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Pepper Winters SĂŠrie Indebted #1 Debt Inheritance

Debt Inheritance Copyright Š 2014 Pepper Winters

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Sinopse ‘Eu tenho você. Eu tenho o pedaço de papel para provar isso. É inegável e inquebrável. Você pertence a mim até que você tenha pago as suas dívidas’. A família de Nila Weaver está em dívida. Ser a filha primogênita, a sua vida é confiscada para o primeiro filho nascido dos Hawks para pagar pelos pecados dos seus antepassados. As eras escuras poderiam ter ido e vindo, mas dívidas nunca vão embora. Ela não tem escolha no assunto. Ela não é mais livre. Jethro Hawk recebe Nila como um presente no seu vigésimo nono aniversário. A vida dela é sua até que ela pague uma dívida que tem séculos de idade. Ele pode fazer o que quiser com ela - nada está fora dos limites - ela tem que obedecer. Não há regras. Apenas pagamentos.

Esta história não é adequada para aqueles que não gostam de romances dark, situações desconfortáveis, e consentimento duvidoso. É sexy, é sinuoso, não há cor, só a escuridão, porém é uma montanha-russa, não um carrossel.

Aviso dado... entre no mundo das dívidas e pagamentos.

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A sĂŠrie

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O MUNDO ERA UM LUGAR perigoso, mas eu era pior. A raça humana deixou a idade das trevas para trás, a tecnologia melhorou e arruinou nossas vidas em igual medida e os demônios na sociedade se esconderam com uma melhor camuflagem. À medida que os anos passaram e nós deixamos nossas formas bárbaras para trás, as pessoas se esqueceram das sombras à espreita. Homens como eu se transformaram em predadores em pele de cordeiro. Aproveitando dos fracos, sem nenhum pedido de desculpas e tudo caiu em nosso maldito colo. A civilização nos camuflava, escondendo os animais no coração. Nós trocamos a mentalidade do homem das cavernas e assassinos para ternos e xingamentos suaves. Eu escondi o meu verdadeiro temperamento sob um véu de compostura. Eu dominei a arte da suavidade. As pessoas que me conheciam disseram que eu era um cavalheiro. Me chamaram de distinto, talentoso e astuto. Eu era todas essas coisas e nenhuma delas. Poderíamos viver em um mundo civilizado, mas as regras e as leis não se aplicavam a mim. Eu era um quebrador de regras, uma máquina de maldição e ladrão de vidas. A projeção era uma farsa - mas até mesmo o pior de nós tinha alguém que nos pertencia. Quer fosse família, honra ou dever. Eu tinha abraçado meu bárbaro interno, ainda era governado por uma hierarquia e quando a matriarca Hawk estalava os dedos, todos nós viemos correndo. Incluindo o filho da puta do meu pai, Bryan Hawk. Lá, na biblioteca infestada de charuto e conhaque, eu aprendi uma verdade que mudou para sempre a minha vida. E a dela. Minha família era dona de outra família.

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Um IOU1 em toda a sua existência. Até hoje, eu não sabia o porquê e eu não me incomodei em perguntar. Quem dava a mínima por uma família rica chamada Weaver, em dívida conosco? Quem dava a mínima que tinham regiamente fodido com a minha família e ganhado a ira dos meus antepassados? Tudo o que importava era a notícia que eu tinha herdado algo mais do que apenas dinheiro, posses ou títulos. No meu vigésimo nono aniversário me deram um animal de estimação. Um brinquedo. Uma responsabilidade que eu não queria. Dívidas que eu tive que extrair de alguém sem vontade. Um trabalho para defender a nossa honra familiar. Nila Weaver. Um erro de 600 anos atrás lançou uma maldição sobre toda a sua família. Um erro me vendeu sua vida em uma montanha de dívida impagável. Eu a herdei. Eu a cacei. Eu possuía sua vida e tinha um pedaço de papel para provar isso. Nila Weaver. Minha. E a minha tarefa... ... ... devorá-la.

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I own you. Tradução: Eu te devo. ~7~


— TE DISSE QUE ESSA COLEÇÃO seria sua pausa, Threads. Eu sorri, não tirando os olhos da modelo desfilando na passarela. Meu estômago se agitou com um golpe sobrecarregado de stress e adrenalina. — Não azare isso. Ainda tem a coleção de alta costura para entrar. — eu vacilei quando a modelo balançou muito, oscilando nos insanos saltos altos que eu tinha colocado em seus pés. Meu celular tocou no único lugar que eu tinha disponível neste vestido – no meu decote. Não, não. Não agora. Eu estava esperando saber dele há dois dias. Deitada na cama do hotel de luxo, querendo que meu telefone tocasse, me trazendo a corrida inebriante do flerte. Mas nada. Nem um pio. Um mês disto... o que era isto? Não era um relacionamento. Concubinato? Namoro sem nome? Eu não tinha um nome para a loucura. Eu ofegava por trechos de comunicação como uma flor de estufa solitária. É hora de acabar com isso. Outra mensagem vibrou, quebrando a minha força de vontade de ignorá-lo com seu impecável ritmo - como de costume. — Você sabe que a linha de alta-costura vai ser o ápice. Pare de ser modesta. — Vaughn cutucou meu ombro com o seu. Ignorando meu irmão e de repente o pesado telefone celular, eu estremeci quando a modelo jogou o cabelo, fazendo piruetas no final da passarela, antes da saia farfalhar em um turbilhão de seda rosa. Muita atitude para esse vestido. Eu balancei a cabeça, parando o monólogo interior que nunca se calava quando se tratava de modelos ostentando minhas criações. — Eu não sei mais nada. Pare de me distrair, V. Me deixe concentrar. ~8~


Vaughn fez uma careta. — Eu não sei por que você está tão preocupada. Talões de cheques já estão abertos. Você vai ver. Outra mensagem chegou, enviando o meu telefone a uma palpitante excitação. Até meu telefone ficava animado quando ele mandava mensagem. Meu coração acelerou. Um rubor quente cobriu o meu corpo se lembrando da última frase que eu tinha recebido de Kite007. Eu cometi o erro de lê-la assim que eu embarquei no curto voo da Inglaterra para a Espanha. Kite007: Eu não preciso saber como você é para ficar duro – adivinhe onde a minha mão está. É claro que eu não poderia evitar. Porque eu era uma mulher carente de sexo cercada por homens super protetores. Eu respondi: Eu não preciso ouvir o que você fala para me deixar molhada – adivinhe onde minha mão quer estar? Eu nunca tinha sido tão ousada. Com ninguém. No momento em que eu enviei, me apavorei, desejando que eu pudesse desfazer o envio. Eu passei a viagem em um estado confuso de excitação e negação. E nunca recebi uma resposta. Até agora. Eu escondi a minha excitação, fingindo que nada atraente me atraia no meu celular. Eu amava o meu pai e irmão pra caramba, mas se eles soubessem... a merda iria bater no ventilador. — Oh, Deus. — eu agarrei o meu coração quando outra modelo de perna fina desfilou na passarela, não deixando mostrar o vestido azul complexo a seu favor. — Ninguém vai comprá-lo se eles não puderem ver o potencial do projeto. Vaughn suspirou. — Você se preocupa demais. É impressionante. Qualquer um pode ver isso. — seus olhos escuros aterrissaram nos meus. — Permita uma emoção de orgulho, apenas uma vez, Threads. Tudo está acontecendo perfeitamente e eu não poderia estar mais orgulhoso de você. — meu irmão gêmeo passou o braço sobre meus ombros, me colocando contra ele. Considerando a palavra ‘gêmeo’ significava imagem espelhada, Vaughn era mais alto, mais bonito e em geral, mais vibrante do que eu. Ele, com sua beleza natural, fazia inveja aos outros, enquanto eu fazia as outras se sentirem bonitas com ~9~


vestidos costurados com ouro vinte e quatro quilates e tingidos com tintas exclusivas que custam uma pequena fortuna. Eu supunha que era o meu talento: fazer os outros se sentirem dignos, enquanto vendia produtos graciosos ao seu encanto. A imagem espelhada - o oposto completo. — Você é um modelo. Por que você não está apresentando as minhas roupas? Vaughn riu. — A minha figura não parecerá bem colocada em um vestido de lantejoulas. Crie algumas roupas decentes para homens, então eu poderia pensar e ser seu modelo notório. Eu bati no braço dele. — Você sabe que eu não tenho o dom para costurar ternos e samba-canção. Eu continuo dizendo a você para entrar no negócio comigo e criar uma linha masculina. Não haveria descanso... Vaughn revirou os olhos. — Não pode me pagar. Eu fiz uma carranca. — Te pagar? Eu ouvi dizer que um par de peitos alegres e sexo compraria a sua atenção por, pelo menos, um fim de semana. Ele apontou para o meu pequeno seio com um brilho nos olhos. — Não vejo nenhum par alegre e... credo, Nila. Você é minha irmã. Por que diabos estamos falando sobre sexo? Você sabe que nós fomos criados melhor que isso. Eu não queria rir. Eu não queria perder a tensão final de minha coleção, mas Vaughn nunca deixou de ganhar uma contração muscular labial. Eu suspirei, balançando a cabeça. — Sexo, sexy. Você ficaria feliz se eu contratasse sua bunda magrela. Ele sorriu. — Quem você está chamando de magrelo? — ele acenou para seu corpo alto. — As minhas habilidades estão na outra extremidade da câmera. Como meus registros mostram. — seus dentes perfeitamente retos brilharam desafiando alguém a negar a verdade. Eu costumava ficar com ciúmes de sua aparência muito boa. Meu irmão era alinhado, enquanto eu era relaxada. Mas agora eu estava orgulhosa. Eu poderia ser agraciada com um corpo exigindo embelezamento por outros meios que não o destino, mas eu conhecia os segredos da ilusão. Eu fazia mágica com uma máquina de costura ~ 10 ~


desde que eu era uma garotinha, dando um passo a partir da sombra do nome de minha família, esculpindo uma pequena fatia de grandeza para mim. — Bem, se o desfile de hoje à noite fracassar, pelo menos você pode me socorrer com todo o dinheiro que você ganhou graças a sua aparência divina. Um riso saiu de sua boca, em voz alta, mas ainda escondido pelo sensual show de música fashion. A sala escura escondeu a grande multidão, mas não conseguiu disfarçar o calor da imprensa e corpo pesado de inúmeros compradores e adquirentes de catálogo. Vaughn me trouxe mais para perto. — Nila, estou avisando. Eu quero um sorriso. Você trabalhou nisso por meses. Pare de ser tão pessimista e comemore. — Eu não posso comemorar até que a última modelo tenha demonstrado a sua roupa e não tropece sua bunda em um vestido de sete mil dólares. Meu telefone tocou novamente. Eu congelei, amaldiçoando meu estômago por torcer e levando um raio de desejo para o meu núcleo. Kite007. O macho inominável tinha mais poder sobre mim do que qualquer outro homem. A estúpida secreta paixão. Nada menos que com um estranho. É um dia triste quando eu estou emocionalmente envolvido em uma fantasia. Eu nunca deveria ter respondido à mensagem enviada por engano há um mês. Então eu poderia dirigir a pequena energia que eu tinha de sobra depois de trabalhar tão duro e encontrar um homem real. Um que eu pudesse beijar e flertar pessoalmente. A dor incomum atacou novamente. Rejeição. Eu perguntei a Kite, depois de uma noite de troca de mensagens até tarde, se ele estaria interessado em me encontrar. Needle&Threads: Então... eu estava pensando... Eu estou sentada aqui bebendo uma taça de vinho e achei que você gostaria de fazer isso algum dia? Sair para um drinque, pessoalmente, juntos? Eu tinha pressionado enviar a estranha frase atrapalhada, antes que eu perdesse a coragem. Eu nunca tinha convidado alguém a um encontro antes, quase me deu um ataque cardíaco.

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Ele nunca respondeu. O silêncio era a sua reação habitual de lidar com algo que ele não queria discutir, mandando uma mensagem somente alguns dias depois em um assunto completamente diferente. Onde insinuações sexuais eram difíceis para mim, Kite007 era um mestre. Ele a usava como uma arma, me fazendo esquecer de que não tinha profundidade em nossas conversas... não eram conversas. Quando ele respondeu, tinha sido uma mistura inteligente de provocações e vazia, me lembrando para não ler nessa forma superficial de comunicação. Kite007: Eu estou em uma reunião e tudo o que posso pensar é na sua fantasia de freira. Você está vestindo roupas íntimas hoje? Sim. Isso impediu meu pensamento de conhecê-lo pessoalmente. Me afastei de Vaughn, fingindo examinar as demais modelos, enquanto eu abria a primeira mensagem que recebi. O que começou tudo. Kite007: Hoje à noite não vai dar certo para mim, mas esperar só vai fazer você ficar mais molhada. Seja uma boa menina e não discuta. Vou me certificar de recompensar a sua paciência. Um tremor trabalhou seu caminho sob meu vestido caro. Eu nunca tinha recebido uma mensagem como essa. Nunca. E não era para mim. Imaginei uma mulher de sorte ansiosa pela sua recompensa. Eu tentei apagar a mensagem, eu realmente tentei. Mas depois de 24 anos me escondendo dos meninos, eu não pude me conter. Minha resposta foi absolutamente ridícula. Needle&Threads: eu receio que você esteja falando com uma freira que não entende nada de dicas sexuais e sugestões não tão sutis. Paciência para mim é o pagamento depois de esperar por um pudim de chocolate no micro-ondas. Molhada para mim é o breve gozo de um banho antes do trabalho escravo do meu trabalho. Se a sua intenção era me deixar (uma estranha desconhecida que poderia ser sua sogra ou uma velha de oitenta anos) molhada e doente, talvez você pudesse me subornar com açúcar, um banho quente e uma noite fora do trabalho, então talvez eu vá obedecer e merecer a sua insinuação velada de prazer. (A propósito... se você ainda não adivinhou, número errado). E assim começou um erro que eu não tinha nenhuma intenção de parar.

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Eu gemia sob a minha respiração, nunca deixando de sofrer com embaraço. Eu não tinha ideia de onde a irreverência veio. Eu não era uma freira, mas eu não estava muito longe. Graças aos dois homens permanentes em minha vida, namoro foi um evento raro. Uma modelo curvilínea passou pela passarela com a minha criação favorita - rendas creme, colar Vitoriano e saia armada. Eu pretendia ir à tendência de um retorno histórico de moda. — Isso iria ficar melhor em você. — a voz rouca de Vaughn soou através da graciosa música. Eu balancei minha cabeça. — Sem chance. — olhando para o meu corpo pequeno excessivamente magro, graças as minhas corridas obsessivas, acrescentei: — Você precisa de feminilidade para andar em um espartilho assim. Eu sou muito magra. — Só porque você se exercita muito, caramba. Só porque eu tenho você e o pai me impedindo de fazer exercícios de forma sexual. Eu não acredito em masturbação... corrida era minha única esperança em comunicação. A modelo girou no lugar, rodando seu vestido antes de desaparecer até a passarela. Eu tive um momento de inveja. Seria bom ter peitos e quadris. Os dedos fortes de Vaughn pegaram meu queixo, quebrando o olhar fixo que eu tinha sobre a modelo empavonada, guiando meus olhos castanhos não descritivos para os seus lindos chocolate vibrantes. — Nós vamos sair esta noite. Bater nos clubes noturnos de Milão. — as luzes baixas ao redor da passarela fizeram sua pele brilhar com um obscuro bronzeado natural. O cabelo preto-azulado era a única coisa bela que compartilhávamos. Grosso, muito liso e lustroso, disseram que era como olhar para um vidro preto. Minha salvação. Ah, e minha capacidade de costurar. E flertar com um estranho pelo celular. Meu telefone tocou lembrando de que na minha caixa de entrada havia algo delicioso para eu ler. E seria delicioso. Droga. O desejo de olhar quase quebrou meu autocontrole. Que diabos ele estava fazendo, mandando mensagem? Nós não sabíamos

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nada um sobre o outro. Nós não compartilhamos nada além de fantasias sujas. Minha mente mais uma vez saltou para trás ao lembrar do primeiro set de mensagens. Kite007: Porra, você é uma freira? Desculpe... como é o termo correto... irmã? Peço desculpas pela mensagem enviada incorretamente. Apesar de sua santidade, você deduziu corretamente. Foi, de fato, muito sexual. A mulher em mente nunca seria santa como você. Eu não tinha resposta para isso, mas ele enviou outra vinte minutos depois. Kite007: Irmã... Eu preciso de absolvição. Me encontro consumido com a imagem de uma freira sexy despida deslizando em uma banheira com chocolate quente em seus lábios. Isso faz de mim o demônio, ou você está me fazendo desejar alguém que eu não deveria? Pela primeira vez na minha vida, eu senti a adrenalina de poder e necessidade. Este homem desconhecido me cobiçou. Ele respondeu com base no que eu tinha enviado. Ele estava certo sobre me fazer corar, mas só porque eu estava em Deus, não quer dizer que eu tinha decidido vestir um traje preto e branco para o resto da minha vida. Eu vim de uma fábrica colorida; eu bebi tinta têxtil como leite materno. Aprendi a costurar antes que eu pudesse andar. Eu nunca poderia me tornar uma freira, puramente por causa das escolhas de moda chatas. Meus dedos tremiam enquanto eu enviei mensagens para ele de volta. Needle&Threads: Eu estou envergonhada, mas acontece que eu estou vestindo algo muito mais interessante do que preto e branco ou um traje sem graça. Eu não tinha ideia do que me fez responder. Eu nunca tinha sido tão ousada, quando ele era, obviamente. Ele estava mandando mensagem a uma garota. Kite007: Oh, veja... você não pode dizer coisas assim para um completo estranho que erroneamente envia mensagens para uma freira quente que não está em conformidade com o código de vestuário escolhido por Deus. Me diga. Needle&Threads: Dizer o que? Kite007: O que você veste?

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E foi aí que eu me apavorei. Ele poderia ser um pervertido de noventa anos de idade, que tinha rastreado o meu número de um dos meus desfiles para me perseguir. Nada era o que parecia no mundo de hoje e eu deveria saber. Eu crio roupas que permanecem unidas puramente por um milagre. Para não mencionar que o meu pai iria matar quem quer que fosse. Ele não era exatamente tolerante, meu adorável pai coruja. Needle&Threads: Eu espero que você encontre a pessoa que você estava tentando entrar em contato. Desfrute da sua noite de tortura sexual. Tchau. Eu fechei meu telefone e fiz exatamente o que eu tinha dito. Um pudim de microndas de chocolate e entrei para um banho quente. Apenas para ser interrompida por uma resposta. E outra. E outra. Eu perdi a conta de quantas mensagens eu recebi. Eu consegui ignorá-lo por cinco horas, mas então a minha alma inocente se tornou corrompida por um homem que eu nunca tinha visto. — O que você disse? — Vaughn apertou os lábios, acentuando sua mandíbula bem formada e maçãs do rosto arredondadas. Pisquei, quebrando a memória do telefone e a paquera, me despejando de volta para o local quente, abafado de fashionistas. — Huh? — Esta noite. Você. Eu. Uma garrafa de tequila e algumas más decisões. — meu irmão revirou os olhos. — Eu não vou mandar você embora sozinha para seu quarto de hotel, não depois de um desfile como este. — a voz de Vaughn era persuasiva, seu rosto - um cruzamento entre um jovem com cara de querubim e um homem destruidor de corações - implorava. Eu nunca poderia dizer não a ele. Assim como inúmeras outras mulheres. Não ajudava ele ser herdeiro de uma empresa têxtil que tinha estado em nossa família desde o século XV e um ótimo partido. Tínhamos pedigree. História.

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Uma ligação entre o passado e o presente. Sonhos e necessidades. Liberdade e obrigação. Tivemos muito disso e o peso do que era esperado de mim me martelou mais e mais no chão. — Nada de tequila. Nada de casas noturnas. Me deixe descansar em paz. Eu preciso de algum sossego após o dia agitado que tive. — Tudo vai ficar mais gostoso em uma pista de dança. — Vaughn agarrou meu cotovelo, tentando me balançar em torno de um movimento de dança complicada. Eu tropecei. — Tire as mãos sujas de cima de mim, V. — Vaughn foi o único que não herdou um apelido baseado na indústria que consumiu não apenas nossas vidas, mas a de nossos ancestrais também. — Isso não é maneira de falar com seu irmão. — ele comentou. — O que é isso? Meus dois filhos brigando? Revirei os olhos quando a silhueta distinta de meu pai apareceu entre a multidão de compradores, designers e estrelas de cinema todos lá para testemunhar a nova temporada de moda em Milão. Seus olhos castanhos escuros enrugaram quando ele sorriu. — Parabéns, querida. Vaughn me deixou ir, renunciando o abraço do irmão para um aperto paternal. Meus braços enrolaram em torno da cintura tonificada do meu pai. Archibald Weaver ainda tinha o cabelo preto e grosso, uma assinatura Weaver com uma coluna reta, mente afiada e rosto áspero e bonito. Ele só se tornou mais atraente com o passar dos anos. — Ei. Eu não pensei que você iria chegar a tempo. — me afastando, eu inalei sua forte colônia. Eu desejei que mamãe ainda estivesse por perto para vê-lo evoluir de pai distraído a um pai fantástico. Eu nunca soube por que não éramos mais próximos quando eu era jovem. Ele tinha sido amargo, mal-humorado, e... perdido. Mas ele nunca tinha sobrecarregado Vaughn ou a mim com o que o perturbava. Ele permaneceu um pai rigoroso, nos criando desde os onze anos de idade sem uma mãe. — Eu consegui um voo mais cedo. Não podia perder o seu desfile. Outra mensagem veio através da vibração particularmente violenta. Estremeci e bloqueei todos os pensamentos do homem sem nome tentando chamar minha atenção.

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— Estou feliz. No entanto, tudo o que você vai ver é sua filha passar pela passarela, ofuscada por modelos lindas e, em seguida tropeçar no final. Meu pai riu, seu olhar crítico observando meu vestido. — Espartilho, tule e o novo material. Eu duvido que alguém vá ofuscar você. — Me ajude a convencê-la a se juntar a mim esta noite. Todos nós poderíamos sair juntos. — disse Vaughn. Ótimo. Outra noite com dois homens – nenhum dos quais eu posso tentar conseguir um relacionamento real. Muitas vezes eu me senti como um gatinho criado por dois tigres. Eles nunca me deixaram crescer. Nunca permitiram ter minhas próprias garras para afiar ou formar dentes. Meu pai concordou. — Seu irmão está certo. Faz alguns meses desde que estivemos juntos. Vamos fazer uma grande noite. Alguns de seus melhores trabalhos estão em exibição. Você me deixou muito orgulhoso, Nila e é hora de comemorar. Eu suspirei. Olhando por cima do ombro, eu vi a última modelo desaparecer, suas asas de estrelas de prata e organza a fazendo parecer que tinha caído do céu. Essa é a minha sugestão. — Bem. Parece maravilhoso. Eu nunca poderia dizer não para os meus dois homens favoritos. Me deixe acabar com isto e então eu vou relaxar. Prometo. — estendi a mão e o beijei na bochecha sedosa. — Mantenha seus dedos cruzados para que eu não tropece e arruíne a minha carreira. Ele sorriu, revelando uma persona muito amada e bem conhecido como Tex, abreviação de Têxteis, um apelido que ele tinha desde sempre. — Você não precisa de sorte. Vá lá e arrase. — seus olhos castanhos se desvaneceram. A melancolia que eu estava tão acostumada a ver o engoliu inteiro, escondendo seu espírito jovial. Era a sua maldição. Nossa. De todos nós. Desde que mamãe se divorciou dele e desapareceu, nunca tínhamos sido os mesmos.

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Vaughn apertou minha bochecha. — Eu vou ajudá-la a atravessar a multidão. Eu sorri para os dois homens mais importantes da minha vida, antes de passar através do esmagamento de corpos para a pequena escada ao lado da passarela. A organizadora, com seu fone de ouvido, cachos loiros frenéticos, e caderno, gritou quando seus olhos pousaram nos meus. — Ah! Eu tinha enviado ninjas para te encontrar. Chegou sua vez. É agora. Vaughn riu. — Eu vou esperar por você aqui. — ele desapareceu na multidão com fome de moda, me deixando à mercê da loira de cabelos cacheados. Segurei o meu vestido, subi os degraus, esperando contra todas as probabilidades de que eu não iria desmaiar. — Sim. Eu sei. É por isso que estou aqui. — Graças a Deus. Ok. Fique aqui. — ela me mandou até que eu estava exatamente assim. — Eu vou te dar o sinal em trinta segundos. A garota não poderia ser muito mais jovem do que eu. Eu tinha acabado de comemorar meu vigésimo quarto aniversário, mas depois de deixar a escola aos dezesseis anos para seguir os passos da minha família e alimentar minhas habilidades como designer, eu me senti muito mais velha, mais rabugenta e menos ansiosa para agradar. Eu amo meu trabalho. Eu amo meu trabalho. E era verdade. Eu amava o meu trabalho. Eu amava transformar tecido liso, dado por meu pai, em obras de arte, graças aos acessórios, joias, sedas e diamantes que meu irmão importava quando não estava modelando. Nós éramos um verdadeiro negócio de família. Que eu amava e nunca iria mudar. Era o olhar do público que eu odiava. Eu sempre fui uma pessoa caseira. Em parte por escolha, em parte porque meu pai nunca me deixou namorar. Por falar em namoro... Meus dedos coçaram para pegar meu telefone para entrar em flerte em uma fração de minuto.

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A garota acenou com a cabeça, pressionando seu fone de ouvido na sua orelha. — Quase lá. — segurando sua mão, ela acrescentou. — Venha. Sua modelo final está pronta. Vá para pista. Eu balancei a cabeça, recolhendo o material grosso e preto do vestido de penas e pedras preciosas que eu usava. Completamente impraticável. Completamente costurado. Um pesadelo sangrento de usar, mas o efeito de penas finas e macias e o brilho dos diamantes negros combinava o meu cabelo melhor do que qualquer outra cor. Alguns disseram que a cor era o que fazia o toque final. Eu disse que preto protege. Ele me dava força e coragem onde eu não tinha nenhuma. Ele concedia a sexualidade de uma mulher que tinha sido protegida toda a sua vida por um pai severamente super protetor e irmão insanamente possessivo. Se não tivesse sido por Darren e uma noite onde eu tinha bebido demais, eu ainda seria virgem. Tomei o meu lugar no meio da passarela e sorri firmemente para a modelo escolhida para vestir minha peça chave. Meu coração acelerou, me apaixonando, exatamente como eu sempre fiz, pelo vestuário que eu tinha intimamente criado. Envolvido em torno das medidas pequenas da menina e das baixas luzes da sala lotada, o vestido era revolucionário. A minha carreira iria alcançar novas alturas. Não era orgulho brilhando em meu coração, era alívio. Alívio por eu não ter decepcionado ninguém - inclusive eu. Eu tinha feito isso. Apesar dos meus nervos, eu tinha feito o que eu sempre precisava e esculpi um nome para mim, apesar da enorme herança e império do nome Weaver. Minha coleção era minha. Cada item de bolsas, sapatos e lenços eram meus. Nila. Só o meu primeiro nome. Eu não queria usar o poder de nosso legado. Eu não queria deixar ninguém decepcionado no caso de eu falhar. Mas agora eu queria sequestrar meu sucesso e armazená-lo.

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Que era totalmente injusto, porque o meu pai e meu irmão eram tanto uma parte do meu negócio quanto eu. A sala silenciou com antecipação quando a música mudou do latim para sinfonia. Um grande holofote nos encharcou de raios dourados. Minha frequência cardíaca explodiu quando peguei a mão da modelo, piscando a ela um sorriso rápido. Seu cabelo loiro brilhava em cascata como ouro entrançado em suas costas. Combinando perfeitamente na altura - fomos colocadas juntas para o impacto final. Deslizando para frente nos sapatos de milhares de dólares, caminhamos pela passarela. Meu conjunto preto compensava o laranja queimado, o amarelo ouro e suas camadas sobre camadas. Ela parecia brasa e fogo crepitante onde eu era o carvão do qual ela surgiu. Nós éramos o pôr do sol do desfile. As queridinhas de Milão. Silêncio abafado. Luzes brilhantes. Concentração imensa para ficar em pé. O resto se tornou um borrão. Não houve viagens, ou oscilações, ou passos ruins. Câmeras clicando, louvor, murmúrios e então tudo acabou. Um ano de trabalho duro envolvido em um desfile de duas horas. O fim da passarela se tornou em um mar de pétalas e flores espalhadas cheios de elogios. A nossa presença engolida por flashes carvão e fogo, acolhendo olhos ávidos por olhar. Dez minutos depois eu estava me afogando em louvor. Vertigem mancando meu corpo quando o meu olhar pousou no meu pai e no meu irmão. Eles sabiam que essa parte era a mais difícil para mim. Eles sabiam que meu coração dedilhava rápido e me deixava doente. Estresse nunca caiu bem com o meu sistema. A vertigem foi difícil de diagnosticar, mas momentos como estes onde a loucura do ano passado culminou ainda mais com os prazos no horizonte - reconheci todos os sintomas de instabilidades e visão desaparecendo. Eu me sentia bêbada... Eu queria estar bêbada, embora eu não tivesse bebido em sete anos.

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Engolindo a tontura, eu acenei, me curvei e sorri antes de atingir o meu limite. Rangendo os dentes, eu quase caí das escadas na frente da pista nos braços de Vaughn. Ele me pegou me dando uma forma equilibrada e firme para agarrar. — Respire fundo. Isso vai passar. Balançando a cabeça, eu pisquei, afastando o medo em meu sangue e a fraqueza de uma doença incurável. — Eu estou bem. Apenas me deixe ir por um segundo. Ele fez como eu pedi, me dando espaço. A multidão ficou para trás em sua pequena barricada, o que me deixou respirar o oxigênio tão necessário. Meu telefone tocou novamente e desta vez... eu não podia ignorar. Puxei de meu decote cheio de babados, abri a tela e li. Kite007: Não recebi uma mensagem de você em um par de dias. Se você não enviar uma imediatamente, eu terei de rastrear seu nome e localização e ir bater em você. Meu estômago virou com a ameaça. Ele nunca tinha insinuado um encontro... não depois da minha tolice de lhe pedir para sair e sua recusa flagrante. Kite007: Ainda nenhuma resposta. Se as ameaças de dano físico não vão fazer você responder, talvez a visualização mental de mim me acariciando ao ler algumas das mensagens antigas irão persuadi-la. Meu núcleo apertou. Ele tinha dado prazer a si mesmo ao pensar em mim? Um estranho tocando a si mesmo não deveria me excitar. Kite007: Minha impertinente Freira, eu não sei o que você está indo, mas eu me desgracei ao gozar na minha mão com o pensamento de você nua e lambuzada de chocolate. Espero que você esteja feliz. — O que você está lendo? — Vaughn olhou por cima do meu ombro. Minha bochecha inflamou e eu limpei a prova na tela, que a apesar de suas melhores intenções e de meu pai, eu tinha conseguido encontrar um homem interessado em falar de sexo comigo. Eu mal podia esperar para estar sozinha para responder. Kite parecia mais... aberto. Talvez possamos falar de coisas reais e não apenas sujeira. — Nada.

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Vaughn fez uma careta, então, um grande sorriso iluminou seu rosto. — Adivinha quantos pedidos? Meu cérebro não poderia mudar de querer desesperadamente responder a Kite em uma conversa normal. — Pedidos? Ele jogou as mãos para cima. — Sério! Sua coleção. Às vezes eu me preocupo com você. — ele murmurou. Ainda sorrindo, ele acrescentou: — Sua coleção Fire and Coal tem encomendas de todas as principais redes de varejo na Europa e América e a linha da altacostura está atualmente em uma guerra de lances para a exclusividade entre uma boutique de Londres e Paris. — ele saltou com uma infectante felicidade e energia. — Eu disse que era para ficar tranquila. Você já consolidou o seu nome. Nila será usado por celebridades em todo o mundo em suas estreias no tapete vermelho. Ele baixou a voz. — Você conseguiu, irmã. Você é mais do que apenas uma tecelã. Você é você e eu estou tão orgulhoso do que você conseguiu. — a intuição gêmea sempre era forte, mostrando o quanto ele entendia sem ter que expressar isso. Lágrimas saltaram aos meus olhos. Vaughn não ficava sentimental muitas vezes, então o seu louvor era um punhal bem colocado no meu autocontrole. Desta vez eu não poderia parar o sorriso rompendo minhas defesas ou o meu coração de brilhar com a realização. — Obrigada, V. Isso significa muito. — Nila. Me virei para enfrentar o meu pai. Em vez do sorriso e o olhar de amor que eu esperava, ele ficou frio e feroz. Meu estômago ficou tenso, sentindo que algo estava errado. Tão, tão errado. Era o mesmo olhar que ele tinha sempre que pensava na mamãe. O mesmo olhar que eu tinha ficado acostumada a odiar e fugir. — Pai... o que. — ele não estava sozinho. Meu olho arrastou do smoking pressionado do meu pai para o homem alto e esbelto ao lado dele. Santo inferno na terra... Pensamentos morreram como pipas sem vento, desarrumando a minha mente com silenciosa mudez. Ele era um estranho. Mas eu sentia como se eu o tivesse visto antes. Ele era um mistério. Mas eu senti que eu já sabia tudo sobre ele. Dois extremos... duas confusões.

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— Nila, quero apresentá-la a alguém. — o queixo do meu pai endureceu, suas mãos apertadas em punhos em brancos nódulos. — Este é Jethro Hawk. Ele é um grande fã do seu trabalho e gostaria de levá-la hoje à noite para celebrar o seu sucesso. Eu queria esfregar os olhos e ter a minha audição conferida. Desde o dia do meu nascimento, meu pai nunca tinha me apresentado a um homem. Nunca. E ele nunca tinha mentido tão obviamente. Este homem não era um fã do meu trabalho, embora ele tenha senso de moda incrível. Ele tinha que ser um modelo masculino com sua altura, invejosas maçãs do rosto e cabelo perfeito e estiloso, sutilmente grisalho. Sua pele branca era impecável sem rugas ou manchas. Ele parecia eterno, mas eu imaginei que ele estivesse com vinte e poucos anos, ou trinta e poucos anos, apesar de seu cabelo grisalho mostrar sabedoria muito além de seus anos. Suas mãos estavam escondidas nos bolsos de um terno escuro com uma camisa creme aberta no pescoço e um pino de diamante perfurando a lapela do casaco. — Tex, o que você está— a voz de Vaughn era tranquila, mas possessiva. Olhando Jethro, ele foi educado e ofereceu sua mão. — Prazer em conhecê-lo, Sr. Hawk. Eu aprecio seu interesse no talento da minha irmã, mas meu pai fez tudo errado. Esta noite ela não está indisponível devido a um compromisso de família. Eu teria sorrido se meu estômago não estivesse atado enquanto os dois homens avaliavam um ao outro. Jethro lentamente tomou a mão de meu irmão, sacudindo uma vez. — Prazer, eu tenho certeza. E eu, por sua vez, que posso apreciar o seu interesse em manter o seu acordo prévio com a sua irmã, mas infelizmente, seu pai generoso me permitiu o prazer de arruinar seus planos e levá-la. — sua voz sussurrou através do meu vestido, enviando arrepios na espinha. Seu sotaque era Inglês, o mesmo que o meu, mas um pouco mais cortante. Ele parecia chique, mas desonesto ao mesmo tempo. Refinado, mas rude. Meu irmão não ficou impressionado. Sua testa franziu. — Espero que isso não vá ser um problema, Sr. Weaver. Eu já ouvi muito sobre você e sua família e odiaria incomodá-lo. — os olhos do Sr. Hawk fixaram-se nos meus, me capturando em uma gaiola de íris douradas e poder sem esforço. — No entanto, eu ouvi mais sobre sua irmã. E eu não tenho dúvida de que será um prazer conhecê-la.

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Engoli em seco. Ninguém tinha falado comigo daquele jeito, especialmente na frente de meu pai. Quem era esse homem? Por que a sua existência me enchia com frio e calor, sensibilização e medo? — Escute aqui. — meu pai vociferou. Eu fiquei tensa, pronta para a indignação. Eu sabia do que ele era capaz, mas seus lábios estalaram fechados e o fogo em seu olhar não entrou em erupção. Engolindo em seco, ele terminou. — Presumo que minhas obrigações estão completas? Jethro assentiu, uma mecha de cabelo caiu em sua testa. — Você presumiu corretamente. Medo evoluiu para pânico. Obrigações? Meu Deus, o meu pai está em algum tipo de problema? Agarrei sua manga. — Pai. O desfile acabou. Vamos tomar essa bebida. — eu olhei para Vaughn, amaldiçoando meu coração trêmulo e a mistura de emoções colidindo por dentro. Meu pai me puxou para perto, pressionando um único beijo na minha bochecha. — Eu te amo, Nila, mas eu já te mantive próxima a mim por tempo suficiente. Sr. Hawk perguntou se ele poderia levá-la para sair hoje à noite. Concordei. Vaughn e eu podemos esperar até outra hora. Ele não disse somente se você quiser, é claro. Soou mais como uma ordem ao invés de liberdade para o encontro. Por que este homem? Por que agora? Vaughn se aproximou. — Tex, já tínhamos planos. Não podemos apenas... Meu pai olhou para o meu irmão, seu olhar pesado com raiva por falar. — Planos mudam, V. Agora dê a sua irmã um beijo de despedida. Ela está indo. — Eu estou? — eu dei um passo para trás, agarrando o meu telefone. Não havia como negar que Jethro Hawk tinha boa aparência e parecia ser bem sucedido a julgar por seu traje, mas se eu estava autorizada a ir a um encontro, eu queria Kite007, não este forasteiro frio. — Você está. — Jethro estendeu a mão, seu olhar me colocando mais apertado em sua gaiola dourada. — Vou levá-la em um lugar especial.

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— Ela não vai a lugar nenhum com você, a menos que ela queira, idiota. — Vaughn estufou o peito, colocando a mão nas minhas costas. — Tex, diga a ele. Meus olhos voaram para o meu pai. O que existia em seu olhar enviou gelo crepitando através do meu sangue. Seus lábios estavam apertados, olhos brilhantes e ligeiramente vidrados. Mas suas bochechas estavam escuras com raiva. Ele encarou o Sr. Hawk. — Eu mudei de ideia. Não esta noite. Vaughn bufou, balançando a cabeça em concordância. A sopa espessa de testosterona masculina sufocou meus pulmões. Jethro sorriu friamente. — Você me deu sua palavra, Sr. Weaver. Não tinha como deixar para depois. — vendo seu sorriso afiado em minha direção, ele ronronou, — Além disso, Srta. Weaver e eu temos muito que discutir. É hora de nós nos conhecermos e esta noite é a noite. — Com licença enquanto você todos discutem por mim. Mas que tal saber o que eu quero? — eu cruzei os braços. — Estou cansada, sobrecarregada de trabalho e não estou no clima para me entreter. Obrigada por seu interesse, mas— Sem, mas, Srta. Weaver. Foi arranjado e discutido. Você vai vir comigo porque é a única maneira de sua noite terminar. — Jethro abaixou a cabeça, me olhando por baixo de sua sobrancelha. — Eu prometo que vai ser agradável. E eu não quero te machucar... você realmente acha que seu pai me permitiria sair com você de outra maneira? Frieza gravou seu olhar. Distanciamento sussurrou de sua postura. Cálculo irradiava de seus poros. Eu nunca intimamente.

tinha

sido

tão

intimidada

ou

desafiada

tão

Meu pai poderia ter permitido isso, mas ele não tolerava isso. De qualquer forma, Jethro tinha conseguido o inatingível e convenceu meu pai que ele era material para encontro. Se ele pudesse manipular Archibald ‘Tex’ Weaver, eu não tinha a menor chance... e apesar da arrogância e fachada fria, ele me intrigou.

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Meu pai tinha me mantido cativa toda a minha vida. Este foi o primeiro homem a se levantar para ele e conceder um vislumbre de liberdade. O medo desapareceu, deixando um lampejo de interesse. Se este era o único homem que eu poderia passar uma noite sozinha, eu aceitaria. Seria bom praticar minhas habilidades inexistentes flertando e aumentar a minha confiança para que eu pudesse conversar com Kite007 novamente. E da próxima vez, eu não aceitaria um não como resposta. Tomando um fôlego, eu coloquei minha mão suavemente na de Sr. Hawk. Seu toque era tão forte e tão frio quanto seu comportamento. Eu congelei quando seus dedos se apertaram ao redor dos meus, me puxando para frente. — Boa decisão, Srta. Weaver. Estou ansioso para conhecê-la melhor. Meus pulmões arrastaram seu cheiro de couro e madeira. As palavras me abandonaram. O desfile desapareceu junto com a minha preocupação e pensamentos de Kite007. Foi-se o desejo de voltar para um quarto vazio de hotel. Este homem era puro perigo e eu nunca tive amostras de nada além de segurança. — E você, Sr. Hawk. — eu murmurei. Meu encontro sorriu, transformando o seu rosto bonito a implacável. — Por favor, me chame de Jethro. — alterando nosso aperto de mão, ele me puxou para frente, para longe da minha família, longe dos homens que eu tinha conhecido toda a minha vida e em direção a um futuro que eu não tinha conhecimento. A mão de Vaughn caiu minha parte inferior das minhas costas. Eu não olhei para trás. Eu deveria ter olhado para trás. Eu nunca deveria ter colocado a minha mão na de um monstro, mas fiz. Esse foi o último dia de liberdade. O último dia só meu. Individualidade e singularidade, essas duas palavras foram tão preciosas uma vez. Eu tinha sido criada com um pai grosseiro, mas justo e um irmão com o qual eu me casaria se não fosse incesto, acreditando que eu era única, diferente, nunca antes criada.

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Odeio que mintam. Eu odiava ainda mais acreditar nessas mentiras até que a verdade decidiu vir para mim. Afinal, eu nunca fui um indivíduo; eu era uma posse para o comércio. Eu nunca fui exclusiva; alguém tinha vivido minha vida muitas vezes antes, nunca livre, nunca inteira. Minha vida nunca foi minha. Meu destino já estava escrito. Minha história começou na noite em que ele veio para mim.

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FOI MUITO fácil. Eu a tinha roubado bem diante de seu pai e irmão. Eu a tinha levado sem derramamento de sangue ou ossos quebrados. O poder não ameaça ou luta incivilizadamente. Não houve força ou argumentos durante a conquista. O poder estava segurando algo tão absoluto, um homem fez o que lhe foi dito, ao mesmo tempo amaldiçoando sua própria alma. O verdadeiro poder não era exercido por gangues ou mesmo governos nem falado em voz alta. O verdadeiro poder. Poder limitado – só enfeita um pouco. Deram aqueles poucos sortudos a capacidade da nobreza, de ser cortês e educado. Tudo ao mesmo tempo mantendo suas malditas bolas em suas mãos. Archibald Weaver foi um exemplo. Eu balancei a cabeça, incrédulo quando o chamado inimigo da minha família entregou sua única filha. A mesma filha que eu tinha visto em tabloides como uma estrela de designer em ascensão. A mesma filha que nunca foi fotografada com um homem em seu braço ou vista se esgueirando de um restaurante com um amante escondido. Ele queria me matar. Eu não tinha dúvida de que ele iria tentar me matar. Mas ele ia falhar. Assim como ele não conseguiu protegê-la. Porque ele não tinha qualquer poder de merda. Só tinha dito duas frases e Nila passou a ser minha. Um arrepio percorreu minha espinha, me lembrando da pressa quando eu lhe dei um tapinha no ombro. Seus olhos escuros estavam frios, mas acolhedores, acreditando que eu era um estranho para felicitá-la. Tudo isso mudou quando eu entreguei um cartão de visita preto e disse: — A hora de pagar suas dívidas está próxima. Seu passado encontrou você, e não haverá paz até que ela seja nossa.

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Seus olhos foram de frio à brilhantes com horror e revolta. Ele sabia tudo que eu fiz. Ele sabia que só havia uma coisa que ele poderia fazer, não importava que isso fosse quebrar seu coração. Este era o seu destino. O destino dela. O destino deles. Ele tinha sido escrito e compreendido no momento em que ele tinha engravidado sua esposa. Ele sabia as consequências e ele também sabia o poder que o controlava. Não importa sua relutância e terror, não havia nenhum outro curso de ação. Sem uma única palavra, ele tinha me levado para sua filha e colocou sua vida em minhas mãos. Eu não acreditava em meu pai quando ele disse que iria dar certo. Afinal, nada disso fazia sentido. Mas tinha. E ele fez. E agora... era tudo culpa minha. Minha educação começou há um mês. Me tinham dito as minhas próximas funções, recebi aulas de história de cobranças de dívidas passadas. Mas eu era tão novo nisso quanto ela. Nós viemos de gerações interligadas, da mesma forma não ligada. Agora, era a nossa vez. E nós teríamos que aprender juntos. Eu olhei para a minha conquista. Soltei a mão dela, ela deslizou ao meu lado envolta em trevas. Eu não precisava de uma reivindicação física sobre ela agora que ela estava do lado de fora - sozinha. Seria confiar no julgamento de seu pai guiando seus pés ou na estupidez? De qualquer forma, eu seria a última pessoa que ela veria.

