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PHOTO: ASHLEY JONCAS CREATIVE STUDIOS/ WWW.ENIGMESTUDIO.COM

Dark

Arte, moda, música e cultura alternativa.

Cvlt


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EDITORIAL

Dark

Cv lt

Moda

Alternativa, Arte gótica, os clássicos do Terror e a música underground. Tudo isso você encontra nesta edição. Aos que apreciam o diferente, o alternativo, o sombrio, seja na moda, na arte, na música ou no cinema; que se interessam pelas subculturas, tribos de estilo, pelo underground e por toda a cultura alternativa, esta edição é para você. Espero que ao ler esta revista, você possa se identificar e apreciar tudo o que foi publicado aqui, visto que esta edição foi criada com total dedicação, construída através de fontes sérias, com o intuito de te informar sobre cada tema de forma séria, responsável e criativa. Espero que curta! :)


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SUMÁRIO

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04 Moda

19 30 Cinema

As Bruxas estão soltas: Witchy e o Boho Witch

Anos 40: Filmes de Terror

35 Arte

16 Arte

As Melhores Capas de Metal na arte de ZBIGNIEW BIELAK

O que é Dark Fusion?

19 Arte

45 Música Batemos um Papo com Chelsea Wolfe

As Ilustrações Góticas de Victória Francés

24 Cinema 48 Moda

As Divas do Terror: Curiosidadesdes sobre Vampira, Mortícia, Lily Munster, Elvira entre outras...

Pin Ups E as Subculturas

54 Moda De Tirar o fôlego Tudo sobre Corsets

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Foto: Google Imagens

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Matéria por: modadesubculturas.com.br

Moda

A banda The Black Belles canta uma letra chamada “Witch”, que fala sobre o estereótipo de bruxa: “Ela tem um longo cabelo preto/E um grande carro preto/Bem, eu sei que você está pensando/Mas você não vai chegar longe/Ela vai fazer você coçar/Porque ela é a bruxa”

A relação com o feminismo

Q

ue a estética subcultural é explorada pelo mainstream desde seu início (coisa que ficou mais forte nesta década), a gente já sabe. Mas e quando o estereótipo de uma religião se torna moda vendida em lojas de departamento? É o que temos visto acontecer com a bruxaria, religião de várias vertentes que os alternativos costumavam abraçar por não se identificarem com os ensinamentos de religiões mais tradicionais.

A

bruxaria é essencialmente feminina. Quando pensamos nas séries sobre zumbis e vampiros, tão idolatradas ao longo da última década, notamos que os homens são os personagens principais, dominantes, líderes e as histórias giram em torno de ação e sexo. Já as histórias com bruxas, são sobre a mulher se ajustar ao mundo, relações interpessoais com outras mulheres, com o seu eu interior e retratadas como pessoas fortes, capazes de superação. Não ficam à margem e sim, assumem posições de liderança sobre suas vidas. Quando as garotas ou mulheres se identificam com a arte da magia e adentram nos estudos, é provável que haja um empoderamento, que elas entendam o ambiente, seus corpos e que podem ser líderes.

Mulher poderosa! Desfile Jean Paul Gaultier, Haute Couture 2014, com tema bruxaria.


06 Abertura Ao Paganismo

S

e uma gótica ou uma headbanger se assume bruxa (usando o visual tradicional de suas subculturas), é bem comum pensarem que ela “faz sacrifícios humanos/ animais no cemitério e tem pacto com o demo!”. Ainda existe um longo caminho pra retirar esse pensamento medieval da cabeça das pessoas. Só que, é mais fácil hoje alguém se revelar pagã do que há 20 anos atrás, o preconceito diminuiu muito! Fora que as pessoas estão mais espiritualizadas do que seguindo fielmente os preceitos de uma religião, tanto é que muitos dizem raramente rezar, participar de cultos e ler a bíblia ou outros textos sagrados. Esse tipo de novo comportamento frente às religiões acaba abrindo espaço para o “paganismo cultural”, que são os “Wiccan Wannabes”, que leram um ou dois livros e já se dizem parte da religião.

E

ssa é uma faca de dois gumes, pois pode ser tanto uma porta para que se adentre aos conhecimentos e estudos quanto ser apenas uma forma de status, o uso da imagem da religião para se destacar no grupo. Na verdade, o que faz muitos se atraírem pela bruxaria é justamente a ausência de um manual a ser fielmente seguido, não existe uma bíblia, um texto sagrado único e obrigatório. Ela permite que cada pessoa escolha uma linha (tradicional, celta, wiccan, teutônica, etc) e ao adquirir conhecimentos por livros, ensinamentos de sacerdotisas ou covens - possa estudar e desenvolver suas habilidades. Tudo depende da dedicação da pessoa aos estudos. Existe uma certa “independência” de grupo, é possível ser uma Bruxa Solitária.

Lembram da época que

ostentar um pentagrama no visual era super incomum?

Cinto da Black Frost


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Por muitos anos, a imagem

que se fez da estética da bruxa da subcultura gótica, foi a medieval. Como nesse vestido da Dark Fashion.

Q

uando se trata da cena alternativa, o pentagrama (invertido ou não) nunca saiu de cena, especialmente da Black Metal. Mas é inegável que recentemente se tornou um símbolo queridinho, muito fotogênico e bastante amenizado, quase fofo... tanto que foi adotado por Pastel Goths. Mas será que todos que o usam realmente tem ligação ideológica ou sabem os significados?


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A ssim

como

a

bruxaria,

o

ocultismo também tem sido explorado há algumas estações nas roupas alternativas. Muitos alternativos realmente se interessam por esses temas e querem demonstrar... mas que eles viraram comércio, sim, viraram.

