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Contos de terror e imaginação 1


O pesadelo do Simão

Era um dia arrepiante, dia 31 de Outubro (o dia de Halloween). O Simão, criança muito medrosa, nunca tinha vivido esta celebração. Habituara--se desde sempre, a ouvir histórias fantásticas que o seu avô lhe contava sobre aventuras de terror. Chegou o momento mais esperado… Simão estava curioso porque queria descobrir os segredos do Halloween. Sem a turma saber, a professora organizou uma visita, para comemorar a data. Enganaram-se no caminho e foram parar a uma casa assombrada. Entraram na casa e, de repente, o Simão perdeu-se do grupo e foi ter a um quarto muito assustador. Foi recebido por zombis que ao lhe fazerem a vénia, caía-lhes a cabeça. O Simão assustado, correu ao longo de um corredor muito comprido onde saíam fantasmas de todas as espécies e até os quadros expostos nas paredes ganhavam vida! Tropeçou em algo invisível, que ganhou cor e entrou num caixão voador que o levou até uma capela de mortos-vivos, onde decorria um casamento entre uma múmia e um esqueleto. Só parou em cima do bolo de casamento feito de caveiras recheadas de cérebros, baba de lobisomem, sangue de vampiros, das quais saíam minhocas pelos olhos. O noivo muito furioso com o convidado inesperado, deu-lhe um enorme pontapé e o Simão caiu dentro de um caixote do lixo onde estava uma caveira falante, que o deixou arrepiado e com os cabelos em pé. De repente, o caixote entrou em movimento e foi parar a um túnel, onde uma corrente de água passou furiosa. Simão foi levado pela corrente e sentiu algo estranho por baixo da sua barriga. Era um homem-peixe que o levou a percorrer a viagem do terror. Durante o percurso encontrou medusas, aranhas aquáticas, alfaiates mortos-vivos cujas patas se soltavam e moviam-se sozinhas, marinheiros cadáveres com uma espada espetada no coração e uma mão ensanguentada que segurava um crânio em decomposição. Conduzidos ao longo do túnel chegaram ao rio da cidade e, finalmente, o Simão regressou à terra.

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Admirado por ver a cidade deserta, correu ao longo de uma estrada repleta de ossadas humanas que ele tinha de pisar e que ao mesmo tempo se partiam: crac…crac…crac. À sua frente, estava o cemitério. Viu as cabeças dos colegas a pairar sobre as sepulturas e pessoas a serem mortas à facada, entre as quais a sua professora que estava com uma faca espetada num olho indo este cair mesmo aos seus pés. Neste momento, o Simão não suportando tantas emoções, deu um grito e acordou! Tudo não passava de um pesadelo. O Simão contou o seu pesadelo ao avô. Como ele era escritor, escreveu este conto especialmente para o neto Simão.

Escola EB 1 Montes Claros 3º Ano Turma A

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O planeta dos monstros

Era uma vez um extraterrestre, de três mil metros, que vivia com um milhão de tarântulas gigantes. Um dia, o extraterrestre viu o planeta Terra e decidiu transformá-lo numa casa assombrada. Então, fez uma poção que transformava a Terra numa gigantesca casa assombrada e as pessoas em monstros horríveis e destruidores. Pôs a poção na sua pistola de lasers e…! Bum. Num tiro certeiro atingiu a Terra, mesmo em cheio. As pessoas desmaiaram e quando despertaram estavam transformadas em monstros terríveis, a água secou, as plantas morreram, o sol desapareceu e o planeta ficou assombrado, entregue às trevas. Múmias, vampiros, lobisomens vagueavam por todos os lados. As lápides mexeram-se e saíram de lá os mortos. As casas estavam escuras e assustadoras. De repente, apareceram uma múmia e um esqueleto velho e frágil. Enquanto a múmia cozinhava miolos para a sopa, intestinos e cérebros para o prato principal, bebida de sangue e pele com recheio de veias para a sobremesa, o esqueleto construía armadilhas gigantes e terríveis. Noutra casa, encontravam-se um vampiro e uma bruxa. A bruxa enfeitiçava abóboras para matarem os seus vizinhos e o vampiro mordia lobisomens e múmias. Ainda noutra casa, vivia um lobisomem e uma abóbora, podre, enorme. A abóbora divertiase a assustar a cidade toda, iluminando-se ou incendiando-se. O lobisomem ia atrás a destruir as casas Morreram muitos monstros em várias lutas. O extraterrestre, passados uns dias, mandou cem tarântulas observarem o que se passava. 4


Chegaram à Terra e puseram o vulcão dos monstros em erupção. Todos se reuniram e alguns ganharam mais poder por matarem e assustarem na perfeição. As tarântulas deram as patas, a cumprimentar-se, e desapareceram no céu para o planeta do extraterrestre. PUM BUM! A tempestade começou e as mortes também, sangue por todo o lado: nas florestas cinzentas, nos campos áridos, nos mares de miolos, nas casas destruídas. Mas… havia um sobrevivente que tinha escapado a tudo isto. Era uma criança pobre e cansada que trabalhava como empregado de limpezas num velho armazém. No momento do bombardeamento ela tinha-se refugiado numa arca mágica, que estava esquecida no fundo do armazém. Quando saiu da arca, o rapazinho ficou muito assustado, mas depressa recuperou energia e pôs-se a limpar tudo à sua volta. Varreu as teias, arrumou as casas, acendeu as velas, limpou o pó… Mas, ainda antes de ele ter acabado o trabalho, o extraterrestre, que o observava, lançou uma poção que fez com tudo se voltasse a sujar. Irritado, o rapaz pegou num espelho e o laser foi contra a nave do extraterrestre. O rapaz limpou, enfeitou e iluminou tudo novamente. Todos os monstros se transformaram em pessoas, o Sol voltou, assim como a água e os animais. O pequeno rapaz ficou rico, energético. E de repente…! O Manuel acordou! Afinal fora tudo um pesadelo!

