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Cem 2 limites nª

2011 | 2012

série 2

Agrupamento Eugénio de Andrade

Todo o Mundo é composto de mudança

10 junho Mil e uma patas… aranhas, escaravelhos, centopeias… pág. 8

A velocidade da F1 e a inovação premiada

EB 1 de Costa Cabral, NEW LOOK

O gesto e o som da palavra (dita e feita),

pág. 6

pág. 8

pág. 10


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Concurso de Leitura na

Biblioteca Almeida Garrett

Editorial Natália Cabral, Diretora

O tempo e a mudança Queiramos ou não, a vida transforma-nos. Corremos o risco de mudar para pior, se nos fechamos na rigidez das nossas convicções. Mudamos para melhor, quando aceitamos tentar compreender quem somos. O tempo tem um papel fundamental em tudo o que somos. Ajuda-nos a identificar o que se passa dentro e fora de nós. Se o deixarmos correr e colaborarmos com ele, trabalha sempre a nosso favor, tem uma influência positiva e libertadora. Ter consciência de quem somos e do que sentimos ajuda a pormo-nos na pele do outro e a tentar sentir o que ele sente e a perceber que a todos nos toca, afinal, viver num mundo, não só cheio de desilusões e ressentimentos, mas também, de alegrias e compensações. Assim, como não há homem sem mundo, nem mundo sem homem, não pode haver reflexão/ação fora da relação homem/ realidade. O homem não está no mundo só para se adaptar, mas para o transformar; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devemos usar toda a possibilidade que temos para não só falar da nossa utopia, mas participar de práticas coerentes com ela. É, portanto, fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que, num dado momento, o que falamos seja a nossa prática. Valorizemos a vida porque ela é o tesouro mais valioso. Não esperes pelo amanhã para o fazer, porque o tempo não espera.

O Concurso Distrital de Leitura para o 3.º Ciclo ocorreu na Biblioteca Almeida Garrett, no dia 24 de abril. Mais de trezentos alunos de todo o distrito do Porto leram As Aventuras de João Sem Medo de José Gomes Ferreira e Patagónia Express de Luis Sepúlveda O Agrupamento Eugénio de Andrade esteve representado pela Lia, do 8.º A, pela Maria Inês, do 8.º D, e pelo Daniel, do 7.º C. A viagem é o grande tema destas duas leituras e, a propósito dele, os concorrentes do nosso Agrupamento apresentam aqui umas quadras. Lia Borges 8ªA Vou viajar, vou ver o mar, e quando a lua brilhar vou ver o luar. Maria Inês Matos 8ªD Viajar, viajar pelo céu e pelo mar! Já chegamos? Não ainda vai demorar. Viajando, viajando prolongando o conhecimento viajando, viajando descobrindo e encantando. Daniel Brochado da Cunha 7ªC Sentado no chão do meu quarto O chão do meu quarto é o meu mundo, onde me estendo e sonho, onde posso voar. Fecho os olhos, ponho música de fundo… Visito lugares incríveis, farto-me de viajar! Hoje no chão do meu quarto, amanhã noutro lugar sei que um dia farei tudo quanto hoje sonhar. Viajo na minha mente, viajo a toda a hora. Hoje no chão do meu quarto, amanhã pelo mundo fora!


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Memória Viva, Natália Cabral e Nós

Equipa de professores do jornal da escola com a colaboração do professor Emídio Vivemos no presente, sempre no presente, um presente que foge, continuadamente nos foge, constantemente nos escapa. Mal se apresenta, passou, deixou de ser, é passado. Por isso, é tão importante a memória. Na memória, fica e faz-se presente o que foi passado. Pela memória, invocamos o passado e antecipamos o futuro, fazemos do presente, tão efémero e fugaz, um tempo pleno, um tempo que vale a pena viver. Sem memória, ficaríamos vazios, nada aprenderíamos. Não estaríamos preparados para o que vem, para enfrentar, aproveitar, viver o futuro. Faltar-nos-iam saberes, falhar-nos-iam afetos e perderíamos razões para qualquer esperança. Sem memória, a felicidade, a felicidade que tanto desejamos, que sentimos ser nossa obrigação desejar e procurar, abandonaria definitivamente o tempo ao nosso alcance – o passado, o presente ou o futuro. Felizmente, temos memória. Há memórias individuais e memórias coletivas. Cada um de nós tem a sua memória e todos habitamos nas memórias uns dos outros. As memórias encontram-se, cruzam-se, intersetam-se, misturam-se e reconhecemos, na nossa memória, a memória de outros. Partilhamos memórias que são nossas e são de outros. A memória aproxima-nos. Aprendemos na escola, que é um lugar de aprendizagem, criamos amizades na escola, que é um lugar de encontros, construímos uma boa parte da nossa memória, da memória individual, na escola. A memória da escola é habitada por todos e uma parcela importante da nossa memória, da memória individual, é também memória coletiva, é memória da escola. A memória é feita de afetos e de saberes que nos ensinam a conhecer o passado, a inventar o futuro e a agir no presente. Para a Escola EB 2,3 de Paranhos e para o Agrupamento Eugénio de Andrade, há anos de memória e de memórias. Há anos de história. Mais de trinta para a EB 2,3 de Paranhos, mais de dez para o Agrupamento Eugénio de Andrade. A memória é história. Não é coisa do passado, é história inacabada que retém o passado e vive no presente, com os presentes que recebemos e guardamos, com os presentes que usamos no presente, a inventar o futuro. A Dra. Natália Cabral faz parte desta história há vinte e cinco anos, há vinte e dois, como presidente do conselho diretivo, presidente do conselho executivo e diretora. Todos nós, há mais ou menos anos, entramos na mesma história. Os saberes e os afetos da Dra. Natália têm sido presentes a formar os nossos saberes e os nossos afetos, a formar a nossa história, a nossa memória. Pela inteligência, força e prudência, pelo calor, empenho e entusiasmo, são presentes que fogem e escapam à fugacidade do presente, são presentes que, pela memória, fazem do presente um tempo pleno, um tempo de presente, de passado e de futuro. São inumeráveis as formas de falar da memória, de falar de saberes, de falar de afetos, que afetam o tempo e fazem história. Enumeraremos, simples

e brevemente, alguns feitos, evocaremos algumas ideias. Neles e nelas se manifestam presentes os saberes e os afetos da Dra. Natália. Alguns feitos: implementação de projetos – Currículos Alternativos, gestão flexível do currículo, Projeto Qualidade XXI, Contrato de Autonomia, grupos de estágio, parcerias com instituições do ensino superior, …; participação em projetos europeus – Comenius, Arion, …; integração constante de novos professores no núcleo docente de alunos surdos, que proporcionou aprendizagens e formação em Língua Gestual, permitiu a inclusão de muitos alunos surdos na escola e no agrupamento, conduziu ao reconhecimento do Agrupamento como agrupamento de referência do ensino bilingue para alunos surdos; acolhimento a pessoas e grupos – a escola EB 2, 3 de Paranhos foi, sucessivas vezes, pelo trabalho desenvolvido, designadamente no âmbito do ensino especial, como uma sala de visitas para projetos europeus e grupos de especialistas em educação de passagem pelo país; ações de formação ainda antes de nascerem os Centros de Formação, como foram as memoráveis dramatizações, filmadas, partilhadas e discutidas em grupo, de “Conselhos de Turma”, “Lideranças Intermédias”, “Gestão de Conflitos”, “Educação Especial”, “Alunos com NEE”,…; participação da Dra. Natália em palestras e colóquios promovidos por instituições de ensino, desde o básico ao superior, e por autarquias, em programas da televisão, como a Praça da Alegria ou o programa da Maria Elisa; constituição do Agrupamento Eugénio de Andrade; eleição da Dra. Natália para o Conselho das Escolas e mandato que exerceu. Algumas ideias: numa escola, ou agrupamento, os critérios de natureza pedagógica e científica devem sobrepor-se sempre aos critérios administrativos; saber ouvir, conciliar, motivar é o caminho para encontrar as melhores soluções; entre nós, a reflexão e a partilha de conhecimento têm de ser correntes e recorrentes; a abertura à inovação é uma necessidade constante; as dimensões lúdicas, recreativas e culturais do nosso convívio são absolutamente indispensáveis para vivermos o nosso tempo de modo humanizado. E, como este texto é um texto de memórias, falemos ainda da representação de uma memória: a leiteira de Gondomar. Acompanhando o Rancho Folclórico da Escola Preparatória de Paranhos, a leiteira de Gondomar participou em muitos e belíssimos espetáculos. Para além da importância da leiteira de Gondomar nos contextos da sua atuação, a memória dela é, aqui e agora, de enorme utilidade: a leiteira de Gondomar representa-nos, expressivamente, a alegria da Dra. Natália, que, envolvendo saberes e afetos, vive na nossa memória, na memória da EB 2,3 de Paranhos e do Agrupamento Eugénio de Andrade. Resta dizer que, desde o primeiro dia de aulas da Dra. Natália, a educação conheceu nada mais, nada menos, que trinta e dois ministros e ministras de educação.

o que fazemos


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Reabilitar a História Luísa Ferreira prof.

