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Berenice Ribas “Só poesia...” | Revista On-line | Ano II | Número 20 | janeiro 2017 |

Vida com vida em São Miguel do Gostoso - RN.


São Miguel do Gostoso - RN. ...é só poesia...


Editorial

“Nem só poesia...” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira Mas um pedaço de tempo se inicia trazendo oportunidades, novas escolhas, metas a serem cumpridas, olhares novos para antigas realidades! Prefeitos e vereadores assumem seus postos e muitos, como velhas águias, se preocupam em mostrar aos olhos dos munícipes transformações concretas em ruas e prédios, entretanto não apresentam ações concretas para viabilizar, as áreas cruciais de atendimento em nosso país, saúde e educação. Estas não são priorizadas, ficando a mercê de escolhas políticas em detrimento de competência técnica. As pessoas sonham realizar o que não foram capazes no ano anterior, esquecendo-se de que, para qualquer mudança que queiramos operacionalizar, elas iniciam-se dentro de nós, e de nada adianta buscarmos culpados externos, por nossa incompetência existencial! Nós, elaboradores da “Berenice Ribas... Só poesia”, trazemos a oportunidade de leitura, para os que, não conseguiram realiza-lá no decurso da semana; possibilitando assim divulgar reflexões capazes de transformar nosso olhar e nossas ações em prol de nosso aprimoramento pessoal e coletivo. Que saibamos romper nossas amarras, caminhar pelas estradas desconhecidas, nos acolher amorosamente nas adversidades encontradas e com um sorriso de gratidão, agradecermos pelas infinitas possibilidades diárias que nos são ofertadas; onde o sorriso brote pelos afetos e palavras amorosas recebidas, pelo encantamento que sentimos ao nos despirmos de nosso ego e, como crianças nos enveredarmos pela busca das conquistas na simplicidade da vida com vida, coerente com nossos valores de amorosidade, em busca de significar nossa existência. Boa leitura, com carinho amoroso a todos e todas leitores! Revista Berenice Ribas 19

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Berenice Ribas é palestrante, psicóloga e pedagoga www.bereniceribas.com.br

“A vida e o declínio se construindo” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira A infância presenteia-nos com todas as possibilidades de conhecimento, de desbravamento, de oportunizar novos saberes. Disponibiliza-nos novas lentes e como crianças sedentas nos desafiamos a buscar e a realizar nossos sonhos e ao final de cada etapa sorrir e agradecer por termos nos tornado melhores como pessoas!... Isto é a VIDA!. O que fazer diante desta vida que se esvai, dos sonhos que já não existem mais? Do brilho do olhar desafiador que foi substituído pela brancura dos anos e que como criança indefesa “esmola” o afeto, a consideração, o amor? Neste momento independe dos laços construídos ou não, o humano tem que ser privilegiado e a amorosidade expressa em cada ato, cada gesto, para cada fala desconexa que não expressa mais a realidade externa muito menos interna. Fundamental propiciar frente a esta realidade situações mobilizadoras de possibilidades internas capazes de dar conta e encontrar caminhos saudáveis e afetivos para com estes seres que já cumpriram grande parte de sua estada neste mundão e que não podem mais contribuir e simplesmente precisam de cuidados...

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A aurora em São Miguel do Gostoso - RN.