EB1 de Montes Claros – Coimbra João Pedro Fernandes Costa - 4ºA

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“A Quinta do Fantasma”

Certo dia, a pizzaria da esquina recebeu uma chamada para fazer uma entrega, num local aterrador. Muito pouca gente tinha ido àquele lugar. Era a “Quinta do Fantasma de Duas Cabeças”. Constava na cidade que esta casa era habitada por figuras misteriosas, muito barulhentas, e as sombras nos vidros das janelas eram aterrorizadoras. Os muros altos à volta da casa escondiam árvores enormes, carregadas de corvos, morcegos e minhocas gigantes. A luz que havia na casa era de velas que nunca estavam paradas, andavam sempre de um lado para o outro. Diziam os habitantes mais velhos da cidade que todos os que tentaram entrar na casa nunca de lá tinham saído. André, o mais novo empregado da pizzaria, que conhecia todas estas histórias, foi o escolhido para fazer a entrega. Quando teve conhecimento, tremeu, transpirou, ficou pálido e frio e quase desmaiou; mas tinha que obedecer à ordem que lhe foi dada. Pizza pronta, lanterna na mão, telemóvel no bolso, um bocado de corda na boca para abafar tanto medo e lá foi o André. A noite caía e o André tremia cada vez mais à medida que se aproximava do portão. Poucas vezes tinha passado naquela rua. Agora sim, reparou nas letras em metal ferrugento escritas por cima do portão: “Cá te espero”. Ao tocar no portão, este abriu-se, com o som próprio do metal enferrujado. Iniciou o caminho que o levaria até à casa. O chão estava cheio de folhas podres e mal cheirosas. Das árvores saíram grandes bandos de corvos, assustados com a sua presença. Pela sua cabeça iam passando alguns morcegos que se tentavam agarrar ao seu cabelo. Inexplicavelmente, começou a trovejar. – Alto! – André viu algo a mexer numa árvore que só tinha o tronco. – “Estão ali uns olhos! Vejo-os no meio da escuridão”.

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De repente, um mocho esvoaçou na sua direcção e André correu o mais que pôde em direcção à porta da casa. Ficou estarrecido. O batente da porta era uma caveira com a boca aberta. Emitia uma luz vermelha, cor de sangue.

Quando o André bateu na porta, esta abriu-se sozinha, deixando sair um vento esquisito. De repente, na parede do interior da casa, começou a aparecer uma sombra com duas cabeças, emitindo uns sons muito estranhos e, cada vez que os seus pés tocavam no chão, a madeira que André pisava tremia assustadoramente. À medida que a sombra se aproximava, era visível que aquele ser, realmente, tinha duas cabeças. André não pensou duas vezes: atirou com a pizza para dentro de casa e fugiu a sete pés, digo, a oito pés! Chegado ao portão, teve a coragem de olhar para trás. Nesta altura, reparou que o “fantasma das duas cabeças”, não passava de uma criança que tinha um chapéu com duas cabeças de bonecos. Afinal, pensou o André, o fantasma das duas cabeças não passa de um menino com um chapéu na cabeça. Mas André queria ver a sua história terminada e regressou todo contente à pizzaria, onde foi abraçado por todos os colegas. Para os colegas, o André passou a ser um herói, pois tinha conseguido regressar daquela casa misteriosa. André guardou para si o segredo do “Fantasma das Duas Cabeças” que não passava de uma criança. Foi assim que terminou esta história de terror.

Conto de: João Miguel Nogueira Marcelino EB1 de Montes Claros

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UMA SURPRESA DE TERROR

Era um dia diferente. Rita sentia-se medrosa e muito assustada. De repente, alguém bateu à porta. O seu pai abriu-a a e apareceu uma senhora velhinha com uma verruga no nariz a pedir abrigo. A velhinha entrou e foi-se sentar no sofá. Enquanto a Rita fazia o seu fato, com a ajuda da sua mãe, a velhinha foi passando pela casa para ver as pessoas que lá viviam e o aspecto da casa. Mais tarde, os pais da Rita estiveram decidiram que iam sair um pouco. Então, a Rita e os seus pais foram às compras. A velhinha ficou em casa. Quando regressaram, o pai abriu a porta e… a velhinha já tinha desaparecido. Na verdade ela era uma bruxa, como a Rita já desconfiava; por isso, foram a correr atrás dela. A Rita enganou-se no caminho e foi parar a uma floresta assombrada. Entrou e foi andando pelo meio das árvores até que encontrou uma casa abandonada. Abriu a porta. Ao fundo, viu um corredor enorme e ficou com muito medo. Viu múmias, fantasmas, lobisomens… que começaram a andar e perseguiram-na. Ela foi até ao fundo do corredor e subiu o elevador que estava cheio de sangue. Os fantasmas e as múmias foram pelas escadas e os lobisomens ficaram. A Rita estava assustada e correu ainda mais até que chegou à porta. Correu, correu até que chegou à sua casa. Tocou à campainha. – Triiimmm!!! Afinal, era o despertador; tudo não passara de um sonho!

