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N.ยบ 45 Junho de 2008

Jornal da Escola Secundรกria Padre Benjamim Salgado

OS NOSSOS PREMIADOS


Junho 2008

Uma Perda que Vai Doer para Sempre... Sinceramente às vezes não sei se vale a pena viver… lutar pelo que queremos se um dia deixamos ficar tudo, assim sem mais nem menos. Eu tive uma pessoa muito importante na minha vida que lutou para ter uma vida boa, que fez de tudo para que os seus filhos e netos não sofressem. Estava sempre a ver o que podia fazer por nós, para que estivéssemos bem. Mas de repente partiu… Foi numa manhã de domingo. Ainda estava a dormir, quando do nada ouço a minha tia a chamar por mim e pela minha mãe, dizia que a minha avó se estava a sentir mal. Algo dentro de mim me dizia que ia acontecer alguma coisa menos boa. Levantámo-nos assustadas e, quando chegámos ao pé delas, ela nem conseguia falar para nós, com tanta falta de ar que tinha. Chamámos logo uma tia minha que vive na mesma rua que nós e chamámos também os bombeiros. Mas os bombeiros já não chegaram a tempo. Ela morrera nos braços dessa minha tia que vive lá perto. Morreu ali, assim à minha frente. Caída no chão, já com uma cor diferente e fria. Algo horrível, que vou recordar-me sempre.

Lutar para sermos felizes e fazer, de uma maneira ou de outra, com que

Ela partiu, assim, sem poder dizer um adeus e sem que nós pudésse-

os outros também o sejam.

mos dizer-lhe “obrigada pelo teu amor”. Foi uma perda muito grande, que vai doer para o resto da minha vida. A

A vida tem destas coisas, desafios, frustrações e perdas. No entanto, temos que mostrar à vida que somos mais fortes que tudo

mim e a todas as pessoas que ela mais amou, que conviviam com ela,

isto e encarar de frente os problemas. Assim, como eu encarei a morte

sabiam que era uma boa pessoa.

da minha avó.

Toda a gente gostava dela, por ser como era. Não queria o mal de ninguém, muito pelo contrário, só queria ver os

Esta perda fez doer para sempre. Apesar disso, fez com que eu crescesse, ganhasse maturidade, para lidar com todas estas situações.

outros felizes.

Não vamos ser orgulhosos e pensar só em nós. Lutaremos, sim, pelo

E nós, enquanto foi viva, também fizemos de tudo para que também o

que queremos, contudo devemos, pensar um pouco sobre aquilo que

fosse. E é por isso que me pergunto… vale a pena lutar tanto na vida??!!

estamos a fazer. Não podemos ser felizes com a infelicidade dos outros.

Se calhar não, uma vez que, de um momento para o outro deixamos

Por isso, eu vou seguir o exemplo desta pessoa que tanto marcou a

tudo, não podemos levar nada connosco para “debaixo da terra” só re-

minha vida.

cordações, umas boas e outras más. No entanto, por estas boas recordações vale a pena lutar na vida.

E como eu costumo dizer:” Lutar para ser feliz e sê-lo, sim, mas não com a infelicidade dos outros”. Sara Mendes, 10ºE

Os meus pés pisam este chão gélido, A estrada não parece acabar. Não encontro a saída. Irá, algum dia isto acabar?

Algo ou alguém? Isto é o que me abarca, São os gritos de dor do meu coração. O que vejo é uma lágrima.

Queria ser um pássarol

Não pareço encontrar a solução.

Mas existe algo na terra Que me faz cá ficar.

Procuro o que vem depois do horizonte, Sonho com o ir e o ficar. Penso no que foi e voou, Acredito no ontem que a dor deixou.

Fama vs Amor

Livre para voar, Lembro-me como se fosse hoje, aquele maravilhoso e primeiro beijo. Nunca o irei esquecer, Algo que não quero deixar,

mas ainda tenho um desejo.

algo que não quero desiludir. Algo que me alegra sempre,

O meu desejo é que tu

Algo que me faz sorrir.

ponhas a fama de lado.

Filipa, 8ºE

E fiques comigo para sempre, ainda que eu seja o teu amado.

Tu sim, és tu com quem quero ficar, Mas mais que tudo és

Pois, eu era capaz disso.

quem eu vou sempre AMAR.

Espero que sejas capaz, Porque quem ama Mr. FI

André Gonçalves, 10ºJ

prefere o amor do que a fama. Mr. FI André Gonçalves, 10ºJ

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“O Livro à Procura do Leitor” No meu imaginário de criança, os tesouros eram sempre baús recheados de ouro e pedras preciosas, motivos de lutas sangrentas entre piratas de um olho só e com pernas de pau. Foi então, com algum cepticismo, que comecei a ouvir que o “livro é um tesouro”. Perguntava-me como poderia ser um tesouro, se para o encontrar não precisava nem de mapas, nem de espadas? É certo que os livros não abundavam e o seu acesso não era tão alargado como nos dias de hoje, mas tive a sorte de existirem muitos “tesouros” na minha “ilha”. Os livros não eram lidos, mas sim devorados. Absorvia-os de um “só trago” e nunca sentia a minha sede saciada. Então percebi. O livro pode ser um tesouro, porque é único e não se esgota numa só leitura, enriquece sem luxúrias e é eterno. Nunca mais tive dúvidas! Mas hoje, urge-me outra questão, despertada pelo actual Plano Nacional de Leitura. Porque tem de ser o livro a procurar o leitor e não o leitor à procura do livro?

RENOIR

Com o Plano “Ler +” procura-se artificializar os hábitos de leitura, quer na escola quer na família. Os pais são levados à escola para

lerem um texto à turma do seu filho. Fazem-no de uma forma orgulhosa e, por momentos, o livro é o seu tesouro, que ficará guardado no baú até à próxima ida à escola. Melhor seria, que os pais ganhassem cinco minutos diários e lessem em casa com o mesmo entusiasmo, fazendo-o de uma forma natural e habitual. O “Homem é feito de hábitos”! E a leitura e o gosto pelos livros é um hábito saudável que pode e deve ser incutido pelos pais e formadores. Os pais justificam a sua resistência ao livro com teorias economicistas, argumentando que não há tempo nem dinheiro para os livros. Grande mentira! O livro é, hoje, um tesouro gratuito que nos pode entrar em casa, pelas bibliotecas locais, escolares e mesmo pela internet (via tão admirada pelos nossos filhos). Mas isso não chega para que exista uma relação de prazer com o livro. O livro não deve chegar ao leitor pela obrigação, mas sim pela atracção. O Plano Nacional de Leitura terá capacidade de “florear” o livro tornando-o atractivo para a criança e criar nela uma “cultura de leitura”? Ainda é cedo para responder. Posso é, desde já, observar que o PNL despoletou movimentos pró-activos de leitura, sejam eles naturais ou impostos e aproximou o livro do leitor. Mas será que o leitor se aproximou do livro? Não sei! Apenas sei, que o livro, grande ou pequeno, novo ou velho, continua a ser o meu tesouro! Prof.ª Helena Nogueira

Parafraseando Pessoa(s) Está um lindo dia de Inverno, o céu está coberto de majestosas nuvens carregadas, e um pouco mais abaixo eles voam instintivamente, gozando a sua liberdade reclusa. Reclusa porque assim tem que ser, porque voam, porque têm

AC

ARMAZÉM COSTA De Carlos Alves da Costa

que voar. Reclusos mas ainda assim livres. Aperceberse-ão da sorte – que nem sorte é - que é a deles? Talvez. Parecem felizes. Ainda me lembro do tempo em que, como eles, voava. Se é que tempo assim houve, possivelmente um

Todo o tipo de material escolar Comércio e distribuição de todos os consumíveis para escritório

sonho. Sim, um sonho. Diz o poeta António Gedeão que

Embalagens de papel e plástico

o sonho comanda a vida… talvez, mas não sei se este irá comandar a minha, sinto-me sem forças, sinto-me a morrer por dentro, estou a transformar-me num cadáver oco que ainda não conheceu o sabor fétido da putrefacção e que por isso mantém um ar alegre. Eu queria livrar-me das grades da minha clausura, das mãos que despejam o meu alimento. Eu queria por uma última vez voar ao lado deles. Eu queria ser feliz, Eu queria ser livre mas…

Rua da Ribeira, 132 4770-270 JOANE

Fax. 252 993 007 Tel. 252 921 904 Tlm. 917 641 975

Hugo Carvalho, 12ºC (2006-2007)

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Sugestões de Leitura O Sétimo Selo de José Rodrigues dos Santos José Rodrigues dos Santos lançou o seu quinto romance. As alterações climáticas e a perspectiva de esgotamento dos combustíveis fósseis constituem o tema de fundo do quinto romance de José Rodrigues dos Santos. «Acho que é um romance que vai abrir os olhos de muitas pessoas para os gigantescos problemas que nos esperam», disse o escritor e jornalista à agência Lusa. «Fala sobre o futuro imediato da humanidade, aquilo que vai acontecer ainda no nosso tempo de vida». O livro, de 500 páginas, baseia-se em «informação histórica, técnica e científica verdadeira», como faz questão de sublinhar, e começa na Antárctida, onde cientistas polares assistem a um acontecimento real: o colapso da plataforma de gelo Larson-B, um fenómeno atribuído ao efeito de estufa e documentado em numerosos estudos científicos. Por isso mesmo, o texto teve dois revisores científicos, um para a parte sobre o aquecimento global (Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas) e outro para a área dos combustíveis (Nuno Ribeiro da Silva, perito em energias renováveis). «São as maiores sumidades portuguesas nessas duas áreas», disse José Rodrigues dos Santos. Voltando ao enredo, na Antárctida, há um cientista norte-americano que é assassinado e a Interpol contacta a personagem principal, o historiador português Tomás Noronha, para ajudar a decifrar uma mensagem bíblica deixada pelo criminoso ao lado da vítima: «666», o chamado número da Besta. «É esse o ponto de partida que coloca o protagonista na pista de dois problemas muito sérios que ameaçam o nosso futuro, o aquecimento global e o fim do petróleo», afirmou. «Ainda esta semana - lembrou - o petróleo atingiu 89 dólares o barril e deverá entrar nos três dígitos no próximo ano». «Como vai ser daqui a dez anos? Estará a 200 ou 300 dólares o barril? Vem aí uma recessão de proporções nunca vistas?», interroga José Rodrigues dos Santos. «Temos de estar preparados para o que aí vem e só o poderemos estar se soubermos o que se passa, já que sem conhecimento do problema não há solução», frisou. «Os cientistas estão em pânico com as alterações climáticas» - assevera. «O sul da Europa, incluindo Portugal, vai transformar-se num deserto, como de resto metade do planeta. Penso que o cidadão comum não tem noção disto, nem do impacto que isto produzirá na sua vida». O título do filme é uma citação bíblica já usada pelo cineasta sueco Ingmar Bergman, recentemente falecido, num enigmático filme de 1957, em que um cavaleiro cruzado joga xadrez com uma personificação da morte, a quem pede tempo para reflectir sobre o sentido da vida. «Está escrito no Apocalipse», diz Rodrigues dos Santos. «Quando Ele quebrou o sétimo selo, fez-se silêncio no céu», citou. «É nesse instante que começa o Apocalipse». José Rodrigues dos Santos publicou anteriormente os romances «A Ilha das Trevas» (2003), que será adaptado ao cinema por Leonel Vieira, «Filha do Capitão» (2004), «Codex 632» (2005) e «A Fórmula de Deus» (2006), o livro mais vendido em Portugal naquele ano. Além de escritor, é jornalista pivot da RTP, actividade pela qual é mais conhecido do grande público, e também professor da Universidade Nova de Lisboa, sendo doutorado em Ciências da Comunicação. Nasceu em 1964 em Moçambique e iniciou a carreira de jornalista em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e no ano seguinte começou a apresentar o Telejornal da RTP. Foi colaborador da CNN entre 1993 e 2002, e é um dos jornalistas portuguePágina 4

ses mais premiados, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.

Rio das Flores de Miguel Sousa Tavares O Rio das Flores conta a história de uma família latifundiária alentejana ao longo de 30 anos, com o Alentejo, Espanha e Brasil como cenário. «Este livro, devo-o em grande parte aos amigos, em grandessíssima parte, aos leitores», declarou o autor, perante uma sala cheia do Hotel Pestana Palace, local escolhido para apresentar o livro, em simultâneo com a inauguração de uma exposição de pintura sobre flores de uma amiga, Maria Ribeiro Telles. «Se aqui estou hoje é porque eles me empurraram para aqui estar (...) Eu viveria perfeitamente bem até ao final dos meus dias com o estatuto de escritor de um só romance (‘Equador’, editado em 2003) - outros bem maiores do que eu fizeram-no», sustentou Miguel Sousa Tavares. O seu primeiro romance foi resultado, explicou, «de um desafio e de um desejo muito antigo: durante mais de 20 anos sonhei tentar um dia escrever um romance de que eu próprio gostasse». Depois de escrito e publicado, não o preocupou - sublinhou - «se [aquele livro] era o princípio de uma carreira». «O que fiz a seguir foi pirar-me para caçar patos na Argentina», comentou Sousa Tavares, um confesso amante da caça. Após muita insistência de amigos e leitores, dedicou-se à escrita do segundo romance, por considerar que «não era mais do que um serviço público, um serviço prestado aos outros», embora pudesse ser classificado como mais «um livro de aeroporto, como alguém disse em tom depreciativo». «Este livro é o resultado de três anos de trabalho e de vida suspensa nesta empreitada», frisou. «Três anos muito duros», em que passou mais de um ano a documentar-se sobre factos históricos daquelas três décadas do século XX, entre 1915 e 1945, e um ano fechado em casa a escrever, sem viajar, outra das suas paixões. Apresentou O Rio das Flores o poeta e tradutor Vasco Graça Moura, a quem Miguel Sousa Tavares agradeceu por ajudá-lo a compreender melhor a sua própria escrita e que classificou como «o autor moral do livro». Graça Moura sustentou que a obra «tem reais qualidades intrínsecas» que dispensariam, talvez, a enorme campanha de comercialização montada para a promover. Fez, em seguida, uma análise bastante pormenorizada do romance, destacando aspectos como a densidade psicológica das personagens e a densidade da memória, «não só da memória histórica mas da memória familiar (...) que é também uma espécie de personagem tentacular». Discordou, porém, da definição da obra como um romance histórico, feita por Sousa Tavares numa nota incluída no final do volume de mais de 600 páginas, editado pela Oficina do Livro. «O facto de haver um fundo histórico muito bem documentado não chega para ser considerado um romance histórico (...), no sentido que tradicionalmente atribuímos à expressão, que vem do romantismo», defendeu. «Nesse sentido, todos os romances cuja acção decorre numa determinada época histórica seriam romances históricos», insistiu, acrescentando, contudo, tratar-se de «uma divergência conceptual de muito pouca importância para o livro». No plano estilístico, afirmou o poeta, «creio não errar ao falar de romance realista». Como influências, Graça Moura enumerou uma longa lista de escritores, considerando a sua prosa «aparentada com algum Camilo, Eça, Fialho, Conde de Ficalho, Brito Camacho, Raul Brandão, Nemésio e Miguel Torga». «Este é um livro com muita força, que se lê com a avidez e o prazer do leitor que quer saber como é que tudo aquilo acaba e o pode conseguir através de páginas muito bem escritas sobre algumas vidas que se desenvolveram num tempo trágico ainda próximo de nós mas felizmente cada vez mais distante do nosso próprio tempo», rematou.