A marca Killstar, uma das pioneiras em trazer símbolos ocultistas como estampa.

Afinal, Moda é também, consumo. E a demanda gera mais produtos.


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A

estética da bruxa cool que vemos atualmente, não é de nenhuma subcultura específica e por vezes, nem religiosa. É apenas um visual formado da união de tendências mainstream. Tem sido bastante associada com hipsters, com as adeptas do “gótica suave” e por fashionistas buscando uma imagem de “misteriosas”. Claro que acaba existindo o lado ótimo que é a gente ter acesso à uma estética que curtimos (na verdade, roupas pretas, nada mais do que isso!) mas até que ponto assim como as estéticas das subculturas, a arte da magia é colocada numa arara de loja como mero produto a ser consumido pela massa e depois descartado?

B

Bruxas na TV

ruxas sempre fascinaram o imaginário popular! Hoje, algumas meninas alternativas adotaram releituras da estética dos anos 90 - uma das maiores referências dessa turma é o filme Jovens Bruxas (The Craft, 1996) que misturava moda mainstream jovem da época com trevosidade. Fairuza Balk era a “it girl” da minha adolescência e agora, é resgatada pela nova geração. Só que a além do filme Jovens Bruxas, tinha a Kim do Bruxa de Blair 2 Livro das Sombras, ambas garotas alternativas, que tinham o visual e praticavam bruxaria de fato. Além disso, aquela década teve filmes com bruxas bem clichés, como Convenção das Bruxas, Abracadabra - Hocus Pocus; além do histórico bruxas de Salém, do divertido Da Magia à Sedução e os seriados Charmed e Sabrina the Teenage Witch. Enfim, foi bruxa pra todo o lado!


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Recentemente, no mainstream.

Entre 2012 e 2013 uma nova trend começou a se destacar: o Boho. Outra trend que começou junto foi a do uso de chapéus. Na época uma das grifes a fazer boho em peças negras + chapéus foi Ann Demeulmeester em sua coleção Fall Winter 2013-14:

Aqui, Lorella Signorino AW ’11, Mother of London e Valentino, fall 2014.


11 Meadham Kirchhoff (spring 2014) fez suas bruxas mix de boho + anos 90. E ruivas. Sim, na era medieval, o cabelo ruivo era visto como pacto com o demo, muitas mulheres e crianças ruivas foram mortas.

Em 2013, o sucesso de American Horror Story Coven, que trazia figurino de grifes mainstream misturado com peças de brechós, conquista o público e talvez carregue a maior parcela de culpa na propagação da trend. A popularidade do tema abriu espaço para seriados como Witches of East End, Sleepy Hallow e The Originals, que aderiram à febre da bruxaria e da atuação de mulheres mais velhas em papeis principais. “vista algo preto” diz a bruxa suprema Fiona

Outra trend mainstream popularizada na mídia: a transparência.


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A

baixo, reparem na semelhança de figurino do desfile Saint Laurent de outubro de 2012, com o figurino da série, que estreou um ano depois em outubro de 2013. Televisão e cinema são muito poderosos para disseminar uma tendência e fixar uma moda na sociedade.


13 Foi a geração Y, que prefere reviver modas do passado ao invés de inventar modas novas e utilizar trends mainstream, que os primeiros traços desse interesse renovado por um “visual de bruxa” boho + 90s + American Horror Story apareceu entre os alternativos. O chapéu pontudo foi substituído por outros modelos. E o pentagrama se faz presente.

Além do estereótipo da roupa preta, o chapéu atualizado e o pentagrama não podem faltar.

Gareth Pugh, aliás, acabou de estilizar o tradicional chapéu pontudo em sua coleção spring 2015.


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Wannabe Wicca & Boho Witch, Semelhanças em Linhas Tênues.

Se o Wannabe Wicca nunca praticou magia mas se interessa pelo visual, o que viria ser “Boho Witch”? O Boho Witch não é um estilo em si, é só um nome que as pessoas dão à seus looks em blogs e mídias sociais. Acaba sendo a junção de boho (cigano e o hippie) + roupa preta que também é trend. E não é exatamente uma estética com traços subculturais. É tipo o gótica suave e o health goth, roupas pretas num determinado corte/ modelagem das tendências atuais. Não é alternativo no sentido de estar inserido dentro de uma subcultura ou de ser uma estética de nicho - como já dissemos, é de massa. Embora sim, os alternativos possam adotar como parte de seus guarda roupas, nada impede. É uma questão de gosto.

Sendo uma questão de gosto, junta-se isso com as pessoas hoje estarem mais interessadas em peças de roupas do que ideologias. Assim, acaba que ser bruxa ou não fica em segundo plano. É reflexo de uma sociedade com interesse alto pelo individualismo ao invés da identificação com um grupo.

A fascinação pelas bruxas.

Então você já sabe, uma bruxa de verdade pode estar

vestida como uma headbanger ou de jeans e camiseta. Mas isso “não tem graça, nem glamú”. Quem quiser ostentar um “look bruxa”, vai usar um vestido preto e um chapéu. Bem... parece que nada mudou. O estereótipo da mulher que pratica bruxaria não foi quebrado, ao contrário, permanece. Foi apenas repaginado. Está fashion!

Bruxas explícitas: avise

todo mundo que você é bruxa! O mundo precisa saber! É tão cool!! Tão diferente! Que graça tem se você não pode dizer isso, não é mesmo? (#ironia) Peças da Killstar


15 Faca de dois gumes:

A blusa, de marca alternativa,

diz: “seja estranha, se torne uma bruxa, fique louca, não dê a mínima”. A intenção, certamente, foi com bom humor, uma gozação, “entendedores entenderão”. Mas é pra se pensar quando uma marca alternativa “incentiva” a perpetuação de um estereótipo que bruxas são pessoas estranhas, loucas e que não se importam com nada. Não podemos esquecer que muita gente que lê essa mensagem pode super mal interpretar seu visual, alimentando o preconceito com alternativos e com a magia.

