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Outubro/ 2003 ano 1 número 1

SUPLEMENTAÇÃO COM CROMO NA DIETA DE RUMINANTES

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urante os últimos 30 anos foram realizados inúmeros estudos científicos utilizando o cromo na alimentação humana. Em 1992 e 1993 foram publicados os primeiros trabalhos científicos que sugeriram a suplementação com cromo trivalente orgânico nas dietas de ruminantes. Segundo Sheila Morais, pesquisadora da Embrapa: “O cromo é um componente ativo do Fator de Tolerância à Glicose ( G-T-F), que potencializa a ação da Insulina”. “O cromo tem-se mostrado mais interessante em situações de estresse (doenças, gestação, transporte e dietas desbalanceada). A suplementação com a forma orgânica, Picolinato de Cromo, é considerada a mais eficiente”, revela Sheila Morais. Alguns fatores que interferem na absorção de cromo foram citados por Mowat (1997): • baixa ingestão de matéria seca, • baixa ingestão de alimentos com baixa disponibilidade de cromo, • ingestão de alimentos oriundos de solos pobres em cromo, • altos níveis de minerais interferentes (ferro, e zinco), • baixo nível de aminoácidos e baixa concentração de ácido Ascórbico. O mesmo autor cita alguns fatores que aumentam a eliminação de cromo pelo organismo, como: • estresse calórico; • estresse por transporte, gestação, lactação, exercícios físicos, trauma fisiológico; • infecções; • obesidade; • teor elevado de açúcares; • alta ingestão de nitrogênio não protéico. O cromo é um micronutriente de transição encontrado em 6 estados de oxidação: 0, 2+, 3+, 4+, 5+ e 6+, sendo o estado trivalente o mais estável. Sua absorção ocorre no intestino delgado, mais ativamente no jejuno e com menor intensidade no íleo e no duodeno. A forma orgânica apresenta uma absorção de 10 a 15% do total ingerido contra 1 a 3% da forma inorgânica (Chang te al.,1992). A razão disso pode estar relacionada com a formação de óxidos de cromo insolúveis, interferência de outros elementos (zinco, ferro e vanádio) e baixa ou nenhuma conversão da forma inorgânica para orgânica pela falta do ácido nicotínico. Durante o estresse, o metabolismo da glicose diminui devido ao aumento do cortisol no sangue. O cortisol preveni a entrada da glicose nos tecidos periféricos, resultando na elevação da glicose sangüínea e conseqüente mobilização de cromo, sendo este eliminado via urina. 9 RECOMENDAÇÕES

A exigência dos animais é de 1 mg de cromo por 100 Kg de PV, e presente na dieta na concentração de 0,5 mg de cromo por Kg de MS. O NRC (1988) recomenda ingestão máxima na dieta de 3000 mg/Kg para óxido de cromo e de 1000mg/Kg para cloreto de cromo

9 DADOS CIENTÍFICOS Segundo J. D. Arthington et al. (1997), a suplementação com 3 mg de cromo/animal/dia não influenciou as taxas de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico), cortisol e resposta imune de 12 bezerros inoculados com Herpesvirus Bovino tipo I. Kegley et al., (1997), não observaram efeitos positivos com a suplementação de cromo na influência da resposta imune nos animais inoculados com IBR, e não foram observadas diminuições do estresse nos animais que foram transportados a distância de 343 Km. Em outro trabalho, Kegley et al., (1997) avaliaram o desempenho animal e o metabolismo da glicose na alimentação de bezerros com Cr Nicotínico e Cloreto de cromo em bezerros holandeses com menos de 1 semana de idade. Foram observados diminuição da concentração de glicose sangüínea e um maior ganho de peso na suplementação com Cr Nicotínico em alguns períodos do experimento, mas não tiveram efeito no experimento todo. Para Mowat et al. (1993) a adição de cromo quelatado na suplementação de bezerros mostrou-se benéfica, diminuindo o estresse dos animais, em conseqüência da diminuição da glicose e cortisol sangüíneo. Subiytno et al. (1996), também observaram diminuição de glicose e insulina no período pré-parto com suplementação de cromo. Assim como, Depew et al., (1998) avaliaram que a suplementação com tripicolinato de cromo diminuíram os níveis de glicose em novilhos e novilhas. O zootecnista Gabriel Peruca defendeu a tese de doutoramento em Jaboticabal; “Desempenho e parâmetros sangüíneos de bezerros submetidos a estresse, suplementados com Cr orgânico”. Foi avaliado o efeito da suplementação de 1 mg de cromo orgânico/animal/dia via oral durante 132 dias, em 24 bezerros, divididos em 4 períodos submetidos ao estresse de insolação (sob exposição direta ao sol) e/ou estresse por transporte (100 km a cada 14 dias). Obteve resultados satisfatórios de ganho de peso e diminuição de estresse no terceiro período do experimento. No quarto período os resultados foram dependentes das fontes de estresse as quais eram submetidos os animais. No experimento todo os resultados não foram satisfatórios (Figura 1). Figura 1: Ganho de peso médio em Kg dos animais durante todo o experimento. TRATAMENTOS Animais expostos ao sol Animais c/ acesso à sombra Animais c/ acesso à sombra e transportados Animais expostos ao sol e transportados

