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Beit Chabad do Paraná

anos

Edição comemorativa Tishrei, 5773 / Setembro, 2012


Providência Divina Saudações e Bênçãos, 25 de Elul, 5735 (1975)

Recebi sua carta relacionada com a aproximação

O conceito de “Divina Providência” é mais facilmente

do novo ano, bem como uma cópia da carta

compreendido

anterior. Como foi solicitado, eu me lembrarei

Hashgachá

de você e de sua família, bem como daqueles

pois Hashgachá significa cuidadosa vigilância,

mencionados em sua carta, em prece, para a

razão pela qual o termo Hashgachá também é

realização dos desejos de seus corações para o

usado em conexão com as leis de cashrut [leis

bem.

dietéticas judaicas], onde cada detalhe precisa

no Peratit

termo

original

[supervisão

hebraico, individual],

ser cuidadosamente supervisionado. Uma outra Com referência às suas dúvidas e à dificuldade

tradução que às vezes é usada para Hashgachá

de tomar decisões e sobre um sentimento de

Peratit, ou seja, “supervisão”, não é inteiramente

insegurança

para

confiar

nas

pessoas em geral, não é preciso eu me alongar muito para dizer que este tipo de sentimentos surge quando alguém pensa que está sozinho, que pode apenas confiar em si mesmo e em seu próprio julgamento e, portanto, sentese incerto e inseguro sobre cada passo que precisa dar. Embora ele

também

confie

em

D’us,

essa confiança de certa forma é

“E spera em D’ us ; S ê forte e fortalece teu coração e esperança em D’ us ”

satisfatória neste caso, porque supervisão

implica

“visão

de

cima”, ou seja, olhar do alto, ao passo que Hashgachá no sentido da vigilância de D’us significa conhecer todos os assuntos, por dentro e por fora, completamente. A crença nesta Hashgachá Peratit é fundamental em nossa religião e modo de vida, a tal ponto que, antes de cada novo ano e durante o início do ano, recitamos duas

superficial e não está imbuída nele, em todos os detalhes de sua maneira de viver; e

vezes ao dia o Salmo 27: “D’us é minha luz e

apenas em determinados dias, como as Grandes

minha salvação, a quem temerei? D’us é a força

Festas, ele se sente mais próximo de D’us.

da minha vida, de quem terei medo?” Por isso vemos que, mesmo que as coisas não ocorram

Porém quando a pessoa tem uma profunda fé

como desejadas, segundo os cálculos humanos,

em D’us e quando reflete que a benevolente

e mesmo que pareça que, segundo a Torá, deveria

Providência Divina se estende a todas as pessoas,

ser diferente, um judeu ainda coloca sua confiança

e a todo e cada detalhe, e a todo e cada minuto,

em D’us, como conclui o Salmo: “Espera em D’us;

certamente ele desenvolve um profundo senso de

sê forte e fortalece teu coração e esperança em

segurança e confiança.

D’us.” [2]


Em outras palavras, às vezes é necessário ser

Kviat Ittim (horários estabelecidos) para o estudo

forte e fortalecer o próprio coração para atingir

de Torá implicam não apenas no tempo, mas

plena confiança em D’us, mas há também a

também na alma.

promessa de ser capaz de consegui-la. Possa D’us conceder que você tenha boas notícias para relatar sobre o que foi dito acima.

O que foi dito acima vem mais facilmente quando se fortalece a aderência à Torá e às mitsvot [mandamentos] na vida diária. Não importa o

Desejando a você e todos os seus um Kesivo

quão satisfatório isso possa ser a qualquer

VeChasima Tovo [que você seja inscrito e selado

tempo, sempre há espaço para aperfeiçoamento

para o bem], para um ano novo bom e doce.

em todos os assuntos de bondade e santidade, Torá e mitsvot, que são infinitos, sendo derivados do Infinito. Na verdade, estou contente por notar que, apesar das suas dúvidas, você dedica tempo e esforço para ser útil em seu campo, e que D’us conceda que seja com Hatzlocho (sucesso), especialmente por isso não interferir com períodos regulares de estudo diário de Torá. Nesta conexão, cabe lembrar as palavras do Alter

Rabi Menachem Mendel Schneerson

Rebe, o fundador de Chabad, que verdadeiro

7º Rebe do Chabad [3]


Mensagem sempre somar. De tudo o que vi e com aqueles que convivi nestes últimos oito anos, durante os quais mais de perto tenho acompanhado as atividades do Beit Chabad, todas as suas ações tendem a sedimentar o objetivo principal, que é a manutenção e o fortalecimento da vida e da identidade judaica, mantendo viva a religião e intensificando cada vez mais o respeito a ela. F rancisco G rupenmacher Presidente do Beit Chabad Paraná

Sempre foi motivo de reflexão para mim o motivo pelo qual um casal viria de longe para uma missão

Como a maioria da comunidade israelita de Curitiba

tão difícil. Por que, mesmo depois de estar aqui

a idéia da vinda de um casal de religiosos me

por 30 anos, após ter criado seus filhos, ainda

pareceu, em um primeiro momento, estranha, algo

assim aqui permanecer, trazendo outros jovens de

fora de nossa realidade, pois já tínhamos sinagoga,

longe, para também transmitirem ensinamentos,

clube, escola etc. Como sempre participei

exemplos,

intensamente de atividades comunitárias tendo,

ajuda aos necessitados físicos e espirituais,

inclusive, frequentado e atuado em todos esses

orientar jovens e membros da comunidade

ambientes, além dos movimentos universitários,

afastados? Qual a razão de continuarem a

pensava que a atividade do Beit Chabad não se

contribuir para que as gerações atuais e futuras

adequaria ao perfil de nossa comunidade.

de nossa comunidade não apenas preservem

conselhos,

explicações,

conforto,

nossa herança, mas progridam no sentido de se Sempre entendi que o ambiente judaico de nossa

melhorarem espiritualmente como seres humanos

comunidade já estava completo, tendo todas

e judeus?

as minhas necessidades atendidas. Naquela oportunidade me questionei se não teriam vindo

Nestes 30 anos, a comunidade de Curitiba

para atender aqueles que não frequentavam

pôde aprender a importância do trabalho do

quaisquer dos ambientes comunitários.

querido casal, Rabino Fitche e Tila, assim como o de sua comprometida família, valorizando o e,

desprendimento com tudo o que o realizem

principalmente, a partir dos filhos, comecei a

e, como eu, que no princípio estranhava e não

compreender o porquê e o que o Beit Chabad fez,

entendia o porque de terem começado aqui

faz e pode ainda fazer por todos nós.

este movimento, agora admira e torce para que

Anos

depois,

casado,

com

filhos

continuem por mais 30, 60 anos, ou até quando D ‘us permitir.

O que mais aprendi é que o Beit Chabad vem

[4]


Editorial que este momento, este espaço, este canto seja unicamente para Mim.” Temos o prazer de oferecer esta revista para recordar momentos de que todos fazem parte, nos

quais

juntos

comemoramos

e

juntos

vibramos com amor a D’us e às tradições da nossa Torá. Ocasiões quando fomos ligados à eternidade de D’us fortalecendo uns aos outros e contribuindo para uma continuidade judaica mais próspera. Nesta edição comemorativa também compartilhamos histórias e depoimentos de fé e coragem, identidade e orgulho judaico, Divina R abino

yossef e

T ila D ubrawsky

Providência e amor ao próximo, escritos por pessoas que moram em Curitiba; ou que aqui se criaram ou que por aqui passaram.

O Beit Chabad do Paraná comemora 30 anos de atuação com profundo sentimento de gratidão a Hashem por todas Suas dádivas e pelo privilégio

É motivo de muito orgulho presenciar tantas

de poder, em parceria com vocês, queridos

pessoas e famílias determinadas a abrir um espaço

amigos e colaboradores, fazer parte do grande

único para D’us e acrescentar mais um passo

exército espiritual do Rebe de Lubavitch, que foi

na sua observância judaica, aqui em Curitiba.

incumbido com a missão de trazer o conhecimento

E também acompanhar uma segunda geração,

Divino a todos os lugares do mundo. É grande

filhos dos nossos alunos (nossos filhos espirituais),

o nosso reconhecimento para todos os que nos

crescendo com alegria e comprometimento com

apoiaram, incentivaram e deram condições para

os valores do judaísmo em diversos lugares do

juntos chegarmos aonde chegamos.

mundo. Isso traz à mente as palavras do Salmista “e tu verás filhos nascerem para teus filhos;

“Abra para mim o tamanho da ponta de uma

paz haverá sobre Israel.” Certamente D’us nos

agulha e Eu abrirei para vocês os mais expansivos

atenderá com amplitude, abençoando a todos

corredores do Grande Salão (do templo)”. Os

com o melhor em saúde, nachat e prosperidade e

nossos Sábios dizem que D’us nos pede apenas

que, no mérito coletivo, venha a tão almejada paz

uma coisa. “Eu não lhe peço para mudar toda sua

universal, com Mashiach.

vida; apenas quero que abra uma frestinha como o olho da agulha. Dedique a Mim um momento,

Que todos sejamos escritos e selados para um

um espaço, um canto de sua vida. Apenas peço

ano novo bom e doce!

[5]


E dição

comemorativa aos 30 anos de fundação do B eit C habad do P araná

Providência Divina Carta do Rebe.......................................................................2 Mensagem Carta do Presidente do Beit Chabad Paraná.............................4 Editorial.. Rabino Yossef e Tila Dubrawsky...............................................5 Quem Somos.............................................................................7 O Rebe...................................................................................10 Chabad Lubavitch Hoje..........................................................15 Prática Judaica Campanha das Mitsvot..........................................................17 “Akeret Habayit” - Alicerce do Lar...........................................22 Atuação do Chabad na Comunidade Arte, Criatividade e Tecnologia a Serviço do Judaísmo............26 Ganenu é Educação Judaica Infantil de Qualidade...................29 Chabad Curitiba Leva Mais Judaísmo a Florianópolis...............32 Há 18 Anos Ajudando a Manter a Tradição Judaica.................34 Juventude...........................................................................36 Triunfo do Espírito..................................................................40 Talmud em Português.............................................................38 Aulas e Atividades Que Agitaram os Últimos Cinco Anos............42 Imagens que Marcaram os 30 Anos.......................................50

Expediente Coordenação Rabino Yossef Dubrawsky Tila Dubrawsky Secretária Silvia Kozminski Conteúdo Rabino Mendel Labkowski Rabino Mendel Stolik Jornalista Responsável Katia Aguiar [MTB 40152] Edição e Redação Frances Baras Katia Aguiar Sara Burstein Tila Dubrawsky Revisão Blima Lorber Kutzi Segall Sara Burstein Szyja B. Lorber Diagramação Katia Aguiar Gráfica Ajir Artes Gráficas e Editora Ltda

Chabad: Luz Para Vidas Vidas Tocadas pelo Beit Chabad do Paraná............................77 Chabad, Sua Casa Longe de Casa Histórias de Brasileiros Acolhidos ao Redor do Mundo..........104 Diretoria da Associação Israelita de Beneficência “Chabad Lubavitch” - Beit Chabad do Paraná Diretor: Rabino Yossef Itzchok Dubrawsky Colel: Rabino Menachem Mendel Labkowski Juventude: Rabino Menachem Mendel Stolik

Tiragem 1.500 exemplares Fontes de alguns textos pt.chabad.org Fotos Arquivo Beit Chabad Eida Labkowsky Paulo Mendel Kulisz Sergio Weishof Tzivia Stolik

Presidente: Francisco Grupenmacher 1º Vice Presidente: Bernardo Rzeznik; 2º Vice Presidente: Ari Zugman 1º Secretario: Kutzi Segall; 2º Secretario: Sara Burstein 1º Tesoureiro: Vitor Ricardo Hertz; 2º Tesoureiro: Flavio Barbalat Conselho Fiscal: Ismar Strachman, Jaques Rigler, Jackson Kupper Patrimônio: Julio Zugman, Moyses Becher, Salomão Figlarz Educação e Cultura: Eida Labkowski, Tzivia Stolik Eventos: Tila Dubrawsky, Lílian Zugman, Thatiana Wencik Divulgação e Relações Públicas: André Segall, Szyja Lorber [6]

Arte páginas 35-42 Vitor S. Milder Beit Chabad do Paraná Rua Alferes Ângelo Sampaio, 370 Água Verde 80250-120 - Curitiba/PR 55 41 3023-1398 www.chabadcuritiba.com


Quem Somos

Da

direita para esquerda

R ebe R ayátz , R ebe R ashab , A lter R ebe , T sêmach T sêdec

O Chassidismo

e o

R ebe .

O Movimento Chabad-Lubavitch

Fundado por Rabi Yisrael Ben Eliezer, o Baal Shem Tov, há dois séculos e meio, o Chassidismo espalhou-se rapidamente pelo mundo judaico.

Chabad-Lubavitch é uma filosofia, um movimento,

O Baal Shem Tov ensinava que o judaísmo e a

uma organização. A palavra “Chabad” é um

Torá são propriedades de todos os judeus; que

acrônimo em hebraico para as três faculdades

cada um, independentemente de seu status ou

intelectuais

de suas qualidades pessoais, está perfeitamente

(compreensão) e daat (conhecimento). Ensina o

capacitado a servir a D’us.

entendimento e o reconhecimento do Criador, o

de:

chochmá

(sabedoria),

biná

papel e o propósito da Criação, e a importância e A devoção, enfatizava ele, é vital para uma

a missão singular de cada criatura. Esta filosofia

vida plena - e o potencial religioso da devoção

orienta a pessoa a refinar e a governar cada

é

ação e sentimento por meio destes três atributos

incalculável.

Prazer

e

entusiasmo

no

intectuais.

atendimento aos desejos de D’us, calor e afeto no relacionamento com os outros - essas se tornaram as marcas de identificação do Chassidismo.

Lubavitch, “A Cidade do Amor Fraterno”, era uma [7]


Quem Somos

Liderança

pequena cidade no condado de Mohilev, Rússia Branca, e seu nome transmite a essência da responsabilidade e do amor engendrados pela

O movimento é guiado pelos ensinamentos de

filosofia Chabad por todo e cada judeu. Tornou-se

seus sete líderes (Rebes), começando com Rabi

a residência dos líderes do Movimento Chabad-

Shneur Zalman de Liadi, de abençoada memória

Lubavitch em 1814, quando Rabi Dovber, filho e

(1745-1812). Esses líderes tornaram acessíveis os

sucessor do fundador do Movimento, Rabi Shneur

mais refinados e delicados aspectos do misticismo

Zalman, estabeleceu-se no local. Por mais de

judaico, criando um corpo de estudo composto

um século (até 1916) e por quatro gerações de

por milhares de livros. Eles personificaram as

líderes Chabad-Lubavitch, ela permaneceu como

milenares qualidades bíblicas de piedade e

o centro do Movimento. Assim, os líderes de

liderança, preocupando-se não apenas com

Chabad-Lubavitch tornaram-se conhecidos como

Chabad-Lubavitch, mas com a totalidade da vida

“Lubavitcher Rebes” e seus Chassidim como

judaica, física e espiritual. Nenhuma pessoa ou

“Lubavitcher Chassidim”.

detalhe era pequeno ou insignificante demais para seu amor e dedicação.

A Filosofia

Fundadores do Chassidismo

Chabad enfatiza a importância em cumprir para

O Báal Shem Tov –

si mesmo e transmitir para os outros a beleza e a

O Mestre do Bom Nome

profundidade do estilo de vida baseado na Torá.

Rabi Yisrael Ben Eliezer

A virtude da filosofia Chassídica Chabad é que ela

(1698-1760)

não se esgota com ensinamentos teóricos, mas

Fundador do Chassidismo.

motiva e induz aqueles que a estudam a traduzir seu conhecimento intelectual em ações práticas. Os líderes de Chabad-Lubavitch, com sua grande influência no campo espiritual, dedicavam sua

O Maguid de Mezeritch

atenção para as condições gerais da comunidade

Rabi DovBer

judaica, motivados pelo ilimitado Ahavat Yisrael,

(? – 1772) .

que é uma de suas molas mestras. Amar um

Discípulo do Báal Shem Tov e professor

companheiro judeu significa amá-lo completa e

de

incondicionalmente. Assim, o seu trabalho tinha

Rabi

Shneur

Zalman

de

Liadi.

Fortaleceu o chassidismo de seu mestre,

um propósito duplo - melhorar as condições

ancorando-o firmemente no pensamento

materiais do povo, assim como seu padrão

e na prática judaicas.

espiritual.

[8]


Os Rebes do Chassidismo Chabad 1º Rebe: O “Alter Rebe”

5º Rebe: O “Rebe Rashab”

Rabi Shneur Zalman de Liadi

Rabi Shalom DovBer Schneersohn de Lubavitch

(1745-1812)

(1860-1920)

Conhecido como “O Rav” e autor do Tanya; fundador da linha

Devotou-se ao futuro da nação

Chabad-Lubavitch

judaica,

do

Movimento

discípulo

dentro Chassídico;

do

Maguid

envolvendo-se

em

educação em todos os níveis.

de

segundo filho do Rebe Maharash e

Mezeritch e pai do Mitteler Rebe.

pai do Rebe Rayatz.

2º Rebe: O ”Mitteler Rebe” Rabi DovBer de Lubavitch

6º Rebe: O “Rebe Rayatz”

(1773-1827)

Rabi Yossef Yitschac Schneersohn (1880-1950)

Conhecido pela amplitude e profundidade de seus ensinamentos e seu incrível amor por

Nascido no coração do Comunismo, lutou

todos os judeus. Dedicou sua vida ao serviço

pelo Judaísmo na Rússia em

da comunidade espiritual e fisicamente. Filho

todas as frentes, assegurando

e sucessor do Alter Rebe, e tio e sogro do

a sobrevivência do Judaísmo

Tsêmach Tsêdec.

no Velho Mundo. Estabeleceuse nos Estados Unidos, onde

3º Rebe: O “Tsêmach Tsêdec”

revolucionou

Rabi Menachem Mendel Schneersohn

Judaísmo

(1789-1866)

e

para

reinventou o

Ocidente.

o Conhecido

também como “o Rebe Anterior”; filho único do Rebe Rashab, e sogro do Rebe.

Conhecido pelo título de seu livro de respostas haláchicas; sobrinho e genro do Mitteler

7º Rebe: O Rebe

Rebe e pai do Rebe Maharash.

