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IMPRESSO ESPECIAL

DEVOLUÇÃO GARANTIDA

Jornal da Universidade Estadual de Goiás - Ano I - Nº 001 - Abril 2013

UEG se estrutura para a

busca da excelência

Em 14 anos a UEG formou 60.351 novos profissionais - P-2

Reitor Haroldo Reimer toma posse na FAPEG O reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), professor Haroldo Reimer, foi empossado, no dia 25 de março, como novo membro do Conselho Superior (Consup) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). P-8

Mestrados:

mais ofertas, melhor qualidade P-6

Programa Ciência sem Fronteiras abre portas para estudantes no exterior. P-6

Qualificação

Número de doutores cresce 28,64% em dois anos - P-3

UEG conquista autonomia para realizar suas próprias obras. P-7

Empreendedores recebem atenção da UEG Criado em 2011, o PROIN. UEG incentiva a criação e o desenvolvimento de pequenas e microempresas inovadoras, por meio do provimento de infraestrutura básica e da qualificação técnica e gerencial do empreendedor. P-8

Programa Próprio de Bolsas

Novo impulso para os alunos

O Conselho Universitário aprovou, no último mês de fevereiro, a criação de nove modalidades de bolsas na Universidade Estadual de Goiás. Promover o acesso e a permanência de alunos em condições de vulnerabilidade social e econômica e estimular o aprimoramento científico, acadêmico e cultural, bem como a iniciação à pesquisa, seu desenvolvimento e difusão são alguns dos objetivos do Programa Próprio de Bolsas, cujos benefícios são destinados ao desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão. P-3

Parceria UEG-Detran desperta interesse de outros estados. P-7


02 ANÁPOLIS, GOIÁS ABRIL DE 2013

Editorial

UEG.BR

Ueg

A Universidade Estadual de Goiás, fundada em 1999, chega à “idade do consentimento”, entretanto com uma série de desafios pela frente. Em sua história breve, porém importantíssima para o Estado de Goiás, já formou mais de 60 mil acadêmicos; possui mestrados bem avaliados pela CAPES, e cursos de excelência: Matemática (Anápolis); Fisioterapia (Goiânia), Agronomia (Ipameri e Palmeiras); Arquitetura (Anápolis), Zootecnia (São Luis dos Montes Belos), avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade/MEC), com notas 4 e 5 (numa escala de 1 a 5). Construída por mãos e mentes de professores, estudantes, servidores técnicos-administrativos, a UEG começa a estabelecer um caminho para a excelência em sua tríade indissociável: ensino, pesquisa e extensão. Chegamos, em 2013, aos 14 anos com 17.544 estudantes matriculados; 1.927 docentes em 136 cursos de graduação presenciais; 4 cursos a distância; 238 doutores; 612 mestres; 136 ambientes laboratoriais espalhados em 39 cidades do Estado de Goiás, com suas 42 unidades universitárias; 120 projetos de extensão em execução para esse ano de 2013, vinculados às áreas de Comunicação, Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção, Trabalho e que, ao seu término, beneficiará mais de 128 mil pessoas em todas as regiões de Goiás. Uma de nossas mais recentes conquistas é o Programa Próprio de Bolsas que acresceu em 432,2% a oferta de bolsas e será executado ainda este ano, democratizando ainda mais a permanência em nossa instituição, pioneira na diminuição dos processos de desigualdades historicamente reproduzidos em nosso País. A UEG foi a primeira Universidade no Centro-Oeste a garantir vagas para alunos e alunas negros e negras por meio de políticas afirmativas. Outra pauta que merece nosso olhar é a da autonomia que conquistamos para a realização das próprias obras. Isso nos permitirá readequar e construir um ambiente mais acadêmico em sua arquitetura, além de aproveitarmos os talentos internos para a realização de projetos como será o caso do Escritório de Engenharia e Obras. Destacamos também o aumento de 150% no número de mestrados próprios em relação a 2010, quando só existiam dois programas, chegando a seis em 2012 e com possibilidades desse número aumentar ainda mais ao final de 2013, com aprovação de novos cursos enviados à CAPES. Ao longo de quase uma década e meia muito foi feito, mas muito ainda há por fazer. Como instituição pública de ensino superior, a Universidade tem o dever de prestar contas à sociedade. Nesse sentido, o Jornal da UEG, que lançamos neste mês de abril, por ocasião do aniversário da Instituição, é mais um instrumento de comunicação que nasce com o objetivo maior de dar visibilidade às atividades de gestão, ensino, pesquisa e extensão. O Jornal da UEG surge com a proposta de distribuição mensal e está aberto às contribuições de diretores, professores, alunos, servidores técnicos-administrativos e da sociedade em geral.

