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N.º 47 Março de 2009

Jornal da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

Palestra “Dinâmica dos Cursos Profissionais”

“O principal objectivo de tal iniciativa prendeu-se com a divulgação e dignificação destes cursos, que apostam fortemente numa componente prática e de preparação para a vida activa, desmistificando os preconceitos normalmente associados a esta alternativa de ensino.” Pág.9

Deputado Nuno Melo Debate “A Participação Cívica dos Jovens” na ESPBS

O deputado do CDS-PP, Nuno Melo, referiu que se verifica um maior interesse e participação dos jovens pela política, contudo, não deixou de salientar que essa participação poderá aumentar ainda mais, através da inserção dos jovens nas associações de estudantes das escolas ou nas associações de juventude partidárias.

Desenho do Professor João Freitas

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BOAS FÉRIAS!


Março 2009

Livros & Companhia Um Romance Histórico a não perder…

O Último Duelo

Autor: Eric Jager Editora: Fronteira do Caos A história passa-se em França, no século XIV altura em que o Feudalismo estava a perder vigor. O autor começa por falar um pouco da História da Europa, principalmente de França, realçando a invasão inglesa que vai dar origem à Guerra dos Cem Anos. Neste contexto, a obra fala de factos reais envolvendo dois amigos que, por causa de um crime, acabam por lutar entre si. Os protagonistas são Jean de Carrouges, homem de armas, e Jacques Le Gris, escudeiro e homem instruído, pois pertencia às ordens menores do Clero, ambos ao serviço do Conde Pierre. Carrouges era casado com Jeanne e Le Gris. Embora casado, tinha fama de sedutor e era pai de muitos filhos. Nos finais de 1370, Jeanne adoeceu e morreu, tal como o seu terceiro filho. Para assegurar que o nome da família não morria, Carrouges via-se na necessidade de voltar a casar, tendo-o feito dez anos mais tarde, regressado da campanha do Cotentin, e já com Carlos VI como Rei de França. A eleita foi Marguerite, uma jovem nobre na casa dos vinte anos e que representava o ideal de mulher bonita para a época: cabelos claros, fronte alva e luzidia, sobrancelhas arqueadas, olhos azuis-cinzentos, nariz bem feito, boca pequena com lábios bem vermelhos e cheios, pescoço esguio, um peito branco como a neve e um corpo bem torneado e esbelto. Apesar deste segundo casamento, Carrouges continuava sem um herdeiro varão, via as suas posses diminuírem e mantinha um conflito com o seu antigo amigo, pois via este ser privilegiado pelo suserano de ambos em detrimento das suas aspirações. Certo dia, o Conde Pierre deu uma festa e convidou os dois amigos agora desavindos a comparecerem. Carrouges, para surpresa geral pois para além de estar em conflito com Le Gris também havia tido forte discussão com o seu senhor - não só compareceu como, quando na presença do antigo amigo, o abraçou e ordenou à sua mulher que o beijasse em sinal de paz e amizade. Marguerite assim fez, tendo beijado Le Gris na boca e aí despertado no sedutor o interesse em si. Entretanto, Carrouges partiu para Edimburgo, na Escócia, para combater e, na sua ausência, Marguerite é violada por Le Gris que contou com a ajuda de Adam Louvel, seu escudeiro. Descobrindo-se grávida (embora na Idade Média se dissesse que uma violação não podia dar origem a uma gravidez), ela e o marido pedem ao Conde Pierre que faça Justiça como senhor e suserano.

Adam Louvel foi preso mas o conde Pierre, por causa do ódio que tinha a Carrouges, nada faz contra o verdadeiro criminoso. Face a isto, o queixoso parte para Paris, para apresentar o seu caso ao rei e apelar a que lhe fosse permitido um duelo judicial, também conhecido como “julgamento de Deus”. Louvel é detido e confinado à Conciergerie, a sinistra prisão adjacente ao Palácio da Justiça, para interrogatório sob tortura. Depois de um longo julgamento, onde Le Gris protestava inocência, o Rei ordenou que houvesse um duelo. Se Carrouges morresse, as suas acusações seriam consideradas falsas e Marguerite seria queimada viva; se o morto fosse Le Gris seria considerado culpado e o seu corpo arrastado por Paris até Montfaucon a cidade dos mortos. O vencedor do duelo foi Carrouges, assim se provando a culpa de Le Gris. Carrouges, entretanto, parte para a Turquia com os Cruzados e aí viria a morrer, não sem antes encontrar um homem que, moribundo, confessa ser ele o criminoso que havia violado a mulher de Carrouges. De acordo com os relatos, e face a esta reviravolta, há quem diga que Marguerite, agora viúva, terá ingressado num convento (o mais provável face aos costumes da época), outros dizem que se suicidou. O Rei, esse, ordena que em França nunca mais se permita um julgamento pelas armas, embora em Inglaterra, por exemplo, tal costume tenha perdurado até 1819. É esta, em síntese, a trama de uma história que é de leitura agradável, cheia de factos históricos e cujo verdadeiro mistério permanece, pois nunca se soube se Le Gris era culpado, se o autor do crime fora o outro homem, se tudo fora inventado por Marguerite para esconder um adultério ou se fora o próprio Carrouges quem pensou num plano para se vingar das afrontas sofridas ante Le Gris. A verdade é que este foi um caso judicial muito famoso e serviu como inspiração a historiadores e cronistas ao longo dos séculos, de tal modo que há quem garanta que o realizador Martin Scorsese considera a hipótese de fazer uma adaptação deste livro para o cinema, mas tal nunca foi confirmado. Sara Cristina Pinto, 10ºE

Trabalho efectuado por Ana Machado, 10ºE

Educar para a Diferença

Alunas do 12º J, Curso de Animação Sociocultural em actividade de sensibilização da comunidade escolar para a diferença.

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A Grande Família EFA Celebrou o Natal na Secundária Padre Benjamim Salgado

A assinalar o fim do Tema de Vida” Igualdade de Oportunidades”, os

ais. As diferentes Áreas de Formação colocam todo o seu empenho ao

EFA da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado celebraram o Natal com um “Concurso de Mesas de Natal”, onde os cursos dos EFA B3,

serviço do desenvolvimento das diferentes e já adquiridas competências por parte de cada formando um olhar cooperante, abrindo e tornando

os cursos NS e restantes turmas da noite tiveram oportunidade de se evidenciar.

o terreno favorável ao desenvolvimento benevolente de um maior e mais eficaz companheirismo.

Esta Actividade juntou todos os cursos nocturnos em volta da mesa de Natal. Cada turma esmerou-se e colocou em evidência todas as com-

Citando o poema de David Mourão, uma turma, nessa noite de 18 de Dezembro recitava:

petências desenvolvidas, alegando validação para as mesmas pela exibição objectiva da sua mesa. Foi gratificante ver a forma como formandos e formadores em cooperação dinamizaram e exploraram o tema. Para além da capacidade

“ … Entremos, despojados, mas entremos.

de improviso, havia em cima das mesas ingredientes que demarcavam muito trabalho e empenho prévios.

De mãos dadas talvez o fogo nasça, talvez seja Natal e não Dezembro,

Não faltou a originalidade e, até os “frutos da horta” tiveram lugar à mesa, ainda que, de contornos e aspecto mais agreste, aquela mesa mereceu uma apreciação mais atenta do Júri. Aquele “couvão” de folhas verdes capaz de enriquecer o cozido, mesmo o da noite de Natal, fazia a diferença pelo seu aspecto que se confundia com uma espécie de enfeite alusivo à época.

É no intercâmbio e na troca de experiências que se encontram as bases que fundamentam a nossa existência e que, noite após noite em

A tarefa do júri dificultava-se à medida que percorria as mesas e se alinhavam os protagonistas da acção.

colaboração uns com os outros se partilha a nossa formação contínua trocando umas experiências e descobrindo outras.

Cada turma procurava espelhar da melhor forma o seu sentimento e a sua dedicação de uma forma activa.

Foi neste espírito de entusiasmo e de participação despreocupada que a grande “família” EFA celebrou o seu Natal na Escola Secundária

Sem margem para dúvidas, o aspecto excelente e carregado de brio que guarnecia todas as mesas foi apreciado e tido em conta, critério

Padre Benjamim Salgado em Joane.

que dificultava a diferença e obrigava a uma ginástica suplementar por parte do Júri. Na decoração das mesas não faltou sequer a alusão à época pelo espírito natalício que se fez evidenciar nas vestimentas a rigor albergadas pelos seus promotores. Cada turma preparou ainda poemas de Natal que foram recitados em palco e saboreados os seus conteúdos, que sem dúvida definiam um paladar natalício onde a solidariedade e o amor ao próximo vislumbravam motivo de preocupação dos formandos dos cursos EFA desta Escola. Com o Polivalente a abarrotar de formandos e formadores todos nos deleitamos ao sabor de um jantar natalício de cujas iguarias da época, foram, com primor, confeccionadas pelos mesmos e nos deliciaram num ambiente familiar e propício da época. As “Questões Geradoras” que advêm dos “Temas de Vida” aquando da planificação das actividades dos cursos EFA, são sem dúvida o ponto de partida para cada “Actividade Integradora”. É em torno destas questões que todas as Áreas de Formação “desenham um lençol” formativo cujo objectivo é encontrar as mais variadas respostas às questões inici-

(Com a imagem de Luísa Novais) Por: Virgínia Silva Esteves

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Depoimentos de Adolescente: “Os meus valores como pessoa!” Se fossem as minhas últimas horas de vida… Viajava… viajava…observava as paisagens, as praias, as outras

Faria as coisas de que mais gosto e aproveitava ao máximo cada

pessoas com cultura diferente da minha… Ia até a um convento budista pois acho que lá sentia paz no meu

segundo … Dava um obrigado sincero às minhas verdadeiras amigas que sem-

espírito. Diria a uma certa pessoa que me arrependo por não ter confiado

pre fizeram o possível e impossível por me fazerem feliz… Diria ao meu amigo que o admiro muito, à minha família um obrigado

tanto nela… que gostava de lhe ter contado os meus segredos e/ou problemas…transmitido as minhas opiniões… e dizer-lhe que gostava

por tudo que me deu e que aproveitassem

de ter podido contar com a compreensão e apoio dela… Dizia-lhe que, apesar de tudo, preciso dela, não apenas como minha

a vida ao máximo porque a vida são só

mãe, mas como minha amiga, não para resmungar, mas para conversarmos e…

dois dias e temos que viver cada dia

Despedia-me da minha família porque foi com ela que passei a maior parte da minha vida, mas não lhe dizia que era a última vez que ali esta-

como se fosse sempre o último dia.

va em corpo com ela. De seguida “perdia” duas horas para estar com os meus amigos mais próximos e confidenciar-lhes-ia tudo aquilo que nun-

Alertava algumas pessoas para não

ca lhes tinha dito... Ia ter com a pessoa mais importante da minha vida, a/o miúda(o) que

serem falsas porque a falsidade magoa…

amo…dizia-lhe o que se estava a passar e trocávamos carinhos. Experimentaria tudo aquilo que sempre tive curiosidade de experimentar e

Agradecia a todos os meus amigos por

que nunca tive coragem para fazer, desde de comida, bebida, praticar alguns dos sete pecados mortais… nadar nu no mar ao luar e quando a

tudo que fizeram por mim até hoje, especialmente aquela amiga que me deu o abraço na

hora da despedida desta vida chegasse… fechava os olhos abraçada(o) hora… Enfermeira Lurdes Marques palestra “Abraços”menos bons da minha vida, gravava-os na terra, à minha bola de futebol/boneca e partiadinamizando em paz! aquela que ficou conhecida pelaTodos osdos momentos Diria a todos as pessoas que gosto delas e o quanto são importantes para mim…

para num dia de vento desaparecerem, e os momentos bons numa pedra, para mais tarde os amigos me recordarem… Os alunos do 11ºano, Turmas I, L, J e N Trabalho realizado na disciplina de ADI (Prof.ª Arminda Ferreira)

Comentário ao filme: Million Dólar Baby “Million Dólar Baby” é um filme com um tema difícil, mas que felizmente, se produziu de uma forma fácil para ser visto.

completo, pois acho que é mais fácil ceder perante a extrema debilidade física e emocional de um doente terminal e aceitar as presumíveis van-

É na matéria dos afectos que o filme ganha mais, demonstrando uma história simples entre

tagens de uma “morte doce”, a seu pedido, do que proporcionar-lhe todo o apoio e carinho de que necessita para levar a vida até ao fim, sem

um pai que não o é, e uma filha que nunca o foi, num amor que não faz questionar qualquer de-

desistir, e morrer com verdadeira dignidade. Bastaria que todos os que estão à volta do doente olhassem para aquela vida sem egoísmo.

cisão e opção futura. Million Dólar Baby é um bom filme, que debate uma questão actual, que

Maria José Mirra, Curso EFA B3 Geriatria

não é o boxe, de uma forma discreta. O tema principal baseia-se no desejo de morrer de uma jovem activa, que de um momento para o outro se vê dependente de tudo e de todos, ou seja,

F(r)ases da Minha Vida

fica tetraplégica. Uma pessoa quando se encontra nesta situação (tetraplégica), necessita de cuidados paliativos, que é

NOVO: Tudo começa, quando Tudo acaba. E nada começa, quando nada acaba.

a forma civilizada de entender e atender aos doentes terminais. Os cuidados paliativos são realizados por uma equipa de profissio-

Se amamos quem não nos ama, para quê amar?

nais que assiste estes doentes na fase final da sua enfermidade, com o único objectivo de melhorar a qualidade da sua vida nesta etapa definiti-

Prefiro ser pobre e saber, do que ser rico e não saber nada.

va, atendendo às necessidades físicas, psíquicas, sócias e espirituais do paciente e da sua família. O filme termina com a jovem a confessar ao seu melhor amigo o seu

Aqui não posso estar bem, mas é onde me sinto melhor....

desejo de morrer e a implorar que a ajude, acabando ele por lhe concretizar esse desejo. Para mim, este tema (eutanásia) é bastante discutível uma vez que se eu, por um lado, concordo com a sua utilização, visto acabar de uma forma “suave” com o sofrimento da pessoa, por outro lado discordo por

Pensamos que o que nos faz viver é o bater do coração, mas não é! Nós não temos culpa, mas a culpa é nossa. Adoro a vida, mas por vezes desejo a morte. Se aqui estou é porque alguns desejos não se realizaram!! Marco Ribeiro, 12º L

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“A Participação Cívica dos Jovens”Debate com Nuno Melo na ESPBS deputado perante um auditório jovem e sonhador, sublinhando a importância de lutarmos pelos nossos sonhos, mas nunca esquecendo que os sonhos não nos garantem o futuro e nem todos têm a sorte de os conseguir concretizar, por isso, considera da maior importância a formação numa área que nos possa tornar cidadãos activos. Durante o debate, os alunos presentes, tal como a maioria dos jovens portugueses, demonstraram receio do futuro em Portugal, ao que Nuno Melo respondeu: “ Grande parte do que somos e queremos ser é fruto do nosso trabalho e empenho” O deputado encorajou os jovens presentes a escolherem uma área que realmente gostem para que possam trabalhar com gosto e consigam alcançar os seus objectivos. Para quem anseia um dia chegar ao

A Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, de Joane, recebeu no passado dia 16 de Janeiro de 2009, a visita do deputado do CDS-PP, Nuno Melo. Esta visita resultou de um convite formulado pela escola, no contexto da participação da comunidade escolar no programa “Parla-

topo de uma carreira a qualquer nível, Nuno Melo revela o segredo: “ Trabalho, trabalho e muito trabalho!” Grande parte do auditório atinge este ano a maioridade e, por isso, tem pela primeira vez direito a expressar a sua opinião através do voto. Assim sendo, o deputado do CDS-PP aconselhou os jovens a expres-

mento dos Jovens”. Este programa é uma iniciativa da Assembleia da República e tem como principais objectivos incentivar o interesse dos jovens pela participação cívica e política; dar a conhecer os nossos órgãos de poder político; incentivar as capacidades de argumentação, o respeito pelos valores, pela tolerância, pela vontade de maioria, entre outros. O programa Parlamento dos Jovens já não é uma novidade para os alunos da Secundária de Joane, sendo o terceiro ano consecutivo que a escola participa, tanto a nível do ensino básico como do secundário. Este ano são três as listas concorrentes e são compostas por jovens entre os dezasseis e dezoito anos, que frequentam o 11º e 12º anos. Foi com imenso entusiasmo que os jovens da nossa escola receberam o deputado Nuno Melo, e durante noventa minutos, debateram o tema proposto para o ensino secundário “ A participação cívica dos jovens”. O deputado do CDS-PP referiu que se verifica um maior interesse e participação dos jovens pela política, contudo, não deixou de referir que essa participação poderá aumentar ainda mais, através da inserção dos jovens nas associações de estudantes das escolas ou nas associações de juventude partidárias. “ A política é vida”, dizia Nuno Melo, referindo-se à importância que a política teve e continua a ter para si. Desde muito jovem que sonhava um dia debater temas da sociedade no parlamento, a verdade é que o sonho de menino se tornou realidade, mas, para que tal acontecesse teve que trabalhar, esforçar-se e lutar muito. “ Enquanto jovens vivemos na ilusão de que tudo é possível”, referiu o

sarem as suas ideias, quer estejam ou não, satisfeitos com a governação, devendo informar-se antecipadamente sobre as ideologias de cada partido e depois votar, se esse for o caso, naquele que consideram ser o partido com o qual mais se identificam. No final, os alunos da Secundária Padre Benjamim Salgado consideraram que o debate havia sido muito enriquecedor e mostraram-se bastante satisfeitos com as sábias palavras do deputado Nuno Melo. Por sua vez, o deputado do CDS-PP felicitou o auditório pela excelente participação e empenho. As listas concorrentes anseiam agora o dia das eleições, para saberem quem são os alunos que vão representar a Escola na sessão distrital do programa Parlamento dos Jovens. Liliana Oliveira 12ºG

A Semana da Leitura 2009 na Benjamim A Biblioteca Escolar/ Centro de Recursos Educativos (BE/CRE ) – A Casa de Camilo da

fórum cada leitor foi desafiado a falar acerca do livro que leu e dialogou com os restantes leitores. Pedeu-se a cada leitor que trouxesse, para

nossa escola aderiu, mais uma vez, à Semana da Leitura 2009 organizada pelo Plano Nacional de Leitura (PNL). Esta semana de-

este acontecimento, um livro e um amigo, foram estas as duas condições para participar no fórum, o mesmo esteve aberto a toda a comunidade escolar.

correu entre 6 e 13 de Março e teve como grande objectivo promover o livro e a leitura.