Rabi Menachem Mendel Schneerson

4º Rebe: O “Rebe Maharash”

(1902-1994)

Rabi Shemuel Schneersohn de Lubavitch (1834-1882) Em

sua

curta

liderança,

fortaleceu

a

Chassidut, combateu o antissemitismo e preparou o terreno para o alcance mundial do Chabad. Filho mais novo do Tsêmach Tsêdec e pai do Rebe Rashab. [9]


O Rebe Em cada geração existe um Moisés. Na nossa,

A idéia de uma Redenção Universal, introduzida

é o Rabino Menachem Mendel Schneerson

por um líder global chamado Mashiach, “o

conhecido como O Rebe. Na sua época, Moisés

ungido”, é um princípio básico da fé judaica.

recebeu a incumbência Divina de redimir um

O judeu acredita que o mundo criado por D-us

povo das garras da escravidão e elevá-lo a um

possui o potencial para refletir completamente

estágio de liberdade plena, cujo ápice foi atingido

a infinita bondade e a perfeição do seu Criador. E o judeu acredita que a realização desse

na Outorga da Torá, no deserto. Nos

objetivo é o propósito para o qual sua

tempos atuais, o Rebe nutriu um

alma foi colocada num corpo físico

povo devastado pelas garras

e recebeu uma vida na Terra.

do nazismo e do comunismo e estendeu os conceitos autênticos de liberdade

O Rebe muitas vezes citava

a cada ser individual-

o grande sábio Maimônides,

mente, sem exeções.

que há mais de 800 anos,

O deserto espiritual da

dizia: um simples ato, uma

humanidade começou a

única palavra, apenas um

mostrar vida e se tornou

pensamento, tem o poder

evidente a presença de

de

em

as

balanças

e trazer redenção a este

muita energia positiva, curiosidade

inclinar

mundo. O Rebe explicou:

revelar

como a natureza básica de

as dimensões desconheci-

nosso mundo é perfeita e boa, toda

das do Universo e um desejo

ação do bem é real e permanente,

palpável para transformar este

enquanto que toda a negativa é somente

mundo em um lugar melhor.

aquilo – um fenômeno negativo, um vácuo Em praticamente cada palestra que o Rebe

esperando para ser dissipado, a escuridão na

proferiu, cada carta que escreveu e cada diretiva

espera da luz.

que emitiu, o tema, o encerramento e o objetivo eram: a vinda de Mashiach e como alcançar a

Não importa quão escuro o mundo possa parecer

Redenção. Trazer o Céu para a Terra que será

ou sentir, a luz está apenas a uma única ação

banhada pela sabedoria e pela bondade de seu

de distância. O Rebe viu isso e partilhou essa

Criador, um mundo sem ódio nem ganância, livre

visão conosco. Se abrirmos nossos olhos a essa

de sofrimento de discórdia. Nada menos que isso.

realidade, traremos redenção a este mundo. Hoje.

[10]


Biografia Nascimento e Infância

sala e estava ouvindo com atenção.

Em 1900, Rabi Levi Yitschac

O convidado notou a expressão concentrada

Schneerson, renomado pela

no rosto do menino. "Ele entende o que

sua

estamos dizendo?" perguntou. Com um olhar de

erudição

talmúdica,

conhecedor, o pai replicou: "É impossível saber."

haláchica e em Cabalá casouse

com

Rebetsin

Chana de

O Rebe teve um grande exemplo e uma forte

prestigiosa,

influência de seus pais durante sua vida. Seu

cujo pai, Rabi Meir Shlomo, era rabino da cidade

pai, Rabi Levi Yitschac, agia com raro grau de

de Nicolaiyev, Ucrânia.

dignidade e coragem para sustentar e fortalecer

Yanovski, família

aristocrática,

rabínica

o judaísmo sob o regime comunista. Ao seu No dia 11 de Nissan (18 de abril de 1902), nasceu

lado contava sempre com a grande coragem e

seu primeiro filho, bisneto do terceiro Rebe de

abnegação de sua esposa, Rebetsin Chana, mãe

Lubavitch, seu homônimo. Menachem Mendel

do Rebe, que não poupava esforços colocando

(foto).

sua vida em risco, para que seu marido pudesse continuar

escrevendo

suas

obras

sagradas.

Seu pai, Rabi Levi Yitschac, era bisneto de Rabi

Rabi Levi Yitschac foi preso e exilado no vilarejo

Baruch Shalom, o filho mais velho do Tsemach

distante de Chi li, na Ásia Central. Como resultado

Tsedec (terceiro Rebe de Chabad-Lubavitch e neto

dos seus sofrimentos, faleceu no exílio, na cidade

do fundador do Movimento, Rabi Schneur Zalman,

vizinha de Alma Ata, em 20 de Menachem-Av,

o Alter Rebe) e Rabino-Mor de Yecatrinoslav

1944, aos 66 anos.

(Dniepropetrovsk), de 1907 a 1939.

Casamento Desde a infância, o Rebe mostrava prodigiosa inteligência e logo teve de deixar o chêder, por

O Rebe encontrou o sexto Rebe de Lubavitch,

estar muito à frente dos colegas. Aos nove anos,

Rabi Yossef Yitschac Schneerson, em 1923, em

o diretor da escola local disse a seus pais que não

Rostov, Rússia. Em 27 de novembro de 1928,

havia mais nada que pudesse ensinar-lhe. Desde

casou-se

então, seu pai – ele próprio um célebre erudito e

segunda filha do Rabi Yossef Yitschac. A Rebetsin

cabalista – encarregou-se da educação do filho,

é lembrada pela sua excepcional erudição, embora

empregando tutores e ensinando-o pessoalmente.

fosse de comportamento compassivo, humilde e

com

Chaya

Mussia

(1901-1988),

despretensioso. Uma autoridade rabínica certa vez visitou o pai do Rebe. Os dois sábios começaram a discutir

O casamento foi realizado em Varsóvia, Polônia,

delicados pontos de estudo, sem perceber que

na terça-feira, à tarde, em 14 de Kislêv de 1928.

Mendel, então com oito anos, havia entrado na

Centenas de Chassidim Chabad de Varsóvia, das [11]


O Rebe

áreas polonesas, da Lituânia e da Rússia Branca

tinha usado um tratado completamente diferente!

compareceram, além de renomados Rebes e

Havia uma escassez de textos e vários alunos

eruditos.

tinham que estudar usando o mesmo volume. A fim de deixar um texto adicional disponível para Logo após o casamento,

os alunos, o Rebe tinha recitado as passagens

o Rebe mandou o jovem

de cor e para esconder o problema dos alunos,

casal

fingira usar um livro com outro tratado.

viver

em

Berlim,

então a capital intelectual da Europa Ocidental, onde Rabi A R ebetsin C haya M ussia em 1928

Menachem

passaria

parte

Mendel do

seu

tempo estudando em famosos

centros de estudos e acabaria matriculandose na Universidade de Berlim. Rabi Yossef Ber Soloveichik também encontrava-se em Berlim

O R ebe

naquela época e os dois passaram muito tempo

e sua esposa

Formação

juntos, em estudos gerais e talmúdicos. Rabi Soloveichik relembra que o Rebe trazia um volume do Talmud ou outros textos da Torá a suas

Em 1933, a mudança do regime forçou Rabi

palestras, e o colocava dentro do livro de textos.

Menachem Mendel a deixar a Alemanha, onde se

Certa vez, um dos professores ficou aborrecido

graduara em Heidelberg, em Engenharia Superior,

pela aparente falta de atenção do Rebe e, no

e mudar-se para Paris. Matriculou-se na Sorbonne

meio da palestra, acreditando que ele não o

,onde

estava ouvindo, resolveu testá-lo: "Pode repetir

Mecânica, com especialização em Projeto Naval.

receberia

outro

diploma,

Engenharia

uma palavra daquilo que eu disse?", perguntou ele. Humildemente, o Rebe levantou-se e repetiu

O

a palestra inteira, palavra por palavra.

habilitaram-no a resolver dúvidas haláchicas nos

conhecimento

adquirido

nesses

estudos

anos subseqüentes. Por exemplo, quando houve Embora o Rebe passasse a maior parte de seu

uma discussão sobre se um navio com tripulação

tempo em Paris envolvido nos estudos, também

de judeus poderia viajar no Shabat, o Rebe

deu muitas aulas. Eliyáhu Reichman lembra-se de

comentou: "A alegação de que tais trabalhos

que, quando jovem, assistiu diariamente às aulas

proibidos podem ser realizados automaticamente

de Talmud dadas pelo Rebe. Uma vez ele e outro

demonstra não apenas ignorância sobre os

aluno perceberam que o Rebe tinha citado uma

princípios haláchicos no trabalho, como também

passagem de modo ligeiramente diferente do que

ignorância sobre os rudimentos da engenharia."

aparecia no texto. Depois que a aula terminou, foram à estante do Rebe para conferir o texto do

O Rebe sempre dedicou-se primordialmente à

Talmud que ele usara. Talvez tivesse uma versão

oração e ao estudo da Torá, preocupando-se com

diferente? Para sua surpresa, viram que o Rebe

cada judeu, onde quer que se encontrasse. [12]


Chegada aos Estados Unidos

que a missão da nossa geração é a de trazer Mashiach (Messias).

Segunda-feira, 23 de junho de 1941, o Rebe e a Rebetsin chegaram aos Estados Unidos, havendo

O Rebe organizou um corpo de shluchim –

milagrosamente escapado da investida nazista.

emissários de Lubavitch – e os encarregou de

Estabeleceram-se em Nova York. Seu sogro, Rabi

estabelecer centros Chabad-Lubavitch no mundo.

Yossef Yitschac Schneerson, que havia chegado

Hoje milhares de instituições Chabad-Lubavitch

aos Estados Unidos um ano antes, escolheu-o

cobrem o planeta. Além de se preocupar com

para liderar suas recém-fundadas organizações:

cada indivíduo, o Rebe dava atenção especial

Merkos Linyonei Chinuch, o braço educacional

a órfãos e viúvas de soldados israelenses, as

do movimento Lubavitch; Machané Israel, a

crianças de Chernobyl, entre outros. Mais de 1300

organização de serviço social do movimento; e

crianças recebem tratamento médico em Kfar

a Sociedade Kehot de Publicação, a editora de

Chabad. Para os meninos órfãos, são celebradas

Lubavitch.

anualmente cerimônias de bar-mitsvá, no Muro das Lamentações. Além disso, foram criados vários

O Rebe, então, começou a escrever suas

centros de reabilitação para pessoas viciadas

anotações

tratados

em drogas. O Rebe estabeleceu cerca de 60

chassídicos e cabalísticos, bem como uma vasta

instituições de ensino judaico na Comunidade dos

gama de responsas. Com a publicação dessas

Estados Independentes e na Letônia. Centenas de

obras, logo foi reconhecido por eruditos de todo

emissários visitam regularmente e muitos outros

o mundo.

estabelecem lá suas residências para promover

eruditas

sobre

vários

as atividades judaicas. A organização Ezrat Achim

Liderança

envia toneladas de alimentos para os judeus desses países.

Em 1950, Rabi Yossef Yitschac faleceu. Embora o Rebe tivesse sido escolhido como seu sucessor,

O Rebe foi quem iniciou o movimento de teshuvá

foi relutante no início em aceitar o manto da

(retorno ao autêntico judaísmo), através de uma

liderança. Apenas um ano mais tarde assumiria

forma revolucionária de difundir o judaísmo para

formalmente o título de “Rebe”: foi em 28 de

todos os judeus com a sua famosa "Campanha

Janeiro, 10 de Shevat de 5710.

das Mitsvot" (campanha das boas ações). A colocação dos tefilin, o acendimento das velas de Shabat e Yom Tov pelas mulheres judias,

Em seu primeiro discurso como Rebe, ele afirmou

Os

emissários do

R ebe

em frente ao

770

no

KINUS

As

emissárias do R ebe têm seu rebetsin chaya mushka

anual

[13]

KINUS

na data do yahrtzeit da


O Rebe

a cashrut, a prática da tsedacá, a educação

Conscientizou sobre a iminente vinda de Mashiach

baseada na Torá, entre outras. Na época, foi

(Messias) e da importância de "recepcioná-lo"

duramente criticado, enfrentando forte oposição,

apropriadamente, principalmente por meio de

ao dizer que esta era a única maneira de salvar

um estudo intensivo dos assuntos relativos à era

o judaísmo da assimilação. Suas campanhas

messiânica, contidos na Torá, no Talmud e em

inovadoras hoje servem de modelo a diversas

outras fontes judaicas, como no código de leis de

instituições judaicas que atraem judeus de volta a

Maimônides.

sua herança exatemente como o Rebe já fazia há Todos

cinco décadas.

os

costumava

domingos,

o

receber

abençoar

e

Lubavitcher as

Rebe vastas

Sua preocupação com a educação e o futuro da

multidões que vinham buscar as suas palavras de

humanidade foi reconhecida nos Estados Unidos.

sabedoria e de bênção. A cada uma das milhares

A data de nascimento do Rebe, 18 de abril,(11 de

de pessoas que o procuravam entregava uma nota

Nissan), foi transformada pelo Presidente Ronald

de um dólar para ser doada a uma instituição de

Reagan em “Dia Nacional da Educação”.

caridade, a critério da pessoa. Além de pessoas comuns, diversas personalidades judias e nãojudias pediam-lhe conselho e bênção.

Entre as previsões que fez sobre situações mundiais, as que mais repercutiram foram a abertura da Cortina de Ferro, com a emigração maciça de judeus soviéticos para Israel, ao alertar o governo israelense para a construção de casas e condições de emprego para esses judeus. Isto aconteceu numa época em que tal possibilidade era impensável.

No dia 12 de junho de 1994 (3 de Tamuz, 5754 - “Guimel Tamuz”) o Rebe deixou este mundo da matéria. Mas, conforme se pronunciou na época do falecimento de seu sogro, o Tsadic continua vivendo por intermédio de seus ensinamentos e de todo o legado que deixou a seus chassidim e a todos que foram tocados pela sua imensurável Outra previsão fantástica: durante a Guerra do

sabedoria,

Golfo, em 1991, o Rebe foi o único a dizer que a

incondicional. As centenas de volumes que

guerra não atingiria o povo judeu, declarando que

transmitem seu conhecimento e orientação em

as máscaras de gás não seriam necessárias. Ele

cada assunto continuam a influenciar a maneira

declarava isso enfaticamente, mesmo durante o

de conduzir nossas vidas e a nos preparar para

contínuo bombardeio de scuds sobre Israel, pois

o início de uma nova era. Que seja em breve, se

lá "é o lugar mais seguro do mundo."

D’us quiser! • [14]

exemplo

vivo

de

Torá

e

amor


Chabad Lubavitch Hoje O Presente do Rebe ao Mundo

Argentina: Bahia Blanca, Buenos Aires, Cordoba, La Plata, Martinez, Mendoza, Morón, Rosario, Salta, San Carlos de Bariloche, Santa Fe, Tucumán Armenia: Yerevan Australia: Balaclava, Bellevue Hill, Bentleigh East, Bondi, Brighton East, Brisbane, Byron Bay, Canberra, Carnegie, Caulfield, Double Bay, Dover Heights, East Brighton, East St. Kilda, Elsternwick, Greenslopes, Hobart, Kensington, Launceston, Malvern, Melbourne, Moorabbin, Ormond, Perth, South Yarra, St. Ives, Surfers Paradise, Sydney Austria: Salzburg, Vienna Azerbaijan: Baku, Quba, Sumgait Belarus: Bobruisk, Brest, Grodno, Minsk, Mogilev, Orsha Belgium: Antwerp, Brussels, Edegem Bolivia: La Paz Brazil: Belem, Belo Horizonte, Curitiba, Petropolis, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, S. Andre, S. Paulo, Salvador Bulgaria: Sofia Cambodia: Phnom Penh Canada: Alberta: Calgary, Edmonton British Columbia: Richmond, Surrey, Vancouver, Victoria Manitoba: Winnipeg Nova Scotia: Halifax Ontario: Downsview, Hamilton, London, Maple, Mississauga, Niagara Falls, North York, Ottawa, Richmond Hill, Thornhill, Toronto, Waterloo Quebec: Chomedey, Cote St Luc, Dollard-des-Ormeaux, Hampstead, Laval, Mont Tremblant, Montreal, Pierrefonds, Quebec City, S. Lazare, Ville S. Laurent, Westmount Chile: Pucon, Santiago China: Beijing, Guangzhou, Hong Kong, Kowloon, Midlevels, Nanshan District, Shanghai, Tung Chung, Yiwu Colombia: Barranquilla, Bogota Congo: Kinshasa Costa Rica: S. Jose Croatia: Zagreb Cyprus: Ayia Napa, Larnaca Czech Republic: Praha Denmark: Copenhagen Dominican

