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SUSTENTABILIDADE 2011 FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE BIRIGUI


RADI X


João Paulo Trindade Cereijido Bersani Sedemir Carlos Morotti Vinícius Ferreira Silva

Banca Examinadora: Presidente: Prof. Ms. José Eduardo Zago Instituição: Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui

Titular: Prof. Ms. Marco Aurélio Franco Furtado Instituição: Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui

Titular: Prof. Ms. Fernando Gabriel Eguía Pereira Soares Instituição: UniSALESIANO

FOLHA DE APROVAÇÃO

PROTETOR AURICULAR SUSTENTÁVEL E SUA CONSCIENTIZAÇÃO INDUSTRIAL

folha de aprovação

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DO PRODUTO II


DEDICATÓRIA

Dedicamos a todos os profissionais conscientes, que através de dedicação e comprometimento elevam as conquistas das indústrias brasileiras.


AGRADECIMENTOS

Nossos agradecimentos se voltam para Deus, principalmente, que nos acompanhou e iluminou desde o início na concretização deste projeto. Aos nossos familiares, amigos e pessoas especiais que deram o apoio fundamental em toda esta trajetória. Somos gratos a todos os professores que ajudaram em nosso aprendizado e nos ensinaram grande parte do que é Design, em especial ao nosso orientador Prof. Ms. José Eduardo Zago pela vontade visível em transmitir seus conhecimentos.


resumo DEDICATÓRIA

RESUMO

O setor industrial brasileiro cada vez mais crescente em adequação de sistemas tecnológicos e infra-estrutura, abrange em vários setores o número de máquinas, mão-de-obra qualificada e conseqüentemente produtividade, correlativa as intensidades estruturais. Com investimentos promissores que visam maior número de funcionários, as indústrias concretizam contratações que beneficiam a produtividade inicialmente buscada em um determinado setor. Dando uma ênfase econômica aos fatos, um maior número de colaboradores iria agregar maiores conquistas de crédito em uma fase de trabalho industrial, suprindo teoricamente os investimentos, porém, do ponto de vista segurança e saúde do trabalho, o número elevado de funcionários aumenta consideravelmente os riscos de acidentes, doenças e irregularidades que podem ser evitadas e contornadas por meio de serviços que interfiram na reeducação e no estímulo dos trabalhadores. A utilização de EPIs (Equipamentos de proteção individual) é um dos fatores primordiais que implicam na satisfação pessoal, pois são equipamentos específicos que possibilitam maior segurança. Esses protetores individuais são elementos benéficos cientificamente e historicamente, porém, diferenciam-se no que diz respeito ao seu uso, muitas vezes ignorado. Com a exposição dos ouvidos à poluição sonora, a não utilização de protetores auriculares pode causar danos imediatos ou até mesmo danos futuros, como deficiências auditivas. O designer, sendo atuante, pode tornar essa situação reversível buscando melhorias, qualificações, novos materiais, baixo custo e conscientização para com o meio ambiente, ou seja, implementação sustentável ao convívio industrial.

Palavras-chave: Sustentabilidade, segurança, equipamento de proteção individual, conforto, inovação, sustentabilidade, conscientização, protetor auricular.


Key-words: Sustainability, safety, personal protective equipment, comfort, innovation, sustainability, awareness, ear.

ABSTRACT

The Brazilian industrial sector increasingly growing in appropriateness of technological systems and infrastructure, covering various sectors in the number of machines, skilled labor productivity and consequently, the intensities corresponding structural. With promising investments to view larger number of employees, industry contracts that embody the productivity benefits initially sought in a particular industry. Viewing the facts economically, a greater number of employees will add the greatest achievements of credit in a phase of industrial work, supplying investment theory, but from the standpoint of safety and health at work, the high numbers of employees significantly increase the risk of accidents , diseases and irregularities can be avoided and evaded by means of which interfere with rehabilitation services and the encouragement of workers. The use of PPE is a primary factor in meeting involving staff, with specific equipment that provide good safety results, the protective elements are historically and scientifically beneficial, however differ in the practice of users, which are often unusable. With the exposure of the ears to noise pollution, no use of headphones can cause immediate damage or even further damage to hearing. The designer being active can make this situation reversible seeking improvements, skills, new materials, low cost and environmental awareness, ie, the implementation of sustainable living industry.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Roupa de Peles de Animais.................................................... 14 Figura 2 - Ferramentas Pré-históricas.................................................... 14 Figura 3 - Cavaleiro Medieval.................................................................15 Figura 4 - Revolução Industrial...............................................................15 Figura 5 - Motor a Vapor......................................................................... 16 Figura 6 - Indústria................................................................................. 16 Figura 7 - Indústria Automobilística........................................................ 17 Figura 8 - Representação da Segunda Guerra Mundial......................... 18 Figura 9 - Chapéu de Couro................................................................... 18 Figura 10 - Produto Sustentável Fictício................................................. 19 Figura 11 - Ventilador Ecoeficiente......................................................... 19 Figura 12 e 13 - Terra e Praia.................................................................. 19 Figura 14 - Segurança do Trabalho........................................................ 20 Figura 15 - Capacete............................................................................. 20 Figura 16 - Ruído................................................................................... 21 Figura 17 - Protetores Auriculares.......................................................... 22 Figura 18 - Gráfico de Preferências e Incômodo..................................... 22 Figura 19 - Sistema Auditivo...................................................................23 Figura 20 - Caixa de Moldagem..............................................................26 Figura 21 - Areia de Fundição.................................................................26 Figura 22 - Sistema Industrial.................................................................27 Figura 23 - Telhado Solar....................................................................... 27 Figura 24 e 25 - Captação Solar e Sala de Trabalho................................27 Figura 26 - Abafador...............................................................................28 Figura 27 - Aparelho de Auditivo I........................................................... 29 Figura 28 - Protetor Intra-Auricular......................................................... 29 Figura 29 - Abafador com Haste Traseira............................................... 29 Figura 30 - Aparelho Auditivo II............................................................... 30 Figura 31 - Fone de Ouvido I.................................................................. 30 Figura 32 - Fone de Ouvido II................................................................. 30 Figura 33 - Fone de Ouvido III................................................................ 30 Figura 34 - Esboço I............................................................................... 31 Figura 35 - Esboço II.............................................................................. 32 Figura 36 - Esboço III............................................................................. 33 Figura 37 - Esboço IV............................................................................. 34 Figura 38 - Esboço V.............................................................................. 35 Figura 39 - Esboço VI............................................................................. 36 Figura 40 - Esboço VII............................................................................ 37 Figura 41 - Matriz Decisória I.................................................................. 38 Figura 42 - Matriz Decisória II................................................................. 39 Figura 43 - Ergonomia........................................................................... 40 Figura 44 - Desenho Técnico I................................................................ 41 Figura 45 - Desenho Técnico II............................................................... 42 Figura 46 - Desenho Técnico III.............................................................. 43 Figura 47 - Alma de Aço..........................................................................44