Cuidados esses que muitas vezes não foram capazes de construir, mas como julgar, remetendonos a um passado, se hoje esmolam carinho, afeto e dignidade existencial? Envelhecer deveria ser sinônimo de paz, alegria, dever cumprido e de vida realizada. Mas quantos de nós realmente nos construímos fundamentados na certeza de que: - Um dia precisaríamos de outréns? - Que nossas certezas seriam abaladas? - Que nossas pernas não suportariam o peso de nosso corpo? - Que nossa fala não seria mais elemento de comunicação, transformando-se numa simples possibilidade de expressar raivas e ressentimentos guardados no coração durante uma vida inteira? - Que perderíamos nossa capacidade de decidir e escolher, critérios de excelência da subjetividade humana? Ah! Quantas perdas! Reflito em como minimiza-las conservando o único sabor que realmente significa a vida amorosidade. A amorosidade com quem nada pode nos devolver e ainda “desagradece” nossos feitos se debatendo na angustia interna das impossibilidades! Neste domingo elevo meus pensamentos a DEUS e peço através de uma prece que me habilite de sabedoria e amor para continuar na árdua jornada de conviver e decidir vidas que não são minhas!... São preciosidades divinas em nossas mãos nos proporcionando através delas crescermos, aprendermos e nos tornarmos melhores!... E quicá tenhamos capacidade de nos construirmos solidificando nossa velhice, podendo assim vivencia-la com os olhos esbranquiçados pelo tempo mas com ações prateadas reluzindo sabedoria tornando-nos capazes de iluminar e reconstruir vidas!!! Revista Berenice Ribas 18

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Berenice Ribas é palestrante, psicóloga e pedagoga www.bereniceribas.com.br

“Mudanças... e nós? Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira Alegro-me com o pedaço de tempo que a nossa frente desponta e que com o olhar de criança desbravo as possibilidades mas que, com a sabedoria da maturidade me permito buscar equilíbrio na busca de compreender dissonâncias como possibilidades de vir a ser, privilegiando o aprimoramento espiritual nesta nossa caminhada existencial! E, me percebo ouvindo uma música!... A arte trazendo reflexões...”como nossos pais”, “música de Elis Regina” (imortalizada pela interpretação da Elis, mas, de autoria do Belchior) e que como um “grito de guerra” ousávamos questionar as possíveis mudanças e nos tornarmos diferentes, opositores, construtores da tal liberdade e que ao final percebemos que, as falas nada contemplaram e que as ações sim estavam repletas de atitudes iguais...iguais as por nós contestadas!... A arte de viver e conviver com as mudanças, as diferenças não nos são ensinadas, privilegiadas, muito pelo contrario, à medida que crescemos somos cada vez mais cobrados por uma sociedade que “enquadra” e que constrói pessoas para executar tarefas e representar papéis e então ouso me perguntar: -Onde ficaram guardados os sonhos de felicidade e de alegria? - Onde a vida nos impediu e nos fez perceber que as responsabilidades falam mais alto quando temos seres que de nós dependem? - Por que a vida nos mostra sempre nossos deveres mas quase nunca as possibilidades de alegria e realização plena? E em meio a tantos questionamentos e com a sabedoria dos anos acumulados me permito dizer, que embora a água dos rios corram em direção ao mar e esta realidade seja eterna, nós seres humanos pensantes e sentimentais temos sim a capacidade de mudar o rumo das nossas águas e ate mesmo de faze-las correr em sentido contrario a tudo que aprendemos, rompendo nosso “piloto automático” cotidiano e dando-nos o mimo de carinhosamente construirmos e reconstruirmos o significado existencial que se encontra nos pequenos gestos de amorosidade que podemos compartilhar com as pessoas significativas que escolhemos para o nosso convívio! Que nosso dia seja aprimorado por escolhas de pequenos mimos significantes para nosso existir alegre!


“A vida tem a cor que você pinta” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira Anos atrás...privilegio de convívio com o Pe. Mário Bonatti que carinhosamente andava pelos corredores do UNISAL-Lorena, caminhando entre os alunos e verbalizando convictamente que “a vida tem a cor que você pinta”!!!! Título de um livro seu. A arrogância da juventude conduzia ao questionamento: - Ser humano realmente tem capacidade de “colorir” seu existir ou, se para tal deva realizar escolhas inconsequentes e como criança simplesmente satisfazer seu egocentrismo? Época de muitas buscas, descobertas e a vida humana comparada a de uma libélula, que mesmo alçando voos e conhecendo outras realidades é capaz de retornar e manter suas condições de lançamento neste mundão !!!! Anos transcorridos e a percepção de que o tom de cada dia pode variar do cinza nebuloso ao mais lindo arco-íris!....dependerá exclusivamente da coerência entre os sentires humanos e suas realizações. Sentires esses que não poderão ficar a mercê das exigências do mundo externo e em detrimento dos reais valores humanos que cada ser traz consigo... E como libélula tem a necessidade de alçar voos e realizar-se como gente capaz de “recriar seu mundo”, coerentemente com sua essência dando a beleza do colorido e a variedade de tons que uma vida significada amorosamente merece. Exercendo então sua autotelia e viabilizando a importância da vida ser realmente vivida, curtida e aperfeiçoada! Que o dia de hoje nos possibilite recriarmos e contemplarmos com nossas ações o colorido especial capaz de resgatar a alegria de viver expressada num sorriso franco, fraterno e amoroso!