Produzido pela Coordenação Geral de Comunicação - CGCOM - (62) 3328-1403 Coordenador Geral - Antônio Dirceu Pinheiro de Souza Redação - Antônio Dirceu Pinheiro de Souza (GO n. 2272 JP), Cezar Marques (GO n.1673 JP), Marcelo Tavares (GO n.2331 JP), Moema Ribeiro (GO n. 2605 JP), Ana Flávia Caldas Ribeiro (estagiária) Diagramação e revisão: Odilon Alves (DRT-GO: 0860/86/Nabyla Carneiro Silva (estagiária) Fotografia: José Afonso Viana Colaborador: Eduardo de Oliveira Impressão:

Gráfica Garcia - Tiragem: 25 mil

Ueg Oficial

Uma história de 14 anos iniciada há 50 A Universidade Estadual de Goiás (UEG) tem como data de nascimento o dia 16 de abril de 1999, quando o governador Marconi Perillo sancionou a Lei 13.456 que delineou uma nova realidade ao ensino superior no Estado de Goiás. Com o ato, o Governo do Estado determinou que a sede da Universidade seria em Anápolis e a nova IES nasceria do processo de transformação da Universidade Estadual de Anápolis (UNIANA) e da incorporação de outras 12 Instituições de Ensino Superior isoladas, mantidas pelo poder público estadual. Mas a história da UEG, que neste mês chega aos 14 anos, teve sua origem na década de 60 quando o governador Mauro Borges Teixeira criou a Escola Superior de Educação Física (Esefego) e a Faculdade de Ciências Econômicas de Anápolis (FACEA). No ano da sua criação, a UEG foi inicialmente vinculada organicamente à Secretaria Estadual de Educação, mas, em dezembro do mesmo ano, passou a ser jurisdicionada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia de Goiás (Sectec). A Universidade Estadual de Goiás surgiu com o propósito de garantir a educação superior pública, com base nos princípios éticos e humanistas, e estimular a justiça social e o pleno exercício da cidadania. A formação dos professores das redes estadual, municipais e particular que ainda não possuíam curso superior foi um dos grandes desafios da UEG, por meio do Programa Universidade para os Trabalhadores da Educação – Licenciatura Plena Parcelada, bem como a oferta de diversos outros cursos de graduação e pós-graduação em todas as regiões do Estado, o que vem proporcionando a interiorização das atividades de ensino, pesquisa e extensão há quase uma década e meia. Nesses 14 anos de existência, a UEG vai se firmando como uma instituição que busca a excelência acadêmica e contribui com o desenvolvimento socioeconômico do Estado de Goiás.

UEG 2012: Reitor Haroldo Reimer dialoga com alunos

EXPEDIENTE Jornal da Universidade Estadual de Goiás

JORNAL DA UEG

Administração Central da Universidade Estadual de Goiás

Reitor - Haroldo Reimer Vice-Reitora - Valcemia Gonçalves de Sousa Novaes Chefe de Gabinete - Juliana Oliveira Almada Pró-Reitora de Graduação - Maria Olinda Barreto Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Ivano Alessandro Devilla Pró-Reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis - Danúsia Arantes Ferreira Batista de Oliveira Pró-Reitora de Planejamento, Gestão e Finanças - Sueli Martins de Freitas Alves @uegoficial

FACEA 1963: foto histórica de uma das primeiras turmas


JORNAL DA UEG UEG.BR

ANÁPOLIS, GOIÁS ABRIL DE 2013 03

Bolsas

UEG institui programa próprio Um passo importante para a consolidação da UEG no cenário do ensino superior no Estado foi a criação do Programa Próprio de Bolsas. A proposta, com nove modalidades, foi aprovada em fevereiro deste ano pela 67ª Plenária do Conselho Universitário da Universidade (CsU). Em dezembro do ano passado foi aprovada a Lei n. 17.934 que autoriza a concessão de bolsas de estudo no âmbito da Universidade Estadual de Goiás. Promover o acesso e a permanência de alunos em condições de vulnerabilidade social e econômica; estimular o aprimoramento científico, acadêmico e cultural, bem como a iniciação à pesquisa, seu desenvolvimento e difusão; estimular a promoção de atividades que fortaleçam os programas de acompanhamento e recuperação de alunos e o desenvolvimento da qualidade dos cursos da UEG; e desenvolver atividades destinadas a ampliar

e fortalecer a interação da UEG com a sociedade são os objetivos do Programa cujas bolsas são destinadas ao desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A Resolução do Conselho Universitário prevê que o quantitativo de bolsas concedidas em cada exercício observará o limite financeiro fixado pelas dotações consignadas nos créditos orçamentários específicos existentes na respectiva lei orçamentária. Ao todo foram criadas as seguintes modalidades de bolsa: Permanência, Ações Extensionistas, Monitoria, Estágio Institucional, Pró-Licenciatura, Mobilidade Nacional, Iniciação Científica, Iniciação Tecnológica e Pós-graduação stricto sensu. Antes de serem ofertadas, as bolsas necessitam ser regulamentadas. Exceto as bolsas de pós-graduação stricto sensu, mobilidade nacional e permanência, as das demais modalidades

poderão ser realocadas para a modalidade de iniciação científica ou iniciação tecnológica se não forem implementadas até o final do mês de junho. Evolução Em 2002, quando foram ofertadas as primeiras bolsas, o número era de 41 alunos beneficiados com bolsas de iniciação científica. Dez anos depois, esse número chegou a 190 bolsas, sendo

160 de iniciação científica e 30 de iniciação tecnológica, um significativo aumento de 363,41% em relação a 2002. Este ano as duas modalidades chegaram a 230, um acréscimo de 21,05%. Se considerarmos o total de bolsas próprias, neste ano de 2013 a UEG chega a 825 bolsas, o que representa um aumento de 334,21% em relação ao ano passado.