Junho 2008

ESPBS na II Mostra Nacional de Ciência O projecto “Condicionantes da Actividade Enzimática” (consultar caixa- resumo do projecto) desenvolvido pelas alunas da turma A do 12º Ano, Adriana Moura, Ana Rita Costa e Elisabete Oliveira, sob coordenação do professor de Biologia, Nuno Ferreira, foi seleccionado para participar na II Mostra Nacional de Ciência, que se realizou nos dias 22, 23 e 24 de Maio, no Museu da Electricidade, em Lisboa, no âmbito do 16º Concurso Jovens Cientistas e Investigadores, promovido pela Fundação da Juventude. Participaram 79 projectos enquadrados nas seguintes áreas de estudo: Química, Ciências da Terra, Biologia, Engenharias, Ciências do Ambiente, Informática, Matemática, Ciências Médicas, Física e Ciências Sociais. Para além dos painéis elaborados, foram realizadas demonstrações para a determinação do volume de oxigénio formado pela actividade da catalase, com recurso ao material usado no projecto. As alunas participantes responderam muito satisfatoriamente às questões colocadas pelos visitantes e puderam demonstrar in loco parte da metodologia usada no projecto. Apesar do projecto apresentado não ter sido premiado, revelou-se, segundo o júri, constituído por Professores Universitários, bastante claro e científico, seguindo “religiosamente” a metodologia preconizada pelo

Enfermeira Lurdes Marques dinamizando aquela que ficou conhecida pela palestra dos “Abraços”

trabalho científico. Salientando, ainda, a preocupação em explicar os desvios entre o quadro teórico e os resultados obtidos no projecto. Para além deste facto, também foi elogiada a redacção do relatório apresentado a concurso. O projecto recebeu 5 visitas de elementos do júri, que entrevistaram as alunas, manifestando-se interessados no projecto desenvolvido. O 1º prémio foi atribuído ao projecto “Ameaça Xenobiótica – Paracentrotus lividus e a Barrinha de Esmoriz”, na área da Biologia, desenvolvido por alunos do 12º Ano da Escola Secundária de Arouca e da Escola Secundária Júlio Dinis (Ovar). Este projecto, que representará Portugal na final europeia, a realizar-se na Dinamarca, consiste no desenvolvimento de um programa de biomonitorização da qualidade de águas lacustres e estuarinas, usando para o efeito o ouriço-do-mar. De uma forma global, o balanço é bastante positivo, permitindo aos alunos adquirir competências de organização, de divulgação e de defesa de projectos. Para além disso, puderam contactar com projectos de áreas de conhecimento muito diversificadas. Por fim, salienta-se o excelente empenho das alunas participantes do 12ºA em todas as actividades desenvolvidas desde a concepção até à mostra final do projecto e, por isso, estão de parabéns.

Resumo do projecto: Este trabalho foi desenvolvido para clarificar a função da catalase; comparar a actividade da catalase em diferentes condições metabólicas (dormência, anoxia e germinação); relacionar o efeito da temperatura, do pH e das concentrações de enzima e de substrato sobre a actividade da catalase e finalmente, eliminar a ambiguidade dos resultados estabelecidos pelos alunos com a experiência que é tradicionalmente realizada para o estudo deste tema.Seleccionouse a batata (tubérculo da batateira) como fonte de catalase, cuja actividade foi mensurada através da determinação do volume de oxigénio produzido por minuto e por grama de peso fresco. O método de investigação assentou na metodologia experimental, onde se compararam diferentes grupos experimentais com o grupo controlo, preconizado pelas batatas submetidas a 100ºC.Quanto aos resultados obtidos (média de 3 ensaios), a actividade da catalase sofre influência de vários factores: temperatura, pH, condições metabólicas diferentes e concentrações de enzima e de substrato. Todavia, verificouse um desvio entre os resultados obtidos e os esperados teoricamente, no que respeita à variação das condições metabólicas e à concentração de substrato. Conclui-se, portanto, que a actividade da catalase é condicionada por diferentes factores do meio, que interferem, por sua vez, nos processos metabólicos.

Círculo de palestras sobre Saúde Escolar Os alunos da turma C do 12º Ano, sob coordenação do professor de

resultando daí um valor médio de, aproximadamente, 70 participantes

Área de Projecto, Nuno Ferreira, organizaram um Círculo de Palestras sobre Saúde Escolar, com o objectivo de sensibilizar os participantes

por palestra. De uma forma global, o Círculo de palestras foi um êxito e permitiu

para a problemática da Saúde, em particular no que diz respeito à cria-

aos alunos do 12ºC adquirir competências de organização e de modera-

ção de hábitos de vida saudáveis, bem como promover a partilha de

ção de palestras. Salienta-se ainda, o seu excelente empenho em todas

ideias e experiências entre estudantes, professores, investigadores e profissionais de Saúde.

as actividades inerentes à organização de um evento deste género.

O Círculo de palestras teve início no dia 6 de Maio, com a presença da Médica Nutricionista, Cristina Pinheiro, que abordou o tema “Tu és o que comes”. No dia 13 de Maio, o professor Mário Santos dinamizou a palestra intitulada “Actividade Física na Alta Competição”. No mesmo dia, realizou-se a terceira palestra sobre o tema “Sexualidade Responsável”, com a presença da Enfermeira Liliana Peixoto (antiga aluna na escola). A 14 de Maio, seguiu-se a quarta palestra Subordinada ao tema “Aquecimento Global”, dinamizada pela Dra. Ana Cristina Costa (QUERCUS) e pela Dra. Ana Silva (CEAB). Por fim, no dia 16 de Maio, realizou-se a quinta e última palestra intitulada “Investir na Saúde Mental é um Acto Lúcido”, com a intervenção das Enfermeiras Lurdes Marques e Adelaide Fernandes e da Dra. Andreia Silva. O Círculo de palestras contou com a presença de 348 participantes,

Enfermeira Lurdes Marques dinamizando aquela que ficou conhecida pela palestra dos “Abraços”

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CONCURSO ENTRE PALAVRAS TEMA: PERIGOS DA INTERNET Trabalho seleccionado para o concurso distrital “Entre Palavras”, 4º fórum da leitura e debate de ideias. A dita maravilhosa Internet é, sem dúvida,

intenções são as melhores. Existem alguns si-

pelo mundo,

algo de muito positivo, uma vez que nos abre

nais no comportamento dos filhos que devem

ferindo muitos

as portas da aldeia global em que se transformou o mundo dos nossos dias. Nela podemos

alertar os pais. Assim, é de desconfiar quando estes dedicam muito tempo ao uso da Internet,

jovens. A depen-

conhecer quase tudo sobre o mundo. Isto, de

especialmente de noite; recebem chamadas te-

dência de mui-

uma forma que não sonharíamos há alguns

lefónicas de pessoas desconhecidas, ou fazem

tos

anos atrás, e não são assim tantos. Ler jornais, ouvir música, ver filmes, conhecer tudo sobre

chamadas, às vezes de longa distância, para números de telefone que os pais desconhecem;

face ao computador é alar-

os vários países, pesquisar sobre tudo aquilo

recebem cartas, presentes, objectos ou enco-

mante e este

que desconhecemos e desejamos conhecer,

mendas de pessoas que os pais não conhe-

é, certamen-

aceder a vários serviços muito comodamente em qualquer lugar e a qualquer hora são sim-

cem; exigem ficar sozinhos em frente ao computador; desligam o computador, ou rapidamen-

te, o perigo social mais comum. Hoje em dia, as crianças

ples coisas, às quais temos acesso com um

te mudam de página, quando os pais entram

trocaram os tempos livres a brincar na rua, com

simples carregar de tecla.

na sala ou no quarto; isolam-se da família e

os amigos, por um computador onde continu-

No entanto, por detrás deste maravilhoso mundo, que é a Internet, esconde-se um vasto

amigos; armazenam material pornográfico ou outros conteúdos impróprios, no computador;

am a comunicar, mas não se vêem, nem se divertem. Perde-se, assim, o contacto mais pró-

novelo de perigos dos quais a maioria das pes-

alteram o seu comportamento habitual, tornam-

ximo com os pares ou familiares, a espontanei-

soas não tem conhecimento. De facto, na

se mais violentos ou ainda quando revelam um

dade e visibilidade das verdadeiras reacções,

Internet não é fácil distinguir o que é seguro e legal, daquilo que é perigoso e ilegal. O acesso

interesse súbito por assuntos de natureza sexual.

emoções e afectos podendo afectar, mais ou menos, o equilíbrio psicológico. Limita-se, da

a sites perigosos e ilegais é muito fácil e a quan-

Por outro lado, as pessoas que tentam apro-

mesma forma, o contacto com o mundo exteri-

tidade de materiais é muito abundante. Violar a

veitar-se dos jovens têm também comporta-

or, com o ar livre, e verificam-se, aqui e ali, as

lei torna-se um perigo demasiadamente disponível e enveredar por caminhos tortuosos mui-

mentos característicos, tais como a demonstração de carinho, amabilidade, oferta de dinhei-

possíveis complicações que isso traz para a saúde física, ao nível dos problemas de obesi-

to acessível, como por exemplo, realizar encon-

ro, ajudam os jovens a resolver problemas cati-

dade infantil, implicações no sistema respirató-

tros “online” com pessoas menos recomendá-

vando-lhes a atenção, utilizam temas juvenis,

rio e imunitário, além dos problemas de visão.

veis, estabelecer contactos através do correio electrónico não desejados [spam], manter con-

divulgam conteúdo sexual e tentam marcar encontros com as vítimas.

Com todos estes perigos, tanto os pais como filhos devem ter uma atitude atenta, uma pos-

versação com estranhos em salas de conver-

A Internet constitui um mundo de perigo prin-

tura crítica e selectiva, uma mente aberta e res-

sa, bem como invasão da privacidade, através

cipalmente para os jovens, mas também para

ponsável em relação a tudo o que vêem na

da publicidade praticamente imposta, onde se verifica a falta de transparência entre a publici-

os mais adultos. Os “vilões” da Internet estão sempre disponíveis para aplicar golpes em pes-

internet, a que “sites” acedem e que informações partilham.

dade e o seu conteúdo.

soas

mais

desprevenidas,

os

jovens

casos

Em suma, a internet tem muitos aspectos

Comecemos, deste modo, por um dos peri-

contabilizados de burlas e golpes económicos

positivos, como já referimos, desde o facto de

gos mais conhecidos, que consiste no visionamento de material impróprio, principal-

ou psicológicos já perderam a conta. Por tudo isso, é importante ter alguns cuidados na utili-

nos ligar ao mundo exterior, como ajudar-nos quando precisamos de esclarecer alguma dú-

mente, de “sites” pornográficos. Também não

zação da Internet, tal como nunca revelar as

vida. Os jovens, grandes consumidores de

faltam “sites” com conteúdos racistas,

“passwords” em conversas “online”, nunca dar

Internet, por serem mais influenciáveis, estão

xenófobos ou, simplesmente, de puro incentivo à violência. Estes “sites” viram a cabeça dos

informações sobre si de forma a poder ser reconhecido e localizado, abandonar os “chats”

mais expostos aos ditos “vilões” da Internet, por isso é muito importante que os pais estejam

jovens que, por serem mais influenciáveis, es-

caso alguém seja rude, nunca marcar encon-

atentos a todos os sinais. Também os adultos

tão também mais vulneráveis a este tipo de so-

tros “online” com gente desconhecida, ou mes-

são enganados por burlistas na Internet, como

licitações que, por sua vez, os transformam em pessoas completamente diferentes, impelindo-

mo não ser mal educado para evitar confusões com pessoas desconhecidas que podem ten-

também já referimos, e muitas vezes, sem o saber, deixam que estes entrem nas suas con-

os à prática de actos de violência ou manifesta-

tar fazer mal.

tas bancárias e lhes tirem todo o dinheiro que lá

ção de preconceitos, devido à assimilação de

Outro dos grandes problemas da Internet é,

informação incorrecta e perigosa. Outras vezes, o perigo pode surgir simples-

sem dúvida, a pedofilia, a exibição de crianças nuas e em actos sexuais, para os quais não

Consideramos que a maioria das pessoas não está consciente dos perigos da Internet, por

mente de uma inocente conversa à distância,

apresentam idade. A pornografia infantil é um

isso e, para evitar dissabores, é importante que

nas chamadas salas de conversação, os

crime muito perigoso, para as crianças, e tam-

todos sigam algumas regras fundamentais. Na

“chats”. Estas salas de conversação são uma fonte de perigo para os jovens. Já são conheci-

bém desumano, por isso devemos apelar e lutar para que este perigo da internet seja dos pri-

Internet é preciso estar-se atento a tudo, mesmo aquilo que parece inofensivo pode ter um

das bastantes histórias, com fins infelizes, liga-

meiros a ser exterminado.

mar de segundas intenções envolvidas.

existe.

das aos jovens e aos “chats”. Desta forma, tor-

Acrescentamos, igualmente, aos maiores

na-se importante o papel dos familiares que devem tomar algumas precauções e estar aten-

perigos da internet a aprendizagem de criação de bombas. Muitos jovens aprendem a fabricar