Ao longo da semana desafiámos todos os utilizadores deste espaço a deslocarem-se ao mesmo e a requisitarem um livro para lerem em

No passado dia 6 de Março, a equipa educativa da BE promoveu um encontro com a escritora Ana Saldanha. A escritora portuense conver-

casa. Para finalizar a semana contemplámos o utilizador, que mais livros

sou com os alunos do 8º ano de escolaridade sobre a sua obra e a profissão de escritora.

requisitou até à semana da leitura 2009, com um prémio.

No dia 13 de Março decorreu um Fórum de Leitura na biblioteca. No

A Equipa Educativa da BE/CRE

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“A Cidadania Não é Atitude Passiva, mas uma Acção Permanente, em Favor da Comunidade” No âmbito da disciplina de Área de Projecto, dois grupos de trabalho do 12º G, cujo tema é a Cidadania Activa, juntaram-se para proporcionar

querendo cada uma, de certa forma, “chamar atenção” para si. A nossa relação foi evoluindo a passos de bebé, mas pouco tempo depois, os

um Natal diferente. Durante o primeiro período, foram elaborados postais de Natal, de forma personalizada e criativa, a serem entregues aos utentes da Casa de Giestais. A elaboração dos postais estendeuse durante cerca de 10 aulas, nas quais procedemos à recolha de materiais, como algodão, tecidos, botões, sprays, linhas, purpurinas, diferentes tipos de papel, entre outros, à planificação da estrutura e personalização de cada postal e à concretização dos mesmos. Pudemos contar com a colaboração de outros membros da turma, que se sentiram motivados com a natureza do projecto. Com efeito, no dia 18 de Dezembro, para concluir esta actividade, entregamos os postais ao público-alvo da iniciativa, crianças e idosos residentes permanentes da instituição. O primeiro contacto que estabelecemos com a população idosa foi algo surpreendente. Contávamos com utentes mais jovens, com quem pudéssemos manter um diálogo interactivo e dinâmico, partilhar experiências e tornar este momento divertido. A verdade é que nos deparamos

jovens sentavam-se nos nossos colos, falavam da escola, das suas experiências e cada uma delas ia deixando a sua personalidade transparecer. Na hora da despedida, a tristeza era imensa assim como a melancolia. Podemos dizer, sem qualquer constrangimento, que o Natal de cada um de nós foi diferente de todos os outros, por termos estas crianças no nosso pensamento. Aliás, alguns alunos envolvidos na actividade, caracterizaram-na como “inesquecível”. O convívio com as crianças foi uma experiência enriquecedora, permitindo que outras realidades, diferentes das nossas, nos fossem mostradas, o que estabeleceu uma ligação emocional entre

com pessoas com idades avançadas, o que não lhes permitia estabelecer um contacto muito activo e nesta fase da vida “a memória começa a falhar”. No entanto, dentro do possível com empenho e paciência de O Conselho Executivoenão foi esquecido... ambas as partes, adquirimos conhecimentos de “tempos antigos” e foi com agrado que confirmámos que estas pessoas são bem tratadas e acarinhadas pelos técnicos da instituição. Porém, é importante ressalvar que constatámos que a maioria se sente sozinha e muitos procuram diariamente numa visita de um neto ou num telefonema de um filho, a razão para continuarem a levantar-se de

Auxiliaresgrupos de Acção vestiram-se preceito os membros dos nossos e Educativa estes jovens. É pora esta mesma

manhã, com um sorriso na boca. De seguida, visitámos as crianças que permanecem na Casa de

razão que pretendemos voltar a trabalhar com a instituição, realizando uma actividade no 3º Período, direccionada para a convivência com as

Giestais. De início, estas sentiam-se intimidadas em mostrarem-se e a aceitarem o seu postal. No entanto, à medida que mostrávamos confi-

crianças que tanto nos marcaram.

ança a afabilidade, as crianças aproximaram-se com enorme alegria, Página 6

Catarina Salgado, Ângela Salgado, Maria João Gomes, Andreia Costa, Paulo Silva, Liliana Oliveira, Vera Ferreira, Diana Mesquita, Vânia Machado e Luísa Moreira, 12º G.


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Educar para a Cidadania Activa Jovens Solidárias Somos as “A.S.A - Amigas, Solidárias e Activas”, desenvolvemos o nosso trabalho no âmbito da Área Curricular Não Disciplinar de Área de Projecto subordinado ao tema “Cidadania Activa”, sendo o nosso principal objectivo realizar voluntariado. Ao longo do primeiro período debruçámo-nos sobre as actividades de planificação. Elaborámos a carta de planeamento do nosso trabalho, formulámos os objectivos que pretendíamos alcançar, tomámos decisões acerca das instituições que pretendíamos visitar, bem como delineámos as actividades a realizar ao longo do ano lectivo. No segundo período começámos por respeitar a ordem das actividades que tínhamos planeado. O nosso primeiro passo foi a elaboração dos instrumentos musicais que iriam animar as nossas sessões com as crianças. Construímos maracas, a matraqueia, o batuque e procedemos à reutilização de uma pandeireta velha. Das actividades de animação fa-

Depois das actividades realizadas, depressa chegou a hora das des-

zia parte a encenação de uma peça de teatro de fantoches, baseada num conto infantil. Tudo foi produzido por nós, com recurso a materiais

pedidas, com muita pena nossa… Entregámos-lhes uma pequena lembrança e em troca recebemos muitos beijinhos e abraços.

disponíveis em nossas casas e que reutilizámos de modo imaginativo. As actividades de animação infantil iniciaram-se com a apresentação

A segunda parte desta actividade decorreu com crianças de 5 anos, preparámos para além da peça de teatro de fantoches, uma música e

do teatro de fantoches a crianças de 4 anos de idade. Após a apresentação, interagimos com elas colocando-lhes algumas questões acerca da

uma coreografia de fácil aprendizagem para as crianças. Esta coreografia era bastante didáctica, pois ensinava a distinguir a

peça que tinham visualizado. Elas mostraram-se interessadas e alegres, entrando também em contacto com o que mais as fascinou, os

mão direita da mão esquerda, bem como os pés. Alguns mostraram que tinham ainda algumas dificuldades na distinção, mas nem por isso

fantoches. Puderam brincar com eles, encarnando as personagens. Após um pequeno tempo de brincadeira, o grupo das crianças dividiu-se em dois, enquanto uns lanchavam, outros realizaram desenhos alusivos à

deixaram de dançar e de se divertir. Esta experiência está a ser muito gratificante para todas nós, uma vez que o nosso objectivo está a ser cumprido - proporcionar peque-

peça que visualizaram.

nos momentos de felicidade. Ana Ferreira, Ângela Oliveira, Ana Barros, Luciana Silva e Diana Oliveira, 12º F

“Eu Sou Solidário e tu?” Somos um grupo de alunos do 12º F, do Curso de Ciências Sociais

Integramos uma associação de voluntariado denominada de “Time

e Humanas e, no presente ano lectivo, no âmbito da Área Curricular Não Disciplinar de Área de Projecto, estamos a trabalhar o tema “Cidadania

4U” e passámos à prática do voluntariado, em diversas áreas consideradas de intervenção prioritária. Neste âmbito participámos num conví-

Activa”. Dentro desta grande temática, o nosso grupo está a tratar o subtema “ Eu

vio com um grupo de jovens austríacos que realizaram um intercâmbio com esta associação e

Sou Solidário e Tu?”, dado o interesse que este projecto despertou em nós, decidimos

connosco partilharam experiências. Encontramo-nos também a preparar uma peça

divulgá-lo à comunidade escolar. O nosso objectivo, enquanto jovens e

de teatro, a estrear no final do ano lectivo, que tem contado com a colaboração de dois especialistas

cidadãos activos, é levar a cabo acções de solidariedade social no meio onde nos inte-

em teatro, membros da Associação “Time 4U”, que interessados no nosso projecto, nos

gramos. Sendo assim, o nosso grupo de trabalho já proporcionou uma noite de ani-

disponibilizaram a sua preciosa ajuda. Os fundos alcançados com a exibição desta peça reverterão

mação aos idosos do lar de Pousada de Saramagos com o cantar das “reisadas”,

a favor das instituições de apoio aos carenciados da nossa região.

com letra e música da nossa autoria. No final, fomos agraciados com um prémio de

Com o fim de auxiliar, nestes tempos difíceis, as famílias mais carenciadas da nossa região co-

participação, que foi colocado nas vitrinas do polivalente, onde marcam presença os

locámos no polivalente da nossa escola um baú para a recolha de bens de primeira necessidade,

muitos prémios ganhos pelos alunos da nossa escola. Nas instituições de apoio à infância estamos a desenvolver um plano

que foram distribuídos por várias instituições de solidariedade social. No decorrer deste trabalho de projecto descobrimos o quanto pode-

de acção no sentido de proporcionar um dia diferente às crianças, através da dramatização de contos infantis e da entrega de pequenas lem-

mos ser solidários e úteis na nossa sociedade. Porque a cidadania exerce-se… Descobrimos que…

branças feitas por nós com materiais reciclados. Contámos também com o patrocínio da empresa Vieira de Castro que nos facultou algumas guloseimas que oferecemos às crianças.

“Eu Sou Solidário e Tu?” Ana Rita Oliveira, Ana Daniela Ferreira, Pedro Pereira, Sara Ribeiro e Vítor Ferreira, 12ºF

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Visita de Estudo à ESSILOR e à Vila de Sintra No dia 13 de Fevereiro, os alunos do 10º e 11º anos, turmas L, do

produtos e à moda. É uma empresa de origem francesa, implantada a

Curso Profissional Técnico de Óptica Ocular, realizaram uma visita de estudo no âmbito das disciplinas de Produ-

nível mundial. Instalou-se em Portugal no século XIX, tendo actualmente

ção, Montagem e Reparação em Óptica Ocular (10º e 11º anos), de Área de Integração e Português (11º ano). Os alunos foram acompanhados pelos professores António Martins, Arminda Ferreira, Gabriela Carvalho e Noémia Mateus. A partida da escola foi às 06:00h da manhã e por volta das 10:30h estávamos na empresa ESSILOR PORTUGAL, em Rio de Bouro, Sintra, empresa que produz lentes oftálmicas, armações e instrumentos ópticos para profissionais. Chegados ao local, os alunos foram recebidos pelos responsáveis do sector de Recursos Humanos que orientaram a visita e

mais de 150 anos de história em todo o Mundo. Acabada a visita, os alunos partiram para a Vila de Sintra, classificada de Património Mundial pela UNESCO e durante cerca de 40 minutos puderam observar a beleza do património construído e natural desta vila. Aí puderam conhecer e contactar com uma população e com uma realidade cultural diferentes da área de residência dos alunos; deliciarse com os pastéis tradicionais da vila, as «queijadas de Sintra» e os «travesseiros de Sintra» e conhecer um dos locais tradicionais onde estas são confeccionadas, «A Fábrica da Periquita»; visualizar as pequenas ruelas, as moradias com as suas janelas enfeitadas com nos presentearam, inicialmente, com um pequeno-almoço. A visita, propriamente dita, iniciou-se com uma pequena palestra so-

vasos e candeeiros do século XVIII; tirar fotografias ao Palácio Nacional de Sintra; avistar as muralhas do Castelo dos Mouros e toda a paisagem

bre o funcionamento da empresa ESSILOR PORTUGAL. A ESSILOR dá ênfase às novas tecnologias, à qualidade dos seus

natural da Serra de Sintra. A chegada à escola deu-se por volta das 21:30h. Os Alunos do 11º L

Dia de S. Valentim A actividade comemorativa do dia de S. Valentim foi dinamizada pelas professoras que leccionam o 7º ano de escolaridade, Carla Oliveira e Clara Costa, tendo participado na distribuição do correio de São Valentim a turma do 7ºA e a turma do 10ºH do Curso Profissional animador Sócio-Cultural. A fase de recepção das cartas decorreu entre os dias 4 e 11 de Fevereiro, tendo-se procedido à separação das mais de 400 cartas distribuídas por 47 turmas, alguns professores e funcionários. O entusiasmo dos alunos reflectiu-se no empenho e brio que revelaram na elaboração das cartas e postais que prepararam para este dia. No dia 14 de fevereiro a azafáma foi grande, para que todas as cartas fossem entregues, em tempo útil, aos seus destinatários. Valeu apena... pelo envolvimento de toda a comunidade escolar. Profª Carla Oliveira

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Imagem de Andreia Lobo, Marisa Dias, Rita Silva Curso Profissional de Técnico de Multimédia

Palestra “Dinâmica dos Cursos Profissionais”

No passado dia 30 de Janeiro de 2009 realizou-se, por volta das 18.45,

cultural, Vera Lima. O principal objectivo da iniciativa prendeu-se com a

na Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, uma palestra sobre a “Dinâmica dos Cursos Profissionais”, organizada pelos directores de

divulgação e dignificação destes cursos, que apostam fortemente numa componente prática e de preparação para a vida activa, desmistificando

turma do ensino secundário da escola e direccionada para os encarregados de educação dos alunos dos 10º e 11º anos dos cursos profissi-

os preconceitos normalmente associados a esta alternativa de ensino. Os convidados puderam ouvir e ver o que os alunos destas áreas têm

onais, alunos do 9º ano, docentes e restante comunidade educativa. Os oradores foram o coordenador desses cursos, Luís Cerejeira, os pro-

feito e as perspectivas para o futuro. Esta palestra representa o início de um ciclo que pretende abrir as portas da escola ao meio envolvente,

fessores João Freitas, Arminda Ferreira e Lurdes Dinis, e alunos finalistas dos cursos profissionais de Técnico de Informática de Gestão, António

num sentido de maior abertura e diálogo com todos os agentes educativos.

Silva, Técnico de Multimédia, Jorge Tiago Oliveira, e Animador Sócio-

Profª Clara Costa

Seminário “Segurança na Internet” Tal como estava agendado, re-

Carlos Alves e Nuno Roque, apre-

fias suas, de carácter íntimo, que

recomendações à plateia.

alizou-se na nossa escola, no dia 21 de Janeiro o seminário “Segu-

sentaram vários casos reais que passaram pela sua delegação, no-

acabaram por ser partilhadas e divulgadas na internet; alteração de

O professor Hermenegildo Almeida abriu a sessão da noite,

rança na Internet”. Esta actividade foi realizada pelo sub-de-

meadamente crimes informáticos

perfis de páginas pessoais ou

destinada a pais, encarregados de educação e professores. Esta sessão teve inicio com a intervenção dos dois inspectores

via Batista abrir a sessão da tarde. Esta sessão teve

da Polícia Judiciária que apresentaram vários casos reais,

como destinatários os alunos e o primeiro orador,

nomeadamente burlas relacionadas com a compra de

Imagem de José Gonçalves e Rita Silva Curso Profissional de Técnico de Multimédia

partamento de informática e coube à professora Síl-

Dr.ª. Cármen Araújo, psicóloga e Presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do concelho de V.N. de Famalicão, abordou novos comportamentos e tipos de violência provenientes das novas tecnologias, dependência da informática,

bens através da Internet, acesso indevido a informação privada ou comercial e sua utilização (desvio) para fins ilícitos, acesso ilegítimo a contas bancárias com a captura de palavras-chave, etc. e fizeram recomendações aos presentes. De seguida entreviu a Drª Carmen Araújo que apresen-

cyberbulling, grooming. Apresentou um vídeo sobre

e os crimes “comuns” praticados

institucionais, ou criação de novas

tou alguns conselhos aos pais e Encarregados de Educação.

cyberbulling e outro sobre os comportamentos dos jovens, que mostra efectivamente que os jovens

com recurso a meios informáticos, por exemplo rapto e violação de menores, em consequência da

páginas utilizando os elementos que constam das páginas originais (frequente no Hi5); acesso a pági-

Pretendeu-se alertar todos os presentes e reflectir sobre os malefícios da Internet. O sub-depar-

“são os espelhos” de quem os educa. Deu alguns conselhos e abor-

má utilização dos chats; recolha e divulgação de imagens, sem o

nas de conteúdo pornográfico e/ou de natureza pedófila; pedidos de

tamento agradece à turma 11º J, o facto de se terem disponibilizado

dou alguns casos que sucederam no concelho.

conhecimento dos visados e sua posterior divulgação com comen-

reencaminhamento de mensagens supostamente com o intuito de au-

para apoiarem esta iniciativa.

