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Anais do III Congresso de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (Memória ABRACE VII) Florianópolis 2003

nicas que lhe são negados no currículo do próprio COLUN. O trabalho foi retomado posteriormente por outros estagiários, objetivando à iniciação dos professores de 1ª a 4ª série do COLUN na linguagem dramática, experiência esta ainda em fase inicial. O estudo acerca da questão da avaliação de aprendizagem, considerando os principais conceitos, a orientação oficial e as reflexões sobre sua prática, foi realizado no COLUN e em outras escolas de São Luís, propondo-se a analisar o que dizem alunos e professores sobre avaliação, a especificidade da avaliação no processo de aprendizagem em teatro, os métodos de avaliação mais freqüentes utilizados pelos docentes, os critérios formais estabelecidos pelas escolas e a maneira como os educandos encaram a questão, neste caso dando ênfase à experiência vivenciada por uma das turmas de Estágio Supervisionado, durante dois semestres letivos. O trabalho demonstrou que mesmo os professores considerados progressistas reconhecem que adotam estratégias tradicionais, o que foi confirmado nos depoimentos dos alunos. Ainda no COLUN, foi realizado um estudo etnográfico visando à verificação das vertentes metodológicas aplicadas por um professor de artes cênicas frente às novas orientações curriculares oficiais (PCN e diretrizes estabelecidas pelas instâncias normativas locais). A observação das aulas numa turma de 8ª série e as entrevistas com o docente retratam o seguinte quadro: há ênfase no trabalho de sensibilização através de jogos, portanto, na iniciação à linguagem; o professor utiliza a proposta de jogos teatrais com desenvoltura, embora ele mesmo sinta necessidade de conhecer outras metodologias, bem como de checar se o que faz é realmente pertinente; as atividades são desenvolvidas em ambiente inadequado para a prática cênica; há conhecimento por parte do docente acerca das novas diretrizes curriculares, embora ele mesmo sinta dificuldade em concretizar isso no cotidiano; sua ação pedagógica na escola é isolada, sem parcerias sólidas com os professores das outras matérias. Entretanto, mesmo no quadro adverso em que se situa o ensino do teatro nas escolas de São Luís, o qual certamente não foi considerado à exaustão nesta comunicação, há experiências importantes marcando a cena pedagógica, e um dos trabalhos do Grupo de Pesquisa voltou-se para a análise da história de vida de professores considerados por seus pares como competentes e compromissados na labuta docente, a partir de informações obtidas junto a cinco sujeitos que atuaram no período 1980-2000. Os achados dessa investigação enfatizam a importância da formação inicial (graduação) e evidenciam a carência de possibilidades quanto ao desenvolvimento da carreira profissional, sobretudo a dificuldade em participar de cursos de atualização, pós-graduação, treinamento em serviço etc. Mais que isso, a análise da trajetória profissional desses docentes torna clara a importância da investigação do passado e do presente na construção histórica de um futuro bem perto de nós. Ao refletir sobre as direções para onde apontam as vertentes da pesquisa, nos certificamos da necessidade de promover muitas outras ações integradas dando sentido ao nosso que-fazer – ou melhor, ao processo de ensino-aprendizado que se processa no âmbito do curso de Licenciatura em Educação Artística de uma determinada universidade brasileira –, misturando a pesquisa e o ensino cotidianamente, seja nas múltiplas dimensões que compõem a experiência da graduação ou no desenvolvimento didático das disciplinas, já que é neste espaço que se concretizam as relações entre educadores e educandos. Encerrando, gostaríamos de agradecer aos discentes

que colaboraram com este trabalho – Celene Couto Castelo Branco, Giselle Pereira de Alencar, Luís Antonio Pereira Freire, Meiriluce Portela Teles, Verônica da Silva e Zilah de Aquino Noleto –, sobretudo ao professor Luiz Roberto de Souza por seu empenho no estreitamento das relações entre pesquisa, extensão e ensino, este que é um dos pilares do nosso grupo de trabalho. Bibliografia BRASIL. Governo do Maranhão. Proposta curricular para o ensino médio: linguagens, códigos e suas tecnologias / arte. São Luís: Gerência de Desenvolvimento Humano, 2003. NÓVOA, António (org.). Os professores e sua formação. Lisboa, Dom Quixote, 1995. PUPO, Maria Lúcia. Um olhar cúmplice. In: SANTANA, Arão Paranaguá (coord.). Visões da ilha: apontamentos sobre teatro e educação. São Luís, 2003. SANTANA, Arão Paranaguá. A presença do teatro na educação ludovicense. In: Visões da ilha: apontamentos sobre teatro e educação. São Luís, 2003. O ensino de teatro em São Luís: situação, conexões, possibilidades. In: Anais do II Congresso Brasileiro de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas. Salvador: ABRACE, 2002.