Berenice Ribas é palestrante, psicóloga e pedagoga www.bereniceribas.com.br

“Minhas filhas” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira Fim de semana e as responsabilidades se esvaem e podemos contemplar e vivenciar o doce sabor de um amor... amor incondicional por filhos e filhas! Mesmo buscando compreender e aceitar que eles vem através de nós, mas que não são nossos, são filhos e filhas da vida!.... O desejo de estar se sobrepuja aos valores que se busca reconstruir aceitando o tão falado e discutido “corte do cordão umbilical”!!! E a alegria expressa em cada gesto, em cada afago preenche de significados e energia aquele cantinho interno que julgamos dominar e acessar em acordo com nossas vontades.... Ledo engano, quando nos imaginamos capazes de permitir que a razão defina os caminhos, pois... o coração fala alto dependendo de um simples abraço e o “cheiro de cada uma delas”, resgata nosso olfato emocional nos trazendo a tona os sabores e dissabores vividos de cada época e a saudade desta construção se faz presente, ora trazendo sorrisos e em outras lágrimas que dão o sabor de existência plena, realizada, de trabalhos cumpridos amorosamente!!!! Sábado de almoço com uma das minhas mais belas realizações, uma de minhas filhas!!! Conversas, brincadeiras, fotos!.. .retorno a seu espaço!... dormir juntinho, abraçadinho como quando criança se percebia assustada ou fragilizada... e eu me julgava a super-herói capaz de trazer, de lhe devolver a paz, e hoje.... cada um se torna responsável por esta conquista!!! Noite de encontrar outra bela criação que já se tornou mãe e também carrega o doce sabor de ser construtora de vidas, de gente! Ah aquele serzinho lindo, sorridente, arteiro e que é capaz de em segundo transformar nossa vida em doçuras, doçuras de amor, de carinho, de afeto!!!


São Miguel do Gostoso - RN. ...simples, assim...

Ah como te amo minha neta querida! Com seu carinho me permite passar horas em um parquinho e como criança sonhar, fantasiar, criar, amar!!! Mas... falta, falta a minha caçulinha querida que me abraça, que trocamos “beijos de nariz”!... E que por razões de tempo e outras demandas não pode compartilhar deste momento. E eu, semana passada, que no momento compartilhado pelas três não pude estar!... Lembro-me de minha mãe, que como uma bela matrona se utilizava dos mais variados recursos para manter sua prole “juntinha”!!! A vida nos oferece os momentos e cabe a nós vive-los guardando-os e eternizando-os na memória e quando as faltas surgirem podermos resgata-los significando nosso existir com as “doces lembranças vividas” dando razões para o coração se encher de alegrias e saber que foi participe desta construção afetuosa de pessoas que jamais o tempo será capaz de destruir os laços afetivos construídos! Amo vocês, que hoje me dão a certeza de que minha vida e as escolhas que fiz foram as melhores e que valeu a pena ter vivido!!!