Figura 48 - Almofada.............................................................................. 44 Figura 49 - Concha................................................................................ 45 Figura 50 - Haste................................................................................... 45 Figura 51 - Produto Final I...................................................................... 46 Figura 52 - Produto Final II..................................................................... 47 Figura 53 - Produto Final III.................................................................... 48 Figura 54 - Infográfico............................................................................ 49 Figura 55 - Jornais................................................................................. 51 Figura 56 - Sofá de Jornal...................................................................... 51 Figura 57 - Coco e sua Fibra...................................................................51 Figura 58 - Processo de Fundição.......................................................... 52 Figura 59 - Panela..................................................................................52 Figura 60 - Banco do Carro.................................................................... 53 Figura 61 - Raízes..................................................................................53 Figura 62 - Folhas.................................................................................. 53 Figura 63 - Tartaruga..............................................................................54 Figura 64 - Inseto................................................................................... 54

LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Acidente Anuais..................................................................... 17 Tabela 2 - Utilização de EPIs..................................................................21 Tabela 3 - Níveis de Ruídos....................................................................23 Tabela 4 - Dificuldades dos Deficientes Auditivos...................................24

LISTA DE APÊNDICES Apêndice 1 - Preferência no uso de EPIs................................................ 62 e 63


SUMÁRIO

SUMÁRIO

Folha de Aprovação............................................................... 03 Dedicatória............................................................................ 04 Agradecimentos.................................................................... 05 Resumo................................................................................. 06 Abstract................................................................................. 07 Lista de Figuras..................................................................... 08 Lista de Tabelas..................................................................... 09 Lista de Apêndices................................................................. 09 Introdução............................................................................. 12 Problematização................................................................... 13 Identificação do Problema..................................................... 13 Definição do Problema...........................................................13 Objetivo................................................................................. 14 Objetivo Específico................................................................ 14 História e a Evolução dos EPIs............................................... 14 Sustentabilidade...................................................................19 Capacidade de ser Sustentável............................................. 19 Segurança do Trabalho..........................................................20 Protetor Auricular................................................................... 21 Audição................................................................................. 23 Metodologia do Projeto.......................................................... 24 Lista de Requisitos.................................................................25 Indústria Sustentável............................................................. 26 Uma Indústria Sustentável..................................................... 26 Alternativas de Projeto........................................................... 28 Similares..............................................................................29 Esboços................................................................................ 31 Matriz de Avaliação................................................................ 38 Ergonomia............................................................................. 39 Produto Final......................................................................... 40 Desenho Técnico................................................................... 41 Representação Tridimensional.............................................. 44 Infográfico............................................................................. 48 Ficha Técnica........................................................................ 50 Materiais............................................................................... 50 Fabricação............................................................................ 53 Coleta de Matéria-prima e Reciclagem do Produto................. 54 Conclusão............................................................................. 55


SUMÁRIO

sumário

Referência............................................................................. 56 Glossário............................................................................... 60 Apêndice............................................................................... 61


INTRODUÇÃO

A falta de conhecimento causa danos relevantes em áreas distintas da vida de um profissional. Este, trabalha durante longos e cansativos anos despreocupado com as conseqüências de seus atos, sem saber o que o futuro lhes reserva. Muitos questionam seus direitos, poucos cumprem seus deveres, e uma boa parte das pessoas tem uma visão limitada de um possível futuro digno. Um colaborador que atua durante longos 35 anos chega ao término de uma jornada e tem como recompensa de sua dedicação, o descanso tão merecido e necessário para que se recupere do desgaste adquirido. Porém, para que seja possível usufruir de um tempo livre e agradável, é preciso disposição e boa saúde, já que nem sempre há um tratamento digno vindo por parte do contratante. Uma base educacional é essencial na definição futura dos valores pessoais. Uma boa escola, uma família saudável e uma empresa madura elevam o estímulo de jovens e até mesmo o de adultos que já tenham opinião formada, para que estes revertam seus valores pré-determinados. A evolução contínua de produtos no mercado, o alto índice de produção e c o n s e q ü e n te me n te a s g r a n d e s quantidades de matéria-prima retirados da natureza, levam ao esquecimento de que é preciso realizar melhorias no meio ambiente, que acaba esquecido em meio aos grandes planejamentos industriais. A utilização de equipamentos obrigatórios, agrega conceitos discutíveis nos mais elevados níveis de uma empresa, mostrando que tais problemas gerados pela sua falta, são evitáveis a partir do momento em que

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se investe apropriadamente em medidas que beneficiem o trabalhador, atendendo suas características sociais. Um caminho politicamente correto a ser traçado por uma liderança coesa, acarretará em atitudes justas em relação a seus subordinados. Neste contexto, atitudes corretas, materializam metas e conquistas, sejam elas no trabalho, instituições de ensino e até mesmo em ambientes familiares.


O hábito irregular constante da não utilização de EPIs nas indústrias, tem causado visíveis e variáveis problemas a curto e a longo prazo. Desde os primórdios, é constatado que o homem necessita de algum tipo de proteção, pois muitas vezes o corpo humano é exposto à ambientes impróprios, o que faz surgir a necessidade de que se tenha algum tipo de equipamento que seja viável e utilizável para suprir as suas necessidades básicas. A espécie humana se revela fácil às adaptações. As indústrias , após a Revolução Industrial, aumentaram em muito a sua produtividade, e a mão-de-obra artesanal foi substituída por maquinários que positivamente acrescentaram em qualidade, acabamento e tempo de atendimento ao cliente. Do ponto de vista humano, acrescentou-se tecnologia, porém, se viu degradada a qualidade de vida dos funcionários que ainda, por muitas vezes, são submetidos a transtornos irreversíveis em sua saúde. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA Os problemas na audição de um profissional devem ser vistos com

seriedade pelas autoridades, por profissionais técnicos de desenvolvimento dos produtos específicos, pelos próprios usuários que necessitam de disciplina e conscientização e também pelos designers. Estes últimos, de forma dinâmica, inovadora e visionária, podem atribuir respectivamente ,flexibilidade, interesse e bem estar tanto aos usuários e patrocinadores (empresário), quanto ao meio ambiente, que necessita de materiais renováveis e de pessoas que visualizam o futuro. Os aparelhos auriculares, hoje, dentro das indústrias, são de suma importância pelo número elevado de ruídos que vão de simples pancadas até barulhos de maquinários complexos. O grande problema da não utilização do equipamento de proteção auricular pode acarretar em alguns danos como: - Dores de ouvido constantes; - Inflamações internas geradas por resíduos; - Perca de audição gradativamente; Ou seja, o acarretamento de fatores que vão do mais simples até os mais complexos, são gerados unicamente por uma falta de atitude. A conscientização de um profissional visa o seu próprio futuro, pois estaria