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A PRÁTICA COMO PESQUISA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE TEATRO Beatriz Angela Vieira Cabral Universidade do Estado de Santa Catarina Universidade Federal de Santa Catarina A prática como pesquisa distingue-se da pesquisa sobre a prática, se caracterizando como uma investigação centrada no relacionamento professor – aluno na busca do conhecimento formal em teatro. O aspecto que melhor a identifica seria então o grau de visibilidade que ela mantém do foco de pesquisa, tornando evidente durante o processo as questões sendo investigadas e as distintas formas de resposta. A natureza essencialmente social desta atividade na área do teatro acentua sua dimensão ética, ideológica e política tanto quanto epistemológica. Ética, ao questionar os valores embutidos na prática sob investigação; ideológica, na medida em que a pesquisa realizada de forma coletiva prioriza, em si, a democratização do acesso e do conhecimento; política, em decorrência dos princípios de autonomia e cidadania subjacentes a estes processos. Esta forma de pesquisa é particularmente apropriada para o estudo do teatro no contexto educacional, na medida em que articula teoria e prática a partir da interação entre alunos e professor. Quando estas articulação e interação acontecem dentro dos parâmetros da prática de ensino, isto é, durante os estágios, tornam-se um processo de investigação ainda mais produtivo, ao confrontar as percepções dos alunos (crianças e/ou adolescentes), com as dos estagiários (professores-alunos), e as do coordenador da pesquisa (professor orientador). Compartilhar histórias de pesquisa, suas implicações, problemas e possibili-


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dades é acima de tudo uma forma de desenvolvimento do campo de trabalho e de rompimento com o isolamento no início da vida profissional, além de um importante veículo para criar uma comunidade de pesquisa. Tornar este processo transparente no decorrer de seu desenvolvimento é abrir possibilidades para experimentar, confrontar e registrar alternativas. Investigações sobre esta prática vem crescendo na área de Teatro – Educação, em grande parte como resposta à constatação de que a pesquisa sobre o teatro na escola vinha sendo realizada por pesquisadores que não atuavam em escolas. “Em um mundo acadêmico onde artigos indexados e referendados imperam, onde o pesquisador é promovido pela quantidade de suas publicações, não importando quão benéficas elas possam ser para a área (...) como podemos evitar cair sob o domínio de teóricos cujos entendimentos são gerados fora do contexto escolar? “ (Taylor, 1996:IX). As conferências internacionais de pesquisa em Teatro – Educação, a partir de 1995, estiveram centradas nesta questão e também na crença de que a pesquisa nesta área deve operar dentro do campo da arte, não sendo possível separar sua pedagogia do drama enquanto arte. Em “Reflections from an Ivory Tower: Towards an Interactive Research Paradigm”, Jonothan Neelands analisa o papel do pesquisador baseado na universidade frente àquele com base na escola (in Taylor, 1996:156-166). O desenvolvimento de pesquisas-ação informais, por professores envolvidos na investigação de sua própria prática, por necessidades curriculares, gerou o que Both e Wells denominaram “Comunidades de Pesquisa”, e a expansão da pesquisa-ação: “Nestas investigações reflexivas os professores se veem como aprendizes intencionais. Eles observam ativamente o que está acontecendo em suas classes, e revisam seus planejamentos e expectativas à luz do que observam. Isto lhes dá a confiança de adotar uma atitude crítica em relação aos especialistas de fora, que testam suas propostas na contramão de suas próprias crenças e experiências” (1994:27). Brian Edmiston lembra que “quando questionamos um aspecto de nossa prática, e isto reflete em eventos subsequentes e muda nossos planos, nós