Bocas 32

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32 Edição de junho de 2021

Escola Básica Santa Clara Agrupamento de Escolas Severim de Faria, Évora

Texto do Título Este é um bom local para descrever, resumida e eficazmente, os seus produtos ou serviços.

NOVOS JORNALISTAS: Entrevistas, EFA—Yong Audience Award , Pandemia A LIBERDADE As restrições à nossa liberdade antes do 25 de abril de 1974 e durante a pandemia. Artigo de Guilherme Pedreiro e ilustrações de Alexandra Conicho.

Projeto

10 minutos a Ler Cronologia Testemunhos Entrevistas

Alunos Homenageados na 14.a Gala do Desporto do Alentejo Central


EDITORIAL Jornalistas meio a brincar meio a sério Esta edição distingue-se das restantes pela participação direta de um grupo de alunos designados de jornalistas que, voluntariamente, responderam ao repto lançado pela professora bibliotecária para colaborarem na construção do jornal. Os primeiros encontros ocorreram ainda durante o segundo momento de confinamento (2.º período), através da plataforma digital Teams. Aí foram formados grupos de trabalho e definidos alguns temas. Além disso, os alunos receberam formação sobre assuntos de importância vital para quem trabalha num jornal, ainda que de âmbito escolar. Foram alertados para o res-

peito pelos direitos de autor, para a fiabilidade das fontes digitais, entre outros aspetos.

Alguns elementos revelaram-se mesmo muito talentosos! Os assuntos tratados espelham algumas das preocupações e interesses, nomeadamente os que gravitam em torno do tema da pandemia. Esta edição também se destaca por uma maior abertura à comunidade externa quer diretamente, através de entrevistas, quer indiretamente na divulgação de atividades que envolvem outras instituições e associações locais. De uma forma ou de outra, todas as atividades aqui divulgadas foram planificadas e concretizadas para e com os alunos. Os artigos aqui patentes também espelham a diversidade, tanto de géneros textuais como de atividades que acontecem dentro de portas e se espraiam fora das paredes do convento .

Este grupo revelou-se muito participativo e Bem hajam todos os que contribuíram para a

interessado e os trabalhos aqui divulgapluralidade deste jornal!

dos são prova disso! Coordenação do jornal: Olga Rocha Editorial : Olga Rocha

Participaram na edição deste jornal Professores: Adelaide Couto, Angélica Silva, Carlos Grácio, Cidália Vinagre, Conceição Malta, Cristina Caixeiro, Dália Conceição, Fátima Pica, Jacinta Rosado, Maria José Vitorino, Olga Rocha, Sandra Silva

Alunos: Victória Khalusyak, Ana Valentim, Sarah Barreto, Sarah Rodrigues, Mariana Baião, Filipe Cid , Enzo Bogni, Alexandra Conicho, Guilherme Pedreiro, Joana Alves, Margarida Barroso, António Pereira, Afonso Elisiário, Francisca Mota, Sofia Alexandra, Inês Roque, Carolina Fialho, Inês Martins, Lara Gervásio, Manuel Marrafa, Henrique Baião, Ana Brito, Nuno Rosado, Isabel Dias, Margarida Barroso, Teresa Dias, Beatriz Pereira, Dinis Gomes, Júlia Flamino, Afonso Ferreira, Ester Amorim, João Hipólito, Sofia Palmeiro, Pedro Salvaque, Luísa Vaz, Mafalda Langhof, Catarina Ferreira, Leonor Leite, Leonor Cabral, Ricardo Cansado, Ana Vieira, Paulo Cardoso, Alexandre Salgado.

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Jornalistas em ação! Pelas jornalistas Sarah Rodrigues e Mariana Baião (5.ºA)

Quem são? Neste ano, ainda durante o confinamento, formou-se uma nova equipa de jornalistas com alunos das turmas: 5.ºA, 6.ºB e 7.ºA. Fizemos a nossa primeira reunião por videochamada. Depois, passámos a encontrarnos em presença na biblioteca da escola. Começámos a evoluir ao longo do tempo com os nossos projetos e cada grupo escolheu um tema para ser trabalhado e colocado no jornal. Da equipa fazem parte: Victória Khalusyak, Ana Valentim, Sarah Barreto, Sarah Rodrigues, Mariana Baião, Filipe Cid e Enzo Bogni, Alexandra Conicho, Guilherme Pedreiro, Joana Alves, Margarida Barroso, António Pereira, Afonso Elisiário, Francisca Mota, Sofia Alexandra e a Professora Olga.

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Ensino à

distância e presencial

Pela jornalista Alexandra Conicho (6.ºB)

Regressamos

às aulas presenciais, o que é

um bom sinal, contudo isso não significa que já estejamos prontos para deixar de adotar as medidas de saúde publica, que são muito essen-

ciais para evitar a propagação do vírus e a possibilidade de contágio. Há algum tempo atrás, antes de retornarmos às aulas presenciais, o país inteiro esteve em confinamento, por isso a maior parte dos trabalhadores e estudantes ficaram em casa, uns em teletrabalho outros em telescola. Enquanto estávamos a ter aulas à distância,

havia algumas vantagens em ficar em casa, mas também tínhamos desvantagens, o mesmo acontece com o ensino presencial.

Então, alguns alunos do 6ºB decidiram fazer um questionário à sua própria turma para tirar as suas dúvidas sobre este tema. O questionário consistia nas vantagens e desvantagens do ensino presencial e à distância. Comecemos então pelas vantagens e desvantagens do ensino à distância. Vários alunos do 6ºB afirmaram algumas vantagens como, a diminuição do risco de contágio, a necessidade de se ter tantos cuidados era mais limitada e garantiram que ao ficar em casa poderiam passar mais tempo com a família. Referindo agora as desvantagens, deixaram claro que havia muita dificuldade na aprendizagem, também comentaram que não lhes fazia bem estar ao ecrã muito tempo sempre focados nos estudos e que não podiam estar com os amigos. Relativamente as vantagens e desvantagens do ensino presencial, conseguimos concluir que podemos estar com os amigos e que existe mais facilidade na aprendizagem. Por outro lado, temos mais risco de contágio e a maior parte das medidas de saúde publica são ignoradas.

