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2021

EmBarca na Escrita


Ficha Técnica ▪ ▪

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Título – EmBarca na Escrita Textos – Carlos Louro, Biblioteca Escolar, autores das 40 crónicas Opiniões de Segunda, autores de conteúdos dos 42 programas de rádio Leituras e Companhia Design e paginação – Biblioteca Escolar Edição – Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca Data – julho de 2021 Localidade – Ponte da Barca


Índice ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪

Nota de abertura do Diretor . . . . . . Rede de Bibliotecas Escolares apoia EmBarca na Escrita Opiniões de Segunda . . . . . . . . Leituras e Companhia . . . . . . . . Opiniões de Segunda e Leituras e Companhia são notícia na Antena 1 . . . . . . . RBE destaca estas boas “Práticas” . . . . .

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Nota de abertura Em Ponte da Barca, no Agrupamento de Escolas, durante o presente ano letivo, todos embarcamos nas palavras, escritas, mas também faladas. Na busca da beleza que cada uma das palavras que compõem a nossa riquíssima língua encerra, alunos e professores fomos capazes de protagonizar educação e aprendizagem.

Aquilo que esta obra, digital, nos mostra é que as palavras, as palavras da nossa língua, são o elo que nos une. Dão-nos acesso à realidade e ajudam-nos a criar a realidade! O escrever e o falar, numa escola ou, melhor, duma escola, estão aqui fielmente retratados. São o escrever e o falar que nos pedem a nossa atenção. Para nos apercebermos da imensa riqueza de palavras como: liberdade, cidadania, dignidade, amizade, entre tantas outras. Para compreendermos conteúdos disciplinares e nos lançarmos nas questões filosóficas. Ou nas da matemática. Sendo exploradas em todos os contextos das nossas vidas!

Carlos Louro, Diretor do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca


São palavras que traduzem o comprometimento duma comunidade escolar com o acrescentar valor aos mais jovens. Dotando-os de mais conhecimento e capacidades. São o fiel retrato da colaboração de muitos, com um mesmo desígnio, num projeto que também é de cidadania e intervenção cívica! Com as palavras escritas e ditas nas OPINIÕES DE SEGUNDA e no LEITURAS E COMPANHIA, no Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca escolhemos acreditar que também as palavras da nossa língua nos ajudam a definir os nossos projetos de vida e a traduzir a identidade e o carácter de todos quantos se esforçam por fazer aprender os nossos alunos. Acompanhar estas muitas palavras foi um grande privilégio. Muito me honrou, em tempos marcados pela incerteza e dúvida pandémicas, apreciar o rumo constante e a consistência destes projetos: nem oscilações se registaram! Espero que também vocês, caros leitores, se deixem emocionar com estas nossas palavras (as escritas e as ditas). E que me perdoem o indisfarçável orgulho em mais esta realização do nosso Agrupamento! Boas leituras e audições! Carlos Alberto Louro 2021.07.17


Rede de Bibliotecas Escolares apoia EmBarca na Escrita EmBarca na Escrita é o título do projeto aprovado pela RBE, no âmbito do programa “Leituras… com a Biblioteca”, cuja operacionalização se alarga pelo período de dois anos letivos (2020-2022). Fazendo parte de um conjunto de 10 projetos a nível nacional, a ação é da responsabilidade da Biblioteca Escolar, em articulação com o Grupo de Português, e integra-se no domínio da escrita. A ideia central passa pelo aprofundamento de uma Cultura de Escrita que se traduza na produção semanal de textos de diversas tipologias, com a participação de alunos de todos os ciclos de ensino, dando corpo ao Opiniões de Segunda e ao programa semanal de rádio Leituras e Companhia. “EmBarca(ndo) na Escrita” e partilhando com a comunidade escolar e o público em geral o resultado das suas produções, este trabalho contribui não só para o aprofundamento do domínio da expressão em língua portuguesa, mas também do pensamento estruturado, da capacidade argumentativa, da criatividade e da sensibilidade artística. As literacias da informação, dos media e da leitura e o exercício da cidadania, cultivando a autonomia e o espírito crítico, o pluralismo democrático e o compromisso com valores humanistas, são outras competências trabalhadas com esta intervenção. A qualidade do trabalho desenvolvido mereceu, aliás, um reforço do apoio da RBE, destinado à implementação da 2ª fase da candidatura, mediante o enriquecimento do fundo documental. Neste livro digital, apresentamos todo o trabalho vindo a público no primeiro ano de implementação do projeto, sabendo que o mais importante foi a dinâmica gerada, cujo impacto não é visível no imediato.


OPINIÕES DE SEGUNDA São opiniões, à segunda, com conteúdo de primeira. No início de cada semana, um aluno dos 7.º ao 12.º anos partilhou, através das plataformas mediáticas (sítio institucional e facebook do Agrupamento, blogue da Biblioteca Escolar e rádio Barca FM | 99.6), a sua perspetiva sobre um tema da atualidade. Num contexto de grande visibilidade, trabalhou-se a escrita, a capacidade de argumentação e o espírito crítico, exercitou-se a criatividade, a responsabilidade, a autonomia, a autoestima, o pluralismo democrático. E aprofundou-se a abertura e a interação da Escola com a Comunidade. Em suma, ajudou-se cada aluno no processo da construção do seu próprio conhecimento e no exercício da cidadania, afirmando-se como um espírito lúcido, um cidadão interventivo, uma Pessoa com valor(es). A atividade foi da responsabilidade da Biblioteca Escolar e do Grupo de Português e integra o projeto EmBarca na Escrita, premiado pela Rede de Bibliotecas Escolares, no âmbito do programa “Leituras… com a Biblioteca”.


A história que todos iremos contar… No início de um ano diferente, Maria João Cerqueira estreia esta 2.ª série do Opiniões de Segunda, falando do regresso à escola em tempos de pandemia. E dos múltiplos desafios que temos pela frente. Na sua perspetiva, “a vida está repleta de desafios e temos de pensar que este é mais um e que vamos conseguir ultrapassá-lo”. Maria João Cerqueira, 11.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Desde março, as nossas vidas sofreram uma transformação enorme e tivemos de nos adaptar e lidar com esta nova forma de viver. Este início de ano, tal como estes seis meses, foi também atípico e fez com que desejássemos mais uma vez que tudo voltasse ao normal. Agora, tudo é diferente e nesta primeira fase é árduo para nós, alunos, professores e funcionários, habituarmo-nos a todo o plano de contingência. Como aluna, creio e sinto que o mais difícil é a falta de contacto com o próximo, ter de manter o distanciamento social, não podermos dar a mão, tocar num ombro, dar um abraço, coisas que antes tínhamos por garantidas. Mas no meio de tantas mudanças também me sinto grata por poder voltar a ter um ensino presencial, onde, apesar de usarmos máscara e de nos distanciarmos, a relação professor-aluno é muito mais próxima. Acho que este ano temos de nos motivar e pensar nos aspetos positivos do regresso à escola. Temos, muitas vezes, a tendência para nos concentramos só nos aspetos menos bons, mas, para que este ano corra o mais tranquilamente possível e para que seja viável continuarmos com o ensino presencial, temos de fazer um esforço para cumprir todas estas normas que nos dão a possibilidade de manter o diferente menos diferente. É essencial também, mais do que nunca, sermos altruístas e o que quero dizer com isto é que podemos pensar que talvez este vírus em nós não tenha muitas repercussões, mas pode ter muitas para o próximo. Todos temos plena consciência de que este ano vai ser muito cansativo, física e mentalmente, mas a vida está repleta de desafios e temos de pensar que este é mais um e que vamos conseguir ultrapassá-lo. E um dia será uma história de superação e resiliência para contar! 21/09/2020 – 2.ª série


Stress na adolescência Na crónica desta segunda, Luana Silva escreve sobre o stress na adolescência e sobre a importância de sabermos gerir a pressão, construindo “um ambiente positivo à nossa volta”. Uma reflexão a não perder, mais ainda no início de um novo ano letivo…

Luana Silva, 11.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Enquanto adolescente de 16 anos, no 11.º ano de escolaridade, encontro-me numa fase da minha vida cheia de desafios. E, tal como eu, outros tantos adolescentes. A adolescência é por natureza um período stressante. Juntam-se as mudanças físicas, emocionais e hormonais aos conflitos familiares, à vida social, aos padrões de beleza e preconceitos impostos pela sociedade, e torna-se difícil chegar ao fim do dia sem nos sentirmos física e psicologicamente esgotados. Em resposta a este stress, e muitas vezes inconscientemente, o adolescente acaba por abraçar hábitos autodestrutivos, como a autocrítica excessiva ou consumo de álcool e drogas ou então lutar contra distúrbios alimentares, ansiedade ou insónia. Acresce ainda a escola que, por experiência própria, exerce a maior pressão, sendo potenciadora das reações acima referidas. Os testes e exames, o sistema de ensino antiquado, a escolha de área para o 10.º ano ou de curso, findo o ensino secundário, são claramente motivos de inquietação. São motivos para temermos o fracasso. O medo de falhar. Mas, afinal, não é suposto errar para aprender? O stress estará sempre e naturalmente presente na nossa jornada. Mas nada em excesso é saudável, e o stress não é exceção. Não havendo uma receita exata para o combater, existem, porém, algumas técnicas preventivas: praticar desporto, ter uma alimentação saudável, contactar com a natureza, evitar o uso de substâncias aditivas e, acima de tudo, priorizar metas realizáveis e pensamentos positivos. Sim, a adolescência é complexa, mas o verdadeiro desafio passará por saber construir um ambiente positivo à nossa volta, perceber quais os princípios e valores essenciais, lutar pelo nosso bem-estar e pelo dos outros. Na verdade, a adolescência é a melhor fase da nossa vida, por isso vivamos um dia de cada vez e aproveitemos cada momento ao máximo! “Sorri, respira e vai com calma, mas vai.” 28/09/2020 – 2.ª série


O dilema da Eutanásia Esta segunda, Clara Marinho abre o debate sobre um tema fraturante, que está na ordem do dia e acerca do qual ninguém fica indiferente. “O dilema da Eutanásia”: para ler, refletir, e…

Clara Marinho, 8.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA A eutanásia é um assunto polémico porque diz respeito à vida humana. Não é fácil aceitar que uma vida, qualquer que ela seja, deixe de fazer sentido. Mas, infelizmente, há situações extremas em que a vida passa a ser meramente vegetativa. Nestas circunstâncias, lamento que, na maior parte dos países, não só da Europa, como de todo o mundo, não se aceite que haja casos em que a vida de uma pessoa deixe de fazer sentido. Por este motivo, a eutanásia é ilegal e controversa. Nesses países, as pessoas não têm liberdade de escolha, quando se trata de decidir de que forma fazer face a um dia a dia completamente dominado pelo sofrimento causado por uma doença crónica incurável. Infelizmente, Portugal é um desses países. Eu apoio a liberdade de escolha e acho que cada um deveria ter o direito de, em pleno uso das suas faculdades mentais, em situações de doença crónica incurável, poder decidir sobre a forma como quer viver. Se viver significar para uma pessoa um sofrimento diário permanente e a perda da sua dignidade, de tal modo que a sua vida se torne um tormento insuportável, renovado diariamente, então essa pessoa, esse ser humano, tem que ter o direito de decidir e conscientemente expressar quando e como deve ser posto termo a esse sofrimento. A palavra “eutanásia” tem origem numa palavra grega que significa “boa morte”, isto é, uma morte tão tranquila quanto possível. A todos os doentes que sofrem de doenças incuráveis e que não conseguem viver uma vida com dignidade e sem dor, a sociedade deve reconhecer-lhes o direito de poder decidir se a única solução é escolher a eutanásia ou morte assistida. Sei que é um assunto muito sensível porque está em causa a vida humana, mas, afinal, “a vida é uma obrigação, ou a morte é um direito?”. 05/10/2020 – 2.ª série