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PROBLEMATIZAÇÃO

IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA


OBJETIVO

garantindo mais a frente, o valor impagável de uma vida saudável. O estímulo visual de um produto é o que leva o usuário a obtê-lo, porém, seu conforto e prazer é o que leva o mesmo material a permanecer em uso. OBJETIVO O objetivo do projeto é tornar mais eficaz e agradável, respectivamente, a implantação e utilização dos EPIs (Equipamento de Proteção Individual) nas indústrias, proporcionando saúde, materiais naturais e eficazes, conforto, bem estar e responsabilidade social de ambas as partes, empresa / colaboradores. Com isso, leva-se o conceito de sustentabilidade e conhecimentos específicos sobre o assunto, aos setores de saúde e educação. Com um design diferenciado, o produto irá trabalhar no estímulo visual dos funcionários, e este estímulo conseqüentemente, possibilitando o conforto em sua utilização. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Responsabilidade social; • Conceito sustentável a conhecimento de todos; • Saúde e qualidade de vida; • Educação e conscientização; • Utilização de materiais naturais, biodegradáveis; • Restaurar o estímulo dos funcionários em utilizar EPIs • Dar ênfase à importância e benefícios de seus usos;

HISTÓRIA E A EVOULAÇÃO DOS EPIS Desde os tempos antigos, o ser humano busca proteção individual diretamente e indiretamente, sempre guiados pelos seus instintos. Os primeiros equipamentos de proteção foram registrados já na época das cavernas, quando os primatas utilizavam roupas de pele de animais para se protegerem dos climas severos e de ferramentas e armas que os protegiam em diversas situações de perigo.

FIGURA 1: ROUPA DE PELE DE ANIMAIS

FIGURA 2: FERRAMENTAS PRÉ-HISTÓRICAS

Na idade média, os cavaleiros medievais utilizavam armaduras normalmente feitas de ferro, que

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FIGURA 3: CAVALEIRO MEDIEVAL

A Revolução Industrial (século XVIII), a primeira e a segunda guerra mundial são fatores influenciadores na evolução dos EPIs, contribuindo até hoje para a evolução do produto.

FIGURA 4: REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Na totalidade dos trabalhos executados na antiguidade, o desenvolvimento era feito manualmente, uma prática que é identificada até hoje em muitos processos produtivos. Hipócrates (377 a.C) considerado por muitos como o "pai da medicina”, descreve em suas escrituras, que antes mesmo do nascimento de Cristo, relatavam-se a existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Por meio da história, e relatos de estudiosos antigos, identificam-se problemas em áreas especificas na saúde dos trabalhadores, como, envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco, doenças ocupacionais, asma, intoxicações, enfim, tudo isso acarretando desde o princípio até os dias atuais em problemas sérios na saúde humana. A mão de obra desqualificada, a falta de conhecimento e a falta de profissionais específicos da área de saúde no local de trabalho, proporcionam problemas sérios que podem variar em curto prazo (cortes, quedas, dores) e a longo prazo (doenças prejudiciais que interferem no desenvolvimento humano durante dias,

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HISTÓRIA

envolviam o corpo todo a fim de se protegerem de lanças e espadas inimigas. Os materiais nos primórdios eram rústicos e pesados, porém, atendiam as necessidades do povo que as utilizavam. Com a evolução da humanidade, muitas alterações foram visíveis, e percorrem atualmente por um caminho cada vez mais tecnológico e complexo, levando-se em consideração a fabricação dos materiais.


HISTÓRIA

meses ou até anos). Os problemas ocorridos antigamente são simples de serem conceituados e concluídos atualmente, pois a evolução do nível de sabedoria humana atualmente é maior que o nível daqueles trabalhadores e empregadores de antigamente, por falta de informação e por não existir ainda essa tecnologia de hoje. Com a Revolução Industrial (Século XVIII), os problemas antigos com animais selvagens, climas adversos e manuseio inadequado de ferramentas, são deixados pra trás e são substituídos por máquinas que surgem para colaborar, apesar de deixar alguns conceitos a serem obedecidos: • Proteção e saúde; • Conhecimento e qualificação; • Conscientização; Com a introdução da máquina a vapor, e a indústria encaminhando-se para as grandes cidades, onde haviam abundante mão-de-obra,os trabalhadores foram obrigados a se sujeitar a condições inóspitas, como o calor excessivo, falta de ventilação e umidade, que advinham do fato de as fábricas serem adaptadas em galpões improvisados. As "modernas" máquinas inevitavelmente ofereciam riscos, e esses riscos começaram a causar conseqüências até mesmo a órgãos governamentais, que exigiam condições justas a saúde do operador.

FIGURA 5: MOTOR A VAPOR

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Não existiam restrições nas empresas no quesito idade, pois não era proibido o trabalho infantil, o que aumentava ainda mais o risco de problemas no ambiente profissional , que deve ser um local que tenha qualificações específicas as adequadas a cada tipo de trabalhador. O ruído causado em ambientes fechados de trabalho excediam os limites, e as horas ilimitadas favoreciam o acarretamento de elevados índices de acidentes e moléstias profissionais. O índice de mortalidade entre os trabalhadores entrou em evidência, pois, inocentes profissionais eram massacrados e submetidos a condições adversas nas fábricas e minas que tinham climas insuportáveis devido ao calor, gases e poeiras.

FIGURA 6: INDÚSTRIAS

Com o passar dos anos e dos fatos, a legislação foi se alterando até chegar a teoria do risco social, onde o trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade, devendo essa, amparar a vítima do acidente. A Revolução Industrial no Brasil chegou por volta de 1930, e mesmo com certa "experiência" vinda da Revolução Européia, não se livrou dos problemas iniciais obtidos no “velho mundo”, tendo que passar por todos as etapas também.


Em 1943, foi assinado o Decreto que aprovou a Consolidação das Leis do Trabalho, cujo capítulo V, refere-se à Segurança e Medicina do Trabalho (Lei nº5452). Em 22 de dezembro de 1977, surge a Lei que altera o capítulo V, Titulo II, da ANO

MASSA SEGURADA

TÍPICOS

DE TRAJETO

DOENÇAS

TOTAL

ÓBITOS

TOTAL

TABELA 1: ACIDENTES ANUAIS

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HISTÓRIA

FIGURA 7: INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

Consolidação das Leis do Trabalho sendo posteriormente regulamentada pelas normas regulamentadoras da portaria nº 3.214 de 8 de junho de 1978. Em 1970, 40 anos depois do início da revolução, o Brasil já era o campeão de acidentes no local de trabalho, o que já identificava através de parâmetros, que ambas as partes (indústria funcionários) precisavam ser reeducados no quesito segurança e saúde. Essa estatística sombria foi se modificando com a ajuda conjunta de trabalhadores, empresários, técnicos e governo, que começaram a enxergar através da conscientização de todos que o país poderia obter um futuro promissor neste aspecto.


HISTÓRIA

Outro fator importante e ao mesmo tempo preocupante segundo a Segurança e Saúde Ocupacional é que as guerras mundiais contribuíram e contribuem em muito para a evolução dos EPIs, como justifica João Aprile, diretor da ABS - Agência Brasil de Segurança, "A guerra traz consigo a emergência em descobrir novos mecanismos que sirvam não só para descobrir o inimigo, mas que, principalmente, prolonguem a vida humana, uma vez que ela é a principal peça neste cenário". A guerra também trouxe à consciência humana a importância de utilizar proteção individual, fazendo com que a questão preventiva fosse priorizada.