Concurso de Leitura do 2º Ciclo No dia nove de maio, realizou-se o Concurso de Leitura do segundo Ciclo. Foi um concurso muito participado (cerca de 70 alunos) e com excelentes prestações nas provas (uma prova escrita e uma prova de leitura expressiva). Os prémios foram atribuídos ao Afonso do 5º A (1º prémio), à Maria Helena do 5º A (2º prémio) e à Beatriz Dantas do 6º E (3º prémio).

Laboratório Aberto Teresa Moura prof. Decorreu, no passado dia 19 de abril, a atividade “Laboratório Aberto”, da responsabilidade do Grupo de Ciências Físico-Químicas. Esta atividade, destinada a todos os alunos do 6º ano de escolaridade da nossa escola, contou com a preciosa colaboração de alunos dos 9ºD e 9ºE, na função de monitores. Todas as turmas de 6ºano foram escalonadas e convidadas a visitar a sala B1 onde os monitores os esperavam. Os alunos mais novos tiveram assim oportunidade de “brincar” com a ciência, demonstrando muito interesse e curiosidade pelo que viam e ouviam. Os mais velhos assumiram, com muita responsabilidade, o papel de transmissores de conhecimentos. Conseguiram captar a atenção dos visitantes revelando algumas curiosidades relacionadas com a disciplina.

Por que razão a História está tão esquecida? Será que o seu conhecimento, além de contribuir para uma melhor compreensão do ser humano, poderá derrubar algumas barreiras entre os povos, diluir certos racismos, dissolver muitos conflitos, reforçar inúmeros laços e possibilitar a paz? Na biblioteca da escola, o grupo de História, com uma frequência sem calendário, marca presença com algumas notícias relacionadas com a História.

Concurso de Soletração Ao longo do 2º período, nas várias turmas do 5º e 6º anos, muitos alunos tiveram a oportunidade de participar no Concurso de Soletração que foi dinamizado pelos professores de Português. Em cada turma, os alunos participantes puderam mostrar o que valem na soletração de palavras da nossa língua. Depois de várias eliminatórias, o melhor «soletrador» de cada turma foi seleccionado e apurado para participar na final deste concurso. Esta teve lugar no final do 2º período, na biblioteca da nossa escola, e contou com um representante de cada uma das turmas do 2ºciclo. Depois de divididos em grupos distintos, o do 5º e o do 6º ano, os professores presentes deram início ao concurso, começando por pedir a cada aluno que soletrasse. Apesar do nervosismo inicial, os alunos revelaram-se empenhados em dar o seu melhor e todos ansiavam por ganhar o prémio prometido. A competição foi renhida! Todos mostraram grande à vontade em soletrar e evidenciaram bons conhecimentos sobre a escrita de palavras em português. Tivemos vontade de premiar todos os participantes! Contudo as regras do concurso eram claras: um vencedor de 5º e outro de 6º ano. E, apesar de todos merecerem o prémio final – dois cheques no valor de 20 euros, da FNAC oferecidos pela Associação de Pais -, os vencedores foram: • 5º ano – José Francisco Baptista 5º E • 6º ano – Beatriz Dantas 6º E Tendo em conta o sucesso desta actividade, os professores de Português do 2ºciclo não têm dúvidas: para o ano este concurso já tem lugar marcado no Plano Anual de Atividades deste Agrupamento de Escolas.


Ecoclube Rodrigo Lopes 5ªE Olá! Nós somos amigos do ambiente. Na nossa horta, cultivamos favas, alfaces, cebolas, feijões e couves. Nós também estivemos a limpar a horta, fomos à Quinta do Covelo investigar algumas plantas e nos últimos dias temos andado a tratar de um lago no pavilhão A. Estamos divididos em grupos: o 1º grupo trata da planta, o 2º grupo trata da canalização e o 3º e 4º grupo tratam da limpeza, da pintura e do ecossistema.

Um projeto, Um Quarto

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(Serralves)

O Ambiente Gonçalo 5ªE O ambiente está muito poluído. As pessoas deitam o lixo para o chão, em vez de o deitarem no local correto. Os carros poluem também o nosso planeta. O barulho, a música alta, tudo isso é poluição. As fábricas mandam os resíduos para os rios, originando a morte de muitos peixes. As florestas cada vez têm menos árvores. Tudo isto faz com que a Terra fique desprotegida. A camada de ozono cada vez é menor. Todos temos de ser amigos do ambiente.

Cultura no Feminino Rodrigo Lopes 5ªE Os alunos do 5º E fizeram entrevistas ficcionadas a mulheres que marcaram a nossa vida, como Guilhermina Suggia, Maria João Pires, Maria Lamas, Matilde Rosa Araújo, Vieira da Silva, Alice Vieira e Carolina Michaëlis. As alunas do 7º A entrevistaram Florbela Espanca e Luísa Dacosta. E foi um sucesso. Luísa Ferreira prof. A turma do 5º E, no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, participou no Projeto com Escolas 20112012, iniciativa do Serviço Educativo de Serralves. Este ano o tema do projeto foi o «Quarto», tendo os alunos elaborado vários trabalhos subordinados ao dito tema e participado numa oficina em Serralves, com o título «I have a dream», onde realizaram um pequeno filme de animação. O produto final – a decoração de um quarto em cartão (material fornecido pelo Serviço Educativo) e de um dossiê, onde consta todo o processo de trabalho, textos e fotografias – será exposto juntamente com todos os outros trabalhos de todas as escolas que participaram neste mesmo projeto. A exposição poderá ser visitada na sala do Serviço Educativo de Serralves a partir do dia 18 de maio.

Maria João 5ªE Para a elaboração do Quarto de turma, vários alunos construíram duas camas, dois candeeiros, dois armários e, entre os dois objetos, decidimos qual o melhor. O Quarto é retangular, com um candeeiro preto pendurado, construído com papel e fios: um armário feito em papel e pintado de várias cores, colado à parede mais larga à esquerda, quase encostado à esquina; uma secretária 3D feita com papel, com um computador em cima, colada na parede mais curta do lado esquerdo; na mesma parede existe uma janela com um pôr-do-sol e umas cortinas brancas à frente da secretária. A parede maior, à beira do armário, tem um piano 3D feito de papel e pintado de roxo e a parede pequena tem uma cama 3D feita em madeira e uma mesinha de cabeceira ao lado da cama, feita de papel e pintada de castanho. A mesma parede, em cima da cama, tem sonhos pintados e colados. Este projeto foi muito divertido. Luísa Ferreira prof. Os alunos do 5º E participaram na atividade «Cultura no Feminino» no dia 8 de março, na biblioteca da escola, com o objetivo de comemorar o Dia Internacional da Mulher. Fizeram uma exposição de várias biografias de algumas mulheres que marcaram a cultura em Portugal e apresentaram 8 entrevistas ficcionadas às mesmas personalidades femininas. Em simultâneo, foi exibido um PowerPoint, contendo fotografias e textos da autoria das entrevistadas ou a propósito delas. Pais e familiares estiveram presentes, apoiando esta iniciativa. Alunas do 7º A juntaram-se ao 5º E, apresentando um trabalho sobre a Florbela Espanca e Luísa Dacosta. Ambas as turmas desenvolveram este trabalho no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa.

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Oficina

“Mil e uma patas” No âmbito do projeto “Educar para o Ambiente”, no passado dia nove de fevereiro, as turmas do 1.º ano da Escola do Covelo foram à Quinta da Bonjóia, localizada na rua da Bonjóia, freguesia de Campanhã. Tem uma casa senhorial mandada construir no séc. XIV e está rodeada por jardins e uma mata. Entre outras valências, neste espaço está localizado o Centro de Educação Ambiental da Quinta da Bonjóia, onde é possível participar em diversas oficinas. Assim, as turmas participaram na oficina “Mil e uma patas”, orientada pelo monitor Luís. Nesta oficina, procuraram-se pequenos animais existentes no solo e encontraram-se aranhas, minhocas, centopeias, sapateiros, bichos de conta, lesmas, caracóis, gorgulhos, escaravelhos e mil pés, que foram, posteriormente, observados ao microscópio para analisar a morfologia externa de cada um.

O novo “look”da EB1 de Costa Cabral turma 3ºB Valeu a pena esperar este tempo todo pela requalificação da nossa escola! Ela sofreu grandes transformações que lhe deram um ar mais recatado e apaziguador. Propomos-vos aqui uma pequena visita guiada … No exterior, visualiza-se o tão desejado campo de jogos. Nele, joga-se melhor, com mais emoção e diversão. Está bem delimitado, é bastante prático e atrativo. Existe um parque infantil, para os mais novos e mais pequenos terem um espaço de distração só deles. Construíram-se, também, duas salas de pré-escolar. O recreio tem um aspeto mais limpo com um melhor pavimento. Está mais vivo por ser colorido, pois, existe uma grande harmonia com a cor amarelada do chão, a cor branca do edifício e a cor verde dos pequenos jardins. É um verdadeiro jardim, até tem bebedouros! No interior, somos invadidos por uma grande lufada de luminosidade. Toda a escola foi pintada de branco. As paredes das salas têm uma cor suave e o chão verde parece dar continuidade ao jardim. Os corredores estão mais amplos e possuem portas antifogo. As casas de banho foram adaptadas aos alunos do 1º ciclo, possuindo torneiras a sensores. A cantina tornou-se um verdadeiro refeitório, visto ter sido alargada, as mesas estão dispostas mediante a distribuição das turmas e está sem dúvida mais acolhedora. Existe uma sala que nós batizamos de multiusos, na medida em que tem servido para praticar educação física, ensaiar canções, brincar quando chove e muito mais… Agora, há que aproveitar e preservar este belo espaço!