Qualificação

Número de doutores cresce 28,64% em dois anos A qualificação de seu quadro docente é sempre um caminho incentivado pela UEG e prova disso é que em apenas dois anos a Universidade presenciou um salto no número de professores que se tornaram doutores. Em apenas dois anos houve uma elevação de 28,64%, totalizando, atualmente, 238 profissionais com esta titulação na Universidade. O número de mestres também é expressivo, com o quadro de docentes da instituição contando com 599 com essa titulação. Além disso, outros 36 profissionais estão registrados como pós-doutores, sendo que na fila para conseguirem a mesma capacitação estão outros 30 professores. A pró-reitora de Graduação da UEG, professora Maria Olinda, explica que a formação continuada para os docentes da academia se torna muito mais fundamental, porque ele é formador de todas as outras profissões e, portanto, precisa ser o mais preparado possível. “O docente acadêmico precisa sempre estar nesse ciclo de busca de conhecimento, com acesso à informação e formação adequada. As mudanças nas profissões acontecem e os professores precisam estar preparados para repassar isso ao aluno”, pontua. Sobre o número de professores da UEG, que entre mestres e doutores somam 42,9% do quadro total de professores, Maria Olinda considera o dado significativo, mas ela afirma que a

Universidade não deve se acomodar. “Precisamos ter o olhar atento na formação continuada. Os números são expressivos, mas não vamos nos contentar. O ideal é que todos os nossos docentes tenham a mais adequada capacitação. Não trabalhamos só para cumprir a legislação, mas sim para ter professores sempre em busca da formação continuada”. A pró-reitora ressalta que a UEG não tem se furtado em contribuir para que os professores busquem o maior nível de capacitação possível e por isso, tem oferecido alternativas. “Embora, os mestrados que a UEG criou recentemente não seja exclusivos para os docentes da instituição, esse já é um caminho e oportunidade aos nossos profissionais. Além disso, aos professores efetivos, a UEG possibilita a licença remunerada no decorrer da duração do curso”, frisa a professora. Sobre o interesse dos docentes em procurar essas especializações, Maria Olinda sublinha que os professores têm percebido que esse processo de formação continuada é necessário para quem quer permanecer na academia. “Por exemplo, sabemos que o acesso ao mestrado no Brasil ainda não é fácil, mas mesmo assim temos percebido que o professores, mesmo aqueles que não são efetivos e não tem muitos benefícios, têm buscado transpor essa barreira”.


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Entrevista

UEG.BR JORNAL DA UEG

Reitor Haroldo Reimer

“UEG traça caminhos para a excelência acadêmica” No dia 15 de fevereiro de 2012, após a renúncia do professor Luiz Arantes, o professor Haroldo Reimer foi nomeado reitor da UEG interinamente pelo governador Marconi Perillo. Em setembro, tendo como vice a professora Valcemia Novaes, então diretora da Unidade da UEG de Palmeiras de Goiás, Haroldo Reimer foi eleito com 91,49% dos votos válidos. Nesta entrevista, o reitor destaca os avanços do primeiro ano frente à Reitoria da UEG e os desafios para os próximos anos. Reitor, após um ano de mandato, que balanço o senhor faz na área da gestão? Este primeiro ano foi muito desafiador. Há um ano a UEG estava em plena crise institucional. Creio que tivemos uma série de avanços ao longo dos meses do ano passado. Foram passos que nos possibilitaram ir saindo da crise. Um passo importante foi a recomposição dos conselhos deliberativos (Conselho Acadêmico e o Conselho Universitário) com base em critérios democráticos, representativos e transparentes. Ao longo do ano esses conselhos superiores se reuniram com a regularidade proposta pelo Estatuto, discutindo, por vezes com bastante ardor, os rumos e os caminhos da Universidade. Substituições na equipe de trabalho também contribuíram para ir dando estabilidade aos processos de gestão da UEG. As eleições foram um marco. As respostas positivas ao trabalho dos primeiros meses me levaram a participar do processo eleitoral, junto com a Professora Valcemia Novaes. O resultado das eleições significou um voto de confiança e de esperança. A partir dos levantamentos feitos e das nossas propostas, queremos trabalhar, junto com toda a equipe da Reitoria, para ir conduzindo a UEG rumo a excelência acadêmica. Ao final de um ano, eu mesmo, enquanto professor e agora gestor, consigo ter uma visão mais panorâmica da complexidade que é a UEG. A UEG possui um grande número de cursos ofertados em diversas regiões. Existe algum estudo para reestruturar a oferta de cursos na Universidade? Que a UEG necessita passar por um processo de reengenharia, isso é um dado manifestado em muitos encontros que tivemos durante a campanha. Mas também os seminários regionais promovidos nos meses de maio e junho indicaram muito claramente neste sentido. Para nós, duas coisas estão muito claras. Primeiro: a UEG deve manter o seu compromisso com as licenciaturas, para a formação de profis-

sionais para atuarem na educação básica e no ensino médio; segundo: a UEG deve repensar alguns cursos e propor alguns cursos novos, buscando melhor adequação às reais demandas sociais, econômicas e dos diferentes setores produtivos no Estado. Junto com isso, contudo, precisamos enfrentar duas questões que considero nevrálgicas: a grande evasão em vários cursos e o não preenchimento de vagas. São questões que devemos enfrentar o mais prontamente. Pessoalmente, considero inadequado não usar melhor o dinheiro público para formar um maior número de estudantes nas várias áreas. Pretendemos também avançar com o ensino a distância na UEG. Nós podemos propor e realizar cursos nesta modalidade com a qualidade necessária, fazendo por este modo, novo avanço da interiorização do ensino superior público e gratuito no Estado. No entanto, institucionalmente, precisamos obter autorização do MEC para a oferta de ensino a distância como modalidade própria, isto é, na forma de EaD institucionalizado. Durante o ano de 2013 devemos tomar decisões importantes tanto ao que se refere à grade de ofertas de cursos presenciais quanto aos avanços pela modalidade EaD.