Ana Oliveira, Marco Fernandes, Márcia Pereira e

tos aos sinais de perigo, porque nunca se sabe

bombas a partir da Internet, o que já causou

Professora responsável,

quem é que está do outro lado, nem se as suas

imensos problemas em escolas espalhadas

Alexandra Campos

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Paulo Silva, 9ºB


Junho 2008

Cursos EFA Partilham Experiências

Os Formandos e Formadores dos cursos EFA-NS (Nível Secundário) da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, em conjunto com toda a Equipa Técnico Pedagógica, continuam a apostar na partilha dos seus trabalhos com toda a Comunidade Educativa. Assim, e uma vez concluído o Núcleo Gerador 2, planeou-se uma sessão de esclarecimento ilustrada em paralelo com uma exposição patente durante alguns dias no Polivalente da Escola. Esta exposição teve início no dia 4 de Abril com uma palestra alusiva ao tema do Núcleo Gerador 2. Com titulo sugestivo – “Ambiente e Sustentabilidade”/”Complexidade e Mudança” cuja Questão Geradora – “Serei um cidadão ecológico?”, seleccionada pela equipa, pretendia-se consciencializar toda a comunidade, da emergência que se faz sentir em proporcionar ou, se possível melhorar, a qualidade de vida das gerações vindouras. Esta questão enquadra-se perfeitamente nos temas abordados no Núcleo Gerador em questão e cujas respostas todos compartilhamos ao longo do tratamento do mesmo. As tarefas foram distribuídas pelas turmas e produziram-se, com materiais recicláveis cartazes alusivos ao tema; panfletos/ desdobráveis sobre o ambiente; procedeu-se à elaboração de um jornal; confecção, com restos de tecido, de uma toalha para a mesa dos oradores. O arranjo do centro da mesa foi feito com cascas de eucalipto, aparas da poda do kiwi e pinhas. Idealizou-se um tapete representativo do mundo, com as “cápsulas” das sementes do eucalipto, tampas de garrafas, borras de café, açúcar, etc, que era delimitado pela Questão Geradora anteriormente esgrimida. Convém referir que, desde a idealização/concepção, passando pela execução até à sua concretização, foi preocupação da equipa usar materiais que à partida são desperdícios e cujos formandos manusearam expectantes, incidindo a sua atenção na indagação sobre a reutilização que estes podem ter. Este trabalho prático à volta da Questão Geradora, não descurou a vertente teórica através dos cartazes explicativos que, para além de documentarem toda a exposição, foram sem dúvida, o suporte mais utilitário e de desenvolvimento das competências dos formandos que investiram e aprofundaram as suas investigações. Foi também atractivo e agradável presenciar o testemunho dado pelo powerpoint resultante dos trabalhos inter-turmas que ia rodando enquanto decorria a sessão de esclarecimento que identificava plenamente o tema e o seu autor. A propósito deste assunto, estas actividades foram ainda enriquecidas com alguns esclarecimentos de técnicos especialistas nestas áreas. Escolhido o sub tema da água e lançado o convite às Câmaras Municipais envolventes, a de V. N. de Famalicão e a de Guimarães às quais pedimos colaboração com o envio de técnicos que em muito contribuíram para o reconhecimento da necessidade de preservar e proteger os recursos naturais e o ambiente. A Engenheira Sofia Bragança, técnica da empresa Vimáguas, falou-nos do processo de tratamento da água desde a sua captação até à sua chegada à torneira do consumidor. Com uma preparação exaustiva explicou-nos os processos e tratamentos que

são necessários efectuar para que a “água de um rio” se transforme em água potável. Ainda no seu leito, neste caso, no rio Ave são feitas análises periódicas para saber como agir a partir da sua captação. Uma vez captada, a água sofre e passa por processos de tratamento que vão desde a sua filtração até à desinfecção, garantindo a qualidade desejada desde que sai dos reservatórios até ao consumidor final. Com uma sala repleta de público, foi possível percebermos que todos estes processos têm custos e que é preocupação das empresas minimizar ao máximo os montantes do investimento, tendo em vista suavizar a conta a pagar pelo consumidor final. Com muita pertinência e empenho, o Sr. Vereador do ambiente da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, Engenheiro José Santos, tentou mostrar a importância da cobertura de todo o município de uma rede eficaz de água e saneamento. Explicou que há prazos a cumprir face aos compromissos assumidos de acordo com as normas/leis em vigor. A sua intervenção foi conveniente e profícua, tendo suscitado nos presentes, questões de ordem prática, cuja resposta foi peremptória e esclarecedora. Estas intervenções fomentaram na plateia o apelo a esclarecimentos imbuídos de uma cidadania mais eficaz e equitativa. Ainda que arreigado de uma espécie de “estilo publicitário” à rede de água e saneamento do seu município, o Sr. Vereador incitou à ligação à rede de água dado que esta é de confiança, o que pode não acontecer com os furos particulares se não se realizarem as análises convenientes e precisas. Assim, e em jeito complementar, os dois especialistas engrandeceram esta actividade que despoletou a partir da necessidade de encontrar respostas à questão geradora, antecipadamente levantada com muita pertinência, aprofundada pela equipa EFA-NS e futuramente patente nas mentes daqueles que com empenho se preocupam com o futuro do planeta, prevenindo e evitando tragédias a nível ambiental. É convicção desta Equipa de que há uma necessidade de expansão das aprendizagens para além muros, bem como, de partilhar experiências com a Comunidade. Assim, e neste sentido, cabe ao meio escolar proporcionar tarefas identificativas da sua profunda eficiência e preocupação com o desenvolvimento intelectual, profissional e social da população envolvente. A escola deve ser favorável e capaz de acompanhar a mudança social a que vamos assistindo, através da eficácia dos seus métodos na aplicação e desenvolvimento das competências de todo o seu público-alvo. Abrams, um sábio e entendido no campo da psicologia, numa perspectiva ecológica do desenvolvimento humano, afirma que: “…as crianças vivem num fluir interactivo com o seu microssistema, o qual inclui a família, a escola, o grupo de pares e a sua vizinhança.”

Virgínia Silva Esteves

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Trabalho Infantil Por trabalho entenda-se uma ocupação remunerada em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios, como por exemplo, alimentação, roupas, habitação, etc, na produção de bens ou serviços…O trabalho é um factor económico e pode ser medido em termos de horas dedicadas, salário ou eficiência. O trabalho infantil é toda a forma de trabalho remunerado exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade mínima legal permitida por lei, ou seja os 16 anos. Segundo a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o trabalho infantil é definido como toda a forma de trabalho abaixo dos 12 anos de idade, em quaisquer actividades económicas; qualquer trabalho entre 12 e 14 anos que não seja trabalho leve; todo o tipo de trabalho abaixo dos 18 anos enquadrado pela OIT nas “piores formas de trabalho infantil”. Embora o trabalho infantil, como um todo, seja visto como inadequado e impróprio para os menores abaixo da idade mínima legal, as Nações Unidas encaram algumas formas de trabalho infantil como especialmente prejudiciais e cruéis, devendo ser combatidas com prioridade. A Convenção nº 182 da OIT, de 1999, aplicável aos menores de 18 anos, classifica como “as piores formas de trabalho infantil”: o trabalho escravo ou semi-escravo (em condição análoga à da escravidão); o trabalho decorrente da venda e tráfico de menores; a escravidão por dívida; o uso de crianças ou adolescentes em conflitos armados; a prostituição e a pornografia de menores; o uso de menores para actividades ilícitas, tais como a produção e o tráfico de drogas e o trabalho que possa prejudicar a saúde, segurança ou moralidade do menor. No Brasil, algumas das formas especialmente nocivas de trabalho infantil são: o trabalho em canaviais (plantações de cana-de-açúcar), em minas de carvão, em funilarias, em cutelarias (locais onde se fabricam instrumentos de corte), na metalurgia e junto a fornos quentes, entre outros. Um dos motivos para a existência deste tipo de trabalho realizado por crianças é devido à necessidade de ajudar financeiramente a família. É no seio das famílias com carências financeiras, com muitos filhos, que existe uma grande percentagem de crianças a trabalhar. São os próprios pais que os incentivam ao trabalho ou os obrigam a trabalhar para sustentar a casa. Em alguns países subdesenvolvidos, são os pais que obrigam os filhos à exploração sexual, os sujeitam à venda, ou seja, comercializam os seus filhos como se fossem um pacote de arroz. Na África, este tipo de indivíduos, chamados de “Mercadores de homens” compram essas crianças por um preço miserável e obrigam-nas a trabalhar em plantações de algodão e cacau. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, existem 200 milhões de crianças a trabalhar em todo o mundo. Apesar dos pais serem oficialmente responsáveis pelos filhos, muitos pais não são punidos pelas leis, pois a acção dos tribunais ou dos juízes, está mais virada para quem contrata os menores, não punindo os progenitores. Cristiana Rocha, 10ºN

Morto-vivo?

(Trabalho realizado na disciplina de ADI)

A Reencarnação de Almeida Garrett Em Maio de 2008 Almeida Garrett regressou ao mundo dos vivos, reencarnando o papel de uma professora de Língua Portuguesa, na escola ESPBS, no dia 21 de Maio de 2008. Tudo começa no ano de 1854, quando Almeida Garrett é sepultado nos terrenos onde se encontra hoje a Escola Secundária de Joane. Dizem os entendidos que não são capazes de descobrir o que aconteceu, e dão uma explicação para tudo isto a que eles chamam de visões ou alucinações. Isto é relatado pela turma 8ºC, dessa escola, que na primeira aula do dia, às 8.20h, numa quinta-feira, quando estavam a ter a disciplina de Língua Portuguesa vêem a sua professora a transformar-se em algo diferente. Quando esta transformação acabou e olharam para o livro que estavam a dar, “Falar Verdade a Mentir”, repararam que a personagem que estava na sua sala e à sua frente era o autor da obra, a tão ilustre figura de Almeida Garrett. Entrevistamos o porta-voz daquela turma, Rui Dias, que nos disse : “ É um insulto para a nossa comunidade escolar não acreditarem em nós. Se vissem Almeida Garrett à vossa frente vestindo os fatos e casacos de peles extravagantes, que não deixam ninguém indiferente, da vossa professora de Língua Portuguesa, não eram capazes de chamar alucinação ao que vimos”. Depois de tentarmos imaginar o que nos é relatado, pedimos para Rui Dias nos pormenorizar essa transformação e eis que ele nos diz: “Tudo começa quando o cabelo da nossa professora fica como uma peruca lisa e só com uma ondulação nas pontas, um pouco abaixo das orelhas. Em seguida, os olhos diminuem, o nariz fica bicudo e comprido e a testa longa. Mas o que mais nos impressionou foi quando a pele lisa que vai das orelhas ao queixo se transformou em barba, uma tira de barba bem desenhada que nos deixou boquiabertos.” Depois deste relato tão pormenorizado e convincente, falamos com a professora de português destes alunos que só nos disse que não sabia o que se havia passado e que foi como se tivesse morrido e ressuscitado passados alguns minutos. Acrescentou ainda que, na sua opinião, provavelmente, Almeida Garrett ao ver estes alunos a estudarem a sua obra, e tão entusiasmados com a sua figura, arranjou força para vir até eles”. Para nós nada disto faz sentido, para eles tudo isto vai fazer parte das suas vidas para sempre. Ficamos com a esperança que isto não tenha sido nenhum sonho e que não possam vir a acordar dele, nunca. Joana Correia e Sofia Peixoto 8ºC

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4º Intercâmbio Matemático “Alunos em Comunicação Matemática” No passado dia 9 de Abril de 2008 participaram, no 4º Intercâmbio Matemático “Alunos em Comunicação Matemática”, duzentos alunos do ensino secundário e seis professores da ESPBS. Neste encontro, realizado na Universidade Lusíada em Vila Nova de Famalicão, estiveram presentes as escolas secundárias: Camilo Castelo Branco, D. Sancho I, Vila Verde, D. Dinis e Barcelos. O Intercâmbio contou com a presença do professor Jaime Carvalho e Silva que protagonizou uma palestra subordinada ao tema: “A Matemática na Segunda Guerra Mundial”. Os alunos das várias escolas assistiram a comunicações matemáticas preparadas pelos colegas. As comunicações foram divididas em 4 categorias: MatA, MatB, MACS, e MatCom, e foram atribuídos prémios aos 3 primeiros classificados de cada categoria. Também foi premiado o aluno e o professor orientador/coordenador da comunicação vencedora na categoria MatCom (categoria que engloba todas as outras comunicações com temas gerais de Matemática). Em cada comunicação esteve presente um júri composto por 6 elementos: 2 professores e 4 alunos. A professora Helena Couto e os alunos António Garcia e Pedro Venâncio Silva, do 12.º J, integraram uma equipa de júri. A ESPBS participou com uma comunicação matemática, inserida na categoria da Matemática B, intitulada: “ Da terra à Lua numa folha de papel”. Esta comunicação foi apresentada pelo aluno Francisco Oliveira do 12.º J, ficando em 1º lugar na sua categoria e tendo sido considerada a melhor comunicação do intercâmbio, obtendo, assim, o 1º lugar na categoria MatCom. A professora Carla Dias foi a orientadora desta comunicação. A iniciativa permitiu aos alunos falar e ouvir falar de Matemática e forneceu outra visão desta área do saber. Professora Carla Navio

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A História da Matemática no Ensino/ O enorme desenvolvimento da Matemática nas últimas décadas não impediu que crescessem as dificuldades em ensinar os conteúdos matemáticos. Um dos problemas apresentados pelos alunos está em aplicar os conceitos de aritmética, nos tópicos de divisibilidade, máximo divisor comum, entre outros. Entre os obstáculos encontrados pelos professores de Matemática na transposição didáctica dos conceitos citados, e que são importantes para o desenvolvimento do pensamento aritmético, podemos destacar a falta de modelos, pois cada problema se resolve de um modo. Além disso, é difícil encontrar actividades didácticas aplicáveis sobretudo em níveis de ensino mais avançados. É certo que as actividades didácticas que envolvem a resolução de problemas podem ser desenvolvidas de forma a estimular nos alunos o interesse pela Matemática, aprimorando o raciocínio lógico e ampliando a compreensão dos conceitos básicos para o refinamento do pensamento aritmético, fazendo com que os mesmos desenvolvam a capacidade de manipular conceitos e propriedades de forma clara e objectiva. A História da Matemática pode ser um potente auxiliar no processo de ensino e aprendizagem, com a finalidade de manifestar de forma peculiar as ideias matemáticas, situar temporalmente e espacialmente as grandes ideias e problemas, junto com as suas motivações e precedentes históricos e ainda compreender os problemas do passado, bem como encontrar soluções para problemas abertos. É uma área muito importante na formação do aluno. Proporciona ao estudante a noção exacta dessa ciência em construção, com erros e acertos e sem verdades universais, contrariando a ideia positivista de uma ciência universal e com verdades absolutas. A História da Matemática tem este valor, de poder contextualizar o saber, mostrar que os seus conceitos são frutos de uma época histórica, dentro de um contexto social e político. Para Valdês (2002), “se estabelecermos um laço entre o aluno, a época e o personagem relacionado com os conceitos estudados, se conhecerem as motivações e dúvidas que tiveram os sábios da época, então ele poderá compreender como foi descoberto e justificado um problema, um corpo de conceitos, etc…”. Essa visão da Matemática permite que a mesma seja vista pelos alunos como um saber significativo, que foi e é construído pelo Homem para responder às suas dúvidas na leitura do mundo, permitindo a cada aluno apropriar-se desse saber, o que lhe propiciará uma melhor leitura do contexto global. Caros professores de Matemática temos de ser sensíveis à História da Matemática e à sua importância no ensino da Matemática, pois só assim somos capazes de mostrar que o processo do descobrimento matemático é algo vivo e em desenvolvimento, sendo capazes de aceitar e fazermos aceitar o significado dos objectos matemáticos em seu triplo significado: institucional, pessoal e temporal. Como defende Guzmán (1993), “…a História pode proporcionar uma visão verdadeiramente humana da Matemática, o que é difícil de se imaginar, pois a imagem que os alunos possuem dessa disciplina está totalmente desvinculada da realidade”. É claro que o valor do conhecimento histórico não consiste em ter uma bateria de histórias e anedotas curiosas para entreter os alunos, a História pode e deve ser utilizada para entender e fazer compreender uma ideia mais difícil e complexa de um modo mais adequado. Não falo de História da (má)temática mas da Matemática! Uma ciência muito marcada pela História e muito presente no ensino da Matemática é a Teoria de Números, que tem por objectivo principal estudar as propriedades e relações entre os números inteiros. É na Grécia que inicialmente identificamos a Teoria de Números tal como a entendemos hoje. Foram os pitagóricos que estudaram as relações entre os números do ponto de vista do que hoje denominamos Teoria de Números. Naquele tempo, falava-se de Aritmética e de Logística. A Aritmética era o estudo das propriedades fundamentais dos números inteiros, domínio dos matemáticos e filósofos da época. A logística era a arte de calcular com números inteiros, domínio dos comerciantes e profissionais da época e é o que chamamos de Aritmética nos dias de hoje. Entre os principais estudiosos dessa teoria podemos citar Euclides de Alexandria (330-275 a. C.), geómetra grego, professor de Matemática Página 10