Republic: Santo Domingo Ecuador: Quito England: Altrincham, Birmingham, Bournemouth, Brighton, Bristol, Buckhurst Hill, Cambridge, Cheadle, Edgware, Ilford, Leeds, Liverpool, London, Manchester, Nottingham, Oxford, Radlett, Salford, Sheffield, Southgate, Whitefield, Woodside Park Estonia: Tallinn Finland: Helsinki France: Alfortville, Antibes Juan Les Pins, Athis-Mons, Aubervilliers, Bagnolet, Bobigny, Bois-Colombes, Bondy, Bonneuil-sur-Marne, Boulogne-Billancourt, Brunoy, Bry-sur-Marne, Cannes, Charenton-le-Pont, Chatou, Choisy La Roi, Clamart, Courbevoie, Creteil, Dijon, Ecully, Épinay-sur-Seine, Ezanville, Fontenay-Sous-Bois, Gambetta, Grenoble, La Celle-St-Cloud, Les Lilas, Levallois-Perret, L’Hay-les-Roses, Lille, Lunéville, Lyon, Maisons-Laffitte, Marseille, Massy, Meaux, Metz, Montigny-le-Bretonneux, Montmorency, Montpellier, Montreuil, Montrouge, Neuilly Sur Seine, Nice, Nogent-sur-Marne, Noisy-le-Grand, Pantin, Paris, Poissy, PontaultCombault, Romainville, Rouen, Rueil-Malmaison, S. Denis, S. Tropez, Saint-Maur-des-Fossés, Sarcelles, Savigny-sur-Orge, Sceaux, Sèvres, St Ouen, St-Brice-Sous-Forêt, St-Cloud, St-Geneviève-des-Bois, St-Germain-en-Laye, Strasbourg, Suresnes, Toulouse, Tournefeuille, Valence, Versailles, Vigneux-sur-Seine, Villeneuve-S.-Georges, Villeurbanne, Villiers-sur-Marne, Yerres Georgia: Tbilisi Germany: Berlin, Cologne, Dresden, Dusseldorf, Frankfurt, Hamburg, Hannover, Karlsruhe, Munich, Nuernberg, Offenbach Am Main, Potsdam, Ulm Greece: Athens, Thessaloniki Guatemala: Guatemala City Hungary: Budapest India: Anjuna Village, Bangalore, Manali, Mumbai Ireland: Dublin Israel: Aderet, Adi, Afula, Akko, Alfei Menashe, Arad, Arbel, Ariel, Ashdod, Ashkelon, Ashteol, Atlit, Avital, Azor, Balfurya, Bareket, Bat Hayin, Bat Khefer, Be’er Sheva, Be’er Ya’akov, Beit Arye, Beit Dagan, Beit She’an, Beit Shemesh, Beitar Eilit, Ben Gurion Airport, Binyamina, Bnei Ayish, Bnei Brak, Chispin, Dimona, Efrat, Eilat, Ein Ayala, Ein Bokek, Elad, Elon More, Emanuel, Even Yehuda, Gan Ner, Gan Yavne, Ganei Tikva, Gedera, Gila, Giv’at Ada, Giv’at Avnei, Giv’at Ela, Giv’at Shmuel, Giv’at Ze’ev, Giv’atayim, Hadera, Haifa, Har Adar, Hebron, Hertzliya, Hod Hasharon, Holon, Jerusalem, Kadima, Kadumim, Karmei Tsur, Karmiel, Karnei Shomron, Katzir Harish, Kazrin, Kfar Achim, Kfar Baruch, Kfar Chabad, Kfar Chabad Bet, Kfar Gidon, Kfar Ha-Oranim, Kfar Monash, Kfar Neter, Kfar Saba, Kfar Sitrin, Kfar Tavor, Kfar Warburg, Kfar Yona, Khashmona’im, Khatsor ha-Glilit, Kiryat Arba, Kiryat Ata, Kiryat Bialik, Kiryat Chaim, Kiryat Ekron, Kiryat Gat, Kiryat Malachi, Kiryat Motskin, Kiryat On, Kiryat Shemona, Kiryat Tivon, Kiryat Yam, Lehavim, Lev ha-Sharon Regional Council, Lod, Lower Galilee, Ma’ale Adumim, Ma’alot, Maccabim-Reut, Mate Binyamin, Mazkeret Batya, Meitar, Meitav, Menachamiya, Merkaz Sapir, Metulla, Mevo’ot Hachermon, Migdal, Migdal haEmek, Mikhmoret, Mitzpeh Ramon, Mitzpeh Yericho, Modiin, Modiin Illit, Moshav Brosh, Moshav Givati, Moshav Porat, Na’ale, Nachlat Yehuda, Nahalal, Nahariya, Natzrat Eilit, Nes Ziyona, Nesher, Netanya, Netivot, Nir Zvi, Nitsan, Nofit, Nordiya, Ofakim, Omer, Or Akiva, Or Yehuda, Oranit, Otniel, Pardes Chana Karkur, Pardesiya, Petach Tikva, Porat, Ra’anana, Ramat Ef’al, Ramat Gan, Ramat Hasharon, Ramat Yishai, Ramla, Rechovot, Rishon Lezion, Rosh ha-Ayin, Rosh Pina, Safed, Safsufa, Sapir, Sderot, Shimshit, Shlomi, Shoam, Shomriya, Susya, Talmei Yechiel, Tekoa. Tel Adashim, Tel Aviv, Tel Mond, Tiberias, Tirat Hakarmel, Tivon, Tnuvot, Tsoran, Tsur Hadassa, Yagel, Yavne, Yavniel, Yehud, Yehud Monosun, Yerucham, Yesod Hama’ala, Yokne’am Eilit, Zeitan, Zichron Yaakov Italy: Milan, Rome, Trieste, Valenza, Venice Japan: Tokyo Kazakhstan: Almaty, Karaganda Korea: Yongsan Kyrgyzstan: Bishkek Latvia: Riga Lithuania: Vilnius Luxembourg: Luxembourg Mexico: Cancun, Tijuana, Cabos S. Lucas Moldova: Kishinev Morocco: Agadir, Casablanca, Fes, Kenitra, Marrakech, Meknes, Rabat, Tanger Nepal: Pokhara, Thamel Netherlands: Almere, Amersfoort, Amstelveen, Amsterdam, Haarlem, Maastricht, Nijmegen, Rotterdam, The Hague, Utrecht, S. Maarten New Zealand: Christchurch North Cyprus: Kyrenia Northern Ireland: Belfast Norway: Oslo Paraguay: Asuncion Peru: Cusco, Lima Poland: Krakow, Warsaw Romania: Bucharest, Yassi Russia: Astrakhan, Barnaul, Birobidjan, Bryansk, Chelyabinsk, Derbent, Dzerzhinsk, Irkutsk, Izhevsk, Kaliningrad, Kazan, Kemerovo, Khabarovsk, Kostroma, Krasnodar, Krasnoyarsk, Kursk, Lipetsk, Malakhovka, Moscow, Mytischi, Nalchik, Nizhny Novgorod, Novgorod Veliky, Novosibirsk, Omsk, Orenburg, Perm, Rostov, S. Petersburg, Samara, Saratov, Smolensk, Sochi, Stavropol, Togliatti, Tomsk, Tyumen, Ufa, Ulyanovsk, Vladivostok, Volgograd, Voronezh, Yekaterinburg Scotland: Edinburgh, Giffnock, Glasgow Serbia: Belgrade Singapore: Singapore Slovakia: Bratislava, Pieštany South Africa: Bloubergrant, Cape Town, Fourways, Hyde Park, Illovo, Linksfield, Lyndhurst, Melrose North, Norwood, Orchards, Rouxville, Sandown, Sandton, Savoy Estate, Sea Point, Umhlanga Rocks Spain: Barcelona, Madrid, Marbella, Valencia

Sweden: Goteborg, Malmö, Stockholm Switzerland: Basel, Bourgerie, Geneva, Genève, Lugano, Luzern, Zurich Thailand: Bangkok, Chiang Mai, Koh Samu, Nonthaburi, Phuket Tunisia: Tunis, Zarzis Turkey: Istambul, Izmir [15]


United States: Alabama: Birmingham, Huntsville Alaska: Anchorage Arizona: Anthem, Chandler, Flagstaff, Fountain Hills, Gilbert, Glendale, Mesa, Phoenix, Scottsdale, Tempe, Tucson Arkansas: Little Rock, Rogers California: Agoura Hills, Aliso Viejo, Bakersfield, Berkeley, Beverly Hills, Bonita, Burbank, Calabasas, Camarillo, Carlsbad, Chatsworth, Chico, Chula Vista, Coronado, Culver City, Cupertino, Danville, Davis, Encino, Folsom, Foster City, Fresno, Glendale, Goleta, Huntington Beach, Irvine, La Jolla, Laguna Beach, Laguna Niguel, Lancaster, Lomita, Long Beach, Los Alamitos, Los Angeles, Los Gatos, Malibu, Marina Del Rey, Mill Valley, Mission Viejo, Moorpark, Mountain View, Napa, Newbury Park, Newhall, Newport Beach, North Hollywood, Northridge, Oak Park, Oakland, Oceanside, Oxnard, Pacific Grove, Pacific Palisades, Palm Desert, Palm Springs, Palo Alto, Pasadena, Pleasanton, Porter Ranch, Poway, Rancho Cucamonga, Rancho Mirage, Rancho Palos Verdes, Rancho S. Fe, Redondo Beach, Redwood City, Reseda, Riverside, Roseville, Running Springs, S. Barbara, S. Clemente, S. Cruz, S. Diego, S. Francisco, S. Luis Obispo, S. Mateo, S. Monica, S. Rafael, S. Rosa, Sacramento, Sherman Oaks, Simi Valley, Stockton, Studio City, Sunnyvale, Tarzana, Temecula, Thousand Oaks, Topanga, Trabuco Canyon, Tustin, Vacaville, Ventura, Walnut Creek, West Hills, West Hollywood, Westlake, Woodland Hills, Yorba Linda Colorado: Aspen, Aurora, Boulder, Colorado Springs, Denver, Evergreen, Fort Collins, Lone Tree, Longmont, Vail, Westminster Connecticut: Fairfield, Glastonbury, Greenwich, Guilfordtt, Hamden, Hartford, Litchfield, Milford, New Haven, New London, Orange, Ridgefield, Southbury, Stamford, Storrs Mansfield, Wallingford, Washington, Waterbury, Weatogue, West Hartford, Westport District of Columbia: Washington Delaware: Newark, Wilmington Florida: Aventura, Boca Raton, Bonita Springs, Boynton Beach, Bradenton, Cape Coral, Cooper City, Coral Gables, Coral Springs, Cutler Bay, Davie, Deerfield Beach, Delray Beach, Doral, Fort Lauderdale, Fort Myers, Gainesville, Greenacres, Groveland, Hallandale, Hillsboro Beach, Hollywood, Jacksonville, Jupiter, Key Biscayne, Key West, Lake Mary, Lantana, Lauderdale By The Sea, Lauderhill, Maitland, Margate, Miami, Miami Beach, Miami Lakes, Naples, North Bay Village, North Miami, North Miami Beach, Ocala, Orlando, Ormond Beach, Oviedo, Palm Beach Gardens, Palm City, Palm Harbor, Palmetto Bay, Parkland, Pembroke Pines, Plantation, Pompano Beach, Ponte Vedra Beach, Punta Gorda, Royal Palm Beach, S. Augustine, Sarasota, Satellite Beach, St. Petersburg, Sunny Isles Beach, Sunrise, Surfside, Tallahassee, Tamarac, Tampa, Trinity, Valrico, Venice, Wellington, Wesley Chapel, West Palm Beach, Weston Georgia: Alpharetta, Athens, Atlanta, Augusta, Kennesaw, Marietta, Norcross Hawaii: Honolulu, Kapa’a Idaho: Boise Illinois: Champaign, Chicago, Des Plaines, Evanston, Glenview, Gurnee, Highland Park, Naperville, Northbrook, Oak Park, Peoria, Riverwoods, Skokie, Wilmette Indiana: Bloomington, Indianapolis, Munster Iowa: Davenport, Des Moines, Iowa City, Postville Kansas: Lawrence, Overland Park Kentucky: Louisville Louisiana: Metairie, New Orleans Maine: Portland Maryland: Annapolis, Baltimore, Bethesda, College Park, Columbia, Frederick, Gaithersburg, Germantown, Ocean City, Owings Mills, Potomac, Rockville, Silver Spring, Towson Massachusetts: Acton, Amherst, Andover, Boston, Brighton, Brookline, Cambridge, Chestnut Hill, Framingham, Hingham, Hyannis, Lexington, Longmeadow, Mansfield, Milford, Natick, Needham, New Bedford, Newton Centre, Peabody, Pittsfield, Sharon, Somerville, Stoughton, Sudbury, Swampscott, Waltham, Wellesley, Westborough, Westford, Worcester Michigan: Ann Arbor, Commerce Township, Farmington Hills, Flint, Grand Rapids, Kalkaska, Novi, Oak Park, Southfield, West Bloomfield Minnesota: Cottage Grove, Duluth, Hopkins, Minneapolis, Rochester, S. Paul, West S. Paul Missouri: Chesterfield, Kansas City, St. Louis Montana: Bozeman, Nebraska, Lincoln, Omaha Nevada: Henderson, Las Vegas, Reno New Hampshire: Hanover, Manchester New Jersey: Basking Ridge, Cherry Hill, Clinton, Denville, Ewing, Fair Lawn, Fanwood, Flanders, Fort Lee, Franklin Lakes, Freehold, Hillsborough, Hillside, Hoboken, Holmdel, Jersey City, Lawrenceville, Livingston, Madison, Manalapan, Margate City, Medford, Monroe Township, Montville, Morganville, Morristown, Mullica Hill, North Brunswick, Old Tappan, Paramus, Passaic, Princeton, Randolph, Rockaway, Short Hills, Sparta, Teaneck, Tenafly, Toms River, Ventnor City, Vineland, Wayne, West Orange, West Windsor, Woodcliff Lake New Mexico: Albuquerque, Las Cruces, Santa Fe, Taos New York: Albany, Andes, Bayside, Bedford Hills, Briarcliff Manor, Briarwood, Bronx, Brooklyn, Buffalo, Cambria Heights, Carmel, Cedarhurst, Chautauqua, Chestnut Ridge, Clifton Park, Commack, Coram, Dairyland, Delmar, Dix Hills, Dobbs Ferry, East Hampton, East Hills, East Northport, East Norwich, Ellenville, Elmhurst, Fallsburg, Far Rockaway, Flushing, Forest Hills, Getzville, Glen Head, Goshen, Great Neck, Greenfield Park, Hempstead, Howard Beach, Ithaca, Kew Gardens, Kew Gardens Hills, Kingston, Lake Grove, Larchmont, Little Neck, Long Beach, Long Island City, Melville, Merrick, Mineola, Monroe, Monsey, Monticello, Napernack, New City, New Paltz, New York, Oakland Gardens, Oceanside, Old Westbury, Oswego, Parksville, Patchogue, Pittsford, Port Washington, Poughkeepsie, Rego Park, Rhinebeck, Riverdale, Rochester, Rockaway Park, Roslyn Heights, Saratoga Springs, Scarsdale, Schenectady, Southampton, Spring Valley, Staten Island, Stony Brook, Suffern, Syracuse, Troy, Valley Stream, Vestal, Water Mill, West Hempstead, White Plains, Woodbury, Woodmere, Yonkers North Carolina: Asheville, Cary, Chapel Hill, Charlotte, Greensboro, Raleigh, Wilmington Ohio: Akron, Beachwood, Cincinnati, Cleveland, Cleveland Heights, Columbus, Dayton, New Albany, S. Euclid, Solon, Toledo Oklahoma: Oklahoma City, Tulsa Oregon: Ashland, Bend, Eugene, Hillsboro, Portland, Salem Pennsylvania: Allentown, Bethlehem, Bryn Mawr, Clarks Summit, Devon, Doylestown, Fort Washington, Fox Chapel, Harrisburg, Lancaster, Media, Merion Station, Monroeville, Newtown, Philadelphia, Pittsburgh, Reading, Rydal, Scranton, State College, Stroudsburg, Wilkes-Barre, Wynnewood, Yardley, York Puerto Rico: Carolina Rhode Island: Barrington, Providence, Warwick South Carolina: Columbia, Greer, Mount Pleasant, Myrtle Beach Tennessee: Chattanooga, Knoxville, Memphis, Nashville Texas: Arlington, Austin, College Station, Dallas, El Paso, Fort Worth, Houston, Pearland, Plano, S. Antonio, South Padre Island, Sugar Land Utah: Salt Lake City Vermont: Burlington Virginia: Alexandria, Blacksburg, Charlottesville, Fairfax, Herndon, Norfolk, Richmond, Vienna, Virgin Islands: St. Thomas Washington: Bellevue, Bellingham, Edmonds, Issaquah, Olympia, Seattle, Spokane, Tacoma, Vancouver West

Virginia: Morgantown Wisconsin: Kenosha, Madison, Mequon, Milwaukee Wyoming: Jackson Ukraine: Belaya Tserkov, BelgorodDnestrovsky, Berdichev, Cherkassy, Chernigov, Chernovtzy, Dneprodzerzhinsk, Dnepropetrovsk, Donetsk, Ivano-Frankovsk, Izmail, Kharkov, Kherson, Khmelnytskyi, Kiev, Kirovograd, Korosten, Kremenchug, Krivoy Rog, Lugansk, Makeevka, Mariupol, Nikolayev, Odessa, Pervomaisk, Poltava, Rovno, Sevastopol, Simferopol, Sumy, Uzhgorod, Vinnitza, Zaporozhye, Zhitomir Uruguay: Montevideo, Punta Del Este Uzbekistan: Buhara, Samarkand, Tashkent Venezuela: Altamira, Caracas, San Bernardino Vietnam: Ho Chi Minh [16]


Campanha das Mitsvot Dez maneiras de viver uma vida mais significativa

Em todas as ocasiões possíveis, o Rebe insistia

Mitsvot são mandamentos de D’us, dados ao

na difusão da campanha da mitsvot entre os

povo judeu e especificados na nossa Sagrada

judeus. As dez mitsvot da campanha levam a um

Torá. Pelo cumprimento de cada mitsvá, trazemos

relacionamento mais profundo e significativo com

ao mundo a Vontade Divina de torná-lo aquilo que

a nossa herança judaica.

ele deve ser.

Ahavat Yisrael - Amar seu irmão judeu Passe o Shabat com pessoas, convide e esteja

Rabi Akiva (um dos grandes sábios do Talmud)

aberto para ser convidado. Fale coisas boas

explicou que o amor ao próximo é “um

sobre as pessoas, especialmente

dos princípios mais importantes da

seus irmãos judeus. Faça contato

Torá”. Cada judeu deve ter seus pensamentos,

falas

e

com as pessoas se não as vê

ações

permeados pelo interesse no

por algum tempo. Visite as

bem-estar do seu irmão judeu.

pessoas quando estiverem doentes ou hospitalizadas. Informe-se

Ser voluntário é uma das formas mais

“judaicas”

de

amor

certamente

há algo para você fazer na

ao

comunidade. Estar conectado é

próximo. Exemplos? Ofereça buscar

o âmago de toda estratégia de vida

pessoas para reuniões, festas ou aulas;

mais significativa. É o motor e o ímã. Pode

entregue velas de Chanucá ou Mishloach Manot

chamar de unir-se ao seu povo.

em Purim; ajude a realizar um evento na Sinagoga.

Chinuch - Educação pela Torá A campanha da educação pela Torá quer envolver cada uma das crianças judias num programa educacional que lhes ensine o que significa viver como judeu. Igualmente, os adultos são encorajados a se inscreverem em grupos de estudo e seminários, de acordo com o seu meio e conhecimentos. [17]


Prática Judaica

Estudo da Torá - Expansão da Mente Estudar Torá não é como

Chabad-Lubavitch, explicou

qualquer

estudo.

que o estudo da Torá deve

Outros estudos são meios de

estar fixado não só no tempo,

adquirir conhecimento, mas

mas também na alma, de

estudar Torá é um fim em

modo que se transforme no

si mesmo. É a experiência

ponto ao redor do qual gira

de fazer perguntas, buscar

todo o espectro da vida

as

cotidiana.

outro

respostas,

entrar

em

sincronia com as mentes dos sábios - a experiência A Torá pode referir-se apenas aos Cinco Livros

de fazer contato com um intelecto Divino.

de Moshê, mas também pode referir-se a todo o pessoas

corpo da sabedoria judaica. A Torá não deve ser

inteligentes. Temos sido um povo de livros e de

estudada somente como “História dos judeus”,

sabedoria há mais de 4 mil anos - o que soma

mas como a luz que mostra o caminho a seguir.

muito em livros e sabedoria.