O que pensam dessa apropriação imagética de símbolos pagãos/religiosos na Moda? Convidamos as leitoras e as bruxas leitoras a opinar ;)

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utoconhecimento, feminismo, independência, empoderamento, estudos mágicos... Será que tudo isso vem junto quando compramos uma peça “witch inspired”?


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Arte

Foto: Google Imagens

O que é Dark Fusion?


Matéria por: darkfusioncuritiba.blogspot.com.br

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Abaixo, segue o texto extraído do site da bailarina Ariellah (EUA), responsável por criar o termo a partir da expressão de sua própria dança. Texto traduzido por Gabriela Miranda do site: http://www.ariellah.com/about.php#history

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o meu ponto de vista, Dark Fusion Belly Dance é uma das muitas ramificações do Tribal Fusion Belly Dance. Dark Fusion Belly Dance bate no mais teatral, dramático, passional e emocional lado da Dança do Ventre. Ele utiliza os elementos básicos de dança do ventre e os mistura com as mais obscuras estilizações, músicas e figurinos das dançarinas. No meu caso como dançarina, eu misturo meus movimentos de dança do ventre com meu próprio estilo pessoal e minha personalidade que contém muito da subcultura gótica, seu modo de vida, atitude, estilos e gostos. Dark Fusion belly dance é uma estética mental e física que a dançarina tem dentro do seu ser, que se manifesta através de sua dança.

H

á uma contínua estética da dançarina gótica, por assim dizer, que é trazida para a mesa. Eu tenho notado que nas performances de Dark Fusion belly dance, uma emoção muito profunda é evocada na platéia e há uma sensação de que a platéia é trazida para a performance. A energia que flui da dançarina é forte e penetrante e chama a platéia com a sua expressividade. Como isso acontece? Bem, de ínicio, as mãos são mais expressivas e a energia transportada e lançada pelas mãos e pontas dos dedos pode ser poderosa e de grande alcance. As expressões faciais e presença de palco desempenham um grande papel no Dark Fusion belly dance...

isso pode ser feito com os olhos, olhando bem fundo nos olhos da platéia, implorando que eles sintam seus sentimentos, bem como uma inclinação da cabeça desta ou daquela maneira para expressar um pensamento ou emoção ou enredo ou, simplesmente, para comandar a atenção ou se envolver ou capturar a surpresa da platéia. Também acho que no Dark Fusion belly dance enredos podem vir de histórias de fantasia que invocam sombras, escuridão ou cobras ou mitos, ou invocar as divindades ou se basear em um ritual, ou simplesmente a própria história das dançarinas, sua emoção e expressão...


Foto: Google Imagens

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‘‘E

m sua prática, formação e desempenho, encorajo vocês a elevar a sua dança e encontrar o equilíbrio entre técnica e arte e entre emoção e dança... Encorajo vocês a trazer maior energia para todos os seus movimentos e consciência de sua postura e consciência de suas emoções e de seu próprio estilo de dança do ventre e como isso vem através de você, trazer o drama para a sua dança... elevá-la...’’

(Ariellah Aflalo)


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Arte


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ictoria Francés é uma pintora e ilustradora espanhola, licenciada em Belas Artes na faculdade de San Carlos de Valencia. Desempenha o seu papel de ilustradora realizando diversos trabalhos em capas de livros e obras por encargo. Desde criança que acha fascinante a beleza dos bosques galegos, onde passou grande parte da sua infância. Após ter viajado a cidades como Londres e Paris, ficou hipnotizada pelos ambientes que deram vida a obras literárias e legendárias do gênero gótico. As suas ilustrações e desenhos representam assim um mundo onírico do romantismo gótico. Inspirada pelo gênero das pinturas prerrafaelitas, apresenta temáticas que nos levam a um mundo simbologista, mágico e ancestral. Todo o sofrimento dos seres proscritos deste mundo é retratado em forma de castelos obscuros e mansões de luzes tremeluzentes, onde se reconhece a influência de Goethe, Edgar Allan Poe, Baudelaire e inclusive Bram Stoker.


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24 Cinema


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Por: modadesubculturas.com.br

Aqui você confere as maiores e mais marcantes divas do Terror antigo, até o fim da década de 60, onde a TV colorida começava a aparecer.

Vampira

Maila Nurmi foi uma atriz finlandesa que

ficou famosa por interpretar a personagem Vampira numa série televisiva. Após o fim da série, Maila ficou com os direitos da personagem e apareceu em várias outras séries e filmes, sendo o mais conhecido o “Plano 9 do Espaço Sideral” de Ed Wood. Maila é considerada a “Mistress of the Dark” original. Ela chegou a mover uma ação na justiça contra os produtores do filme “Elvira a Rainha das Trevas”, alegando inspiração em sua personagem.


26 Morticia Addams

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m 1932, o humorista Charles Addams publica seus cartoons sobre a matriarcal Família Addams. A femme fatalle Mortícia Addams só aparece pela primeira vez em 1938, curiosamente as duas ex-esposas de Charles eram muito parecidas fisicamente com Mortícia. Charles disse: “Essa é a minha idéia de uma mulher linda. Há um pouco de Gloria Swanson nela” (Gloria Swanson foi uma das últimas atrizes vamps clássicas de Hollywood). Em 1942, uma coleção dos cartoons de Addams foi publicada. O humorista morreu em 1988 e A Família Addams virou filme na década de 1990. Mas a herança televisiva mais forte da Família Addams aconteceu nos anos 1950.