EB1 de Montes Claros Maria Margarida – 3º A 8


A Casa Misteriosa

Sofia era uma menina de oito anos que frequentava uma escola da cidade de Coimbra. Era uma criança rabina, muito alegre e bastante curiosa. Tinha uns olhos tão azuis que pareciam o azul do céu num dia sem nuvens. Sempre que podia, estava na biblioteca da escola a folhear todos os livros que encontrava. Certo dia, pesquisou sobre a tradição dos Bolinhos e Bolinhós e ficou a saber que os irlandeses, para afugentar os espíritos, construíam máscaras com os nabos que cultivavam. Mais tarde, foram para os Estados Unidos da América e, para manterem a tradição, começaram a fazer as máscaras com abóboras, pois aí não se cultivavam nabos. Esse costume foi passando de país em país e chegou a Portugal. Sofia não conseguia deixar de pensar nas abóboras assustadoras que tinham preparado nesse dia na escola e logo lhe surgiu uma ideia. No dia seguinte, chamou todos os vizinhos para uma reunião de emergência e ao meio-dia todos estavam sentados à porta da capela para saberem qual o motivo de tanta urgência. – Este ano tive uma ideia para a noite dos Bolinhos e Bolinhós. Vamos todos de porta em porta, com as nossas abóboras horripilantes e vamos àquela casa assustadora, onde nunca fomos porque todos têm medo; combinado?! – propôs a Sofia. À noite, encontraram-se todos em frente da porta da capela antiga. Percorreram toda a urbanização, mas faltava ir àquela casa, onde viviam os vizinhos misteriosos. A casa era antiga e tinha um enorme portão de madeira. Em redor da casa, havia um grande pomar. Sabiam que a casa era habitada porque todas as noites viam luzes nas janelas e, às vezes, quando passavam por lá, vinha um cheirinho a compota acabada de fazer. Nessa noite, as luzes estavam acesas. Tocaram à campainha, mas ninguém abriu. Pensaram que, se calhar, a campainha estava estragada. Decidiram cantar a canção dos Bolinhos e Bolinhós mas, mais uma vez, ninguém abriu. Decidiram abrir o portão e ir bater na porta da casa. Apesar de estarem cheios de medo, empurraram devagar o portão de madeira que chiou ao abrir e, de repente: – Miaaaauuuuu! – saltou um enorme gato preto, de olhos tão brilhantes e amarelos que pareciam o Sol a brilhar ao meio-dia.

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Correram rapidamente para trás, assustados e a tremer como canas verdes, com os corações a bater fortemente. Pararam e ficaram a olhar uns para os outros; mas quando se aperceberam que, afinal, era um gato, decidiram não ser tão medricas e voltaram lá. As luzes continuavam acesas e, com o portão já meio aberto, resolveram entrar. Ao caminhar, sentiam as folhas e os pequenos ramos a estalarem debaixo dos pés. O ruído do vento a passar entre os ramos das árvores era assustador e, ao longe, ouviam o piar de uma coruja. Caminharam encostados uns aos outros, sem falar. Ao chegarem à porta, tremiam mais que as árvores a abanar. Começaram a cantar, mas a sua voz saía tremida de tanto medo; mas, mais uma vez, ninguém apareceu. Espreitaram por uma janela que estava ao lado da porta e reparam que a luz vinha de uns candelabros. Alguns deles estavam com tanto medo que queriam voltar para trás mas, já que estavam ali, queriam desvendar todo o mistério. Conversaram e resolveram que ninguém ia embora. Fartos de bater à porta e de cantar, resolveram dar uma volta à casa, para verem se havia outra entrada. Nas traseiras, encontraram uma porta que ficava ao cimo de uma escadaria de pedra. Subiram e repararam que a porta não tinha puxador. – Eu conheço este tipo de portas, os meus avós têm uma igualzinha; quando não está trancada por dentro, é só empurrar. Empurraram e, qual não foi o espanto, a porta abriu-se lentamente e ouviram um aiiiiii vindo de longe. – Está aí alguém? – perguntaram eles, ainda sem acreditar que estavam, finalmente, quase dentro daquela casa tão misteriosa. – Podem entrar! – respondeu numa voz do fundo da casa. – E agora, entramos?! – perguntaram uns aos outros, aterrorizados mas cheios de curiosidade. – Só queremos pedir os Bolinhos e Bolinhós! – titubeou Sofia. Começaram a caminhar pela casa em direcção ao local de onde vinha a voz. Estavam tão assustados que só pensavam em sair dali. De repente, ouviram um trovão tão forte que os vidros das janelas se partiram, e eles sentiram os estardalhaços a bater nos candeeiros pendurados no tecto e a caírem aos mil bocadinhos aos seus pés. Os retratos presos nas paredes de pedra abanavam com a forte ventania que entrava pelas janelas sem vidros, os cortinados ondulavam,

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pareciam fantasmas, o chão de madeira chiava e estalava à medida que caminhavam… Parecia a verdadeira casa do terror. Mas, ao chegar à divisão de onde vinha a voz, depararam-se com uma velhinha sentada numa cadeira de rodas. – Não tenham medo, meus filhos! Nem sabem a alegria que me estão a dar. Nunca ninguém teve coragem de entrar nesta casa. Eu não faço mal, simplesmente não posso ir à rua porque estou nesta cadeira de rodas. Não sou capaz de andar. Sabem, eu sou irlandesa e foi no meu país que nasceu esta tradição. Por favor, levem-me para a cozinha que eu conto-vos tudo, enquanto vos dou umas torradas barradas com as compotas feitas por mim. A casa que era assombrada para nós, afinal não passava de uma casa antiga onde morava uma maravilhosa e simpática velhinha.

