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N° 44 - Fevereiro/Março 2014

Água calcária e galões

de água mineral

passam por testes Férias escolares prolongadas pela Copa do Mundo preocupam pais e professores

Tiago Lacerda comenta preparativos para a chegada de estrangeiros em Minas


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Bem de Vida | Fevereiro/Marรงo


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editorial

Começando com o pé direito Em nossa primeira edição de 2014, demonstramos mais uma vez que somos a “a revista de Lagoa Santa”. Fomos a fundo investigar os mitos e verdades do excesso de calcário na água da nossa cidade e, ao mesmo tempo, nos preocupamos em verificar a qualidade da água mineral ingerida por boa parte dos moradores. Cumprindo nosso papel social com a população, encomendamos a um laboratório competente análises de amostras de água da cidade, além de ouvirmos a Copasa e especialistas. O resultado você poderá conferir nas próximas páginas. Como não poderia deixar de ser, falamos sobre a Copa do Mundo, evento tão esperado pelos brasileiros e que vai impactar diretamente o nosso Estado. O secretário extraordinário da Copa em Minas, Tiago Lacerda, nos deu detalhes sobre os preparativos para receber nossos visitantes. Conversamos ainda com pais e educadores, preocupados em garantir o desempenho dos estudantes em um ano letivo atípico. Para fechar, a programação do Carnaval na região para que você possa planejar sua folia e, ainda, muitas dicas, cultura e informação através dos textos dos nossos sempre antenados colunistas. Boa leitura!

BEM DE VIDA: 44 FOTOS DE CAPA: Chico Fotógrafo

Revista

EXPEDIENTE

DIREÇÃO:

Euvaldo Black

FINANCEIRO:

Eliane Machado Teles

REDAÇÃO E EDIÇÃO: Márcia Costanti (MG- 157747) redacao@revistabemdevida.com.br ARTE:

Sempre Viva Comunicação Rafael Mendes contato@revistabemdevida.com.br

FOTOGRAFIAS:

Chico Fotógrafo

PUBLICIDADE:

Amaury Colen 9696-8125

GRÁFICA:

Formato

EDIÇÕES:

Fev./Abr./Jun./Ago./Out./Dez.

TIRAGEM:

7.000 exemplares

DISTRIBUIÇÃO: Lagoa Santa: 25 condomínios, dez bairros, Vila dos Oficiais e Vila dos Suboficiais da Aeronáutica, Órgãos N° 44 - Fevereiro/Março 2014

Públicos Municipais e Empresários. Jaboticatubas: 6 condomínios Vespasiano: Condomínio Rosa dos Ventos Confins: Condomínio Clube dos 50 BH: Sócios do Iate Clube Pampulha.

Água calcária e galões

de água mineral

passam por testes Férias escolares prolongadas pela Copa do Mundo preocupam pais e professores

Tiago Lacerda comenta preparativos para a chegada de estrangeiros em Minas

TEL.: 3681 5324 BLACKCOMUNICACAO@GMAIL.COM CNPJ: 08.113.640/0001-10 ALAMEDA PRÍNCIPE DE MÔNACO, 226, LUNDCÉIA, LAGOA SANTA/MG

Bem de Vida é uma publicação bimestral da Black Comunicação Publicações Ltda. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias desta revista sem autorização da Black Comunicação. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. 4

Bem de Vida | Dezembro/Janeiro


Bem de Vida |Fevereiro/Marรงo

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crônica

foto Chico Fotógrafo

Igreja em

três tempos

Ministros leigos, usando sobrepeliz, faziam o papel de “leões de chácara” à porta da igreja de Armação dos Búzios (RJ) na noite de 31 de dezembro. A missão deles era observar, avaliar e barrar a entrada de mulheres vestidas de modo inconveniente. Minha filha foi detida e liberada em seguida, depois de baixar a bermuda por 2 ou 3 centímetros. No momento culminante da missa, uma voz feminina advertiu: não pode comungar quem cometeu pecado mortal e não se confessou; os não batizados e aqueles que não forem casados sacramentalmente. Faço um parênteses para esclarecer aos mais novos. A diocese de Campos teve um dos bispos mais influentes do Rio de Janeiro: Dom Antônio de Castro Mayer (1904/1991). Homem culto, doutor em teologia pela Universidade Gregoriana de Roma; professor de filosofia, história da filosofia e teologia dogmática; professor de religião e doutrina social católica na Faculdade Paulista de Direito e no Instituto Sedes Sapientiae, da PUC/SP. Toda essa bagagem cultural ele empregou de modo brilhante em defesa da igreja tradicionalista, fechada, autoritária e intolerante com os contrários. No Concílio Vaticano II, ele foi voz discordante ao lado do bispo francês Marcel Lefebvre (1905/1991). A posição exacerbada dos dois contra a liberdade religiosa, o ecumenismo e a colegialidade dos bispos

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culminou com um quase cisma. Sem autorização papal e com a participação de dom Mayer, Lefebvre consagra 4 bispos em Ecône (Suíça). Excomungado, fundou a Fraternidade Sacerdotal Pio X, hoje com 529 padres e atuação em 31 países. Anos depois, João Paulo II indultou Lefebvre. Em 1988, o cardeal Joseph Ratzinger regularizou a situação canônica da FSSPX. O conservadorismo da igreja em Búzios é resquício da influência de Dom Mayer. Poucas horas se passaram e eis que o papa Francisco batiza filhos de funcionários do Vaticano, entre os quais, o de uma mãe solteira. Mais uma vez, Francisco segue com coerência o caminho da construção de uma nova Igreja: evangelizadora, apostólica, acolhedora, comprometida e atuante no meio dos mais pobres, menos pomposa, mais despojada e mais eficaz em suas ações religiosas e sociais. Sem lançar mão dos truques midiáticos de João Paulo II, Francisco abraça, beija, sorri e busca o contato com o povo, sem distinção de idade e condição social. Ele convence com a coerência entre sua vida privada – austera e simples – e o exercício da autoridade papal com menos pompa e circunstância. Francisco é despojado de tudo e benevolente com todos. Não à toa ele é o homem de 2013 pela Time, capa da Vanity Fair, pautado pela The Advocate (revista gay) e o nome mais acessado do Google.

Hilton Ferreira Bacharel em direito e jornalista profissional desde 1962. Foi redator em grandes jornais da imprensa mineira e nacional. Hoje é consultor de comunicação institucional.

E olha que Francisco não tem sequer um ano de pontificado. Não concluiu a varredura da Cúria Romana e do Banco do Vaticano. Ainda está preparando o sínodo dos bispos – na prática, um novo concílio. Mas já tem credibilidade de sobra. Por último e não menos surpreendente, vimos um grupo de católicos impedindo com vaias, assovios e outras formas de protesto a celebração da missa das 11h na igreja do Carmo. Eles mostraram indignação com a ausência de frei Cláudio Van Balen, a quem cabia até agora a missa das 11h e que provavelmente será afastado. Frei Cláudio tem pensamento, comportamento e ação pastoral que lembram o papa Francisco. O “modus operandi” é questão de jeito pessoal de cada um. As manifestações do domingo 26 de janeiro na igreja do Carmo podem ser entendidas de maneiras diferentes. Muitos vão considerá-las legítimas e até estimulantes no sentido de evidenciar uma comunidade democrática, participante e comprometida com a atuação evangelizadora e social da paróquia nos últimos 46 anos. Outros podem torcer o nariz para um ato de aparente rebeldia e afronta contra as normas disciplinares da hierarquia católica. Enfim, depois de breve convívio com a igreja tridentina e conservadora – mas provavelmente autêntica em suas convicções -, sinto-me feliz de ser contemporâneo da nova Igreja democrática, contestadora e corajosamente cristã.