Fotografias: Pixabay 4


O avanço da Ciência durante a pandemia Pela jornalista Joana Alves (6.ºB)

Com a pandemia Covid-19, houve alguns avanços na ciência. Estes são alguns exemplos: •

desenvolvimento dos testes que detetam se as pessoas apanharam ou não o vírus;

desenvolvimento das vacinas que ajudam para que não haja tantos infetados no mundo e nos protegem um pouco mais da coronavírus.

Também há pesquisadores que estão dedicados ao desenvolvimento de alguns tratamentos para pacientes infetados com o vírus. Outro avanço não relacionado com as pesquisas nos laboratórios, mas que é fundamental para o futuro do planeta, é a prevenção com alguns hábitos de higiene que ajudaram a conter este e outros surtos causados por vírus: o uso de máscara, de álcool em gel e evitar-se locais com aglomeração. Estes são alguns dos cuidados que devemos ter para combater a pandemia Covid-19.

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Pandemia: benefícios para o ambiente Pelo jornalista Guilherme Pedreiro (6.ºB)

Devido à pandemia de COVID-19, o mundo foi obrigado a abrandar, para evitar uma maior propagação do vírus. Muitas empresas diminuíram a sua atividade, as pessoas passaram mais tempo em casa, a extração de petróleo diminuiu, a maioria dos aviões deixou de voar, houve e ainda há menos carros a circular nas cidades. Tudo isto contribui para a diminuição da poluição. O mundo está a emitir menor quantidade de gases CO2 (dióxido de carbono) para a atmosfera, verifica-se uma diminuição no consumo de combustíveis fósseis (carvão mineral, gás natural e petróleo) e eletricidade, levando a uma melhoria na qualidade do ar. Em Portugal, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) é o organismo responsável por “produzir, de forma independente e imparcial, informação estatística oficial de qualidade, relevante para a Sociedade, promovendo a coordenação, a análise, a inovação e a divulgação da atividade estatística nacional, garantindo o armazenamento integrado de dados” .

O estudo revela que as emissões de combustíveis fósseis diminuíram em 21,9%, o consumo de gás natural e de eletricidade desceu em 9,4% e 3,8%, respetivamente. Pelo facto das pessoas passarem mais tempo em casa, verificou-se um aumento de 4,7% no número de resíduos urbanos, no entanto, as famílias mostraram mais preocupação na separação dos lixos, registando-se uma subida na recolha seletiva por ecoponto de 12,9%. Houve também uma grande descida na utilização de transportes, devido ao confinamento e as restrições impostas pelo governo. No transporte aéreo, registou-se um decréscimo de 67,7% no número de passageiros, 55,9% no número de aviões em circulação e 56,6% nas emissões de CO2. No transporte marítimo, houve uma redução de 56,5% no número de passageiros, as mercadorias descarregadas desceram em 14,4% e as emissões de CO2 caíram 15,7%. No transporte ferroviário, o número de passageiros caiu 37,9% e menos 45,4% nos passageiros de metro.

Relatório Estatísticas do Ambiente Assim, em 2020, o INE analisou o impacto da pandemia no ambiente em Portugal, tendo no final do ano passado lançado o relatório “Estatísticas do Ambiente” , no qual concluiu que a pandemia acabou por ter um impacto positivo na qualidade ambiental no nosso país.

Melhoria do ar A melhoria da qualidade do ar, essencialmente nas grandes cidades, também foi visível com a diminuição do número de dias em que se registou a classificação do Índice de qualidade do ar de “mau” e “fraco”.

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A LIBERDADE As restrições à nossa liberdade antes do 25 de abril de 1974 e durante a pandemia por Guilherme Pedreiro, 6º B (trabalho efetuado no âmbito da disciplina de Cidadania)

Entre o regime do Estado Novo e o tempo do isolamento social, na minha opinião, verificaram-se grandes semelhanças. Em ambos os tempos, verificou-se a privação da liberdade. Nos 41 anos do Estado Novo, os portugueses foram privados de muitas coisas. Não podiam expressar livremente as suas opiniões, sob pena de serem presos, perseguidos, julgados e até torturados. Também não era permitido às pessoas juntarem-se para falar livremente ou para discutirem ideias. E é neste aspeto que existe uma semelhança com o atual tempo de isolamento social, em que também foi imposta a limitação dos ajuntamentos de pessoas nas ruas.

Ilustração de Alexandra Conicho (6.ºB)

No tempo do isolamento social também não pudemos viver a nossa liberdade como era habitual. Em certas alturas, fomos privados de sair de casa, de ir aos restaurantes, cafés, centros comerciais, teatros, cinemas, concertos. Os nossos movimentos passaram a estar controlados, verificandose em vários momentos, o impedimento da circulação entre concelhos sem uma justificação aceite.

Ilustração de Alexandra Conicho (6.ºB), adaptado de In https://www.jornaltornado.pt/historia-pide/

A Escola No tempo do isolamento social, os alunos não puderam ir à escola, voltou o sistema de escola através da televisão - telescola. A telescola arrancou em Portugal a 6 de janeiro de 1965, em pleno Estado Novo. A intenção era permitir aos alunos o cumprimento da escolaridade obrigatória, na altura constituída pelos quatro anos da Escola Primária e dois de Ciclo Preparatório. Este método de ensino, foi evoluindo, sofreu algumas alterações e foi completamente extinto em 2004 mas, acabou por ser retomado em 2020, como alternativa ao ensino presencial, temporariamente suspenso como parte das medidas tomadas pelo governo para enfrentar a pandemia de COVID-19. No meu ponto de vista, nestes dois momentos da nossa história, a liberdade esteve em causa. O que diferiu foi o motivo da privação dessa liberdade. Enquanto no Estado Novo, os motivos eram essencialmente políticos e de manutenção de uma aparente paz social, no tempo de isolamento social, as medidas que nos privaram da nossa liberdade foram tomadas em defesa da saúde pública.

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Desporto Escolar Alunos Homenageados na 14.a Gala do Desporto do Alentejo Central A CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central - e os seus municípios associados realizaram, com o apoio do município de Portel, a 14.a Gala do Desporto do Alentejo Central, no dia 15 de maio. Devido à pandemia Covid-19, a

organização determinou a sua realização online. O principal objetivo da Gala é valorizar a prestação desportiva dos nossos “Campeões” que alcançaram posições cimeiras na panorâmica nacional nas mais diversas modalidades, nas épocas desportivas de 2018/2019 e 2019/2020.