Milene Silva, 4º Ano – EB 1 de Santa Cruz

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A Casa Misteriosa

Sofia era uma menina de oito anos que frequentava uma escola da cidade de Coimbra. Era uma criança rabina, muito alegre e bastante curiosa. Tinha uns olhos tão azuis que pareciam o azul do céu num dia sem nuvens. Sempre que podia, estava na biblioteca da escola a folhear todos os livros que encontrava. Certo dia, pesquisou sobre a tradição dos Bolinhos e Bolinhós e ficou a saber que os irlandeses, para afugentar os espíritos, construíam máscaras com os nabos que cultivavam. Mais tarde, foram para os Estados Unidos da América e, para manterem a tradição, começaram a fazer as máscaras com abóboras, pois aí não se cultivavam nabos. Esse costume foi passando de país em país e chegou a Portugal. Sofia não conseguia deixar de pensar nas abóboras assustadoras que tinham preparado nesse dia na escola e logo lhe surgiu uma ideia. No dia seguinte, chamou todos os vizinhos para uma reunião de emergência e ao meio-dia todos estavam sentados à porta da capela para saberem qual o motivo de tanta urgência. – Este ano tive uma ideia para a noite dos Bolinhos e Bolinhós. Vamos todos de porta em porta, com as nossas abóboras horripilantes e vamos àquela casa assustadora, onde nunca fomos porque todos têm medo; combinado?! – propôs a Sofia. À noite, encontraram-se todos em frente da porta da capela antiga. Percorreram toda a urbanização, mas faltava ir àquela casa, onde viviam os vizinhos misteriosos. A casa era antiga e tinha um enorme portão de madeira. Em redor da casa, havia um grande pomar. Sabiam que a casa era habitada porque todas as noites viam luzes nas janelas e, às vezes, quando passavam por lá, vinha um cheirinho a compota acabada de fazer. Nessa noite, as luzes estavam acesas. Tocaram à campainha, mas ninguém abriu. Pensaram que, se calhar, a campainha estava estragada. Decidiram cantar a canção dos Bolinhos e Bolinhós mas, mais uma vez, ninguém abriu. Decidiram abrir o portão e ir bater na porta da casa. Apesar de estarem cheios de medo, empurraram devagar o portão de madeira que chiou ao abrir e, de repente: – Miaaaauuuuu! – saltou um enorme gato preto, de olhos tão brilhantes e amarelos que pareciam o Sol a brilhar ao meio-dia.

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Correram rapidamente para trás, assustados e a tremer como canas verdes, com os corações a bater fortemente. Pararam e ficaram a olhar uns para os outros; mas quando se aperceberam que, afinal, era um gato, decidiram não ser tão medricas e voltaram lá. As luzes continuavam acesas e, com o portão já meio aberto, resolveram entrar. Ao caminhar, sentiam as folhas e os pequenos ramos a estalarem debaixo dos pés. O ruído do vento a passar entre os ramos das árvores era assustador e, ao longe, ouviam o piar de uma coruja. Caminharam encostados uns aos outros, sem falar. Ao chegarem à porta, tremiam mais que as árvores a abanar. Começaram a cantar, mas a sua voz saía tremida de tanto medo; mas, mais uma vez, ninguém apareceu. Espreitaram por uma janela que estava ao lado da porta e reparam que a luz vinha de uns candelabros. Alguns deles estavam com tanto medo que queriam voltar para trás mas, já que estavam ali, queriam desvendar todo o mistério. Conversaram e resolveram que ninguém ia embora. Fartos de bater à porta e de cantar, resolveram dar uma volta à casa, para verem se havia outra entrada. Nas traseiras, encontraram uma porta que ficava ao cimo de uma escadaria de pedra. Subiram e repararam que a porta não tinha puxador. – Eu conheço este tipo de portas, os meus avós têm uma igualzinha; quando não está trancada por dentro, é só empurrar. Empurraram e, qual não foi o espanto, a porta abriu-se lentamente e ouviram um aiiiiii vindo de longe. – Está aí alguém? – perguntaram eles, ainda sem acreditar que estavam, finalmente, quase dentro daquela casa tão misteriosa. – Podem entrar! – respondeu numa voz do fundo da casa. – E agora, entramos?! – perguntaram uns aos outros, aterrorizados mas cheios de curiosidade. – Só queremos pedir os Bolinhos e Bolinhós! – titubeou Sofia. Começaram a caminhar pela casa em direcção ao local de onde vinha a voz. Estavam tão assustados que só pensavam em sair dali. De repente, ouviram um trovão tão forte que os vidros das janelas se partiram, e eles sentiram os estardalhaços a bater nos candeeiros pendurados no tecto e a caírem aos mil bocadinhos aos seus pés. Os retratos presos nas paredes de pedra abanavam com a forte ventania que entrava pelas janelas sem vidros, os cortinados ondulavam,

