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Bibliophilia

Bibliophilia

Editorial É com orgulho que lanço a primeira edição da revista Bibliophilia. Com

esta

revista

pretendo

divulgar

informações essenciais a todos os escritores e leitores que possuem a incessante sede de conhecimento e aprendizagem. Abre-se a revista com os primeiros Na capa:

conceitos a deter sobre a Teoria da Literatura e o quão essencial é tê-los em mente para todos os que procuram estudá-la. A arte da escrita advém da prática, por isso nesta edição dedica-se um espaço aos primeiros passos a tomar e às Instituições de Escrita. Para quem gosta de Escrita Criativa, poderá ainda

Sylvia Plath, 1953 Font: Paul Lloyd

encontrar nesta edição um dos livros teóricopráticos recomendados.

Edição, Texto e Redacção: Patrícia Coelho

A parte final da revista dedica-se ao autor do mês, nesta edição Sylvia Plath. Falaremos da

Contacto: bibliophiliarevista@gmail.co m facebook.com/revistabiblioph ilia

sua biografia e legado literário. Termino esta edição com o Gabinete de Escrita, textos livres submetidos à revista. Espero que este número seja uma boa jornada para todos vós. Pegais nas vossas lunetas que estamos prestes a começar.

Patrícia Coelho


Bibliophilia

Conteudos

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Teoria da Literatura, o que é? Primeira parte.

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Escrita Criativa, onde começar?

7 Sabia que…? Condenação Platónica à Escrita. 8 Sylvia Plath - A Mitificação da Morte. 13 Gabinete de Escrita.


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Teoria da Literatura, o que é? Primeira parte. O termo “Teoria da Literatura” teve o seu podemos falar de apenas uma teoria apogeu no século XX, século dominado literária, mas sim de várias. pela investigação e reflexão de diferentes Desta forma que podemos definir a prismas teóricos. Teoria da Literatura como uma ciência que A palavra “teoria”, proveniente do especula e possibilita várias análises grego “theoria” ou seja “a acção de analíticas das camadas visíveis do Ser contemplar”, tenta definir as regras e as literário e das suas manifestações. concepções do seu objecto de estudo, neste Sendo a capacidade analista caso a Literatura, a arte essencial nesta ciência, a de compor obras artísticas Metalinguagem torna-se em verso ou em prosa. objecto da Literatura. O Em si, o texto texto reflecte-se em si literário, constrói-se no mesmo, existindo a seu próprio mundo intersecção constante fictício, tratando-se entre a teoria e a prática apenas de uma imitação da escrita com a sua do mundo real. Esta teorização (leitura), que realidade projecta-nos a resulta em várias cadeias verdadeira essência da de pensamento. obra literária final – que Para estudarmos a Teoria não se trata de um da Literatura, juntamente elemento estático, mas de com estas cadeias de La Liseuse de Jean-Honoré Fragonard algo em constante pensamento, há que ter a mutação. Esta mutação mente livre de conceitos torna a obra literária objecto de novas pré-estabelecidos e sabermo-nos distanciar teorias e pontos de vistas. Por isso, não da obra, de forma a apreciarmos a sua arte e possíveis significados.

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Menina a Ler, de Franz Eybl

Fontes: Introdução aos Estudos Literários, de Maria Vitalina Leal de Matos; Teoria da Literatura I, da Universidade Castelo Branco, Rio de Janeiro 2006; Teoria da Literatura I, Apontamentos Online de aulas universitárias (Fonte desconhecida);