O drama dos refugiados Nesta edição do Opiniões de Segunda, Guilherme Barbosa traz para o debate um dos grandes temas da atualidade: o drama dos refugiados. Como é que a Europa, cada vez mais envelhecida e berço dos valores humanistas, deve lidar com este desafio? Guilherme Barbosa, 8.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Nos últimos anos, milhares de refugiados, sobretudo sírios, têm chegado à Grécia, para fugir à guerra no seu país. Vêm com a família, na esperança de conseguirem uma vida melhor na Europa. Depois da Grécia ter fechado as fronteiras terrestres, estas pessoas tentam entrar nas ilhas gregas, em pequenos botes, sem as mínimas condições de segurança. E, logo que aí chegam, são imediatamente colocados em campos de refugiados, sem condições básicas de vida e cada vez mais sobrelotados. Já que isto é uma realidade, penso que todos os países da Europa deviam organizar-se para receber estas pessoas, sem se sujeitarem a viagens perigosas pelo mar. Muitos morrem na travessia e outros ficam muito tempo nos barcos, até que possam pisar terra firme. Não nos podemos esquecer dos bebés e das crianças que sofrem com as más condições nos campos de refugiados, que muitas vezes não têm um abrigo seguro, não garantem alimentação adequada, nem o funcionamento de uma escola. Penso que se estas pessoas fossem distribuídas pelos diversos países da Europa seria mais fácil e mais benéfico para todos, pois em alguns começa a haver falta de mão-de-obra e estes refugiados poderiam trabalhar e ajudar o país que os acolhesse. Se, por acaso, Portugal entrasse em guerra e deixasse de haver segurança, teríamos que fugir para outros países, onde gostaríamos de ser recebidos e de ter o mínimo de condições para lá vivermos com as nossas famílias, até que pudéssemos regressar à nossa terra. Do meu ponto de vista, devemos ser solidários com os outros, ajudando quem precisa, até porque um dia podemos ser nós a precisar. 12/10/2020 – 2.ª série


A escola é uma seca? João Anis afirma que, muitas vezes, nem temos em conta o quão privilegiados somos. Queixamo-nos de quase tudo e da escola também. E ignoramos as mil e uma coisas boas de que podemos usufruir. Vale a pena ler… e pensar!

João Anis, 12.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Quem nunca disse uma única vez que a escola é uma seca? Que atire a primeira pedra… Eu e muitos colegas estudantes já pensamos o mesmo a certa altura, porque não temos em conta o quão privilegiados somos. Tu, que estás a ler este texto, fazes parte de um grupo privilegiado que tem acesso à educação, e a uma boa educação, que te permite alcançar, não só um desenvolvimento como pessoa e cidadão, mas que também te garante um passaporte para a vida, já que sem a educação não somos nada, não podemos singrar no futuro. Muitas vezes, não damos valor à educação que temos à nossa disposição, com equipamentos requintados, estabelecimentos de qualidade e docentes muito bem formados, e esquecemos que milhões e milhões de crianças e jovens não têm acesso ao mesmo que nós. Tu, como eu, deves saber que por todo o mundo são muitos os que fazem o trajeto casa-escola e vice-versa a pé, percorrem vários quilómetros, e, mesmo assim, persistem, pois sabem que a educação é algo extremamente valioso. E muitos outros nem acesso à educação têm… Sendo assim, como é que nós, uns sortudos, não damos valor ao que temos? Talvez porque, desde pequenos, possuímos tudo de mão beijada e quase nunca passamos por dificuldades. Enfim, já que nos foi dada esta oportunidade, temos de a agarrar e nunca, mas mesmo nunca, voltar a largála. Estamos numa situação bastante boa, que muitos almejavam poder alcançar, e, como tal, não a podemos desvalorizar. Por isso é que te digo: aproveita bem estes anos de escola, não só para te formares, mas também para conhecer pessoas e sítios, e, acima de tudo, nunca desperdices esta oportunidade que te foi dada. 19/10/2020 – 2.ª série


Um mundo colorido A discriminação, nas suas mais diversas manifestações, é o tema em análise esta semana. Trata-se de uma triste realidade, que persiste em pleno século XXI. Mas, bem vistas as coisas, interroga-se Beatriz Esteves, que sentido tem “continuar com esta luta, quando, na verdade, somos todos iguais?”. Beatriz Esteves, 12.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA E se fosse fácil mudar o mundo? Vivemos numa luta constante em busca da igualdade, independentemente da cor, religião, orientação sexual ou género… Mas porquê? Por que é que temos de continuar esta luta, quando, na verdade, somos todos iguais? Sabes, a minha avó costuma dizer que, “se nos cortamos, sai sangue igual, seja negro ou amarelo, judeu ou ateu, bissexual ou transsexual”. Às vezes, dou por mim a pensar como pode haver pessoas tão cruéis no mundo, mas nunca consigo encontrar uma explicação. Dizem-me para tentar pensar aquilo que pode estar a passar na cabeça dessas pessoas, mas não consigo, recuso-me! Como posso eu fazê-lo, sendo que essas pessoas discriminam alguém só por ter um tom de pele ou orientação sexual diferente? Infelizmente, esta luta vai continuar. Por exemplo, em pleno século XXI, nos EUA, assistimos ainda a assassinatos de pessoas negras por parte das autoridades, que deviam proteger os cidadãos e não matálos, apenas por simplesmente serem de cor! Contudo, todos podemos colaborar na mudança. Grandes mudanças começam nos pequenos gestos! Se cada um de nós se esforçar por mudar a mentalidade das pessoas mais próximas, contribuiremos para um mundo mais puro e mais feliz, onde todos tenham os mesmos direitos. Eu já comecei a fazer a minha parte. E tu? De que estás à espera? O mundo é mais bonito onde tudo é colorido.

26/10/2020 – 2.ª série


As tecnologias e o espírito crítico

Sara Lopes, 7.º ano.

Sara Lopes traz, esta semana, para a reflexão um dos grandes desafios do século XXI: o exercício do espírito crítico na utilização das novas tecnologias. As potencialidades das TIC são enormes, mas os riscos também existem em grande escala. Daí a recomendação da Sara: saber “tirar proveito, sem deixar que nos dominem ou manipulem…”.


OPINIÕES DE SEGUNDA Todos sabem que, ao longo dos tempos, a evolução tecnológica tem oferecido um enorme contributo à vida das pessoas. Nos tempos em que vivemos, em que tudo se agita em constante mudança, estar fora das tecnologias é como estar fora do mundo. Esta pandemia tem sido um exemplo disso mesmo. Se recordarmos os tempos de quarentena por que passámos, o uso de ferramentas digitais foi vital e permitiu que a vida não parasse. Fez com que, de uma forma diferente, mais impessoal, é certo, conseguíssemos manter a comunicação e estar ao corrente do que acontecia no país e no mundo. A verdade é que nem tudo é perfeito… Por um lado, a quantidade imensa de informação que surge e que nos obriga a estarmos atentos para conseguirmos filtrar aquilo que interessa e corresponde à verdade daquilo que são as fake news e as notícias sensacionalistas. Além disso, o uso prolongado das tecnologias aumenta as dependências e corre o risco de fazer com que percamos o contacto de proximidade e deixemos de fazer outras coisas, porventura mais saudáveis e que se revestem de um maior proveito individual e coletivo. Penso que o mais importante é que tenhamos a noção da importância das novas tecnologias e do impacto positivo que têm na vida de cada um de nós, mas também que estejamos atentos e sejamos cidadãos críticos e responsáveis… Saber tirar proveito, com espírito crítico e responsabilidade, sem deixar que nos dominem ou manipulem… 02/11/2020 – 2.ª série


Sonhar é viver! Nesta segunda, Maria Miguel Gusmão sublinha a importância do sonho na vida de cada um. Na sua perspetiva, trata-se de algo vital: “Sonhar é viver. A essência de cada um de nós transmite-se nos nossos sonhos e nas ambições que temos para o futuro”. Vale a pena ler. E pensar! Maria Miguel Gusmão, 11.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA “Um homem que não se alimenta dos seus sonhos envelhece cedo”, disse William Shakespeare. Sonhar é algo inerente ao ser humano, é algo de que precisamos. Alimenta a nossa alma, a nossa mente, os nossos sentidos e sentimentos. Alimentamos sonhos desde tenra idade, porém todos temos alguns que se destacam, alguns que influenciam as nossas decisões e, até me atrevo a dizer, que provavelmente alguns moldam a nossa personalidade. Sonhar é viver. A essência de cada um de nós transmite-se nos nossos sonhos e nas ambições que temos para o futuro. Sem metas, sem ambições, sem expectativas, teria a vida algum significado? Seria o Homem capaz de se superar a si mesmo? Provavelmente não, pois apenas quando tomamos o sonho como um ponto de partida (e de chegada) é que temos a motivação e a coragem para ir mais além e conquistar tudo aquilo que sempre desejámos. A luta pelos nossos objetivos nem sempre é uma tarefa fácil, por vezes, somos desafiados aos mais altos níveis e chegamos a questionar o motivo pelo qual nos encontramos naquela mesma posição, porém “nada é impossível” e jamais deveremos desistir. Afinal, somos sempre mais fortes do que aquilo que julgamos que somos. “O Homem é do tamanho do seu sonho” (Fernando Pessoa).

09/11/2020 – 2.ª série


Benefícios de um passatempo que nos faça sorrir Tão importante como o trabalho são os momentos de lazer, o tempo dedicado ao nosso passatempo favorito. Na opinião de Íris Almeida, “ter um hobby é extremamente importante, pois só traz benefícios para a nossa saúde, aumenta a longevidade e ajuda-nos a fluir.” Íris Almeida, 8.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Após seis meses em casa, finalmente voltamos à escola. Claro que temos que nos preocupar com os estudos e com os exames, mas também temos que manter a nossa saúde mental. Termos algum passatempo é extremamente importante para a nossa saúde, seja ela física ou mental. Existe uma imensa variedade de hobbys a que nos podemos dedicar, de acordo com o gosto de cada um, apenas temos que encontrar aquele que nos faça sorrir nos tempos mais difíceis e stressantes. A verdade é que com o desenvolvimento das novas tecnologias, pouquíssimas pessoas têm um passatempo que não seja ficar no quarto em frente do computador ou do telemóvel, coisa que não é nada saudável. Quando temos algum passatempo que nos permita o contacto com a natureza, eu digo que somos 75% mais felizes, uma vez que podemos expressar os nossos sentimentos da forma e no local mais puro que existe. Além disso, como diz o nome “passatempo”, é uma forma de convertermos o tempo que tínhamos e não íamos usar em tempo precioso que nos pode dar aquele momento de que nós tanto precisamos, após um longo dia de escola. Ter um hobby é extremamente importante, pois só traz benefícios para a nossa saúde, aumenta a longevidade e ajuda-nos a fluir. Existem, aliás, várias histórias de pessoas que tinham um hobby de que gostavam tanto que se tornou o emprego delas. Por isso, nunca deixem de fazer o que gostam e de se manter ocupados, porque serão mais felizes e mais saudáveis. 16/11/2020 – 2.ª série


Alertas da pressão escolar

Luís Filipe Cerqueira, 12.º ano.

Com o ano letivo em pleno andamento, Luís Filipe Cerqueira coloca à reflexão um tema quantas vezes desvalorizado: a pressão escolar e as suas consequências. Os desafios são, por vezes, demasiado exigentes. E “o aluno acaba por ter pouco tempo para si mesmo e para estar com a sua família e amigos, estimulando e criando laços afetivos tão importantes nesta fase de desenvolvimento, a adolescência”.