Semana da Europa Professores de Geografia O grupo de Geografia promoveu, de 5 a 12 maio, uma exposição na biblioteca da Escola com os trabalhos dos alunos do 3º ciclo alusivos aos países da União Europeia (UE). Para além dos trabalhos expostos em suporte papel, foram exibidos trabalhos em suporte digital. O polivalente foi valorizado com bandeiras dos países da UE e trabalhos afixados na vitrina. Em colaboração com a direção, foi servida na cantina da Escola uma ementa com as designações dos almoços típicos de vários países da EU, traduzida na língua de cada país. A iniciativa integrou-se na comemoração do dia da Europa – 9 de maio – que assinala o aniversário da “declaração Schuman”. Discursando em Paris em 1950, Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, propôs uma nova forma de cooperação política para a Europa que tornaria impensável uma nova guerra entre os países da Europa. A atividade foi divulgada no site da biblioteca com um “Convite” dirigido à comunidade educativa e registo de imagens da exposição. Teve um impacto muito positivo nos alunos, que se sentiram muito satisfeitos pela apreciação e valorização dos seus trabalhos.

Nós e o Yoga Todas as quartas feiras à tarde, a turma do 1.º A da Escola do Covelo tem o projeto YOGA. Em cada sessão, é trabalhado um tema diferente e fazem-se exercícios que permitem aos alunos estar mais concentrados, conhecer melhor o seu corpo, desenvolver a criatividade e a motricidade fina. Com o professor Rui Pascoal aprendem algumas saudações/ desejos do YOGA com as quais terminam as aulas: Om Namáh shivaya significa “ O melhor de mim cumprimenta o melhor de ti” Om Shanti significa “ Paz no mundo”


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Observação de Morcegos, 2012 Anabela Mota e Carmen Pinto prof. Em colaboração com a Divisão Municipal de Gestão Ambiental da CMP e a APEE (Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola E. B. 2,3 de Paranhos) teve lugar no passado dia 4 de maio a Observação de Morcegos na nossa Escola. A sessão foi divulgada, também, nas Escolas do 1º ciclo do Agrupamento e teve larga adesão por parte da comunidade educativa. As atividades previstas para a celebração do Ano do Morcego (2011 e 2012) foram iniciadas no recreio da Escola com a observação do estado dos quatro abrigos instalados no ano transato, nos dois carvalhos na entrada da escola. Concluiu-se que se mantêm bem seguros e capazes de albergar mais morcegos. Para dinamizar uma atividade lúdica para os participantes foi pensada a oficina “Morcegos com Pinta”. Para o efeito, foram utilizadas as salas A8, A7 e A6 com materiais previamente preparados e os presentes entretiveram-se a recortar, a montar e a pintar miniaturas de morcegos. Esta atividade foi muito estimulante e interessante, proporcionando momentos de partilha e alegria entre pais, filhos e professores. A APEE forneceu um lanche aos alunos participantes que exibissem, pelo menos, um trabalho, realizado na oficina. A cada criança foi impresso, nas costas da mão, um carimbo controlo (em forma de morcego) como prova da entrega do lanche. Depois, seguiu-se uma palestra de sensibilização sobre morcegos proferida pela Dr.ª Luzia Sousa do Museu de História Natural da FCUP. A oradora exibiu um PowerPoint educativo, muito esclarecedor e interessante, sobre os quirópteros: a sua importância para os ecossistemas, os perigos que estes animais atravessam, o facto de serem inofensivos e singulares, dado que são o único grupo de entre os mamíferos que possui capacidade de voo graças à existência de uma membrana interdigital, etc. A palestrante desmistificou crenças/mitos que muitas vezes existem sobre os morcegos e tentou melhorar a sua imagem pública. Acrescentou que em Portugal, existem vinte e sete espécies de morcegos, todas protegidas e muitas delas ameaçadas de extinção. A maioria dos alunos mostrou-se muito recetiva e interpelou frequentemente a palestrante que respondeu prontamente e estimulou, sempre, os alunos a participarem mais e mais. Ao crepúsculo, o grupo dos participantes dirigiu-se ao recinto exterior da escola (recreio) e a Drª. Luzia usou um aparelho de ultrassons para chamar os morcegos. Infelizmente o dia estava muito chuvoso e não foi possível avistar os morcegos.

Porto Barroco Manuela Prata prof. O 8º B e o 8º S foram conhecer o «Porto Barroco» Os alunos do 8º B e do 8º S, acompanhados pelas professoras Manuela Prata e Rosa Machado e pela intérprete de LGP, Anabela Reis, foram, no dia 20 de abril, fazer o percurso do «Porto Barroco». Esta visita constou de um passeio a pé pela cidade com o objetivo de observar diretamente os monumentos mais significativos do barroco portuense: Igreja e Torre dos Clérigos, Igreja da Ordem do Carmo, Igreja dos Carmelitas Descalços, Cadeia da Relação, Igreja de Nossa Senhora da Vitória e Igreja de S. Francisco. Nesta última, fizeram uma visita guiada pela Igreja monumento, onde puderam admirar o notável conjunto de talha dourada barroca do século XVIII (que contrasta com a austeridade da estrutura gótica), a Casa do Despacho e o cemitério catacumbal. Os alunos, apesar do tempo não ser o ideal, mostraram-se muito interessados e bem-dispostos. Foi uma atividade muito agradável e proveitosa para todos.

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Bárbara, Bruna Almeida, Beatriz e Lia 8ªA O concurso “F1 in schools” foi uma experiência única. Deu-nos oportunidade de conhecer pessoas muito interessantes e de fazer novos amigos. O facto de sermos a única equipa feminina suscitou perguntas da parte dos outros concorrentes, talvez por ser comum considerar-se que só os rapazes se interessam por estas coisas. Mas pensamos que todos gostaram de nós, pela simpatia e, principalmente, pelo nosso trabalho. Foi um trabalho muito duro e cansativo, altamente compensado pelo dia divertido e diferente que vivemos. Ganhamos o prémio “inovação”, graças ao nosso esforço e persistência na busca da originalidade. Toda a equipa adorou a experiência. Queremos agradecer ao professor Mário Freitas e à arquiteta Ana Sofia Reis pela paciência que tiveram connosco e pelo apoio nesta aventura de que nos vamos recordar por toda a vida e que, quem sabe até, vamos contar aos nossos netinhos. Para o ano, participaremos de novo e esperamos voltar com outro prémio.

F1 nas escolas Ana Reis prof. Decorreu no passado dia 10 de abril no Centro Multimeios de Espinho a final regional do desafio F1 nas escolas organizada pelo CTCP - Centro Tecnológico do Calçado de Portugal e pelo Catim - Centro de apoio à Indústria Metalomecânica. O Cem Limites esteve presente e pode apreciar o ambiente de saudável competição que se vivia. Esta iniciativa pretende envolver os jovens na esfera da tecnologia e engenharia, criando um ambiente de aprendizagem divertido e estimulante. Este desafio consiste no desenvolvimento de um carro de Fórmula 1, recorrendo à utilização de software CAD/CAM para a sua modelação tridimensional virtual e que é posteriormente construído em madeira de balsa e, literalmente, posto a correr. Os carros atingem uma velocidade de cerca de 60km/h e correm lado a lado em duas pistas Mas a iniciativa não se fica por aqui. Pelo seu caráter multidisciplinar leva os jovens dos 9 aos 19 anos a criar uma equipa, a definir a sua identidade, reunir patrocínios, gerir orçamentos. Os participantes são equipas constituídas por 3 a 6 elementos em que cada um tem um determinado papel. O Cem Limites teve a oportunidade de entrevistar a Ana Pereira, team manager da equipa runFaster que participou este ano pela primeira vez e ganhou o Prémio Rookie - Inovação. Repórter - Olá! Parabéns pelo prémio. Que tal é ser a única equipa completamente feminina em prova? Ana Pereira - Obrigada. É estranho, porque há muitas equipas só de rapazes e julgo que a nossa presença vem contrariar a ideia de que os rapazes é que “brincam com carrinhos”... R - Mas na verdade não andam a “brincar com carrinhos”, pois não? Como foi que chegaram aqui? AP - Bem, para ser sincera, com muita dificuldade. Houve equipas que começaram a trabalhar logo no início do ano letivo e a nossa só se constituiu cerca de dois meses antes da final regional, quando tivemos