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história

foto Chico Fotógrafo

Rio das Velhas e suas velhas histórias Os rios sempre foram um marco na história da Humanidade. As primeiras civilizações humanas surgiram às margens de rios como o Tigre, Eufrates, Nilo e tantos outros. Através dos rios, os povos obtinham seus meios de defesa, divisão territorial, alimentação, transporte, comunicação, comércio, energia, irrigação e água potável que os possibilitava sobreviver e desenvolver. Algumas vezes eram também fontes de grandes infortúnios, como enchentes e secas devastadoras. Mas havia sempre grande respeito e reverência aos rios. Lendas, músicas e histórias guardam a memória da relação de homens e seus rios. No Brasil, não foi diferente: o povoamento deu-se ao longo dos rios e muitas são as histórias que os cercam. Hoje contaremos um pouco de uma delas, a do Rio das Velhas. “Que grande parte da história de Minas não se terá desenrolado nas margens do Rio das Velhas? E que mundo de segredos não estarão escondidos no fundo de suas águas profundas?” Lúcia Machado de Almeida IN: Passeio a Sabará O nome Rio das Velhas já carrega consigo uma lenda. A tradição popular diz que o bandeirante paulista Bartolomeu Bueno, ao se aproximar do rio, deparou-se com três velhas índias acocoradas em suas margens nas proximidades de Sabará. O poeta Cláudio Manoel da Costa registrou em um de seus poemas (Égloga Arúncio) esse encontro e atribuiu ao

Governador Antônio de Albuquerque a escolha deste nome. O Rio das Velhas é o maior afluente do São Francisco e todo o seu curso (cerca de 761 Km) está dentro do território de Minas Gerais. Sua nascente fica em Ouro Preto, de onde parte como uma serpente, com grande sinuosidade rumo ao norte do estado. É como a coluna vertebral de Minas Gerais Parte de seu curso atravessa uma região calcária com características bastante atípicas – o Carste de Lagoa Santa. O rio é alimentado por ribeirões subterrâneos; lagoas surgem e desaparecem “misteriosamente”, como a famosa Lagoa do Sumidouro. Quantas surpresas e lendas esses fatos devem ter gerado. A tão sonhada e perseguida descoberta de ouro no Brasil ocorreu no vale do Rio das Velhas e dele partiu outras rotas de descobrimento de veios auríferos no vale de diversos afluentes do São Francisco. Às margens do Rio das Velhas, surgiram os primeiros povoamentos de Minas Gerais, que cresciam a cada dia com a chegada maciça de desbravadores atraídos pela riqueza da mineração. Muitos foram os cientistas e viajantes naturalistas que passaram pela bacia do Rio das Velhas ao longo dos séculos e o descreveram em seus relatos: Rugendas, Richard Burton, Saint Hilaire, Spix e Martius, Peter Lund e outros. Riqueza de uns, miséria de outros. Tributação de uns, contrabando de outros. Sonhos de uns, pesadelos de outros. O Rio das Velhas

Rio das Velhas luta para sobreviver em meio às constantes intervenções humanas

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Ana Paula A. Marchesotti Historiadora, especialista em História do Brasil e Mestre em Cultura e Ciência na História. Autora do livro “Peter Wilhelm Lund: o naturalista que revelou ao mundo a Pré-História Brasileira”.

como testemunha de todos. Conflitos entre bandeirantes, guerras e inconfidências, motins de escravos, criação de Quilombos, exploração por naturalistas estrangeiros, transferência da capital da Antiga Vila Rica (Ouro Preto) para Belo Horizonte, desenvolvimento das cidades e atividades econômicas poluidoras. O Rio das Velhas foi cenário de todas essas histórias. Mesmo quando ocorreu o esgotamento da mineração, outras atividades se desenvolveram na região, como a pecuária e a agricultura. Junto com estas novas atividades, o processo de ocupação e degradação prosseguiu, sobretudo pelo desmatamento, para a formação de pastos e para a implantação de monoculturas. No Alto Rio das Velhas, a situação foi ainda mais agressiva com a implantação de manufaturas industriais de ferro no século XVIII e de indústrias siderúrgicas nos séculos seguintes, causando grande impacto ambiental. Mais tarde, o Rio das Velhas ganhou a responsabilidade de fornecer água às cidades, de receber esgotos e resíduos ,e de irrigar lavouras. Hoje, se luta para que o Rio das Velhas sobreviva às constantes intervenções humanas. Sempre que passo pelo Rio das Velhas e o vejo ali poluído, desrespeitado e recebendo dejetos que o matam lentamente a cada dia, penso: que seres são estes que destroem e pagam com a morte aquele que é sua fonte de vida? O que estarão pensando as três velhas índias acocoradas em suas margens sobre nossa atitude “civilizada” frente àquele que é como sangue irrigando de vida as terras mineiras?


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arte

Arte sem

diminutivo

Fátima Inchausti Artista Plástica, professora de História da Arte e de Francês na Aliança Francesa de Belo Horizonte.

Dentre as obras do artista, destaca-se O profeta Daniel - Congonhas

Ele foi uma revelação inspiradora para aqueles que, ao lado de Mário de Andrade, promoveram a Semana de Arte Moderna no Brasil e que viram nele um dos poucos exemplos da identidade cultural de nosso país. Hoje é considerado o primeiro grande artista genuinamente nacional e ocupa um lugar de destaque na história da arte internacional. Sua obra, entre talha, projetos arquitetônicos, relevos e esculturas, é a síntese de uma expressão plástica de

Cristo do Passo da Coroação de espinhos - Congonhas

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primeira grandeza, que define um momento singular na evolução da arte brasileira. E um grande motivo de orgulho para nós, mineiros, é que esta obra foi praticamente toda realizada em Minas Gerais, especialmente nas cidades de Ouro Preto, Sabará, São João del-Rei e Congonhas. São verdadeiros tesouros que se encontram muito perto de Belo Horizonte. Antônio Francisco Lisboa, (Ouro Preto, 1730/38 - 1814) foi escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial. Filho de uma escrava e de um mestre-de-obras português, iniciou sua vida artística ainda na infância, observando o trabalho de seu pai, que também era entalhador. Pouco se sabe com certeza sobre detalhes de sua vida e sua trajetória é reconstituída principalmente através das obras que deixou. O artista usava matéria-prima brasileira, madeira e pedra-sabão e os historiadores de arte tentam classificar sua produção numa linha tênue entre diversos estilos (barroco, rococó, clássico e gótico, com características expressionistas). Mas isto não é importante, pois a verdadeira genialidade ultrapassa qualquer classificação, produzindo obras atemporais e universais. Não foi a toa que D. Pedro II, grande apreciador das artes, ficou apaixonado pelas suas criações. O que mais importa é como as esculturas de Antônio Francisco Lisboa

tocam o espectador pela expressividade e força. Seus personagens têm sempre algo a nos dizer ou mostrar, seja através de olhares onde a emoção transborda, de gestos e corpos talhados com firmeza e elegância, na leveza de uma mão se erguendo, ou até numa crítica social camuflada nas entrelinhas. Paradoxalmente, este gigante da arte brasileira é conhecido pelo apelido de Aleijadinho, mas para este enorme artista não cabem diminutivos. Segundo o escritor Ariano Suassuna, ele se equipara aos maiores gênios da cultura mundial.