OPINIÕES DE SEGUNDA Para este texto, optei por apresentar um tema que, na minha opinião, é fundamental debater, uma vez que atinge a maior parte dos estudantes: aprender a lidar com a pressão escolar. De facto, o incentivo para o estudo e para a aprendizagem formal na escola é cada vez mais intenso. Além disso, o aumento da escolaridade obrigatória e o desejo, sobretudo, dos pais de quererem filhos formados para enfrentar um futuro demasiado desafiante, levam a que haja uma pressão nos estudos que arrasta, muitas vezes, os estudantes para situações-limite. Entre o número excessivo de horas escolares obrigatórias e as aulas extra (explicações, apoios…), o aluno acaba por ter pouco tempo para si mesmo e para estar com a sua família e amigos, estimulando e criando laços afetivos tão importantes nesta fase de desenvolvimento, a adolescência. Neste contexto, é comum percebermos que cada vez mais é difícil lidar com a frustração e o insucesso, pois o investimento feito, tanto em termos humanos como financeiros, é demasiado grande. Por este motivo, torna-se comum os alunos sofrerem de ansiedade, depressão e outras doenças, que muitas vezes, se não forem devidamente tratadas, podem levar a graves consequências. Note-se, por exemplo, que o suicídio entre os jovens tem vindo a aumentar. Em suma, é importante, a meu ver, uma mudança drástica na forma como se lida com a escola, pois a pressão escolar pode acarretar sérios problemas. É urgente conseguir um equilíbrio saudável e aprender a lidar com a dose inevitável de pressão. 23/11/2020 – 2.ª série


A “morte do outro” ocupa-me o pensamento Para muitos, é um tema tabu. Uma questão delicada e sensível, “que muitas vezes tentamos ocultar”. Pois bem, é da morte que Ana Beatriz Gonçalves nos fala na sua crónica desta semana. E do sentimento de perda. «Tudo isto porque, talvez fruto das circunstâncias inimagináveis que vivemos, "a morte do outro" ocupame o pensamento.» Ana Beatriz Gonçalves, 11.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Um dia, perguntaram-me se eu achava que o sofrimento da perda de um irmão gémeo seria igual ao da perda de outro irmão. A minha resposta foi instantânea: "Irmão é irmão". No entanto, nos últimos tempos, tenho pensado muito nisto. Irmão é irmão, mas aquele que desde o primeiro instante esteve ligado a nós, aquele com quem festejamos o aniversário, aquele que vemos quando nos olhamos ao espelho, admito que nos toque ainda mais a sua ausência. Tudo isto porque, talvez fruto das circunstâncias inimagináveis que vivemos, "a morte do outro" ocupa-me o pensamento. Trata-se de um assunto delicado e sensível, que muitas vezes tentamos ocultar. Talvez por amarmos a vida, a morte apareça como algo tão dolorosa que melhor é não falar nela. Mas a verdade é que todos os seres humanos sabem que a morte é inevitável. Não tem dia nem hora marcada, simplesmente aparece e não há nada que possamos fazer! Será que, se soubéssemos a hora da sua chegada, isso nos traria tranquilidade? Sou uma adolescente de 16 anos e confesso que o que mais me assusta é a morte "dos meus". Assusta-me pensar na falta da sua presença, na falta daquele braço! Termino com uma frase, que muitas vezes me faz pensar: "Não é tanto a minha própria morte que é intolerável, mas, sim, a morte daqueles que me rodeiam. Porque os amo. E parte de mim morre com eles. Portanto, todo o amor, se quiserem, é uma forma de suicídio". 30/11/2020 – 2.ª série


Cicatrizes… Na crónica desta segunda, Carolina Brito fala do “sofrimento constante” “que nos domina” e da frequente incompreensão que lhe está associada. “Ninguém consegue compreender.” E, no entanto, é nestas fases da vida que a presença do outro é decisiva. Porque, no isolamento e na solidão, “a dor torna-se pior, toma conta de nós, da nossa mente, até parecer não existir mais nada”. Carolina Brito, 11.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Já alguma vez sentiram aquele aperto no coração? O sofrimento constante que não conseguimos afastar, que nos domina e não permite que pensemos em mais nada? Muitos não conseguem perceber essa dor que nos consome. Acham que é algo sem muita importância, um sentimento leve que depressa desaparecerá. Alguns até desprezam aquilo que nos marca de uma maneira tão intensa. Não conseguem compreender a importância de algo que é capaz de nos controlar totalmente. Nem aqueles que se preocupam connosco, como a família ou os melhores amigos, conseguem ajudar. Ninguém consegue compreender. E, então, isolamo-nos de tudo e de todos. E, na solidão, a dor torna-se pior, toma conta de nós, da nossa mente, até parecer não existir mais nada. Vivemos esses momentos sozinhos, sem conseguir partilhar com ninguém os sentimentos que nos levam ao desespero. E a falta do outro para desabafar resulta, muitas vezes, em perturbações mentais como a depressão e, em casos mais graves, pode até levar ao suicídio. Existem coisas que não se esquecem, algumas deixam grandes cicatrizes e essas nunca irão desaparecer!

07/12/2020 – 2.ª série


A poluição e a pandemia A pandemia está a ter um impacto profundo em todas as áreas da atividade humana. Incluindo no domínio do ambiente. Mas nada está garantido. Na opinião de Guilherme Silva, importa alterar “mentalidades e posturas”. Pois só assim contribuiremos “efetivamente para melhorar a nossa pegada ecológica e (…) para um mundo melhor”. Guilherme Silva, 8.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Durante a pandemia, com a obrigação de as pessoas ficarem em casa, a poluição diminuiu significativamente, mas pode piorar no futuro. Nestes últimos meses, o planeta Terra teve uma diminuição enorme na poluição, pois, devido às medidas aplicadas para conter a doença, o mundo parou, milhões ficaram em casa, aviões permaneceram em terra e fábricas deixaram de produzir. Mas a pandemia contém um perigo. Na visão dos especialistas, poderá trazer mais efeitos negativos do que positivos. A História conta que, após momentos de crise, a recuperação da economia faz-se com uma forte subida na produção, sacrificando-se o ambiente. A utilização de materiais descartáveis, como as máscaras e as luvas que usamos hoje, também subiu muito, deixando algumas zonas do planeta com acumulações de lixo exageradas. Como adolescente e como escuteiro, defendo que a recuperação da economia deve ser feita com muito cuidado e deve ter em conta o impacto negativo no ambiente. Não podemos pensar que podemos poluir mais um bocado. NÃO!!! Todas estas mudanças nas nossas vidas poderão ser um fator positivo e mudar a nossa forma de pensar. Se aproveitarmos para alterar as nossas mentalidades e posturas em relação ao ambiente, iremos contribuir efetivamente para melhorar a nossa pegada ecológica e, assim, contribuiremos para um mundo melhor. 14/12/2020 – 2.ª série


A droga e os adolescentes

Manuel Ribeiro, 11.º ano.

Promete o paraíso, mas acaba por fazer descer as pessoas às profundezas do inferno. É o mundo da droga e da toxicodependência, esse negócio sinistro que se transformou num dos mais chorudos à escala global. Eis o tema da edição desta semana de Opiniões de Segunda. Para Manuel Ribeiro, colocados os prós e os contras numa balança, “veremos que os malefícios superam os seus benefícios, o que se pode comprovar com qualquer toxicodependente”.


OPINIÕES DE SEGUNDA A adolescência é das melhores fases da vida de uma pessoa e possibilita-nos novas experiências. Contudo, nem todas podem ser vistas como as melhores. Eu acho que devemos experimentar quase tudo na vida, mas certas coisas têm de ficar só pelo experimentar. Como todos sabem, o uso de drogas leves na adolescência é muito comum e as pessoas tendem a entrar nesse mundo para se integrarem num grupo de amigos, para se distraírem de algum problema ou até apenas para experimentar. Mas este relaxamento derivado das drogas expõe os adolescentes a muitos perigos de saúde, tanto mental como física. A droga sujeita-nos a ganhar doenças sexualmente transmissíveis, provoca distúrbios comportamentais, desnutrição e tantas outras doenças. E o maior desafio para os consumidores é o vício que a mesma provoca. A droga pode também trazer benefícios aos adolescentes, como, por exemplo, relaxamento, sentimento de prazer e aceitação social. E, devido a estes benefícios, muitas pessoas defendem a sua legalização, de tal forma que é até possível encontrar esta proposta em alguns programas eleitorais de certos partidos políticos. Penso, no entanto, que, se colocarmos os benefícios e as consequências negativas da droga numa “balança”, veremos que os malefícios superam os seus benefícios, o que se pode comprovar com qualquer toxicodependente. Assim, concluo que experimentar drogas leves poderá não ser grave, mas o seu uso constante poderá arruinar-nos a vida por completo. 21/12/2020 – 2.ª série


Consciência ambiental Na viragem do ano, o Opiniões de Segunda retoma a questão ambiental. Porque se trata de um dos mais graves problemas com que a Humanidade se confronta. Na opinião de Carlota Martins, são urgentes “mudanças dos comportamentos e dos estilos de vida”. E, nesta matéria, “a Escola tem um papel fundamental…”. Carlota Martins, 8.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA As alterações climáticas referem-se às mudanças no clima que estão a ocorrer em todo o planeta. E Portugal é um dos países europeus mais vulneráveis às modificações decorrentes desta nova realidade, tais como a subida do nível do mar e o aumento da temperatura média global. Atualmente, sabe-se que a atividade humana é a principal causa da variação do clima. Não há melhor evidência do que a conjuntura atual, o mundo foi obrigado a parar, pelos piores motivos, e a pandemia está a ter efeitos colaterais positivos no ambiente, no que toca à queda nas emissões de CO2, fruto do abrandamento dos transportes e da indústria. O Dia da Sobrecarga da Terra marca a data em que a Humanidade usou todos os recursos naturais que o planeta pode renovar durante o ano inteiro. Ora, este ano, o planeta entrou em défice ecológico quase um mês mais tarde do que no ano passado – foi a 22 de agosto, há 15 anos que não era tão tarde... Todavia, de acordo com A. Guterres (Secretário Geral da ONU), a magnitude de uma crise climática não tem comparação com o impacto temporário de uma pandemia, pelo que não vamos combater as alterações climáticas com um vírus. É urgente a divulgação e prevenção do meio ambiente. A Escola tem um papel fundamental na criação de uma consciência ambiental nas crianças e jovens, através das mudanças dos comportamentos e dos estilos de vida. Termino, como sinal de esperança na Humanidade, com a referência ao recente acordo dos líderes europeus (11/12/2020), para reduzir as emissões de CO2 em 55% até 2030, em relação aos níveis de 1990. 28/12/2020 – 2.ª série


Estar atento, cuidar!... Na edição desta semana de Opiniões de Segunda, a primeira de 2021, Silvana Silva coloca à consideração dos leitores o impacto de uma doença silenciosa, a que muitas pessoas ainda não prestam a devida atenção. Para ler, pensar, estar atento, cuidar!... Silvana Silva, 11.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA O que é uma depressão? É uma doença do foro psicológico, silenciosa e que pode provocar danos graves a quem dela padece. Surge inesperadamente e inibe toda a nossa força de viver. As pessoas apenas sobrevivem no dia a dia. Funcionam de forma robótica e outras nem isso. Isolam-se do mundo, acabando por nem se levantar da cama. Saberemos o verdadeiro significado de depressão? Conhecemos alguém que está neste momento a sofrer e nem damos por isso? Não, não sabemos o verdadeiro significado, pois só alguém que sofre ou um médico tem a real noção do que é esta doença. Não, pois por vezes alguém perto de nós está no primeiro estado da doença e nós não damos conta. Porquê? Porque vivemos para nós e não ligamos ao outro, nem ao seu sofrimento. Por vezes, confundimos depressão com atitudes egoístas e criancices. Nos dias que correm, somos todos muito intolerantes uns com os outros. Não somos capazes de sentir empatia e, quando estamos perante uma pessoa depressiva, em vez de procurarmos ajudá-la, fazemos o contrário, criticamos, julgamos e não estamos prontos a entender o seu estado e a ajudar a ultrapassá-lo. Ouvimos falar da depressão, sabemos que existe, mas na realidade não sabemos como ela se comporta, como surge, quais os sintomas e de que forma nos ataca. Muitas vezes atribuímos esta palavra a sentimentos de tristeza. Uma pessoa depressiva, podemos dizer que é muito mais que isso. É alguém que desiste da vida. Não vê uma luz ao fundo do túnel ao ponto de já não ter forças para se levantar. Vive num estado de melancolia e desespero e, sem ajuda, é incapaz de superar este estado depressivo. Por isso, todas as pessoas que se sentem assim devem procurar ajuda médica. E nós, enquanto sociedade, devemos estar atentos aos nossos amigos e familiares. Atentos às mudanças de humor, ao isolamento e ao silêncio que existe dentro deles. 04/01/2021 – 2.ª série