conhecimento deste desafio. E por isso tivemos de abdicar de muitos tempos livres, inclusivamente nas férias, para podermos estar presentes. Porque embora este projeto tenha sido desenvolvido no âmbito da disciplina de Educação Tecnológica, reunimo-nos muitas vezes com o nosso professor fora das aulas para desenvolvermos o trabalho. R - Para além da emoção da corrida, que outras experiências destacam? AP - A presença perante os vários júris e a obrigatoriedade de apresentar o nosso projeto em público porque não o fazemos habitualmente. Senti o peso da responsabilidade, enquanto team manager, e queríamos obviamente ter a melhor prestação possível. R - Das dificuldades que certamente encontraram e venceram, fala-nos de uma. AP - O mais difícil foi aprender a utilizar o software CAD/ CAM, mas o facto de não termos computadores preparados e disponíveis, de nos faltarem espaços onde pudéssemos trabalhar durante os períodos de férias e extra aulas também dificultaram o nosso trabalho. R - Gostarias de voltar a participar neste desafio? AP - Sim, claro. Mas não sei se voltaremos a ter oportunidade. Os professores estão sempre a mudar de escola e não sabemos o que vai acontecer à disciplina de Educação Tecnológica. R - De que forma sentiste que este projeto vos enriqueceu e que competências desenvolveram? AP - Aprendemos muitas coisas sobre aerodinâmica, materiais e sua utilização, sobre design e a importância da imagem e da identidade. Tivemos de aprender a estabelecer contactos com possíveis patrocinadores e apresentar ideias. E, embora o nosso orçamento fosse muito limitado, tivemos de aprender a geri-lo. Acho que ganhamos mais do que um prémio... Ganhamos uma experiência única e emocionante. R - Muito obrigado pela tua disponibilidade e espero voltar a encontrar-vos em desafios futuros. Para mais informações visita a página

www.f1inschols.com.pt


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Voluntariado na Nossa Escola Ao longo deste ano letivo, trinta e dois estudantes do ensino superior do Instituto Politécnico do Porto fazem (ou fizeram) voluntariado na EB 2,3 de Paranhos, acompanhando alunos desta escola. O que é um voluntário? É uma pessoa que dedica algum do seu tempo na realização de atividades de auxílio aos outros de forma completamente gratuita. Estes voluntários vêm à nossa Escola acompanhar alguns alunos que revelam dificuldades de aprendizagem ou de adaptação à escola. Ao longo do ano, ajudaram-nos a organizar os materiais, o seu tempo, o seu estudo, esclareceram dúvidas de algumas disciplinas, conversaram sobre os seus problemas e encontraram algumas formas de os resolver em conjunto. No final deste ano, os nossos alunos vão visitar as faculdades destes voluntários, para realizarem atividades divertidas e de despedida, esperando que para o próximo ano possam contar com a mesma ajuda. Os testemunhos: Eu sou voluntária na EB 2,3 de Paranhos … - …“ e cada vez mais acho que é uma experiência gratificante para mim e para a aluna de quem eu sou tutora.” Sofia Ventura - … “onde há partilha de experiências, onde posso ajudar um aluno a conhecer novos caminhos.” Túlia Santos -… “ e para mim é uma partilha de conhecimentos, de conselhos, de experiências que ajudam a crescer ambas as partes de formas diferentes.” Rita Pereira - … “dou o melhor de mim e recebo algo grandioso em troca: gestos de carinho, gratidão...Sem dúvida que é um esforço compensatório, que me enche o coração.” Liliana Vitorino - … “e esta vivência tem sido acima de tudo transformadora a nível pessoal. Aprendi a escutar e a tentar adivinhar a palavra que não foi dita. Tem sido uma constante de pequenos passos em direção ao NOSSO futuro.” Catarina Marinho - … “ Ser voluntário é dar sem esperar nada em troca, mas com a consciência de que vivemos o mais importante: a experiência.” André Castro e Silva - “A minha experiência como voluntária na escola EB 2,3 de Paranhos foi sempre muito boa. Entre os pontos positivos desta experiência posso referir a grande disponibilidade que as professoras envolvidas no programa e os diretores de turma revelam, assim como a simpatia com que os funcionários nos recebem.” Joana Silva Sabias que na nossa escola também há alunas do 9º ano a fazer voluntariado? São as madrinhas do 9ºD. Sabes o que elas pensam desta experiência iniciada este ano letivo? Para mim ser madrinha é… …um projeto interessante. É uma nova maneira de ver realidades diferentes e estar disponível para e de poder ajudar os outros. É uma responsabilidade e uma experiência nova em que a minha ajuda pode ser útil e permitir o progresso de alguém.

O que me trouxe a este projeto foi … …a vontade de ajudar e incentivar os outros. Poder fazer a diferença para alguém que precisa de mim. Acho que me tornei … …mais madura, responsável e ciente do que me rodeia. Percebi que, em relação à escola, nem todas as pessoas pensam da mesma maneira que eu. A minha atuação junto do(a) meu(minha) afilhado(a) … … surtiu mais efeitos a nível afetivo que a nível de resultados escolares. Fez com que ele/ela pudesse ter a noção que obter resultados positivos é possível, basta para isso um pouco de empenho. Se agora iniciasse este projeto … …mudava a minha estratégia inicial. Já não teria tanta vergonha como tive no início. Tentava interagir mais com o meu afilhado acompanhando-o e incentivando-o a estudar. Estaria mais presente logo desde o início do projeto. Tentaria ser mais persuasiva com os meus afilhados. Acompanharia mais os seus resultados escolares e verificaria os cadernos diários. Assim eles teriam uma ideia mais “escolar” da nossa presença junto deles. Ao nível da coordenação, este projeto poderia melhorar se… …começasse mais cedo e se houvesse padrinhos. Poderia ainda ser implementado um tempo inicial que se destinaria apenas ao conhecimento mútuo entre madrinha e afilhado(a).

ESE Escola Superior de Educação ISEP Instituto Superior de Educação LGP Curso de Língua Gestual Portuguesa ISCAP Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto

A todos os voluntários deste projeto o nosso MUITO OBRIGADO!

Números de alunos acompanhados ou que iniciaram acompanhamento

Número de voluntários por escola superior de origem

o que divulgamos


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da Ajudaris II”. Estas histórias foram contadas por docentes da EB23 de Paranhos e por elementos da direção. Já na última semana do segundo período, realizou-se a Primeira Gala de Homenagem a todos os participantes no livro “Histórias da Ajudaris II”. Os mesmos foram recebidos pela diretora da instituição, Rosa Vilas Boas, a coordenadora do projeto na área do Porto, Sónia Cruzeiro, e pela diretora do Agrupamento, Natália Cabral, que os recebeu com as palavras que se seguem. “Seja no que for, só se recebe na medida do que se dá” Receber hoje, aqui, todos estes colegas é para nós um orgulho e um prazer. É bom estarmos juntos, é bom termos orgulho em algo que ajudamos a desenvolver e ver os frutos do nosso trabalho. A Ajudaris, fundada em 2008, é uma instituição particular de solidariedade social, sem fins lucrativos, de caráter social e humanitário, de âmbito nacional. São vários os projetos que desenvolve: - SOS fome - apoia crianças e famílias; - Idade d’Ouro – promove a qualidade de vida no idoso; - Partenariado sem abrigo do Porto – acompanha pessoas sem abrigo. A humanização, o respeito, o acolhimento e solidariedade, a valorização dos comportamentos e atitudes são os principais valores que preconiza, tentando inovar e intervir sobre as causas e os problemas, estimulando e fomentando a qualidade de vida e o bem estar dos desprotegidos. Assim, surge em 2009 este projeto “Histórias da Ajudaris”, projeto inovador e pioneiro de incentivo à leitura, à escrita e à solidariedade social, que já vai a caminho da 4ª edição. Trata-se da criação de uma obra coletiva, através da compilação de histórias solidárias, criadas por crianças de vários estabelecimentos de ensino de diversos pontos do país e ilustradas por artistas conceituados a nível nacional. Os projetos surgem tal e qual os textos. A palavra texto significa tecido. Com efeito o texto é um tecido composto de palavras que se reúnem em frases, períodos e parágrafos. Mas, antes de assumir essa forma, o texto começa na mente de quem vai escrevê-lo. Idealizar é o primeiro passo, operacionalizar é trabalhar, é ter a capacidade de espantar-se, quando se vê do que somos capazes.”