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A Restart, instituto de criatividade, artes e novas tecnologias, é um centro de formação profissional situado em Belém, Lisboa. As principais áreas de formação são: imagem, som, interactividade, comunicação e eventos. O grande objectivo dos seus cursos e workshops é a aquisição de competências que melhorem o perfil vocacional de cada aluno, centrando a avaliação no empenho, comunicação e criatividade em detrimento da competição individual. A abordagem formativa é prática, ligada ao mercado, e visa a superação de erros, a aprendizagem em equipa e o pensamento e acção criativos. A Restart apresenta também uma programação de animação cultural (exposições, ciclos de cinema/vídeo, concertos, etc) e de apoio a projectos. + Info: Restart | Instituto de Criatividade Artes e Novas Tecnologias Rua da Quinta do Almargem nº10 Belém 1300-490 Lisboa Tel: 21 360 94 50 Fax: 21 360 94 59 info@restart.pt www.restart.pt

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Escrita Criativa, começar?

por

onde

O nosso cérebro é um emaranhado de ideias, por isso é natural que na maioria das vezes que nos surja uma ideia, esta fique na gaveta. A grande questão é sempre, como organizar o pensamento e as ideias. Antes de partirmos na utopia da escrita há que ter em mente alguns dos seguintes truques: I. Listar as ideias a escrever. II. Experimentar novos pontos de vista. III. Estruturar a nossa história: Problema, Conflito e Resolução IV. Sair da rotina diária e procurando escrever em locais diferentes. V. Efectuar exercícios cronometrados de escrita. Como listei acima, é muito importante experimentar novos pontos de vista, inventar e criar realidades completamente alheias à nossa. Caso não o façamos, corremos o risco de nunca sair de textos autobiográficos. Como disse Vladimir Nabokov em Aulas de Literatura (“Bons Leitores e Bons Escritores”): “ (…) o escritor genuíno, aquele que põe planetas a girar modela um homem a dormir e habilmente mexe nas costelas do dorminhoco, esse tipo de autor não tem

valores preestabelecidos à sua disposição: deve criá-los. A arte da escrita é um assunto muito fútil se não implicar antes de mais a arte de ver o mundo como uma possibilidade de ficção.”


Bibliophilia

Porque não experimentar um curso?

Se acha que não consegue dar os primeiros passos sozinhos - porque não experimentar um curso de Escrita Criativa? Actualmente existem Institutos especializados na arte da escrita. Para quem procura cursos de Escrita Criativa presenciais ou online, poderá obter informações junto dos seguintes institutos:

Escrever Escrever

Cursos, presenciais e online, na área da escrita literária, técnica e criativa. Workshops. Certificação DGERT. Membros EACWP. Para mais informações: info@escreverescrever.com

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EC.ON

Ensino online e presencial, disponibilizado através de uma plataforma Moodle. Workshops. Acompanhamento personalizado de docentes/escritores. Oficinas Low Cost Para mais informações: http://escritacriativaonline.net/ Leitura Recomendada: Curso de Escrita Criativa I, de Pedro Sena-Lino.

De linguagem simples, este livro disponibiliza técnicas, exercícios e exemplos de resolução, tornando a auto-aprendizagem de Escrita Criativa mais divertida. Escrito por Pedro Sena-Lino, formador e fundador da Companhia do Eu, escola de Escrita Criativa.

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Sabia que…? Condenação Platónica à Escrita. “O maior inconveniente da escrita parecese, caro Fedro, se bem julgo, com a pintura. As figuras pintadas têm atitudes de seres vivos, mas se alguém as interrogar, manter-se-ão silenciosas, o mesmo acontecendo com os discursos: falam das coisas como se estas estivessem vivas, mas, se alguém os interroga, no intuito de obter um esclarecimento, limitam-se a repetir sempre a mesma coisa.” Esta passagem de “Fedro” de Platão fala dos inconvenientes da escrita e consequentemente da criação do falso conhecimento que esta levanta. Para Platão, um discurso escrito necessita sempre do seu “pai” (autor) para poder ser bem compreendido, caso contrário, um registo escrito transmitirá sempre a mesma informação. No seu conhecimento, a escrita tem vários inconvenientes leva ao enfraquecimento da memória, o registo escrito desobriga-a do esforço para o reconhecimento, o primeiro passo para o conhecimento.

Busto de Platão (427 a.C – 347 a.C), filósofo grego.