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pareciam fantasmas, o chão de madeira chiava e estalava à medida que caminhavam… Parecia a verdadeira casa do terror. Mas, ao chegar à divisão de onde vinha a voz, depararam-se com uma velhinha sentada numa cadeira de rodas. – Não tenham medo, meus filhos! Nem sabem a alegria que me estão a dar. Nunca ninguém teve coragem de entrar nesta casa. Eu não faço mal, simplesmente não posso ir à rua porque estou nesta cadeira de rodas. Não sou capaz de andar. Sabem, eu sou irlandesa e foi no meu país que nasceu esta tradição. Por favor, levem-me para a cozinha que eu conto-vos tudo, enquanto vos dou umas torradas barradas com as compotas feitas por mim. A casa que era assombrada para nós, afinal não passava de uma casa antiga onde morava uma maravilhosa e simpática velhinha.

Milene Silva, 4º Ano – EB 1 de Santa Cruz

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Rita e a aventura na casa assombrada Era um dia aterrorizante. Havia trovoada, chuva e vento. Rita era uma menina que estava perdida numa floresta há muitos dias. Certo dia a Rita decidiu tentar sair da floresta, estava farta das árvores, dos pássaros a cantar sempre a mesma música e também das plantas. E lá foi. Os dias iam passando, até que chegou a outra floresta escura e muito assombrada. Foi à procura de abrigo e viu uma casa que era a sua única esperança. Então, quando entrou, a porta fechou-se e ao longe pareceu-lhe ver uma linda sereia que estava apavorada. – Socorro! Ajudem-me! Estou presa! Ah!!! A menina, como era muito querida, apressou-se a ajudá-la. A Sereia muito agradecida, contou-lhe que estava na floresta dos sustos há muito tempo e ofereceu-se para lhe mostrar o caminho para sair de lá, mas avisou-a que tinha que passar por muitas coisas aterradoras. Tinha que entrar numa caverna com múmias e lutar com essas múmias malvadas, correndo risco de vida, mas depois de as vencer podia apanhar um mapa e continuar a sua viagem. A rainha das múmias boas iria agradecer-lhe e dar-lhe mais informações para conseguir fazer a sua viagem. E assim foi! Com o segundo mapa que a rainha lhe deu, começou a andar e encontrou bruxas desdentadas que lhe batiam com as vassouras e que não a deixavam passar. Mas ela venceu-as. Depois apareceu um esqueleto que lhe deu um terceiro mapa. Tinha agora que combater diabos com tridentes que a empurravam para o fogo. A menina teve muita coragem e conseguiu ultrapassar todos os perigos. No final, todos os monstros aterrorizadores queriam que ela ficasse para brincar com eles, porque não tinham amigos para brincar, tendo a menina aceitado porque, no fundo, já não conseguia viver sem eles. Ficaram assim amigos para sempre!

Laura Toscano de Melo Pinheiro, 8 anos, Escola de Montes Claros, 15


A Casa no Bosque Era uma vez uma casa grande e velha num bosque. Num dia de Outono, três meninos estavam a jogar futebol quando um deles chutou a bola para perto da porta da casa. Quando a foram buscar, a porta abriu-se e os rapazes, curiosos, entraram. Uns segundos depois, a porta trancou-se; estavam fechados lá dentro! Curiosos, foram ver o resto da casa. Primeiro foram ao quarto. O Manuel olhou para debaixo da cama e… estavam lá dois ratos a comer uma mão humana. Quando o Filipe e o André viram os ratos, gritaram de medo. Depois, o Filipe foi mexer nas gavetas, de onde saíram morcegos que o fizeram dar um salto para trás. O André foi investigar o armário. De repente, um esqueleto caiu-lhe em cima. – Vamos embora daqui! – disse, sacudindo-se do esqueleto e do pó. – Nunca mais voltamos a este quarto! Correram para o corredor e entraram na cozinha. Quando o Manuel viu uma panela a ferver no fogão; foi ver o que estava a ser cozinhado. Era… um cérebro! Assustou-se e esforçouse por não gritar; queria ser corajoso. Filipe correu para a porta da cozinha, que dava para a lavandaria. Dirigiu-se à máquina de lavar, que estava cheia de aranhas grandes e peludas que, cada vez que se mexiam, libertavam um líquido verde e pegajoso. Gritou para os amigos: – Este é o tipo de aranha mais nojento que já vi – disse, saindo da lavandaria. De seguida, dirigiram-se à casa de banho. Na banheira encontrava-se um ninho de cobras, que rastejavam em vão, tentando subir. Viram, no lavatório, sangue e saliva no espelho. Estavam aterrorizados; por isso, fugiram a sete pés para a sala. No sofá, havia um monstro peludo e fofo que encantou o Manuel. – OoooH! Tão fofinho! – exclamou, aproximando-se dele. – Não! – avisou o André. 16


Quando o Manuel se aproximou, o monstro transformou-se numa bruxa. As perguntas não se fizeram esperar. – Porque é que estás a cozer um cérebro? – perguntou o Filipe. – Porque há sangue e saliva no lavatório? – questionou o André. – De quem é a mão que os ratos estão a comer? – interrogou o Manuel? – Calem-se! – ordenou a bruxa. – Tudo isto que viram era o meu jantar. E acho que vocês trouxeram a sobremesa… – Há sobremesa? – perguntou o Manuel, guloso, enquanto os outros o olhavam, com ar zangado. – A sobremesa… são vocês! – exclamou a bruxa. E lançou-se sobre eles. Os rapazes desataram a correr e juraram nunca mais voltar. Nunca mais foram jogar a bola perto daquela casa. Foi o maior susto das suas vidas…

Tiago Alexandre Guerra Tavares, EB1 de Montes Claros, 4ºA 17


Que sonho horroroso!!