a convite do então imperador da parte Egípcia da Grécia Antiga, Ptolomeu I. Ele organizou a monumental obra “Os Elementos”, composta por 13 livros. Os livros VII, VIII e IX estão dedicados à Teoria de Números. Os conceitos numéricos estão expressos numa linguagem geométrica. Euclides refere-se a um número como uma medida de um segmento AB, utilizando expressões do tipo “mede A” ou “está medido por” no lugar de “é divisor de” ou “é múltiplo de”. Estimados Matemáticos e Não Matemáticos, vale a pena ler e analisar esta obra! Foram vários os matemáticos que estudaram problemas da Teoria de Números. Posso citar, por exemplo, passados tantos anos, Fermat, magistrado por profissão do século XVII que se debruçou de forma entusiasta nesta área e que, posteriormente, expressou uma torrente de resultados importantes nesta área. Vejam como associar a História da Matemática à metodologia Resolução de Problemas é um forte aliado para desenvolver, no estudante, a capacidade de lidar com situações novas de forma criativa e independente. Um simples exemplo… Como já comentei, o universo de Euclides era geométrico. Ele descreveu num dos volumes dos Elementos o conhecido Algoritmo de Euclides, ou Algoritmo das Divisões Sucessivas, para determinação do máximo divisor comum (m.d.c.) entre dois números inteiros, ou seja, o maior dos divisores comum entre dois números inteiros. O algoritmo afirma que: Considerando e inteiros, tais que a ≠ 0 e , existem e são únicos os inteiros q1 e tais que:

a = bq1 + r1 , onde 0 ≤ r1 < b Se r1 = 0 , então a = bq1 . Ou seja, a é múltiplo de . Logo o máximo divisor comum entre a e é b , ou seja, m.d .c.( a, b) = b Se r1 ≠ 0 , então m.d .c.(a, b) = m.d .c.(b, r1 ) . Daí, para b e r1 , existem q2 e r2 , tais que b = q2 r1 + r2 , onde 0 ≤ r2 < q2 . Se r2 = 0 , então b = q2 , ou seja, b é múltiplo de r1 . Logo, o m.d .c.(b, r1 ) = r1 . Se r2 ≠ 0 , repetimos o processo até encontrarmos um resto rn tal que rn +1 = 0 . Logo, o m.d .c.(a, b) = rn .

Ora vejam como Euclides chegou a este brilhante resultado que, aparentemente tão abstracto e expositivo, facilmente se entende e se aplica para outros exemplos. Euclides tinha uma visão geométrica sobre os conceitos numéricos. Analisem a forma fantástica como Euclides calcularia o máximo divisor comum entre 6 e 9, ou seja o maior divisor entre estes dois números, através da geometria. Começa por construir um rectângulo medindo 9 unidades de comprimento e 6 unidades de largura e traça quadrados, tantos quantos pos6 unidades síveis, medindo 6 unidades cada lado, contidos no rectângulo inicial. Obtém-se um quadrado de 9 unidades lado 6 unidades e um rectângulo de lados 3 unidades e 6 unidades, isto é:

6 unidades

3 unidades


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Aprendizagem da Matemática….uma Reflexão repetimos o processo para 6 e 3, agora construindo um rectângulo de lados 6 unidades e 3 unidades. Obtém-se dois quadrados com os lados 3 unidades, ou seja, 6 = 3 x 2 + 0. Como o resto é 0, então m.d.c. (6,3)=3, pois já terminámos as divisões possíveis (em quadrados). E se os nossos alunos tivessem conhecimento desta perspectiva histórica deste conceito numérico abordado no 8º ano de escolaridade? Não seria vantajoso e propício para um clima de discussão e troca de ideias para um ambiente favorável ao levantamento de dúvidas, fundamental para a aplicação de uma metodologia que busca a resolução de problemas. Sem dúvida que o uso da História da Matemática, além de ser um forte motivador, auxilia a compreensão da construção dos conceitos e dá suporte à organização de aulas mais significativas para os alunos. Mas não é só…olhem como as tribos usavam os dedos para o cálculo…aritmética digital! Durante algum tempo pensou-se que existiam tribos que não sabiam contar para além de dois, uma vez que só tinham nomes para os números um, dois e muitos. No entanto, estes povos arranjaram meios e métodos de realizar as suas contagens. As tribos com um vocabulário numérico muito reduzido tinham maneiras verdadeiramente elaboradas de contar pelos dedos das mãos e dos pés. A maior parte dos sistemas de contar primitivos baseavam-se no 5, no 10 ou no 20. A base 5 foi muito utilizada. Em muitos idiomas, as palavras que significam “cinco” e “mão” ou são as mesmas ou possuem uma raíz comum. Os Tamanacos, uma tribo da América do Sul, usavam a mesma palavra para 5 e para “uma mão inteira”. O termo 6 significava “um na outra mão”, 7 era “dois na outra mão” e analogamente para 8 e 9. O 10 eram “ambas as mãos”. Para exprimir de 11 a 14, os Tamanacos estendiam ambas as mãos e contavam “um do pé, dois do pé”, e assim sucessivamente até “um pé completo”. O sistema continuava com o 16 expresso como “um no outro pé”, e por aí adiante até ao 19. Vinte era a palavra dos Tamanacos para “um índio”, “dois índios” significava 40 e assim sucessivamente. Os nomes primitivos dos números eram frequentemente idênticos aos das partes do corpo, como dedos das mãos e dos pés, ou outras. Ainda hoje, quando se fala de “dígitos” está-se a dar testemunho deste facto pois “dígitos” tem origem numa palavra em latim que significa dedos. Os sistemas de base 6 e de base 9 são extremamente raros. Segundo parece, foi sentida a necessidade de dar um nome aos números maiores que cinco, adoptou-se então um sistema de base 10. Hoje o sistema de base 10 é quase universal, incluindo tribos primitivas. Os matemáticos empenharam-se em destacar que, quando, ao contar, se vão tocando sucessivamente os dedos e outras partes do corpo, se está a exprimir o conceito de número ordinal (primeiro, segundo, terceiro, ...) enquanto que, quando os dedos são levantados de uma só vez para significar, por exemplo, 4 rãs, estão a exprimir o número cardinal (um, dois, três, ...) de um conjunto. Durante a Idade Média e o Renascimento, poucas foram as pessoas . que chegaram a conhecer a tabela de multiplicar para além de Assim, usava-se um método muito popular que se baseava no uso dos complementos dos números dados relativamente a 10. Como tal, o com-

plemento de n relativamente a 10 será 10-n. Neste método era frequente usar os dedos das mãos como instrumento de cálculo. Associa-se aos dedos de cada mão os números de 6 a 10, começando pelo dedo mindinho. Para multiplicar 7 por 8 tocam-se os dedos associados ao 7 e ao 8, como se observa na figura anterior. Note-se que o complemento de 7 está representado pelos três dedos superiores (situados acima dos dedos em contacto) de uma mão e o complemento de 8 pelos dedos superiores na outra mão. Os cinco dedos inferiores representam o 5, ou seja, 5 dezenas. A 50 adiciona-se o , ou seja 6, dando no total 56. produto dos dedos superiores, Como é isto possível? , juntam-se dedos na mão Ao calcular esquerda e ficam dedos. Na mão direita juntam-se dedos e sobram dedos. A soma dos dedos da mão esquerda com os dedos da mão direita representa as dezenas, ou seja, A este resultado adiciona-se o produto dos Asdedos que sobram de ambas as mãos, ou seja, sim, o resultado é, ou seja, . De facto esta visão da Matemática permite que a mesma seja vista pelos alunos como um saber significativo, que foi e é construído pelo Homem para responder às suas dúvidas na leitura do mundo, permitindo a cada aluno apropriar-se desse saber, o que lhe propiciará uma melhor leitura do contexto global. Caros professores de Matemática temos de ser sensíveis à História da Matemática e à sua importância no ensino da Matemática, pois só assim somos capazes de mostrar que o processo do descobrimento matemático é algo vivo e em desenvolvimento, sendo capazes de aceitar e fazermos aceitar o significado dos objectos matemáticos em seu triplo significado: institucional, pessoal e temporal. Este método simples de usar os dedos para calcular o produto de qualquer par de números compreendidos entre 6 e 10 foi extensivamente usado durante o Renascimento, ainda hoje é utilizado em certas zonas rurais da Europa e da Rússia. Este método deve ser dado a conhecer aos alunos, em qualquer nível de escolaridade, visto ser um método de multiplicar interessante, curioso e motivante. Um bom trabalho aritmético, para a prática do professor é: reconhecer a necessidade de uma mudança curricular que sirva para desenvolver um sentido numérico; integrar diversos tipos de raciocínios na produção de conjecturas; assumir o papel dos distintos cálculos, que não se reduzam a obtenção de resultados, e contribuam para aprimorar processos como planificar, desenvolver estratégias diferentes, seleccionar as mais adequadas; fomentar uma avaliação que contemple a regulação e o controle do processo de ensino proposto. Vale a pena pensar nisto! E já pensaram como a História junta a Música ao ensino da Matemática? Aguarde …no mesmo Ponto de Encontro! Prof. Lúcia Sousa

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TUma Aula Diferente Chegou finalmente o dia já tão esperado pelos alunos, isto para nos libertarmos das salas de aula habituais e termos umas aulas diferentes. É de manhã cedo, cerca das 7 horas. Alguns alunos já estão bem acordados e animados, outros ainda um pouco sonolentos. Hora de partida. A animação começa e o despertar também. Gente canta, ri, diverte-se, enquanto alguns ainda dormem o resto. Ao longo da viagem vêem-se paisagens lindas, coisas diferentes e novas se observam, que alguns já conhecem, outros ainda vão descobrir. Depois de algum tempo de viagem, chegamos a um dos pontos da visita, “ A Prisão de Peniche”. Aqui, ao começar a visita, tivemos uma guia que nos contou histórias bastante interessantes acerca deste museu – quando começou a sua construção, passagem de algumas figuras conhecidas por lá, até ao momento em que deixou de ter funções

Forte de Peniche

de prisão e passou a museu. Lá dentro descobriram-se coisas curiosas (objectos pertencentes aos romanos). Cá fora, a paisagem era fascinante. O sol reflectia-se nas águas azuis do mar, encantando os olhos de quem o observava. Naquele dia a temperatura estava elevada, o que tornou a visita ainda mais agradável. Do alto, olhando para baixo, viam-se as ondas a embaterem nas rochas provocando barulho e formando espuma. Montes e montes de fotografias eram tiradas por todos os alunos. Todos estavam muito divertidos e encantados. Almoçámos por lá. Depois de almoçarmos, fomos tomar café e passear um pouco por Peniche. De seguida, fomos até à Vila de Óbidos. Completamente encantados com Peniche, todos ficamos ainda mais maravilhados e satisfeitos ao chegar a esta vila.

Interior de uma Cela

Muitas pessoas iam rua acima, não nos conhecendo, mas falando uns com os outros, completamente adoráveis e simpáticas. Percebia-se perfeitamente como, na Idade Média, funcionavam as cidades/vilas (amuralhadas, ruas estreitas, castelo elevadíssimo, destacando-se do resto da vila). Dentro das muralhas desta vila, sabores novos eram experimentadas, recordações eram compradas para que esta visita nunca fosse esquecida. Com tanto divertimento e satisfação não demos pelo tempo passar e chegou altura de regressarmos a casa. Já no autocarro, poucos eram os que se sentiam cansados, todos cantávamos, cheios de alegria. Com isto, todos, só podemos dizer que “esta aula ao ar livre”, não só foi benéfica para compreensão da matéria, mas também para o convívio e divertimento de todos nós. Sara Mendes, 10ºE

Vila de Óbidos

“Au Revoir Paris!” Hoje seis de Março de 2008, encontramo-nos em Paris, na cidade da luz, onde tudo é fascinante. Observamos o museu do Louvre e os imponentes arcos de triunfo. O rio Sena corria calmamente. Ao longe avistamos a catedral de Norte-Dame, imponente e altiva, preparamo-nos para a fotografar. Através da objectiva da máquina fotográfica, observamos a grandiosidade deste edifício. A grande rosácea ensinava a fachada principal, grandes aberturas nas paredes revestiam-se de coloridos vitrais. A nossa curiosidade aumentou e, por isso, decidimos aproximar-nos para visualizar melhor toda a bela ornamentação desta catedral. Quando defronte dela, resolvemos explorar o seu interior. Este era amplo e luminoso, algo místico! As naves eram imponentes com uma imensidão de abóbadas de cruzamentos de ogivas. Aproximamos a nossa objectiva e fotografámos a extensão “Bíblia de imagens” presentes nos vitrais e na estatuária. Perscrutamos tudo…nada escapou ao nosso olhar atento e espantado com toda aquela beleza. Saímos lívidos, mas felizes. Procurámos um fotógrafo para perpetuar este momento de alegria. Na hora da despedida, espantados exclamamos – Olha o corcunda está a dizer-nos “au revoir”. Trabalho Colectivo do 10ºE

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Área de Projecto “Química Experimental” “Química Forense” No passado dia 23 de Janeiro foi realizada uma palestra elucidativa no âmbito da Área de Projecto, subordinada ao tema “A Importância da Química na Investigação Criminal“, que se realizou no anfiteatro da escola. Esta foi proferida pela Dra. Carolina Antunes – Especialista Superior da Directoria do Porto, da Polícia Judiciária, tendo como público as turmas A, C e D do 11º ano de escolaridade e B e D do 12º ano de escolaridade. A palestra iniciou-se com uma pequena introdução feita por um dos alunos responsáveis pelo projecto (Matias Lemos). De seguida, a Dra. Carolina Antunes tomou a palavra para dar início à palestra onde nos contou um pouco da história da Química Forense, mencionando as suas origens e personalidades importantes no seu desenvolvimento. Durante a apresentação fez referência a algumas técnicas mais simples utilizadas em investigação. Posteriormente, já no Laboratório de Química da escola (sala 22), foi demonstrada uma das técnicas mencionadas na palestra - “teste de coloração”, que é utilizada para identificar determinadas substâncias presentes em soluções. No final do evento, restou-nos agradecer a presença da Dra. Carolina Antunes e mencionar o grande proveito que obtivemos a partir da realização desta actividade. André Ramos, José Pinheiro, Matias Lemos, Renato Salazar, 12ºD

“O Vinho” No âmbito da Área de Projecto – “Química Experimental” decidimos abordar o tema “O Vinho”. Para a concretização deste projecto realizamos algumas actividades laboratoriais, entre as quais a “Determinação da densidade” (em alguns tipos de vinho) usando um picnómetro de líquidos. O que é o picnómetro? O picnómetro é um frasco de vidro de pequena capacidade que se utiliza quando se pretende determinar a densidade relativa de um líquido ou de um sólido de pequenas dimensões. Como se utiliza o picnómetro de líquidos? Primeiro, determina-se a massa do picnómetro limpo e seco, De seguida, enche-se o picnómetro com água destilada e regista-se a sua massa. Por fim, coloca-se a amostra em estudo no picnómetro e regista-se também a sua massa. Com os valores que se obtiverem para a massa e, utilizando uma fórmula de cálculo, determina-se o valor pretendido. É uma actividade experimental deveras interessante!