Que 2021 seja o Ano!!! No início de um novo ano, é habitual renovarem-se projetos e pintar-se o futuro com otimismo e confiança. Mas este 2021 é um novo ano muito especial. Com desejos, porventura, nunca imaginados como possíveis! Vale a pena ler a mensagem de Ano Novo de Lara Resende e de Afonso Cerqueira. Lara Resende e Afonso Cerqueira, 8.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA O ano que terminou ficará para sempre gravado nas nossas memórias… Foi difícil, muito difícil, adaptarmonos e enfrentarmos tantos obstáculos…, mas o que lá vai ficará para a história… Ano Novo, vida nova! Reza assim a sabedoria popular; por isso, vamos ter esperança de que as coisas, paulatinamente, vão melhorar. A chegada da vacina trouxe, sem dúvida, uma esperança, vislumbramos agora uma pequena luz ao fundo do túnel. No entanto, não podemos baixar os braços, há que manter e respeitar as regras ditadas pela Direção Geral de Saúde, pois só assim conseguiremos levar o barco a bom porto. Só assim voltaremos a ter a liberdade tão desejada. Nesta nossa reflexão de Ano Novo, não queremos esquecer todos aqueles que estão na linha da frente no combate à COVID-19. São verdadeiros heróis que, tantas vezes, colocam a sua vida e a das suas famílias em risco, em prol do bem comum. Não podemos também deixar de lamentar os que partiram e que, de uma forma direta ou indireta, foram vítimas desta pandemia. Queremos, por fim, passar uma mensagem de otimismo, de confiança na recuperação daquilo que perdemos: voltar a respirar sem usar máscara, voltar ao contacto social, voltar a fazer aquilo de que mais gostamos sem restrições, voltar a dar um abraço… Sim, voltar a dar um abraço… Aquele abraço que aquece a alma, que alimenta a vida, que nos torna seres humanos no verdadeiro sentido da palavra. Como disse um dia Anne Frank no seu diário, “os abraços foram feitos para expressar o que as palavras deixam a desejar.” Que 2021 não seja mais um ano, mas que seja o Ano!!! 11/01/2021 – 2.ª série


A força do Sonho

Carolina Rodrigues, 11.º ano.

“Pelo sonho é que vamos”, diz o poeta Sebastião da Gama. Aqui está uma ideia inspiradora que Carolina Rodrigues partilha na sua crónica desta semana. Uma ideia a que nenhum leitor pode ficar indiferente, porque, “quando completares o teu sonho, garanto-te que outros virão, novas batalhas aparecerão e todos esses momentos únicos formam uma vida, a tua”. Vamos a isso: – Bons Sonhos!


OPINIÕES DE SEGUNDA “O sonho comanda a vida” é a frase que faz mais sentido na minha cabeça. Será que para ti também o é? O sonho é algo que está connosco desde que idealizamos qualquer propósito na nossa vida, seja ele pessoal ou profissional, e o seu fim só pode ser única e exclusivamente alcançá-lo. Por isso, são os sonhos que nos movem para levantar cedo, dia após dia, ter uma força que nem nós próprios imaginamos ter e cujo motivo é acreditar que somos capazes de conquistá-lo. Na minha opinião, os sonhos formam a nossa identidade, na medida em que somos orientados para os concretizar. É impossível alguém sonhar por ti porque, se assim o fosse, era sinal de que tu não existias. Consequentemente, o sonho embarca-nos para outra dimensão, a racionalidade. Se temos um objetivo específico, isso irá fazer com que organizemos um caminho. Ao efetuarmos o caminho que tencionamos percorrer, estamos a colecionar experiências e só tu poderás dizer “eu passei por isto até chegar onde cheguei…”. As escolhas que irás fazer mudarão o rumo da tua vida e, até chegar à sua concretização, o sonho transforma-se numa luta onde impera uma outra dimensão, a vontade. Todas as pessoas podem ter os seus próprios sonhos, mas a capacidade de ter vontade é que determina o sucesso ou o insucesso da sua concretização. Mentaliza-te que os sonhos são criados e feitos por ti e, se ainda não sabes o que é chegar à totalidade de um sonho…, acredita, é um orgulho próprio e uma satisfação que não há palavras para descrever. Mas, também, não precisas de o descrever, simplesmente, desfruta o momento e o sabor de missão cumprida! Quando completares o teu sonho, garanto-te que outos virão, novas batalhas aparecerão e todos esses momentos únicos formam uma vida, a tua. “Tenho em mim todos os sonhos do mundo” (Álvaro de Campos). 18/01/2021 – 2.ª série


Valorizar todos os momentos O processo do crescimento e da maturidade coloca inúmeros desafios aos adolescentes e aos jovens. Trata-se de uma aprendizagem permanente, em que, nas palavras da Matilde Baptista Machado, importa “aprender com os erros, fazer aquilo de que gostamos, enfrentar os nossos medos, expandir as nossas barreiras e sentirmo-nos livres de agarrar a nossa personalidade.” Matilde Baptista Machado, 10.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Crescer… Pois é! Já pararam para pensar em como nós, adolescentes, nos tornámos pessoas completamente diferentes do que éramos há dois ou três anos? O quão crescemos física e psicologicamente, a forma como vemos as pessoas e coisas ou como olhamos para uma foto/ vídeo nosso antigo e pensamos “Onde é que eu tinha a cabeça para me vestir e agir assim?”. Tudo isto faz parte do crescer e sabemos que não é fácil porque temos muitas preocupações, como a obtenção de bons resultados escolares ou a fácil integração nos grupos de amigos. Para além disso, somos nós quem tem de escolher aquele que é o caminho certo, mesmo com toda a pressão que nos é imposta pela sociedade e, muitas vezes, pelos nossos familiares. No nosso dia a dia, as coisas que dizemos ou fazemos vão certamente influenciar o nosso futuro “EU”. Mas nem tudo isto deve ser tomado como uma desvantagem, pois, enquanto crescemos, conquistamos mais liberdade dos nossos pais, que nos permitem saídas mais frequentes com amigos, experimentar e descobrir e partilhar coisas novas. Isto também mostra que estamos mais maturos e mais próximos do mundo adulto e, por isso, temos que viver estes tempos da melhor forma possível, valorizando todos os momentos. Crescer não se resume a stressar sobre um teste de Matemática, preocuparmo-nos com a nossa imagem, ter medo de não ser aceite pelos outros, mas, sim, aprender com os erros, fazer aquilo de que gostamos, enfrentar os nossos medos, expandir as nossas barreiras e sentirmo-nos livres de agarrar a nossa personalidade. 25/01/2021 – 2.ª série


Encontra a tua voz no feminino! Apesar dos avanços, a questão continua a estar na ordem do dia e a merecer toda a atenção. Porque – escreve Carolina Tira-Picos – “’a teoria’ está muito distante da ‘realidade’”. Daí o seu apelo: “Tu tens uma voz! Usa-a! Fala! Levanta as mãos! Grita as tuas respostas! Faz com que sejas ouvida!”. Carolina Tira-Picos, 11.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Feminismo – Penso que este é o tema ideal para o “Opiniões de Segunda”, porque sinto que, ainda hoje, as mulheres são discriminadas pelo simples facto de “serem mulheres”. Como é óbvio, “a teoria” está muito distante “da realidade”: não podemos negar que existe um problema específico de género. E o problema de género não é sobre o “ser humano”, mas sobre o “ser uma mulher”! O feminismo não agride, nem pretende igualar a mulher ao homem (porque biológica e anatomicamente somos diferentes e isso não implica sermos melhores ou piores que o género oposto!). Aliás, os homens podem ser feministas, sem pôr em causa a sua masculinidade! Uma mulher feminista não deve ser vista como aquela que odeia os homens e que não possui qualquer tipo de feminilidade, mas como aquela que odeia o machismo. A mulher deve, sim, ser vista como um ser humano que tem direito a ter as mesmas oportunidades; que não deve receber um salário inferior por exercer as mesmas funções; que não deve ser preterida na escolha de um emprego por poder engravidar e precisar de tempo para se recobrar e estar com o seu rebento (afinal, aquela criança é fruto do amor entre dois seres, de géneros diferentes). Num mundo onde os homens são mais fortes, mais rápidos… (esta é a teoria da evolução da espécie humana…, mas convém não esquecer que já não somos “macacos” – somos “seres humanos”!), se tu, mulher, não estiveres pronta para discutir, argumentar…, o silêncio vai matar-te! Tu tens uma voz! Usa-a! Fala! Levanta as mãos! Grita as tuas respostas! Faz com que sejas ouvida! Encontra a tua voz e, quando o fizeres, preenche o maldito silêncio!

01/02/2021 – 2.ª série


Cuidar a saúde mental

Madalena Silva, 9.º ano.

Num período em que o país está, novamente, em confinamento e em que o impacto da pandemia atinge dimensões extremas, Madalena Silva traz para reflexão a temática da saúde mental. E chama a atenção para a importância do papel dos pais e dos professores, “para que os adolescentes consigam lidar com as situações de conflito e adversidades, promovendo o seu bem-estar.”


OPINIÕES DE SEGUNDA Há dias, assisti a um documentário televisivo cujo tema era a saúde mental, situação que despertou em mim curiosidade sobre a importância da saúde mental dos adolescentes. A adolescência é um período essencial para o desenvolvimento de bons hábitos sociais e emocionais. Não tratar da saúde mental na adolescência causa sérias consequências para a vida adulta, pois existem várias mudanças nesta fase, como, por exemplo, a mudança de escola, de casa, início de uma vida académica e, sem dúvida, situações inerentes ao crescimento. Acontece, porém, que esta passagem pode ser de perfeita normalidade e feliz, como pode criar ansiedade, stress ou até depressão, provocando uma grande pressão sobre os adolescentes. Muitas das doenças mentais surgem pela adolescência, mas nem sempre são detetadas, nem tratadas, condicionando a saúde física, mental e até oportunidades de vida. São vários os fatores de risco com que os adolescentes e jovens se deparam no seu dia a dia, entre os quais se incluem o desejo de autonomia, utilização das tecnologias, discriminação, estigma, afastamento social, violência verbal ou física e dificuldades socioeconómicas. Os pais e os professores assumem um papel fundamental para que os adolescentes consigam lidar com as situações de conflito e adversidades, promovendo o seu bem-estar. Consciencializar e intervir serve, sobretudo, para criar alternativas e diminuir comportamentos de risco, permitindo aos adolescentes e jovens tornarem-se adultos saudáveis e felizes, contribuindo todos para um harmonioso desenvolvimento familiar, comunitário e social.

08/02/2021 – 2.ª série


Violência doméstica

Filipa Magalhães, 12.º ano.

A violência doméstica é um problema antigo e o confinamento tende a agravá-lo. Na crónica desta semana, Filipa Magalhães coloca este crime à consideração dos leitores, porque “todos podemos e devemos dizer NÃO à violência e ultrapassar a sociedade arcaica com que, muitas vezes, nos deparamos.” Em suma, só uma atitude tem de ser posta de lado – a indiferença!