”A partir dos levantamentos feitos e das nossas propostas, queremos trabalhar, junto com toda a equipe da Reitoria, para ir conduzindo a UEG rumo à excelência acadêmica”

Que avanços a UEG teve em relação à avaliação dos cursos no ENADE e no IGC? A UEG já havia alcançado novamente o conceito 3 (numa escala de 1 a 5) em final de 2011. Face aos resultados divulgados pelo MEC em final de 2012, este conceito foi mantido, o que situa a UEG numa posição relativamente confortável. Mas houve um avanço significativo no chamado IGC contínuo. Aí, a UEG teve um crescimento de quase 16%, subindo de 1,97 para 2,27 (numa escala de 0,01 a 5,00). É um avanço que tem a ver com os resultados obtidos pelos alunos que fizeram as provas do ENADE. A UEG teve um conjunto de 97 cursos avaliados pelo ENADE, esta prova que mede o desempenho dos estudantes na fase final do curso. Tivemos a alegria de ter pelo menos um curso com nota máxima (nota 5) no Enade; trata-se do curso de Licenciatura em Matemática. Do total, 6 cursos obtiveram nota 1; 29 obtiveram nota 2; 43 obtiveram nota 3; 18 obtiveram notas 4 e um curso obteve nota 5. É uma grande diferença alcançar conceito 3 sendo avaliado em quase uma centena de cursos. Há instituições que tiraram conceito similar, mas com avaliação em uns poucos cursos. O MEC também divulgou recentemente a lista das universidades avaliadas em final do ano passado. Entre as 226 universidades avaliadas, em 2011, a UEG estava na posição 202 e em final de 2012 havia subido para a posição 178. Com isso, fica evidente que a UEG de modo algum faz parte das “piores universidades brasileiras” como se dizia há tempos atrás. Hoje, no Estado de Goiás, somente a Universidade Federal de Goiás, o Instituto Federal de Goiás e o Instituto Federal Goiano estão à frente, tendo conceito 4. Os avanços são evidentes. E vamos avançar mais nos próximos anos. Como está a política de fortalecimento dos programas stricto sensu? Desde o final de 2011 tivemos um crescimento de 150% na oferta de cursos de


JORNAL DA UEG UEG.BR

mestrado na UEG. Além dos dois existentes (Ciências Moleculares e Engenharia Agrícola), dois começaram a funcionar em março de 2012 (Produção Vegetal e Educação, Linguagem e Tecnologias) e outros dois tiveram início em março deste ano (Recursos Naturais do Cerrado e Territórios e Expressões Culturais do Cerrado). Um dos novos mestrados já começa com o conceito 4 (numa escala de 1 a 7), o que mostra a qualidade instalada na UEG em termos de pesquisa, produção intelectual e capacidade docente para o nível de pós-graduação stricto sensu. Em 2013 vamos continuar a fortalecer a pós-graduação stricto sensu, enviando novas propostas de mestrado para a CAPES, mas também dando apoio para os docentes envolvidos nos cursos já em funcionamento. Queremos fortalecer as publicações, por meio de apoios específicos, bem como dando maiores condições de trabalho para os docentes dos mestrados. Neste ano, todos os docentes dos mestrados receberam notebook, como equipamento da UEG, para apoiar as atividades específicas. Vamos também aumentar os apoios para participação em eventos para apresentação de trabalhos e coordenação de simpósios, tanto no país quanto no exterior. Estamos também estudando as possibilidades legais para uma bolsa de apoio à pesquisa e à pós-graduação na UEG destinada aos docentes. Em fevereiro, o Conselho Universitário (CsU) aprovou uma Resolução que contempla também a instituição de bolsas próprias para alunos dos mestrados. Hoje temos uma lei estadual que nos dá o devido fundamento de legalidade. E na extensão, quais os avanços? A Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis passou por reformulações significativas ao longo de 2011 e 2012. Houve apoios significativos a eventos na área da extensão, da cultura e da assistência estudantil. Vários projetos submetidos a editais de agência de fomento receberam apoio financeiro, algo que deve continuar neste ano. O Programa de Incubadoras (PROIN) é hoje uma realidade dentro da UEG. A partir deste ano teremos certo número de bolsas de extensão, bem como bolsas de permanência para alunos em situação de vulnerabilidade social. A plataforma eletrônica PÉGASUS permite hoje o acompanhamento eletrônico dos projetos e dos processos na área da extensão. Em breve queremos inscrever o Restaurante Universitário, no Campus Henrique Santillo, em Anápolis, como uma ferramenta importante de assistência estudantil. Já começamos a estudar também a devida localização de moradias estudantis dentro do Plano Diretor do Campus. Creio que ao longo do ano teremos boas realizações neste sentido.