Clube

Diana Simões, Joana Oliveira e Solange Abreu – 12º

da

Robótica 8º Festival Nacional de Robótica - Abril de 2008 - Universidade de Aveiro Promoção da Ciência e da Tecnologia

Imagens da equipa da nossa Escola

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Alunos do 12ºA no “Internacional Space Camp 2008” nos Estados Unidos Quatro alunos da turma A, do 12.º ano, Ana Silva, Aurélie Pinto, Diogo Mota e Ivo Almeida, desta escola, sob a coordenação do Professor Attila Gören elaboraram um trabalho intitulado:”Os efeitos da imponderabilidade sobre o corpo humano”. A iniciativa visou a participação no concurso “A ciência e o Espaço” destinado a Professores e Comunicadores de Ciência e promovido pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica – Ciência Viva. Esse concurso, de âmbito nacional, teve por objectivo o desenvolvimento e a divulgação de materiais de apoio sobre o Espaço e a sua exploração, que contribuam para a motivação dos jovens para a Ciência e a Tecnologia. O júri do concurso, composto por sete membros de diferentes áreas científicas, atribuiu o primeiro prémio, que consiste na participação no “International Space Camp 2008” a decorrer em Huntsville, Alabama, nos Estados Unidos do dia 25 de Julho a 1 de Agosto, ao projecto realizado e

Corpo suspenso num dinamómetro

apresentado pela Escola Secundária Padre Benjamim Salgado – Joane – Famalicão. Os trabalhos foram seleccionados segundo os seguintes critérios: - adequação ao público alvo (jovens dos 15 – 18 anos, a frequentar o ensino secundário); envolvimento com os jovens; - facilidade de aplicação; rigor científico; estrutura e apresentação da proposta. A experiência anterior do Professor Attila Gören na coordenação e participação em projectos, a interdisciplinaridade e a originalidade da proposta foram factores que valorizaram a proposta apresentada. O projecto apresentado aborda os efeitos da imponderabilidade sobre o corpo humano. A estrutura do projecto divide-se em quatro partes com o intuito de facilitar o processo de ensino-aprendizagem. Corpo em queda livre

Assim pretendemos, numa primeira parte, motivar os alunos para o estudo de questões relacionadas com o espaço através da visualização

descritivas da imponderabilidade, a saber: a) corpo em queda livre, b)

de uma apresentação animada. Pretendeu-se, com essa apresentação original, motivar os alunos para o estudo de questões relacionadas com

estação espacial internacional e c) astronauta a flutuar na estação espacial Mir.

o espaço. Essa apresentação conta a história imaginária e cómica de

Na terceira parte demonstramos através da realização de uma

um caracolóide que ao esfregar uma lâmpada mágica pede um desejo:

experiência as possíveis alterações que o corpo do astronauta sofre

“Quero ser um astronauta”. O caracolóide e o génio da lâmpada abordam, então, através de uma conversa animada alguns tópicos sobre o

quando se encontra no estado de imponderabilidade. Antes de o aluno se deitar num banco com uma inclinação de cerca de 6º com a

espaço, como por exemplo: fato espacial, Estação Espacial Internacio-

horizontal, registamos numa tabela alguns dados: - fotografia da cara;

nal (ISS), imponderabilidade, ar/vácuo e orientação no espaço.

estado das veias, frequência cardíaca e estado da audição. Após um

Seguidamente, na segunda parte, propomos a visualização e análise de um vídeo educativo bem como a realização de uma actividade

intervalo de tempo de cerca de 30 minutos de permanência com a cabeça inclinada para baixo, registamos novamente na tabela os mesmos

prática de sala de aula sobre o significado físico da imponderabilidade

dados. Assim comparamos as alterações induzidas ao nível do corpo

(estado de “ausência de peso”). Largamos um dinamómetro no qual

humano quando os fluidos do organismo são redistribuídos de “baixo

está suspenso um corpo. Qual será o valor do peso do corpo? A análise da experiência, em câmara lenta, permite concluir que o corpo deixa de

para cima” devido a inclinação do banco e que ocorre de forma análoga estado de imponderabilidade, em que os fluidos se distribuem

“sentir o seu peso”, quando se em encontra em queda livre (Observa-

homogeneamente em todo o corpo, provocando, por exemplo, uma acu-

ção: desprezamos a resistência do ar), passando ao estado de “ausên-

mulação anómala do sangue ao nível da cabeça.

cia de peso” ou imponderabilidade. Na parte final do vídeo apresentamos, sequencialmente, com o intuito de estabelecer um ponto de ligação entre a nossa experiência demonstrada e o espaço, três imagens

“Astronauta” deitado num plano inclinado Apresentação animada sobre o espaço

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Tabela de registo das alterações a nível do corpo humano

Na quarta e última parte explicamos, no vídeo educativo “Os astronautas «crescem» no espaço?” a razão da alteração da altura dos astronautas devido a permanência num local, como a Estação Espacial Internacional, onde não se faz sentir o peso do corpo. Focamos a nossa atenção na coluna vertebral, onde através de uma analogia Vértebras =

Descompressão dos discos intervertebrais da coluna

Por fim agradecemos aos Professores Carlos Carvalho e Isabel Coelho os apoios prestados a nível informático e a nível da Língua Inglesa,

Livros e Discos intervertebrais = Esponjas comparamos a compressão/descompressão a que os discos intervertebrais estão sujeitos devi-

respectivamente. Um obrigado também ao nosso Presidente, José Alfredo

do ao “efeito do peso” na Terra e “ausência de peso” ou imponderabilidade

que esse projecto se realizasse.

Mendes, que nos proporcionou todas as condições necessárias para Professor: Attila Gören

na Estação Espacial Internacional

Diálogo Multicultural Une classe différente Le 18 avril, nous avons eu le plaisir d’accueillir dans notre école la visite d’Amjad Hussain Khan, un beau jeune homme brun de 28 ans, grand et maigre, de nationalité suisse. Vous savez sans doute de qui je vous parle, puisque le “Bboy Amjad» est très connu dans le milieu du hip hop. Il a été invité à participer à une activité appelée « Dialogue Interculturel – Danses du Monde », organisée par les étudiants et les enseignants de la Section Européenne de l’école. Le soir, accompagné par les champions nationaux, les « Momentum Crew », il a été en mesure de nous montrer ce qu’il sait faire le mieux: la danse breakdance. Pour ce jeune artiste, le hip-hop en général, la danse et les graffitis en particulier, jouent un rôle très important. Il fait partie d’un groupe international de breackers : Seven Dollars Crew. Son goût pour la musique et la danse est né alors qu’il était encore très jeune. Il a déjà travaillé comme mannequin et il a participé au clip “Slow”, de Kilye Minogue. Il était aussi prévu que, ce jour-là, Amjad dessine un graffiti sur un mur de l’école, allusif à la Section Européenne de Français. Pourtant la météo n’a pas permis la réalisation de ces plans. C’est grâce à cet obstacle qu’Amjad est venu visiter notre salle de classe, en cours de français. Là, il a gentiment répondu à toutes les questions que nous lui avons posées. Sa sympathie et sa bonne humeur ont permis un moment très agréable de conversation en français. Amjad nous a parlé de ses

goûts et de ses

connaissances sur le mouvement hip hop, les graffitis, la musique. Il nous a parlé aussi de ses voyages en plusieurs pays de tous les continents. Je pense qu’Amjad est un exemple à suivre, car il s’est battu pour son rêve et il a réussi. En plus, il est sympa, gentil, bien préparé et il est également un grand professionnel, avec beaucoup de talent. Cette interview s’est révélée un moment vraiment spécial. Liliana Oliveira (11º G)

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Possibilidade de Emprego na União Europeia

Desemprego Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Esse fenómeno social é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias não conseguem abastecer o crescimento populacional. Tipos de desemprego: - Desemprego friccional que resulta da mobilidade da mão-de-obra. - Desemprego estrutural que resulta das mudanças da estrutura da economia. - Desempregos conjunturais: existem duas formas de designar

Só nos Estados-membros da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu é que os portugueses passaram a ter direito de entrar e permanecer para procurar um emprego.

o desemprego conjuntural, sendo que ambas estão correctas, desemprego cíclico ou conjuntural. Este resulta da variação cíclica da vida económica, isto é, das épocas de

Estes empregos são mais procurados por jovens que têm mais faci-

expansão ou “bom” e das épocas de recessão da economia. Existe uma

lidade de deixar família no seu país de origem e que têm habilitações reconhecidas em alguns estados

tendência secular de variações sazonais ou cíclicas que têm uma dura-

membros.

Trabalho Feminino

Trabalho Infantil

A maior parte das mulheres de hoje

O trabalho infantil é toda a forma de trabalho exercido por crianças ou ado-

gere, simultaneamente, uma carreira e uma casa e consegue obter resultados

lescentes, abaixo da idade mínima le-

tão bons ou melhores que qualquer ho-

gal permitida para o trabalho, ou seja,

mem que se move pelo meio empresa-

16 anos, conforme a legislação de cada país, sendo em geral proibido por

rial. Aliás, as diferenças entre ambos têm-se vindo a esbater cada vez mais.

lei.

É cada vez mais sabido que o empeEspecificamente, as formas mais nocivas ou cruéis de trabalho in-

nho, a competência ou a dedicação são

fantil não são apenas proibidas, mas também constituem crime. Esta prática é muito comum em países subdesenvolvidos e a grande

características de um bom trabalhador e que vão para além da mera questão

maioria das vezes ocorre devido à necessidade de ajudar financeira-

sexual. Mas também é de realçar que são cada vez mais as mulheres

mente a família. Muitas destas famílias são geralmente de pessoas po-

quem mais se destaca num mercado de trabalho sempre mais compe-

bres que possuem muitos filhos.

titivo e feroz. Trabalho de Pesquisa Realizado na disciplina d ADI por: Carina Andrade; Nelson Gonçalves; Nuno Pereira e Roberto Sousa, 10º J

1ºEncontro Nacional de Secções Europeias Francófonas Tocha 09-05-08

Foi no dia 9 de Maio que as turmas do B,C e D do 7º ano da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado se dirigiram à Tocha, para o 1ºencontro nacional de SEF´s. Estiveram presentes dez escolas. Os alunos reuniram-se na nossa escola por volta das sete menos um quarto para partirem para a Tocha. Durante a viagem, ocuparam-se a jogar os mais variados jogos, a cantar e alguns não resisPágina 16

tiram e acabaram por adormecer. Após algumas horas, chegaram ao destino – Escola E.B. 2,3 João Garcia Bacelar - onde lhes foi oferecido um lanche. Durante a manhã os alunos aproveitaram o tempo para conhecer a escola e novos amigos, assim como assistir a uma mega-aula de Hip-hop ao ar livre, ver um filme e apreciar as exposições. À hora marcada, os alunos fo-

ram almoçar. No fim do almoço, foram todos para o pavilhão ver as actividades de cada escola. Quando acabou o espectáculo, foram lanchar, e de seguida, vieram embora. Cada um trouxe uma lembrança deste encontro, uma camisola, um lápis e um porta-chaves. Durante a viagem, os alunos vinham animados por terem conhecido novas pessoas e terem passado um dia diferente e cultural-

mente muito importante. Quando regressaram à escola, foram embora exaustos, mas contentes pelo seu 1ºencontro nacional de SEF´s, que esperam se repita para o ano, numa outra escola, quem sabe se na Secundária Padre Benjamim Salgado. Daniel Dinis, Miguel Machado, 7º D


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Poluição Sonora CUIDADO! Barulho demais provoca graves efeitos sobre a nossa saúde A poluição não é apenas causada pelo lixo, mas principalmente pelo excesso de som: POLUIÇÃO SONORA. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a exposição contínua a níveis de ruído superiores a 50 decibéis, pode causar deficiência auditiva, verificando-se, no entanto, variações de indivíduo para indivíduo relativamente à susceptibilidade ao ruído. Já está provado cientificamente que a poluição sonora causa danos à saúde, como doenças nervosas, auditivas e cardiovasculares, para além de afectar adversamente as tarefas da área cognitiva. Trabalhos que exigem uma atenção permanente aos detalhes ou a múltiplas fontes de informação, assim como os que exigem uma grande capacidade de memorização são prejudicados, podendo dificultar a comunicação e a aprendizagem. Perante o grave problema que é a poluição sonora, os alunos do Clube da Física e da Química mediram o nível sonoro em diversos locais da nossa escola (Gráfico). A exposição súbita a um nível de ruído muito intenso, por exemplo superior a 120 decibéis, pode provocar lesões imediatas e irreversíveis devido à ruptura do tímpano. Mas qualquer ruído acima de 90 decibéis é susceptível de causar danos. Um som acima de 90 decibéis causa dor e surdez temporária que pode prolongar-se durante minutos ou horas, o que é um aviso de que a audição pode ser afectada se a fonte de ruído não for afastada ou não forem tomadas as devidas precauções. Acima dos 65 decibéis faz aumentar a ritmo cardíaco, favorece o estado de stress e irritação e pode causar comportamentos agressivos. A audição é um dos nossos sentidos mais valiosos. Ela carrega para dentro de nós tudo o que acontece ao nosso redor, mesmo que esteja fora do nosso campo visual. Não coloque em risco este órgão tão precioso e delicado.