Novamente as Histórias da Ajudaris À semelhança do que aconteceu no ano letivo anterior, também este ano o nosso Agrupamento (Agrupamento de Escolas Eugénio de Andrade) se associou ao Projeto da Ajudaris, através da dinamização de diversas iniciativas. Em primeiro lugar, a Escola E.B. 1 do Covelo acolheu, na sua biblioteca, a exposição das ilustrações da mais recente edição, visitada por todos os alunos do primeiro ciclo que, em paralelo, assistiram à “Hora do conto” e ouviram várias histórias do livro “Histórias

Após a receção, seguiu-se a leitura dramatizada de um conto por alunos surdos e ouvintes do 4.º ano da Escola E.B. 1 de Augusto Lessa, orientados pela professora Sameiro Pereira, e, por último, foi atribuído a todos os envolvidos no projecto um louvor, também este da autoria da doutora Natália Cabral. No dia 28 de abril, foi a vez de três alunos do 4.º A da Escola E.B.1 de Augusto Lessa, a Mafalda, a Mariana e o Ricardo, acompanhados pela professora Sónia Cruzeiro e pela Dona Manuela Pinto, irem a Lisboa participar no programa “A tarde é sua”. Podem ver o vídeo no site http://www.tvi.iol.pt/videos/13601816. Este ano as histórias têm como tema “Os avós” e, mais uma vez, as crianças do nosso agrupamento participaram com entusiamo e dedicação. Um agradecimento, especial, a todos os professores que acolheram este projeto nas suas salas de aula e o trabalharam com os seus alunos.


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Férias em Portugal Pesquisa realizada por André Campanhã 6ªH O verão já se aproxima e é altura de pensar em locais para férias. O site Férias em Portugal apresenta-nos algumas sugestões.

Porto: - Praia do Homem do Leme – Praia em Nevogilde, Porto. Foi a primeira praia do Porto a receber Bandeira Azul. - Praia do Castelo do Queijo – Situa-se na Praça Gonçalves Zarco, Porto. Tem cerca 1400 metros de comprimento. - Praia Dunas do Mar – Como o próprio nome indica, a praia Dunas do Mar é uma praia com grande extensão de dunas, na freguesia de Gulpilhares.

Lisboa: - Praia da Calda – É uma pequena praia, na freguesia da Encarnação. Distingue-se pela sua beleza natural, constituindo-se como uma pequena e abrigada baía, rodeada por arribas altas e escarpadas. Apesar do relevo acidentado, é dotada de boas acessibilidades viárias e de um amplo parque de estacionamento. Dispõe, ainda, de um moderno apoio de praia que, para além de balneários, instalações sanitárias e posto de primeiros socorros, integra um convidativo bar com esplanada, duche, vários passadiços de acesso, zona desportiva no areal, colmos e espreguiçadeiras para aluguer. Praia vigiada com nadador-salvador e sistema SOS Praia.

Algarve: - Praia da Fuzeta – Enquanto está a passar as suas férias em Olhão, que tal passar pela praia da Fuzeta? Situa-se na ilha da Armona entre a Ria Formosa e o Atlântico. - Praia Falésia Alfamar – é uma praia localizada em Albufeira rodeada de falésias. É conhecida por ter das águas mais limpas do Algarve. - Praia da Luz – é uma praia situada em Lagos dividida em duas partes: uma com areia fina, outra rochosa e com palmeiras. Para completar tem água límpida.

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EB1 de Costa Cabral A coordenadora da escola Lúcia Julieta Pinto

Palavra, dita e feita No auditório da Junta de Freguesia, a professora Sónia Cruzeiro apresentou uma sessão de poesia, de palavras ditas e feitas por alunos de 8º e 9º ano. Foi o resultado de um trabalho criativo, exigente, mas divertido, promovido pela Fundação EDP, dinamizado pelas Produções Fictícias, apoiado por professores de alunos surdos e de ouvintes e constantemente acompanhado e organizado pela coordenadora de projetos Ana Maria Monteiro. Com a expressividade da palavra e do gesto, houve poesia em sessões orientadas por Silva, o Sentinela, ou Pedro Silva. A Aléxia Simões, o Luís Pereira, a Amanda Feitosa, a Ana Catarina Costa, o Nelson Tavares, a Inês Lobo, o João Azevedo, a Teresa Carvalho, o Marcos Domingues, a Mariana Lemos, a Vanessa Gomes, a Marta Costa reuniram várias vezes com o Pedro e exploraram aquilo que a palavra, gestualizada ou pronunciada, pode dizer e fazer. O resultado final foi um concurso de que todos saíram vencedores, porque saborearam o prazer do gesto e do som que acompanham a palavra. A sessão do dia 23 de maio, aberta à comunidade educativa, definiu ainda, pelo juízo de um ilustrado e ilustre júri, a lista dos alunos que vão a Lisboa, ao Museu da Eletricidade, a 5 de junho, dizer as suas palavras, aquelas que, de todas que encantaram, foram as mais deslumbrantes. Nessa altura, veremos e ouviremos também palavras ditas e feitas por alunos da Escola EB 2, 3 Miguel Torga, localizada na Amadora. Em representação do Agrupamento Eugénio de Andrade, usarão da palavra, em Lisboa, Poeta Vencedor, Poeta Gesticulador, Poeta Vociferador, Poeta Expansivo, Poeta Expandido, Poeta Falador, Poeta Viajante e Poeta Elegante

A EB1 de Costa Cabral foi construída em 1962. Inicialmente, havia duas escolas – uma feminina e outra masculina – as quais se fundiram em 1979 na escola número trinta e sete que, posteriormente, viria a designar-se escola dezassete. Em 2004, adota o nome do estadista António Bernardo Costa Cabral, por se situar na artéria assim denominada. “Feitas as contas”, a Escola de Costa Cabral está “às portas” da comemoração dos seus 50 ANOS. Coincidência ou não, já recebeu uma enorme prenda! As obras de requalificação e a construção de duas salas de Ensino Pré- Escolar, que entrarão em funcionamento no próximo ano letivo. Esta data será celebrada com toda a nobreza que a escola merece!

Dia Nacional da Ed. de Alunos Surdos No dia 23 de abril, festejámos o Dia Nacional da Educação de Alunos Surdos na EB1/JI Augusto Lessa. Convidámos todos os amigos da nossa escola e fomos até ao Auditório da Junta de Freguesia de Paranhos. Lá tivemos grandes surpresas: mostrámos as três histórias que candidatámos ao Concurso “Conta-nos uma História” e depois vimos um Teatro que as Formadoras de LGP prepararam! O Teatro foi sobre a vida numa escola com alunos surdos e ouvintes, e como todos aprendem e brincam juntos. A história estava cheia de brincadeiras e piadas, por isso demos muitas gargalhadas! Foi um dia mesmo divertido!


Construção de(vida)

A minha turma

Maria da Glória Brandão Alves prof.

5ªF

Na vida há um mundo Constituído por muitos grupos. Mas para a construirmos Temos que nos sensibilizar, Tomar iniciativas Começar algo E nunca parar... Tudo depende do Homem Eu, tu, todos nós juntos Podemos começar! A família, a escola, a sociedade São as tuas, as minhas ferramentas. Existem leis, valores, conhecimentos A aprender. Tanto para fazer! Tanto para mudar! A Educação está nos nossos Pais, Nos nossos Professores, Nos nossos Amigos. Modelos, arquétipos... Não existem, Nunca existiram, nem hão de existir. Existem sim vários exemplos a seguir, Sigo-os eu e tu e eles E a construção continua. A Educação Cívica vai sendo adquirida Em casa, na escola, no recreio, na rua. E a Educação para a Cidadania vai-nos ajudando a viver nessa construção. A Escola ajuda-nos a formar a vida de todos. Aprendemos tantas coisas com o Professor! E ele connosco... Parece que estamos a chegar ao topo da nossa construção. A vida foi construída por nós. Existem várias portas por abrir Pintadas com cores ora claras, ora escuras. Qual devemos abrir? A do Respeito, A da Solidariedade? Ou as duas?!...

A Alice Gostava de ir a Nice E a Ana Gosta de comer banana.

A Janaína Gostava de ir à Argentina E a professora Glória Vai gostar desta dedicatória.

O Diogo Gosta de jogo E o Eduardo Gosta do leopardo.

O André Não gosta de café E a Catarina Gosta de gelatina.

A Inês Gosta do Gerês E a Jéssica Não gosta do Benfica.

O Gaspar Gosta de tudo ao par E o Guilherme Não gosta de nenhum verme.

O Luís Gostava de ser juiz E o Mamadú Gosta de cajú.

O José Gostava de ir à Guiné E o Leandro Gosta de arroz malandro.

A Renata Gosta de batata E o Rogério Não gosta de ir ao cemitério.

A Mariana Gosta de ir a Viana E a Mariana Alves A Serralves.

O Ruben Moutinho Gosta do S. Martinho E o Rui Gostava de ir a Tui.

A Rosa Gosta de gasosa E o Ruben Também. A Sara Gostava de ter uma tiara E a Susana Gosta de sopa à Juliana.

Vida Mariana Alves 5.ªF

Poema com Interjeições Sofia Ah! Vou fazer um poema. Ai! Desculpem, primeiro vou dizer Olá! Oxalá que fique bem! Se não pode ficar mal! Socorro! Estou sem ideias. Alguém me dá uma? Ó mãe, preciso de ideias! Ena! Está a começar a chover. Chiu! Quero ouvir. Ui! Um grilo em cima de mim. Uf! Já saiu.

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Viva! Parou de chover. Ó senhor, deixou cair a carteira. Apre! Caí na lama. Bolas! Puxa! Estou farta, vou para casa. Ih! A porta está fechada. Alto! Vou pela garagem. Jesus! Dei uma volta à casa para entrar. Eia! Consegui entrar em casa. Bravo! Consegui entrar no poema. Oh! Mas já tenho de ir embora. Adeus!