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“Vamos buscar todos os meios possíveis para contribuir significativamente para que a UEG se torne uma universidade reconhecida por sua excelência” Em 2012 o senhor visitou várias universidades no exterior. Os intercâmbios foram intensificados? Creio que ao longo do ano de 2012 houve um conjunto de cinco visitas ao exterior para estabelecimento de parcerias com instituições de outros países. O professor Harlen Inácio dos Santos (ex-pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação) e o professor Hamilton Napolitano (gerente de pesquisa) foram aos EUA e ao Canadá; em junho, o professor Harlen e eu visitamos muitas universidades na Bélgica e na Alemanha; em setembro, a professora Maria Elizete de Azevedo Fayad (ex-pró-reitora de Graduação) esteve em Portugal e na Espanha; os professores Hamilton Napolitano e Solemar Silva Oliveira visitaram universidades na Itália, firmando parcerias e eu estive em dezembro em Coimbra, ratificando a parceria já existente com aquela centenária universidade. A UEG tem muitos estudantes estudando no exterior, especialmente em Portugal. As visitas são importantes porque abrem as portas para vários tipos de parcerias. No âmbito do programa Ciência sem Fronteiras, várias dezenas de estudantes da UEG passaram um ano estudando no exterior. Para 2013 já temos muitas inscrições de acadêmicos da UEG homologadas, esperando o momento de ir ao exterior. Viver um tempo fora do seu lugar, em especial no exterior, abre muito o horizonte das pessoas. Após o retorno e a conclusão dos estudos, esses estudantes ajudam a dinamizar a vida acadêmica e de pesquisa, fazendo parte de redes de contato muito mais amplas. O que a Universidade precisa fazer para conquistar a excelência acadêmica? Acho que duas coisas convergem para esta finalidade, sendo complementares, sem hierarquia ou precedência de uma sobre a outra: a UEG precisa se fortalecer internamente para o melhor desempenho das tarefas e funções; e conquistar a autonomia universitária nos moldes das previsões constitucionais e estatutárias: autonomia didático-pedagógica, autonomia financeira e de gestão financeira; autonomia administrativa e autonomia patrimonial.

Vamos conversar com o Governador sobre este assunto, levando um conjunto de propostas para viabilizar a autonomia a partir da capacidade instalada na UEG, também em termos de processos e ferramentas de gestão. Recentemente fizemos uma visita técnica à UNESP, uma das universidades estaduais paulistas que goza de autonomia desde 1989 por meio de um decreto do então governador. Os avanços da UNESP após a conquista da autonomia foram enormes. Algo similar pode acontecer com a UEG. Precisamos de mais estabilidade no planejamento e na execução do orçamento que por lei é assegurado à Instituição. Quais são os desafios para os próximos anos? O objetivo maior está colocado por nós: levar a UEG rumo a excelência. Essa excelência se desdobra em vários aspectos, sendo a acadêmica a mais nobre, tanto no ensino, na pesquisa e na extensão. Mas também queremos excelência na gestão, aprimorando o fluxo dos processos internos na UEG, logrando mais rapidez, eficiência e eficácia. O aprimoramento dos sistemas de tecnologia da informação ajudará muito neste processo. Creio que a excelência da UEG caminhará mais firmemente com a autonomia. Para nós está claro, contudo, que autonomia não é soberania. Como universidade estadual continuaremos vinculados ao Estado e ao Governo de Goiás, devendo prestar contas aos órgãos de controle (Tribunal de Contas, Controladoria Geral, Ministério Público). Mas ser uma universidade estadual reconhecida por sua qualidade para além das fronteiras estaduais será um grande prêmio para todo o povo de Goiás em resposta à dotação financeira que o Estado reserva à UEG como decorrência de uma política de Estado, além de política de governo. Vamos buscar todos os meios possíveis para contribuir significativamente para que a UEG se torne uma universidade reconhecida e respeitada por sua excelência.


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Internacionalização

UEG.BR

JORNAL DA UEG

Intercâmbios dão novo ânimo para alunos da UEG exige do aluno certificação de idioma estrangeiro, bom rendimento acadêmico e alguns meses de espera pelo resultado de aceitação no Programa e na universidade escolhida”, esclarece Gilson Sharnick, coordenador geral da CGRI.

Lucas Danilo Dias, intercâmbio em Portugal: “Uma experiência ímpar”

A Coordenação Geral de Relações Internacionais (CGRI) da UEG vem registrando uma grande procura pelos programas de incentivo à mobilidade estudantil. Diariamente a CGRI passa orientações aos acadêmicos interessados nos programas de Convênios de Cooperação Acadêmica, Ciência Sem Fronteiras e, o mais recente, Erasmus Mundus. Os convênios estão propiciando a muitos estudantes a possibilidade de ingressar no processo de internacionalização das universidades brasilei-

Mestrados

ras. No ano de 2012 a UEG encaminhou mais de 100 alunos na modalidade de graduação sanduíche e 43 já foram selecionados e estão em processo de análise de documentos. Inscrições Para se inscrever o aluno deve cumprir uma série de exigências. Além da documentação necessária para sair do país um dos requisitos é a proficiência em língua estrangeira, pois a maioria dos editais são para países de língua inglesa. “O processo de candidatura

Experiência O estudante do Curso de Farmácia da Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas de Anápolis (UnUCET), Lucas Danilo Dias, é um dos beneficiados. Ele passou um ano na Universidade de Coimbra, em Portugal. Lá ele teve a oportunidade de dar seguimento ao projeto “Desenvolvimento de novos catalisadores para aplicação em catálise assimétrica”, inclusive apresentando o andamento da pesquisa em outras instituições. “Nesse intercâmbio pude apresentar meu projeto na Universidade de Coimbra e também em congressos em Toulouse, na Fran-

