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E n f e b r e i r o, ler o a m o r Bi b l i o t e c a d o IES Ri b e i r a d o L o u r o


A y e r t e b e s é e n l os la b i os. Te b e s é e n l os la b i os. D e n s o s, r o j os. F u e u n b e s o t a n c o r t o q u e d u r ó m á s q u e u n r el á m p a g o, q u e u n m i l a g r o, m á s. El t i e m p o d es p u és d e d á rtel o n o l o q u is e p a r a n a d a y a, p a r a n a d a l o h a b í a q u e r i d o a n t es. S e e m p e z ó, s e a c a b ó e n é l. H o y es t o y b e s a n d o u n b e s o; es t o y s o l o c o n m i s la b i os. L os p o n g o n o e n t u b o c a, n o, y a n o -¿a d ó n d e se m e h a es c a p a d o?-. L os p o n g o e n el b es o q u e t e di a y er, e n las b o c as j u n t as d e l b e s o q u e s e b e s a r o n. Y d u r a es t e b e s o m á s q u e e l sil e n c i o, q u e la l u z. P o r q u e y a n o es u n a c a r n e n i u n a b o c a l o q u e b e s o, q u e s e es c a p a, q u e m e h u y e. N o. Te es t o y b e s a n d o m á s l ej os. Pedro Salinas

El desayuno M e g u s t as c u a n d o d i c es t o n t e r í as, c u a n d o m e t e s la p a t a, c u a n d o m i e n t es, c u a n d o t e v as d e c o m p r as c o n t u m a d r e y ll e g o t a r d e al c i n e p o r t u c u l p a. M e g u s t as m á s c u a n d o es m i c u m p l e a ñ o s y m e c u b r es d e b e s os y d e t a r t as, o c u a n d o e r es f eliz y s e t e n o t a, o c u a n d o e r es g e n i a l c o n u n a fr as e q u e l o r es u m e t o d o, o c u a n d o rí es (tu ris a es u n a d u c h a e n e l i n fi e r n o), o c u a n d o m e p e r d o n a s u n o l v i d o. P er o a ú n m e g u s t as m á s, t a n t o q u e c asi n o p u e d o r esis ti r l o q u e m e g u s t as, c u a n d o, ll e n a d e v i d a, t e d e s p i e r t as y l o p r i m e r o q u e h a c es es d e c i r m e: «Te n g o u n h a m b r e f e r o z es t a m a ñ a n a. V o y a e m p e z a r c o n t i g o e l d e s a y u n o». Luis Alberto de Cuenca


Eu en ti Eu xa te b us q u éi c a n d o o m u n d o e r a u n h a p e d r a i n t ai t a. Ca n d o as c o u s as b u s c a b a n o s s e us n o m e s, e u x a t e b u s c a b a. Eu xa te p r o c uréi n o c o m e n z o d o s m a r es e d a s c h a i r as. C a n d o D i o s p r o c u r a b a c o m p a ñ i a, e u x a t e p r o c u r a b a. Eu xa te cha m éi c a n d o s oi o a v o z d o v e n t o s o a b a. Ca n d o o sil e n z o c h a m a b a p o l as v e r b as, e u x a t e c h a m a b a. Eu xa te na m oréi c a n d o o a m o r e r a u n h a f o ll a b r a n c a. Ca n d o a l ú a n a m o r a b a as o u t r as c u m e s, e u x a t e n a m o r a b a. S e m p r e, d e n d e a n e v e d o s t e m p o s, e u, n a t ú a ial m a. Celso Emilio Ferreiro

Cá n t a v i d a e cánt o a m or p o ñ o n u n h a c a r t a! Só ela p oi d e m a t a r es t a d is t a n c i a. ¿ N ó n si n t es s ú as p a l a b r as? N ó n si n t es ó r e c i b i r as m i ñ as c a r t as u n d a r d o f e ri d o r q u e i m á n d o c h e, p u r ísi m o, as e n t r a n as? Manuel María