Platão na pintura Scuola di Atene, de Raffaello Sanzio da Urbino

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Foto por Rollie McKenna, 1959


Sylvia Plath, A mitificação da morte. Celebrou-se no ano passado oitenta e um anos do nascimento da grande poetisa Sylvia Plath. De descendência alemã, Plath nasceu a 27 de Outubro de 1932, em Boston – no estado de Massachusetts dos Estados Unidos da América. De espírito perfeccionista e ambicioso, Plath carregou consigo o seu maior fardo – a consciência e existência do seu ser. Esta inconformidade e mágoa viriam a definir o seu estilo literário único. Desde tenra idade, Plath revelou qualidades artísticas brilhantes, sendo que enquanto frequentava o Smith College viu alguns dos seus textos livres serem premiados.

Sylvia Plath entrevista Elizabeth Bowen para a Revista Mademoiselle, Maio 1953. Mortimer Rare Book Room, Smith College. © Black Star.

A sua dedicação foi premiada com um estágio na Revista Mademoiselle, onde foi publicada pela primeira vez. Em 1953, Plath tenta pela primeira vez o suicídio, tomando um frasco de soporíferos da mãe. Devido a um esgotamento nervoso grave é internada num hospital privado, onde passaria os seis meses seguintes. Meses que inspirar-lhe-

iam a escrever o seu primeiro grande romance semi -autobiográfico The Bell Jar (A Campânula de Vidro) em 1963, inicialmente publicado sob o pseudónimo de Victoria Lucas. Com crueza, em escrita confessionalista, Plath dá-nos a conhecer em The Bell Jar a sua realidade enquanto doente depressiva: “Quando perguntaram a um qualquer filósofo romano como é que ele desejava morrer, ele respondeu que cortaria as veias num banho quente. Pensei que devia ser fácil deitar-me na banheira e ver o vermelho florescer dos meus pulsos, fluxo após fluxo, disseminando-se através da água transparente, até adormecer sob uma superfície garrida como um manto de papoilas” (…) Nessa manhã tentara enforcar-me. Pegara no cinto do roupão de seda da minha mãe assim que ela saíra para o emprego, e na sombra âmbar do quarto preparei um laço. Demorei a fazê-lo, pois não tenho muito jeito para dar nós e queria que este fosse razoavelmente eficaz. Em seguida fui à procura de um lugar para pendurar a corda. Surgiu então o problema. A nossa casa não tinha um tecto que ajudasse.” - A Campânula de Vidro, tradução de Mário Avelar, Assírio e Alvim, 1988.


Bibliophilia Foi nesta altura, antes da sua morte que Plath produziu a sua grande obra poética Ariel, publicada postumamente. A mitificação da morte e renascimento são temas recorrentes em Ariel, chegando ao seu auge no poema Lady Lazarus. Plath compara as suas tentativas falhadas de suicídio, com experiências grotescas nazis, em que insistentemente reanimam-lhe. Plath elucida-nos neste poema, o que é para si a morte:

Foto da graduação da Wellesley High School em 1950.

A Fevereiro de 1956, obtém a bolsa de mérito Fullbright para estudar em Cambridge. Esta oportunidade revelou-se mais tarde como sendo algo esgotante e cheia de frustrantes expectativas intelectuais. Foi numa festa em Cambridge, onde Plath mordeu a bochecha de Ted Hughes, poeta cujo trabalho admirava. A ousadia da poetisa atraiu Hughes, sendo que casaramse nesse mesmo ano. Mudaram-se para os Estados-Unidos, onde Plath passou a trabalhar como professora. Em 1959, o ano em que mudaram-se definitivamente para Inglaterra, o seu casamento encontrava-se desmoronado. O caso de Hughes com Assia Wevill ditou o fim da relação com Plath. A Janeiro de 1963, Plath só e com dois filhos de Hughes, foi internada numa clínica devido à sua depressão.