Cristo do Passo da Cruz às costas - Congonhas


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educação

por Márcia Costanti fotos Chico Fotógrafo shutterstock

Desafios e oportunidades para o ensino no ano

da Copa do Mundo

Pais e colégios se preparam para mudanças de rotina no calendário letivo dos estudantes Acostumada a acompanhar de perto a rotina de estudos do filho, a auxiliar de biblioteca Liliana Passos Avelar, de 52 anos, já se prepara para redobrar a atenção em 2014. Mãe de um adolescente de 15 anos, ela pretende ficar de olho no ritmo de Henrique, que começa uma das etapas mais importantes da vida acadêmica: o Ensino Médio. Além das novas disciplinas, o estudante vai enfrentar ainda o desafio de um ano letivo diferente: devido à Copa do Mundo, as férias de julho serão estendidas de 15 para 30 dias.

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Mesmo ciente de que o recesso maior – que será entre 12 de junho e 13 de julho – foi definido pela Lei da Copa e deve ser seguido, Liliana avalia que será um período “puxado” para os alunos, que devem enfrentar mais aulas no fim do ano e ainda reposições em horários extras ou até mesmo finais de semana. “Quebra o ritmo. Mas mesmo quando ele não estiver tendo aula, ele vai ter que estudar em casa, para compensar”, ressalta. Normalmente, Henrique, que começa a estudar no Sebrae de Pedro Leopoldo em

período integral neste ano, é totalmente liberado pelos pais para relaxar durante as férias. “Tento fazer com que ele aproveite o máximo possível, para depois a gente poder fazer a exigência devida”, explica a mãe. Mas, com o ano atípico pela frente e a pressão do novo período escolar, a realidade será diferente, para evitar que ele perca o andamento das disciplinas com a folga de um mês. A preocupação de Liliana é amenizada pelo diretor do Colégio M2 e presidente do Sindicato das Escolas Particulares de


Minas Gerais, Emiro Barbini. Ele alega que, além da Copa do Mundo, 2014 será marcada pelas Eleições e, ainda, por feriados seguidos. Mesmo assim, garante que o calendário previsto cumpre os 200 dias letivos exigidos por lei e busca afetar o mínimo possível o desempenho dos alunos. “Temos que zelar pela ética e qualidade da educação, o norte tem que ser esse” Barbini orienta as famílias a seguirem o exemplo de Liliana e acompanharem a rotina de estudos dos filhos. Ele pede a compreensão dos pais quanto ao ano atípico e reforça a importância de que os alunos cumpram com os sábados letivos para que acompanhem os conteúdos programados. “É uma atenção redobrada por parte dos pais junto com as escolas”. A diretora do Colégio Maxxi e psicóloga educacional Maria Cristina Detomi acredita que a extensão das férias tem repercussões na prática pedagógica. No entanto, ela explica que a escola está preparada para evitar prejuízos no processo de aprendizado dos estudantes. “Adotamos rigor maior nos planejamentos dos conteúdos programáticos de todas as disciplinas. Este rigor se refere tanto à antecipação da organização das atividades como no cumprimento das datas e prazos previstos no planejamento”. Além disso, as reposições serão feitas aos sábados e com a extensão das aulas até meados de dezembro. Maria Cristina garante que os estudantes não terão dificuldades com as disciplinas por causa do

Maria Cristina: evento é “oportunidade única” para projetos em sala

Liliana e o filho: ela promete atenção redobrada aos estudos dele em 2014 ano atípico. Segundo a diretora, além de cumprir com os 200 dias letivos previstos em lei, a instituição ainda oferece uma carga horária semanal de 30 horas semanais, totalizando 1.000 horas ao ano, sendo que o mínimo exigido é de 800 horas. Outra prática já adotada na escola que deve auxiliar os estudantes a manterem o ritmo é a aplicação de provas semanais. “Aqui na escola, não existe a tão temida e extenuante semana de provas, pois os alunos realizam uma prova de cada disciplina por semana, o que estabelece um hábito de estudo contínuo, aumenta a concentração e maximiza a aprendizagem”, ensina. Campos e urnas em sala de aula Se a Copa do Mundo por um lado altera o cotidiano dos estudantes, por outro ela é prato cheio para trabalhos temáticos que enriquecem o conhecimento dos alunos. Como ressalta Maria Cristina, o evento é “uma oportunidade únida” para desenvolvimento de projetos nas disciplinas de História e Geografia, por exemplo. No Colégio Maxxi, além de reforçar a prática esportiva, serão aprofundados os estudos referentes às regras de jogos, disciplina, ética, etc. Os jogos estudantis com o tema “O Brasil é Maxxi” prometem animar a instituição. As Eleições de outubro também serão lembradas em sala de aula: além de estudos sobre o processo eleitoral brasileiro, os alunos poderão vivenciar a cidadania atra-

vés da escolha de representantes de turma. A visão da psicóloga é compartilhada por Barbini, que comenta que os acontecimentos do país serão reforçados também no Colégio M2. “É o momento mais que adequado para abordar questões como a importância do voto e da democracia”. Ele acredita ainda que o esporte trará lições ainda mais importantes para os estudantes. “Vamos abordar o esporte como conciliador e formação da pessoa. Com ele, você aprende a ganhar e perder com dignidade e tudo isso faz parte do processo educacional”, reflete.

Barbini ressalta que tudo será feito para impedir prejuízo aos alunos

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música

A cor do som

O cinema é, deve ser, pode, deveria ser, ou seria bom que fosse a melodia do pensamento. E a música é o que pode salvar o nosso cinema. Seja popular, seja de elite, todos têm um ouvido e o cinema precisa se reencontrar pra poder justificar o que ele tem de melhor, que é a possibilidade de transfigurar a realidade com a força, a energia e, sobretudo, com a concentração espiritual que a música combinada com o cinema nos propõe e trazer cada vez mais perto a noção do supremo. Mais uma reflexão bacana do cineasta catarinense-paulista-carioca-londrino-baiano Rogério Sganzerla (1946-2004), com a qual dou partida no diálogo que pretendo ter com os leitores da BDV ao longo de 2014. Para

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esta temporada, sempre com o jazz-Brasil no coração e no quadril, a ideia é voltar olhos e ouvidos para a potência expressiva da relação som e imagem, cinema e música - daí a menção ao grande Sganzerla, que teve entre seus gurus músicos de primeira, como Jimi Hendrix, Noel Rosa e João Gilberto. A verdade é que o cinema nunca foi silencioso. Mas permaneceu mudo em suas três primeiras décadas de existência. Até que a tecnologia o permitisse ser ouvido pelo público a partir de meados dos anos 1920. Vários marcos dão conta da corrida tecnológica do cinema em busca da voz. O mais conhecido, talvez por consolidar avanços anteriores, é o filme O Cantor de Jazz, de 1927. Na produção

Marcos Pierry Mestre pela USP, jornalista, professor e crítico. marcospierry@yahoo.com.br

da Warner, o sistema Vitaphone permitia a sincronia do som da vitrola com a imagem do projetor. Dois anos depois, a Fox desbancava o estúdio concorrente ao fazer a gravação sonora diretamente na película. E o resultado, mais que bem sucedido, mostrou que o som chegava para ficar, como pôde ser visto (e ouvido) em blockbusters do período. Um exemplo é Melodia da Broadway, de 1929, primeiro filme inteiramente falado. O clássico Cantando na Chuva (1952), em meio a impagáveis números de dança, ilustra de maneira eficiente as dores e alegrias durante a transição do mudo para o sonoro. Bem antes disso tudo, o célebre compositor francês Camille Saint-Saens havia sido requisitado para fazer a trilha de O Assassinato do Duque de Guise (1908), uma tentativa dos produtores de agregar valor artístico ao filme. É sempre bom lembrar que, por essa época, o cinema ainda era visto por muitos como entretenimento fácil e descartável, bem diferente de linguagens como a música, uma arte milenar, com séculos de prestígio entre súditos e tiranos. A batalha interna foi mais que dura. Não poucos pioneiros do cinema torceram o nariz e rejeitaram a ideia de se articular o som às imagens em movimento. Sir Charles Chaplin, para ficar no exemplo mais ilustre, só realizaria um filme falado do começo ao fim mais de uma década após o advento do som, com O Grande Ditador, de 1940. Tempos depois, Chaplin musicaria O Garoto (1921), O Circo (1928) e outras obras-primas do passado. Aprendera finalmente que cinema também foi feito para se ouvir. E você, já aprendeu?