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EU RESPIREI UMA golfada de ar fresco de Milão quando saímos do edifício ornamentado, onde o desfile foi realizado. Sendo o fim do verão, a temperatura dançava com frio em vez de calor. A noite tinha finalmente reivindicado o dia. Não ficava escuro até dez horas, então era tarde para mim. Essa hora da noite, eu normalmente estaria enterrada sob um monte de algodão com uma caneta de giz e tesoura decidindo qual seria minha próxima criação. Frieza arremessou através do meu sangue, não a partir da brisa fresca, mas a partir dele. O homem silencioso caminhando silenciosamente ao meu lado. Quem é ele? E por que não posso confiar nele? Estudando-o em minha visão periférica, ele parecia ter duas personalidades. Uma delas, um cavalheiro cordial, bem-vestido, que parecia como se tivesse pisado em algum atalho, vindo do século antigo. E a outra, um assassino que se movia como um dançarino só porque ele tinha aprendido a arte da guerra e assassinato no berço. Nenhuma palavra foi dita. Nenhum flerte ou conversa fiada. Seu silêncio foi estranhamente bem vindo e odiado. Ainda bem, porque isso significava que eu poderia me concentrar na minha vertigem e não deixar que o estresse me derrubasse mais porque odiava querer conhecê-lo. Eu queria saber por que meu pai tinha dado o aval para ele e apenas onde diabos ele estava me levando. — Eu não acredito em você. — eu disse, minha voz cortando a noite fresca quando a verdade parece como uma mentira. Mesmo na penumbra, com apenas as luzes da rua para iluminar, seus olhos estavam brilhantes e tal como uma luz marrom que parecia de outro mundo. Sua sobrancelha subiu, mas nenhum outro interesse apareceu em seu rosto. — O que você não acredita? — ele abanou o braço para a esquerda, indicando para eu ficar desse jeito. Meu pé se comportou, obediente nos saltos de veludo preto, mas meu cérebro rodou com um giroscópio repentino de vertigem. Me concentrei com força no diamante brilhando na lapela de Jethro. Encontre algo para se apoiar. Segure-se firme. Faça isso e você ficará ~ 30 ~


bem. Uma rima frase estúpida ecoou no meu cérebro. Meu irmão tinha inventado quando tínhamos oito anos, depois que eu caí e quebrei meu braço no último degrau da nossa varanda. — Como você convenceu meu pai que você é um material para encontro. — eu juntei a frente da minha saia, desejando que eu pudesse ter trocado antes de perambular por Milão em um vestido de alta costura. — Você o subornou ou o ameaçou. Assim como você está me ameaçando com seu silêncio e imponentes atributos. — Ameaçou... Interessante palavra. — sua voz ronronou de forma positiva. Colocando as mãos nos bolsos, ele acrescentou: — E se eu fiz? Que diferença isso faz? Você ainda está aqui, comigo sozinha. Perigoso, realmente. A trilha de repente decidiu rolar sob os meus pés inseguros. Respire. Se recomponha. Heroínas em livros eram retratadas como pitorescas e adoráveis se fossem desajeitadas. Eu tinha mais hematomas e arranhões de cair e bater em coisas do que eu jamais iria admitir e não havia nada de pitoresco sobre isso. Eu era um perigo. Especialmente se eu tivesse um par de tesouras perversamente afiadas em minhas mãos e levantasse rápido demais. Qualquer um em um raio de dois metros estava em perigo se o meu cérebro resolvesse me jogar atabalhoadamente em uma parede. Foi também um enorme inconveniente, quando confrontada com um estranho arrogante que só usou as palavras sozinha e perigoso. — Perigoso não é uma boa palavra. — eu murmurei, permitindo um pouco de distância física entre nós. — Estupidez não é uma boa palavra, mas ela já estava ecoando na minha cabeça. Eu cheguei a um impasse. — Estupidez? Jethro se aproximou, parecendo tão culto e afiado que eu tive uma terrível vontade de rasgar sua jaqueta ou despentear o cabelo dele. Ele era perfeito demais. Muito recolhido. Muito contido. Meu coração gaguejou. O que exatamente ele está restringindo? — Você diz que eu ameacei seu pai quando não há outra explicação do por que você está parada aqui comigo. Digo, se você se ~ 31 ~


sente assim, então você é estúpida por concordar. Foi você quem pegou minha mão, você que me seguiu pela multidão para as ruas vazias. — inclinando-se, seus olhos se estreitaram. — Estúpida, Srta. Weaver. Muito estúpida, de fato. Eu deveria ter sido insultada. Além de furiosa por ter sido ridicularizada e difamada, mas eu não podia negar a idiotice da minha situação. Eu quis dizer isso como uma piada, mais ou menos, mas como eu poderia ignorar a verdade da ardência brilhante em suas palavras escuras? — Tenho vinte e quatro anos, Sr. Hawk e você foi o primeiro homem que meu pai concordou que eu poderia passar uma noite sozinha. Se isso me faz estúpida por querer algo que me tem sido negado toda a minha vida, então sim, eu acho que eu sou estúpida. Mas você acabou de provar que não importa o quanto eu queria a liberdade, eu amo mais a minha família e eu não disse um adeus apropriado. A súbita necessidade de ver V e meu pai me envolveu. Algo mórbido por dentro me insultou com um pensamento horrível que eu nunca iria vê-los novamente. Eu sabia que era ridículo, mas eu não podia lutar contra o impulso de sair. Olhando para Jethro e seu silêncio imponente, eu respirei fundo. — Isso foi um erro. Sinto muito. Agarrando meu vestido, eu girei nos meus calcanhares e caminhei em direção à enorme porta arqueada. Abençoadamente, minha cabeça permaneceu clara e os meus pés não sofreram tropeço ou queda. O peso do meu vestido aumentou na corrida. Meu coração bateu com a ansiedade. Eu não tive nenhuma explicação lógica para que de repente eu precisasse estar perto de pessoas de novo, mas eu não podia negar a forte atração para a família. Jethro não disse uma palavra. Ele ficou parado e orgulhoso na escuridão da noite. Com cada passo que eu dava, eu esperava que ele chamasse ou encontrasse alguma maneira de me parar. Ele não parecia um homem que aceitava um não como resposta. Mas só o silêncio se seguiu, me empurrando mais rápido em direção à porta. O momento em que pisei através da entrada polida e dentro da colmeia de calor e vozes, eu arranquei meu telefone do meu decote. Havia uma pessoa em particular que eu queria falar. Um estranho que ~ 32 ~


eu nunca tinha ouvido ou visto. Meu pai tinha me permitido uma noite de liberdade. Eu não queria que fosse com Jethro, mas eu queria que fosse com outra pessoa. Eu me senti como Cinderela esperando o relógio bater a meia-noite. Talvez Kite more por perto? O prefixo de seu número disse que ele morava no Reino Unido. Como eu. Não era um longo voo para voltar para casa. Eu morei em Londres toda a minha vida, movendo-se da periferia para o centro há cinco anos. O império Weaver sempre foi estabelecido em Londres desde a concepção. E, provavelmente, sempre seria se o negócio continuasse a crescer. Abri uma mensagem para Kite007. Needle&Threads: Desculpe eu não responder antes, eu estava ocupada solidificando a minha carreira e garantindo que eu tivesse uma vida de servidão e de costura. Eu suspirei, olhando para as palavras. Elas soaram choronas e ingratas, o que eu não era. Além disso, a regra não dita entre nós era nenhuma informação pessoal. Eu não sabia o que ele fazia para ganhar a vida ou seu nome verdadeiro ou a sua comida favorita. Mensagens de sexo eram um vazio sem profundidade. O que mostra o quão solitária você é. Fiz uma careta, apaguei o que eu tinha digitado. Eu não estava sozinha. Eu tinha o melhor apoio familiar do mundo. Eu só estava... cansada. Talvez eu devesse reservar umas férias em algum lugar quente? Em algum lugar onde eu não possa costurar ou desenhar ou ser sugada de volta ao trabalho. Ele parecia ótimo, mas um problema. Eu não queria estar sozinha ao redor de uma piscina em alguma ilha tropical. Eu não queria comer sozinha à luz de velas na praia. Leve Vaughn. Eu sorri. As pessoas já sussurraram que o nosso relacionamento estava muito perto. E fugir para uma ilha? Isso com certeza ficaria definitivamente zumbindo nas colunas de fofocas. Meu coração vagou para o único relacionamento que eu tinha e quão superficial era. Havia tanta coisa que eu queria dizer: Eu quero conhecer você.

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Por favor, podemos ignorar as insinuações e só conversar? Estou no Nila Coal and Fire Exclusive no coração de Milão. Eu quero sair para uma bebida com você. Eu quero te conhecer. Eu não poderia escrever qualquer coisa, como era contra as regras. As ditas regras sugeridas por Kite. Sem detalhes pessoais. Sem excesso de partilha. Nenhuma informação de qualquer tipo, exceto o sexo. Malditas regras. Maldita vida. Malditos homens. O cheiro forte de champanhe e risos me embrulhou; meus dedos voaram sobre a tela. Needle&Threads: Tudo o que consigo pensar é em você e sua mão errante. Eu estou brava com você por ter gozado sem mim, mas não com raiva, porque você gozou ao pensar em mim. Eu tive uma noite longa e planejo liberar minha tensão no momento que eu estiver sozinha. Um sorriso cínico se contorceu nos meus lábios. Kite pensaria que eu queria dizer masturbar. Na verdade eu quis dizer ir para a esteira e correr até as minhas pernas se transformarem em geleia. Meu telefone ganhou vida em minhas mãos, sacudindo minha atenção para a tela brilhante. Kite007: Eu e minha mão errante estamos sentindo você. Por uma longa noite eu vou entender que você quer dizer em seus joelhos servindo a Deus em oração. (Deixe um homem deliciar-se no pensamento sujo) Mande mensagem quando você estiver sozinha. Eu posso ajudar com sua tensão. Eu olhei para cima. Casais se misturavam; grupos se reuniam. Moda era o celebre destaque da noite com seus convidados vestindo em seu melhor. Mas era sorrisos e felicidade genuína que fizeram a noite brilhar. Eu senti falta de ser feliz. Eu não tinha rido ou sorrido corretamente desde que mamãe nos deixou. Eu nunca consegui entender como ela poderia nos amar tanto quanto ela alegava, em seguida, desligar seu coração... assim, de repente. Quando ela retornou de seu desaparecimento para pedir o divórcio ao meu pai, ela o arruinou. Total e completamente e roubou seu coração e o atirou em pedaços no piso do átrio.

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Lembrei-me daquele dia. Lembrei-me de pensar que ela voltou com um colar tão bonito. Tão, brilhante que ele me cegou quando ela jogou beijos enquanto ela caminhava para fora da porta. Desde aquele dia, eu tinha medo do amor. Medo da dor que poderia causar e quão facilmente algo tão puro poderia se transformar em algo tão sujo. A raiva me encheu. Raiva que eu raramente deixava entrar. Eu nunca iria admitir a dor causada por minha mãe, mas foi à força motriz por trás da minha natureza viciada em trabalho. Ele foi o catalisador da minha vida que me transformou na mulher que eu era. Sozinha. Com medo. Irritada. Cheia de raiva. Deslizando os dedos através do teclado, enviei uma mensagem impulsiva. Needle&Threads: E se eu não quiser ficar sozinha? E se eu quisesse ajuda fisicamente em vez de um texto sem sentido? Você ajudaria então? Eu provavelmente não deveria ter enviado. Eu já sabia a resposta dele. Mas o que estava tão errado comigo que ninguém queria enfrentar a ira do meu pai e me levar para uma bebida? Eu não tinha seios ou quadris ou experiência... mas eu estava disposta a aprender. Jethro o enfrentou. Eu fiz uma careta, segurando meu telefone. Aquele homem não contava. Ele era tão aterrorizante quanto o meu pai, e seus motivos não eram genuínos. Ele não quis ouvir os meus contos de aflição durante o jantar. Ele não estava lá para me cortejar. Ele queria algo mais. E isso mais me deixava petrificada. Kite007: Ok... as bolas de quem você roubou para escrever isso? Você sabe que não funciona comigo. Eu não sou nenhum garoto que você pode estalar os dedos e eu virei correndo. Dor dilacerou meu peito, mas eu já esperava. Antes que eu pudesse responder, outra mensagem vibrou. Kite007: Você tinha que fazer isso não é, porra? O que você quer de mim? Um compromisso? Um relacionamento? Você sabia o que era isso. Eu pensei que você estava se divertindo se masturbando - igual a mim. Por que estragar o que temos?

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Meu coração, o mesmo órgão inútil, que nunca tinha sido apaixonado, rachou em agonia. A raiva sangrou do meu telefone, envenenando minha mão. Fantástico. A única interação que eu tinha e tudo estava acabado. Mas por que sua súbita crueldade? Needle&Threads: Tudo que eu fiz foi uma pergunta simples, mas você pulou na minha garganta. Qual é o seu problema? Não me diga. Eu posso adivinhar. Você só está feliz quando você está no comando. Mas adivinhe? Eu posso simplesmente apagar o seu número e nunca te responder novamente. Foi você quem me encontrou, lembra? Eu respirava com dificuldade, me aconchegando sobre o meu telefone. Ainda não tinha acabado. Era refrescante finalmente me permitir estar com raiva. Eu queria colocar tudo para fora antes que eu pudesse engoli-lo de volta novamente. Needle&Threads: Acho que você precisa gozar novamente, Kite. Seu temperamento é completamente desnecessário e mal direcionado. Tudo o que eu dei a entender foi um encontro. Um telefonema. Um beijo talvez, se nos déssemos bem em pessoa. Por que isso é tão difícil para você? Vou lhe dizer por quê. Porque você é fóbico de compromisso e um trapaceiro. — Parabéns pela sua coleção, Nila. Tenho certezaEu olhei nos olhos de uma estranha. A mulher tinha lábios cheios e usava sombra preta. Ela fez uma pausa no meio da frase. — Você está bem? Eu odiava sua preocupação. Eu odiava que me deparei como uma solitária que poderia criar uma roupa requintada, mas nunca a graça no braço de alguém. Eu não quero mais ficar aqui. Eu precisava de ar fresco. Eu precisava de silêncio. Ele. A masculinidade silenciosa do Jethro Hawk de repente me chamou como um bálsamo refrescante após um fogo ardente. Ele pode me assustar, mas ele tinha um corpo ao toque e uma mente para explorar. Motivos ou não, ele me queria para a noite. E eu estava me sentindo imprudente. — Sim, eu estou bem. Desculpe-me. — juntei minhas saias, me esquivei dos grupos de pessoas, em direção à saída. Meu telefone tocou quando cheguei à porta. ~ 36 ~


Kite007: Não me chame assim. Você perdeu o direito de me chamar de qualquer coisa no momento em que mudou de atraente para irritante. Eu não sou um trapaceiro ou fóbico de compromisso. E não é difícil para eu negar um encontro com você, porque eu já tenho mulheres para foder. Eu já tenho conexões físicas suficientes e garotas estúpidas fazendo exigência de mim. Você apenas quebrou algo que já estava quebrado. Parabéns, porra. Minhas narinas alargaram. Eu o quebrei? Não havia nada para quebrar! Essa coisa toda foi um erro. Sem saber que ele tinha tomado partido de algum perdedor ofegando por amizade. Acabei sendo aquela garota. Acabei vivendo a vida em preto e branco. Eu queria cor. Eu queria paixão. E só havia um homem que poderia me dar o que eu queria esta noite. Queria usá-lo e jogá-lo para longe, exatamente como Kite fez comigo. Kite007: Se você não sabia - eu estava te cortando. Você está agindo como uma moleque. Vá e transe. Isso é o que eu estou prestes a fazer. Você quer saber coisas sobre mim? Que tal isso? A mulher que eu queria enviar a mensagem quando eu erroneamente enviei para você está vindo para sua longa recompensa atrasada. Não espere mensagem de mim novamente. Vá se masturbar para suas respostas tímidas que tem me aborrecido. Ops, acabei de perder o seu número... Cerrei meus dentes. Meu coração trovejou. A dor foi inundada por raiva lívida. Como ele se atreve a terminar comigo? Como ele ousa me machucar! Como eu ousei me deixar ser ferida por um fodido idiota que eu nunca conheci? Eu não me importava. Eu não me importo. Mas eu me importava. Eu sou tão estúpida! Parando no caminho de entrada, minhas mãos tremiam, sacudindo minha tela brilhante. As pessoas se misturavam ao redor, contornando a enorme poça de material preto do meu vestido. Eu estava cercada, mas eu estava sozinha. Lágrimas picaram meus olhos, mas eu as engoli. Era minha culpa, estúpida. Eu sou tão estúpida. Estúpida... Enviei minha mensagem final.

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Needle&Threads: Quando você acabar sozinho e sem amor, eu espero que você lembre-se deste momento. Você não está terminando comigo. Eu estou terminando com você. Graças a Deus eu não sou uma freira para que eu possa amaldiçoar o próprio chão que você pisa. Você não quer me conhecer? Bem. Você tem apenas o seu desejo. Acabei. (Espero que você se masturbe tanto que seu pau caia) Virando-me, eu enfrentei a porta, a mesma porta que conduz a um homem que era assustador, frio e silencioso, mas ele era real. Ele tinha dedos para me tocar e uma boca para beijar. Quem se importava quem ele era? Eu poderia ser estúpida e usá-lo para minha própria libertação. Hoje à noite eu não estaria drenando uma escada rolante da vida. Hoje à noite eu estaria montando um homem que me aterrorizou em algum canto da minha alma. Hoje à noite eu seria egoísta, perversa e cruel. Hoje à noite... Eu seria de Jethro.

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ME SENTEI NA MINHA mais nova aquisição, descansando como uma sombra mecânica no meio-fio. Ela não cintila ou brilha. Não alicia ou recebe. Ela esperou em um silêncio sombrio pronto para cobrar pela noite. Dê suas opções. Não se torne suspeito. Ameace somente quando necessário. Acima de tudo, a leve sem chamar atenção. A regra que meu pai me disse na manhã quando saiu para voar para Milão, repetia na minha cabeça. Eu estava obedecendo. Mesmo que fosse difícil. Eu lutava para equilibrar a minha verdadeira natureza com a de um cavalheiro educado, persuadindo uma mulher arisca para jantar. Como se eu estivesse interessado em uma garota como ela. Dócil. Magrela. Era protegida além da porra do insano. Agarrando o acelerador de minha moto, ignorando as regras do meu pai e espreitando o local e roubar Nila Weaver na frente de todos. Ela poderia gritar e gritar que não faria diferença. Mas isso não era permitido. A outra opção era cair fora e sequestrá-la de seu quarto de hotel. Ela tem que vir de boa vontade. A voz do meu pai novamente. Sequestro era o último recurso. Rosnei sob a minha respiração. Eu a deixei ir, não por causa de alguma decência, ou preocupação sobre o que aconteceria com a felicidade de sua família, ou mesmo a próxima dor em seu futuro. Não, eu a deixei ir porque eu era filho do meu pai e seguia um plano. Mas havia uma razão mais profunda também. Eu era um caçador. Hábil tanto com arco e flecha como com uma arma. Eu perseguia o mais fraco e cortava sua garganta, quando eles sucumbiam ao meu objetivo.

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Mas às vezes eu gostava de... Falhar. Eu gostava de dar-lhes uma pequena janela de segurança, ao mesmo tempo, fechando o cerco quando eles não esperavam por isso. Eu gostava de brincar com a minha comida. A perseguição era a melhor parte. A caça era inebriante. E sabendo que eu tinha o poder para destruir a vida de Nila Weaver no momento que eu a pegasse, me deu certa emoção... Essa era a única razão pela qual eu me contive e segui as regras. Eu não tinha segredos do por que eu iria manchar as mãos com seu sangue. Eu não tinha vinganças perdidas ou agendadas. Tudo o que viria a passar era por um fato simples e indiscutível. Havia uma dívida a ser paga. E eu era o método de extração. Puro e simples. Eu sou um Hawk. Ela é uma Weaver. Isso era tudo que eu precisava saber. Na biblioteca uma semana atrás, enquanto saboreava uma garrafa de dez mil libras de conhaque, meu pai começou a me contar um pouco da nossa história. Ele me disse coisas horríveis. Coisas covardes. Lágrimas derramadas. Sangue derramado. Ele me disse o que aconteceu com a mãe de Nila. Ele também me disse por que cada primogênita Weaver tinha uma mancha sobre sua vida. Eu entendi. Eu aceitei. Me foi dada à tarefa de defender a honra da minha família. E eu totalmente pretendo extrair o pagamento tão meticulosamente e tão dolorosamente quanto possível. Não foi muitas vezes que me foi dada a oportunidade de fazer o meu bastardo pai orgulhoso. Eu não tinha a intenção de desapontá-lo. Mesmo por que eu não iria gostar. Mentiroso. Você irá se divertir. Um sorriso torcido apertou meus lábios. Bem. Gostaria de aproveitar. Nila Weaver seria meu maior troféu. Eu posso não ser capaz de exibir a cabeça na minha parede uma vez que eu tenha terminado, mas eu gostaria de valorizar as memórias. Algo me dissesse que eu deixaria de encontrar prazer em caçar veados infelizes depois de eu ter caçado uma mulher. ~ 40 ~


Oh, sim. Eu apreciaria arruinar Nila, porque eu gostava de quebrar coisas. Mas não de uma forma bárbara horrível. Eu gostava de quebrá-las suavemente, levemente, sem piedade. Eu gostava de pensar que transformei as criaturas do seu presente para o seu potencial. Pena, uma vez que Nila fosse transformada, ela não teria permissão para desfrutar de sua evolução. Ela estaria morta. Esse era o número final. Esse era o seu futuro. Matar algo tão ingenuamente belo... Isso me deixou com raiva de uma maneira ao pensar na extinção da delicada perfeição. Mas não havia nenhum pensamento no ponto final, quando a perseguição tinha apenas começado. — Bela moto. Minha cabeça se levantou, os olhos fixaram na minha presa. A mesma presa que saiu e retornou. Ela tinha voltado? Eu estava certo antes. Ela é realmente estúpida. Nila andou para frente, enrolando e desenrolando os dedos. Eu não me movi ou emiti um som. Ela respondeu ao meu silêncio com tudo. Eu aprendi que xingar e gritar poderia ser assustador, mas o silêncio... Era o vazio onde os temores dos inimigos poluíam. Fique quieto tempo suficiente e o horror é atingido com um sussurro em vez de umas infinidades de palavrões. Ela acenou para minha moto, com os olhos mais abertos do que antes... Mais escuros do que antes. Decidindo lhe conceder uma resposta, eu disse: — É a minha versão de assessoria. — a Harley Davidson era uma nova compra. Elegante e afiada, apelidada de The Little Black Dress. Acariciando o acelerador, inclinei a cabeça. Sua pele escura tinha cor. As pronunciadas maçãs do rosto foram liberadas, arrastando o temperamento residual pelo seu pescoço. Alguma coisa tinha acontecido. Algo tinha a perturbado. Será que ela encontrou seu pai, só para ele deserdá-la e mandá-la de volta para mim? Eu fiz uma careta. Poderia Archibald Weaver verdadeiramente enviar sua única filha não uma, mas duas vezes, para a morte? Ele sabia a esperava. Ele sabia o que aconteceria se ele não desistisse dela.

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Mas a honra da família era tão forte? Ou havia mais desta dívida que não me tinha sido dito? De qualquer maneira, era hora de ir. Hora de começar seu pesadelo. — Você voltou. Ela assentiu com a cabeça. — Eu voltei. Eu quero algo de você. E eu não vou ter vergonha de perguntar. Um lampejo de surpresa me pegou despreparado. Ela veio tímida e acanhada, mas não escondeu a frieza em sua voz. Mal ela sabia o que eu queria dela em troca. — Justo. Eu tenho algo para discutir com você. Não a faça suspeitar. — O quê? O seu futuro. Sua morte. — Nada de importante, mas temos de ir. Hora de começar. A hora de pagar suas dívidas está próxima. Nila chegou mais perto, derramando sua mansidão e abraçando a coragem. Eu teria ficado intrigado se eu já não soubesse tudo sobre ela. Essa menina boba. Um brinquedo idiota. Tudo o que ela queria de mim, eu iria obrigar. Afinal de contas, ela tinha sido dada a mim para fazer o que quisesse. E todo mundo sabe que você não dá um animal de estimação para um assassino.

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— SUBA. Eu pisquei. — Como? Jethro não se mexeu. Ele não pareceu condescendente ou irritado ou qualquer outra coisa além de frio e recolhido. Nada parecia interessá-lo. Eu pensei que eu poderia usá-lo para o sexo? Ele parecia como se não soubesse o que era um sorriso, muito menos paixão. Suas pernas estavam agrupadas sob o carvão escuro de suas calças, equilibrando a moto pesada entre elas. — Eu disse, suba. Nós estamos saindo. Eu ri. Que ideia absurda. Acenando para minha frente, eu esperava que ele não fosse cego, porque ninguém poderia ignorar os quilogramas no valor de diamantes negros ou acres de material que eu usava. — Eu lutei para chegar aqui em uma limusine. Não há nenhuma maneira que eu possa sentar na parte de trás de uma moto estúpida. O lábio de Jethro ergueu. — Chegue mais perto. Eu vou corrigir isso. Meu coração pulou; agarrei o meu telefone mais apertado. Sem resposta de Kite. Que é uma coisa boa. Eu só tinha que continuar dizendo a mim mesma que eu nunca vou querer ouvi-lo novamente. — Corrigir como? — Venha aqui e eu vou t mostrar. — seus olhos pararam na frente do meu vestido. Eu tinha estado em torno de homens poderosos e atraentes toda a minha vida. Tanto o meu pai quanto o meu irmão eram conhecidos por serem solteiros, mas faltava-lhes algo que Jethro tinha em abundância. Mistério. Tudo sobre ele falava de artifícios e astúcia. Ele mal tinha falado, no entanto, me sentia pedida. Por alguma razão estúpida, me senti como se estivesse me treinando com o seu silêncio para estar alerta, pronta, ansiosa para agradar. ~ 43 ~


Eu odiava o seu poder sem esforço. Recuando, eu balancei minha cabeça. — Eu não vou. Um pequeno sorriso enfeitou os lábios dele, os olhos dourados piscando. — Isso não foi muito educado. Eu te dei uma ordem, por favor, obedeça, com todo o respeito. — seus dedos apertaram em torno do guidão. — Devo perguntar novamente, ou você vai repensar a sua resposta? Um fio de medo vociferou no meu pescoço. Eu conhecia aquele brilho em seus olhos. Quando éramos mais jovens e Vaughn o usava. Isso significava destruição. Significava ter sua própria maneira. Isso significava um mundo de dor, se eu não obedecesse. E por alguma razão, eu não achava que uma puxada na cueca e cócegas até não conseguir respirar contaria como dor no mundo de Jethro. Agarrando o corpete que eu tinha levado semanas para costurar a mão, eu dei outro passo para trás. Mantendo meu queixo alto, eu disse: — Eu não estou sendo descortês; eu estou dizendo o óbvio. Se você quiser sair, precisamos de um modo diferente de transporte. — falando de modo formalmente soou estranho após gritar via mensagem de texto para Kite. — E além, disso, eu ainda não quero ir embora. Prometi a mim mesma que eu ia te perguntar uma coisa e eu não vou a lugar nenhum até que eu faça. Deus, Nila. O que você está fazendo? Nervos atacaram meu estômago, mas eu mantive a minha posição. Eu não iria recuar. Não desta vez. Jethro balançou a cabeça, deslocando seu comprido cabelo grisalho. Seu rosto permaneceu inexpressivo, suave e com paciência, mas não a aliviou de ser aterrorizada. Com precisão nascida da riqueza e da confiança, ele chutou o suporte para baixo e colocou a moto em uma posição de repouso. Passando a perna por cima da máquina, ele subiu no meio-fio e se aproximou. Não. Não deixe ele te tocar. Eu tropecei desprevenida.

para

trás,

uma

ligeira

tontura

me

pegando

Jethro me pegou, colocando suas grandes mãos frias na minha cintura.

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Eu congelei, respirando superficialmente. Empurrando longe o momento de instabilidade, eu fixei em sua mandíbula forte e no brilhante alfinete de diamante. A temperatura de seu toque atravessou os babados sobre meus quadris, trazendo consigo o medo como um iceberg em um amanhecer inocente. — O que há de errado com você? — Jethro me puxou mais perto, olhando nos meus olhos. O primeiro sinal de animação se escondia em suas profundezas douradas. Não era preocupação, porém, apenas aborrecimento. — Você está doente? — irritação se transformou em raiva cuidadosamente escondida. Engoli em seco, odiando minha condição mais uma vez. Para ele, eu pareceria como fraca. Ele não iria entender a força que tive para viver uma vida normal enquanto era algemada a uma forma mal equilibrada. Isso sim, me fez mais forte. — Não, eu não estou doente. Não que você esteja preocupado com a minha saúde. — esperando que ele se movesse, eu procurei por um caminho livre. Mas seu toque apenas apertou. Soprando uma mecha escura do meu olho, eu acrescentei. — Não é contagiosa. Eu sofro de vertigem. Isto é tudo. Google explica isso. Isto é tudo. Eu raspo meus joelhos se eu sair da cama muito rápido e fico fraca se eu rodar a minha cabeça muito rápido, mas isso é tudo. Jethro fez uma careta. — Talvez você não deva usar tais roupas pesadas. — ele arrancou o material denso e costura delicada da minha cintura. — É um obstáculo e retarda as atividades da minha noite. Meus olhos queimaram. Atividades da noite? Talvez ele tivesse a mesma conclusão de onde nós iríamos acabar? Cativa em suas mãos fortes, eu olhei para cima. Eu não era pequena para uma mulher, mas Jethro tinha, pelo menos, quinze centímetros acima de mim. Ele não se moveu, só observou como se eu fosse um espécime interessante que ele não poderia decidir se iria desfrutar ou jogar fora. Minha respiração aumentou quanto mais tempo ele me segurava. Desviando o meu olhar para seus lábios, não ajudou a minha ansiedade em tê-los tão perto. É agora ou nunca. Eu não sabia nada sobre ele. Ele me assustava. Mas ele era um homem. Eu era uma mulher. E uma vez, só uma vez, eu queria prazer. ~ 45 ~


— Eu quero algo de você. — eu murmurei. Ele se acalmou. — O que exatamente faz com que você ache que está em condições de pedir algo para mim? Eu balancei minha cabeça. — Eu não estou pedindo. O momento engrossou entre nós. Sua narina se contraiu. — Vá em frente... — Me leve para beber algo. Eu quero te conhecer. Não é bem o que eu queria perguntar, mas eu não podia ser tão ousada. Ele riu uma vez. — Acredite em mim, Srta. Weaver, eu vou te poupar da conversa mundana. O máximo que você vai saber sobre mim é o meu nome. Todo o resto... vamos apenas dizer, a ignorância é felicidade. Sua loção pós barba amadeirada e couro tomou conta de mim novamente. A frieza no olhar dele advertiu para não forçar, mas eu não poderia me conter. Não depois da maneira como Kite me tratou. — Felicidade... é uma palavra que eu não entendo. Jethro ergueu a cabeça, um traço de aborrecimento apareceu novamente. — O que exatamente você está tentando fazer? Uma onda de instabilidade me bateu. Olhei por cima do ombro para o café do outro lado da rua. — Tome uma bebida comigo. Ali. — fiz um gesto com a cabeça. Eu não dava a mínima se eu usava um vestido enorme ou se o café estava vazio. O sofá na janela parecia confortável, e eu não estava pronta para ter esta pequena liberdade destruída. Ele olhou para o pequeno local, uma centelha de confusão enchendo seus olhos. — Você. — se separando, ele se endireitou e me deixou ir. — Bem. Se isso é tudo o que você quer, não vejo nenhuma razão para que eu não possa prolongar a nossa verdadeira agenda por trinta minutos. — segurando meu cotovelo, ele meio que me arrastou, meio que marchamos atravessando a rua. Meu coração se afundou com a falta de romance e antecipação. Eu esperava que ele relaxasse um pouco, sabendo que eu estava interessada e soltasse a fachada fria.

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E se isso não for uma fachada? Seu comportamento era firme e enraizado. Eu duvidava que ele já tivesse sido despreocupado ou impulsivo. A propulsão foi rápida, rápida demais para alguém como eu, com o equilíbrio de uma maldita borboleta, mas seu aperto era firme e me deu certa segurança. Avançando sobre o meio-fio, Jethro abriu a porta de vidro, franzindo o cenho para o tilintar do sino acima da porta. Uma jovem italiana olhou para cima, sorrindo em boas-vindas. O rico aroma de café e calor roubou instantaneamente o estresse do meu sangue por Kite, pelo desfile e pela companhia de Jethro. — Sente-se. — Jethro me deixou, apontando para o sofá amarelo com roxo e laranja desbotado das almofadas. — E não se mova. Eu estava congelada. Jethro não tinha vontade de estar aqui, especialmente comigo. Que diabo estava acontecendo? Primeiro meu pai me empurrou para ele, então Jethro apenas tolerava minha presença. Eu sou tão repulsiva para o sexo oposto? — Espere. — eu disse. — Você não vai perguntar o que eu quero? Jethro levantou uma sobrancelha. — Não. Quer saber por quê? Eu queria. Mas eu não queria jogar o seu jogo ridículo. Eu estava cansada, tinha sido dispensada através de uma mensagem e não queria mesmo quando eu praticamente me joguei para ele. A noite tinha se transformado de promissora a desastrosa, e eu o queria. Quando eu não respondi, Jethro acenou com a mão. — Não me importa o que você prefere beber. Você só tem um pedido e você já fez. Estou aqui contra meus planos; portanto, você vai beber o que eu te der. Minha boca se separou, espanto roubava a minha capacidade de gritar as frases incompreensíveis desordenadas. Sério? Quem era esse homem? Jethro se afastou com suas costas poderosas vestindo um terno impecável, me deixando de boca aberta. Ele me ignorou completamente enquanto ele pedia. Não querendo ficar como uma donzela dispensada, me mudei para o sofá e me sentei em uma nuvem de material escuro. O aro e

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outros truques para manter o meu vestido flutuante argumentaram contra o aperto, mas meus pés suspiraram em gratidão. Jethro voltou com duas xícaras de café. Expresso. Xícaras pequenas, sem biscoitos, ou qualquer coisa para prolongar algo que ele obviamente não queria fazer. Colocando a bebida quente na minha frente sobre a mesa baixa, ele tomou um gole do dele, olhando para mim pelo canto. Eu quebrei o contato visual, recolhendo a xícara de líquido preto. Verdade seja dita, eu odiava café. Eu só tinha sugerido o café para atrasar tudo o que ele tinha planejado que era tão urgente. Talvez ele fosse um publicitário, para mostrar os tabloides que eu era apaixonada pela vida, bem como pela moda. Se fosse esse o caso, ele não deveria ser mais agradável? Mais gentil? Inalei a forte cafeína, fingi saborear enquanto esgueirava vislumbres no mistério ao meu lado. Que importava que ele fosse um idiota arrogante que não sabia a diferença entre cruel e educado? Ele tinha um corpo de morrer, distinto e de boa aparência, e uma presença que gritava dominação no quarto. Eu podia escolher o pior para uma noite de sexo livre de culpa. Sentando mais alta, eu disse: — Então... a coisa que eu queria te perguntar... O que você está fazendo? Ele não é uma pessoa agradável. E ele tem a paciência de um Dobermam. Jethro apertou a mandíbula, agitando o café. — Eu não vou fazer ou responder a mais pedidos. Beba seu café. Nós estamos atrasados. Eu ignorei isso. Eu adotei um ‘não pergunte sobre o futuro e por que da abordagem omnipotente’. Trabalhei em outra abordagem, eu tentei quebrar o gelo entre nós. — Você parece conhecer o meu pai. Quais as obrigações— Sem perguntas. — Jethro jogou a cabeça para trás, engolindo a dose dupla de uma só vez. Lambendo os lábios, ele cuidadosamente colocou seu copo na mesa, olhando para mim com indiferença. O desconforto de por que meu pai tinha me permitido sair com um bastardo insensível voltou. Eu temia que houvesse muita coisa que eu não estava ciente, flutuando como uma criança indefesa, enquanto os adultos lutavam sobre o meu futuro.

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Passando a mão pelos cabelos grisalhos, Jethro de repente empurrou minhas saias transbordando para fora do sofá e deslizou mais perto. Tão perto que o calor do seu corpo queimava meus braços nus, me arrepiando com intensidade. Engoli em seco, enrolando minhas mãos no meu colo. Jethro eriçou. — Tudo o que você pensa que está fazendo, não vai funcionar. Eu não vou ter conversa fiada e nem entrar em conversa significativa. Você pediu para ir a uma cafeteria, ainda não tocou no que eu comprei pra você. — ele suspirou, tensão apertando os olhos. — Já chega de jogos bobos. Me diga o que eu preciso fazer para fazer você vir sem fazer nenhum barulho e eu vou fazer isso. Meu coração parou. Ansiedade rugiu de volta à existência. Por que eu pensei que eu poderia seduzir este homem? Eu não tinha esperança, especialmente quando ele estava obviamente chateado ao invés de intrigado. Ligando os dedos juntos, eu disse calmamente, — Por que eu iria fazer barulho? Onde exatamente você quer me levar? Por favor, me diga que é um hotel e admita que sua atitude seja tudo uma encenação. Por favor, diga que meu irmão contratou você para bancar o idiota horrível só para me colocar fora de meus pés em uma noite de felicidade vigiada. Eu deveria ter pensado melhor antes de desejar essas coisas. Jethro franziu a testa. — O que eu acabei de dizer? Sem perguntas. — agarrando o meu pulso, ele me puxou para mais perto, esmagando meu vestido entre nós. — Eu não tenho tempo para jogos. Me diga o que você quer. — sua boca estava tão perto, seu temperamento taciturno preenchendo uma bolha em torno de nós. Meus olhos caíram para seus lábios. Tudo o que eu podia imaginar era um beijo. Um beijo romântico maravilhosamente suave que deixava meu interior em chamas e minha mente com estrelas. Eu respirava superficialmente, incapaz de levantar o olhar para o seu. Ele deu um meio sorriso. — É isso que você quer? Pisquei, dissipando a névoa de intoxicação só a qual ele tinha me colocado. — Eu não disse nada.

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Soltando meu pulso, ele arrastou as pontas dos dedos pelo meu braço. Eu tremi, amando e odiando seu toque magistral. — Você não precisa. Eu deveria saber que isso iria acontecer. Meus olhos queimaram. — Deveria saber? — constrangimento veio rápido e quente. Eu era tão óbvia? Tão carente? — Sem perguntas. — ele retrucou. Suspirando pesadamente, ele acrescentou: — Você se esquece de que sua vida é bastante pública, Srta. Weaver. E acontece que eu sei que você não é... experiente. — pegando meu queixo, ele correu a ponta de seu polegar sobre meu lábio inferior. Eu congelei. O rosto de Jethro não amoleceu ou seduziu, mas sua voz caiu para um sussurro. Seu perfume masculino enroscado em torno de mim me transportou do café para seu controle. — O que é que você quer? Um beijo? Uma carícia? — sua voz ecoou como um barítono profundo até que eu senti a sua pergunta em meus ossos ao invés de ouvir. Inclinando-se mais perto, sua boca pairou sobre a minha. Ele cheirava a café. — Você deseja ardentemente alguma coisa? Você se deita na cama à noite e anseia o toque de um homem? — sua respiração apenas sobre meus lábios, me drogando. — Quão molhada você pode ficar? Responda minhas perguntas, Srta. Weaver. Me diga como você dá prazer a si mesmo enquanto fantasia com um homem transando com você. Eu não podia sentir qualquer parte do meu corpo, além da firmeza segura que ele tinha no meu queixo e o formigamento dos meus lábios. Eu não conseguia pensar além das visões escuras que ele persuadiu na minha cabeça da nudez, dedos e carícias roubadas. — Me diga. Me convença. — Jethro atormentava, trazendo sua boca mais perto. Apenas uma amplitude de um beijo-fantasma, mas isso fez cada centímetro meu pulsar. — Sim. — eu sussurrei. — Sim, eu fantasio. Sim, eu tenho desejo. — desejando que eu pudesse afastar e esconder minha vulnerabilidade, acrescentei: — Isso é o que eu queria. De você. Tudo o que você disse e muito mais.

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— Quando você imagina um homem sem nome, te possuindo, faz você imaginar champanhe, massagens e sexo de abalar a alma? — seu nariz cutucou o meu. Concordei com as pálpebras caídas, pedindo-lhe para me beijar. Sua cabeça inclinou, roçando o canto da minha boca com a sua. Uma provocação. Um meio-beijo. Uma promessa. Sua boca arrastou para o meu ouvido. — Você é ingênua menina. Se eu pegasse você, você não iria ser adorada ou cultuada. Você iria ser usada e fodida. Não tenho paciência para o doce. Abri os olhos, lutando contra a espessa de luxúria no meu sangue. Jethro zombou. — Pena que você não disse que você fantasiou com um homem usando você, abusando de você. Pena que você não admite os desejos mais escuros, como escravidão e dor. Então talvez eu pudesse ter concedido o seu desejo. — ele arrastou os lábios sobre minha bochecha. Seu toque era condescendente ao invés de erótico. — Agora me diga, Srta. Weaver. Conhecendo meus apetites, você ainda está molhada para mim? É isso o que você está pedindo? Minha língua. Minha atenção? Meu... — ele afastou o meu cabelo, mordendo dolorosamente a concha da minha orelha... — Pau. Eu queria negar a vibração no meu coração e o calor intenso ondulando no meu núcleo. Eu queria ser ultrajada em sua crueza e flagrante excitação sexual. Mas eu não podia. Porque, apesar de nunca pensar na ideia de sexo com violência, eu não conseguia parar o inegável fascínio. Recuando, Jethro sussurrou: — Não se torne tímida para mim. Diga. Diga o que quiser. Eu já não era humana. Eu era líquida. Liquido quente e maleável apenas esperando por alguma força me moldar. Tudo o que ele tinha dito deflagrou uma necessidade interna até que um calor subiu para minha testa, mas eu não podia falar tão sordidamente. Somente se você tiver um telefone em sua mão, covarde. Descartando os meus olhos, eu sussurrei, — Eu quero... eu quero... Jethro apertou seus dedos na minha mandíbula. — Diga. — seus olhos brilharam e a concepção equivocada de que ele não conhecia a

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paixão foi dissolvida. Ele sabia disso. Ele exercia. Ele a escondeu sob camadas e camadas de mistério que eu nunca espero desvendar. Tomando uma respiração instável, amaldiçoando o maldito espartilho, eu disse: — Eu quero a sua boca. Ele balançou a cabeça. — Bem. Mas eu vou ter a sua primeiro. — seu polegar acariciou meus lábios novamente, quebrando o selo do meu batom vermelho e penetrando minha boca. Eu congelei, os olhos arregalados e trancados no seu. — Onde você a quer? — sua voz caiu para uma maldição mal murmurando, impossível de ignorar, mortal para os meus ouvidos e corpo. Ele não se importava com a garçonete ou com qualquer pessoa na rua escura que pudesse nos ver. Ele apenas me prendeu com os olhos dourados inabaláveis e enganchou seu polegar contra a minha língua. Eu não conseguia falar. A palma da mão grande me mantinha imóvel, enquanto seu dedo me rendeu em silêncio. Eu não sabia o que fazer. Devo chupar? Morder? Fazer nada? Jethro sorriu, não era seu limite frio de costume, mas não era suave também. — Siga seus instintos. Você quer chupar, então chupe. — ele forçou o polegar mais profundo em minha boca, os olhos escurecendo. Ele tão facilmente me colocou em uma posição de submissão, mas eu nunca me senti tão poderosa. Fechando meus lábios, eu chupei. Uma vez. Sua mandíbula apertou, mas nada mais. Eu fiz isso de novo, lambendo o dedo com uma língua ávida. Minha boca cheia de líquido, o provocando. Querendo ele. Cada chupada enviava uma onda de desejo insaciável para o meu núcleo, me deixando molhada. O ombro de Jethro ficou tenso. — Está vendo? Você não precisa me dizer o que você queria. Seu corpo faz isso para você. Você me surpreendeu, e não é uma coisa fácil de fazer. — meu vestido agitou quando ele passou um braço em volta da minha cintura, me arrastando contra seu corpo duro. Eu fui de bom grado, presa em tantas maneiras. Minha mente estava consumida por ele. Havia paz naquele momento. Desejo, sim, definitivamente febril, mas também serenidade na atenção que ele

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exigiu. Eu não tinha que pensar em minha família, minha empresa, meu horário de trabalho sem fim. Eu não era nada além de carne, sangue e ossos. Eu era necessidade personificada, e só Jethro podia apagar o fogo que ele tinha seduzido. Seus lábios roçaram meu ouvido novamente. Eu fiquei tensa para a mordida dos dentes. — Sabe o que mais o seu corpo me diz? Eu balancei a cabeça, girando minha língua em torno de seu polegar. Meu núcleo apertou; minha mente apagou. O momento de privacidade intensa aconteceu em um sofá muito público em uma janela do café. — Você precisa de algo. Você quer algo que você não está pronta para entender. — Jethro deu um beijo delicado contra a minha mandíbula. — Você precisa tanto que você me permitiria passar a mão acima de seu joelho, entre as suas pernas e afundar meus dedos profundamente dentro de você neste exato segundo. Você abriria suas coxas inocentes, mesmo com testemunhas e gemeria quando eu afundasse meu pau mais profundo do que qualquer outro alguém. Uma bolha se formou no meu peito, torcendo e brilhando com uma mistura de negação e acordo. Seu polegar pressionou duro, prendendo minha língua para baixo. Eu empurrei, meus olhos lacrimejando. — Você me deixaria arrastá-la para algum beco sujo, rasgar seu vestido, e... Eu não queria ouvir o resto. Mas eu queria. Ah, como eu queria. Ele tomou o poder do discurso. Eu não podia negar qualquer coisa que ele disse. E eu não queria. Pela primeira vez na minha vida eu tinha algo real. Barato e superficial, assim como Kite, mas de sangue quente e real. Eu estaria disposta a trocar a minha reputação impecável por uma noite de sórdida incredulidade. O que isso faz de mim? Eu vacilei, respondendo a minha própria pergunta. Solitária. Eu odiava essa palavra mais do que qualquer outra no dicionário.

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O polegar de Jethro saiu lentamente da minha boca, me segurando firme. — Você me deixaria fazer você gritar, Srta. Weaver, e devido a essa vontade, eu nunca iria me curvar ao que você quer. O calor gerado a partir da conversa intensa dispersou mais e mais rápido. Ele franziu os lábios. — O que diria seu pai se ele soubesse que sua filha secretamente queria ser fodida contra a parede de um beco por um estranho? A crueza de suas palavras me bateu de volta à realidade. Ele deixou cair sua mão e arrancou um guardanapo da mesa. Aprisionando o meu olhar, ele limpou lentamente o polegar brilhante, antes de jogar o tecido em seu copo de café vazio. — Atreva-se a negar isso. Ou fingir que você não queria cada polegada de mim. — ele sorriu em duplo sentido. O rubor de mortificação se elevou sobre os meus seios para minhas bochechas. Minha língua machucada de sua áspera manipulação, minha boca vazia da degustação dele. Eu não poderia sentar lá e ser ridicularizada por mais tempo. Eu tinha sido egoísta e permiti que esse maníaco egoísta cancelasse meus planos com Vaughn e o meu pai, tudo por nada. Este foi o carma, e doeu como o inferno. Agarrando as montanhas de tecido encravado em torno de mim, eu tentei me levantar sem sucesso. — Estou indo embora. Eu não posso... — Se você não pode falar a verdade, eu não quero ouvir suas desculpas ou outras razões sobre o porquê de repente você precisa ir. Você não está autorizada a sair do meu lado, então seja uma boa menina e ouça e obedeça, porra. — sua voz me bateu, mas seu corpo permaneceu imaculado e recolhido. As duas dinâmicas de temperamento e equilíbrio perfuraram minha neblina estúpida, me batendo de volta para o medo. Quem era esse homem? E por que não corri no momento em que pus os olhos em cima dele? Algo não estava certo. Algo estava construindo, correndo em direção a uma conclusão que eu não queria fazer parte. Jethro ficou em pé, me empurrando para os meus pés. — Eu tomo seu silêncio que você tomou uma decisão sensata e aquiesceu. Eu também estou supondo que seja o que for, acabou? — seus dedos ~ 54 ~


beliscaram meu bíceps, me sacudindo. — Pare de agir como uma idiota e perceba o que está acontecendo. A raiva substituiu o meu constrangimento. Foi como Kite, tudo de novo, só que pior, porque este era real e eu não tinha nenhum lugar para me esconder. — Eu não tenho ideia do que está acontecendo, e eu não vou a lugar nenhum com você. Você provou que você me acha ingênua, estúpida e indigna de seu tempo precioso, então saiu. Eu não vou te segurar aqui. — torcendo meu cotovelo, eu tentei ficar livre. — Eu não quero mais fazer isso. Jethro sorriu friamente. — Ah, ai está o enigma, Srta. Weaver. Você não está me segurando. Mas eu estou segurando você. Eu parei a minha mão sobre a dele, sem sucesso, tentando erguer os dedos do meu braço. — O quê? — a temida embriaguez de vertigem tomou aquele momento para inclinar o meu mundo. Jethro levou minha fraqueza como uma oportunidade, me puxando em direção à porta. Ele não me deu qualquer tipo de apoio que não fosse áspera e dura no meu braço, deixando meu café intocado sobre a mesa. — Estou indo embora. E você está vindo comigo. A porta chacoalhou quando nós saímos em uma onda de agitação. Engoli em seco quando uma rajada gelada cortou o calor persistente na minha pele, dizimando todos os restos do café. Felizmente o choque de temperatura ajudou a me acalmar e eu lutei. Fechando meus calcanhares no chão, eu rosnei, — Você parece ter a informação errada. Eu não vou a lugar nenhum com você. Jethro não respondeu, me arrastando sem esforço através da rua para a entrada de um beco sombrio e sua moto. Um beco? Ele não podia fazer o que ele tinha ameaçado... Podia? Você quer que eu te faça gritar. Eu lutei com mais força. Mas não importa o quanto eu lutei, ele não quebrou seu passo ou olhou para trás. Tropeçando para frente, eu estremeci com minha carne machucada sob seu domínio. Eu inclinei minhas unhas, me preparando para arrastá-los sobre seu antebraço, mas ele pisou na calçada e me

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puxou para frente. A inércia me impeliu de girar, me batendo dolorosamente contra sua moto. Meu cabelo preto girou sobre o meu ombro, aderindo ao medo transpirando no meu peito. Eu me esforcei para me manter a acreditar o quão estúpida eu tinha sido. Eu me orgulhava de ser inteligente, mas eu permiti que a tentação do sexo nublasse meu julgamento. Jethro olhou com raiva, seu terno tão nítido quanto seu controle imperturbável. — Minha informação é perfeitamente correta. E você vai ir a um lugar comigo. Suba. Eu rasguei meu cotovelo de seu domínio e empurrei seu peito. — Errado. Me deixe ir. Ele resmungou baixinho. — Pare, antes que se machuque. O empurrei novamente, focando no ridículo da minha noite, em vez do terror em rápida expansão no meu coração. — Eu disse a você. Eu vim em uma limusine, não há nenhuma maneira que eu possa ir em uma máquina mortífera de duas rodas. Jethro revirou os ombros, mantendo a calma. — Eu lhe dei uma regra de nunca fazer perguntas. Eu estou te dando outra, não discuta comigo. Meu coração disparou. Olhando ao redor, eu procurei por retardatários tarde da noite, festeiros, caminhantes da luz da lua, alguém que pudesse intervir e me salvar. As ruas estavam vazias. Ninguém. Nem mesmo um roedor correndo. — Por favor, eu não sei que jogo você está jogando. Ele balançou a cabeça, irritação nos seus olhos. — Jogo? Isto não é a porra de um jogo. — encarando meu vestido, ele invadiu o meu espaço. Pressionando os lábios brevemente, ele murmurou, — Eu espero que você esteja vestindo algo por baixo disso. Meus pulmões grudaram. — O quê? Por quê? — Porque você vai ficar indecente, se você não estiver. — com um empurrão selvagem, ele rasgou as costuras intermináveis e trabalho duro do meu vestido. O rasgo soou como um grito em meus ouvidos. O terror me invadiu quando a camada exterior caiu no chão, seguido de organza, penas e bordado. Meu queixo caiu. — Não.