No que concerne aos crimes de nível informático, os dois inspecto-

tários ofensivos; caso das estudantes, maiores de idade, que fa-

xiliar alguém com problemas, etc. Os oradores concluíram com pre-

res da Polícia Judiciária de Braga,

cultaram, aos namorados, fotogra-

venção de situações indesejadas e

Profª Silvia Batista

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Março 2009

CNO da Escola Divulga Formação a Activos Desempregados SNo âmbito do Programa Novas Oportunidades e da Plataforma Inter-

das colocadas

Institucional de Educação e Formação, o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, de Joane, num traba-

pelos presentes. É de salientar

lho de parceria e cooperação com o Centro de Emprego de Vila Nova de Famalicão, levou a cabo sessões de divulgação e sensibilização junto

que as ofertas de educação e

dos adultos activos desempregados. Estes adultos, oriundos das freguesias da área de influência do Centro, participaram nesta acção que

formação propostas assen-

tinha como intuito impulsionar a sua adesão às ofertas educativas e formativas de nível básico, tais como Processo de Reconhecimento,

tam no reconhecimento das

Validação e Certificação de Competências, Formações Modulares Certificadas e Cursos de Educação e Formação de Adultos.

competências adquiridas ao

Neste sentido, realizaram-se várias sessões distribuídas pelos dias 17, 18 e 19 de Fevereiro, em que participaram aproximadamente quatro

longo da vida em contextos não

centenas de adultos. Os elementos da equipa pedagógica do CNO procuraram sensibilizá-los para a necessidade de elevarem os seus níveis

formais e informais de aprendizagem, o que constitui não só um importante mecanismo de reforço da auto-estima individual e de justiça soci-

de qualificação e aquisição de novas competências, que lhes proporcionem melhores condições de empregabilidade e empreendedorismo para

al, mas também um recurso fundamental para promover a integração dos adultos em novos processos de aprendizagem de carácter formal.

poderem enfrentar um mercado de trabalho cada vez mais exigente, agudizado pela

O reconhecimento das competências adquiridas permite, a nível colectivo, estruturar percursos de formação complementares ajustados caso-

crise económica e financeira

a-caso. Ainda com maior importância, induz o reconhecimento individual da capacidade de aprender, o que constitui o principal mote para a

instalada a nível mundial.

adopção de posturas pró activas face à procura de novas qualificações. O balanço final desta acção foi bastante positivo na medida em que

O CNO foi apresentado

uma parte significativa destes adultos, que se encontra numa situação de desfavor no mercado de trabalho, revelou interesse pelas propostas

como Apresentação uma de do educação e formação, fazendo jus àaos concepção RAF(registo de Avaliação Formativa) Professoresda aprendizagem ao “porta de entra- longo da vida como processo em que cada cidadão aprende “do berço da” à qual os adultos podem

ao túmulo”. O objectivo essencial desta parceria consiste em continuar a apostar

recorrer em qualquer altura,

na qualificação dos activos desempregados da nossa região, promovendo uma cultura de educação e formação de adultos que reduza o

para os ajudar a encontrar um percurso educativo e formativo consentâneo com as suas necessidades e interesses. Após a apresen-

deficit de qualificações existentes, que reforce a equidade, estimule e responda à necessidade de reforçar a inovação e o empreendedorismo

tação das diversas modalidades de formação dirigidas a adultos pouco escolarizados, seguiu-se um momento de clarificação de todas as dúvi-

e reduza as disparidades de competências no mercado de trabalho O Coordenador Pedagógico Francisco Costa

Os Alunos do Oitavo Ano Assistiram a uma Aula Diferente na Biblioteca Escolar com a Escritora Ana Saldanha Ana Saldanha nasceu no Porto e é conhecida como uma das melhores escritoras portuguesas para jovens. Foi com esta escritora que iniciámos a Semana da Leitura 2009, que decorre entre 6 e 13 de Março. A Semana da Leitura é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura a que a biblioteca aderiu. Antes do início da conversa, assistimos a uma pequena dramatização, feita a partir do livro da autora Uma Questão de Cor . Esta dramatização foi concebida pelos alunos do 12º J do Curso Profissional de Animador Sócio-Cultural, orientados pela professora Carmo Machado. Uma representação que encantou os presentes e a própria Ana Saldanha. A autora de O Romance de Rita R. conversou com os alunos do oitavo ano procurando partilhar as suas histórias e a sua escrita com os presentes, pois como afirmou “eu escrevo sobre gente nova para toda a gente”. A escritora portuense, durante algum tempo professora de Português e agora escritora a tempo inteiro, licenciou-se em Línguas e Literaturas

Foi uma escritora descontraída e bem disposta que se apresentou perante os alunos e procurou responder a todas as questões que

Modernas (Português e Inglês). Doutorou-se na Universidade de Glasgow e ganhou o Prémio Literário Cidade de Almada e tem-se dedicado à

surgiam: Quando começou a escrever?; Qual é escritor que mais admira?; Dos livros que escreveu, qual é o seu preferido?, etc.

tradução. Ana Saldanha considerou que a leitura se faz muito por imitação:

No final da conversa disponibilizou-se para assinar e escrever dedicatórias nos livros que os alunos e professores foram comprando

“Antes de aprender a ler, eu já “lia” bastante. Na minha casa havia dois grandes leitores: o meu avô materno e a minha mãe; e eu queria muito

e, para além dessa tarefa, ainda aconselhou o livro que o leitor deveria comprar.

imitá-los”. Página 10

A Equipa Educativa da Biblioteca


Março 2009

Participação da Nossa Escola no Corta-Mato Distrital 12 de Fevereiro, Pista Gémeos Castro – Guimarães Foi com um dia de Primavera antecipada que nos deslocamos a Guimarães. A nossa representação foi composta por 31 alunos. A comitiva foi liderada pela professora Cristina Ribeiro auxiliada pelo professor Adolfo Ribeiro. Os nossos atletas dividiam-se pelos seguintes escalões: A pista Gémeos Castro encheu-se mais uma vez de cor e animação, com milhares de alunos oriundos de todas do distrito de Braga. A participação da nossa escola foi das mais positivas dos últimos anos, além de uma postura responsável e empenhada os nossos alunos obtiveram as seguintes classificações individuais de destaque: 3º lugar (Inic. Fem.) -CATARINA RODRIGUES, Nº7, 9ºC - APURADA PARA O CORTAMATO NACIONAL 7º lugar (Inic. Fem.) - CATARINA RODRIGUES, 9ºA - APURADA PARA O CORTA-MATO NACIONAL 6º lugar (Juv. Fem.) - MÓNICA PEREIRA ,Nº 17,10ºN - APURADA PARA O CORTAMATO NACIONAL 2º lugar (Jun. Fem.) - CATARINA COSTA ,Nº8, 12ºD 6º lugar (Jun. Masc.) - ANDRÉ MACHADO, Nº3, 12ºL Estas classificações individuais levaram a nossa escola a subir ao pódio em Iniciados Femininos para receber o prémio de 2º lugar por equipas. O mesmo sucedeu no escalão de juniores masculinos, que obtiveram o 3º lugar. Por tudo isto pensamos que os alunos que representaram a nossa escola estão de parabéns e merecem o melhor reconhecimento pela sua valorosa prestação. Prof. Adolfo Ribeiro e Profª Cristina Ribeiro

Os Nossos Vencedores

Cerimónia de Entrega dos Troféus

Desporto Escolar em Destaque

Vencedores em Destaque

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O Cantinho do Matatui

Olá! Eu sou o Matatui e como deves imaginar adoro Matemática, porque além de muito útil, pode ser muito divertida! Vais ver! Procura-me e encontrar-me-ás no mesmo ponto de encontro.. Até já!

Pois bem, o Matatui chegou! Descobre com ele como podes sair deuma diabólica armadilha a executar cálculos ou a perceber determinados conceitos matemáticos de uma forma divertida. O Matatui está aí! Números Pares e Números Ímpares...o que são?

nua 4, 6, 8, ...

Ora, ora...já te deve ter acontecido de não conseguires explicar o que é um número par ou o que é um número ímpar! Ora...os números ímpares são os números que não são pares. Ai meu Deus! E o que é que são os números pares? Mas então os números pares são os números que não são ímpares. Ora aqui tens, ajudou muito, não ajudou? Será difícil ainda assim perceber e fazer perceber o que é um número ímpar e o que é um número par. Imagina-te à porta de um cinema onde haja uma fila para ver um filme de amor bem enjoativo. Podes saber quantas pessoas estão à espera para entrar, contando-as de maneira usual: 1, 2, 3, 4, ... Mas podes fazê-lo de outra maneira! Logo que o filme comece, entra e olha à tua volta. Claro que verás que estarão todos a beijar freneticamente, e no escuro, o máximo que conseguirás ver é os parzinhos abraçados. É difícil contar as pessoas separadamente, mas podes mesmo assim saber quantas pessoas lá estão se contares os parzinhos de dois em dois! Tudo o que precisas de fazer é percorrer as filas de cadeiras levando na mão um copo bem cheio de sumo de laranja, procurando com grande afinco não o entornar sobre alguém. À medida que vais pisando os pés de cada par, contas assim 2, .....isso, conti-

Como estarão eles? Como estão todos entretidos a beijar outra pessoa, encontrarás o que se chama um número PAR de pessoas. Os números pares acabam sempre em 0, 2, 4, 6 ou 8. Por exemplo 44, 60, 25 936 são números pares. Mas imagina que acabaste de contar todos os casalinhos e de repente vês o Mário Alone; sentado sozinho, terás de acrescentar uma unidade extra ao teu número. Isso dar-te-á um número ímpar porque tiveste de acrescentar um tipo ímpar, que é o Mário Alone. Os números ímpares terminam sempre em 1, 3, 5, 7 ou 9. A propósito, supõe que entra a brasa da Gina Gengivas e se senta ao lado do Mário Alone, isso originaria mais um parzinho, pelo que o número voltaria a ser par – e continuaria a sê-lo se a Gina não gostasse do Mário e se sentasse sozinha, porque se adicionares um número ímpar a um número ímpar este torna-se par. Esquisito, não é? E se adicionares um número ímpar a um número par, seja ele qual for, este torna-se ímpar, o que é ainda mais esquisito. Ora tenta mostrar isto com a situação do cinema!

E agora deixo-te, senão o conselho mais importante, será, pelo menos um dos mais importantes para o sucesso em Matemática: saber as TABUADAS! Acredita, vai por mim!

E estes são alguns exemplos de como se faz hoje em dia...

AS TERRÍVEIS TABUADAS Uma das provas de como é difícil a aprendizagem da tabuada da

Com miminhos...

multiplicação reside na maravilhosa variedade de maneiras pelas quais se tenta que se torne interessante. Era assim que se fazia antigamente: Cinco vezes três quinze. Cinco vezes quatro vinte. Cinco vezes cinco vinte e cinco.

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Era uma vez sete pequenas fadas e duas pequenas fadas e quando se sentaram no cogumelo das vezes aconteceu uma coisa mágica. Transformaram-se em catorze!


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Matatui Pela música... Dois vezes cinco são dez. Oi miúda, e a depressão é de vez.

Com suborno... Tenho três sacos com nove rebuçados em cada um. Agora, se te der todos, com quantos rebuçados ficas?

Pela composição...

Numa curte... Okay, meus, o que é que oito vezes quatro pode fazer por vocês?

E o primeiro que acertar pode faltar às duas horas de francês na próxima semana.

Com figuras tristes...

Pela hipnose... E quando acordarem saberão que sete vezes oito são cinquenta e seis.

Vá lá, malta, prometo que vão adorar!

Fugindo...

Ora, oito vezes sete...é só fazer as contas!

Mas o que é que se passa? Afinal de contas tantas maneiras e não sabem as tabuadas? Pois...ora...paizinhos, maezinhas, meninos e meninas, não criem ilusões! PARA SE SABER AS TABUADAS TEM DE SABER CANTÁ-LAS DE COR E SALTEADO, já dizia a minha avuelita! Não fiquem à espera que uma civilização de extraterrestres muito avançada atravesse o universo para nos contactar, e entre outros grandes benefícios que lançarão sobre a humanidade estarão os seus bem superiores métodos de ensino, que se parecerão com este...

Cinco vezes três quinze. Cinco vezes quatro vinte. Cinco vezes cinco vinte e cinco.

Prof. Lúcia Sousa (Inspirado no Aritmetruques, Ed. Papiro)

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Março 2009

Inventeurs, inventions... Cette année, en cours de français, on a fait des recherches sur des inventions et des inventeurs. Voici quelques extraits de nos travaux.

doivent être remis à zéro. Grâce à Réaumur, les thermomètres cliniques nous permettent de

Ana Filipa a recherché sur la montre : L’horloge est issue de la nécessité de l’homme de diviser le temps et

contrôler les maladies et d´éviter plusieurs dangers, il est d‘un grand secours dans la vie de tous de jours.

d’organiser ses tâches. Il est estimé que la première horloge portable existait déjà autour de 1500.

C´est important que tout le monde sache que les thermomètres doivent être désinfectés avant et après chaque utilisation.

La première montre pour homme a été fabriquée en France par Louis Cartier, pour son ami brésilien Santos Dumont, en 1904.

Cátia a travaillé sur le système de lecture et écriture inventé par Braille : Le système Braille est un système de lecture avec les mains, pour

La montre pour femmes était utilisée au début comme un accessoire de mode et n’était pas aussi efficace que les montres pour hommes.

aveugles, inventé par le français Louis Braille.

Carolina a recherché sur le thermomètre : Aujourd’hui, le thermomètre clinique est un objet très important. Il sert à mesurer la température du corps. Cet objet est très utilisé par tout le monde. Il y a différents types de thermomètres, qui évoluent de plus en plus. Mon thermomètre est digital, il est de couleur blanche et il a la forme d’un parallélépipède et son matériel est dérivé d’une substance en plastique. Autrefois, les thermomètres étaient en verre et n’étaient pas digitaux. Le thermomètre ancien doit être agité avant d’être utilisé. Avant retirer le thermomètre, il faut attendre approximativement quatre à cinq minutes. Pendant ce temps, le mercure va augmenter de volume selon la température. Aujourd’hui, les thermomètres sont digitaux, et avant d’être utilisés, ils

Louis Braille a perdu sa vision à l’âge de 3 ans. Quatre ans plus tard, il entre à l’institut Royal des Jeunes Aveugles. En 1827, à l’âge de 18 ans, il était déjà professeur dans cet institut. Quand il a entendu parler d’un système de points et trous inventé par un officiel pour lire des messages pendant la nuit sur les locaux dangereux, Louis Braille a essayé de faire quelques adaptations à ce système pour l’adapter aux besoins des aveugles. En 1829 il publie sa méthode. Le système Braille est un alphabet conventionnel, dont les caractères sont constitués par des points de haut-relief. Avec ces six points de hautrelief il est possible de faire 63 combinaisons qui représentent les lettres simples, les signes de ponctuation, les nombres, les signes algébriques et les notes de musique. Le système Braille permet aussi une forme d’écriture pratique. La personne aveugle peut ainsi satisfaire son besoin de communiquer. Le système braille a été adopté au Portugal en 1880. Ce système de lecture est vraiment très important pour les aveugles. Sans ce système de lecture, les personnes aveugles ne pourraient pas agir comme de vrais membres de la société. Alunas do 12ºK

Mon invention Mon invention est une casquette-parapluie. La casquette- parapluie est un objet très utile et d´utilisation facile. Le parapluie est fait d’un matériel imperméable. L’intérieur est constitué par un matériel plastique pour faciliter son transport. La forme du parapluie est celle d’un parapluie normal. La casquette est constituée par un chapeau fait en cuir, parce que le cuir est un matériel très résistant. La couleur du chapeau peut être choisie au goût de la personne qui l’utilise. Je conseille une couleur foncée. Le parapluie est accroché au chapeau à travers un trou existant dans la partie supérieure de celui-ci. La casquette-parapluie est un objet qui présente des avantages : elle est pratique, confortable et facile à transporter. Les désavantages sont qu’elle est chère et... difficile à transporter quand il ne pleut pas. Flávia, 12º K

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Março 2009

«Até a Noite Foi Feita Para Que a Vísseis Até ao Fim… …Felizmente Há Luar!» Foi numa mítica sexta-feira 13 (de Fevereiro) que alunos do 12.º ano assistiram à peça de Luís de Sttau Monteiro” Felizmente Há Luar!.” A

luta desesperadamente por livrar o amor da sua vida do cativeiro em que se encontra e, mais tarde, da indigna morte que o espera – a fogueira.

partida da escola, com destino ao Centro Cultural e Social de Olival, freguesia do Município de V. N. de Gaia, deu-se por volta das oito e meia

No entanto, os seus esforços revelam-se frustrados. Aqui destaco a interpretação brilhante de Alzira Santos, como Matilde,

da manhã. Lá, à nossa espera, estava o Teatro Experimental do Porto (TEP),

que me fez envolver intensamente no dramatismo a ela associado: toda a dor e revolta embrulhadas numa grande nobreza de sentimentos e

com a promessa de mais um grande espectáculo. Com a encenação de Norberto Barrroca, este é o nono ano consecutivo em que a peça é

valores. Uma excelente escolha de guarda-roupa e de cenários, a pertinência dos efeitos luminosos e sonoros e a boa interpretação dos

reposta, contando já com uma assistência de mais de 134 952 espectadores.

actores do TEP deram origem a um grande espectáculo. É de salientar que a obra foi escrita no inicio da década de 60, em

Felizmente Há Luar!, obra inserida no programa da disciplina de Português de 12.º ano, está dividida em dois actos e tem como cenário o

pleno regime salazarista, pois a sua interpretação deve consistir no paralelismo entre este dois momentos da História.

ambiente político vivido nos primórdios do século XIX, que antecedeu a Revolução Liberal Portuguesa de 1820. Relata as circunstâncias da pri-