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saúde

por Márcia Costanti fotos Chico Fotógrafo

Calcária x mineral: água de Lagoa Santa em foco

Moradores de Lagoa Santa apelam para galões de água mineral para escapar dos transtornos do calcário. Mas o que será mais seguro? A revista Bem de Vida tirou a prova e analisou a água que você bebe em casa Os moradores de Lagoa Santa aprenderam, ao longo dos anos, a conviver com os transtornos causados pelo excesso de calcário na água. Reclamação constante dos habitantes da cidade, o excesso deste elemento químico acarreta em vários problemas: para os lagoassantansses, hábitos como encher um copo de água ou abrir o chuveiro não são tão simples assim. A presença do calcário, além de modificar o sabor da água distribuída pela Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), provoca incrustração nos canos, manutenção constante das resistências dos chuveiros e outras perturbações diárias, como a dificuldade para se fazer espuma durante o banho. A preocupação dos usuários, no entanto, vai muito além: os riscos trazidos pela ingestão excessiva do calcário – como pedras nos rins ou outros distúrbios gástricos – motiva muita gente a optar pelo uso de galões de água mineral. Diante disso, a população se vê num impasse: de um lado, a água “dura”, vinda de mananciais profundos do município, que, de acordo com a Copasa, pode ser considerada mais pura que as demais, mas especialistas alegam que pode ocasionar problemas de saúde. De outro, a água mineral engarrafada, que, embora tenha o sabor mais agradável, está suscetível a grande risco de contaminação por fatores variados como transporte e armazenamento. Para avaliar esta questão e ajudar os habitantes do município a abrirem a torneira com mais tranquilidade e sem peso na consciência, a revista Bem de Vida deste mês decidiu ir atrás de especialistas e representantes da Copasa. Fomos além e selecionamos duas amostras de água mineral para serem analisadas pelo laboratório Hidrocepe, de Belo Horizonte. O objetivo é descobrir e acompanhar até que ponto a água ingerida na cidade é de qualidade –

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seja aquela proveniente dos nossos mananciais ou dos galões que têm alto índice de vendas no município. Sinal verde A primeira boa notícia para os lagoassantensses foi registrada e enviada pelo Hidrocepe à reportagem: todas as amostras estão livres da presença de Escherichia Coli, bactéria causadora de vários transtornos gastrointestinais. Conforme explica o médico e especialista no assunto, Dr. Carlos Tito Guimarães, a ausência da bactéria indica que há grande chance de a água estar livre de outros problemas, como a presença de coliformes fecais. Ele ressalta ainda a necessidade de acompanhamento da qualidade da água utilizada na alimentação. “Quando você vai avaliar uma água para beber, você tem que olhar a condição química dela e, principalmente ver a qualidade microbiológica, referente à presença de bactérias, principalmente os coliformes fecais, grandes vilões de contaminação da

água”, avalia. Ainda segundo Carlos, é fundamental estabelecer um prazo para que sejam feitos novos exames laboratoriais. Mesmo com o sinal positivo dos primeiros exames, portanto, a revista Bem de Vida pretende continuar efetuando análises periódicas. “A presença de coliformes fecais é recorrente. Você faz uma análise hoje e está tudo ok, mas daqui há seis meses pode repetir a avaliação e ter”, aponta o especialista. Por meio de seu laboratório, a Copasa enviou à reportagem vários laudos referentes ao período de julho do ano passado a fevereiro de 2014, onde demonstra que os indicadores relativos ao equilíbrio microbiológico da água fornecida pela empresa estão em dia. Os documentos comprovam ausência de coliformes fecais e outras bactérias. Quanto à “dureza” da água, ou seja, com relação à quantidade de calcário presente nas amostras, os números ficam em torno de 170 a 180 mg/L. Os padrões de referência do Ministério da Saúde são de 500 mg/L.

Dr. Carlos Tito Guimarães, especialista no assunto, aponta a necessidade de avaliação constante da água


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Copasa promete adutora de 49km de extensão para oferecer para Lagoa Santa a mesma água distribuída em BH. Dureza x Qualidade A questão da água em Lagoa Santa não para por aí. Embora exames tenham declarado que as amostras da água mineral são consideradas seguras e a Copasa garanta eficácia em seu protocolo de qualidade, a discussão sobre os riscos trazidos pelo excesso de calcário gera polêmica. O chefe do Departamento Operacional da Região Metropolitana da Copasa, João Andrade do Nascimento, reforça que a água de Lagoa Santa “não faz mal para ninguém” e traz apenas incômodos cotidianos questionados pela população. Exemplos disso são constantes reclamações sobre o uso da água para lavar panelas, incrustração em canos e até mesmo os cabelos ressecados. Mesmo assim, Nascimento conta que a empresa já está em fase de finalização para implantar uma nova adutora que deve resolver o problema. A construção, que tem cerca de 49 km de extensão e 700 mm de diâmetro, já está em funcionamento em São José da Lapa. Além do município e da própria Lagoa Santa, ela promete atender ainda a cidade de Vespasiano. O intuito é oferecer à região a mesma água distribuída em Belo Horizonte, através da integração com o sistema produtor da capital mineira, formado principalmente pelo rio das Velhas. Ele revela que a mudança será responsável por garantir o abastecimento de água no município pelos próximos 30 anos. Por outro lado, a nova adutora deve prevenir ainda falhas no serviço, como a que aconteceu em novembro do ano passado, quando boa parte dos moradores de Lagoa Santa enfrentou mais de três dias de falta d´água. Com a obra, episódios como este serão evitados, de acordo com o representante da Copasa. “A gente esperava um crescimento para Lagoa Santa e ele vem ocorrendo. Até

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tentamos nos antecipar no intuito de chegar antes de um eventual desabastecimento e, de certa forma, conseguimos. Mas o que efetivamente vai sanar esse problema para o futuro é a adutora de integração”. O chefe do Departamento Operacional da Grande BH na Copasa não nega, por outro lado, que o benefício se estenderá às críticas feitas pelos moradores com relação ao excesso de calcário, que passarão a receber uma água de sabor mais agradável ao paladar. “A Copasa não quer que o cliente vá comprar água para o beber, quer o melhor conforto para ele”. O analista master da Copasa, Max Demattos, também defende a qualidade da água distribuída em Lagoa Santa. Ele ensina que há dois tipos de água coletada pela empresa: superficial, como a retirada do rio das Velhas, e profunda, como a de Lagoa Santa. No primeiro caso, é necessário um trata-