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Jethro me virou, as mãos patinando sobre minha parte inferior das costas. — Você é como um pacote de maldição. — com os dedos fortes, ele rasgou a segunda camada de seda ébano. O som de trituração quebrou meu coração. Todo esse trabalho! Meu pai ficaria chateado de ver seu vestido caro jogado no lixo na calçada suja. Meu sangue ficou na tapeçaria por picar os dedos. Minhas lágrimas embeberam o excesso de trabalho. Ele não poderia fazer isso! Eu não conseguia falar. Fiquei muda pelo choque. — Bom Deus, outro? — Jethro me girou para encará-lo. Eu enfrentei o restante das saias engomadas, a ferramenta sob o vestido que concedeu tal volume. Eu não aguento mais fazer isso. Eu estampei minhas mãos na minha frente, aproveitando o restante do meu vestido. — Não, por fav... Jethro me ignorou. Com um último puxão brutal, ele rasgou a saia, dispondo-a em cima das camadas já em ruínas. Lágrimas envidraçaram meus olhos. — Oh, meu Deus. O que você fez? — o ar fresco de Milão rodou em torno de minhas pernas nuas, desaparecendo a saia, o comprimento de cetim que eu usava para evitar atrito do suporte de metal na anágua e a minha coxa. Todo meu conjunto destruído. Eu era a única mulher em uma casa de homens. Eu passei uma vida inteira encobrindo o meu corpo de menina com rendas, camisolas e tule. Feminilidade era algo que eu criei em um pouco do que vivi. Vê-lo destruído em uma calçada imunda, me enfureceu, a ponto de tirania. Lá se foram as minhas lágrimas. Me abracei furiosamente. — Como você pode! Empurrando-o para longe, eu caí de joelhos, tentando reunir os cristais e amostras de rendas artesanais. — Você, você arruinou isso! — tudo espalhado eram moda de alta costura. Diamantes brilhavam no concreto sem graça. Penas se contorceram, dançando pela brisa. — Eu vou arruinar muito mais antes de eu terminar. — as palavras mal pronunciadas de Jethro existiam, então... Não, roubada por uma rajada de vento.

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Olhei para o homem que eu estupidamente voltei, tudo porque um desconhecido feriu meus sentimentos. Um homem que eu tinha autorizado me manipular e me deixar de forma odiosa molhada em uma cafeteria. — Isso faz você se sentir melhor? Destruindo as coisas dos outros? Você não se importa por acabar de arruinar algo que levou horas e horas para criar? Que crueldade. — Pare. — ele levantou um dedo, me repreendendo como uma criança. — Regra número três. Eu não gosto de vozes altas. Então cale a boca e pare. Nós nos olhamos, o silêncio era uma entidade pesada entre nós. Ele estava certo. Eu estava sendo tão, tão estúpida. Ele com sucesso iria me machucar mais do que qualquer um desde que minha mãe me deixou. Sua insensibilidade não deu espaço para a esperança ou lágrimas. E eu sabia o tempo todo. Eu tinha visto sua frieza. Eu senti a vontade endurecida dele. No entanto, não me impediu de ser uma completa idiota. Agarrando uma poça de pano, eu gritei: — Me deixe em paz! — Maldição, você está me testando. — ele abaixou de repente, agarrando meu bíceps e me puxou para me levantar. Ele me balançou duro. Meu espartilho cavou em meus quadris agora que não tinha quaisquer camadas para descansar em cima. — Você não pode fazer mais perguntas. Você não pode gritar ou ser ridícula. Isso está acontecendo. Este é o seu futuro. Nada que você diga ou faça vai mudar isso, isso só irá alterar o nível de dor que você recebe. — ele me empurrou para trás contra sua moto. — Seu vestido não é mais um problema convenientemente. Suba. Nós estamos saindo. Fúria explodiu em meu coração, felizmente mantendo meu terror no limite. Não pense sobre sua ameaça. Concentre-se em fazê-lo gritar. Sonoramente. Eu precisava de comoção para merecer a atenção e segurança. O mais incômodo que eu fizesse, o mais provável é que alguém poderia vir em meu socorro. — Você acabou de arruinar a minha obra-prima. Esse vestido já foi vendido para uma boutique de alto padrão em Berlim! Você acha que eu quero ir a qualquer lugar com você depois que você arruinou mais de dois meses de trabalho? Você é louco. Eu vou te dizer como isso vai ser... ~ 58 ~


— Srta. Weaver, cale a boca. Eu estou farto desta besteira. — seu rosto permaneceu impassível, mas os músculos abaixo de seu terno se retesaram. Ele se moveu terrivelmente rápido, puxou meu cabelo longo, sem restrições, me aglomerando contra sua moto. Estremecendo contra a dor no meu couro cabeludo, eu tropecei, me jogando sobre o assento de couro. Olhando em volta rapidamente, ele relaxou quando percebeu que ainda estávamos sozinhos. — Se você me conhecesse, saberia como eu reajo à declarações incorretas sobre a minha saúde mental. Se você fosse inteligente, você saberia que nunca deve levantar a voz e deve manter a conduta adequada em público. Ele abaixou a cabeça, esfregando o nariz ameaçadoramente contra a minha orelha. — Mas vendo como você não me conhece, eu vou reter a punição por agora. Mas uma palavra de advertência, Srta. Weaver. Apenas porque eu não me rebaixo ao uso pouco atraente do volume, não significa que eu não estou irritado. Estou muito irritado, porra. Eu te dei uma ordem e você desobedeceu várias vezes. Esta é a última vez que vou pedir educadamente. Afastando-se, ele agarrou minha cintura e com uma força que aterrorizava, me arrancou do chão e me ergueu, me colocando na parte de trás de sua moto. Fazendo uma saudação simulada, Jethro disse: — Obrigado por me obrigar. Estou tão feliz que você decidiu subir a bordo. — com uma carranca, ele notou meus saltos altos. Deixando cair um joelho, ele os arrancou de meus pés, os jogando sobre o ombro. Eles desapareceram nas nuvens do tecido dizimado atrás dele. Eu realmente era a Cinderela, só que o meu príncipe jogou fora o sapatinho de cristal e me roubou antes de atingir a meia-noite. Meu príncipe era mau. Meu príncipe era o vilão. Eu não conseguia respirar. Faça. Chute-o. Não deixe ele te levar. Todos os tipos de situações horríveis passaram loucamente na minha cabeça. Eu tinha sido criada em um bairro seguro, com bom senso e moral. No entanto, nada havia me preparado para lutar por minha vida contra um lunático que veio como são. — Você não pode fazer isso. Eu não quero ir com você. — eu tentei pular, mas uma suave contenção de Jethro me impediu de me ~ 59 ~


mover. Ele apareceu na posição vertical como uma terrível sentença. Um julgamento do meu passado e do presente. — Você não tem escolha. Você está vindo comigo. Seus desejos não têm relevância. Esfaqueando-me no peito com o meu dedo, eu gritei: — Meus desejos são completamente relevantes. Você não pode me levar contra a minha vontade. Isso é chamado de sequestro. — Meu corpo quente ficou vermelho de raiva. — Vamos. Me deixe ir. Antes de eu gritar. Vaughn. Merda, eu queria o meu irmão. A quantidade de vezes que ele me protegeu de abelhas, de texugos e dos meninos que me isolaram na escola. Vaughn! Jethro balançou a cabeça. — É tarde demais para isso. E não grite. Eu não me dou bem com gritadoras. — ele riu sem alegria. — A menos que eu seja a razão para o referido grito e nós estivermos sozinhos. Eu o ignorei ‘o tema grito’ e foquei no horrível ultimato. Tarde demais? O que é tarde demais? Eu não estava em uma contagem regressiva onde minha vida terminava como eu sabia disso. Eu não concordei com nada disso! Eu não sabia, mas talvez meu pai soubesse. O pensamento me parou como uma agulha de tricô no coração. Ele me apresentou a Jethro e a nenhum outro homem. Ele me encorajou a ir com ele, contra a vontade de meu irmão. Jethro poderia ter sido capaz de enganar meu pai, mas eu vi suas verdadeiras cores e eu não ia tolerar por mais tempo. Este fiasco tinha ido longe demais. Eu abri minha boca para gritar. Eu estava sendo assustada e manipulada por um psicopata de fala mansa. Eu queria ser normal. Eu queria um chuveiro e o esquecimento doce do sono. Meus pulmões expandiram com um apelo. — Socorro. Jethro disparou, batendo a palma da mão fria sobre meus lábios. O primeiro sinal de incontrolável emoção brilhou em seus olhos. Ele suspirou pesadamente, balançando a cabeça. — Eu esperava que você fosse mais inteligente do que isso. Eu lhe dei um tapa.

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O toque acentuado de carne contra carne congelou o tempo. Eu não me movi ou respirei ou pisquei. Nem Jethro. Olhamos um para o outro até que tudo que eu via era o ouro de seus olhos. O ar caiu de outono para inverno tempestuoso enquanto nos olhávamos furiosamente, congelando com o seu temperamento. Poderia ter sido um segundo ou dez anos, mas foi Jethro que quebrou a fragilidade entre nós. Seu dedo frio arrastou da minha boca para minha garganta. Envolvendo-a apertado. Implacável. A ação mostrou a verdade, a verdade desumana. Este homem foi meticulosamente preparado para falar mansamente, mas por baixo de tudo, se enfurecia um demônio disfarçado. Seu toque disse infinitas informações do homem que ele tentou esconder. Ele era o máximo em camuflagem. Ele tinha punho de ferro e nenhum remorso. Inclinando o pescoço com marca de dedos, ele murmurou, — Obedeça e eu não vou te machucar. Lute comigo e eu vou fazer você gritar. Cada músculo do meu corpo sacudiu. A dizimação do meu vestido não importava mais. Tudo que eu queria era correr tão longe e tão rápido quanto pudesse. Lágrimas borbulharam no meu peito; mordi o lábio para parar a saída rápida do soluço. Jethro nunca soltou minha garganta. — Eu não estou aqui para raptar você. Eu não estou aqui para derrubar ou drogar você. Me chame de antiquado, mas eu esperava que você viesse de bom grado e evitasse para nós uma inconveniência. — acariciando meu cabelo com a mão livre, ele segurou a parte de trás do meu crânio. — Você provavelmente está se perguntando por que eu disse que você não tem escolha, exceto vir comigo. Porque eu sou um homem justo e que acredita na igualdade, mesmo entre caçador e presa, eu vou te dizer. Sua respiração era a única coisa quente sobre ele, escaldando minha pele com palavras que eu não queria ouvir. — Estou aqui para receber uma dívida. A razão para a dívida será revelada quando eu estiver pronto. O método de pagamento para a dívida é inteiramente você. Meu cérebro nadava, tentando entender. — O quê?

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Seus dedos apertaram, cortando o meu suprimento de ar. Me asfixiando, o instinto de lutar foi substituído por um congelado terror. Eu me contorci, arranhando seus pulsos com minhas unhas. Minhas unhas não o afetaram, se fizeram algo, era deixá-lo mais calmo. Desaprovando sob sua respiração, ele disse: — A primeira coisa que você deve saber sobre mim é que eu nunca esqueço. Se você tirar sangue tentando se libertar, eu vou pagar da mesma forma. Vale à pena lembrar-se disso, Srta. Weaver. Seu olhar caiu para meus dedos que o estavam arranhando, os apertando até que eu lutei contra o que eu realmente queria e os deixei deslizar de seus pulsos. — Boa menina. — ele murmurou. Recuando, ele desenrolou seus dedo um por vez da minha garganta. Meticulosamente lento. Aterrorizantemente no controle. Eu pago da mesma forma. Sua voz ecoou na minha cabeça. Eu fechei as minhas mãos no meu colo, eu não iria me lançar ou fazer qualquer coisa que possa ser considerada reembolsável. Eu queria tanto machucá-lo que eu tremia. Eu o queria sangrando na calçada para que eu pudesse correr. De pé, Jethro me olhou, esperando para ver o que eu faria. Eu era metade de seu tamanho e sem testemunhas, eu era impotente. Eu nunca tinha aprendido autodefesa ou pensei que eu estaria em uma situação que exigisse isso. A esteira definiu meu corpo, mas não me deu músculos para lutar. O que eu poderia fazer, senão obedecer? Eu não me mexi. Eu não pude. Até a minha vertigem não se atreveu a me deixar enjoada quando eu estava presa em seus selvagens olhos dourados. Um momento se passou antes de ele assentir. — Estou feliz que você esteja agindo com mais compostura. Por ter esse comportamento, eu vou compartilhar um pouco de informações sobre a dívida com você. — ele correu um dedo ao longo de seu lábio inferior. — Você é a única pessoa que pode pagar. Você deve vir de sua própria vontade. Você é o sacrifício. Engoli em seco, estremecendo ao redor dos hematomas da minha laringe. Sua voz me acalmou a um nível em pensar que eu tinha uma chance de escapar. Continue o fazendo falar. Faça com que ele se importe. — Sacrifício? — eu odiava instantaneamente a palavra. ~ 62 ~


Seus olhos se estreitaram. — Um sacrifício é algo que você faz ou desiste para o bem maior. Tudo isso poderia parar... Você tem o poder. Poderia? A promessa de liberdade pairava no céu noturno, me provocando. Eu me mexi no banco, tremendo de frio. — Se eu tenho o poder, porque eu me sinto como se você estivesse rindo nas minhas costas? — fortalecendo-me, retruquei: — Tudo o que você poderia pensar de mim, eu posso ler entre as linhas o que você não está dizendo. Quais são as consequências se eu não for com você? Eu me senti ridícula falando de dívidas e consequências. Nada disso fazia sentido, mas uma sensação horrível deslizou pelas minhas costas. Uma memória que eu tinha enterrado... a partir de um longo tempo atrás. — Você não tem escolha, Arch. Eu não posso explicar isso, mas você, eu, ninguém pode impedir isso. Meu único arrependimento é conhecê-lo. Meu pai bufou, se virando na sala de estar da nossa mansão de oito quartos. — Seu único arrependimento? E quanto a V e Nila? O que devo dizer a eles? O que devo dizer quando perguntarem por que sua mãe os abandonou? Minha mãe, com seu brilhante cabelo de ébano e pele escura, era alta e destemida, mas do meu ponto oculto pelas escadas, eu sabia a verdade. Ela não era destemida, longe disso. Ela estava petrificada. — Diga a eles que os amava, mas eu nunca deveria ter-lhes dado à vida. Especialmente Nila. Esconda ela, Arch. Não deixe que eles saibam. Mude o seu nome. Fuja. Não deixe que a dívida a leve também. A memória tinha terminado abruptamente graças a Vaughn jogando uma bola de futebol na minha cabeça e quebrando os momentos finais que meus pais tiveram juntos. Essa tinha sido a última vez que a vi. Eu esfreguei a palma da mão contra o meu peito, amaldiçoando o aperto em torno de meu coração. Confusão pesou, igualmente pressionando como o desespero. Jethro sorriu. — Estou feliz por você estar sendo mais razoável. Essa é uma pergunta que eu vou responder. As consequências de não vir comigo são Vaughn e Archibald Weaver, entre outras coisas.

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Meu mundo inteiro virou de cabeça para baixo e desta vez não foi vertigem. — Sua vida pela deles. — ele deu de ombros. — Realmente simples. Mas não se preocupe com os detalhes. Há uma cópia impressa e lições sem fim de histórias para explicar. Meu coração parou. Minha vida pela deles? Ele tem que estar brincando. Eu não sabia se eu deveria estar gritando de terror ou rindo de espanto. Isso não podia ser real. Tinha de ser uma farsa. Uma piada horrível, cruel do meu pai para garantir que eu nunca quisesse sair novamente. Por favor, deixe ser uma piada. — Você não pode estar falando sério. — eu posso ter sido escondida do mundo dos homens, mas eu não estava completamente fora. — Você espera que eu acredite em você? Jethro perdeu o gelo, deslizando diretamente para o inverno ártico. — Você acha que eu me importo se você não acredita em mim? Você acha que tudo isso é besteira e você pode de alguma forma, discutir comigo? Meu coração escorregou. Ele estava tão seguro. Tão decidido. Nenhum indício de preocupação que sua farsa poderia ser revelada. Não é uma piada. Jethro baixou a voz para um silvo. — Eu vou contar outro segredo sobre mim. Eu nunca faço as coisas pela metade. Eu nunca me arrisco. Eu nunca caço sozinho. — inclinando-se mais perto, ele terminou. — Desde que eu pus os olhos em você, olhos foram colocados em seu irmão e pai. Eles estão sendo observados. E se você espirrar errado, aqueles olhos vão se transformar em algo muito mais invasivo. Você entendeu? Eu não podia responder. Tudo o que eu podia imaginar era Vaughn e meu pai sendo exterminados como vermes e nunca vê-lo novamente. — Diga outra palavra e eu vou acabar com eles, Srta. Weaver. — com um olhar glacial, Jethro agarrou as barras do punho e balançou a perna por cima da moto preta. Cada polegada era negra. Sem cromo ou a cor em qualquer lugar. Merda, o que eu faço? Eu tinha que correr. Corra! Mas eu não podia. Não agora que ele ameaçou a minha família. Não agora que meu cérebro tinha desbloqueado uma memória ~ 64 ~


adicionando peso a sugestões lunáticas de Jethro. Não agora que eu acreditava. A dívida. Eu não sabia o que era. Poderia ter sido um código para algo que eu não entendia ou um retorno literal, exigindo vingança. Mas uma coisa eu sabia, eu não podia arriscar não obedecer. Eu amava a minha família. Eu adorava meu irmão. Eu não brincaria com suas vidas. Não depois desta chamada dívida terminar com o casamento e a felicidade dos meus pais. Eu pulei quando a ignição rosnou para a vida, rasgando o silêncio e de alguma forma me concedendo força em sua ferocidade. Afastandose, Jethro tirou o descanso da moto. Ele não usava um capacete ou me ofereceu um. Eu esperava que ele se virasse e fornecesse mais informações ou exigências, mas tudo o que ele fez foi chegar por trás, pegar meu braço, e colocá-lo em torno de seus quadris. No momento em que minha mão repousou sobre ele, ele me deixou, sem saber, me dando um porto seguro, mas com uma âncora que eu já desprezava. Olhei ansiosamente para o prédio onde meu irmão e pai estavam misturados com estilistas e o único mundo que eu conhecia. Eu silenciosamente implorei a eles para aparecerem e rirem da minha cara atordoada, cheia de medo gritando ‘enganamos você’. Mas nada. As portas permaneceram escondidas. Futuro desconhecido.

fechadas.

Respostas

Estou sozinha. Eu estou sendo roubada por uma dívida que só eu posso pagar. A dívida da qual eu não sei nada. Eu era idiota por desejar mais do que eu tinha. Agora, eu não tinha nada. Com uma torção do pulso, Jethro acelerou sua moto e disparou para frente na escuridão.

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O aeroporto de Milão me acolheu de volta. Parecia uma eternidade desde que eu voei, embora, na realidade, só haviam se passado dois dias. Minha pele estava gelada, e apesar da minha repelente antipatia por Jethro, eu não tinha sido capaz de parar de me aconchegar contra ele enquanto ele rompia os limites de velocidade e nos levou em uma hipervelocidade em sua máquina mortífera. Minha pequena saia e corpete sem mangas não foram feitas para vagar ao redor de Milão tão tarde. Parando em uma vaga de estacionamento próxima, ele desligou o motor e abaixou o descanso. Eu imediatamente sentei para trás, desenrolando meus braços de sua cintura. O medo permaneceu no meu coração, ficando mais forte a cada batida. Eu não conseguia olhar para o chamado cavalheiro sem engolir um coquetel de fúria assassina e terror marejados. Seu perfil mostra um homem com uma barba leve começando acima de sua mandíbula, cabelo grosso bagunçado pelo vento, e um ponto que o levou de sexy para perigoso. Ele se destacava na multidão. Ele chamava a necessidade e o desejo sem esforço. Mas não havia nada doméstico ou gentil ou normal. Ele cheirava a manipulação e controle. Ele é um iceberg. O estacionamento não estava vazio, mas não era hora do rush. Apesar da pancada ecoando de um casal arrastando malas em direção ao terminal, a noite estava tranquila. Jethro desceu da moto. Uma vez em pé, ele rolou seu pescoço, esfregando o cordão do músculo com uma mão forte. Seus olhos trancaram nos meus. Eles pareciam mais escuros, mais folhas de outono do que o metal precioso, mas ainda mais frios. Eu olhei de volta, esperando que meu ódio fosse visível. Seu rosto permaneceu fechado, não enfrentando o desafio de uma guerra de encarar. Estendendo a palma da mão, ele esperou. A maneira como ele assistiu, falou muito. Ele não queria saber se eu pegaria sua mão. Ele sabia. Ele acreditava em si mesmo tão malditamente que era ridículo pensar em não realizar o seu desejo. Que pena para ele, eu não lidava bem com o tratamento do silêncio. V tinha treinado pra caralho. Ter um irmão gêmeo turbulento ~ 66 ~


me armou com certas habilidades. E ignorar os machos mal humorados era uma delas. Golpeando sua mão, eu empurrei para fora do couro preto e parei em meus pés descalços. O concreto fresco gelou meus pés. Envolvendo os braços em volta do meu corpo tremendo, eu murmurei, — Como se eu fosse aceitar sua ajuda. Depois de tudo que tem feito até agora. Soltando o braço, ele riu. — Até agora? — ele se inclinou mais perto. — Eu não fiz nada. Ainda não. Espere até que você esteja em meu domínio e atrás de portas fechadas. Então você pode ter algo digno de ser melodramática. Minhas habilidades em lidar com o futuro repousavam sobre ser capaz de ignorar suas ameaças e focar no momento. De pé, eu disse: — Eu poderia perguntar algo estúpido como por que estamos no aeroporto, mas posso adivinhar o porquê. No entanto, você não conseguiu pensar na minha agenda. — Programações mudam. — Eu não viajo sozinha, Sr. Hawk. Eu tinha passagens reservadas para o meu irmão, assistente e figurinista. Para não mencionar o excesso de bagagem. Eles estarão me esperando. Inferno, minha assistente estará me esperando no hotel esta noite. Tudo isso é um desperdício de tempo. É um desperdício, porque a polícia saberá e se você acha que meu pai não virá atrás de mim, você está enganado. Mesmo quando eu disse, a dúvida se apoderou de minha alma. Tex Weaver me empurrou para este pesadelo. Por que eu acho que ele ia vir e me levar para casa? Jethro cruzou os braços e os lábios em um sorriso tenso como se eu fosse divertido e não apontando para fatos válidos. — Houve uma coleção de erros nessa sua fala, mas vou me concentrar apenas sobre os pontos relevantes. — inclinando a cabeça, ele continuou: — Seu pai está plenamente consciente de tudo. Sua lealdade para com o homem que lhe entregou sem nenhuma luta é equivocada. Suas mãos estão atadas e ele sabe muito bem disso. Quanto à polícia, eles não têm qualquer relevância em seu futuro. Esqueça-os, sua família, esperança. Acabou. Sua voz se tornou um rosnado. — Você sabe por que acabou? É mais porque sua vida acabou. Há tanta coisa que você não sabe, tanto que eu mal posso esperar para te dizer.

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Ele derramou o seu exterior gelado, agarrando o meu cabelo e empurrando minha cabeça para trás. — Você vai aprender sobre o seu título de nobreza. Sua podre árvore genealógica. E você vai pagar. Então cale a boca, desista e aprecie a minha bondade até agora, porque eu estou ficando sem paciência, Srta. Weaver e você não vai gostar de mim quando eu atingir meu limite. Meus arrepios evoluíram para tremores desenvolvidos. — Eu não gosto de você agora, e muito menos gostarei no futuro. Me deixe ir. Ele me surpreendeu por se afastar, me liberando. Meu couro cabeludo ardia, mas eu me recusei a esfregar minha cabeça. — Você está me testando. Mas para sua sorte, eu sei como lidar com animais de estimação problemáticos. Animais de estimação? Minhas mãos fecharam. Como é que eu pensei que eu o queria? O fato de seus lábios terem estado no meu rosto e seu polegar na minha boca me dá repulsa. O olhar de Jethro caiu para o meu estado de nudez. — Você está tremendo. Eu não quero que você fique doente. — sua sobrancelha arqueou. — Eu ofereço a minha jaqueta, como o homem cavalheiresco que eu sou, mas eu duvido que você fosse aceitá-la. No entanto, tenho algo melhor. Girando, ele se desviou para uma sombra profunda lançada por um dos grandes pilares. — Flaw? Saia daí. É melhor você— Eu estou aqui. — um homem apareceu das sombras. Vestido com calça jeans preta, camisa e jaqueta de couro preta, o único brilho de cor veio de um esboço de prata simples de um diamante gravado no bolso dianteiro. Parecia um ladrão à espera de uma vítima. — Já estou aqui há quarenta e cinco minutos. Você está atrasado. — ele jogou uma mochila para Jethro, passando a mão pelo cabelo escuro longo. — Sorte sua que o voo estar atrasado. Jethro pegou a sacola, olhando para o homem. — Não se esqueça do seu lugar. Eu não estou atrasado de acordo com minhas regras e nem as suas. — empurrando a mochila, ele disse: — Você fez o que eu pedi? O homem acenou com a cabeça. — Tudo. Incluindo provas fotográficas. Tudo correu bem e as passagens estão no interior. Eu vou ~ 68 ~


cuidar da moto, apenas a deixe aí. Cushion e Fracture estão controlando os homens Weaver até que você diga o contrário. Jethro tirou um envelope, em seguida, folheou o conteúdo. Ele olhou para cima, algo parecido com um sorriso enfeitando seus lábios. — Bom trabalho. Eu vejo você em Hawksridge. Minhas orelhas se levantaram à menção do nome. Ele soava familiar, remetendo a dinheiro antigo. Ele é da nobreza? O conceito de Jethro sendo um duque ou um conde era absurdo, e ainda... estranhamente perfeito. Tudo nele era enganoso e... entediante. O que era tudo isso? Um jogo de passar tempo de algum pirralho rico que ficou cansado de matar cachorrinhos? Eu não conseguia parar os meus dentes de bater, tanto de nojo e frio. O homem chamado Flaw olhou na minha direção. Seus olhos se estreitaram. — Ele está esperando você e a mulher. Vou enviar uma mensagem e deixá-lo saber que já está tudo bem. — Não. — Jethro estalou. Seu sotaque inglês engrossado com a ordem. — Ele não precisa saber. Ele vai nos ver em breve. — o homem destituiu como se ele fosse a ajuda contratada e já não era necessário, Jethro caminhou para mim, segurando a bolsa. Flaw desapareceu de volta para as sombras como um fantasma assustador. — Isto é seu. Vista-se. Você não será permitida seminua e descalça no edifício. Tomando a mochila, eu murmurei sob a minha respiração, — Eu estava vestida com uma roupa no valor de milhares de libras antes de você arrancar de mim. — a perda da minha obra-prima ardia como uma ferida aberta. Eu tinha dois desejos: um, que ele me ouvisse e soubesse o quão chateada eu estava. E dois, que ele não ouvisse, porque eu estava com medo de sua reação. Jethro sorriu antes de voltar para sua moto. Abri a sacola e prontamente deixei cair. Oh, meu Deus. Eu tinha que estar sonhando. Acorde, Nila. Por favor, acorde.

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Meus joelhos se dobraram, seguindo a sacola no chão. Tremendo, eu coletei as fotos colocadas em cima de um monte de roupas. Minhas roupas. Tudo o que eu tinha trazido para Milão, menos o vestuário do desfile de moda e minhas ferramentas de trabalho, um biquíni, calças, pijamas e uma simples coleção de blusas, jeans e vestidos longos. Mas em cima de tudo isso descansava fotografias espalhadas. Imagens do que nunca aconteceu. Fotos horríveis.

adulteradas com mentiras.

Tais mentiras, horríveis,

Ninguém virá. Jethro estava certo. A polícia iria rir se alguém pedisse sua ajuda. O que eu segurei cimentou a minha nova vida sendo joguete de Jethro. Passando as fotos, eu não consegui segurar uma lágrima quente queimando minha bochecha. Lá estava eu, sorridente, radiante. Me lembrei do dia. V e eu tínhamos ido a Paris para um local no meio da temporada como há alguns anos. Ele tinha me batido no poker em um torneio bobo no pub e um patrono tirou uma foto de nós. Rindo excessivamente, abraçados um ao outro, em afeto de irmão, tínhamos sido tão felizes. Só que Vaughn não existia nesta foto. O fundo foi alterado para mostrar um restaurante chique, enquanto o homem que me segurava era Jethro. O sorriso em seu rosto era o mais quente que eu tinha visto. Seu traje de jeans e camisa preta de gola aberta o fez parecer jovem, apaixonado e arrojado. Eu não pude estudá-lo mais. Passando rapidamente para outra, eu bati a mão sobre a minha boca. Nesta foto, meu pai e eu. Ou era. Ele viajou para o retiro anual e nós tínhamos ido a um cruzeiro de uma semana em torno do Mediterrâneo. Nós tínhamos estado em um pôr do sol, dançando sobre as ondas laranjas matizadas, meus vestido solto ‘desgaste do cruzeiro’ que eu tinha criado apenas alguns dias antes. Eu tinha plantado um beijo próprio de filha em seu rosto arranhado. Aquele beijo agora pertencia a Jethro.

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O navio tinha sido ajustado para mostrar um iate de luxo em vez de um comercial. O pôr do sol lançava um brilho diferente. Jethro estava cruelmente olhando para a câmera com um olhar tão intenso de energia sexual que ninguém discordaria que havia química entre nós. O modo como meu corpo curvou no dele, a doçura e confiança exibida, só ajudou a confirmar a ilusão de um casal apaixonado um pelo outro. As fotos tremiam em minhas mãos; outra lágrima manchou a mentira brilhante. Eu olhei para cima, não me importando com o meu coração que foi arrancado e derrotado com frieza no piso do estacionamento. — Contudo, — rangendo meus dentes, eu tentei novamente. — destruir o meu vestido não foi suficiente? Você tinha que roubar meu passado, também? — eu levantei uma fotografia de um Jethro seminu segurando meu queixo enquanto ele me beijava. Isso não foi baseado em minha vida sem encontros, mas era tão realista, tão verdadeiro, tão incontestável. Como é que eles fizeram isso tão real? Jethro balançou a cabeça, revirando os olhos. Bloqueando a moto, ele embolsou as chaves antes de se virar para me encarar. Caindo de cócoras na frente, ele sussurrou: — Eu não só roubei seu passado. Eu roubei o seu futuro. Eu respirava com dificuldade, odiando o olhar de diversão em seu rosto. Nunca quebrando o contato visual, ele tirou as fotografias de minhas mãos. — Você não viu todas. Vire para as últimas. Elas são especialmente para você. Eu não conseguia relaxar meus pulmões. Eu acho que eu nunca seria capaz de respirar sem dor novamente. Dividindo a torre de fotos, eu olhei para as últimas. Imediatamente, eu olhei para cima. Todo o senso de decência e orgulho se foi. — Por favor, você não pode. Isto vai quebrar seu coração. Lágrimas queimaram a parte de trás da minha garganta. Meus olhos ardiam olhando para baixo novamente. Esta mostrava o meu quarto de hotel vazio exatamente como eu o deixei com fitas e penas do último minuto e a cama desarrumada antes de correr para o desfile, mas agora os meus artigos de minha mesa de cabeceira, meu laptop, e pertences tinham ido embora. Incluindo a minha bolsa e mala. ~ 71 ~


O quarto foi abandonado. Parecia que eu tinha feito as malas e deixado minha família, sonhos e vida sem nem mesmo olhar para trás. Isso iria quebrar meu irmão e o coração de meu pai, porque foi exatamente como minha mãe, Emma Weaver, nos deixou. Mas ao contrário de minha mãe, havia um bilhete simples colocado em cima da cômoda. — Vire-o. Tomei a liberdade de pedir um close-up para que você pudesse ler o que você escreveu como seu último adeus. — Jethro murmurou, roubando a foto dos meus dedos e tocando naquele papel revelado abaixo dela. Eu enrolei sobre meus joelhos, segurando a réplica brilhante de uma carta de despedida escrita na minha letra. A escrita era exatamente como a minha, até mesmo eu não poderia diferenciar o que era forjado e cursivo da realidade. Está na hora de jogar limpo. Eu estive mentindo para vocês até agora. Eu me apaixonei e decidi que a minha vida é melhor com ele. Estou farta dos prazos e pressão inatingível colocados em mim por esta família. Eu sei o que estou fazendo. Não tentem me encontrar. Nila. Eu olhei para cima. Meu coração colidiu com minhas costelas, os hematomas machucando. Tanta dor. Não pude conter a tristeza quando pensei em V lendo isso. Ao ser deixado para trás por ambas, sua mãe e irmã... — Eles não vão acreditar nisso. Eles me conhecem melhor que ninguém. Eles sabem que eu não estava tendo um relacionamento. Você disse que Tex sabe tudo sobre você e por que você está fazendo isso. Por favor. Jethro riu. — Não é para a sua família, Srta. Weaver. É para a imprensa. É para o cenário mundial que fará esta ficção uma realidade. O seu irmão vai descobrir a verdade de seu pai, tenho certeza. E se eles se comportarem, os dois vão permanecer intocados. Acredite em mim, isso não é para prejudicá-los. Se eu quisesse isso, eu tenho meios muito

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melhores. — ele segurou meu rosto, afastando os longos fios de meu cabelo. — Não. Esta era apenas uma apólice de seguro. — Por quê? — eu respirei. — Então, ninguém acredita que a sua família vá tentar encontrála. Eles vão estar sozinhos. Assim como você. Controlados pelos Hawks que já possuem os Weavers por quase 600 anos. Seiscentos anos? — Mas... Jethro torceu o nariz, seu temperamento se construindo como um fantasma em torno de nós. — Pare de chorar. As imagens retratam a verdade. Isso prova que você fez o que fez e ninguém pode estar com raiva ou desconfiança. — O que eu fiz? — Ah, Srta. Weaver, não deixe que o choque roube sua inteligência. Você. Os. Deixou. Voluntariamente. — ele acenou para a foto. — Isso confirma. — Mas eu não fiz. — eu soluçava. — Eu não os deixei... Jethro ficou tenso. — Não se esqueça tão cedo o que eu te ensinei. Você é o sacrifício e você... — seus olhos me desafiaram a terminar a frase, ao admitir tudo o que eu tinha feito, protegendo minha família. Seus dedos tremeram, parecendo que queria atacar. Eu nunca tinha sido boa em confronto, não que o meu pai tenha gritado muitas vezes ou que Vaughn e eu discutimos. Eu cresci sem a necessidade de brigar. Eu sabia quão preciosa a minha família era. Minha mãe nos deixou, provando o quão cruel alguém poderia ser se não se agarrasse o amor. Então, eu tinha segurado com as duas mãos, pés, cada parte de mim. Apenas para tê-lo arrancado com tanta facilidade. Você os prefere vivos e nunca mais os ver do que morrerem por sua causa? Abaixei minha cabeça e murmurei. — Um sacrifício vem de seu próprio livre arbítrio, portanto fui embora voluntariamente. Jethro assentiu, acariciando minha coxa como o animal de estimação que ele pensou que eu era. Pegando as fotos com sua mão grande, ele pressionou para baixo até meus cotovelos cederem e eu as ~ 73 ~


abaixei. — Boa menina. Continue se comportando e a próxima parte não vai ser muito difícil de suportar. Outra onda de lágrimas me sufocou, mas eu as engoli. Ele me disse para parar de chorar. Então, eu o faria. Jethro estava de pé, descendo para recolher as fotos horríveis e a mochila de pertences. — Venha. Temos que ir. — ele não me ofereceu sua mão para me levantar. O simples ato de me levantar do concreto frio para o congelo o ar tributou pelo meu mundo já fraturado. Me atingindo, a vertigem tomou meu equilíbrio, me fazendo cambalear para trás. Meus braços se esticaram, em busca de algo para agarrar. Com os olhos embriagados, eu implorei para Jethro me pegar, mas ele apenas ficou lá. Silencioso. Exasperado. Ele me deixou tropeçar e cair. Gritei quando eu caí no chão. Minhas unhas cravadas no piso áspero, segurando enquanto a garagem dançava ao redor como um carrossel de um pesadelo. A dor irradiava do meu osso do quadril, mas não era nada comparado com a náusea esmagadora. Estresse. Não seria Jethro que acabaria me matando, mas a incapacidade de lidar com uma enxurrada de emoções. Fechando os olhos, eu repeti a rima boba de Vaughn. Encontre uma âncora. Se segure firme. Faça isso e você ficará bem. — Levante-se, porra. Pare de agir como uma vítima. — uma mão agarrou debaixo do meu braço, me forçando a levantar. Eu me curvei, segurando meu estômago enquanto outra onda de náusea ameaçou expulsar o único alimento que eu tive hoje, um almoço antes do ensaio do desfile. — Você é inútil. Quando a onda debilitante me deixou, eu olhei para cima. — Eu não sou inútil. Eu não posso controlar isso. — respirando com dificuldade, eu implorei: — Por favor, me deixe falar com meu irmão. Me deixe dizer a ele... — Dizer a ele o que? Que você está sendo tomada contra sua vontade? — Jethro riu. — Pelo olhar em seu rosto, você parece pensar ~ 74 ~


que eu vou proibir você de ter qualquer comunicação com todos que você se importa. — me deixando ir, ele pegou meu cabelo pesado do meu pescoço, me dando um indulto do calor pegajoso de não se sentir bem. — Ao contrário do que você pensa, eu não tenho vontade de ditar o que você pode e não pode fazer. Torcendo meu cabelo, puxando levemente, ele acrescentou: — Isto pode surpreendê-la, visto que você tem uma opinião tão baixa de mim, mas você pode ficar on-line, manter seu dispositivo móvel, até mesmo continuar a trabalhar se assim o desejar. Eu lhe disse antes, isto não é um sequestro. É uma dívida. E até você entender a complicação total da dívida, eu sugiro que você mantenha o que está acontecendo com você mesmo. Eu não conseguia entender. Eu estava sendo sequestrada, mas foi permitido o acesso a objetos que poderiam me trazer segurança. Não fazia sentido. — Você já tomou a decisão de vir comigo e é irreversível. Você não pode mudar de ideia e você não pode mudar os pagamentos exigidos, então por que fazer os outros se preocuparem em seu nome? — seus olhos brilharam. — Eu sugiro que você se torne boa em fingir se você deseja manter a pretensão de liberdade. Eu não vou parar você de criar preocupação extra e tensão para si mesma. — curvando-se sobre mim, ele sorriu. — Isso só faz meu trabalho mais fácil. Agarrando o nó preto que tinha feito no meu cabelo, eu me afastei dele. — Você é louco. Ele me deu um olhar de lado, remexendo na mochila para pegar um punhado de roupas. Fechando a distância entre nós, ele empurrou os itens em meu estômago. Oxigênio explodiu de meus pulmões com a força. Jethro pulsava com raiva. — É a segunda vez que você questionou o meu estado mental, Srta. Weaver. Não. Faça. Isso. Novamente. — passando a mão pelos cabelos, ele rosnou: — Agora se vista. Hora de ir para casa.

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EU NÃO PODIA FAZER isso. Era como cuidar de uma criança, carente, doente, desobediente. Bryan Hawk, meu pai e orquestrador desta confusão, me garantiu que seria uma simples questão de algumas ameaças e chantagem. Ela virá fácil se você ameaçar os que ela ama. Besteira. A chamada inexperiente costureira tinha sua própria agenda. Sob a menina casta, espreitava uma mulher que era tão desonesta, tão emaranhada e confusa, que era perigosa. Perigosa porque ela era imprevisível. Imprevisível, porque ela não sabia de si mesma. Eu era ignorante sobre como controlá-la. Eu não a entendia. Por exemplo, o que diabos aconteceu na cafeteria? Ela gravitava em torno de mim. Ela lambeu meu polegar quando ela imaginava que era o meu pau. Ela me surpreendeu. E eu não sei lidar com surpresas. Minhas estruturadas regras e agendas não eram algo que tinha espaço para voltas e reviravoltas. A menos que eu fosse o único a criálas. E eu definitivamente não tenho tempo para o meu pau se contorcer e mostrar um interesse na mulher que eu queria torturar e aniquilar. Eu iria ficar duro quando ela estivesse sozinha em minha propriedade e seus gritos ecoariam na floresta. Eu viria com ela amordaçada e suave e me odiando com a intensidade de seus antepassados. Sua dor será a minha recompensa. O fato de ela me deixar duro por ser tímida, mas tão malditamente tentadora era completamente ilícito. Olhei para o relógio. O avião deveria sair em trinta minutos. Faça isso. Você sabe o que você quer. Eu não podia suportar sua presença por mais tempo. Eu não podia responder mais nenhuma de suas perguntas idiotas, ou fingir que não era feroz para lhe ensinar uma lição. Seu tropeção ou desequilíbrio ~ 76 ~


me irritou pra caralho. Sem mencionar seu amor cego em direção a uma família que já não tinha qualquer direito sobre ela. Ela precisava de disciplina e ela precisava agora. Suas mãos estão vinculadas até chegar a sua casa. Se eu tivesse que ouvir mais um implorar, testemunhar outra lágrima, eu ia acabar a matando antes da diversão começar. Nila esticou o pescoço, tentando ler os cartões de embarque em minhas mãos. Flaw, meu braço direito e secretário da irmandade Black Diamonds, já havia feito os check-ins. Juntamente lidando com o transporte da minha nova aquisição, The Little Black Dress, HarleyDavidson, e encenar a cena da fuga no hotel de Nila. Em seis horas precisamente, uma arrumadeira iria encontrar as fotos, notas e itens abandonados, em seguida, as colunas de fofocas iriam espalhar a história como uma doença bem incubada. Nila Weaver encontrou o Amor. Nila dissipa rumores de que ela estava apaixonada por seu irmão gêmeo por fugir com algum aristocrata inglês desconhecido. Meus lábios se curvaram para isso. Eu? Um aristocrata? Se eles soubessem a minha educação. A minha história. Se apenas o pai de Nila tivesse passado os anos que ele tinha tido com ela a preparando para o dia de hoje, a informando de nossa herança compartilhada, então talvez ela não ficasse tão doente. Eu disse a ela a verdade. Vaughn e Archibald Weaver estavam sob monitorização rigorosa. Se eles obedecessem e fossem juntos com o artifício de Nila indo embora por amor, tudo seria harmonioso. Se não - bem, a linha de Weaver seria apagada com a ajuda de uma pistola silenciada. E nós não queremos isso. Afinal, se não houvesse mais Weavers, quem os Hawks iriam controlar? Quem iria continuar a pagar a dívida? Eu olhei para a mulher destinada a morrer pelos erros dos seus antepassados. Ela chamou minha atenção. — Onde você está me levando? — suas bochechas estavam brancas, embora ela devesse estar quente com a quantidade de camadas de roupas que ela usava.

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— Eu disse a você. Para casa. — a palavra riscou seu rosto como facas de trinchar. Casa para mim seria um inferno para ela. Eu deveria ter sido mais compreensivo; eu poderia praticamente ouvir seu coração quebrar; mas eu tinha nascido em uma família onde a emoção era uma fraqueza. Eu me orgulhava de ser forte e inquebrável. A empatia era a queda de qualquer ser humano. A capacidade de sentir a sua dor. O incômodo de viver o seu trauma. Essa capacidade inconveniente tinha sido ensinada a mim quando criança. Lição após lição até que eu abracei o frio. O frio era sem emoção. O frio era poder. Nila respirou, caminhando a alguns passos de distância. Suas curvas foram escondidas em seu novo guarda-roupa, um vestido roxo escuro que chegava até os seus tornozelos, e uma jaqueta jeans. Eu não tinha me permitido realmente olhar para ela. Eu não estava interessado em seu corpo. Apenas o que seus gritos poderiam entregar. Ela era magra. Magra demais. Mas seu cabelo preto era grosso e implorava para ser puxado. Observar ela se vestir na garagem me irritou. Sua insegurança veio como timidez. Puxando o vestido sobre sua saia, era um strip-tease a inversa. As pontas dos dedos tremendo tinha transformado o gelo no meu sangue em uma luxúria que eu não sentia desde que eu roubei a puta do meu irmão e a machuquei. Não demoraria muito para ajustar sua pequena estrutura. Mas, apesar de seu corpo frágil, os olhos dela deram uma história diferente. Ela era profunda. Eu não me preocupei ou me importei quão profundo era. Mas ela me tentou de uma forma que eu não esperava. Uma garota como Nila... bem, não era algo para ser quebrado levemente. Suas complexidades, sutilezas, profundidades e segredos. Cada camada implorava para ser quebrada e destruída. Só uma vez ela estaria diante de mim, despida de sanidade e sonhos, ela estaria pronta. Pronto para pagar sua dívida final. ~ 78 ~


Nila esfregou o rosto, deslocando outra lágrima silenciosa. Aquela única maldita lágrima parou tudo, se congelou sobre o sentimento indesejado de excitação em que o meu futuro reservava. Sua fungada me deu uma camada de obrigação em vez de antecipação. Eu não ia, mas ela não me deu outra escolha. Foda-se. Aproximando-me mais, minha mão abriu para estrangulá-la para dar a ela algo para realmente chorar, mas me contive. Simplesmente. Ela olhou para cima, os olhos vidrados. Forcei um sorriso - um meio sorriso, a deixando acreditar que a lágrima me afetou, oferecendo falsa humanidade. Eu a deixei acreditar que eu tinha uma alma e não iria puni-la por esperança. Esperando que eu fosse resgatável. Ela acreditou. Garota estúpida. Ela permitiu que eu oferecesse meu braço como se fosse algum tipo de consolo e guiá-la do purgatório para o inferno.

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O BAR DO AEROPORTO cheirava a tristes despedidas e lágrimas. Assim como a minha alma. Revirei os olhos. Eu não gostava do tipo de pessoa que Jethro me fazia. Alguém que só via o negativo e era governado pelo medo. Eu sou uma designer premiada. Eu sou afortunada no meu próprio direito. O futuro desconhecido esmagou meu coração, mas era o pensamento de me perder enquanto acontecia que me assustou mais. — Eu preciso de uma bebida. Eu vou trazer uma para você também, — Jethro murmurou. Eu me virei para encará-lo. Grande erro. Eu tropecei para a esquerda, amaldiçoando pela sala de repente estar se inclinando. Minha vertigem não era normalmente tão ruim. Um episódio por dia era a minha regra e não toda cada vez que eu tentava me mover. Uma mão fria agarrou meu cotovelo. — Essa condição que você tem - está realmente me dando nos nervos. O piso firmou debaixo dos meus pés; eu rasguei meu braço de seu aperto. — Me deixe em paz, então. Entre no avião e me deixe em paz. Ele balançou a cabeça, os olhos dourados escurecendo com impaciência. — Eu tenho uma ideia muito melhor. Eu desviei o olhar para a pequena linha de sofás, plantas de plástico tristes e carpetes sujos. Isso não pode estar acontecendo. Tudo parecia surreal. Eu estava no aeroporto com um homem que tinha ameaçado as vidas do meu irmão e pai. Eu estava prestes a subir em um avião com ele. Eu estava prestes a desaparecer. E provavelmente nunca ser encontrada. Não foi racional. Era completamente sem sentido. De repente, uma bebida parecia perfeito. Álcool e vertigem não se misturavam, mas dane-se se eu queria existir em completa dor e horror.

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Jethro apontou para uma cabine ao lado da janela onde grandes holofotes convertiam o mar preto do asfalto em falsa luz do dia, lançando um brilho quente nos aviões prontos para partir. Não me dando uma chance de dizer qualquer outra coisa, ou até mesmo transmitir a minha preferência, ele se afastou, caminhando para o bar. Rápido. Agora. No momento em que ele estava de costas para mim, eu puxei meu celular do bolso da jaqueta. Ele disse que eu poderia mantê-lo. Ele disse que eu poderia falar com qualquer um que eu escolhesse. Ele não tinha dito quando - agora ou quando chegamos à sua ‘casa’, mas eu precisava desesperadamente de Vaughn. Meus olhos ardiam quando eu destravei a tela. Curvando o dispositivo brilhante, eu fiz como meu captor ordenou, indo até a cabine. Digitando o número que eu sabia de cor e praticamente o único número que já liguei, eu respirei fundo. Uma parede se plantou no meu caminho. Uma parede implacável e fria. Minha cabeça se levantou. Jethro cruzou os braços, raiva irradiando de cada polegada. — O que você está fazendo? Engoli em seco; minhas palmas ficaram escorregadias com nervosismo. — Você disse que eu poderia manter meu telefone. Você disse— Eu sei o que eu disse. Eu não pode te parar, mas você ainda precisa de permissão. Eu estou, afinal, no controle de sua vida a partir de agora. — espiando nos meus olhos, ele acrescentou, — Não faça uma decisão precipitada que você não pode desfazer, Srta. Weaver. — seu sotaque Inglês pesou o meu nome em uma maneira estranha. Ele falou como se fosse sujeira. Uma palavra suja contaminando sua boca. Meu dedo pairou sobre o botão de chamada para o meu irmão gêmeo. O único homem para quem eu podia dizer alguma coisa e ele entenderia. Convocando o poder inútil que eu tinha, eu disse: — Por favor, eu posso fazer uma chamada telefônica? Eu não vou ser estúpida. Eu sei o que está em jogo.

