é um impacto causado pela urbanização. Sua falta resulta em consequências para as cidades, já que elas purificam o ar, reduzem a poluição sonora, aumentam a umidade do ambiente, além de realizar outras funções (EDUCAÇÃO, 20083). O processo de urbanização de Bom Jesus da Lapa se deu a partir da atividade religiosa na cidade, oferta de comércio, de serviços modernos e pela produção de frutas no município (SANTOS, Sueli, 2015), que são as principais atividades econômicas até os dias atuais. Outros fatores de auxílio a esse processo foram as instalações de fixos geográficos, como a ponte Gercino Coelho sobre o rio São Francisco, que possibilita a ligação da cidade com os demais municípios do oeste baiano e a construção de rodovias com pavimentação, já que antes disso o acesso era feito através de barcos e por estradas de terra. O ato de urbanizar promove uma série de impactos ambientais e problemas sociais na cidade. Essa urbanização acarreta em transtornos nos municípios, principalmente nos centros urbanos, como congestionamentos frequentes, acidentes, poluição do ar e sonora e ilhas de calor. Bom Jesus da Lapa vem demonstrando essas situações, isso porque em seu centro - por ser caminho para o Santuário do Bom Jesus e comércios locais - há um grande fluxo de veículos e pessoas durante todo o dia, proporcionando maiores impactos na região. Esses transtornos se agravam em período de romaria, quando romeiros e uma maior quantidade de ônibus ocupam a cidade. O projeto da nova rodoviária em um ambiente mais afastado, propiciará a amenização dos impactos, relacionados ao trânsito na região central da cidade, os quais são causados pela urbanização. Além de levar para o seu entorno, até então com poucos empreendimentos, um foco de atividades comerciais e residenciais. 3

Site Educação. Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/metropoles-impactos-ambientaisda-urbanizacao.htm>. Acesso em 19 de maio de 2018.


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2.1.2 O Desenvolvimento da Cidade de Bom Jesus da Lapa – BA O território de Bom Jesus da Lapa, banhado pelo rio São Francisco, era inicialmente habitado por diversas tribos indígenas. Houve uma expedição exploratória, realizada entre os anos de 1543 e 1550 que trouxe até o morro da atual cidade, Duarte Coelho Pereira, administrador colonial português. Em 1663, Antônio Guedes de Brito, pecuarista e latifundiário, recebeu da Coroa Portuguesa as chamadas sesmarias4, que compreendia a região do futuro município de Bom Jesus da Lapa, a qual se tornou o segundo maior latifúndio do Brasil- colônia. Segundo Santos, Silvano (2016), o povoamento da cidade tomou maior impulso com a vinda do português Francisco Mendonça Mar, em 1691. Esse chegou a região da atual Bom Jesus da Lapa com uma imagem do Senhor Bom Jesus, e encontrou uma aldeia de índios Tapuias e instalou-se em uma gruta. De acordo com a Prefeitura de Bom Jesus da Lapa5, o português foi encontrado por garimpeiros, que noticiaram à população sobre um homem santo que morava em uma gruta. A partir desse momento, o morro começou a ser visitado por peregrinos e criou-se um povoado. Em 1691, o local virou o Santuário do Bom Jesus. O povoado foi se desenvolvendo e em 1890 transformou-se em vila, atingindo a categoria de cidade em 1923. A partir das peregrinações, que com o tempo se tornaram em grandes romarias ao Santuário do Senhor Bom Jesus, no ano de 2018, Bom Jesus da Lapa com 95 anos na categoria de cidade, comemora 327 anos de romarias. A cidade recebe milhares de romeiros e turistas anualmente, vindos de diversas partes do Brasil e até do mundo, atraídos pela sua beleza natural do conjunto de grutas e por realizar uma experiência espiritual. A realização deste acontecimento vem confirmar, cada vez mais, que a romaria do Bom Jesus da Lapa se consolida, verdadeiramente, como a terceira maior romaria do Brasil e se propaga expressivamente na mídia nacional e internacional como um grande fenômeno de turismo religioso e cultural, localizado no “coração sertanejo” da Bahia. (PREFEITURA DE BOM JESUS DA LAPA5).

Bom Jesus da Lapa demonstra muitos impactos em período de romaria, ocasionados pela grande quantidade de romeiros, visitantes e veículos que chegam na região, pois se unem aos lapenses e seus veículos. A cidade foi se desenvolvendo e com ela não houve a consciência de que seria um grande foco de romarias, com isso, não houve a preparação da infraestrutura para receber tamanha demanda. Ruas centrais estreitas, grande fluxo de pessoas e ônibus ocasionam em Sesmaria: “lote de terras distribuído a um beneficiário, em nome do rei de Portugal, com o objetivo de cultivar terras virgens.” Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-sesmaria.htm> Acesso em 08 de março de 2018. 5 Site da Prefeitura de Bom Jesus da Lapa. Disponível em: <http://www.bomjesusdalapa.ba.gov.br/texto/a_cidade>. Acesso em 08 de março de 2018. (Observação: o site não possuía data de publicação). 4


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congestionamentos e, algumas vezes, em acidentes. Há alguns anos, barracas de venda eram montadas nas ruas de toda a região central do município e nas proximidades do santuário, o que dificultava o trânsito de pedestres e veículos, acarretando nos problemas citados, porém, o Poder Público retirou essas barracas das vias e as realocou em outro local, onde não há obstrução no trânsito. A cidade também não possui estacionamentos suficientes para atender a todos os ônibus que chegam nessa época, levando os motoristas a estacionarem seus veículos em ruas e avenidas, trazendo incômodo aos habitantes da cidade. Outro transtorno causado é a ausência de leitos suficientes para os romeiros. Apesar de possuir hotéis, pousadas, rancharias e dormitórios, Bom Jesus da Lapa ainda não comporta a quantidade de romeiros. Assim, esses que não conseguem vagas nesses ambientes, procuram se hospedar na casa de cidadãos locais. A cidade foi se desenvolvendo gradativamente e não foi pensado em um plano urbanístico para solucionar esses impactos e problemas que apareceriam a longo prazo. Soluções para resolver essas questões em períodos de romaria estão sendo tomadas lentamente, porém, é necessário haver resultados imediatos para trazer conforto aos romeiros, visitantes e lapenses, além de boa mobilidade na cidade.

2.1.3 Transporte Rodoviário de Passageiros e Mobilidade Urbana “O transporte é responsável por toda e qualquer atividade econômica, sem ele, não há desenvolvimento em uma cidade, região ou país.” (PEREIRA et al., 2013). O transporte rodoviário está relacionado com várias atividades, tornando-se uma forma que possibilita de maneira econômica as locomoções para satisfazer os interesses e necessidades pessoais ou coletivas, uma vez que, as maiores vantagens que produz são a mobilidade e acessibilidade. O Transporte Rodoviário de Passageiros (TRP), supervisionado e fiscalizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), é uma modalidade de transporte terrestre feito através de rodovias ou estradas e tem como função deslocar pessoas, animais ou cargas para o lugar de destino.

Os sistemas de transporte de passageiros têm um importante papel econômico e social, na medida em que possibilitam o acesso a diversos bens e serviços, ampliam as relações dos indivíduos com o espaço e encurtam os tempos de viagem. A possibilidade de a população se deslocar por meio desses sistemas e a facilidade – em termos de distância, tempo, custo e, também, nível de conforto – para alcançar os destinos desejados têm interferência significativa na sua qualidade de vida e em seu grau de desenvolvimento socioeconômico. (TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PASSAGEIROS EM REGIME DE FRETAMENTO, 2017, p. 8).


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A evolução do transporte rodoviário nacional e mundial dividiu-se em três fases: o uso de animais e carroças na época medieval, desenvolvimento da indústria automobilística nas primeiras décadas do século XX, período esse em que houve a estabilização desse sistema rodoviário, e a crise do petróleo em 1970. O transporte de passageiros começou a ser produtivo economicamente quando o ônibus, como função de transporte público, surgiu na França, em 1826. A estabilização do sistema rodoviário de passageiros no Brasil aconteceu no mesmo período que se investiu em rodovias. Foi com o governo de Juscelino Kubitschek, de 1951 a 1956, que houve o ápice, pois o Brasil estava passando pelo processo de industrialização que necessitava da integração entre os territórios o que abrangia a necessidade de uma rede de transportes articulada por toda área nacional.

O transporte público urbano é responsável pelo deslocamento de 59 milhões de passageiros diariamente, respondendo por mais de 60% dos deslocamentos mecanizados nas cidades brasileiras. Somente o segmento de ônibus atende 90% da demanda de transporte público coletivo, gerando aproximadamente 500 mil empregos diretos, com uma frota de 95 mil veículos. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) estima que esse segmento responda por mais de 1,0% do PIB brasileiro, movimentando cerca de R$ 17 bilhões por ano (considerando os sistemas de ônibus urbanos e metro-ferroviários), influindo diretamente no desempenho de outros setores econômicos. (RESOLUÇÕES 6º CONGRESSO DA CNTT, 2005, p.22).

Visto que, os ônibus são capazes de percorrer qualquer via, esta situação possibilita que ocorra a integração de passageiros a outras regiões mais afastadas, cidades ou estados. Essa disponibilidade faz com que algumas viações de ônibus dos terminais rodoviários do Brasil ofereçam até três tipos de viagens: intermunicipais, interestaduais e internacionais. As viagens intermunicipais, são aquelas em que o passageiro viaja de um município a outro no mesmo estado. As interestaduais, a viagem ocorre entre municípios de estados diferentes e as internacionais, entre municípios de países diferentes. No terminal rodoviário de Bom Jesus da Lapa existem linhas de ônibus que fazem viagens intermunicipais e interestaduais, para estados como Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Em virtude dos ônibus não estarem presos a trajetos fixos, há uma maior flexibilidade e mobilidade para o deslocamento a longas distâncias. De acordo com Lima (2010, p.33), “Planejar o espaço urbano e com ele as áreas destinadas aos deslocamentos diários é comprovadamente uma das maneiras de garantir o desenvolvimento de áreas urbanas em níveis aceitáveis de sustentabilidade”. A mobilidade ideal ocorre através das políticas de transporte e circulação que planejam a melhoria da mobilidade e da acessibilidade da população e das cargas. O planejamento da mobilidade é de suma importância,


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não somente para o bom funcionamento do sistema de transportes, mas também para o desenvolvimento econômico e social do município, ligando os cidadãos aos seus destinos e induzindo na localização de edificações, serviços, pessoas, atividades urbanas e rede de infraestruturas. O Brasil possui a Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana e descreve a mobilidade urbana como “condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargas no espaço urbano”. A lei também determina infraestruturas de mobilidade urbana, como estações, terminais e outras conexões. Ao longo do tempo, o Brasil adotou diversas medidas para que ocorra uma maior fluidez no trânsito, porém, essas medidas não surtem muito efeito na mobilidade urbana se elas apenas privilegiarem o uso do transporte individual ao invés dos ônibus, como o transporte coletivo.

O transporte individual motorizado aumenta a mobilidade dos usuários, mas por outro lado, seu uso massivo provoca vários impactos à comunidade como o aumento do número de viagens; aumento no consumo de combustíveis fosseis; aumento do efeito estufa, aumento da poluição ambiental; degradação ambiental; aumento nos níveis de ruído; aumento no número de acidentes de trânsito; aumento dos congestionamentos; aumento na demanda por vagas de estacionamento; entre outros problemas que interferem na sustentabilidade dos municípios. (SILVA; MAGAGNIN, 2007, p.2 apud RODRIGUES, 2009, p.13).

É importante que a mobilidade na região de inserção do terminal rodoviário seja sempre melhorada, não devendo a existência dele contribuir para maiores impactos. A cidade possuindo boa mobilidade, com fluxos de veículos e pessoas, sem interrupções e transtornos, proporcionará melhoria da saúde, segurança nas ruas, redução de congestionamentos e de vítimas em acidentes de trânsito. Tudo isso se reflete também na possibilidade dos terminais rodoviários - funcionando adequada e eficientemente - contribuírem para melhor qualidade de vida da população, proporcionando conforto e agilidade dos deslocamentos de pessoas através da utilização dos ônibus. 2.1.4 Terminal Rodoviário de Passageiros O Terminal Rodoviário de Passageiros (TRP) é o ponto de chegada e saída dos usuários, principalmente os de média e longa distância, ou seja, a conexão entre o passageiro, o sistema e as cidades (SOARES, 2006). Segundo Alpuim (2009, p.4) “Os terminais são locais essenciais, já que neles ocorrem todos os movimentos de embarque e desembarque dos passageiros, carga e descarga de mercadorias [...]”.