mento completo e minuncioso. Já na segunda situação, a água é considerada muito mais pura e cristalina, justamente devido à sua dureza. O termo diz respeito à presença de elementos como sódio ou magnésio – presente no município devido à chamada “zona cárstica”, que compõe o solo da região. O cálcio acumulado na água se deve à infiltração dela nestas áreas profundas. Questionado pela reportagem quanto aos perigos para a saúde, Demattos nega. “O cálcio nada mais é que um elemento presente no leite, por exemplo. Ele dá certo gosto na água, mas isso é nosso, porque nós somos acostumados assim. Além disso, o PH da água mineral, por exemplo, é muito mais baixo [ácido] do que de onde tem cálcio”. O analista afirma ainda que em outros países, como na França, as empresas optam por “colocar” mais dureza na água, que pode chegar a 900 mg/L. “Eles fazem isso porque tem pesquisas que dizem que a dureza é boa para as doenças coronárias”. Quanto à água mineral, ele faz um alerta e alega que “há uma série de cuidados” que devem ser tomados para evitar a contaminação. E ressalta que “coliforme fecal é muito pior que cálcio”. Por fim, o analista descarta problemas de saúde decorrentes da ingestão da água de Lagoa Santa. “Se for assim, então não pode tomar leite, iogurte, comer queijo parmesão. Se você ingerir de menos, tem problema, se ingerir demais, pode causar algo, mas até 1.000 mg de cálcio por dia não faz mal”. O médico e especialista Dr. Carlos Tito, no entanto, acredita que há ressalvas para se beber a água distribuída na cidade. Na visão dele, o excesso de cálcio pode trazer transtornos para saúde a longo prazo. Quem nasce e vive em Lagoa Santa durante a vida toda e utiliza a água calcária para beber pode apresen-

A revista Bem de Vida conferiu de perto o momento da coleta das amostras de água mineral


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Acquasolo oferece tecnologia inovadora da Alemanha que trabalha com “troca iônica” tar no futuro distúrbios gástricos, como gastrite e úlceras. “Na verdade, uma água muito básica, de PH muito alto, leva a problemas de estômago, intestino e todo o trato digestivo, porque ela vai chegar com PH diferente do normal e o organismo vai se adaptando para corrigir isso. Mas tem hora que ele não consegue mais, e aí podem surgir úlceras”. Ele aponta, no entanto, que, microbiologicamente, a água da Copasa pode ser considerada mais segura que os galões de água mineral, devido à série de procedimentos pela qual é submetida antes da distribuição. “Água potável o tempo todo não é fácil. A Copasa te coloca em casa uma água aparentemente potável, mas as condições de armazenamento para manter também interferem na qualidade”. Ele ressalta, por isso, a importância da limpeza das caixas de forma periódica, pelo menos duas vezes ao ano. Já quanto à água mineral engarrafada, o médico acredita que o principal é certificar-se sobre a origem do produto para garantir a ausência de bactérias que causam riscos à saúde. “A minha opinião é que, a princípio, é uma água boa, mas tem que ter certeza da procedência, de onde ela veio, quem faz, se os procedimentos são corretos. Para Guimarães, “toda água é questionável” e o acompanhamento constante da qualidade é imprescindível. Poluição Além da questão da dureza e dos problemas de abastecimento em Lagoa Santa, a Copasa pretende ainda minimizar a exploração dos mananciais da cidade, como a lagoa que é o cartão-postal do município. Outra preocupação da empresa é o controle da poluição no local, que esbarra, principalmente, na quantidade de esgotos clandestinos que são liberados na lagoa. Nascimento explica que o trabalho de

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“caça-esgoto” é constante. “O que temos em Lagoa Santa é a dificuldade em interceptar e tratar todo esgoto que adentra não só a lagoa principal, mas qualquer outro manancial”. O representante da Copasa explica que, embora parte do esgoto do município seja tratado pela estação implantada no local, ainda sobram resíduos de lançamento difíceis de serem identificados. “É um processo que temos em todas as cidades para ir atrás deste refinamento e não ter mais nada lançado um dia”, afirma, ressaltando que o problema nasce de uma necessidade de “conscientização” dos moradores. Alternativas Enquanto a nova adutora não começa a funcionar, alternativas para reduzir os transtornos trazidos pelo excesso de calcário na água de Lagoa Santa surgem no mercado. Dentre elas, está o trabalho desenvolvido

pela Acquasolo. O responsável técnico e diretor da empresa, Marcílio Tavares Nicolau, explica o funcionamento do equipamento que distribui que conta com tecnologia inovadora trazida do exterior. O aparelho, que foca inicialmente em soluções domésticas, trabalha com o campo elétrico. Ele não retira o calcário da água, mas funciona como um filtro em um sistema de “troca iônica”. Através de frequência deste campo, modifica o formato do cristal dos carbonatos de cálcio presentes na água, que perdem a capacidade de adesão e assim, evita a incrustração do elemento nos canos. “Ele é desenvolvido e fabricado na Alemanha, por uma empresa com 65 anos de existência. As pessoas ainda não estão acostumadas com a mudança drástica de tecnologia, é um campo elétrico que você não vê, que atua em nível molecular” explica Marcílio. Já Luciana Correa, proprietária da empresa A Casa da Água trabalha com equipamentos como Hailiving e Priory, que atuam no processo de organização de moléculas e transformam a água que chega à casa dos moradores de Lagoa Santa. “Os aparelhos pegam a água da torneira, retiram toda a química e ela vira uma água pura, antioxidante, altamente hidratante, com boa condutividade, com propriedades iguais à água encontrada na natureza”, explica. Ainda de acordo com Luciana, embora não retire o calcário, a tecnologia reduz os problemas causados pelo elemento. “A preocupação do pessoal está em cima ainda do calcário, mas hoje ele não é excessivo. Nosso aparelho ordena as moléculas assim que a água sai da caixa d´água e, assim, ele não entope chuveiros, por exemplo”. A empresária ressalta ainda que os consumidores interessados podem testar o equipamento na hora, na sede da A Casa da Água, antes da compra.

Luciana trabalha com equipamentos que deixam a água alcalina, com propriedades semelhantes àquela encontrada na natureza


acolasa

Acolasa apresenta seu Plano

de Ação 2014

A Associação dos Condomínios de Lagoa Santa reuniu seus associados, no último 17 de dezembro, para apresentar seu plano de ação para este ano. Em um clima misto de trabalho e confraternização, dezenas de síndicos e condôminos discutiram as ações e metas que a entidade buscará para levar mais segurança e conforto para os condomínios da cidade. Veja um resumo do Plano de Ação 2014: Ações Contínuas - Representação nos Conselhos Municipais - Renovação e aumento dos participantes. - Acompanhamento e participação nas reuniões da Câmara de Vereadores: Principalmente quanto à Lei 2759. - Seleção de Mão de Obra: Criação de Mini Curso preparatório para candidatos. - Treinamentos para Funcionários: Inclusão de novos cursos, além dos já ministrados.

- Rede Protegida de Condomínio: Renovar e aprimorar a parceria visando a eficiência do sistema. - Café com o Síndico: Adaptação às peculiaridades do condomínio. - Churrascão da ACOLASA - Campanha do Agasalho - Campanha de Natal – Parceria Correios Novas Ações - Portal Acolasa - Grupo de Compras: Espaço para divulgação de produtos e promoções exclusivas para os associados da ACOLASA; - Cadastro de Prestadores de Serviços: Banco de Dados alimentado pelos próprios associados com cadastro de mão de obra variada, com sistema de avaliação; - Cartão de Desconto: Sistema de Cadastro de associados e empresas interessadas em

vender para este público com descontos e benefícios exclusivos. - Assessoria Jurídica ACOLASA: Estudo de viabilidade de implantação de Assessoria Jurídica aos associados, com o objetivo de redução de custos e ações padronizadas, além da defesa dos interesses da Associação. - Solução conjunta para coleta e destinação de resíduos: Estudo de Viabilidade de uma solução para a coleta e destinação dos resíduos orgânicos e recicláveis produzidos nos condomínios. - Projeto Lagoa Limpa: Participação junto aos órgãos públicos e entidades privadas buscando fomentar soluções para recuperação da Lagoa Santa. - Palestras Educativas: Promoção de eventos educativos voltados aos estudantes de Lagoa Santa com a utilização do Parque Ecológico Nascentes do Fidalgo.