estamos informalmente pesquisando nosso ensino. A pesquisa – ação formaliza este processo e nos permite uma análise mais sistemática e rigorosa de nossa própria prática” (in Taylor, 1996:85). John O’Toole, em Brisbane, AU, desenvolve uma pesquisa – ação há dez anos, através da interação com alunos da escola fundamental, baseada no ensino entre pares. Ele realiza uma oficina sobre resolução de conflitos na escola, para alunos da 8ª série, que posteriormente a realizam com alunos da 7ª série, que por sua vez a aplicam aos alunos da 6ª, e assim por diante (data-show apresentado na Conferência sobre Pesquisa em Drama, Exeter/2002). Cecily O’Neill, em “Into the Labyrinth: Theory and Research in Drama” vai mais longe e propõe que a investigação ocorra dentro do próprio contexto dramático, com o professor assumindo um papel, o que na área do Drama Educação é convencionado como “teacher-in-role” (in Taylor, 1996:135146). Embora os procedimentos de pesquisa destes autores se diferenciem entre si, todos compartilham a ênfase na interação das vozes do(s) pesquisador(es) e dos pesquisados durante o processo de investigação, de registro e construção da narrativa que, em si, se caracterizam como o objeto da pesquisa. A configuração da narrativa na análise qualitativa foi insvetigada por Donald Polkinghorne, o qual identificou duas formas distintas de desenvolver a cognição paradigmática relativa ao conhecimento adquirido com o envolvimento em even-

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tos e happenings tidos como data: a forma diacrônica e a sincrônica. A diacrônica contém informações temporais sobre o relacionamento sequencial dos eventos. De cunho autobiográfico, descreve como os eventos ocorreram e seus efeitos. A sincrônica dispensa as informações sobre a história e o desenvolvimento dos eventos; está configurada pelas respostas a um entrevistador e provê informações sobre a situação presente e as crenças do informante (1995: 5-23). A análise qualitativa do evento teatral, configurada como narrativa, está presente em pesquisas sobre processos e concepções de espetáculo e como o próprio espetáculo. Este início de século testemunha a presença do espetáculo como prática do ensino e da pesquisa também em escolas de ensino fundamental. Na esfera do espetáculo a prática como pesquisa é uma área mais recente de investigação, e focaliza o duplo papel de pesquisador e diretor durante o processo de montagem que por sua vez é caracterizado como pesquisa. Os riscos subjacentes a esta proposta foram o centro do debate na IV Conferência Internacional de Pesquisa em Drama e Educação, em Exeter/UK. Ao questioná-la, Peter Thomson foi contundente: o “Por que os teatrólogos querem ser reconhecidos como pesquisadores? o Por que não querem igualmente, ser reconhecidos como professores? o O fazer teatral e o ensino seriam atividades tão insignificantes e marginais que precisem ser redefinidos como pesquisa?” Ao questionamento de Thomson, com origem na crescente reificação e mercantilização da pesquisa, foi contraposto a relevância do espetáculo decorrente da prática de ensino do teatro, sob a forma de pesquisa, e tutela da teoria, como forma de descobrir as similaridades, padrões e relacionamentos subjacentes ao trabalho do professor e do diretor e a possibilidade de articulá-los. Sabemos que a montagem de espetáculos é parte do fazer teatral na escola, solicitação não apenas da direção (uma queixa comum por parte de professores sobrecarregados com várias turmas e com formação e/ou atualização deficientes), mas, sobretudo uma expectativa dos alunos. Com o crescente aperfeiçoamento dos professores (ampliação e melhoria dos cursos de formação, especializações e mestrado) a prática de teatro na escola vem apresentando um crescimento expressivo e a questão carga horária tende a melhorar também com as expectativas do ensino em tempo integral. Questionar o espetáculo como pesquisa torna-se hoje um aspecto