Vida, É aragem de vento, É oceano na Terra, É doença curada, É chave das portas da imaginação, É rainha das cores, É escrava da escuridão. Vida, É dura, Mas resistente como um castelo Construído com pedrinhas. Vida, É alegria, É verde nos prados, É um pozinho mágico na noite, É cantoria de dia. Vida, Somos todos nós.

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O Sonho O Sonho Inês Silva 5ªF Certo dia, um rapaz chamado Afonso foi para a escola como todos os dias. A professora não acreditava nos sonhos. Pensava: “para quê acreditar neles se quando acordamos desaparece tudo?” O menino não queria acreditar naquilo que ouvia. Era um tamanho disparate! Chegou a casa, deitou-se na cama e, lentamente, fechou os olhos. Estava no mundo dos sonhos, onde tudo aquilo que ele pedisse se tornava realidade. O menino pensou no que a professora lhe disse. Pediu para ela acreditar nos sonhos. Depois, imaginou tudo o que lhe ia pela cabeça. Até que a mãe o foi acordar, porque era hora de jantar. Contou tudo à mãe, e a mãe respondeu-lhe: - É bom sonhar e imaginar; é pena que a tua professora não acredite nos sonhos. E eu perguntei à minha mãe: - De que são feitos os sonhos, mãe? - Em breve saberás.


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Mariana Alves 5.ªF

Sara Oliveira 5ªF

Lembro-me duma história que me contaram: falava sobre a amizade e o amor, a tristeza e a dor, mas, sobretudo, contava-nos um sonho, um rico pensamento que vou escrever neste mesmo momento. Era uma vez um escritor, perdido no mundo da criatividade, nadava na palma da mão, mas sem nenhuma liberdade. Sonhava um dia explorar e escrever sobre o que viu. Queria ter grande sucesso, foi pena, não conseguiu, pois ninguém o ouviu. Certo dia, teve um sonho. De repente acordou e apeteceu-lhe contar tudo. De pijama pegou num lápis e numa folha grossa que tinha arrancado do seu caderno e lá escreveu, preto no branco. Um dia sonhei que tinha conhecido um amigo. Este contava-me todos os seus segredos e conhecia crianças de todos os lugares. Eu só o tinha a ele e achava maravilhoso, porque mais vale uma pedra preciosa que vários tesouros escondidos. Ele tinha uns olhos interiores que viam através das paredes, e um dia disse-me: - Toma este lápis mágico, vai ajudar-te a seguir o teu sonho, ser escritor. Eu não fiz questão de falar e guardei aquele lápis até conseguir realizar o meu sonho. Logo a seguir de escrever isto pensei que nada é impossível e já que tinha a oportunidade de escrever, comecei a falar para mim: - Vou conseguir superar tudo e qualquer dia vou ser famoso. Espero que tenham gostado da história e aprendido uma lição. Não desistam, podem sonhar quanto quiserem, mas a vida não são só pensamentos...

Certo dia, um rapazinho chamado Carlos levantou-se da cama e começou a preparar-se para a sua aborrecida rotina. Estava farto de fazer sempre a mesma coisa, de percorrer o mesmo caminho. Chegou à cozinha e viu o pai com uma t-shirt e umas calças de ganga, o que era estranho, já que ia para o trabalho de fato. - Estou de férias. Já estava cansado de estar no mesmo sítio – explicou o pai vendo o ar surpeendido do filho. – Vou buscar-te à escola! - Que bom! Mas não estava contente. Na sua escola, os miúdos mais fixes eram os que inventavam os pais. Carlos não gostava dessa teoria, mas fazia tudo para alcançar o topo da popularidade. Segundo a sua imaginação, o pai era bandido e a mãe do FBI. Comeu o pequeno almoço e, antes que o pai fosse buscar as chaves do carro, pegou no skate e foi-se embora para a escola. Ao longo do caminho, Carlos viu várias raparigas a fazerem-lhe olhinhos. Ele era loiro e tinha olhos azuis. Era rebelde, mas esperto, e fazia parte de um grupo que era o mais popular da escola. Nenhuma das raparigas era a sua namorada. Entre elas destacava-se Mariana, que era do tipo de raparigas que depois de descobertas passavam a ser modelos. Chegou à escola e soube que todos os professores que davam aulas nesse dia tinham faltado para irem a uma reunião. Quando todos se iam embora, entrou um professor com um fato de astronauta e disse: Venham, turma! Vamos a Saturno. Admirados seguiram o professor que os mandou vestir os fatos de astronauta e entrar no foguetão estacionado à porta da escola. Entraram e encontraram cadeiras, mesas, comida, bicicletas e trotinetes. Sentaram-se e depois de algum tempo descolaram e chegaram a Saturno logo a seguir. Alguns foram andar de bicicleta e trotinete para os anéis de Saturno. Outros foram para o parque de diversões, para o café, para a universidade, para os museus... Carlos foi a todos os sítios! Divertiram-se imenso e chegaram à escola a horas de tocar. As raparigas rodearam o grupo e chegaram à entrada da escola, onde os pais os esperavam. - Filho, como correu o teu dia? – perguntou o pai. - Eu não te conheço! - Sou eu, o teu pai! - Eu sou “fixe “e tu és “cota” – disse Carlos. Rejeitou o seu próprio pai, pela popularidade, fama, ganância e raparigas. De repente acordou. Estava suado e muito assustado com aquele estranho sonho. Levantou-se, entrando na cozinha abraçou o pai e a mãe e disse: - São os melhores pais do mundo!

Janaína Lima 5ªF Um sonho é uma pequena televisão na nossa mente e em cada episódio acontece o que nós sempre queremos. Vou contar-vos um sonho. Eu estava no meu quarto a dormir e alguma coisa me acordou. Quando acordei vi-a algo a sair do meu quarto. Quando fui ver era uma tartaruga. Não sei como foi possível, mas ela falou comigo. Os sonhos são mesmo assim, tudo é possível! Disse-me para entrar no meu guarda-roupa com ela. No início tive medo, mas quando vi o que estava lá dentro não queria sair. Vi uma linda floresta com um monte de criaturas mágicas, mas também tinha um lado mau. Eu perguntei-lhe por que me tinha chamado e ela disse-me que eu tinha de lutar com um dragão enorme. Durante muitos dias um rato foi o meu professor e o coelho e a tartaruga estavam lá para avaliar-me. No dia da luta, eu desisti e o rato ficou muito triste e teve de ser ele a lutar com o dragão. Quando o rato ia ser comido, eu entrei na luta e cortei a cabeça ao dragão. De repente, o lado mau ficou bonito, tal como era antes. Todos me perguntaram se eu queria viver lá, mas eu disse que não, porque tinha uma família para acariciar. Depois de ter voltado, acordei.

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Mas que pesadelo… Inês Oliveira Costa 5.ªD

Pensamentos Profundos Catarina Carvalho 5ªD (a realidade vista pela cabecinha da minha prima bebé…) Estou em casa da minha avó a chuchar na fita do cinto do carrinho que já pertenceu à prima Kity e à prima Inês. Sempre que vejo a prima Kity, ela ou está a ler ou está a estudar. É uma menina muito aplicada! Quanto à prima Inês, sempre que a observo, ou está a ver televisão ou está à bulha com a prima Kity! A avó está na cozinha a fazer barulho com a louça. Nunca sei o que ela faz lá, pois fico sempre no mesmo cantinho da sala sentada no carrinho! Há mais uma coisa que eu não percebo na avó... é a linguagem que ela às vezes usa para falar comigo! - Pta, pta. pta, nhô, nhô, nhô?! É minha linda? – diz-me ela. O avô, o avô...esse pouco está cá em casa, quando eu estou. Depois do almoço, vai sempre para o passeio! Nunca percebi o que é que ele vai fazer! Acho que a avó e a prima Kity partilham o mesmo pensamento que eu! Bem, sem nada para fazer, isto torna-se mesmo chato! Estes dentinhos a nascer são mesmo chatos! Acho que vou maçar um bocadinho a avó! Larguei num pranto e agora bato com os pés no carrinho. Isto sabe mesmo bem! - Oh, que rapariga! – resmunga a avó. Ora aí vem o que eu queria! A avó avança para mim e eu faço beicinho. Quero que ela me pegue ao colo para eu poder ver o que se passa à minha volta. Mas não! Apenas apanha os bonecos que eu mandei para o chão! Oxalá o tio Luís chegue rápido! Ao menos ele pega em mim, mesmo que seja só depois do almoço. Não que os outros não peguem; eu compreendo perfeitamente que a avó está ocupada a fazer de dona de casa... O avô pega-me ao colo sempre que chega a casa! Com ele nem preciso de fazer beicinho! A prima Kity... bem vejo os olhares suplicantes que ela lança à avó mas sempre sem efeito! Também há a tia Mónica. Ela também pega em mim. Mas o tio Luís fica sempre mais tempo comigo ao colo! Olha! Que sorte! Chegou o avô, o que significa... COLO GARANTIDO!