FIGURA 8: REPRESENTAÇÃO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A utilização dos EPIs no Brasil começou por volta dos anos 40 e 50, sendo em sua maior parte, importado da Europa. Um grande problema além da importação do produto é sua não utilização e adaptação, o que faz este fato ser um dos maiores problemas hoje em dia dentro das indústrias. Registros históricos relatam que provavelmente, a segurança individual no Brasil iniciou-se com os vaqueiros nordestinos que utilizavam casaco, chapéu, botas e luvas de couro.

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FIGURA 9: CHAPÉU DE COURO

A evolução do uso de EPI no Brasil ocorreu pelo fato de muitas empresas multinacionais se instalarem no país, trazendo além de conhecimento, novas tecnologias e metodologias de utilização do equipamento. É de importância inquestionável que a utilização do EPI contenha conscientização dos funcionários e disponibilização do equipamento por parte da empresa, gerando um ciclo constante de ambas as partes. A C.A (Certificado de Aprovação) dos EPIs é um documento importante contido na segurança do trabalho. S e g u n d o o A r t i g o d a C LT (Consolidação das Leis do Trabalho), o equipamento de proteção só poderá ser vendido ou utilizado com a indicação do CA do Ministério do Trabalho e Emprego, que possui uma rede de laboratórios que disponibiliza testes avançados de ensaios em EPIs. Há uma fiscalização através de auditores que pode ocorrer a qualquer momento, podendo apreender EPIs para novos testes, visando conferir se os equipamentos continuam mantendo as mesmas qualidades apresentadas anteriormente. As empresas clientes que fazem uso de EPIs também podem periodicamente fazer testes de qualidade, buscando melhorias e informações breves daquilo que está sendo consumido.


O conceito sustentabilidade está ligado aos aspectos econômicos, sociais e ambientais de uma sociedade. Fazendo uma relação entre produtos comuns e produtos sustentáveis, podemos encontrar alguns pontos importantes que os diferenciam em sua utilização. De acordo com Ezio Manzini e Carlos Vezzoli - O Desenvolvimento de Produtos Sustentáveis - Os requisitos ambientais dos produtos industriais (2005), o projeto para ser sustentável, deve diminuir proporcionalmente os danos excessivos dos termos acima (econômicos, sociais e ambientais) em 90%, adequando-se a um grupo de produtos que agregam melhorias gerais ao meio ambiente, nos gastos em seu desenvolvimento e consumo, e na qualidade de vida.

FIGURA 10: PRODUTO SUSTENTÁVEL FICTÍCIO

Algumas características de produtos sustentáveis são: • Diminuição nos gastos de materiais; • Economia de energia; • Planejamento de descarte; • Satisfação social; • Materiais renováveis; O produto sustentável atende de forma geral as necessidades requeridas pelo cliente, com coerência e exatidão, visualizando o processo num todo. O documentário Home de Yann ArthusBertrand (2009) relata a vida na terra desde o princípio até os dias atuais, onde há um desequilíbrio ecológico elevado causado pelas inconseqüentes ações dos seres humanos. O filme passa uma visão ampla de um mundo que precisa ser restaurado e uma boa alternativa para a resolução deste problema é o ser humano atribuir em seus instintos impensáveis o conceito de habilidade.

FIGURA 11: VENTILADOR ECOEFICIENTE

FIGURA 12 E 13: TERRA E PRAIA

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SUSTENTABILIDADE

CAPACIDADE DE SER SUSTENTAVEL


segurança do trabalho

Entende-se por segurança do trabalho, um conjunto de medidas adotadas que visam minimizar o número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, protegendo a integridade do profissional atuante tornando-o mais capacitado para efetuar suas funções. São elementos estudados da segurança do trabalho: • Introdução a segurança; • Higiene e medicina; • Prevenção e controle de riscos em máquinas; • Equipamentos e instalações; • Estudo de ambientes; • Doenças; • Proteção do meio ambiente; • Ergonomia e iluminação; • Comunicação; Todos estes processos são realizados por uma equipe especializada de trabalho, que atende as necessidades de uma determinada empresa. A equipe de trabalho pode ser composta por: • Técnico de Segurança do Trabalho (CBO 0-39.45); • Engenheiro (CBO 0-28.40); - Médico (CBO - 0-61.22);

FIGURA 14: SEGURANÇA DO TRABALHO

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• Médico (CBO - 0-61.22); • Enfermeiro (CBO - 0-71.40); CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) - Documento normalizador Estes profissionais formam o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho). Além dos profissionais especializados, a empresa pode constituir-se de uma e q u i p e i n t e r n a c h a m a d a C I PA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), que se unem a fim de gerar melhorias e conscientização dos demais funcionários compostos pela empresa. A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. Dentro de uma empresa podem existir normas específicas exigidas aos funcionários, e o não cumprimento do solicitado pode acarretar em punições, e uma dessas normas é a utilização obrigatória de EPIs. Na área de segurança de trabalho, existem setores que exigem maior atenção a utilização de determinados equipamentos.

FIGURA 15: CAPACETE


TABELA 2: UTILIZAÇÃO DE EPIs

protetor auricular Ruído e vibração - Como fator de O aparelho de proteção auricular, é um poluição é um dos elementos de maior equipamento de segurança projetado freqüência no meio industrial. para ser utilizado no canal auditivo externo, protegendo-o de altas vibrações, entrada de água e vento excessivo. É geralmente utilizado por trabalhadores de indústria que estão expostos a barulhos de máquinas por longos períodos de tempo. Os protetores são classificados com níveis de redução de ruídos (NRRs Noise Reduction Rates, ou SNR na União Européia), que possibilita proteção conforme o nível de decibéis ao qual o individuo estará exposto. Os protetores auriculares geralmente FIGURA 16: RUÍDO

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PROTETOR AURICULAR

são feitos de material polímero, cilíndrico e macio que se encaixam no ouvido do usuário e são conectados a uma corda. Podem ser fixados no capacete ou local específico que não os deixem entrar em contato com a superfície. Esses protetores possuem uma atenuação que gira em torno de 21 dB NRRsf, e seu valor comercial é de aproximadamente R$ 1,80. Existem também os abafadores que são mais robustos e caros, pois possuem uma atenuação de 24 dB, e contêm um material externo de plástico dúctil e envolvido internamente por uma espuma que abafa os ruídos. Seu valor é de aproximadamente R$ 117,00.

FIGURA 18: GRÁFICO

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Ambos os protetores possuem pontos que os tornam inutilizáveis em algumas fábricas que obrigam o seu uso. O que mais se questiona é o incômodo causado por ambos. Conforme pesquisa feita (FIG.18) em uma fundição que atua na cidade de Araçatuba - SP, o aparelho auricular é o equipamento mais rejeitado entre os EPIs, e o fator principal é o incômodo causado.