Lily Munster

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ily Munster é a matriarca da série Família Monstro, lançada em 1964. A personagem mudou-se da transilvânia para a américa em meados da década de 1940 e adotou sua sobrinha, Marilyn (de aparência humana), anos antes de dar à luz à seu filho Eddie. A personagem não estava no episódio piloto original, no lugar dela havia uma personagem chamada Phoebe que se assemelhava à Morticia Addams, assim Lily surge pra evitar as comparações com a personagem da outra série.


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Noiva de Frankstein

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a década de 1930, o filme Frankenstein (interpretado por Boris Karloff) fez tanto sucesso que foi feito uma sequencia chamada “A noiva de Frankenstein”. A atriz Elsa Lanchester, a noiva, de maquiagem glamurosa, boca escura, sobrancelhas levantadas na ponta e cabelos de duas cores, puxados pra cima inpirados na Rainha egípcia Nefertiti, teve o look copiado no musical gótico “The Rock Horror Picture Show” de 1975 e até hoje inspira a cena alternativa.

Luna, Condessa Drácula.

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companheira de Bela Lugosi no filme Drácula, foi a atriz adolescente Carroll Borland, interpretando Luna, a Condessa Drácula. O figurino de Carroll era composto de um vestido que se assemelhava a uma mortalha, maquiagem escura nos olhos e boca, cabelos escuros muito longos repartidos ao meio, sendo considerado a peruca mais longa de Hollywood até então (mas ela alegava ser seu cabelo natural). Ela é descrita como “a primeira pin-up necrófila do cinema de horror”.


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Theda Bara

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heda Bara foi uma das primeiras sex-simbols do cinema. Em 1917, foi aconselhada por Helena Rubinstein, maquiadora russa, à explorar seus imensos olhos com máscara preta. A máscara/rímel ainda era praticamente desconhecido na América e Theda chocou a audiência do cinema com seus olhos pintados de preto e com a primeira aparição na tela de unhas dos pés pintadas. Os olhos de “panda” se tornaram sua marca registrada. Sua boca era pintada de vermelho vivo. Os olhos de “panda” se tornaram sua marca registrada. Sua boca era pintada de vermelho vivo. Contrastando com a moda vigente, Theda tinha cabelos longos, era curvilínea e isso não a impediu de ser considerada a mulher mais bela de Hollywood. Sua primeira aparição nas telas foi no filme “A Fool There Was”, onde ela era creditada sob o nome de “The Vampire”. Mas foi quando ela interpretou Cleópatra que a nomenclatura “Vamp” foi adicionada ao vocabulário da moda.

Tura Satana

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ura Satana foi uma das principais dançarinas burlescas do século XX, namorou Elvis Presley e ficou famosa por seu rosto exótico. Atuou no filme de terror/ficção científica The Astro-Zombies, mas foi imortalizada em seu filme mais famoso, “Faster, Pussycat! Kill! Kill!”, de 1965.


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Elvira

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lvira, personagem interpretada por Cassandra Peterson há nada menos que 28 anos!! Elvira foi um filme de terror/comédia de baixo orçamento onde a personagem vai atrás de uma herança milionária numa pequena cidade conservadora. Óbvio que sua sensualidade incomoda algumas pessoas, mas os adolescentes a adoram. A trama rende boas risadas e a personagem chegou até mesmo a ter concurso de sósias. Hoje, Elvira se tornou um personagem cult e a marca Kreepsville666 licencia sua imagem em produtos de moda alternativa.

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Cinema

Por: modadesubculturas.com.br

Anos 40:

Filmes de Terror Sabemos que a estética dos filmes de

terror influenciam as subculturas. como nos anos 30, os filmes de terror também tinham espaço nas telas dos anos 40. O filme “The WolfMan” de 1941, foi um dos primeiros filmes de lobisomem e influênciou muitos dos que vieram a seguir. O diretor Jacques Tourner foi um dos mestres dos filmes de horror da década e fez filmes como “Cat People” (1942), “I Walked with a Zombie” (1943) e “The Body Snatcher” (1945) com dois atores lendários atuando juntos: Boris Karloff e Bela Lugosi.


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Em “Cat People” a atriz Simone Simon interpreta uma moça que acredita ser descendente de um povo pagão que são uma mistura de homens com felinos: “Um gato acaba de andar sob o meu túmulo...”


32 Boris Karloff atuou em “Isle of the Dead” (1945), assim como “House of Frankenstein” (1944), que atuou com Lon Chaney e “Bedlam” (1945).

Já Bela Lugosi, trabalhou no já citado “The WolfMan” e “The Ghost of Frankenstein” (1942), “Frankenstein Meets the Wolfman” (1943), “The Return of the Vampire” (1944), “Voodoo Man” (1944) e “Abbott and Costello Meet Frankenstein” (1948).


33 Lon Chaney atuou na série de quatro filmes “The Mummy” entre 1942 e 1944. A mesma série de filmes atuais estrelada por Brendan Fraser e Rachel Weisz. Atuou também em “Son of Dracula” (1943) e “House of Dracula” (1945).

Outros filmes da década: “Black Friday” de 1940, “King of the Zombies” (1941), o semi-musical “Phantom of the Opera” (1943), “Revenge of the Zombies” (1943), “I Walked With A Zombie” (1943) e satânicos como “The Seventh Victim” (1943) (foto abaixo) e “The Uninvited” (1944). “The Picture of Dorian Gray” (1945), Crime Reporter (1947), Dr Morelle - The Case of the Missing Heiress (1948), The Man in Black (1949) e Someone at the Door (1949).