“Morrer É uma arte, como outra coisa qualquer. E eu executo-a excepcionalmente bem. Executo-a de forma a parecer-se com o inferno. Executo-a de forma a parecer real. Acho que se podia dizer que tenho um dom.” - Ariel, Tradução de Maria Fernanda Borges, Relógio D’Água, 1996

Assinatura de Sylvia Plath

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Retrato de Família: Frieda Hughes com a sua mãe, Sylvia Plath, e irmão Nicholas em 1962. Fotógrafo: Siv Arb

Nesta obra também está presente um dos seus poemas mais famosos – Daddy. Apesar de toda a raiva presente neste poema, Plath sofreu durante toda a sua vida pela precoce morte de seu pai. Tinha apenas oito anos quando o seu pai morreu da doença da diabetes, esta não diagnosticada. Alguns biógrafos acreditam ter sido esta a alavanca de arranque para a sua depressão. “Mordeu o meu lindo coração vermelho partindo-o em dois, Tinha dez anos quando foste enterrado. Aos vinte tentei morrer E voltar, voltar, voltar para ti. Pensei que até os ossos me serviam.” - Ariel, Tradução de Maria Fernanda Borges, Relógio D’Água, 1996

A 11 de Fevereiro de 1963, enquanto os seus filhos, Frieda e Nicholas dormiam, Plath vedou e tapou as portas da casa com toalhas molhadas, trancando-se na cozinha.

Doente e fatigada, Plath cedeu à depressão que tanto lhe atormentara durante a sua breve vida. Suicidou-se aos trinta anos inalando gás do fogão. Erroneamente vista como um mártir do amor pelas feministas, devemos encarar a sua morte como fruto da sua depressão e não o contrário. Sabermos apreciar o seu tom confessional como algo real e não romântico. A aura ardente e apaixonante elevada por Plath em toda a sua vida e trabalho, colocou um marco importante na história da literatura norte-americana. Um grito que permanece e que ecoará nas gerações ainda por vir. Principais obras em vida e póstumas:  The Colossus and Other Poems (1960), colectânea de poemas;  The Bell Jar (1963), único romance da autora;  Ariel (1965), poemas;  Crossing the Water (1971), colectânea de poemas;  Johnny Panic and the Bible of Dreams (1977), livro de contos e prosa;  The Collected Poems (1981), poemas inéditos; Fonte: Remembering poet Sylvia Plath telegraph.co.uk Sylvia Plath –Infopédia, Enciclopédia e Dicionários Porto Editora

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Bibliophilia

Interpretação da mente e personalidade de Sylvia Plath por Cindy Song


Gabinete de Escrita

Deseja ver o seu texto publicado na revista online Bibliophilia? Estou à procura de artistas emergentes que queiram ver os seus textos publicados. Aceito contos, crónicas, poemas, entre outros. Só precisa de enviar o seu texto literário para o seguinte correio electrónico: bibliophiliarevista@gmail.com O texto deverá conter o máximo de 1500 caracteres (incluindo espaços), poderá conter conteúdo sexual implícito, mas não explícito. O texto será revisto antes da publicação, pelo que os autores dos textos seleccionados

serão

previamente

contactados

pelo

email

que

disponibilizarem.

Veremos nas páginas seguintes, alguns exemplos de textos submetidos para esta edição.


Bibliophilia que mimar o espírito com um almoço ao ar livre? Pois, também me pareceu.

Cabeça Avariada

Meto a mesa com aquela toalha guardada para as ocasiões especiais.

C

omo poderei descrever os

Talheres, pratos e guardanapos a combinar.

dias em que a minha

O Bambi traz-me o cesto do pão e o

cabeça começa a avariar?

coelhinho a limonada. Que esquecida que a

Dias tão amorosos como

minha cabeça está.

o ruído de alguém a raspar um tacho de

Vou espreitar o almoço - ainda

comida bolorenta. Aquele som irritante que

faltam uns minutos para acabar de cozer.

dá-te comichão nos dentes. Tão irritante

Desfolho o jornal para fazer tempo e

como o cansaço psicológico e físico que

estranhamente as letras começam a fugir.

nem sete cafés diários resolvem o assunto.