Clube da Física e da Química

Equipa Pedagógica – um “exército” em permanente batalha Somos 12 como os apóstolos, mas não nos reunimos para a última ceia! Aliás cada reunião é o continuar das anteriores e o começo das próximas. Reunimos semanalmente para que em conjunto se adoptem as melhores estratégias de ensino-aprendizagem para um grupo de alunos peculiares - o nosso 8º OA. Estas reuniões são fundamentais para partilharmos as nossas dificuldades, encontrar soluções e vangloriarmos sucessos. Não haja dúvida que o sucesso destas turmas passa pelo grupo de “sargentos” que as “comanda”, pelo seu “capitão” e pelas estratégias de ataque definidas em equipa. É uma guerra muito curta, se a compararmos com outras guerras históricas, mas as consequências das inúmeras batalhas podem alterar o rumo da história da vida destes alunos. O nosso papel é acordá-los para a luta, ensiná-los a combater e depois lançá-los para a arena de feras – a vida real. Já tivemos fracassos! Não conseguimos que o nosso exército chegasse ao fim intacto. Pelo caminho vão ficando os mais fracos. Aliás pela lei da natureza são os mais fortes que sobrevivem! Mas questiono: os que desistiram, eram fracos? Porque será que desistiram de lutar por um futuro? Futuro? Será que algum dos nossos soldados conhece essa palavra? Em que pensam eles quando lhes falamos do futuro? É difícil ensinar alguém a lutar por algo desconhecido e não ambicionado. À Equipa é atribuída a função, de cooperativamente, criar objectivos neste grupo de alunos, que iniciou a guerra sem saber o que quer conquistar. Vamos continuar a dar-lhes a armas, deixar de lutar contra eles para passar a lutar ao lado deles e esperar que cada um ganhe a sua batalha! Prof.ª Helena Nogueira Página 17


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Teoria Aprender, a Saúde Proteger… No âmbito da semana da saúde, que se realizou entre 7 e 11 de Abril, os alunos do 12º K, bem como o 12º B e o 12º C, assistiram à sessão de sensibilização “Actividade Física e Saúde”. Esta sessão, dirigida pela professora de Educação Física e Coordenadora do Desporto Escolar, Rosa Araújo, teve como mensagem principal a importância do desporto e os seus benefícios na saúde do indivíduo. Numa primeira fase da palestra foi realçado o facto de as pequenas actividades do dia-a-dia (aspirar a casa, ir a pé para o trabalho, etc) se tornarem fundamentais, não só para uma melhor aptidão física, mas também para a redução do risco de morte e de contracção de doenças. Quando executamos actividades planeadas e estruturadas (natação, ginástica, etc), estamos a praticar exercício físico. Quer a actividade física, quer o exercício físico, são importantes em todas as idades. Nos idosos contribui para o aumento da força muscular, previne depressões, fracturas osteoporáticas, melhora o equilíbrio, reduz o risco de diabetes e hipertensão. Nas pessoas com deficiência, a prática de exercício físico é muito vantajosa, como por exemplo o hipo-terapia, uma vez que traz melhorias significativas ao nível da postura e equilíbrio, aumenta a auto-estima, promovendo também a integração social do deficiente e a ocupação dos seus tempos livres. Para as crianças e adolescentes a prática de exercício físico promove um crescimento mais saudável, melhora o desempenho escolar, ajudando a prevenir e a controlar comportamentos de risco. De acordo com os dados recolhidos do inquérito Nacional de Saúde de 2005, verifica-se que o sedentarismo de grande parte da população portuguesa, contribui para o facto de uma percentagem muito significativa (18,6%) apresentar excesso de peso, sendo (16,5%) obesa. Desta forma prevê-se que a esperança média de vida das gerações futuras venha a diminuir! É urgente mudarmos estilos de vida! Para tal há que conciliar uma alimentação equilibrada com a prática de exercício físico!

Chegou a Blogomania

Ana Isabel, Ana Paula, Andreia, Diana , Sofia, Sandra, Silvana, Sílvia, Cátia, Cristiana, Juliana, Susana-12º K.

Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web que se vai actualizando frequentemente através da colocação de mensagens, podendo estas conter imagens, ligações, pequenos vídeos e textos com comentários e pensamentos pessoais do autor. Podemos ainda definir blogue como: um diário na web; uma página pessoal ou profissional com reflexões, comentários, apontamentos e hiper ligações; uma página web de uso fácil onde se podem publicar ideias, interagir com pessoas, etc; uma forma simples e fácil de estar em linha; um meio de comunicação e partilha. A criação e edição de blogues são muito atractivos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai as pessoas a criá-los. Neste sentido podemos afirmar que blogar é escrever o que pensamos quando lemos o que outros escreveram. Assim, nasce a chamada blogosfera que é a comunidade e conteúdos que constituem os blogues, é o conjunto de quem faz, de quem disponibiliza e de quem lê blogues. A nível da visualização do blogue e de acordo com os serviços disponibilizados pelos sítios responsáveis pela sua criação, há a possibilidade de limitar a visualização dos mesmos, em que apenas o próprio autor ou então um grupo por ele escolhido o podem visualizar.Qualquer um, sem grandes conhecimentos informáticos, pode criar um blogue em apenas alguns minutos. Existem sítios, como por exemplo o http://blogspot.com/ e wordpress.com/ (a nível mundial) e o http:// blogs.sapo.pt (a nível nacional) que facilmente criam, gerem e alojam gratuitamente os blogues. Para além destes sítios existem outros que permitem o uso de outras ferramentas complementares como por exemplo a possibilidade de ter dados estatísticos de acesso ao blogue, a possibilidade de saber quais foram as mensagens que os navegantes mais leram, a possibilidade de actualizar o blogue via e-mail, entre outras, no entanto estas funcionalidades, nem todas, não estão disponíveis gratuitamente sendo necessário o pagamento das mesmas. A BE/CRE - A Casa de Camilo - criou o seu blogue em Dezembro do ano transacto: http://www.casabiblo.blogspot.com/ com o objectivo de aproximar a biblioteca dos seus leitores e levá-los a participar mais activamente na vida deste espaço da escola. Aqui, os leitores da biblioteca poderão encontrar informações das actividades que se vão desenvolvendo e descobrir informações úteis para o dia a dia de um leitor, como por exemplo: como elaborar um trabalho escolar, entre outras informações, demasiado úteis. O blogue da biblioteca tornou-se uma mais valia para a equipa educativa da biblioteca pois permitiu-lhe criar e publicar o que se vai fazendo de uma forma fácil e rápida. Terminamos com esta pequena curiosidade: comemora-se o dia do blogue no dia 31 de Agosto. Fica ainda o desafio: cria o teu próprio blogue e para o enriquecer socorre-te do da biblioteca que te ensinará a fazê-lo. O Coordenador da BE/CRE - A Casa de Camilo

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Concursos de Programação No decurso do presente ano lectivo, a Escola Secundária Padre Benjamim Salgado esteve, uma vez mais, empenhada na participação em diversas competições de programação, quer de carácter individual como as Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI’2008), quer por equipas como o PPUP’2008 e o ToPAS’08.

PPUP’2008

ONI’2008

O Prémio de Programação Universidade Portucalense (PPUP) é um concurso para estudantes do ensino secundário, disputado por equipas de 2 elementos, que proporciona uma oportunidade para estes demonstrarem os seus conhecimentos e capacidades na resolução de problemas computacionais. A edição deste ano, 5.º prémio de programação, decorreu no dia 16 de Maio de 2008, nas instalações da Universidade Portucalense, organizado pelo Departamento de Inovação, Ciência e Tecnologia, contando com 20 equipas inscritas, sendo 4 da nossa escola. As equipas da ESPBS foram as seguintes: ESPBS1 formada pelos alunos Ismael Abreu e Tiago Dinis (12.º H), ESPBS2 composta pelos alunos Paulo Jorge Lopes (10.º J) e João Paulo Leite (12.º H), ESPBS3 constituída pelos alunos Carina Andrade (10.º J) e Ricardo Machado (12.º H) e PROVB representada pelos alunos António Silva e João Silva (11.º L). A equipa PROVB manteve uma competição muito renhida pelo 3.º lugar, conseguindo resolver o mesmo número de problemas (8 em 10 possíveis) que a equipa que viria a obter essa classificação. Ficou-se assim por um honroso 4.º lugar; a equipa ESPBS1, por seu turno, conseguiu resolver 2 problemas, logrando o 9.º lugar; a equipa ESPBS2 também com 2 problemas resolvidos, ficou no 12.º lugar e por fim a equipa ESPBS3 demonstrou um empenho meritório contando com alunos que se estrearam nestas competições.

As Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI’2008) estão organizadas em diversas fases, sendo a primeira uma qualificação para a final nacional, realizada via Internet, onde são apurados cerca de 30 concorrentes. A final nacional consiste numa prova presencial com a duração de 4 horas, sem que os concorrentes tenham qualquer contacto com o exterior. Esta fase apura 8 alunos para um estágio de preparação, do qual sairão os 4 representantes de Portugal às Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI) que, este ano, decorrerão entre 16 a 23 de Agosto na cidade do Cairo, no Egipto. A edição deste ano contou com a presença do nosso aluno António Silva, do 11.º L, do Curso Profissional de Informática de Gestão. A fase de qualificação realizou-se entre os dias 17 e 19 de Abril de 2008, onde o nosso aluno obteve um excelente 5.º lugar, entre 207 concorrentes. A fase final decorreu no dia 16 de Maio, no Departamento de Ciências de Computadores, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde os 28 apurados da fase anterior puderam demonstrar as suas capacidades. Nesta prova, o desempenho do António foi excelente, conseguindo o 3.º lugar, tendo adquirido o direito a frequentar um curso intensivo de programação a designar o local da sua realização e em que serão apurados os 4 melhores, o que lhe permitirá agora sonhar com o Egipto (http://www.ioinformatics.org)...

ToPAS’08 O ToPAS consiste num concurso de programação destinado a estudantes do ensino secundário, sendo disputado por equipas de 3 elementos, envolvendo uma prova de programação de 4 horas para resolução de problemas de programação. A edição deste ano decorreu no dia 9 de Maio de 2008, no Departamento de Ciências de Computadores, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, contando com 25 equipas, entre as quais uma da nossa escola, formada pelos alunos António Silva (11.º L), Ismael Abreu (12.º H) e João Paulo Leite (12.º H). A equipa, depois de um arranque titubeante, conseguiu, na derradeira meia hora de competição, submeter com sucesso dois problemas que a classificou no 6.º lugar.

Para o António as maiores felicidades… Prof. Carlos Carvalho

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Projecto DESAFIOS EM PORTUGUÊS Premiados a Nível Nacional Tal como tem acontecido nos anos anteriores, os alunos da nossa escola alcançaram fantásticos resultados em concursos literários e de língua portuguesa de âmbito nacional. Campeonato da Língua Portuguesa 2008 As alunas Ivânia Oliveira, do 12.º D, e Edite Marques, do 12.º B, foram finalistas nacionais do Campeonato da Língua Portuguesa 2008, promovido pelo Jornal Expresso, Jornal de Letras e SIC e por esta transmitido. Participaram nesta edição mais de 17 000 concorrentes de todo o país, dos países dos PALOP, brasileiros e nacionais residentes no estrangeiro. As duas finalistas da ESPBS concorreram por vias diferentes: a Ivânia pela Competição Geral e a Edite pela competição “Especial Escolas”. Há que sublinhar que a Edite foi a única aluna do Ensino Secundário seleccionada a nível nacional na competição “Escolas”. O concurso foi dinamizado e orientado, a nível da escola, pela equipa do projecto DESAFIOS EM PORTUGUÊS, tendo mais de 230 alunos participado e enviado as suas provas. Foi, assim, uma das escolas com mais participantes a nível nacional. Como forma de orientar e facilitar o processo de pesquisa dos concorrentes da ESPBS, foi criado, no âmbito do projecto DESAFIOS em Português, o blogue Campeonato da Língua Portuguesa na ESPBS (www.clpespbs.wordpress.com), integrando hiperligações para sítios Web de âmbito linguístico, o que se revelou de grande utilidade para a resolução das provas pelos alunos. Também a aprendizagem colaborativa e o espírito de entreajuda foram estimulados através da publicação, no blogue, de comentários pelos alunos concorrentes e pelos professores dinamizadores deste projecto, permitindo assim a troca de saberes e o esclarecimento de dúvidas. Aqui fica o testemunho da Edite Marques, quanto à sua experiência na final nacional, realizada no dia 12 de Abril, e transmitida pela SIC.

Para começar, tenho a dizer que não estava minimamente à espera de ser seleccionada; quando soube, nem sabia como reagir, pois pensava que teria poucas hipóteses de estar lá presente. E assim fiquei muito contente, pois ia viver uma experiência nova, conhecer pessoas que sempre me habituei a ver no ecrã, visitar uma cidade de que tanto gosto e rever amigos que há muito não via. O concurso em si foi uma experiência mesmo fantástica: é um mundo diferente do que estamos habituados a ver; imaginamos que os apresentadores são pessoas “diferentes”, mas são tão normais, simpáticos e humildes que nos fazem sentir muito bem. O mundo do espectáculo é muito interessante, e diferente do que imaginamos, pois não temos noção da quantidade de pessoas que envolve, dos mecanismos, de como tudo é feito, do profissionalismo que Edite Marques, 12.º B

implica. A imagem que passa para os espectadores é muito distorcida em relação à realidade do estúdio. Não ganhei o prémio final, contudo foi uma experiência muito gratificante, que nunca esquecerei, e para

o ano, quem sabe, voltarei a participar, agora noutro escalão, sabendo que as hipóteses de ganhar são mais reduzidas. Mas vale a pena: pelo convívio, por tudo o que se aprende, e por tudo aquilo que envolve.

Concurso Uma Aventura Literária Mais uma vez, três talentosos alunos da escola foram galardoados no famoso concurso Uma Aventura… Literária. São eles: . Eduardo Araújo, do 12.º G, com o 1.º Prémio na modalidade Clube Caminho Fantástico, . Bruno Cabrita, do 12.º C, com o 2.º Prémio na modalidade Desenho, . Rui Castro, do 10.º G, com o 3.º Prémio na modalidade Crítica. A importância da distinção fica bem evidenciada pelo número (recorde, este ano) de 9 316 trabalhos apresentados a concurso, por muitas centenas de escolas, de norte a sul do país, ilhas e estrangeiro! A entrega dos prémios terá lugar no dia 4 de Junho, no decurso da Feira do Livro de Lisboa.