Mais ofertas, melhor qualidade A UEG iniciou 2013 oferecendo à comunidade mais dois programas de pós-graduação stricto sensu. Com a oferta dos mestrados em Recursos Naturais do Cerrado (RENAC), recomendado pela CAPES com o conceito 4 e o mestrado em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (TECCER), com nota 3, a UEG passa a oferecer agora seis cursos de pós-graduação, um aumento de 150%, em relação a 2010. “Propusemos no nosso plano de trabalho para os próximos quatro anos chegar a dez mestrados e dois doutorados”, explica o reitor Haroldo Reimer. Mas a meta pode estar próxima de ser batida neste mesmo ano de 2013. De acordo com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PrP), as Unidades Universitárias estão sendo incentivadas a enviar novas propostas de mestrado tanto profissional como acadêmico. De acordo com o professor Ivano Alessandro Devilla, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, “todos os documentos e necessidades para os projetos dos programas estão sendo atendidos

de imediato, para que os Apli- em Gestão de Organizações, Incativos para Proposta de Curso formação e Inovação Tecnológica Novo (APCNs) não sofram ne- (UnU Jataí). Para isso, o investinhum tipo de atraso no envio”. mento em laboratórios também Atualmente estão sendo anali- tem avançado com o objetivo de sadas pela Coordedotar os cursos com nação de Aperfeiçoa estrutura necessáamento de Pessoal ria para o andamende Nível Superior to das pesquisas. (CAPES) duas proIvano Devilla despostas de Mestrado taca os investimenProfissional, um em tos que estão sendo Ensino de Ciências feitos em compra de e Matemática para materiais no valor a Unidade Univerde R$ 1,2 milhão. sitária da UEG de “São processos para Ciências Exatas e a compra de vidraTecnológicas de rias, equipamentos Anápolis (UnUde informática e de CET) e o outro em Ivano Devilla: investimentos laboratórios para os Bovinocultura Leiteira para a programas do Mestrado InteUnidade Universitária da UEG rinstitucional em Educação, Linde São Luis de Montes Belos. guagem e Tecnologia (MIELT, da Estão em análise também cinco Unidade Universitária da UEG propostas em Mestrado Acadê- de Ciências Socioeconômicas e mico, sendo eles: Mestrado Inter- Humanas de Anápolis), de Produdisciplinar em Ciências da Saúde ção Vegetal (UnU de Ipameri) e para (Eseffego), Meio Ambiente e De- o Mestrado em Ciências Moleculasenvolvimento Regional (UnU res (UnUCET) e ainda para os curMorrinhos), Ciência Animal sos da Escola Superior de Educação (UnU São Luis de Montes Belos); Física e Fisioterapia (ESEFFEGO) e Farmácia (UnUCET) e Mestrado de São Luís de Montes Belos”.

ça, e em Praga, na República Tcheca. “Foi uma experiência ímpar poder contribuir para a divulgação da UEG em âmbito internacional e também fazer contatos com professores e pesquisadores que são referência para minha pesquisa”, salienta o estudante. Entre os planos, Danilo ressalta a continuidade da pesquisa com o grupo da universidade portuguesa e uma pós-graduação na área. Editais Para este semestre a CGRI (www.cgri.ueg.br) está com editais abertos para Áustria, Bélgica, China, Irlanda, Suécia e Finlândia, no Programa Ciência sem Fronteiras; Bélgica e Suécia, pelo Erasmus Mundus para graduação e mestrado sanduíche; e para a Universidade de Coimbra. Para o segundo semestre a expectativa é poder oferecer também, pelo Erasmus Mundus, a oportunidade de doutorado pleno.

Outro incentivo que contribuirá para o avanço da qualidade dos cursos oferecidos pela UEG é a criação de bolsas de pós-graduação stricto sensu que deverão ser implantadas ainda neste ano. “Nossa expectativa é oferecer, em 2013, 20 bolsas de pós-graduação stricto sensu no valor de R$ 1.350,00, por seis meses, podendo ser prorrogável por igual período”, esclarece o pró-reitor. A Reitoria e a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação também estão se esforçando para melhorar as notas dos programas de mestrados em Engenharia Agrícola e em Ciências Moleculares com o intuito de apresentar à CAPES uma proposta de doutorado, o primeiro a ser oferecido pela UEG. “Após a realização da avaliação trienal que ocorrerá de 30 de setembro a 25 de outubro de 2013, os programas de mestrado em Engenharia Agrícola e Ciências Moleculares provavelmente subirão o conceito para 4, podendo, no ano de 2014, realizar pedido de APCN para doutorado”, finaliza Ivano Devilla.


JORNAL DA UEG UEG.BR

ANÁPOLIS, GOIÁS ABRIL DE 2013 07

Ueg/Detran

Parceria é exemplo para outros órgãos de trânsito Iniciada em fevereiro de 2006, por determinação do governador Marconi Perillo, a parceria da Universidade Estadual de Goiás (UEG), por meio do Programa Educando e Valorizando a Vida (EVV), com o Detran para a realização das avaliações teóricas e práticas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), completou sete anos e já realizou mais de 4,4 milhões de exames. O método utilizado em Goiás é um dos mais avançados e, conforme Horácio Melo, diretor técnico do Detran, a ideia evoluiu o conceito da CNH e também qualificou os processos. Segundo Melo, o Detran, bem como o governador, têm noção de que a CNH não é meramente um documento administrativo. “Ela é um diploma e como tal, para expedi-la, é necessário que quem examina tenha formação pedagógica e humanística, além de formação específica, que é o curso obrigatório previsto em resolução do Conselho Nacional de Trânsito