Houve uma grande adesão por parte dos alunos a esta actividade, o que só comprova a sua importância na aprendizagem. A visualização

são de Gomes Freire de Andrade, acusado de traição à pátria, por pretender o regresso do Brasil do rei D. João VI e por se manifestar contra

desta peça permitiu a existência de um forte momento lúdico fora do recinto escolar que, na minha opinião, é fulcral para a formação de um

a presença inglesa em Portugal. Neste contexto, emerge Matilde, a companheira de todas as horas do General Gomes Freire de Andrade, que

aluno e irá permitir uma análise mais rica em contexto de sala de aula. Cristina Silva, 12º E

Visita de Estudo à Cidade do Porto No dia 14 de Janeiro de 2009, por volta das 8.30horas, as turmas do décimo primeiro ano de Línguas e Humanidades (E e F) saíram da escola para uma visita de estudo à cidade do Porto. Estas turmas foram acompanhadas pelas professoras Marta Vida, de Geografia, Rosa Gomes e Andrea Barros, de História. Esta visita de estudo realizou-se no âmbito da disciplina de Geografia A, com os objectivos de conhecer melhor o centro da cidade do Porto, de reflectir sobre os principais problemas que afectam uma cidade, de inferir medidas de recuperação da qualidade de vida urbana, de analisar a diversidade dos modos de transporte, de conhecer a distribuição espacial de algumas redes de transportes da cidade do Porto, de relacionar o aumento das relações pessoais com o desenvolvimento dos transportes, de relacionar o desenvolvimento dos transportes com a preocupação ambiental e de analisar as vantagens do transporte multimodal. Depois da saída da escola, a primeira paragem que efectuamos foi n empresa do Metro do Porto (TRANSDEV). Aí tivemos acesso a ao centro operacional do metro, onde são controladas todas as linhas do metro e onde também nos foram explicados os modos como o centro, a segurança, a manutenção e o metro operam. Ainda na Transdev, assistimos a uma mini-palestra sobre a história do metro do Porto, sobre as linhas já existentes e as que estão previstas , sobre a afluência das pessoas a este tipo de transporte e sobre os veículos em andamento. Depois da visita à TRANSDEV, seguimos para a estação de S. Bento, onde pudemos observar os azulejos, que representam diferentes regiões de Portugal. Depois da estação fomos até à Praça da Batalha, onde pudemos observar a fachada do Teatro Nacional S. João, edificado sobre ruínas de um anterior teatro, destruído por um incêndio. Nesta praça foi-nos também possível contactar com a pobreza/mendicidade, desta grande cidade. A seguir à praça, dirigimo-nos à rua de Sta Catarina, que é uma das artérias mais importantes da cidade, cheia de belos edifícios e intenso

movimento. Depois almoçamos no centro comercial Via Catarina. Passámos pela Livraria Lello e pela Torre dos Clérigos. O nosso destino final foi a zona da Ribeira. A Ribeira é um exemplo do Porto tradicional e característico, por ser verdadeiramente tripeira e histórica. É composta por ruas estreitas, sendo uma zona degradada e onde as habitações são bastante caras. Para finalizar a visita, fizemos o Cruzeiro das Pontes no rio Douro, passámos por cinco pontes, das cinco que atravessam o rio Douro (a ponte S. João, D. Maria Pia, Infante, D. Luiz I e Arrábida). O balanço final da visita foi bastante positivo, tendo sido a parte do Cruzeiro das Pontes a que os alunos mais gostaram. Esta visita ficou marcada pela boa disposição de todos e pelas boas relações que se mantiveram entre alunos e professores. Chegamos à escola por volta das 18.15horas, hora a que terminou oficialmente a visita.

comércio. É nesta rua que se encontra o Café Majestic, um elegante espaço que mostra a existência do estilo Arte Nova no Porto. Este café, tem oitenta e sete anos, tendo sido fundado em 1921. Visitámos também o mercado do Bolhão, que se encontra actualmente com pouco

Anabela Peixoto, 11ºE

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Março 2009

Artigo de Opinião

“A Participação na Vida Política Possibilita a Integração Social dos Jovens”

O fim da política não é viver, mas viver bem. Aristóteles De facto, a ideia que os gregos tinham da liberdade levava-os a esta dignificação da actividade política. Para eles, o ser humano livre era aquele que participava activamente nos assuntos da cidade. Nos dias de hoje, é cada vez mais importante recuperar esta exaltação da política dado que vivemos num espaço público de discussão e de liberdade de expressão. A liberdade política consiste nessa liberdade de expressão que apenas se verifica em estados que garantam a igualdade de direitos e o exercício pleno das oportunidades dos cidadãos de se expressarem, comunicarem e intervirem. Assim, é necessário que cada português se assuma como cidadão empenhado na defesa de direitos e no cumprimento de deveres, bem como na protecção da nossa sociedade. No entanto, temos assistido a uma crescente desmotivação e falta de interesse da sociedade pelo cumprimento do papel de cada um como cidadão, principalmente por parte da população mais jovem. Esta é uma situação que acredito ser deveras preocupante. Se já como o ditado popular diz “As crianças são o nosso futuro”, então não posso deixar de me questionar, qual será de facto o futuro de Portugal. Os jovens são desde cedo agentes de transformação da sociedade em que vivem. Só estes têm capacidade e energia suficientes para assumir ou mudar os valores e práticas, em constante construção pelas sucessivas gerações, que vão assumindo o poder. Daí a importância da sua participação na construção da vida política. A participação activa dos jovens na vida democrática começa junto da sua comunidade e em associações juvenis. A prática de uma cidadania activa na sua localidade implica que o jovem exerça o direito a voto, que participe na tomada de decisões e que colabore em acções e actividades, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida da sua região e construir uma sociedade melhor, na sua generalidade. Neste caso em particular, as entidades locais e regionais desempenham um papel fundamental, concedendo os meios, os espaços e as oportunidades necessárias para que os jovens não se limitem a ouvir e a aprender sobre a democracia, mas que a pratiquem. Qual o objectivo? A participação na vida política possibilita a integração social dos jovens, ajuda-os a encarar os desafios da sociedade contemporânea, a traçar metas, a definir e a perseguir objectivos bem como a compreender melhor o funcionamento da sociedade. Na última fase deste processo cada um dos indivíduos terá desenvolvido o seu intelecto, o seu “eu” psicológico e social. Por outro lado, as associações juvenis permitem que os jovens desenvolvam a sua actividade política, informalmente, ao desenvolverem competências que são relevantes em diferentes contextos, tornando a “educação política” divertida e interessante. Refiro-me a capacidades como espírito de liderança, trabalho de equipa, competências linguísticas, de comunicação e culturais, resolução de conflitos, entre outras. Ao fazerem parte de associações juvenis, os jovens não só potencializam as suas capacidades, como apreendem outras, nomeadamente, o espírito de compromisso, de responsabilidade, de respeito, de tolerância, de auto-estima e de confiança em si próprios. De facto, é aqui que os jovens têm oportunidade de conhecerem as suas aptidões, de desenvolverem planos para o futuro e de aumentarem o seu nível cultural e educacional. Aliás, a política pode revelar-se um meio para nos tornarmos seres activos, independentes, críticos, conscientes e formadores de opiniões. Como adolescente, a entrar na idade adulta, tenho obviamente preocupações que se infiltram na minha consciência, diariamente: os exames nacionais, a entrada para a faculdade, as responsabilidades que me esperam, as expectativas depositadas em mim, mas também gosto de aproveitar os momentos de lazer de que disponho e encaro o dia-a-dia com divertimento e bom humor. Obviamente, nem sempre estou ao corrente de tudo o que se passa na actualidade. Posso não saber quais as medidas que o Governo propôs na Assembleia, posso não conseguir distinguir as principais figuras de um determinado partido, mas procuro essa informação sempre Página 16

que tenho necessidade de o fazer, seja para manter uma conversa, para fazer um trabalho ou simplesmente por curiosidade. O que pretendo dizer é que, de uma forma ou de outra, tenho alguns conhecimentos acerca do estado actual da política nacional. Desde cedo que senti necessidade de evoluir intelectualmente, por ter um ambiente em casa que o favorecia, por ter amigos instruídos e por ter professores que me incentivaram neste sentido. Há já alguns anos que tenho conversas (que, por vezes, evoluem para discussões acesas) com o meu pai, irmãos e cunhado acerca de cultura, educação ou, principalmente, sobre política e preciso de estar certa dos meus conhecimentos e tenho de os saber defender. Também na escola, sempre fui das alunas mais participativas em trabalhos/projectos que se focassem na sociedade e na política. Mas é no Ensino Secundário que me têm dado oportunidade de pesquisar um grande leque de temáticas para expandir a minha cultura e, sobretudo, para exercer o meu papel como jovem e como cidadã activa, desde representar a escola no Parlamento dos Jovens, a representar o país no estrangeiro. Por diversas vezes tive de demonstrar estar ciente e consciente do estado político nacional e até europeu, de apresentar possibilidades de resolução de problemas e de o fazer com o máximo de responsabilidade. Posso afirmar que estas situações fizeram-me crescer, ganhar postura, saber falar em público utilizando a retórica, defender as minhas opiniões sem julgar as dos outros e respeitar a diversidade de ideais. Assim sendo, porque não têm todos os jovens acesso a estas oportunidades? Posso atribuir a “culpa” ao meio socioeconómico, à falta de interesse por parte da família, à pouca cultura dos amigos e até à falta de dinamismo do contexto escolar. Serão estas as verdadeiras razões? Um adolescente por muita iniciativa que tenha não consegue desenvolver todas as suas capacidades se o ambiente que o rodeia não for o mais apropriado. Penso que fica claro que o interesse pela sociedade e a participação activa política é um processo que deve ser iniciado desde cedo e desenvolvido pela família, pela escola, pelos docentes, pelas autoridades locais e regionais, para que os jovens definam antecipadamente qual o caminho a percorrer e qual o papel que querem desempenhar na sociedade. Quando o tema “Politica” é abordado muitos pensam em algo aborrecido, destinado apenas a algumas pessoas e que em nada a ver com o seu estilo de vida. No entanto, é necessário mostrar às crianças e aos jovens o quanto a política é importante para o seu futuro e o quanto vai influenciar as transformações que estes poderão produzir na sociedade. Eu, por exemplo, decidi que vou candidatar-me ao curso de Direito, pois tenho necessidade de contribuir com algo para a sociedade. Todos os dias somos confrontados na imprensa com situações de injustiças, mentiras e corrupção no seio da própria política, quando esta devia sobressair por valores como a honestidade, a justiça, a rectidão moral e a ética. Todavia, vemos milhares de pessoas desempregadas, empresas a abrir falência e jovens a abandonar os estudos, por falta de recursos. Tendo em conta o que ouvem em casa e ao percepcionarem o panorama actual, é normal que os jovens pensem nos nossos governantes com desconfiança e permaneçam apáticos face às dificuldades que a sociedade portuguesa atravessa. Mas tal como eu pretendo dar o meu contributo para um futuro mais promissor, penso que também devem dar, à minha geração e às gerações vindouras, recursos para que os jovens possam colocar a nossa sociedade no caminho do progresso e para que voltem a dignificar o exercício político, como outrora o foi. Porém, e para não terminar com um tom “derrotista”, devo dizer que acredito com sinceridade na capacidade da minha geração. Admito que muito adolescentes são ainda indiferentes a problemas sociais e à política, mas tenho tido a oportunidade de conhecer professores empenhados em alterar esta situação e, cada vez mais, o estado e as entidades locais demonstram interesse em ouvir a voz dos jovens. Posso também dizer com orgulho que tenho uma rede de amigos e colegas que sabem o significado de ser cidadão e que desempenham esta função na plenitude. Andreia Costa, 12 G, Área de Projecto


Março 2009

Uma Ida ao Teatro Era uma Sexta-feira, e todos os alunos dos nonos anos estavam entusiasmados, porque de tarde iam ao teatro ver a peça “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente. Entrámos no autocarro e, aí, começou a festa. A animação era grande com todos a cantar e a brincar uns com os outros, tornando o autocarro numa verdadeira algazarra.

Molière e notava-se fumo a sair de entre as cortinas da boca de cena. Quando as cortinas abriram, apareceu um cais com duas Barcas: a do Inferno e a da Glória. Aqui se vão encontrar todos aqueles que morreram e que pretendiam entrar para a Barca da Glória. Aqui serão julgados e, posteriormente, receberão a sua sentença. Era uma peça muito divertida e animada, com muitas cenas cómicas, com muita dinâmica e interactividade, que provocava o riso a todos os espectadores. Mas… o teatro acabou, a magia esfumou-se e voltamos à realidade. Retomámos o autocarro e rumámos em direcção à escola. A viagem foi curta e chegámos a Perafita, em Matosinhos, onde a companhia do Teatro “O Sonho” iria representar a peça, para nós.

A viagem foi rápida e, chegados à escola, cada um retomou as suas tarefas com a satisfação de ter vivido momentos empolgantes proporci-

O Teatro era relativamente grande, mas tinha pouca inclinação, tornando alguns lugares da Plateia de difícil visualização para o palco.

onados pelo grande dramaturgo Gil Vicente, que nos dá a honra de ser Português!

Estavam todos empolgados e ansiosos para que a peça começasse. Finalmente, apagaram-se as luzes, ouviram-se as pancadas de

Valeu a pena! Rui Pedro Barbosa Morais,9ºB

O Sonho Comanda a Vida Um sonho, para mim, é qualquer coisa que não faz sentido, pois de que nos serve o sonho?! Sim, é muito bonito! Pois, mas acordamos e puff… É como se nada fizesse sentido, um tão bonito sonho desfeito em partes soltas que acabamos por esquecer muito antes de perceber o seu significado ou razão… Ter um sonho, eu tenho alguns… Mas sei que a maioria deles são meras falsas esperanças, mesmo sabendo que será muito difícil, não dizendo impossível. É bom deitarmo-nos sobre o pensamento de alguém sem dúvida, mas porque chegamos a sonhar com essa pessoa? Será que também lhe acontece? Não sabemos! Aliás, se o sonho é assim tão bom e normal, por que não sonhamos sempre que queremos?! Não era melhor? Eu acho… Sonhei uma vez ser o único, ser diferente, ser uma pessoa diferente, talvez um Super-Homem, porque não? É bom ser criança de vez em quando. Adoro relembrar de quando era um “chavalo”, de correr como um tolinho atrás das borboletas e sentir o vento fresco, ser “livre”, não no sentido “ya, faço o que quero”, mas no sentido de não ter noção de que posso estar a ser gozado e não poder fazer coisas que gosto só porque cresci e fica mal para uma pessoa da minha idade. Não tem lógica nenhuma! Que mal tem? Toda a gente gostava de voltar à infância, só não o admitem, pois querem ser mais fortes do que aquilo que realmente são. Há pouco tempo conheci uma nova amiga, muito querida e super simpática, falou-me de um sonho, que tem de fazer um salto em queda livre… Bem, quando soube… “Oh my God”! “Lool”. Mas depois pensei… O que tem?! Era uma coisa em grande, um pouco maluca, mas engraçada. Eu cá continuo a achar que ela não é capaz, mas… Já vi que é uma mulher de armas, ela é das pessoas mais importantes que já conheci, é impressionante, como é que em tão pouco tempo se forma uma amizade tão forte. Só espero não ser como de costume, pois as minhas últimas amizades têm sido um fracasso, mas tenho confiança de que esta linda não me vá desiludir e quanto a mim, não vou deixar esta amizade acabar! Daí a frase “O Sonho e a Amizade comandam a Vida”. Primordial Página 17


Março 2009

Lá para o fim do Verão, quando a rama começava a secar, era altura de desenterrar as batatas e assistir assombrado ao milagre da multiplicação. Um saco de semente dava agora para cinquenta sacos de batatas novas e tenras, promessa de cozinhados suculentos que faziam vir água à boca. Ano após ano, este ritual ia-se repetindo com regularidade pendular a este filho trabalhador, agora homem, nunca lhe faltou nada como o pai predissera. Apesar de uma vida honesta dedicada ao trabalho, este homem sentia, no entanto, alguma frustração, cansaço e desapontamento. Todos os anos era a mesma rotina, as mãos iam ficando como as próprias batatas, com a pele enrugada e encardidas de terra. Nas narinas sentia o odor acre do remédio dos escaravelhos e o batatal verde, castanho e alinhadinho parecia-lhe agora monótono. O trabalho é uma coisa boa, dignifica o ser humano, ajuda à subsistência e à produção de riqueza, realiza-o e contribui para a sua felicidade. Quando é mal remunerado e demasiado duro, no entanto, oprime e escraviza. Quando a pessoa confunde o ser com o fazer e ter, aliena e corrompe. Uma vida dedicada ao trabalho pode tornar-nos como o terreno onde foi mil vezes semeado e colhido o batatal: seco, doente, estéril e vazio por dentro. O terceiro filho, tal como o pai, era trabalhador, mas herdara da mãe um jeito sensível e sonhador. Decidiu cultivar no seu terreno uma horta/ jardim segundo os mais modernos conceitos da agricultura biológica, com o fim de evitar os pesticidas e os produtos químicos e utilizando a acção concertada dos compostos naturais e dos insectos benéficos que se alimentam das pragas. Fez vários canteiros onde semeou ou plantou favas, ervilhas de cheiro, de greiro e de quebrar, feijão verde, tomates de várias qualidades, cebolas e alhos, couve-galega, penca e tronchuda, brócolos e couve-flor, alfaces e pepinos, malaguetas, rabanetes e beterraba. Plantou ainda melancias, cabaças e melões. Alternou estes canteiros com outros de ervas aromáticas: alecrim, rosmaninho, tomilho, coentros, alfazema, menta, hortelã, erva-cidreira, salsa e cebolinho. Outros ainda repletos de flores: margaridas, rosas, azáleas, malmequeres e girassóis. Plantou também aromáticos morangos, framboesas e groselhas. À volta da horta, tinha sebes de trepadeiras: madressilvas, buganvílias, jasmins e maracujás.