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Um terminal de passageiros se caracteriza como elemento de apoio ao sistema de transportes através do qual se processa a interação entre indivíduo e serviço de transporte. Este elemento pode representar o ponto final de uma viagem ou o ponto intermediário para a transferência a outro modo de transporte, durante uma viagem. Assume aspectos mais variados, desde um simples ponto de parada de ônibus, até um terminal modal e cada um possui características próprias que condicionam a sua operação e localização. (GOUVÊA, 1980, p. 6)

Logo, pode-se caracterizar um terminal rodoviário como o ambiente em que pessoas e mercadorias afluem e se reúnem com a intenção de serem transportadas a um destino. Com isso, a finalidade do terminal rodoviário é que os passageiros se desloquem até ele para que sejam reunidos em um determinado local, façam os procedimentos necessários, embarquem no transporte e sigam a sua rota. Para Soares (2006), as características para o funcionamento de um TRP contêm vários módulos para realizações de diferentes atividades, contando com saguão principal, sala de espera, áreas de circulação e terminais de embarque e desembarque. As áreas de circulação comuns consistem em setores internos atribuídos à circulação dos passageiros e usuários do terminal, portais de entrada e saída para uso público e nessa área também estão localizados serviço institucionais de fiscalização, de policiamento e posto de primeiros socorros. Os setores internos são destinados às empresas de ônibus, venda de passagens, lojas, praça de alimentação, entre outros ambientes. Os terminais de embarque e desembarque e de circulação de apenas de passageiros compreendem os portões de acesso e as pistas internas com plataformas dotadas de baias6 para estacionamento dos ônibus. O TRP completa-se com as instalações administrativas e operacionais do equipamento e dos estacionamentos para o público e os exclusivos para a administração. A localização de um novo terminal rodoviário é muito importante para a malha urbana de uma cidade, e a escolha do seu local exige especificações do espaço no qual ele irá ser inserido. Algumas constatações deverão ser consideradas e analisadas durante a fase de projeto, são elas: Um terminal deverá promover o crescimento ou até mesmo o rejuvenescimento de uma dada região, já que ao mesmo tempo será promotor de fluxos de mercadorias e de pessoas, como dinamizador da economia; Sendo uma estrutura dinamizadora da região, e devido aos elevados custos a ela associados, o projecto de arquitectura deverá permitir que o mesmo funcione como projector da identidade da região, já que em grande parte dos casos, funcionará como porta de entrada na mesma; Deverão ser implementados em local que minimize os impactes sentidos, sejam estes ambientais, económicos ou até mesmo para as edificações vizinhas; [...] (ALPUIM, 2009, p.21). De acordo com o Dicionário Online de português, baia constitui-se como: “Cada divisão que limita ou restringe um lugar.” Disponível em: < https://www.dicio.com.br/baia-2/> Acesso em 05 de maio de 2018. 6


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Gouvêa (1980) relata também sobre os fatores da localização de um terminal. Segundo ele, o local da implantação deve ser analisado de modo que o com o passar do tempo o empreendimento não se torne ultrapassado, mas sim, que atraia o maior número de usuários, possibilitando uma maior eficiência ao sistema de transporte. Também são fatores significativos na escolha do local: a acessibilidade ao ambiente, a identificação dos pontos geradores de demanda, as características de entorno, a proximidade com os corredores de transportes, a topografia da área e imposições políticas. Analisando os posicionamentos de Alpuim (2009) e de Gouvêa (1980), é necessário que sejam examinados previamente diversos parâmetros e consequências acerca da construção de um terminal rodoviário. Deve-se trazer mobilidade à região ao invés de congestionamentos e ser um terminal que esteja adaptado para receber qualquer quantidade de população, com conforto e segurança, estando em constante melhorias. A região do projeto do novo terminal rodoviário de Bom Jesus da Lapa, por sem um bairro sem muitos empreendimentos no seu entorno, tem a possibilidade de proporcionar para a cidade melhor mobilidade, infraestrutura e urbanismo. Havendo planejamento adequado do bairro, juntamente com o projeto do terminal, a região não sofrerá com impactos negativos como, aumento do tráfego, dificuldade no deslocamento de pessoas, poluição sonora, entre outros. 2.2 Projetos Referenciais 2.2.1 Terminal Rodoviário Novo Rio – Rio de Janeiro, Brasil Localizado na cidade do Rio de Janeiro, o terminal tem esse nome devido a um planejamento de reformas no transporte coletivo que aconteceu em 1965, na cidade do Rio de Janeiro. O então governador Carlos Lacerda tinha o objetivo de traçar a “cidade do futuro” que chamava de um “novo Rio”. Por esse motivo, o principal terminal rodoviário do estado do Rio de Janeiro foi batizado com esse nome. É considerado o 2º maior terminal rodoviário da América Latina em quesito movimentação de passageiros, embarcando e desembarcando em dias normais, cerca de 20 mil passageiros, e em feriados o número pode chegar a 40 mil por dia (NOVO RIO, 20167).

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Site Concessionária Novo Rio. Disponível em: < http://www.novorio.com.br/terminais/>. Acesso em 08 de março de 2018.


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Figura 1 - Fachada do terminal rodoviário Novo Rio

Fonte: Rio I Go. Disponível em <http://www.rioigo.com/rodoviaria-novo-rio-a-porta-de-entrada-de-quem-chega-deonibus/> Acesso em maio de 2018.

Segundo Novo Rio (2016)8, o terminal possui 44 empresas de ônibus, operando em 230 linhas, sendo 48 intermunicipais, 175 interestaduais e 7 internacionais. Tem capacidade para 234 embarques/desembarques por hora, distribuídas em 74 plataformas e em média 1.500 funcionários trabalhando nos setores de administração, comércio, operações e viações de ônibus. Para atender cerca de 50 mil pessoas por dia, que pelo terminal circulam, a rodoviária conta com balcão de informações que funciona por 24 horas nos principais acessos, tendo profissionais bilíngues para atender os estrangeiros. Possui cadeiras de roda a disposição nos balcões de atendimento, rampas acessíveis às plataformas, sanitários adaptados e serviço de auxílio a pessoas com deficiência e idosos. Também possui salas de achados e perdidos, guarda volumes, duas praças de alimentação, bancos e 12 caixas eletrônicos em toda extensão do terminal, 10 conjuntos de sanitários, sendo 1 com serviço de banho, além de setor de informações turísticas com balcões, quiosque da Secretaria Municipal de Turismo (que fornece informativos sobre a cidade, como hotéis e atrativos) e também disponibiliza guias poliglotas aos passageiros.

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Site Concessionária Novo Rio. Disponível em: < http://www.novorio.com.br/terminais/>. Acesso em 08 de março de 2018.


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Figura 2 - Movimentação de passageiros no terminal

Fonte: O Globo. Disponível em < https://oglobo.globo.com/rio/rodoviaria-novo-rio-deve-receber-mais-de-40-milpessoas-hoje-11147699> Acesso em maio de 2018.

O terminal Rodoviário Novo Rio foi escolhido como projeto referencial por possuir um bom funcionamento no fluxo de movimentação dos passageiros, apesar da quantidade de pessoas que por ele circulam diariamente, por estar na busca pela constante melhoria da sua infraestrutura, atendimento ao cliente e na ampliação dos serviços, fatores importantes por ser um empreendimento que atende muitas pessoas. Sabendo que Bom Jesus da Lapa em período de romaria também recebe muitos romeiros e a intenção do projeto da nova rodoviária é ter plataformas de embarque/desembarque para atender esse público, optou-se por se espelhar na dinâmica funcional da rodoviária do Rio de Janeiro. Além disso, os programas de necessidades de ambos são semelhantes, porém o empreendimento de Bom Jesus terá um porte menor. 2.2.2 Hostel Viva Design – São Paulo, Brasil Localizado no bairro Vila Madalena, na capital São Paulo, o Hostel Viva Design foi escolhido como referência para o trabalho, por se tratar de um empreendimento com modelo dos dormitórios diferentes dos usuais e por possuir, alternativas simples que trazem conforto para seus usuários. O hostel possui quartos com 4,6 e 8 camas além de haver quartos privativos. Os quartos são feitos em bloco de concreto que proporciona a diferença dos demais hosteis. Sabe-se que as camas beliche usuais, como o tempo, perdem a estabilidade e ficam trêmulas, por isso um dos motivos da escolha do Hostel Viva Design foi esse, os beliches por serem construídos com os blocos de concreto, não tem esse problema.


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Figura 3 – Quarto do Hostel Viva Design

Fonte: Viva Hostel. Disponível em < http://vivahostel.com.br/quartos/4-camas-misto/> Acesso em agosto de 2018.

Os dormitórios também possuem fitas de led próximas ao piso para que os usuários consigam se locomover pelo quarto sem que haja a necessidade de acender as luzes, e assim atrapalhar as demais pessoas. Além de também possuir essas luzes e tomadas dentro dos armários para carregar aparelhos eletrônicos sem se preocupar com a segurança. (VIVA HOSTEL9)

Figura 4 - Quarto do Hostel Viva Design

Fonte: Viva Hostel. Disponível em < http://vivahostel.com.br/quartos/8-camas-misto/> Acesso em agosto de 2018.

As cabines são parcialmente fechadas para haver maior privacidade dos usuários, dentro delas há luzes para leitura nas cabeceiras das camas para que não causem transtornos para as demais pessoas. 9

Site Viva Hostel Design. Disponível em: <http://vivahostel.com.br/ > Acesso em 10 de agosto de 2018. (Observação: o site não possuía data de publicação).


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Figura 5 - Quarto do Hostel Viva Design

Fonte: Viva Hostel. Disponível em < http://vivahostel.com.br/quartos/8-camas-misto/> Acesso em agosto de 2018.

2.2.3 Terminal Rodoviário Severino Camelo – João Pessoa, Paraíba, Brasil O terminal rodoviário Severino Camelo, mais conhecido como Terminal Rodoviário de João Pessoa foi inaugurado em 22 de janeiro de 1982. Foi feito um concurso para a escolha da nova rodoviária e o projeto vencedor foi dos arquitetos Glauco Campelo e Luiz Pinho. Como foco principal para a execução do projeto os arquitetos tiveram a simplicidade, funcionalidade e economia. O terminal de João pessoa foi escolhido como referência pelos seus pilares e a cobertura, que se assemelham ao partido e conceito proposto para o presente trabalho. Possui cobertura de telha autoportante e aço pré-pintado sobre estrutura de concreto armado, além de pórticos com 25 metros de vãos e balanços de 15 metros, no acesso ao terminal e na área de embarque e desembarque, a cada 10 metros de vão. Possui também uma claraboia no meio da sua cobertura. Figura 6 – Terminal Rodoviário Severino Camelo

Fonte: Viva Hostel. Disponível em < http://www.onibusdaparaiba.com/2012/05/especial-terminal-rodoviario-dejoao.html> Acesso em agosto de 2018.


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A proposta da nova rodoviária de Bom Jesus da Lapa terá pilares semelhantes aos do terminal de João Pessoa nas áreas de embarque e desembarque, por possuírem um design diferente dos habituais, por terem a capacidade de suportar grandes lajes e grandes vãos. Figura 7 – Pilar do Terminal Rodoviário Severino Camelo

Fonte: Viva Hostel. Disponível em < http://www.onibusdaparaiba.com/2012/05/especial-terminal-rodoviario-dejoao.html> Acesso em agosto de 2018.

Figura 8 - Terminal Rodoviário Severino Camelo

Fonte: Viva Hostel. Disponível em < http://www.onibusdaparaiba.com/2012/05/especial-terminal-rodoviario-dejoao.html> Acesso em agosto de 2018.


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3 APRESENTAÇÃO DA ÁREA 3.1 Inserção do Empreendimento Figura 9 - Mapa de localização das cidades circunvizinhas.

Fonte: Elaboração própria com base em recorte do mapa da cidade de Bom Jesus da Lapa disponível no Open Street Map.

Bom Jesus da Lapa está localizada em um eixo regional que interliga diretamente seis cidades, sendo elas: Riacho de Santana, Carinhanha, Paratinga, Serra do Ramalho, Sítio do Mato e Santa Maria da Vitória. Por contar com escolas, universidades, cursos profissionalizantes e oportunidades de emprego, que a maioria desses municípios supracitados não possui, muitas pessoas se deslocam diária ou semanalmente para Bom Jesus da Lapa. O terminal rodoviário já não possui infraestrutura adequada para atender toda a população de passageiros que por ela circulam diariamente, pois não foi planejada pensando na possibilidade do aumento do fluxo de pessoas. Além disso, a região apresenta transtornos causados pela sua atual localização, como congestionamentos e acidentes. Por esses motivos, torna-se necessário o projeto de um novo terminal rodoviário afastado do centro urbano. A proposta demonstra-se importante para a cidade e região, devido ao fato de Bom Jesus da Lapa ser uma referência do turismo religioso do oeste da Bahia, recebendo turistas e romeiros durante todo o ano e movimentando a economia do município. A cidade de Bom Jesus da Lapa possui três acessos, sendo eles pela BR-430 (vindo do município de Riacho de Santana), pela BR-349, (de Santa Maria da Vitória), pela BA-160, (do


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município de Paratinga) e pela via municipal, Avenida Agenor Magalhães (também vindo de Paratinga), sendo todas elas vias de mão dupla.