(Contran)”, explica Horácio. O dirigente também ressalta que a parceria entre os dois órgãos, em que os professores universitários fazem o atendimento aos candidatos, traz outro benefício: profissionais adequados para realizar avaliações e ao mesmo tempo que oferecem melhor atendimento aos aprendizes de motoristas. “E não são professores quaisquer, mas sim servidores do Estado, da UEG, que é um patrimônio de todos os goianos”. Soluções de trânsito Entusiasta do projeto, Horácio também explica que os professores que estão à disposição do Detran, portanto, são examinadores do órgão, quando voltam à academia, com a experiência de campo, podem desenvolver teses e projetos para gerarem soluções de trânsito. “Isso contribui novamente com o Detran porque esses trabalhos podem nos ajudar a redimensionar ações de educação, fiscalização, engenha-

ria de tráfico e formação dos motoristas”, pontua o diretor. Para Melo, a parceria com a Universidade só trouxe qualificação aos exames e aos estudos científicos realizados pelo Detran. “O governador Marconi foi muito feliz quando definiu essa parceria. Cada vez mais esse projeto de governo, não só da UEG ou do Detran, está consolidado perante a sociedade que não aceita retrocesso para a obtenção da CNH”. O coordenador-geral do EVV, Hugo Paraguassu, ressalta que a parceria é pioneira em colocar professores para realizar as avaliações e que o departamento é constantemente fonte de consulta de outros órgãos de trânsito do País e também de universidades que realizam visitas ao programa para entender o funcionamento da parceria. “A iniciativa dá credibilidade às provas, que hoje são feitas de forma muito ética, porque são professores que são responsáveis pelas

Para Horácio Melo a CNH é um diploma avaliações”, ressaltou. A título de exemplo, cita a prova de Legislação de Trânsito, feita eletronicamente. O EVV conta em um dos um setores com cerca de 20 pessoas responsáveis por cuidar da parte tecnológica e da logística das provas. “Hoje, estamos trabalhando para desenvolver uma planilha eletrônica para que o examinador, na hora da avaliação da Direção Veicular, não precise utilizar papel, que depois é digitalizado. Nossa intenção é que as anotações sejam realizadas digitalmente e caiam automaticamente no sistema do Detran”, frisou Paraguassu.

Obras

Autonomia conquistada Decreto assinado pelo Governador Marconi Perillo passou a responsabilidade das obras de construção e reformas da UEG para a própria Instituição. Com essa mudança, a UEG passa a planejar e executar as obras projetadas para o futuro. Já as obras iniciadas permanecerão com a Agetop. Coordenação “Para que possamos realizar esse trabalho, estamos estruturando a equipe da Coordenação de Infraestrutura e implantando o escri-

Pró-reitora Sueli Freitas

tório de projetos em parceria com os cursos de Engenharia Civil e Arquitetura da UEG”, destaca a pró-reitora de Planejamento, Gestão e Finanças, Sueli Freitas. De acordo com a pró-reitora, somente após a estruturação dessas equipes é que será feita uma análise técnica das necessidades de cada unidade, já cadastradas e aprovadas no Plano de Ação Integrada de Desenvolvimento - PAI com o “Selo de Prioridade”, que prevê a construção de bibliotecas, construção e ampliação de prédios, construção de rampas de aces-

sibilidade, construção de laboratórios de pesquisa e ensino multidisciplinares; de farmácia escola, de processos farmoquímicos em grande escala (indústria escola); de reciclagem e fabricação de produtos de limpeza (indústria escola); de máquinas e implementos agrícolas; de gastronomia e turismo; e centro poliesportivo. Sueli Freitas salienta que a prioridade da equipe do escritório de projetos será o projeto de acessibilidade que contempla 21 unidades universitárias.

Central de Compras agiliza processos

Com o objetivo de agilizar a tramitação dos processos administrativos, a Pró-Reitoria de Planejamento, Gestão e Finanças criou, no último mês de fevereiro, a Central de Compras, que será responsável pelo fluxo e análise dos processos de despesas e, quando ne-

cessário, na obtenção dos orçamentos. Segundo a pró-reitora Sueli Freitas, a Central veio para resolver a fragmentação do fluxo dos processos pelos diversos setores da Pró-Reitoria, os erros na elaboração do termo de referência por parte do solicitante, o excesso de

processos para um mesmo objetivo e a dificuldade do solicitante em obter os três orçamentos que devem constar na documentação. Antes de implantar a Central de Compras, a Pró-Reitoria treinou mais de 400 pessoas em todas as unidades universitárias.


08 ANÁPOLIS, GOIÁS ABRIL DE 2013

UEG.BR

JORNAL DA UEG

Incubadoras

Extensão capacita jovens empreendedores Uma ideia na cabeça não vale nada se ela não puder ser planejada e executada com verdadeiras chances de sucesso. É com esse espírito que a UEG, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PrE), criou, em junho de 2011, o Programa de Incubadoras - PROIN.UEG. “Atuando como indutor do empreendedorismo e como um habitat de inovação, a UEG avança em seu programa de institucionalização da extensão universitária promovendo a interação entre os núcleos, as pesquisas e as ações empreendedoras”, esclarece a pró-reitora Danúsia Arantes. O PROIN.UEG incentiva a criação e o

desenvolvimento de pequenas e microempresas inovadoras, por meio do provimento de infraestrutura básica e da qualificação técnica e gerencial do empreendedor. “Podem se inscrever aos editais abertos para a seleção qualquer pessoa que tenha um empreendimento ou ideia de criação de um produto, processo ou serviço com caráter inovador e que necessite de suporte para transformá-lo em negócio”, explica o coordenador Bruno Alencar.