34 Podemos citar também os filmes “Hangover Square”, “The Lodger” (foto abaixo, inspirado na história de Jack, o Estripador) e “The Undying Monster”, lançados entre 1944 e 1946, cujas histórias são baseadas na Inglaterra do fim do século XIX, começo do século XX.

Assistir filme de terror em época de Halloween é um ótimo programa! Difícil é achá-los na locadora. Esses filmes antigos podem ser achados para download, mas na TV paga canais como Telecine Cult e TCM costumam passá-los em sua programação.


35 ARTE

AS MELHORES CAPAS DE METAL, NA ARTE DE

ZBIGNIEW BIELAK


36 Acervo Zbigniew M.Bielak. Ghost Infestissumam artwork/illustration Matéria por: Gracielle Fonseca/ Festivalando.com.br

Quando o mundo dos softwares para ilustração está mais avançado do que nunca e, consequentemente, a maioria dos trabalhos artísticos de capas de CDs é feito com técnicas digitais, alguém que vai na contramão sempre se destaca. E na minha opinião, de forma muito brilhante! As capas de metal mais bonitas da atualidade – para mim – saíram do trabalho de arte minucioso de Zbigniew M.Bielak, um arquiteto polonês que vê no artesanal e técnicas como desenho a mão livre e serigrafia uma saída expressiva. Nascido em Cracóvia em 1980, Bielak é responsável por verdadeiras obras primas em meio ao mundo das capas de cds das bandas de metal. Nada mais nada menos do que as bandas Ghost, Mayhem, Paradise Lost, Darkthrone, Absu, Vader, Watain, kreator, além de outros grandes nomes, tiveram seus trabalhos musicais ilustrados por esse grande artista. Encontrei-me com Bielak no hall do Royal Christiania, o hotel oficial do Inferno Festival, durante o evento, na Noruega. Muito discreto, o trabalho de Bielak se sobrepõe à sua pessoa. Por isso, quando me encontrei com ele o confundi com um outro artista que estava nessa exibição coletiva durante o festival. Apesar da minha super mancada, Bielak foi extremamente simpático e atencioso. Mesmo com pressa para reorganizar seus desenhos para a exposição que aconteceria à noite no Rockefeller, ele parou e conversou comigo por alguns minutos. Perguntou de onde eu era. Quando falei Brasil, ele soltou bem

alto um “caralho!” ( pronunciado por ele como “caraio”). Contou que morou no Rio de Janeiro por algum tempo, fez menção ao Sepultura, Sarcófago… E a relação com o Brasil não para aí. Bielak tem dentre a lista das suas bandas preferidas a brasileira Grave Desecrator. Para o artista, a banda é a única que na contemporaneidade consegue preservar o verdadeiro espírito e essência do pungente metal brasileiro. E é por isso e também por uma proximidade pessoal com a banda que, dentre os trabalhos maravilhosos de Bielak, em breve poderemos ver a capa do novo álbum da Grave Desecrator, na qual o artista tem trabalhado recentemente. Na opinião de Bielak, a assinatura da banda com o importante selo Season of Mist traz finalmente mais reconhecimento ao trabalho dedicado do grupo. ”As músicas são inspiradas na maldade, na força cruel da realidade que presenciam, na qual estão imersos e não rejeitam. Trazem essa rara e não forjada essência do espírito violento das ruas, a mesma coisa que, na minha opinião, fez com que o Sepultura soasse tão excitante para as audiências mundo a fora, logo no início da carreira deles em 1989. E a história gosta de se repetir”, afirma Bielak.


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Ghost Infestissumam- Zbigniew M. Bielak De forma bem descontraída, o artista ainda fala que ” esse aspecto fez com que o lado noturno e obscuro da vida no Rio se tornasse muito mais interessante”, ( e o complemento dessa frase, como você pode imaginar, são boas risadas!!). Cansado do desenho de autocad e de como a arquitetura às vezes perde o fator humano na elaboração de peças, Bielak transforma sua paixão pela música pesada em algo que faz sentido para ele como arte. Técnicas como pintura acrílica, serigrafia e desenho a mão livre são as mais usadas e dão às ilustrações aquele tom enciclopédico cheio de mistério. Aliás, tais livros antigos como bíblias, enciclopédias e ilustrações das obras de Edgar Alan Poe são uma influência desde a adolescência do ilustrador.

Grave Desecrator - Insult


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O artista fez várias exposições recentemente, na Inglaterra, Suíça, Alemanha, Dinamarca, Holanda, N o r u e ga … a s o b ra s d e Zbigniew M.Bielak não só têm o status de alternativas, como também são de fato restritas: não é qualquer banda que consegue ter uma capa desenhada por ele. Bielak me contou que ele segue um primeiro e grande critério: ele só desenha para as bandas as quais ele gosta de ouvir. Então, existe esse processo seletivo que passa primeiro pelos ouvidos do artista. Segundo ele, isso é importante para manter a coerência do trabalho que ele desenvolve. Sortudos e talentosos são aqueles agraciados pela arte de Bielak, então!

Watain “Lawless Darkness” artwork/ illustration Zbigniew M. Bielak

Mayhem “Esoteric warfare” – Illustration/artwork acervo Zbigniew M. Bielak


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Ghost “Infestissumam” – Illustration/artwork acervo Zbigniew M. Bielak

Nosso podcast de hoje é uma entrevista com esse artista super talentoso, educado e brilhante! Ele fala sobre com começou a trabalhar como ilustrações, mesmo sendo um arquiteto, sobre suas bandas preferidas e também sobre o seu processo criativo. Espero que vocês curtam! ( A entrevista foi feita em Inglês. Mas para quem não entender muito, a gente também coloca a tradução aqui, logo abaixo).