OPINIÕES DE SEGUNDA Como é possível alguém magoar a quem diz amar? Segundo dados divulgados pela comunicação social, perto de metade dos homicídios, em Portugal, ocorre em contexto de violência doméstica. Todos os anos, chovem notícias como esta, dizendo que mais uma mulher foi abusada ou violentada pelo marido ou companheiro, quebrando o seu direito à vida. E a verdade é que, de acordo com os especialistas, a situação de confinamento por causa da pandemia tende a agravar este problema dramático, havendo um receio fundado de que, no isolamento de muitas casas, possa estar a viver-se um sem número de verdadeiras tragédias humanas. Por vezes, até somos testemunhas de acontecimentos de violência doméstica e, frequentemente, mostramo-nos indiferentes. E tu, serias capaz de passar indiferente? Já paraste para ouvir a voz de quem mais precisa de ser ouvido? Ou será que o problema está no facto de a nossa sociedade ter normalizado estes comportamentos? Há alguns anos atrás, quando uma mulher levava “porrada”, “era porque merecia”, e era esta atitude por parte da sociedade que levava a uma retração do elo mais fraco, deixando-a num silêncio que ficava esculpido no rosto, com a marca de uma mão, minimizando-a a uma simples propriedade, cuja liberdade de expressão (direito inato) era quase inexistente. Atualmente, em pleno séc. XXI, o crime de violência doméstica é um crime público e, por isso, todos podemos e devemos dizer NÃO à violência e ultrapassar a sociedade arcaica com que, muitas vezes, nos deparamos. Mulher, não tens que “fazer das tripas coração!” 15/02/2021 – 2.ª série


Saber dizer Obrigado!

Ana Rita Zamith, 11.º ano.

Damos tudo como adquirido e cultivamos "A arte de só estar bem onde não se está". Quer dizer, “ambicionámos muito e agradecemos pouco”. Na crónica desta segunda, Ana Rita Zamith sublinha que “as situações adversas que hoje enfrentamos ensinam-nos a dar valor àquilo que tínhamos como garantido”. E que é muito importante saber dizer Obrigado!. Para ler… e pensar.


OPINIÕES DE SEGUNDA Se alimentarmos um cão com comida e amor, ele atinge, automaticamente, o auge da sua felicidade, sendo capaz de proporcionar alegria ao outro, ainda que esteja condenado a viver apenas cerca de dezassete anos de idade. Nós, por outro lado, somos teimosa e irremediavelmente ingratos. Ambicionámos muito e agradecemos pouco. Seria de esperar que uma espécie tão evoluída tecnologicamente fosse capaz de protagonizar simples atos de valorização e agradecimento. Contudo, feliz ou infelizmente, dizer um mero “obrigado” parece-nos tão complicado como atingir todos os nossos sonhos e ambições. Estou longe de insinuar que a ambição se assemelha a um composto tóxico que nos destruirá, não me interpretem mal: sonhar alto assemelha-se mais a oxigénio – é necessário, crucial até para que trabalhemos pelos nossos objetivos e para que, de facto, os alcancemos. A meu ver, o problema do ser humano está em não se contentar apenas com o oxigénio: não precisa, mas quer também o flúor, o cloro e todos os outros elementos da Tabela Periódica. Sejamos ambiciosos, mas também gratos pelo que temos. Valorizemos os pequenos atos. As situações adversas que hoje enfrentamos ensinam-nos a dar valor àquilo que tínhamos como garantido. Porque ontem discutiste com a tua amiga, discussão que consideraste essencial e recusaste-te a deixar o orgulho de lado; hoje só queres poder abraçá-la. Ontem queixaste-te da ansiedade que a escola te provocava; hoje desejas desalmadamente lá estar. Ontem estiveste no telemóvel o dia todo; hoje suspiras por sair à rua. Ontem querias umas sapatilhas novas; hoje queres que a tua avó tenha saúde. Ontem não gostavas do teu corpo; hoje ambicionas que ele não deixe o vírus entrar. Ontem desvalorizaste as quatro estações do ano; hoje, que só há duas, sonhas em voltar a cheirar uma flor ou a comer uma castanha. Ontem mal sorriste; hoje anseias por ver todos os sorrisos que se escondem por detrás de uma mera (mas impactante) máscara. Confesso que o dilema do “só estou bem aonde não estou” irrita-me profundamente, porque as pessoas só valorizam quando perdem, só agradecem quando já é tarde, só se apercebem que tomaram o amanhã por garantido, quando, inesperadamente, o Amanhã nos mostra que a vida é efémera e que nada nos garante. 22/02/2021 – 2.ª série


A solidão também mata

Matilde Silva, 9.º ano.

Em tempos de pandemia, de confinamento e de distanciamento físico, a solidão torna-se ainda mais difícil de suportar. Trata-se de um problema com graves implicações, tanto a nível psicológico como físico, pelo que, na opinião de Matilde Silva, exige-se uma intervenção urgente, “de forma a potenciar o bem-estar da população”.


OPINIÕES DE SEGUNDA Atualmente, observando tudo ao meu redor, apercebo-me que muitas pessoas estão a experienciar períodos de solidão, mostrando-se urgente intervir nesta problemática. Em primeiro lugar, a solidão assume-se como um problema em que a intervenção é importante, pois, por vezes, altera não só o estado psicológico das pessoas, mas também o físico, o que, em casos de gravidade severa e sem atuação antecipada, pode levar ao início de várias situações complexas como, por exemplo, a depressão ou, no limite, o suicídio. Importa ainda referir que temos de ter em conta vários fatores inerentes ao ser humano, já que somos dotados de diferentes formas de pensar e agir e, por isso, reagimos às situações de forma diferente. Em segundo lugar, a solidão é um problema que afeta em grande número os idosos, por diversas razões que passo a explicitar: o isolamento após a viuvez; o abandono de idosos pela família; a solidão após a reforma e, acima de tudo, devido à pandemia que estamos a atravessar, que se mostra mais perigosa para a população idosa, de tal modo que, como forma de proteção e prevenção, se apela ao seu isolamento nas habitações. No entanto, na minha opinião, considero que este problema da solidão pode ser igualmente trágico e, por isso, devemos tentar encontrar um meio termo, conseguindo proteger aqueles de que mais gostamos, mas, ao mesmo tempo, não deixando ninguém completamente sozinho, mas, sim, ajudando-o, de maneira a que se sinta melhor. Em suma, apercebo-me que a pandemia nos alertou para o problema que é a solidão e para as implicações que esta pode ter, tanto a nível psicológico como físico. Desta forma, considero urgente intervir nesta problemática, de forma a potenciar o bem-estar da população. 01/03/2021 – 2.ª série


Obrigada aos meus pais! A Escola, a Comunidade e a Família desempenham um papel central na formação de uma pessoa. Mas, na opinião de Joana Gonçalves, é em casa que tudo começa. Porque – escreve – “os pais são o nosso porto de abrigo e desempenham um papel fundamental na orientação do nosso percurso, quer educativo, quer profissional, quer pessoal.” Joana da Silva Gonçalves, 8.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Os pais desempenham um papel fundamental na educação dos seus filhos e também ao nível do seu percurso escolar e profissional. São os grandes pilares e neles está a enorme responsabilidade de formar pessoas para o futuro… Educar é promover a educação, transmitir o conhecimento dos processos sociais e culturais e proporcionar meios que permitam aos filhos viver numa determinada sociedade. Mas educar é também compreender, acarinhar, repreender, enfim…, ensinar. Neste processo complexo de formar cidadãos com valores e com princípios, entram também a escola, os professores, toda a comunidade. É desta conjugação de fatores que surge o sucesso ou o insucesso das gerações atuais e futuras. Mas, na minha opinião, é em casa que tudo começa, desde o momento em que nos é cortado o cordão umbilical. Cada dia é uma nova aprendizagem que aumenta progressivamente com o passar dos anos, ganhando formas diferentes, implicando responsabilidades acrescidas, até que sejamos capazes de trilhar cada um o nosso próprio caminho. E os anos sucedem-se, até que chega a altura de tomar decisões, assumir compromissos, arcar com as responsabilidades. Também nesta fase, os pais têm um papel fundamental. É importante saber ouvir, esclarecer, dar opinião, aconselhar sem interferir… Concluindo, o papel dos pais é muito vasto e sobre ele haveria muito para dizer e escrever. Basicamente, os pais são o nosso porto de abrigo e desempenham um papel fundamental na orientação do nosso percurso, quer educativo, quer profissional, quer pessoal… São parte daquilo em que nos tornamos! “Educar é semear com sabedoria e colher com paciência” (Augusto Cury). Obrigada aos meus pais!

08/03/2021 – 2.ª série


A arte de simplificar

Ana Rita Garrido, 12.º ano.

Nesta edição do Opiniões de Segunda, Ana Rita Garrido fala do minimalismo e do combate à “sociedade consumista em que vivemos”. Na sua perspetiva, trata-se de uma questão de qualidade de vida individual e de proteção do presente e do futuro do planeta. É que, “se toda a gente mudasse, só um bocadinho, os seus hábitos consumistas, conseguiríamos alcançar um mundo muito mais sustentável.”


OPINIÕES DE SEGUNDA O minimalismo e a arte de simplificar referem-se, primeiramente, a uma corrente estética e a uma série de movimentos culturais que percorreram diversos momentos do século XX. Mas não é essa a razão pela qual eu me refiro a ele nesta crónica... O minimalismo aparece como uma expressão comportamental da sociedade e, na minha opinião, é muito mais do que um estilo de vida ou preferência estética. O minimalismo é uma forma de combater a sociedade consumista em que vivemos. Uma das vantagens da cultura minimalista é que com essa atitude ganhamos mais tempo e deixamos de viver períodos tão stressantes, uma vez que temos menos coisas com que nos preocupar e focamo-nos naquilo que realmente importa. Por exemplo, aquele tempo todo que perdemos de manhã à procura de um casaco no meio dos vinte que não usamos, quando podíamos ter apenas os cinco a que realmente damos utilidade. A vantagem que, a meu ver, é a mais relevante prende-se com o combate ao consumismo e, como consequência, tornar a sociedade e o mundo algo mais sustentável. Quando consumimos de forma compulsiva e sem necessidade, estamos a prejudicar gravemente o planeta, que é a nossa Casa Comum, ao contrário do consumismo qualitativo, em que se consome menos, logo produz-se menos lixo. Comprar coisas com uma qualidade mais elevada e que sabemos que vão durar muito tempo é melhor do que comprar algo com uma qualidade questionável só porque sabemos que é mais barato e que por um curto espaço de tempo vai servir o seu propósito. Em síntese, o minimalismo tem estas e muitas mais vantagens, no que diz respeito a mudar a sociedade consumista. Se toda a gente mudasse, só um bocadinho, os seus hábitos consumistas, conseguiríamos alcançar um mundo muito mais sustentável. 15/03/2021 – 2.ª série


Tempos de confinamento

Rita Vilela, 11.º ano.

Neste tempo estranho, marcado por tantas perdas e pela saudade de tantas experiências felizes, há também muitas descobertas a valorizar. Ao fim de um ano de pandemia, Rita Vilela esboça um balanço deste tempo “que parece não ter fim”. Fala do lado sombrio e de realidades novas, porque “a verdade é que passamos a dar valor às pequenas coisas que antes nos pareciam tão insignificantes.” Para ler e (re)pensar!


OPINIÕES DE SEGUNDA Saudade! O que melhor descreveria esta fase, que já se prolonga há mais de um ano? Uma fase em que a solidão e o isolamento se apoderam de nós e nos deixam um vazio na alma… Este ano, que parece não ter fim, tem muito que se lhe diga. Desespero e aflição da classe médica que luta com todas as suas forças, a tristeza de quem perde pessoas especiais e a angústia daqueles cuja vida parou e os deixou desamparados, sem nada. Um ano caótico, deveras, mas deu que pensar, isso deu. A verdade é que passamos a dar valor às pequenas coisas que antes nos pareciam tão insignificantes. O toque, os abraços, uma boa conversa, os sorrisos contagiantes, as tão queridas festas populares, o convívio com os amigos e tantas outras coisas. Esta solidão que nos atormenta deixa-nos a pensar como a vida era tão bonita, tão simples, mas tão bonita. Percebemos que tudo isto – os afetos, a união, o convívio e a proximidade – nos faz tanta falta. E estes momentos desafiantes e agonizantes em que vivemos, a ausência de toda a convivência e contacto físico, servem-nos de reflexão. Ausência esta que nos deixa um vazio melancólico que só as lembranças e a esperança preenchem. Por fim, fica a saudade, a saudade de tudo, dos momentos, das pessoas, das mais pequenas coisas que não valorizamos, inclusive daquilo que nos foi impedido de viver.