de maturação. De acordo com Bruno Alencar, um projeto pode passar por três fases: a Pré-Incubação, quando a UEG oferece apoio a projetos de inovação em fase de ideia; a Incubação Residente em que a empresa se instala na sede do programa em Anápolis e compartilha a área física da Universidade; a Incubação Não-Residente, onde a empresa recebe apoio mas não fica na sede do programa e o Pós-

-Incubação, modalidade em que as empresas que passaram pela fase de incubação podem manter o vínculo com o programa, continuando a receber todo o apoio necessário. No último dia 25 de março as equipes da PrE e do PROIN. UEG receberam, em solenidade no Palácio Pedro Ludovico, em Goiânia, um cartão no valor de 50 mil, fruto do edital da FAPEG para o fomento das atividades da incubadora da UEG.

deficiente auditiva total a concluir um curso superior na Unidade. Isso foi possível, além de seu esforço pessoal, graças à participação da professora Leiva Márcia Rodrigues de Almeida que repassou os conteúdos das disciplinas pelo método de Libras.

tuições de educação superior em áreas de graduação e pesquisa.

Fases de incubação Parecido com o processo de criação de ovos, as ideias que chegam ao PROIN. UEG passam por alguns processos

Fatos marcantes

Posse na FAPEG - No último dia 25 de março, o reitor da UEG, Haroldo Reimer, foi empossado como conselheiro do Conselho Superior (Consup) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG). A solenidade aconteceu no Palácio Pedro Ludovico, em Goiânia, com a presença do governador Marconi Perillo. Os outros conselheiros empossados foram: Francisco Itami Campos, Sônia Margarida Gomes de Sousa, Flávio Breseghello e o reitor da Universidade Federal de Goiás, Edward Madureira. Conferência - A pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PrE), Danúsia Arantes, participou entre os dias 18 e 22 de março, em Brasília, da Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional. O evento foi realizado pelo Ministério da Integração Nacional e reuniu representantes do governo, sociedade civil, instituições de ensino superior e setor empresarial para discutir propostas e diretrizes para a nova Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), que será levada em breve ao Congresso Nacional. A pró-reitora Danúsia Arantes participou do evento na condição de delegada eleita na Conferência Estadual, representando o segmento da educação e a Universidade Estadual de Goiás. Palestra - A professora dos cursos

de Administração e de Engenharia Agrícola da Unidade Universitária da UEG de Santa Helena de Goiás, Divina Aparecida Leonel Lima, participou na condição de convidada do AlcScens, um grupo de pesquisa em mudanças climáticas da Universidade de Campinas (UNICAMP), no último dia 18 de março. Na ocasião, a professora da UEG ministrou uma palestra sobre o desenvolvimento da cana-de-açúcar em Goiás e na região Centro-Oeste do Brasil.

Simpósio Internacional - A Pró-Reitoria de Graduação (PrG) da UEG esteve representada pelo professor Valter Gomes Campos (foto), coordenador institucional do Programa LIFE (Laboratórios Interdisciplinares de Formação de Educadores/CAPES) da PrG e coordenador adjunto de pesquisa e pós-graduação da Unidade Universitária da UEG de Ensino a Distância (UnUEAD), durante a realização do I Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Profissional Docente, idealizado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em Curitiba, e realizado entre os dias 18 e 22 de fevereiro. Deficiência auditiva - A estudante do Curso de Pedagogia da Unidade Universitária da UEG de Campos Belos, Marinês Alves da Conceição, colou grau no último dia 15 de março. Ela é a primeira

Coletânea Luso-Brasileira - A terceira Coletânea Luso-Brasileira “Educação, Gestão da Informação e Sustentabilidade”, foi lançada durante evento realizado na Faculdade de Tecnologia SENAI, em Goiânia, no último dia 21 de março. Os artigos que compõem a Coletânea são oriundos das pesquisas do Grupo Estratégia em Gestão, Educação e Sistema de Informação (EGESI-UEG/CNPq) e fazem parte da cooperação entre a UEG e a Universidade do Porto para a publicação de estudos que possibilitem o compartilhamento do conhecimento. Erasmus Mundus - A Coordenação de Relações Internacionais (CGRI) da Universidade Estadual de Goiás participou, no último dia 20 de março, na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), da reunião de adesão ao Programa Erasmus Mundus. O Programa foi criado e financiado pela União Europeia (UE) e tem como objetivo promover a excelência da educação superior e de pesquisa dos países europeus e ao mesmo tempo reforçar os laços acadêmicos com países de todo o mundo. As bolsas de estudos integrais concedidas para os cursos de mestrado e doutorado pertencentes ao Erasmus são amplamente conhecidas, no entanto, o programa também oferece oportunidades para professores, insti-

Representantes da ONU - A UEG sediou, no dia 26 de março, a consulta nacional que a Organização das Nações Unidas, por meio do Sistema Nações Unidas no Brasil, está coordenando para dar seguimento às ações propostas aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs). As discussões que acontecem em todos os estados brasileiros dão seguimento à construção de uma agenda de desenvolvimento pós 2015, quando se encerra o prazo para que 189 países cumpram os objetivos traçados, e também às discussões desenvolvidas por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20.

Spider Web - As professoras Carla Conti de Freitas, assessora executiva da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PrP), e Yara Fonseca Oliveira e Silva, da Unidade Universitária da UEG de Aparecida de Goiânia, representaram a UEG entre os dias 4 e 15 de março na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), durante a realização de curso na Escola de Altos Estudos Spider Web. O evento foi promovido pelo Instituto de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas Estratégicas e Desenvolvimento, com apoio da CAPES.


Jornal UEG de teste  

Teste por pedro rafael de A. Lopes - GNIT

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