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Jethro resmungou sob sua respiração. — Esse é o problema. Você não sabe. Você acha que você sabe. Você acha que tudo isso é uma piada. Você não está entendendo a profundidade do que isso significa, nem vai até que tenha sido educada. Dando um passo, fechando a distância entre nós, ele respirou, — Mas você sabe de uma coisa. Você sabe o que eu vou tolerar. Mentir para mim é outra ofensa que vem com punição rápida. Seja honesta, educada e obediente e seu coração continuará a bater. Eu queria gritar para ele. Sua voz calma era pior do que gritar. Era tão... decente... tão eloquente. Ele fez tudo isso parecer normal. Isso não era. Nada disso era tão normal. — Compreendo. Tenho a sua permissão? — minha mandíbula doeu quando eu rangi duramente, me abstendo do que eu realmente queria dizer. Se eu não estivesse com tanto medo desse psicopata, eu bateria nele. Eu pularia em suas costas e o surraria até que ele sangrasse. Só para ver se ele sangraria, porque uma parte de mim esperava que ele fosse nada além de pedra. Ele franziu a testa. — Bem. Mas eu vou permanecer no alcance da voz para esta primeira conversa. Eu balancei minha cabeça. — Não. Eu preciso de privacidade. Ele sorriu - uma fita fina de emoção. — Você precisa entender - a privacidade é um luxo que você não terá mais. Tudo que você faz a partir de agora será monitorado por mim. Nada vai ser escondido. Tudo deve ser aprovado. Tudo? Uma imagem horrível minha implorando para ir ao banheiro só para ser recusada encheu minha mente. Não só ele tinha me levado por algo que eu não entendia, ele tinha roubado os meus direitos básicos como um ser humano. Eu realmente sou um animal de estimação. A mão de Jethro se estendeu, roubando meu telefone. Não! Ser separado disso fez tudo isso muito real. A aridez da minha situação martelou na minha alma. Olhando para a tela, ele rolou rudemente através de meus contatos. Meus contatos muito limitados. Seus olhos se contraíram, entregando o dispositivo de volta. — Você parece viver em um mundo dominado por homens. Os únicos nomes em suas listas de preferidos ~ 82 ~


são homens, além de uma entrada misteriosa de um Kite007. — ele endureceu. — Se importa de me dizer se essa pessoa é do sexo feminino? De alguma forma eu duvido, visto que é claramente uma referência a ridícula franquia de James Bond. Pegando o telefone, eu disse: — Eu não quero te dizer nada. Me deixe sozinha. Eu vou ligar para o meu irmão. Eu te dei minha palavra de que não poria em perigo o que você está planejando até saber a história completa. Jethro colocou as mãos nos bolsos. Sua camisa creme com pinos de diamante era a epítome da classe. Em uma circunstância comum, eu teria estado honrada e emocionada de ter um encontro com um homem com cabelos grisalhos deliciosamente grossos e um rosto bonito. Eu sempre preferi homens do que meninos. Mas ele tinha que arruinar isso. Ele arruinou tudo. Jethro não se mexeu. Apenas ficou lá. Silenciosamente. Não houve vencedor. Ele não iria levantar a voz ou me atacar para obter o seu caminho - não em público de qualquer maneira - mas sua postura me intimidava até que eu desisti. Olhando para o número aguardando, eu deliberei sobre ligar para V. O que esperava conseguir? Me mataria ouvir a sua voz. Mas e se isso for uma mentira e no momento em que ele tiver você onde ninguém pode ver, ele tomar a única coisa que lhe resta? Eu não podia arriscar. Não se eu pudesse falar com V uma última vez. Travando os olhos no celular, eu apertei o botão ‘chamar’ e segurei o telefone na minha orelha. Não ser concedida qualquer privacidade era horrível. Minhas costas ficaram em linha reta e todos os sentimentos de fraqueza foram enterrados debaixo de falsa força. Não chore. Não. Chore. A chamada deu o primeiro toque. Vaughn nunca me deixou esperando, quase como se ele sentisse que eu estava chamando - empatia de gêmeo nos ligando novamente.

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Merda, e se ele ouvir? E se ele perceber minha infelicidade? Como eu iria impedi-lo de vir para mim – seja lá onde eu estava indo. A voz rouca de Vaughn veio para a linha. — Nila. Me diga onde você está. Eu estou vindo para você. Tex está agindo muito estranho, e eu não estou conseguindo uma resposta direta. Eu suspirei, virando as costas para Jethro, olhando para os aviões logo abaixo. Tantas coisas passaram pela minha cabeça. Eu queria perguntar como meu pai estava agindo de forma estranha. O que tudo isso significava. Mas eu mantive tudo engarrafado. Para ele. Para eles. — Eu estou bem, V, eu... Eu preciso de você. Venha me pegar. Me salve, por favor. — Você não parece bem. Onde está você? No inferno com um monstro. Olhando ao redor do bar, eu dei de ombros. — Eu estou exatamente onde eu preciso estar. Para te manter seguro. — Pare com essa besteira, Threads. O que realmente está acontecendo? Suspirando duro, eu pressionei a palma da mão contra a minha testa febril. Eu odiava mentir. Especialmente para V. — Alguma coisa está acontecendo. Eu estou indo embora por pouco tempo. Um feriado onde eu posso relaxar. Eu devo ser capaz de contatá-lo - se o Wi-Fi e linhas de telefone forem bons. — eu não conseguia parar de divagar. — Hoje à noite realmente colocou uma pressão sobre mim, sabe? Deu tudo tão certo, mas não foi fácil - você viu o quanto eu me dediquei. Eu apenas preciso— O que você precisa é a porra de uma surra. Você não pode simplesmente sair sem falar sobre isso! — Vaughn fez uma pausa, um humff descrente vindo da linha. — Você não pode estar falando sério. Tínhamos planos. Você disse que ia vir comigo quando eu fosse para Bangkok na próxima semana para mais negócios. Reservamos os voos e tudo. Eu não queria ser lembrada de tudo o que eu estava deixando para trás.

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— Me desculpe, mas eu não posso ir. Você tem que confiar em mim e não me empurrar. Basta aceitar o que eu estou dizendo a você eu preciso de algum tempo sozinha, ok? Você vai ser capaz de entrar em contato comigo por telefone e e-mail. — Isso é besteira. — V, por favor. Seja positivo, como você sempre é. Não faça isso dez vezes mais difícil de dizer adeus. — Skype? Eu preciso ver você, Threads. Algo não está certo. Você está escondendo coisas de mim. A ponta de um dedo firme cutucou meu ombro. Jethro sussurrou: — Sem Skype. Eu não sabia como ele ouviu V e não queria perguntar por que o Skype não era permitido. Por que ele não queria que a minha família me visse? Porque quem sabe como você vai parecer como quando isso estiver acabado. O medo que eu tinha sido capaz de manter na coleira de repente me inundou. Eu me mudei para frente, caindo em uma cabine desconfortável. — Threads. Threads? — a voz de Vaughn ecoou da linha. — Maldição, Nila. O que diabos está acontecendo? Suspirando, eu descansei meus cotovelos sobre a mesa. O peso da solidão e depressão se abateu pesadamente. — Eu não sei, — eu sussurrei. O telefone desapareceu de meus dedos. — Olá, Sr. Weaver. Nós nos encontramos antes. Jethro Hawk. — Jethro rosnou, me fazendo desejar que o banco me devorasse. Um fluxo alto de maldições veio através do telefone. Jethro beliscou a ponte de seu nariz. — Não, veja que é onde você está errado. Se você tiver um problema sobre eu desfrutar da sua irmã por um tempo, falar com o seu pai. Por agora, Nila é minha e eu não terei ninguém dizendo de forma diferente. Ele segurou o celular longe de sua orelha por um segundo enquanto Vaughn explodia. Uma sombra furiosa escureceu seu rosto. Jethro agarrou o telefone, rosnando como um lobo raivoso. — Isso não é da sua conta. Vou levá-la. Já estou a levando. E não há nada que ~ 85 ~


você possa fazer. Adeus, Sr. Weaver. Não me faça me arrepender da minha generosidade em direção a sua irmã tão cedo. Ele desligou, me atirando o telefone inútil. — Se você quer um pequeno conselho sobre como sobreviver aos próximos meses, não fale com o seu irmão novamente, a menos que você queira pagar um preço sério. Ele é prejudicial a sua vontade de obedecer e um idiota. Lágrimas brotaram. Eu não queria chorar. Dane-se derramasse líquido mais inútil sobre este bastardo.

se

eu

— Não o chame de, — eu parei no meio da frase. Não havia realmente qualquer ponto em discutir. Ele ia ganhar. Assim como ele tinha ganhado até agora sem uma maldição ou gritaria. Eu sou dócil. Ele estava me controlando sem cabos ou correntes ou maldições. Eu estava sob seu feitiço horrível, ameaçada pela ilusão dele assassinar as pessoas que eu mais amava. Meus olhos se viraram em direção à saída atrás dele. Jethro seguiu o meu olhar. Ele se virou, acenando o braço em direção à tentação de correr. — Você quer sair? Vá. Se você é tão egoísta para deixar outro morrer por você, eu não vou parar você. Um telefonema meu, Srta. Weaver e tudo termina para eles. Eu não me movi, pensando na pesada cruz sobre meus ombros. Como eu poderia me sentar lá e deixá-lo assumir o controle da minha vida? Mas como eu poderia viver comigo mesma se eu fugisse? Ele mataria minha família e não haveria nenhuma direção a correr. Tudo era inútil. Eu me curvei, deliberadamente rejeitando a saída. Jethro chegou mais perto, me aglomerando na cabine. — Boa escolha. Agora sente-se aí, não se mova e eu vou te dar algo que vai tornar isso mais fácil. — ele se virou, mas não antes de eu o ouvir murmurar: — Para mim, pelo menos. Eu esperei até que ele voltasse do bar, sorrindo para a garçonete, antes de abrir uma nova mensagem. Minhas mãos tremeram, balançando o telefone, mas eu não iria parar. Ele pode não me deixe falar com pessoas que eu amo, mas as

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pessoas que eu odiava não importava. A única pessoa que me levou a esta confusão poderia ser a minha única esperança de sobreviver. Se ele me perdoasse. Needle&Thread: Kite, eu não faço isto de ânimo leve, mas a minha vida tomou uma certa mudança e... bem, eu gostaria de ser capaz de mandar uma mensagem se isso piorar. Sinto muito por er extrapolado. Eu não vou dizer mais nada... por favor. Eu preciso ser capaz de falar com você, se eu precisar. Eu pressionei enviar, me odiando de quão fraca eu soei. Ele não iria entender a força e a coragem que eu tinha juntado para escrever isso ou entrar no meu papel de dócil. Mas eu precisava de alguém - um amigo. E a parte triste da minha vida era - eu não tinha nenhum. Descansando meu telefone em cima da mesa, eu olhei sem ver para fora da janela. Lágrimas tentaram me levar como refém de novo, mas eu enrolei minhas mãos, cravando as unhas longas em minhas palmas. A dor me deu uma distração, me deixando aparentar tranquilidade no exterior. Jethro tomou seu tempo, falando baixinho para a garçonete cheia de botox. Eu queria que ele fosse esquecer tudo sobre mim para que eu pudesse me esgueirar para fora da porta e nunca mais voltar. Meu telefone tocou. Eu nunca esperava por mais nada na minha vida quando eu li a nova mensagem. Kite007: Me entenda quando eu digo que eu não perdoo ou esqueço de ânimo leve. Mas eu aprecio a sua mensagem e não posso negar que você tem me intrigado. Você quase me faz querer saber o que mudou na sua vida para lhe fazer rastejar de volta para mim. Eu não sou um idiota para saber que deve ter sido algo muito grande depois do que dissemos um ao outro. Eu vou deixar você me enviar uma mensagem e responder com uma condição. Não havia mais nada. Olhando para Jethro, ele estava de costas para mim à espera de seu pedido. Ainda havia tempo. Assim espero. Eu rapidamente enviei a Kite uma mensagem de volta. Needle&Thread: Eu aceito. Seja qual for a sua condição.

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Por favor, me dê alguém para conversar. Não importa o quão enigmático e superficial isso fosse, eu precisava disso. Muito. Kite007: Sem detalhes. Eu vou responder, desde que as suas mensagens não me faça me importar. Você tem o homem errado se você quer simpatia. Eu queria dizer a ele para ir se ferrar. Que não valia a pena. Mas eu engoli meu orgulho, assim quando Jethro colocou uma única dose de licor branco na minha frente. — Para quem você está mandando mensagem, pare. Olhando para seus olhos insensíveis, joguei uma cortina de cabelo sobre meu ombro. No meu primeiro, mas definitivamente não o último ato de desafio, eu digitei uma única palavra. Uma palavra que me deu um amigo superficial que não se importava se eu vivesse ou morresse. A única pessoa que eu tinha deixado. Needle&Thread: Feito.

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EU TENTEI. Se alguém perguntasse, eu poderia dizer a verdade. Eu tentei ser um cavalheiro. Mas quem diabos eu estava brincando? Meus modos tinham uma data de validade e Nila me empurrou longe demais. A guiei para longe do bar, através do terminal e pela segurança. Seu braço ficou laçado com o meu, submissa, obedientemente me seguindo como um bom animal de estimação. Seus pés deslizavam em chinelos, seus olhos escuros vidrados, mas conscientes. Tinha sido muito fácil. Quebrei a minha palavra dissolvendo o comprimido em sua bebida. Eu disse que não iria sequestrar ou drogála - mas isso foi antes dela mostrar alguma determinação no café e de ter a porra da audácia de me pedir alguma coisa. Sexo? Ela de bom grado queria algum tipo de conexão sem sentido comigo? Isso me irritou. Eu olhei para frente para tirar isso dela. A vontade. O desejo. Despindo sua escolha antes de tomar o que ela não queria dar. Você ainda pode. Eu só tinha algum trabalho pela frente. Eu tinha sido muito compassivo. Muito gentil. Era hora de fazer a minha presa entender completamente o pesadelo que ela tinha entrado e acabar com as estúpidas fantasias que ela estava entretida. E eu não conseguia pensar em seu irmão sem querer socar algo. Eu não deveria ter sido tão brando. Eu não me importo com quem ela conversa, com tanto que ela permanecesse minha para atormentar. Mas ele, ele poderia arruinar tudo. Os homens Weaver tinham sido uma constante dor na bunda desde que os Hawks começaram a tomar suas mulheres. A guerra havia estourado. Vidas foram perdidas em ambos os lados. Mas vencemos. E continuaríamos a ganhar, porque eles foram covardes e nós fomos fortes. ~ 89 ~


Nila não disse uma palavra enquanto eu a guiava pela ponte aérea e para o avião. Para uma estranha, ela parecia perfeitamente normal. Talvez um pouco cansada e desorientada, mas satisfeita não do jeito angustiada. Essa era a maravilha desta droga em particular. Externamente, ela desempenhava o papel perfeito. Internamente, eu não tinha ideia, nem me importava com o que ela sentia. Não era problema meu se ela via tudo o que acontecia. Sua mente estava desimpedida, mas todo o controle dele foi roubado. E não havia nada que pudesse fazer sobre isso. Ela lidou com a vertigem diariamente, isto não era diferente. Eu tinha tomado sua habilidade com a ajuda de uma simples química. Na verdade, eu era mais amável do que a vertigem, porque eu dei a ela algo para agarrar. Acariciando a mão dela que descansava no meu antebraço, eu a guiei pela classe executiva. Apontando para o assento da janela, eu esperei até que ela se sentou pesadamente, então a afivelei. Sua respiração permaneceu baixa e regular, mas quando eu me sentei ao lado dela, peguei a sua mão e guiei seu rosto ao meu, eu vi a verdade. Ela sabia. Tudo. Perfeito. É hora de começar. Afastei o cabelo preto de seu pescoço e sussurrei, — Eu devo te avisar uma coisa. — meus dedos correram nos fios sedosos e eu me aproximei para que eu pudesse sussurrar a ameaça. O silêncio era aterrorizante. Sussurros eram petrificantes. Mas as ameaças mal faladas eram as piores. — Tenha medo de mim, Srta. Weaver. Tenha medo porque sua vida agora é minha e eu sou o mestre de tudo o que acontece com você. Mas saiba disso... Não sou só eu que você terá que temer. Seu peito continuou a subir e descer, sem soluço ou recuo. Mas os olhos dela lutavam contra a droga ingerida contra sua vontade, lutando para quebrar a superfície e não se afogar. — Há outras. Muitas outras pessoas que têm o direito de me ajudar a garantir que a dívida seja totalmente reembolsada. Em última análise, elas têm que pedir permissão a mim. Mas há exceções para cada regra.

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Recostando-me no assento de couro, eu sorri. — Lembre-se do que eu disse e você pode sobreviver. Minha boca disse uma coisa, meus olhos outra. Lembre-se que você ainda vai morrer. Ela ouviu a verdade, assim como minha mentira. Seus dedos se contraíram, sua boca se separou, mas as drogas eram mais fortes do que o seu terror. Ela estava inerte, enquanto no interior ela estava gritando. O silêncio era uma sinfonia para os meus ouvidos.

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A SUV PRETA QUE EU tinha sido enfiada no aeroporto parou debaixo de um arco enorme. Uma entrada, tão típica de grandes propriedades ricas na Inglaterra, aparecia acima de nós. Através do teto de vidro do carro, eu vi o mesmo escudo que ostentava nos painéis das portas do veículo onde eu estava. A iluminação se tornou brilhante quando um raro monumento – era ostentado como um tapete de boasvindas como muitas mansões tinham neste país historicamente rico. Enormes arabescos com quatro falcões circulando um ninho de mulheres caídas davam boas-vindas, completando com um grande diamante brilhando no centro. Isso gritava caça, violência e vitória. Eu teria estremecido se eu tivesse a capacidade de me mover. Quantas das mulheres caídas viveram o que eu estava prestes a viver? Quantos sobreviveram? Nenhuma delas. Agora eu sabia disso. Eu sabia o que meu futuro reservava. Eu tinha gritado, me enfurecido e uivado ao lado Jethro no avião. Minha garganta sangrou de gritar. Meu coração queimou por implorar. Mas ele não tinha ouvido um gemido por causa da droga que ele tinha usado para me dominar. A viagem tinha rasgado meu coração em pedaços. Cada passo que eu dava, eu lutava para quebrar o feitiço que ele tinha me colocado. Cada vez que eu respirava, eu lutava para falar. Se eu tivesse o poder da fala, eu teria gritado que tinha uma bomba. Eu teria sido presa e teria uma revista completa do meu corpo, todo para fugir da retenção inegavelmente possessiva de Jethro. Toda a minha ruína e dizimação foram feitas em silêncio absoluto. E o desgraçado ficou ali sentado, segurando a minha mão, apontando para a aeromoça quando ela disse que éramos um casal muito elegante. Ele me deixou dissolver na miséria. Ele lambeu minhas lágrimas não derramadas e eu tinha visto um vislumbre do monstro que eu tinha dado a minha vida. Milhares de pés acima da terra e eu tinha

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testemunhado o frio cavalheiro em algo parecido com um amante feliz. Alguém que tinha ganhado do jeito dele. — Bem vinda em casa, Srta. Weaver. — Jethro sussurrou em meu ouvido. Eu tentei me afastar de sua boca, me espremendo contra a porta, mas a droga maldita me manteve trancada ao lado dele. Pisquei, soluçando internamente, externamente uma boneca de porcelana perfeita. Tudo tinha sido roubado. Meu senso de toque, capacidade de falar, os músculos necessários para me mexer. Um homem em seus vinte anos apareceu de um grande pilar do Vestindo preto como um vampiro no Halloween. Jethro endureceu. arco2.

O homem abriu a porta da frente, deslizando para o banco e acenando para o homem idoso que dirigia. — Clive. O motorista acenou com a cabeça, segurando a alavanca com a mão deformada e se engajando no carro mais uma vez. Ele não tinha dito uma palavra desde que nos pegou no aeroporto de Heathrow. Talvez ele não tenha uma língua? Jethro e sua família provavelmente a arrancaram para proteger seus segredos sádicos. Nós avançamos para frente, trocando a suave iluminação de um logotipo de um falcão3 gravado na profunda escuridão da floresta. Olhei pela janela para o breu. Da Itália para a Inglaterra, de uma hora para outra. O motor ronronou, na sequência de uma curva da estrada pitoresca através da floresta densa.

2

Esse arco que ela fala é algo assim:

O logotipo da família é um falcão, porque o sobrenome deles é: hawk, que na tradução é falcão. 3

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Eu queria correr. E gritar. Eu queria tanto gritar. Jethro fez uma careta quando o recém-chegado torceu em seu assento, sem jeito diante de nós. Eu lutava para distinguir seus traços graças à escuridão, mas os faróis altos do SUV lançavam sombras suficientes para ver. — Jet. — ele fez uma saudação simulada. Jethro fez uma careta. — Daniel. — Ela? — o homem arrastou seus olhos dos meus lábios para os meus seios e para as minhas mãos recatadamente colocadas no meu colo. — Ela parece uma Weaver. Jethro suspirou, soando aborrecido e irritado. — Obviamente. Daniel estendeu a mão, agarrando o meu joelho. Seu toque enviou arrepios de repulsão sobre mim, mesmo através do algodão do meu vestido. Eu senti isso. Prendi a respiração. Sentir o tato foi o primeiro sinal que a droga estava perdendo ação. Eu sabia quando Jethro me tocou por causa da pressão de seus dedos. Eles agiram como um castigo, uma coleira e um lembrete de que a minha vida era dele. Mas até agora eu não tinha sido capaz de sentir a temperatura ou a textura. Nem frio nem quente. Suave ou macio. Mas agora eu podia. Isso está desaparecendo. Eu esperava que a alegria não aparecesse no meu rosto. Se eu pudesse me mover, eu poderia escapar. Oh, Nila. Não seja tão estúpida. Minha alegria fracassou tão rapidamente quanto tinha chegado. Não haveria escapatória. Era ainda outra coisa que eu sabia exatamente por que Jethro não estava dizendo. Eu aprendi uma coisa no voo curto até aqui. Seu silêncio me disse mais do que qualquer parte dele. Seu silêncio gritou alto demais para ser ignorado. Eu já estava morta. Meu último suspiro estaria ligado apenas à rapidez com que ele se cansasse de seu novo brinquedo. Mantendo minhas emoções enterradas, eu olhei fixamente para o homem que se atreveu a me tocar. Seus lábios puxaram para um ~ 94 ~


sorriso cruel. Seus dedos apertaram até que cada polegada de mim queria se afastar. Jethro se ajeitou, o deixando me tocar. O nariz de Daniel era um pouco torto, o rosto mais cheio, mas mais suave do que o corpo de Jethro, mas não havia como negar a semelhança familiar. Jethro era uma pedra fria com contornos nítidos, voz grave e personalidade imponente, enquanto o irmão mais novo tinha mais animação. Se não fosse a ganância brilhando em seus olhos, eu teria preferido ele. Mas, apesar de Jethro ter o exterior em granito e polidez, eu sabia no meu coração que eu estava melhor sendo seu brinquedo do que com este novo Hawk. Havia algo faltando dentro dele. Uma alma. Com um sorriso de escárnio, o homem correu a palma da mão para cima até a minha coxa, ajuntando o material do meu vestido. — Devo dizer que você está muito bem comportada. — ele cavou suas unhas em minha pele delicada, somente a uma pequena distância da minha virilha. — Você não vacilou. — sua mão esquerda de repente deixou a minha coxa, se conectando com um barulho de uma bofetada alta na minha bochecha. A força do seu ataque enviou meu corpo inútil caindo em Jethro. — Você não chora. Meu rosto ardia e pulsava, fazendo meu coração disparar. Eu apertei meus olhos, desejando que o sentido do tato não tivesse retornado. Eu não queria a dor. Eu não queria nada disso. Jethro grunhiu, me empurrando na posição vertical com um empurrão áspero no meu ombro. — Ela não é normalmente assim. Não foi possível calá-la, ou parar suas perguntas intermináveis. Então eu a droguei. A sobrancelha do homem se levantou. — Com o que? — seus olhos deslizaram sobre o meu peito e ele colocou a mão na minha perna. Empurrando meu vestido para fora do caminho, ele avançou mais e mais alto e mais alto sobre a pele nua. Eu queria me enrolar em uma bola e chorar até me afogar em lágrimas. Eu queria esquecer este pesadelo. Mas a droga me manteve sentada, afetada, ou seja, um brinquedo perfeito para brincar.

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Há outras. Muitas outras pessoas que têm o direito de me ajudar a garantir que a dívida seja totalmente reembolsada. A sentença tinha sido repetida na minha cabeça desde que Jethro sussurrou no avião. Era por isso que ele permitiu que seu irmão me maltratasse? Eu seria dada a ele para fazer o que quisesse? Por favor, Deus. Por favor, não deixe que isso aconteça. Eu tinha força suficiente para permanecer fiel a mim mesma e sobreviver a um homem. Mas vários? Eles me rasgariam em pedacinhos e me arruinariam até mesmo para a morte. Jethro enfiou a mão ligeiramente maior e muito mais assustadora na minha outra perna, me apertando com força. Seu toque machucava, queimando minha pele exposta como gelo seco. — Eu dei a ela Pó de Diamante. O toque vil de Daniel parou bem quando as pontas de seus dedos roçaram a virilha da minha calcinha. Me sentei congelada, cada parte de mim cantarolando com horror. — Pó de Diamante? Merda, Jet, esse material não terminou de ser testado. Você sabe que Cut não autorizou ser vendida ainda, muito menos ser usada em público. E se ela tivesse uma convulsão? Como você teria explicado? Que ela não é nada e merecia morrer? Você não podia. Você iria acabar na prisão, porra. Meu coração trovejava. Isso não só tinha roubado minha mobilidade, corria o risco de me matar. O temor cresceu novamente, queimando as drogas pouco a pouco. Mesmo com o conhecimento de que eu teria que viver através de incontáveis horrores antes que meu tempo acabasse, eu estava feliz por eu não ter tido uma convulsão. A morte era tão definitiva. Enquanto eu respirasse, eu poderia encontrar alguma maneira de sobreviver. Você diz isso agora. Meu limiar de dor não tinha sido testado. Eu não tinha guia de quão forte eu permaneceria ou quão preciosa a minha vida seria quando eu não quisesse mais viver. Jethro deu de ombros. — Se ela morresse então a dívida final teria sido paga, mais cedo ou mais tarde. — olhando para mim, ele acrescentou: — Eu admito que esteja levando mais tempo do que eu pensei para deixar o sistema dela. Mas isso fez um bom trabalho a calando-

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Seus dedos viraram para pinças. — Veja como é agradável o silêncio, Srta. Weaver? Eu fiquei imóvel sob seu toque, mas meu coração voou com o terror, queimando o congelamento residual, me deixando à mercê de reações. Cada segundo que a droga enfraquecia, apenas significava que eu tinha que trabalhar duro para mantê-lo engano que eu ainda era sua prisioneira. O dedo de Daniel avançou ainda mais. Seus olhos presos nos meus enquanto ele tocava meu clitóris através de minha calcinha. Seu toque era terrivelmente quente, invasivo e nojento. Eu queria mordê-lo no maldito nariz. Mas eu simplesmente fiquei lá. E morri um pouco. Eu fiquei lá, porque eu não tinha uma maldita escolha. Não. Engoli em seco, bebendo as lágrimas e lutando arduamente para não serem derramadas. Não pire. Eu não poderia me deixar ser sugada pela tristeza inútil. Eu nunca iria agarrar minha saída. Eu nunca estaria pronta para lutar. E eu queria dizer pare. Minha vida pode ser destinada à extinção, mas eu queria ser a última Weaver que os Hawks tomaria. Pelo menos eu não tenho filhos. Uma vez que eles me matassem, não haveria mais mulheres Weaver. Oh, meu Deus. Até Vaughn ter filhos. O punho em torno de meu coração se apertou até a tontura fazer o carro girar. Daniel me arrancou violentamente. Ele sorriu, cada parte de mim. — Ela Certeza que você não pegou

do meu horror, esfregando meu clitóris arrastando seu toque repulsivo, violando parece mais jovem do que vinte e quatro. a irmã mais nova em vez disso?

O que! Eu sacudi, sugando uma respiração. Me esqueci de fingir que as drogas ainda me mantinham prisioneira. Uma irmã? Impossível.

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Ela nos deixou. Minha mãe poderia ter tido outra vida, outra existência que eu não sabia? O pensamento pulverizou meu coração. Não só ela tinha uma família - nos separando quando a dívida veio para ela - mas ela impensadamente tinha dado vida à outra menina? A cabeça de Jethro estalou em minha direção, seus olhos castanho-claros piscando na escuridão. Eu fiquei como parada tanto quanto possível. Meu suspiro foi o primeiro som que eu tinha feito desde o bar. Desde que fiz um acordo com Kite para não deixá-lo se importar e a última conversa que tive com meu irmão por sabe quem quanto tempo. Jethro se inclinou para o meu pescoço, sussurrando: — Vejo que você a combateu. Eu vejo que você ganhou. Você não pode esconder nada de mim. — afastando-se, seus olhos se estreitaram. — Seria bom você se lembrar disso. Não me dê um motivo para feri-la tão cedo. Olhando para o seu irmão, ele murmurou, — Ela é a pessoa certa. — seus dedos cerraram e relaxaram na minha coxa. Em um movimento relâmpago, ele pegou o pulso de Daniel e puxou seus dedos sondando o meu núcleo. — Ela é a pessoa certa e é minha. Chega. Eu não conseguia parar o suspiro de alívio. Apenas outro homem tinha me tocado lá. Apenas um menino tinha me visto nua e tomado a minha virgindade. Eu nunca pensei que eu estaria em uma situação onde eu seria forçada e por uma fração de segundo eu estava grata por Jethro interrompê-lo. — Eu posso tocá-la se eu quiser. Merda, eu posso transar com ela também. — Eu não disse que você não podia. Eu apenas disse... chega. — ele mordeu a palavra em pedaços. Afiado, mortal, impiedoso. Daniel arrancou seu braço do aperto de Jethro. — Bem. Mas não se iluda pensando que ela é apenas sua. Ela não é. Ela pertence a todos nós. Há outras. Muitas outras pessoas que têm o direito de me ajudar a garantir que a dívida seja totalmente reembolsada. — Não. Mas ela é minha até que eu diga que você pode tê-la. Hierarquia, irmãozinho. Você sabe como receber obras de caridade.

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— Vá se foder, Jet. — apontando o dedo para o rosto de Jethro, ele disse: — Cut mudou algumas coisas hoje à noite no Gemstone. Ele está me nomeando VP, me dando a sua função. Jethro se acomodou na cadeira, seus ombros largos esbarraram nos meus. — Se você acha que ele fez isso nas minhas costas, você está enganado. Eu pedi tempo. Cut foi mais do que feliz em concedê-lo. Afinal de contas, eu sou o filho primogênito de um Hawk. Ela é a filha primogênita de um Weaver. Há coisas mais importantes em minha agenda para o futuro próximo. Meu cérebro nadou. Tudo o que eles disseram soava enigmático e mergulhado em código. Cut? Era um nome? Gemstone? Parecia um lugar, mas isso não fazia sentido. — Você sempre se achou melhor do que eu. Mas você verá como é que se extrai uma dívida de carne quando chegar a minha vez. — Daniel estreitou seu olhar, saltando de seu irmão para mim. Rangi os dentes enquanto fechava meus olhos, tentando ficar invisível. Tanto quanto eu odiava Jethro, eu teria certeza de permanecer em suas boas graças tanto tempo quanto possível. Daniel estendeu a mão e deu um tapinha no meu joelho, ignorando o olhar gelado de Jethro. — Aproveite o seu tempo com o meu irmão, porque quando você for minha... satisfação não vai ser algo que você vai sentir. Jethro se sentou para frente, seu terno farfalhando contra o estofamento de couro. Em sua assinatura aterrorizadora de tranquilidade, ele disse: — Se você atrapalhar meu trabalho antes de eu terminar, sangue ou não, você vai pagar o preço. Os dois homens se olharam furiosamente. Eu não conhecia nenhum deles, mas o ar brilhava com conflitos passados e hostilidade insinuando que este impasse não era nada novo. — Você não é intocável. — Daniel assobiou. — É melhor vocêJethro balançou a cabeça, os olhos escuros como âmbar. — Pare. Não há nada melhor que eu faço. Papai não te escolheu. Ele não escolheu você. — a mão dele subiu, casualmente verificando suas unhas. — A vida recompensa aqueles que o merecem. E você não merece. Jethro estava calmo, agravado com o temperamento feroz como um redemoinho logo abaixo da superfície. A atmosfera engrossou, ~ 99 ~


mudando a irrespirabilidade do interior do carro até que eu me engasguei com a vontade de fugir. Daniel tremia com violência. Clive, o motorista, não abrandou, continuando durante a noite como se a rivalidade entre irmãos e dívidas extraídas da miséria humana fosse comum. O suave balanço do veículo não fez nada para aliviar a raiva entre Jethro e Daniel, mas cada girar da roda ajudou a desfazer a nebulosidade em que eu existia pelas últimas horas. O fato de que eu estava presa entre dois machos que podiam explodir a qualquer segundo ajudou a banhar o meu sistema com adrenalina, dando um pontapé inicial mais uma vez no meu coração, me arrastando para a superfície de ser dona do meu próprio corpo, mais uma vez. Drenando a droga pesada. Eu não presenciei o que fez Daniel ceder - Jethro não se moveu mas ele rosnou uma maldição, então girou em seu assento para olhar para fora do para-brisas. Eu segui a sua atenção, prendendo a respiração no brilho suave à distância. Se esse era o nosso destino, era gigante. A residência iminente quebrando a escuridão com falsa cordialidade e boas-vindas. Minha nova casa. Meu novo inferno. Meu fim. — É chamado de Hawksridge Hall. Dê uma boa olhada, porque é o último lugar que você vai viver. — Jethro murmurou. Agarrando um punhado de meu cabelo, ele me puxou para mais perto. Seu hálito quente desapareceu no meu vestido, me fazendo tremer. — Hawksridge tem sido da nossa família há incontáveis gerações. Uma fortuna que construímos a partir do nada. Ao contrário de você, nós não nascemos privilegiados. Nós ganhamos a nossa riqueza. Merecemos os títulos concedidos e é hora de te mostrar o que tivemos que fazer para conseguir isso. Seu dedo envolveu mais apertado, queimando meu couro cabeludo. — Para dissipar qualquer pensamento de fuga, há mais de mil hectares de terra. Você nunca encontrará o caminho para a fronteira. Você está presa. — seus lábios pastavam sobre a minha mandíbula. — Você é minha. — mantendo os dedos entrelaçados no

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meu cabelo, ele reclinou, puxando meu pescoço em um ângulo desconfortável. A tristeza que eu tinha lutado tão bem estava aumentando novamente. Não haveria barras na minha gaiola, ou pelo menos eu não achava assim, mas havia uma cela fortificada nos bosques, lagos e colinas. Eu não estava livre. Eu não sabia qual era o norte ou o sul. Mas você corre. Eu era rápida. Eu tinha resistência. Se a oportunidade viesse, eu não hesitaria em colocar a minha obsessão em funcionamento e usar. Até você cair e quebrar suas pernas graças ao desequilíbrio. Meu ombro rolou. Não só eu estava presa por uma família maníaca, mas eu estava tropeçando de vertigem. O carro continuou mais e mais fundo. Toda vez eu perdia todo o senso de direção e sabia que nunca iria encontrar o portão sem um milagre. Respirando fundo, eu olhei para as minhas mãos no meu colo. Eu desejei que a sensação voltasse. Ela se contraiu, retornando à vida como uma picada de alfinetes e agulhas. Elas caíram do meu colo involuntariamente quando nós saltamos sobre uma grelha de gado. Jethro franziu os lábios, olhando para o meu membro infrator no assento ao lado dele. Seu olhar se perdeu do meu braço para o meu peito. Eu respirava mais rápido pelo olhar calculista em seus olhos. Desenrolando os dedos do meu cabelo, ele os arrastou no meu pescoço, ao longo da minha clavícula, em meu ombro e pelo meu braço. — Meu irmão foi o primeiro a tocá-la lá embaixo, mas eu vou ser o primeiro a tocá-la aqui. — sua mão patinou em frente ao meu peito, apertando ao redor do tecido sensível. O algodão macio do meu vestido não fez nada para me proteger do frio do seu aperto. — Você parecia querer a minha atenção no café. Não diga que eu nunca lhe dei nada. — seu dedo beliscou meu mamilo, o rolando dolorosamente. Não havia nada de sexual sobre sua punição só de castigo.

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Desistindo da pretensão de estar sob a influência de tudo o que ele tinha me dado, eu apertei meus olhos, engolindo um gemido. Ele torceu meu mamilo novamente, passando de humilhante para o limite doloroso, mas o que tornou pior foi que eu queria que ele me tocasse lá. Eu teria de bom grado dormido com ele apenas algumas horas antes. Antes que eu soubesse do animal dentro do homem culto. — Você está muito magra. Eu prefiro mulheres com mais... corpo do que o seu. — ele sussurrou, tocando meu outro pequeno seio. — No entanto, a sua pequena estatura pode vir a ser uma bênção com algumas das coisas que eu planejei. — ele me apertou novamente, virando meu mamilo como um saca-rolhas. Eu vacilei, franzindo a testa contra a dor. Ele riu. — Eu sabia que estava passando. — o toque dele virou de doloroso para excruciante. Mordi o lábio, mal segurando um grito. — Na hora certa. — deixando meu peito, ele capturou minha mão, ligando seus dedos gelados aos meus. Não havia nada de romântico ou preocupação com Jethro segurando minha mão, era um puro lembrete que eu não tinha nenhuma chance no inferno de ficar livre. Vaughn. Tex. Eu queria tanto falar com eles. Implorar por resgate. Mas eu já não podia ser a mulher que eu tinha sido. Eu não poderia ser o burro de carga que culpava os outros pela minha infelicidade. Eu tinha aceitado a lei de meu pai à moda antiga sobre não ser permitida um encontro, porque com toda a honestidade, eu não estava pronta. Eu nunca estaria pronta. Porque conhecer alguém significava a possibilidade de me apaixonar. O que significava a pior dor imaginável quando eles fossem embora. Se Jethro tinha feito alguma coisa, ele tinha me feito um favor. Eu jamais iria querer uma companhia masculina novamente. Se eu pudesse voltar para minhas máquinas de costura com nenhuma outra companhia, além do meu gêmeo, eu ficaria feliz, eternamente grata, e viveria o resto da minha vida em paz. Puxando minha mão de seu colo, Jethro murmurou, — Eu quis dizer o que eu disse no avião. Faça a sua parte e você vai viver para ver outro nascer do sol.

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Algo estalou por dentro como se a droga de repente soltasse o seu poder sobre mim, juntamente com tudo o que eu estava tentando evitar. As lágrimas, os medos, a constante preocupação do que estava por vir. Tudo desapareceu. Eu não poderia me dar ao luxo para drenar a minha energia com perguntas inúteis. Jethro disse que eu poderia trabalhar. Eu pretendia me afogar em tecido e continuar projetando o meu próximo desfile. Eu iria fingir que meu mundo não tinha se tornado um pesadelo cheios de monstros e bloquearia minha mente em um lugar onde fosse seguro. Banal era seguro. Rotina era seguro. Eu queria criar uma sala de costura no fundo da minha alma e garantir que ninguém – incluindo as inúmeras atividades que Jethro tinha planejado - poderia me arruinar. E falar com Kite. Meu coração bateu. Ele não era um ouvido bom simpático para chorar. Mas eu estava feliz. Eu não queria alguém para acariciar minhas costas e me fazer sentir pior com compaixão. Eu precisava de alguém com quem eu pudesse falar, me animar, continuar indo e nunca afundar na escuridão. Kite não sabia ainda, mas eu planejava usá-lo como meu barômetro de vivacidade. Se eu pudesse reunir a energia de flertar e conversar e fingir que estava tudo bem, eu teria a força para continuar. No momento em que o usei como uma saída para purgar o que quer que Jethro faça comigo, eu saberia o que eu precisava para voltar e me centrar e cavar mais fundo para permanecer eu mesma. Jethro soltou a minha mão, a jogando para longe, quase violentamente. Eu respirei um suspiro de alívio, então endureci enquanto seus dedos travaram em torno da minha coxa. Sussurrando asperamente, ele disse: — Continue a ver o horizonte, Srta. Weaver. Você está prestes a ver sua nova casa. — sua mão subiu minha perna, seguindo o mesmo caminho que seu irmão tinha feito, congelando minha pele exposta com seus dedos frios. — Não tire os olhos do para-brisas. Se comporte e eu vou ter certeza de que você tenha um lugar quente para dormir esta noite. Se você me decepcionar, você vai dormir com os cães. Mordi o lábio, meus olhos abrindo. ~ 103 ~


Dormir em um canil? Merda, Nila. Você não poderia ser mais estúpida. Todo esse tempo eu tinha me preparado para pagamentos sexuais - impostos corporais e atenção indesejada – mas na realidade, eu não tinha parado para pensar sobre o essencial da vida. Havia muito mais que Jethro podia fazer comigo do que atormentar meu corpo. Ele podia me privar de comida. Ele poderia me impedir de dormir. Ele poderia me fazer viver na miséria e sofrer com doença após doença. Daniel ficou virado para frente, nos ignorando. Arrisquei a minha primeira pergunta desde o bar do aeroporto. — Você não vai só me usar. Não é? — minha voz soou estranha depois de não falar por tanto tempo. Jethro parou, seus dedos se contorcendo em minha coxa. — Tão ingênua. Você é pior do que um animal de estimação. Você é como uma criança. Uma menina sem amor que não sabe nada do mundo grande e mau. — respirando superficialmente, sua mão se moveu mais e mais alto. — Pena que eu não me excito com meninas. Pena que você não me deixa duro, minha Weaver sem amor, ignorante. Então você poderia ter sido prisioneira na minha cama. Na nossa frente, os faróis do carro iluminavam uma calçada. A floresta parou, dando forma de cerrado em uma enorme extensão de gramado bem cuidado e uma grande fonte oval. Aves de rapina foram substituídas por anjos e belas donzelas, suas garras dançando em cima do jato de água. A mão de Jethro queimava, nunca parando seu ataque lento. Meu coração mergulhou, tirando a dor do meu peito enquanto o pânico substituía meu sangue. Eu quis o contato sexual por tanto tempo, mas não assim. Não forçado. Não sem necessidade. O carro diminuiu a velocidade, contornando ao redor da fonte. Viramos à esquerda, seguindo o caminho da calçada. E foi aí que eu vi. A monstruosidade que era a minha chamada nova casa.

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Surgindo como torres monolíticas e fortificadas estilo Francês, estava a mansão. O chão se tornou cascalho sob os pneus, silvando contra os painéis de metal. Os dedos de Jethro subiram, exigindo que eu prestasse atenção em tudo que ele fazia. — Bem-vinda ao Hawksridge Hall, Srta. Weaver. Vai ser um prazer entreter você como minha convidada. — a frase me enrolou como um laço. Meus olhos se fecharam enquanto seus dedos tocavam meu núcleo. Firme, inflexível, ele me segurou através de minha calcinha, enviando tempestade ao meu ventre com seus dedos vis. Mordi a língua, o odiando. Me odiando. Odiando tudo a ver com dívidas, vinganças e rixas familiares. — Isto é o que você queria, não é? — Jethro sussurrou, pressionando cada vez mais, forçando a costura da minha calcinha na minha buceta sensível, inexperiente. Tudo em mim cerrou, repelindo suas ações terríveis. Eu abri meus olhos. — Não desse jeito. — soltando a minha voz, eu fechei os olhos nos dele. — Por favor, não desse jeito. O carro balançou com a parada. Daniel olhou por cima do ombro, seu olhar caindo para a posição flagrante da mão de Jethro entre as minhas pernas. Ele sorriu. — Bemvinda à família. Não sei o quanto lhe disseram sobre nós, mas esqueça de tudo. — seus dentes brilharam na luz da mansão. — Somos muito pior. Jethro me acariciou, descendo para onde a seda da minha calcinha diminuía, pressionando um pouco contra a minha entrada. — Ele está certo. Muito pior. Estremeci quando o seu dedo entrou em mim. O jeito sem pressa e controlado que ele me tocou torceu a minha mente. Sua violação era diferente do seu irmão. Ainda não queria, mas, pelo menos, era mais facilmente tolerada. Ele era o diabo que eu conhecia. Não o diabo que eu não conhecia. De uma forma mórbida, fez Jethro meu aliado ao invés de tormento. — Vou aguardar ansiosamente até nos encontrarmos novamente, Weaver. — com outro sorriso, Daniel empurrou a porta e desapareceu.