22/03/2021 – 2.ª série


Saber fazer uma filtragem crítica da informação

Inês Rêgo, 11.º ano.

Na sociedade mediática em que vivemos, somos inundados com informação como nunca se imaginou ser possível. No meio deste imenso oceano, Inês Rêgo chama a atenção para a necessidade de sabermos filtrar os conteúdos, sob pena de corrermos o risco de sermos cidadãos muito mal informados e facilmente manipulados. Porque muito dessa alegada informação mais não é do que desinformação. É uma questão de literacia mediática…


OPINIÕES DE SEGUNDA Com a globalização e o crescimento das redes sociais, é cada vez mais fácil ter acesso a informação, inclusivamente, em tempo real. Contudo, com esta abundância de recursos e informação de todos os tipos, somos também expostos a uma enorme quantidade de informação pouco fidedigna ou mesmo falsa – as chamadas fake news. Lamentavelmente, as fake news podem mesmo chegar-nos por intermédio de figuras possuidoras de autoridade e a quem atribuímos credibilidade, à escala nacional ou internacional, cujo papel deveria ser, entre outros aspetos, manter-nos devidamente informados. Para evitar que caiamos no erro ou permaneçamos na ignorância, torna-se crucial, nos dias de hoje, fazer uso de espírito crítico e saber filtrar a informação que nos chega, rejeitando aquela que não é fiável. Contudo, tem-se tornado cada vez mais difícil fazer esta seleção, pelo que, na minha opinião, não compete apenas ao cidadão comum procurar fontes seguras de conteúdo de caráter informativo, mas cabe também às entidades que regulam a comunicação social, as redes sociais e a própria World Wide Web criar normas e sanções (apropriadas à situação em causa), que combatam aquilo que se está a tornar numa pandemia. Assim, do meu ponto de vista, é fundamental a adoção de medidas a nível individual (como a procura da certificação da informação, evitar utilizar fontes não credíveis ou fazer uma filtragem crítica da informação a que somos expostos), mas é, também, essencial que as entidades responsáveis adotem medidas de outro caráter, para proteger quem navega na Internet contra a desinformação manipuladora. 29/03/2021 – 2.ª série


Abrir “asas” para o Mundo

João Leal, 12.º ano.

Em tempos de pandemia e de confinamento, ainda apetece mais viajar. Nem que seja “sem sair do lugar”… Porque se trata de uma experiência única que – nas palavras de João Leal – nos conduz ao “encontro de tantas maravilhas e a maior radica naquela que nos leva a saber quem somos, para onde queremos ir e o que é possível esperar de nós!...” É caso para dizer: – “Boa Viagem!”


OPINIÕES DE SEGUNDA Ao viajar, “abrimo-nos” para o Mundo, à procura de satisfazer tantos sonhos, dilatar imaginários, crescer, o mesmo é dizer, autoconhecermo-nos, desvendando o ser mágico que habita em cada um de nós. Por isso, eis-nos a viajar, especialmente, sem sair do lugar, ou então a abrir “asas” para o Mundo e a aprender a gostar do que somos, do que fazemos e para onde queremos ir. A propósito, facilmente percebemos que, ao abrirmos a imaginação para uma viagem, estamos, de antemão, a optar por um destino relacionado com as nossas expetativas, que queremos comprovar ser ou não o nosso caminho, a nossa paixão, o que perfaz os nossos sonhos. É nesta linha que vejo as viagens, nomeadamente, a magia que oferecem de nos encontrarmos, preferindo lugares exóticos a marítimos, esta àquela cultura, este àquele prato típico, entre tantas outras mundividências. Nas viagens, é nítida a nossa realização maior, pois que através delas sentimo-nos a enriquecer, desafiando as nossas convicções, vocações e caminhos a trilhar. A quem não aconteceu um dia, uma vez regressado de uma viagem, dar consigo a refletir sobre o quanto ela foi um meio de despertar para o poder da reflexão que, aplicada às nossas vidas, resultará numa orquestra de harmonia, onde todas as vivências e desafios falam a uma só voz e nos elevam à felicidade? Mais, não são também as viagens aquele meio de despertarmos para as maravilhas da Natureza/ Universo e, consequentemente, reconhecermo-nos como amigos dele, com quem unimos as mãos e vivemos a sonhar? O que move tantos a fugir do quotidiano, melhor dizendo, a viajar? A resposta é simples – partir em busca do seu bem-estar e, enquanto tal, esclarecer-se e encontrar-se na relação com os outros e consigo próprios. Portanto, não se esqueçam de viajar, das mais variadas formas, ao encontro de tantas maravilhas e a maior radica naquela que nos leva a saber quem somos, para onde queremos ir e o que é possível esperar de nós!...

05/04/2021 – 2.ª série


A leitura, um património!

Lourenço dos Santos Pena, 9.º ano.

Falemos da leitura. E acompanhemos Lourenço Pena na reflexão que nos propõe… Escreve este adolescente que não compreende “o desdém a que tantos votam a leitura”. Porque “a leitura me enriquece, cultivando-me, fazendo-me crescer como pessoa, enriquecendo os meus conhecimentos. No fundo, faz-me voar e ser tão feliz! Vou, por isso, sempre que conseguir, incentivar muitos a ler.”


OPINIÕES DE SEGUNDA “Ler é crescer” é a frase que, no meu entender, melhor traduz o quanto a leitura nos enriquece, contribuindo para a nossa formação integral, isto é, pessoal e social, fazendo de nós seres mais realizados e, naturalmente, felizes. Porém, são tantos aqueles que tendem a relativizar o ato de ler, ignorando-o e até criticando quem o pratica, por hábito ou por prazer. No meu entender, em tudo que proporciona, a leitura faz-nos voar, desenvolver competências, isto é, cultivanos. Por exemplo, quando leio, sinto-me a viajar, curiosamente, sem sair do lugar. De facto, através da leitura, acabo por conhecer novos países, novas mentalidades, novas culturas. Muitas vezes, coloco-me no lugar das personagens que movimentam a ação e eis-me a reprovar ou a apoiar os seus comportamentos, o que me torna melhor pessoa e até pequeno/ grande cidadão. Mais, tenho notado o muito que a leitura tem contribuído para aperfeiçoar as minhas competências ao nível da língua portuguesa, dando comigo a, espontaneamente, interpretar e compreender com mais perfeição e, consequentemente, a escrever com marcas de muita imaginação e criatividade. Deste modo, e falando de algo que me entristece, não compreendo o desdém a que tantos votam a leitura, criticando até aqueles que são médios e excelentes leitores, como eu. Acredito que a culpa até nem será sua, se pensarmos que o hábito de ler cria-se desde o ventre da mãe e na continuidade da Vida. Concluindo, hoje adolescente e um bom, melhor, excelente leitor, já que apaixonado pela leitura, vou continuar este caminho. E faço-o convencido de que a leitura me enriquece, cultivando-me, fazendo-me crescer como pessoa, enriquecendo os meus conhecimentos. No fundo, faz-me voar e ser tão feliz! Vou, por isso, sempre que conseguir, incentivar muitos a ler. De mãos dadas com o livro, eu cresço! 12/04/2021 – 2.ª série


Fazer a diferença pelo Voluntariado

Maria Gonçalves, 12.º ano.

Na crónica desta semana, Maria Gonçalves chama a atenção para um aspeto diferenciador de fulcral importância na nossa sociedade, o voluntariado. E sublinha como é importante, em termos curriculares. Para já não falar na vertente do “crescimento espiritual e pessoal dos voluntários”. Porque “saber que causamos um impacto positivo em alguém é uma experiência muito gratificante.”


OPINIÕES DE SEGUNDA O voluntariado é importante por vários motivos que beneficiam tanto a comunidade quanto os próprios voluntários. Quando alguém doa o seu tempo, faz a diferença e isso muda uma comunidade para melhor, enquanto a experiência em si já melhora a pessoa que doou o tempo. Mais pessoas a trabalhar é igual a menos trabalho para cada pessoa e menos tempo para o projeto. Portanto, quanto mais pessoas, melhor. O voluntário também beneficia em termos pessoais, porque consegue ver como a sua contribuição faz a diferença. Essa experiência contribui para o desenvolvimento pessoal, principalmente em áreas como as da autorrealização, autoconfiança e autoestima. O ato altruísta de fazer voluntariado também proporciona um aprimoramento espiritual. Saber que causamos um impacto positivo em alguém é uma experiência muito gratificante. Doar tempo também nos ajudará no futuro. O voluntariado dá-nos competências, como habilidades de comunicação, capacidade de trabalhar com e de liderar outras pessoas, dedicação e gestão do tempo. Quando os empregadores veem um trabalho voluntário no currículo, é mais provável que contratem essa pessoa, pois estão cientes de que a maioria das pessoas que oferece o seu tempo é altruísta, honesta e trabalhadora. Durante esta pandemia, apesar das enormes necessidades, as oportunidades de voluntariado passaram a ser raras, por motivos de saúde, obviamente. Mas, assim que a situação pandémica estabilizar, vai ser extremamente importante o trabalho voluntário, para impedir que a situação de comunidades que vivem com problemas piore. Estas são apenas algumas razões pelas quais o voluntariado é importante. Não apenas pela esperança e felicidade que dá às pessoas ajudadas, mas também porque leva ao crescimento espiritual e pessoal dos voluntários. 19/04/2021 – 2.ª série


Decidir quem queremos ser

Ana Catarina Gomes, 11.º ano.

Nos tempos que correm, são inúmeras as pressões que os jovens sentem. Nas palavras de Ana Catarina Gomes, parece que “só os melhores é que serão gente, só os melhores é que terão o mundo na mão…” E, no entanto, há muitos outros caminhos, igualmente válidos. Daí o seu alerta: “é necessário que haja margem para decidirmos quem queremos ser, que mundo queremos ter na mão.”


OPINIÕES DE SEGUNDA Ser jovem nos dias de hoje não é tarefa fácil, contrariamente ao que os adultos teimam em afirmar. É verdade que temos mais do que é essencial; é verdade que nos encontramos na era digital que abre as gavetas, as janelas e as portas de todos os saberes. E, por isto, os adultos que têm a nossa educação nas mãos, pais e professores, sentem-se no direito de nos exigir mais e melhor, a excelência é a meta a atingir. Na verdade, só os melhores é que serão gente, só os melhores é que terão o mundo na mão… Para não frustrarmos estas expectativas, incutidas desde muito cedo, perdemos o tempo de ser criança e ganhamos umas quantas preocupações. E se não formos essas pessoas bem-sucedidas? Que futuro é que nos aguarda? Lançam-nos estas inquietações sob o pretexto de que querem o melhor para nós. Não duvidamos. Só que, ilustres adultos, os tempos são outros, mas as apoquentações inerentes ao processo de crescimento são as mesmas. Como podem ter esquecido? Todos vós já calçastes estes sapatos! É decisiva a vossa presença nesta passagem de jovem para adulto, mas também é necessário que haja margem para decidirmos quem queremos ser, que mundo queremos ter na mão. Se a nossa escolha não é a vossa, não significa que seja um erro, é apenas um caminho diferente que todos vós, adultos, estais convidados a pisar, a iluminar. Por isso, caros adultos, deixem-nos voar, como jovens, ainda que sob o vosso olhar/ presença amiga, protetora, acalentadora…

26/04/2021 – 2.ª série


Entre Londres e Ponte da Barca: o importante é ser feliz!

Sarah Cerqueira, 8.º ano.