FIGURA 17: PROTETORES AURICULARES


Conforme o gráfico (figura 18) da pesquisa feita em uma fundição que atua na cidade de Araçatuba - SP, o aparelho auricular é o equipamento mais rejeitado entre os EPIs, e o fator principal é o incômodo causado.

audição

TABELA 3: NÍVEIS DE RUÍDOS

FIGURA 19: SISTEMA AUDITIVO

A perda auditiva temporária ou permanente pode ser resultada pela exposição do ouvido a ruídos intensos. Alguns aspectos podem tornar estes problemas mais reais nas indústrias como: intensidade, duração da freqüência e duração da exposição do indivíduo ao ruído.

A perda auditiva gera muitos problemas na vida de um ser humano, que fica isento de um relacionamento necessário com o mundo sonoro. Um exemplo de necessidade vivida por todos é a comunicação, e a fala é uma ferramenta essencial utilizada por meio de diversas mídias para apresentar notÍcias, evoluções, conceitos, novas tecnologias, enfim, tudo isso familiarizando o público com o cotidiano. A escola é um meio fundamental, e o ensino é baseado entre o contato direto

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AUDIÇÃO

e indireto dos professores e alunos. Generalizando os conceitos, pode-se constatar que o mundo depende do som. Muito se fala em melhores condições daqueles que são desfavorecidos fisicamente, porém, pouco se faz. Por meio de pesquisas verifica-se que falta professores especializados que agregam condições propícias aos alunos com deficiência auditiva. Segundo pesquisa acadêmica (A inserção do aluno surdo no ensino regular - visão de um grupo de profes-

sores do estado do Paraná), a maior causa das dificuldades dos alunos surdos é a falta de preparo dos professores. Avaliando a importância e a complexidade da audição na vida dos seres humanos, tem-se como definição que o processo inconsciente das pessoas com relação a saúde gera danos que são generalizados, trazendo malefícios não somente a saúde, mais no estímulo que implica no desenvolvimento pessoal.

TABELA 4: DIFICULDADE DOS DEFICIENTES PÚBLICOS

METODOLOGIA DO PROJETO O nível de conhecimento conquistado por um ser humano é resultado de um interesse pessoal por informações úteis que agregaram valores futuros ou simultâneos. A metodologia utilizada no desenvolvimento do projeto foi baseada em informações por meio de livros, artigos e vídeos que transmitiram complementações importantes do tema sustentabilidade. Algumas áreas específicas visualizadas desde o início foram voltadas ao consumo de água,

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alimentos em geral e produtos eletrônicos, trazendo características pertinentes e acrescentáveis ao estilo de vida dos seres humanos. Após o entendimento dos problemas existentes na sociedade que evoluíram e evoluem sem que todas as pessoas percebam e se conscientizem, foi identificado em uma Fundição um fato problemático que acrescenta malefícios complexos aquela localização. O problema tratava-se de resíduos de Classe II que causava aos funcionários problemas com respiração


LISTA DE REQUISITOS • O produto irá atender as indústrias cujas intensidades sonoras podem afetar a audição; • Utilizar materiais naturais, maleáveis e flexíveis; • Reduzir e facilitar o processo de fabricação; • Design personalizado e funcional; • Estimular a utilização do produto com elementos inovadores; • Transmitir conhecimentos da importância em utilizar EPI; • Envolver o público alvo ao conceito sustentável; • Disseminar o tema sustentabilidade em campos distintos ao local central de utilização através dos usuários e fornecedores do produto; • Transparecer a importância de uma saúde vigorosa a longo prazo; • Acoplar ao produto um modo específico de utilização que envolva higiene e conforto; • Tornar o produto agradável e essencial ao local de trabalho familiarizando-o ao usuário; • Praticidade; • Produto econômico; • Seguro; • Ergonômico;

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METODOLOGIA DO PROJETO

e altos barulhos por meio das máquinas. Lobach (2000) afirma que o processo do Design é tanto um processo criativo como um processo de solução de problemas, tornando o projeto industrial algo que satisfaça as necessidades humanas de uma forma prolongada e duradoura. Através de informações pertinentes recolhidas na etapa inicial do projeto, foi definido que a área de atuação do produto estaria centralizada à utilização de EPIs nas fábricas, a fim de solucionarem os problemas expostos aos colaboradores daquele setor. Bruno Munari (Das coisas nascem coisas – 2011) identifica as etapas de uma metodologia como: Definição do problema (DP), componentes do problema (CP), coleta de dados (CD), análise de dados (AD), criatividade (C), m a t e r i a i s e t e c n o l o g i a s ( M T, experimentação (E), modelo (M), verificação (V). Seguindo as etapas de forma assídua, havendo junções entre conceitos técnicos de metodologias distintas, o produto foi estudado, desenvolvido e testado a fim de gerar credibilidade no projeto. De forma consciente, o produto definido foi analisado e estudado a níveis históricos, técnicos e de utilização pessoal. Por meio dos problemas principais, os tópicos requeridos foram levantados e as características do projeto final foram textualizadas por meio de uma lista de requisitos, concluindo-se que os estímulos visuais podem alterar a popularidade cultural do produto de forma construtiva e positiva na área de saúde e segurança, tornando o ambiente de trabalho consciente e sem opressões relevantes.


INDÚSTRIA SUSTENTÁVEL

A conscientização de uma indústria que visa o “sustentável” vai além do ecológico, percorrendo por caminhos lucrativos, no sentido econômico e consciente no sentido social. A utilização de materiais a principio descartáveis, tanto na confecção de produtos quanto no desenvolvimento estrutural de uma empresa, viabiliza de forma significativa benefícios viáveis quando analisados incessantemente no desenvolvimento inicial do projeto. Quando analisados de forma pertinente, o desenvolvimento de projetos sustentáveis agregam consideravelmente características positivas ao contexto de uma empresa, como: adequação e utilização de matéria-prima a principio descartável, energia inteligente, desenvolvimento social / consciente dos funcionários, diminuição de custos por meio de inovações que fazem a diferença, enfim, tudo isso consolidando um conteúdo saudável as empresas ou organizações dispostas a um desenvolvimento diferenciado. UMA INDÚSTRIA INOVADORA

Visualizando o futuro com projetos inovadores e dinâmicos, a indústria foi projetada com areia de fundição na fabricação de concreto, argamassa e tijolos, que naturalmente após determinado tempo de uso é descartada em aterros sanitários apropriados. Trabalhos de resistência mecânica, permeabilidade, absorção, durabilidade, entre outros, são fatores primordiais para o andamento coerente do projeto entre o teórico / provável e o prático realizado.

FIGURA 20: CAIXA DE MOLDAGEM

Adequando-se nas adversidades Devido a economia global ser muitas vezes instável, as indústrias passam por etapas desequilibradas no decorrer de sua história. Sendo assim, a inovação e a transformação inteligente de matérias isoladas em produtos úteis tornam-se características fundamentais no desenvolvimento estrutural / físico de uma empresa. Porém, tudo isso necessita de uma idéia, um desenvolvimento e um planejamento visionário e coeso, além de grandes investimentos.