S ol o e l a m o r C u a n d o e l a m o r es g e s t o d e l a m o r y q u e d a v a c í o u n si g n o s ol o. C u a n d o es t á e l l e ñ o e n e l h o g ar, m a s n o la lla m a v i v a. C u a n d o es e l ri t o m á s q u e e l h o m b r e. C u a n d o a c as o e m p e z a m o s a r e p e t i r p a l a b r as q u e n o p u e d e n c o n j u r a r l o p e r d i d o. C u a n d o t ú y y o es t a m o s f r e n t e a f r e n t e y u n a e x t e n s i ó n d e s i e r t a n o s se p a r a. C u a n d o la n o c h e c a e. Cuan d o n os da m os d e s es p e r a d a m e n t e a la es p e r a n z a d e q u e s ol o e l a m o r a b r a t u s la b i o s a la l u z d e l d í a. José Angel Valente

Amor L o s o ñ é i m p e t u o s o, f o r m i d a b l e y a r d i e n t e; h a b l a b a e l i m p r e c is o l e n g u a j e d e l t o r r e n t e; e r a u n m a r d e s b o r d a d o d e l o c u r a y d e f u e g o, r o d a n d o p o r la v i d a c o m o u n e t e r n o ri e g o. L u e g o s o ñ é l o t r is t e, c o m o u n g r a n s ol p o n i e n t e q u e d o b l a a n t e la n o c h e la c a b e z a d e f u e g o; d e s p u é s ri ó, y e n s u b o c a t a n t i e r n a c o m o u n r u e g o, s o ñ a b a s us c ris t al es e l al m a d e la f u e n t e. Y h o y s u e ñ o q u e es v i b r a n t e y s u a v e y ri e n t e y t r is t e, q u e t o d as las t i n i e b l as y t o d o e l iris v is t e, q u e, f r á g il c o m o u n í d o l o y e t e r n o c o m o D i os, s o b r e la v i d a t o d a s u m a j es t a d l e v a n t a: y el b es o cae ar die n d o a p e rf u m a r su p la n ta e n u n a fl o r d e f u e g o d e s h o j a d a p o r d o s.... Delmira Agustini

V o y a salir; d is f r u t a d e l a m o r, m o s c as d e c as a (Haiku)


Si m e q u i e r es, q u i é r e m e e n t e r a Si m e q u i e r es, q u i é r e m e e n t e r a, n o p o r z o n as d e l u z o s o m b r a... Si m e q u i e r es, q u i é r e m e n e g r a y b l a n c a. Y g r is, y v e r d e, y r u b i a, y m o r e n a... Q u i é r e m e d í a, q u i é r e m e n o c h e... ¡ Y m a d r u g a d a e n la v e n t a n a a b i e r t a! Si m e q u i e r es, n o m e r e c o r t es: ¡ Q u i é r e m e t o d a... O n o m e q u i e r as Dulce María Loynaz

S o ñ é q u e t ú m e ll e v a b as p o r u n a b l a n c a v e r e d a, e n m e d i o d e l c a m p o v e r d e, h a c i a e l a z u l d e las sie r r as, h a c i a l os m o n t e s az u l es, u n a m a ñ a n a ser e n a. S e n t í t u m a n o e n la m í a, t u m a n o d e c o m p a ñ e r a, t u voz d e ni ña en m i oí d o c o m o u n a c a m p a n a n u e v a, c o m o u n a ca m p a n a vir g e n d e u n al b a d e p r i m a v e r a. ¡Era n t u v o z y t u m a n o, e n s u e ñ o s, t a n v e r d a d e r as!... Vi v e, es p e r a n z a, ¡ q u i é n sa b e l o q u e se t r a g a la t i e r r a!. Antonio Machado


Il pleure dans mon coeur

Choiva

Il pleut doucement sur la ville.

Il pleut doucement sur la ville.

A r t h u r Ri m b a u d

A r t h u r Ri m b a u d

Il p l e u r e d a n s m o n c o e u r C o m m e il p l e u t s u r la v ill e ; Q u e l l e es t c e t t e la n g u e u r Q ui p é nètre m o n coeur ?