Figura 10 - Mapa de fluxos das vias de acesso à cidade.

Fonte: Elaboração própria com base em recorte do mapa da cidade de Bom Jesus da Lapa disponível no Open Street Map.

3.2 Localização A escolha da localização do terminal rodoviário deve ser feita de acordo com avaliações previamente estabelecidas e julgadas viáveis, inclusive analisando a disponibilidade da área de implantação do terminal para futuras expansões de suas instalações. Um terminal rodoviário é importante para uma região, pois é ele que possibilita as ligações intermunicipais e interestaduais. Sabendo disso, é fundamental que ele esteja localizado em um ambiente que facilite o acesso de veículos sem o prejuízo no trânsito local. Para a inserção do novo terminal rodoviário na cidade de Bom Jesus da Lapa, optou-se por um terreno em local estratégico, situado em um dos acessos da cidade. Esse local foi escolhido por estar no cruzamento que faz ligação de modo direto a diversos municípios circunvizinhos, por estar distante da malha urbana central, facilitando, dessa forma, o acesso dos ônibus sem que haja a necessidade de adentrar diretamente no município e por estar situado em um bairro pouco povoado, tornando viável a inserção de um eixo de expansão da cidade, fazendo com que o entorno do terminal se torne habitável.


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Figura 11 - Mapa de localização do terreno em Bom Jesus da Lapa.

Fonte: Elaboração própria com base em recorte do mapa da cidade de Bom Jesus da Lapa disponível no Open Street Map.

O terreno escolhido está situado no bairro Lagoa Grande, em uma região onde não existe o loteamento do solo. Encontra-se na esquina com a BR-430, que dá acesso à cidade de Riacho de Santana, e à BA-160, que dá acesso às cidades de Carinhanha e Paratinga. O local não possui empreendimentos no entorno por se tratar de uma área que está sendo expandida gradativamente. Figura 12 - Mapa das vias de acesso ao terreno e às cidades circunvizinhas.

Fonte: Elaboração própria com base em recorte do mapa da cidade de Bom Jesus da Lapa disponível no Open Street Map.


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Possuindo área total de 50.482,40 metros quadrados, optou-se pelo terreno do novo terminal rodoviário nesse local por estar em um ponto de ligação de três cidades à Bom Jesus da Lapa, atendendo aspectos que englobam a facilidade de acesso e possibilidade de futuras ampliações. O projeto da nova rodoviária nesse ambiente mudará a rota dos ônibus que adentram a cidade causando transtornos nas ruas, para uma área com vias amplas e que possibilitará melhor fluxo direto dos ônibus para a rodoviária e local de destino. O atual terminal rodoviário está localizado na Avenida Doutor Manoel Novaes, a cerca de 3,46 quilômetros do terreno do projeto da nova rodoviária. Figura 13 - Mapa de localização do terreno em relação ao atual terminal rodoviário.

Av. Dr. Manoel Novaes

Fonte: Elaboração própria com base em recorte do mapa da cidade de Bom Jesus da Lapa disponível no Open Street Map.

3.3 Usos e Atividades do Entorno A área na qual se encontra o terreno é predominantemente residencial, possuindo apenas poucos comércios localizados nas proximidades da BR-430. Existem poucos empreendimentos de uso misto, lazer e serviço, e apresenta um número significativo de vazios urbanos, por esse motivo é favorável a expansão territorial do bairro Lagoa Grande. O atual plano diretor de Bom Jesus da Lapa caracteriza essa área como Zona de Expansão Urbana (ZEU). A inserção do novo terminal nessa área trará impactos positivos para a região do seu entorno, pois o empreendimento oferecerá oportunidades de emprego para as pessoas, fazendo com que o bairro se torne um local de interesse da população e posteriormente seja povoado. Como impactos negativos, temos a distância do


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terminal para os comércios e serviços, estando sua maioria localizada no centro e o acesso dos passageiros à rodoviária, já que estará localizada mais distante da zona urbana. Figura 14 - Mapa de uso e atividades do entorno do solo.

CDL

Posto de Gasolina

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad, com base em observação do mapa da cidade de Bom Jesus da Lapa.

3.4 Indicação de Infraestrutura Urbana Com relação à infraestrutura urbana, a região de implantação do novo terminal rodoviário possui iluminação pública (administrada pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia – COELBA), pavimentação asfáltica nas vias e rede de abastecimento de água (administrada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE), porém não possui rede coletora de esgoto, pois por se tratar de um local sem edificações no seu entorno imediato (e as poucas que existem na região possuem fossas sépticas), não houve a necessidade de expansão da rede de esgoto. O terminal rodoviário por se tratar de um empreendimento de grande porte contando também com hospedagem, terá a necessidade da ampliação da rede coletora de esgoto. Para maior controle de segurança e saúde dos usuários do terminal, ele possuirá posto policial e um posto de primeiros socorros. Além de caixas eletrônicos, local para o carregamento de aparelhos eletrônicos, lanchonete e lojas.


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As vias de acesso ao terminal rodoviário, que são a BR-430 e a BA-160, são vias arteriais de mão dupla, possuem pavimentação asfáltica e um alto fluxo de veículos, durante todo o dia. Já a região do bairro Lagoa Grande, que possui o parcelamento do solo e maior quantidade de residências e comércios, conta com vias locais com e sem calçamento. Por ser um bairro com maior predominância de residências e comércios, possui médio fluxo de veículos.

Figura 15 - Análise dos fluxos de automóveis.

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad, com base em observação do mapa da cidade de Bom Jesus da Lapa.

3.5 Condicionantes Físicos A cidade de Bom Jesus da Lapa está a uma altitude de 430 metros acima do mar. Possui clima semiárido e a vegetação predominante é a caatinga. A temperatura oscila durante o ano entre 18 e 33 graus Celsius e o período mais chuvoso são entre os meses de outubro a março. Os ventos predominantes na cidade advêm do Leste para o Oeste. Compreender os condicionantes físicos do terreno é de suma importância, pois a partir deles é possível que um projeto seja feito de maneira a aproveitar todas as condições ambientais, como a topografia, incidência solar e ventilação. Assim, será desenvolvido o projeto, com o zoneamento e setorização dos ambientes pensados para obter melhor eficiência energética, obtendo maior exploração da ventilação e da iluminação natural. A área do terreno possui desnível de 1 metro ao longo de sua extensão, localizado na cota de 447 metros de altitude.


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Figura 16 - Mapa de levantamento topográfico.

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa Sketchup e AutoCad.

Figura 17 - Mapa de estudo de locação.

POENTE

NASCENTE

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad, com base em observação do mapa da cidade de Bom Jesus da Lapa.

Bom Jesus da Lapa é uma cidade que alcança altas temperaturas durante grande parte do ano. Sendo assim, a disposição do empreendimento e da hospedaria faz-se necessária de maneira que tenham aberturas voltadas para o Leste (local de vinda dos ventos predominantes e do sol da manhã), proporcionando maior conforto térmico às edificações, devido a ventilação natural, e


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aproveitamento da iluminação, diminuindo a necessidade do uso de energia com aparelhos de climatização e iluminação artificial. 3.6 Legislação Foram utilizados para o desenvolvimento do projeto do terminal rodoviário, o Plano Diretor Urbano – Lei complementar n°. 001 de fevereiro de 2010 e Código de Obras – Lei nº 347 de janeiro de 2010, de Bom Jesus da Lapa, Manual de Implantação de Terminais Rodoviários (MITERP), Cartilha de Acessibilidade da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) e a ABNT NBR 9050/2015 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

3.6.1 Classificação Segundo o Manual de Implantação de Terminais Rodoviários de Passageiros – MITERP Os parâmetros para a implantação de um terminal rodoviário são seguidos pelo Manual de Implantação de Terminais Rodoviários de Passageiros. Esse manual teve três edições, sendo o último publicado em 1986, e, que é usado até os dias atuais.

[...] abrangem desde a sistemática de implantação, onde são descritas as etapas necessárias e os procedimentos a serem seguidos para a implantação dos terminais, até os critérios e recomendações de aspectos específicos de classificação e dimensionamento, localização, projeto arquitetônico, programação visual, atividades comerciais, regimento interno, controles estatísticos e financeiros e convênio com órgãos públicos. (SANTOS, M., 2008)

A MITERP possui oito classificações de terminais, de A à H, e três fatores de análise que são: número de partidas diárias, número de plataformas de embarque e número de plataformas de desembarque. De acordo com a observação da atual rodoviária, suas problemáticas e da proposta para o novo empreendimento a ser implantado em Bom Jesus da Lapa, que contempla o setor de embarque e desembarque de romeiros, foi escolhida a classificação “F”, por possuir quantidade de fatores que suprirão as demandas da nova rodoviária.


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Tabela 1 - Classificação de terminais segundo o MITERP

ITEM

1

2

3

FATORES

NÚMERO MÉDIO DE PARTIDAS DIÁRIAS

NÚMERO DE PLATAFORMAS DE EMBARQUE

NÚMERO DE PLATAFORMAS DE DESEMBARQUE

A

De 901 a 1250

45 a 62

15 a 21

B

De 601 a 900

30 a 45

10 a 15

C

De 401 a 600

20 a 30

7 a 10

D

De 251 a 400

13 a 20

5a7

E

De 151 a 250

8 a 13

3a5

F

De 81 a 150

5a8

2a3

G

De 25 a 80

2a5

1a2

H

De 15 a 24

1

1

Fonte: Disponível em <MITERP>. Acesso em abr. 2018.

3.6.2 Plano Diretor Urbano e Código de Obras De acordo com o Estatuto da Cidade, o Plano Diretor é obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes e que sejam integrantes de áreas de especial interesse turístico, que é a condição de Bom Jesus da Lapa. O Código de Obras foi sancionado em janeiro de 2010 e o Plano Diretor Urbano em fevereiro do mesmo ano. Ao analisar a Seção de Zoneamento do Plano Diretor, compreende-se que a zona de implantação do terminal encontra-se na Subzona Residencial 6 – SZR 6, bairro Lagoa Grande (sem parcelamento do solo). Tabela 2 - Subzona de implantação do rodoviária

Seção I Zoneamento Art. 50. Para fins de planejamento urbano, fica a área urbana da Sede dividida nas zonas e subzonas de usos predominantes representadas nos Quadros I e II, do Anexo I e na Planta 04 do Anexo VI, desta Lei: e) SZR 6 – Subzona Residencial 6: Barrinha, Parque Verde, São João e Lagoa Grande (sem parcelamento) além de toda a área de expansão urbana; Fonte: Elaboração própria com base em recorte do Plano Diretor Urbano da cidade de Bom Jesus da Lapa.


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Analisando no Plano Diretor Urbano o Quadro I – “Parâmetros e índices urbanísticos básicos para áreas urbanas”, do Anexo I – “Parâmetros de ocupação e uso das áreas urbanas”, há uma tabela com critérios e restrições aplicáveis a SZR 6. Tabela 3 - Critérios e restrições da SZR 6 ANEXO I – PARÂMETROS DE OCUPAÇÃO E USO DAS ÁREAS URBANAS QUADRO I, - PARAMETROS E ÍNDICES URBANÍSTICOS BÁSICOS PARA AS ÁREAS URBANAS Lote Testada Taxa Índice de Limite Limite de Recuo de Pavimentos Frontal Mínimo Mínima Permeável Ocupação Localização Altura (m) (%) IO (m) (m) (m) Barrinha, Parque Verde, São João e Lagoa Grande (sem 300 10 40 0,5 36 12 5 parcelamento), área de expansão urbana Fonte: Elaboração própria com base no Anexo I, Quadro I, do Plano do Diretor Urbano de Bom Jesus da Lapa.