Bielak: Aqui é o Zbigniew M.Bielak, eu trabalhar com aquilo que gosta. sou da Cracóvia, na Polônia. Eu sou um artista que faz basicamente capas Festivalando: Quando e como você para albuns de metal. começou com esse trabalho? Festivalando: Qual é a sua principal Bielak: Difícil de responder, mas, eu sou fonte de inspiração para fazer esse um arquiteto. Essa é a minha principal tipo de trabalho? ocupação. Eu tenho um escritório na Polônia. Mas, como você sabe, o computador Bielak: Existe principalmente uma tomou conta de tudo, todas as áreas de vontade de trabalhar com as bandas trabalho ou as áreas industrializadas de que eu gosto. É basicamente um e também em vários aspectos da vida sonho que todo mundo que cresceu humana. Na arquitetura da mesma ouvindo música tem. Se você forma. a partir de 2005 você jamais usaria tem como fazer isso, você deve se suas próprias mãos na arquitetura, e essa tornar um músico do metal ou um era a principal ferramenta por mais de artista envolvido com trabalhos dois mil anos. Tendo isso em vista, alguém no metal. Pode ser qualquer área deveria, eu não estou certo se alguém de trabalho, o importante é que deveria realmente, mas pelo menos eu você ache o seu e direcione para comecei a desejar por um refúgio para


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Mayhem “Esoteric warfare” – Illustration/artwork a

manter meu puslo intacto, e manter esse lado artístico das coisas intacto. Porque, diante do fato de se desenhar plantas com suas próprias mãos por mais de dois mil anos, o computador se torna uma ferramenta muito conveniente mas, é como se tomasse a alma do processo, enfim. Festivalando: Então o seu processo consiste em desenho à mão livre, apenas? Bielak: É absolutamente desenho à mão livre ou técnicas tradicionais de pintura a óleo, aquarela ou apenas tinta regular. Falando sobre como eu vim parar aqui, eu fiquei muito frustrado com a falta do fator humano no trabalho arquitetônico. Então eu comecei a olhar por trabalhos que eram ligados a algo mais artesanal. Daí eu achei uma editora na Cracóvia , chamava-se “the world of books”, traduzindo minimante para inglês. Ela era uma divisão de outra editora na Alemanha. E eles estavam procurando por alguém que pudesse ilustrar uma enciclopédia de 12 volumes. Então isso foi basicamente algo que caiu dos céus nas minhas mãos. Então foi assim que tudo começou de novo. Pois, quando eu era criança eu desenhava muito,

como qualquer outra pessoa. Eu larguei isso naquele tempo, e depois voltei a fazer algo nos últimos períodos da universidade. Então, as capas de heavy metal foram um trabalho que começou como consequência desse trabalho com a editora. Festivalando: Você falou da enciclopédia, e seus trabalhos realmente parecem muito com esse tipo de ilustração. Você tem inspiração nesses livros, e também nos livros de séculos atrás? Bielak: Sim, claro. Essa é uma arte muito similar entre aqueles que usam ferramentas analógicas. Eu


acervo Zbigniew M. Bielak

41 me lembro também de folhear as páginas das novelas de Edgar Alan Poe e ver as ilustrações nos mesmos, as ilustrações de Alan lee. Gravuras de artistas como Harry Clarke , trabalhos de Gustav Doré… Festivalando: Fale um pouco sobre as ilustrações para as capas de cd. Vi ali a capa do Ghost… Bielak: São bandas queridas, ligações pessoais ou apenas música que cresci escutando, ou seria apenas bandas que apelam para meu gosto, como foi o caso do Watain. Aquelas que também são coerentes, teatrais ou que me incitam de alguma forma a querer desenvolver algum trabalho em conjunto. Festivalando: Então é um tipo de critério. Você tem que gostar da banda. Bielak: Esse é o primeiro e vai ser o último, sempre. Festivalando: Você poderia dizer algumas das suas bandas favoritas?


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Bielak: Minhas bandas favoritas? Essa é uma pergunta muito traiçoeira! Mas, Slayer é uma das bandas que sempre estiveram comigo, como Judas Priest, como Danzig… mas é uma miríade de bandas que evocam emoções na minha vida. Como um entusiasta da música, é difícil para mim pegar apenas uma banda que seja a minha favorita. Festivalando: Como é expor sua arte em um festival? Bielak: Os festivais modernos tem essa coisa de estarem abertos para outros tipos de expressão artística ligadas à música mas que não se restringem à linguagem musical apenas. E isso é muito bom, pois para mim a música está sempre muito ligada às artes, ao visual. Por exemplo, o jeito como uma capa de cd é construída sempre te prepara com um certo tipo de “humor” para fruir aquela obra. Isso influencia em como você vai ouvir aquele trabalho musical. E isso para mim, como artista e fã de música, é inseparável. E essa é uma das coisas mais excitantes para mim: estar apto a dar cara para a música. Festivalando: Uma coisa bem cliché agora: você ouve metal enquanto desenha?


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Bielak: (risos) Geralmente eu ouço o meu cachorro roncando! Mas eu gosto de ouvir uma música de fundo enquanto eu trabalho, de vez em quando. Mas isso é tão bom quanto usar os seus fones de ouvido do silêncio, de vez em quando! Festivalando: Obrigada! Para quem quer conhecer mais do trabalho maravilhoso desenvolvido por Bielak, compensa seguir a fanpage do artista no facebook e dar uma olhada nesses dois sites – um deles uma galeria online em que você pode comprar as obras. Vi de perto e posso garantir que o acervo do cara, no entanto, é muito maior do que isso!


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ZBIGNIEW BIELAK


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Matéria por: Redbull.com

Música

Batemos um papo profundo com Chelsea Wolfe Sem perder a beleza, suas canções folk experimentais abordam sentimentos profundos e melancólicos.