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O dedo de Jethro bombeou dentro de mim, mas eu me recusei a dar a ele qualquer reação, nem aborrecida, nem arrependida. Sentada com as minhas mãos fechadas, eu perguntei, — Por que você está fazendo isso? Jethro riu. — Sua última pergunta. E agora que estamos em casa, você está prestes a entender. — removendo a mão, ele abriu a porta do carro e saiu. Todo o sangue do meu corpo correu entre minhas pernas, quase como se cada molécula precisasse de alívio da forma quente, fria, tentadora, vil que ele me tocou, procurando limpeza. Ele parecia tão elegante em seu terno cinza escuro, tão refinado com o brilho de diamantes em sua lapela. Por que alguém tão horrível é tão bonito? Não era justo. Ironia cruel da natureza. Nas selvas, aves morriam por serem atraídas para o brilho de flores carnívoras. Nas florestas tropicais, cobras e onívoros sucumbiam a sapos crivados de toxina como pedras preciosas. Beleza era o arsenal final. Beleza era para enganar. Era para enganar e seduzir para que sua presa nunca visse a morte chegar. Funcionou. E para uma mulher que fez sua vida criando a beleza para os outros e nunca sendo concedida a facilidade de adquiri-la naturalmente, Jethro era uma ameaça dupla, tanto para o meu ego como para minha vida útil. Se virando para me oferecer a palma da mão, Jethro esperou que eu aceitasse o seu sinal de ajuda. Eu o ignorei. Eu não era naturalmente uma pessoa desafiante, mas havia algo nele que me fazia me tornar uma pirralha. Empurrando para fora do assento, eu me impulsionei desajeitadamente para a porta aberta. No momento em que eu estava tomando distância, Jethro pegou meu pulso e me puxou do veículo. É claro que, eu me levantar era uma questão de cuidado e misturado com uma substância desconhecida que tinha sequestrado meus controles motores, eu não pousei em meus pés. Com um grito, eu tropecei para fora do SUV, encontrando o rosto pela primeira vez no cascalho. O carro de repente engatou a marcha e ~ 106 ~


partiu. Me deixando sozinha e ferida diante de uma mansão no valor de milhões. — Que diabos? — a exclamação rouca veio de cima - diferente do timbre profundo de Jethro, mas poderoso e cheio de inflexível autoridade. — Maldição, isso está ficando ridículo. — Jethro murmurou. — Você vai ser assim o tempo todo? Suas mãos fortes laçaram em volta da minha cintura, me puxando para os meus pés. No momento em que fiquei na vertical, pisquei, tentando o meu melhor encontrar uma âncora e permanecer de pé. O mundo se estabilizou e eu balancei na espera persistente de que Jethro sacudisse o meu osso ilíaco. — Sim, eu sou ridícula. Sim, eu sofri toda a minha vida com isso. Sim, eu sei que é um enorme inconveniente para alguém que quer me matar que eu já estou um pouco danificada, mas se você parar para pensar, apenas uma vez, que a razão pela qual eu estou caindo mais do que o normal é por causa do estresse que você está colocando no meu sistema? — Você nunca lidou com uma dor de estômago ou uma dor de cabeça por causa de estresse? — acenando com minha mão em seu rosto, eu disse, — É a mesma coisa. Meu corpo não lida bem com circunstâncias perturbadoras. Supere isso ou me deixe ir, inferno! Me senti maravilhosa em deixar a raiva borbulhar por dentro. Ele me soltou um pouco, me dando espaço para respirar. Jethro permaneceu firme, os olhos arregalados, a boca fina e aborrecido. — Bem, ela luta. Todos nos divertimos com isso. O homem que tinha falado estava próximo a um pórtico enorme. A casa aparecia em cima, apagando a lua e as estrelas como se fosse uma entidade viva. Cobre dourado polia os muitos telhados e torres, cruzando os canteiros vivos sob as crescentes janelas que deixavam entrar a luz e treliças plantadas na grama crescendo no lado das torres. Não era apenas um edifício, era vivo. Cuidado, orgulhoso, um pedaço de arquitetura impressionante que tinha resistido há séculos, mas que era tão bem cuidado. Estiquei o pescoço para a esquerda e direita. O prédio continuou e continuou por pelo menos dez andares de altura, com alcovas intrincadas, portas amplas e um falcão embelezando cada distorção. ~ 107 ~


É uma obra de arte. Eu era uma criadora. Minha paixão não apenas se encontravam nos tecidos, mas em tudo, onde um nível de habilidade soava por cada polegada. E Hawksridge Hall era majestoso. Eu queria odiá-lo. Eu desprezava a família que a possuía. Mas eu sempre fui uma amante da história. Eu sempre me imaginei como uma senhora de uma mansão, com cavalos, jardins e jantares refinados. Eu adorava explorar mansões, não para o mobiliário ou estátuas, mas pela cortina, papel de parede costurada à mão e enormes tapeçarias. O talento de quando as mulheres costuravam a luz de velas nunca deixou de me impressionar e me deprimir. O talento delas de longe ultrapassava o meu. Jethro deu um passo para o senhor mais velho. — Você disse que seria fácil. Posso te assegurar que não foi. — jogando um olhar frio por cima do ombro, Jethro me fez sinal para frente. — Venha aqui e o cumprimente. Eu não me mexi. O homem mais velho riu. Ele usava tudo preto, e, assim como o homem que trouxe os meus pertences na garagem do estacionamento em Milão, ele usava uma jaqueta de couro preta com uma silhueta de um diamante no bolso. Seu cabelo era totalmente branco, mas seu rosto não velho. Ele tinha um cavanhaque, que era cinza mais sujo como a neve, e os olhos eram tão leves e enervantes como os de Jethro. Imediatamente minhas costas se enrijeceram, meu coração contrariou sua recusa. Este homem não merece respeito. Eu não queria nada com ele. Assim como eu sabia que o homem mais jovem no carro era o irmão de Jethro, eu sabia, sem dúvida que este era o seu pai. Este homem era responsável por sustentar o péssimo passatempo de torturar a inocência de algo que deveria ficar no passado. Ele era responsável por minha morte. Jethro pegou de volta meu braço e me marchou para frente. Em voz baixa, ele disse: — Não me irrite. Estou avisando. Me empurrando para frente de seu pai, ele falou mais alto. — Srta. Weaver me deixe apresenta-la a Bryan Hawk. Chefe da nossa ~ 108 ~


família, Presidente de seus colegas pilotos e sexto homem em uma longa linha de sucessão ao usar o nome de família. Ele olhou para mim, tendo certeza de que eu escutava. — Ele também é conhecido como Cut entre sua fraternidade. Mas para você, ele vai sempre ser tratado como Sr. Hawk. Sr. Hawk sorriu, estendendo a mão. — Bem-vinda a minha humilde morada. Eu recuei, não querendo tocá-lo, estar perto dele, ou até mesmo ter de tolerar falar com ele. Jethro rosnou baixinho, agarrando meu cotovelo e me segurando firme. — Essa é uma infração para dormir com os cães de caça, Srta. Weaver. Experimente. Desobedeça mais uma vez. Seu pai riu. — Ah, eu me lembro daqueles dias. A diversão, a disciplina. — descendo o degrau final, ele fechou o espaço entre nós. Sua loção pós barba cheirava a sadismo e dinheiro velho. Uma mistura horrível de especiarias e almíscar que me deu uma dor de cabeça instantânea, enquanto seus olhos roubaram tudo sobre mim, do meu reflexo ao meu futuro sombrio. Ele segurou meu rosto. Eu vacilei, esperando a brutalidade e a rugosidade que eu viria a esperar de um Hawk, mas ele passou o polegar suavemente sobre minha bochecha. — Olá, Nila. É um prazer mais uma vez entreter um Weaver na nossa modesta casa. Ouvir meu nome me repeliu. Jethro não tinha usado ainda sem que fosse para o endereço impessoal do meu último nome. Eu odiava que o Sr. Hawk achasse que ele tinha a autoridade para falar. Querendo cuspir em seu rosto, eu me concentrei na casa atrás dele, engolindo a vontade. Meu olhar subiu para os vitrais, as torres imponentes que eram impressionantes. Não havia nada modesto sobre esta habitação, e ele sabia disso. Eu mantive meu lábio apertado. Eu tinha uma coleção de coisas horríveis que eu queria dizer, mas a massa fervilhante de Jethro ao meu lado manteve minha língua em cheque. Jethro me soltou, me empurrando para seu pai. — Ela tem sido nada além de problemas. Eu não posso negar que estou ansioso para amanhã. ~ 109 ~


Meu coração pulou na minha garganta com a promessa escura em sua voz. O que vai acontecer amanhã? Sr. Hawk deixou cair à palma da mão da minha bochecha, envolvendo o braço em volta da minha cintura. Com a mão livre, ele escovou fios rebeldes do meu olho. — Você parece como sua mãe. É uma pena que eu não serei o único a extrair neste caso particular, mas com certeza, vou te apreciar uma ou duas vezes. Meu estômago trancou meu coração, me deixando com vontade de vomitar. Não pergunte. A pergunta soou na minha cabeça. O que você fez com a minha mãe? Eu era tão jovem e cheia de raiva dela quando ela deixou meu pai. Eu pensei que ela era a vilã, a destruidora de corações. Mas ela era a pessoa que pagou um preço impagável. E nunca mais voltou. Os olhos do Sr. Hawk brilhavam. — Eu vejo que Jethro não lhe disse nada ainda. — arrastando a mão do meu cabelo aos meus lábios, ele me acariciou delicadamente. — Isso vai ser uma conversa divertida, mas por enquanto eu vou deixá-la com um pequeno segredo de família. — me esmagando contra ele, ele sussurrou, — Eu sou a pessoa que a roubou. Eu sou o único que tomou dívida após dívida de sua pele sem vontade. E você sabe o que ela pediu nos minutos finais em sua vida? Minha cabeça girava. Meu mundo rugiu. A vida como eu sabia terminou. Eu o odiava. Eu o abominava. Eu vou matar você. Eu nunca senti esse calor, esse desejo tão insanamente de machucá-lo. Meus dentes doíam de apertar; minhas unhas tiraram sangue de minhas mãos. — Ela implorou por sua vida. Para terminar com ela e deixá-la viver em paz. — sua mão saiu da minha cintura, agarrando minha bunda com um aperto vicioso. — Sabe o que eu disse a ela? — seu hálito cheirava a álcool e charutos, me fazendo engolir suas palavras. — Eu disse a ela que se você nasceu uma Weaver, você vai morrer uma Weaver. E essa é a maneira simplista de nosso mundo.

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Me empurrando para longe, eu fui como um ping-pong de pai para filho, chegando a uma parada abrupta nos braços de Jethro. O alívio por estar longe do homem que matou a minha mãe deixou meus membros fracos e nervosos, mas eu não podia parar o ódio de roer um buraco na minha alma. Eu precisava que isso saísse. Eu precisava falar, assim ele saberia que a dívida pode não ter acabado com a minha mãe, mas iria acabar comigo. E vai. — Tenho pena de você. Eu não sabia nada sobre você, seus filhos, sua percepção distorcida da vida até hoje à noite. Eu posso não saber por que está fazendo isso, mas eu sei de uma coisa. Eu sei que é a última vez que você vai fazer isso. — Cale a boca! — Jethro me balançou. Mas eu não estava com medo dele. Eu não estava com medo de qualquer um deles mais. Eram valentões. Bastardos sádicos que tinham conhecido o seu jogo. Lutando em seus braços, eu libertei minha mão, apontando um dedo furioso para o Sr. Hawk. Eu perdi a minha raiva, inclinando a cabeça em loucura. Meu temperamento me deu o poder sobre tudo. Meu equilíbrio amaldiçoado. Naquele momento de ousadia, eu encontrei um núcleo de força que eu não sabia que eu tinha. Minha voz saiu aguda quando eu gritei: — Eu vou te matar! Eu vou assistir você morrer como você assistiu minha mãe, eu vou matar você! Você não merece viver. Vou te matar e— eu me lancei para ele, só para tropeçar e bater de volta contra uma forma poderosa. Jethro agarrou meu braço, o fixando ao meu lado. Sua fortaleza me chocou contra seu corpo, moldando minhas costas contra sua frente rígida. Seu corpo era duro e firme, exatamente como a pedra que eu achava que ele era. A protuberância em suas calças pressionou contra a minha espinha inferior. — Você me empurrou longe demais. Você apenas teve que empurrar, porra. Ninguém ameaça a minha família, muito menos uma menina que mal consegue ficar de pé sem apoio. E uma Weaver. — ele cuspiu nos meus pés. — Sujeira do caralho. — Tire ela da minha vista. — Sr. Hawk disse. — Ensine a ela o seu lugar, Jethro. Eu não vou aturar esse tipo de comportamento estúpido. — seus olhos pousaram em mim. — Quanto a você. Eu ~ 111 ~


esperava que você fosse mostrar mais compromisso. Pense o que você quiser de nós, Srta. Weaver, mas isso não é uma questão simples que vai acabar rapidamente. Você é nossa por quanto tempo quisermos mantê-la e você vai aprender boas maneiras, se temos que empurrar isso em você. Acenando para Jethro, ele subiu os degraus e desapareceu pela porta da frente. No momento em que ele desapareceu, minha coluna rolou e eu não queria nada mais do que cair de joelhos e chorar. O que eu estava pensando? Minha raiva e ódio apagaram como uma vela em uma tempestade. Eu nunca tinha estado tão fora de controle. Minhas emoções me tinham feito refém e eu surtei pela primeira vez desde que minha mãe me foi embora - sucumbindo à intensa liberdade de amargura. Jethro me arrastou por trás, seus sapatos triturando contra o cascalho. Ele não esperou que eu voltasse a andar, apenas me agarrou duro, me arrastando como um cadáver já morto. — Você me surpreendeu duas vezes esta noite, e eu não gostei de qualquer uma delas. Você me irritou. Tanto queChegando a um impasse, ele empurrou meus ombros. — Fique de joelhos. Eu rodei para frente, caindo, aterrissando de quatro Não! Estremeci quando as pedras da entrada picaram minhas mãos; meus joelhos pulsavam quando seixos afiados cortaram minha pele. Eu olhei para cima, meu rosto inchado e dolorido de lágrimas brotando tão profundas como um lago sem fundo. Esta era a verdade. Esta humilhação e admissão de poder, não a farsa que ele tinha pintado. Jethro se ergueu acima, seu rosto largo gravado em raiva furiosa. — Eu sou um defensor firme de recompensar o bom comportamento, mas depois de hoje à noite, você provou que não há nada para recompensar. Você é selvagem, sem vontade e uma criança mimada que vai aprender o seu lugar.

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Inclinando-se, ele agarrou meu cabelo comprido, empurrando com força. — Você honestamente acha que, depois de uma explosão como essa, você merece o conforto de uma cama? Por que fazer isso, Srta. Weaver, quando você sabia o que estava na linha? Eu não podia falar. Minha garganta estava trava, a pressão parou todos os sons e o engolir. — Eu tenho uma coisa boa em mente, foder você bem aqui. Esmagar qualquer senso de direito ou esperança que você esteja segurando. — ele me apertou. Meus olhos lacrimejaram com a dor. — Você não está me ouvindo. Esta é a sua vida agora. Eu sou seu único amigo. Pare. De. Me. Irritar. Você não é meu amigo. Eu tenho um e o nome dele não é Jethro. Kite. Eu não pensei que eu iria querer enviar uma mensagem tão cedo, mas eu precisava de alguém do mundo exterior. Eu precisava lembrar que o universo não tinha entrado em uma dimensão alternativa e ainda havia esperança. Quando eu permaneci em silêncio, Jethro rosnou, — Você vai dormir com os cães. Eles têm melhor obediência do que você, talvez você possa aprender com eles sobre o que esperamos. Respirei, lutando arduamente contra as lágrimas. Eu nem sequer me importei que eu não fosse dormir em uma cama. Eu estava passando a me preocupar com as condições sanitárias ou alimentos. Tudo que eu queria era liberdade. Tudo que eu precisava era de algum tempo sozinha para reunir a minha autoestima dispersa e lembrar quem eu era. — Mova-se. — Jethro suspirou, seu amado silêncio suavizando sua explosão de antes. — Não me faça te mostrar como um bom cão se move. Ele quer que você rasteje. Isso havia começado. Isso era o início. E eu o trouxe sobre mim mesma. Ele quer te destruir. ~ 113 ~


Usando o meu cabelo como coleira, Jethro andou ao meu lado quando eu comecei a rastejar. Me arrastei como um animal. Me arrastei como um animal de estimação. Eu me arrastei pelos jardins bem cuidados, passando pelas lagoas e estátuas, todo o caminho da mansão até o canil.

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ME ESTIQUEI, OLHANDO PARA O meu teto. O gesso ao redor do enorme lustre nunca deixou de me informar quem eu era. Um Hawk. As rosas intrincadas e a viga mestra eram um testamento ao meu xará. Aves de rapina4 mergulharam, caçando e devorando pequenos animais. Meu pau duro pesava contra o meu estômago. Minhas mãos apertaram embaixo da minha cabeça. Eu estava tão perto de quebrar as regras e tomar Nila ontem à noite. Ela me empurrou longe demais. Eu queria ver o quão inteligente poderia ser sua boca com meu pau encravado na garganta dela. Eu deveria ter a levado. Removendo a minha mão por debaixo do meu travesseiro, eu agarrei minha ereção matinal e acariciei. Meu olho se fechou enquanto eu imaginava um resultado diferente para a noite passada. Os lábios abertos e cheios de Nila. Me levando dentro de sua boca. Minhas bolas apertaram quando sua língua tímida encontrou meu pau. Ela me lambia como ela tinha feito com o meu polegar. Ansiosa, inexperiente, uma novata com muito para dar. Eu balancei para frente, segurando sua cabeça, não dando a ela outra escolha senão tomar mais do meu comprimento. Eu tinha empurrado mais duro, a levando a aceitar a asfixia. Porra. Minha mão trabalhou firme e rápido. A grande cama rangeu quando eu arqueei minhas costas, me levando na fantasia de gozar na garganta de Nila Weaver. Porra, sim. Isso. Sim.

4

Hawk = falcão. ~ 115 ~


Meu quadril apertou e eu gemi quando o primeiro espasmo de gozo se libertou das minhas bolas, criando uma confusão pegajosa no meu estômago. Sufocando-a. Adoro. Fantasiar Nila me excitou, tirando outra onda de prazer. Eu gostava muito dela mais com o meu pau em sua boca. Ela ficou em silêncio. Incapacitada. Eu tremia quando o último surto de meu orgasmo se juntou à bagunça. Abri os olhos. — Maldição. — eu não tinha a intenção de fazer isso. Eu deveria ter convocado uma prostituta do clube para vir me chupar. A masturbação não era necessária quando havia inúmeras mulheres dispostas e prontas para me atender num estalar de dedos. Porra. Foi uma longa noite. Eu merecia relaxar... Um pouco. Vai ser um dia ainda mais longo. Eu poderia ter explodido minha carga com uma visão imaginária de Nila em seus joelhos, mas logo se tornaria real. Hoje, Nila seria iniciada. Ela seria recebida. E não apenas por mim. Eu me pergunto como vai ser frustrante para ela quando três homens a usarem ao mesmo tempo. Balançando as pernas para fora da cama, eu rondei pelo tapete vermelho grosso em direção ao meu banheiro privativo. Eu sorri perversamente feliz com as próximas atividades do dia. Nas próximas semanas não seriam sobre o reembolso da dívida ou vingança, seriam sobre hospitalidade e acolher uma nova Weaver na casa Hawk. Ela tinha muito a aprender, reconhecer seu lugar, e arrancar de sua alma queimada todos os pensamentos de quem ela era. Eu a usaria. Meu pai iria usá-la. Meus dois irmãos mais novos a usariam. Merda, estava dava a largada para as primeiras semanas até que ela retrucasse e passasse a lutar para ser dócil. Em seguida, os reembolsos iriam começar. Depois de passar algum tempo a sós com ela, eu sabia que ela era difícil de lidar. Apesar de sua desobediência, eu gostava do fogo dela. Pena que o fogo iria se extinguir quase que instantaneamente. Ela provavelmente quebraria na primeira atividade.

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Fiz uma pausa, procurando por dentro para ver se eu me importava. Para ver se eu tinha o suficiente de gelo por dentro para fazer tudo o que esperavam de mim. Ela era bonita, eu tinha que admitir. Ela me intrigava. Mas ela era apenas uma mulher. Uma mulher que confunde você. Carrancudo, eu empurrei o pensamento para longe. Ela me confundia, o que não era uma coisa boa. Era quase tão ruim quanto me surpreender. Num momento ela parecia tão clara e forte. No próximo ela era frágil e quebradiça. E sua maldita vertigem estava me dando nos malditos nervos. Não. Eu estava mais do que feliz em deixar que meus irmãos compartilhassem o trabalho em arruiná-la. Seria mais rápido, e eu poderia voltar para a minha vida antes que eu conhecesse o estúpido pergaminho manchado com o sangue da primeira mulher Weaver. O sol se derramou como um tapete dourado, liderando o caminho da cama para o banheiro. Meu quarto era livre de toques pessoais, mas cheirava a história de proprietários anteriores. Aparadores estilo rococó, cadeiras vitorianas. O papel de parede era em alto-relevo de couro marrom com detalhes em ouro. Todo o espaço era taciturno e temperamental. Eu teria preferido linhas limpas. Branco, que era o silêncio da paleta de cores, com móveis simples e cadeiras de metal. Eu gostava de ser rodeado por uma atmosfera insensível, mas eu nunca teria permissão para alterar essa área. Era sagrado. Tudo porque tinha sido o quarto de todos os homens Hawk que tinham herdado uma mulher Weaver. Seu último suspiro foi dado nesta sala. Aqui estavam os fantasmas dos antepassados de Nila e um dia iria absorver o dela também. O último aniversário foram novas esporas e um chicote horrivelmente ímpio, brilhou no aparador do século XVIII. Na época, eu pensei que era um fodido presente por completar vinte e nove anos, mas em retrospecto, eu teria um monte de diversão os usando em Nila ao invés de meu cavalo. O melhor presente foi dado no próximo ano. A verdadeira herança que eu estava esperando. Uma muito melhor do que uma mulher ou ~ 117 ~


lágrimas ou até mesmo a permissão para tirar seu sangue. Quando eu completar trinta anos, eu seria o dono de tudo. Tudo. Tudo meu. A decisão fantástica de primogenitura se refere ao primogênito, eu, portanto herdarei o lote. Meus irmãos não iriam ficar com um centavo. Minha irmã nem um único diamante. Eles iriam sobreviver por minha caridade. Assim como meu pai. A irmandade. As minas. Os iates. Os carros. Hawksridge. E todos os bens no exterior. Meu. Bryan Hawk Cut para aqueles da fraternidade Black Diamond, seria o segundo depois de mim. O caminho dos nossos antepassados assegurava ao jovem autoridade de permanecer no controle de uma propriedade que tinha derramado sangue suficiente para encher um fosso ao redor de nossos portões. Meu pai iria se aposentar e eu seria o rei. Eu iria me mudar de uma ala com sala de bilhar, teatro, escritório, armamento, solário, seis quartos e seis banheiros para um com cinquenta quartos, dois salões e uma masmorra equipada para jogar. E pelo jogo, eu quis dizer fazer as mulheres gritarem. Essa foi à única vez que elas eram autorizadas a quebrar a minha regra de tranquilidade. A única vez que eu apreciei sua mendicância. Pegando a roupa nova do meu guarda-roupa, eu me vislumbrei no espelho. Meus lábios se curvaram em desgosto pela bagunça pegajosa no meu estômago. Eu tive a intenção de pegar Nila e fazê-la me lamber para me deixar limpo. Isso foi culpa dela. Minha mente voltou para ela, contra a minha vontade. Ela não só tinha tomado um espaço valioso na minha cabeça, mas a estrutura do meu dia também. Não haveria caça hoje ou inspecionar a última remessa de diamantes. Não haveria viagens ou negócios.

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Toda a minha energia e foco pertenciam à mulher que era um desperdício do meu tempo. Mais um devaneio de forçá-la de joelhos me parou nos arredores do banheiro. Será que ela iria chorar ou gritar quando eu fodesse ela por trás? Talvez ela me surpreenda novamente e gema em êxtase. Eu planejava levá-la dessa forma, de maneira animalesca. Afinal de contas, ela passou a noite com os cães. Só seria apropriado. Jogando minhas roupas na penteadeira, eu caminhei para o chuveiro de quartzo. Eu não tinha necessidade de me despir. Eu dormia nu. Sempre foi assim. Fazia parte das regras. Viver em Hawksridge, o maior complexo e mais exclusivo clube de motoqueiros em toda a Inglaterra, vinha com regras estritas e inquebráveis. A nossa fraternidade era diferente. Éramos inteligentes, astutos, focados. Qualquer homem encontrado dormindo com roupas iam para uma noite de dor. Poderíamos ter deixado a idade das trevas para trás, mas minha família mantinha o rigor. Fizemos a nossa fortuna no item precioso mais transferível que havia. E nós aprendemos muito com os erros do passado sobre como tratar aqueles que tentaram roubá-los. Nenhuma roupa de noite ou então haverá buscar no interior5. Tudo para proteger o nosso legado. A forma como fizemos o nosso dinheiro. A maneira que nós subimos de ladrões sem um tostão para reunir uma riqueza que se transformou em obsceno há alguns séculos atrás. Pisando no chuveiro, liguei o spray quente. Sorrindo para a parede espelhada, eu peguei meu pau, lavando o resíduo da minha indiscrição. A próxima vez que eu gozar, eu vou estar dentro da mulher que eu herdei. Com o meu pau na minha mão, eu acenei para o meu reflexo. 5

É interior mesmo, ânus! ~ 119 ~


Eu sou um Hawk, mas o sangue não flui em minhas veias. Eu sou nascido de uma substância imbatível a quaisquer outros diamantes. Eu sou um contrabandista. Eu sou um revendedor. E eu estou a ponto de me tornar... um assassino.

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NEEDLE&THREADS: Eu estou quente e na cama. Surpreendentemente eu dormi melhor do que eu pensei que eu faria. Teve uma boa noite? Você deitou em sua cama e me imaginou dando prazer a você? O que eu fiz para você? Me diga, Kite. Eu quero que você me transporte da realidade e me dê uma fantasia mais forte do que a minha monótona vida presente. Kite007: Está ousada esta manhã, não é? Você está tão desesperada para falar sobre meu pau? Não que eu nunca diga não, mas estou bastante impressionado com sua petulância. Me diga mais... Implore. Needle&Threads: Implorar? Como implorar por algo que eles precisam, em vez de querer? Você me prefere de joelhos? Ou, talvez, de costas, pronta para o que você quiser me dar? Kite007: Porra. O que deu em você? Implore. Imagine que eu estou de pé em cima de você com meu pau duro na minha mão. Eu estou o estrangulando com o meu punho, me masturbando tão duro com o pensamento de você de braços abertos se dedilhando. Me dê um visual. Agora. Então eu poderia recompensá-la. Needle&Threads: Eu estou exatamente como você disse. Implorando, choramingando, me tocando. Estou molhada para você. Eu estou quente para você. Por favor, Kite. Me dê a minha fantasia. Me dê algo quente para segurar. Kite007: Que porra é essa? Como posso gozar quando você soa tão estranha, porra? Needle&Threads: Estranha? Eu não. Estou te dando o que você quer em troca do que eu preciso. Kite007: Isso deveria fazer sentido, porque eu não entendo esse código de merda. Porra, sério, me obrigue a fazer isso. Needle&Threads: Fazer o quê? Kite007: Te perguntar! Ok, tudo bem. O que tem na sua calcinha que você está vindo atrás de mim assim? O que aconteceu com minha tímida freira? Por que diabos você parece tão diferente? ~ 121 ~


Olhei para o meu telefone, a frequência cardíaca subindo rapidamente. Eu tentei bancar a tímida e corajosa. Eu pensei que eu tivesse puxado a pantomima6 que eu era, ainda vivendo, mas sem inspiração. Obviamente que não. Reli minhas respostas anteriores, incapaz de ver a diferença. EU já tinha mudado tanto? Não havia nada suave sobre Kite. Não havia nenhuma razão para procurá-lo quando eu tinha bastardos suficientes na minha vida graças a Jethro. Não fazia sentido deixá-lo me usar. Fazia sentido, porque de bom grado dei a ele o controle sobre mim, algo que eu precisava rapidamente na minha vida girando fora de controle. Enquanto Jethro estava determinado a debilitar, jogar fora e governar cada polegada do pouco poder que eu tinha restado, Kite o devolveu de uma maneira estranha, maravilhosa. Ele é o monstro, eu sei. Ele não é uma doçura de luz - mas ele é meu, porque eu o escolhi para ser. O desafio era mais uma pontuação estúpida contra a besta chamada Jethro Hawk. Endireitando minhas costas, eu tentei descobrir uma maneira de, possivelmente, ter Kite me suavizando um pouco, então tudo seria muito mais fácil de suportar. Kite007: Me diga, em seguida, me faça gozar. Você tem dois trabalhos para fazer. Faça-os. Respirando fundo, eu abri uma mensagem nova. Needle&Threads: Me diga se isso está fora dos limites, mas em resposta à sua pergunta por que eu pareço diferente, eu suponho que é porque eu me sinto diferente. Tudo é diferente. Eu pensei que eu sempre lutei contra ser diferente. Eu gosto do normal. Eu gosto da rotina. Eu pensei que diferente iria me arruína. Mas... então... eu mudei. Kite007: Mudou? Você realmente vai me fazer arrastar isso? Meu pau está duro e minha bolas querem explodir. Desembucha para que possamos chegar à segunda parte da sua lista de afazeres. Needle&Threads: Eu sou a única que é diferente agora. É como se tudo o que eu tenho lidado de repente não importa. Apenas se foi...

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Aqueles mímicos que pintam o rosto de branco. Essa autora é muito culta. Kkkkkk ~ 122 ~


Kite007: Se foi? Needle&Threads: Sim. É libertador, assustador como o inferno, e confuso. Mas algo está mudando dentro de mim e sinto como se eu estivesse... Crescendo. Eu suspirei. Ele mandaria algo horrível de volta porque minha resposta tinha sido muito pessoal. Eu sabia disso. Mas eu tinha enviado de qualquer maneira. Kite007: Fora dos limites. Volte para o assunto. Vamos tentar isso, aqui está algo que você obviamente quer: Estou feliz que você está crescendo, me faz sentir muito mais tranquilo saber que eu não estou me masturbando para uma estranha de 14 anos de idade. E agora o que eu quero: Para o seu azar, eu não vou embora ou planejo ir antes de terminar de fazer o que você começou. Eu estou farto desta porcaria enigmática. Preste atenção, porque eu estou deslizando meu pau em sua boca. Você tenta falar, mas você engasga com meu comprimento, sua voz está cantarolando contra minhas bolas. Pare de tentar se comunicar e resolva sua tarefa. Me chupe. Eu suspirei. Duas emoções giravam dentro de mim, uma exasperação e a outra gratidão. Ele respondeu ao meu compartilhamento. Ele não tinha me escrachado ou estúpido como ele normalmente era. Progresso. A suave tentativa de macieza foi o suficiente para eu passar as próximas horas. Você deveria querer mais? Meu coração endureceu. Kite tinha respondido às encorajamento, mas eu esperava...

minhas

sugestões

veladas

de

Não importa o que eu esperava. Parecia que tudo que eu queria neste mundo não estava disponível, incluindo mais de uma palavra gentil de Kite. Nós tínhamos estado tão perto de uma conversa normal. Aprendizagem, partilha, construção de uma ligação apesar das complicações sexuais. Ele me deixou entrar por um microssegundo depois me fechou, mais uma vez, usando o sexo como uma ferramenta para me manter no meu lugar e me lembrar de que eu não era um fator em sua vida ou,

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como um amigo ou até mesmo uma companheira. Eu era a prostituta invisível. A prostituta não remunerada que vivia em seu telefone. Eu não podia deixá-lo me machucar. Eu não podia deixá-lo me enfraquecer. Ele tinha feito o que eu precisava me lembrando que eu era forte o suficiente. Não havia mais nada a fazer, além de terminar a conversa para que eu pudesse deixar a fantasia sugar minha alma e voltar para a tragédia do meu novo mundo. Kite007: Você não está chupando. Tudo bem, eu vou te dar algum incentivo. Se você me chupar, eu vou retribuir o favor. Eu vou virar você de costas, afastar suas pernas e enterrar meu rosto entre elas. Eu vou ficar lá até que você se esqueça de tudo e goze com a minha língua. Meu estômago deu uma pequena cambalhota. Não era romântico, mas me deu um pouquinho mais de calor que eu precisava. Antes que eu pudesse responder, outra mensagem vibrou. Kite007: Me diga onde você está agora. Você está nua? Toque-se para mim. Tire uma foto se você for corajosa. Eu ri. O som desfiando do espaço que Jethro tinha tão gentilmente me dado para a noite. Rir era a única coisa que eu podia fazer. Tirar uma foto? De quê? Dos hematomas nas palmas das minhas mãos por rastejar até os canis na noite passada? Dos corte sobre os meus joelhos? Talvez ele queira uma foto do meu quarto elegante e companheiros maravilhosos. Olhando para cima, pela primeira vez desde que eu acordei, eu deixei a inutilidade da minha situação tirar o melhor de mim. A bravura que eu tinha agarrado como uma balsa em um oceano se afogou. Um doloroso desespero saturou meu coração, me puxando para baixo como as âncoras que tantas vezes se agarravam a mim. Para todos os padrões, o canil era puro luxo. O telhado era a prova d’água. O piso limpo e higienizado. Era ainda ventilado. Mas não era só meu. Eu tinha que compartilhar. Squirrel7, o meu favorito dos onze caninos que eu passei a noite, cutucando meu braço. Eu o tinha nomeado assim graças a sua cauda 7

Esquilo. ~ 124 ~


ligeiramente espessa. Com um sorriso de cachorrinho, ele encontrou um jeito debaixo do meu braço, se apoiando fortemente contra o meu torso. Eu nunca tive animais de estimação enquanto crescia. Como uma família, estávamos muito ocupados com trabalho ou viajar para lugares exóticos para a fonte da mercadoria ou mais material. Até ontem à noite, eu tinha um medo adolescente de cães. Que tinha evoluído para terror quando Jethro me jogou aqui dentro. Estremeci, abraçando Squirrel mais perto de mim, roubando seu calor suave. Ontem à noite Jethro tinha tentado me destruir. Não através de punhos ou estupro ou mesmo palavras duras. Não, ele tentou me destruir, removendo qualquer direito que eu tinha como um ser humano. Me marcando como não melhor do que os cães que ele mantinha. Ele teria conseguido se o meu terror não tivesse amadurecido em perplexidade e então agradecimento. Ele tinha me feito um favor, eu preferia a companhia de seus cães. Eles não só toleraram minha intromissão, mas me acolheram. Squirrel lambeu a palma de minha mão, me deixando saber que ele compreendia as minhas dores. Eu ainda estava dolorida por ter rastejado, passando pelos imaculados canteiros, sobre a grama e me cortando sobre as sombras lançadas pelas cercas vivas. Tudo latejava quando eu finalmente engatinhei o último metro e me sentei ao lado de uma porta de correr grande. Meu vestido estava rasgado, meus joelhos sangrando – não que ele se importasse. A propriedade era maior do que eu poderia contemplar, mas mesmo na escuridão, eu tinha visto os edifícios em torno de nós. Os estábulos estavam espalhados no pátio de paralelepípedos. Um celeiro deixava sua fragrância suave e macia permeando o ar. O bufar suave de cavalos quebrou o silêncio junto com as fungadas dos cães. Jethro me deixou sentada de joelhos enquanto ele desapareceu no que eu assumi que era um quarto de arreios. Ele retornou com um grande cobertor velho e um balde, antes de desbloquear a porta de correr e me chamar para dentro. Jogando os itens para o interior escuro, ele se curvou. — O seu vestiário, minha senhora. — inclinando-se, ele golpeou minhas costas. ~ 125 ~


— Vá para a cama como um bom animal de estimação. Você tem um grande dia pela frente. Quando eu não me mexi, ele pousou o pé na minha bunda, me empurrando para frente, não me dando nenhuma escolha a não ser rastrear rapidamente na escuridão. O momento que eu tinha perdido a luz das estrelas por nenhuma luz, eu entrei em pânico. Jethro mexeu o ferrolho, me trancando dentro de um lugar que prosperou com corpos em movimento, garras em paralelepípedos e rosnados suaves de titularidade. O primeiro contato de um nariz molhado na minha bochecha arrancou um pequeno grito de meus lábios. Eu me enrolei em uma bola apertada, abraçando meus joelhos, apertando os olhos com medo de ser comida viva. Esperei por dentes afiados. Eu esperei por ser mordida. Mas eles não tinham me mordido. Longe disso. Eu tinha sido lambida, tocada e recebida em uma matilha de números desconhecidos. Eu era uma estranha em seu domínio, mas quando eu finalmente anulei o meu medo e olhei em seus olhos, eles estavam brilhantes de curiosidade, em vez de raiva territorial. O resto da noite foi gasto fazendo uma cama semi-confortável de um fardo de feno ligeiramente comprimido e me envolvendo firmemente no cobertor velho. Eu pretendia dormir sozinha com os meus novos amigos espalhados em seus espaços habituais, mas eles tinham outras ideias. Uma vez eu tinha me ajeitado, eles se amontoaram em torno de mim, me espremendo, enrolando em torno de si até que eu era o epicentro em um ninho de caninos. No momento em que eles se ajeitaram, eu peguei meu telefone. Cinco chamadas não atendidas, três mensagens do meu irmão gêmeo e uma do meu pai. Mordendo o lábio para reter o que eu pude de compostura, eu li primeiro a do meu pai.

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ArchTextile: Nila, eu sei que você tem perguntas. Eu sei que você vai me odiar. Mas, por favor, minha maravilhosa garota, saiba que eu não queria nada disso. Eu fui estúpido por não acatar a advertência de sua mãe. Eu pensei, bem, não importa o que eu pensei. Espero que possamos conversar quando estiver pronta. Eu entendo se você nunca puder me perdoar. Eu não sei o quanto disso eles vão ver, mas eu nunca vou parar de procurar, nunca perca a esperança. Por favor, não pense que eu desisti. Eles têm... maneiras. Eles nos têm, mas eles vão mantê-la em boas condições de saúde. Temos tempo. Te amo, querida. Eu não queria me concentrar no que o tempo significava. O caminhar lento do tempo se confunde com o tique rápido das batidas dos meus batimentos cardíacos finais. Meus dedos pairavam sobre o botão de resposta. Mas eu não podia. Ainda não. Em vez disso, eu abri as mensagens do meu irmão. VtheMan: Vamos lá, atenda seu maldito telefone. VtheMan: Vamos lá. Estou avisando. Você não está feliz. Eu senti isso. Estou preocupado e Tex está sendo um secreto babaca. Me ligue imediatamente, irmã. Ou eu vou fazer a sua vida um inferno. VtheMan: Por favor, Nila. Fale comigo. Me tire da minha miséria. Eu sinto sua falta. Te amo pra caralho. Meu suspiro choroso na escuridão espetou as orelhas de alguns cães. Eu queria muito responder. Mas eu não me atreveria. Eu não confiava em mim mesma para não implorar para ele me tirar dessa. Eu estava lá por minha própria vontade para protegê-lo. Eu não estaria o protegendo se eu fosse fraca. Amanhã. Eu não iria aturar qualquer conversa de dívidas e séculos passados. Eu queria fatos duros sobre por que eles poderiam fazer isso. E eu não iria parar até que eu soubesse de tudo. Fechando as minhas mensagens, eu abri uma foto de Vaughn e eu que tinha sido tirada logo antes que as portas se abrissem para o desfile da noite passada. O pouco de força que eu ainda tinha me abandonou e eu deixei de lado o controle apertado. Eu soluçava. Meu coração expurgou toda sua dor através de meus olhos, encharcando minhas bochechas, borrando a última foto que eu tinha ~ 127 ~


do meu irmão – nervosa e feliz, vestida com elegância - com uma cascata de líquido. Eu chorei até desidratação latejar minha cabeça e meu pescoço estar pegajoso com sal. Um lembrete de bateria fraca buzinou. Foi à coisa mais difícil que eu tinha feito - fechar a imagem de V e desligá-lo. Mais lágrimas escorriam e um cão levantou a cabeça, olhando para mim com compreensão sábia. Ele avançou para frente, cruzando o feno até que suas garras puxaram meu cobertor. Sua preocupação canina produziu outra torrente de líquido, mas abri os braços, e com um rabo abanando, ele se equipou em torno de mim como um escudo vivo. Seu coração batia contra o meu enquanto abraçava sua pelagem sedosa. Eu fui de querida de Milão, com picadas de agulhas nos dedos para amontoada no chão com apenas cães de caça para companhia. Uma língua molhada lambeu minha bochecha, roubando o fluxo interminável de lágrimas. E isso foi quando aconteceu. A mudança que eu tinha dito sobre Kite. O fim. O início. A liberdade de simplesmente deixar ir. Toda a minha vida, eu estava estressada para fazer um nome para mim, construindo a minha carreira, amar meu irmão, sendo uma filha digna. Entregar. Prazos. Reputações. Expectativas. Tudo equilibrado precariamente sobre os meus ombros, me moldando em uma pessoa dedicada ao serviço. Mas às quatro da manhã, nos canis do homem que pretendia me matar, eu deixei tudo ir. Em cada lágrima que eu derramei, eu disse adeus ao controle. Eu acenei adeus a tudo o que me fez viver, mas também tinha me sufocado. Eu não tinha sessões de fotos para me preocupar mais. Eu não tinha preocupações sobre o que vestir, onde fazer, como agir. Tudo isso tinha sido roubado. E não havia nenhum ponto de gritar ou lutar contra isso. No momento em que abracei a liberdade do nada, eu parei de chorar. Minha dor de cabeça parou e eu mergulhei para dormir envolta nas quatro pernas do meu novo melhor amigo.

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Squirrel cutucou minha mão, me trazendo de volta para o presente e a mensagem em espera de Kite. O passado se esforçou para me deixar ir, mas eu pisquei, dissipando minha loucura. — Ele quer saber onde estou. O que devo dizer a ele? — eu perguntei a minha comitiva de cães de caça. Foxhounds8 para ser exata. Seus pelos pretos, bege, brancos se tornaram visíveis enquanto o sol nascia cintilando a saúde de sua pele brilhante. Suas orelhas sedosas penduravam em sua cabeça bonita enquanto eles se mexiam ao redor do recinto, acordando enquanto o sol ficava mais brilhante. Eles não me deram uma resposta. Needle&Threads: Onde estou agora não importa, porque eu estou em uma fantasia com você. Eu estou em sua cama. Nua. Necessitada. Foi muito melhor do que a verdade: eu tinha dormido no feno em um canil com onze cães trancada por um cadeado gigante. Me concentrei na porta de correr enorme. Eu tinha verificado ontem à noite para ver se havia uma maneira de sair, mas é claro, não havia. Kite007: Você levou um tempo para responder. Deu prazer a si mesma? Me atirando de volta ao mundo sexual de Kite, eu respondi. Needle&Threads: Estou gozando agora. Ambas as mãos estão entre as minhas pernas, torcendo meu clitóris, sentindo a quão molhada eu estou. Eu estou gritando seu nome repetidas vezes. Os vizinhos podem me ouvir porque eu estou gritando tão alto. Esfregando a cabeça de Squirrel, eu sorri. — Não diga a ele que eu liberei minha tensão chorando até dormir com você em meus braços. — abaixando a minha voz, eu adicionei. — E não diga a ele que eu nunca tive um orgasmo.

8

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O cão levantou a cabeça, com uma expressão de confusão no rosto. Kite007: Eu gosto quando você fala sujo. Continue. Eu tenho o meu pau na minha mão e quero que você me faça gozar. Meu coração acelerou. Encostada contra o fardo de feno, eu mordi o lábio. Eu nunca tinha feito ninguém gozar. A noite de bebedeira que perdi minha virgindade não contava porque estávamos ambos tão embriagados que foi um milagre que ele encontrou o lugar certo para colocá-lo. Depois de algumas estocadas hesitantes, ele rolou de cima de mim para vomitar, e eu tinha puxado para cima a minha calcinha. Eu tinha estado em silêncio horrorizada com o sangue nos lençóis. As grandes quantidades de álcool haviam roubado qualquer dor que eu poderia sentir quando ele me penetrou. A noite definitivamente não tinha sido um sucesso. Ou no dia seguinte. Porque não importa o quão duro V tentou esconder a minha ressaca de Tex, ele não poderia me impedir de vomitar nos sapatos de meu pai quando ele me arrancou da minha cama e me levou para o médico. Eu gemia de vergonha só de lembrar. — Ele descobriu, você sabe. — eu arranhei atrás das orelhas grandes de Squirrel. — O médico lhe disse que tinham abusado de mim. Nós tínhamos usado proteção, mas isso não impediu os intermináveis testes ou exames de gravidez. Outro cão veio mais perto, estatelando ao meu lado, à procura de um afago. — Essa foi a última vez que eu estive sozinha com um homem que não era o meu pai ou irmão. Triste, não é? O novo cão ofegou, olhando como se eu tivesse dito a melhor piada do mundo. Talvez Tex me impedisse de namorar, por isso, quando eles viessem para você era apenas o seu coração que quebraria não um marido ou filhos. O pensamento repentino roubou minha visão de horror. Foi uma superproteção para proteger os outros? Ele me manteve trancada como uma princesa em uma torre, tudo para me impedir de ser minha mãe? Ele tinha se apaixonado por minha mãe. Eles tiveram filhos jovens. ~ 130 ~


Tinham vindo para ela. Eu esfreguei meu peito, incapaz de parar a epifania que verteu meu pai para uma nova luz. Era um egoísmo dele me proteger de viver sabendo que teria uma morte prematura? Ou meramente uma tragédia para evitar os outros de sofrer por me amar? Vaughn. Ele sentiria o momento em que minha vida fosse extinta. Estávamos ligados mais do que espiritualmente, nossas almas ligadas a respiração. Eu soube quando ele quebrou a clavícula. Ele soube quando eu deixei cair minha máquina de costura Singer no meu pé. Ligados. Não pense sobre isso. Isso dói demais. Lágrimas picaram meus olhos, mas eu pisquei de volta, tentando permanecer na minha falsa pequena bolha de sexo virtual. Isso era tudo que eu tinha. Eu poderia flertar com Kite com total segurança, sabendo que eu nunca seria capaz de quebrar seu coração quando chegasse o momento. De certa forma, o seu pedido exigente de distância o protegeu. E por isso, eu estava estranhamente grata. Passando a mão pelo meu cabelo comprido, suspirei, me reagrupando. Eu sorri suavemente para Squirrel. — Se estar bêbada foi minha única tentativa de fazer um homem gozar, como diabos eu deveria fazer isso através de uma mensagem sem rosto? Seja alguém que você não é. Aja. Finja. — Bem. Limpando a sujeita do feno, pelo de cão, e a poeira do cobertor que Jethro tinha me dado, eu me preparei para abraçar a minha sensualidade interior. Needle&Threads: Imagine que sua mão é a minha mão. Eu estou te segurando firme, apertado. Estou ajoelhada a seus pés enquanto você se senta em uma cadeira grande. Um trono. Sua mão está embrulhada no meu cabelo, me puxando para frente. Eu obedeço porque eu sei o que você está me pedindo para fazer. Seus olhos não perguntam, eles dizem, e eu abaixo a minha cabeça em seu colo. Minha boca fica aguada para te provar. Você é grande. Suave. Implorando por minha boca.

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Minha respiração ficou mais rápida, minha mente tocando a fantasia em detalhe. O calor que eu estava procurando se propagou no meu núcleo como um nascer do sol. Kite007: Me foda, mulher. Por que você não falou assim comigo desde o início? E aquela coisa de tímida? Porra, continue. Estou tão duro. Eu quero a sua boca pra caralho. Dê para mim. Minha pele irrompeu em arrepios. O poder. A aprovação. Kite era um imbecil, um babaca e um completo idiota, mas ele me aprovou. Ele me queria. Needle&Threads: Você está segurando seu pau enquanto eu te lambo uma vez na ponta. Você quer que eu te engula, mas você não me força. Porque você sabe que eu vou engolir cada gota. Kite007: Você vai prová-lo? Eu fiz uma careta. Needle&Threads: Provar o quê? Kite007: Meu esperma. Porra, eu estou tão perto. Eu estou em sua boca. Eu estou fodendo seus lábios. Eu estou segurando seu cabelo quando eu entro tão profundo em sua garganta. Qual é meu sabor pra você? Needle&Threads: Você tem um gosto... — Inferno, eu não sei. — olhando para o grupo de cães musculosos, todos me olhando como se soubessem o que eu estava fazendo, eu passei a mão sobre o meu rosto. — Que gosto tem um homem? Needle&Threads: Você tem gosto de licor caro, me deixando bêbada enquanto você goza. Derramando sobre meus lábios, escorrendo pelo meu queixo. Você não quer desperdiçar uma gota, assim você captura o líquido em seu polegar e o empurre de volta em minha boca. No instante em que o enviei, um calafrio correu em meu sangue. Polegar. Bocas. Sucção. Ele. Meu paladar trouxe de volta o sabor fresco de Jethro. Seu controle inflexível no meu queixo enquanto eu lambia seu dedo. Ele não tinha realmente um gosto. Apenas a precisão fria de pedra. Mas tê-lo ~ 132 ~


dominado tinha me dado permissão para sentir uma vibração no meu núcleo, para não ter vergonha de querer mais. De me tornar molhada. Kite007: Caralho. Eu não gozo assim há algum tempo. Está tudo espirrado encima do meu peito, me grudando como uma cola de merda. Eu gosto de você assim, freira impertinente. Você está mais... relaxada. Minha voz foi suave. — Isso é o que acontece quando sua vida não é mais sua e não há nada que você pode fazer para controlar o seu futuro. Squirrel latiu de acordo. — Isso também é o que você faz para sobreviver. Você se torna diferente. Você muda. Tanto quanto eu odiava os Hawks, eles me deram algo que eu tinha procurado por toda a minha vida. Minhas pequenas garras de gatinho estavam crescendo, formigando. Ainda muito novas para arranhar - mas estava lá. Minha bateria brilhou novamente e eu sabia que esta seria a última vez que eu tinha o luxo de usá-lo até que Jethro me deixasse carregar. Ignorando o vazio interior e a forte pontada de deixar Kite me usar, eu mandei minha última mensagem. Needle&Threads: Eu estou feliz. Eu estou lambendo e limpando você. Eu estou bêbada com tudo que você me deu. Eu estarei aqui para você quando você precisar de uma próxima versão, mas, por favor... não me chame de freira impertinente nunca mais. Me chame de Needle.

Jethro veio para mim às onze horas. Os cavalos de todo o quintal tinham ido embora - para fazer o quê, eu não tinha ideia. Eu tinha passado uma hora ou assim ouvindo os cavalariços prepará-los e o ruído reconfortante de suas ferraduras de metal desaparecendo na distância nos paralelepípedos. ~ 133 ~


Me imaginei comandando um e galopando para longe. Não que eu soubesse cavalgar. Eu nunca tive tempo. Costura tinha sido minha única obsessão. Squirrel e sua gangue de cães tinham me deixado não muito tempo depois que eu terminei as mensagens para Kite. Um assobio cortante convocou e eles tinham saído do canil através de uma pequena saída de cão na parte traseira. Eu tinha tentado seguir e ter a liberdade, mas isso só se abria com uma coleira codificada. Uma senha programada para cada cão, permitindo-lhes o acesso. Então, eu passei o resto da minha manhã sozinha. Sozinha com pensamentos que eu categoricamente ignorei. Era estranho sentar e não fazer nada. Eu não tinha nenhum lugar para onde ir. Nenhum e-mail a ser respondido. Nenhuma lista de afazeres. Eu estava no limbo, aguardando o homem que eu odiava aparecer. Meu estômago era uma bola de nós querendo que ele acabasse com isso, embora o meu coração gritasse, eu queria que ele ficasse afastado para sempre. Eu nunca me senti tão confusa por dentro incluindo o meu estômago. Ele tinha parado de rosnar por pedir comida por volta do amanhecer, mas a dor do vazio só piorou. Jethro abriu a partição no topo da porta do celeiro, deixando a parte inferior fechada. Descansando os braços no alto, ele acenou com a cabeça. — Srta. Weaver. O sol tomou a liberdade de saltar para o canil sombrio, a concessão de luz brilhante mostrando a silhueta de Jethro. Seu rosto permaneceu nas sombras, mas seu cabelo espesso estava molhado e bagunçado de um chuveiro. Ele trocou seu terno carvão vegetal por uma camisa cinza mais casual, o pino de diamante brilhando em sua lapela. Eu tinha começado a reconhecê-la como parte da sua assinatura, o ligando ao que quer que a organização de seu pai fosse. É uma gangue? Será que eles roubam, enganam e matam? Não era meu problema. Eu não me importava. Eu não aprovo o que eles fizeram. Eu era a vítima, sua refém.