COM CROMO 0,49 0,64 0,62

SEM CROMO 0,47 0,55 0,56

0,50

0,52

Estas diferenças de resultados não são significativas. Comentários: Nós do departamento técnico da Bellman estamos acompanhando a evolução dos trabalhos com adição de cromo à dieta de ruminantes. Até o momento concluímos que esses trabalhos não

Realização: Serviço de Atendimento Técnico Bellman. Responsáveis Técnicos: Marco Antônio Balsalobre, César Vitaliano Graminha, Ana Léa Moreira Martins. Colaboração: Trademan.

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indicam o uso de cromo, pois não há consistência de resultados entre os experimentos realizados. Também não há consistência nos resultados do uso de cromo orgânico ou inorgânico. Uma vez que o cromo orgânico apresenta absorção pelo ruminante 10 vezes maior que o inorgânico, fica claro que a fonte de cromo poderia ser inorgânica, com o uso de 10 vezes a dose. Uma vez que a fonte inorgânica de cromo é de custo bem menor que a orgânica. Outros trabalhos deverão ser realizados para podermos afirmar um real efeito na suplementação com cromo sobre o estresse em ruminantes. Ana Lea Moreira Martins Encarregada de Produto

Empresa do Grupo Bellman apresenta produtos inovadores no mercado Com o objetivo de ampliar a satisfação do pecuarista, através de produtos e serviços que permitam melhoria dos índices zootécnicos e econômicos da propriedade, a Trademan empresa comercial do grupo Bellman, apresenta:

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A irritação e a perda de sangue causada pela mosca do chifre faz com que o animal perca até 30 Kg/ ano e acarreta uma perda de 20% em fertilidade e produção leiteira;

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Os probióticos na alimentação animal estabiliza o ph ruminal, diminui a incidência de laminites e diarréia, aumentam a produção de bactérias no rúmem que degradam fibra, melhora o desempenho animal e facilita o desenvolvimento ruminal;

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O uso do inoculante na ensilagem de cana de açúcar reduz a produção de álcool, acarreta menores perdas de matéria seca, causa maior estabilidade aeróbica da silagem e aumenta o ganho de peso dos animais; A Bellman Nutrição Animal lançou a linha de minerais com Probióticos.

9 Lalsil Cana (Fornecedor Lallemand): inoculante microbiológico específico para silagem de cana de açúcar. 9 Difly: (Fornecedor Champion): combate à mosca do chifre via suplemento mineral, não tóxico. Age interrompendo o ciclo da mosca.

Sementes de Brachiaria Mulato (Fornecedor Grupo Papalotla): A primeira semente híbrida de Brachiaria do mundo, proporciona melhor desempenho animal e produtividade das pastagens.

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Farelos e cascas de soja e algodão (Fornecedor Bunge Alimentos).

9 Programas de certificação e rastreabilidade pela SBC Serviço Brasileiro de Certificações, uma das renomadas certificadoras do país. Brincos a venda. 9 Sementes de pastagens Agrosalles - Sementes de qualidade e com garantia de germinação: Brizantha, Tanzânia, Decumbens, MG 5, Mombaça, entre outras. Para qualquer informação, entre em contato conosco: Tel.: (17) 3214-7505 trademan@trademan.com.br

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Direto do Campo 01