Ninguém

fala de morte e destruição como Chelsea Wolfe. A princesa das trevas californiana, que faz um som meio folk experimental e cresceu em uma casa com vista para um cemitério, diz ter uma vez gravado um fantasma em seu teclado Casio. Agora, tem sido conhecida por atuar com um véu preto de funeral e vai tocar no festival Fun Fun Fun, no Texas, este fim de semana. Seu som é bem legal, na verdade. Suas canções tensas e profundamente reverberantes falam com ar mítico sobre desastres contemporâneos e dor psicológica.

Então, não foi nenhuma surpresa quando ‘Feral Love’, faixa de seu quarto álbum ‘Pain is Beauty’, apareceu em um trailer da quarta temporada de Game of Thrones. Agora ela vem explorando o mundo visual do épico por si mesma, com a ajuda do diretor de cinema Michael Pellington (que fez o vídeo clipe de ‘Jeremy’, do Pearl Jam, e outros para Michael Jackson, U2 e Nine Inch Nails) Lançou em agosto ‘Lone’, um filme de 52 minutos que explora a ambientação do seu último disco em umas sequências viajantes. Pedaços do filme estão sendo lançados como vídeo-clipes, entre eles o último ‘The Waves Have to Come’, inspirado no tsunami que varreu o Japão. Conversamos com a cantora para saber mais sobre seu trabalho, sobre morte, arte e Game of Thrones.


46 Toda arte deve ser desconcertante? Ela pode ser. Acho que a boa arte é aquela que toca a alma.

Você recentemente se mudou para as montanhas. Qual efeito a natureza tem em você e na sua música? Tem sido uma grande mudança. Passei os últimos três anos vivendo perto do centro de Los Angeles. É muito barulhento lá. Helicópteros constantes, pessoas, carros… É tranquilo nas montanhas. Os novos sons são inspiradores, vento através das árvores, coiotes, pássaros.

‘The Waves Have Come’ foi inspirada pelo tsunami japonês. Você acha estranho que tão poucos compositores falem sobre coisas como essas - grandes eventos do mundo real que são seguidos pelo silêncio?

Tenho certeza de que outros artistas escrevem sobre isso também. Eu estava realmente inspirada pela natureza intensa para este álbum ‘Pain is Beauty’. As cores da lava, incêndios florestais e o processo regenerativo, os desastres naturais e os seus efeitos sobre a humanidade. Eu canalizei tudo isso para esse álbum que fala sobre superação e luta.

Como você se sentiu ao ver a sua música, em toda a sua intensidade, manifestada visualmente no filme de Mark Pellington? Fazer esse filme foi uma experiência totalmente nova para mim. Eu aprendi muito e que o filme se tornou uma experiência catártica para ambos, Mark e eu. Foi muito estranho ver a mim mesma de maneira tão cua e emocional. Mas acho que é bom deixar-se ser um pouco cru, às vezes. É um filme psicológico, explora a memória de uma maneira que você não pode dizer se é real ou um sonho.

Você fala muitas vezes sobre a morte nas suas músicas, como se fosse um personagem. Você se lembra a primeira vez que você se deu conta da presença da morte em sua vida? Eu descobri a morte como um personagem em ‘O Sétimo Selo’ [filme do cineasta sueco Ingmar Bergman]. Eu sonhava com isso e escrevi muito sobre isso e não tinha vivenciado a morte realmente até muito recentemente. Você pode nos contar um pouco sobre a evolução da dramaturgia nos shows? A iluminação, o figurino, o véu preto que você costumava usar. Quanto é estética e quanto é necessidade?

Redbull.com


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Você já se assustou com alguma letra que escreveu, talvez por ter descoberto um sentimento que você não sabia que estava lá? É uma combinação definitiva de ambas as coisas. Quer dizer, eu apresento o meu show ao vivo de uma forma relativamente mínimalista ou simples. A banda usa preto ou cores suaves, há luzes e fumaça. Mas não há muito para olhar, porque eu quero que o público seja capaz de simplesmente fechar os olhos e sentir. Eu também luto contra um “medo do palco”, às vezes. E minha maneira de lidar com isso é pelo figurino, encontrando força nas canções e tentando ser eu mesma por alguns momentos no palco.

Eu tenho escrito músicas que sinto que são muito pesadas, muito carente de esperança, por isso não vou usá-las. Ou vou modificá-las de uma maneira a conseguir trazer um pouco de luz, com a melodia ou o ritmo da música. Nós somos muito fãs do seriado, então temos que perguntar: você assiste Game of Thrones? Qual é o seu personagem favorito? Eu assisto Game of Thrones, sim. Eu adoro o figurino. Mas há muitos bons personagens para ter só um favorito!


Foto: mothmouth-throughthelookingglass.blogspot.com.br

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Moda


49 Matéria por: Modadesubculturas.com.br

N

ão considero o “pin-up” um estilo específico de moda e nem uma subcultura isoladamente. Portanto, não gosto de falar que alguém usa “roupas estilo pin-up”. As “roupas” em questão, são parte da estética Vintage/Retrô dos anos 40 e 50; com isso, as figuras das pin-ups daquela época viram referência visual. Então, a “roupa” não é pin-up, a roupa é retrô ou vintage. Leia: Quem (ou o quê) eram as pin-ups? Ser uma pin-up moderna é tanto uma questão de atitude e comportamento quanto de roupas/moda. Pois se pararmos pra analisar, os anos 50 foram uma época conservadora, onde o status máximo de uma mulher era ser uma dona de casa cândida, perfeita, vestida em roupas que exalavam fragilidade. As pin-ups da época, representavamasmulheresousadas, que lidavam abertamente com sua sensualidade, eram atrevidas, às vezes até feministas e fugiam dos padrões de comportamento que uma moça deveria ter.