Era uma vez uma rapariga chamada Margarida, que coleccionava marcadores de livros da feira do livro e tinha-os todos desde 2002. O marcador de 2008 era o seu favorito, porque tinha os protagonistas dos livros de Harry Poter. Numa noite calma, o marcador de 2008 voou, deu três voltas ao pirilampo mágico e foi cair sobre a cabeça do Pinóquio da Margarida, que era uma marioneta que estava na sua família há mais de 70 anos e tinha sido oferecida pelo seu avô. Na manhã seguinte, a marioneta da rapariga tinha desaparecido. A Margarida perguntou à família e vasculhou a casa toda, mas nada de marioneta. Já cansada de tanto procurar, a Margarida foi descansar um pouco. Passados três minutos, ela viu o seu Pinóquio, mas, ele…ele tinha vida!!! – Pinóquio és tu? – perguntou ela, tremendo de medo. – Eu não sou Pinóquio!!!! – gritou ele. -– Então não és a minha marioneta?! Aquela que está na minha família há mais de 70 anos? – Não!! Não sou o teu Pinóquio. Sou Aníbal, o homem palhaço!!!! – Oh meu Deus!! – disse a menina, cheia de medo. – E agora… vou matar-te!!! – Mas então queres-me matar, porquê? – perguntou a Margarida, já a chorar. – Porque a tua família nunca me deu atenção, nunca brincou comigo, trataram-me sempre como uma peça de museu e não como um brinquedo! – explicou o Pinóquio, com uma voz triste. – Chega de conversa, agora está na hora de te matar!! – gritou ele com uma voz aterradora. – Nãããooooo!!!! – gritou a Margarida, desesperada. Inesperadamente, aparece Harry Poter, Ron e Wendy e juntos gritaram: 18


– Diagonali!!! Com este feitiço nocturno, a marioneta desapareceu deste mundo, sem deixar rasto. –

Oh não! O que é que se passa comigo?! A minha alma de marioneta está a

desaparecer! Nããããããããoooooo!!!! Isto ainda não acabou. Hei-de voltar para te matar, Margarida! Fez-se silêncio durante um minuto… – Harry Poter, Ron e Wendy, como é que vocês apareceram aqui? – Foi graças ao teu marcador de 2008, Margarida. – respondeu Harry, com uma voz discreta e séria. De repente, surge novamente a marioneta por detrás do Harry ,cheia de fúria. – Não!!! – gritou Margarida… Era manhã e tudo aquilo fora um sonho… – Oh que sonho horroroso – exclamou a Margarida.

P.S.: Deitem-se cedo crianças, e cuidado com as marionetas! Acreditem em mim! Palavra de Henrique Tavares Silva.

Conto escrito por: Henrique Tavares Silva – n.º 13 – 6.º F

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A HALLOWEEN NIGHT

Once upon a time in a spooky Halloween Night, there were Amy and Jack, a brother and a sister of a poor family, living in a cottage in Paris. They went from house to house asking: “Trick or Treat?” They go to an old house, a very old house and knock at the door. The door opens. Inside the house there were spiders, a scary silence and many doors. On the right side of the hall there were stairs going up to the next floor. Amy turns back and sees a man with a bad and white face. -

Ja… Jac… Jack…- says Amy in a lower voice.

-

Welcome. If you want candies, these are my gifts to you and if you want more, there are more people living in this house-says the man in a scary voice, showing

the candies in his hand. They were a bit scared but Jack says thanks and takes the candies. After this the man says: -

Do you like my Halloween costume and the decorations in the

house?- asks the man with a little smile. -

Yes, we do!- says Amy. She isn’t scared anymore and neither is

Jack. -

Do you want more candies?-asks the man.

-

Yes!- they say and they go and explore the house and find candies. The man goes with them. They don’t go up, they stay on the 1 st

floor. The man asks them to choose a room to enter. They want to enter the 1 st room and they do.