Esta horta/jardim era um autêntico mosaico de cores: verdes frescos, profundos e secos, luminosos amarelos limão, alaranjados cor de cenoura, vermelhos gulosos, garridos e carne-viva, azuis brilhantes, cerúleos e violetas, pareciam quadros de Van Gogh e de Matisse. E os aromas? Divinais! Adocicados, suaves, intensos, voluptuosos e penetrantes. E os paladares? Doces, ácidos, crocantes e suculentos. E os sons? Estridentes, de grilos e cigarras, zumbidos de atarefadas abelhas, silêncio abafado de borboletas, sinfonias de trinados, assobios e pios de rouxinóis, melros, pintassilgos e pardais. Tudo isto era de cortar a respiração! No fim da tarde, enquanto regava e a terra libertava o calor e o cansaço do dia, via bandos de pássaros atrás de nuvens de insectos e enquanto o sol se punha, incendiando o céu com laranjas e vermelhos que iam declinando em violetas e azuis, sentia-se invadido por uma sensação de paz e gratidão profundas. Um terreno destes era um terreno abençoado, produtivo e belo. Enchia a alma de sonhos de mansidão e de bondade. Para além do trabalho, a vida deste terceiro filho estava cheio de alegria e de beleza: pinturas coloridas de frutos e de flores, músicas alegres, ritmadas ou tristes de pássaros, insectos e o vento na folhagem, bailados de elegantes andorinhas e suaves borboletas, poemas emocionantes de tristeza do pôr-do-sol ou da jubilosa sensação dos amanheceres frescos e orvalhados. A horta/jardim era o casamento perfeito entre a utilidade produtiva e a inutilidade prazenteira e feliz.

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Horta/Jardim Conto escrito e ilustrado pelo professor João Freitas, apresentado na palestra ”Dinâmica dos Cursos Profissionais”. Certo homem no leito da morte, chamou os seus três filhos para se despedir deles, dar-lhes os últimos conselhos e fazer as partilhas dos bens que possuía. Não sendo muito rico nem pobre, remediado como diria o povo, dividiu as suas terras em três partes iguais e deu uma a cada um. - Sejam honrados e trabalhadores, façam estas terras produtivas e nada vos faltará - disse-lhes, depois expirou e entregou a alma ao criador. O primeiro que era o mais novo, pensou para os seus botões: “ tenho muito tempo à minha frente, agora vou-me divertir e mais tarde cuidarei da terra”. O tempo foi passando e ele nunca mais resolvia deitar mãos à obra, continuando a divertir-se. O divertimento é uma coisa boa, dá-nos alegria e torna a vida mais leve. Só que a vida também pode ser muito dura e difícil e nós precisamos de crescer, testar a nossa resistência. Só desafiando os nossos limites é que nós podemos conhecer verdadeiramente o nosso valor e sentirmo-nos realizados. Caso contrário ficamos preguiçosos e perdemo-nos a meio do caminho. Uma terra que não é trabalhada e cuidada, rapidamente é invadida pelas silvas, codeços e ervas daninhas. Qualquer semente que lá seja lançada é abafada e morre por falta de água ar e luz, sem nunca chegar a germinar. Um terreno neste estado, também tem a sua beleza selvagem e pode ser sedutor. Também produz os seus frutos, a maior parte das vezes venenosos. Um terreno destes, torna-se morada de animais rastejantes, cobras, lagartos e bichos peçonhentos. Nele se produzem pensamentos feios e pesadelos de intranquilidade e desespero.

O segundo filho, mais responsável e trabalhador (e nisto saía ao pai), resolveu dedicar-se à produção de batatas de que ele muito gostava e que tinham grande procura, pois como sabemos, toda a gente come batatas, fritas, assadas, cozidas, guisadas, em puré, soflé, na sopa e ou em saladas. Informou-se de tudo o que precisava: alfaias agrícolas, tractor e máquina de sulfatar, quando e como fazer a sementeira, quantidade de semente necessária para a área de terreno que possuía, como tratar dela e quando as arrancar da terra. Todos os anos, lá para fins de Fevereiro início de Março, lavrava a terra cuidadosamente e adubava para a tornar mais produtiva. De enxada na mão, ia fazendo regos muito direitinhos e paralelos uns aos outros, porque era organizado, metódico e gostava de ver tudo simétrico e alinhadinho. Quando, passadas umas semanas, começavam a sair os primeiros brotos da terra, tenros e verdinhos, imediatamente se preocupava em arrancar as ervas daninhas e sachar a terra, para a manter arejada e limpa. Dia após dia era um regalo para os olhos ver crescer aquelas fileiras de rama verde escura, alternadas com outras de terra castanha aveludada. Mais tarde com a rama já crescida, começavam a aparecer as flores e com elas os escaravelhos, também eles trabalhadores incansáveis com os seus fatos às riscas amarelas e pretas, mas que devoravam o batatal e por isso era necessário matar, pulverizando-os com veneno próprio que às vezes os humanos também tomam quando se perdem de si próprios…

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Março 2009

Concurso Nacional de Leitura A leitura continua a entusiasmar alunos da ESPBS A nossa escola aderiu pela terceira vez ao Concurso Nacional de Leitura, promovido pela Prova da 1.ª Fase do CNL – Ensino Secundário

Comissão Organizadora do Plano Nacional de Leitura. A primeira fase do concurso, organizada pela nossa escola, registou, mais uma vez, um elevado número de participantes (61 alunos). Nesta fase do concurso, cada concorrente deveria ler duas obras literárias: A Terra Será Redonda?, de Ana Maria Magalhães & Isabel Alçada, e O Rapaz do Pijama às Riscas, de John Boyne, para os alunos do 3.º Ciclo; Capitães da Areia, de Jorge Amado, e Um Crime no Expresso do Oriente, de Agatha Christie, para os alunos do Ensino Secundário. A fim de incentivar e apoiar os concorrentes, a equipa responsável pelo concurso a nível da escola criou, no ano lectivo transacto, o blogue Concurso Nacional de Leitura na ESPBS (www.cnlespbs.wordpress.com), onde os alunos podem recolher informação variada sobre as obras a concurso e participar activamente comentando os livros. O blogue registou, nas duas fases do concurso, um número recorde de visitas, ultrapassando actualmente as 11.600

entradas! O objectivo da primeira fase do concurso era seleccionar 6 alunos da escola – 3 do Ensino Básico e 3 do Ensino e Secundário – para disputarem a final distrital. As nossas vencedoras realizaram a prova, com grande empenho, no dia 7 de Março, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga. Jovens de 36 escolas participaram nesta final distrital, sendo o distrito de Braga um dos que regista um número de participantes mais elevado. Esta fase visa o apuramento de 4 alunos, 2 de cada nível de ensino, para a final a realizar em Lisboa, em Maio, com transmissão pela RTP e com prémios muito aliciantes.

As alunas vencedoras da primeira eliminatória e apuradas para a final do distrito de Braga foram: Ensino Secundário: 3.º Ciclo: 1º Prémio: Marta Catarina Oliveira Carvalho, n.º 20 – 11.º B 1º Prémio: Ana Sofia Monteiro Martins, n.º 5 – 7.º A 2º Prémio: Olívia Isabel Martins Campos, n.º 17 – 9.º B 3º Prémio: Ana Rita Santos Cunha, n.º 4 – 8.º A

2º Prémio: Susana Alice Fernandes da Cunha, n.º 19 – 11.º D 3º Prémio: Aida Cristina Correia Oliveira Azevedo, n.º 1 – 11.º B Menções Honrosas: Ana Isabel de Oliveira Azevedo, n.º 1 - 12.º C Sara Manuela Azevedo Oliveira, n.º 16 - 12.º A

Parabéns a todos os participantes da ESPBS e principalmente às oito premiadas.

Finalista Distrital do CNL Pela 3.ª Vez Deixa o Seu Testemunho ral, contribui também para uma maior interacção entre estudantes e escolas. A minha participação neste concurso foi, sem dúvida, uma experiência enriquecedora que vou querer repetir. Tudo começou na escola. A primeira etapa deste concurso consistiu numa prova escrita relativa aos dois livros destacados para o concurso. Este projecto permitiu-me assim descobrir novos autores e interesses literários. Esta primeira fase que se realizou na escola acabou por ser seguida por outra denominada Fase Distrital, que decorreu na cidade de Barcelos. A segunda etapa deste concurso contribuiu para um convívio entre jovens diferentes de diversas escolas, mas com pelo menos um interesse em comum: a literatura. Além disso, este projecto permitiu-me ainda explorar a cidade de Barcelos e fazer novos amigos, muitos dos quais com quem eu ainda estou em contacto. Considero que o Concurso Nacional de Leitura é uma mais-valia para o currículo escolar, para além de ser uma enriquecedora experiência a nível pessoal. Por todas estas e mais algumas razões aconselho vivamente a participação neste concurso. O Concurso Nacional de Leitura é, claramente um dos melhores proProva da 2.ª Fase das Olimpíadas da Língua Portuguesa – Ensino Secundário jectos de Português dos últimos anos. Para além de contribuir para um aumento do incentivo de leitura e consequentemente um aumento cultuPágina 20

Quanto a mim, estou pronta para participar mais uma vez! Marta Carvalho, 11.º B


Março 2009

Concurso Nacional de Leitura 1ª Fase 2008-09 – Ensino Secundário 3.º Prémio Mal iniciei a leitura de Capitães da Areia, fiquei logo fascinada com o chefe do grupo, Pedro Bala. Identifico-me bastante com esta personagem, pois admiro imenso a sua bravura e coragem. Considero-o uma pessoa dócil, que procurou em Dora, tal como os outros, o carinho e a protecção maternal. Acho que gostei desta personagem devido à maneira como Jorge Amado a descreve e caracteriza, como sendo uma pessoa reservada e bastante responsável, visto que Pedro Bala é como um pai/chefe para os restantes elementos dos Capitães da Areia. Para mim, foi o facto de ter adorado este personagem que me fez gostar do livro, que me motivou à sua leitura completa. Quanto ao livro Um Crime no Expresso do Oriente, a escolha foi bastante difícil, porque não houve uma personagem que eu tivesse preferido. No entanto, gostei de Poirot e da sua perspicácia, que lhe permitiu desvendar quem eram os criminosos. Poirot, com a sua discrição e astúcia, conseguiu sobressair em relação às restantes personagens. Apreciei também o facto de, no final, Poirot ter apresentado duas soluções para o caso, poupando assim os criminosos à condenação. Este acto de compaixão e de compreensão por parte de Poirot despertou o meu lado emocional, fazendo com que eu gostasse mais dele.

Aluna Apurada à Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura

1ª Fase 2008-09 – Ensino Básico 1.º Prémio

Aida Azevedo, 11.º B

No livro “O Rapaz do Pijama às Riscas”, a personagem que mais me marcou foi Shmuel, um rapazinho judeu que vivia do lado oposto da vedação onde Bruno, seu melhor amigo, falava com ele. Escolhi Shmuel porque mostra como milhares de crianças, adultos e idosos foram maltratados no tempo em que se passa esta história. Shmuel mostra que apesar de ser maltratado é como todos os outros meninos do mundo. No livro “A Terra Será Redonda?”, a personagem que mais me marcou foi Orlando, um cientista que vivia no nosso tempo e construiu uma

Aluna Apurada à Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura

máquina do tempo. Escolhi o Orlando porque mostra que nunca somos demasiado inteligentes e que na nossa cabeça e na nossa alma há sempre lugar para aprender sempre mais.

Aluna apurada à Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura

Ana Martins, 7.º A

Olívia Campos, 9.º C

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Março 2009

Concurso Nacional de Leitura 1ª Fase 2008-09 – Ensino Secundário 1.º Prémio No livro “Capitães da Areia”, a mi-

para o excêntrico detective belga,

nha personagem predilecta foi talvez o Padre Zé Pedro. Esta minha esco-

Hercule Poirot. Foi precisamente este “homenzinho bizarro” que me chamou

lha deve-se sobretudo à bondade e ao espírito paternal que esse homem

mais a atenção durante a minha leitura, principalmente pela sua excentricidade

demonstrava para com os “capitães da areia”. Durante a leitura, fui-me

e capacidade de raciocínio. É realmente admirável a forma como Mr. Poirot re-

apercebendo de que este homem agiu sempre de um modo solidário,

solve o assassínio de Mr. Cassetti e é quase impossível não ficarmos fascina-

tentando ajudar os meninos da “Bahia”, transmitindo-lhes conselhos

dos com esta bizarra personagem. Considero Poirot uma das mais bri-

e guiando-os na tomada de decisões. Creio que esta foi uma perso-

lhantes personagens do género policial de todos os tempos, as suas meias-pa-

nagem crucial no desenrolar da acção, reveladora de uma certa simpli-

lavras, as suas extravagâncias e o facto de ser possuidor de uma “inteligência

cidade e inocência, uma vez que sendo questionado por uma autoridade

superior” (como diz o próprio) tornam este livro no “pote de ouro” dos policiais.

era-lhe bastante difícil ter uma opinião consistente sem se pôr em causa e às suas acções.

O meu veredicto final sobre esta personagem só pode ser um: excelente! Hercule Poirot é de tal forma viciante que a vontade é de ler todos

Em relação ao policial de Agatha Christie, a minha eleição vai

os policiais onde ele é o protagonista.

2.º Prémio

Aluna Apurada à Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura

Como seriam os policiais se não existisse Hercule Poirot? Detective exemplar, com uma dedução fora de série, sem dúvida a personagem mais marcante do livro dessa fabulosa escritora (Agatha Christie), “Um Crime no Expresso do Oriente”. Quando mais ninguém pensava que fosse possível apanhar o assassino, ele sentou-se, fechou os olhos e apenas reflectiu em tudo o que lhe fora fornecido, e não é que resolveu o caso? Com um sentido de pormenor apuradissímo e com o seu ar de monsieur respeitável e afável, ele conseguiu captar toda a minha atenção e, graças à sua genialidade, eu rendi-me completamente ao seu método de pensar e à sua maneira de encarar os factos, pois ele do Marta Carvalho, 11.º B

nada descobriu tudo! Já numa história completamente diferente que é “Capitães da Areia” de Jorge Amado, a personagem que mais me tocou foi Sem-Pernas, pois era um menino que tudo o que queria era ser amado, mas a quem a vida deixou aleijado e com uma raiva enorme do resto do mundo. Teve um final trágico, mas que me permitiu reflectir sobre as crianças que,

Aluna Apurada à Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura

como ele, precisam de enganar e roubar quem os ajuda para conseguirem sobreviver, e o ponto a que o mundo chegou: pais que abandonam os filhos, que os deixam à sua mercê ainda pequenos e, sobretudo, que são inconscientes ao não pensarem nos marginais que esses filhos serão mais tarde. Em suma, apesar de muito diferentes e de contarem histórias diferentes, estas personagens são o espelho duma sociedade que ainda existe nos nossos dias.

Organizado por: Susana Cunha, 11.º D

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Projecto DESAFIOS em PORTUGUÊS Escola Secundária Padre Benjamim Salgado


Março 2009

Concurso Nacional de Leitura 1ª Fase 2008-09 – Ensino Básico 2.º Prémio Na obra “A Terra Será Redonda?”, a personagem que mais me marcou foi Orlando porque andava sempre em aventuras. Esta personagem estava sempre a voltar aos séculos anteriores (ao presente), para encontrar um metal perigoso que punha todo o planeta em risco, no sentido de evitar a destruição do mesmo. Sempre que retrocedia no tempo, passava a viver como se fosse uma pessoa daquele século e adoptava a maneira de viver, os costumes, a forma de se vestir, de falar ou até de estar e comer. Achei a obra muito interessante e envolvente; entrei com a personagem na “história” e vivi cada momento das suas aventuras intensamente. Na obra “O Rapaz do Pijama às Riscas”, a personagem mais marcante foi Bruno, um pequeno rapaz de nove anos que, apesar da sua pouca idade, teve de mudar de cidade e de casa devido ao trabalho do pai, que era comandante do exército Nazi e trabalhava para o Hitler. Apreciei a personagem devido ao facto de ser aventureiro e corajoso e não descansar enquanto não descobrisse o porquê da vedação ao lado da sua nova casa, e o que se passava para lá dessa vedação. Um dia, decidiu transpor a enigmática vedação, com o seu amigo Shmuel, mas a sua investigação correu mal e acabaram por morrer os dois, numa câmara de gás, juntamente com outros judeus. Gostaria de acrescentar que gostei muito de ler este livro porque teve a virtude de me entusiasmar ao ponto de não conseguir parar de o ler… A “história” era muito interessante e retratava de forma muito realista a vivência daquela época, em que os judeus eram ferozmente perseguidos por Hitler. Olívia Campos, 9.º C

3.º Prémio A personagem de que mais gostei no livro “A Terra Será Redonda” foi o João, pois ele era muito corajoso, de ideias fixas, com muita determinação, amigo do seu amigo, um pouco curioso e feliz. Também gostei do Orlando, o cientista, porque foi com ele que João e Ana partiram na viagem do tempo com destino a África no século XV e onde foram encontrar o Sponezik7 para assim salvarem o futuro.

Aluna apurada à Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura

As personagens de que mais gostei no livro “O Rapaz do Pijama às Riscas” foram Bruno e Shummel. Bruno marcou-me visto que era uma criança feliz, mas tornou-se mais sozinha quando teve de mudar de casa e ficar longe dos seus avós, dos quais gostava muito, e dos seus três melhores amigos, o Martin, o Daniel e o Karl. Gostei também de Shummel pois era uma criança um pouco pobre e triste, era muito parecido com Bruno, e também se sentia infeliz. Por isso os dois se tornaram amigos.