Concurso Poético CANCIONEIRO INFANTO - JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA No 5.º Concurso Poético CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA, promovido trienalmente pelo Instituto Piaget, foram premiadas duas ex-alunas: Andreia Gomes, do Curso Tecnológico de Comunicação, com os poemas A Vida e Sonho, e Carla Ferreira, do Curso Ciências e Tecnologias, com o poema Sentimento Vadio. As alunas concorreram ainda enquanto frequentavam a Escola Secundária Padre Benjamim Salgado. Estes poemas foram publicados este ano no Cancioneiro editado pelo referido Instituto, cujo título é A Casa do Sol é a Cor Azul. É de referir que as alunas já tinham sido galardoadas em anos anteriores pelo mesmo concurso com outros poemas, publicados no livro A Minha Vida é Uma Memória. Encontras ambos os livros na biblioteca escolar. A entrega dos prémios terá lugar no dia 31 de Maio, na Aula Magna do Campus Universitário de Almada do Instituto Piaget. Mais uma vez os nossos parabéns a todos os premiados!

Informa-te sobre os próximos concursos na página DESAFIOS EM PORTUGUÊS da plataforma moodle da ESPBS A equipa do projecto DESAFIOS EM PORTUGUÊS Rosário Seixas e Manuel Seixas

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Prémio 5.º Concurso Poético CANCIONEIRO INFANTO - JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA Organizado por: Instituto Piaget

(CIERT)

Sentimento Vadio A Vida A vida é um pássaro Que voa, voa. A vida vai e vem Com tristezas e alegrias, Com funerais e romarias, A vida é pôr um ideal nas asas de um pássaro, E deixá-lo dar a volta ao mundo É deixar que este pássaro possa voar, do mais fundo ao mais alto, É deixá-lo conhecer tudo E ajudá-lo a não se cansar de voar.

Andreia Sofia Oliveira Gomes (ex-aluna do Curso Tecnológico de Comunicação)

1.º Prémio (Clube Caminho Fantástico) Concurso Uma Aventura... Literária 2008 Organizado por: Editorial CAMINHO

O que será amar? O que será amar? Pergunto eu confuso Sem resposta iminente... Será a alma a entrar Dentro de nós, o intruso Que faz bater o meu coração fortemente? Não consigo deixar de pensar Nos momentos em que te vi sorrir E nas lindas palavras que trocamos... Pergunto agora se isto é amar? A tua imagem faz-me sentir... Feliz... e adoro quando juntos sonhamos. Detesto estar longe de ti, amor, Sinto-me sozinho e abandonado, E como a noite sem lua, E como uma jarra sem flor, Por ti vejo os meus olhos delirando Ao ver a tua pele suave e nua. 0 que é a felicidade, Se tu não estás a meu lado? Sem ti eu minto, Sem ti ganho maldade, Contigo sonho acordado, Contigo no paraíso me sinto. Será então isto amar? Sonhar contigo a toda a hora? Acredito que sim! Acredito, porque adoro em ti pensar Porque contigo quero estar agora Porque feliz me sinto assim.

A vontade de estar sozinha Leva-me a pensar Que nesta vida mesquinha Não quero continuar, Sem vontade de amar, sem vontade de viver, Não paramos de sonhar e de sofrer, Sofrimento que não acaba Que entra no coração, Nunca sou amada, não passa da ilusão, Ilusão de mentira, Ilusão que não se suporta E que algum dia entrará pela porta, Porta que não se abre, Sem sofrimento entrar Amor que vem tarde Nunca acaba por ficar, Para o carinho, para a sede da paixão Meu coração fica sozinho Sempre na solidão, Solidão que não desaparece Sol que não se escapa O amor não floresce A chuva não está farta De cair, de molhar Paixão que vai apagar Mas, existe a esperança De não dizer não A uma mudança, Mudança que por vezes acontece Sem dar por ela, Tudo se esquece Saímos da cela, Que nos faz delirar Agora tudo me adora Estou pronta para amar.

Sonho Sonha enquanto puderes Enquanto o mundo te der ar para respirar Voa para bem longe e não queiras acordar, Alimenta esse sonho Pelo que te faz chorar e lutar, Pelo que queres e o que não queres ao mesmo tempo, Pelo que tens medo de enfrentar, Pelo que amas e pelo que teimas em não acreditar. E que nada te faça parar, Nem a chuva, nem o vento. Ainda que venha o dia mais turbulento, Acredita no teu sonho e vive-o na alegria De ele nunca mais acabar E deixa esse teu espírito marcado Para que os outros possam acreditar Na verdade que o sonho comanda a vida, É por ele que vivemos desde o dia em que nascemos Até aquele em que morremos. Andreia Sofia Oliveira Gomes (ex-aluna do Curso Tecnológico de Comunicação)

3.º Prémio

(Crítica) Concurso Uma Aventura... Literária 2008 Organizado por: Editorial CAMINHO

Quatro amigos fiéis... Mais os seus dois cães... Lutam contra os infiéis... Não há iguais como tais. Teresa, Luísa e Caracol, Tornam o irreal no real... João e Faial, As suas luzes de coragem, brilham mais do Carla Manuela Dias Ferreira que o Sol… (ex-aluna do Curso de Ciências e Tecnologias) Pedro e Chico, Cada um dos quatro com um coração puro e rico. (Desenho) Sempre em sarilhos eles estão, Concurso Uma Aventura... Literária 2008 Mas todos se conseguem resolver Com uma grande animação, Organizado por: Editorial CAMINHO Todos nós vamos ver. Assim são os grandes amigos, Que correm para todo o lado... Correm bastantes riscos, Mas nunca nada está acabado.

2.º Prémio

Rui Adérito Lobo Castro, 10.º G

Parabéns!

Eduardo José Almeida Araújo, 12.º G

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Junho 2008

CONCURSOS DE LÍNGUA PORTUGUESA Alunos da escola participam com entusiasmo nos concursos de Língua e Literatura Portuguesa A equipa responsável pelo projecto DESAFIOS EM PORTUGUÊS organizou mais uma edição do Concurso Literário e das Olimpíadas da Língua Portuguesa, e levou a escola a participar de novo no Campeonato da Língua Portuguesa.

Concurso literário Este concurso foi bastante participado pelos alunos tanto do Ensino Básico como do Ensino Secundário, tendo-se registado um total de 97 poemas, de 47 participantes. Os vencedores já foram apurados e são os seguintes: Ensino Básico: 1º Prémio: Alexandra Guerreiro Costa, 8.º E – Poema A vida 2º Prémio: Marta Denise Vieira Silva, 8.º D – Poema Poluição 3º Prémio: Diana Alexandra Ferreira Martins, 8.º C Poema Ando à deriva Ensino Secundário:

Alunos da ESPBS, realizando a prova da Final das Olimpíadas da Língua Portuguesa

1º Prémio: Ana Olinda Azevedo Correia, 12.º C – Poema Nascem de todo o lado

mostraram profundo conhecimento da língua, como prova o reduzido

2º Prémio ex-aequo: Ana Paula Sampaio Pereira, 12.º K – Poema Poeta

número de erros ortográficos no ditado. Eis os vencedores:

2º Prémio ex-aequo: Daniela Sofia Matos Sousa, 12.º A – Poema A Rua

Ensino Básico: 1º Classificado: Fernando Rodrigues, 8.º C

3º Prémio: Rui Paulo Ferreira Ramos, 11.º C – Poema Poema perfeito

2º Classificado: Maria Helena Macedo, 9.º E 3º Classificado: Sónia Ferreira, 9.º C

Olimpíadas ESPBS Ensino Secundário: As Olimpíadas da Língua Portuguesa, como habitualmente,

1º Classificado: Joana Oliveira, 12.º B

processaram-se em três fases, realizadas uma em cada período lectivo.

2º Classificado: Cristina Costa, 12.º B

Na primeira participaram todos os alunos da escola. Para a segunda fase, foram apurados 103 alunos. A Sessão Final decorreu no dia 17 de

3º Classificado: Bruno Cabrita, 12.º C

Abril, no anfiteatro da escola, onde 51 alunos do Ensino Básico e

A entrega de prémios da 4.ª edição das Olimpíadas da Língua

Secundário se empenharam na resolução das provas decisivas (um

Portuguesa, do Concurso Literário 2008 e da 1.ª Fase do Concurso

ditado e um questionário de escolha múltipla). Mais uma vez, os finalistas

Nacional de Leitura ocorrerá, em Novembro, no Dia do Aniversário da Escola.

Campeonato da Língua Portuguesa Pela quarta vez, a nossa escola participou no Campeonato da Língua Portuguesa, promovido pelo Jornal Expresso, Jornal de Letras, SIC e SIC Notícias. No Campeonato da Língua Portuguesa estiveram envolvidos cerca de 17 000 concorrentes. Nele participaram muitos alunos da ESPBS (233, só a nível da Competição Escolas, sendo que outros alunos concorreram individualmente). As alunas Edite Marques, do 12.º B, e Ivânia Oliveira, do 12.º D, ultrapassaram todas as eliminatórias, ficando apuradas para a FINAL NACIONAL, que disputaram, com mérito, no dia 12 de Abril, em Lisboa. Como forma de orientar e facilitar o processo de pesquisa dos concorrentes da ESPBS, foi criado, no âmbito do projecto DESAFIOS EM PORTUGUÊS, o blogue Campeonato da Língua Portuguesa na ESPBS (www.clpespbs.wordpress.com), integrando hiperligações para sítios Web de âmbito linguístico, o que se revelou de grande utilidade para a resolução das provas pelos alunos. Também a aprendizagem colaborativa e o espírito de entreajuda foram estimulados através da publicação, no blogue, de comentários pelos alunos concorrentes e pelos professores dinamizadores deste projecto, permitindo assim a troca de saberes e o esclarecimento de dúvidas.

Pelo crescente entusiasmo dos numerosos concorrentes, continuamos a dizer que VALE A PENA PARTICIPAR!... Parabéns a todos e em especial aos premiados! Professores responsáveis pelo projecto DESAFIOS EM PORTUGUÊS

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Manuel Seixas Rosário Seixas


Junho 2008

4ª Edição das Olimpíadas da Língua Portuguesa – 2008 Ensino Básico

Ensino Secundário

1º Prémio

2º Prémio

3º Prémio

1º Prémio

2º Prémio

3º Prémio

Fernando Rodrigues, 8º C

Maria Helena Macedo 8º C

Sónia Ferreira 9º C

Joana Oliveira 12º B

Cristina Costa 12º B

Bruno Cabrita 12º C

Campeonato da Língua Portuguesa 1.º Prémio – Ensino Básico

Concurso Literário 2008

Organizado por: Jornal Expresso, Jornal de Letras SIC e SIC Notícias

Organizado por: Projecto DESAFIOS em PORTUGUÊS Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

Finalistas Nacionais

A vida Nós vivemos Neste mundo desconhecido Atravessei paredes Muitas vezes escondido Parei, Vi o mundo ao contrário Não sei onde irei Nem sequer por onde passei

Ivânia Oliveira 12.º D

Edite Marques 12.º B

2.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário 2008

Poluição Céu cinzento, nuvens pesadas Folhas mortas, árvores nuas… Esvai-se-me a imaginação Quando procuro fazer poesia! No meu passo apressado Deambulando pela rua Em uníssono, ferem-me a alma: Buzinas, carros, gente… Reflicto… Interrogo-me… Preocupo-me… Onde irá esta gente? Que faço eu aqui? Quem sou??? Será que alguém tem resposta? Queria tanto silêncio! Mas… Isolo-me nesta Poluição!

Marta Denise Vieira Silva, 8.º D

Mas quando olho É tudo tão diferente Este sentimento Que me é tão inconsciente Bate dentro do meu peito Como uma força maleável Só o quero esquecer Mas não é o mais provável Encontrei, Um caminho a seguir Mas quando chego a meio Só me apetece é fugir Onde pára a verdade? Que eu não a encontrei Tantos momentos de ansiedade E agora o que eu farei? Mas escusam, De me tentar Parar, olhar para trás Isso é que nem pensar O que eu quero comigo É simples de guardar É ter um amigo Para que me possa apoiar Sem me aperceber Um pouco de alegria Que me fez ver, Que a vida continua, e um dia Me hei-de esquecer Do passado, sossegado, encostado E um dia encantado Alexandra Guerreiro Costa, 8.º E

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Junho 2008

1.º Prémio – Ensino Secundário 3.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário 2008 Concurso Literário 2008 Nascem de todo o lado,

Ando à deriva

De esquinas,

Neste mar de emoções Perdi-te

De travessas, De ruelas. Afluem como se não houvesse amanhã,

E não sei onde te encontrar

Ofegantes,

Preciso de te ver Preciso de te abraçar

Apressados,

Se à superfície ou nas profundezas…

Loucos. Passam-me ao lado e calcam-me,

Vou continuar à procura

Sem dó,

Não sei o que sinto Mas é algo diferente

Pois de ti, não vou desistir

Sem piedade, Febris, Desvairados e indiferentes.

Quando estou longe

Sinto-me desmembrada.

Quando te vejo Sinto alegria

Sinto ansiedade

Desafortunadamente, Nesta selva, O tempo possui

Quando me aproximo

Uma lenta

E isto? Será amor?

Sinto arrepios

E dolorosa Eternidade. Passam ao lado de toda a gente

Diana Alexandra Ferreira Martins, 8.º C

E no entanto estão sozinhos…

2.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário 2008

Tristemente sozinhos… Mas não tanto como eu Que sufoco, Definho,

Poeta

E suplico a minha vida. Debalde, ecoa fortemente a minha voz Na aridez, no vazio

Pequeno génio nasce

Desta imundície de almas.

Grande se transforma…

Nisto,

Pelas letras o mundo conhece

Saciadas as necessidades, Viram as costas as bestas

E a felicidade retoma.

E seguem em frente

O clímax atinge

Rumo à hibernação.

Quando a imaginação alcança.

E eu, ali fico Prostrada,

Ser poeta finge Quando novo verso se levanta.

Queda, Sem forças nem a mínima reacção.

Palavra a palavra rimando vai.

Apenas com uma certeza: A de ficar menos só

Se a literatura não amar O entusiasmo cai.

Na agora agradável solidão. Verso a verso vai a acumular Ana Olinda Azevedo Correia, 12.º C

E uma quadra ou uma quintilha bem estudada sai. Ser poeta é tudo escrever, tudo reconhecer e tudo lembrar. Ana Paula Sampaio Pereira, 12.º K

3.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário 2008 Poema perfeito Há já algum tempo que caneta e papel Velhos amigos de minha eleição

E suores e suspiros perdidos nesse leito O momento supremo de prazer e paixão

Não se juntavam para que assim criem

Resulta na fecundação do poema perfeito!

Mais uma bela história de pura ilusão. Estão agora reunidos para assim recriar Mais uma epopeia para nos iluminar E assim preencher de amor meu coração Recheado de lágrimas e tanta desilusão Entre beijos e carícias trocadas pelos amantes Página 24

Rui Paulo Ferreira Ramos, 11.º C


Junho 2008

2.º Prémio – Ensino Secundário - Concurso Literário 2008 A Rua

Gostaria de lhe perguntar ajudá-la a desabafar.