É a Torá Viva, o projeto pelo qual o mundo foi

Os

judeus

são

conhecidos

como

desenhado. Tudo que existe pode ser encontrado na Torá e tem aplicação prática.

Rabi Schneur Zalman, o fundador do movimento

Tefilin - Amarre-se nesta Ideia Os tefilin são um par de caixas de couro negro

e sobre a cabeça; significa a ligação dos poderes

contendo rolos de pergaminho com trechos da

emocionais e intelectuais do indivíduo a serviço de D’us.

Bíblia. Ao colocar os tefilin, o judeu entra num espaço eterno todas as manhãs. Conectando a mente,

As tiras de couro, que vão do

o coração e a mão – acontece o

braço até a mão e da cabeça até as

supremo paradoxo: a conexão de

pernas, significam a transmissão

um ser finito com um D’us Infinito.

da energia intelectual e emocional

A ideia do tefilin é entrar no mundo

para as mãos e pés, simbolizando

diariamente como uma única pessoa

a ação.

conectada eternamente a um único Essa mitsvá é feita uma vez ao dia – de preferência

D’us.

durante as preces matinais – enquanto você A Torá descreve tefilin como um sinal, uma

recita uma passagem chamada Shema Israel. É

afirmação pública de envolvimento judaico. Os

cumprida por homens acima dos 13 anos, todos

tefilin são colocados no braço (ao lado do coração)

os dias exceto no Shabat e Yom Tov. [18]


Estantes de Livros - Um Lar Repleto de Livros Judaicos Uma casa repleta de livros judaicos contém 4 mil

um mínimo de um Chumash (os Cinco Livros de

anos de livros judaicos. Portanto, é uma casa

Moisés), um Tehilim (Livro de Salmos) e um Sidur

de 4 mil anos de idade, construída para durar

(livro de orações).

eternamente. O

Talmud

também

O ambiente ensina. O que

destaca o mérito de quem

você tem em casa ajuda a

empresta os seus livros

determinar que tipo de lar é

de Torá para que outros

o seu. Ao ter livros judaicos à

se beneficiem. Os livros

vista, sua família e os visitantes

na sua estante precisam

serão motivados a usá-los.

circular entre amigos e

Além disso, a própria presença

inspirá-los.

dos livros nos lembra de seu

indique

e

Recomende, compartilhe

conteúdo e da importância dos valores judaicos.

os tesouros dos livros judaicos, atualmente

Quanto mais livros, melhor. No entanto, é sugerido

disponíveis em diversos idiomas.

Acendendo as Velas de Shabat - Iluminando o Mundo este estado de percepção.

O mundo é um local enlouquecedor. Sua vida é um navio na tempestade. A noite de sexta-feira é um casulo de fuga para entrar num outro mundo,

A responsabilidade e a honra de acender as velas

um local de serenidade e calma. Uma calma que

de Shabat pertencem à mulher. Meninas desde

Shabat.

a idade de três anos são

E tudo começa com o

encorajadas a acender a

tremular de uma pequena

sua própria vela. As velas

chama de luz.

de Shabat são acesas 20

chamamos

de

minutos antes do pôr-doPor

sua

natureza

diferente

das

entidades

materiais,

sol.

tão

outras “Uma

a

pequena

vela

luz é muitas vezes usada

neste mundo, acesa no

para descrever introvisão

momento certo, com o

espiritual. O Shabat é um dia de luz, um dia com

objetivo certo, gera uma luz espiritual lá em cima,

um padrão e uma orientação de valores especial.

tão magnífica, tão brilhante, que pode iluminar o

O acender das velas de Shabat introduz e inspira

mundo inteiro.” [19]


Prática Judaica

Mezuzá - Nossa Maior Proteção portas de Israel”.

A mezuzá identifica uma casa, ou um recinto fechado, como sendo judaico. Ela deve estar afixada no batente direito da

Como uma mezuzá funciona? Enrolamos

porta de cada quarto ou sala (exceto o

um pequeno rolo que declara a unicidade

banheiro).

de D’us e o afixamos no batente – e aquela unicidade de D’us fica conosco,

Uma mezuzá casher é um pequeno

provendo

um

escudo

protetor

rolo de pergaminho, escrito a mão por

qualquer lugar que estejamos.

em

um escriba, contendo duas passagens bíblicas, uma delas o Shemá Yisrael. No

Mezuzot e tefilin precisam ser certificados

lado oposto do pergaminho estão escritas

como casher por um escriba autorizado

as três letras hebraicas, Shin, Dalet e Yud, que é

e necessitam de verificação periódica, pois com

um dos Nomes Divinos e é um acrônimo para as

o tempo o pergaminho pode desgastar-se ou

palavras hebraicas que significam: “Guardião das

danificar-se.

Tsedecá - Faça Justiça Tsedacá, embora comumente traduzida como

exceto Shabat e Yom Tov, quando antecipamos

caridade,

esse ato colocando tsedacá antes do horário de

literalmente

significa

“justiça”

ou

acendimento das velas.

“retidão”. Devemos doar aos outros por um senso de responsabilidade, porque é preciso entender que aquilo que temos também é

É melhor doar menos todos

uma caridade de D’us, que nos

os dias, do que fazer a

foi confiada com o propósito de

mesma doação de uma vez

ajudarmos aos outros.

só, porque, toda vez que suas mãos fazem a ação de

Nossa

prosperidade

é

doar, torna-se cada vez mais

um

uma “mão doadora”.

fundo que devemos dirigir e generosamente

partilhar

com Quando a caixinha estiver

aqueles que precisam.

cheia não se esqueça de enviá-la ou de entregar o seu conteúdo à instituição de sua escolha.

A campanha de tsedacá clama por um aumento na doação, bem como a colocação de uma caixa de tsedacá visível para servir de lembrete para

Nossos sábios disseram: “A tsedacá é notável,

doar com frequência, todos os dias da semana,

porque aproxima a Redençãa”. [20]


Cashrut - A Dieta Judaica E como!

O que é casher (em hebraico), kosher (em yiddish), cashrut? Querem dizer a mesma coisa: um produto

A observância da cashrut consiste em comer

apto, apropriado ao consumo. A dieta judaica faz

apenas alimentos casher em casa

bem para o corpo e para a alma.

e fora dela. Significa também Comer comida casher permite que

não comer laticínios junto com

nos

nosso

alimentos à base de carne e separar

judaísmo num nível fundamental. A

louças, talheres e utensílios para

Torá nos diz para não rejeitarmos

carne e leite.

identifiquemos

com

o físico, e sim santificá-lo. Comida casher

é

a

dieta

da

Leite e carne não devem ser cozidos

nutrição

espiritual para a neshamá, a alma judaica, trazendo

juntos ou consumidos na mesma refeição. Carne

refinamento e purificação ao povo judeu.

e frango devem ser abatidos, inspecionados e salgados segundo as leis casher. Porco, mariscos

Os alimentos citados na Torá como proibidos ao

e outros crustáceos jamais podem ser casher.

nosso consumo subtraem nossa sensibilidade

Peixes que têm escamas são casher. Alimentos

espiritual. A pessoa se torna menos sensível aos

processados precisam de supervisão casher.

sentimentos de Divindade e menos capaz de

Separamos louças, talheres e utensílios para

entender conceitos Divinos. D’us, sim, se importa.

carne e leite.

Taharat Hamishpachá - Pureza Familiar Como existimos na mente de D’us, homem e

ajudam a desenvolver uma comunicação genuína

mulher são um único todo. Portanto nenhum de

e o amor entre marido e mulher. Elas trazem

nós pode atingir integridade

ao mundo filhos saudáveis e

até recuperar aquela unicidade

amorosos.

original de corpo e alma. É por isso que a união de homem

Casais de todas as esferas

e mulher é tão poderosa. Se

da vida adotaram essa mitsvá

tratada grosseiramente e com

como um meio para realçar e

egoísmo, torna-se destrutiva e

enriquecer sua vida conjugal.

feia. Mas dentro dos limites e condições corretos, Em vez de considerar o não cumprimento de

não há nada mais belo e elevado.

outras observâncias da Torá como impedimento Taharat Hamishpachá - as atitudes e as práticas

para o micvê, considere-o como um importante

que a Torá prescreve para a vida conjugal –

passo para começar. • [21]


Prática Judaica

“Akeret Habayit “- Alicerce do Lar O Poder Feminino Tila Dubrawsy

Uma mulher “feminista” indagou a um rabino

de verdade a nossa necessidade e desejo de

renomado por seus dons oratórios, o que era

realizar algo de real significância nesta vida, ainda

que a esposa dele fazia. O rabino respondeu

que optemos por necessidade ou vontade de ter

que ela cuidava de um lar para oito crianças

mais um trabalho fora de casa.

carentes, dedicando-se inteiramente às suas necessidades, preenchendo para elas o papel de

Na minha juventude criei-me em Crown Heights,

mãe, conselheira, professora e assistente social.

no Brooklyn, no bairro do Grande Tsadic, Rebe de

A mulher ficou impressionada. Finalmente ela

Lubavitch, Rabi Menachem Mendel Schneerson.

encontrara uma esposa de rabino que fugia do

Tive o privilégio de participar das audiências

estereótipo, que não era “presa” em casa, que

especialmente dirigidas para milhares de mulheres,

tinha uma carreira.

quando o Rebe nos transmitia ideias elevadas da Torá. “A mulher é o alicerce do lar e de todo o mundo judaico”, enfatizava o Rebe.

A conversa continuou e a mulher percebeu que as oito crianças eram do rabino e sua esposa e o lar que ela cuidava era o seu próprio. Ela ficou indignada. Sentiu-se iludida. O rabino ouviu e sorriu. Ele disse: “Enquanto pensou que a minha esposa dirigia um lar para crianças da rua, estava tudo bem, você a admirava. Já quando soube que o lar que ela administra é o seu próprio, sua estima por ela diminuiu. Isso é lógico!?” Edificar um lar e ser mãe é uma carreira

Ser alicerce de um lar e, consequentemente,

digna

de toda a vida judaica não é uma tarefa fácil.

de

louvor. ao

Criar um ambiente no lar onde prevalece o amor

mundo e educá-los

a Hashem, à Torá e ao próximo é uma tarefa

para serem sãos,

colossal, que exige muita perspicácia, firmeza,

íntegros

bem

devoção e criatividade, entre outras qualidades.

equilibrados de corpo e espírito é contribuir

Abrange desde a escolha da decoração do quarto

concretamente e positivamente para o bem da

do bebê, as canções de ninar, até a investigação

humanidade. Acredito que esse papel preenche

do material de leitura e filmes que os adolescentes

Trazer

filhos

e

[22]


e os adultos tem acesso. Envolve assegurar que

sábios explicam que a ‘casa de Jacob’ refere-

cada dependência tenha uma mezuzá no seu

se às mulheres judias, e os ‘filhos de Israel’,

umbral e que haja livros sagrados para estudo

aos homens, assim Moishe Rabênu teria de falar

e oração. Inclui incentivar o hábito de recitar o

primeiramente com os membros femininos de Am

Modé Ani ao acordar, em agradecimento por um

Yisrael.

novo dia, as bênçãos anteriores e posteriores aos alimentos, e o Shemá Yisrael antes de deitar à

Entre as explicações dadas para esse fato é que a

noite. Abraça a transmissão de valores, como o

continuidade da nossa herança legada por D-us e

respeito aos pais, a prática da caridade (tsedacá),

a preservação de sua santidade depende do grau

hospitalidade e honestidade.

do compromisso da mulher. Por isso era essencial assegurar a participação feminina. Quando uma

Na nossa religião enquanto o homem é o “ministro

mulher se compromete, quando ela se envolve

do exterior”, a mulher é a “ministra do interior”,

e se dedica, ela se torna uma fonte de força e

cuidando para que nosso povo se fortaleça e

inspiração para seu marido e para sua família.

permaneça unido. A missão que Hashem entregou à mulher judia é de salvaguardar a santidade de

Nossos sábios dizem que às mulheres foi

nosso povo. Os preceitos mais sublimes que

concedida maior compreensão. Essa qualidade

afetam o próprio âmago de nossa nação, estes,

lhes dá a habilidade de conectar ideias e tecer

Hashem confiou às mulheres. Às mulheres foi

valores abstratos e princípios espirituais dentro da

concedida a responsabilidade e o privilégio do

palpável textura do ambiente do lar. Sem minimizar

acendimento das velas de Shabat e YomTov,

o papel do marido em cultivar o judaísmo no lar,

anunciando o dia santificado com todas as suas

é a mulher, a akeret habayit (alicerce do lar) que

energias espirituais, do cuidado como cashrut

nutre e molda essa atmosfera no dia-a-dia.

dos alimentos, a ingestão dos quais diretamente influenciam o nosso caráter, e da Pureza do Lar,

O estudo da Torá é um grande estímulo; desperta

um preceito sublime que assegura a própria

o nosso amor e reverência inatos para D-us e nos

continuidade do nosso povo.

lembra do verdadeiro propósito da vida. É muito importante que cada mulher estude a Torá, tanto

O papel fundamental da mulher

a sua dimensão mística, quanto

na perpetuação do judaísmo

às leis e conceitos práticos.

foi traçado por D-us desde o nascimento do nosso povo. Ao

A

pedir que Moisés preparasse

é um potente meio de nos

a jovem nação israelita para

conectarmos com D-us e pedir

o recebimento de Sua dádiva

para que os nossos esforços

preciosa - a Torá, o Todo

dentro do lar sejam coroados

Poderoso

com as Suas bênçãos. Ambos,

ordenou:

“Assim

Tefilá

mulheres,

também

falarás à casa de Jacob e dirás

homens

aos filhos de lsrael”. Nossos

obrigação de rezar. A mulher já [23]

e

oração,

têm

a


Prática Judaica

não necessita rezar com Minyan

de já ter acendido uma vela para

ou em horário fixo, mas, ela tem

Shabat como solteira, o momento

que louvar, agradecer e suplicar

das velas de Shabat começou a ser

a D-us, diariamente. As mulheres

ainda mais importante e precioso.

judias desde os tempos primordiais

Era natural aproveitar essa hora

apreciavam o valor da oração. Elas

de audiência especial com D-us

rezavam em silêncio, mas sabiam

para

agradecer,

compartilhar

e

que suas palavras e suas lágrimas estavam sendo

pedir, assim como tinha visto a minha mãe fazer.

ouvidas e sentidas nitidamente por D-us.

Gradativa e profundamente descobri “o segredo” das velas de Shabat.

O Rabi Yossef Yitschok Schneerson, sexto líder de Chabad, comenta nas suas escritas: “Minhag

Quando nossos filhos cresceram e começaram a

Nashim Torá” - as tradições e costumes das

acompanhar a recepção ao dia santificado foi a

mulheres judias fazem parte da Torá. As súplicas

vez deles especularem o que mamãe tanto tinha

e preces silenciosas que as mulheres oferecem:

para comunicar a D-us. Hoje, nada me dá mais

antes e depois de acenderem as velas de Shabat

satisfação do que observar as minhas meninas,

- que Hashem ilumine os seus lares com a luz da

agora, graças a D-us, casadas, e a minha querida

verdadeira Shalom Bayit (harmonia doméstica) e

nora, acendendo as suas velas de Shabat e se

Nachat de seus filhos, antes e depois de separarem

prolongando em doce comunhão com o Criador

a chala (uma porção da massa ao preparar o pão)

do mundo, da mesma forma que as gerações

- que o Todo Poderoso concede ao seu marido

justas das mulheres judias que nos antecederam

e filhos amplo sustento, permitindo que apoiem

faziam.

sábios de Torá e doem tsedacá generosamente, antes e depois da imersão na micvê - que Hashem

Junto com o estudo da Torá e a Tefilá temos o

lhes conceda filhos bons e sadios, que cresçam e

preceito da Tsedacá, que caracteriza muito o

se tornem observantes de Torá e mitsvot - todos

lar judaico. (Estes três são um tripé de valores

esses costumes e súplicas - são Torá!

básicos que sustentam o nosso mundo.)