Ana Rita Cunha, 8.º A

1ª Fase 2008-09 – Ensino Secundário Menção Honrosa Lendo duas obras tão cativantes e tão ricas em personagens como estas, a escolha é um pouco difícil. Considero, contudo, que o detective Poirot marca realmente a diferença. É, inquestionavelmente, uma personagem ímpar. Sou uma leitora compulsiva e viciada em romances policiais, especialmente quando são assinados por Agatha Christie. O detective Poirot é em todas as obras a personagem que mais me fascina e que consegue sempre surpreender-me pela sua astúcia e poder de observação. Nesta obra em particular, este fantástico detective volta a superar as minhas expectativas, ao deslindar um crime tão complexo em pouco tempo e sem qualquer meio técnico à sua disposição. Hercule Poirot é, para mim, a personagem mais marcante no que concerne à investigação criminal (romanceada, evidentemente). Ana Isabel Azevedo, 12.º C

Na obra Capitães da Areia a escolha não é menos complicada! Existem várias personagens que não passam despercebidas, nem ao leitor mais distraído. Porém a personagem pela qual me apaixonei de imediato foi o padre José Pedro. É de uma bondade inigualável. Apesar de algumas patifarias cometidas pelos “Capitães da Areia”, ele consegue sempre compreendê-los

e tenta ajudá-los ao máximo, inclusivamente no aspecto monetário. O que mais me marcou foi o facto de ele ter despertado uma vocação sacerdotal a um jovem aparentemente perdido. Página 23


Março 2009

Concurso Nacional de Leitura 1ª Fase 2008-09 – Ensino Secundário Menção Honrosa No romance “Capitães de Areia” de Jorge Amado, a personagem que

a personagem de que

mais me cativou foi Dora. Era uma menina muito doce, de apenas treze anos, e que ficou sozinha apenas com o seu irmão, Zé Fuinha, um me-

mais gostei foi Mrs. Hubbard, uma simples

nino de 6 anos, depois da morte de seus pais durante a epidemia de varíola que houve na cidade. Logo após a morte de sua mãe, foi à procu-

mulher inglesa que estava no comboio, mas

ra de emprego, pois não queria ser um encargo para os seus vizinhos. Era uma menina corajosa e muito solidária, o que a faz conseguir entrar

que era na verdade a avó de Daisy

no bando dos “Capitães de Areia”, depressa se tornando a mãe, irmã e até noiva de Pedro Bala. A sua morte foi uma perda terrível para todos os

Armstrong, que juntamente com os restan-

“Capitães de Areia”. Para mim, foi das personagens mais importantes no desenrolar da história, pois foi a sua morte que fez com que cada um

tes passageiros, excluindo Poirot e a tia de

procurasse outra vida, outro futuro sem ser roubar e viver num trapiche abandonado.

Daisy, planearam um crime, a morte de Ratchet. Achei impressionante a forma como o escritor fez desta personagem que, aparentemente,

Em relação ao romance policial “Um Crime no Expresso do Oriente”,

nada tinha a ver com o assassinato quem na realidade se veio a revelar.

Sara Oliveira, 12.º A

Premiadas do Concurso Nacional de Leitura 1ª Fase

Olimpíadas da Língua Portuguesa – 2.ª Fase Realizou-se no dia 4 de Março, no anfiteatro, a prova da segunda fase das Olimpíadas da Língua Portuguesa, que contam este ano lectivo a sua quinta edição. O apuramento para esta fase foi feito através da resolução de testes qualificativos por todas as turmas do ensino diurno, em situação de aula, na última semana do primeiro período. As provas, que visavam testar os conhecimentos dos alunos na área da Língua Portuguesa, continham um texto para identificação de erros linguísticos e perguntas de escolha múltipla. Os alunos melhor classificados ficarão apurados para a fase final, que ocorrerá no início do terceiro período.

A todos os participantes desta fase, os nossos parabéns! Página 24


Março 2009

Inquérito aos Formandos dos Cursos EFA Revela Balanço de um Ano de Formação O jornal “Ponto de Encontro” foi conhecer as opiniões dos formandos acerca do seu nível de satisfação quanto à frequência dos Cursos EFA.

P.E. - Por que razão decidiu ingressar neste curso? F. - Para aumentar a minha cultura, tirar o 12º ano, ganhar ritmo para seguir para o ensino superior e, essencialmente, para evoluir. P.E. - Que balanço faz das aprendizagens já realizadas? F. - Faço um balanço bastante positivo, simplesmente só acho que, por vezes, recebemos informação desnecessária para o dia-a-dia. P.E. -Tem participado nas actividades desenvolvidas pelo seu curso? F. - Nem sempre. P.E. - Apresente três aspectos positivos e três aspectos negativos do seu curso. F.- Positivos: reforço da cultura, aprendizagens fluentes e actuais, prático F. - Negativos: falta de subsídio porque, falta de subsídio porque, falta de subsídio porque… P.E. - Ao fim deste tempo pensa que “aprender compensa”? .F. -Sim, sem a menor dúvida. Cada vez mais estou sensibilizado para esta causa que é aprender. O que sei é que, quanto mais sei, vejo que ainda pouco sei. Aluno do Curso EFA, NS, 2º Ano, 26 anos

P.E. - Por que razão decidiu ingressar neste curso? F. - Para terminar o 12º ano e porque senti necessidade de voltar a estudar, sentia-me acomodado. P.E. - Que balanço faz das aprendizagens já realizadas? F. -O balanço é positivo. P.E. -Tem participado nas actividades desenvolvidas pelo seu curso? F. - Sempre. P.E. - Apresente três aspectos positivos e três aspectos negativos do seu curso. F. - Positivos: Estágio, disciplinas direccionadas para o curso, não haver TPC. Negativos: O curso devia ter as disciplinas de Psicologia e Português nos dois anos. P.E. - Ao fim deste tempo pensa que “aprender compensa”? F. - Passou a ser o meu lema de vida. Aluno do Curso Técnico Administrativo, 12º ano, 27 anos

P.E. - Por que razão decidiu ingressar neste curso? F. - Decidi ingressar no curso principalmente para concluir o 12º ano, mas também para adquirir competências profissionais nesta área. P.E. - Que balanço faz das aprendizagens já realizadas? F. - Faço um balanço bastante positivo, pois adquiri aprendizagens muito úteis o dia-adia. P.E. -Tem participado nas actividades desenvolvidas pelo seu curso? F. - Apesar de o meu curso não desenvolver actividades, tenho participado em todas as realizadas pelos EFA. P.E. - Apresente três aspectos positivos e três aspectos negativos do seu

curso. F. - Positivos: horário pós-laboral, empenho docente, bons relacionamentos Negativos: nada a apresentar P.E. - Ao fim deste tempo pensa que “aprender compensa”? F. - Sem dúvida que aprender compensa”. Se não tivesse ingressado no curso de T.A. seria muito mais complicado concluir o 12º ano e realizar os meus objectivos.

Aluna do Curso Técn. Admin, 12º ano, 20 anos

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Março 2009

Sala de Estudo O Crescimento da Sala de Estudo A funcionar desde meados de Outubro de 2008, a Sala de Estudo da

sensibilização de docentes e discentes para a sua importância. O

Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, rapidamente se tornou num espaço incontornável na vida da nossa Escola, sendo

objectivo dos docentes e coordenadora da Sala de Estudo é cativar a Escola para a participação mais empenhada e abranger um maior número de alunos, tanto mais que

frequentada diariamente, principalmente às quintas e sextasfeiras, por um número considerável de alunos. O aumento da procura fica a dever-se, desde logo, ao ambiente calmo e acolhedor, aos materiais existentes, ao atendimento disponível e atento da equipa de professores que asseguram o dia a dia tão intenso como gratificante.

É bom Frequentar a Sala de Estudo!

muitos participantes reconhecem que a formação recebida neste

A maioria dos alunos que frequenta este espaço educativo são do Ensino Secundário, a fim de obterem ajuda na preparação dos testes de avaliação, esclarecimento de dúvidas, fundamentalmente nas disciplinas de Física e Química A, Matemática A e Inglês. Também, deparamos com alunos interessados em adiantar os seus trabalhos para o dia seguinte com a ajuda

espaço já teve reflexos positivos nas suas aprendizagens. Até ao

permanente de dois professores. Relativamente ao 3º ciclo, apenas um número reduzido de alunos

final do segundo período será publicada a sub-página da Sala de

frequenta a Sala de Estudo, solicitando ajuda na realização dos trabalhos de casa e preparação dos testes de avaliação, principalmente nas

Estudo, onde serão disponibilizados os materiais

disciplinas de Inglês e Matemática. No entanto, em relação ao primeiro período, o número de participantes no segundo período lectivo aumentou

produzidos pelos docentes entregues à mesma.

significativamente. O lanche convívio ocorrido em 18 de Dezembro de 2008, com os professores da bolsa da Sala de Estudo e um grupo alunos,

Assim, espera-se que o trabalho desenvolvido e os materiais produzidos constituam uma óptima preparação para o sucesso,

cativou outros que raramente frequentavam ou desconheciam este espaço escolar. Foi um momento gratificante para todos.

induzindo nos alunos auto-direccionalidade e autocontrole sobre as suas vidas.

A Sala de Estudo constitui-se, de certo modo, como pólo dinamizador de competências auto-regulatórias, possibilitando a

A Coordenadora da Sala de Estudo Prof.ª Alexandrina Cruz.

Os Direitos das Mulheres como Direitos Humanos Mulheres e Direitos Humanos Actualmente, muitas mulheres ainda se vêem privadas dos seus direitos, pois continuam a ser marginalizadas. Este não é um problema exclusivo dos países do terceiro mundo, é na realidade dos países industrializados Ocidentais. No mercado de trabalho, as mulheres continuam a ser preteridas em relação aos homens e os seus salários reflectem essa desigualdade e marginalização. A mulher continua a ser sujeita a maus tratos físicos, psicológicos e sexuais, situação que se converteu num problema social que reflecte a desigualdade da mulher. Violência contra a Mulher As mulheres continuam a ser vítimas de violência a vários níveis (física, psicológica e sexual) e para que essa violência diminua é necessário que essas mulheres se manifestem. As cinco formas mais frequentes são: Violência doméstica – um milhão de pessoas, na sua maioria mulheres, são afectadas por violência doméstica (dados de 2007, DGS); Violações sexuais – em muitos países as mulheres são culpabilizadas pelo próprio acto; Prostituição; Tráfico de mulheres; Infanticídio ou Aborto Selectivo – Em países como a China, o nascimento de uma rapariga é visto como algo trágico, por isso muitas são abandonadas à nascença, ou colocadas em orfanatos, Em algumas sociedades, a mulher continua a ser vista como um ser inferior, que pertence ao pai ou ao marido, não tem livre arbítrio, e a

Dia Internacional da Mulher É no dia 8 de Março que se celebra, pretendendo chamar a atenção para o papel e dignidade da mulher e levar a tomada de consciência do seu valor, como também contestar e rever preconceitos e atitudes que limitam os seus Direitos e lesam os seus interesses.

violência a que está sujeita é desculpabilizada. Elisabete Freitas, docente de História

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Março 2009

Artigo de Opinião O jovem que participa, vive o presente, não apenas se prepara para o futuro. Não nos interessam os políticos experientes, mas antes os inexperientes que trabalham.

“Ouçam-nos Porque Nós Também Ouvimos, Lutem Porque Nós Também Lutamos!”

Cristiano Baptista.

os jovens acreditem no país, nos políticos e na própria politica? A juventude é, desde há muito tempo, considerado um foco de instabilidade, de incerteza e de incompetência. Mas, na verdade os jovens são competentes, idealistas e ambiciosos. Embora, na realidade, a juventude seja uma fase em que se sonha ser possível mudar o mundo, muitas das ideias que partem desses jovens sonhadores (mas muitas vezes conscientes) são credíveis. É necessário motivá-los, fazê-los saírem do seu mundo, fazêlos acreditar que um dia haverá possibilidade de colocar em prática algumas das ideias, incentivá-los a continuar a sonhar. Afinal os jovens representam o futuro da sociedade. Só que, infelizmente, a principal razão que afasta os jovens da política é o modo como ela é abordada. Os jovens não se podem limitar a apoiar um partido, mas sim sugerir, reivindicar e opinar pois as ideias inovaHoje em dia são poucos os jovens que vemos interessados em participar em debates políticos ou em associações partidárias. Esta situação, a meu ver, acontece pelo facto de os jovens não depositarem muita credibilidade na política, mais concretamente em quem está directamente relacionado com ela, os políticos. Como podemos, nós jovens, depositar credibilidade na política e num país, quando por um acto banal, ligamos a televisão, diariamente, e a primeira notícia com que nos deparamos associa o caso Freeport ao nosso Primeiro-Ministro? Sim, sei que os políticos são humanos e que têm o direito de errar, tal como referiu o Dr. Manuel Mota, deputado da Assembleia da República, na sessão distrital do Parlamento dos Jovens. Mas não deveriam ser um exemplo? Afinal, como governantes deveriam comportar-se de forma a que, nós jovens, que somos o futuro do país, pudéssemos ver neles um exemplo a seguir! Tudo isto, só vem desmotivar o interesse dos jovens pelas questões políticas. Como querem que acreditemos num país onde, por vezes, não somos ouvidos? No meu caso pessoal, a primeira ligação directa que terei com a política, tal como creio que acontece com a maioria dos jovens, realizarse-à este ano, quando tiver oportunidade de, pela primeira vez, exprimir a minha opinião através do voto. Na sessão escolar do programa Parlamento dos Jovens, aquando da visita do deputado da Assembleia da República, Dr. Nuno Melo, à nossa escola, o próprio referiu que todos deveríamos votar e expressar a nossa opinião através do voto. Todos sabemos que “o voto não é só um direito mas também um dever” e, assim sendo, devemos mostrar o nosso contentamento ou descontentamento em relação ao estado do país e podemos fazê-lo livre e anonimamente através do voto. Serão os partidos políticos tão transparentes como aparentam ser? É verdade que dizem que apoiam os jovens e fomentam a sua ida às urnas mas, se por algum motivo se organizasse um grupo revolucionário de jovens, quantos seriam os partidos que o apoiariam? Provavelmente nenhum, pois sentir-se-iam, eles próprios e o seu poder político, ameaçados pelas forças juvenis. Outro assunto que assume relevância são as promessas que são feitas em tempo de campanha eleitoral e que não são cumpridas. Será que poderemos falar em credibilidade politica? É assim que querem que

doras dos jovens permitem a construção de um novo caminho. É necessário que se comecem a respeitar as nossas opiniões e a tê-las em consideração. É bom que se levem a sério os jovens, pois são eles o futuro. É fácil colocarem nas nossas mãos o futuro do país, dizerem que nós somos parte desse futuro e a razão do seu sucesso, que nos cabe a nós lutarmos e trabalharmos para isso, mas se querem um futuro melhor é bom que nos dêem liberdade, possibilidade e condições para o proporcionarmos. Com uma crise instalada e as finanças desorientadas o que podemos esperar de Portugal? Terão os jovens capacidade para reformular a situação e reconstruir o país? É certo que não têm, mas são jovens instruídos e a grande lição para que o jovem possa participar mais na vida política e na sociedade é a educação, isto é, educando a juventude para a política, pois a política faz parte do dia-a-dia e é fundamental na sociedade. Posso dar, mais uma vez, o exemplo do programa Parlamento dos Jovens, uma iniciativa da Assembleia da República, e que dá oportunidade de juntar alguns jovens para debaterem ideias sobre temas actuais da sociedade. A nossa escola tem participado e este ano fui uma das deputadas efectivas. Durante o debate tivemos oportunidade de questionar o deputado da Assembleia da República, Dr. Manuel Mota, sobre a forma como, as medidas e ideias propostas pelos jovens, eram encaradas e como chegavam à Assembleia da República. O deputado em questão contornou a pergunta, ficando os jovens sem uma resposta objectiva e linear. Este tipo de programas são essenciais para conseguirmos expor as nossas ideias e defende-las e é sempre bom podermos debater medidas com outros jovens e trabalharmos sobre temas actuais. A política é na verdade muitíssimo importante e deveria ser motivo de interesse para todos os jovens, deveria ser um tema debatido de um modo constante, e deveriam também os jovens ter gosto em faze-lo. Só assim se podem formar jovens interventivos, activos e conscientes. Contudo, não é somente da responsabilidade dos jovens o futuro da nação, mas sim e principalmente de todos os portugueses. Por isso, ouçam-nos porque nós também ouvimos, lutem porque nós também lutamos! Liliana Oliveira, nº 15, 12º G, Área de Projecto

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Março 2009

«Na Senda de Darwin» O concurso «Na senda de Darwin», promovido pelo jornal Ciência Hoje com o apoio do Ciência Viva (Agência Nacional para a Cultura Cientifica e Tecnológica), foi lançado com o objectivo de comemorar os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e os 150 anos do seu livro A Origem das Espécies. Dirigido aos estudantes que, em Setembro de 2008, frequentassem o 10.º, 11.º ou 12.º anos, contou com a participação do grupo Vampire Finch, constituído pelas alunas Cristina Silva (12.ºE), Daniela Marinho (12.ºE) e Raquel Lopes (12.ºC), sob a coordenação do Professor Nuno Ferreira. Numa primeira fase, consistia em seis trabalhos em diferentes formatos (escrita, áudio e vídeo) e decorreu entre Setembro de 2008 e Fevereiro de 2009. As equipas participantes disputaram um campeonato regional cujo objectivo era a sua conquista. Para tal, foram consideradas sete regiões: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores. Aos sete vencedores regionais juntaram-se as três segundas equipas mais pontuadas de todas as regiões. As dez equipas seleccionadas disputarão uma fase final, em 14 de Março de 2009, na Figueira da Foz. Esta fase final apura a

fase do concurso. Mesmo assim, o balanço é muito positivo pois contribuiu imenso para a formação pessoal de cada um. O grupo deparou-se

equipa vencedora do concurso «Na Senda de Darwin», que terá como prémio quatro cruzeiros nas Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico, onde

com algumas dificuldades a nível técnico, nomeadamente no que diz respeito a recursos para a realização dos vídeos (guarda-roupa, adere-