Berenice Ribas é palestrante, psicóloga e pedagoga www.bereniceribas.com.br

“Tempo” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira Mais um dia para existirmos e menos um no tempo de nossa existência! E a responsabilidade pela grandeza deste “tempo” grita e nos encaminha para viabilizar ações coerentes com os valores que mostram quem somos, ao nos depararmos com o espelho mágico da vida, que não nos poupa de, com sorrisos ou lágrimas, percebermos concretamente quem realmente temos sido e o que temos valorizado! Que o privilegio deste “tempo de hoje” nos permita caminhar com clareza pautado nos mais significativos valores pessoais e humanos na busca de nossa plenitude e através dela da construção de um mundo mais humano e solidário. Que as “horas deste tempo presente” nos permita em cada minuto sermos coerentes com o que realmente somos expressando-as fidedignamente em nosso existir!

São Miguel do Gostoso - RN. ...a beleza intrínseca da natureza...


“Retrospectiva”

Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira

Tenho dedicado um curto espaço de tempo a “retrospectar” minha vida... Os momentos realmente felizes, os que contribui com crescimento alheio e os que posso vir a ter, até destruído sonhos, expectativas, desejos, realizações! Procurei em minha lista de contatos, antigos amigos que o tempo impossibilita de encontrar, mas que foram capazes de permear minha vida com seus alentos e sabedoria...pessoas que passaram e por algum motivo fiz questão de conservar... outros que embora registrados, de registro humanizado nada me deixaram....ah doces marcas do tempo que marcam nossas expressões físicas e no espelho da vida concretamente nos oferece a doce possibilidade de rever, reconstruir, reorganizar, e porque não “revalorar” os sentimentos com as nossas doces possibilidades de vir a ser, independente dos anos acumulados e como criança saborear a procura por novas descobertas, realizações, alegrias, enfim a plenitude existencial que independe dos bens acumulados, das construções realizadas, dos cargos ocupados, de uma vida muito bem aceita socialmente!... Mas que em muitas vezes traz em seu cerne apenas o sabor de ser gente em algumas áreas e o vazio em outras por uma simples incompetência existencial permeada pelo medo, descrença e limitações!... Que neste amanhecer divino os seres humanos possam iluminarem-se de sabedoria e com a curiosidade de uma criança buscar, com a irreverência do adolescente realizar, com a maturidade do adulto avaliar e com a flexibilidade dos anos vividos, perceber que o tempo e as pessoas capazes de propiciar alegria e contentamento nas relações também se esvaem com a mesma rapidez , igualzinho ao tempo desfrutado com pessoas queridas que horas transcorrem como se minutos fossem! Conclusão óbvia, meus amigos de jornada: - Nosso tempo precisa ser priorizado e desfrutado com pessoas significativas! O tempo urge e nossa única certeza é a certeza de que nascemos para sermos felizes, alegres, realizados, plenos nesta breve passagem de aprimoramento que aqui nos encontramos!

Berenice Ribas “Só poesia...”


Berenice Ribas é palestrante, psicóloga e pedagoga www.bereniceribas.com.br

“Vida significa... o sim e o não”

Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira A madrugada sempre foi companheira de belos e maus pensamentos! A dualidade do ser humano contemplando os sentimentos de ódio e amor , expressam apenas os instintos de morte e vida presentes em nosso interno desde que nascemos e onde gradativamente durante nossa existência vamos nos construindo e desconstruindo e nos tornando melhores ou piores nesta nossa caminhada existencial! Instintos de ódio e amor presentes nas ações cotidianas, expressão dual que visa a preservação da vida, em sua forma mais primária de desenvolvimento humano, baseando-se apenas nas expressões instintivas. E as interrogações me absorvem e avalio como evoluirmos alimentando o lado instintivo da amorosidade contrapondo-se ao ódio, emoção necessária de expressão mais que ,se não trabalhada internamente perde sua função preservativa e passa a ser destrutiva em nosso existir. Avalio em minha pouca sapiência que nosso dever existencial é o de transpormos estes conceitos para o sim e o não, fundamentais para a construção da humanidade. Nos sim, a amorosidade e nos não os limites necessários para a construção de personalidades resilientes as adversidades que a vida nos oferece para aprimorarmos nosso existir! Com esta percepção os “conceitos frios e racionais” ganham significados e validam a possibilidade de nos construirmos mais eficazes nas ações alimentando o lado capaz de construir, de amorosamente enfrentar os nãos que a vida nos coloca sem o ódio que nos cega, demonstrando que a adversidade é uma possibilidade de vir a ser e que deve ser vivida e que certamente aprimorara nosso existir. “Aprender a enfrentar as incertezas” é uma habilidade descrita em um livro de Edgar Morin, no qual pontuava saberes necessários para educação de transição de século....hoje já estamos no “novo século” e não desenvolvemos habilidades e competências essências para este novo momento histórico!... Portanto é fundamental aprendermos a enfrentar as incertezas, fundamentadas nos valores universais e com a certeza da amorosidade em cada gesto, permeada pelos nãos construtivos , quando se fizerem necessários!... Que nestes minutos que viveremos no decurso deste dia que as incertezas nos possibilite construir certezas humanizadas trazendo-nos alegria existencial.


