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 Os jogares brasileiros são vendidos para times de todos os lugares do mundo, o que gera críticas e questionamentos. Marcos Alvito, no texto A parte que te cabe neste latifúndio: o futebol brasileiro e a globalização (Análise Social, vol. XLI (179), 2006, 451-474), questiona: “o Brasil estaria destinado a formar ‘pés-de-obra’ para oferecer ao mercado internacional?... Restaria a estes clubes formar talentos como Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho e outros para depois consumi-los sob várias formas de produtos da nova indústria do futebol: camisas, vídeo-games, jogos televisionados e agora figurinhas. É a parte que nos cabe no latifúndio do futebol globalizado”.  Ainda em relação à mercantilização, no caso do futebol, a TV e o marketing esportivo seriam os responsáveis pela revolução econômica experimentada pelo futebol, por

sua plena incorporação ao sistema capitalista. De acordo com Marcos Alvito, a TV também pode ser citada como uma das responsáveis pela redução do número de torcedores no campo, por conta da oferta de jogos nas TV aberta e fechada. Outro problema é o horário impróprio e pouco flexível dos jogos, também por conta da TV.

“O Brasil estaria destinado a ser exportador de ‘pésde obra’ ao mercado internacional?”  Quanto ao marketing esportivo, um grande exemplo deste século é o Corinthians (São Paulo), que tem

faturado muito após a volta para a série A do Campeonato Brasileiro em 2009 (após ter jogado a série B em 2008) e a contração do jogador Ronaldo Nazário.  Outra questão importante de ser discutida é a atuação das torcidas organizadas. Estas teriam surgido entre o final da década de 60 e início de 70, primeiramente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, sendo situada no contexto do movimento estudantil. A princípio, as torcidas organizadas levavam beleza aos jogos, ao inovarem no modo de torcer, fazendo coreografias, com extenso repertório de músicas e gritos de guerra, e elementos diversos, como bandeiras e apitos. Atualmente essa “guerra” saudável entre torcidas deu lugar às “guerras” violentas e sangrentas.  Mais amena, mas também importante de ser ponderada é a individualidade dos jogadores. Desde a Copa

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Fusão cultural #04 - JUNHO 2010  

A Fusão Cultural é uma revista segmentada – pertencente à Bennu Editora Ltda ME (CNPJ: 11.476.103/0001-49) –, destinada a transmitir informa...

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