Venham cá! Onde vão? Ainda não acabei

E depois, pior que o raspar, é a comida

de ler o artigo! Que porcaria…

bolorenta - uma metáfora do meu estado cerebral.

Já que o jornal não quer nada comigo, talvez dedique-me à escrita

Pois bem, posso comparar a estes

enquanto

aguardo.

Pego

na

caneta,

dias à cozedura de uma posta de pescada

tamborilo-a na mesa à espera que a minha

para o almoço.

musa chegue. Apercebo-me

inox

Começo por encher um tacho de

que tenho a mente tão branca como o

de

jornal à minha frente.

última

geração

com

água.

Enquanto aguardo que ferva, descasco

Hum…e se experimentar esta ideia?

umas batatas e cenouras para acompanhar.

Escrevo e as letras saem tão desfiguradas

Baixo o lume e vou até ao jardim.

como uma tatuagem de Sábado à noite,

Que dia tão solarengo cheio de

daquelas

que

nos

arrependemos

no

potencial. Os pássaros chilreiam sem parar

Domingo de manhã juntamente com a

e o cheiro da relva cortada invade-me as

ressaca.

narinas como um doce aroma. Porque não

É melhor deixar a escrita e a leitura para

almoçar lá fora? Haverá algo melhor do

mais tarde.


Levanto a tampa e eis que a posta de pescada já se encontrada toda mutilada e desfigurada.

Pego

no

tacho

à

toa,

esquecendo-me que este está a ferver e deixo-o cair. E zás, a água a escaldar caime em cima do pé. Agoniada de dor, começo a saltar ao pé-coxinho ao ritmo de uma beat box de palavrões. Dizem que dor anula dor, não foi o caso de quando no meio desta dança tribal espeto o dedo mindinho na quina do fogão. Esquece o almoço, nem sequer puseste os vegetais a cozer. Senta-te lá fora, bebe um pouco de limonada e relaxa a cabeça. Chego lá fora e está a chover a potes. Será possível? Olho para o fundo do jardim e vejo o Bambi a devorar algo incessantemente. Pára ao notar a minha presença, virando-se na minha direcção com olhos brilhantes como faróis e focinho ensanguentado. O coelhinho devorado no chão e todo este cenário assemelha-se a um filme de terror japonês de baixo orçamento. Bom, eu também não tinha muita fome. Acho que vou fazer uma sesta, hoje já não dou uma para a caixa. Cabeça Avariada, Crónicas de Uma Tipa Desempregada, de Patrícia Coelho

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Bibliophilia

N

evoeiro Denso

A estrada não é para fracos

Que incerta estrada

Mas para fortes tão pouco.

Onde ando propenso

É mais para astutos Que não têm cérebro oco

A tropeçar em tudo e cair no nada O que será esta estrada Sem ver este caminho

Este malvado passeio

Todos se venturam extasiados

Que não tem qualquer retorno

Andando como pobres ceguinhos

Que pelo fim tanto anseio

Por trilhos inacabados Mais uma vez damos um passo A tropeçar a toda a hora

Será uma vitória ou outro amasso?

Vemos o tempo passar

Será um progresso

Onde por fim vemos outrora

Ou cair-se-á no limbo, sem regresso?

Uma nova estrada para virar Por muito que custe acreditar Prosseguir é Incerto

Este tema tão banal

Voltar atrás, impossível

É do destino que estamos a falar

Anda-se num caminho deserto

Onde caminhamos, seja para o bem ou

Onde tu próprio és comestível

para o mal.

Se o medo te assombrar

Nevoeiro Denso, de Rodolfo Rocha.

És uma causa perdida Se continuares a andar Terás mais surpresas na vida


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Bibliophilia nº 1  

Primeiro número da revista Literária Bibliophilia. Abril 2014

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