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Eu não respondi a sua saudação, tomei a decisão de ficar enrolada em meu cobertor e olhar com fúria. Jethro respirou impaciente, removendo seus braços a partir da porta. Ele destrancou a partição dos fundos, abrindo. Mais luz do sol entrou, iluminando a metade inferior de seu figurino. Jeans escuro. Calça jeans bem-equipada. Jeans que o fez parecer jovem, acessível e normal. Minhas mãos fecharam. Não acreditando na projeção. Não havia nada de normal sobre este homem. Nada são ou gentil. Eu aprendi isso ontem à noite. Não haveria mais mendicância de mim. Sem implorar. Isso caiu em ouvidos surdos e eu estava farta. Jethro estalou os dedos como se estivesse me esperando em seu calcanhar. — Levante-se. É hora de começar. — dando um passo ameaçador para o canil, ele apertou os lábios. — Merda o que você fez em seu sono? Rolou por aí como os cães? Eu mantive meus lábios apertados, o vendo no silêncio que ele tanto parecia gostar. Quando eu não me mexi, seu rosto torceu, tocando em meu cabelo coberto de feno e sujeita. — Eu não vou dizer mais uma vez. Levanta-se. Eu dei de ombros. Foi libertador não mais se importar. Deixar de ser cativa pela necessidade de obedecer e saltar para a atenção por medo de represálias. Eu quis dizer o que eu disse para Kite. Tudo dentro de mim se foi. Bloqueado, abrigado, pronto para enfrentar qualquer guerra. Me levantando lentamente, coloquei meu telefone morto no bolso da jaqueta. Deixando o cobertor cair sobre os meus quadris, eu removi os fiapos persistentes das minhas roupas. Jethro estalou os dedos novamente, e me aproximei de bom grado para o seu lado exatamente como ele queria. Ele fez uma careta; seu olhar cheio de suspeita. Eu dei a ele um sorriso vazio. Eu tinha encontrado a salvação em não me importar. Ele não significava nada, eu tinha que fingir gostar dele. Ele não saberia que, ao tentar me quebrar ontem à noite, ele só me deu um novo caminho de força. Estou pronta.

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Para tudo o que ele tirou de mim. Eu vou sobreviver. Até que eu não precise mais tentar. Passando minhas mãos pelo meu cabelo, eu rapidamente desisti com os emaranhados e foquei em beliscar alguma cor em minhas bochechas em vez disso. — Você acha que isso irá salvá-la? Procurando ser apresentável? — sua voz era seca e fria. Eu não disse uma palavra. Jethro trincou o maxilar. Suas mãos enrolaram ao lado de suas pernas abertas. Meus músculos se prepararam para a punição. O ar brilhou com a violência. A mão de Jethro de repente disparou, capturando minha garganta. Sem um som, ele me virou e me marchou para fora do canil. O sol beijou minha pele, abanando o calor que eu tinha tão duro tentado manter pela conversa com Kite. Eu abracei isso, me aproximando, então o gelo de Jethro não me cortaria em pedaços. Seus dedos apertaram ao redor do meu pescoço, mas eu me recusei a me agarrar ao seu domínio. Vou pagar na mesma moeda. Tudo o que eu fiz com ele em legítima defesa, ia voltar dez vezes pior. Mas nada disso importava agora, porque eu sabia como sobreviver. Estar acima deles. Ser intocável no interior, mesmo quando eles me quebrarem do lado de fora. — Você acha que tem tudo planejado, não é? — seu braço me içou sobre as pontas dos meus dedos. Respirar era difícil, lutar não era impossível, mas permitido. Tudo o que fiz foi olhar em silêncio em seus olhos dourados. — Eu entendo o que você está fazendo. — ele sorriu. — Mas marque minhas palavras. Você não vai ganhar. — me sacudindo, ele desenrolou os dedos, depois alisou a frente de seu jeans. O sol brilhava sobre a fivela dourada do seu cinto de pele de crocodilo. Meu estômago se apertou, mas eu segurei meu chão. Levantando meu queixo, eu sussurrei, — Marque minhas palavras. Eu vou vencer. Porque eu estou certa e você está errado. ~ 136 ~


Jethro fervia, o silêncio espesso entre nós. — Você está tão altiva e poderosa, não é, Srta. Weaver? Tão certa de tudo. E se eu lhe dissesse que seus antepassados eram escória? E se eu lhe mostrar prova de sua corruptibilidade e vontade de ferir os outros em sua perseguição para a riqueza? Mentiras. Todas mentiras. Minha árvore genealógica era impecável. Eu vim de pessoas honestas, boas e trabalhadoras. Não? Ignorei minha pulsação impetuosa. Jethro se aproximou, me sufocando. — As coisas que sua família fez para a minha me dão nojo. Então, continue acreditando em sua busca, acreditando que você é pura, porque em poucas horas você vai saber a verdade. Em poucas horas, você vai perceber que não somos os caras maus, são vocês. Minha garganta se fechou. Eu não achei que ele pudesse dizer qualquer coisa para desmoronar minha fortaleza tão cedo, mas cada palavra era uma pá cuidadosamente plantada, cavando na minha fundação até que eu estava no chão desmoronando. Meus olhos dançaram por cima dele, tentando decifrar a verdade. Minha linhagem estava manchada com crimes que eu não sabia? Meu pai não tinha sido exatamente próximo com a nossa história, além de nos dizer que a nossa família sempre tinha sido envolvida em tecelagem e têxteis. Foi assim que foi concedido o último nome Weaver. Assim como o Bakers, e os Butlers e cada outro comércio que ditava seus sobrenomes. Jethro riu. — Não acredita em mim? — as mãos dele pousaram sobre os meus ombros, me empurrando para trás. Eu tropecei, estremecendo enquanto minha espinha colidiu com a parede do canil. — Não acredita que seus antepassados foram condenados à morte por enforcamento pelo o que eles fizeram com os meus? — seu olhar caiu em cima da minha boca. — Não acredita que você está viva porque os falcões lhe concederam misericórdia em troca de algumas assinaturas em algumas dívidas? Sua voz caiu, enviando uma constelação de aviso deslizando sobre a minha pele. — Não acredita que estou totalmente dentro do meu direito de fazer o que bem entender com você? ~ 137 ~


Seu toque queimou através da minha jaqueta e vestido, enviando uma intensidade indesejada pelos meus braços. Acredita nisso? Eu poderia acreditar? Que tudo o que e eu entendi dessa situação foi revertida? Jogos mentais. Ilusões. Tudo projetado para me sacanear. Balançando a cabeça, eu lati, — Não. Eu não acredito nisso. — minha pressão arterial explodiu, trovejando em meus ouvidos. Seu foco era absoluto e se queimou, oh como ele queimou. — Nada que você diga vai fazer você de vítima nesta situação. Nada que você me mostre fará isto admissível. Você acha que eu acredito numa dívida absurda que você diz há mais de 600 anos? Acorde! Nada disso iria funcionar em um tribunal nos dias de hoje. Eu não me importo que você encene meu desaparecimento ou siga a minha família com uma pistola carregada. Eu não acredito em nada disso, e eu certamente não acredito que você tem algo na lei do seu lado. Jethro fez uma careta, mas eu continuei a minha tirania. — Tudo o que eu acredito é que vocês são um bando de homens doentes e torcidos que inventaram alguma desculpa esfarrapada para se sentir justificados enquanto acabam com vidas. Me mostre onde você tem o direito de me possuir. Ninguém tem esse direito. Ninguém! Ele riu, seus olhos dourados escurecendo. Sua linguagem corporal mudou de distante e arisco para uma gosma com insinuação sexual. Era como assistir a um derretimento glacial, derramamento de inverno para o calor do vulcão. — Eu gosto quando você está mal-humorada. Toda a sua percepção do mundo é deformada. Você vive em um conto de fadas, princesa, e eu estou a ponto de destruí-lo. Seus ombros se suavizaram, seus lábios se separados, seu olhar acariciava meu rosto para pousar em minha boca. — Você acha que não temos homens em lugares altos? Homens que fazem o que dizemos? Você acha que chegamos ao nível em nossa posição na sociedade ou a quantidade obscena de riqueza que temos por não usar o mesmo direito que você acha que vai protegê-la para o nosso ganho? Sua voz sussurrou sobre mim, seu cheiro inebriante de madeiras e couro. — Tão estúpida, Srta. Weaver. Nós possuímos mais que sua família. Nós possuímos tudo e todos. Nossa palavra é inquebrável. E nós temos a prova. ~ 138 ~


Ele se inclinou, a violência que ele emitiu trocada para luxúria perigosa, me golpeando com mais força contra a parede. Seus olhos eram rios de fogo, aniquilando o meu argumento, me arrastando sob seu feitiço. — Você acha que eu não posso fazer você fazer o que eu quero? Eu respirei fundo. Ele nunca olhou para mim assim. Nunca deu qualquer dica que ele poderia encontrar qualquer coisa excitante. Ele me tratava como uma leprosa. Ele olhou para mim como se eu fosse uma espécie diferente, uma espécie não evoluída o suficiente para justificar sua atenção sexual. Mas isso tinha mudado. Seu interesse me prendeu, me consumindo mais do que ameaças firmemente amarradas a raiva. Esse era um território inexplorado. Luxúria, atração e flerte foram aterrorizantes porque eu era novata e ele era o especialista. Eu não podia lutar contra algo que me fazia sentir. As narinas de Jethro dilataram, os dedos se contorceram sobre meus ombros. Sua voz baixou para um sussurro, um rouco sussurro mais adequado para a sedução. — Você acha que você merece uma vida construída sobre o sangue de outro? Você acha que é digna? — o ritmo e o volume viraram as perguntas horríveis em um poema ao invés de uma maldição. Não caia nessa. Não deixe ele ganhar. Ele já estava ganhando. Ele girou um conto de impagável força letal. O legado de sua família de alguma forma lhe concedeu aprovação da polícia, olhos do governo e o direito sobre a vida e a morte. Quem deu a ele esse direito? Eu ainda não podia acreditar. Mas isso não impediu minhas pernas de se mexerem, pressionadas juntas, tentando aliviar a dor estranha se construindo a cada momento. Nossa luta persuadiu minhas garras invisíveis a crescer um pouco mais. Meu temperamento fez minhas pernas mais firmes; minha visão mais clara. Meu corpo inconscientemente encontrou uma cura para a vertigem terrível, tudo ao mesmo tempo em que abraçava a raiva e fúria. ~ 139 ~


Jethro notou minha tensão, acariciando meus ombros como se eu fosse uma presa arisca. — Nós somos criaturas simples, Srta. Weaver. Eu sei o que está acontecendo com você. — ele sorriu gentilmente, seus olhos dourados tentando parecer suaves, mas incapaz de esconder o aço por baixo. — Sua pele está quente. Você está respirando mais rápido. Ele abaixou a cabeça, murmurando: — Você gosta disso. Você gosta de ser empurrada além de seus limites. Eu balancei minha cabeça. — Você está errado. Não há nada que eu gosto em você. Ele suspirou, seu olhar sussurrando sobre a minha boca. — Mentir não vai funcionar. Eu sei que você está ficando molhada para mim, me querendo. — seu toque se transformou de ameaçador para um raio, enviando uma chuva de faíscas através do meu sangue. — Quer saber como eu sei? Porque eu sinto-o no ar. Sinto o cheiro de tudo ao seu redor. Meus lábios se separaram. Meu peito subia e descia, ficando mais e mais rápido. Eu não conseguia desviar o olhar; eu não poderia afastálo. Eu não podia fazer nada, além de me deleitar com a fusão inebriante, o brilho de faíscas precisas se construindo rapidamente em meu núcleo. Fechando os olhos, eu engoli em seco, tentando arduamente dissipar o desejo doente e torcido que ele conjurou. — Eu n-eu não. Ele correu os dedos sobre os meus ombros, seguindo minha clavícula com suavidade infinita. — Não? — ele respirou. — Você não está sentindo uma onda de luxúria ou o conhecimento que você jogaria todas as suas regras para o ar por apenas por um... pequeno... gosto? — seu lábio veio tão perto dos meus, se afastando na provocação final. Sim. Não. Eu não sei. Eu tinha perdido o controle do meu corpo, voando direto para um cataclismo onde tudo era quente, afiado e intenso. Eu não tenho uma resposta. Eu não sabia o que ele queria. Ele está fodendo com a sua mente. Isso é tudo o que está fazendo. Seu polegar me acariciou, embora alisando os hematomas que ele tinha causado no meu pescoço. — Me diga que você não está molhada para mim. Diga. ~ 140 ~


Eu balancei a cabeça, desejando que as palavras não viessem. — Eu não. Eu... — O quê? — Jethro murmurou. A dor ficou mais forte, enviando uma onda de umidade contra a minha calcinha. Meu corpo não se importava que este era um monstro. Meu corpo não se preocupava com o futuro. Tudo o que importava era reduzir a necessidade intolerável. Abrindo os olhos pesados, eu disse: — Eu não estou molhada. Não para você. Minhas mãos se enrolaram, lutando contra a espessa embriaguez. Eu não podia deixá-lo roubar o calor de Kite. Ele já tinha virado a pequena chama para um fogo do inferno sem controle, reduzindo minha moral, transformando meu ódio em cinzas. Eu não podia cair em sua teia - ele iria me comer viva. Mas, um beijo... seria tão errado? Tirar algo dele quando ele já tinha tomado tanto de mim? Eu inclinei mais perto, inconscientemente buscando tudo o que ele pendia diante de mim. Eu não estava equipada para jogar esse jogo. Eu era ingênua e lamentavelmente despreparada para o combate onde a luxúria era usada como arma. — Você é um pouco mentirosa, Srta. Weaver. — ele deixou cair uma mão de meus ombros, traçando meus contornos até que ele capturou meu quadril, a outra patinou para cima, cobrindo meu rosto. Cada milímetro que ele viajou enviava faíscas ao longo da minha pele, diferente de tudo que eu já tinha sentido antes. Sua língua apareceu, lambendo os lábios. — Você quer isso. — seu joelho empurrou contra as minhas pernas, forçando-as a se espalharem. — Você quer algo que você sabe que você não deve. — com a autoridade sem emenda, ele pressionou contra mim, inclinando seu quadril no meu. Eu tremi. Odiando-o. Desejando ele. Me odiando. Amando a corrida proibida. As razões para a nossa luta voaram em asas silenciosas, me deixando sem nenhum argumento contra o inchaço da dor.

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— Tudo o que separa meu pau da sua buceta é algumas peças frágeis de roupa. — ele se aproximou, se moendo agressivamente. — Você não vai me impedir. — não há espaço, não há segredos em nossos corpos colados. Minha mente ficou em branco com puro entorpecimento de prazer. Eu sentia cada cume e contorno dele. Da pressão de seu sapato contra o meu até o calor quente em seu jeans crescendo a cada segundo. Você sabe o que ele pretende fazer. Pare com isso, eu gritei para o meu corpo traidor. Mas ele respondeu com vigor com uma ondulação e tensão transformando minhas pernas em geleia. Prendi a respiração. Seu corpo duro estava imóvel quando fiquei presa contra a parede. Seu estômago duro pressionado contra o meu. Eu não era agradável ou curvilínea. Eu não tinha atributos femininos - eu tinha exercitado qualquer esperança de suavidade. Mas isso só amplificou a intensidade. Não havia nada para amortecer a firmeza dos ossos e tendões e desejo carnal. Foi visceral. Consumindo tudo. — Me diga outra vez que você não está molhada para mim. — seus olhos encapuzados estavam presos nos meus. — Me conte outra mentira. Eu tentei desviar o olhar, mas ele empurrou novamente, provocando outra onda de prazer. Eu não tinha planejado ser a garota inocente. A princesa arrogante que nunca se masturbou ou gostava de homens. Eu odiava que me deparei como pretensiosa, tensa, e reprimida. Esses traços foram o perigo de minha educação e eu desesperadamente queria transformá-los em armas. Eu queria usá-los tão facilmente como Jethro exercia seu carisma invernal. Meu corpo sabia o que queria. Ele queria disparar. Ele queria saciar e ser saciado. E não daria uma voadora em quem me concedesse a liberdade do misterioso orgasmo. Eu sabia quem era Jethro e eu sabia que isso era tudo um jogo para ele. Mas por que duas pessoas não poderiam jogar? Por que eu tenho que achar o seu toque tão ruim quando era tão incrivelmente bom?

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A morte estava por vir. Eu não deveria tentar viver antes de morrer? Eu não deveria abraçar a falta de controle por jogar fora meu comportamento submisso e lutar por aquilo que eu queria? Pela primeira vez na minha vida. Seja honesta, verdadeira e crua. Por que eu não posso usá-lo? Ser a menina má uma vez e usar o monstro. Ganhar por não lutar. Ser mais forte, se entregar. Minha buceta ficou mais ousada, levando minha permissão surda e ficando molhada, gananciosa, ansiosa para experimentar o pau pressionando firmemente contra mim. Eu não posso. Você pode. Eu não vou. Eu irei. Jethro abaixou, beliscando minha mandíbula com dentes afiados. Abri meu cinto de castidade, e derreti nele. Eu arqueei minhas costas, pressionando deliberadamente meus seios contra o peito dele. Sua sedução perdeu o jeito calculista, sua respiração passou de calma para irregular. Algo novo quebrou por dentro, se libertando. Algum nível de constrangimento de sexo – os pensamentos não aprovados de ser usada desapareceu. Eu era uma mulher de negócios. Uma filha. Uma irmã. As fantasias dentro de mim não eram os pensamentos de uma puritana. No interior profundo, onde eu nunca me deixei ir, uma pervertida sexual se escondia. Uma mulher que era ousada e raivosa. Uma mulher além de pronta para admitir que tinha escondido muito de si mesmo. A mão de Jethro se moveu para pegar a parte de trás do meu pescoço. Seu quadril pulsava, seu coração bateu duro, vibrando nossas formas firmemente pressionadas. Eu tremia em seu poder, cedendo completamente ao se apertar entre as minhas pernas.

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— Me responda. Me diga a verdade. — sua respiração hortelãfresca vibrou em meus cílios enquanto ele pairava possessivamente sobre meus lábios. Apenas um pequeno espaço entre uma provocação e um beijo. Apenas uma fração entre o certo e o errado. Faça isso. Aceite-o. Ele fez uma pausa, murmurando em minha boca, — Me conte um segredo. Um segredo sujo e escuro. Admita que você me quer. Admita que você quer seu inimigo mortal. Eu admito. — Eu não vou. — meu batimento cardíaco mudou, cantarolando em minha pele que se arrepiou com o calor. Eu o odiava. Eu queria matá-lo antes que ele me matasse. Mas eu não podia ignorar a atração irresistível que ele tinha criado. E não apenas me afetou. Sua respiração ficou irregular, os dedos cavaram mais fundo com a necessidade. Cada pulso de seus quadris desenhou uma aceleração no meu núcleo. Eu não podia controlá-lo. Eu não queria controlá-lo. Eu estava controlando minha vida. Eu estou livre. Quanto mais tempo ficamos assim, mais embaçadas eram as linhas entre o devedor e o credor. Weaver e Hawk. Nesse pequeno momento, estávamos ambos sem resposta para a liberdade. Um acoplamento de espírito que certamente iria me arruinar para a vida. Mas pelo menos eu teria vivido. Olhei no fundo dos olhos ardentes de Jethro, transmitindo tudo o que sofri. Eu te odeio por me fazer reconhecer essa parte de mim. Seu rosto apertou, seu corpo bateu mais duro contra o meu. Sussurrando sobre o meu rosto, ele trouxe seus lábios para baixo, mais baixo, mais baixo, a ponta de sua língua saboreou o canto da minha boca. Meu mundo se desintegrou com um estrondo eclíptico. Eu tremia, meus olhos se fechando por vontade própria. Tirando sua mão do meu quadril, ela desapareceu entre nossos corpos. Engoli em seco, sacudindo em seu abraço enquanto seus dedos amassavam o meu vestido, o empurrando para fora do caminho como

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se fosse nada. Meu suspiro virou um gemido irregular quando ele me forte. Meu olhos se arregalaram, olhando nos dele. Nunca senti algo tão bom. Tão ruim. Tão intensamente delicioso. Seus olhos dourados se viraram para um por do sol queimando, enchendo de fogo quando ele tocou minha calcinha. — Você acha que você é tão perfeita que você não iria gritar meu nome? Você acha que você seria capaz de dizer não se eu te arrastasse para o canil e fodesse você? — parte dos dedos dele estavam em minha buceta, quentes, me punindo. — Porque eu quero. Porra, como eu quero. Eu quero seus gritos. Eu quero você implorando. Eu me perdi completamente, me jogando nessa nova criatura. Aquela que tinha o poder de fazer isso e ainda manter seu coração. Aquela que daria a Jethro o seu corpo porque ela queria. Não ele. Seus dedos espalharam meus pensamentos, sondando contra o cetim fino da minha calcinha. Seu toque era eletrizante. Eu queria mais. Eu queria tudo. Eu pisei para fora do penhasco. — Não. Eu não sou tão perfeita. E sim, eu iria gritar. — arranhando seus ombros, eu me forcei mais profundo em sua mão. — Você acha que eu sou imune? Você acha que eu sou seca e repelida por você? — arrastando-o para mais perto, eu murmurei. — Você não poderia estar mais errado. As narinas de Jethro se contraíram. Seu dedo se contorceu quando ele estreitou os olhos. — Você acha que pode me confundir? Eu pressionei um dedo contra sua boca. — Cale a boca. Seus olhos se arregalaram, ele rosnou baixo em seu peito. Seus lábios recuaram, revelando dentes afiados. Eu não removi meu dedo. Eu estava no comando. Eu era a única tomando. — Meu coração odeia você, mas meu corpo... Eu estou encharcada. Estou implorando. Então pare com suas perguntas intermináveis. Pare de me insultar e se entregue. Kite voou em minha mente, em seguida se foi. Eu tinha ultrapassado o sexo virtual inábil, abraçando a timidez física. O mundo parou por um milésimo de segundo. Jethro respirou chocado. Em seguida, sua mão que deixou minha buceta, rasgou os pequenos laços segurando minha calcinha no lugar e

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dirigiu um dedo bem dentro de mim, eu fiz o que eu disse que faria. Eu gritei. Minha cabeça caiu para trás, batendo contra a parede. Meu coração explodiu em uma confusão de paixão e raiva. Oh, Deus. Oh, Deus. Minha boca sugou o ar, mas isso não impediu o turbilhão de necessidade cegando e roubando minha sanidade restante, me dando completamente e totalmente para Jethro. Eu chorei por dentro. Eu gemia por dentro. Eu desejei que eu pudesse ser diferente. Alguém não tão privada de suas necessidades animalescas. Alguém que pudesse gritar e pedir ajuda. Não alguém que inclinou os quadris e gemeu pelas maldições derramadas dos lábios de Jethro. Não alguém que se apoderou do homem que a rasgou de seu mundo e abriu suas pernas amplamente. Mas, em seguida, Jethro tocou um ponto que fez meus olhos saltarem, bloqueando meu músculo e uma necessidade tão violenta de aproveitar, que eu agarrei seu pulso, o obrigando a me levar mais duro. Minhas lágrimas se transformaram em alegria, me contorcendo na mão de Jethro. — Porra. — sua voz era sexy e rouca ecoando tão baixo. — Quem diabos é você? — seu dedo trabalhava em mim, pulsando dentro de mim. Eu derreti em suas mãos. Eu abri minhas pernas tanto quanto eu poderia. Eu desisti de tudo, abraçando a simplicidade de ser uma criatura sexualmente faminta. Isso não era fazer amor, isso não era nem mesmo foder. Era a guerra. E inferno, isso era bom. Cavando minhas unhas em seus ombros, eu o empurrei mais perto. — Mais duro. — eu respirei. Jethro gemeu, e em uma reviravolta do destino – ele obedeceu. Seu dedo dirigiu tão profundo, cutucando os nós dos dedos contra a minha carne inchada. Seu polegar rodou em volta do meu clitóris, espalhando umidade, me levando para sempre nas alturas. Me virei para a pedra antes de detonar em pedaços pequenos. Cada polegada de meus pensamentos, emoções e reações foram roubadas por seu toque alucinante. Eu não tinha sentido nada parecido. ~ 146 ~


A culpa tentou me afirmar, me lembrando que este era o homem que arruinou a minha vida. Mas a luxúria rapidamente devorou a culpa, a transformando em furiosa paixão. — Você é tão apertada. — ele rosnou, empurrando seu dedo mais fundo. Eu me senti como se eu não tivesse vivido. Como se meu mundo fosse escuro e Jethro era o sol me trazendo comida que eu nunca soube que eu precisava. A pressão dolorosa queimou enquanto ele tentava encaixar dois dedos dentro de mim. Eu vacilei, balançando meus quadris para longe. — Pare Ele fez uma pausa, em seguida, removeu o segundo dedo, dirigindo um único dedo profundo, me arrastando de volta ao desejo. — Você é virgem. Os rumores eram verdadeiros. Eu balancei minha cabeça. — Não. — Não? — ele agarrou meu queixo, me segurando firme, dirigindo seu dedo mais duramente. Eu gritei, deixando minha cabeça descansar no meu pescoço inútil com felicidade. — Como você é tão apertada e não é virgem? — Uma vez. Eu apenas, — eu parei, consumida com cada pulso do dedo de Jethro. — Eu souEu desisti. Eu estava completamente analfabeta, incapaz de formar palavras. — Se você não é virgem, prove isso. — seus dedos apertaram ao redor do meu queixo. — Puxe meu pau. Minha mente apagou. Eu desliguei para o precipício de minhas boas maneiras de menina antes de me atirar de cabeça em uma mulher que faria qualquer coisa para se sentir viva. — Puxe meu pau, Srta. Weaver. — ele empurrou contra mim, me batendo com a dureza em seus jeans. Meus olhos se ampliaram. Meu estômago travou ao mesmo tempo em que ele empurrou seu dedo. — Maldição. — ele rosnou. — Faça isso. Eu não vou gozar em minhas calças jeans de merda como um idiota. ~ 147 ~


Será que ele vai me foder? Se eu tirar o seu pau, ele iria me tomar? Sexo? Com ele? Eu... Eu não poderia ter relações sexuais com ele. Este monstro de coração frio. Mas o meu coração enfurecido e borbulhando sangue disse sim. Deus, sim. Desliguei os meus pensamentos, deixei cair minhas mãos de seus ombros e me atrapalhei com a fivela de seu cinto de crocodilo. A dureza de sua ereção queimou meus dedos. Jethro não ajudou a minha concentração, dirigindo seu toque mais profundo. — Anda logo. Eu preciso de seus doces dedos me masturbando. Maldição, eu não sei— sua voz cortou quando eu desfiz o botão e zíper. Engoli em seco quando seu pau saltou para fora, escapando do topo de suas cuecas boxers cinza. Ele estremeceu, gemendo de alívio. A ponta brilhava com a umidade, ligeiramente vermelho e levemente inchado. Meus olhos se arregalaram temendo afugentar a luxúria em minhas veias. Eu olhei para cima, engolindo em seco. — Você é... eu não posso. Ele fez uma careta. — Tarde demais para voltar atrás agora, mulher. — pegando a minha mão, ele colocou ao redor de seu grosso, duro e enorme pau. Eu não tinha experiência para continuar, mas ele nunca iria caber dentro de mim. Ele não cabe dentro de qualquer mulher. — Cala a boca e me acaricia. Eu abri minha boca, incapaz de formar palavras. — Não posso, não há nenhuma maneira... Em um movimento rápido, ele empurrou o dedo do meu núcleo, manchando a minha umidade na minha bochecha quando ele me beliscou com força. — Você está sem desculpas, Srta. Weaver. Você foi a única que começou isto. Você é a pessoa que montou a porra do meu dedo como se você nunca tivesse gozado antes. — sua voz caiu para um sussurro escuro. — Então cale a boca, envolva esses pequenos dedos em torno de meu pau e bata uma punheta para mim, caso contrário, eu

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juro por Deus que vou jogá-la em suas mãos e joelhos e foder sua buceta pequena e apertada bem aqui. Meu coração deu uma guinada, terror pingado no meu sangue. Não haveria nada de erótico sobre isso. Doeria. Ele me dividiria em duas. Mordendo os lábios, eu peguei a cabeça exposta, espalhando o resíduo pegajoso na parte superior em seu eixo quente. Travando os olhos em Jethro, eu empurrei minha mão em suas cuecas, seguindo o seu comprimento longo. Seus olhos se fecharam enquanto meus dedos tímidos travaram em torno dele. — Porra. — ele gemeu. Sua testa esmagou contra a minha, seus quadris impulsionando em minha mão. — Pare de me provocar. Com força, porra. Ele estava pedindo o impossível. Eu não consegui conectar meus dedos em torno de seu perímetro. Meu aperto era inútil em torno do calor latejante - a única parte quente dele. Segurando minha respiração, eu o envolvi tão duro quanto pude. Jethro grunhiu. — Esprema-o. Pare de ser uma provocadora. Eu estava brincando com você? — sua mão desapareceu de repente no meu vestido novo, seu dedo médio empurrando tão duro e rápido dentro de mim, que enviou uma galáxia de estrelas explodindo atrás dos meus olhos. Então ele deslizou para cima, espalhando a umidade em torno de meu clitóris. Minhas pernas tentaram fechar, toda a minha atenção disparou entre minhas pernas. Eu fiquei rígida. Ele me tocando no interior foi incrível. Tê-lo esfregando esse pequeno feixe de nervos foi incrível. — Retribua o favor, Srta. Weaver. Me faça gozar. Bem aqui. Agora. E eu vou te deixar tão selvagem que você vai implorar e nunca mais vai querer ninguém. Era isso. O final feliz do sexo. Era essa a sensação aguda? Crescendo mais e mais em meu núcleo? Se fosse, eu queria gozar. Tanto. Enrolando meus dedos tão apertados quanto possível em torno de seu pau, eu espremi até uma dor irregular entrou em erupção na minha palma. Eu não tinha força. Eu não sabia o que fazer. Eu apenas deveria

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apertar e o deixar empurrando em minha mão? O que mais eu poderia fazer? Com um rosnado baixo, Jethro parou de acariciar meu clitóris. Ele se virou para a parede. — Essa é a sua ideia de me fazer gozar? Engoli em seco, sacudindo minha mão, abaixando meus olhos. A emoção de ser tocada e tocar desvaneceu, rapidamente substituída por desespero. — Estou sim... uh. — Pelo amor de Deus. — revirando os olhos, ele tirou a mão de entre as minhas pernas e deu um passo para trás. Com um grunhido, ele puxou as calças de volta no lugar, mas não antes de eu pegar um vislumbre de quão grande era seu pau. Era perfeitamente reto, tão cheio de veias, sedoso, tão orgulhoso e rígido exatamente como seu dono. Ele me aterrorizava. Eu não precisava ser virgem ou uma puta de renome mundial para saber que não havia nenhuma maneira que ele se encaixaria dentro de mim. Nenhuma lei neste planeta me faria me sentir bemvinda ao seu tamanho. — Porra, o que eu estava pensando? Você é inútil. Completamente inútil do caralho. — afivelando o cinto, ele passou as mãos pelo cabelo, manchando a umidade persistente de mim através de seus fios prateados. — Grande decepção, Srta. Weaver. — seu olhar frio enviou uma tempestade de neve limpando a fogueira na minha barriga. — Eu estou pronto para jogar jogos, então corte o papo furado. Hora de começar o dia. — sua voz não deu margem para interpretação. Uma corrente de ar frio passou pelas minhas costas. Meu breve indulto de dívidas e horror aos Hawks haviam terminado. Eu tinha sido mostrada a algo que eu queria desesperadamente, mas negada por que eu falhei em agradá-lo. — Você poderia me ensinar... me mostrar como... — eu não podia fazer contato visual com ele. Mortificação pintava meu rosto, tanto por admitir que eu era ignorante e por pedir a um monstro para me treinar. Jethro riu. — Você acha que vai salvá-la do que está por vir? Foi seu plano agora a pouco? Me fazer com que eu te fodesse na esperança de que eu poderia sentir algo por você? — ele balançou a cabeça. — Eu não vou te ensinar nada, especialmente como bater uma para mim. Como você me disse uma vez, pesquise no google por essa merda, mas ~ 150 ~


isso não vai adiantar, porque da próxima vez... eu não preciso da sua mão para gozar. Minha respiração ficou presa na minha garganta. Meu coração pendurou pesado e eu tremi. O sol se arrastou atrás de uma nuvem, nos deixando nas sombras. Jethro ficou encarando, o contorno de sua ereção visível em seus jeans. Mas não havia nenhum indício do desejo que ele tinha sofrido, ou a paixão que ardia entre nós apenas alguns segundos antes. Seus olhos insensíveis queimaram um buraco diretamente em minha alma, me condenando por minhas traições passadas e presentes falhas. Quanto mais tempo ele olhava, mais ele minava minha fortaleza cuidadosamente construída. Eu não podia suportar a intensidade por mais tempo. A humilhação de estar de pé ali, indesejada, ligeiramente usada e completamente frustrada. Com as mãos trêmulas, eu alisei meu vestido eu me empurrei para longe da parede. Sem dizer uma palavra, joguei meu cabelo sobre meu ombro e o contornei. Com passos confiantes, eu o deixei para trás, em direção à mansão. Ele vai me perseguir. Ele vai me caçar. Eu esperava pousar no meu rosto por causa de um ataque. Esperei pela vertigem roubar a minha garantia de calma e me jogar ao chão. Mas nada aconteceu. Jethro não atacou, e eu não caí. Eu estava firme, pela primeira vez na minha vida. Meu corpo se comportou. Meu mundo continuou, mesmo que eu tivesse sido jogada para fora do meu eixo e em um novo reino. Um reino onde o sexo acenou como o Santo Graal e meu ódio se ampliou mil vezes. Meu estômago vazio ameaçou roubar a força restante em meus membros, mas eu continuei, ignorando os protestos do meu corpo, caminhando como um bom animal de estimação para o abate. Eu não achei que eu estava prestes a gozar a minha penitência de ser uma Weaver. Torcendo minhas mãos, eu fiz uma promessa. Uma promessa que eu esperava que me desse força para os próximos dias.

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Eles não podem me tocar. Eu não sou Nila ou Threads. Eu cansei de ser fraca. Meu coração inchou quando topei com as escadas, olhando para Hawksridge Hall, em toda a sua glória. Naquele momento, eu joguei fora minha pele de cordeiro e abracei uma nova. Uma que me encheu de força. Aquela que abraçou as garras se alongando - as que eu tinha começado a crescer. Eu já não estava protegida por tigres, mas forçada a me tornar uma. Sou Needle, e eu vou sobreviver.

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CONTROLE. Eu amo. Eu o exercia. Eu possuía isso. Mas aquela pequena prostituta Weaver quebrou meu controle, me transformando em nada mais do que um idiota orientado a sexo. Ela me fez jogar minha compostura, minha calma cuidadosamente planejada para fora da maldita janela. Seus dedos tímidos. Sua respiração vibrando. Tinha sido mais excitante do que as mais experientes das amantes. Ela era tão pura que ela se sufocou com um halo. E a porra me pede para ensiná-la? Me concede o poder de evoluir esta criatura virginal para algo que eu queria? Era tentação. Que não era permitida, caralho. Ela era minha para roubar. Minha para compartilhar. Me recusei a treiná-la, porque, no final, eu seria o único a dar o golpe mortal. Ela não conseguiria me arrastar para qualquer jogo que ela jogasse. Eu respirava com dificuldade, ainda agora lutando para encontrar minha amada frieza. Eu precisava de um chuveiro gelado. Eu preciso ensinar a ela uma lição de merda, isso é o que eu preciso. Uma batida abocanhou minha cabeça erguida. Girei no lugar, trocando a vista para os jardins da frente para o olhar de meu pai. O homem que me ensinou a ser o mestre de minhas emoções. Como controlar a parte rude de nós mesmos e ser implacável com o silêncio. Ele me ensinou demais - me espancou demais - e eu era o seu favorito. Graças a Deus não havia câmeras no estábulo, se ele visse quão longe eu caí, sua decepção traria repercussões. Grandes repercussões.

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Meu pai colocou a cabeça no ‘Quarto Buzzard9’ decorado com papel de parede à mão com estêncil de urubus caçando e as carcaças de patos, cisnes e pequenos pássaros. Foi também o quarto que eu tinha escolhido para Nila. Esse seria seus aposentos, um quarto fedendo a morte e decadência. Ela de alguma forma venceu a lição que eu queria ensiná-la nos canis. Ela conseguiu me fazer trocar o controle para a promessa de sexo. Tinha funcionado. Isso. Não. Funcionaria. De. Novo. Eu realmente tive pena dela. Ela tinha me mostrado tanto naquele breve momento. Ela estava com fome. Ela estava escondida. E ela estava tão extremamente vulnerável que me fazia sorrir ao pensar em suas ilusões. Ela pensou que poderia ser mais esperta que nós. Nós? Comerciantes de diamantes, motoqueiros da realeza e mestres comprovados do destino dos Weavers. Estúpida, garota estúpida. Assenti para o meu pai. — Cut. O cavanhaque grisalho eriçou. — Traga ela para a sala de jantar quando ela estiver pronta. Todos estão reunidos. — ele fumava um charuto gigante, vestindo um colete de tweed e calças completando com uma jaqueta de couro dos Black Diamonds. Ele parecia um enigma do mundo motoqueiro e aristocracia Inglesa. Eu balancei a cabeça novamente. Ele saiu sem um adeus, e me mudei para me sentar na cadeira do século XVII esculpida à mão. Uma cadeira feita por homens e apenas homens. Completa com um cinzeiro e uma madeira escura, trabalhada com o nosso brasão da família. Dez minutos depois, a porta para o banheiro se abriu, revelando uma Nila de banho tomado. Seu cabelo preto longo caído em seus ombros nus. Ela parecia mais jovem, inocente, sem a pesada maquiagem borrada da noite passada. Seus olhos eram maiores, como

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Buzzard é urubu. ~ 154 ~


negras piscinas infelizes, enquanto sua pele brilhava um bronzeado natural e sombrio. Eu a tinha visto em revistas. Eu corria a ponta do dedo sobre ela nas colunas de moda, mas nunca a achava atraente. Ela não tinha seios. Ela sempre se destacou como uma sombra desvanecendo ao lado de seu irmão e parecia muito arrumada e presa. Ela não era nada para mim. Então por que eu quase gozei enquanto dedilhava ela? Minha boca molhou, me lembrando da selvageria à espreita sob o blefe da apertada virgem. Engoli em seco, lutando contra o sangue correndo para o meu pau. O jeito que ela montou a minha mão, porra. Então eu ri. Alto. Acenando para suas pequenas mãos segurando a toalha, eu disse: — Eu vejo que seus dedos são capazes de segurar alguma coisa. — minha cabeça inclinou. — Preciso te lembrar que foi uma decepção mais cedo? Ela não era nada para mim antes e ela permaneceria nada para mim. E depois desta tarde, seria impossível que ela me deixaria tocá-la novamente. O que era perfeito, porque a próxima vez não seria para o prazer. Seria para a dor. E permissão levaria a diversão. Ela congelou, travando os joelhos. A nuvem pesada quando ela sofreu um ataque de equilíbrio estúpido rodava em suas profundezas marrons. Sugando uma respiração, ela disse calmamente: — Não, não precisa. Você me disse inúmeras vezes. Você me fez muito consciente do que você pensa de mim, e eu estou farta de ouvir isso. Afastando da cadeira, eu levei o meu tempo olhando seu corpo. Ela não se incomodou ou corou, o que me deixou puto. Eu a queria nervosa. Eu a queria apavorada com o que estava por vir. Me levantei lentamente, estalando a língua. — Ah, ah, ah, Srta. Weaver. Não use esse tom comigo. Você é a fracassada. Você é a prisioneira. Você pega o que eu te dou. Você não pode assumir ter qualquer palavra a dizer ou autoridade. Isso inclui ouvir tudo o que eu

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considero importante para lhe dizer. — parando como um fantasma na frente dela, eu murmurei, — Isso está entendido? Flexionei meus músculos, dando boas-vindas de volta a frieza calmante de controle. Eu não tinha gostado de pisar fora de meus limites de civilidade. As coisas ficavam confusas quando o silêncio era interrompido. As coisas ficavam apressadas quando o ânimo se levantava e a maldição fluía. E eu não queria apressar sua ruína. Eu queria saboreá-la. Devorá-la. Correndo um dedo ao longo do seu ombro úmido, eu sorri para ela. — Você fez o que eu pedi e lavou sua sujeira? Seus lábios franziram, raiva brilhou em seus olhos. Mas ela a engoliu para baixo. — Sim. — Você deixou sua buceta em paz? Sem tentar terminar o que comecei? Sua cabeça pendia um pouco mais baixa. — Sim. Meu dedo seguiu o contorno de seu ombro, seguindo para baixo em seu braço. Ela ficou em silêncio, escondendo a criatura selvagem de antes, que descrevia vulnerabilidade e sexualidade tranquila. Minha boca molhou novamente, mas não era com necessidade de empurrá-la contra a parede e conduzir o meu pau dentro daquele buceta apertada. Não, era porque eu nunca tinha feito alguém com a cor da pele dela sangrar. Será que o sangue dela era mais escuro? Seria um chocolate rico como seus olhos? Eu conhecia sua árvore genealógica. Eu a estudei em preparação. Suas linhagens de sangue não eram puras, não, havia raça misturada em seu passado. Uma mistura de Espanhol e Inglês. Outra razão pela qual os Hawks eram melhores. Éramos cem por cento Ingleses. Imaculados. Nila olhou nos meus olhos. Sua pele irrompeu em arrepios. — Pare o que estiver fazendo e me deixe me vestir. Onde estão as minhas roupas? — ela agarrou a toalha prata mais duramente, escondendo tudo, suas pernas maiores do que a média e os pequenos pés. — Eu preciso carregar o meu telefone. Eu quero a minha mala. Eu não me incomodei que ela tinha mandado uma mensagem ontem à noite para drenar sua bateria. Não haveria nenhuma cavalaria

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vindo pra resgatá-la, disso eu estava completamente certo. — Você vai receber os seus pertences se você nos agradar. — Nos? Recuando, alisei minha camisa, tomando o meu tempo em entregar a verdade. Eu esperava que ela fosse se afastar, afinal, eu era um caçador de coração. Mas ela trancou seus joelhos novamente, os pés firmes no tapete espesso. — Sim. Nos. — segurando minha mão, eu esperei. — Pegue minha mão. Ela hesitou, içando a toalha mais alta, seu pequeno punho prensado contra os seios pequenos. Eu olhei para frente para fazê-la obedecer, mas, em seguida, a indiferença brevemente testemunhada nos canis veio sobre seus recursos de apagar o fogo, transformando-a em um robô obediente. Lentamente, ela fez o que eu pedi, colocando a mão levemente úmida na minha. No momento em que eu a tinha, eu marchei pelo chão do quarto. Ela suspirou, se movendo, arremessando as pernas para se firmar. Silenciosamente, eu abri a porta e caminhei pelo enorme corredor, passado pelos escudos e lanças e bestas, até o final dessa ala para onde a irmandade Black Diamond se reunia uma vez por semana em uma reunião do clube chamado Gemstone. Esta tarde não era negócio que estará sendo discutido. Era Nila. Este é o seu almoço de boas-vindas. A tradição ininterrupta durante centenas de anos. Um evento estimado que todos os nossos irmãos sabiam e apreciavam imensamente. No dia em que todos provam uma Weaver. Batendo a palma da mão contra as portas duplas, eu empurrei Nila para a sala. Ela parou, seu rosto perdeu a sua cor, ficando branca como a neve. Eu procurei suas feições para o medo. Eu cacei por terror, mas eu só testemunhei resignação. Me afastando dela, eu me concentrei no que ela não conseguia desviar o olhar de.

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Homens. Vinte e sete para ser exato. Alguns jovens e suaves, outros velhos e barbudos. Alguns ricos e bem-falantes, outros pobres e sujos. Mas todos eles tinham algo em comum. Eles pertenciam aos Diamonds e eram os nossos colaboradores mais confiáveis. Flaw, Fracture e Cushion não estavam presentes, nem eram membros de pleno direito, a sua missão era observar Vaughn e Archibald Weaver de fazer qualquer coisa... Imprudente. Nila lutou, tentando pegar a mão dela de volta. Eu apertei meus dedos em torno dela, não afrouxando uma polegada. — Não seja rude, Srta. Weaver. Diga olá e seja cortês. Este é, afinal, o seu almoço de boas-vindas. Ela sacudiu, recuando para trás, testando minha espera. Meu pai se sentou no final da mesa extremamente longa. O quarto era enorme. Decorado com cortina dourada e enormes pinturas a óleo de meus antepassados, lustres de cristal e talheres brilhando. As pinturas eram de apenas falcões do sexo masculino. As mulheres da minha árvore genealógica foram designadas em outra sala. Ainda comemorado, mas não tão importante. Cada obra de arte mostrava um homem de riqueza e poder distinto intolerável. Os estudei em grande extensão no mês passado, me preparando para a chegada de Nila. O meu favorito era Samuel Hawk. O terceiro homem a extrair uma dívida. Eu parecia com ele. Estalando os dedos, meu pai chamou os pequenos murmúrios de vozes masculinas à atenção. Apontando para Nila tremendo ao meu lado, ele disse: — Irmãos, esta mulher será nossa convidada para o futuro previsível e em honra da sua companhia, nós temos algo especial planejado. Os homens sorriram, reclinados em suas cadeiras, prontos para o show começar. O silvo e crepitação da lareira acrescentaram um ruído de fundo alegre, bem como o calor de boas-vindas para a sala cavernosa. Acenando para mim, ele disse: — Jet, você seria tão amável em garantir que nossa hóspede fique adequadamente vestida. É um prazer. ~ 158 ~


Isso pode ser tradição, mas também era vingança pelo que ela me fez mais cedo hoje. Esta era uma doce vingança. Soltando a mão de Nila, eu me mudei para a mesa lateral grande que continha louças, copos de vinho e decantadores. A comida que tinha sido preparada pela cozinha na outra ala da casa esperava no aparador correspondente do outro lado da sala. Havia inúmeros pratos, pelo menos, sete em cursos, mas nenhuma equipe de garçons para apresentá-lo. Eu sorri. Foi aí que Srta. Weaver entrou. Junto com... outros deveres. Reuni os itens que foram feitos para Nila e voltei para o lado dela. Ela não se moveu, mas não de obediência. Dois grandes homens em coletes de couro bloquearam seu caminho para fora. No momento em que eu voltei, ela olhou suplicante nos meus olhos. — Eu não posso Jethro - não faça isso. — ela engoliu em seco. — Não tantos. Eu não posso fazerArrebatando-lhe o braço, eu a girei para o canto da sala, longe dos espectadores famintos. — Você se atreve a dizer não? Você quer que isso acabe? Ela assentiu com a cabeça rapidamente. — Sim. Mais do que qualquer coisa sim. — Bem. Acabou. Mas você está condenada a ver seu pai e irmão serem abatidos, juntamente com a dizimação dos negócios da sua família. Tudo será dizimado. Pra sempre. É isso que você está disposta a pagar? Ela apertou os olhos em horror. Não, acho que não. Eu nunca quis ser tão fraca. Isso me impulsionou pela compaixão. Obedeci minha família. Eu aceitei minha posição. Mas eu nunca deixaria o amor ditar minhas ações. Isso não era o que um Hawk faz. Nós éramos intocáveis. Tomando a liberdade de sua falta de visão, eu coloquei o primeiro item em sua cabeça. O chapéu de empregada com babados sexy. Foi ~ 159 ~


colocado em sua cabeça, enfeitando seu cabelo negro úmido como uma triste coroa. Sua cabeça abaixou, protegendo os olhos. Seu corpo estremeceu, se esforçando para manter o vazio que ela pensou que iria ser a sua salvação. Puxando as mãos, eu murmurei. — Solte a toalha. Ela se encolheu a distância. Rosnando sob a minha respiração, eu envolvi um braço em volta da sua cintura, segurando-a firme. — Não me faça pedir de novo. Você não é nova neste jogo. Solte a toalha. Seus olhos voaram, lutando contra meu aperto. — Não! Maldição, ela estava me testando. Uma dor de cabeça aumentou atrás dos meus olhos. Eu suspirei. — Me faça pedir mais uma vez. Vá em frente... Ela congelou, respirando com dificuldade. A batalha começou entre nós. Eu nunca deveria tê-la deixado fugir com o que ela fez nos estábulos. Ela pensou que eu tinha suavizado. Ela pensou que eu seria brando. Se há alguma coisa, é provar meus erros e eu iria com unhas e dentes garantir que eu não vacilasse novamente. Nunca mais. Ela teve que aprender que o dia concedeu esperança e felicidade, mas eu roubaria isso. Ela tinha que enfrentar que a noite mal se escondia na escuridão, mas a minha alma era mais negra. Não haveria nenhum vencedor. Nenhum. Nós não falamos, mas nossos olhos gritaram, nos envolvendo com tensão. Finalmente, ela baixou o queixo em derrota. Seu aperto de morte no material macio afrouxou, permitindo-lhe cair ao chão. Normalmente, eu teria recompensado ela. Uma palavra amável. Um gesto gentil. Mas isso foi antes de eu aprender que eu não poderia dar a ela qualquer suavidade. Ela precisava de uma mão firme e magistral. Caso contrário, ela vai tornar a minha vida um inferno vivo até que eu roube dela. Meus olhos trancaram em seu corpo nu. ~ 160 ~


Fiz uma pausa. Porra. Nila Weaver era como uma agulha que ela usou para ganhar seu sustento. Longa, esculpida. Tônus muscular definidos, seus quadris desafiaram sua pele macia, quase perfurando. Seus seios eram pequenos, mas altos, perfeitos com mamilos escuros. Meu olhar caiu entre suas pernas. A parte dela que eu tinha intimamente já explorado. Eu esperava que uma menina inexperiente para não aparasse sua buceta, mas só havia uma faixa de cabelo preto, que escondia e provocava ao mesmo tempo. Meu batimento cardíaco aumentou. E então eu observei as contusões. Em todos os lugares. Em sua caixa torácica, quadris, coxas e braços. Cutucando um dedo implacável em um particularmente grande roxo, eu murmurei, — Quem fez isso? Ela cruzou os joelhos, apertando a mão sobre os seios. Engoli em seco, odiando que meu pau estremeceu. Sua boca se separou, em seguida, compreensão me queimou. — Não quem. O que. — olhando para si mesma, ela sussurrou: — Os perigos da vertigem. Eu não tinha resposta para isso. Ela já tinha uma condição que a machucava. Eu deveria ser fácil de suportar. — Coloque o seu braço para baixo. — eu o bati longe de seus seios. Ela endureceu, mas o abaixo, de pé mais alta do que antes. Comecei a colocar nela o avental, passando sobre sua cabeça. Era preto com uma guarnição branca, baixo o suficiente para mostrar o topo de seus seios e mamilos, curto o suficiente para mostrar o deleite aparado entre suas pernas. Girando em torno dela, eu amarrei as cordas em seu pescoço e lombar. Quando ela me encarou novamente, ela engasgou, — Por quê? — Por quê? — eu levantei uma sobrancelha. Ela assentiu com a cabeça. — Isso é tudo um jogo para você? ~ 161 ~


Eu sorri. — Não jogo. Somos muito sérios. Como você já deve saber. — deixando-a, voltei para a mesa e recolhi o produto final. A relíquia dos Weaver. Rondando as costas para ela, eu levantei o colar. Os olhos dela se arregalaram. Ela observou com admiração o colar de diamante incrustado feito a partir de nossas próprias importações. Duzentos quilates, avaliado em mais de três milhões que tem estado na minha família desde que a primeira dívida tinha sido reivindicada. — Sabe o que é isso? — eu sussurrei, o balançando na frente de seu rosto. Ela apertou os lábios, os olhos mortalmente frios. Eu não precisava de uma resposta. Ela saberia em breve. Abri o fecho do colar, segurei as duas extremidades e me inclinei sobre ela. Envolvendo-o em torno de sua garganta, me mudei de frente para trás, me posicionando para prendê-la. Eu mantive minha voz baixa e suave, abraçando minha crueldade fria novamente. — É carinhosamente conhecido como Weaver Wailer10. — usando o fecho especial - um fecho irreversível, - eu murmurei: — É o nosso presente para você. Joias da melhor de nossas minas. Você deve estar orgulhosa de usar essa riqueza. Nila estremeceu quando a fechadura bloqueou, encaixando no lugar. Meus ombros relaxaram. Estava feito. Sua opção de sair havia simplesmente desaparecido. — Você é nossa agora. Quer saber por quê? Ela choramingou, balançando a cabeça. Reunindo seu cabelo preto grosso, eu ignorei seu apelo para a ignorância. Eu disse a ela que ignorância era felicidade, o que era verdade. Mas eu queria falar para atormentá-la. Eu queria que ela abraçasse plenamente o seu futuro.