importante de debate para o professor. Entretanto, o debate sobre a interação entre pesquisa e performance vai além das preocupações com o status do profissional envolvido, e levanta questões referentes à eficácia da pesquisa para o aprimoramento da performance: seria a pesquisa um instrumento para se atingir uma melhor performance? Para responder a esta pergunta seria necessário considerar as reações da platéia? Neste caso a mesma platéia teria que observar dois espetáculos – o anterior e o posterior à pesquisa? De imediato, isto é, antes de qualquer investigação mais sistemática sobre o assunto, pode-se responder a estas questões dizendo que a pesquisa seria, sim, um instrumento para atingir uma melhor performance, uma vez que seu ponto de partida, seja qual for o seu enfoque, leva em conta as expectativas e as percepções de seus participantes – quer no decorrer do processo de montagem, quer em apresentações que subsidiarão as próximas montagens afins. Em processos de monta-


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gem, se levarmos em conta que os próprios atores são platéia uns dos outros, podemos afirmar que é possível comparar as reações do espectador durante o desenvolvimento de um processo. Porém, comparar as reações da platéia antes e depois da realização da pesquisa interessaria a investigações sobre o tipo de platéia, enfoques baseados em teorias do reader-response, comparações das percepções de diferentes culturas, etc. Já para pesquisas sobre direção, estudos de caso sobre processos de montagem, investigações metodológicas, a comparação entre platéias distintas figuraria como secundária. Se o resultado da prática como pesquisa for uma melhor performance isto significa que ocorreram maiores insights e possibilidades de mudança; se for uma pior performance há que se investigar as circunstâncias que levaram a isto. Baz Kershaw (Universidade de Bristol), coordenador do projeto PARIP – Practice as Research in Performance (Prática como Pesquisa na Performance), há cinco anos investigando este campo de atividade, identificou estas questões: o Que tipos de conhecimento a prática como pesquisa poderia produzir? o Há alguns tipos de conhecimento que são acessíveis apenas através da experiência viva do espetáculo? o Sempre se perde a compreensão de algo no processo de documentar o espetáculo ou poderá haver uma tradução bem sucedidada de um meio a outro? o Que tipos de desafio isto oferece à academia? Não resta dúvidas que examinar as implicações de pesquisar o espetáculo, para o desenvolvimento de métodos de pesquisa em pedagogia do teatro, torna-se prioridade neste momento. Ás questões apresentadas por Kershaw pode-se acrescentar as seguintes: Não seriam os tipos de conhecimento derivados do objetivo, estilo e características da montagem? Não caberia à prática como pesquisa em performance estar centralizada na experiência viva do espetáculo? Se esta não for essencial não seria mais indicado “um estudo de caso”? Há que se considerar que um espetáculo decorre de um processo de montagem, o qual inclui ensaios, retomadas de cenas, revisões, investigação de alternativas. A prática como pesquisa do espetáculo está associada a este processo; assim, caso se perca a compreensão de algo no processo de documentação, haverão outros produtos parciais a serem documentados, revisados e reconsiderados. A prática do diretor não está circunscrita a um espetáculo único, final, absoluto. O desafio que isto traz à academia pode ter início com a visualização de alternativas de articulação tempo – espaço para o profissional – diretor e professor, e suas respectivas especificidades. Quando professores compartilham suas pesquisas, in progress, surgem novas formas de colaboração e uma linguagem comum para a sua comunicação. Cabe a nós, que associamos pesquisa e montagem, a tarefa de identificar e debater suas implicações para a eficácia do espetáculo. Seriam o uso da etnoscenologia na