Quando eu era criança, não conseguia entender

O Talmud relata que o grande sábio Aba Chilkiya

por que minha mãe demorava tanto com seus

e sua esposa eram ambos caridosos. No entanto,

olhos cobertos murmurando suas preces ao

quando rezavam em época de seca, as orações

acender suas velas de Shabat.

dela eram atendidas antes

Aguardava pacientemente para

das orações dele. A razão

lhe dar um carinhoso “Shabat

disso era porque, enquanto

Shalom” depois que descobria

Aba Chilkiya dava dinheiro

sua face. Muitas vezes via que

aos

os seus olhos estavam úmidos.

o

necessitados, qual

podiam

com comprar

alimentos, sua esposa dava aos pobres pão e outros

Sei que quando me casei, apesar [24]


gêneros comestíveis. Por mérito desse auxílio

“De todo ouro, prata e cobre que os judeus

mais imediato suas preces eram atendidas mais

contribuíram para o Mishkan (tabernáculo), nada

prontamente.

reluziu tanto quanto o lavatório e a sua base, que foram confeccionados dos espelhos de cobre que as mulheres judias doaram com abnegação,

Uma das minhas histórias favoritas, relacionada com o poder feminino e a tsedacá é

generosidade e alegria. Conte-me,

a respeito de Chana Rivka, esposa

onde você arranjou estas moedas?”

de

Reb

Gavriel,

um

dos

mais

Vitebsk

Reb Gavriel tinha que revelar ao Rebe

e chassid (adepto) do Alter Rebe,

sobre o seu estado financeiro e como

primeiro Rebe do Chabad, Rabi

sua mulher, Chana Rivka bat Beila,

Schneur Zalman (1745-1812). Vinte e

havia levantado o dinheiro. O Alter

cinco anos após o seu casamento, o

Rebe apoiou sua cabeça nas mãos

proeminentes

judeus

de

casal ainda não havia tido filhos. Depois, por motivo

e ficou em concentração espiritual durante um

de contínua perseguição, eles empobreceram.

tempo. Depois, ele ergueu a cabeça e concedeu a Reb Gavriel e sua esposa a bênção de filhos,

Naquela época, Reb Gavriel, recebeu um apelo

longevidade, riqueza e graça extraordinária.

do Alter Rebe para participar da mitsvá de Pidyon

Orientou o chassid para fechar os negócios

Shevuim (resgate de prisioneiros) com uma

em Vitebsk e começar a trabalhar com gemas

contribuição substancial, como ele costumava

preciosas e diamantes.

fazer em tempos anteriores. É compreensível a sua aflição em não poder atender ao pedido do

A bênção do Rebe se realizou. Reb Gavriel

Rebe. Ao tomar conhecimento do apuro de seu

Nossê Chên - Gracioso Gavriel (como veio a ser

marido, Chana Rivka vendeu as suas jóias e

conhecido) se tornou rico. Ele e sua esposa foram

levantou a quantia de dinheiro necessária. Depois,

abençoados com filhos e filhas. Ele viveu até a

ela esfregou e poliu as moedas até que elas

idade de 110 anos e Chana Rivka sobreviveu ao

cintilassem e com uma prece no seu coração para

seu marido por dois anos!

que a sua sorte (mazal) revivesse, ela embrulhou as moedas em um

“A bênção repousa no lar de um

pacote, o qual entregou ao marido

homem somente por causa de

para levar ao Alter Rebe.

sua mulher,” afirma o Talmud. O Rei Salomão disse (Provérbios): “Toda mulher sábia edifica sua

Chegando à presença de seu Rebe, em Liozna, Reb Gavriel colocou o dinheiro em

casa”. Que Hashem nos permita cumprir a nossa

cima da mesa. O Rebe pediu ao chassid para abrir

verdadeira vocação com saúde e contentamento

o pacote. Imediatamente as moedas apareceram

de coração! O futuro do judaísmo depende disso!

resplandecendo com um brilho extraordinário. (Adaptado de uma série de artigos escritos pela autora e

O Tsadic (justo) se compenetrou e depois disse:

publicados no jornal “Visão Judaica”)

[25]


Atuação do Chabad na Comunidade Arte, Criatividade e Teconologia a Serviço do Judaísmo

Tudo que D’us criou no Seu Mundo, criou-o para

mas que, com muito carisma e simpatia, os

exprimir Sua glória. (Ética dos pais (6:11)

instruía na confecção de trabalhos relacionados com temas e valores de judaísmo. Rabino Fitche

A tecnologia canaliza as forças divinas presentes

conta: “Eu tinha, desde minha juventude, muito

na natureza desde o momento da criação

prazer e habilidade em esculpir miniaturas e

(O Rebe).

gostava de atividades manuais. Sempre sonhava em canalizar esses recursos para engrandecer o

Foi imbuído desses ensinamentos que o Rabino

judaísmo. Nos meus primeiros meses em Curitiba,

Dubrawsky chegou a Curitiba há 30 anos,

eu passava muitas horas elaborando novas

ansioso por utilizar a sua criatividade particular

idéias e preparando o material para trazer para

e os recursos que encontrava a seu dispor para

as crianças do Clubinho de Tsivot Hashem, aos

divulgar o judaísmo e torná-lo acessível e atraente

domingos.”

para o maior número de pessoas. No segundo ano, em Purim, o rabino estreou seu Com esse objetivo iniciou o Clubinho de trabalhos

famoso “jogo de memória” com temas gerais de

manuais aos domingos, na Sinagoga Francisco

Cultura Judaica, repleto de efeitos sonoros para

Frischman. A cada semana, vinha um bonito grupo

a alegria e o entretenimento do grande público

de crianças que acompanharam o recém-chegado

de adultos e crianças que lotou ao salão da

rabino, ainda com dificuldade de se expressar,

Sinagoga Frischmann. Em seguida, vieram os

[26]


populares Sevivonim Piscadores, que divertiam as

nas colônias de férias, nas chácaras, atividades

crianças em muitas festas de Chanucá no CIP e

tão lembradas pelas crianças, muitas das quais

no Chabad. “Eu sempre me identifiquei muito com

hoje têm suas próprias crianças.

a necessidade das crianças de poderem aprender de forma criativa e dinâmica. Se D’us me deu a

O rabino descobriu um judeu generoso de

possibilidade de fabricar materiais didáticos para

coração que tinha uma fábrica de cerâmica. Logo

enaltecer as nossas tradições, eu sentia muita

milhares de castiçais e chanukiot estavam sendo

satisfação em dedicar meu tempo para essa

distribuídos em Curitiba e em outras cidades do

finalidade”, ressalta o diretor do Chabad.

Brasil. Ele mesmo orientou quanto ao formato das peças artesanais. Seja para decorar os ambientes para festas temáticas ou para criar necessários materiais visuais para deslumbrar as crianças nas aulas no Beit Chabad e nas festas na praça, o Rabino Dubrawsky nunca poupou esforços e, com muito talento e sensibilidade dava mais do que conta do recado.

Nos meses que antecederam a grande Expo Judaica no CIP, em 1985, o rabino ficava até altas

Em 2009, o Rabino Fitche concebeu a ideia brilhante

horas talhando pequenos objetos com minuciosos

de homenagear os 120 anos da imigração judaica

detalhes em isopor, madeira e outros materiais,

no Paraná. Confeccionou uma chanukia com 120

para confeccionar as maquetes que ilustraram as festas judaicas com todos os seus costumes e muitos dos preceitos básicos judaicos. “Choveu tão forte neste dia, mas isso não impediu que centenas de pessoas chegassem ao ginásio do CIP, onde representantes de todas as entidades organizaram com muito êxito, junto com Beit Chabad,

uma

exposição

encantadora,

que

repercutiu muito pelo Brasil e o mundo judaico afora”, admira-se o próprio responsável pelo projeto. Nos próximos anos, o rabino iria montar excelentes cenários e apetrechos para acompanhar muitas apresentações dos alunos do Clubinho do Chabad, além de usar sua criatividade para fantasiar as crianças e a ele mesmo nos momentos divertidos [27]


Atuação do Chabad na Comunidade

“tijolos” que incluíram as datas importantes de

tornará cada vez mais atual e necessária, pois o

todas as entidades judaicas presentes na cidade.

momento quando ‘o universo estará repleto com

“Fiquei horas colando os dígitos, marcando cada

o Conhecimento Divino assim como as águas

ano dos 120 anos nos tijolos, confessa o rabino,

cobrem o mar’ está se aproximando com uma

“mas tive um enorme prazer em poder enfatizar

velocidade inédita, concretizando nos nossos

a singularidade do nosso povo, através desta

tempos as palavras milenares do Profeta Isaias”,

Chanukiá, de como cada entidade judaica faz

destaca o Rabino Dubrawsky.•

parte de um grande candelabro, cuja função é espelhar a luz Divina.” Passaram as décadas e hoje os genros do Rabino Fitche, os jovens rabinos Mendi Labkowski e Mendy Stolik investem muito na tecnologia para expandir, divulgar, ensinar e dinamizar os ensinamentos judaicos. Rabino Labkowski utiliza datashow nas suas aulas e os recursos avançados para transmitir aulas ao vivo via internet. Rabino Stolik organiza o website do Chabad e, além de

( da

divulgar as programações, possibilita compras do

esq . para a dir .) e

casal

kitov “on-line” e passa informações úteis. Ele o abastece com clips interessantes, surpreendendo os navegantes com curiosidades e novidades no mundo judaico. O concurso moderníssimo “I Light” incentivou as crianças a produzirem clips sobre mitsvot na última festa de Chanucá na Praça. “Tudo indica que essa tendência de utilizar a tecnologia e todos os recursos inerentes no mundo para difundir os ensinamentos e valores da nossa Torá continuará pegando ímpeto e se

[28]

O s casais R abino M endy e T zivi S tolik ; R abino M endi e E idi L abkowski : filhas e genros do D ubrawsky que se dedicam às atividades do B eit C habad


Ganenu é Educação Judaica Infantil de qualidade Frances Baras

Os 30 anos do Beit Chabad do Paraná marcam

conectar o que está sendo ensinado com o seu

também a transformação do antigo Clubinho. Os

cotidiano, tornando o aprendizado muito mais

pais que sempre ficaram tranquilos em confiar

interessante e eficaz.

a educação judaica à instituição agora podem garantir educação infantil completa para as

Todas as matérias continuam ligadas, de uma

crianças.

forma ou de outra à educação judaica. As festas judaicas e os ensinamentos dos sábios

Um lugar para aprender sobre o judaísmo e as

são sempre o foco e o ponto de partida para os

tradições, onde os pais podiam deixar seus filhos

diversos temas. Por exemplo, aproveita-se para

com toda a tranquilidade. O Clubinho do Beit

fazer experiências científicas com o fermento

Chabad do Paraná sempre representou muito

em conexão à festa de Pessach e aborda-se o

para a comunidade judaica da capital paranaense.

assunto de segurança com fogo em relação ao

Assim como as diversas atividades realizadas na

tema da fogueira de Lag Baomer.

instituição, o Clubinho também evoluiu. Hoje é chamado Ganenu e atende crianças até 8 anos

As crianças contam também com uma biblioteca

de idade, incluindo matérias como português,

infantil judaica, mantida com a ajuda da comunidade

matemática e ciências.

e dos próprios pais dos alunos do Ganenu. Os livros são levados para casa semanalmente,

Atualmente uma das responsáveis é a Morá Eidi

estimulando não apenas a leitura, mas também

Labkowski, filha do Rabino Yossef e Tila Dubrawsky.

o conhecimento de histórias judaicas, das festas,

No currículo de Eidi estão uma temporada

dos sábios e dos valores judaicos, que passam

estudando pedagogia em conceituadas escolas

a fazer cada vez mais parte do dia-a-dia das

no Reino Unido, Israel, Áustria e Estados Unidos.

crianças.

A coordenadora conta com uma excelente equipe pedagógica comprometida com os ideais do instituto. Há cinco anos a Escola utiliza o método de ensino da “Inteligência Múltipla”, que consiste em utilizar as diversas áreas do conhecimento, como: musical, espacial, linguística, lógica, culinária, esportiva, entre outras. Dessa forma, os alunos conseguem [29]


Atuação do Chabad na Comunidade

conhecimento, absorvem o conteúdo e convivem com o aprendizado. Além de desenvolver as habilidades cognitivas, sociais e emocionais, o programa possibilita o avanço, desafiando cada aluno em seu nível. No Ganenu, os alunos são iniciados ao currículo TalAm, a partir do primeiro ano (Kita Alef), somente após a familiarização com o Alef-Bet na educação infantil pelo método tradicional.

O sistema de ensino do hebraico, tão importante para a cultura judaica, é o TALAM, Tochnit Limudim (Currículo de Estudo) Ivrit Moreshet

“Adaptamos o programa para ser aproveitado

(Hebraico e tradição) desenvolvido no Canadá

duas vezes na semana com o Ariot (Alef-Bet),

para ensinar o Hebraico e o Conteúdo Judaico

Shalom Bakita / Babait Uvachutz (conceitos

em escolas fora de Israel. O método se baseia em

sociais da vida escolar e família) e Chaguim. Para

ensinar leitura, escrita e conversação de acordo

reforçar o aprendizado, os alunos se divertem com

com o nível da criança, utilizando cores, música e

os mischakim (jogos) e atividades no machshev

outras atividades que despertam a curiosidade e

(computador). No final de cada letra estudada, os

facilitam o aprendizado, com a utilização de livros,

alunos fazem a Hachtava (ditado em hebraico),

CDs e jogos. As situações estudadas têm relação

passando antes por uma revisão através do

com o cotidiano da criança e facilitam a fluência

“rodízio” – trabalham em duplas nos centros de

no idioma.

leitura, escrita e jogos no computador. Isso permite à Morá avaliar com atenção individualizada o andamento de cada aluno. 

A Morá Eidi conheceu esse currículo durante a sua formação pedagógica em Viena, Áustria, em 2002, na escola Lauder Chabad Campus,

“Estamos com a terceira turma aproveitando do

onde estudava e lecionava. Desde então, ela se

currículo. Os resultados são visíveis: os alunos

encantou com o programa e teve oportunidade de participar do curso de TalAm em Viena junto com professoras de outras escolas ao redor da Europa. Mais tarde, em 2010 participou de mais um curso TalAm na escola Beit Yacov em S. Paulo. A Morá decidiu introduzir no programa ao Ganenu, pois, durante os seus anos de experiência com alfabetização do hebraico, sentiu que este era o programa mais completo. TalAm trabalha a leitura, a escrita e a conversação de uma maneira fantástica. As crianças constroem o seu [30]


estão lendo cada vez com mais fluência. A

falam com saudade das morot, dos rabinos e dos

conversação na sala é cada vez mais em hebraico

amigos que ficaram”, completa a mãe orgulhosa.

e, acima de tudo, podemos ver as crianças felizes e estimuladas em aprender”, explica a

Para Lea, isso é resultado da forma interessante

coordenadora.

como o judaísmo é passado para as crianças. “A experiência dos meus filhos no Ganenu foi

As mães são só elogios para o método e tudo

maravilhosa. A recepção calorosa das morot, a

o que acontece no Ganenu. Lea Baras Top, que

alimentação saudável e casher, e o aprendizado

voltou a viver em Israel após 3 anos morando em

amplo que inclui desde as noções básicas que

Curitiba com a família valoriza a experiência dos

uma criança em idade pré-escolar necessita até o

filhos Rinat (7) e Dan (5) no Ganenu.

hebraico e o judaísmo”.

“Meu filhos são nascidos em Israel e achamos

Jéssica Nevel, que leva a sua pequena Isabela

muito importante manter o conhecimento do

(Belinha) ao Ganenu desde que ela tinha apenas

idioma hebraico no tempo em que passamos em

1 ano e 8 meses, diz que a principal razão para

Curitiba. O Ganenu proporcionou isso, inclusive

escolher a escola é a educação de qualidade

o início da alfabetização dos dois. Quando

aliada aos valores judaicos. “Acho importante que

voltaram a estudar na escola israelense causaram

a criança conheça os valores judaicos e conheça

surpresa nas morot. A base deles era excelente

as nossas tradições desde cedo”.

considerando que haviam passado três anos estudando fora de Israel”. A Rinat e o Dan frequentaram o Ganenu de 2008 até maio de 2011 e, segundo Lea, sempre voltavam para casa empolgados com as experiências, contando as histórias que haviam escutado sobre o judaísmo e sobre nossos sábios. “Até hoje eles praticam tudo o que aprenderam por lá e ainda

Além disso, conta que conseguiu notar um “desenvolvimento sensacional” na menina desde que começou a frequentar as aulas. “Ela adora o Ganenu e as morot. Todos os dias, chega contando que brincou com os amiguinhos e fez muitas artes”. •

[31]


Atuação do Chabad na Comunidade

Chabad Curitiba leva mais Judaísmo a Florianópolis Frances Baras

Trabalho realizado há três décadas em Curitiba

enlatados que formaram uma chanukiá para

desce a rodovia até Santa Catarina e alegra a

comemorar a Chanucá, Festa das Luzes. Esses

vida da comunidade judaica de Florianópolis, uma

alimentos se transformaram em donativos para a

cidade linda com poucos judeus e, até então,

população que ficou sem casa e sem bens após

poucas atividades ligadas ao judaísmo.

a tragédia. Seguindo até Florianópolis, o Rabino Mendy conheceu a comunidade.

Todo judeu, onde quer que ele esteja, tem o direito de vivenciar o judaísmo. É com base

Desde então, a comunidade da capital catarinense

nesse ensinamento do Rebe de Lubavitch que

tem apoio para comemorar as grandes festas

a comunidade judaica de Florianópolis, Santa

judaicas. E não são apenas os judeus de lá que

Catarina, está mais próxima das tradições e das

participam, mas também os diversos turistas

festas judaicas há cerca de cinco anos. E isso

judeus que passam pela cidade para conhecer a

tem acontecido com a ajuda do Rabino Mendy

belíssima costa do litoral sul do país. “Há muitos

Labkowski, genro do casal Yossef e Tila Dubrawsky,

jovens israelenses que fazem turismo pelo Brasil,

responsáveis pelo início das atividades do Beit

que não poderiam deixar de conhecer Santa

Chabad em Curitiba há 30 anos.

Catarina e que nos encontram para passar as festas judaicas como Chanucá e Pessach”, relata o Rabino Labkowski.

Tudo começou em 2008, quando as chuvas de verão assolaram boa parte do litoral do estado de Santa Catarina. Uma campanha de solidariedade

Sergio Iokilevitc, que é do Rio de Janeiro e mora

do

em Florianópolis com a sua esposa desde 1977,

Beit

Chabad

Curitiba

reuniu

alimentos [32]


conta que já participou com a família de diversas comemorações

de

Chanucá,

Sucot,

Purim,

Pessach e também de “um encontro próximo ao período de Yamim Noraim, quando o tema foi o significado das grandes festas de Rosh Hashanah e Yom Kipur”. “Talvez a mais marcante tenha sido a última comemoração

de

Sucot,

pois

envolveu

a

construção de uma Sucá em nossa casa. Contávamos apenas com pouco material e menos ainda com mão-de-obra, e o resultado final foi

“Fizemos isso dentro do que é possível quando

muito bom, uma Sucá casher e fruto de trabalho

se está numa cidade sem a estrutura básica que

efetivamente coletivo”, revela.

seria desejável - escola, sinagoga, clubes, número expressivo de jovens de mesma faixa etária etc. Tudo isto foi escasso, e tivemos de nos esforçar mais, do que se estivéssemos em cidades onde a comunidade judaica é maior e mais efetiva”. Por isso, segundo ele, a presença do Rabino Mendy é tão importante. “O Rabino Mendy representa um missionário da fé, no sentido de que sua dedicação encontra motivação no cumprimento de mitzvót, e age para trazer apoio e conhecimento para aqueles interessados, de forma carinhosa e solidária. É uma pessoa importante no fortalecimento e construção de nossa identidade judaica”, relata. •

A vida judaica na cidade, conta Sérgio, se dá principalmente por meio da existência da Associação Israelita Catarinense, que procura manter

conectadas

região,

enfrentando

as

pessoas

bastantes

judias

da

dificuldades

neste propósito, em função da dispersão da comunidade, assimilação etc. Sérgio, que é engenheiro elétrico, chegou a Florianópolis com a esposa logo após a universidade. O casal teve os filhos por lá e procurou dar a educação judaica que sempre tiveram.