A frequentar o 8.º ano, Sarah Cerqueira tem já o privilégio de conhecer “dois países, duas culturas, dois tipos de ensino”, dois ambientes completamente distintos: Londres e Ponte da Barca. O importante, porém, “é ser feliz!”. E a felicidade – afirma a Sarah – não tem a ver com o lugar onde estamos, porque ela “está dentro de cada um de nós e só temos que a procurar no mais íntimo de nós mesmos”.


OPINIÕES DE SEGUNDA Sou aluna do 8.º ano de escolaridade e passei a minha vida escolar entre Londres e Ponte da Barca. Daí ter podido vivenciar realidades completamente distintas: dois países, duas culturas, dois tipos de ensino. Em Londres, as oportunidades eram imensas. A oferta cultural faz parte do dia a dia e há um conjunto de solicitações constantes, que nos permitem estar sempre em atividade e envolvidos em múltiplas experiências. Temos um conjunto de privilégios de que em Ponte da Barca não podemos desfrutar, é verdade, mas aqui temos mais tranquilidade e temos sol… Em termos escolares, também é tudo muito diferente. Para além do método de ensino com uma vertente mais prática, do trabalho em grupo, valorizando-se a entreajuda, e das condições físicas das instalações, que são muito superiores, há uma coisa de que eu gostava muito, era de usar uniforme, assim éramos todos iguais. E recordo ainda o rigor e a disciplina… Apesar das imensas saudades que tenho de Londres, consegui integrar-me perfeitamente nesta nova realidade, tenho imensos amigos e amigas e tento aproveitar tudo o que de bom a vida me dá. Acho que podemos ser felizes independentemente do lugar onde estamos, porque a felicidade está dentro de cada um de nós e só temos que a procurar no mais íntimo de nós mesmos. As boas recordações também nos ajudam a olhar o futuro com otimismo. E, em relação ao meu futuro, por onde passará? Ninguém me pode responder neste momento porque tudo é imprevisível e volátil… Mas o importante é ser feliz! Se for em Londres, melhor ainda… 03/05/2021 – 2.ª série


Violência no desporto

Ivo Antunes, 12.º ano.

A paixão clubística leva a que, frequentemente, os exageros se manifestem sem qualquer controlo. E, então, surge a violência! Trata-se de uma situação lamentável, pelo que – segundo Ivo Antunes – “o bom senso, o respeito e o civismo devem ser valores a preservar em qualquer evento desportivo, para que situações menos dignas não aconteçam”. Para ler e (re)pensar!


OPINIÕES DE SEGUNDA Neste texto, vou expressar a minha perspetiva em relação à violência, hoje em dia, no desporto. Antes de mais, a violência é um instinto natural do ser humano que causa intencionalmente danos morais ou físicos noutro indivíduo. Atualmente, nem sempre o desporto é visto como um modo de entretenimento e promoção de uma vida saudável, sendo muitas vezes encarado como um modo excessivo de competição, em que o importante apenas é ganhar. Na minha opinião, o bom senso, o respeito e o civismo devem ser valores a preservar em qualquer evento desportivo, para que situações menos dignas não aconteçam. Para as evitar, é, aliás, importante que as pessoas tomem consciência de que devem controlar as suas emoções, principalmente as de raiva/ ódio. A verdade é que a violência no desporto acontece várias vezes. E, apesar de os principais causadores serem os adeptos em geral por causa da rivalidade que têm pelas outras equipas, estes ambientes de conflito são muitas vezes desencadeados pelos mais altos responsáveis, que têm comportamentos e usam um discurso “incendiário”. Por exemplo, no dia 15 de maio de 2018, o clube leonino viveu um dos dias mais negros da sua história, quando membros da claque, cerca de 40 pessoas, entraram na Academia, todos encapuzados, e agrediram elementos da equipa. À guisa de conclusão, a violência desportiva é um crime que sempre existiu e que não é agora com a sociedade que temos que vai acalmar. No entanto, se todos os agentes praticassem o simples “fair play”, melhoraria imenso o estatuto e o prestígio do desporto e erradicar-se-ia, em boa medida, a violência, promovendo-se um ambiente de paz e de divertimento. E o desporto transformar-se-ia no que deve ser de verdade – uma Festa! 10/05/2021 – 2.ª série


A Barca é casa

Eduarda Dias, 10.º ano.

Nesta edição do Opiniões de Segunda, Eduarda Dias faz apelo à nossa identidade. E não hesita em afirmar: “Como orgulhosa Barquense, não escolheria outro lugar no mundo para viver, muito menos tenho palavras suficientes para descrever o que sinto pela minha terra.” É assim mesmo. Tal como escreveu o avô da Eduarda, o poeta Manuel Parada, Ponte da Barca, “sempre formosa e contente!”


OPINIÕES DE SEGUNDA Às vezes, penso em como a minha vida poderia ser diferente se vivesse numa grande cidade, tanto pelas boas razões como pelas más. Mesmo ciente das diversas oportunidades profissionais e culturais que uma cidade pode oferecer, tive a sorte de nascer e crescer nesta pequena vila do Alto Minho, a Barca, onde a qualidade de vida é superior a qualquer oferta citadina. Desde pequena que estou habituada a sair com os meus amigos, passar a tarde a brincar na rua e voltar à hora de jantar sem quaisquer receios ou inseguranças. Viver a saber quem vive na porta do lado, quem toma café na esplanada do Central ou que o Zé é neto do Chico são privilégios que não existem nos grandes meios. A Barca é casa, aquela que acolhe os seus e os de fora como se fossem da terra, aquela que é rica pelas suas paisagens, tradições, gastronomia, mas não só, a Barca é feita de pessoas, pessoas humildes, bondosas, dinâmicas, que fazem de tudo para esta vila não ser esquecida, tal como dizia o meu querido avô, Manuel Parada, “Ponte da Barca é do Minho/ Deste Minho encantador!/ Onde há flores, pão e vinho/ P`ra todos seja quem for!” Assim como as suas gentes, a Barca é feita de tradição, não fosse o nosso querido São Bartolomeu o culminar de muitas delas. Eu, tu e todos os Barquenses esperamos ansiosamente 365 dias do ano por aquela semana, a semana mais feliz do ano, onde as ruas estão cheias de luz, música e em cada esquina se ouve a nossa “Marcha”. Como orgulhosa Barquense, não escolheria outro lugar no mundo para viver, muito menos tenho palavras suficientes para descrever o que sinto pela minha terra. Em uníssono, gritamos, Ponte da Barca será “sempre formosa e contente!” 17/05/2021 – 2.ª série


O gosto do dinheiro

Matias Gonçalves, 11.º ano.

Há quem lhe chame “vil metal”, mas, para Matias Gonçalves, é uma prioridade. Até porque, na sua opinião, “os nossos sonhos não são alcançados apenas por talento, esforço e/ou dedicação pura, mas também pela influência do dinheiro”. Deixa, no entanto, uma chamada de atenção: “o dinheiro é muito importante na nossa vida, mas deve ser valorizado com cautela, para que não se torne uma fonte de problemas”.


OPINIÕES DE SEGUNDA Já alguma vez tentaram encontrar o nome que se dá a uma “pessoa que gosta de dinheiro”? Possivelmente, diriam: avarento, mesquinho, usurário, poupador, vigarista ou sovina. Mas, no meio de tantos nomes, fiquei a pensar, por um momento, e surgiu-me esta questão. Será que todas as pessoas que gostam de dinheiro são egoístas e forretas? Sinceramente, acho que não, pois eu sou uma dessas pessoas e, considerando que ainda tenho alguma autoestima e amor a mim mesmo, não me encaixo nesse perfil. Eu gosto de dinheiro, pois acredito que pode tomar o lugar de quase tudo e é muito precioso. Mas fará isto de mim uma pessoa “má”? Faz parte do senso comum saber que o dinheiro faz o mundo andar e acredito que todas as pessoas o reconhecem como objeto de valor. Basta olhar para as suas roupas para o comprovar, embora inúmeras pessoas assumam perspetivas diferentes sobre o mesmo. Com isto quero dizer que devemos aceitar que os nossos sonhos não são alcançados apenas por talento, esforço e/ou dedicação pura, mas também pela influência do dinheiro. “Ninguém dá nada a ninguém” foi uma das frases que meu pai me disse quando era pequeno e, ao longo dos poucos anos que já vivi, aprendi que isto é, de facto, bastante real na sociedade atual. Acredito, pois, que ninguém faz nada de graça e, assim como pessoas que praticam boas ações podem saciar o seu coração de bons feitos, eu preencho a minha conta bancária com dinheiro. Agora, pergunto-me se existe alguma diferença de verdade? As suas atividades podem fazer alguém feliz, mas o mesmo vale para mim, quando pego no dinheiro que ganhei e o uso para lubrificar as engrenagens do capitalismo. Acontece que o dinheiro é uma bênção, mas também um néctar viciante: quanto mais se tem mais se quer. E é preciso saber controlar-se. O dinheiro pode levar uma pessoa à falência, à depressão, à solidão e, possivelmente, a conflitos com pessoas que consideramos insubstituíveis. Concluindo, o dinheiro é muito importante na nossa vida, mas deve ser valorizado com cautela, para que não se torne uma fonte de problemas. 31/05/2021 – 2.ª série


Dançar para o bem-estar!

Maria Lima e Safira Pontes, 8.º ano.

Na crónica desta semana, Maria Lima e Safira Pontes fazem o elogio da música e da dança. São manifestações artísticas que nos trazem “alegria e bem-estar”, de tal modo que – afirmam – “Quando dançamos, colocamos à prova as nossas competências artísticas, demonstramos a nossa criatividade, expressamos sentimentos, sentimo-nos livres, num mundo que tantas vezes limita os nossos direitos e impõe regras...”. É caso para dizer: – Vai uma dança?!


OPINIÕES DE SEGUNDA "Dançar é desenhar com o corpo o poema que habita na alma." Somos colegas, amigas, e a dança consolidou laços de uma amizade profunda. Desde muito cedo, encantou-nos esta forma de manifestação artística que nos permite sair de dentro de nós mesmos e entrarmos numa dimensão que nos traz alegria e bem-estar. Ao longo da nossa vida, a música e, mais propriamente, a dança têm feito parte do nosso quotidiano e, através delas, contactamos com outras culturas e com novos estilos rítmicos. Tudo isto aumenta o nosso conhecimento e torna-nos cidadãs mais atentas, ativas e participativas no mundo que nos rodeia. Quando dançamos, colocamos à prova as nossas competências artísticas, demonstramos a nossa criatividade, expressamos sentimentos, sentimo-nos livres, num mundo que tantas vezes limita os nossos direitos e impõe regras... É também uma excelente maneira de nos mantermos física e psicologicamente ativas, o que contribui muito para o nosso bem-estar emocional. Exercitando o corpo, acabamos por ter um dia mais proveitoso, porque nos sentimos mais saudáveis, mais leves. Trata-se de uma forma de integrar num só momento a mente, o corpo e o espírito e esta integração que a dança traz à alma é fundamental para a vida! Quando dançamos, a única coisa que pretendemos é superar-nos e surpreender-nos... Em cada passo de dança, tornamo-nos mais livres. Terminamos com uma citação de Paulo Coelho: "A dança é uma das formas mais perfeitas de comunicação com a inteligência infinita." 07/06//2021 – 2.ª série


O conflito israelo-palestiniano: Vidas impossíveis

Guilherme Afonso, 10.º ano.

A guerra é sempre lamentável por todos os horrores que traz consigo. E, se há um conflito que parece eternizar-se no tempo, esse é o israelo-palestiniano. É para esta situação que Guilherme Afonso chama a atenção. Porque, na sua opinião, o ambiente vivido na região “faz com que a vida dos habitantes destes territórios se torne, lamentavelmente, impossível.”