SZR6

O quadro I do anexo I, adota valores para diretrizes do bairro Lagoa Grande (sem parcelamento), que compreende a SRZ 6. O lote mínimo a ser definido deve possuir 300 metros quadrados, testada mínima de 10 metros, taxa permeável de 40% do terreno, 0,5 de índice de ocupação, 36 metros de limite de altura, distribuídos em 12 pavimentos, e com recuo de 5 metros. Ainda no Anexo I, existem as tipologias e características do empreendimento, no qual o terminal rodoviário está inserido no Grupo III – “Alto grau de impacto ao meio ambiente e estrutura urbana”, na tipologia de “Grandes Equipamentos de Uso não Residencial” e tendo como características: “Atividades diversas não residências com área construída superior a 2.000.00 m² ou implantados com áreas acima de 1 hectare.” Tabela 4 - Tipologias/Características do empreendimento

TIPOLOGIAS/CARACTERÍSICAS Grandes Equipamentos de Uso não Residencial Características: Atividades diversas não residenciais com área construída superior a 2.000,00 m² ou implantados com áreas acima de 1ha. Equipamentos urbanos de grande interferência na estrutura urbana e no meio ambiente, tais como: autódromo, hipódromo, estádios esportivos, terminais rodoviários, ferrovias e aerovias, corpo de bombeiros, jardim zoológico, jardim botânico, cemitérios e necrotérios, matadouros e abatedouros, aterro sanitário e usinas de reciclagem de resíduos sólidos, estação de tratamento de efluentes. Fonte: Elaboração própria com base no Anexo I, Grupo III, do Plano do Diretor Urbano de Bom Jesus da Lapa.


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No Código de Obras de Bom Jesus da Lapa, Capítulo V – “Das condições gerais das edificações”, Seção XVI – “Áreas de Estacionamentos de Veículos”, há os artigos 74 e 75 referentes às vagas de veículos. O atual Código de Obras de Bom Jesus da Lapa não possui parâmetros para a quantidade de vagas por edificação e nem cálculo de população por empreendimento, sendo assim, será utilizado o Código de Obras da cidade de Vitória da Conquista como parâmetro e a quantidade de ônibus, com a ocupação completa, que passam pela rodoviária diariamente. Tabela 5 – Atividades/empreendimentos que configuram o uso do solo

ANEXO II – QUADRO 2.1 – ATIVIDADES/EMPREENDIMENTOS QUE CONFIGURAM O USO DO SOLO CÓDIGO CATEGORIAS/SUBCATEGORIAS DE USO S-4 Serviços de Administração, Finanças e Empresarial S-4.14 Outros serviços de apoio aos transportes não classificados S-5 Serviços de Hospedagem S-5.1 Hospedagem em geral, exceto camping Fonte: Elaboração própria com base no Anexo II, Quadro 2.1, Código de Obras de Vitória da Conquista.

Na Lei de Uso e Ocupação do Solo de Vitória da Conquista, no Anexo II, encontra-se as categorias nas quais o terminal se encaixa. O código S-4 refere-se ao terminal rodoviário, “Serviços de Administração, Finanças e Empresarial” e a subcategoria é S-4.14, “Outros serviços de apoio aos transportes não classificados”. O S-5 refere-se aos “Serviços de Hospedagem” e o hostel se encaixa na subcategoria S-5.1, “Hospedagem em geral, exceto camping”.

Tabela 6 - Vagas de estacionamento

ANEXO IV – QUADRO 3.4 - CRITÉRIOS E RESTRIÇÕES RELATIVOS A PÓLOS GERADORES DE TRÁFEGO - PGT E VAGAS PARA ESTACIONAMENTO NÚMERO MÍNIMO DE VAGAS PORTE ESTACIONACATEGORIAS (Área MENTO CARGA E EMBARQUE E OBSERVAÇÃO DE USO Construída) E/OU DESCARGA DESEMBARQUE GARAGEM 01 vaga para S-e (s-5.1) Até 2.500m² cada 05 01 01 unidade autônoma 01 vaga para Minimo de 01 Acima de cada 50 m² de para carga e S-4.14 500 m² Área descarga a cada Construída ou 3.000m² fração Fonte: Elaboração própria com base no Anexo IV, Quadro 3.4, Código de Obras de Vitória da Conquista.


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O hostel, na subcategoria S-5.1 possui 1.404,68 metros quadrados de área construída, sendo assim, se encaixa no porte de 750 a 5.000m, então é necessário haver no projeto, uma vaga de carro cada 5 unidades autônoma, uma vaga de carga e descarga e embarque e desembarque. Além de uma vaga para ônibus e duas vagas para táxi. O terminal rodoviário possui 4.367.82 metros quadrados de área construída, então encaixa-se no porte de “Acima de 500 m²”, sendo uma vaga para cada 50 m² de área construída. Portanto, o mínimo de vagas para o terminal é de 73 e o projeto possui 124 vagas para veículos. Para carga e descarga o mínimo é uma vaga para cada 3.000 m², sendo assim, o a rodoviária possui duas vagas para essa finalidade. 3.6.3 Instrução Técnica nº 011/2016 – Saídas de Emergência

No decreto nº 16.302 de 2015, que dispõe sobre a Segurança contra Incêndio e Pânico, possui uma tabela que classifica as edificações, estruturas e áreas de risco quanto à ocupação. Na tabela 1, o hostel pertence ao grupo B, Serviço de Hospedagem, e na divisão B-1, com mais de 16 leitos. O terminal encontra-se no grupo F, Local de Reunião de Público, e na divisão F-4, Estação e terminal de passageiro. Tabela 7 – Classificação das edificações

ANEXO ÚNICO TABELA 1 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES, ESTRUTURAS E ÁREAS DE RISCO QUANTO À OCUPAÇÃO Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Exemplos Hotel e Hotéis, motéis, pensões, hospedarias, pousadas, B Serviço de B-1 assemelhado albergues, casas de cômodos, divisão A-3 com Hospedagem mais 16 leitos Estação e Estações rodoferroviárias e marítimas, portos, F Local de F-4 terminal de metrô, aeroportos, heliponto, estações de Reunião de passageiro transbordo em geral e assemelhados Público Fonte: Elaboração própria com base no Anexo único, Tabela 1, do decreto 16.302/2015.

De acordo com a classificação do decreto 16.302 de 2015, o anexo A, tabela 1 da IT 011/2016, fornece os dados para a o dimensionamento das saídas de emergência. O hostel está situado no Grupo B, Serviço de Hospedagem – Hotel e assemelhado. E o terminal rodoviário no grupo F, Local de Reunião de Público – Estação de terminal de passageiro.


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Tabela 8 – Distâncias a serem percorridas

ANEXO B TABELA 2 – DISTÂNCIAS MÁXIMAS A SEREM PERCORRIDAS Com chuveiros automáticos Grupo e divisão de ocupação

Andar

Mais de uma saída Com detetcção automática de fumaça

AeB

95 m De saída da edificação (piso de descarga)

C, D, E, F, G-3, G-4, G5, H, L e M

65 m

Fonte: Elaboração própria com base no Anexo B, Tabela 2, da IT011/2016.

A tabela 2, define as distâncias a serem percorridas pela população até a saída de emergência mais próxima. Tanto o terminal, quanto o hostel só possuem pavimento térreo (piso de descarga). Então pela ocupação B, Serviço de Hospedagem, e F, Local de Reunião de Público, o hostel e a rodoviária possuindo chuveiros automáticos, mais de uma saída de emergência e detecção automática de fumaça, terão distâncias máximas a serem percorridas de, 95 metros para o hostel e 65 metros para o terminal rodoviário.

3.6.4 Cálculo de Reservatórios Tabela 9 –Siglas referentes ao cálculo de reservatórios

RC = Reserva de consumo RI = Reservatório Inferior RS = Reservatório Superior RTI = Reserva Técnica de Incêndio Cd = Consumo diário N = Número de pessoas Cp = Consumo per capita RT = Reserva total. Fonte: Elaboração própria com base no livro “Instalações Hidráulicas e Sanitárias”

Como base para o cálculo, foram utilizadas as tabelas o livro “Instalações Hidráulicas e Sanitárias” Creder (2006). Para o cálculo da taxa de ocupação foram utilizados, o programa de necessidades e formulários aplicados às agências existentes na atual rodoviária. (Apêndices E, F, G, H). O programa serviu para descobrir quantos funcionários poderão trabalhar no terminal e os


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formulários, para saber a quantidade de passageiros que podem desembarcar no local. O cálculo foi feito como se todos dos ônibus que estivessem em trânsito Tabela 10 – Taxa de Ocupação

Taxa de Ocupação 210 funcionários (por turno) N = 3778 (passageiros diários)/ 3 N = 1259,33 + 210 = 1469,33 (turnos) N = 1.259,33 N = 1.470 pessoas (aproximadamente) Fonte: Elaboração própria com base no livro “Instalações Hidráulicas e Sanitárias”

Para o cálculo dos reservatórios o valor diário de passageiros, foi dividido por 3, sendo a quantidade de turnos, e somado aos 210 funcionários. O cálculo para descobrir a quantidade total de pessoas que podem desembarcar na rodoviária foi feito de acordo com a quantidade de ônibus que utilizam o terminal, saindo, em trânsito ou chegando, o número de ônibus de um ou dois andares e a quantidade de poltronas em cada um. Assim, obteve-se o número de 3.778 passageiros diariamente. Tabela 10 – Classificação do prédio e do consumo em litros

Prédio Edifícios públicos ou comerciais

Consumo (litros) 50 per capita

Fonte: Elaboração própria com base no livro “Instalações Hidráulicas e Sanitárias” Tabela 10 – Cálculo de Reservatório do Terminal Rodoviário

Cálculo de Reservatório do Terminal Rodoviário Cd = N x Cp RC = Cd x 2 dias (mínimo de dois dias) Cd = 1.470 x 50 RC = 73.500 x 2 Cd = 73.500 litros RC = 147.000 litros Fonte: Elaboração própria com base no livro “Instalações Hidráulicas e Sanitárias”

Foi escolhida a caixa d’água tubular em aço carbono para o terminal rodoviário, com capacidade de armazenar 150.000 litros de água, tendo 13,30 metros de altura e diâmetro de 3,80 metros. A caixa d’água tubular produzida, em aço carbono apresentam inúmeras vantagens em relação aos reservatórios de concreto. Os modelos do tipo industrial possuem alçapão para inspeção e são desenvolvidas com matéria-prima atóxica, sem amianto e com acabamento reforçado, permitindo sua utilização para diversos fins. Uma caixa d’água ecologicamente correta, não-poluente, não-


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tóxica, contribuindo para o desenvolvimento de um modelo econômico e social sustentável. (STOCK CAIXAS D’ÁGUA 10 Figura 18 – Modelo de caixa d’água tubular em aço carbono

Fonte: Stocks Caixas D’água. Disponível em < http://www.stockcaixasdagua.com.br/caixa-daguatubolar.php?gclid=EAIaIQobChMIuL2pz-PI3gIVygaRCh0iog-nEAAYASAAEgI_3fD_BwE > Acesso em novembro de 2018.

Atualmente para o cálculo de Reserva Técnica de Incêndio, utiliza-se a IT 22/2016 Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio. No decreto 16.302/2015 classifica-se o tipo do empreendimento de acordo com a altura, no caso do terminal, ele possui um único pavimento, porém com o pé direito alto, sendo o maior deles, com 7 metros. Tabela 11 – Classificação das edificações, estruturas e áreas de risco quanto à altura

Tipo I

Denominação Edificação, estrutura e área de risco térrea

Altura Um pavimento

Fonte: Elaboração própria com base na tabela 2 do Decreto 16.302 de 2015.

Como dito anteriormente, o terminal encontra-se no Grupo F, Divisão F-4. Sabendo que, a proposta para a nova rodoviária possui área de 5.753,67 m² e analisando a tabela abaixo, nota-se que para edificações acima de 5.000 m² até 10.000 m² e possuindo o Tipo 1, é necessário ter uma reserva técnica de 12 m³ de água. O reservatório de incêndio será subterrâneo e possuirá 2,5 metros de largura e comprimento e 2 metros de altura, tendo capacidade de armazenar 12,5 m³ de água. 10

Site Stock Caixas D’água. Disponível em: <http://www.stockcaixasdagua.com.br/caixa-daguatubolar.php?gclid=EAIaIQobChMIuL2pz-PI3gIVygaRCh0iog-nEAAYASAAEgI_3fD_BwE> Acesso em 02 de novembro de 2018. (Observação: o site não possuía data de publicação).


