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Quebrar preconceitos, favorecer a comunicação, a imaginação e a criatividade, ampliar a percepção, proporcionar momentos de reflexão, trocas e novas aprendizagens. A seguir, algumas atividades que possibilitarão ou não, (dependendo da fase, do momento do grupo e das intervenções do facilitador)

alcançar estes

objetivos.

Objetivo: trabalhar papéis e posições dentro do grupo. Primeira etapa O facilitar deverá numerar os sujeitos que se encontram na árvore. Distribuir uma cópia para cada participante. Em seguida solicitar que em silêncio, reflitam por alguns momentos e escolham o seu próprio lugar na “árvore”. (coloque uma música para ancorar a introspecção) Abre-se espaço para aqueles que desejarem compartilhar sua escolha. Faça *perguntas para aprofundar a reflexão e promover insights. A seguir, solicite que os participantes escolham uma pessoa do grupo e posicione-a na árvore. Abre-se para exposições e troca de sentimentos. Algumas sugestões de “Intervenções” (perguntas) que poderão ser utilizadas pelo facilitador em diferentes processamentos grupais:

 O que é mesmo que você está sentindo?  Quero emprestar minha percepção sobre…  O que você está trazendo com esta fala…  Mais alguém no grupo sente como fulana? 2


 Vamos olhar pra além do exercício, da tarefa…  Faz sentido pra vocês o que ela está dizendo?  E o que é escolha para este grupo?  O que ajudaria o grupo neste momento…  A serviço de que o grupo tá enrolando neste…  O que vocês acham que poderia ser diferente? Que mais?  O que o grupo tá dizendo com isso no aqui e agora?  O grupo não qualifica… ou qualifica…  Como é que a gente tá representado….  O que tá por trás disso que você está dizendo? medo, opressão, controle, julgamento, cobrança, denúncia, delação, cooperação, competição, fuga, ataque, angústia, sabotagem…  O grupo tá silencioso ou tenso ou brabo. O que este silêncio tá dizendo? O que está escondido?  Onde estás te refugiando? Do que tens medo?  Por onde mais respinga isso?  Que sentimentos vieram com essa atividade? o que rolou, como vocês se sentiram fazendo essa tarefa?  Que surpresas vieram com esses sentimentos?  O que o grupo tá vendo nesse material? Que escolhas estas peças estão demonstrando, revelando?  É só a fulana que sente isso ou que pensa isso…

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A dinâmica do noote pode apresentar várias conotações e ser adaptada à realidade e ao momento do grupo a ser trabalhado. Neste contexto (CRAS) tem uma conotação de revisão de vida, o que significa olhar para o todo da vida: pontos positivos, aspectos que podem ser revistos, encaminhamentos a curto, médio e em longo prazo… Usamos como recurso a imagem do noote/tablets, sobretudo de alguns de seus aspectos, para entrar num nível mais existencial e profundo de retomada de uma caminhada. (ex: grupo da terceira idade, a sala de aula, a vida familiar, o mundo do trabalho…) Se o foco for trabalhar “revisão de vida”, a atividade oportunizará: a) Pensar, refletir e discernir sobre o que está bom na vida e se deseja continuar. b) Acolher e repensar o que não está bem: deletar, recomeçar, reorientar… c) Buscar forças e elementos para um novo recomeço: elaboração de um projeto de vida Primeira etapa: Sugere-se que o facilitador escreva no quadro branco a palavra noote/tablet e convida os participantes escreverem em volta da palavra, tudo o que esta palavra lhes sugere: sentido, partes, facilidades, perigos… Nesse 1º momento não há qualquer tipo de censura e cada um escreve o que lhe vem a mente. Pode-se colocar uma música. Depois dessa 1ª aproximação, o facilitador pede que os participantes – em duplas ou trios – resumam criativamente td que está escrito. Dá-se um tempo para socialização e reflexão do que foi trazido naquele momento, por aqueles participantes. Segunda etapa: Nesta etapa o facilitador compartilha com o grupo as diversas partes que formam um computador (teclado, processador, memórias, placas de vídeo…) , o que é possível fazer em relação aos textos, internet… A seguir, o coordenador entrega para os

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grupos um afolha com algumas provocações que servirão para disparar os questionamentos, a reflexão, as trocas e as aprendizagens entre os participantes. TECLADO Você recebeu um e-mail| mensagem de alguém interessado em conhecer seu grupo:  O que você escreveria para ele?  O diria das pessoas que fazem parte da história deste grupo?  Que frases sugestivas você teclaria para revelar a essência do seu grupo?