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FIGURA 21: AREIA DE FUNDIÇÃO


fotovoltaicas. O procedimento utilizado e as necessidades de equipamentos são: módulos solares fotovoltaicos, baterias, controladores de carga, inversores e bomba hidráulica. Tudo isso gerando energia confiável, limpa e sem interferências externas. Além de utilização de LED na iluminação dos escritórios que consomem 76% menos de energia. Os locais de trabalho são arejados e com áreas verdes em contato com os locais mais fechados, além de grandes janelas de vidro dando maior campo de visão aos profissionais internos. A conscientização profissional é ponto forte dentro de uma indústria que visa qualidade de vida dos colaboradores, e dentre os fatores éticos e procedimentos de trabalho contidos na indústria estão: transmissão de conhecimento sustentável aos profissionais que vão além do local de

FIGURA 22: SISTEMA INDUSTRIAL

FIGURA 23: TELHADO SOLAR

FIGURA 24 E 25: CAPTAÇÃO SOLAR E SALA DE TRABALHO

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INDÚSTRIA SUSTENTÁVEL

Os benefícios da energia inteligente são abordados em coleta de água da chuva, com equipamento apropriado que capta, filtra, armazena e encaminha a água para o setor produtivo onde é utilizada em máquinas, lavatórios, limpezas periódicas, enfim, colaborando ecologicamente e economicamente ao local. A utilização de aquecedor solar está diretamente ligada ao aquecimento da água que dissolve a matéria prima (poupa de celulose) de um determinado produto descartado, fazendo com que possa novamente ser moldada para fabricação de um novo produto final, além de outros fatores de necessidades industriais, o benefício deste artifício é a economia com gasto de energia. A complementação de energia elétrica é gerada diretamente (por um processo de conversão) através de células


INDÚSTRIA SUSTENTÁVEL

conhecimento de processos de fabricação que se adequam a uma política ecológica, garantia de saúde física proporcionando equipamentos ergonomicamente corretos por meio de uma equipe especializada de desenvolvimento, estímulo a coleta de matéria prima que a princípio seria descartada para ter uma utilização ecoeficiente na empresa, no desenvolvimento do protetor auricular final. As ideias da indústria sustentável vão além de simples conceitos de melhorias com inviabilidade em retornos econômicos (a curto prazo), os gastos iniciais podem acarretar em um futuro flexível de investimentos ainda mais tecnológicos e inovadores, tornando a indústria sem escalas de crescimento do ponto de vista econômico, ecológico e social.

alternativas de projeto Em busca de uma geometria favorável ao usuário do produto, fez-se com que fossem levantadas quatro alternativas de estilização, que viabilizassem os requisitos primordiais do produto. Dentre as alternativas estão: Protetor com haste superior, protetor individual, protetor com haste inferior (nuca) e o plug. Todas as alternativas contêm características próprias, estruturalmente e funcionalmente. Os protetores com haste superior (concha), bastante utilizado nas indústrias, possuem materiais como: ABS, PVC, espuma de poliuretano e aço inoxidável em sua haste, o que interfere na utilização do capacete, tornando-se inviável conforme as pretensões iniciais do projeto. O protetor individual, inexistente no setor industrial, foi relacionado visando inovação e uma estilização inovadora, sua aparência familiariza-se com os aparelhos de deficientes auditivos, e seu ponto negativo é a efetiva fixação

no ouvido, conforme ocorrerem as movimentações bruscas do usuário.. O protetor com haste inferior (nuca) contém uma pressão intensa na haste de ligação entre a concha esquerda e a concha direita, sua estrutura não interfere na utilização do capacete, além de possibilitar movimentos ágeis aos profissionais, não o deslocando. Os plugs mais comuns, simples e menores, são protetores mais funcionais, com pouca estrutura para estilização, porém, tem um método de limpeza e higiene que exige maiores cuidados, por seu contato direto com o canal auditivo. Seu valor é baixo, tornando-o acessível economicamente.

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FIGURA 26: ABAFADOR


FIGURA 28: PROTETOR INTRA-AURICULAR

FIGURA 29: ABAFADOR COM HASTE TRASEIRA

SIMILARES Os produtos similares analisados em seus indeterminados estilos estão contidos em diversos setores de atuação, além de terem funções específicas diferentes entre si, o que permite enquadrar-se como produto de segurança, lazer e até mesmo para melhorias auditivas para surdos.

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ALTERNATIVAS DE PROJETO

FIGURA 27: APARELHO AUDITIVO I


SIMILARES

FIGURA 30: APARELHO AUDITIVO II

FIGURA 31: FONE DE OUVIDO I

FIGURA 32: FONE DE OUVIDO II

FIGURA 33: FONE DE OUVIDO III

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FIGURA 34: ESBOÇO I

ESBOÇOS

CRIATIVIDADE

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ESBOÇOS FIGURA 35: ESBOÇO II

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ESBOÇOS

FIGURA 36: ESBOÇO III

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ESBOÇOS FIGURA 37: ESBOÇO IV

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ESBOÇOS

FIGURA 38: ESBOÇO V

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ESBOÇOS FIGURA 39: ESBOÇO VI

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ESBOÇOS

FIGURA 40: ESBOÇO VII

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MATRIZ DE AVALIAÇÃO

Desenvolvendo-se alternativas, chegou-se à conclusão que dez dentre as alternativas passariam por um processo de avaliação para definição do melhor conceito. O processo de avaliação analisa cinco pontos essenciais onde o produto deve enquadrar-se. São eles: design, conforto, ergonomia, funcionalidade, segurança e praticidade. As notas vão de 1 a 5 para cada requisito, e no final totalizam-se os pontos e define-se a média de cada idéia. Os diferentes conceitos abordados enriquecem a biblioteca de idéias de cada um, uma nova geometria, um posicionamento diferente, um destaque diferenciado, uma texturização nova, enfim, agregam intensamente o desenvolvimento final do produto.

FIGURA 41: MATRIZ DECISÓRIA I

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FIGURA 42: MATRIZ DECISÓRIA II

A elevada carga horária exige equipamentos propícios e confortáveis aos profissionais que se submetem a diversas atividades no seu dia-a-dia. Através de uma pesquisa no setor industrial metalúrgico, relatou-se que grande parte dos usuários de equipamentos de segurança incomodase com a utilização do produto e tem-se como principal motivo o desconforto. Avaliando-se a necessidade de uma estética funcional com atributos ergonômicos, o desenvolvimento do produto viabilizou-se por meio de similares, onde foram analisados os seguintes pontos:

Tamanho da concha e seu devido encaixe: Conforme a diversidade existente entre as orelhas de cada profissional, a concha (abafador) foi desenvolvida em sua parte interna com tamanho que encaixe nas situações adversas, como orelhas consideradas maiores. Sua estrutura externa contém uma dimensão com favorecimento acústico, onde a polpa moldada atenua conforme as necessidades. Diâmetro da haste e sua flexibilidade: o diâmetro da haste fechada é de 120 mm, e quando submetida a um esforço (abertura), seu diâmetro chega a 140 mm, dando flexibilidade no momento

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MATRIZ DE AVALIAÇÃO

ERGONOMIA


ERGONOMIA

em que o produto é posicionado. Essas medidas são coerentes com diversos tamanhos de cabeça, pois a pressão existente por meio do material faz com que o produto repouse no momento em que barra-se a força, porém ao repousar, a tendência do material é fechar, dando assim a pressão necessária para atenuar. ERGONOMIA