[33]


Atuação do Chabad na Comunidade

Há 18 anos Ajudando a Manter a Tradição Judaica Bat Mitsvá Club Frances Baras

Cerca de 200 meninas de Curitiba já passaram

“Maravilha de se tornar mulher”, em parceria com

pelas atividades para B’not Mitsvá organizadas

a Naamat Pioneiras, reunindo as meninas para

pelo Beit Chabad em Curitiba. Com a chegada

atividades culinárias e a vivência de um shabaton

das redes sociais, as atividades unem tradição

coletivo. Quase 200 meninas já passaram pela

e modernidade em uma experiência única e

experiência e, com toda a certeza, lembram até

inesquecível.

hoje do que aprenderam. Muitas delas já colocam em prática em suas próprias famílias.

É fato conhecido que a mulher tem um papel fundamental na vida judaica, já que ela é a grande

Em 2003, com a ajuda da Morá Rose Muller, a

responsável por manter um lar judaico dentro das

atividade passou a ser bimensal e a ser chamada

tradições. A partir do Bat Mitzvá toda menina

do Bat Mitsvá Club. As meninas se reuniam

judia começa a se tornar mulher e deve entender a

inicialmente em Motsaei Shabat (sábado a noite)

importância desse momento para toda a sua vida.

enquanto hoje são realizados aos domingos a

Essa transição é muito mais divertida e especial

tarde. O programa inclui leitura de Salmos, uma

para as meninas de 12 anos em Curitiba desde

reflexão, uma história empolgante, uma atividade

1994.

manual, um momento musical e um lanche gostoso. As sócias recebem missões e fazem tarefas administrativas no Club.

Foi naquele ano que começaram as atividades da [34]


Em 2007 a Morá Tzivi Stolik, filha do casal Yossef

25 horas de muitas atividades, aprendizagem,

e Tila Dubrawsky, assumiu a coordenação do

músicas e diversão. Elas participam de atividades

Club integrando a sua rica criatividade e as idéias

lúdicas e fazem novas amizades”, completa Tzivi.

do BMC internacional ao programa. Hoje as atividades transcendem os encontros presenciais e chegam até as redes sociais.

É por meio do Facebook, por exemplo, que Tzivi

Para concluir as atividades, não há necessidade

se comunica com as B’not Mitzvá, avisa sobre a

de realizar uma cerimônia. “O importante é

programação dos encontros e se aproxima ainda

que elas entendam o seu papel nessa nova

mais dessas meninas da chamada “Geração

etapa e continuem seguindo o caminho com os

Z”. Para a superconectada Ilana Ida Ingberman,

ensinamentos que juntaram durante o ano”, revela.

integrante do BMC de 2011, essa interação tornou Mas nada “passa em branco”, segundo Tzivi.

tudo ainda mais divertido.

“Realizamos um encontro de encerramento para Apesar de todas as mudanças, o objetivo,

mães e filhas, para que as mães possam conhecer

segundo Tzivi Stolik, continua sendo o mesmo:

um pouco do que suas filhas viveram durante o

dar às meninas neste ano tão importante, em que

ano, mostramos um clipe especial, entregamos

elas atingem a maioridade judaica, a oportunidade

lembranças para as meninas e desejamos as elas

de conhecer, entender e vivenciar tudo aquilo

muita sorte para o futuro”, finaliza. •

que é fundamental para a mulher judia e para a continuidade da vida judaica de forma dinâmica divertida e criativa. As atividades, que acontecem no Beit Chabad, continuam baseando-se em leitura dos salmos correspondentes à idade, bate-papos e dinâmicas sobre algum tema, scrapbook e outros trabalhos manuais, ações sociais e um lanche. “Como parte do programa, as meninas também participam de um shabaton, passando o Shabat juntas, com [35]


Atuação do Chabad na Comunidade

Juventude O braço de Juventude no Chabad, coordenado

Quem não gosta de viajar? Se a viagem for por

pelo Rabino Mendy Stolik, oferece programas

sete países, melhor ainda! É por isso que o Beit

dinâmicos, criativos e educativos. Consciente de

Chabad promoveu várias viagens dentro do

que a juventude de hoje representa o futuro do

“Projeto Alicerces” e do “Projeto I Know I Go”,

judaísmo de amanhã, o Beit Chabad diversifica

para incentivar jovens a estudar nossa história e a

a programação para alcançar o maior número

conviver com jovens judeus de outras cidades do

possível de participantes.

Brasil. Essas viagens, muito mais do que estudo, abrem os olhos dos jovens por meio de atividades

“O Talmud relata que, ‘do mesmo modo que as

de integração, passando shabatot e desfrutando

faces das pessoas não são iguais, assim também

de momentos agradáveis em outras comunidades

as mentes são diversas’. É preciso achar para

judaicas do mundo ou no 770 (sinagoga do Rebe)

cada indivíduo uma maneira para ele se sentir

em Nova York.

bem e se conectar com nossa herança tão rica e profunda. Para um é uma aula de Torá e para

Em nossas festas judaicas os jovens podem

outro é uma viagem à Polônia, para ver e viver o

celebrar com amigos, seja num seder de Pessach,

estilo de vida de seus antepassados”, explica o

num encontro na suká, ou no acendimento de

rabino.

uma Chanukiá em Chanucá. As moças recebem dicas de decoração para as mesas festivas e

Toda semana há aulas de “Kiruv” em grupo e

participam de aulas de culinária, onde aprendem

particulares. Os participantes recebem uma bolsa

a fazer chalá ou uma outra boa receita típica.

de estudo e podem debater temas como “existe mau olhado?” ou “como sabemos que a Torá é

A residência do rabino está sempre aberta, seja

verdade?” São oferecidos também, algumas

para dar conselhos para os jovens, para estudar,

vezes por ano, cursos especias como “Israel 3D”,

para um jantar de Shabat ou só para hangout.

“Tour pelo Templo Sagrado” e mais.

Mesmo os jovens que estão fora, procuram o rabino para ajudar a achar e a conhecer um Beit Chabad em outra cidade ou país. Sobre os planos para o futuro o Rabino Stolik fala: “Sabemos que ainda resta muito trabalho pela frente. Networking com outros centros judaicos para ajudar os jovens a encontrarem sua alma gêmea, reuniões em residências de casais jovens, entre outras idéias. Nós precisamos sempre inovar e melhorar, porque, enfim, se trata do futuro do povo judeu”. [36]


Vejam o que tem a dizer alguns jovens que participaram de programas de estudos e viagens do Beit Chabad nos últimos três anos.•

Convivência interessante e descontraída Patríck Sasson Now that I went, I know!

Vivenciar os costumes do nosso povo Diana Parigot de Souza O projeto “I know I go” foi uma ótima experiência para conhecer e, principalmente, vivenciar o judaísmo.

Foi realmente uma experiência única ter participado desse projeto especial. Poder aproximar-se do judaísmo de uma maneira interessante e descontraída é fundamental.

Ao longo das aulas fomos relembrando, descobrindo e debatendo temas judaicos. As aulas foram de extrema importância para que todos os participantes se conhecessem e também para que aprendêssemos sobre o judaísmo e a visão do Chabad.

Foi isso que o Projeto “I know, I go” nos proporcionou. A convivência real com judeus do mundo inteiro em Nova York resultou em uma experiência inesquecível.

A finalização do programa, uma semana em Nova York, vivendo dentro de uma casa religiosa e praticando os costumes do nosso povo, foi incrível! É interessante notar como mesmo tão longe a identificação e o sentimento de “estar em casa” foi tão forte.

Uma das surpresas positivas foi, sem dúvida, nossa interação com o grupo do Rio de Janeiro. Jovens brasileiros tiveram a oportunidade de compartilhar experiências, algo que, sem esse projeto, para a grande maioria, seria inviável. Para nós, que vivemos em uma comunidade pequena, esse tipo de programa é imprescindível para possibilitar uma convivência mais próxima do judaísmo.

Eu me encantei Vanessa Gelhorn

Judaísmo íntegro Marcelo Tayah de Melo

Difícil selecionar o momento mais marcante da viagem, porque todos os momentos foram muito enriquecedores e especiais. Talvez o Shabat em Praga, onde tivemos a oportunidade de estar na Sinagoga do grande Sábio e Cabalista “MaHaRaL” (famoso pelo golem que ele criou), vivenciando toda a simbologia e as regras desse momento tão especial. Eu estou encantada! Não só pelo fato de o programa Alicerces ter-me proporcionado uma experiência de viagem com uma mágica mistura de sentimentos e emoções, um conhecimento da história dos meus antepassados, uma vivência do judaísmo. Ele me fez entender de onde eu vim e para onde eu quero ir.”

Meus avós vieram da Europa trazendo esta bagagem judaica que hoje eu levo. Pelo Beit Chabad, tive a oportunidade de conhecer mais a comunidade judaica praticante do judaísmo, além de poder realizar uma viagem a Israel, pelo Programa Taglit, em 2007, e conhecer o 770, em Nova York, com toda sua energia e mostra de uma integridade judaica nos Estados Unidos. Quero agradecer ao Beit Chabad do Paraná por me receber de braços abertos.

[37]


Atuação do Chabad na Comunidade

O Triunfo do Espírito

Homenagem aos Sobreviventes do Holocausto Numa noite memorável, em maio de 2001, mais

Os sobreviventes que moram na nossa comunidade

de 400 pessoas lotaram a sala de confêrencias

foram

no Hotel Radisson para uma homenagem a

da mão de um dos presidentes das entidades

62

judaicas do Paraná, um lindo livro de Salmos com

sobreviventes

do

Holocausto

da

nossa

homenageados

recebendo,

cada

um

capa de couro e inscrição expressando nossa

comunidade.

admiração e respeito por tudo que passaram e por O evento promovido pelo Beit Chabad como

ainda conseguirem, com muita garra, constituir

parte das comemorações dos seus 30 anos,

suas famílias e se dedicarem a continuidade do

contou com a ilustre presença da Rebetsin Esther

judaísmo.

Jungreis, oradora de renome mundial. O programa foi organizado com muito esmero pelas senhoras

A

Rebetsin

Jungreis,

nascida

na

Hungria,

Lilian Zugman e Marina Hasson e teve a valiosa

descende de uma dinastia rabínica cuja linhagem

colaboração dos jovens do Dror haBonim,

remonta ao Rei David. Sobrevivente do campo de concentração Berguen-Belsen, ela vive hoje

O cerimonial comecou com acendimento de uma

em Nova York. Ela proferiu uma comovente

vela pelos membros da familia ao lado da fotografia

palestra, acompanhada por muitos com tradução

de seu ente querido, sobrevivente, que já se foi.

simultânea, destacando, por meio de vários casos

Foram projetados no telão, com fundo musical, os

verídicos, o milagre do judaísmo ter sobrevivido a

nomes e retratos de todos esses heróis, exemplos

momentos de perseguição ao longo da História.

de fé e coragem para as novas gerações. Os sobreviventes Zichronam Livrachá que foram homenageados e lembrados: Abram Majer Apelbaum Korcfeld, Alter Nechemie Grynbaum, Arie Flaksberg, Bela Zielonogora, Bernardo Wies, Binyamin Gelhorn, Brondla Grynbaum, Bruno Macioro, Chaskiel Slud, Chaya Kulysz, David Lorber Rolnik, Eva Kohane, Fiszel Szmargowisz, Hanna Lili Sielecka, Hella Bewaski, Henik Weishof, Hinda Klein, Ita Gottfreid Hendler, Izak Baras, Jacob Krigsner, Jacob Mendelsom, Joel Bergman, José Hendler, Joseph Kohane, Julio Kohane, Leah Mamber, Leon Fajgenbaum, Mala Szniter, Malka Lorber Rolnik, Marcos Zielonogora, Marie Berthe Weishof, Mario Grynbaum, Miriam Mendelsom, Moises Bergerson, Moshe Aron Herchlikowicz, Moshe Klein, Natan Mamber, Nuchym Szniter, Rosa Baras, Samuel Klein, Schulem Krajden, Shendel Aizescu, Shimon Aizescu, Shoshana Klin, Sonia Ingberman, Szlama Kac, Yaacov Kulysz, Zeev Goldstein. Os sobreviventes, ad meia veessrim shaná, que foram homenageados:  Abram Bogdanski Z”L , Bela Bogdanski, Bunia Finkel, Cila Krajden, Hella Schwarz, Marcos Bergerson, Menachem Klin, Moises Jacobson, Naftali Steinberg, Peter Aizescu, Samuel Grinbaum, Sara Gelhorn, Sara Goldstein, Vergil Terifan. [38]


Todos os participantes levaram uma lembranรงa

foi ceifada durante o holocausto, assumindo uma

com o nome de uma das crianรงas judias cuja vida

mitsvรก em honra da memรณria dessa crianรงa. โ€ข

[39]


Atuação do Chabad na Comunidade

Lançamento do Talmud em Português

Testemunha Ocular de uma Noite Iluminada Ainda como parte das comemorações dos seus

informou ao público das aulas de Talmud, já em

30 anos, na noite de 28 de junho 2011, houve

andamento no Colel do Beit Chabad, frequentadas

um evento muito especial no Beit Chabad de

por jovens e adultos e sobre novos grupos que

Curitiba, iniciativa do Colel Centro de Estudos,

serão formados no futuro breve. “Hoje podemos

dirigido por Rabino Mendy Labkowski. Foi o

conciliar uma vida profissional com o estudo da

lançamento do primeiro volume do Talmud em

Torá e do Talmud. Não se torna mais necessário

Português! Na presença de mais

abrir mão de qualquer um em prol

de cem descendentes, familiares

do outro”, salientou o diretor do Beit

e amigos, receberam homenagem

Chabad.

três patriarcas de familias distintas: Mendel

O Rav Shamai Ende, convidado

Knopfholz Z’’L, Shmil Troib Z’’L e

especial da noite e o responsável

Nathan Yalom Z’’L conhecidos pelo

pela obra em português, desvendou

Yishuv Curitibano por sua devoção

os mistérios do Talmud proferindo

e erudição no estudo do Talmud.

palavras profundas e interessantes

senhores

Menachem

Uma gravura que data de 1945, emprestada pelos

a respeito da Lei Oral da Torá. Compartilhou

parentes demonstrou estes senhores saindo da

histórias verídicas de grandes sábios e seu incrível

Sinagoga Francisco Frischmann, com seus livros

domínio neste estudo da sabedoria divina milenar

de Talmud embaixo do braço, após seu estudo

que acompanha o nosso povo desde Moshe

diário. A famosa Edição Vilna do Talmud utilizado

Rabenu até nosso dias. “Todas as ciências, todas

por eles estava exposta junto com outros objetos

as novidades na tecnologia e medicina já estão

pessoais, fazendo sua presença palpável e

previstos nas páginas destes tomos”, afirmou o

marcante.

chefe da Yeshiva Lubavitch de SP, Rabino Shamai.

Três netos que levam os nomes de seus avós,

O

Mendel Knopfholz, seguido por Jaime Zlotnik,

confraternização, com comes e bebes e a venda

Sergio (Shmil) Mazer e Nathan Kulisch, prestaram

do Talmud em Português. Muitos participantes

depoimentos

compartilhando

aproveitaram a oportunidade de levarem para

lembranças suas de seus notáveis ancestrais.

casa este Clássico Judaico. O grande público

Rabino Yossef Dubrawsky destacou o grande

dispersou e um grupo de umas trinta pessoas se

mérito da comunidade em ter tido estes ilustres

aconchegou em volta de uma grande mesa para

exemplos e como hoje com a tradução desta

um farbrenguen chassídico com Rabino Shamai

grandiosa obra em línguas mais acessíveis, inglês

Ende. Ficaram mais uma hora e pouco para

e agora o português, será cada vez mais fácil para

ouvir pérolas de inspiração e histórias magníficas

a nova geração continuar a estudar. O Rabino

do Rebe de Lubavitch, próximo da data que

emocionantes,

[40]

programa

terminou

com

uma

calorosa


marcava 70 anos de sua chegada aos EUA. Um

atrevo a especular se a alegria contagiante desta

Sheva Brachot inesperado, brindando os recém-

noite não foi um reflexo de uma alegria especial

casados Jackson Guelman e Joyce Grimberg

de três almas no Gan Éden, que vibraram vendo

que vieram prestigiar o evento, finalizou a noite

a continuidade de seu esforço e das suas boas

com tom de muita benção, alegria e dança. E me

ações... •

[41]


Atuação do Chabad na Comunidade

Aulas e Atividades que Agitaram os últimos cinco anos Cursos

[42]


Crianรงas

[43]


Atuação do Chabad na Comunidade

Kitov

[44]


Almoรงos aos Domingos

[45]


Atuação do Chabad na Comunidade

Mulheres

[46]


Palestras e Fabrenguen

[47]


Atuação do Chabad na Comunidade

Festas Judaicas

[48]


Juventude

[49]


Imagens que Marcaram os 30 anos Voc锚 faz parte desta hist贸ria

Aulas Para Jovens e Adultos

[50]


Bar Mitsvรก

[51]


Você Faz Parte Desta História

Bat Mitsvá

[52]


Bat Mitsvรก

Beit Chabad no CIP

[53]


Voc锚 Faz Parte Desta Hist贸ria

Beit Chabad na escola Israelita

[54]


Educando a Nova Geração

[55]


Você Faz Parte Desta História

Educando a Nova Geração

[56]


[57]


Você Faz Parte Desta História

Educando a Nova Geração

[58]


Col么nia de F茅rias

[59]


Voc锚 Faz Parte Desta Hist贸ria

Col么nia de F茅rias

[60]


Churrasco na Chácara da Família Frenkel

Jantares

[61]


Você Faz Parte Desta História

Feiras

Hotel Mata Atlântica

[62]


Festas

[63]


Voc锚 Faz Parte Desta Hist贸ria

Festas

[64]


Casamentos

[65]


Voc锚 Faz Parte Desta Hist贸ria

Melhor Idade

Shabaton

[66]


Inaugurações

Micvê 1983

Micvê 2002

[67]


Inauguração da nova cozinha

Kitov

[68]


Kitov

Florianópolis

Bênção do Sol

Hachnassat Sefer Torá 2000

[69]


Você Faz Parte Desta História

Hachnassat Sefer Torá 2000

Hachnassat Sefer Torá 2007

[70]


Voc锚 Faz Parte Desta Hist贸ria

Jovens

[71]


Mulheres

[72]


Voc锚 Faz Parte Desta Hist贸ria

Mulheres

[73]


Palestras e Farbrenguens

[74]


Você Faz Parte Desta História

Palestras e Farbrenguens

Praça

[75]


Praรงa

[76]


Chabad: Luz Para Vidas S uperação

e

S ucesso

Cecilia Tockus Silberspitz

Peço a D-us que me conceda sabedoria para usar

O objetivo principal dessa viagem era um encontro

aqui palavras eficazes, que traduzam sentimentos

pessoal com o Rebe de Lubavitch, líder mundial

tão fortes, e que elas possam alcançar os corações

do movimento do movimento Chabad, para que,

e as almas de todos vocês.

com sua Bracha, pudéssemos reencontrar nosso caminho.