Foram

homenageados,

em

representação

do Agrupamento de Escolas Severim de Faria, pela Escola

Básica de Santa Clara, na modalidade de Ginástica Artística : - Joana Matias, no ano letivo 2018/2019 - 2ª Classificada no Campeonato Nacional do Desporto Escolar; - André Pisco, no ano letivo 2018/2019 - 3º Classificado no Campeonato Nacional do Desporto Escolar.

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Um português na Agência Espacial Europeia Entrevista exclusiva com André Vasconcelos Pelos jornalistas António Pereira e Afonso Hilario (7.ºA) Entrevistámos André Vasconcelos que tem trinta e cinco anos e trabalha para a Agência Espacial Europeia no ESOC que se situa na Alemanha, em Darmstadt. Como começou e que curso tirou? André- Na escola secundária eu tirei a especialização de ciências e depois quando foi altura de ir para a universidade, estava indeciso entre seguir informática ou matemática. A informática parecia ter demasiados computadores, então segui matemática teórica e aplicada, ou seja, não imaginava que iria parar a uma agência espacial. Por acaso, fui parar a uma empresa portuguesa que fazia trabalhos para a ESA e trabalhei lá dois anos, depois houve um programa português que mandava para lá os estagiários e lá fui parar a Darmstadt, na Alemanha, ao que se chama o Esoc, o centro de operações da ESA. Então foi assim que foi parar à ESA? André- Sim, um pouco por acaso, comecei em Matemática mas não imaginava que fosse “trabalhar no espaço” depois arranjei um estágio numa empresa portuguesa de espaço, na Alemanha. Que conselhos daria aos jovens que sonham trabalhar como o André? André- Eu aconselharia a estudar Matemática. Estudar não é só resolver uns problemas matemáticos, não é apenas ter boas notas, é realmente perceber o que se está a fazer. Quanto mais cedo se percebem as coisas, menos dificuldades se tem para o futuro. A Matemática é como o ditado “De pequenino se torce o pepino”. Quanto mais cedo entendermos melhor é para o futuro, menos dificuldade terão. Podemos então concluir que a Matemática é essencial para o nosso futuro. Foi um prazer entrevistá-lo, André.

Fonte: sapo.pt

Fotografia original cedida pelo entrevistador, António Pereira. 9


Pela jornalista Sarah Barreto (5.ºA)

O robô bailarino

A Sarah Barreto mostrou um robô que construiu com o seu pai que é formado em Engenharia Solar. São oriundos do Brasil e estão em Portugal há 4 anos. O robô faz movimentos de dança e é muito engraçado. Segue uma breve entrevista feita ao pai da Sarah.

Entrevista com Gladson Barreto Como surgiu a ideia de construir o robô? Construímos um braço mecânico e, depois, decidimos construir um robô com penas (mais completo).

Quanto tempo demoraram a construir o robô? Dois finais de semana pois fazemos isso nos tempos livres.

Pode explicar-nos como foi construído? Baixamos o projeto na Internet num site do arduino, imprimimos as peças na impressora 3D, montamos o projeto passamos os códigos para o robô e decidimos oque ele iria fazer.

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EFA- Young Audience Award Pelos jornalistas: Sofia Galhano, Francisca Mota e António Pereira (7.ºA)

O que é o Prémio Young Audience Award ? Como categoria oficial do European Film Awards, o EFA YOUNG AUDIENCE AWARD apresenta três filmes europeus para o público dos 12 aos 14 anos em toda a Europa. Os jovens assistem aos filmes indicados e agem como jurados, votando no vencedor.

Fonte: festival presentation efa-young -audience-award

Os alunos que participaram no evento são: Fernando Saiote, Pedro Rosa (7.ºC), Amélia Soares (9.ºA), António Pereira, Vitória Saburlu e Laura Varela (7.ºA).

No âmbito do Plano Nacional de Cinema, vários alunos da Escola Básica de Santa Clara participaram no evento online da Young Audience Award no passado dia 25 de abril. A inscrição dos alunos neste projeto permitiu-lhes a visualização dos três filmes concorrentes ao prémio EFA e a votação naquele que lhes pareceu o melhor. E assim foi: viram os filmes, através de uma plataforma online e assistiram à cerimónia que divulgou o filme mais votado pelos jovens que foi The Crossing. O prémio do YAA realiza-se todos os anos na Europa para premiar um dos três filmes concorrentes. Todas as crianças dos 12 aos 14 anos que quiserem participar neste concurso devem ver os filmes e votar no que mais gostaram, elegendo assim o vencedor. Os filmes escolhidos para esta edição foram: Pinocchio, Wolfwalkers e The Crossing. (Continua na página seguinte.)

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EFA - Young Audience Award Pelos jornalistas: Sofia Galhano, Francisca Mota e António Pereira (7.ºA)

As nossas opiniões sobre os filmes:

Pinocchio ( Matteo Garrone- Diretor, Federico Lelapi- Pinocchio) Pinocchio é um filme italiano que conta a história de uma marioneta com vida feita de madeira que queria se tornar num menino real. Nós gostamos deste filme, porque achámos diferente do Pinóquio original, pois foi uma versão “live action”, ou seja, realizado por atores reais em vez de ser com bonecos animados feitos por computador.

Wolfwalkers (Tomm Moore/Ross Stewart- Direção, Honor Kneafsey/Eva Whittaker) Wolfwalkers é um filme irlandês que conta a história de uma rapariga chamada Robbins que sonha caçar lobos com o pai. Nós gostámos deste filme, em especial da banda sonora e da animação dos personagens.

The Crossing

(Johanne Helgeland—Diretora, Samson Steine/ Bo Lindquist Ellingsen/Anna Sofie Skarholt)

The Crossing é um filme norueguês que conta a história de dois irmãos empenhados em levar outros dois irmãos judeus clandestinos para passar a fronteira da Suécia em busca de exilo. Nós gostámos do filme, porque relata os momentos de tensão e apresenta uma vertente de clandestinidade. Outros aspetos que nos agradaram são a camaradagem entre crianças de diferentes religiões, na viagem. Este filme passa a mensagem da igualdade das crianças de diferentes culturas e origens.