C h o ra o m e u c oraz ó n E n a v il a a c h o v e r; ¿ Q u e es t r a ñ o es m o r e c e r S e n t e o m e u c o r az ó n?

Ô b r u i t d o u x d e la p l u i e Par t e r r e e t s u r l es t o i ts ! P o u r u n c o e u r q u i s'e n n u i e, Ô l e c h a n t d e la p l u i e !

N o s t e ll a d o s, a c h o i v a, Ca n t a u n c a n t o t e i m o s o Pr ó c o r az ó n sa u d o s o, ¡ D o c e c a n t o o d a c h o i v a!

Il p l e u r e sa ns r ais o n D a n s c e c o e u r q u i s'éc o e u r e. Q u o i !n u l l e t r a h is o n ?... C e d e u i l es t sa ns r ais o n.

¿P o r q u e t e q u e i x as, d i, C o r az ó n m a g o a d o? Se n o n es t r a iz o a d o... ¿P o r q u e t e q u e i x as?, d i.

C'es t b i e n la p i r e p e i n e D e n e sa v o i r p o u r q u o i

M a is n o n a t u r o a d o r Q u e m e c a u s a o i g n o r ar, Q u e se n q u erer ni n o diar Si n t a t a n f o r t e d o r.

Sa ns a m o u r e t sa ns h a i n e M o n coe ur a tant d e p eine ! Paul Verlaine

Paul Verlaine


Evening Star

Estrella de la noche

'T w as n o o n t i d e o f s u m m e r, A n d m i d-t i m e o f n i g h t; A n d s t a rs, i n t h e i r o r b i ts, S h o n e p a l e, t h r o' t h e li g h t O f t h e b r i g h t er, c o l d m o o n, ' M i d p l a n e t s h e r sla v es, H e rs elf i n t h e H e a v e n s, H e r b e a m o n t h e w a v es. I g aze d a w hile O n h e r c o l d s m i l e; T o o c o l d- t o o c o l d f o r m eT h e r e p a ss' d, as a s h r o u d, A fl e e c y c l o u d, A n d I t u r n e d a w a y t o t h e e, Pr o u d Ev e n i n g S tar, I n t h y g l o r y a f ar, A n d d e a r e r t h y b e a m s h a ll b e; For joy t o m y h eart Is t h e p r o u d p a r t T h o u b e a r es t i n H e a v e n a t n i g h t, A n d m o re I ad mire T h y d is t a n t fir e, T h a n t h a t c o l d er, l o w l y li g h t.

Era u n a m a r e a d e v e r a n o y la m i t a d d e la n o c h e y las es t r ellas, e n s us ó r b i t as b r i ll a b a n p á li d as a t r a v és d e la l u z d e la b r ill a n t e, f rí a l u n a, e n t r e l os p l a n e t as, s us es c la v os, e ll a m i s m a e n l os ci el os. S u ra y o e n las o l as, y o c o n t e m p l é u n rat o s u f rí a s o n r is a, d e m a s i a d o f rí a, d e m a s i a d o f rí a p a r a m í. Pas ó c o m o u n a m o r t a j a, u n a la n o s a n u b e, y m e v o l v í h a c i a t i, y o r g u l l os o l u c e r o e n t u g l o r i a l ej a n a, y t u ra y o s er á m á s q u e r i d o. Para la al e g r í a d e m i c o r az ó n es la o r g u l l os a p a r t e q u e t ú ll e v as e n e l c i el o p o r la n o c h e, y m ás ad miro t u d is t a n t e f u e g o q u e a q u e l l a m á s f rí a, h u m i l d e l u z.