“Pequenos detalhes... grandes edificações!” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira São os detalhes que proporcionam as grandes diferenças nas construções arquitetônicas, mas também nas existenciais! Uma casa mostrando sua fortaleza com o poder de durabilidade do concreto versus a singeleza das flores colorindo o jardim que carinhosamente transporta os seres humanos para seus mais recônditos espaços internos . A transposição para a existência é singular mesmo! Nos mostramos como seres de concreto, fortes, inquebráveis, maravilhosamente resistentes mas nos curvamos ao receber o gesto amoroso de um carinho, de uma flor, de um afago... e, como seres adestrados por uma cultura de poder e domínio não nos permitimos deixar ser! E humanamente existir evidenciando a amorosidade, estado impar de possibilidades construtivas e que ironicamente aprendemos que mostrar sentimentos é estar vulnerável, portanto extremamente perigoso! Alguém pode nos roubar de nós mesmos e nos submeter ao seu jugo e então pergunto: - Quantas vezes já nos submetemos ao jugo do poder e representando nossos papeis nos alienamos abdicando de nossos mais respeitosos valores? E a sociedade ainda coloca tapetes e aplausos para nossos passos. E nosso interno, aguarda o próximo capitulo para verificar quem ganhará, se os valores corrompidos de uma sociedade de consumo ou os valores humanitários e amorosos imprescindíveis a um existir humano pleno, feliz e de qualidade existencial. Quiçá nosso dia que se inicia transbordando de possibilidades nos capacite a escolher a singeleza das flores permeada com a fortaleza do concreto nos dando a segurança para caminhar em terra firme possibilitando sabedoria para escolher entre sentimento e razão nas ações deste dia resplandecente!


Berenice Ribas é palestrante, psicóloga e pedagoga www.bereniceribas.com.br

“Construindo

significados existenciais!”

Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira

Nós humanos vivemos como se fossemos eternos!.... Não paramos para valorizar e descobrir o doce sabor de eternizar cada minuto, como se estes fossem últimos em nosso existir! Um turbilhão de interrogações se fazem presentes em meu pensamento, nesta madrugada, e então me pergunto: Quantas vezes priorizei o tempo para estar e ouvir pessoas queridas? Quantos momentos me permiti abandonar responsabilidades em prol de convívio e de umas boas gargalhadas? Quantos vezes deixei o tempo passar e em ócio saudável priorizar humanidades? Quantas vezes fui capaz de parar o “piloto automático” das responsabilidades e com olhos humanizados pela amorosidade ver meus semelhantes? Quantas vezes fui capaz de chamar um ser humano significativo em meu existir e tomar um café num dia chuvoso? E, em meio a utilização excessiva do advérbio “quantas” e “quantos” percebo meu caminhar recheado de responsabilidades, mas de pouco tempo dedicado a construir o real significado existencial em minha e na vida de pessoas queridas.... Ah doce sabor de conversas com pessoas de épocas e valores diferentes, que num curto espaço de tempo nos conduz a realidades vividas de muitos anos atrás! A sabedoria destes seres nos mostrando a grandeza do envelhecer dignamente!.Os sorrisos despontados em meio as rugas, evidenciando as “travessuras” da juventude!... O como um simples café é capaz de significar uma tarde chuvosa trazendo boas lembranças e revitalizando nossa existência!.... Constato a importância dos encontros familiares, amorosos, fraternais e respeitando esta constatação convido a todos a oportunizar encontros!.... São através deles que concretizamos a certeza de que não somos eternos aqui....E aprendemos a conviver com a incerteza do existir humano, que pode se findar a qualquer minuto, e nos negar a possibilidade de estarmos com quem amamos....E nos encontros vividos a eternidade registrada pela memória e o presente eterno da amorosidade vivida permanecerá como marca indelével em nossas vidas! Propiciará nos momentos de perdas e adversidades a alegria de se ter saudade! Saudade de um convívio que não mais teremos mas que esta guardado no “baú de memórias” , com possibilidades de desfruta-lá a qualquer tempo, deixando as emoções fluírem com a certeza da finitude da vida, mas que se vivida amorosamente se eterniza na nossa memória! Que este dia nos proporcione a grandeza de realizarmos um encontro.... Objetivando que as marcas de afetividade se eternizem, amenizando assim a brevidade do existir humano e construindo significados eternos em nossas vidas!