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esporte

fotos Chico Fotógrafo

Do remo

à canoagem! Alessandra Drumond Turismóloga, mestre em Turismo e Meio Ambiente e consultora.

O remo é um esporte aquático, praticado desde o século 19. Ele foi logo reconhecido no programa oficial dos jogos olímpicos e, em seguida, nas competições paraolímpicas. De forma geral, o remo foi um meio de deslocamento que possibilitou descobertas de novos lugares. Uma prática milenar, que merece grande respeito e é considerada ainda um marco cultural e histórico. Para remar, é claro, é necessário uma embarcação. Sendo assim, Roberta Senra, técnica e instrutora de surf, canoagem e atualmente diretora mineira de Canoagem Havaiana Paraolímpica pela Confederação Brasileira de Canoagem trouxe suas pranchas das águas salgadas para a Serra do Cipó. Com toda sua paixão pelo esporte, ela nos convidou para conhecer as inúmeras vantagens de se praticar o remo. Por se tratar de um esporte ao ar livre, o remo possibilita ao participante um contato direto com a natureza. Hoje em dia, praticar uma atividade que agregue este valor é fundamental à saúde física e mental. As crianças possuem uma capacidade incrível para pegar com facilidade a remada, estabilidade e equilíbrio, fundamentais para a iniciação da canoagem. Não existem restrições para praticar remo. O único

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pré-requisito é saber nadar! Nossa aventura começou nas prachas de surf, testando o equilíbrio e praticando as remadas. Roberta explicou a necessidade de se experimentar várias técnicas e modalidades do remo, para, assim, possibilitar maior sucesso na canoagem. Quando se experimenta diversos tipos de remos, se sente também diversas sensações na remada. Isto explica, então, o uso das pranchas e embarcações. O equilíbrio é fundamental. Por isso, treinamos nas pranchas, já que é mais

difícil do que na canoa e passamos por todas as etapas até ficar em pé. Em seguida, passamos para a canoa. Vale lembrar que o stand up é uma evolução do surf e o surf, da canoa. Nossas crianças Bem de Vida se divertiram bastante. Com a prática, percebemos que as técnicas se complementam e, assim, os esportes evoluem em diversas modalidades. Veja o depoimento de Tarsis Camilo, aluno da Roberta: “A prática da canoagem é muito mais do que eu imaginava, não é somente sentar numa canoa e sair remando. É preciso equilíbrio físico e mental, reeducar completamente o corpo para que a tocada seja suave e prazerosa. Para isto, a Roberta vêm trabalhando comigo dentro e fora d’água, com alongamento e ginástica funcional para fortalecer a musculatura. Aliado a isso, nado mais motivado, pois é um complemento fabuloso.


culinária

Dicas saudáveis podem salvar

seu Carnaval Mauro Bretas Atuário e Chefe de Cozinha

As recomendações para uma alimentação saudável no carnaval para os foliões de plantão devem ser pautadas em refeições leves e funcionais. Apesar de ser um momento de descontração, um descuido com a alimentação pode acabar com a sua festa. Para não cair nesta armadilha e parar a brincadeira por causa de uma infecção intestinal, desidratação ou mesmo ressaca, algumas recomendações simples podem ajudar. Nesta época, os foliões perdem bastante líquido e gastam energia devido à alta temperatura e constante movimento. Por isso, a regra básica é manter o corpo hidratado com sucos de frutas, água de côco ou água. Assim, além de ingerir líquido, estamos suprindo a falta de minerais. Dê preferência aos sucos no lugar dos refrigerantes. Para aqueles que gostam de uma cervejinha, o ideal é intercalar a bebida com suco ou garrafinha de água. Fazer refeições rápidas também é uma obrigação durante a folia. Pode ser um lanche ou fruta (dê preferência ao lanche natural e observe as condições de higiene do local, veja se os produtos estão sob boa refrigeração). O correto é ingerir carboidratos, massas, pães e cereais, devido ao alto gasto de energia. Uma restrição levantada por especialistas é a ingestão de carnes e comidas gordurosas. Elas demoram mais para serem digeridas, podem causar sonolência ou letargia. Recomendações para os dias de Carnaval Beba muito líquido durante a festa Coma a cada três horas Procure ingerir pequenas porções em várias refeições diárias Evite carnes e lanches gordurosos

Não faça dietas Leve barras de cereais para a festa Não coma em lugares sem higiene adequada Se for ingerir álcool, intercale com água ou suco de fruta Mantenha o estômago com algum alimento, mas sem exageros Durma bastante e evite emenar um dia no outro

Divirta-se, mas mantenha a moderação Vista roupas confortáveis e, de preferência, produzidas com tecidos naturais que permitem a respiração da pele, como o algodão Vale lembrar também dos cuidados com as doenças sexualmente transmissíveis. Basta ir até a um posto de saúde, onde a distribuição de camisinha é gratuita. Faça sexo seguro.

Receita Suco de melancia cia 150 gramas de malancia melan aça linh de esa rem sob de Uma colher 30 gramas de gengibre 12 folhas de hortelã no liquidificador, coar e Modo de fazer: Bata tudo saborear o e mel Suco de banana, mamã o 300 gramas de mamã Uma banana 1 colher de mel 1 xc. de gelo gelo Suco de duas laranjas mão, bata no liquidificaModo de fazer: Corte o ma acrescente a banana, o gelo dor junto com a laranja, depois e o mel. Saborear.

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viagem

De Lisboa

ao Porto Virgílio Melo Médico otorrinolaringologista e amante de caminhadas. virgiliommelo@ig.com.br

ao outro, para que, no dia do juízo final, em que supostamente os mortos se levantarão, possam finalmente ficar face a face. Com mais uns vinte quilômetros, surge à beira da estrada a imponente Abadia de Batalha, em estilo gótico, com apliques manuelinos posteriores. Abriga os túmulos de D. João I e do príncipe Henrique, líder das navegações. Fátima está bem próxima, com sua igreja neogótica Imponente, Mosteiro de Alcobaça é considerado Ptrimônio da Humanidade no País Prossigamos em nosso giro por Portugal: rumo ao norte, de Lisboa ao Porto, segunda maior cidade do país, têm-se várias atrações em pouco mais de 300 km de boas estradas, infelizmente com pedágios caros. No percurso, há três dos 16 Patrimônios da Humanidade no país: os mosteiros de Alcobaça e Batalha e a Universidade de Coimbra. Percorridos uns 70 km, chega-se a Óbidos, pitoresca cidadezinha com muros medievais, mais tarde notabilizada por ser destino de lua-de-mel da nobreza lusitana. O castelo, onde hoje funciona uma das mais requintadas hospedarias do país, foi erguido por D. Dinis no século XV. Suas vielas e casas de pedra são extremamente fotogênicas. Pode-se ainda circundá-la caminhando sobre as muralhas, em estado impecável de conservação, e observar o litoral ao longe e a cidade logo abaixo. Meia hora mais, e chega-se a Alcoba-