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Projeto “Recolha de Alimentos não Perecíveis” Turma do 8.ºB da Escola Este ano a turma do 8ºB decidiu dar continuidade ao projeto “Recolha de Alimentos não Perecíveis” no âmbito da disciplina de Oferta Complementar, uma vez que, durante esta pandemia, foram várias as famílias que ficaram sem condições financeiras. Tal como o nome indica, este projeto tem como objetivo doar alimentos de cada aluno da turma a uma instituição para que a mesma os entregue a famílias carenciadas. A instituição escolhida foi a Associação de Solidariedade Social “Pão e Paz” por ser aquela que ia ao encontro do que pretendíamos, servir os mais carenciados. Este ano, infelizmente, o número de utentes a precisar de apoio aumentou consideravelmente, quase que duplicou relativamente ao ano anterior.

Assim, o número de doações deveria aumentar também, pelo que este projeto será promovido em mais turmas da escola, no próximo ano letivo. A turma escolheu este projeto porque sabem que podem mudar a vida de alguém se todos contribuirmos. Para terminar, apenas duas perspetivas que a turma tem sobre a Solidariedade. - Solidariedade é a ação de ser bondoso com o próximo. - Ser solidário consiste em ajudar o outro, contribuir com boas intenções e generosidade, sem esperar algo em troca.

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Show and Tell presentation This year, 6A and 6B students are doing “Show and Tell” presentations. We share them in our school newspaper so that everyone can see what we are doing and the joy that it brings us. “Show and Tell” has been used for students of different ages in order to develop speaking and presentation skills. Besides that, we are using “Show and Tell” to talk about British culture and monuments. We hope you like it as much as we do. Mrs. Firmino Pica

Alexandra: Hello everyone. Ana: Today we came to present a paper about the school of magic and sorcery at Hogwarts. Alexandra: Hogwarts castle is located in Scotland where the harry potter saga was filmed. Ana: The castle has a Quidditch field, a black lake and a forest called the black forest, among other constructions. Alexandra: There are 142 (one hundred and forty two) staircases in Hogwarts castle that moves up to the dormitories and rooms. Ana: Hogwarts has 81 thousand square meters of built area. Alexandra: It has 12 individual structures, and the clock tower is 45 meters high, wich is the tallest of all towers.

Hogwarts Castle

Ana: £ 148 (one hundred and forty eight) million pounds was invested in the castle.

Alexandra Conicho and Ana Brito, 6.º B

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Show and Tell presentation PRIDE THE LION By Guilherme Pedreiro and Nuno Rosado, 6.º B Pride the Lion was chosen as the mascot of The Great Britain Team of the 2012 Olympic Games to be held in London. Pride was inspired by Willie the Football World Cup 1966 mascot. The lion is a very important symbol for the English people. In the middle ages, the lion was chosen as a symbol for the King of England and it is incorporated in the royal family Coat of Arms. The event organizers chose this more traditional mascot instead of the futuristic one-eye designs, Wenlock and Mandeville. The mascot is mainly white with a mane that mixes blue, red and white, the colours of the United Kingdom flag. The white colour stands for chastity, the red means courage and sacrifice and the blue stands for union and harmony. Pride brand originated an 80 million pounds revenue for the Olimpic Games. This toy is made of plush, it is 24 cm tall and costs around 3£.

Willie, the Football World Cup 1966 mascot

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Show and Tell presentation

Big Ben Isabel —Big Bem is the name of a large bell installed in the northwest tower of the Palace of Westminster. It was completed in 1858 and started its activities on September 7,1859. Margarida– The oficial neme of the tower on wich Big Bem is located was originally Clock Tower, but it was renamed Elizabeth Tower in 2012 to mark Queen Elizabeth II’s Diamond Jubilee. Teresa — In August 5, 1976: The clock suffered its first and only failure. Due to wear on the metal, the By Isabel Dias, Margarida Barroso and Teresa Dias, 6.º B

clock’s chime mechanism has broken the watch weighs 13.7 tons. This tower has 96 meters high and 61 meters of the structure. The bottom 200 feet (61 meters).

Imagem: https://www.gratispng.com/png-sikl0i/

The London Eye or the Millennium Wheel is an observation wheel on the south bank of the River Thames in London.

London Eye

London Eye is Europe's tallest observation wheel, and it is the most popular paid tourist attraction in The United Kingdom with over 3 million visitors per year. The structure is 135m tall and the wheel has a diameter of 120m. When it opened to the public, in 2000, it was the world’s tallest Observation Wheel. The London Eye was designed by the husbandand-wife team of Julia Barfield and David Marks of Marks Barfield. -How many cabins does the London Eye have? -It has 32 cabins and holds up to 800 people.

By Teresa Peixeiro e Raquel Candeias, 6.ºA

-How long is a ride on the London Eye?

-It’s 30 minutes. 16


Cronologia dos 10 minutos a Ler Escola Básica Santa Clara

2021

2020 Dezembro de 2020

11 de fevereiro 2021

Apresentação de proposta para o Projeto 10 minutos a Ler na Plataforma do PNL.

A escola é selecionada e recebe uma verba de 1000 euros para aquisição de livros.

Final de abril Disponibilização dos livros para empréstimo (registo e catalogação).

18 fevereiro

Início de abril

Disponibilização à secretaria das listas de livros a adquirir.

Os livros adquiridos começam a chegar à escola.

5 de maio

10 de maio

11 de maio

Reunião com os Diretores de Turma do 2º e 3º ciclos para apresentação do projeto.

Alguns DT e Prof. implementam o projeto nas suas turmas. Alunos deslocamse à biblioteca escolar para requisitarem livros.

A equipa da Biblioteca cria marcadores para todos os alunos e caixas de livros para a maioria das turmas. Criação do logótipo.

2021/2022 A partir de 17 de maio Implementação plena do projeto em todas as turmas.

Final de junho Avaliação final: auscultação dos alunos e dos docentes.

...

Atribuição de um Certificado “Turma Leitora” a todas as turmas.