MEMÓRIA

O que o grupo tem arquivado em sua memória, em seu disco rígido?  Quais foram os fatos e as experiências marcantes… as dificuldades enfrentadas, os desafios superados…  O que facilmente consulta e o que esquece ou delta com facilidade? VÍRUS Onde se percebe a entrada de vírus que danifica o funcionamento do “computador” (que é o grupo)?  Quais os tipos de vírus (dar nomes | paralelas, intrigas, conchavos, panelinhas…) que se instalaram e têm um poder destruidor?  O que é necessário fazer para eliminar esses vírus?  Que “antivírus” (proteção) o grupo está disposto a instalar para evitar perdas maiores? RECONFIGURAÇÃO Que aspectos no grupo estão precisando de uma “re-configuração”, isto é de uma retomada?  Onde é preciso repaginar algo?  Aumentar a letra, negritar?  Que atualizações, novos “programas” você precisa instalar?

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INTERNET | REDES SOCIAIS

Como está a conexão do seu grupo com as Redes Sociais? Como está a “velocidade de suas respostas”?  Que aspectos do seu grupo você tem orgulho de compartilhar?  O que você escreveria nesse momento, na “linha do tempo do Facebook” sobre o seu grupo?  Que aspectos do grupo você não gostaria de publicitar na rede?  Quais são os sites, os blogs mais visitados pelo seu grupo?  Quem o seu grupo não costuma “aceitar como amigo”? Justifique  Que fotos o seu grupo costuma compartilhar?  Quem são os “amigos que estão costumeiramente na timeline do seu grupo?  O que desagrada o seu grupo nas redes sociais? DELETAR, SALVAR NUM HD EXTERNO, De tudo que aconteceu em seu grupo e que está em “pastas e arquivos” -, o que você gostaria de:  Excluir definitivamente, pois não ajuda o seu grupo a crescer  O que seria interessante não mexer, nesse momento, por estarem muito bem ou por lhe causarem sofrimento, dor e não levarem a nada?  O que você gostaria de salvar num HD Externo tamanho é o valor e a importância

que

tem

para

seu

grupo?

(atitudes,

aprendizados,

desafios…) Fonte: Canísio Mayer | Consulte Bibliografia

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Material: Jornais, cola, tesoura, folhas A3, folhas de ofício, Pincéis atômicos e estrelas. 1. Momento SENTIR, ESCOLHER E ASSINALAR Espalhar diversas manchetes de jornais no chão, no centro da sala. Solicitar aso participantes que caminhem por entre as páginas de jornais espalhadas . Coloque uma música suave. A seguir, peça que escolham uma manchete. Retornem aos seus lugares e leiam em voz baixa todas as notícias e manchetes... Sublinhem 4 palavras que têm relação direta com o trabalho no CRAS 2. momento: TROCAR, LER E IMAGINAR Após o toque do *“pin”, cada participante passará a sua página de jornal ao vizinho da direita e assim, sucessivamente, até todos terem uma visão sobre o que foi assinalado pelos colegas. *instrumento indiano opcional 3. Momento: SOCIALIZAR, INTERPRETAR E RELACIONAR Converse com seus colegas de grupo sobre as expressões assinaladas... Há expressões idênticas? Há muitas diferenças? O que isto pode significar? Foi fácil achar as palavras? 4. Momento; CRIAR, EXPRESSAR, E PROJETAR A partir das expressões assinaladas, os participantes deverão escrever uma manchete de jornal atraente, chamativa que possa provocar interesse.,, curiosidade dos leitores em conhecer o CRAS. Nessa manchete deverão aparecer as 4 palavras escolhidas e sublinhadas no jornal. A manchete deverá ser escrita numa folha A3. Após todos terem concluído, o facilitador convida os participantes a fazerem um passeio com suas manchetes compartilhando com os demais suas redações, ao som de uma música bem animada. Ao parar a música, conversar com o colega que estiver mais próximo sobre a sua manchete. 8


4. Momento:

COMPARTILHAR, DISCERNIR E ESCOLHER

Retornar ao grupo e compartilhar com os colegas suas manchetes. Após as trocas de percepções, os membros deverão escolher quais são as cinco palavras mais representativas do trabalho realizado no CRAS dentre as XX escolhidas pelos integrantes do grupo. O facilitador entrega uma estrela pra cada grupo e solicita que as 5 palavras eleitas deverão ser escritas em cada uma das cinco pontas de uma estrela. A seguir, o desafio do grupo será criar algum símbolo, sinal, objeto...que amplie o entendimento das palavras escolhidas. No centro da estrela, uma frase, um pensamento que ilustre as palavras.