  A nossa história tem início em 1980, quando tivemos que vencer a dor de perder nosso amado

Como descrever em palavras um encontro

filho Joel (Z”L). Lembro-me então das palavras do

dessa magnitude? Na hora da nossa entrevista,

Rabino Benayon que me perguntou

entramos todos juntos cada um com

como poderia ajudar. Eu lhe pedi

seus pensamentos e os corações

que nos levasse mais perto de

acelerados. Seguiu-se um silêncio

Hashem; precisávamos dessa luz.

confortante e muito choro. O Rebe começou a falar, e tudo o que ele disse hoje eu sei que é verdade.

Foi assim que conhecemos o Beit Chabad em São Paulo. Fomos

Saímos do pequeno escritório com

acolhidos pelo Rabino Alpern, sua esposa dona Esther (Z”L), nossa

R abino A lpern , M anfred Z”L, C ecilia e S usi

grandes esperanças e seguimos

grande amiga, e seus filhos. Essa foi uma amizade

o caminho que ele nos indicou. Aquele rápido

que ficou para sempre. Com sua força e sabedoria

momento, que foi um grande privilégio, passou

reaprendemos a caminhar pela vida com mais fé.

para a eternidade de todas as formas.

Meses depois, uma vez mais amparados pelo

Pouco tempo mais tarde, estávamos diante de

carinho dos Alperns, toda a nossa família vivenciou

um desafio ligado às palavras do Rebe: existia

uma experiência única e diferente de tudo que

a possibilidade de o Beit Chabad se instalar em

conhecíamos. Fomos a Nova York, mas não à

Curitiba. A família designada pelo Rebe para

ilha de Manhattan, e sim a um universo de outros

fundar o Beit Chabad no Paraná era a família

valores: convivemos com a comunidade religiosa

Dubrawsky, o Rabino Fitche, sua esposa Tila e

Chabad de Crown Heights por alguns dias.

seus dois filhos, Guity e Sendy.

[77]


Chabad: Luz Para Vidas

Hoje, quando lembro das dúvidas, medos e

da globalização total, mas a essência humana

inseguranças de todos, Baruch Hashem, só tenho

continua a mesma, e a nossa essência como

certezas.

povo é o judaísmo. Como judeus temos uma visão diferente da vida, com valores e princípios

Trinta anos se passaram e  o tempo trabalhou a

que fazem parte da nossa herança, que queremos

nosso favor. Eu só me pergunto quanta coragem

deixar intactos, ou melhor, fortalecidos para as

e determinação estavam naquela bagagem! Todos

gerações futuras. Este é justamente o foco do

nós sabemos como é difícil cada começo e como

Chabad.

são necessários bons parceiros para um novo projeto. Com o passar do tempo, muita gente se

Hoje o Beit Chabad já está na segunda geração

envolveu, tornando mais fácil toda a trajetória.

de ¨shluchim¨, com a volta das filhas Eidi, Tsivi e

Tenho certeza de que o Beit Chabad do Paraná é

seus maridos ¨Mendys¨ (como são conhecidos).

uma conquista de todos nós.

Eles e seus filhos são a certeza da continuidade, somando forças e novas ideias. Imagino como

Os anos foram passando, a família Dubrawsky

serão os próximos 30 anos. Com certeza o que

cresceu com a chegada de mais duas filhas,

for plantado será colhido.

Eidi e Tzivi. Cresceram também as atividades do Chabad. Eram muitas novidades para a cidade:

Moro há quase 20 anos em São Paulo e é com o

uma micvê, um clubinho para as crianças terem

maior orgulho que acompanho todas as conquistas

mais contato com a religião, uma cozinha e um

da comunidade de Curitiba, com coexistência

buffet casher, uma Chanukiá gigante em praça

harmoniosa, em que todas as diferenças são

pública, castiçais de Shabat e de Chanucá, festas

respeitadas. Parabenizo a todos!

de Sucot e de Purim sempre com bastante alegria e novidade, semana da Mulher Judia e tantas

Por meio dos ensinamentos do Chabad inúmeros

outras realizações. Os avanços foram tantos que

destinos foram mudados e tantas vidas foram

não poderíamos descrevê-los com detalhes.

tocadas. A Brachá do Rebe se transformou nesta realidade.

Nestas últimas três décadas quase tudo no Tudo começou com um sonho, um sonho viável.

mundo mudou. Vivemos na era da tecnologia e

Sempre soubemos que, para realizá-lo era preciso um trabalho constante, diligente e árduo. A família Dubrawsky provou, que, com muita fé, é possível transformar o mundo! Minha querida filha Susi: juntas vivemos essa história e juntas a escrevemos, obrigada pela ajuda. Dedicamos essas lembranças aos meus C ecília ( acima

filhos e netos, que são o brilho dos meus olhos,

á esq .) durante o jantar da

com a presença da

R ebetsin E sther

S emana da M ulher J udia A lpern Z’’L ( sentada à esq .)

e ao nosso querido Manfred Z”L. Sem ele, nada [78]


disto teria sido possível.

projeto.

Nossos agradecimentos a Hashem pelos milagres

Pelos  30 anos de dedicação, nossa eterna

e ao Rabino Alpern, que foi o arquiteto deste

gratidão. Pelo sucesso alcançado, MAZAL TOV! •

S usi , H erta , M ichelle C ecília

R abino F itche

e

S imone , J oel , C ecília , S usi ,

C ecília T ockus S ilberspitz

e

seu marido

S imone

J osé

e

M ichelle

“Da nossa Caixa de Mensagens: Famílias Resnick e Serrulha” Aos amigos da Sinagoga que fizeram o Hélio

Não existe nada neste mundo que possa

feliz e uma pessoa importante:

retribuir o carinho, a atenção e dedicação dos amigos. Obrigada a todos vocês por tudo que

Fazer amigos era o grande talento do Hélio;

fizeram e estão fazendo por nós.

encantar as crianças com suas histórias era seu talento; escrever um bom texto era seu talento;

Sol, Priscilla e Bernardo; Rachel Resnick, Gilda

ocupar o espaço om alegria, gargalhadas era o

Serrulha e José Serrulha

seu talento; nos deixar muitas saudades foi o seu talento.

Agosto/2009

[79]


Chabad: Luz Para Vidas

C uritiba R espira J udaísmo Roland Hasson

O Beit Chabad em Curitiba, foi

E assim foi, pede uma doação

aquele susto.

aqui, outra ali, e quando vimos, uma casa própria, a qual se

O Rabino Fitche, de barba,

transformou,

sempre de preto, com o seu

depois de um pedido aqui, outro

chapéu...

estava

ali, em uma linda Sinagoga.

acostumado a ver um Rabino

Seus filhos cresceram e eles

assim; pelo menos em Curitiba.

conseguiram

Ninguém

obviamente,

trazer

para

Curitiba os seus dois genros, Muita resistência, diz-que-diz-

que rapidamente se puseram a

que e o tempo foi passando,

trabalhar: aula de Torá, aula de

passando, passando, e o Rabino

Cabalá, aula de cashrut e por aí

Fitche com a Rebetsin Tila,

afora, e também a Rebetsin Tila

cativando.

um

e suas filhas dando aulas. Lá

lugar alugado para desenvolver

se vão 30 anos! Temos hoje até

Conseguiram

as atividades. A Rebetsin Tila, sua grande

uma loja com produtos casher, chalot de Shabat

companheira, dando aulas para as crianças,

etc.

providenciando a comida do Shabat e o Rabino dando aulas, rezando, convidando os judeus para

Em Curitiba, pode-se dizer, respira-se judaísmo e,

rezar, aparecendo nos eventos, mas mais que

se assim é, muito devemos à Rebetsin Tila e ao

isso, fazendo eventos. A Chanukiá da Praça 29

Rabino Fitche. Só nos resta agradecer e pedir 120

de Março (1986), em Curitiba... quem diria?!

anos de vida para eles! •

“Da nossa Caixa de Mensagens: Família Galbinsky” Contando com Apoio no Momento Certo. Nos

momentos

Sempre

mais

na

hora

exato

e

difíceis de nossas vidas,

no

lá estava o Beit Chabad.

precisamos pudemos contar

O Rabino Fitche e sua

com seu apoio. Seu trabalho

família sempre trazendo

é admirável e só merece

um alento, uma palavra

nossos elogios e votos de

amiga, um livro, uma

muito

chalá.

empreendimentos. [80]

momento

certa

sucesso

em

que

seus


A travessando G erações Rebeca (Rivkale) Kalter Acherman Desde que tinha 3 anos, minha família e eu

colônias de férias. Nunca foi uma obrigação, mas

começamos a frequentar o Beit Chabad em

sempre um enorme prazer.

Curitiba. O Rabino Fitche nos incentivava a vir e a participar do Cabalat Shabat, receber o espiritualismo e os ensinamentos e aproveitar o ambiente do Dia Santificado enquanto estivéssemos ali, mesmo sabendo que na saída iríamos a uma discoteca ou algo do gênero. Muito judaísmo recebi dos meus pais, mas, R ebeca

com

3

anos no

C lubinho

do

B eit C habad

em

C hanucá

graças ao Chabad, observo hoje muitas mitzvot

Um casal jovem, vindo dos Estados Unidos,

na minha casa em Israel, inclusive cashrut. Se

chegara à cidade com a missão de aproximar

D-us quiser, em breve minha primeira filhinha, Lia

os judeus da comunidade ao judaísmo e sempre

Guital, começará a frequentar o jardim de infância

nos recebiam com os braços abertos. Havia um

do Chabad, em Kfar Saba.

respeito mútuo muito grande. Não consigo descrever minha infância sem falar do Chabad de Curitiba como minha segunda casa. Aprendi o Alef-Bet, as rezas, o significado e as regras dos chaguim, tziniut e muito mais: amizades, brincadeiras, colônias de férias, artes e até a técnica de fazer “chalot” para Shabat. Frequentava o clubinho de segunda a quinta, Cabalat Shabat e até shabaton na casa da Morá

B runo , L ia G uital

Tila, do Rabino Fitche e da minha amiga de

e

R ebeca

em frente ao

K otel

em

J erusalém

Posso dizer que a Morá Tila e o Rabino Fitche são

infância, filha do casal, Guity.

um exemplo de shluchim do Rebe, que recebem Quantas peças de teatro e apresentações fizemos,

a todos com muito amor, carinho e ensinam os

inclusive com minha adorada Babe Dora Z”L nos

verdadeiros valores que a Torá representa para

acompanhando ao piano!

nossas vidas.

Com o tempo, cresci e passei a ser madrichá nas

Obrigada por tudo! • [81]


Chabad: Luz Para Vidas

J udeus

do

S éculo XXI

Ricardo Sasson Recebi com alegria o telefonema do Rabino

POVO-TERRA-D`US. Se temos a TERRA, ISRAEL,

Fitche falando que o Beit Chabad do Paraná

e o povo JUDEU, faltava D`US. Assim que somente

estava completando 30 anos, e gostaria de

somos completos com as três pontas do triângulo.

contar com minha colaboração para esta revista

E a terceira ponta é o cumprimento da Torá.

comemorativa. Um pequeno grupo de cinco pessoas, do qual Quando desliguei, “caiu minha ficha” de que se

eu fazia parte, juntou-se para estudar Torá, no

passaram 30 anos, desde que aquela simpática

Beit Chabad, no final da década de 90. Aquele

família chegou a Curitiba. É incrível lembrar que

momento foi de muita importância na minha

vivenciei a passagem deles por todos esses anos!

vida. Éramos todos pessoas de casas não religiosas, que estavam sentadas, semanalmente,

Hoje tenho muita hakarat hatov (gratidão) para

estudando Torá. Daquele momento em diante, a

o Rabino Fitche. A receptividade e a forma

Providência Divina foi monstrando-me o caminho,

que mostrou como podemos ser religiosos e

levando-me a viajar a trabalho, a diversos países,

viver no século 21, sem nenhum conflito, foram

e habituando-me a ver, cada dia, que a religião

determinantes na minha vida.

é parte inseparável da vida de um judeu. E mais ainda: a religião somente facilita nossa vida e não dificulta, como muitos podem pensar.

Apesar de não ter nascido em uma família religiosa, meus pais e avós me transmitiram forte ligação com

Minha vida profissional exige muitas viagens,

o judaísmo, que por muitos anos se manifestou por meio da militância comunitária. Dediquei muitos anos de minha juventude ao Ichud, CIP, Escola Israelita e ao folclore. Éramos poucos, mas eu também frequentava o Cabalat Shabat da saudosa Sinagoga Francisco Frishmann. Tenho também muito viva em minha memória uma apostila que usei para preparar uma peola no Ichud (atual Habonim Dror), que descrevia que o Judaísmo era composto por um triângulo,

R icardo ( ao centro ) com seus alunos da 8ª série da E scola I sraelita B rasileira S alomão G uelmann durante uma viagem de formatura a P arati [82]


inclusive ao exterior, onde, em cada parada, um Beit Chabad sempre está presente. Lembro-me de um Yom Kipur em Offenbach, na Alemanha, ou um Rosh Hashana, em Milão. Já há muitos anos viajo à China frequentemente. Fui o primeiro brasileiro a passar um Shabat no Beit Chabad de Shanghai. Nessas viagens, sempre encontro pessoas de diversos países, que, ao sentarem-se à mesa de Shabat, parecem ser todos familiares, pois sabemos por que estamos ali e que temos muito em comum. A cada dia que passa mais pessoas encontram o judaísmo autêntico, aquele que o Criador nos passou de forma clara na Torá, e eu posso vivenciar isso não só no exterior, como aqui mesmo em São Paulo, onde vivo hoje. Uma cidade que pulsa em suas sinagogas, nas escolas judaicas, nos restaurantes casher, e, por que não mencionar, no

R icardo

primeiro supermercado casher, de propriedade do

com sua esposa

N atalie

e os filhos

A lessandra

e

J oe

amigo Maurício Majtlis, daquele grupo de cinco já mencionados, que se aproximou da Torá em

Como o Maurício e eu, todos daquele grupo hoje

Curitiba.

vivem uma vida judaica plena, sem abdicar das tarefas profissionais e da rotina comum a todas as pessoas. Contamos com um único ponto que nos diferencia: desfrutamos da proximidade com o Criador, com uma vida plena de valores judaicos. Se D’us quiser, esse diferencial será transmitido para as minhas próximas gerações, através da educação que dou aos meus filhos. Que o Beit Chabad do Paraná continue sendo fonte de inspiração e de aproximação à Torá para toda a comunidade! •

R icardo

completa uma letra na

T orá

[83]


Chabad: Luz Para Vidas

F amília S egall

Uma História de Mitsvot, Desafios e Alegrias Kutzi Segall

O Rabino Yossef Zukin certa vez escreveu: “O

Torá. Foram enfrentados muitos desafios nessa

judaísmo é uma religião muito profunda e complexa,

caminhada de 30 anos, mas sempre se contou

por outro lado, é muito simples: acreditar em D’us

com o incentivo e a orientação do Rebe.

e fazer o que Ele pede. Mas isso requer uma mudança total em nossas prioridades de vida,

Essa motivação foi transmitida pessoamente pelo

pois, de repente, percebemos que o verdadeiro

Rebe, enquanto distribuía um dólar de tzedacá

‘eu’ é a nossa conexão com o Criador (...) ” (Torah

nas intermináveis filas formadas por judeus de

Mail - Parashat Devarim [5772])

muitas partes do mundo, ansiosos por receber uma B’rachá de saúde e sucesso. Mesmo hoje,

Então o sucesso profissional

quando ele não mais se

e a estabilidade material

encontra

e financeira passam a ter

entre nós, o Rebe é

outro valor e significado,

consultado por meio

o foco na vida muda para

de

o fortalecimento de nossa

orientação.

fisicamente

cartas

pedindo

conexão com D’us. O Beit Chabad tem Na nossa família, isso vem processando-se há mais de

sido nosso farol todos S ergio

e

B en A mi

esses anos, aqui em

30 anos. Meu irmão, o Ben Ami, teve o mérito

Curitiba e nos Estados Unidos, em Crown Heights

de junto com o cunhado, o médico e deputado

(bairro do Brooklyn onde morava o Rebe) e em

Dr. David Federmann, de abençoada memória,

outros locais onde membros da família foram

serem recebidos pelo Rebe de Lubavitch, Rabi

morar, trabalhar, estudar: São Paulo, Flórida, Las

Menachem Mendel, em audiência particular.

Vegas, Israel, França, Itália, Alemanha.

O meu irmão contou, mais tarde, que foi uma experiência extraordinária e que tocou muito

A família cresceu, porém todo tempo se esforçou

fundo no seu coração.

para manter forte o judaísmo que nos conservasse conectados com o que nosso Criador espera de

Quando retornou a Curitiba, assumiu para si a

um judeu. O Beit Chabad tem nos proporcionado

tarefa de motivar a família para mudar o nosso

os meios para observar esse foco e crescer

estilo de vida - mudanças que não foram fáceis -

espiritualmente.

e adotar um estilo mais significativo sob a luz da [84]


Claro que não faltaram dificuldades, pois elas

de honrar pai e mãe, visitando-os diariamente e

fazem parte de nossa vida material, mas, com a

estando sempre pronto para ajudar no que for

luz da Torá foram superadas.

necessário.