Darwin passou pouco mais de um mês, em 1835, e onde fez observações que foram importantes para a elaboração da sua Teoria da Evolu-

ços, cenários…). É de salientar a grande competitividade que os Vampire Finch encon-

ção das Espécies. A viagem inclui ainda uma visita de alguns dias ao Equador a que as Galápagos pertencem administrativamente.

traram na região Norte, onde a luta pelos primeiros lugares foi acérrima e até ao último momento. A equipa despede-se, assim, do concurso,

Após seis meses de trabalho árduo, os Vampire Finch conquistaram o 4.º lugar da região Norte, que contou com a participação de 39 equi-

com a esperança de numa outra oportunidade visitar as famosas Galápagos!

pas. Infelizmente, esta classificação não permitiu o acesso à segunda

Cristina Silva

Como Educar para o Consumo? “COMO EDUCAR PARA O CONSUMO?” é um dos temas trabalhado no âmbito da Área de Cidadania e Empregabilidade, na Turma C de IRC (Iniciação), proposto pela nossa formadora Elisabete Freitas. Nós formandos da turma, pensamos e assumimos o papel que cabe à Escola na “preparação de futuros cidadãos consumidores conscientes, críticos, responsáveis e solidários”, nós que trabalhamos em equipa e no seguimento, aliás, de múltiplas actividades que temos realizado na área de CE, resolvemos dinamizar, algumas iniciativas, sobretudo de carácter auto-reflexivo, para envolver os formandos e criar espaços de reflexão, discussão e auto-questionamento acerca de hábitos e comportamentos de consumo. Os destinatários destas iniciativas são todos os formandos dos cursos EFA e formadores. Procedeu-se ainda à elaboração de um desdobrável informativo sobre comportamentos e hábitos quotidianos de consumo, o qual foi devidamente fotocopiado e divulgado pelas turmas dos Cursos EFA NS e B3. Curso EFA B3 Os Formandos da Turma C IRC (Iniciação)

Palestras Subordinadas aos Temas Medicina Regenerativa e Química dos Materiais no Âmbito das III Jornadas Concelhias das Ciências No dia 5 de Março, os alunos da turma C do 12º ano, acompanhados pelas professoras Ana Alves e Narcisa Gonçalves, saíram da escola por

inerentes a esta ciência. O orador era dotado de uma imensa capacidade de comunicação e cativação. A palestra seguinte, embora não tanto

volta das 10:00h com rumo ao Externato Delfim Ferreira em Riba D’Ave, a fim de assistirem a duas palestras subordinadas aos temas Medicina

animada, foi igualmente interessante, e pessoalmente, confesso que me suscitou imenso a curiosidade. O intervalo entre ambas foi excelente

Regenerativa e Química dos materiais no âmbito das III Jornadas Concelhias das Ciências.

para confraternizar com os alunos daquela instituição. A viagem de regresso, era a menos desejada, no entanto inevitável.

O entusiasmo era avassalador, primeiro porque se tratava de uma Visita de Estudo (que é sempre motivo de agrado para qualquer aluno) e

Para mim, estas Concelhias foram uma experiência irrepetível e extremamente enriquecedora. Confesso que gosto imenso de assistir a

depois porque se iria assistir a palestras cujas temáticas suscitavam o interesse de todos.

palestras, pois considero-as uma excelente oportunidade para adquirirmos e consolidarmos conhecimentos, mas estas foram

A viagem, ainda que curta, decorreu entre grande animação, como é característico da turma. Chegados ao Externato, a recepção foi bastante

excepcionais, pois eram inerentes a áreas que muito me fascinam. Um grande bem-haja às professoras por nos terem proporcionado

hospitaleira, oferecendo um diploma de participação (e rebuçados!). A primeira palestra assistida foi relativa à Química, e foi com um

este momento!

sorriso incessante que os alunos incrementaram os seus conhecidos Página 28

Ana Azevedo nº1 12ºC


Março 2009

Caminhada ao Castro das Eiras No dia 23 de Fevereiro de 2009, a turma do 11ºH, do Curso Profissional de Animador Sociocultural, realizou uma caminhada ao Castro das Eiras, na freguesia de Pousada, inserida no plano das disciplinas de Área de Integração e Área de Estudo da Comunidade.

época histórica do Castro das Eiras. Depois o almoço… importante para recuperar energias. De seguida, fizemos duas equipas e jogámos paintball. Foi o máximo

Às 9h30 minutos, saímos da escola, tendo como orientadoras as professoras Carmo Alves e Isabel Pacheco, que nos acompanharam nesta árdua actividade. Lá fomos nós, cheios de garra e vontade, cantando e encantando quem por nós passava. Pelo caminho íamos registando e fotografando o património da nossa terra. Vários quilómetros depois, chegámos ao nosso destino: o Castro das Eiras. Estávamos cansados, mas

Antes do regresso à escola, aproveitámos para fotogra-

felizes… tinha valido a pena. Logo tratámos

far o castro e a bela paisagem que nos rodeava… O convívio e o respirar daquele ar puro deram-nos ânimo para fa-

do lanche, pois caminhar pelo meio da floresta, abre o apetite. De seguida, fizemos uma

zermos o caminho de volta. O cansaço foi substituído pelo prazer de um dia bem passado.

exploração do castro e divertimo-nos com uma “caça ao tesouro”, cujo objectivo era encontrar e responder a cartões com perguntas sobre a

Ana Sofia Pereira e Luísa Braga, 11ºH

Socorrismo e Emergência – O poder de salvar-vidas

Visita à Unidade de Saúde Familiar (USF) de Joane e aos Bombeiros Voluntários de Famalicão Somos um grupo de alunas da ESPBS e decidimos desenvolver o tema Socorrismo&Emergência, dada a importância de tais assuntos para a sociedade de hoje. Nos passados dias 26 e 27 de Fevereiro realizamos com carácter extra aula uma visita à Unidade de Saúde Familiar (USF) de Joane e aos Bombeiros Voluntários de Famalicão com o intuito de conhecer o procedimento destas duas instituições em situações de emergência e também conhecer uma pouco mais de cada uma delas. Na USF de Joane tivemos oportunidade de visitar as instalações e falar com o médico responsável pelas situações de emergência, o

Somos um grupo de alunas da turma 12ºB e estamos, no âmbito da Área de Projecto, a desenvolver um trabalho subordinado ao tema “Socorrismo e Emergência”. É nossa pretensão dar a conhecer a toda a comunidade escolar os mecanismos inerentes aos processos de emergência e a forma de actuar de um socorrista. No passado dia 3 de Fevereiro tivemos oportunidade de assistir a uma acção de formação em que aprendemos as técnicas básicas de Suporte Básico de Vida (massagem cardíaca e respiração boca-a-boca, entre outros procedimentos). A experiência mostrou-se bastante interessante e, acima de tudo, útil. Aconselhamos todos os que tenham oportunidade a ter um pequeno curso sobre estes temas. Queremos desde já agradecer ao enfermeiro Armindo Dinis, que se dispôs a ser o nosso formador e em muito nos ajudou. Se quiserem conhecer um pouco mais do nosso projecto, aprender alguns mecanismos associados aos primeiros socorros ou dar algum tipo de sugestão, visitem o socorrismoeemergencia.blogspot.com.

nosso

blog:

Doutor Freitas, que nos esclareceu todas as nossas dúvidas e que se mostrou bastante prestável. Nos Bombeiros Voluntários de Famalicão tivemos o acompanhamento do Bombeiro Rui que além de nos ter esclarecido algumas dúvidas, nos mostrou os equipamentos que fazem parte da corporação entre os quais as ambulâncias, a Viatura Médica de Emergência Rápida e todos os equipamentos que as compõem. Agradecemos publicamente aos médicos da USF de Joane entre os quais o coordenador Doutor Rui Santos e o Doutor Freitas pela autorização e disponibilidade prestadas. Agradecemos ainda ao Comandante

http://

da Corporação de Bombeiros Voluntários de Famalicão e em especial ao Bombeiro Rui que se dispôs a dar-nos a conhecer a sua corporação.

O poder de salvar uma vida pode estar nas mãos de cada um de nós!

Para mais informações podem visitar o blog no sítio http:// socorrismoeemergencia.blogspot.com

Ângela Oliveira, Cristina Rodrigues, Daniela Salgado, Dulce Azevedo, Helena Machado

O grupo de Socorrismo e Emergência (Ângela, Cristina, Daniela, Dulce e Helena)

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Março 2009

A Carta Lisboa, 7 de Maio de 1824 Caro irmão: Sabe Deus o quanto isto me está a custar, estar aqui sentado a escrever nesta secretária, mas não suporto mais esta angústia, que me consume o peito … Miguel como é que você sangue do meu sangue foi capaz de se juntar à escumalha de D. Miguel? Como? Ainda por cima você, que foi educado nas melhores escolas, que viu o sabor da liberdade em plena França, como? Miguel, meu abençoado e querido irmão, você esteve lá comigo, viu o povo de França lutar pela liberdade, viu amigos fiéis e muito estimados por nós a morrer pela liberdade … Viu e ouviu o que eles pensam acerca da Monarquia Absoluta, você testemunhou ao que ela conduz, à fome, à pobreza, ao descontentamento, à tristeza, às desigualdades, à falta de instrução, … Você mais que ninguém deveria estar do lado de D. Pedro e lutar com ele e comigo, para criarmos uma sociedade mais justa, onde não há desigualdades, onde ninguém se mede pela ordem social a que pertence! Miguel quando me contaram que fazias parte da comitiva de D. Miguel e que ajudaste nas revoltas por ele organizadas (Vilafrancada e Abrilada) eu não queria acreditar, mas depois eu vi-o, com estes olhos que a terra há-de comer! Eu vi-o com D. Miguel a liderar aquela falta de respeito pelos portugueses … Como é que pode tentar convencer os portugueses a aderir ao Absolutismo? Como é que pode permitir que um Rei (que nem sequer é Rei por direito) tentar instalar um regime ditatorial que só contribuiu para o atraso de Portugal? Devia estar comigo a apoiar o Rei, de direito, D. Pedro, ele sim, governou o Brasil e poderia ter lá ficado até ao fim dos seus dias, porque agora no Brasil o ambiente, a economia e todo o resto começou a desenvolver-se e seria fácil viver-se por lá. No entanto, D. Pedro veio para Portugal, porque ele sabe que tem de proteger o seu povo de todas as ameaças externas, mesmo que essas ameaças sejam o próprio irmão. Querido irmão, eu escrevi esta carta para o dissuadir da causa absolutista, eu queria que você soubesse que o amo do fundo do coração, mas também tem de saber que eu não posso apoiar a sua decisão de se juntar a essa escumalha comandada por D. Miguel, pois ele se por acaso ganhar esta guerra, dar-vos-á um grande pontapé e nunca mais se lembrará de vós. Confia em mim meu irmão, que essa gente eu já conheço muito bem e como você pode ver D. Miguel não cumpre ordens e nem respeita a sua palavra, por isso que tipo de homem é esse? É esse o homem em que queres deixar os desígnios da tua nação? Eu espero muito sinceramente que não! Se por um acaso, não pensar na nossa nobre nação, pensa na nossa estimada mãe que não nos perdoaria combatermos um contra o outro! Pense que eu, teu irmão mais velho, te apoiei sempre e que sempre soube o que era melhor para si! Sem mais nada, me despeço na esperança de muito em breve o encontrar ao meu lado a lutar pelos ideais liberais. Um grande abraço,

Pedro Dinis Magalhães Pereira dos Santos Costa Morais P.S: Não se esqueça do que aprendeu em França: Liberté, Egalité, Fraternité

Produção ficcionada de uma carta dirigida por um liberal a um absolutista. Trabalho realizado no âmbito da disciplina de História A

Ana Maria Carvalho Raquel Costa Loureiro,11º E

Diálogo entre um Avô e o Neto Diálogo entre o neto Carlos (que usa uma linguagem actual e até recorre, por vezes, à gíria) e o avô Srº António (conservador que não admite inovações na linguagem): Neto: Tão cota, tudo fixe? Avô: Está tudo bem! Como correu a Escola? Neto: AH! Tass… baldei-me ao último tempo… as aulas são uma seca! Avô: Eu já te disse que a Escola é importante. Tens que estudar. Neto: Népia! Eu curto mesmo é dar uns toques… Avô: Podes ir ali ao botequim comprar uma bucha? Neto: Nop, tenho que bazar… Avô: Que cousa, gaiato… não paras em casa. Estás sempre a bulir de um lado para o outro. Neto: Tou na idade é de curtir, conhecer aí umas garinas e tal… Avô: Tu já tens a tua moça, para que queres outra? Neto: É fixe andar com duas, assim fico conhecido como o galo mais cool da escola… Agora vou bazar. A docente Elisabete Freitas, História 8º ano

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Março 2009

Centro Villa Ramadas Participa em Palestra Organizada pelos Alunos da ESPBS No passado dia 5 de Março de 2009, realizou-se no anfiteatro da escola, uma palestra, organizada pelo nosso grupo de trabalho (alunas do

palestrante chamou também a atenção para o facto dos maus tratos verbais e físicos puderem reflectir-se em futuras perturbações psíqui-

12ºG) com a colaboração do centro Villa Ramadas, no âmbito da disciplina de Área de Projecto,

cas e comportamentais e, referiu ainda que o tratamento emocional do paciente é o processo mais im-

cujo o tema “As dependências químicas,

portante e vantajoso. “O sucesso constrói-se com

comportamentais e emocionais” revelou-se um suces-

uma sequência de falhanços” referiu o representante do centro

so entre os presentes. Contamos com a presen-

Villa Ramadas, perante um auditório maioritariamente jovem e

ça de encarregados de educação, professores, funcio-

preocupado com o futuro. O ponto culminante da apre-

nários e alunos que muito colaboraram para o sucesso

sentação aconteceu aquando da apresentação de um filme com

do projecto, tal como o Dr. João Pedro Augusto, repre-

imagens impressionantes do testemunho real de Vera Oliveira,

sentante do centro Villa Ramadas.

uma jovem que sofria de distúrbios alimentares, cujo caso foi di-

Durante cerca de 90 minutos foram abordados te-

vulgado pela TVI, e que é do conhecimento do público em geral.

mas como o álcool, a droga, a depressão, a anorexia, a bulimia, a auto-mutilação, entre outros, e fo-

No final da palestra foram distribuídos os respectivos certificados de participação, bem como um cho-

ram focados os aspectos mais importantes e interessantes sobre cada problema.

colate, alimento para uns considerado anti-depressivo e para outros nutritivo, alimento este que foi do agrado dos presentes, uma vez que o

O Dr. João Pedro Augusto explicou, de forma muito simples e directa que um dos principais problemas dos adultos é dar demasiada impor-

término da palestra rondou as 20 horas e 15 minutos Para nós, alunas organizadoras da palestra, consideramos atingidos

tância ao passado e ao futuro, não tendo em conta o presente. As crianças, por sua vez, focam toda a energia no presente, não tendo qualquer

os objectivos inicialmente definidos e estamos bastante satisfeitas com o resultado final, bem como com o sucesso do projecto.

preocupação com o passado e não projectando o futuro, e, assim sendo, são muito mais felizes que a maioria da população adulta. O

Liliana Oliveira, Luísa Moreira, Diana Mesquita, Vera Ferreira, Vânia Machado, 12º G, Área de Projecto, Cidadania Activa

Dias das Ciências Movimento De 02 a 06 de Março, o Departamento de Ciências Exactas na Escola Padre Benjamim Salgado, à semelhança de anos anteriores, levou a

referenciar como visitantes cinco turmas do 9º ano da Escola EB2/3 Abel Salazar. Aproveitamos o momento para a agradecer a presença e

cabo os Dias das Ciências Movimento, que teve por objectivos: promover o gosto pela ciência;

receptividade manifestada pelo Conselho Executivo e professores acompanhantes desta escola. Estendemos os agradecimentos a todos os

Valorizar a criatividade e a iniciativa. Promover o desenvolvimento, nos alunos, do espírito científico e inova-

elementos da nossa a comunidade educativa - empresa Riopele, Horto e Casa de Animais - que de forma directa ou indirecta contribuíram para

dor existente no ensino das ciências. Desenvolver o raciocínio e o pensamento científico.

o sucesso das actividades.

Utilizar as novas tecnologias. Estimular a cálculo mental. Desenvolver a capacidade de comunicação. Motivar os alunos para a prática laboratorial. Rastrear problemas da visão. Determinar índices de acuidade visual. Demonstrar a óptica dos problemas mais comuns da visão e respectiva correcção. Mostrar o funcionamento d equipamentos e ferramentas que apetrecham a oficina de óptica ocular. Demonstrar “in loco” algumas das etapas do processo de montagem de lentes oftálmicas em armações. Aplicar e consolidar os conhecimentos. Do evento fizeram parte actividades no âmbito das disciplinas de Matemática, Física e Química, Biologia e Geologia e, disciplina do Curso de Óptica Ocular. As actividades tiveram por público-alvo os alunos do Ensino Básico e, em especial, os alunos do 9º ano da nossa escola, bem como alunos das escolas vizinhas que aceitaram ao convite. Cabe-nos Página 31


Março 2009

Murmúrios… Caminho estático, absorto, inerte E sinto-me sufocar neste átrio deserto… Ao longe, imóveis, vejo todos os sinais: Os dados jogados estão no lugar certo, E a chama apagou-se porque tu estás perto…

Poesia

Uma brisa, um arrepio, um suave tocar, Um olhar vazio… Sinto as mãos gelar… Os passos ecoam, ressoam no pátio. Já não é um sonho e fico acordado Os passos ecoam e eu estou parado… E ouço, suspenso, a melodiosa harpa, Que impiedosamente toca, sem cessar… Escuto, no silêncio, breves notas musicais, Que em mim se cravam como uma farpa.