OPINIÕES DE SEGUNDA Nas últimas semanas de maio, um conflito antigo ganhou destaque no mundo. Trata-se da guerra entre Israel e a Palestina e esse destaque, como não podia deixar de ser, deveu-se a maus motivos. Em primeiro lugar, o conflito entre os dois povos em questão, nesta zona do globo, é um problema antigo e que se tem prolongado, sem se vislumbrar uma solução. Apesar desta longevidade, esta é uma guerra da qual ainda não saiu qualquer vencedor, sendo os únicos derrotados os povos de ambos os lados, que são obrigados a lidar com um conflito armado à porta de suas casas. Ao longo desta guerra, temos assistido de ambos os lados a atitudes lamentáveis por parte dos respetivos governos. No caso de Israel, podemos ver o bombardeamento de escolas, hospitais ou fábricas como exemplos desta vergonha. Já do lado palestiniano, governado pelo movimento terrorista Hamas, temos visto, por exemplo, a utilização de crianças como “homens-bomba”, algo que corresponde a uma violação dos direitos humanos e a uma atrocidade. Por último, não existe qualquer povo que goste de viver num local em guerra. Sendo assim, esta guerra tem criado nos últimos anos milhares de refugiados cujo único objetivo é viver num local em paz. Para que se perceba a magnitude desta situação, um em cada três refugiados no mundo é palestiniano e a estimativa atual é de que 7,2 milhões de palestinianos sejam refugiados. Concluindo, uma guerra não é benéfica para povo algum, mas, no caso israelo-palestiniano, um conflito de tantos, tantos anos, torna-se mais prejudicial ainda e faz com que a vida dos habitantes destes territórios se torne, lamentavelmente, impossível. A Paz é fulcral! 14/06/2021 – 2.ª série


Um tema que nos toca a todos! A violência doméstica é um crime público que a pandemia e os períodos de confinamento ajudaram a agravar. Face a este problema, o exercício da cidadania responsável exige o contributo de todos. Daí que Sofia Bastos lance um apelo: “Estejamos atentos às pessoas que nos rodeiam!”. Sofia Bastos, 12.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Estejamos atentos! Em Portugal, são mortas três mulheres por mês, vítimas de violência doméstica. A violência doméstica é todo um padrão de comportamentos (violência ou outro tipo de abuso) que ocorre num contexto doméstico, entre os casais ou contra crianças e idosos. Dados recentes demonstram que a violência doméstica continua a atingir sobretudo as mulheres (83% das queixas). Em 2020, ano marcado pela pandemia, foram registados, em Portugal, 683 casos de violência doméstica durante o isolamento, período de tempo em que as vítimas ficaram mais expostas aos seus agressores. O Código Penal Português prevê e pune o crime de violência doméstica. Esta assume a natureza de crime público, o que significa que o procedimento criminal não está dependente de queixa por parte da vítima, bastando uma denúncia numa Esquadra da PSP, num Posto da GNR, ou diretamente no Ministério Público. Estejamos atentos às pessoas que nos rodeiam! Linha de apoio – 800 202 148. Nas palavras de Jean-Paul Sartre, filósofo, escritor e crítico francês, “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.”

21/06/2021 – 2.ª série


Parar enquanto há tempo Os problemas são globais, mas as opções começam por ser pessoais, seja perante a fome, a pobreza e o consumismo, seja face ao desperdício e à poluição. É uma questão de cidadania, de responsabilidade social. Porque, afirma Ana Carolina Amorim, “se não fizermos algo de imediato, quando tentarmos será tarde demais”. Ana Carolina Amorim, 11.º ano.


OPINIÕES DE SEGUNDA Parar enquanto há tempo! Vivemos num mundo repleto de grandes problemas com os quais todos nos devemos preocupar. Na verdade, não devemos ter apenas preocupação e sensibilidade para com eles, devemos até fazer algo para os resolver. “A mim o que me rodeia é o que me preocupa" (Cesário Verde). No meu ponto de vista, um dos problemas mais assustadores é a fome e a pobreza de tantas famílias. Um bilião de pessoas não tem acesso a recursos fundamentais como comida e água. Não serão essas pessoas merecedoras da nossa atenção? Nós, como seres humanos empáticos, temos o dever não só de nos preocuparmos com elas como também de tentar ajudá-las, começando por consumir menos, por exemplo. São necessários 2.1 hectares para cada ser humano. Logo, a terra não tem capacidade para alimentar os sete biliões de pessoas que nela habitam. Então a resposta a este problema passa por cada um de nós. Passa pela diminuição do consumismo. Outro problema é a poluição e o desperdício. Temos apenas um planeta para habitar. No entanto, esse planeta está a ser destruído por cada um de nós. Seja através da desflorestação, do uso exagerado do plástico, do consumismo ou do excesso de água utilizada, a verdade é que o nosso planeta está a ficar sem recursos para sustentar a nossa vida e a dos vindouros. A vontade de ter sempre mais e mais a qualquer custo está a levar à destruição de florestas, à poluição de mares e rios e à extinção de espécies e, consequentemente, da biodiversidade. Em suma, nós, seres humanos, devemos deixar de olhar apenas para o nosso umbigo e começar a olhar para os problemas que nos rodeiam. Devemos estar orgulhosos da evolução que conquistamos até agora, mas devemos também saber quando parar. Se não fizermos algo de imediato, quando tentarmos será tarde demais, pois não será apenas um bilião de pessoas com fome, mas, sim, todos nós. 28/06/2021 – 2.ª série


Leituras e Companhia Desde novembro de 2012, a equipa da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca produz o programa semanal Leituras e Companhia, que é emitido aos sábados, entre as 12h00 e as 13h00, na Barca FM – 99.6. Cada emissão, produzida em estreita colaboração com os Departamentos da Educação Pré-escolar e do 1.º Ciclo, tem um tema de fundo e, sempre que se justifique, a “Nota de Abertura”, a cargo do Diretor do Agrupamento, Dr. Carlos Louro, para além das rubricas habituais – “Crónica(s)”, “Filosoficamente”, “Vale a Pena Refletir”, “Poesia” – e ainda efemérides, curiosidades e notícias do Agrupamento. Com esta dinâmica, que não conhece férias, nem no período de interrupção das atividades letivas, nem durante o(s) confinamento(s), trabalha-se as literacias da informação, dos media e digital, exercitamse os domínios da expressão escrita e da oralidade e aprofunda-se o espírito crítico e a cidadania, ao mesmo tempo que se consolidam parcerias e a interação Escola/ Comunidade. Em suma, constrói-se Conhecimento e Cultura, somando valor(es) para uma Escola melhor e uma cidadania mais interventiva.


Leituras e Companhia Programa número 383 12 de setembro de 2020 Tema – Início do ano letivo 2020/2021 e pandemia

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Programa número 384 19 de setembro de 2020 Tema – Regresso à escola presencial em tempo de pandemia Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 385 26 de setembro de 2020 Tema – Doença de Alzheimer

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Programa número 386 03 de outubro de 2020 Tema – Dia Mundial do Coração e Dia Nacional da Água Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 387 10 de outubro de 2020 Tema – Dia do Professor e abolição da pena de morte

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Programa número 388 17 de outubro de 2020 Tema – Dia Mundial da Alimentação Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 389 24 de outubro de 2020 Tema – 75º aniversário das Nações Unidas e descoberta do Estreito de Magalhães

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Programa número 390 31 de outubro de 2020 Tema – Outubro, mês da Biblioteca Escolar (missão e desafios) Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 391 07 de novembro de 2020 Tema – Corrupção e S. Martinho

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Programa número 392 14 de novembro de 2020 Tema – Tolerância Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 393 21 de novembro de 2020 Tema – Diabetes

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Programa número 394 28 de novembro de 2020 Tema – Tabagismo Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 395 05 de dezembro de 2020 Tema – Direitos Humanos e Pessoas com Deficiência

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Programa número 396 12 de dezembro de 2020 Tema – Migrações e refugiados Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 397 19 de dezembro de 2020 Tema – Natal

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Programa número 398 26 de dezembro de 2020 Tema – Balanço de 2020 e projeção do novo ano Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 399 02 de janeiro de 2021 Tema – Dia Mundial da Paz

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Programa número 400 09 de janeiro de 2021 Tema – Dia de Reis Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 401 16 de janeiro de 2021 Tema – Deficiência visual e Sistema Braille

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Programa número 402 23 de janeiro de 2021 Tema – Memória das Vítimas do Holocausto Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 403 30 de janeiro de 2021 Tema – Dia Escolar na Não Violência e da Paz

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Programa número 404 06 de fevereiro de 2021 Tema – Internet Segura Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 405 13 de fevereiro de 2021 Tema – Dia de S. Valentim

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Programa número 406 20 de fevereiro de 2021 Tema – Dia Mundial da Rádio Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 407 27 de fevereiro de 2021 Tema – Doenças raras

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Programa número 408 06 de março de 2021 Tema – A Mulher em tempo de pandemia Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 409 13 de março de 2021 Tema – Direitos do Consumidor e Comércio Digital

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Programa número 410 20 de março de 2021 Tema – Dia do Pai Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 411 27 de março de 2021 Tema – Poesia infantil

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Programa número 412 03 de abril de 2021 Tema – Floresta Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 413 10 de abril de 2021 Tema – Livro infantil

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Programa número 414 17 de abril de 2021 Tema – Saúde em tempo de pandemia Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 415 24 de abril de 2021 Tema – 500 anos da morte de Fernão de Magalhães e 25 de Abril

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Programa número 416 01 de maio de 2021 Tema – Dia Mundial da Língua Portuguesa e Dia da Mãe Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 417 08 de maio de 2021 Tema – A Europa e o futuro

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Programa número 418 15 de maio de 2021 Tema – Dia Internacional da Família Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 419 22 de maio de 2021 Tema – Dia do Autor Português

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Programa número 420 29 de maio de 2021 Tema – Dia Mundial da Criança Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 421 05 de junho de 2021 Tema – Ambiente

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Programa número 422 12 de junho de 2021 Tema – Uma só Terra, um só Oceano Ouvir emissão


Leituras e Companhia Programa número 423 19 de junho de 2021 Tema – Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa

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Programa número 424 26 de junho de 2021 Tema – Dia Mundial das Bibliotecas Ouvir emissão


Opiniões de Segunda e Leituras e Companhia são notícia na Antena 1 Os projetos Opiniões de Segunda e Leituras e Companhia, que dão corpo ao programa EmBarca na Escrita, patrocinado pela RBE, despertaram o interesse do “MIL Obs” (Observatório sobre Media, Informação e Literacia) do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. Na sequência da observação da qualidade do trabalho realizado no Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca, no domínio da educação para os media e da promoção das literacias e da cidadania, o Opiniões de Segunda e o Leituras e Companhia foram o tema de fundo de duas emissões do Ouvido Crítico (20 e 27 de abril, respetivamente), programa da responsabilidade conjunta do “MIL Obs” e da Antena 1, que vai para o ar, às terças, depois das 15h. Pode acompanhar aqui as entrevistas dos professores Luís Arezes e Renato Ferreira à jornalista Noémia Gonçalves, disponíveis em RTP Play…


RBE destaca estas boas “Práticas” A Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) destaca, na sua página eletrónica, as duas atividades que fazem parte do EmBarca na Escrita: Leituras e Companhia e Opiniões de Segunda. Abrindo “Práticas” (https://www.rbe.mec.pt/np4/praticas) existente na página inicial da RBE, acede-se a um conjunto de boas práticas a nível nacional, entre as quais as duas que são trabalhadas na Escola Básica Diogo Bernardes e na Escola Secundária de Ponte da Barca, respetivamente. Com este reconhecimento, aplaude-se as dinâmicas criadas, ao nível da promoção das literacias da informação, da leitura e dos “media, ao mesmo tempo que se exercita os domínios da escrita e da oralidade e se aprofunda o espírito crítico, a autonomia e a cidadania. Pretende-se ainda partilhar em rede uma mostra de ações que possa, eventualmente, inspirar outros profissionais desejosos de continuar a aprender para enfrentar as mudanças com confiança.


Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca ▪

Transformar Vidas

Alimentar Sonhos

Projetar Carreiras

Profile for Luís Arezes

EmBarca na Escrita  

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