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The room was very scary. On the ceiling there were spiders but they were not ordinary spiders, they were giant spiders! The children were very scared and they wanted to go out of this room but when they turned back the man had disappeared and he had just left his scary laugh. On the walls and on the ground there is blood. The window is open and behind the window there is a witch with her black cat. The witch sees them. The children run and try to close the window but they are late, the witch is already in the room. They can’t go out of the room because the man has locked the door. The witch captures Jack. Amy cries when she realizes that inside the room there is a small door and near the door there is water. Then she goes near the door. The witch thinks that Amy is going to escape and she gets near Amy and when she is capturing Amy, Jack bites the witch’s hand and Amy puts water on the witch. The witch melts and they go out through the small door but the black cat has already rung the emergency alarm. The small door opens to the hall. They think they are safe but in the hall there are monsters, zombies, ghosts and vampires waiting for them. They scream in horror. The door of the house is locked with a chain so they don’t have another choice and they enter the 2 nd room. They can’t go out through the door because there are monsters waiting for them. Then they jump out of the window. When they reach the ground, a zombie captures Amy’s dress. Amy escapes but she leaves a piece of her dress with the zombie. Now they are in the garden of the house, close to the exit. If they make it, they can go home. They run to the door of the garden but they are late. The zombie who has Amy’s dress has called the other monsters. They are so close but they can’t go, so they hide. The king and the queen of the monsters are there too. They are two vampires and there is something familiar with them… They are Amy and Jack’s grandparents who died: In a dark and cold night, Amy, Jack, their parents and their grandparents were home. Their parents went to the attic because there they had wood to light the fireplace. Amy and Jack went to help them and their grandparents stayed in the sitting room. When Amy, Jack and their parents went to the attic there came a strong, a very strong wind and when they returned to the sitting room their grandparents had disappeared. They searched everywhere, but they didn’t find them. They were here as vampires. At this moment a zombie sees and captures them and gives Amy and Jack to their king. Now they don’t have any choice to escape. When the queen sees them, she almost cries out of happiness: -

Welcome, our dear grandchildren! Welcome! We miss you so much.

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-

Grandmother? Grandfather? Where have you been? - ask the

children. -

What are those teeth? Special for Halloween or are you really…

-

We are sorry. That night a vampire bit us… but now we are very

happy with our life. Do you want to join us? Come on, you’ll just have to drink this potion- says the grandmother showing the potion in one of her hands, in the other there was a sphere – when you drink this, you will be the prince and princess of this kingdom of monsters and you will have the magic sphere which can destroy all of us. In that we have all our power. -

Can I take it in my hand for a moment to feel the power that I can

have? - asks Jack. -

Just for a moment, but promise me you will drink the potion after

you have taken it. -

I promise- says Jack and he takes the magic sphere. When Jack takes the magic sphere he throws it and the magic sphere

gets broken. All the monsters become humans. Amy and Jack’s grandparents were a little bit angry because they had broken the magic sphere but they loved being humans again. They left. Their parents were very happy to see Amy and Jack’s grandparents again. They lived happily ever after.

Idil Dogan

6º I

Nº 11

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Starvings A grande revolta Era uma terra de humanos, que receavam monstros, vampiros e coisas do género. Mas, de resto, as coisas eram iguais, os rapazes e as raparigas brincavam juntos e divertiam-se, os pais trabalhavam e, em geral, as pessoas eram felizes. Mas uma família, formada por quatro “pessoas” era diferente: a mãe, que era uma mulher estranha, andava sempre com o mesmo estilo de roupa e dançava com a trovoada como se conhecesse o ritmo desde sempre, andava também sempre com um colar que continha um rubi vermelho e a inscrição “SR”; o pai, um senhor forte mas magro, também estranho, andava sempre, mas sempre, com uma cara séria e um colar que continha um rubi vermelho com a inscrição “SR”; e mais dois filhos, para aí com 8 anos de idade, um rapaz e uma rapariga, que andavam sempre juntos como se fizessem parte um do outro; andavam também com um colar que continha um rubi vermelho com a inscrição “SR”. A família cantava todos os dias canções, mas com um tom sinistro, pronunciava as palavras como se fossem uma oração lúgubre. Os dias continuavam a passar e eles continuavam iguais. Mas, a certa altura, os habitantes começavam a desaparecer misteriosamente… E as pessoas começavam a questionar-se sobre o que teria surgido e acontecido, o que essas pessoas teriam feito para lhes acontecer isso, o que teriam descoberto, sugerido, feito? Um dia, as duas pequenas crianças chegaram a casa, sem fome e com uma pitada de sangue nos seus cabelos. Os pais, ao verem isto, sorriram com um ar matreiro e inesperado – dava para ver que eles estavam contentes. Foram falar com as crianças: – Queridos Nicolle e Nicolau: hoje, pelo que nós vemos, os meninos mudaram e já viram o que eram! Continuem e aproveitem, meus queridos starvings! – Vinde venerar a nossa deusa, a bruxa Matrigam! – disse a mãe, puxando-os pelo braço. Neste momento, estarão a perguntar-se o que são starvings. Ora pois, eu vos direi. Starvings são uma das piores criaturas que se pode enfrentar; morrem de sede por carne humana e de javalis (mas dizem que é um pouco mais salgada do que a carne humana!), os dentes caninos só aparecem mesmo na hora da sua morte, só caçam de dia e comem a noite, 23