QUALIDADE DE VIDA

SOLUÇÕES INDUSTRIAIS FIGURA 43: ERGONOMIA

PRODUTO FINAL - RADIX O protetor auricular sustentável, desenvolvido com materiais naturais que atendem as necessidades industriais, ecológicas e sociais de um modo geral, vem com uma idéia inovadora que viabiliza tecnologia por meio de elementos rústicos funcionais. Em decorrência das necessidades humanas, as inovações por meio de materiais sustentáveis e recicláveis é uma alternativa dinâmica e centrada em objetivos com amplitudes que vão além de um atendimento as necessidades dos clientes (economia) e usuários (funcionalidade), atendendo também as necessidades do planeta e da sociedade, conscientizando a população de que existem melhorias

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convencionais e viáveis por meio de produtos inteligentes. Com design arrojado, o produto é atrativo aos usuários, criando desejo em utilizá-lo visualmente, isso se consolidando através da utilização e conforto proporcionado pelo produto no dia-a-dia. Sua vida útil gira em torno de 3 mês, dependendo do ambiente de trabalho. Após isto, ele é reciclado e seu material é remodelado, gerando novamente um novo produto, com as mesmas características. O nome Radix vem do latim, e significa raiz, demonstrando essência, qualidade de vida e naturalidade.


FIGURA 44: DESENHO TÉCNICO I

DESENHO TÉCNICO

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FIGURA 45: DESENHO TÉCNICO II

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DESENHO TÉCNICO


FIGURA 46: DESENHO TÉCNICO III

DESENHO TÉCNICO

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FIGURA 48: ALMOFADA

REPRESENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL

FIGURA 47: ALMA DE AÇO

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FIGURA 50: HASTE

FIGURA 49: CONCHA

REPRESENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL

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FIGURA 51: PRODUTO FINAL I

REPRESENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL


REPRESENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL

FIGURA 52: PRODUTO FINAL II

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FIGURA 53: PRODUTO FINAL III

REPRESENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL


INFOGRテ:ICO

FIGURA 54: INFOGRテ:ICO

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FICHA TÉCNICA

As restrições e primícias do projeto / produto são importantes durante a sua utilização e armazenamento. Os atos dos profissionais quando irregulares, podem interferir na qualidade e usabilidade do material, porém, a coerência (utilização correta) do usuário quanto às restrições acarretam relativamente de forma positiva no desempenho final do produto (qualidade, duração, enfim). É importante que através de informações técnicas, o consumidor conheça o produto e sua eficiência. No caso dos protetores auriculares, devese verificar a redução estimada de ruídos (atenuação). Instruções de utilização: Após exigência da empresa relacionada à obrigatoriedade e necessidade do produto, o usuário deve por meio de treinamento adequado (conforme exigência da N.R.6 da C.L.T), posicionar o protetor corretamente na cabeça a fim de deixálo fixo sobre os ouvidos, e com a haste na linha da nuca, sem contato com qualquer parte do corpo. Os testes devem ser feitos fora da área industrial, certificando o posicionamento adequado do produto. Ao posicionar o protetor, verificar se há contato da concha com outros objetos, como brincos, colares, a própria haste, enfim, adequando-o para uma utilização coerente e totalmente correta.

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Vida Útil: Em média 3 meses, podendo variar de acordo com o local de trabalho. Peso específico: 360 g. Redução estimada de ruídos: A redução esta diretamente ligada ao local de uso, havendo alterações conforme o nível de ruídos. Valor unitário: R$ 9,80.

MATERIAIS Celulose: Polímero da glicose Os polímeros são compostos químicos cuja massa molecular relativa é elevada, resultante de reações químicas de polimerização. A celulose (polímero de cadeia longa que é composto por um único monômero) é componente estrutural primário das plantas. Pode ser encontrado nas paredes celulares dos seres vivos do reino vegetal. Formada pela união de moléculas através de ligações glicosídicas, a celulose apresenta peso molecular variável, além de ser linear, úmida e fibrosa, esta permitindo sua utilização em diversos setores industriais. A polpa da celulose é obtida por meio de processos industriais, cuja matéria prima é a madeira, onde são obtidos materiais como papel e papelão. Outra característica da polpa é sua utilização no setor químico que a converte em celulóide, explosivos, lubrificantes, enfim. A fabricação da celulose é feita por etapas: • Retirada do córtex da madeira (pinho, eucalipto, etc.), com ou sem água; • Separação das fibras de celulose, por meio de trituração da madeira com


Fibra de coco: Coir ou Caipo A fibra de coco proveniente do mesocarpo (entre a casca verde e o endocarpo) do coco possui características notáveis para o desenvolvimento de um produto. De cada quinze cocos aproximadamente são retirados 1 kg de fibra, que podem ser utilizados em tapetes, vassouras, mantas, vasos, etc., além de poderem ser utilizados em produtos mais complexos como compostos de engenharia, dados seus benefícios como: elasticidade, durabilidade (lagnina), fugicída natural, biodegradabilidade, renovável, versatilidade e baixo custo em relação às fibras sintéticas. A fibra é avermelhada, grosseira e fibrosa, e é constituída basicamente de materiais lagninocelulósicos: celulose (43%), lagnina (45%) e pectina (4,9%).

FIGURA 55: JORNAIS

FIGURA 56: SOFÁ DE JORNAL FIGURA 57: COCO E SUA FIBRA

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MATERIAIS

equipamentos (máquinas) deixando-a umedecida, ou a partir da mescla de madeiras trituradas com produtos químicos em grandes recipientes; • Ou por meio de reciclagem de papéis (Ex.: Jornal); Um dos problemas causados pelo processo é o impacto causado nos bosques, pelo alto número de árvores necessárias para produzir uma determinada quantidade de papel. Porém, isso pode ser resolvido com sistemas de reflorestamento. As características positivas da polpa de celulose moldada são: ductilidade, leveza, separação com água podendo ser reciclada e consequentemente obter redução nos custos, alta resistência, isolamento térmico e acústico, enfim.


MATERIAIS

Aço Inoxidável O aço inoxidável é uma liga de ferro e crômio podendo conter também outros elementos, cujas propriedades físicoquímicas são superiores aos de ligas de aço comuns. Os elementos contidos na liga de aço caracteriza-o com uma excelente resistência a corrosão, além de o material apresentar alta resistência mecânica adequada, facilidade de limpeza, superfície mais lisa com baixa rugosidade, aparência higiênica, inerte, fácil conformação, suporta altas temperaturas, reciclável, entre outras características, que o torna um material mais nobre. Sua utilização divide-se em: Eletrodomésticos, automotores, construção, indústria, enfim. A fundição, dentre os processos de fabricação do aço inox possuem as seguintes características: • Necessidade de massalotagem equivalente ao dimensional e volume da peça, levando-se em consideração sua contração linear de 2,5% e contração volumétrica de 2%; • Utilização de canais refratários equivalentes às necessidades com escalonamento devido; • Temperatura de vazamento 1580°; • Além de outros pontos básicos levando-se em consideração as periculosidades de um processo de fundição. As etapas são definidas no início do projeto, através de desenhos técnicos que informam dimensional da peça. Os fios de aço inoxidáveis produzidos através da trefilação têm as seguintes características: resistência à tração, superfície brilhante, anticorrosivo, resistência a alta temperatura, boa flexibilidade, enfim. Tudo isso o

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tornando propício na estrutura do produto final.