EU… Ando no ar Paro de pensar Voo sem ver Falo sem dizer E vivo somente o agora! O universo gira em mim O meu tempo é ilusão Dou de volta tudo o que eu quis Só para ser feliz! Mudo as regras e os sinais, Viro em contramão O que eu fui?, eu não sou mais! Sou apenas imaginação… O que vem também se vai Nada é permanente nem igual E continua a mudar… Quero ir mais além Ver o bem que está dentro do mal E aprender a aceitar outrem. Eu ando só Eu não sou ninguém. E deixo as dúvidas soltas no ar… Não sei dizer, Nem quero saber, Nem tento adivinhar. Dou um mergulho num outro mar Vou ao fundo da questão Troco tudo de lugar Mudo de estação. Eu nasci para inventar, E recriar do nada… Aprendi a caminhar Pela outra margem da estrada. Vejo tudo a passar, Deixo tudo existir… Eu insisto em chegar Mas persisto em partir! Quero filmar Um outro filme de mim Mas, desta vez, Num roteiro sem fim… Olívia Isabel Campos, 9ºB

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Crepúsculo… Fim de tarde…Crepúsculo… Uma vida que ninguém percebeu… Debrucei-me sobre o mar… Fiz dele meu confidente… Olhei-me nele e vi o meu reflexo! O meu passado voltava E, com ele, a mágoa de Uma vida mal vivida. O Sol feneceu e… O meu ser cobre-se com O pesado manto da tristeza. Vestir-me de alegria Pertence ao meu passado. O meu rumo de vida naufragou e, Desesperada, busco um raio de luz. Mas é tarde…As trevas são implacáveis. Sinto-me engolir pelas Águas revoltas da minha existência. As forças estão exauridas A chama apaga-se lentamente. Mergulho na minha alma Porém, só encontro destroços!

Maria João Santana, 9ºD

E na parede, ao fundo, Um morto muro irreal, Surgem as sombras de um vulto Descendo de um pedestal… Dirige-se a mim sorrindo, Num velho passo apressado E num arfar lento e pesado Sinto-o agora ao meu lado… E rodeiam-me aqueles braços, Que num doloroso enlace, Insistem em me agarrar… E asfixia-me aquela voz Que jamais se irá calar… Sinto a inércia crescer Naquele beijo demorado Deliciosamente amargo… E nos lábios vejo o prazer De quem veio trazer Murmúrios do passado… E num vislumbre, de repente As mãos e os pés estão soltos E corro pelo pátio loucamente… Tropeço em sorrisos, em olhares E em memórias surreais… Numa agonizante corrida, Vasculho furiosamente Aquele átrio sem saída… Nas eternas horas mortas, Quando por fim percebo Que o pátio não tem portas, Amaldiçoo o velho medo Que fracassou as quimeras Do meu desmedido sonho… E num ataque de fúria, Entre a vergonha e a mágoa, Grito como um demente E choro desesperado, Porque a alma já não sente Que por mais que queira ou tente, Naquele átrio gelado, Os meus gritos são mudos, São murmúrios do passado… Ângela Rodrigues, 12ºE


Março 2009

Cursos EFA Apresentaram a Palestra: "Medicina Tradicional/Convencional" No passado dia 14 de Novembro de 2008, realizou-se, no âmbito da Actividade Integradora dos Cursos EFA, por volta das 20:30, no átrio do Pavilhão Novas Oportunidades, na Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, uma palestra subordinada ao tema “Medicina Tradicional/Convencional”, fazendo parte da Actividade Integradora “A História das Coisas… o Convencional, O Popular/Tradicional e o Alternativo”” dos cursos EFA, direccionada a toda a comunidade educativa. Enquadrada no trabalho realizado pelos formandos no âmbito do Núcleo Gerador “Saberes Fundamentais”, foram também expostos e apresentados todo um conjunto de trabalhos elaborados pelos formandos. Com o átrio do Pavilhão Novas Oportunidades repleto de público, pre-

momentos de avaliação, tratamento, habilitação e outras técnicas terapêuticas, com a finalidade de prevenir a incapacidade, maximizar o desempenho ocupacional e melhorar a qualidade de vida. Por fim, não deixou de destacar os objectivos, áreas de intervenção, locais de trabalho e os diversos membros da equipa de intervenção. Relativamente à segunda intervenção da noite, a Drª Sónia Cristina Oliveira , começou por focar a História e evolução da Fisioterapia, desde a antiguidade até ao século XX. No início da segunda década do século XX, mais precisamente em 1921, foi criada a primeira associação de Fisioterapia, tendo esta sido impulsionada pela necessidade de recuperar os feridos causados pela 2ª guerra mundial. Abordou ainda a evolução da fisioterapia no nosso país, que foi marcada pela constituição da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas, em 1964 e pela criação, em 1966, do Centro de Medicina e Reabilitação da Santa Casa da Misericórdia de Alcoitão. A palestrante aludiu, ainda, ao objecto, técnicas terapêuticas e finalidades da fisioterapia, não se esquecendo de nomear os locais onde a actividade é praticada, nomeadamente em hospitais, clínicas, domicílios, etc. Finalmente, foram definidas as áreas de intervenção do fisioterapeuta, o seu público-alvo e a constituição da equipa multidisciplinar que participa na reabilitação dos doentes, começando pelo médico e passando pela intervenção do fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, terapeuta da

tendeu-se informar e sensibilizar os presentes para a importância de diversas actividades de natureza terapêutica, nomeadamente a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional. Foram convidadas as palestrantes, Dra. Sofia Saraiva e Drª Sónia Cristina Oliveira que versaram nas suas intervenções, respectivamente, as actividades terapêuticas da Terapia Ocupacional e Fisioterapia. Na sua intervenção, a Dra. Sofia Saraiva começou por abordar a origem e evolução da Terapia Ocupacional ao longo dos tempos, desde as primeiras civilizações até aos nossos dias. Deu um enfoque especial ao início desta actividade terapêutica em Portugal, que se iniciou em 1960, tendo salientado que a Terapia Ocupacional teve um forte impulso, no nosso país, em 1966, com a criação da Escola de Reabilitação de Alcoitão, integrada no Centro de Medicina de Reabilitação (Alcoitão) seguidamente abordou a evolução do reconhecimento académico desta

Ficha

prática terapêutica, desde a sua equiparação a curso técnico, até ao momento em que se tornou numa licenciatura. Destacou os diversos

fala e outros profissionais especializados. No final das intervenções das convidadas, houve lugar a uma fase de apresentação de questões e debate. Assim, diversas pessoas, de entre o público presente, tomaram a iniciativa de colocar dúvidas e pedir esclarecimentos às convidadas na mesa, tendo sido levantada, por exemplo, a questão da pertinência e vantagens das deslocações de inúmeros pacientes portugueses a Cuba para se submeterem a tratamentos na área da fisioterapia. A Drª Sónia Cristina respondeu, aludindo ao facto de os media difundirem e publicitarem esses casos, mas acrescentou que a qualidade dos serviços prestados na área da fisioterapia no nosso país não fica em nada a dever àqueles que são implementados em Cuba, tendo nós excelentes instituições especializadas neste domínio, como é o caso do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Concluindo, as duas especialistas convidadas abrilhantaram esta actividade preparada pela equipa EFA-NS e ajudaram, certamente, a esclarecer o numeroso público que assistiu ao evento, relativamente à temática em causa. Turmas EFA NS-A e B O formador responsável: Afonso Santos

Propriedade

Coordenação e Grafismo

Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

Professoras Lurdes Dinis e Rosa Gomes

Contactos

Produção Comunidade Escolar

E.S.P.B.S. Rua dos Estudantes 4770-270 Joane - Vila Nova de Famalicão

Apoio Técnico Profs: Carla Bacelar, Paula Carvalho e Rosa Capa Redacção e Revisão Profs: Laura Correia, Adelaide Martins

Telef.: 252 996877/8 Página 33


Março 2009

Na Neve… Acordei, ouvi uma voz… Esta disse: - Está frio, agasalha-te! – Era a minha mãe

mesmo a nevar mas, à medida que o tempo foi passando, aquela chuva ia-se tornando

E, num repente, uma bola bem amolgada por umas mãos grossas e geladas, cobriu

que me alertava com voz de mãe, logo pela manhã. A verdade é que as televisões

cada vez mais grossa, cada vez mais branca e, num ápice, a Mãe Natureza começa a

a minha face de um frio sepulcral que me arrepiou e me fez gritar… Era tão gelado!

anunciavam o frio que se instalava por todo o país.

ser coberta por um manto branco que se ia tornando cada vez maior. E a neve ia cain-

E aí começou a luta de bolas de neve. Ficámos todos molhados, a tremelicar e com

Tomei precauções! Claro! Não queria tremelicar de frio o dia todo.

do, caindo…branca e suave… Fascinados e levados pelo entusiasmo,

os ossos e os músculos congelados. Mas, mesmo assim, continuámos. Gritamos, cor-

Mais tarde já na aula de Língua Portuguesa, enquanto a professora nos ensinava

corremos numa enorme velocidade para sentirmos a neve cair no nosso rosto!

remos, caímos, rebolamos na neve… Foi uma experiência fantástica, para nunca

com as suas sábias palavras, surge uma voz traquina, que me sobressalta num ápi-

Já lá fora… frio, flash de câmaras fotográficas, gelo, neve, pessoas felizes, gritos, sal-

esquecer! Quando parei… não acreditava no que ti-

ce: - Está a nevar! – Disse ela.

tos, emoção, mas tanta emoção! E este era o cenário de uma manhã onde a neve ia ca-

nha acabado de viver! No fantástico dia que tinha passado ao lado das pessoas que lu-

Naquele momento pensei que talvez fosse uma partida ou uma mentirinha, para de-

indo lenta, suave e alegremente! Apesar do frio que se fazia sentir, eu e os

tam todos os dias para me arrancarem um sorriso, uma gargalhada… os meus amigos!

sanuviar da aula; estava sempre a acontecer… Mas não, voltei a face para a janela

meus amigos aproveitamos ao máximo este mágico fenómeno. E enquanto eu marcava

E quando o dia acabou, e a hora de descanso se aproximava, pensei… O que a

e, de repente, vejo algo a cair do grande céu. E disse:

o chão branco como a cal, com as minhas curtas pegadas, uma voz lá de longe, avisa-

Mãe Natureza consegue fazer?!!!... MARAVILHAS!

Imagem de Alcino Oliveira

- Esta a chover! Não, a nevar!!! Nunca poderia imaginar que estivesse

me: - Cuidado!

Maria João Santana, 9ºD

(...) Fiquei maravilhada!...Em Joane, a nevar!? Nunca tinha visto tão belo espectáculo! E a vila perdeu a cor

(…) O dia nove de Janeiro não foi um dia igual aos outros porque…nevou em Joane ! (...)

para aparecer pintada de branco. (...) Ana Pereira, 9ºD

Carla Novo, 9ºD

(...) Nunca tinha visto neve e, quando vi e toquei nela,

(...) Passado algum tempo, tudo estava coberto por um manto fofo e branco que cobria carros, telhados,

foi uma sensação ímpar! Não existem palavras capazes de exprimir o que eu senti! Foi uma sensação única e

passeios, campos…e até a nós! (...)

um dia para recordar. (...)

Nádia, 9ºD

Luciana Cunha, 9ºD

(...) Está a nevar!!! Corremos para a jane-

(...) Além de tudo, acho que foi um dia mágico e irei relembrá-lo até ao resto da minha

la, fotografando e filmando, para que este maravilhoso dia ficasse gravado para sem-

vida.(...)

pre! (...)

Hugo Costa, 9ºD

Tiago Oliveira, 9ºD

(...) Foi um dia passado de maneira muito diferente, pois diverti-me imenso a atirar bolas de neve, a registar o momento em

(...) Apesar do frio, a escola estava ao rubro. Havia gritos, gargalhadas, ruído, bolas de neve no ar, bonecos

fotografias, a brincar(…)

de neve surgiam aqui e além…Mas, o que mais me agradou, foi a neve a cair-me em cima de mansinho! (...)

Tatiana Magalhães, 9ºD

Fátima, 9ºD

(...) Não me esquecerei desse dia, pois foi um dos mais divertidos que já passei na minha curta vida escolar! (...)

(...) Este acontecimento despertou em mim várias emoções tais como: alegria, encantamento, euforia…Foi único e inesquecível! (...) Marta Cunha, 9ºD

Página 34

Imagem de Alcino Oliveira

Pedro,, 9ºD


Março 2009

Cursos Profissionais Visitam Sintra e Lisboa No passado dia 6 de Março, os cursos profissionais do 11º ano fizeram uma visita de estudo a Sintra e a Lisboa para percorrer os espaços d’Os Maias, obra de Eça de Queirós e de leitura obrigatória na disciplina de Português. A chegada ao Palácio da Pena, em Sintra, foi cansativa mas compensadora, pois o seu interior e exterior são fantásticos. Todas as peças decorativas (porcelanas, quadros, móveis) das divisões do Palácio, transportaram-nos para séculos passados e o exterior envolve-nos em toda a natureza e arquitectura magnífica que lá existe. Já no centro de Lisboa, o passeio pelo Rossio e Chiado foram espectaculares. Passamos por vários sítios e monumentos que desconhecíamos, mas era-nos explicada a sua história pelos professores. Elementos como o Marquês de Pombal, o Elevador da Santa Justa, Teatro Nacional D. Maria, a Estátua de Fernando Pessoa, o Teatro da Trindade e o Quartel do Carmo fizeram-nos conhecer mais da nossa Capital e ficar com as melhores imagens da cidade de Lisboa na memória, para mais tarde recordar. Palácio Nacional da Pena - Sintra No lanche, em Belém, pudemos desfrutar dos famosos “Pastéis de Belém”, bem como deliciarmo-nos com a visão do Mosteiro dos Jerónimos e do Padrão dos Descobrimentos. Podemos concluir que foi uma visita de estudo muito alegre e gratificante, pois aumentamos o nosso nível cultural, ao mesmo tempo que nos divertimos com os nossos amigos. Uma visita para recordar e chorar por mais…

Carina, Jorge e Nelson, 11º J

Escaladores da ESPBS no Top Nacional No passado dia 14 de Março decorreu na nossa escola a 1ª prova do Calendário de Competições de Escalada da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada. A Taça de Portugal de Escalada de Dificuldade contou com a presença de 11 clubes de tudo país e com cerca de 59 atletas. Foi uma boa oportunidade para ver alguns dos melhores escaladores nacionais a realizarem prestações surpreendentes, agarrando-se a presas minúsculas em movimentos onde a força e a técnica são coordenadas numa verdadeira dança vertical. A nossa escola obteve algumas classificações de destaque nos seguintes escalões: Alice Marinho – 1ª classificada em Juvenil Femina; Vitor Ferreira – 2º classificado em Junior Masculino; Paulo Ribeiro – 2º classificado em Juvenil Masculino; e Melissa Fontes (D. Sancho I) – 3º classificada em Junior feminos. Todos os outros atletas representaram a nossa escola com empenho e correcção. A organização quer manifestar o seu agrado a todos aqueles que com o seu trabalho tornaram este acontecimento num sucesso prestigiante para a nossa escola. Desde os serviços administrativos, passando pela cozinha, reprografia, telefonista e funcionários do pavilhão até aos alunos do 10ºI e 9ºEI todos trabalharam de forma desinteressada e perfeita. A todos eles o reconhecimento do Núcleo de Escalada. O trabalho do Núcleo de Escalada vai continuar em 3 frentes: - proporcionar aos alunos uma actividade enriquecedora da sua formação; - prestigiar o nome da escola com pólo de formação abrangente e eclética; - Manter a escola com uma referência nacional da escalada de formação e competição. Trabalhos executados pelos alunos que frequentam o Clube dos R’S e Artes Decorativas,

Prof. Adolfo Ribeiro

Clube dos R’S e Artes Decorativas

orientados pela professora Dores Xavier.

c Pás

oa

Os membros do Clube desejam a toda a comunidade educativa uma Páscoa Feliz! Página 35


Março 2009

Concurso de Fotografia Os subdepartamentos de informática e de artes visuais organizaram um concurso de fotografia direccionado para os alunos do Curso Profissional de Técnico de Multimédia e do 12ºano do curso geral de artes. Os alunos poderiam concorrer com uma fotografia em cada uma das seguintes modalidades - Macro, paisagem ou retrato. Por considerar que as fotografias não revelavam qualidade suficiente, o júri decidiu não atribuir nenhum 1º prémio, contudo atribuiu as seguintes menções honrosas: Na categoria Macro: ·Tiago Pereira, 10ºI; ·Marisa Dias, 11ºI; Na categoria Paisagem: ·Roberto Machado, 10ºI; ·Sara Daniela, 10ºI; Na categoria Retrato: ·Luís Campos, 10ºI. Estiveram a concurso 71 fotografias de 29 alunos, das turmas I do 10º e do 11º ano do Curso Profissional de Técnico de Multimédia e do 12ºH do Curso Cientifico Humanístico de Artes Visuais. No terceiro período será exposta uma selecção destas fotografias.” Página 36

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Jornal Ponto de Encontro  

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