Era de noite. A Lua brilhava sobre a cidade do Porto. Eu andava a passear sozinha. Andava pelo meio das galerias, onde via homens bêbedos por todo o lado. Sentia medo. Tinha aprendido que os bêbedos não eram seguros quando bebiam demasiado. Estes pareciam ter bebido demasiado. Quer dizer, pelo menos tinham várias garrafas aos pés e andavam a cambalear pelo meio da rua. Dei a volta para voltar para casa, mas... - Menina! Onde vai? Nem... ups!...nos...up....nos cumprimenta? Um dos bêbedos estava a falar para mim enquanto bebia. Sentia ainda mais medo. Ignorei-o e continuei a andar. - Menina! Não...up!... me ouviu? Onde...up!...vai? Não podia mais. Comecei a correr, mas parecia que tinha os pés colados ao chão. Eles levantaram-se. Estavam atrás de mim. Não sei como, eram cada vez mais. De repente, a minha mãe, o meu pai, a minha irmã e a minha melhor amiga apareceram. Ouvi um som muito forte. Um tiro. Dois. Quatro! Olhei novamente para os meus pais, para a minha irmã e para a minha melhor amiga e vi-as cair no chão, a ficar sem ar, a morrer. Lágrimas caíam pela minha cara. Não podia estar a acontecer tudo aquilo! Eles tinham morrido a tentar salvar-me! Olhei para os homens. Eram aproximadamente vinte. O que parecia ser o cabecilha apontou-me uma arma. Disparou... - Inês! Já te mandei acordar milhões de vezes! Abro os olhos. Olho para a minha mãe. - Estás viva! Estás viva, mãe!- digo eu abraçando a minha mãe. - Ah!... Pois estou!- respondeu a minha mãe. - E o pai? E a mana? Estão todos vivos? - Estão! Porque não estariam? Conto-lhe o meu pesadelo e ela percebe imediatamente toda a minha aflição. - Tens cada sonho, filha!- disse a minha mãe, abraçando-me.

Se o meu quarto falasse… Maria João 5ªE Se o meu quarto falasse, poder-me-ia ajudar nos trabalhos de casa e nunca ficaria sozinha ou sem fazer nada. Ele contar-me-ia o que eu tinha feito quando era pequena e poderia ajudar-me a escolher a roupa para o outro dia. Se o meu quarto falasse, era como se fosse um sonho impressionante. Menglu 5ªE Se o meu quarto falasse, conversaria sempre com ele, contaria os meus segredos e brincaríamos juntos. Se ele falasse, eu não ficava com medo do escuro. Gostava muito, mas muito que ele falasse!


Um livro mágico Inês Silva 5ªF Um livro mágico conta histórias de encantar. Mas esta é de espantar. Era uma vez uma menina que tinha medo de ouvir histórias. A mãe levou-a à biblioteca para ler um livro. A menina ficou espantada com o que viu, um livro falante. Com medo afastou-se. O livro disse: - Não tenhas medo de mim, não te vou fazer mal! -Eu sei, mas não gosto lá muito de histórias - respondeu a menina. - Por acaso já alguma vez ouviste uma? - Não. - Então como é que tens medo? - Não sei. - Queres que te conte uma história? - Sim, pode ser. - Era uma vez... – começou ele – uma menina que podia desejar o que quisesse, mas um dia ela abusou. - Conta mais, por favor. - Eu não vou contar mais nada, és tu que vais imaginar. E a menina pensou todos os dias no final daquela história.

É hora de dormir Gaspar Almeida 5ªF Subi as escadas, abri a porta que dá acesso ao meu quarto, deitei-me na cama e comecei a dormir. Um bom sonho eu tive. Ir a todos os planetas do sistema solar, para quem não sabe: Mercúrio, Vénus, Terra (onde vivemos), Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. A primeira aventura é em Mercúrio: Ai que bonito que é, nem tenho palavras para o descrever! A segunda, como é óbvio, é em Vénus. Ai que quente está ( é o planeta mais quente, apesar de não ser o que está mais próximo do Sol) e tão cor de laranja! É dos que eu mais gosto, pois adoro calor. A terceira aventura é na Terra (é o meu planeta preferido, pois é considerado o planeta azul, a cor do Futebol Clube do Porto, e da cidade onde eu vivo). Todos os países visitei, lindas paisagens vi e rios magníficos encontrei. A quarta é em Marte ( o planeta de que menos gosto porque é considerado o planeta vermelho, a cor do rival do meu clube). Encontrei várias crateras, maravilhado eu fiquei, e, para ser sincero, com um bocado de medo. A quinta é pelo maior de todos, Júpiter. Fiquei cansado de percorrer aquela imensidão de planeta, mas valeu a pena, pois fiquei fascinado. A sexta é pelo segundo maior de todos, Saturno. Escorreguei pelo “anel” que o rodeia. E que grande escorregadela foi! A sétima aventura é em Úrano. Percorri aquele planeta com toda a minha vontade e, como sempre, valeu a pena. Por fim, o último, Neptuno ( o planeta mais frio de todos). Congelado que eu estou, quase que nem me consigo mexer, mas encantado fiquei com as maravilhas que vi neste planeta. Abro os olhos e tudo foi um sonho. Desci as escadas e uma nova aventura começa.

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A minha melhor amiga Sofia Oliveira 5ªC

Pais Brilhantes, Professores Fascinantes Maria da Glória Brandão Alves prof. O psicoterapeuta brasileiro Augusto Cury publicou um livro intitulado “Pais Brilhantes, Professores Fascinantes”. Na primeira parte desta obra, O autor oferece uma reflexão muito interessante apresentando as diferenças entre os bons pais e os pais brilhantes. Assim, segundo Cury, os bons pais atendem, dentro das suas possibilidades económicas, os desejos dos seus filhos, fazem festas de aniversário, compram ténis, roupa, produtos eletrónicos, proporcionam viagens. Os pais brilhantes dão o seu ser, a sua história, as suas experiências, as suas lágrimas, o seu tempo. Os bons pais cuidam da nutrição física dos filhos. Estimulam-nos a ter uma boa dieta, com alimentos saudáveis, tenros e frescos. Os pais brilhantes preocupam-se com os alimentos que enriquecem a inteligência e a emoção. Os bons pais corrigem falhas, dizem aos filhos: “Tu estás errado”, “Tu falhaste de novo”, punem quando os filhos fracassam. Os pais brilhantes ensinam os filhos a pensar e dizem “ O que achas do teu comportamento?”, “Pensa antes de reagir!”; incentivam-nos a fazer de cada lágrima uma oportunidade de pensamento. Os bons pais preparam os seus filhos para receber aplausos; educam a inteligência lógica de novo. Os pais brilhantes preparam-nos para enfrentar as suas derrotas; educam a sensibilidade. Os bons pais conversam com os filhos. Os pais brilhantes dialogam com os filhos. Dialogar é falar sobre o mundo que somos, é contar experiências, é segredar o que está oculto no coração, é penetrar além da cortina dos pensamentos. Os bons pais são uma enciclopédia de informações. Os pais brilhantes são agradáveis contadores de histórias; cativam os filhos pela sua inteligência e afetividade, não pela sua autoridade, dinheiro ou poder. Os bons pais são tolerantes com alguns erros dos seus filhos. Os pais brilhantes nunca desistem deles, ainda que os filhos os dececionem e tenham transtornos emocionais. Os pais brilhantes são semeadores de ideias e não controladores dos seus filhos. Aprendem a dizer “não” aos seus filhos sem medo. Se eles não ouvirem “NÃO” dos seus pais não estarão preparados para ouvir “NÃO” da vida!!!

Conhecem a minha melhor amiga? Ela é jovem e magra, e apresenta uma estatura média. Os seus cabelos castanhos claros são lisos e mostram madeixas loiras brilhantes como o sol. Exibe um rosto oval, claro no inverno e bronzeado no verão. Os seus olhos são pequenos, pestanudos e azuis acastanhados. Possui uns lábios pequenos, um bocadinho fininhos, vermelhos e bem desenhados. Tem um nariz pequeno e estreito, um bocadinho arrebitado. A minha amiga é simples, não se maquilha nem nada, mas é bonita e elegante. Ela é um bocadinho distraída e desorganizada, mas também é disciplinada. É desligada do mundo e pensativa, mas isso não implica que não seja extrovertida! É um bocadinho teimosa e gosta de tudo à sua maneira, mas, mesmo quando as coisas acontecem ao contrário da sua vontade, está sempre com um sorriso. Ela é amigável e carinhosa. Compreende tudo e dá-se bem com todos, sendo muito alegre, risonha, brincalhona, grande aventureira, sempre de braços abertos para tudo e todos, dando muito amor!!! E assim faz muitos amigos! Tenho muito orgulho em ter uma melhor amiga assim!!! Ela é a Inês Queiroz!