« (…) Eles não sabem, nem sonham,

Logótipo criado pela Prof. Angélica Silva

Que o sonho comanda a vida. Que sempre que um homem sonha O mundo pula e avança Como bola colorida Entre as mãos de uma criança.. (…)»

Pedra Filosofal, António Gedeão 17


O olhar de uma Professora sobre os 10 minutos a Ler Dez minutos de doçura

Ser professor é sobretudo aprender! E o que eu aprendo com os meus alunos! Todos os dias! Este ano tive a oportunidade de aprender uma matéria nova que me deliciou: ver ler! Eram só dez minutos em cada

aula, mas o que eu me deliciei com meu 8.ºC! Eram sempre os primeiros dez minutos de cada aula. Eles já sabiam, uns tiravam o seu livro da mochila, outros dirigiam-se à caixa onde guardavam os livros que andavam a ler, que eram da nossa biblioteca. E era vê-los a saírem da sala 23 da Escola de Santa Clara e sabe Deus até onde iam! Adotavam uma postura mais confortável na cadeira, como quando se vai assistir a algo interessante (muito mais que as aulas de Ciências Naturais), e

eu deixava-os ficar assim mais confortáveis para voarem melhor! E fazia-se um silêncio…. Um silêncio estranho que inspirava respeito pelo momento. No primeiro dia, ainda levei um livro para ler, mas só o levei nesse dia! Não que o livro não fosse interessante, mas preferi ler as expressões faciais de cada um deles enquanto liam. Entre o franzir da testa, o esbugalhar dos olhos e o esboçar de um sorriso, levaram-me a viajar com eles! Que delícia! Existem projetos assim, existem pessoas assim, que são como sal da terra, gostam de passar despercebidas, não se veem, mas vão

contribuindo muito para dar sabor e fertilidade à vida de muitos… Falei deste projeto a uma colega que não é da nossa escola, onde ela me perguntava se não era difícil por estes jovens a ler. Difícil? Difícil era ter que dizer todas as aulas que os dez minutos já tinham terminado! Por mim ficaríamos a ler o dia todo, eles os seus livros e eu o rosto deles! Professora Jacinta Rosado

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10 minutos a Ler Testemunhos dos alunos As opiniões foram recolhidas em todas as turmas, no final do ano letivo, após cerca de 8 semanas de implementação do projeto. Registam-se algumas opiniões de alunos do 5.º ao 9.ºano e de uma aluna estrangeira que ainda não domina a nossa língua.

“ Com este projeto começámos a ler.” “Descobri o tipo de livro que gosto de ler.” “Quando se encontra o livro que se gosta é mais fácil.” “ Uma forma de nos distrairmos, de descontrairmos do trabalho, do estudo, de encontrarmos um momento de paz.” “ Depois deste momento de leitura, ficamos mais concentrados.” “É um projeto construtivo, quero continuar.” “Há pouco tempo descobri os livros.” “Em casa não leio nada e ao ler na escola, não perco o hábito.” “Melhorou a minha capacidade de concentração e memorização.” “ Ler estimula a mente e podemos fugir ao mundo real.” “Devia deixar de ser um projeto e tornar-se um hábito de cada um na escola.”

“ Quando aqui cheguei deparei-me com muitas diferenças ao nível da educação: no Brasil estimula-se bastante o lado da criatividade, da imaginação que é muito importante, já que só assim os jovens conseguem mudar o mundo. Aqui, em Portugal, estimula-se mais o lado racional dos jovens. O projeto 10 minutos a Ler é importante para estimular o lado da imaginação e por isso deve continuar.”

“ Je n’avais pas l’habitude de lire avant. À mon ancienne école, au Cameroun, il n’y avait pas de bibliothèque, ni de livres chez moi. J’aime les histoires comme Le Petit Prince et Le Petit Nicolas que j’ai lu ici. J’aimerais bien que les Dix minutes de lecture continuent l’ année prochaine, car il y a tellement de livres intéressants que j’aimerais lire!” 19


Pelos jornalistas Filipe Cid, Mariana Baião e Enzo Bogni (5.ºA)

Dez minutos a ler Os dez minutos a ler é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura que começou este mês na nossa escola. Todos os dias temos de ler dez minutos em diferentes disciplinas. E é muito interessante. Um dos objetivos deste projeto é ajudar a criar hábitos de leitura.

Os 5 livros mais requisitados foram:

Quantos empréstimos houve desde que o projeto iniciou? Foram emprestados cerca de 863 livros em dois meses.

Eu sou a mascote do projeto 10 minutos a ler.

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Pelas jornalistas: Victória Khalusyak e Sarah Rodrigues (5.ºA)

Opiniões sobre o projeto dez minutos a ler Todas as turmas da nossa Escola estão a participar no projeto e embora tenha começado há pouco tempo, alguns alunos da equipa de jornalistas já têm opiniões formadas sobre o assunto. Qual é a tua opinião sobre o projeto 10 minutos a ler? Filipe: Eu acho que é muito fixe e muito bom para nós, porque há muitas pessoas da nossa turma que nunca leram um livro e agora estão a começar a ler e porque eu gosto de ler todos os dias antes de dormir. Também porque é uma atividade que eu gosto de fazer desde o primeiro ano. Mariana: Eu gosto muito porque, ajuda muito as pessoas na escrita, ajuda as pessoas a imaginar porque, normalmente quando as pessoas não leem, não têm muita imaginação e têm uma curiosidade como se tivessem acabado de nascer. E também porque gosto de ler. Enzo: Acho que é muito bom porque nós agora estamos numa fase de crescimento e o nosso cérebro corresponde ao que nós fazemos e se passarmos muito tempo no telemóvel, ficamos viciados. Por isso acho que é importante de lermos um livro mas não é necessário ler o dia inteiro porque também devemos estar com os amigos. Victória: Eu acho que é muito bom e importante porque a maioria das crianças passa o dia inteiro no telemóvel e não tem muita imaginação, não estuda e essa é uma causa de ter más notas. Às vezes um livro parece que não é interessante mas se a criança começa a ler, ela vai viciar e isso é bom para o cérebro e para os olhos. Achas que é conveniente deixar os livros na sala de aula ou devem ser levados para casa? Mariana: Na minha opinião, devem ser levados porque se nós quisermos ler em casa ou noutros lugares não os temos connosco. E não corres o risco de te esqueceres do livro em casa? Mariana: Não, porque o livro é um bem essencial!