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Tabela 12 – Aplicabilidade dos tipos de sistemas e volume de reserva de incêndio mínima (m³)

Áreas das edificações e áreas de risco Acima de 5.000 m² até 10.000 m²

Classificação das edificações e áreas de riso conforme Tabela 1 do Decreto Estadual 16.302/15 A-2, A-3, C-1, D-1 (até 300 MJ/m²), D-2, D-3 (até 300 MJ/m²), E1, E-2, E-3, E-4, E-5, E-6, F-1 (até 300 MJ/m²), F-2, F-3, F-4, F-8, G-1, G-2, G-3, G-4, H-1, H-2, H-3, H-5, H-6, I-1, J-1, J-2 e M-3

Tipo 1 RTI 12 m³ Fonte: Elaboração própria com base na tabela 3 da IT 22/2016.


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4 CONCEITO E PARTIDO Sabendo que o movimento de um terminal rodoviário de passageiros se dá através do fluxo de pessoas e veículos durante todo o dia, a definição do conceito para o atual projeto, partiu da ideia de três palavras: rapidez, praticidade e flexibilidade. Os usuários de um terminal geralmente pretendem que o tempo em que ali se encontram seja rápido, tanto para o embarque, quanto para o desembarque. Desse modo, o projeto propõe alternativas que sejam flexíveis e práticas, para fornecer a rapidez desejada. No ponto de vista arquitetônico essas alternativas são demonstradas através de circulações amplas, percursos livres na passagem de pessoas para que assim, haja rapidez nos movimentos, facilidade na identificação e no acesso de ambientes importantes como, guichês, banheiros e plataformas, sinalização durante todo percurso da rodoviária e contendo posto de informações que ajudará às pessoas se informarem mais rapidamente, tendo mais agilidade nas suas ações. Partindo do princípio da rapidez, o partido inicial para o projeto foi o raio. Ele foi escolhido por representar a rapidez, conceito proposto para o terminal, porque conta com linhas retas e ângulos que dão a sensação de velocidade e movimento. Sendo assim, a volumetria inicial foi desconstruída, trabalhando e adaptando o símbolo do raio para a proposta do projeto, também foram utilizados os volumes em alturas diferentes para proporcionar dinâmica e movimento. Como forma de aproveitar ao máximo os condicionantes físicos, foram propostas alternativas para captação da ventilação e iluminação natural. Para a ventilação, a implantação e volumetria do terminal foram pensados de maneira que facilitasse a entrada da ventilação predominante na cidade. O terminal possui três volumetrias distintas, elas foram dispostas para que houvesse a possibilidade de colocar na cobertura, aberturas na direção dos ventos naturais, captando maior quantidade de ventilação para o interior da rodoviária. Para a iluminação, foram utilizadas as claraboias, uma acima da área de espera e da praça de alimentação e outra nos corredores do hostel, por ser um ambiente de pouca iluminação. Por Bom Jesus da Lapa possuir durante todo o ano um sol bastante intenso e por já possuir uma usina solar na cidade, na cobertura mais alta, foram dispostos painéis solares para abastecimento de todo o terminal rodoviário.


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Figura 19 – Raio que serviu de partido

Fonte: imagem da internet

Figura 20 – Croqui do estudo dos condicionantes físicos

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

5 PROGRAMA DE NECESSIDADES

Foi realizado o pré-dimensionamento de um novo terminal rodoviário de passageiros para a cidade de Bom Jesus da Lapa, baseado no Manual de Implantação de Terminais Rodoviários, com o propósito de venda de passagens, pontos de embarque e desembarque de passageiros e romeiros, estacionamento de ônibus dos romeiros, hospedaria e demais ambientes necessários para o funcionamento de um terminal rodoviário.

USO PÚBLICOS

SETOR

AMBIENTE

DESCRIÇÃO

MOBILIÁRIOS/ EQUIPAMENTOS

ÁREA (m²)

Banheiro/Vestiário Masculino c/ box PCD

Lugar destinado para que as pessoas realizem seus asseios pessoais. Possuirá trocador com bancada para higienização infantil. Lugar destinado para que as pessoas realizem seus asseios pessoais. Possuirá trocador com bancada para higienização infantil. Local destinado aos telefones públicos. Local destinado aos caixas eletrônicos. Local destinado ao carregamento de aparelhos eletrônicos. Local destinado a refeições em comum.

Lavatório, vasos sanitários, chuveiros, mictórios, bancada

88,45 m²

Lavatórios, vasos sanitários, chuveiros, bancada

80,25 m²

-

-

-

-

Tomadas, bancos

-

Mesas e cadeiras

323,90 m²

Banheiro Feminino/ Vestiário c/ box PCD

Telefones Públicos Caixas Eletrônicos Ponto de tomadas

Praça de Alimentação


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Estacionamento Público para carros, c/ vagas PCD Estacionamento Público para Motocicletas e Bicicletas Estacionamento Público para ônibus dos romeiros Estacionamento para funcionários Ponto de Táxi

Ponto de Mototáxi

SETOR

-

124 vagas

Local para o estacionamento de motocicletas e bicicletas dos visitantes.

-

24 vagas

Local destinado ao estacionamento dos ônibus dos romeiros, em época de romaria. Local destinado ao estacionamento dos veículos dos funcionários Local destinado ao estacionamento de táxis à espera de clientes. Local destinado ao estacionamento de mototáxis à espera de clientes.

-

124 vagas

-

29

-

6 vagas

-

12 vagas

AMBIENTE

DESCRIÇÃO

Balcão de Informações

Local destinado a fornecer informações aos passageiros sobre a rodoviária e sobre o turismo da cidade. Local para guarda de objetos encontrados no espaço internos do terminal rodoviário, como também dentro dos ônibus. Local para que um usuário do terminal possa armazenar seus objetos de forma segura e privativa. Local destinado ao recebimento, guarda e entrega de encomendas onde posteriormente serão entregues aos destinatários. Espaço reservado para vendas de presentes e artesanatos locais Local para proporcionar aos visitantes um novo olhar da cidade, com a história e percursos turísticos. Local destinado ao armazenamento dos carrinhos de carga Sala destinada aos agentes da polícia, para contenção de possíveis riscos a vida dos usuários.

Achados e Perdidos

Guarda-volumes

SERVIÇOS PÚBLICOS

Local para o estacionamento de veículos dos visitantes.

Sala de Carga

Salas de Souvenirs Sala de Turismo

Carrinho de Carga

Posto policial com sanitário

MOBILIÁRIOS/ EQUIPAMENTOS Bancada, mesa, cadeira, computador

ÁREA (m²) -

Balcão, prateleiras, armários

6 m²

Balcão, prateleiras, armários

16,50 m²

Prateleiras

19,95 m³

Balcão, prateleiras, armários Mesas, cadeiras, televisão, poltronas

7,50 m² 21,80 m²

Carrinhos de carga

-

Mesas de escritório, computadores, cadeiras, armários

14,85 m²


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AMBIENTE

DESCRIÇÃO

Posto de juizado de menores

Local destinado para um servidor público habilitado em assistência social para desenvolver o trabalho de fiscalização para infratores menores de idade e demais recorrências em relação a crianças e adolescentes. Local destinado para atender a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT Sala para atendimento de primeiros socorros.

Posto da ANTT

Posto de primeiros socorros c/ banheiro Lanchonetes

Estacionamento privado para funcionários c/ vagas PCD

SETOR

Local destinado ao estacionamento dos veículos dos funcionários.

AMBIENTE

DESCRIÇÃO

Sala de Administração

Sala destinada às funções administrativas, utilizada pelo administrador geral. Sala destinada ao profissional que organiza, planeja, organiza e controla as atividades de diversas áreas do terminal. Local destinado à realização de estratégias com a equipe, ou reuniões com clientes, parceiros, investidores ou pessoas que façam parte da sua rede de trabalhos e projetos. Sala destinada ao funcionário responsável por administras as finanças do terminal. Local destinado às funções de secretária para os serviços de apoio administrativo. Local destinado ao controle de materiais.

Sala da Direção

Sala de Reuniões

ADMINISTRATIVO

Local destinado ao fornecimento de pequenas refeições rápidas.

Sala do Financeiro

Secretaria

Almoxarifado Geral

MOBILIÁRIOS/ EQUIPAMENTOS Mesas de escritório, computadores, cadeiras, armários

ÁREA (m²) 12 m²

Mesas de escritório, computadores, cadeiras, armários Maca, bancada, pia, televisão, cadeiras

9,45 m²

Balcão, estufa, microondas, chapa, freezer, pia. -

19,35 m² 14,80 m² 8 a 20 vagas

MOBILIÁRIOS/ EQUIPAMENTOS Mesa de escritório, computador, cadeira, armários Mesa de escritório, computador, cadeira, armários

ÁREA (m²) 12 m²

Mesa grande para sala de reuniões, cadeiras, projetor multimídia, armários

59,95 m²

Mesa de escritório, computador, cadeira, armários, cofre

12,60 m²

Mesa de escritório, computador, cadeira, armários

12,60 m²

Mesa de escritório, computador, cadeiras, armários, prateleiras

13,95 m²

12,60 m²


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AMBIENTE

DESCRIÇÃO

Salas administrativa das empresas de ônibus

Salas destinadas as atividades administrativas das empresas de ônibus presentes no terminal rodoviário. Local destinado ao preparo de comidas simples e lanches para os funcionários.

Copa

Sala para convivência dos funcionários. AGERBA

Sala de Controle

Sala de Monitoramento

Banheiro/Vestiário Masculino para funcionários (c/ box PCD) Banheiro/Vestiário Feminino para funcionárias (c/ box PCD) Depósito de Material de Limpeza

SERVIÇOS GERAIS

SETOR

Sala de convivência para funcionários Sala destinada para atender a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia – AGERBA Sala destinada para a locução de informações sobre a chegada e saída de ônibus, anúncios e alertas. Local destinado ao monitoramento das câmeras de segurança do terminal. Lugar destinado para que as pessoas realizem seus asseios pessoais e troquem de roupas. Lugar destinado para que as pessoas realizem seus asseios pessoais e troquem de roupas. Local destinado para o armazenamento de materiais de limpeza e lavagem de materiais.

AMBIENTE

DESCRIÇÃO

Guarita c/ sanitário

Local destinado ao controle de entrada e saída e veículos e pessoas. Local destinado para o armazenamento de materiais de limpeza e lavagem de materiais. Locas destinado ao gerador

Depósito de Material de Limpeza Gerador

MOBILIÁRIOS/ EQUIPAMENTOS Mesas de escritório, computadores, cadeiras, armários

ÁREA (m²) 6,75 m²

Cooktop, geladeira, pia, armários, micro-ondas, forno elétrico e utensílios de cozinha Mesa e cadeiras

10,20 m²

Mesas de escritório, computadores, cadeiras, armários

26,55 m² 15,95 m²

Mesa, cadeira, computador, microfone, equipamentos de locução.

8,05 m²

Mesa com computadores, cadeiras, central de câmeras, monitores, prateleiras. Lavatórios, vasos sanitários, chuveiros, mictórios, bancos, armários com tranca Lavatórios, vasos sanitários, chuveiros, mictórios, bancos, armários com tranca Tanque, armários, prateleiras

6,00 m²

40,10 m²

33,50 m²

4 m²

MOBILIÁRIOS/ EQUIPAMENTOS Bancada com computador, televisão e armários.

ÁREA (m²) 7,05 m²

Tanque, armários, prateleiras

4 m²

-

20,75 m²


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SETOR

AMBIENTE

DESCRIÇÃO

Guichês

Local destinado a compras e venda de passagens. Espaço para a utilização dos usuários à espera do embarque ou desembarque Local destinado ao embarque e desembarque de passageiros. Local destinado ao embarque e desembarque de romeiros em período de romarias.

OPERAÇÃO

Área de espera

Plataformas de Embarque/Desembarque

Plataformas de Embarque/Desembarque destinados aos romeiros.

HOSPEDAGEM

SETOR

AMBIENTE

DESCRIÇÃO

Hall/ Recepção

Local destinado ao recebimento dos hóspedes.

Sala da Administração

Local destinado as funções administrativas utilizadas pelo administrador geral, encarregado pela administração de todo o funcionamento da hospedaria.

Almoxarifado

MOBILIÁRIOS/ EQUIPAMENTOS Bancada com comutadores, armário, cofre, cadeira Assentos, bebedouros, televisão

VAGAS

-

10 vagas

-

5 vagas

6 m²

274,80 m²

MOBILIÁRIOS/ EQUIPAMENTOS Cadeira, balcão, computador, cadeira, armário Mesa de escritório, computador, cadeira, armários

ÁREA (m²) 32,60 m²

Local destinado ao controle de materiais.

Mesa de escritório, computador, cadeiras, armários, prateleiras

7,55 m²

Área para convivência dos hóspedes.

Sala de convivência dos hóspedes.

Mesas, cadeiras, sofás e poltronas

14 m²

Cafeteria

Local destinado a servir café, chá, outras bebidas e refeições ligeiras. Local destinado ao preparo de comidas simples e lanches pelos hóspedes.