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ça, a maior igreja de Portugal. Construída por Afonso Henriques, em pagamento de promessa pela vitória sobre os mouros na batalha de Aljubarrota, é o melhor exemplo de arquitetura gótica, ainda que a fachada mais tarde tenha sido reformada em estilo barroco. Milhares de clérigos viviam ali. Sua nave monumental abriga também os túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro, protagonistas de uma pungente história de amor. O rei Afonso IV não permitiu que seu filho Pedro se casasse com a galega Inês. Contudo, após ficar precocemente viúvo do primeiro casamento, o príncipe se casou em segredo com ela. Furioso, o pai manda matá-la. Um ano depois, Pedro ascende ao trono, executa os assassinos de sua amada e faz coroar o cadáver diante da corte. Seus túmulos, finamente esculpidos em mármore, talvez sejam os mais belos do país. São dispostos um em frente

Túmulos de D. Pedro e D. Inês foram esculpidos em mármore


Ao norte, a cidade de Óbidos chama a atenção por seu estilo pitoresco de 1953 e a grande esplanada, que comporta até um milhão de peregrinos. Evite visitá-la no dia 13 de cada mês, em que o afluxo de fiéis é enorme. Pouco mais ao norte, Conímbriga é o sítio romano mais bem preservado de Portugal. A cidade, abandonada diante da iminência da invasão bárbara, curiosamente não foi ocupada pelos visigodos. Os mosaicos no piso das edificações e o pequeno museu com artefatos descober-

O local ficou conhecido como roteiro de lua-de-mel da nobreza lusitana

tos nas escavações são os pontos fortes. Prosseguindo em viagem, Coimbra preservou parte de seu casario antigo, principalmente a velha universidade e arredores, com a maioria dos prédios datando em torno de 1540. No início do período letivo, e em dias especiais, os estudantes circulam pelas ruas envergando as austeras becas pretas e capelos. Com mais uns 60 km, pode-se fazer um pequeno desvio até Aveiro. Com sua

longa laguna, dunas, praias e um grande canal central, cruzado por pontes e navegado por barcos pesqueiros coloridos, é chamada de Veneza portuguesa. Abriga ainda um grande museu de arte antiga, no Convento de Jesus. De novo com o pé na estrada, em menos de uma hora chega-se às cidades-irmãs Vila Nova de Gaia e Porto, separadas pelo rio Douro e unidas por pontes monumentais. Mas isto já será assunto para o próximo texto.

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entrevista

por Márcia Costanti foto Chico fotógrafo

Minas “arruma a casa“

para receber delegações na

Copa do Mundo À espera de Uruguai, Chile e Argentina, o secretário Tiago Lacerda aposta na hospitalidade mineira para agradar visitantes

Os cerca de 20 milhões de habitantes de Minas Gerais estão arrumando a casa para receber visitas ilustres. Em poucos meses, desembarcam no Estado chilenos, uruguaios e argentinos, que escolheram Minas como suas casas por cerca de um mês, tempo de duração da Copa do Mundo de 2014. Belo Horizonte receberá as seleções da Argentina e do Chile, enquanto Sete Lagoas, cidade vizinha da capital mineira, terá como hóspede os integrantes da delegação uruguaia. O secretário extraordinário para a Copa do Mundo em Minas Gerais (Secopa), Tiago Lacerda, aposta na fama hospitaleira dos mineiros para agradar as seleções. Em entrevista à Revista Bem de Vida, ele detalhou quais são os preparativos que estão em curso para “deixar a casa em ordem” e facilitar a estadia não só daqueles que vêm disputar o mundial, mas também dos turistas que passarão pelo Estado. Além de questões como segurança e infraestrutura oferecida às delegações, Lacerda ainda falou sobre o atraso nas obras de Confins e garantiu que a demora na entrega das intervenções vai ter o “menor impacto possível” durante o evento. Bem de Vida: O que Minas tem a oferecer e como o Estado vem se preparando para receber os visitantes – em especial os esportistas – que pretendem ficar por aqui durante a Copa do Mundo? A hospitalidade é um das característi-

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Divulgação/Secopa

Tiago Lacerda, da Secopa: “Minas foi um dos estandes mais procurados pela imprensa em evento da Fifa” cas mais conhecidas do povo mineiro no País. Ao desembarcar em Confins, o visitante vai receber informações no CAT (Centro de Apoio ao Turista) a ser instalado no aeroporto. Também está previsto um guia bilíngüe com todas as informações sobre a realização da Copa em nosso Estado. Atualmente estamos capacitando profissionais de diversas áreas, como efetivo da Polícia Militar e hotelaria, com cursos de idiomas para que o turista não tenha problema de comunicação. Nossas cidades históricas e nossa rica gastronomia

recebem destaque especial em promoções pontuais que estão em andamento, como as press-trips com jornalistas estrangeiros, por exemplo. Um dos momentos mais produtivos que tivemos nos últimos meses foi o Sorteio Final da FIFA, realizado na Costa do Sauípe (BA), com presença de milhares de jornalistas do mundo todo. Na ocasião, o estande de Minas Gerais foi um dos mais procurados pela imprensa nacional e estrangeira. O governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda, por exemplo,


Mineirão pronto para receber visitantes: para o secretário, é um dos grandes destaques do Estado deram inúmeras entrevistas com enfoque na promoção de nosso Estado e capital. Após o evento, jornalistas argentinos foram os que mais procuraram nossa assessoria de comunicação porque a seleção argentina escolheu Belo Horizonte como sede durante o mundial. Além de Ouro Preto e Inhotim, dois dos principais roteiros turísticos de Minas Gerais, pretendemos priorizar a preparação turística do entorno da cidade-sede, dentro do raio de 100 a 150 km ao redor de Belo Horizonte, e enfatizar o fato de Minas Gerais concentrar 60% do Patrimônio Histórico e Cultural. As cidades históricas são os cartões-postais mais famosos do estado, são locais já acostumados a receber um volume muito grande de turistas, inclusive turistas estrangeiros. Por isso, a ideia é potencializar essa vocação para que esses destinos ajudem a atrair turistas para outros locais belíssimos em Minas, mas talvez menos conhecidos, como a Serra do Cipó, por exemplo. Já estamos também incentivando o turismo no interior de Minas, uma vez que existem pesquisas apontando que o visitante se desloca também para outras cidades-sede, mesmo sendo distantes, em busca de boas opções de turismo. Há ainda a formação de ‘agentes de informação turística’ e guias de turismo, que são fundamentais para que os torcedores-turistas se sintam bem recebidos em Minas. BV: Há uma expectativa de quantos turistas o Estado deve receber durante o período da Copa? A rede hoteleira em Minas recebeu algum tipo de apoio ou orientação especial para atender esta demanda? O Ministério do Turismo estima que haverá uma circulação de cerca de três milhões de turistas brasileiros e 600 mil estrangeiros entre as 12 cidades-sede. Pelo menos 25 mil turistas estrangeiros estiveram no Brasil durante a Copa das Confe-

derações. Segundo a pesquisa, os turistas residentes no exterior visitaram, em média, outras duas cidades durante a viagem, apesar de terem se concentrado nas cidades-sede. Minas Gerais foi o Estado com mais cidades visitadas pelos turistas: 20. Ainda segundo a pesquisa, cerca de 75,8% dos entrevistados pretendem voltar para a Copa do Mundo. A infraestrutura turística teve avaliação positiva acima de 85% e inclui restaurantes, alojamentos e diversão noturna. Entre os serviços de taxi, segurança pública, transporte público, limpeza e sinalização turística, as avalições ficaram acima de 70%. Não há uma estimativa para Minas Gerais. A rede hoteleira tem à disposição uma linha de crédito do BDMG. O setor está organizado e modernizando-se para atender à demanda. BV: Segundo a Infraero anunciou, em dezembro do ano passado, 41% dos trabalhos foram executados no terminal do aeroporto de Confins. Além disso, 32% das obras de ampliação da pista de pouso e sistema de pátios estão concluídas e 33% dos trabalhos de um segundo terminal foram finalizados. De que forma isto pode afetar a recepção dos visitantes e como o Estado se prepara para reduzir estes incômodos? Estamos trabalhando junto à Infraero para ter o menor impacto possível durante a Copa. Conversamos com os responsáveis toda semana e a informação que temos é que 15% das obras não ficarão prontas até a Copa, mas são obras que não irão prejudicar o fluxo de visitantes chegando à cidade. São obras como reforma e modernização das áreas dos restaurantes, prédio comercial, galerias técnicas, informativos de voos e substituição do sistema de som. BV: Você acredita que a entrega do Mineirão possa ter sido o principal atrativo para as delegações estrangeiras escolhe-