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Plano Nacional de Cinema

Críticas ao filme Passarinho de Marat Narimanov

Fonte: https://www.giffonifilmfestival.it/en/film-giffoni50/4905-nestling.html

“Passarinho” é um filme muito bonito, demonstra a amizade de um senhor por um pássaro que encontrou preso entre os ramos de uma árvore. A mudança de uma banda sonora mais triste para uma banda sonora mais alegre, quando o senhor reencontra o pássaro, também está muito bem feita e a ligação entre os dois seres era tão forte e bonita que quando o pássaro cai ao chão o senhor cai também.

Dinis Gomes (8.ºB) “Passarinho” é um filme russo produzido com desenhos e com uma banda sonora que torna mais intensos os sentimentos transmitidos pelo filme. Este conta a história de um senhor idoso que vê a vida a preto e branco, mas, num certo dia, ele encontra um passarinho que vai alegrando a sua vida e as cores, os tons usados vão ficando mais coloridos, aclarando mais a ideia do impacto do passarinho na vida do senhor. Certo dia, o passarinho é apedrejado por uns meninos, porém um dos meninos que já tinha visto o passarinho com o senhor, acaba por ajudá-lo. Durante esse acontecimento permanece a ideia de que o passarinho realmente morreu devido à banda sonora e às cores novamente escuras que transmitem um suspense, o que me surpreendeu bastante. Achei o filme muito bem estruturado e interessante. Júlia Flamino (8.ºB) O protagonista é uma pessoa idosa que encontrou um pássaro entre uns ramos. O filme trata de uma amizade entre eles que quase acaba quando um grupo de crianças resolve atacar o pássaro. Isso demonstra que muitas vezes o ser humano não dá importância a outros seres vivos. Nesse momento, o senhor corre para a porta e quando vai a chegar , o pássaro é atingido por uma pedra e ambos caem no chão. Neste momento parece que o pássaro e o senhor estão ligados; o homem foi para o hospital e o pássaro foi acolhido por um rapaz. Depois notou-se uma maior diversidade de cores e é então que o idoso se depara com o rapaz e o pássaro na sua janela; quando o pássaro repara que o homem estava atrás dele os dois ficam muito impressionados e felizes. Afonso Ferreira (8.ºB)

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Outras opiniões sobre os filmes de animação do FESTIVAL

MONSTRINHA.

Desta feita em inglês, sob a orientação da Professora Dália Conceição.

The film that I like the most is Dreary days because the main character explains her relationship with her parents. The story is about how she feels different because of her colourful parents. However, she likes her parents anyway.

The end is the reason why I like this short film and the moral it conveys: we must not judge a person by their look and appearance. João Hipólito 8º A

This film is an original and beautiful idea. Ester Amorim 8ºA

In my opinion the short film Dreary days shows that there are people we think are different. But they are not really different from us and we have to respect them. So this short film is brilliant and unpredictable.

The reasons why I chose Dreary days it‘s because of the story of a daughter that accepts her parents the way they are, despite being different from the rest of the society. In her neighbourhood everyone likes dark colours and clothes. They are all Goths.

Sofia Palmeiro 8ºA

Pedro Salvaque 8ºA

In this film there is a little bird that brings happiness to a sad man. There is also a boy who saves the bird from being bullied by the other boys. I think that this short film is really original and that has a good message to convey to viewers, especially teens.

For me, my favourite aspect were the colours. During winter, the scenery remains monochromatic, which spreads a sad feeling. However, in Spring the colours appear and a happy feeling rules.

Luísa Vaz 8ºA

Mafalda Langhof 8ºA

I liked the fact that it had a happy ending and it was also moving. I don’t think it was very predictable, since it has a surprising plot twist. It wasn’t disappointing at all!

My favourite part was the relationship between the little bird and the old man because it filled my heart. Leonor Leite 8ºA.

Catarina Ferreira 8ºA

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I love the voices and the sounds! I like the fact that street artists entertain and make people, who are waiting in front of the traffic lights, happier. Leonor Cabral 8ºA

People from the city were black and white, like their cars and houses. But the little girl was really colourful because she brings happiness to the city and its people. Ricardo Cansado 8ºA

I think it’s important to worship the work of street artists. This story showed how hard little artists work to do a great job. Ana Vieira 8ºA

When the clown arrived and did his stunts everything/ everyone became happier and more colourful! Paulo Cardoso 8ºA

It’s not my favourite. But I like the idea that the whole city is sad and grey and only the juggler brings colour to it. Alexandre Salgado 8ºA

Na Escola Básica de Santa Clara, num universo de 20 turmas, 15 assistiram ao Festival de Cinema Monstrinha, o que corresponde a cerca de 300 alunos. O filme de animação mais visto foi Passarinho. Esta atividade foi desenvolvida no âmbito do Plano Nacional de Cinema.

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Os filmes de animação do Festival Monstrinha ilustrados pela aluna Inês Alvoco Roque (6.ºD) DIAS CINZENTOS Ella Greenwood, Reino Unido, 2020

O MALABARISTA Iuri Moreno, Brasil, 2018

O INCRÍVEL ENGENHARMÁRIO DO DR. STEIN Gabriela Plačková, República Checa, 2019

OVELHAS, LOBO E UMA CHÁVENA DE CHÁ… Marion Lacourt, França , 2019

PASSARINHO Marat Narimanov, Rússia, 2020 FESTAS FELIZES Natalia Mirzoyan, Rússia, 2020

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Reis da 1ªDinastia Portuguesa DINASTIA AFONSINA A Dinastia de Borgonha, também chamada Afonsina foi a primeira dinastia do Reino de Portugal. Começou em 1096, ainda como mero condado Portucalense. Depois, em 1143 com o 1ª Rei D. Afonso Henriques e a Reconquista do território aos Muçulmanos, o país foi desenhando as suas fronteiras. Esta Dinastia terminou em 1383 com a morte de D. Fernando. A estes 9 Reis se deve a formação e organização do território português no Continente Europeu. 1.ª dinastia representada pelos alunos do 8.ºA

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Cantar Abril à Janela Professora Adelaide Couto

Pelo segundo ano, o povo português não pôde festejar a Revolução que terminou com a Ditadura em Portugal. Foi no dia 25 de abril de 1974 que Portugal acordou para a Democracia. No ano 2020, devido à pandemia causada pelo Covid-19, a população portuguesa foi convidada a assinalar este dia à janela. Os alunos da Escola Básica de Santa Clara aceitaram o convite e cantaram a Grândola Vila Morena à janela. Este ano, 2021, assinala-se o 47º aniversário da Revolução do 25 de abril de 1974, e por estarmos mais uma vez em Estado de Emergência e não poder haver concentração de pessoas, voltámos a celebrar este dia cantando e exibindo os habituais símbolos, às janelas das nossas casas. Os alunos assinalaram a comemoração da Revolução nas salas de aula com a leitura de poemas e com a visualização do vídeo com as suas participações do ano anterior. A Pandemia não impediu as Comemorações da chegada da Liberdade ao nosso país, apenas alterou a sua forma de expressão.