investigação do espetáculo, e da etnografia na investigação do ensino do teatro, sintomas da necessidade das especificidades das respectivas áreas? Ou representariam apenas procedimentos possíveis a etapas distintas da pesquisa? Em síntese, dois aspectos referentes à prática como pesquisa na área do ensino do teatro devem ser ressaltados. Em primeiro lugar, em trabalhos de teatro na escola e na comunidade, a pesquisa tem sido reconhecida como um agente de transformação, principalmente através da interação pesquisador – sujeitos da pesquisa (Zanenga, 2002). Se por um lado, a pesquisa leva o professor a interrogar a própria prática, por outro lado as questões postas pela investigação permitem aos alunos refletir sobre o processo em curso. Em segundo lugar, não se pode deixar de considerar

o crescente espaço que a pesquisa etnográfica no transcorrer da montagem e apresentações do espetáculo vem obtendo, especialmente em relação à aprendizagem intercultural. O antropólogo Victor Turner e o teatrólogo Richard Schechner são apontados por pesquisadores na área da prática como pesquisa, como os criadores da etnografia performática enquanto modelo dinâmico de aprendizagem intercultural. Estudos recentes, tais como os desenvolvidos por Kate Donelan (2002), mostram como a etnografia permite ao professor pesquisador se envolver com as experiências dos alunos na medida em que estes exploram, criam e representam textos interculturais, construindo em colaboração, conhecimentos sobre a vida e costumes uns dos outros. Concluindo esta reflexão, pode-se ainda considerar que a prática como pesquisa seja uma forma de responder ao apelo da indissociação ensino – pesquisa – extensão, abrindo perspectivas para o envolvimento orgânico do profissional de teatro com a teoria e prática com as quais se identifica. Se a área sendo investigada é a do teatro, não estaríamos aqui frente à própria teatralidade em pesquisa? Bibliografia CARROLL, J. “Terra incognita: Mapping drama talk”, in NADIE Journal, 12(2), 1988. DONELAN, K. “The Drama of Ethnography”, in International Conversations – Drama and Theatre in Education. (Eds. Carole Miller e Juliana Saxton). Canada, UVIC Publications, 1999. EDMINSTON, B. “Drama as inquiry: students as teachers and as co-researchers”, in Imagining to Learn: inquiry, ethics and integration through drama. (Edminston, B. and Wilhelm, J. Eds) Portsmouth, NH, Heinemann, 1998. Feyerabend, P. Against Method.Londres, Verso, 1975. HEIKKINEN, H (Ed.). Special Interest Fields of Drama, Theatre and Education. Finlândia, Jyvaskyla University Press, 2003. HEATHCOTE, D. & Bolton, G. Drama for Learning: Dorothy Heathcote’s Mantle of Expert Approach to Education. Portsmouth, NH, Heinemann, 1995. MILLER, C. e Saxton, J. Drama and Theatre in Education: the Research of Practice/the Practice of Research. Victoria, BC: IDEA Publications. MORGAN, G. (Ed.) Beyond Method. Londres, Verso, 1983. NEELANDS, J. “Reflections from an Ivory Tower: Towards An Interactive Research Paradigm”, in Researching Drama and Arts Education – Paradigms & Possibilities. (P.Taylor, Ed.) Londres, The Falmer Press, 1996. POLKINGHORNE, D. “Narrative configuration in qualitative analysis”, in Life History and Narrative (Eds. J. Amos Hatch e Richard Wisniewski). Londres, The Falmer Press, 1995. SCHON, D. Educating the Reflective Practitioner. New York, Jossey-Bass, 1987. SOMERS, J. (Ed.) Research in Drama Education. Oxfordshire, Carfax Publishing Company, 1996-2003. TAYLOR, P (Ed.). Researching Drama and Arts Education – Paradigms & Possibilities. Londres, The Falmer Press, 1996. (Ed.) N.A.D.I.E Journal – International Research Issue. Austrália, NADIE Journal, Vol. 18, No 2, 1994. (Ed.) N.A.D.I.E Journal – Innovative Practice. Austrália, NADIE Journal, Vol. 19, No 1, 1995. Wells, G. Changing Schools from Within: Creating Communities of Inquiry. Toronto, OISE press, 1994. ***


A prática como pesquisa na formação do professor de teatro