5. momento:

COMPARTILHAR, ESCUTAR E APRENDER

Apresentação dos grupos com suas produções. Abre-se para debates e alinhamentos. Algumas perguntas para orientar o debate… 

O que mais chamou atenção nas apresentações?

Quais as palavras que mais foram repetidas pelos grupos? O que isto pode significar?

Que palavras não apareceram e que, também, foram importantes no decorrer do trabalho no CRAS?

O que a produção conjunta do grupo está apontando em termos “digitais do trabalho realizado no CRAS”?

Que desejos e motivações foram expressos por meio de palavras?

O facilitador deverá fazer o fechamento assinalando as nuances apresentadas na dinâmica do grupo em relação a atividade executada no CRAS.

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Objetivo: Avaliar e fortalecer os laços afetivos dentro do grupo.

Material necessário: Papel Lumi Color, hidrocores, tesouras, cola, papel pardo a metro, e pincéis atômicos. Descrição da dinâmica: 1. Grupo em círculo, sentado. 2. Dar a cada participante quatro folhas de papel ofício. 3. Solicitar que numa das folhas façam o contorno de uma das mãos e noutra, o de um dos pés. Desenhar nas demais folhas um coração e uma cabeça, respectivamente. 4. Escrever no pé desenhado o que o grupo proporcionou para o seu caminhar. Escrever dentro da mão desenhada o que possui para oferecer ao grupo. No coração, colocar o sentimento em relação ao grupo. Na cabeça, as ideias que surgiram na convivência com o grupo. 5. Formar 4 subgrupos. Cada subgrupo recolhe uma parte do corpo (pés/mãos/coração/cabeça), compartilha as ideias expostas, levantando os pontos comuns. 6. Fazer um painel por subgrupo, utilizando todos os desenhos da parte do corpo que lhe coube, evidenciando os pontos levantados anteriormente, de modo a representar: * com os pés, a caminhada do grupo; * com as mãos, o que o grupo oferece; * com os corações, os sentimentos existentes no grupo; * com as cabeças, as ideias surgidas a partir da convivência grupal. 7. Cada subgrupo apresenta seu painel. 8. Plenário - abre-se para exposição de sentimentos e aprendizagens realizadas. Fonte: Margarida Serrão e Maria C. Baleeiro, ED. FTD, 1999.

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Objetivo: Fazer com que cada um perceba a sua importância dentro do grupo. Material: 8 cartões de aproximadamente 10x10cm, uma caixa de presente, um espelho não muito pequeno e que caiba dentro da caixa.

Desenvolvimento: 1. O facilitador numera os cartões de um lado e do outro escreve o seguinte:

1º=Na caixa há a imagem de alguém muito especial… 2º=Esta pessoa é a mais importante do grupo… 3º=Sem ela o grupo fica vazio, incompleto… 4º=É uma pessoa cheia de qualidades! Ativa, com boa vontade, querida por todos… 5º=É responsável pelo bom desenvolvimento do nosso grupo. Sem ela não estaríamos aqui reunidos… 6º=Resumindo: Esta pessoa é imprescindível para todos nós! 7º=Você já deve saber quem é essa pessoa, não? Sabe, sim!!! 8º=Abra a caixa e veja quem é essa pessoa tão especial!!! 2. Esses cartões devem ser colocados num plano em ordem numérica sendo que o número 8 fique em cima da caixa. As pessoas que forem lendo estarão em fila, e cada um lê um de cada vez para si próprio (não deve deixar que o de trás leia o seu cartão). E apenas uma pessoa por vez olha dentro da caixa.

Comentários: Essa é uma dinâmica muito boa que pode ser acompanhada de um texto para reflexão. As pessoas do grupo se sentem importantes e é válido comentar o que cada um sentiu ao ir lendo os cartões até chegar à caixa.

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2a oficina dinâmica dos grupos final