Grândola Vila Morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti ó cidade.

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60 anos da Guerra Colonial Professora Adelaide Couto

Avô, estiveste na Guerra?

Avô, o que sentiste na Guerra? Avô, o que fazias na Guerra?

Avô, porque foste para a Guerra Colonial? O fim da II Guerra Mundial, em 1945, e o reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação pela ONU conduziram à independência de várias colónias europeias, aumentando a pressão sobre Portugal que se recusava a

reconhecer a autonomia dos seus territórios na Ásia e em África. Perante a recusa do Estado Novo na descolonização pelos territórios em África, surgiram os movimentos de libertação em Angola, Moçambique e Guiné. Assim, em 1961, eclodiu a Guerra em Angola, depois na Guiné e, por último, em Moçambique. Esta Guerra, conhecida como a Guerra do Ultramar, enviou quase 1 milhão de homens para as três frentes da Guerra, entre 1961 e 1974. De forma a assinalar os 60 anos da Guerra, os alunos do 9.º ano fizeram trabalhos de pesquisa junto dos protagonistas, isto é, os seus avós. Foi nesse contexto que vários alunos conversaram com os seus

avós e transmitiram aos colegas os testemunhos.

Fonte: Barlavento (sapo.pt) 28


O que ando a ler Projeto Individual de Leitura Por Beatriz Pereira, 8.º B

decidiu confrontar os pais sobre a área que que-

ria seguir na escola. Os pais já tinham pensado em tudo, a Matilde ia para Ciências, seguindo assim os passos da sua família, mas seria realmente isso

O livro “Ser Quem Sou” de Margarida Fonseca

que a Matilde queria? Não, a Matilde queria seguir

Santos pertence à coleção A escolha é minha,

disseram automaticamente que não, que ela tinha

que é composta pelos livros Bicicleta à chuva, À

de ir para Ciências. A Matilde sentiu-se muito tris-

sombra da vida, Está nas tuas mãos, entre ou-

te, chegou até a ficar doente, mas a confusão não

tros. Margarida Fonseca Santos nasceu no dia 29 de novembro de 1960; publicou o seu primeiro livro para crianças há mais de vinte anos. Desde então nunca mais parou de escrever para este público. Esta autora

tem uma grande parte dos seus livros no Plano Nacional de Leitura e, para além de escrever para crianças, adultos e teatro, trabalha na área de escrita criativa e do treino mental, algo que ficou do tempo em que se dedicava à Pedagogia e à Formação Musical. Esta coleção A escolha é minha é um

reflexo de todo este percurso.

Humanidades e, quando confrontou os pais, eles

acabou por aí, pois João Pedro estava, depois de tanto tempo, pronto para contar qual era a sua orientação sexual. Em primeiro lugar, contou a Matilde; esta reagiu bem e disse para ele contar aos pais, pois de certeza que não iam reagir mal. Ele seguiu o conselho da prima e contou; a mãe, depois de algum tempo, até aceitou, mas o pai nada mesmo. Por isso, tanto a Matilde como o João Pedro decidiram dar um tempo aos pais para eles aceitarem as escolhas dos filhos. No final tudo acabou por correr bem, os pais da Matilde aceitaram que ela fosse para Humanidades e o pai do João Pedro aceitou a orientação sexual do filho.

As personagens principais desta história são: Matilde, irmã mais velha de Vicente, Vicente, irmão de Matilde, e os seus primos João Pedro e Jorge. A Matilde e o Vicente são os narradores.

Para concluir, eu gostei de ler este livro, pois retrata situações comuns hoje em dia para alguns adolescentes, e recomendo a leitura, pois acho que nos permite estar mais abertos para as dife-

prometiam ser fantásticas, umas ferias de famí-

renças uns dos outros.

lia em que os primos iam estar todos juntos. Estava tudo a correr bem até que um dia a Matilde

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Escrever O Fantástico A bruxa feia e malvada Era uma bruxa que vivia numa floresta. Essa bruxa era muito feia, cheia de rugas e tinha um nariz enorme. Aquela bruxa só sabia fazer mal às pessoas que viviam, com ela, na floresta. Essas maldades deixavam-nos completamente arreliados e zangados. Mas os habitantes da flo-

Imagens Pixabay

resta pensavam que eram as crianças quem lhes fazia mal e os deixavam inquietos. As coisas que aquela bruxa fazia não eram nada agradáveis. A senhora Maria era a pessoa mais alegre da floresta. Estava sempre contente, mas quando Maria arrumava a casa, a bruxa feia punha-se à janela a espreitar. Assim que Maria acabava as arrumações e ia descansar, a bruxa feia aproveitava para entrar na casa e começar o seu trabalho. Desmanchava as camas, punha lixo no chão, tirava os candeeiros do teto, desarrumava os armários… E assim que terminava o seu trabalho, ia causar confusão para as restantes casas da floresta. Afinal, o seu trabalho era fazer mal e ela adorava-o! Quando a noite chegava, a bruxa planeava o que ia fazer no dia seguinte. Fez-se dia e a bruxa acordou. Mas, desta vez, a bruxa feia disse para consigo: - Estou farta de estar sempre a fazer as mesmas coisas, às mesmas pessoas. Hoje vou fazer algo de diferente! A bruxa feia ficou uma hora a pensar no que iria fazer de diferente. E plim! Teve uma ideia: _ Vou fazer mal aos animais! Afinal, nunca lhes fiz nada! Por isso, vai ser hoje! E lá foi ela. Quando chegou ao seu novo destino, começou a abanar as árvores para os animais caírem. Mas, o que ela não sabia era que, daquela vez, estava lá o grande pássaro, um enorme pássaro que mandava em todas as outras aves da floresta. Então, este confrontou a bruxa: _ Sua bruxa malvada! O que pensas que estás a fazer? A bruxa, sem medo nenhum, respondeu-lhe: _ Estou a fazer com que estes pássaros todos caiam da árvore e morram! Afinal, para que é que precisamos deles? _ Para muitas coisas! Tu é que não sabes nada sobre a natureza, sua bruxa feia e má! – protestou o grande pássaro. _ Ai é? Então, tu agora vais ver! – ameaçou a bruxa. Esta, ofendida, começou a dar-lhe pontapés e murros, mas não esperava o que ia acontecer. Nesse momento, todos os outros pássaros chegaram e, em coro, disseram-lhe: _ Agora, vamos dar-te uma lição! Os pássaros começaram a atacá-la e a bruxa feia ficou sem forças e caiu. Derrotada, a bruxa desapareceu e nunca mais voltou para a floresta. Assim, os habitantes e os animais ficaram felizes para sempre.

