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A alegre Antonieta

Antonieta Alves aprecia animais, árvores, astronomia. Adora as andorinhas, as avestruzes (altas aves africanas), as águias altivas. As armadilhas aos animais angustiamna! Ao anoitecer, atira alpista às aves, alimentando-as. Acrescentou ao aquário artefactos apropriados, algumas algas, anémonas alaranjadas. - Adorável! - Afirmou a amiga Amélia. Acalma-se ao admirar árvores antigas, ao aspirar aromas a alfazema, a alecrim, a aroeira. Aprecia amoras, ameixas, amêndoas, ananases, alcachofras. A Antonieta agita-se ao admirar asteroides, astros antiquíssimos, afastados, a “andar à aventura”. Ana Teresa Maia Teixeira, Nº 4


Amor ao anoitecer

Alexandra Abreu, atriz, apresentadora, artista aprendiz, astuta, amável, apareceu ao atelier a ajudar amadores. Adorava ajudar atletas, astrónomos, animais, árvores… Ao amanhecer, alegrou-se ao abandonar a avenida, abarcando Alexandre Alves, alegre artista amador. Alexandre abraçou alegremente a amada Alexandra. Andaram, andaram, andaram amigos até anoitecer. Ao anoitecer adormeceram apaixonados.

Alexandra Ramos, nº2


Anita, a agricultora

Ao amanhecer, Anita acordava ansiosa. Apressava-se a apanhar as ameixas abundantes, armazenando-as alinhadamente. As ameixas armazenadas amadureciam apressadamente acabando acalentadas. Assim, a Anita assume a autonomia agrícola. Ao anoitecer, acaba as andanças agrícolas, abandonando as ameixoeiras, auxiliando a sua amiga Amélia. Ambas argumentam as árduas ações agrícolas. Atempadamente armazenam as amoras amadurecidas apanhadas anteriormente às ameixas.

Ana Isabel Rocha, Nº3


Corria Carlos Cabrito Carneiro

Corria Carlos Cabrito Carneiro, cumprindo cumprimentos. Caiu caderno, caneta, cachimbo, cartaz. Contudo, Carlos continuou correndo. Cágado cruzou-se com Carlos. Carlos caiu. Cabeça colidiu com cascalho. Carlos continuou correndo. Cristóvão Catarino , corredor competitivo começou conflito com Carlos . Corrida complicada!!! Carlos conseguiu! Continuou correndo colidindo com coisas. Conto contável! Carlos cobriu cabeça com capacete!!!

Rodrigo Pinheiro, Nº 22


Carlos casando com Carlota

Carlos Camilo Cunha, comerciante, casou com Carlota Castro, contabilista, com calças castanhas claras com casaco curto. Carlota conteve-se com calmos cuidados: cobriu-se com camisolas compridas, colares cândidos com contas coloridas. Celebrou-se com cerimónia, com carinho, com cânticos. Carlos conquistou com coração Carlota Castro. Curiosamente, cada canto capelar continha cravos com cores cintilantes. Círios circundavam cada coluna central. Concelebrantes concertavam clericais conteúdos. Convidados cantavam com confiança, curiosos, confraternizavam com contentamento. Confeiteiros, cozinheiros, contemplaram Carlos, Carlota, convidados, concelebrantes, consolados com caldos, crepes, carnes com cebola, cabrito com castanhas, cavalas com coentros, caracóis cozidos, caranguejos, camarões condimentados, couscous com cenoura, cremes com claras, chocolates com coco, compotas, cervejas. Continuaram contentes, Carlos com Carlota, correndo caminhos celestes, com casa completa, com conceitos coesos, com congéneres carinhosos… Mariana Barbosa, nº 19


Carlos Comilão Corredor

Carlos Constança Costa Cabral Camões Carvalho comeu caramelos como comia canja. Consoante comia, comia, comia, certamente calorias contava… Cismando com couves, cogumelos, curgetes, comia chocolates. Combalido, cambaleando, caiu chorando. Combateu contra comida congelada. Conforme corria, corria, corria, certamente calorias consumia. Conheceu castelos, casas, caminhos celestes correndo como cavalo.