“Refletindo o significado de dissonância... escolhi a cognitiva” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira “A dissonância cognitiva é uma incoerência ou contradição entre a maneira que o ser humano age e a maneira que o mesmo pensa. Sendo assim, pode-se dizer que a dissonância é a distância entre o que uma pessoa considera correto fazer e o que a mesma faz, de fato. Por exemplo, a maioria das pessoas considera justa e correta a convenção social de que o lixo não deve ser colocado no chão e sim em lixeiras. No entanto, não é raro ver pessoas jogando pedaços de lixo no chão e dando para esse acontecimento as justificativas mais alternativas. Quando a dissonância cognitiva age, o cérebro é estimulado a inventar novos pensamentos e valores que alteram crenças pré-existentes com o objetivo de reduzir ou eliminar os efeitos da dissonância entre diferentes cognições.” Objetivo: Refletir, avaliar, pensar e agir respeitando o nosso interno visando ações coerentes e construtivas no meio em que estamos inseridos, possibilitando crescimento pessoal. Dissonância, palavra introduzida em meu vocabulário há muitos anos e trazendo em seu cerne o significado de ambivalência, de conflito de ideias, do turbilhão interno gerado por situações externas que foge ao nosso controle. E eu com a inquietude da juventude fui capaz de absorver apenas o conceito em si, sem buscar sabedoria para através dele oportunizar a possibilidade de construir. Revendo conceitos e em busca de sabedoria no processo construtivo de existir me foco na ação da dissonância “onde o cérebro é estimulado a inventar novos pensamentos e valores alterando crenças pré-existentes”, visto que, a vida é feita de turbulências ocasionando dissonâncias, podemos e devemos encontrar nelas a grande e ilimitada possibilidade de “reconstruir” conceitos, “refazer” ações quebrar paradigmas nos possibilitando plenitude e mais conscientes não perceberemos as dificuldades como restritores, mas sim como possibilidades de vir a ser, de crescimento, de amadurecimento que nos conduzirão a uma maior e mais feliz existência. Que os percalços deste dia, nos traga muitas “dissonâncias cognitivas” visando nos possibilitar crescimento e aprimoramento desta curta passagem por este mundão lindo, gerenciado por um ser maior e de ilimitada bondade! Que estas bênçãos permeiem cada minuto deste “pedaço de tempo” que desfrutaremos enfrentando os problemas, não como problemas mas sim como desafios a serem vencidos em prol do amadurecimento existencial!