rem Minas? Ainda falta algum ajuste que deverá ser realizado no estádio? Seguramente, é motivo de orgulho ter um estádio como o Mineirão em nosso Estado. O estádio é, logicamente, o ícone máximo da maior competição de futebol do planeta. Vamos ter seis partidas, sendo duas delas, a das oitavas de final e uma semifinal, de forte atração de público e midiática. Temos a possibilidade de ver nossa Seleção Brasileira jogando contra times de peso nesse contexto, como a Espanha, Holanda ou o Chile. Os ajustes pendentes são referentes à montagem das estruturas complementares, como o centro de mídia, o centro de credenciamento e os equipamentos de controle de acesso, por exemplo. BV: Durante a Copa das Confederações, os jogos em Belo Horizonte foram marcados pelas manifestações populares no entorno do Estádio. Minas está preparada para que este tipo de atitude se repita durante a Copa do Mundo? Como o Estado se prepara no que se refere à segurança dos torcedores durante o evento? A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) está se preparando de acordo com suas atribuições constitucionais, bem como com aquelas específicas definidas no plano estratégico de segurança para a Copa do Mundo, definidas pelo Governo Federal. Essas atribuições constam no Caderno de Atribuições, que define a base de atuação das polícias militares. A Polícia Militar tem a missão de garantir a realização das manifestações pacificas, assegurando a incolumidade física das pessoas e preservação do patrimônio público, sendo uma das instituições garantidoras do estado democrático de direito. A PMMG age de acordo com a legislação vigente e prima pelo acatamento das normas, sempre buscando a preservação das vidas e da integridade das pessoas de acordo com os ditames doutrinários de direitos humanos.

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pomar e jardim

Jardim Vertical Tudo que é feito com criatividade, técnica e bom gosto, só pode resultar neste belo projeto, que chamou a minha atenção e gostaria de compartilhar com os leitores desta revista neste início de 2014. Ano novo é época de inovar e aprimorar as nossas atitudes ambientais e sustentáveis. Este projeto é da minha colega da Prefeitura de Belo Horizonte, Edanise Reis, que é chefe de Departamento de Parques Sudoeste da Fundação de Parques Municipais. Sua proposta foi a criação de um jardim vertical de bromélias que é a novidade do Parque Jacques Cousteau, situado na rua Augusto José dos Santos, 366, no bairro Betânia. Proposta diferenciada e pioneira nos parques municipais de Belo Horizonte, o jardim construído em blocos de concreto encaixados chama a atenção dos frequentadores da área verde que se encantam com a criatividade e beleza. A responsável pela iniciativa aplicou seus conhecimentos na área de paisagismo nesse projeto piloto. Segundo ela, esta também é

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uma oportunidade para os funcionários do Parque Jacques Cousteau usarem formas criativas de implantar jardins. Edanise explica que existem várias técnicas para implantar os jardins verticais e formar verdadeiras paredes vivas com um paisagismo extremamente interessante. No caso do Parque Jacques Cousteau, a proposta foi criar vasos nos espaços vazados dos blocos de concreto encaixados e plantar diferentes espécies de bromélia, como neoregelia-caroline, neoregelia-fireball, aechmea-blanchetiana e acanthostachys-strobilacea. “Foi um projeto piloto que agradou os olhares dos frequentadores”, conta. A boa recepção do público no Parque Jacques Cousteau motivou Edanise a preparar a implantação de um jardim vertical de plantas medicinais no Parque Ecológico Roberto Burle Marx (Parque das Águas), no Barreiro, na horta de medicinais que está sendo revitalizada, e outro, de plantas floríferas, no Parque Aggeo Pio Sobrinho, no bairro Buritis.

Rui Lara Engenheiro agrônomo, técnico em Agropecuária e pós-graduado em Solos e Meio Ambiente. Autor de cursos, palestrante e consultor de Gestão Ambiental.

Portanto, caros leitores desta revista, desejo a todos um ano novo cheio de boas ideias e com muita criatividade. Somente com estes instrumentos podemos usufruir de nosso meio ambiente de forma equilibrada e sustentável, com plantios de flores, plantas medicinais, temperos, etc. Mãos à terra e bons cultivos!


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TURISMO/VIAGENS

TELHAS

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cinema

Trapaça A cerimônia de premiação do Oscar de 2014 está se aproximando – será no começo de março – e alguns candidatos já começam a aparecer nas telas de nossos cinemas. Um candidatíssimo a levar algum prêmio é a comédia “Trapaça”, de David O. Russel, que recebeu nada menos que dez indicações ao prêmio, incluindo as principais categorias que são melhor filme, diretor, ator e atriz ,além de já ter conquistado prêmios importantes no Globo de Ouro, premiação concedida pela Associação de Correspondentes

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Estrangeiros de Hollywood, dentre outros. O novaiorquino David Owen Russell vem se destacando no cinema americano. Seus últimos trabalhos receberam indicações para melhor filme e diretor em 2011(O Vencedor) e 2013(O Lado Bom da Vida), além de ter proporcionado a Christian Bale o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e a Jennifer Lawrence o Oscar de Melhor Atriz por suas atuações nesses filmes. Além desses dois atores, “Trapaça” traz em seu elenco outras estrelas que já receberam indicações ao prêmio da Academia de Hollywood, como Bradley Cooper, Amy Adams, Jeremy Renner, além de Robert De Niro, duas vezes premiado. Esse elenco de peso constrói personagens icônicos, que retratam, com uma boa dose de estereótipo, o que foi a década de 70 nos EUA. A história se passa nos anos 1970, nos Estados Unidos. Dois golpistas, Irving Rosenfeld (Bale) e sua amante Sydney Prosser(Adams) são presos pelo FBI e aceitam colaborar com a polícia para não serem presos. A colaboração se dará em armações para pegar políticos corruptos em todos os escalões dentro de negociações financeiras e legais para a construção de um cassino em uma cidade de Nova Jersey. A trama vai se desenvolvendo de tal forma que praticamente nada é verdadeiro

Alexandre Miranda Formado em jornalismo, servidor público de carreira e cinéfilo.

e vai se tornando mais complexa após um inesperado envolvimento da máfia, tanto nos negócios que estavam sendo feitos, como também quando um mafioso se envolve com a esposa de Irving, Rosalyn Rosenfeld (Lawrence), que quase põe tudo a perder. Com um roteiro inteligente, também indicado ao Oscar, “Trapaça” é um filme divertido, embora não seja hilário. Na abertura, a plateia é informada de que alguns fatos da história foram reais, em vez do habitual “baseado em fatos reais”. Isso complementa no espectador a sensação que o filme passa de incerteza quanto ao que é falso e o que é verdadeiro na trama. Mas, sem demérito da história e da direção, os pontos altos do filme são a atuação do elenco e o figurino da época, tudo embalado por uma excelente trilha sonora, com direito a Duke Ellington aproximando o casal de golpistas.


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Revista Bem de Vida 44