normalmente caçam descalços, “fingem-se” de pobres pois assim ficam com um ar mais assustador, para que quando matam as suas vítimas, elas gritem como meninas e chorem como bebés. – Vamos fazer a vossa primeira caçada ao orfanato! – exclamou o pai, contente das suas crias. – Eu só comecei a ter esse instinto aos doze! Parabéns! Passado cinco minutos os Robert já estavam preparados para a caçada. – A mais de cinquenta metros nós já sentimos a carne deles nos nossos dentes. Portanto, aconselho-vos a resistirem à tentação – dissera a mãe, com ares de misericórdia. Mas depois, vendo a cara do pequeno starving, ficou irritada: – Nicolau, a tua “pintura”está esborratada de saliva! Limpa essa porcaria, já! Eles tinham convidado os Tirram, uma família poderosa no grupo dos starvings, para a diversão. Chegando ao parque de merendas de Fox, a cidade onde os Robert habitavam, começou confusão. Quando um carro passava com os vidros abertos, eles tentavam entrar à força, como se fossem mendigos a querer ficar com o carro e quando os humanos aceleravam eles corriam e aí as pessoas reparavam que eles não eram mendigos, nem sequer humanos, mas pensavam que eram um tipo de vampiros. – Corram e tentam apanhar o carro, pequenas criaturas! Este é vosso! – gritou a mãe para Nicolle e o Nicolau, e para mais uma menina pequena, de cabelos louros e olhos ameaçadores, mas azuis como o mar límpido nos dias de Verão. Os três, correndo, conseguiram apanhar o motorista e as cinco pessoas que estavam lá dentro, transportando-os até ao carro sempre com as outras pessoas a ver; mas não podiam fugir e se mexessem só um pé eram as próximas vítimas. As crianças que estavam a admirar aquilo choravam e alguns adultos também, vendo crianças de oito anos a matarem pessoas inocentes para comer. – Calem essas pessoas! Se não for a bem é a mal, e se for a mal é para doer. A todos! – disse o chefe da família Tirram, com ares de líder. – Vocês pensam que são o quê? Não vêem que isto é sofrimento a mais? Não queremos que o mundo fique cheio de vocês, vampiros, ou lá o que são! Não temos medo de vocês! – gritou um dos homens que estavam lá. 24


– Matem-no! E sim, querido, é uma boa ideia, essa de o mundo ser dominado por nós! Chamem as famílias de todas as partes do mundo para uma pequena grande reunião! Meus amigos, vamos começar agora com o plano! As palavras saíram assim da boca da mãe de Nicolle e Nicolau. Passados dez minutos, já tinham os carros cheios de humanos, idosos, adultos e crianças inocentes que só queriam ter um dia divertido com as suas famílias. Chegando a hora da reunião, meia-noite, chegam as famílias de starvings de todo o mundo. A reunião era demorada: estava previsto acabar só quando o sol se erguesse no céu. Primeiro, começaram a comer todos a caçada das duas famílias, não só a do parque das merendas, mas também a de outras, pois a do parque não chegava para os saciar. Só depois começaram a reunião. Demorou algum tempo a reunião pois eram sete da manhã quando terminou de falar o último membro de todas as famílias, o pequeno Lucas. Tudo estava preparado: a revolta começava à meia-noite desse mesmo dia. Nicolle apontara todo no seu diário: “dia: trinta e um de Outubro”; “horas: meia-noite”; e muitas mais coisas. – Meia-noite. Vamos começar! Dia de Hallowen. As crianças cantavam, divertidas. Tocaram a campainha dos Robert: – Bolinhos ou bolinhos, para ti e para vós, para dar aos finados, que estão enterrados, a porta da ve… De repente, a mãe Robert foi abrir, com uma pequena mas afiada faca nas suas mãos. A revolta começou. Como a família tinha rezado perante a sua deusa, a bruxa Matrigam, para ganharem, os rubis piscaram e apareceram múmias, bruxas e vampiros para os ajudarem. As pessoas, aterrorizadas, suicidavam-se, atirando-se para as garras das criaturas, ou atirando-se do alto dos prédios. Outras tentavam fugir, para sobreviver, para salvar os seus filhos. A guerra continuou e acabou com a vitória dos starvings de todo o mundo. – Agora só falta nos outros planetas!...

Joana Cascão, 6ºI 25


Era uma vez… Era uma vez Um reino distante Onde vivia Um rei cintilante. Vivia em paz Sem guerras, sem manhas Com seus amigos E com suas aranhas. Um dia sua filha desapareceu e foi uma grande desgraça; O reino andava triste E sem nenhuma graça. Então o rei decidiu ir procurá-la: Levou um pouco de poção E, sem se esquecer, Chamou o seu dragão. Voaram, voaram, Andaram, andaram, até chegarem ao castelo Onde vivia um ogre amarelo. Bateram à porta, Ninguém abriu; Bateram novamente E nem um pio. Então decidiu entrar à socapa. Bebeu um pouco de poção E, com a faca na mão, Começou a sua emboscada. Subiu à torre mais alta Onde estava a sua adorada, Morta no chão Sem nenhuma arranhão. Foi à procura do ogre e encontrou-o no quarto e no meio daquela bagunça encontrou um frasco. O frasco dizia: “ Cura milagrosa para a morte”. Teve logo a feliz ideia Que lhe daria muita sorte! Foi buscar o frasco, 26


Muito sorrateiramente Deu de beber à sua amada que acordou de repente. Assobiou ao dragão Que já sabia o que fazer: Levou a rapariga Logo ao amanhecer. Com a força de um gigante E o coração mais contente Afirmou que do ogre se iria vingar Em nome de toda a gente. Começou a berrar até o ogre acordar; mal o ogre acordou deu-lhe de papar. O ogre, como era cego, Pensava que era um criado; Mas quando engoliu Sentiu um arrepio. O ogre morreu, Todos os seus criados se libertaram. O rei voltou para a sua terra, Onde todos o esperavam. Já estava tudo bem Tudo normal O reino alegre E excepcional.

Trabalho realizado por: Joana Veiga; nº16, 7ºB

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Contos de Terror