Berenice Ribas é palestrante, psicóloga e pedagoga www.bereniceribas.com.br

“Medos... medos de mudança!...” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira Meu olhar para este dia se encaminha a avaliar, a questionar o que os “ventos”, podem mobilizar em nossas vidas: possibilidades ou imobilidades? E me adentro neste vendaval desconhecido.... de possibilidades ou imobilidades... e vou buscando construir minha resposta para esta indagação... Novamente constato que dependerá da nossa gestão pessoal frente as adversidades que o mundo nos coloca! Quando, mesmo com a presença do medo, não nos imobilizamos e o vivenciamos como possibilidades de aprendizagem e de conhecimento de novas realidades, construiremos nossa existência mais feliz e plena. Mas, se nos acovardamos e nos mantemos na imobilidade a razão de nosso existir se perde e lentamente os “buracos existenciais” surgem... Os dias ensolarados se tornam acinzentados, sem a luminosidade necessária, razão pela qual aqui fomos lançados... A alegria transforma-se em tristeza e o sabor de viver e de iluminar outras vidas se esvaem... Constato também que o medo é inerente, é uma emoção de autopreservação mas que precisamos desenvolver a coragem para enfrenta-lo!... E, a coragem é fundamental para dignamente vencermos os vendavais inerentes ao nosso existir!


São Miguel do Gostoso - RN. Integração à natureza! Vida e vida com muita vida! Coragem não é ausência de medo ou irresponsabilidade mas sim a audácia para resistir as incertezas e continuar!... Mas, para resistir as incertezas é preciso planejar, organizar, estruturar e enfrentar o desconhecido antecipando ações e buscando o processo mais eficaz ao confronto com o vento!... Quiçá, meus doces amigos, tenhamos neste dia a ousadia necessária para vivermos coerentemente com nosso interno, nos apropriando dos vendavais como construções saudáveis e plenas para nosso existir, irradiando luz ao nosso redor e realmente sendo gente e realizando nossa obra dignamente neste mundão!


Berenice Ribas é palestrante, psicóloga e pedagoga www.bereniceribas.com.br

“Vibrações de harmonia, para este pedaço de tempo!” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira O raiar do dia em meio à natureza e ao gorjeio dos pássaros possibilita-nos acordar com a certeza da presença divina em nosso existir!... Trazendo-nos a responsabilidade de buscarmos em nossa essência o real sentido para o qual fomos lançados neste espaço terrestre! Responsabilidade impar de, em cada gesto expressarmos o que somos, sem temer evidenciar nossas fragilidades, vulnerabilidades, vontades e os mais íntimos desejos de realização como ser humano. Realização essa que contempla a eterna capacidade de vir a ser de nós humanos! Que nessa caminhada jamais sejamos contaminados pela descrença em nossas potencialidades, pela acomodação diante dos desafios da conquista da alegria, de não nos indignarmos frente as injustiças conosco e com nosso semelhante... E principalmente temermos assumir os tão socialmente e culturalmente desprezados: OS SENTIMENTOS!!! Ah! Doces e eternos sentimentos que possibilita-nos perceber a vida com uma cor e significado jamais vivido...que nos permite brincar, sorrir, perguntar e buscar com as certezas e o ar destemido de criança! Mas que também nos coloca na posição de sabedoria para acolhermos o mundo nos braços de uma única pessoa e com amorosidade ouvir, compreender e acreditar, mesmo quando no concreto nos mostra as incertezas e os medos. Amor, afeto, carinho são “mimos” essenciais ao nosso cotidiano transformando-o em momentos que se eternizam ao sabor leve da brisa ao retornarem em nossos pensamentos!... Capacita-nos a construir o real significado do existir humano e viver o poeta que se eternizou com a frase: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.” Que na grandeza deste “pedaço de tempo,” tenhamos a oportunidade de construir significados existenciais de alegria e plenitude com cada gesto, mas que em todos, o sentimento nos possibilite deixar em nossos semelhantes, “marcas indeléveis” amorosas , e que o convívio neste dia iluminado nos traga a certeza de que nos tornamos melhores, mais afetivos vivendo nossa condição de seres humanizados!


“Grandeza do nascer de um novo dia!”

Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira

Quantas possibilidades de aprendizagem, conhecimento e desenvolvimento das nossas potencialidades se renovam com um amanhecer! Pensei nos obstáculos que cotidianamente enfrentamos visando identificar uma forma humanizada e construtiva de agir. Com o que e qual relação faria privilegiando a criação máxima de sabedoria, que é a natureza?!... Pensei nos pássaros, nas plantas, nos animais chegando até a beleza, limpeza e paz que nos proporciona a água....e então como criança feliz decidi estabelecer o paralelo entre a forma de agirmos frente as adversidades e a correnteza dos rios! Os rios em sua simplicidade e sabedoria se negam a “confrontar” com os obstáculos encontrados.... silenciosamente, amorosamente os contornam e realizam sua trajetória respeitando os desafios, evitando o “bater nas pedras” visando não causar turbulência, não gerando “espumas” e permitindo o continuar do caminho! ... A observação desta ação natural do meio ambiente me conduziu a reflexão: Em quais momentos de nosso viver devemos e podemos confrontar gerando turbulências, onde estas se tornem capazes de propiciar crescimento, aprendizagem e sabedoria? Ou, em quais circunstâncias serão de maior aprendizado contornarmos os obstáculos e com paciência permeada pela humildade, mesmo gastando mais tempo, silenciosamente e afetuosamente contornarmos as pedras de nosso rio,não gerando correntezas capazes de criar “buracos existenciais” jamais recuperados? Pensei e como criança um “filminho” de vários cenários peculiares se passaram e então concluo que, ambas se fazem necessárias em nosso existir entretanto nosso cuidado deve ser perene para que, com nossas ações possamos sempre construir, quer na turbulência ou no contorno de nosso rio. Respeitando nossos valores e jamais permitindo com quaisquer escolha violentar nosso interno. Fidedignidade impar ao que somos, visto que, “ninguém sabe e sente as alegrias e tristezas que vivi para me tornar quem sou!” Que este tempo que desfrutaremos nos possibilite contornar e confrontar com sabedoria os obstáculos que advirem nos tornando existencialmente melhores!


Berenice Ribas é palestrante, psicóloga e pedagoga www.bereniceribas.com.br

“Novas lentes, novos olhares!” Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira Madrugada e carinhosamente recebo a visita ilustre de minha neta querida!... Adormecida, retiro-a do carro e ao aconchegar-se abre os olhinhos sonolentos e recebo um abraço!... Em meu colo levo-a para meu quarto colocando-a em minha cama. Pede uma “pepeta” e vou busca-la no armário....mal chego a cozinha e aquele serzinho atrás, de sapato e tudo....oi vovó Berê! Pontuo, você não esperou a vovó.... nem me ouve, e ao mesmo tempo já corre para o seu quarto pega a bicicleta e com ar curioso explora cada parte da casa buscando descobrir novas oportunidades, novos possibilidades, novos conhecimentos e novas aprendizagens!!! Observo atentamente aquela “ação infantil”, e comparo-a as atitudes adultas... Adulto chega, se aprisiona com seus falsos valores e sequer se digna a explorar e atentar-se aos seus desejos, vontades e possibilidades internas expressando-as e contaminando o ambiente com sua identidade e singeleza peculiar a cada ser humano!... Ser este que cresce e se perde de possibilitar a si o olhar deslumbrado do conhecer, do buscar, do aprender!... Do errar mas com coragem e dignidade de assumir quem sou, com toda a grandeza e possibilidade de vir a ser inerente a nossa condição de gente e de gente humanizada, feliz, realizada e plena existencialmente! Visando não somente “termos” mas “sermos” neste mundão precisaremos desenvolver nossa resiliência e sabedoria para enfrentar as adversidades da vida e com olhos de criança explorarmos todas as possibilidades que a nossa frente se descortinem. Pois o único tempo real que temos é o PRESENTE, e este é o presente que DEUS nos da a cada dia! E que hoje tenhamos a ousadia de utilizarmos de “novas lentes, novos olhares” para que, com olhos infantis signifiquemos alegremente cada segundo deste nosso “espaço de tempo”, a nós proporcionado viver!


Berenice ribas 20