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O lamento dos Weaver. ~ 162 ~


Respirando suavemente em seu pescoço, eu sussurrei, — Porque uma vez que a Weaver Wailer está no lugar... só há uma maneira de tirá-lo.

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— CHEGA DE BRINCAR, JETHRO, traga ela aqui. O comando queimou minhas orelhas, transformando a minha falsa crença que eu poderia sobreviver em fuligem suja. O fogo que manti dentro de mim tinha desaparecido. Todo o fingimento estúpido que eu poderia bloquear o pior de danificar minha alma desapareceu. Minhas pequenas garras tinham totalmente se retraído em nada mais uma vez. Eu estava com frio. Frio como ele. Desligada. Como ele. Silenciosa. Como ele. Só havia uma maneira de tirar isso. Eu engoli. Minha cabeça martelando. Minhas mãos voaram até o feixo do colar. Era pesado, sem vida e gelado. Gelo puro. A clareza perfeita e impecável do brilho dos diamantes lixiviado em minha pele, me afirmando, me marcando. Só havia uma maneira de tirar isso. Pensei que viria a termos com minha mortalidade. Pensei que enfrentaria o fim com minha cabeça levantada e olhos secos - mas isso foi antes de me disserem qual o método de minha execução. Quando pensei na morte... imaginei nada... Eu não tinha nenhuma imagem de como viria o fim. Agora eu tinha. Só há uma maneira de tirar isso. Eu iria ser decapitada. Não gaveria nenhuma maneira de serrar o colar ou abrir o fecho. A forma de bloqueio do fecho era resolutamente insinuada a um mecanismo de sentido único. O colar pesado agora era meu... um acessório a me estrangular lentamente por diamantes.

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Eu não era frágil. Mas eu estava. Tão frágil, quando uma única lâmina afiada poderia acabar com minha vida. Diamantes eram a fortaleza a mais dura da natureza - o casamento perfeito de gelo inquebrável e poder. Um novo respeito indesejado coalhou no meu estômago. Jethro disse suas minas. Suas minas. Os diamantes eram puros, mas o método da coleta teve uma história de xadrez de morte e violência. Eles não só representavam o papel de ‘intocáveis’. Eles eram intocáveis. Não! Meus dedos repuxando ficaram frenéticos. Eu arqueei o pescoço, pesquisando por uma borda de insanidade para uma fraqueza no soldado ouro branco e pedras preciosas. Tem que sair. Tem que sair. Eu não tinha forças para morrer. Eu não tinha o martírio para deixá-los fazer isso. Não para a família. Não por fortuna. Eu era fraca. Não queria morrer! Jethro agarrou meus pulsos, sem esforço, puxando meus braços longe de minha garganta. Meus olhos se abriram e tudo o que via era uma pedra malévola. Não havia nenhuma compaixão em seus olhos castanhos. Não havia simpatia ou até mesmo culpa. Como ele tinha o poder de estar tão perto de mim – de ficar duro por me querer - sabendo todo o meu destino? Só uma pessoa especial poderia fazer isso. Uma pessoa que não nasceu neste mundo, mas no enxofre e fogo. No inferno. Eu lutava contra seu agarre, respirando com dificuldade. O colar se estabeleceu fortemente, ainda espalhando seu hediondo gelo. — Eu estava errada sobre você, — eu assobiei. Jethro colocou as mãos pelos meus lados e, em seguida, me deixou ir. Ele deu de ombros, passando a mão em seu cabelo grosso escuro com luzes. — Eu tenho sido franco e honesto desde o início. Foi você quem torceu a verdade para uma mentira. Você é quem ignorou tudo que lhe disse. Voltando-se para enfrentar a mesa, ele envolveu um braço frio na minha cintura. — E agora é hora de enfrentar a realidade de tudo o que você tentou ignorar. ~ 165 ~


Sr. Hawk, com seu ridículo casaco de lã e roupa de couro, apagou um charuto fumegante. — Você disse a ela? Jethro endureceu. — Me esqueci. Seu pai reclinou na cadeira alta apoiando e dobrando suas mãos sobre a barriga. — Você deveria ter dito a ela quando você o colocou. É chamado de Wailer Weaver e pertencia aUm som alto e estridente explodiu em meus ouvidos. Meu estômago revirou. A vertigem espalhou seus tentáculos invalidando através do meu cérebro. É o colar. O que ela usava quando ela se foi. Jethro olhou para baixo, tentando capturar os meus olhos, mas não o deixei. Eu não poderia fazer isso. Eu mantive minha visão em branco, resolutamente a olhar por cima do ombro. — Eu acho que você já adivinhou de quem era. — abaixando a voz dele, ele sussurrou, — A última pessoa a usar este colar foi sua mãe. Ela o usou durante dois anos e vinte e três dias antes... de ser removido à força. Ele carrega não só os diamantes da minha linhagem, mas também o sangue da sua. Nós, claro, o limpamos completamente após cada proprietário, mas se você olhar de perto, tenho certeza que você vai ver as manchas de suas vidas dados em troca de seus crimes. — Nila, quando você for uma menina grande, você pode usar minhas roupas, sapatos e joias, mas você tem que ficar um pouco mais alta, antes deste dia. — minha mãe riu, me olhando no chão do seu guarda-roupa. Não só invadira sua caixa de joias e me enrolei em pedras preciosas, mas usava um agasalho folgado com uma toca de natação e saltos altos gigantes. Eu achei que ficou incrível. Para uma menina de sete anos de idade. Segurando as pérolas em volta do meu pescoço, eu disse, — Promete? Posso ter estas quando ficar do seu tamanho? Ela se aproximou, me puxando em um abraço. — Você pode ter tudo que é meu. Por quê? Eu sorri. Eu sabia a resposta para isso. — Porque você me ama. Ela assentiu com a cabeça. — Porque eu te amo. As memórias iam e vinham, roubando a terra firme debaixo dos meus pés e girando minha cabeça com náuseas. Espirais, laços de curvas e ciclos de rotação todos agitando meu cérebro. ~ 166 ~


Não era a vertigem neste momento, mas luto. O luto esmagando, quebrando. Um sofrimento que eu não tinha sofrido porque todas as minhas memórias felizes dela tinham sido bloqueadas pela parede de ódio. Ela deveria ser a vilã por deixar o meu pai. Eu tinha sido salva do sofrimento. Salva de tudo com o conhecimento de quão preciosa ela era. Quão trágica a vida dela se tornou e, dois anos depois ela tinha ido embora. Dois anos que nós não tentamos salvá-la. Os Hawks tinham roubado ela de mim e arrancado qualquer armadura que tinha contra sentir falta dela. Ela não era a vilã. Eles eram. Eles todos iriam morrer por isso. Eles tentariam por toda a eternidade. Eu encontraria uma maneira. Por favor, me deixe encontrar um caminho. Eu usava o colar que todas as mulheres primogênitas da minha família usavam antes de serem assassinadas - era devido uma grave vingança. Uma vingança nojenta, dolorosa. Um soluço escapou de minha boca. Eu não consegui lutar mais contra a dor e me dobrei. Um pouco doente, vomitei em cima dos sapatos brilhantes pretos do Jethro. — Porra. — ele pulou para trás, não havia muita bagunça. Se passaram quase vinte e quatro horas desde que eu tinha comido - não tinha nada a perder ou purgar. Mas o esforço seco de vomitar não parava de torturar meu corpo. — Pelo amor de Deus, Jet. A coloque sob controle. Não temos o dia todo. — a voz do Sr. Hawk gritou do outro lado da sala. Mãos frias agarraram meus ombros, me empurrando da minha posição para ficar reta. Eu gemia com minha cabeça bêbada com dor. — Pare de me envergonhar, — rosnou Jethro. Envergonhá-lo? Filho da puta. Babaca. Filho de Satanás. Eu olhei furiosamente com meus olhos nadando em lágrimas para o olhar frio despido de Jethro. Algo acendeu sobre suas íris dourada - uma sombra escura. Foi o único aviso que recebi antes de sua mão aparecer e me surpreender pelo lado da cabeça. Eu pensei que eu era corajosa. Eu pensei que eu era forte. Mas eu nunca tinha sido atingida antes. O tapa de Daniel no carro ontem à noite não conta. Este abuso tinha vindo de um lugar sombrio - um ~ 167 ~


lugar dentro de Jethro onde raiva fervia insuperavelmente. E era interminável. Ele pode ser gelado do lado de fora... mas em seu coração... ele cozinhava no vapor com raiva pressionada. Caindo de joelhos, eu enrolei minha cabeça amargando nos meus braços. Eu vinha de uma família que se amava tanto, um ar desiludido ou palavra severa era o suficiente para quebrar meu coração. Abuso físico não era algo que eu conhecia. Não era algo que eu poderia me preparar. Jethro agarrou meu cabelo, me puxando na posição vertical. Eu segurei seus pulsos para evitar a dor rasgando. Meu olhar embaçado focou em sua camisa cinza dobrada e calça jeans perfeita. Ele olhou. — Você vai limpar isso, mas por agora, você tem outras coisas para fazer. Ele não largou meu cabelo, me carregando em diração ao seu pai. Cada passo que eu dava, eu tentava esconder meus seios expostos e ignorar a brisa entre as minhas pernas nuas. O avental que Jethro tinha me vestido mal cobria meu estômago e muito menos os lugares valiosos. Lugares que eu daria a minha linha inteira de design para ter coberto. A touca estúpica de empregada inclinava para o lado, agarrando-se ao meu cabelo emaranhado. Não podia contar quantos homens existiam em torno da mesa, mas seus olhos nunca deixaram o meu corpo. A maioria estava olhando meu peito ou hipnotizado com meu lado mais baixo que embaralhava para ocultar o máximo possível da minha decência. Mas não era apenas seus olhos que enviavam aranhas correndo ao longo das minhas pernas. Era as imaculadas pinturas enormes de homens vestindo perucas brancas, casacos elegantes e tranças, caçando privilégios reais gritantes nas paredes vermelho escuro. Seus olhos não eram sem vida, mas cheios de desprezo - de alguma forma, eles sabiam que um Weaver estava no meio deles e a lareira crepitante era inútil para parar meu frio. Minha sentença devia ser realizada com os antepassados e reliquias famíliares como testemunhas. No momento em que paramos ao lado do Sr. Hawk sentado em sua cadeira de jantar ornamentada, Jethro empurrou meu pescoço de volta. Seu rosto impecável encheu minha visão. — Já não é livre. Olhe. Veja o seu futuro e entenda que não há nenhuma fala branda, ~ 168 ~


mendicância ou negociação para sua saída. Você usa a coleira. Você é nossa completamente. — a voz do Jethro era ártica, resplandecendo com poder. O colar cortava em minha pele. Eu queria cuspir na cara dele. Olhei na direção do Sr. Hawk, o velho serpenteava um braço na minha cintura nua, me puxando para seu colo. — Obedeça e me faça orgulhoso, Srta. Weaver, — Jethro disse, cruzando os braços. Ele mudou para ficar atrás da cadeira do seu pai, se removendo do papel de autoridade, se tornando apenas um espectador. Ele nunca me chamou de Nila. O pensamento estúpido veio e se foi em um piscar de olhos. Jethro ainda iria usar meu primeiro nome. Estremeci, me sentindo esmagadoramente doente de novo. Jethro foi horrível, mas ser deserdada e entregue a uma sala cheia de homens era pior. Eu teria dado qualquer coisa para evitar o que fosse acontecer. Iria de bom grado trocar todas as noites numa cama e voltar para o canil. Os cães eram amorosos, gentis... quentes. Me sentei congelada no colo do Sr. Hawk. Sua mão repousava na minha coxa, não violando, mas me aterrorizando. — Agora que todos entendemos uns aos outros, quero que faça uma coisa por mim, Nila. Então a festa vai começar. Todos os homens que você servir, você receberá outro trecho de sua história. Só depois de ter concluído sua tarefa você saberá toda a história e será livre para passar a tarde durante o banho de vapor abaixo da casa como recompensa ou em confinamento solitário nas masmorras como punição, dependendo de quão bem você nos atender. Eu não conseguia entender como meu corpo ainda funcionava. Choque transformou os meus membros em pedras, o medo me tornou muda - morri por dentro até que não restava uma parte de mim. Mas meu coração ainda continuava bombeando; meu sangue continuava fluindo – mantendo-se vivo apenas para seu prazer doentil. Com o peso dos diamantes do colar da minha mãe em meu pescoço, uma pergunta veio do nada. Minha mãe era uma Weaver. A mãe dela era uma Weaver. Mas elas não mudaram seus nomes de acordo com o sobrenome de seus maridos? ~ 169 ~


Eu pisquei, tentando lembrar o sobrenome do meu pai. Não posso. — Você parece confusa. Eu vou permitir que você me faça uma pergunta, antes de prosseguirmos,— disse Sr. Hawk, me ajeitando em seu joelho. Lutei contra a minha repugnância, me esforçando para formular as palavras. — O nome de solteira da minha mãe era Weaver, mas ela mudou quando ela se casou. — dei uma olhada em Jethro atrás da cadeira do seu pai. Ele inclinou o queixo, olhando por baixo de seu nariz. Sr. Hawk abanou a cabeça. — Esse meu filho ainda não explicadou nada a você. — virando-se no banco, ele olhou para Jethro. — O que exatamente você tem feito? Informação é o que nos concede controle. Somos os únicos no direito. Como pode esperar que ela aceite a situação se você a mantém no escuro? Jethro apertou a mandíbula, mas permaneceu em silêncio. Revirando seus olhos, Sr. Hawk me enfrentou outra vez e sorriu. — Eu vou te dar uma breve aula de história, então você deverá começar seus deveres. — alcançando, ele puxou a touca de empregada na minha cabeça. Com cada polegada rastejando em mim, mas eu não me mexi. Eu estava com fome de conhecimento. Para saber apenas como eles continuaram a controlar a minha família sem medo da interferência da polícia ou vingança. Sr. Hawk reclinou, o polegar dele desenhando círculos pequenos na minha coxa. — Tudo começou com um homem, que você ainda vai descobrir um pouco mais. Ele teve filhos, os enfeitando todos com o nome de Weaver. A partir daquele dia, o poder do nome de família viajou com a garota do primogênito. Não importa se ela era casada, divorciada ou de repente queria mudar seu nome para algo extravagante, ela não era permitida. Quem se casava, tinha a condição que o homem que deveria mudaria seu nome para que seus descendentes sempre tivessem o nome Weaver e continuassem a linha de sucessão da dívida. Por que faziam isso? Por que mantinham um nome que só trouxe desgraça? Minha mente doia tentando compreender o poder dos Hawk.

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— Você, creio, é a sétima mulher a ser reinvindicada. E a reinvidicação pode acontecer em qualquer lugar entre as idades de dezoito e vinte e seis anos. — Você tem regras para arruinar a vida de alguém? Ele franziu a testa. — O que você acha que estamos fazendo, Nila? Tudo que estamos fazendo está seguindo um conjunto estrito de regras - dispostas em simplicidade extrema e que devem ser seguidas. — Se você está seguindo as regras, então siga as regras da sociedade de hoje. Você acha que eu aceito o que você está me dizendo? Que tudo isso é legal? — eu cuspi a última palavra. — Você acha que é normal ameaçar a minha família, me sequestar e me prender com um colar de diamantes que não vai sair só quando eu morrer? Você é completamente insano. E errado. E— Ninguém - especialmente uma Weaver - tem o direito de falar assim comigo. — as unhas do Sr. Hawk arranharam minha coxa. — Qual parte você não está entendendo, garota? Nós ainda não ameaçamos sua família - estão sob observação para garantir o seu melhor comportamento. Nós não a sequestramos - você veio voluntariamente, lembra? E quanto o colar - você deve se orgulhar de usá-lo. É a peça mais estimada das antiguidades dos Hawks. Eu mordi meu lábio conforme as unhas furavam com mais força. A voz dele caiu para uma suavidade, deslizando em rigor. — Vejo que precisa de provas mais concretas. Tudo bem. Os diamantes que usa valem milhões. Os diamantes tem origem de terem sido utilizados para comércio, compras de serviços, subornos de funcionários, até os próprios primeiros-ministros, até mesmo diplomatas e realeza. Ninguém está acima do fascínio de um diamante perfeito, Sra. Weaver. Todo mundo tem um preço. Para nossa sorte, nós podemos pagar qualquer preço. Seu tom era afiado. — Isso responde sua pergunta rude? Que resposta eu poderia dar? Não havia nada que pudesse dizer ou fazer para ignorar minha situaçao. Eles podiam ter alguma crença equivocada de que eles tinham o direito - mas isso não importava. Porque eles possuíam as mesmas pessoas que eu precisava para me salvar. Meus ombros imergiram; eu suspirei.

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Sr. Hawk sorriu. — Ainda bem que veio a seus sentidos, garota. Não nos menospreze, Nila Weaver. Já tivemos a lei do nosso lado por centenas de anos. Nós ainda temos a lei do nosso lado e isso não vai mudar. Você não é nada mais do que uma mulher solteira que deixou o centro das atenções do mundo, porque ese apaixonou. Você já foi definhada e esquecida. As unhas dele pararam de cortar minha perna; me acariciando suavemente. — Peço desculpas que o meu filho não a informou sobre isso. É o trabalho dele ser implicitamente aberto com você. Para garantir que você aceite sua nova posição rapidamente. — ele lançou um olhar em Jethro atrás de nós. Jethro trancou sua mandíbula, seus olhos ilegíveis. Sr. Hawk me saltou em seu colo. — Agora, sem mais perguntas. Sirva meus irmãos de Diamonds e ganhe o direito de obter mais informações. Meu coração explodiu em minha garganta. — Servi-los como? Sr. Hawk abanou a cabeça. — Ah, eu acabei de te, sem mais perguntas. Tenho certeza que Jethro foi bem firme nesta instrução. O silêncio é a chave para nos agradar. — ele beliscou meus lábios juntos. — Não diga nada até que seja permitida, e você será recompensada. Eu vou ser uma boneca inflável sem voz ou alma? Olhando para baixo, eu lutei contra o desejo de rasgar o meu rosto das garras dele. Ele não me deixou ir. E não poderia continuar lutando contra o desejo. Então fiz a única coisa que podia. Lentamente, concordei, perdendo outra batalha contra as lágrimas escorrendo silenciosamente em cascatas pela minha face. Eles continuaram sua jornada triste sem pausar no meu pescoço, através da gola, para os meus mamilos nus logo abaixo. O sol brilhava através da janela, me cegando por um segundo sobre o brilho do diamante na camisa de Jethro. Seus olhos estavam apertados e estreitos, olhando para a sala com os homens de jaquetas de couro; seu rosto estava resoluto e congelado. Libertando-me, Sr. Hawk ordenou, — Incline-se e recupere o primeiro pedaço de pergaminho.

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Me sentei imóvel. Não queria me esquivar no colo dele. Não queria dar qualquer razão para as coisas crescerem ou mãos me apalparem. Jethro atacou por trás, me pegando de surpresa. Ele não me bateu, mas pegou meu colar de diamantes e uma coleira e puxou. Puxando a coleira, ele murmurou, — Primeira lição. Você vai fazer como o ordenado no segundo que disserem isso. Caso contrário, você vai engasgar até que o faça. Me mudei para as costas da cadeira, deixando minha linha de visão. No momento em que ele se foi, aumentou a pressão na coleira, travando a minha laringe, cortando meu suprimento de ar. Apenas deixe ele te estrangular. Seria mais fácil. Mas com meu corpo esmagado e pressionado contra o Sr. Hawk, e o instinto natural de luta assumindo, eu sabia que não podia ser tão fraca. Não havia razão em ser estúpida. Se eu estivesse destruída em uma selva, obedeçeria a lei da selva - fazendo absolutamente nada para sobreviver. Essa não era a mesma coisa? Eu estava em um covil de feras e eles estavam tentando me ajudar, me ensinando a sua lei. Se obedecesse, eu viveria. Totalmente simples. Estupidamente simples. Sem som, Nila. Nem uma palavra. Desligue-se. Recue nesse lugar por dentro e passe por isso. Poderia fazer isso, meadaptando, aprendendo. Eu me recusei a ser ferida por castigos que poderia evitar. Jethro sentiu minha aquiescência ao mesmo tempo que seu pai. Eu não sabia o que me entregou - a postura dos meus ombros, o suave sopro de tristeza? Independentemente disso, eles sabiam que eu não ia lutar. Eles tinham ganhado. Jethro lançou pressão sobre minha garganta, removendo a coleira e balançando-o sobre o encosto da cadeira quando ele voltou para sua posição. Sr. Hawk angulou meu rosto, pressionando m beijo molhado na minha bochecha. — Boa garota. Você está aprendendo. Eu nem me mexi. Eu estava fria como seu filho. Abrace isso. ~ 173 ~


Prendi meu olhar com o de Jethro, o mantendo ancorado enquanto a mão de seu pai escorregou para dentro do estúpido avental e encontrou meu peito. Jethro cerrou os dentes, mas nunca deixou transparecer nada em seu olhar em branco. Eu me estirei, dispondo cada molécula para permanecer solta e frígida. Havia liberdade na deriva - como eu tinha aprendido no canil - e deixei minha mente ir. Eu seria Jethro e permaneceria uma pedra fria do lado de fora. Mas por dentro eu seria Kite e cortaria as cordas de minha alma - indo aonde eles nunca me tocariam. Não importa o que eles fizessem. Minha cabeça se curvou quando Sr. Hawk pressionava um pau duro moendo contra minha bunda nua. — Leia o pergaminho. Meu cabelo caiu em uma cortina preta grossa, obscurecendo a metade dos homens que me olhavam com olhos ansiosos. Eles não estavam ofegantes, mas eles me lembravam de cães famintos, só esperando a permissão para atacar e matar. Minhas mãos não tremiam quando eu alcancei o pergaminho. Eu abaixei meus olhos para ler. Fiquei em silêncio espantada em como coletada e distante eu parecia. Chocada que tão facilmente tinha me desligado. O que disse sobre mim? Eu tinha acabado de saber sobre a minha mãe. Passei a noite com uma matilha de cães. Eu sou realmente tão adaptável? Ou era o choque o culpado? O pergaminho que costumava ser inteiro - estava manchado pelos anos, com marcas de sangue e rasgado. Uma olhada na posição vertical, notei que as restantes partes estavam espalhadas ao redor da mesa. Minha sentença seria uma caça ao tesouro para ler. Nem todo homem tinha um pedaço, mas uma contagem rápida, adivinhei que quatro ou cinco pedaços de papel secreto manchados estavam lá, esperando para eu ler. Olhando de volta para o pergaminho em minhas mãos, meus olhos desembarcaram no cume que percebi rápido que eram falcões, mulheres e diamantes. Tomando uma respiração profunda, eu li.

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Nesta data, no décimo oitavo dia do oitavo mês, do ano de nosso Senhor 1672, por este meio convoco a resolução das reivindicações inestéticas e imediatamente familiares interrupções entre Percy Weaver e Bennett Hawk. Podemos invocar a soberania real para a graça deste acordo vinculativo sobre as duas casas, para pôr de lado a hedionda calúnia e ações imorais e resolver isto como cavalheiros. Como escudeiro conto nesta propriedade de vinculação, e devo mencionar ao Percy Weaver e família, incluindo seu casamento santificado na Igreja que Mary Weaver e sua prole três vezes de dois meninos e uma menina, também serão regidos pelas regras acordadas hoje, ou eles serão enforcados pelo pescoço até a morte pelos crimes hediondos encontrados injustificáveis pelo Tribunal da Inglaterra e que Deus me ajude.

E terminou Eu parei de ler, mas não me movi. Nem respirei. Nenhuma inquietação. Era verdade então. Minha família tinha feito alguma coisa para justificar tudo isso. Mas o que poderia ser tão terrível a ponto de ganhar um contrato abrangendo as gerações como recompensas? Sr. Hawk me soltou novamente, apertando meu mamilo. — Terminou? Meu coração trêmulo não afundou. Eu estava voando livre escapando deste pesadelo se desenrolando. — Intrigada? Quer saber o resto? — seus dedos torciam mais fortes, mas não me importei. Tudo que me importava era saber mais. Ignorando o seu toque, eu respirei pela primeira vez e assenti com a cabeça. Como não queria chegar perto de outros homens com pecado e ganância brilhando em seus olhos, a curiosidade queimava. Eu estava desesperada para ler mais páginas rasgadas e resolver o mistério da minha linhagem. Porque meu pai nunca disse algo? Por que ele me criou pensando que éramos boas pessoas?

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Essa pergunta provavelmente nunca seria respondida. Sr. Hawk colocou suas mãos em meus quadris, me içando do seu colo. Fiquei com meus olhos convertidos para baixo. Silenciosa e esperando. Ele sorriu no encorajamento. — Se portou bem até agora. Vamos ver se você consegue se manter assim. — acenando para o grande aparador cheio de aperitivos, pratos de peixe, pratos de carne, assado de legumes e sobremesas, ele disse, — Você é nossa empregada neste pesqueno encontro. Por favor, tenha a gentileza de servir a refeição. Você vai receber um sinal de agradecimento de cada um dos irmãos Black Diamond e ganhar o direito de terminar a sua leitura. Minhas pernas se movimentaram antes do meu cérebro registrar. A parte primordial assimiu a tarefa. Eu poderia ser uma mulher ingênua que não sabia como masturbar um homem, mas eu era uma mulher de negócios no coração. Eu tinha estado em torno de compradores estritos de lojas, modelos estúpidos e proprietários aborrecidos de catálogos. Tinha aprendido a me adaptar e vender meu trabalho. Isto não era diferente. Eu tinha que adaptar e me vender. Fazer ele se importar. Fazê-lo sentir. Meus olhos voaram para Jethro. Seria possível? Eu poderia quebrar o gelo e encontrar um homem no fundo - um homem que poderia seduzir, iludir e, finalmente, usar para me manter viva? Eu sou tão forte assim? Sr. Hawk apertou minha bunda quando contornei a parte de trás da cadeira. Jethro não recuou, dando apenas um espaço pequeno para eu passar. Eu me curvei, me preparando para qualquer crueldade que ele havia planejado. Seu corpo se contorceu. As linhas perfeitas dos seus músculos e masculinidade, me fazendo novamente desprezar sua beleza natural. Uma corrida sem vontade levou meu sistema à memória dele me tocando, me masturbando.

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Ele me queria naquele momento e não tinha nada a ver com dívidas ou dor. Tinha sido prazeroso, confuso e estranho mas... talvez houvesse algo que eu poderia trabalhar. A ideia de seduzir Jethro floresceu rapidamente. A flor não era fresca como o broto de uma rosa, mas preta. As pétalas desabrochamdo escorriam com sujeira, brotando de um lugar que nunca quis reconhecer. Ele pertencia a uma família que arruinou a minha. Ele não tinha nenhuma compaixão. Nem coração. Como eu poderia fazer isso sabendo que a pedra era totalmente insensível? Vou tentar, embora. Por que não? Eu não tinha nada a perder. Eu poderia estar sob sua vigilânia, ser atormentada diariamente, durante anos. Eu seria seu brinquedo o quanto ele quissese. O tempo poderia mudar tudo, se os elementos conspirassem comigo. Uma montanha poderia, finalmente, dar forma ao mar se martelado por suas ondas salgadas. Eu vou ser aquela onda. Jethro pigarrou, deliberadamente um passo à frente. Seu grande porte pressionado contra o meu, fazendo meu corpo se torcer e escovar meus seios contra ele. — Oops, — ele respirou. Não olhei nos olhos dele. Não suportava olhar para ele. Tudo isso era culpa dele, e eu me recusei a deixá-lo me abalar mais. — Não me toque, — eu sussurrei, assobiando. Sua mão arremeteu, escapulindo acima meu avental e apertando o mesmo mamilo que pai dele tinha tocado. — Silêncio. — curvando a cabeça para a minha, ele disse, — Você amou quando eu toquei você. Pare de ser uma mentirosa, Srta. Weaver. Rangendo os dentes, arremessei, rasgando seus dedos do meu seio. Eu respirei duramente, atingindo o aparador. Tanta comida. Meu estômago roncou em uma dor de fome. Então por que eu estava nua? Por que mais de vinte homens esperavam fazer sabe lá o quê comigo? Não importava. Porque minha vida dependia deste jogo fora do normal e a loucura que agora vivia comigo.

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Eu iria encontrá-los no inferno e jogar seus jogos horríveis. Eu sairia como vencedora. Agarrando um hierárquico prato de legumes em conserva, patê e pão, minha boca salivou. Eu estou com tanta fome. Meu estômago rosnou, enviando espasmos de dor. Nunca tinha ficado tanto tempo sem comida e a falta de vitaminas e açúcares desvaneceu as bordas da minha visão. Meus dedos sussurraram sobre um pedaço de batata assada. Só um gostinho... — Apresse-se. — Sr. Hawk ordenou. Balançando a cabeça da necessidade esmagadora de enfiar um punhado de comida parecendo deliciosa em minha boca, eu me virei para enfrentar a mesa. Eu nunca fui garçonete antes, mas imaginei que o homem no comando receberia o primeiro prato. Isso significa que eu teria que passar por ele novamente. Segurando firme a travessa, levantei minha cabeça e fiz meu caminho em direção à Jethro. Sua boca se contorceu quando ele, mais uma vez, bloqueou meu caminho. Eu mantive meus lábios apertados, não olhando para o desafio em seus olhos. — Não está interessada em mim, Srta. Weaver? — ele ronronou. Sr. Hawk olhou para sua cadeira e apontou para mim e, em seguida, colocou o dedo sobre os lábios no signo universal ‘silêncio’. Um lembrete não tão sutil que eu não era permitida falar. Quando eu não respondi. Jethro sorriu. — Estou impressionado. Ele podia me estarrecer, mas ele precisava saber que eu não ia desistir. Eu tinha planos para ele, e eu não seria facilmente intimidada. Além disso, ele tinha o meu vômito nos sapatos, ele não deveria ser tão presunçoso. Me deixei olhar em seus olhos dourados. Você não me assusta. Seu comportamento caprichoso deslocou um pouco, mensagem silenciosa brilhando em seu olhar. Me dê tempo.

uma

Ele me deixou passar sem dar um pio. Respirando superficialmente, parei ao lado do Sr. Hawk. Ele assentiu, escolhendo uma seleção do aparador. — Boa garota. Agora ~ 178 ~


pode servir o resto da mesa. Esquerda para direita, se você puder, por favor. Endireitando, me forcei verdadeiramente para olhar para os homens diante de mim - o corredor de homens, que eu tinha que percorrer para chegar ao meu destino. Meu coração acelerou; um suor frio percorrendo minha espinha. Fique fria. Fique calma. E você vai superar isso. Coloquei um pé, depois outro. Meu batimento cardíaco disparou quando parei ao lado de um grande homem cheirando a folhas úmidas. Ele tinha cabelo laranja e uma tatuagem serpenteando até o pescoço. Minha visão vacilou; eu abanei para a esquerda quando uma pequena onda de vertigem me lembrou que eu tinha sido estável até agora graças a um milagre. O tatuado arremeçou um braço, me impedindo de bater na mesa. Ele sorriu. — Calma, eu não mordo. — ele me trouxe para perto, sorrindo tão profundo que uma covinha apareceu. — Mas vou lamber. Antes que pudesse me mover, a língua dele pousou na minha coxa, me lambendo longo e lento como um animal gigante. O quê?! Me contorci, quase deixando cair a bandeja. Sua aderência era absoluta, me segurando firme até que ele pudesse me provar inteira. A pressa da vertigemse transformou em náusea. O cheiro doentio do meu vômito não ajudava meu estômago de rolar como um naufrágio. Me soltando, eu tropecei e tentei esfregar para longe o esplendor prateado da umidade de sua boca horrível. Ele apenas mudou para o meu cotovelo nu. O Sr. Tatuagem lambeu os lábios e levou uma seleção de pães e picles. — Obrigado, Sra. Weaver. Eu girei para olhar o Sr. Hawk. Isto não podia ser verdade. Ele esperava que eu deixasse isso acontecer. Com todos eles? Sr. Hawk mastigou pensativamente, sobrancelha, me desafiando a falar.

~ 179 ~

levantando

uma


Meus lábios se separaram - queria exigir saber o que aconteceria. Esse era o sinal de gratidão que ele falou? Lamber? Meu peito inchou, enviando uma onda de constrangimento através de mim. Não só eu estava nua, mas tinha de lhes permitir me lamber! Sr. Hawk franziu os lábios, esperando que eu explodisse. Ele vai te castigar. Não pergunte. Não estoure. Foi preciso mais coragem e energia do que eu tinha. Mas eu consegui chupar em uma respiração e aliviar o stress rodando no meu sistema. Eu tinha muitas outras coisas para me concentrar, como cuidar de servir um jantar pouco ortodoxo. Não fale. Tive que fingir que eu não tinha nenhuma língua. Caso contrário, ser garçonete seria o menor dos meus problemas. Dando uma volta nos homens, eles sorriram, sabendo que eu não tinha nenhuma escolha a não ser continuar. A voz do Jethro apareceu como um fantasma atrás de mim, como uma nuvem escura. — Você é o prato principal, Sra. Weaver. Cada irmão pode provar - em qualquer lugar que ele escolher. Você foi sábia em permitir isso. Meu coração trovejou. Em qualquer lugar? Mas se fosse só uma lambida - seria tão ruim? Talvez esse jantar pode não ser tão terrível como eu temia. Uma lambida eu poderia tolerar. Um toque eu poderia lidar. Penetração completa levaria minha mente de seu santuário, direto para um hospício. Era como se Jethro soubesse disso. Me empurrando, pouco a pouco, ultrapassando minha zona de conforto. Me mudei para o próximo homem de jaqueta de couro. Este era magro, mas tinha uma aurea de violência. Sua cabeça raspada brilhou quando ele pegou os alimentos antes de colocar o dedo em cima do meu avental e me puxar até seu nível. A língua dele arremeteu, traçando minha maçã do rosto até a minha orelha. Trêmula, engoli de volta minha repulsa. ~ 180 ~


Você pode lidar com isso. No momento em que ele tinha terminado, ele disse, — Obrigado, Sra. Weaver. O que eles queriam de mim - uma permissão que estava tudo bem? Que eu estava grata? Em pé na posição vertical, lutei para me mover. Me esforcei para continuar sem saber quantas lambidelas mais eu teria que ganhar antes que tivesse acabado. — Continue, Srta. Weaver. Não me decepcione. — a voz rouca de Jethro invadiu meus ouvidos. Desgraçado. Que se foda tudo isso. Com difículdade de engolir, me mudei para o próximo. Ele era bonito. Como Jethro, um pouco atarrancado, porém menos diabólico. Ele tinha cabelo escuro com manchas de cinza e uma ave de rapina tatuada em seu antebraço. Nunca tirou os olhos dos meus quando ele pegou a comida, em seguida, colocou um braço forte na minha cintura e empurrou para cima o uniforme de empregada. Seus lábios pressionaram um beijo no osso do meu quadril, uma provocadora língua molhada escondida pela pressão quente da boca dele. Cada polegada minha se revoltou... mas eu não vacilei. Ele sorrindo, me deixou ir. — Obrigado, Srta. Weaver. Foi o sorriso que o dedurou. Ele era o outro Hawk. O homem acenou com a cabeça, sentindo minha conexão com o seu pedigree. — Eu sou o segundo irmão, — ele disse suavemente. — Duvido que você saiba meu nome, já que Jethro é o único a ter toda a diversão - mas eu vou te dizer - então você sabe a quem gritar quando meu irmão mais velho for longe demais. — ele entortou seu dedo, me pedindo para me aproximar. Apesar de não querer, eu me aproximei. Havia algo sobre este irmão. Algo diferente.

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Seus olhos castanhos - uma característica da família Hawk pelo que parecia - enrugou nos cantos quando ele disse, — Eu sou Kestrel 11. — apontando para a tatuagem em seu braço, ele acrescentou, — Como o pássaro. — Deixe ela em paz, Kes. Os outros irmãos querem sua vez. — a ordem de Jethro apareceu por trás. Kes soltou um riso abafado. — Calma aí, Jet. Apenas brincando com minha comida. — ele se sentou, me apontando para continuar. Quantos filhos tinha o Sr. Hawk? A quantos devo me submeter quando Jethro cansar de mim? Eu não tinha a proteção mental para dormir com uma família inteira. Meus olhos não se atrasaram nele e eu não era permitida falar, mas eu queria saber mais sobre ele. Eu queria saber porque eu tinha um senso de parentesco - por menor que fosse. Tensa, eu disparei em torno de sua cadeira, me movendo para o meu próximo cliente. O próximo homem tinha piercings na sobrancelha e lábio inferior. Cabelo azul escuro, semelhante a de Vaughn, acelerando meu coração conforme ele inclinava a cabeça para o meu braço e arrastava uma língua e apontou em direção do meu cotovelo. V. Ameaças de lágrimas apareceram. V era tudo para mim. Não suportava pensar nele enquanto isso acontecia. Eu deveria ter respondido ele de volta. Fui cruel deixá-lo em perigo. Fechei meus olhos, colocando um pé na frente do outro, avançando para o próximo homem. E então o próximo. E o próximo.

11

É esse passarinho. ~ 182 ~


Cada um me agradeceu, uma vez que eles tinham provado, agindo como cavalheiros ao invés do covil dos monstros que realmente eram. Em cada lambida, congelei, indicando em pé e odiando enquanto eles arrastavam sua saliva por toda minha pele. Felizmente, a falta de fome tropeçou por um tempo, fundindo os homens e as línguas em um carrossel de pesadelos. Perdi a noção de quem lambeu onde, me escondendo e enfocando o peso do meu prato ficando mais e mais leve. Mas nenhum homem provou meus seios ou buceta. Ele me levaram para um estado de consciência desconfortável. Eram homens. Provocando uma mulher que lhes tinha sido dada permissão de provar. Por que eles não tiham ido para os locais premiados? O desconhecido enviou mais arrepios em minha pele do que suas línguas ansiosas. O próximo homem que servi era mais velho, com um bigode grisalho e cabelos ralos. Ele lambeu meu pescoço, fazendo carinho no meu cabelo antes de tomar a sua porção de comida. Ia me movendo, em transe, para servir o próximo. Mas o homem mais velho capturou meu quadril e me presenteou com a próxima parte do pergaminho. Meu transe evaporou, me deixandocom fome para informações. Isso foi porque eu permiti isso. Me deixei reger-se pela história. O duplo sentido do pensamento não me escapava. Fui tomada por causa da história. Você vai ficar por causa da história. Os diamantes do colar harmonizavam e reprimiam meu pescoço. Colocando o prato na mesa, me retireido século XXI e passei a ser varrida para 1672.

Por atos cometidos por Percy Weaver e seu séquito de bem-feitores associados, ele é avaliado e esperado. Sua vida é determinada pela graça de Bennett Hawk que afirma a seguinte punição: Compensação monetária ~ 183 ~


Pedido de desculpas empúblico E acima de tudo, castigo corporal.

Que desgraçado! Ele não podia deixar que uma boa briga resolvesse? Ele salvou toda a família do enforcamento. De alguma forma ele tinha salvado Percy Weaver e meus ancestrais de balançarem em uma corda e de uma forma eu tinha que ser grata. Grata a um homem que tinha salvo a minha linhagem, mas roubado meu futuro ao mesmo tempo. Se este documento não fosse acordado, eu não teria nascido. Ninguém que passava por Percy e Mary iriam existir. Era difícil odiar alguém que havia concedido a vida, mas era fácil odiá-los por roubar a vida de inúmeras dessas gerações mais tarde. — Continue, Srta. Weaver, — Jethro ronronou. Minha cabeça caiu para baixo. Ele ficou parado, envolto em seu silêncio horrível, me observando como um caçador. Eu queria olhar ameaçadoramente. Eu queria fazer algo idiota e enfiar a língua para fora para ele. Mas não fazia sentido fazê-lo me odiar mais do que ele já fazia. No momento em que eu pudesse carregar meu telefone, eu faria uma pesquisa em cada tática de sedução que uma mulher poderia fazer. Eu vou seduzi-lo. Tinha gostado de ver seu controle impecável estalando nos estábulos. Eu amei que eu era a única a fazer isso. Eu vou fazê-lo se importar. Eu iria virar essa farsa em uma profecia, tecendo minha magia Weaver sobre um Hawk. Com dor em meu coração, eu peguei minha bandeja. Avançando em joelhos instáveis, olhei com avidez o próximo pedaço de papel. Me sentei timidamente no centro da mesa, acenando.

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O próximo homem a me saborear era um garoto jovem, adolescente. Seu toque era suave, a língua mal me lambia. Ele era o meu favorito da mesa. Depois de outras duas lambidas, eu esperava que merecesse o próximo pedaço de pergaminho, mas ninguém me deu. Meu coração se afundou quando eu completei uma rotação completa, apertando os olhos quando cada língua avançou mais perto para os lugares que eu desejava que estivessem cobertos. Não conseguia parar de tremer quando eu coloquei o prato vazio no aparador. Descansando as palmas das mãos sobre a superfície dura, respirei. Lágrimas de repugnância pressionavam a parte de trás dos meus olhos, meu estômago roncando com uma fome desesperada. Isso era tortura em tantos níveis. Entregando comida aos homens bem alimentados ao mesmo tempo que eles se deleitaram em mim. — O prato principal, se possível, Nila, — Sr. Hawk murmurou. Olhei por cima do meu ombro. Ele estava lá, correndo os dedos pela sua barbicha. Seus olhos dourados, assim como os de Jethro, eram sem paciência ou tolerância, mas seus lábios estavam inclinados em alegria. Ele estava gostando. Claro que estava. Eles todos estavam. Incluindo meu principal atormentador. Me empurrando para fora do aparador, recolhi uma grande bandeja de prata de frango e aspargos. Mantendo os meus olhos para baixo, eu deliberadamente mantive a bandeja alta e esticada, me dando um escudo para passar por Jethro. Não que ajudasse. Ele segurou meu braço, me impedindo. Amaldiçoei a familiaridade de seu toque. Gritei com a forma horrível que meu corpo se lembrou do prazer que ele havia me concedido dos estábulos. Não queria nada dele. Especialmente a memória de seus dedos. Eu olhei nos olhos dele. Fique em silêncio. Era difícil. Eu tinha tanta coisa que eu queria dizer. Tanto a gritar. De um lado, minha cabeça ainda palpitava de sua greve; meu ego ainda doia de

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não saber como lhe masturbar da forma desejada. Ele me fez me sentir como uma menina rejeitada. Curvando-se para perto, ele sussurrou no meu ouvido, — Estou gostando de ver você ser tão obediente, Srta. Weaver. E seu silêncio... — ele escovou meu cabelo para longe da minha bochecha, seus dedos remanescentes no meu pescoço. — ...está me fazendo ficar duro. Chupei um suspiro, olhando para frente de suas calças apesar de querer. O contorno de seu enorme pau que me aterrorizava - mais do que suas mãos, temperamento ou um terrível silêncio - era firme e grande contra seu jeans. Ele sorriu. — Continue o bom trabalho e você pode conseguir duas recompensas esta noite. — os olhos dele escureceram. — Porque nós dois sabemos que você quer terminar o que comecei. Meu suspiro se virou para um rosnado. Eu não pude entender como meu estômago voou mesmo passando mal. Fodido corpo traidor por achar sua beleza má atraente. Tem certeza que quer seduzi-lo apenas para proteção? Eu odiei a pergunta. Eu odiava que eu não tinha uma resposta. Puxando de seu aperto, eu segui em direção a minha posição inicial. Ao lado do Sr. Hawk, o servi primeiro. No momento em que ele tinha tomado alguns pedaços, me mexi para sair, mas ele puxou o babado do meu vestido, me mantendo parada. Os olhos dele encontraram os meus e eu soube, só soube, que esta rodada não seria para eles provarem meu pescoço ou quadris. Isso seria pior. Muito pior. — Olhe para mim, menina, — ele ordenou. Meus dentes batiam, mas lentamente fiz como ele pediu. — Se incline para baixo. Fechando meus olhos, eu obedeci. Seu hálito quente nublava sobre meu peito, antes de uma boca molhada e quente agarrar meu mamilo. Um arranhão de dentes, uma língua se arrastando - tudo me levou ao auge. O ápice que sabia que eu iria queimar no inferno não apenas por autorizá-lo, mas pela pequena vibração de necessidade que tinha estourado em vida enquanto seu filho dirigia seu dedo dentro de mim.

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Minha cabeça latejava conforme eu empurrava a traição para fora. Fui eu que traí a mim mesma. Eu que não fui forte o suficiente para lutar com Jethro. Ele tinha ganho no momento que eu o vi e deixei minha necessidade do seu toque me consumir. Lágrimas escorriam em minha espinha e no momento que Sr. Hawk me soltou, eu corri. Não fui muito longe. O tatuado que se sentava ao lado do Sr. Hawk me pegou, me segurando firme. — Ora, ora. Você estava indo tão bem. Não estrague isso. — sua mão grande espalhou sobre meus ombros, me empurrando para o seu nível. Com um sorriso apertado, sua boca agarrou meu mamilo seco. Eu choraminguei quando seus grandes lábios me sugaram. Ele levou o seu tempo, rodopiando meu mamilo en sua língua, antes de fazer um grande estalo. Eu estava tremendo quando ele selecionou um frango e me dispensou. Não posso fazer isso. Cheia de auto-piedade com meu estômago vazio, eu fiquei congelada no tapete grosso cor de vinho. — Mova-se, Srta. Weaver, — ordenou Jethro. Meu corpo balançava para obedecer, mas todo meu interior se rebelava. Não me importava que o Sr. Hawk eloquentemente havia descrito a minha gaiola com o uso de diamantes e dívidas. Não me importava que eu não tinha nenhuma escolha a não ser fazer o que me disseram. Só que não podia fazer isso. Meus olhos se arregalaram quando as mãos do Jethro pousaram sobre os meus ombros. Ele me virou para enfrentá-lo, respirando com dificuldade. — Faça. Isso. Agora. — a força de seu comando minou meus joelhos. Deixei cair a minha cabeça. Silenciosamente, Jethro me empurrou para frente, me apresentando para o meu próximo. O prato tremia nas minhas mãos... mas eu fiquei de pé enquanto uma vil boca amamentava no meu seio.