Olho a rua, tentando perceber

Mas este não é o meu ponto de chegada

qual o seu fim, a sua vontade, se chora por merecer

nem sequer de partida,

esse lixo espalhado pelo chão,

e a vida continua tanto para mim, como para a rua.

ou se por simplesmente não ter o poder de reagir contra tal provocação.

E por mais que ela chore, ou finja chorar

Talvez seja só impressão minha, ou até imaginação, mas pareço sentir uma certa tristeza, um choro abafado, nesta rua pela qual passo

eu sigo em frente, sem sequer parar. De que vale o porquê tentar saber se apenas silêncio irei receber? Digo Adeus, num derradeiro olhar.

junto com essas pessoas nesse andar acelerado.

Lastimo tudo o que ficou por dizer e tudo o que ainda se irá falar.

Quem sabe são só lágrimas de crocodilo e estou eu aqui preocupada com este sítio

No entanto, e por enquanto,

enquanto que ele ri-se e goza comigo.

algo me espera, seja lá o que for. E eu vou, lá para onde vou

Sinto porém que tal hipótese é uma mentira,

Daniela Sofia Matos Sousa, 12.º A

chamem-lhe premonição, sexto sentido, mas realmente acredito

Revista PROGRAMAR

que verdadeiro é o choro desta avenida e real o motivo de tal infeliz vida.

A Revista PROGRAMAR é um projecto iniciado e desenvolvido por membros da comunidade Portugal-a-Programar, com o ob-

CURIOSIDADES … DIFERENÇAS ENTRE GÉNEROS…

jectivo de colmatar a falta de uma revista portuguesa sobre programação e de promover a criação de conteúdos relacionados com programação, em português. Trata-se

O TRABALHO E A IGUALDADE ENTRE SEXOS! PROBLEMAS?

uma revista em formato electrónico (.pdf), que reúne bi-mensalmente, vários artigos

Completa a tabela com palavras relacionadas com o tema “Igualdade de

escritos por diversos programadores, es-

sexos”, tendo em consideração os seus significados:

tando disponível em http://www.revista-

1 – afecto; carinho 2 – condição do ser que pode agir livremente 3 – falta de igualdade; divergência 4 – aspiração; desejo ou busca de honra e glória 5 – desgraça; amargura 6 – êxito; bom resultado 7 – distinção; separação 8 – reunião de pessoas unidas pela mesma origem e pelas mesmas leis

programar.info. Dada a abertura da revista a queira participar/ajudar no projecto, quer na redacção de artigos, como na revisão, design, ou noutras áreas, como o marketing e divulgação, foi lançado o desafio ao António Silva do 11.º L, pelo seu professor de Linguagens de Programação, no sentido de redigir um artigo para publicação. A resposta a este desafio foi dada pelo António com o artigo intitulado “O Namespace MY em VB.Net 2005” que integra a 14.ª Edição, de Maio de 2008. Prof. Carlos Carvalho

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Junho 2008

Visita de estudo aos armazéns da A turma do 8ºOA do curso de Operador de

ros. Nesta secção, verificou-se a organização,

Coindu e a sua actividade, tendo informado a

Armazenagem, juntamente com os professo-

com um pormenor importante cada trabalhador

turma

res Adelaide Lemos, de LAOA, Josefina Gon-

é responsável pelo processo em que está en-

sobre o

çalves, de OSM e Raul Gouveia, de RAM, no dia 15 de Abril de 2008, da parte da tarde, fez

volvido. Nesta empresa dá-se ênfase à motivação e satisfação dos colaboradores, promoven-

contín u o

uma visita aos armazéns da empresa Coindu –

do junto destes o seu envolvimento, aperfeiço-

cresci-

Componentes para a Industria Automóvel, S.A

amento e participa-

mento

sediada em Joane, Vila Nova de Famalicão. O primeiro passo da visita começou em sala de

ção, a todos os níveis, estimulando

da empresa,

aula, quando se elaborou o guião e respectivos

sempre

b e m

objectivos da visita de estudo, sendo estes:

criatividade e ino-

como o elevado nível de colaboração com os

Conhecer a organização de um armazém; Contactar com o mundo do trabalho; Reconhe-

vação. Logo de segui-

seus clientes, entre outros factores, e a estratégia empresarial adoptada.

cer as condições da Saúde, Higiene Seguran-

da, passou-se à

A visita terminou com um pequeno debate

ça no Trabalho; Identificar as actividades/fun-

secção de preparação dos materiais que irão

sobre o que tinha sido visto e no final o Dr.

ções do Operador de Armazém.

servir para produzir as capas de estofos para a indústria automóvel. Verificou-se que a empre-

Fausto brindou os presentes com uma pequena lembrança.

A turma chegou

sa utiliza materiais de boa qualidade, estando

à empresa por vol-

certificada pela norma da Qualidade ISO TS

ta das 15horas, onde foi bem rece-

16949:2002 e pela norma 14001:2004 para o ambiente.

bida

pelo

a

sua

Dr.

O sector de componentes automóveis é re-

Fausto Araújo, di-

conhecido pelos elevados níveis de exigência

rector dos recursos humanos, que fez uma apresentação da empresa, dos seus produtos,

na gestão da sua cadeia de valor, nomeadamente no que concerne à política de qualidade, cujos

da Saúde Higiene e Segurança no Trabalho, da

valores são incutidos a todos os colaboradores

constituição empresarial, que está implantada

da empresa.

em Arcos de Valdevez, Mogege e na Roménia. Seguidamente, começou a visita aos respec-

Posteriormente, passou-se à linha de produção, onde trabalham cerca de 800 pessoas,

Por volta das 17 horas saímos da empresa satisfeitos com o que tinha sido observado, ti-

tivos armazéns, tendo os alunos entrado no ar-

sendo a maioria do sexo feminino. Por fim, pas-

rando uma foto e agradecendo ao director dos

mazém de matérias – primas, onde havia pe-

sou-se pelo armazém de produtos acabados e

recursos humanos da Coindu por nos ter pro-

les naturais e tecidos de alta qualidade, fornecidos pelos representantes das marcas dos car-

voltou-se novamente à sala de recepção. Aqui, o Dr. Fausto mostrou um filme sobre a

porcionado esta excelente aula.

Dia da Europa em Milão de Ciências Sociais e Humanas) e duas professoras do Departamento de Línguas (Linda Miranda e Rosário Seixas). Para efeitos de apoio logístico e tendo também em vista intercâmbios futuros, a nossa escola teve por parceira uma escola secundária da localidade de Saronno (periferia norte de Milão): o Istituto Tecnico Commerciale Zappa. As actividades do dia 8 foram promovidas por essa escola, com a intervenção directa das docentes Grazia Trovato e Elda Gianni e de dois alunos, o Lorenzo e a À semelhança do ano passado, uma delegação da nossa escola participou nas comemorações do Dia da Europa, em Milão, nos passados dias 7, 8 e 9 de Maio. Este ano porém, o convite foi endereçado a um grupo mais reduzido. Assim, deslocaramse a Milão apensa dois alunos (a Andreia Costa e o João Fernandes, ambos do 11º G, Curso Página 26

Martina. Além da passagem por uma aula da professora Trovato, a delegação foi presenteada com um passeio, de comboio, até Como, uma bela localidade na margem do lago com o mesmo nome. Um passeio de barco permitiu desfrutar em pleno da bela paisagem pré-alpina. Nos outros dois dias, as delegações dos vá-

A Turma 8º OA

rios países concentraram-se em Milão e participaram em diversas actividades, em torno de dois principais objectivos: a comemoração do Dia da Europa, no dia 9; realização da 1ª Conferência Anual da “EAC network” — Rede Europeia para Cidadania Activa. Para o primeiro destes objectivos, o local do encontro foi o Teatro del Verme, no centro da capital lombarda. Já para os trabalhos da conferência, as delegações encontraram-se numa sala da Università degli Studi di Milano, embora a cerimónia de abertura tenha tido lugar na sede da CESES, a entidade organizadora. À margem dos trabalhos houve ainda a oportunidade de rever a formidável Catedral Duomo, a velha Piazza dei Mercanti e a Igreja de San Satyro, um belo exemplar da arquitectura de Bramante (1444 - 1514). Tratou-se de mais um momento importante para a Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, que se tornou membro fundador do EAC network. Também os alunos envolvidos, embora já não sejam iniciados nestas andanças da cidadania europeia, aproveitaram o ensejo para contabilizar mais alguns contactos e viver experiências enriquecedoras para a sua formação integral.


Junho 2008

Visita de estudo ao Palácio Nacional de Mafra

“Toda a gente se admirava com o tamanho desmedido da pedra, Tão grande. Mas Baltasar murmurou, olhando a basílica, Tão pequena.” Memorial do Convento, José Saramago

A visita de estudo a Mafra começou muito antes do dia 11 de Abril. Foi proposto à nossa turma sermos uma espécie de guias dos nossos colegas das turmas H e I, e nós aceitámos de imediato e com muito entusiasmo. Então, começámos por dividir tarefas em três grupos, palácio, basílica e biblioteca, e depois procedemos à pesquisa e à preparação da nossa pequena experiência de “guias”. Já no dia 11, durante a viagem, deu para cantar, conversar e principalmente divertir; mas era também necessário começar a rever o que teríamos de dizer acerca de cada divisão do Palácio. Toda a gente sabia o que dizer. A expectativa e os nervos eram grandes, principalmente para os “guias”. À chegada ao Palácio Nacional de Mafra, mal nos deparámos com aquele imponente monumento, os rostos foram-se diversificando desde espanto e admiração a perplexidade, pois não é todos os dias que vemos algo tão grandioso! Cada divisão em que entrávamos tinha a sua história e a sua importância: os aposentos do rei e da rainha; a enfermaria; capelas; salão de jogos; escadarias enormes; bem como os corredores; salas e salões; celas; colecções vastíssimas... Por mais que tentemos imaginar, penso que não conseguimos visualizar aquele imponente palácio em pleno auge, por volta séc. XVIII, com todas as personagens marcantes da história portuguesa, à semelhança do que retrata o Memorial do Convento. Um dos espaços que merece maior destaque é a biblioteca. Aí pudemos contemplar toda a vastidão de obras e a sua dimensão quase impensável; quanto aos famosos morcegos, apenas vimos um sem vida. Também a basílica não poderia deixar de ser vista. Esta é enorme, decorada com inúmeras imagens de santos, tribunas, seis imponentes órgãos, quatro carrilhões e um altar-mor majestoso; a sua arquitectura e perfeição não deixam ninguém indiferente. O estudo e pesquisa prévios sobre o convento e o porquê da sua existência foram muito importantes, para que pudéssemos apresentar da melhor maneira aquilo que estávamos a ver. Apesar de não conhecermos todos os “cantos” do palácio, a apresentação correu bem. Demos o nosso melhor na actividade que desenvolvemos e pensamos que conseguimos explicar aos colegas que nos acompanhavam o essencial para perceberem aquilo que estávamos a visitar; por outro lado, divulgámos curiosidades interessantes que não eram muito conhecidas. Para que aqueles que nos estavam a ouvir ficassem com um registo da informação mais relevante, elaborámos panfletos explicativos. Sem dúvida, que esta actividade foi muito proveitosa para todos nós, porque sentimos que o trabalho que nós desenvolvemos teve uma vertente prática, isto é, não nos limitámos só a fazer um trabalho para aprender alguma coisa e depois arrumar, fizemos este trabalho com mais um intuito, que foi transmitirmos aos nossos colegas os conhecimentos que adquirimos com ele. Esta nossa experiência como “guias” foi difícil mas muito compensadora. Adorámos ter visitado o palácio e achámos muito enriquecedor termo-nos juntado em grupos para trabalharmos nesta actividade. Assim, o balanço desta viagem foi extremamente positivo e deixou-nos com vontade de realizar uma próxima, apesar do fim do ano estar quase a chegar! Agora podemos dizer que o estudo da obra Memorial do Convento foi feito com sucesso e que fomos cativados a todos os níveis para a participação neste projecto aliciante. A visita foi, assim, o culminar do processo de estudo desta obra. Turma 12.º J

Ficha Técnica

Restaurante “Bitocas” patrocina em 2008 o fornecimento diário do Jornal Primeiro de Janeiro à biblioteca da E.S.P.B.S. O Conselho Executivo e toda a comunidade escolar agradece este gesto em prol da cultura.

Propriedade Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

Coordenação e Grafismo Professoras Lurdes Dinis e Rosa Gomes

Contactos E.S.P.B.S. Rua dos Estudantes 4770-270 Joane - Vila Nova de Famalicão

Produção Comunidade Escolar

Telef.: 252 996877/8 Fax: 252 992709

Apoio Técnico Profs: Paula Carvalho, Alexandrina Macedo, Arminda Ferreira e Maria José Carneiro Redacção e Revisão Profs: Laura Correia, Adelaide Martins

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Junho 2008

A Maior Aula do Mundo No âmbito da Comemoração da Semana da Acção Global pela Educação que decorreu mundialmente, entre 21 e 27 de Abril, a nossa escola acolheu o projecto intitulado “Mais Educação, Menos Exclusão”, mediante a participação das turmas do Curso Profissional de Animação Sociocultural e do 11ºL de Informática de Gestão. Durante noventa minutos comungamos um sentimento único de pertença a um mundo que, apesar de humano, se mostra por vezes desumano, demasiado desumano. Vivenciámos momentos em que imperou a reflexão sobre as múltiplas facetas da exclusão, e sobre o significado amplo que o próprio conceito encerra… Pensámos então nos “excluídos”, naqueles que são privados do acesso à saúde; à assistência/protecção social, aos bens essenciais; naqueles que são vítimas de violência, de maus-tratos, de exploração, em suma, em todos aqueles que nesse Mundo “Humano” não encontram lugar. Percebemos que o problema da exclusão afecta não apenas esse Mundo, distante, em que a experiência permanente da miséria, da fragilidade e da própria Morte se impõe, mas também o nosso Mundo, aquele em que nos movimentamos diariamente sem que muitas vezes tenhamos consciência de outras situações, também elas muito graves, de exclusão. Partilhamos emoções nas mensagens que foram sendo passadas, de forma criativa, artística, numa concretização plena de Beleza. Cantámos para os meninos que ainda acreditam que o abandono escolar pode ser um grito de independência; ao ritmo do rap, reclamámos dos políticos um compromisso efectivo na salvaguarda dos direitos humanos fundamentais. Gritámos um “Atentai” colectivo aos vários grupos de excluídos na Escola. Terminámos a Aula Maior do Mundo com a sensação de que todas as aulas deveriam ser “Aulas Maiores do Mundo” e conscientes de que a Mensagem passada devia ser assumida por todos, de forma não apenas circunstancial. Resta-nos pensar que ao procurarmos ir ao encontro das finalidades definidas para a “Maior Aula do Mundo”, nos aproximámos interiormente de todos aqueles que sofrem, num mundo que queremos que seja mais humano.

“Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.” Gabriel Garcia Marquez

“Mais Educação, Menos Exclusão!”

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Ponto de Encontro  

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