Mª Carolina Magalhães, nº 15


Clara Clarisse Carvalho Castro

Clara Clarisse Carvalho Castro cozinheira conceituada, costumava colher castanhas cruas. Com Carlitos Costa, colega, cozinhava: Carne com cogumelos, camarões com coentros, carne com cominhos. Comprava chocolate castanho, caramelos, compota. Contudo comiam com convicção.

Diana Ruas, nº6


David Daniel

David Daniel disfarçava-se de duende. Dançava danças diabólicas, detia dragões desregrados, domesticava doninhas, dingos, divertindo-se. Depressa determinava decisões desfavoráveis. Desvalorizava ditadores, ditaduras. David Daniel documentava doenças de doentes da Dinamarca. Divorciou-se da divina duquesa. Deveras destroçado, dormiu durante dois dias dentro do dormitório de D. Deolinda. Devorado de demência, Diabolicamente dinamitou docas. André Pires Viana,Nº5


Edgar Edmundo

Edgar Edmundo, escultor espanhol, emigrante em Etiópia, esculpiu Eugénia em ébano. Eugénia, encantadora, encontrou escultura em exposição, em Edimburgo. Estupefacta e envergonhada, esperava encontrar escultor Edgar Edmundo. Entretanto, ele encontrava-se em Estocolmo estudando extraordinária efígie egípcia, encontrada em estranha escavação. Eugénia, enfadada, esperou esclarecimento.

Mariana Marques, nº 18


Fabiana Faísca

Fabiana Faísca, fazia fantoches, flautas, flautins, flechas fantásticas. Filhos Filipe, Francisco, Fiona, Flora ficavam fascinados fazendo fantoches. Filipe fritava frangos, Francisco fazia filmes, Fiona frequentava feiras, Flora fotografava fuinhas. Fabiana fez filhoses, folhados. Filhos ficaram felicíssimos. Fabiana festejava fortuna. Foi furo! Fregueses ficaram furiosos.

Inês Albano, nº 10


Livraria Lello

Livraria Lello, lugar livre, literalmente livresco. Lá, li livros litúrgicos, líricos, latinos. Lombadas lavradas, lustrosas, luminosas, lindas! Lamentavelmente, ladrão lunático lançou loucura, levando livros. Leitores, livreiros lacrimejavam, lamuriavam, lastimavam: _ Leviandade! Leiloeiro leiloou livros legítimos. Livraria Lello, lugar lúdico, libertador.

Inês Oliveira Silva, nº 11


Sargento Simão Salvador

Sargento Simão Salvador, salvava sua salsicha_ solteira, sozinha_ sem saber se seria sua. Simão Salsichão, sábio salvador, saboreava seu salmão, sem saber se seria sempre saboroso. Simão Salsichão, salvava sua salsicha_ sempre salsicha? Salvaria sempre sua solteira sozinha? Seria sempre seu sábio salvador? Será sempre solteira sozinha? Simão Salsichão se servirá?

João Pedro Brito, nº 13


Serpenteando

Serpente Serafina serpenteava sozinha, sobre sabão, sonhando sambar. Senhor sapo Sebastião saltou sete saltos sobre a serpente. Sarcástico, sossegou senhora serpente sibilando. Sardanisca sardenta saboreava seis sacos de sorvetes; subtil, socorreu senhora serpente, sua sogra. Sorte sua, sacou seis suculentos sorvetes sem se sujar. Suplicando, soluçando, sapo Sebastião, sentindo-se sem sorte, sacou suas sapatilhas, subitamente sumiu. Serpente Serafina, sardanisca sardenta, sorridentes, saborearam sete sorvetes sob sol soalheiro, sem stress.

João Pedro Figueiredo, nº 14



Histórias na Ponta da Letra