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5ºano (…) Mas de repente, uma velhinha, pequena em altura, mas muito grande em sabedoria gritou: -Isso não é petróleo, mas sim musgo - mutante que irá espalhar-se pela terra e apoderar-se-á do Mundo! De repente, o musgo - mutante cresceu e começou a absorver o oxigénio… as florestas, jardins, o mar algarvio iam desaparecendo. Já ninguém conseguia respirar bem, tinham que mudar-se para outro sítio, para outra cidade, ou para outro país. De repente um homem disse: - Não podemos deixar esta ameaça absorver todo o oxigénio do mundo! Temos de combatê-lo, custe o que custar! Lutaremos até não conseguirmos mais. Assim, decidiram todos subir ao castelo e pedir ajuda às três Bruxas da Noite. Juntos, os cientistas e as bruxas iam tentar salvar a cidade e quem sabe o Planeta Terra. Era preciso uma amostra do musgo - mutante para fabricar uma poção mágica que o aniquilasse. Mas como o iriam fazer? Se se aproximassem morriam, pois ficavam sem oxigénio…Então, as bruxas para recolher a amostra que iria permitir salvara o mundo. A libelinha robô investiu contra o musgo - mutante e arrancou-lhe um pedaço que, imediatamente, voltou a crescer… As Bruxas e os cientistas começaram a trabalhar na poção mágica. No entanto, tão excitados estavam que todos se esqueceram de desligar a libelinha. Esta, logo que teve oportunidade pegou num frasco com um pó misterioso, deitou-o na poção e quando os cientistas e as Bruxas a lançaram ao musgo…brum!...este começou a crescer e a crescer… O musgo foi crescendo, crescendo, espalhou-se pela atmosfera, as pessoas entraram em pânico e tentavam fugir… Certo dia, um menino de oito anos teve a ideia de construir um aspirador gigante que aspirasse todo o musgo mutante da superfície da terra. Contou-a aos cientistas, que logo, se apressavam a fazê-lo. No entanto, quando tentaram aspirar o musgo o aspirador gigante partiu-se em mil bocados. Então os cientistas e as bruxas reuniram-se no laboratório, trabalharam dias e noites e criaram outra opção. Lançaram-na sobre o musgo e oh!...todos ficaram aterrorizados: o musgo - mutante cresceu ainda mais e as pessoas começaram a encolher, as orelhas e os narizes aumentaram de tamanho e a sua pele começou a ficar esverdeada… Perante tal tragédia, todos entraram em pânico ! As bruxas e os cientistas ficaram tão baralhados e gerou-se uma grande confusão. Os adultos discutiam, as crianças choravam, os animais, confusos, escondiam-se e …ninguém sabia de tal aberração! O menino que tinha tido a ideia do aspirador, mais atento à situação, verificou que as lágrimas das crianças, ao caírem no musgo o deixavam meio acastanhado. Pensou que a solução para o problema poderia ser o mais simples. E não disse nada a ninguém. O menino, que se chamava Gustavo, resolveu esperar e continuar a observar o musgo, agora acastanhado. Algumas horas depois, quase noite, a aberração parecia-se com pequeninas estrelas que brilhavam, cada vez mais, com a chegada da lua cheia. Olhou para o céu estrelado e fios dourados caíam, levemente, sobre cada pedacinho de musgo - mutante. O Gustavo estava assustado, mas encantado, com tal beleza. O azul negro do rio Arade era agora um corredor de ouro. Cansado, ele acabou por dormir, mesmo ali, na margem do rio, tapado por um velho caixote de lixo de fibra. Acordou com o sol bater-lhe no rosto. Olhou à sua volta e esfregava, esfregava, os dedinhos pequenos e sujos nos seus olhos negros e redondos, para ver se estaria bem acordado. As ruas, o rio, as árvores, as casas…Tudo estava normal. Não viu musgo, nem estrelinhas, nem nada. O ar estava cheio de oxigénio, asa árvores verdes, como sempre, o rio azul, as ruas bem lavadas e os telhados das casas livres do “monstro”. Atravessou a cidade a correr, ao mesmo tempo que gritava: - Está tudo bem! Está tudo bem! Podem sair! Teria sido realidade ou um pesadelo? Ou teria sido a imaginação de Gustavo, depois de ter lido o livro “Há magia no Reino Da Fantasia”


Trabalho do 5.ano