Carolina Fialho, 5º D

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Escrever O Fantástico A bruxa feia e malvada Era uma bruxa feia e malvada que gostava de provocar estragos às casas das pessoas, principalmente às dos idosos, e fazia maldades aos animais. As pessoas, arreliadas, às vezes tinham de chamar as fadas boas para as ajudar a acabar com aquela confusão toda. As fadas boas conseguiram resolver tudo, mas elas previam a chegada da bruxa, em breve. Esta, quando via uma janela aberta, espreitava para ver se estava alguém lá dentro. Se não estivesse ninguém lá dentro, ela lançava um feitiço para si própria, o qual fazia com que ela ficasse pequena e com asas. Ao entrar nas casas, ela dizia: - Estou esfomeada! Acho que vou roubar alguma comida, nesta casa. A bruxa roubou alguma comida, mas apareceram as fadas que disseram: - Devolve já essa comida! E é agora! A bruxa devolveu, mas em seguida, as fadas perguntaram-lhe: - Tens casa? A bruxa respondeu: - Não. - Tens comida? - Não. - Então vem connosco. Vamos arranjar uma casa para ti e também comida. Mas com uma condição. - Qual é a condição? - quis saber a bruxa. - Tens de pedir desculpa às pessoas e aos animais e também tens de prometer que já não fazes mais maldades. – exigiram as fadas boas. A bruxa concordou e foi pedir desculpa, acompanhada das fadas. Daí em diante, tornou-se simpática e nunca mais roubou nem causou estragos.

Inês Martins, 5ºB

Uma aldeia destruída Era uma vez uma bruxa chamada Maria. Ela tinha olhos vermelhos, nariz gigante, um só dente, cabelos pretos e cor de laranja, seis dedos em cada mão e vivia num bosque muito distante das aldeias, onde habitavam algumas pessoas. Um dia, ela avistou uma mulher e disse-lhe: - Olá! Onde estão os teus filhos? Assustada, por não ver ninguém, respondeu: - Estão com o meu marido. Onde estás tu? Quem fala comigo?!

- Onde moras? Eu sou uma fada boa e vou ajudar-te. - respondeu Maria. - Moro no outro lado da rua. - Ok, obrigada. Lá foi ela. Quando lá chegou, incendiou a casa e levou as crianças para um buraco, muito longe daquele lugar. - Não podes fazer isso! - gritou uma fada boa. - Posso, sim! - exclamou ela. Nessa altura, a fada boa tocou-lhe com a sua varinha de condão e, como por milagre, elas voltaram atrás no tempo. Assim, a bruxa Maria conseguiu aperceber-se de tudo o que tinha feito e arrependeu-se. Agora, já como fada boa, desfez todo o mal que tinha causado, com as crianças, os animais e as plantas. Afinal, a bondade deve prevalecer.

Lara Sofia Riço Gervásio, 5ºB 31


Escrever O Fantástico Pluma, a bruxa na floresta Era uma vez uma floresta, todos viviam felizes. Nero era um guerreiro que protegia e defendia todos os habitantes da floresta. Todos viviam em paz, até aparecer A Bruxa Pluma e começar a fazer maldades. Pluma tirava ovos das dos ninhos dos pássaros e punha-os nas tocas dos coelhos. Tirava os coelhos bebés e punha-os nos ninhos dos pássaros. Entrelaçava as caudas das zebras com as dos elefantes e muitas mais maldades. Por fim, escondeu-se no seu castelo. As pessoas, ao verem a aflição dos animais, foram pedir ajuda ao Nero e, quando o encontraram, pediram-lhe: - Nero, podes ajudar os animais que sofreram as maldades da bruxa? - Vou já tratar disso - respondeu Nero. Nero pôs tudo no lugar certo e ainda pregou uma partida à Bruxa, deixando-a dois dias com as mãos e os pés atados. A Bruxa, arrependida, foi à floresta e disse: - Peço desculpa a todos os habitantes e prometo nunca mais fazer-vos mal.

Manuel Marrafa, 5º B

A bruxa malvada Era uma vez uma bruxa má, que fazia mal aos animais e às pessoas. Ela era uma bruxa muito feia, e que não gostava de ninguém porque tinha sido amaldiçoada, e a maldição tornava a bruxa má, feia e velha. Num dia, igual a tantos outros, estava ela à procura de alguém a quem fazer mal, mas em vez de encontrar uma pessoa normal encontro um bruxo. Era fácil distinguir porque os bruxos são muito brancos e têm chapéus bicudos. Ela foi ter com ele e perguntou-lhe: - Queres vir comigo para a minha casa? - Sim, gostaria muito. - respondeu-lhe o bruxo.

Quando chegaram a casa dela começaram a conversar. A bruxa perguntou-lhe de onde era. Ele disse que era da Suíça. Então, o bruxo perguntou-lhe se precisava de ajuda para alguma coisa. - Sim, preciso. Eu fui amaldiçoada e preciso de ajuda. O bruxo disse-lhe que ia prepara, de imediato, a poção. Começou a dizer: _ Perna de rã, cauda de macaco e olho de leopardo… Quando terminou, deu a poção à bruxa e esta bebeu-a num abrir e fechar de olhos. Desta forma, transformou-se numa bruxa bonita, boa e nova. O bruxo apaixonou-se por ela, deram um beijo e viveram felizes para sempre.

Henrique Baião, 5º D 32


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