Balcão, estufa, microondas, chapa, freezer, pia, mesas, cadeiras

9,30 m²

Cooktop, geladeira, pia, armários, micro-ondas, forno elétrico e utensílios de cozinha Máquina e tanque de roupas Varais

84,50 m²

Copa

Lavanderia Área para estender roupas

Local destinado a lavagem de roupas. Local destinado a secagem de roupas.

11,55 m²

94,52 m² 33,30 m²


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AMBIENTE

DESCRIÇÃO

Rouparia

Local destinado à guarda de roupas de cama. Local destinado a distração dos hóspedes Local destinado ao descanso.

Salão de Jogos 6 dormitórios para 8 hóspedes 6 dormitórios para 10 hóspedes

Local destinado ao descanso.

Banheiro/ Vestiário Masculino (c/ box PCD)

Lugar destinado para que as pessoas realizem seus asseios pessoais e troquem de roupas.

Banheiro/ Vestiário Feminino (c/ box PCD) Depósito de material de limpeza

Lugar destinado para que as pessoas realizem seus asseios pessoais e troquem de roupas. Local destinado ao armazenamento de materiais de limpeza, e lavagem de materiais

MOBILIÁRIOS/ EQUIPAMENTOS Prateleiras e nichos

ÁREA (m²) 30,05m²

Jogos de mesa, mesas, bebedouros. Beliches, armários, arcondicionado, poltronas, puffs. Beliches, armários, arcondicionado, poltronas, puffs. Lavatórios, vasos sanitários, chuveiros, mictórios, bancos, armários com tranca

82,05 m²

Lavatórios, vasos sanitários, chuveiros, mictórios, bancos, armários com tranca Tanque, armários e prateleiras

82 m²

32,40 m² cada 48,35 m² cada 82 m²

4 m²


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5.1 Fluxograma


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5.2 Funcionograma


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6 DESCRIÇÃO DO PROJETO

O terminal rodoviário proposto neste projeto está localizado em um terreno situado no cruzamento da BR 430 e BA 160, ele foi escolhido por estar situado em uma área de expansão da cidade e por ser de fácil mobilidade para os ônibus, percorrendo caminhos curtos e sem a necessidade de adentrar à cidade para chegar ao terminal. Existem dois acessos à rodoviária proposta, sendo eles pela BR 430 e ambos possuindo guaritas. No acesso de pedestres e veículos, foi aproveitado o acostamento existente no local para a redução da velocidade dos veículos antes de entrar na rodoviária. O outro acesso é exclusivo para ônibus, tanto das agências quanto dos romeiros. Como a via de entrada ao terminal é em uma BR, sua Faixa de Domínio, na imagem abaixo em azul, possui 30 metros dela, divididos em ambos os lados, foram utilizados para fazer as faixas de desaceleração, aceleração e os retornos necessários para a circulação dos ônibus. Além da Faixa de Domínio, existe a Faixa Não Edificável, na imagem abaixo na cor rosa, essa faz parte do terreno, possui 15 metros e foi utilizada para o estacionamento e vias internas do terminal. Figura 21 – Faixa de aceleração e desaceleração

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

Como dito anteriormente, o partido para o terminal rodoviário foi baseado o símbolo do raio, que remete a rapidez, praticidade e flexibilidade, sendo assim, os ambientes da rodoviária foram projetados nesse formato, para que fosse funcional e a volumetria remetesse ao partido. As paredes angulares foram dispostas de maneira que ficassem na direção dos ventos predominantes, captando melhor a ventilação natural e utilizando esse recurso de maneira eficiente consequentemente trazendo economia de energia à edificação. O terminal possui dois estacionamentos separados, o número 1, para veículos de pequeno porte, como carros, motocicletas e bicicletas e o número 2, exclusivo para ônibus dos romeiros,


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tendo plataformas de embarque e desembarque para os mesmos. O estacionamento 1 possui 24 vagas de motos e 90 vagas para carros, tendo entre elas, 5 para idosos e 2 para PCD. Contém também 6 vagas para táxis e 12 para moto táxi. O estacionamento 2 possui 124 vagas para ônibus de romeiros. Os ônibus das agências passam pelo estacionamento e se dirigem às plataformas de embarque e desembarque exclusivas para eles, já os ônibus dos romeiros para as suas plataformas. Elas foram dispostas nesse local para facilitar o fluxo de entrada e saída dos mesmos e de guarda dos veículos. Existe também um ponto de vans com 5 vagas, ele foi pensado como uma nova alternativa de deslocamento dos romeiros até os hotéis, sem que haja a necessidade dos ônibus entrarem no centro da cidade para deixar os passageiros. Por ser uma cidade turística, Bom Jesus da Lapa recebe romeiros e turistas durante todo o ano, os períodos mais intensos de romaria em que a cidade tem maior fluxo de pessoas e veículos são: em julho, na Romaria da Terra e Água, em agosto, na Romaria do Bom Jesus e em setembro, na Romaria de Nossa Senhora da Soledade, já em menor quantidade em outubro, na festa de Nossa Senhora Aparecida e dezembro, na festa de Santa Luzia. Sendo assim, esses são os períodos em que o estacionamento 2 será mais utilizado. Pensando nos meses de menor movimento na cidade, a área do estacionamento 2 poderá ser utilizada como espaço para eventos culturais, feiras artesanais e gastronômicas, exposições e demais atividades relacionadas à cultura. Para isso, próximo ao estacionamento existem banheiros masculinos e femininos, normalmente para serem utilizados pelos usuários do terminal, mas para ocasiões de eventos no estacionamento, eles podem ser usados por essas pessoas. Ainda na área do estacionamento, existe uma copa e banheiro para os motoristas dos ônibus, esses dois ambientes também poderão ser usufruídos para proveito das atividades realizadas no local. Figura 22 – Estacionamento 01

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.


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Figura 23 – Estacionamento 02

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

Em relação a acessibilidade, para tornar o terminal um local de uso de toda a população, independente das suas limitações, foram dispostos por todas as áreas comuns, rampas de acesso, piso tátil, placas de identificação e sinalização em braile, bebedouros, telefones públicos, caixas eletrônicos e bancadas em diferentes alturas, assentos reservados para pessoas obesas e idosas, além de local para cadeira de rodas. Placas com cores vivas e de fácil leitura, banheiros PCD em rotas acessíveis, próximos à circulação principal e integrados às demais instalações sanitárias. Esses elementos ajudarão o terminal a se tornar um local que integre todas as pessoas. No terminal houve a utilização de cobogós em alguns ambientes, como nos banheiros. Eles foram utilizados porque as aberturas estão localizadas em grandes alturas e para que não houvesse a necessidade da implantação de janelas, assim, ocorre o fluxo contínuo de ventilação no local. Como a cobertura da rodoviária possui três alturas diferentes, cobogós foram dispostos nelas de maneira que ficassem na direção dos ventos predominantes da cidade, aproveitando a ventilação natural. Figura 24 – Planta de cobertura

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.


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Ao acessar a edificação, temos logo à frente o balcão de informações. Ao lado direito, próximo à entrada, o fraldário e os banheiros masculino e feminino de acesso ao público, ambos com cabine para PCD e depósito de material de limpeza. Pensando na acessibilidade das pessoas com mobilidade reduzida e dificuldade de locomoção, elementos como, bancada com pia mais baixa e barras laterais nos mictórios, foram implantados para fornecer maior comodidade e segurança a essas pessoas. O DML (Depósito de Material de Limpeza) foi colocado dentro dos banheiros com a finalidade de rapidez e articulação para a limpeza do local. Figura 25 – Banheiros e fraldário

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

O atual terminal rodoviário da cidade possui 4 agências de ônibus. Assim, pensando no futuro, foram propostos 6 guichês para a nova rodoviária. Cada guichê possui uma sala da agência e nela são realizadas atividades de controle, administrativas e financeiras da empresa. Para os funcionários das agências, há uma sala de convivência com uma copa e banheiro. Ao lado dos guichês, existe a sala de carga, ela é destinada ao recebimento e entrega de encomendas. A sala funciona como local de guarda de pacotes para enviar para outra cidade através dos ônibus e a entrega dos mesmos para o destinatário. A sala possui três portas, uma de entrada direcionada às plataformas, outra para área de acesso ao público, por onde as encomendas são retiradas e a última de acesso às salas das empresas. A encomenda que chega através do ônibus é levada à sala, guardada nas prateleiras e o pacote só é retirado mediante a identificação do destinatário. Nesse setor ainda existe a sala de monitoramento, com monitores para a fiscalização das câmeras de segurança pelo terminal e a sala de controle para a locução de informações de chegada e partida dos ônibus, além de anúncios e alertas.


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Figura 26 – Guichês

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

A área de espera possui 274.80 m² e 189 assentos distribuídos em 11 fileiras, além de contar com duas televisões. A praça de alimentação, com área de 323.90m², possui 2 lanchonetes que irão terceirizar a entrega de alimentos, não havendo a produção dos mesmos no local. Contém lugar para guarda temporário do lixo produzido na praça de alimentação e um DML. Na cobertura, tanto da praça quanto da área de espera, existe uma claraboia que proporciona maior iluminação e ventilação natural ao ambiente, além de painéis solares. A praça também dá acesso à área externa coberta com pergolados, ao espaço kids, à um jardim com lago artificial e à uma capela para a realização de orações pelos hóspedes do hostel e de passageiros do terminal. Essa foi pensada para a população que quiser fazer suas orações ou meditar e por se tratar de uma cidade religiosa, carecia de um espaço religioso.

Figura 27 – Praça de alimentação e área de espera

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.


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Figura 28 – Área externa

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

Figura 29 – Capela

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

O setor de serviços públicos contém achados e perdidos e guarda-volumes 24 horas, além de uma loja de venda de souvenirs feitos pelos artesãos da cidade, lan house para uso rápido dos computadores, farmácia, posto policial e de primeiros socorros, ambos com banheiro e sala de turismo. Essa, tem o objetivo de proporcionar aos visitantes detalhes e curiosidades sobre a história da Bom Jesus da Lapa, além de dispor de guias para acompanhar e orientar às pessoas nos pontos turísticos da cidade. O terminal ainda contém um posto de juizado de menores e um da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, que tem por finalidade principal fiscalizar o transporte rodoviário de cargas e passageiros.


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Figura 30 – Setor de serviços públicos

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

O setor administrativo possui duas entradas, uma exclusiva pelo interior do terminal e a outra externa para facilitar o acesso dos funcionários. Nele contém salas da direção, administração, secretária, financeiro e da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia – AGERBA, responsável por realizar atividades de regulação, planejamento, concessão, controle e fiscalização dos serviços públicos nas áreas de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros e administração de terminais rodoviários. O setor também possui sala de reuniões, sala para convivência de funcionários, com copa, banheiros masculino e feminino com vestiários, almoxarifado e depósito geral. Figura 31 – Setor administrativo

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

Trazendo o diferencial de hospedagem em um terminal rodoviário para Bom Jesus da Lapa e uma nova opção para romeiros e turistas se hospedarem, a rodoviária possui um hostel com capacidade para abrigar 108 hóspedes. Ele possui duas recepções, uma pelo interior do terminal e a outra pela parte externa. A entrada interior possui recepção, cafeteria e área para convivência dos hóspedes, que dá acesso ao mesmo jardim que a praça de alimentação. Já a entrada externa foi prevista para que as pessoas que fossem se hospedar não precisassem entrar na rodoviária para


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acessar ao hostel, da mesma forma que os hóspedes não precisassem atravessar o terminal para sair, assim, os pedestres e veículos entram pela guarita, em frente à entrada da recepção possui duas vagas para embarque e desembarque para os carros. Figura 32 – Entrada 01 do hostel

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad. Figura 33 – Entrada 02 do hostel

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

O setor dos dormitórios foi inspirado no Hostel Viva Design, projeto referencial desse trabalho, as paredes dos dormitórios são construídas de blocos de concreto, sendo a principal vantagem para os quartos o isolamento térmico e acústico, já que os alvéolos dos blocos dissipam o som e o calor. O hostel possui 12 quartos, 6 deles com 8 leitos e os outros 6 com 10 leitos, cada um possui uma cama em que é possível a entrada de uma pessoa com deficiência, já que as outras possuem aberturas menores. O setor também contém uma sala de guarda de carrinhos da camareira juntamente com um DML. Nos corredores, por ser uma área de difícil iluminação natural, foi proposta uma claraboia em “T” na cobertura para ventilação e iluminação e natural no período do dia e arandelas nas paredes para iluminar à noite. O hostel possui volumetria com alturas diferentes, isso foi proposto para o aproveitamento da ventilação natural cruzada para o empreendimento.