Outro tipo de pin-up moderna são as modelos alternativas que fazem trabalho fotográfico sensual, como por exemplo Dita von Teese, que amenizou extremamente seu estilo ao se tornar mainstream e é uma das responsáveis pela proliferação da errônea idéia de que pin-up se resume à um estilo de roupa e à uma mulher glamurosa. As pessoas se esquecem que antes de tudo, Dita é uma artista que trabalha com o retrô. Mas e a tal “franja pin-up”? (uma franja curtinha e de pontas arredondadas) Bom, neste caso, a franja pode sim ser chamada de “franja pin-up” porque a criadora da tal franja, foi realmente uma pin-up: Bettie Page. E de Bettie Page, a franja passou a ser usada pelas modelos e mulheres da época. Recomendação: Leia a história da franja Pin-up.


50 Nas subculturas rockabilly, psychobilly,

horrorpunk e gothabilly, as garotas usam a estĂŠtica retrĂ´ das pin-ups em seu visual e comportamento:


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A tendência retrô invadiu e

trouxe variedade de estilo para a moda gótica e resgata mais específicamente as das décadas de 40 e 50.


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A

s modelos alternativas profissionais que fazem fotos sensuais ao estilo pin-up, foram as principais disseminadoras da tendência, afinal, elas fotografam para lojas, catálogos e revistas e seus trabalhos acabam se espalhando no cenário alternativo. Recentemente postei sobre o livro The Modern Pin-up, que é uma coleção de fotos de modelos alternativas em poses sensuais, perfeitas pra virarem pôsteres ou calendários. Mas e a subcultura punk, rocker e heavy metal, tem pin-ups? Curiosamente, estas são as subculturas que mais tem mulheres fortes, ousadas, sensualmente liberadas e algumas feministas, perfeitas pra encarnarem a estética. Do rockabilly, surgiram o punk e hardcore. Nestes cenários, meninas em estilo retrô pin-up são muito bem aceitas.

A vocalista da banda d e ro c k a lt e r n at i vo Paramore, Hayley Williams, uma garota de bastante atitude, usou o visual retrô num evento de 2011.


E no heavy metal? É realmente difícil achar uma moça ao estilo retrô nesse cenário. Talvez porque seja a mais machista das subculturas rockers e as moças headbangers sempre optam por um visual mais masculino e agressivo. Hei de concordar com Helena, do blog Aliena Gratia: as maiores referências à pin-ups na subcultura Heavy Metal, estão no Metalcore, uma fusão de metal com punk hardcore. E duas vocalistas que flertam com o estilo são Maria Brink (In This Moment), que faz a linha mais sensual, usa peças bastante femininas e coloridas, considerando que ela toca numa banda de metal, isso é um contraste e tanto!

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Já Candace Kucsulain (Walls of Jericho), usa o estilo retrô com menos frequência, mas sua atitude super feminista dá à ela ares de verdadeira pin-up do Metal.


Foto: Google Imagens

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Moda


Matéria por: Divinamistureba.blogspot.com.br

Espartilho

ou Corset é uma peça do vestuário feminino que dispõe de barbatanas metálicas e amarração nas costas. Essa peça tem como objetivo reduzir a cintura e manter o tronco ereto, controlando as formas naturais do corpo e conferindo a ele mais elegância. O Corselete é um tipo de espartilho que é usado por fora. O Espartilho ou Corset surgiu por volta do século XVI, e tinha como objetivo manter a postura e dar suporte aos seios. Somente por volta do século XIX graças a invenção dos ilhóses e o uso de barbatanas de baleia que a atenção foi voltada para a cintura e teve início a era das cinturas minúsculas, conhecida como era Vitoriana. A peça caiu

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em desuso no início do século XX quando foi inventado o sutiã. Nos anos 40 ela foi usada pelas Pin-ups e inspirou Christian Dior, que criou o New Look. Nos anos 60 o espartilho se tornou um acessório do fetiche.


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No início dos anos 80 alguns estilistas trouxeram de volta à moda peças que antes tinham sido relegadas ao fetiche e dentre elas estava o Espartilho. Esse revival não durou muito, em 1990 apenas poucos espartilhos apareciam em coleções de estilistas famosos. Em 2010, o espartilho voltou com tudo.

Do século XVI para cá os espartilhos mudaram bastante. No início eram feitos com tecidos pesadamente engomados, hoje usados em tapeçaria e reforçados com junco e cordas engomadas. Atualmente temos peças muito mais leves, feitas com barbatanas ortopédicas.


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E xistem vários tipos de

espartilhos para todos os gostos, seja para usar debaixo de alguma roupa, seja para usá-lo sozinho apenas. Também pode ser usado como um apelo sexual. PIN UPS O espartilho ou Corset é um símbolo para as pin ups, assim como o batom vermelho. Hoje em dia se vê muito mais meninas adeptas ao estilo Pin Up.

A pressão excessiva no abdome traz riscos, pois reflete nos órgãos internos e, consequentemente, no aumento da pressão venosa precipitando o aparecimento de varizes e inchaço nas pernas. Em casos extremos, isso pode causar uma trombose. A pressão interna também eleva o diafragma, modificando a dinâmica respiratória. O que pode levar à atelectasia, resultado da diminuição da ventilação pulmonar, o que pode provocar acúmulo de secreções e até uma infecção.

Foto: Dita Von Teese/ Google Imagens

RISCOS DE USO


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Com relação à pressão sofrida nas costelas flutuantes, a fim de

moldá-las: elas não são fáceis de quebrar por estarem presas apenas na parte de trás. Mas elas são assim justamente para não comprimirem o abdome e para protegerem os órgãos vitais.


Dark

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