FIGURA 58: PROCESSO DE FUNDIÇÃO

FIGURA 59: PANELA

Poliuretano No Brasil, é produzido 250 mil toneladas de poliuretano anualmente, e este material é utilizado em colchões, móveis, veículos, tecidos, artigos esportivos, enfim. Suas características são: resistência, isolamento, resiliência, maleabilidade e versatilidade, se tornando primordial no projeto.


FABRICAÇÃO O processo de fabricação do produto ocorre em três etapas: preparação dos materiais, armação, moldagem, estufa, embalagem. A preparação da matéria prima ocorre após a coleta do material descartado, sejam jornais ou até mesmo o próprio produto com invalidade e ineficiência após período de utilização. Os jornais, ao serem umedecidos com água morna separam-se formando a polpa que dará isolamento acústico ao material. Com a polpa inicialmente estruturada, é feito a preparação das fibras de coco (fungicida e elasticidade) que ao fundirem complementam-se na eficiência do produto final (compósito). A armação (fio trefilado de aço inox) é modelada com um diâmetro único, que sofrendo esforço e repousando, causa pressão devida às conchas de contato com a cabeça, dando atenuação necessária ao usuário. A moldagem do produto é bipartida, sendo duas etapas de confecção: Etapa 1 e seu conceito estético: A haste de aço é revestida com polpa de

FIGURA 61: RAÍZES

FIGURA 62: FOLHAS

Etapa 2 e seu conceito estético: A concha (abafador), também moldada com polpa de celulose e fibra de coco (umedecida), é produzida através de um molde (macho e fêmea), com suas características estéticas pré-definidas (raios, delineamentos, enfim), ao retirar

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FABRICAÇÃO

FIGURA 60 : BANCO DO CARRO

celulose e fibra de coco (material umedecido), a estilização da mobilidade e dinamicidade ao produto, as hastes curvadas mimeticamente levam os visualizadores a ter uma impressão natural do produto, formas de raiz, sem simetria com uma seção arrojada e diferenciada. Ao término da moldagem, o conjunto é levado a uma estufa onde é aquecido e o formato do pré-produto é consolidado e preparado para a rebarbação e pintura.


FABRICAÇÃO

do molde o pré-produto passa pela dos benefícios da matéria-prima. estufa, e em seguida retira-se as rebarbas preparando-o para a pintura personalizada. Seu formato visualmente da impressão de proteção como as cascas de alguns animais, e também as quebras retas nas quinas o estilizam de forma moderna e arrojada.

COLETA DE MATÉRIA-PRIMA E RECICLAGEM DO PRODUTO

FIGURA 63: TARTARUGA

FIGURA 64: INSETO

Com a pressão da haste sobre a cabeça do usuário, foi acrescida na face de contato do abafador, uma espuma de poliuretano, dando conforto necessário ao profissional durante sua rotina de trabalho. A porcentagem de fibra de coco em relação à polpa de celulose gira em torno de 2%, ou seja, em uma seção de 15 mm da haste (polpa), usa-se mais ou menos 100 fios de fibra, fazendo-se uso

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A coleta de matéria-prima e reciclagem do material ocorre com três materiais distintos contidos no produto: papel, fibra de coco e aço inox. A coleta do jornal ocorre nas casas e empresas que descartam mensalmente o material. Há em cima deste trabalho uma conscientização sobre a importância dos produtos sustentáveis e uma breve síntese sobre o próprio projeto, fazendo um trabalho social de conscientização e reeducação ambiental com os envolvidos. O próprio protetor ao ser descartado é reutilizado, e o processo ocorre com a separação da polpa e da celulose, por meio de água morna, onde a fabricação é refeita e o produto é preparado novamente. A fibra de coco além de ser reutilizada do próprio produto, é captada através de mutirões que coletam coco a fim de passar por um processo de fabricação que separa as fibras, as preparando para utilização no produto final. A reciclagem do aço inoxidável é por meio do próprio produto, que permanecendo no formato original é remontado e utilizado novamente cumprindo as mesmas funções. O poliuretano é reutilizado dos bancos de automóveis, viabilizando material


necessário para o conforto do produto. O sistema de coleta é viável, funcional e educativo, pois agrega valor a política da empresa que vai ainda mais além de uma fabricante de um produto sustentável, passando a ser uma formadora de idéias, conceitos e novos pensamentos tendenciosos ao bem estar geral.

CONCLUSÃO O uso de EPIs é resultado de uma atitude consciente dos trabalhadores. O atendimento às necessidades dos seres humanos é viabilizado por idéias flexíveis, renováveis e inteligentes. O desenvolvimento de pesquisa do projeto possibilita informações históricas, técnicas e práticas de que os aparelhos auriculares são importantes elementos que compõem o desenvolvimento profissional (saúde e segurança) em uma jornada de trabalho. A definição do projeto baseia-se em transmitir aos profissionais industriais o uso consciente dos EPIs, de forma que não resulte em constrangimentos futuros. Os dados analisados resultam em sentimentos que geram estímulos pessoais aos trabalhadores na utilização de equipamentos obrigatórios, ou seja, o produto deve conter elementos diferenciados que embase uma utilização constante. Mesmo com diversos produtos de EPIs no mercado, verifica-se a insatisfação dos usuários em utilizá-los, pois há rejeição em massa que é resultado do incômodo proporcionado pelo produto. Baseando-se nos requisitos de consumo, conclui-se que o projeto do produto, contendo a princípio elementos visuais, podem garantir uma pré-disposição em sua utilização pelos funcionários, essa pré-disposição assegurando um desempenho eficaz que irá consolidar-se com os resultados positivos, que são equivalentes a utilizações constantes do equipamento de proteção individual. A atitude consciente dos funcionários é possibilitada por idéias eficazes desenvolvidas por designes interessados em melhorias contínuas.

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REFERÊNCIA

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GLOSSÁRIO

Atenuação - Perda gradual de intensidade de qualquer tipo de fluxo através de um meio. Diminuição, alívio. Consolidar - Tornar firme, durável, consolidar o prestígio, tornar permanente. Doenças Ocupacionais - Doenças que causam alterações na saúde do trabalhador, provocadas por fatores relacionados com o ambiente de trabalho. Moléstia - Doença, mal-estar, sofrimento físico ou moral, inquietação.

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APÊNDICE

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APÊNDICE


RADI X

PROTETOR AURICULAR SUSTENTÁVEL E SUA CONSCIENTIZAÇÃO INDUSTRIAL

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RADI X

Protetor Auricular Sustentável e Sua Conscientização Industrial  

Projeto Sustentável

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