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Figura 34 – Dormitórios

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

Os corredores dos dormitórios dão acesso à área externa descoberta, nela possui um espelho d’água e por cima dele uma ponte inspirada na ponte Gercino Coelho, que está localizada sobre o Rio São Francisco em Bom Jesus da Lapa. A ponte foi pensada para trazer ao hostel a referência de um ponto turístico da cidade. Figura 35 – Área externa

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad. Figura 36 – Ponte Gercino Coelho

Fonte: Google imagens


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Essa área externa dá acesso à copa comunitária, lavanderia, juntamente com a área para estender roupas, DML, rouparia e salão de jogos, com pebolim, mesa de sinuca, videogame e mesas para jogos de tabuleiro ou cartas. Figura 37 – Copa, lavanderia, salão de jogos e rouparia

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

Voltado para as plataformas de embarque e desembarque, existe uma edificação com um posto de informações. Dessa forma, os romeiros podem tirar dúvidas e obter informações. Também possui a sala de administração do estacionamento dos ônibus romeiros, essa sala tem a finalidade de controle do ônibus estacionados, assim como cadastro dos motoristas e local para guarda das chaves dos veículos. A edificação contém posto policial com banheiro, fraldário e banheiros com vestiários masculino e feminino, ambos com cabine para PCD. Esses banheiros podem ser utilizados por passageiros que estiverem nas plataformas do terminal ou dos romeiros e, como já mencionado, quando houver eventos no estacionamento. Figura 38 – Administração do estacionamento, posto de informações e banheiros

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

Na fachada principal, foram utilizados brises metálicos retráteis pintados em três tons. Os brises foram utilizados para esconder os cobogós em diferentes alturas e como elemento estético, já que suas linhas horizontais trazem a ideia de movimentação e rapidez. As cores utilizadas na fachada foram o degradê em vermelho, laranja escuro e claro e amarelo. Essas são cores quentes que remetem a excitação, alegria e movimento.


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Figura 39 – Fachada sudoeste

Fonte: Elaboração própria. Desenvolvido através do programa AutoCad.

Por todo o perímetro do terminal, existem espelhos d’água, lagos artificiais, chafarizes, telhado verde, jardins e bosques, eles foram distribuídos com a finalidade estética e principalmente de conforto, já que a água e as árvores ajudam a amenizar o calor. As árvores produzem sombra e realizam o processo de evapotranspiração, liberando vapor de água no ar e refrescando o ambiente, o mesmo acontece com a água ao evaporar. Foram implantadas árvores e plantas nativas da região e que se adaptam a altas temperaturas, como o cacto, dasilírio, agave, buxinho e oiti, como são popularmente conhecidos. Figura 40 – Cacto

Fonte: Google imagens Figura 42 – Agave

Fonte: Google imagens Figura 44 – Oiti

Fonte: Google imagens

Figura 41 – Dasilírio

Fonte: Google imagens Figura 43 – Buxinho

Fonte: Google imagens


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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho teve como objetivo analisar os atuais impactos causados pela localização do terminal rodoviário da cidade de Bom Jesus da Lapa, a necessidade do projeto em um ambiente mais afastado do centro urbano, a identificação dos problemas que a cidade possui em períodos de romaria e, para amenizá-los, a possibilidade de haver na proposta da rodoviária, plataformas de embarque e desembarque para romeiros, estacionamento para os seus ônibus e hospedaria para população. Uma diferente localização para o novo terminal rodoviário é de suma importância para a cidade e toda a região, pois trará mobilidade urbana e amenização dos impactos, proporcionando maior conforto e segurança aos usuários do terminal. Da mesma forma que, com um novo local para a área em que se planeja desenvolver o projeto, as linhas de ônibus vindas de outros municípios não terão a necessidade de passar diretamente pelo centro, fazendo, então, com que o fluxo de veículos e pessoas da cidade permaneça constante. As três entrevistas realizadas e o questionário online, com 288 participantes, conseguiu mostrar a necessidade e as opiniões da população acerca do tema. Foi possível comprovar que a maior parte das pessoas que participaram do questionário e das entrevistas acha importante e viável o projeto de um novo terminal rodoviário para Bom Jesus da Lapa, tendo em vista que a nova localização será capaz de proporcionar maior mobilidade urbana ao município e conforto aos passageiros.


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Apêndice A – Questionário

O questionário foi desenvolvido para as pessoas de Bom Jesus da Lapa, com a finalidade de obter a opinião delas sobre a atual rodoviária, a necessidade do projeto de um novo terminal rodoviário para a cidade e a importância de haver hospedaria e estacionamentos destinados aos ônibus de romeiros na rodoviária. Foi elaborado com perguntas objetivas, obteve 228 respostas e foi aplicado de maneira online entre os dias 2 de abril e 6 de maio de 2018 para o público adulto e jovem, em sua maioria.

NOVO TERMINAL RODOVIÁRIO PARA A CIDADE DE BOM JESUS DA LAPA Com a expansão urbana e populacional, decorrida ao longo dos anos, o terminal rodoviário está localizado em um dos bairros centrais, ocasionando problemas no fluxo de veículos na região. Além disso, em período de romaria, muitos problemas são visíveis na cidade. 1- Com o crescimento urbano e populacional, o atual terminal rodoviário está situado em um dos bairros centrais da cidade. Consequentemente a esse crescimento houve um aumento da demanda por novas linhas de ônibus e essa demanda provocou um fluxo de veículos no entorno da rodoviária. Você concorda que o fluxo de veículos está sendo afetado por este motivo? Sim Não 2- Você acha que a atual rodoviária de Bom Jesus da Lapa, em época de romaria, supre as necessidades dos romeiros, visitantes e dos ônibus que por ela passa? Sim Não

3- A rodoviária de Bom Jesus da Lapa possui infraestrutura adequada, como alimentação,

acomodações,

atendimento,

desembarque, para atender à população?

estacionamento,

embarque

e


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Sim Não

4- Atualmente o terminal rodoviário de Bom Jesus da Lapa atende às suas necessidades? Sim Não 5- Você, alguma vez, já viu um ou mais ônibus de viagem causando transtornos, como o congestionamento ou estacionados em ruas e avenidas no centro da cidade em período de romaria?

Sim, uma ou duas vezes Sim, diversas vezes Não, nenhuma vez 6- Você acha que seria viável para o trânsito e segurança da população que os ônibus deixassem os passageiros no novo terminal rodoviário ao invés de deixá-los nas portas dos hotéis no centro da cidade? Sim Não

7- Você acredita ser importante ter um estacionamento adequado para os ônibus de romeiros na nova rodoviária? Sim Não

8- Diante das questões apresentadas, você acha que Bom Jesus da Lapa precisa de um local mais adequado para a nova rodoviária?


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Sim Não

9- Bom Jesus da Lapa recebe milhares de visitantes por romaria. Os hotéis e pousadas comportam tamanha demanda populacional? Sim Não Não sei 10- Sabendo que os romeiros procuram se hospedar em residências de famílias que disponibilizam e alugam suas casas. Você acharia interessante ter na nova rodoviária um ambiente - como dormitórios - que abrigassem esses romeiros, ou até mesmo passageiros que queiram descansar por um período? Sim Não

Resultados do Questionário


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O questionário é uma forma de coletar informações acerca de determinado tema, fornecendo ao pesquisador dados sobre o pensamento do público alvo. A opinião da população da cidade para o tema proposto é muito importante, pois são eles que tem vivência, conhecem os problemas e necessidades da atual rodoviária. Os resultados das dez perguntas aplicadas foram favoráveis ao desenvolvimento do presente trabalho. 94,8 por cento das 288 pessoas que responderam o questionário acreditam que é necessário haver o projeto de um novo terminal rodoviário para a cidade em um local mais afastado do centro. De acordo com os votos obtidos, a população concordou que o fluxo de veículos é afetado no entorno da rodoviária por causa da sua localização. Concordam também, que o terminal não supre com as necessidades, em épocas de romaria, que não possui infraestrutura adequada e não atende as necessidades das pessoas. Em relação ao estacionamento e hospedaria, 91,3 por cento das pessoas acreditam ser necessário haver um estacionamento adequado para o abrigo dos ônibus dos romeiros e 58 por cento acham interessante a hospedaria para o uso dos passageiros que queiram descansar por um período e romeiros que desejam passar uma temporada na cidade. Com tudo isso, percebe-se que a aplicação do questionário foi de valor relevante para o trabalho, pois através dele descobriu-se que a maior parcela da população que respondeu, tem conhecimento dos impactos causados pela atual rodoviária na cidade e está de acordo com as propostas para o projeto do novo terminal rodoviário para Bom Jesus da Lapa.


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Apêndice B – Entrevista com Vilmar Fernandes Alves.

Essa entrevista foi desenvolvida com o objetivo de obter mais informações ao desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, cujo título é: Novo Terminal Rodoviário para a cidade de Bom Jesus da Lapa/BA. A entrevista foi realizada com Vilmar Fernandes Alves, responsável pela rodoviária de Bom Jesus da Lapa, por meio eletrônico no dia 17 de abril de 2018.

Nome Completo: Vilmar Fernandes Alves Idade: 53 anos Cargo que exerce na rodoviária: Responsável pela rodoviária de Bom Jesus da Lapa

1- A respeito da rodoviária de Bom Jesus da Lapa, qual o dia de sua fundação? Como ocorreu? Resposta: Não tenho essa informação precisa. 2- O senhor possui alguma informação adicional sobre a rodoviária que possa enriquecer o trabalho, como, quantidade de funcionários, estimativa de pessoas que passam por ela, fato importante ou algo a mais? Resposta: Funcionários – treze Média diária – trezentos e cinquenta passageiros 3- O senhor acredita que a atual rodoviária de Bom Jesus da Lapa ainda supre as necessidades da população? Quais as suas considerações a respeito do funcionamento? Resposta: A estrutura atual não atende à demanda, muitas empresas de viação deixam de trabalhar em função da estrutura. 4- O senhor considera que a rodoviária possui infraestrutura adequada para atender os passageiros e romeiros? Resposta: Não, além de pequena não tem condição básica de atender a demanda. 5- Quais os problemas existentes na rodoviária de Bom Jesus da Lapa?


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Resposta: Espaço físico, o local não oferece as condições necessárias e a sua localização tem trazido muitos transtornos. 6- Em que aspecto a rodoviária poderia melhorar? Resposta: Na localização, ou melhor, construindo uma nova em um lugar adequado. 7- O fluxo de pessoas, na rodoviária, aumenta de forma considerável durante a época de romaria. O que modifica na rodoviária? Quais os impactos causados? Há necessidade de mudar o funcionamento? Resposta: Normalmente aumenta o quadro de funcionários. Tem que melhorar a coleta de lixo e limpeza. 8- Com o crescimento urbano e populacional, o terminal rodoviário é situado em um dos bairros centrais da cidade. Consequentemente a esse crescimento houve um aumento da demanda por novas linhas de ônibus e essa demanda provocou um fluxo maior de veículos no entorno da rodoviária. De que modo isso afeta a rodoviária e região? Resposta: Tem trazido muito transtorno, como por exemplo: acidentes, quando os ônibus e veículos têm que circular na área. 9- Na atual situação o senhor acha necessário o projeto de um novo terminal rodoviário num local mais afastado da região central da cidade? Seria a melhor alternativa? Resposta: Com certeza, tem que construir em um local mais amplo e que priorize os passageiros 10- Sabendo que em época de romaria, o centro da cidade fica bastante movimentado com pessoas e veículos, o senhor acharia viável que os ônibus de viagem deixassem os romeiros no novo terminal rodoviário, em vez de deixá-los nas portas dos hotéis no centro da cidade? Resposta: Acho que não, a rodoviária deve servir às empresas cadastradas, os romeiros têm que ter um local direcionado para atender a demanda da romaria. 11- Na sua opinião, quais os ambientes essenciais, que podem ou não estar presentes na atual rodoviária, e que poderiam ser implementadas no projeto da nova rodoviária para facilitar a vida dos usuários e funcionários? Resposta: Espaço amplo, onde pode oferecer conforto e comodidade aos usuários e funcionários.