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Uma vez que tudo estava acabado, Jethro me arrastou para o outro, sussurrando no meu ouvido, — Me faça voltar e te mostrar como se comportar, e não vai ser agradável. Ainda se agarra à ideologia que você é melhor do que nós. Qualquer momento e isso vai acabar. — os dentes dele tocaram no meu ouvido. — Isso é uma tortura porque é falso. Não vai acontecer. Aceite e acabe com o passado. Aceite e abrace tudo o que estamos lhe dando. Me empurrando para a frente, ele acariciou minha bunda. — Posso ser bom se você me der razão para ser, Srta. Weaver. Tente se comportar pelo o resto do almoço. Eu não observei quando ele me deixou, retomando sua posição de pé atrás da cadeira do seu pai. Posso ser bom. Era mentira que ele poderia ser bom. Mas quanto mais cedo eu obedecesse, mais cedo iria acabar. Então... Eu obedeci. Bocas. Dedos. Línguas e dentes. Todos provaram. Todos eles tatearam. Pensei que o primeiro percurso foi difícil. Eu tinha agarrado a moral de quão errado era ter muitos homens me tratando tão injustamente como uma mulher. Este percurso fez coisas comigo que desejei que pudesse negar. Lábios gordos, lábios finos, boca quente, bocas boas. Eles não só levaram algo de mim, mas me deram algo em troca. Uma realização horrível que meu corpo estava assumindo. Meu horror afundou como uma pedra cada vez que um homem novo me provava. Lentamente o meu estômago vibrou; minhas entranhas se rebelando contra a fusão que ocorria. Os homens não se importavam que incontáveis bocas tinham estado em minha pele. Se revezavam entre meus mamilos, esquerdos e direito, mordiscando, chupando. Desejei que eles morderssem. Tentei

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impeli-los a me machucar - algo para provar que eles eram moralmente inferiores. Mas cada um - velho, jovem, elegante, gordo - todos gostavam de mim. Eles adoravam me chupar. Eles gemiam com tal apreciação profunda, que lutei para lembrar que era tudo forçado, não por escolha. Senti como se lhes concedesse um presente. Um presente que eles verdadeiramente apreciavam. Não. Não iria acreditar nesta manipulação mental. Até mesmo minha voz interior ficou um pouco sem fôlego, muito confusa e afiada em direção à aceitação. Fiquei tonta conforme marchava de homem para homem. Não fiz contato visual com qualquer um deles. Me tornei indiferente. Entorpecida. Além de uma pequena faísca puxando o fio invisível do meu mamilo no meu núcleo. Quem me dera que não fosse assim. Eu ansiava para permanecer inalterada. Mas lentamente me transformara de empresária intelectual para um brinquedo tremendo. Lentamente, me tornei molhada. Dentes afiados arrastaram minha atenção através da escuridão que se tornaria minha alma, de volta à realidade. Eu olhei nos olhos de Daniel. O transe suave que tinha sido embalado se quebrou como um elástico. Eu já não encontrava qualquer aceitação ou apelo sensual, apenas raiva oca. — Não é muito divertido lamber uma mulher quando ela não está prestando atenção, — ele zombou. Meu coração voou, aterrisando de volta ao meu peito. Meu mamilo palpitava de onde ele tinha me mordido. Lambendo os lábios, ele acrescentou, — Tem um gosto bom, Weaver, mas eu estou ansioso para o próximo percurso. Meu coração, prontamente, pulou e esmagou contra o chão. O próximo percurso. Não. Não. Não. Não. ~ 189 ~


— Aqui. Você mereceu isso. — empurrando outro pedaço de pergaminho no meu caminho, voltei a secar minhas lágrimas. Me movendo desajeitadamente, coloquei a bandeja vazia no aparador, então retornei ao lado de Daniel. Minha pele estourou em náuseas por estar tão perto, mas ele balançou o pergaminho como um presente que queria desesperadamente. O pegando, não pude esconder minha tremedeira desta vez. Meu distanciamento e espírito tinham desaparecido, substituído por uma frágil folha tremendo. Uma folha que estava alterada e úmida.

Depois de refletir por seus crimes, Percy Weaver por este meio submete à decisão dominante do escudeiro e move-se para a ação, o grau mais recente formulado neste mesmo hemiciclo por Bennett Hawk. A sentença de morte sobre a cabeça da casa dos Weaver será erradicada e queimada depois da assinatura deste documento recentemente elaborado. Termos emergentes...

Era isso? Lágrimas jorravam dos meus olhos. Deixei incontáveis homens chuparem meus peitos para não mais do que uma provocação? Como puderam? Como eu pude? Como pude permitir que meu corpo reagisse a suas ministrações sujas? Eu me odiava. Eu odiava que não podia esconder minha fraqueza ou os hormônios estúpidos que passei minha vida inteira ignorando. Meus joelhos vacilaram e quase me dobrei como um acordeão ao piso. — Desmaie e você não vai gostar do que vai encontrar quando você acordar, — Jethro disse. A voz dele cortando minha dor. Lutando contra a raiva e minhas lágrimas, um calor nasceu de novo do meu sofrimento. Um calor nascido da paixão da raiva, ao invés

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da fragilidade. Isto queimava ainda mais; ele lambia como chamas, abolindo a minha fome e fraqueza. Eu era alimentada pela raiva. Eu ardia em ódio. Me tornei mais forte por causa disso. Me deu força para continuar, mas também roubou minha segurança de aceitação. Eu assobiei e escaldei com vivacidade. Eu não conseguia me desligar. — O próximo percurso, Srta. Weaver, — Jethro ordenou de sua posição na cabeceira da mesa. Cerrando as minhas mãos, eu baixei o pergaminho e segui para o aparador. Sobremesa. Sabia o que ia acontecer. Não posso fazer isso. Você vai fazer isso. Na minha ira, eu tomei uma decisão imprudente. Eu estava em guerra com o meu corpo - por que não passar por cima da linha de batalha e se juntar a eles? Por que não adotá-la? Ainda restava uma outra ferramenta - outra lição. Se eu abracasse estes novos sentimentos, eu estaria mais bem equipada em manter afastado o exoesqueleto frio de Jethro e desaparecer com seu calor no meu caminho. Eu iria fazê-lo se preocupar. Eu iria dar prazer a ele. Então, eu o mataria. Minhas pernas fecharam juntas. Tudo dentro enrolava mais profundamente escondido. No momento em que me aproximei da mesa, eu perdi todo o controle. Não confiava em meu corpo. Ele me dominava toda vez. E era uma droga ser uma traidora nesta confusão. Vá e acabe logo com isso. Tomei uma respiração profunda e recolhi minha última bandeja. Eu iria passar por Jetro com uma bandeja dourada cheios de doces, bombons e mini bolos, mantendo meus olhos no chão. Ele iria me atormentar, sem dúvida. De fato, seu braço enrolou em meus ombros, me forçando a enfrentá-lo. Sua respiração era ligeiramente irregular; a voz dele perdeu ~ 191 ~


um minúsculo fragmento de friagem. — Supere isso e vou recompensála. Eu vou ser gentil, porque você merece. — pressionando um possessivo beijo na minha bochecha, ele sussurrou, — Eu vou apagar tudo. Estava fiquei atônita pelo raro e assustador belo vislumbre de um homem que não sabia que existia. Mas então num piscar de olhos o gelo do Jethro deslizava em seu lugar, com um sorriso triste nos lábios. — Minha oferta está de pé, enquanto você não falar, agir certo e não me decepcionar. Desenrolando o braço dele, ele me empurrou em direção a seu pai. Quase embriagada, me mudei para o Sr. Hawk. Meu estômago estremeceu com ansiedade; meu coração estava preso, correndo freneticamente por sua vida. Sr. Hawk sorriu, segurando outro pedaço de papel. — Aqui. A última por ter concluído finalmente este serviço. Acho que você merece, não é? — deus olhos fixados na frente do rídiculo uniforme de empregada. A touca tinha ficado no lugar - como, eu não sabia. Acariciando minha bunda, ele acrescentou, — Tenho de admitir que você se absteve maravilhosamente, até mesmo sua mãe, que foi minha favorita, não foi tão elegante em seu primeiro jantar. Eu ignorei isso, olhando sobre o pergaminho. Sr. Hawk me acenou para colocar a bandeja na mesa, antes de entregar o pequeno pedaço.

Percy Weaver e família reconhecem seu agradecimento pelo primeiro e único prazo estabelecido por Bennett Hawk. Em conformidade com a lei, ambas as partes acordaram que a papelada é vinculativa, inquebrável e incontestável a partir de agora e para sempre. Detalhes e partes de ambas as assinaturas serão exibidas sobre o documento em anexo verificado, daqui em diante conhecido como herança da dívida12.

Meus olhos se encontraram com os dele.

12

Debt Inheritance. ~ 192 ~


Se ao menos tivesse o resto. Queria gritar e desistir da farsa da obediência. Eu estava farta. Eu levaria a dor para evitar o que estava prestes a acontecer. Eu teria dor ao invés de prazer do que ainda iria me conhecer. Quanto mais tempo isto durasse, menos em sintonia eu seria como a garota que eu era. Muitos sentimentos. Muitos sensores. Muitas armadilhas com muitas verdades e injustiças. Você vai desistir tão cedo? Eles mataram sua mãe! Eles quebraram o coração do seu pai. Não pode aguentar algumas coisas desagradáveis e confusão a fim de encontrar uma forma de se vingar? Decepção pesava em meu coração. Pensei que teria mais resistência. Não. Não vou desistir. Isso não é nada. Corte as cordas novamente. Escorando meus ombros, eu aproximei do Sr. Hawk sem ele me ordenar. Seus olhos se arregalaram e, em seguida, um sorriso se espalhou em seus lábios. — Boa garota, realmente. — curvando a cabeça, seu braço enrolou na minha cintura, me inclinando para voltar um pouco. — Você está provando ser um testamento à formação do meu filho. A altura da minha cintura era quase perfeita para uma boca atacar a parte da frente do meu sexo. E isso foi quando eu senti a mais estranha, mais molhada, sedutora, coisa nojenta da minha vida. Sua língua deslizando ao longo do meu clitóris, se contorcendo suavemente, me encharcando em sua saliva. Meu estômago apertou, minhas mãos estederam e eu tremia em seus braços. O elemento nojento não terminava. Esperei meu corpo me trair, ainda que com ele, mas tudo o que eu senti foi uma grotesca impaciência para que acabasse. E então... acabou. Minha primeira experiência com uma língua em minha buceta tinha sido feita por um homem mais velho que meu pai. Se eu não ~ 193 ~


tivesse de estômago vazio, eu teria vomitado tudo de novo. Não havia nada de sensual ou erótico sobre isso. Tocando minha bunda, ele murmurou, — Prossiga. Com dificuldade de engolir, eu peguei a bandeja de sobremesas e cruzei a pequena distância até o Sr. Tatuagem. Ele entortou o dedo, me acenando para ir mais perto. Bloquiei meu maxilar, segurei as sobremesas e fiz como ele pediu. Seu cabelo laranja fez cócegas em minhas coxas enquanto ele se inclinava para baixo, levando sua língua para meus feixes privados de nervos. Felizmente para mim, eu não era sensível, nem gostei. Uma vez que ele tinha tomado sua insignificância e provado seu ponto, o deixei para servir o próximo. E o próximo. E o próximo. Alguns homens forçaram minhas pernas a se espalhar, seus rostos pescando profundamente. Alguns homens mal me tocaram, sua respiração quente, flutuando entre as minhas coxas. Eu gostaria de dizer que consegui desligar meu cérebro - para fazer o que eu prometi e voar livre, mas cada língua me manteve presa no mundo em que vivia. Cada lambida fez meu corpo virar pedra enquanto meu estômago torcia e sofria internamente. Entreguei a sobremesa, mas eu era o último doce. Os homens levaram seu tempo, dedos firmes segurando meus quadris, arrastando a língua suja do meu clitóris para minha entrada. E depois de cada violação, eles limpavam a boca brilhando e diziam, — Obrigado, Sra. Weaver. Obrigado. Como se sua apreciação fosse o suficiente para me impedir de me sentir como lixo. O tratamento deles nunca mudava. Eles permaneceram cortês e gentis. Obedecendo aos limites e não fazendo nada, além de me lamber em um lugar que não tinham o direito. A agradabilidade deles fazia tudo isso parecer tão normal. Tão terrivelmente normal. E meu ódio lentamente mudou para aceitação. A pequena vibração que senti de meus mamilos sendo sugados retornara - medonha, hesitante, mas meu ódio sendo amaciado língua por língua.

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Eles não estavam me machucando. Eles não estavam me obrigando a fazer tudo o que tinha potencial para destruir minha mente. Só provavam. Um gostinho. Isso foi tudo. E eu não lutei. De modo algum. Eu estava molhada. Quando que eu cheguei a Daniel, minhas pernas estavam encharcadas e o cabelo aparado que eu meticulosamente mantinha estava brilhando com gotículas da irmandade Diamante. Minhas mãos estavam enroladas ao redor da bandeja; meu maxilar apertado e dolorido. Porque não importava minhas boas intenções - eles tinham ganhado. Eles levaram meu corpo a ter uma reação, e eu estava imersa. A estranha dor que Jethro tinha conjurado estava de volta, pulsando no meu núcleo. A cintilação de línguas e provas gentis me frustrou e eu odiava, odiava positivamente, que tinha de lutar contra meus quadris de pressionar com mais força contra elas. Eu tinha começado o serviço tensa, mas agora eu estava fodidamente ansiosa. À procura de algo. Buscando alívio. Daniel empurrou sua cadeira para trás, me dobrando fisicamente entre seus quadris. Com um brilho malicioso nos olhos dele, ele me empurrou volta com uma mão firme nos meus seios. — Foda-se esta regra estúpida. Eu ofegou quando sua boca rodeou ao redor do meu clitóris. A sucção da boca dele fez o meu corpo se retorcer com hipersensibilidade. Ele não era brincalhão ou respeitoso como o resto dos homens. Ele sabia o que queria e ele levou. Duro. A dor em meu núcleo apertava mais e mais, arranhando seu caminho em direção ao alívio.

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Eu apertei meus olhos. Não consegui olhar para os homens assistindo. Não encontrei nada, só respirei e a ultrapassei. E eu definitivamente não poderia procurar de onde veio um pequeno rosnado, mascarado com silêncio. Não era nada mais do que um rosnado. Mas ressoou em meus ossos com conhecimento. Jethro. Os poucos segundos que cada homem tinha tomado parecia muito tempo nos braços de Daniel. De repente, eu chorei, batendo duro. A ponta da sua língua sondou minha entrada, tentando entrar em mim. Ninguém tinha feito isso. Eles tinham se comportado com alguma regra não oficial para provar, mas não devorar. Foda-se a regra estúpida. A voz de Daniel repetiu em minha cabeça. Tinha havido orientações sobre como eu iria ser tratada? Tudo que estamos fazendo está seguindo um conjunto estrito de regras - dispostas em simplicidade extrema e que devem ser seguidas. Me lembrei do que o Sr. Hawk tinha dito. Eles tinham regras destinadas a me arruinar... mas também me proteger? Daniel tentou dolorosamente.

novamente,

seus

dedos

me

mordendo

Então, eu fui arrancada para fora. Retirada, livre de sua aderência com uma fatia de suas unhas e arrastada até o fim da mesa. A bandeja vazia de sobremesa foi voando, tilintando contra o chão. Minhas pernas tropeçaram, colidindo com um corpo que tinha sido tão íntima apenas algumas horas atrás. A queda da bandeja se sobremesa através da sala ressou como um estalido alto. Mas ninguém disse uma palavra.

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No momento que Jethro me arrastou para a cabeceira da mesa em frente ao Sr. Hawk, ele empurrou o maior de todos os pergaminhos em minhas mãos. Seus olhos estavam escuros, o rosto apertado. — Aqui, leia. Respirando rápido, tentando esquecer a saliva pegajosa entre minhas pernas e a sensação de ter a língua do seu irmão tentando me introduzir, tomei o pergaminho esfarrapado manchado pela idade. Jethro franziu as sombrancelhas, mantendo uma pequena distância entre nós. Sua frieza me dispersava do gelo que ainda fustigava em meus braços nus. Ele parecia chateado - furioso, ainda havia algo ali que fez meu estômago torcer. Qualquer jogo que tínhamos jogado, qualquer guerra que tínhamos começado no estábulo, não foi concluído. Ele sabia disso. Eu sabia. E o conhecimento enviou um poder emocionante pelas minhas veias. Inclinando-se, ele sussurrou, — Pare de olhar para mim, Srta. Weaver. Eu te dei uma ordem. — batendo o pergaminho na palma da minha mão, ele disse, — Leia. Isso. Retirando meus olhos dele, eu obedeci. A fronteira intrincada chamou minha atenção primeiro. Juntamente com um design de videiras e filigrana, as palavras limite, dívida, propriedade estavam entrelaçadas em tinta vermelha. A caligrafia dos últimos ancestrais me condenando a uma vida pior que a morte. Meus direitos haviam sido surrupiados. Minha vida roubada. Meu corpo já não era meu.

18 de agosto de 1672 Assinado e testemunhado por Esq John Law Diferença entre Weaver vs Hawk Conhecido imediatamente como a Herança de Dívida Isto celebra todo o debate e conversa e coloca diante de uma dívida de vinculação. O conselho foi fornecido juntamente com a aprovação do soberano para tal acordo.

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Tal como nesta câmara, testemunhei as assinaturas de ambas as partes da casa dos Weaver e dos Hawk, juntamente com sua comitiva significativa e companheiros. A dívida afirma como segue. Percy Weaver jura solenemente oferecer sua garota-primogênita, Sonya Weaver, ao filho primogênito de Bennett Hawk, conhecido como William Hawk. Isso anulará toda agitação e desgraças até o momento que uma nova geração venha a acontecer. Essa dívida não vinculará apenas a ocupação atual do ano de nosso Senhor 1672, mas a cada ano depois disso. Todas as garotas primogênitas dos Weaver vão ser oferecidas como justa punição ao filho primogênito dos Hawk para ser alegada entre os anos um, oito, seis e vinte, respectivamente. Ambas as partes serão acordadas para sempre neste dia estabelecido. A vida e todos os atributos serão determinados pelo atual Hawk, sem regras ou precedência a ser definida, e este acordo os gera acima da lei, operando dentro da graça de sua Majestade a rainha da Inglaterra. Assinado:

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EU SOUBE quando ela terminou de ler. Eu senti quando a sentença final lhe abateu. Tínhamos um documento assinado, selado e entregue pelo royal magistrado da Inglaterra nos dando carta branca para fazer o que quiséssemos. Não havia nada de ilegal sobre minhas ações. Não havia nada que alguém pudesse me culpar. Nenhum sistema judicial iria salvá-la. Era o consentimento final. Para não mencionar que tínhamos riqueza para assegurar que ninguém pudesse contestar. Não havia nada com que lutar. Quanto mais cedo ela aceitasse isso, mais fácil isso seria. Os olhos do Nila se ampliaram olhando o pergaminho. Eu agarrei seus ombros e a apoiei contra a mesa. O horror vivo em seus olhos castanho escuro era o suficiente para arrastar um pouquinho de humanidade para a minha alma fria. Vendo-a sendo provada - não tinha como negar - me irritou. Ela era meu brinquedo. Meu para atormentar. Fiquei chateado por papai permitir que a fraternidade a usassem. Eles não eram merecedores de beber a miséria alheia. Esse direito era de um Hawk e somente de um Hawk, porra. Excluindo o caralho do meu irmão mais jovem. Ele merecia a merda. Rangendo os dentes, coloquei minha palma contra seu esterno, pressionando seu peito quebrável. Seu coração batia como um tambor de guerra sob os meus dedos. Seus lábios se separaram, mas ela não lutou quando eu a empurrei para trás. Eu não disse uma palavra - controlada por pura raiva e vontade. Seus músculos do seu estômago definido cerraram quando ela lutou contra a pressão, então cedeu, alastrando para trás sobre a mesa.

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Um pequeno som de dor veio de seus lábios, pegando o peso de seus cotovelos. Ela se recusou a se deitar. Ela era obrigada. A porra do meu pau se estremeceu, perfurando meu cinto outra vez. Ao menos se eu soubesse se ela gostou quando ela desejou ser degustada. Só eu sabia como ela sooava quando ela fodidamente queria algo. E só eu sabia como ela era. A quem essa tensão pertencia. Duvidei que caberia. Duvidei eu pegaria metade do meu pau dentro dela, mas até que eu tivesse tido o prazer de tentar, ninguém mais seria permitido ficar perto dela. Eu tinha recebido o pergaminho, me dando poder sobre todo mundo sobre esse assunto - incluindo meu pai. Engoli duro. A raiva de ver meu irmão enfiar sua fodida língua dentro dela. Eu estava à beira de um perigoso penhasco. Fique calmo. Eu não podia. Eu queria o que eu queria, e tomaria o que me era devido. — Finalmente entendeu, — eu sussurrei. Minha voz estava mais grossa, mais profunda, superada com a luxúria escura que tinha sido criada após seu reles exibicionismo esta manhã. Ela tinha feito isso comigo. Era sua maldição me consertar. Eu não podia olhar para ela sem sentir a pressão contra o meu dedo. Não podia me ver passado o desafio. A força se construindo em seu corpo magro. Ela estava aprendendo. Eu estava aprendendo. Estávamos aprendendo como jogar este jogo juntos. Ela estremeceu quando eu arrastei minha mão na sua frente, se movendo mais baixo e mais baixo. Meu pau doía para a tentação molhada que me pertencia. Eu era responsável por ela. Ela tinha sido muito desgastada. Ela tinha obedecido mesmo que ela podia ter lutado. Ela tinha se mantido recomposta, mas agora ela estava precariamente perto de se perder. Eu não era tão insensível para ~ 200 ~


ignorar esse desejo nos olhos dela. A insanidade no limite da necessidade de um orgasmo. Combinado em finalmente ver a prova que nós éramos os mocinhos? Ela estava em dívida. Só um pouco. Era meu trabalho levá-la até o limite, pendurá-la por um tempo, mas em seguida, a trazer de volta em segurança. Meu propósito era refrear tudo o que ela era, então ela faria qualquer coisa que eu ordenasse. Olhando nos olhos dela, eu disse, — Você é minha. Eu não sou seu mestre ou o proprietário ou o chefe. Eu sou o homem que controla toda a sua existência até que você pague as dívidas da sua família. Você não respira a menos que eu permita. Não se mexe se eu não solicitar. Agora, você vive uma vida simples. Uma com uma única palavra que você precisa lembrar... sim. Meu toque patinou da barriga para seu quadril. Ela endureceu como uma pedra. Seu olhar deixou o meu, travando no teto ornamentado. — Olhe para mim. — minha voz ficou dura, bárbara sob seu refinamento cultivo. — Você já entendeu? Eu posso fazer o que eu quero fazer. Ela não respondeu - assim como ela não disse não. Silêncio. Abençoado e feliz, silêncio. Ela não poderia admoestar ou argumentar. Ela era flexível. Maravilhosamente flexível. Ela merecia uma recompensa. Eu tentei me segurar. Eu não queria uma plateia. Mas foda-se. A empurrei mais forte em cima da mesa e dei afastei a posição em seus cotovelos, abaixando sua coluna na madeira. Ela gritou e, em seguida, sugou um sopro severo. Eu peguei suas pernas, as forçando a abrir. A carne rosa dela me convidou, brilhando, não de línguas dos outros, mas de excitação. Excitação por mim. Excitação que eu pretendia aproveitar. ~ 201 ~


Agarrei um copo intocado de água de um irmão Diamond e derrubei o líquido por toda a buceta de Nila. Ela gritou; as pernas tentando fechar. Mas não deixei. A água escorria através do cabelo escuro, minando abaixo dela. Não foi o suficiente, mas lavava pelo menos um pouco da saliva dos homens. Eu só queria prová-la. Enganchando minhas mãos sob os quadris dela, a segurei firmemente. — Não. NãoTarde demais. Com um sorriso fugaz, capturei sua buceta inchada na minha boca. No momento que minha língua saiu, a tomando duro, ela arqueou para fora da mesa. — Ah! — sua boca abriu, esticando o pescoço quando cada músculo estremeceu. Seu cabelo preto espalhado sobre a mesa, deslizando contra os ombros, enquanto ela se contorcia na madeira. Eu estalei meus dedos, olhando para dois irmãos Diamnte. Eles saltaram em atenção, agarrando os pulsos e a prendendo. Ela se contorceu. Ela lutou. Mas a prendi os meus dedos com mais força em sua bunda, a mantendo presa. Meu irmão não tinha o direito de foder ela com a língua. Mas eu tinha. Eu não tinha planejado dar a ela uma recompensa, não até que ela que começou isto. O poder. Sua submissão. O sabor dela. A porra do sabor fodido dela. Eu mostrei demais. Eu deixei minha retenção apertar e absorvi tudo. Ela gemeu conforme eu mexi minha mão, segurando seu osso ilíaco duramente em cima da mesa. Então ela choramingou. Minha ~ 202 ~


língua se tornou a minha arma de escolha quando eu lambi para baixo. Sem hesitação. Sem arrelia. Eu estava lá para um objetivo. Seu objetivo. Meus olhos rolaram de volta quando mergulhei minha língua dentro do seu calor quente e apertado. Porra. — Deus! — os quadris dela tentaram fugir da minha invasão. Sua boca se abriu; sua caixa torácica subindo e descendo com suas respirações tensas. Eu defini um ritmo que ninguém seria capaz de ignorar. Fodendo com ela. Não havia nenhuma outra palavra para dscrever como eu dirigia minha língua entrando e saindo, rápido e possessivo. Ela ofegou, ela gemeu, então ela gritou. Ela desistiu da luta, se dando em mim. Um espasmo de pré-gozo umedeceu meu jeans quando seus quadris se arqueram, seu clitóris roçando meu nariz. Torcendo seu corpo, ela tentava deixar as mãos livre, mas os irmãos não a deixaram ir. Ela ficou selvagem. Necessitada. Exigente. A mesma criatura sexual dos estábulos. Eu não conseguia respirar sem arrastar o cheiro em meus pulmões. Eu não conseguia engolir sem beber dela. E não podia pensar sem querer arrancar meu jeans e mergulhar profundamente dentro dela. Minha língua trabalhou mais rápido, as pontas dos meus dentes enfeitando os lábios de sua buceta quando eu entrei mais profundo do que eu já tinha ido antes. Eu comi ela. Transei com ela. Eu tive ela. Sua buceta apertada apertou minha língua, implorando por mais. Vou te dar mais. Eu também já lhe tinha dado. ~ 203 ~


Porra. Suas pernas de repente travaram em torno de meus ouvidos, se moendo no meu rosto. Ela gemeu duro; implorando sem fôlego em seus lábios. Eu não conseguia parar. Minha língua dirigiu mais duramente; minha cabeça indo mais rápido. Ela se rendeu Entrando em combustão. Ela gritou quando gozou em minha língua.

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MEU DEUS. Ah, meu Deus. Isso não aconteceu. Não podia ter acontecido. Ele não fez isso. Eu não podia. O que diabos eu fiz? Jethro ficou ereto, respirando com dificuldade. Seus olhos estavam apertados; sua boca encharcada e vermelha. Minhas bochechas inflamaram, coração acelerado, como eu tivesse corrido dez quilômetros. O que foi isso? Que magia ele possuia que me fez jogar fora a auto-consciência, compostura e ódio? Como eu poderia sofrer assim? Soando dessa maneira? Gozar assim? Eu gozei. Ele me fez gozar. Meu captor me atirou livre para um segundo feliz, me concedendo algo que ninguém mais tinha. As faíscas torciam em ondas deliciosas. Eu queria mais. Eu queria isso agora. Jethro limpou a boca, tentando esconder a luxúria brilhando em seus olhos sem sucesso. Ele tinha dado, não tomado. Ele tinha feito o que ele disse. Vou limpar tudo. A única coisa que eu podia focar era ele. A sala cheia de homens não importava. Suas línguas e toques e agradavéis agradecimentos sussurrados tinham desaparecidos. Queimados graças à explosão nuclear que ele iniciara. Eu já não estava à mercê da sala. Em seguida, tudo voltou.

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Meu primeiro orgasmo foi dado por um homem cujo pai matou a minha mãe. Minha privacidade tinha sido completamente removida pelo homem que tinha me roubado de minha família. Ele tinha me feito dormir com cães. Ele brincou com minha cabeça. Ele não dava a mínima para mim. Por que ele era tão inteligente? Tão perfeitamente desenhado para este jogo? Eu me esforcei para sentar. Os dois homens segurando meus pulsos me soltaram e fiquei em posição sentada, envolvendo os braços em torno do meu tronco. A explosão quente brilhante que fez tudo tão inconsequente se desvaneceu com cada batimento cardíaco rápido. Era como estar no olho da tempestade. Jethro me concedeu o silêncio. Ele tinha compartilhado o seu silêncio celestial e acalmou a minha mente de tudo o que estava sentindo. Mas agora, a tempestade reunira força, uivando, torcendo, voltando e me sugando ao funil de horrores. Olhos. Tantos olhos em cima de mim. Pinturas e reais. Homens que tinham me visto nua. Homens que tinham lambido cada polegada. Homens que não se importavam se eu vivia ou morria. Você o deixou te controlar. Você deixou seu corpo dominar sua mente. Você me decepcionou. Fui atolada pela tristeza que me esmagava. Não podia ficar lá mais um momento. Eu não podia ficar lá com faíscas residuais, tremendo no meu núcleo. Eu não conseguia fingir que tudo era aceitável. Jethro sorriu, sua respiração acalmou conforme ele arrastava suas grandes mãos pelo seu cabelo. Meu coração partiu em cacos. Como ele poderia me dar algo tão incrível tudo isso enquanto me

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odiava? Seu humor mercurial, rosto ilegível - isso me confundia. Ainda pior, ele me magoava. Uma repulsa visceral e horror uivou através de mim quando a tempestade pegou força. Meus pulmões apreenderam enquanto voavam até a parede escura do vento. A prisioneira agradável desapareceu sob um tsunami de raiva. Não estava bem. Não era bom. Isto não estava bem! Cerrando minhas mãos, eu deslizei para fora da mesa. Eu mantive minha distância de Jethro, mostrando os dentes para ele - o primeiro homem a me fazer subir para uma montanha que eu nunca tinha saltado antes. Ele. Ele não tinha o direito de me fazer gozar. De me dar um presente não por bondade, mas controle. Ele tinha provado uma lição valiosa. Ele me obrigou a fazer qualquer coisa que ele queria, e não havia nada que pudesse fazer sobre isso. Sua sobrancelha arqueou; seu queixo inclinado com arrogância. Ele não disse uma palavra, se movendo para se inclinar contra a porta com as mãos encravadas nos bolsos. Ele não demonstrou nada. Nenhuma dica de como ele se sentiu vendo outros homens me usar. Nenhuma pista do que ele estava pensando quando ele me fez gozar. Eu era dele para pagar esta dívida absurdamente horrível. Mas ele não parecia se importar. E isso foi o que quebrou meu coração. Ele não deu a mínima para o que aconteceu comigo. Tudo o que eu esperava - o plano secreto para fazê-lo se importar ou pelo menos tolerar minha companhia - foi esmagado por terra. Não havia nenhuma maneira de agradar uma pedra como ele. Não havia como apelar para sua compaixão. Ele não tinha nenhuma. Eu revirei meus olhos dele, olhando furiosamente para a mesa. De pé, eu abracei minha nudez. Eu palpitava com justiça. Tremia com a indecência. Eu odiava o que eu usava. Não cobria nada e eu era deles. Não queria ter nada a ver com eles. Eu queria recusar a comida deles,

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cuspir em sua água e queimar suas roupas. Não queria nada que eles me ofereciam. Com as mãos de repente firmes, rasguei a touca francesa de empregada da minha cabeça. Atirei-a contra a mesa. Deixei o pano de cetim deslizando até o centro onde descansou como uma mancha, um pecado - uma coisa inócua, simples, gritando de injustiça. Os homens não se mexeram. Desatando os laços em volta do meu pescoço, eu puxei o avental odiado sobre minha cabeça e o enroleio. Orgulhosa, nua e de pé mostrando meus machucados de vertigem e resquícios da saliva da língua dos bastardos, eu falei. — Olhe para vocês. Todos masculinos e poderosos. — apontando o dedo ao redor da mesa, eu rosnei, — Olha quão assustadores e dominantes vocês parecem. Quão orgulhosos devem estar. Provando ser invenciveis, tirando proveito de uma mulher que trouxeram aqui contra a vontade dela. Vocês usaram uma menina que só pode estar vivendo seus piores pesadelos para proteger aqueles que ela ama. Me esfaquei no peito, sussurrando — Espere... Entendi errado. Vocês não são fortes. Eu sou. Vocês são fracos e nojentos. Fazendo o que vocês fizeram, vocês me deram mais poder do que nunca tive antes. Vocês me deram uma nova habilidade - uma habilidade de ignorá-los, porque vocês não são nada. Nada. Nada! — E você! — apontei meu braço com um olhar raivoso em Jethro. O homem que tinha minha vida na palma da sua mão. Ele não era nada. Assim como seus irmãos bastardos. Jethro ficou mais alto, uma sombra escurecendo o rosto dele. As mãos dele saíram do seu bolso, cruzando na frente do seu peito grande. — Você... — eu fervia. — Você acha que é o pior aqui. Você acha que vai me assustar. Você acha que eu vou obedecer. — passei ambas as mãos no meu cabelo, gritando. — Eu nunca vou me encolher. Eu nunca vou obedecer. Você nunca vai me dobrar, porque você não pode me tocar. Abrangendo os meus braços, eu apresentei minha forma nua como um presente - um dom que ele tinha insinuado querer, mas não tinha tomado. — Eu nunca vou ser sua, mesmo que você possua a minha vida. Nunca vou me curvar para você porque meus joelhos não reconhecem o seu poder. Então faça o seu pior. Me machuque. Me viole. Me mate. Mas você nunca vai me possuir. ~ 208 ~


Respirando duramente, eu esperei. A sala tinha permanecido em silêncio. Mas agora estava cheia de sussuros com homens se deslocadando em seus lugares. A atmosfera era de silêncio chocado e antecipação pesada. Meu coração sobrecarregado chutou em outra marcha, enviando minha visão um pouco cinzenta, um pouco confusa. Por favor, não agora. Plantando as minhas pernas, segurando o tapete macio sob meus pés, eu fechei meus joelhos contra uma onda de vertigem. Sr. Hawk foi o primeiro a se mover. Ele colocou os cotovelos na mesa, interligando seus dedos. — Eu estava errado. Você não é como sua mãe. Ela tinha um cérebro. Ela era esperta. — a voz dele baixou como um homem cavalheiro sob o timite, aprofundado em violenta pressão, — Você, por outro lado, é teimosa e estúpida. Não vê que nós somos sua família agora. No momento em que você dormiu sob meu teto, você se tornou uma Hawk por meio de aquisição. Eu ri. — Ainda sou uma Weaver então porque não dormi sob o seu teto. — minhas garras saíram afiadas. Eu nunca tinha sido uma lutadora, mas algo me chamava. Algo inebriante e letal. Ele se inclinou para frente, raiva, gravada em seu rosto. — Você vai aprender o seu lugar. Marque minhas palavras. Eu queria lutar. Eu tinha escutado suas malditas lições de história, era hora deles ouvirem a minha. — Eu posso não ter mantido registros tão perfeitos como a sua, mas eu sei que minha família é inocente. Então o que aconteceu foi entre eles - não entre nós. Ficou no passado. Minha família criou um negócio de confecção de roupas. Vestindo a corte real, mas também doando aos pobres. Me orgulho de onde eu vim, e para onde você— Jet! — Sr. Hawk beliscou a ponta de seu nariz. — A cale. Jethro imediatamente bateu uma mão sobre minha boca. Eu congelei. Eu sabia que tinha trazido qualquer punição que estava prestes a acontecer. Eu não podia culpar ninguém, mas eu não me lamentaria pelo o que eu disse. Eu acreditava que era uma boa pessoa. E assim seriam meu gêmeo, pai, mãe e ancestrais. — Você tinha que empurrar, — sibilou Jethro. — Eu vou tirar sangue por isso. ~ 209 ~


Meu coração torceu, mas eu me esforcei para me lembrar dum fato importante. Eles não podem te machucar muito. Haverá dor. Haverá agonia. Mas eles queriam me manter viva. Eu tinha dívidas para pagar antes que minha vida fosse roubada. Nunca tirando seus olhos dos meus, Sr. Hawk, ordenou, — Jethro. Ensine esta mulher que os Hawks são uma família de clemêmcia, mas há momentos em que o rigor é exigido, permitindo assim ocorrer poucas birras. – os olhos dele voltaram para seu filho. — Leve-a. Lide com ela. Não quero vê-la novamente até que ela perca a justiça equivocada que ela parece pensar que lhe é devida. Jethro assentiu com a cabeça, empurrando os nossos corpos. Seus dedos desgrudaram da minha boca e ele agarrou meu pulso. Cada parte de mim encolheu por causa do seu temperamento latejante e olhos dourados, mas eu me forcei a ficar reta. Eu rosnei, — Faça o que quiser, não importa. O que aconteceu antes nunca acontecerá novamente. — eu nunca deixaria meu corpo governar minha mente, não importa o que ele fizesse. — Você pode ser capaz de me machucar, mas você deve saber o quão patético é para um homem fazer mal a uma mulher. Isso não é poder. É uma fraqueza! Ele resmungou sob sua respiração. — Filha da puta maldita. — seu temperamento aumentou, pulsando forte até o quarto. Outra onda de vertigem agarrou meu cérebro. Mas eu consegui o impossível, lutando através da onda cinza instável - ficando em pé. Eu fiz isso. Lutei contra o desequilíbrio preste a me deixar desbloquear tantas facetas de quem eu realmente era. Eu fiquei lá, orgulhosa e nua, usando somente saliva seca e hematomas. Jethro me empurrou para mais perto, olhando em meus olhos. Ele engoliu a raiva dele até que não mostrasse nada em seu exterior nenhum aborrecimento ou espanto - ele estava tão opaco como um iceberg preto e tão acentuado. — Vá, Srta. Weaver. — de repente ele me deixou ir, acenando em direção à porta dupla atrás de mim. Elas se abriram como se funcionários esperassem do outro lado pelo seu comando. Quando eu não me mexi, ele surtou, — Agora. ~ 210 ~


Queria colocar meus braços em torno de meu corpo. Eu queria me esconder do seu olhar intenso, mas lutei com todos os meus instintos. Saí da sala tão confiante e orgulhosa como possível. Sem olhar para trás. No momento em que a porta bateu atrás de nós, Jethro agarrou meu cotovelo, me rodando para frente, como se as chamas do inferno ansiassem por sua alma. Eu fui de andar a correr para acompanhar seu ritmo. Minha visão perdeu sua clareza por um momento, se desvanecendo dentro e para fora quando outra onda de desequilíbrio tentou me derrubar, mas Jethro não me deu tempo para ceder. Ele não me deu tempo para nada enquanto me arrastava por um corredor tão grande que poderia ter sido um salão. Ele não me deixou inspecionar as inúmeras armas - espadas, baionetas, bestas e facas - ou chamar a atenção do pessoal surpreso. Eu respirei duro quando nós finalmente passamos através de uma das muitas portas exteriores e fomos recebidos pelo corredor à luz do sol início do outono. Jethro continuou andando, não me deixando recuperar o fôlego. Me arrastando com passos enormes, eu recuei quando um pedaço de cascalho atravessou as solas dos meus pés. Mas ele não se importava. Ele nem percebeu. Eu nunca tinha visto este lado da propriedade antes. Mas o terreno era apenas tão expansivo e impressionante como os outros no perímetro tão perigoso. Esta era a minha gaiola. Folhas, espinhos e sarças. E eu estou nua. O terreno de cascalho foi substituído por grama macia abaixo dos meus pés, e Jethro me prendeu. Eu poderia não ter sido tão maleável e desistido de lutar com seu ímpeto. Eu tropecei para frente, braços subindo para fora como se de repente pudesse deixar o mundo para trás e voar. Voar para longe. Voar livre. No momento em que cheguei a um impasse, eu virei para enfrentá-lo. Jethro estava bem atrás de mim. Ele passava a mão em meu cabelo, torcendo o pescoço. ~ 211 ~


Eu choraminguei quando ele levantou minha cabeça, cada vez mais alta. Meus olhos travaram em seu cinto de crocodilo, camisa cinza e um par de olhos ferozes. — Me diga. O que você esperava conseguir lá? Ele não me deu a chance de responder, puxando meu cabelo em um doloroso ato. — Você realmente pensou antes de abrir a boca? Se você tivesse parado e ficado em silêncio, tudo seria mais fácil. Você ganharia uma tarde sozinha e um banho quente. Uma empregada para lhe trazer tudo o que você quissese comer. — ele me apertou. — Que parte de um presente por bom comportamento você não entendeu? — Não quero sua caridade, — cuspi. Ele gemeu. — Isso não é uma fodido caridade se você tem que merecer. — abaixando a cabeça, seu nariz pressionou contra o meu. Eu gelei, respirando com dificuldade. — Você ganhou hoje. Você me agradou, deixando aqueles homens provarem você. Você me surpreendeu de forma positiva. — a suavidade de sua voz desapareceu sob uma torrente de raiva. — Mas então você estragou tudo por ser você. E agora... — ele estava perdido, ideias brilhando em seus olhos. Me soltando, me apoiei longe dele, agarrando meu cabelo e rapidamente, o torcendo em uma trança solta nas minhas costas. Eu odiava a espessura, o comprimento. Parecia um convite para Jethro usá-lo de qualquer maneira que o satisfizeste. Meu couro cabeludo, nunca tinha estado tão machucado. O colar de diamante criou um pequeno arco-íris de luz saltando da luz do sol. Eu teria rido se não estivesse tão tensa. Eu estava nua, mas vestindo o arco-íris - eu nunca imaginei combinar a magia com a moda. Ideias para uma nova linha de design vieram rapidamente. Eu ansiava por um lápis para esboço antes que desaparecessem. Jethro colocou ambas as mãos nos quadris, me assistindo silenciosamente. Não me mexi. Eu não disse uma palavra. O frágil cessar-fogo entre nós parecia desconfortavel. Isso poderia estalar encima de mim com uma dor terrível ou se desvanecer como uma pena numa brisa.

~ 212 ~


— Vejo que as ameaças não funcionam em você. Mas talvez uma negociação sim. Apesar de não querer, curiosidade e esperança cresceram em meu coração. — Uma negociação? — Uma oferta. Você ganha, você está livre. Eu ganho, você esquece sua antiga vida e cede. Você diz que eu nunca vou te possuir. Se eu ganhar - você voluntariamente me dará esse direito. — seus lábios puxados em um sorriso frio. — Assinar não somente o acordo da dívida, mas outro - aquele que me faz seu mestre até que seu último suspiro seja tomado. Você faz isso e eu vou te dar isso. — Me dar o que? — eu perguntei sem fôlego. — Uma chance de liberdade. Meus olhos se ampliaram. O que? Inclinando sua cabeça para floresta atrás de mim, ele murmurou, — Você quer ser livre - então vá. Tente. Vá procurar sua liberdade. Eu me torci no local, olhando por cima do meu ombro. O sol manchava as folhas na terra, mas depois ficava mais escuro, mais grosso e mais assustador. O colar de diamante descansava pesado e ruinosamente sinistro em minha garganta. Minha espinha se arrepiou pelo curto período de tempo que eu tinha o usado; o frio ainda não tinha se adaptado a minha pele. Como eu poderia fugir com esse estorvo? Como não poderia? Era a única chance que eu esperava. A única chance que não achava que conseguiria. Apertando os olhos, deixei o ultimato do Jethro - sua negociação se infiltrar no meu cérebro. Eu ia fugir, posso fazer isso. Se eu fugisse, poderia ter o que eu quissese. Mas se eu perdesse... Voltando para encará-lo novamente, a luz dourada do sol o expulsou com uma silhueta fantasmagórica, borrando seu contorno, criando mais do que apenas um homem. Parecia como se ele tivesse um pé no mundo e outro no inferno. Um anjo caído que ainda queimava com fogo - ainda que não fosse a pureza que queimava, mas ódio.

~ 213 ~


Jethro levantou uma sobrancelha. — O que vai ser? — Não sei o que está oferecendo. — Sabe sim. Eu fazia. Eu faria isso. Tomando um pequeno passo em minha direção, ele disse, — Você quer quebrar o contrato? Você quer proteger seu irmão e pai? Tudo bem. Eu estou te dando um acordo único. Tente. Se chegar ao limite, você está livre. Sua família nunca será caçada pelos Hawks novamente. Você faz isso e tudo isto acaba. Até a última dívida da história desaparecer. — a voz dele lambeu através do sol. Uma pequena faísca do meu orgasmo anterior voltou entre minhas pernas. — E se eu não conseguir? Jethro franziu a testa. — Perdão? — Se eu não fugir... o que acontece depois? — Você não fugiria? Depois de eu ter acabado de te oferecer o que você mais quis desde o princípio? Meus pulsos atravessaram a junção das coxas, escondendo minha buceta. — Eu não disse que queria a oportunidade de correr nua por mil hectares. Eu disse que queria que acabasse. Jethro sorriu. — Não acabou até que esteja terminado. — os olhos dele caíram para meu colar, brilhando com a escuridão. — E nós dois sabemos como vai acabar. Se aproximando, ele disse calmamente, — Não há nenhuma outra opção, Srta. Weaver. Eu não estou te dando a escolha de correr. Estou te dizendo para correr. Você quis. Você entendeu. Uma chance de salvar sua família, bem como a sua própria vida. Uma chance. Você não quer estragar tudo testando minha paciência. Minha mente se deparou com tudo o que tinha acontecido. Não havia nenhuma química voando entre nós - mas Jethro não respondeu. Ele só estava interessado na perseguição. A caçada. O esporte. Ele ficava tão perto, cada vez que ele respirava, seu peito quase tocando meus mamilos nus. Ele não parecia se importar, eu estava nua nesta única chance que tinha de liberdade. Ele me faria correr desprotegida pelo meio de uma floresta cheia de mato, predadores e raízes espinhosas. ~ 214 ~


Seu braço levantou e eu apertei todos os músculos quando ele pegou minha bochecha. Seu cheiro inebriante de madeira e couro se estabeleceu sobre mim. Traçando o polegar dele sobre minha maçã do rosto, ele curvou sua cabeça. — Corra, Srta. Weaver. Corra. Mas uma coisa você deve saber antes de ir. Não jogue os jogos dele. Não morda a isca. Meus lábios se fecharam. Eu endureci no seu aperto. Sua boca agradando a pele macia abaixo da minha orelha. — Enquanto você estiver correndo, eu vou te caçar. Você não só tem que chegar ao limite, mas você tem que fazer isso antes que eu te pegue. O formigamento e horrível promessa de esperança se evaporou. Ele era cruel. Vicioso. Mal. Eu iria ser caçada. Não haveria liberdade. Só haveria sangue. Como ele disse na sala de jantar. A energia deixou os meus membros. Quem eu estava enganando? Eu não tinha comido desde que fui sequestrada. Eu mal tive um sono decente. Eu existia como uma viciada em adrenalina e medo. Não era nenhuma boa combinação para uma corrida de longa através de arvoredos e mato. Jethro se afastou, abaixando as mãos. Ele sorriu. — Isso começa agora, Srta. Weaver. Eu correria se fosse você. Agora? Eu estava paralizada, com o coração repleto de terror. — Quanto quanto tempo eu tenho? Jethro cuidadosamente levantou seu punho, olhando o relógio preto de diamante em seu pulso. — Eu sou um caçador experiente. Não tenho dúvidas que eu vou encontrar você. E quando eu encontrar... o que aqueles homens fizeram com você não vai ser nada. — erguendo a cabeça dele, ele disse, — Eu acho que quarenta e cinco minutos é bastante desportivo, não é? Minha mente não estava mais lá. Estava pulando e voando sobre folhas e troncos velhos, me esquivando. Correndo. Tentando — Faça isso e você já não será minha...

~ 215 ~


Liberdade escarneceu de mim, me fazendo acreditar que eu tinha a chance. Remota, quase inexistente hipótese - mas ainda uma chance. Os músculos nas minhas pernas reagiram, já prestes a decolar. Eu tinha que confiar no meu corpo. Ele sabia como fugir. Eu poderia fazer isso. Se eu fizesse, já não seria seu animal de estimação para tortura. Mas se eu não... Não pergunte. Não pergunte. — E se eu não conseguir? Jethro abaixou a cabeça, olhando para mim por baixo de sua sobrancelha. Seus olhos estavam apertados e escuros, brilhando com emoção da próxima caçada. — Não há dívida que faça você pagar o quanto você desejaria ter chegado ao limite. — ele saiu do brilho do sol, os dentes brilhando como diamantes. — Agora... corra. … … Eu corri.

~ 216 ~

Pepper Winters Indebted #1 Debt Inheritance  

Os Weavers fizeram algo muito terrível para a família Hawk. Os Hawks tem a prova e o poder de que esse acordo seja cumprido e durante século...

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