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe


PESCANDO SOÑOS C A M I Ñ O P O L O P O RT O D A AT AR DE CI D A, A S O N D A S BISB A N SILE N CI OS E N V OL VEIT OS E N PL U M A S, CI N G UE N C O RES, X A R DÍ NS, A S U BÍ OS... O S A X Ó U XERES D O TE U RIS O RES O A N N A D IST A N CI A PA L A BR AS D E A M O R Q U E C O RT A N O A LE N T O. PA DE Z O A T Ú A A USE N CI A I N D IFERE N Z A? D Ó E M E O Q U E O S TE US O L L O S M I R A N... TA N PRET O D O S O L, TA N CE G OS... M A IS A ESPER A N Z A É FIR M E. U N DÍA , O S V A G A L U M ES TECER A N N O S V AL OS D A N O I TE A S I NICI AIS D O TE U N O M E E D O M E U N O M E, Á M O TE TI E M A IS EU, SE NT A D O S N U N S O LP O R ESPI D O S D E D ISI M U L OS, BEBE N D O O TE M P O, REFLE CTI D O S N O CRIST A L D O M A R, A B A L A N D O A S H O R AS N ESE RECE N D O... U N BIC O E N C HÉ N D O M E A B O C A D E S A L, A SÍ A G A R D A N D O A A M E N CI D A ESCI N TIL A N D O N A O L L A D A, A SÍ.... C O L LI D O S D A M A N, N A C A RTELEIR A D A M Á IS FER M O S A PELÍC U L A D E A M O R. BIRRI OS Q U E D O R M E N N O A IRE, A VES N O CT Á M B U L A S, C OR A Z Ó N S BR A N C O S REFLE CTI D O S N O R OSTR O. TI E M A IS E U N O M E S M O REI N O, I NSPECCI O N A N D O C OV AS... RESPIR Á N D O TE, RESPIR Á N D O M E. D O U S N Á U FR A G O S I NSIG NIFIC A N TES M E R G U L L A D O S N A I N M E NSI D A D E D O M A R.... E U, FL OR, TI, PRI N CIPI Ñ O: X U N T O S C O LECCI O N A N D O S O LP O RES, LA TEX OS, M E L A N C O LÍ AS..., A PREIX A N D O O PERF U M E D O EFÉ M ER O. E U N H A M E L O D Í A Q U E N O S E N V O LVE E NTRE O S M E RL OS, O S PAR D A IS, A S P O M B A S E O S D E G O L A D O S. D O US N A M ORA D OS A N Ó N I M O S E LIBRES, VIBR A N D O E N S A B AS D E SE D A. X U N T O S, PESC A N D O S O Ñ O S. FINA CASALDERREY


Power Racing Love Es t o u p o r t i, d is m e, c o a v o z c r o m a d a d e s o r ris os, e noto entón c o m o m e sal t a u n r es o r t e d e b a i x o d o c a p ó d o p e i t o, n u n incó m o d o ha bitáculo o n d e ca da se n ti m e n t o é u n h a p e z a m i s t e r i os a, u n c o m p l e x o m e c a n is m o d e p a l a b r as o x i d a d as q u e n o n s ei c o m o se d i n. Es t o u p o r t i, r e p i t es, e entón co m prendo q u e is o q u e c h a m a n a m o r é a p o s t u r a m á is d i f í cil d a p a r t e d e a t r ás d o c o r az ó n, a ú nica p ost ura q u e n o n sa e n i n s e a p r e n d e n a s p e l is p o r c as d o s sá b a d o s á m a d r u g a d a. Carlos Negro

N o n h a i m á is b u t a n o, a m o r. H a b e r e m o s d e d u c h a r n o s a p a g a d o s, af o g a d o s n o c o r p o d a s a u g a s q u e n a c e n e n n ó s. Ti p r e c is as d e t e r x e n t e. E u, u n x e l d e r os as e c a m e l i as. Ca n d o r e m a t e, a m o r, c el e b r a r e m o s a n o s a h i x i e n e d e c o s m é t i c os. M e n t r es d u r e. Fran Alonso

E TI O N A VÍ O N A N O IV A N O I TE Palíndromo de Gonzalo Navaza


A b o c a, on de o fogo d e u m verã o m u it o antig o c i n t il a, a b o c a es p e r a (qu e p o d e u m a b o c a es p e r a r s e n ã o o u t r a b o c a?) es p e r a o a r d o r d o vento p a r a se r a v e, e c a n t ar. EUGÉNIO DE ANDRADE


Textos de amor2010