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12- O senhor acha interessante que no novo terminal rodoviário haja um estacionamento exclusivo para os ônibus durante o período de romaria? Resposta: Não, a área para os romeiros tem que ser separada. Acho difícil o terminal ter um local para estacionamento exclusivo para essa clientela. 13- Visto que, Bom Jesus da Lapa não comporta a quantidade de romeiros no período festivo e esses procuram se hospedar nas residências de famílias que as disponibilizam. O senhor acha interessante que no novo terminal haja um ambiente de hospedagem para abrigar essas pessoas? Resposta: Seria um investimento muito alto. Não podemos misturar os visitantes com os passageiros do dia-a-dia. 14- Possui alguma consideração final, sugestão ou crítica sobre o tema proposto? Resposta: Acho interessante, principalmente porque com essa pesquisa você nos ajuda com ideias novas para a construção de um novo terminal rodoviário.


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Apêndice C – Entrevista realizada com Joseny Bomfim Azevedo Magalhães.

Essa entrevista foi desenvolvida com o objetivo de obter mais informações ao desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, cujo título é: Novo Terminal Rodoviário para a cidade de Bom Jesus da Lapa/BA. A entrevista foi realizada com Joseny Bomfim Azevedo Magalhães, utilizadora do serviço de hospedagem em aeroporto, por meio eletrônico no dia 25 de abril de 2018.

Nome Completo: Joseny Bomfim Azevedo Magalhães Idade: 50 anos Profissão: Professora

1- A senhora já se hospedou em algum dormitório localizado em rodoviárias ou aeroportos? Se sim, em que cidade? Resposta: Sim. Miami. 2- Por que procurou esse tipo de serviço? Resposta: Devido estar em viagem e o voo só iria sair mais de 18 horas. Estava procurando conforto e comodidade. 3- Como funcionou o processo de hospedagem? Resposta: Funciona normalmente, como um hotel convencional. Fazemos o check-in e check-out. Existe também a hospedagem por horas; o hospede paga por hora. 4- O que esse serviço de hospedaria fornece ao cliente? Resposta: Depende muito da empresa hoteleira, mas basicamente tem quartos oferecidos completos e mais simples. Eu, particularmente, fiquei em um completo (suíte de casal com cama box, tv de plasma, ar, banheiro, janela com cortinas e o quarto tinha sistema de acústica devido ser um aeroporto). Nos hotéis em rodoviária existe o sistema de box que recebe hospedes até 10 horas e os quartos são de duas camas de solteiro uma tv de plasma pequena e um pequeno suporte para livros. Não tem banheiros (usa-se o da rodoviária) e existe na rodoviária o sistema de hotelaria rotativo de 48


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a 72 horas onde o hospede recebe os mesmos serviços de hotel com quartos equipados diante de sua necessidade.

5- Quais foram as vantagens e desvantagens de se hospedar nesse dormitório? Resposta: Eu adorei. Praticidade, descanso, comodidade. O hotel não servia o sistema de restaurante porque no aeroporto oferecia um mini shopping com lojas e restaurante. Optei por descer, visitar as lojas e almoçar. 6- A senhora possui alguma sugestão para o melhoramento do serviço? Resposta: Bem, onde fiquei eu não tive reclamações. Acho que o Brasil poderá trazer essa novidade para nossos turistas, mas por sermos um país enorme e de poder aquisitivo muito desigual as adaptações devem ser de acordo a cada região turística. 7- A senhora acredita que esse serviço é importante para rodoviárias e aeroportos? Resposta: Extremamente importante para quem viaja muito e pode ocorrer imprevistos. Além de saber receber melhor seus turistas. Acredito que o Brasil precisa receber melhor seus turistas e um modelo desses, deve ser implantado em locais de muito fluxo de pessoas. Saber receber o turista é muito importante, além dele (o turista) elogiar nossa forma de atendimento há possibilidade de indicar para novas pessoas.

8- A senhora conhece a cidade de Bom Jesus da Lapa e sua rodoviária? Resposta: Conheço e já fiz romaria. Infelizmente é uma rodoviária inadequada sem estrutura alguma para o fluxo de pessoas. Fui no período para ficar 24 horas e tivemos dificuldades com hospedagem. 9- Visto que, Bom Jesus da Lapa não comporta a quantidade de romeiros no período festivo e esses procuram se hospedar nas residências de famílias que as disponibilizam. A senhora acha interessante que no novo terminal haja um ambiente de hospedagem para abrigar essas pessoas? Resposta: Excelente alternativa. Terá muito mais respaldo a essa nova realidade. Acredito que irá melhorar muito com esse projeto. 10- Possui alguma consideração final, sugestão ou crítica sobre o tema proposto?


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Resposta: Acredito que será uma solução maravilhosa para os romeiros de Bom Jesus da Lapa. Torço que sua ideia seja ouvida por seus orientadores e governantes da cidade de bom jesus da lapa.


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Apêndice D – Entrevista com Rafael Genner de Oliveira Santos.

Essa entrevista foi desenvolvida com o objetivo de obter mais informações ao desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, cujo título é: Novo Terminal Rodoviário para a cidade de Bom Jesus da Lapa/BA. A entrevista foi realizada com Rafael Genner de Oliveira Santos, arquiteto e urbanista da cidade de Bom Jesus da Lapa, por meio eletrônico no dia 07 de maio de 2018.

Nome Completo: Rafael Genner de Oliveira Santos Idade: 22 Profissão: Arquiteto e Urbanista 1- A respeito da atual rodoviária de Bom Jesus da Lapa. O senhor acredita que ela ainda supre as necessidades da população? Quais as suas considerações a respeito do funcionamento? Resposta: Pode-se considerar que ela supre de forma precária à população e turistas, ela funciona fora dos padrões consideráveis havendo necessidade real de uma total mudança. 2- O senhor considera que a rodoviária possui infraestrutura adequada para atender os passageiros e romeiros? Resposta: Não, nós conterrâneos ficamos até envergonhados de receber esses romeiros com uma rodoviária tão precária, falta limpeza, organização, segurança, ou seja, é um caos. 3- Na sua opinião, em que aspecto a rodoviária poderia melhorar? Resposta: Pra ser sincero todos, infraestrutura, segurança, limpeza, se for mantê-la no mesmo local que seja realizado um trabalho urbanístico no entorno para organização dos acessos de ônibus e passageiros à rodoviária. 4- Com o crescimento urbano e populacional, o terminal rodoviário é situado em um dos bairros centrais da cidade. Consequentemente a esse crescimento houve um aumento da demanda por novas linhas de ônibus e essa demanda provocou um fluxo maior de veículos no entorno da rodoviária. De que modo isso afeta a rodoviária e região? Resposta: Na localização atual que ela se encontra, provoca desordem no trânsito além disso oferecendo risco de acidentes aos pedestres pela ausência de sinalização ou até uma passarela, por essas razões há uma real necessidade de transferi-la para uma área mais afastada do centro.


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5- Na atual situação o senhor acha necessário o projeto de um novo terminal rodoviário num local mais afastado da região central da cidade? Seria a melhor alternativa? Resposta: Com certeza, é uma necessidade de urgência, nossa cidade está tendo um real crescimento demográfico e econômico todo ano, portanto um projeto de ampliação e realocação da rodoviária já é necessário. 6- Sabendo que em época de romaria, o centro da cidade fica bastante movimentado com pessoas e veículos, o senhor acharia viável que os ônibus de viagem deixassem os romeiros no novo terminal rodoviário, em vez de deixá-los nas portas dos hotéis no centro da cidade? Resposta: Com certeza, eu sou à favor de que o centro da cidade seja voltado aos pedestres e com controle do fluxo de veículos, quanto aos ônibus de romeiros deve-se sim haver um terminal de desembarque onde de lá apenas vans fizessem o serviço de translado até os hotéis, isso reduziria o caos do nosso trânsito na romaria. 7- O senhor acha interessante que no novo terminal rodoviário haja um estacionamento exclusivo para os ônibus durante o período de romaria? Resposta: Sim, seria uma grande sacada, reduzindo esse fluxo na Av. Manoel Novaes que atualmente se tem dois estacionamentos privados que contribuem negativamente na ordem do trânsito da cidade nos períodos de romaria. 8- Visto que, Bom Jesus da Lapa não comporta a quantidade de romeiros no período festivo e esses procuram se hospedar nas residências de famílias que as disponibilizam. O senhor acha interessante que no novo terminal haja um ambiente de hospedagem para abrigar essas pessoas? Resposta: Interessante demais, porque, há essa carência de uma qualidade de hospedagem nesses períodos, a maioria dos romeiros são movidos pela fé até nossa cidade, mas nem todos eles conseguem locais com conforto e segurança, havendo sim essa necessidade de ampliação e leitos qualificados para os romeiros. 9- Possui alguma consideração final, sugestão ou crítica sobre o tema proposto? Resposta: Quero parabenizar a excelente escolha de tema, a nossa cidade é carente de muitas melhorias e uma delas é a rodoviária, além de estarmos titulados de terceira maior romaria do Brasil, a nossa população cada dia mais aumenta, a rodoviária é um dos principais equipamentos, porque dela se chegam novos moradores, turistas, contudo ela é a primeira impressão que a pessoa


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vai ter. Com essa sua proposta de projeto eu ficaria feliz que se tornasse real por ser uma necessidade de total urgência para população.


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Apêndice E – Formulário da Viação Gontijo. Esse formulário foi desenvolvido com o objetivo de obter informações sobre a quantidade de passageiros que utilizam a viação Gontijo, para auxílio ao desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, cujo título é: Novo Terminal Rodoviário para a cidade de Bom Jesus da Lapa/BA.

Agência: Viação Gontijo 1- Quantos ônibus utilizam o terminal? Resposta: 03 ônibus.

2- Quantos em trânsito e chegam? Resposta: Nenhum.

3- Quantos têm seu ponto final no terminal de Bom Jesus da Lapa? Resposta: Nenhum.

4- Quantos saem da rodoviária? Resposta: 03 ônibus.

5- Quantos ônibus de dois andares? Resposta: Nenhum.

6- Qual o número de poltronas nos ônibus de dois andares? Resposta: 60 poltronas.

7- Qual o número de poltronas nos ônibus comuns? Resposta: 46 poltronas.


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Apêndice F – Formulário da Viação Nacional. Esse formulário foi desenvolvido com o objetivo de obter informações sobre a quantidade de passageiros que utilizam a viação Nacional, para auxílio ao desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, cujo título é: Novo Terminal Rodoviário para a cidade de Bom Jesus da Lapa/BA.

Agência: Viação Nacional 1- Quantos ônibus utilizam o terminal? Resposta: 01 ônibus.

2- Quantos em trânsito? Resposta: 01 ônibus.

1- Quantos têm seu ponto final no terminal de Bom Jesus da Lapa? Resposta: Nenhum.

3- Quantos saem da rodoviária? Resposta: Nenhum.

4- Quantos ônibus de dois andares? Resposta: Nenhum.

5- Qual o número de poltronas nos ônibus de dois andares? Resposta: 60 poltronas.

6- Qual o número de poltronas nos ônibus comuns? Resposta: 46 poltronas.


90

Apêndice G – Formulário da Viação Novo Horizonte. Esse formulário foi desenvolvido com o objetivo de obter informações sobre a quantidade de passageiros que utilizam a viação Novo Horizonte, para auxílio ao desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, cujo título é: Novo Terminal Rodoviário para a cidade de Bom Jesus da Lapa/BA.

Agência: Viação Novo Horizonte 1- Quantos ônibus utilizam o terminal? Resposta: 74 ônibus.

2- Quantos em trânsito? Resposta: 24 ônibus.

3- Quantos têm seu ponto final no terminal de Bom Jesus da Lapa? Resposta: 20 ônibus.

4- Quantos saem da rodoviária? Resposta: 30 ônibus.

5- Quantos ônibus de dois andares? Resposta: 02 ônibus.

6- Qual o número de poltronas nos ônibus de dois andares? Resposta: 60 poltronas.

7- Qual o número de poltronas nos ônibus comuns? Resposta: 46 poltronas.


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Apêndice H – Formulário da Viação Real Expresso

Esse formulário foi desenvolvido com o objetivo de obter informações sobre a quantidade de passageiros que utilizam a viação Real Expresso, para auxílio ao desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, cujo título é: Novo Terminal Rodoviário para a cidade de Bom Jesus da Lapa/BA.

Agência: Viação Real Expresso 1- Quantos ônibus utilizam o terminal? Resposta: 03 ônibus.

2- Quantos em trânsito? Resposta: 01 ônibus.

3- Quantos têm seu ponto final no terminal de Bom Jesus da Lapa? Resposta: Nenhum.

4- Quantos saem da rodoviária? Resposta: 02 ônibus.

5- Quantos ônibus de dois andares? Resposta: 02 ônibus.

6- Qual o número de poltronas nos ônibus de dois andares? Resposta: 60 poltronas.

7- Qual o número de poltronas nos ônibus comuns? Resposta: 42 poltronas.

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Allan da Silva  

Monografia FAINOR

Allan da Silva  

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