«PORTO DE CRIANÇAS» 1ªB EB1 de Costa Cabral No dia 9 de janeiro, demos início à nossa participação no Projeto «Porto de Crianças», promovido pela Câmara Municipal do Porto e subordinado ao tema «Dança Criativa». Para a sua concretização, deslocamo-nos todas as semanas, à segunda-feira de manhã, ao Centro de Dança do Porto, onde, sobre a orientação da professora Marta, aprendemos alguns passos de dança. Adoramos fazer os “galopes” e “skipping”! Também elaborámos pequenas coreografias. Ultimamente, temos ensaiado a coreografia que iremos apresentar no espetáculo que se realizará no próximo dia 14 de junho, no Teatro Rivoli. Têm sido aulas muito animadas!


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Educação Alimentar em Costa Cabral Semana da Leitura 3ªA EB1 de Costa Cabral Na nossa escola, a Semana da Leitura decorreu entre 5 e 9 de março. Como a escritora Leonor Mexia nos visitaria, começámos por estudar as suas obras. A nossa turma explorou o livro “A caixa da avó Maria”. Tratava da morte da avó de um menino e do facto de ela ser um anjo. Aprendemos que, quando alguém que nos é querido falece, mantém-se vivo no nosso coração e nas nossas memórias. Outras turmas analisaram o “ Colar de Contos”, que reunia várias histórias interessantes. Quase todos os textos fundamentavam-se em situações que tinham acontecido, o que tornava os enredos muito atraentes. Realizámos diversos trabalhos sobre os livros estudados. Construímos cartazes acerca das personagens e dos momentos das narrativas. Ilustrámos algumas das suas passagens. Escrevemos textos descritivos sobre as nossas próprias avós. Trouxemos, para a sala de aula, objetos e fotografias que nos recordam os momentos fantásticos que passámos com elas e apresentámo-los aos nossos colegas. Todas estas lembranças foram colocadas dentro de um pequeno baú. Com o produto do nosso trabalho e das outras turmas, montámos uma exposição que esteve aberta a toda a comunidade educativa durante dois dias. Ao longo da semana, os nossos familiares vieram ler à nossa turma. Com eles aprendemos contos tradicionais, lendas, poemas, história da música e da astronomia. Muitos pais ofereceram livros para a nossa biblioteca. Graças à semana da leitura, tivemos a oportunidade de adquirir volumes de vários autores a preços promocionais. A feira do livro durou três dias e vendeu-se quase tudo. Na sessão de encerramento, recebemos a escritora Leonor Mexia na biblioteca da escola. Várias turmas apresentaram os trabalhos realizados em torno da sua obra. Colocámos inúmeras questões e esclarecemos dúvidas. A autora narrou-nos um dos seus contos. No final, autografou os livros que compráramos. Esta Semana da Leitura foi muito enriquecedora, porque conhecemos uma nova escritora, lemos muito, escutámos belas histórias e divertimo-nos a realizar os nossos trabalhos.

O Projeto PASSE E.A. 1 (Educação Alimentar no 1º ciclo) foi muito bem acolhido por nós, os alunos do 2º ano B da escola de Costa Cabral. Estamos a desenvolver as atividades propostas e a envolver os encarregados de educação. Já fizemos jogos, confecionamos salada de fruta, realizamos cartazes, livros de receitas, inquéritos e registamos a qualidade do nosso lanche. Estamos a gostar do trabalho que realizamos e a aprender muito sobre a importância de uma alimentação saudável e do exercício físico, para estarmos saudáveis e em forma.

Ciência e Música de mãos dadas prof. AEC de Inglês e Música – EB1 de Costa Cabral Ciência e Música é um projeto levado a cabo pela empresa REFERESTRATÉGIA, em parceria com a Universidade de Calgary e a Câmara Municipal do Porto. Para a concretização deste projeto foram realizados variados trabalhos de pesquisa sobre Galileu Galilei, Albert Einstein, Leonardo da Vinci, Alexander Borodin e Benjamin Franklin, nas AEC (atividades de enriquecimento curricular), com o objetivo de sensibilizar os alunos para o estudo da Ciência e da Música e contribuir para um maior conhecimento nestas áreas. Na sequência deste projeto, no dia 9 de maio, teve lugar, na biblioteca da Escola de Costa Cabral, um concerto com repertório alusivo aos cientistas abordados nas aulas de música e de inglês, acompanhado da exposição de trabalhos, que já tinha sido inaugurada no dia 5 de maio, na Casa do Infante. O concerto foi orientado pelo Professor Renee Pérez, com a colaboração de Marcelo Epstein, Lisa Graham e Emily Marasco, cientistas da Universidade de Calgary, com um repertório que foi uma “homenagem” aos cientistas mais conhecidos, como, por exemplo, Galileu Galilei, Albert Einstein, Leonardo da Vinci, Alexander Borodin e Benjamin Franklin, entre outros.


20 cemlimites

Dia de Reis

Carnaval 2012 Chegado o mês de fevereiro, é certo e sabido que miúdos e graúdos esperam ansiosamente a festividade mais divertida do inverno… O carnaval! Quando festejado na escola, a diversão é maior ainda! E este ano não fugiu à regra… No passado dia dezassete de fevereiro, a animação na Escola do Covelo foi geral! A comunidade escolar chegou de manhãzinha, como sempre, mas o dia foi muito diferente do habitual… Os alunos vieram mascarados com lindas máscaras: umas divertidas, outras assustadoras, algumas curiosas, outras apaixonantes… Até os professores se disfarçaram com perucas engraçadas e um ou outro acessório esquisito… Foi muito agradável a partilha do espírito carnavalesco e da diversão! Por volta das dez horas, alunos e professores saíram em cortejo até à Quinta do Covelo… E foi uma alegria! Quem passava na rua parava para os ver… Mas o mais engraçado foi acenar às outras pessoas que vinham à janela e sorriam … Chegados à Quinta, os alunos brincaram horas a fio, fizeram mil jogos e conviveram com toda a gente… Depois de almoço, a animação continuou na escola… Estiveram presentes dois palhaços que apresentaram o seu espectáculo e arrancaram gargalhadas a crianças e adultos… Foi um dia em grande!

No dia seis de janeiro, na Escola do Covelo, celebramos o dia de Reis. Inventámos receitas criativas de bolos-reis, desenhamos as coroas dos Reis Magos. Tivemos uma aula de capoeira com o professor Foguinho, que tocava um instrumento de madeira. De tarde fomos para a biblioteca, porque os nossos pais, avós e professor de música apresentaram os seus números para todos os alunos e professores da escola… Apareceram os três Reis Magos, Belchior, Baltazar e Gaspar, que seguiam a Estrela Polar até ao menino Jesus encontrar. No final da festa os alunos ofereceram um diploma aos pais, avós e professor de música como forma de gratidão pela sua participação na atividade dos Reis. Foi um dia muito divertido, Foi um dia sem igual. Foi um dia fenomenal!

Coordenação

Sónia Cruzeiro, prof. Assunção Ribeiro, prof. António Rodrigues, prof. Mário Freitas, prof.

Equipa Redatorial

Semana da Amizade Durante o segundo período, os meninos da sala do Pré-Escolar, da Escola do Covelo, comemoraram a Semana da Amizade, com muita alegria. Contaram histórias sobre a amizade, as quais ensinaram o que é ser amigo verdadeiro. Fizeram o jogo do amigo secreto, ao qual ofereceram um postal com uma frase, pensada por cada um, sobre a amizade. No final da semana comemoraram a amizade com um bolo feito por eles, ao qual deram o nome de Bolo da Amizade, porque foi feito com muito carinho, enfeitado posteriormente com um grande coração. Aprenderam uma poesia muito bonita sobre a amizade que aqui partilham, como fazem os amigos:

André Campanhã 6ºH Paulo Gomes 6ºF Eduardo Barros 5ºF Hugo Dinis 6ºH Tiago Oliveira 6ºH João António 6ºH Catarina Barreiros 6ºC Rafael Ferreira 6ºF Pedro Barros 6ºH

Design e paginação

Mário Freitas,

“O Vento” A expressão e a comunicação não têm limites… Foi com bastante entusiasmo e curiosidade que os alunos da Escola do Covelo, no passado mês de fevereiro, foram ao Ballet Teatro assistir à peça “O Vento”. Caminharam ansiosamente até lá e, quando chegaram, esperava-os um mundo fantástico… Os alunos transformaram-se em pequenos atores e fizeram parte da história. Aprenderam a representar e a utilizar os instrumentos musicais para reproduzir pequenos sons – os verdadeiros personagens. Foi com esta postura, de espectador / ator, que se viveu mais um dia e se percebeu o quanto é importante a comunicação entre todos. Foi um dia fantástico, que ficará para sempre na memória destes alunos!

Ficha Técnica

designer e prof.

Pós produção e apoio

A Amizade A amizade é uma flor que o coração dá a um amigo Fazer amizade é partilhar amor com os outros Ter um amigo é maravilhoso, pois nunca nos sentimos sós Um amigo é uma pessoa em quem podemos confiar e que nos ajuda quando estamos tristes Sem amizade o Mundo não seria o mesmo A amizade é a luz que ilumina as nossas vidas e aquece os nossos corações

na internet

jornal100limites.webuda.com


Jornal Cem Limites 2