O meu avô era um ilustre rabino e professor na Romênia, mas meu pai, que veio para a América à procura de melhor qualidade de vida, foi perdendo contato com a religião, como aconteceu com outros judeus. Agora a família é grande, cresceu muito e é a contribuição dos Segall para aumentar a população judaica do mundo... recebendo educação judaica religiosa. A riel

com os sobrinhos

S hmuel

e

P inchas S hloime

Contar alguns fatos atuais acho que expressa o que aconteceu com a família nesses 30 anos. Yehuda e Ariel são os primeiros filhos de meu irmão e a sua esposa Beti. Yehuda começou a sua jornada de volta às suas raízes numa viagem para Israel, fazendo um curso na Universidade de Bar Ilan e continuou em uma Yeshiva. Os seus dois filhos mais velhos estão em Israel. Pinchas Shloime (tem o nome de meu pai z”l) estuda na Yeshiva de Tzfat e Shmuel, em Yerushalaim, na Yeshiva Torat Emet. Ariel foi o filho “corajoso”, resolveu estudar na Yeshivá de Petrópolis quando ainda cursava o colegial no Cefet Paraná. Ele ajudou os irmãos menores a colocarem o judaísmo em prática, sempre trazendo novidades da Yeshivá, quando vinha passar finais de semana com a família. Foi ele quem incentivou a casherização da cozinha (30 anos atrás era mais difícil) e ajudou na realização do primeiro (de muitos) sedarim casher lePessach da família. Tudo isso graças ao conhecimento que ele adquiriu na Yeshiva de Petrópolis. Atualmente

Y ehuda ( na foto acima ), casou - se com P nina , nascida em I srael , e atualmente moram em C rown H eights . N as duas fotos , os dez filhos do casal

mora na Flórida, próximo de meu irmão e cunhada. Ele cumpre com muita dedicação o dever sagrado [85]


Chabad: Luz Para Vidas

B en A mi , E thel

e

B eti Y ehoshua ,

Ethel também é filha do meu irmão Ben Ami.

sua esposa

G ili

família reunida com tia

Ethel estudou na Escola Israelita, em Curitiba.

e seus oito filhos .

K utzi ( à

dir .) em

N a foto abaixo , C rown H eights

a

Era adolescente quando começou a frequentar o Clubinho do Beit Chabad. Essa experiência foi marcante na formação de seu caráter e, mais tarde no seu projeto de vida como mulher judia. É casada com o rabino Shimon Brand e são shluchim em São Paulo. Eles falam de sua alegria com os frutos que o casal vem colhendo no seu esforço em aproximar os judeus às suas raizes e também na área de educação onde são professores. O Yehoshua (Itamar) é o filho mais novo do Ben

Ananda (Simcha), neta de meu irmão Sérgio, mora

Ami e estudou aqui, na Escola Israelita. Lembro

em Israel. Ela cresceu afastada do judaísmo até

que quando, chegou o momento de ir para a

os 18 anos de idade. Residia em Rezende, RJ,

Yeshivá de Petrópolis, no Rio de Janeiro, estava

e veio para Curitiba continuar os seus estudos

com 12 anos de idade e sentiu receio da mudança:

e trabalhar. Entrou em contato com o judaísmo

ficar longe da casa de seus pais e viver em um

participando dos projetos para jovens, promovidos

ambiente totalmente religioso, mas descobriu os

pelo Beit Chabad. Quando compreendeu o que

benefícios desta experiência e seguiu em frente.

é ser judeu e o papel da mulher na família e na

Hoje é rabino e professor em Las Vegas. Cursou

comunidade, assumiu esse papel com convicção,

Educação Especial, para poder atender crianças

com toda sinceridade e força. O seu esposo, Allan,

que precisam de uma ajuda diferenciada. Está

é um grande parceiro nessa decisão. Agora eles

orgulhoso com a participação do filho Mendel

tem três filhinhos que estão recebendo educação

no coral da Yeshivá, onde fez um solo. Também

judaica religiosa desde pequeninos. Ela trabalha

pelo Bar Mitsvá de seu segundo filho, Motti, que

como esteticista e está completamente integrada

colocou tefilin no dia 16 de Tamuz de 5772 (6 de

à vida israelense.

julho de 2012) na sinagoga do Rebe, em Crown Heights, onde a família se reuniu para comemorar

Aqui no Paraná nossa família também segue

esse momento da vida do Motti.

crescendo em judaísmo: o André, filho do meu [86]


A nanda ,

A ndré

allan e seus três filhos

e seu filho

G abriel ,

com um tefilin de

brinquedo para imitar o pai

irmão Sérgio, até 14 anos atrás não queria nem

São muitos os sobrinhos e sobrinhas-netas, baruch

ouvir falar da Torá. Nessas voltas que a vida dá

Hashem (graças a D’us). Poderia escrever muito

ele teve um acidente, precisou de cirurgia e foi

sobre cada um deles, mas vou resumir afirmando

visitado no hospital pelo Rabino Dubrawsky.

que a identidade judaica e o amor à Torá são as

Foi lá, numa cama de hospital, que o André fez

principais características de suas vidas. Tudo isso

o seu “Bar Mitsvá” aos 39 anos, com o tefilin

aconteceu com a ajuda do Rebe, do Beit Chabad

pela primeira vez no braço esquerdo e o soro no

e começou bem aqui, em Curitiba.

braço direito. Saindo do hospital decidiu retribuir a visita do rabino indo ao seu primeiro seder de

Acredito que meus pais, de abençoada memória,

Pessach - e daí em diante nunca mais parou de

estão muito felizes com o rumo que tomaram os

perguntar, aprender e participar das atividades

seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos (várias

do Beit Chabad. Hoje ele e sua esposa, Michele,

gerações). Rumo que nos trouxe de volta às

conciliam a sua vida profissional com uma vida

nossas raízes. •

judaica aqui mesmo em Curitiba, comendo 100% casher, guardando o Shabat e educando os seus filhinhos Hanna e Gabriel nos caminhos da Torá. Arie Leib e Yossef são filhos de Ethel e Rabino Shimon. Arie estuda na Yeshivá de Brunoy, na França. Yossef concluiu seus estudos em Frankfurt e depois de Rosh Hashaná 5773 faz a smichá (estudo para obter o diploma rabínico), provavelmente, se D’us quiser, em Israel em Tzfat. H enry ,

[87]

primeiro neto de meus pais , escrevendo uma letra no

S efer T orá ,

pela primeira vez

(2010)


Chabad: Luz Para Vidas

I diche N aches Dora Goldberg

Meu nome é Dora Goldberg, sou carioca e resido

preparávamos o seder de Pessach, celebrávamos

em Curitiba há 30 anos. Em 1982, eu, meu marido

Rosh Hashaná, observávamos Yom Kipur e, às

e meus três filhos nos mudamos para Curitiba,

sextas-feiras, sempre que possível, o Hélio ia com

pois meu marido havia sido transferido pela

as crianças à sinagoga e pronto. Assim foi por

empresa em que trabalhava.

vários anos.

Meu marido, Helio Goldberg Z’’L, foi um ativista

Há mais ou menos 15 anos, a Ilana e a Daniela

na comunidade judaica de Curitiba onde, por

resolveram que só comeriam carne se fosse

vários anos, exerceu a vice-presidência da

casher. Aí começou a “ batalha”. Carne casher???

Federação Israelita do Paraná, além de ser o

Em Curitiba? Além da possibilidade de comprar

mentor da Semana de Israel e das Macabíadas

produtos casher, inclusive carne, no Beit Chabad,

Estudantis,  dentre

projetos.

o Hélio Z’’L, pai zeloso que sempre apoiava os

Acentuo a ligação forte e o respeito reverencial

filhos, trazia de São Paulo caixas e mais caixas

que ele nutria pelo Rebe de Lubavitch, a quem ele

para que elas pudessem respeitar a cashrut.

vários

outros

enxergava como exemplo e fonte de inspiração. As meninas compraram seus talheres e panelas. Meus filhos estudaram na Escola Israelita e depois

Daí em diante, as comidas passaram a ser feitas

cada um seguiu seu caminho. Graças a D-us,

separadamente. Eu nem imaginava, mas isso foi

todos estão casados e hoje tenho cinco lindos

apenas o primeiro passo.

netos. Num certo dia as duas resolveram estudar o Um fato interessante é o caminho que meus

Judaísmo mais a fundo por alguns meses em

filhos decidiram seguir. Sob o meu ponto de vista,

Israel. A partir daí, elas se tornaram judias mais

vivíamos como “judeus tradicionais”, ou seja,

observantes, respeitando Shabat e realizando

A ndré

no dia de seu

H elio Z’’L

e

B ar mitzva com R abino F itche

seu pai

D aniela

e I lana ( da esq . para a dir . a segunda e a quarta , respectivmente ), em uma

F esta

[88]

de

C hanucá

organizada pelo

B eit C habad

no

CIP


alunos. Eles seguem comendo somente carne

muitas outras mitzvot.

casher. Hoje a Ilana é casada e tem três filhos lindos que estudam na Escola Beit Menachem (Escola do

Meu filho André é recém-casado, estuda judaísmo

Beit Chabad que possui cerca de 100 alunos). Ela

com cada vez mais profundidade, esforça-se para

e a família são ortodoxos (na verdade eles são tão

cuidar da cashrut em seus vários detalhes e está

próximos de mim e levam uma vida tão “normal”

crescendo espiritualmente, juntamente com sua

que essa palavra nem faz mais sentido para mim,

esposa.

prefiro trocar por shomrei mitzvot), vivem no Rio de Janeiro e, apesar das diferenças entre o meu

Hoje, apesar de o meu marido ter falecido

modo de vida e o deles, percebo que são muito

precocemente, eu agradeço muito a Hashem

felizes.

pela família que tenho. Com o apoio e o carinho do Beit Chabad, por meio dos emissários do

Da mesma forma, a Daniela vive no Rio de Janeiro,

Rebe em Curitiba, Rav e Rebetsin Dubrawsky,

tem duas princesinhas alunas do colégio Bar-

conseguimos criar filhos maravilhosos, que são

Ilan, que também é uma escola que proporciona

motivo de muito orgulho, não só para mim, mas,

conteúdo verdadeiramente judaico aos seus

tenho certeza, para todo o Am Israel. •

I lana

D aniela ,

e sua família

marido e filhas

“Da nossa Caixa de Mensagens: Yvelise dos Santos Furtado” A Arte de Se Doar ao Próximo.

Espaço da Mulher: o nome já diz tudo. Para

No Espaço da Mulher ainda há o

mim, representa o meu momento, a minha

“espaço arte”. Já aprendi desde

vontade

culinária a decoração. Mas isso só

generosas

de e

estar

com

divertidas.

pessoas É

o

amáveis,

momento

de

acontece porque existem pessoas que se doam

absorver conhecimento, por meio das leituras

para nós e espero estar aprendendo essa arte

e explicações da Rebetsin Tila, que o faz

também, que é se doar ao próximo. Com isso

com clareza, acrescentando histórias muito

quero agradecer a todos que participam desse

interessantes.

momento semanal. Obrigada!!!

[89]


Chabad: Luz Para Vidas

E star

nas

N uvens

Tamara Aronis

Sempre tive uma educação judaica básica. Estudei

não sabia o que fazer. Como iria comer? Onde

quando pequena no gan do Beit Chabad e, em

passaria Shabatot e chaguim?

casa, observávamos um pouco as tradições: um pouco de Shabat, um pouco dos chaguim, Yom

B”H, todos esses problemas se resolveram. Meus

Kipur... Essa foi toda a minha vida religiosa até

pais, para me receber, tornaram a casa casher

que vim para Israel, onde tive a oportunidade de

com a ajuda do Rabino Fitche (foi uma escolha

me aprofundar mais.

deles e eu fiquei muito grata, pois esta é uma decisão difícil e eu nunca iria impor algo assim).

Passei dois anos estudando muito a Torá. Desde

Eu trabalhei no Ganenu, onde pude relembrar um

então sou observante de mitsvot e consigo

pouco do meu tempo de gan e também passar

perceber a diferença entre a “Tamara antiga”

o conhecimento adquirido em todos esses anos.

e a “nova”. Com o estudo da Torá eu sinto que

Shabatot, passei vários na casa dos rabinos

estou preenchendo um buraco cuja existência

do Beit Chabad, para poder estar nas rezas da

eu ignorava até então. Não tenho como explicar

sinagoga e também em minha casa. Tenho certeza

esse sentimento. Acho que cada um deve ter

de que, sem a ajuda e o apoio da minha família e

essa experiência, pois é fantástico sentir-se mais

do Beit Chabad, esse tempo teria sido muito mais

perto de Hashem, cumprindo as mitzvot. Como as

difícil. Fico tranquila em saber que toda vez que

pessoas dizem, é estar nas nuvens!

voltar ao Brasil, seja para férias ou para algum tempo mais longo, terei o meu lugar e a minha família me esperando.

O mais importante de tudo isso foi perceber que, para ser religioso não é preciso se fechar em algum lugar, estar distante de todos e perder os

Moro em Israel (com identidade israelense) há um

amigos. É possível fazer isso em qualquer lugar.

ano e já tive algumas experiências aqui. Comecei a

Quando estive em Curitiba, antes da minha aliá,

estudar enfermagem em uma faculdade religiosa, só para mulheres, onde se

mescla

codesh (técnico).

o

(Torá)

estudo e

Estudei

chol um

semestre e saí. Fui fazer sherut leumi, o serviço nacional que as meninas religiosas

cumprem

durante um ano ou dois, T amara ( em

primeiro plano , terceira criança da esq .) durante uma apresentação musical da

E scolinha

do

B eit C habad (1995)

[90]

em vez de fazer a tzava


nossos amigos, somos como família, sempre ajudando uns aos outros em todos os momentos. Tenho várias amigas casadas na casa de quem, normalmente, estou no Shabat e, claro, famílias brasileiras ou não, que nos recebem de braços abertos. Estou quase sempre em um meio religioso, onde N a M idrasha ( instituto

estudamos juntas, escutamos shiurim, estudamos

de estudos judaicos para moças )

chol, trabalhamos. Levamos uma vida muito boa! É uma felicidade incrível!

(exército) que é obrigatório em Israel. Comecei em julho no hospital Sharei Tzedek em Jerusalém. O contato com todo tipo de gente é incrível e necessário. Vejo que muitas coisas que aprendi com a religião me ajudam no trabalho: ter muita paciência, não ficar irritada ou brava com as pessoas etc. Eu moro em um apartamento com uma amiga também brasileira. Nós nos conhecemos na midrasha (lugar de estudo), onde participávamos da Hachshara do B’nei Akiva, um movimento

T amara ( em

primeiro plano , segunda da esq .) com seus amigos de

religioso, em 2010.

B’ nei A kiva

Quando terminar o meu sherut pretendo voltar a Em Israel tenho somente uma tia e dois primos.

estudar, BeEzrat Hashem (com a ajuda de D’us),

Aqui aprendemos o que realmente significam

trabalhar, casar.... Essa é minha vida, tudo o que planejo tem sempre Eretz e Am Israel no meio. Parabéns ao Chabad pelos 30 anos no Paraná! Que possam continuar com esse lindo trabalho, somente ouvindo boas notícias até a vinda próxima de Mashiach, BeEzrat Hashem! •

T amara ( à

esq .) no casamento de uma amiga

[91]


Chabad: Luz Para Vidas

A legria

de

V iver

Myriam Raquel Kopenhagen Spach

Eu nasci em S. Paulo, mas ainda pequena vim

aventuramos. Não sei se foi a saudade, mas em

com meus pais e minha irmã para Curitiba e aqui

seis meses estávamos de volta. A experiência

nós nos estabelecemos.

foi boa, ficamos num kibutz, eu fiz Ulpan e conhecemos lindos lugares.

Fomos bem recebidos pela comunidade israelita e participamos sempre das grandes festas. Meu

Na volta viemos novamente para Curitiba e me

pai sempre esteve pronto a cooperar nas grandes

filiei às Pioneiras por vários anos. Apesar de já ser

campanhas e compareceu a vários congressos

avó, resolvi fazer um curso superior e me formei

em Israel.

em Letras Anglo-Portuguesas.

Casei-me e fui morar em S. Paulo. Tive três filhos

Quis o destino que a esposa do Rabino

e hoje tenho sete netos e três bisnetos. Alguns

Dubrawsky, a Rebetsin Tila, viesse me procurar na

moram no exterior e nos amamos muito.

minha moradia, para me entregar pessoalmente Mishloach Manot, em Purim, dois anos atrás.

Por influência da minha mãe, dediquei-me a ser

Nasceu desse encontro a nossa amizade e, a

Chavera da Naamat Pioneiras em S. Paulo e fui

convite da Tila, comecei a frequentar todas as

ativa ao lado da minha mãe durante anos. Nesse

semanas o Espaço da Mulher, no Beit Chabad.

período, eu estava sempre a par do que acontecia em Israel. Isso despertou em mim um grande

A minha participação no espaço da Mulher no

amor pela Terra Santa. Consegui influenciar meu

Chabad foi um presente de D’us, pois lá encontrei

esposo e meus filhos a fazer aliya em 1962.

senhoras da melhor idade, que me aceitaram e hoje somos todas grandes amigas. Tenho recebido tanta demonstração de carinho, respeito e amizade

Dissemos adeus aos parentes, amigos e nos

(e procuro retribuir)! Tenho tido oportunidade de aprofundar-me em muitos temas interessantes de judaísmo e aprecio muito as aulas com os rabinos e a leitura dos Salmos. O ambiente no Beit Chabad é tão acolhedor, que só tenho palavras para agradecer as horas felizes que tenho passado com vocês, minhas queridas amigas!

M yriam S pach

“P urim C habad

durante festa de

em

J erusalém ”

no

Shalom para todos!

B eit [92]


Uma observação sobre os caminhos de

Curiosamente, chegamos dois dias antes de Purim

Hashem:

e nossa primeira atividade junto à comunidade foi uma festa alegre, na Sinagoga Frischmann.

Recentemente a dona Myriam nos contou que quando era jovem a família dela era vizinha de

Enxergamos aqui os caminhos de Hashem e um

Kurt e Herta Tockus Z”L e que ela se lembra do

círculo de bondade se fechando (ainda que os

dia em que ajudou a mãe dela a preparar a casa

efeitos ondulares do bem e da bondade sejam

de dona Herta para o retorno dela da maternidade

eternos). A jovem Myriam se alegrou com a

com a nova filhinha, Cecilia.

chegada da pequena Cecília. A dona Cecília se alegrou com a chegada do casal Dubrawsky e o

Quando ouvi isso, eu contei para ela que tinha

casal Dubrawsky pode causar novos motivos de

sido a Cecília e o seu marido Manfred Z”L, que

alegria á dona Myriam muitos anos depois, por

prepararam o caminho para o Beit Chabad vir

meio de um projeto de Purim! •

para Curitiba e que tinham nos dado muito apoio.

“Da nossa Caixa de Mensagens: Paulina de Hirsch” A visita ao Rebe foi um momento mágico. Incrível já estamos comemorando os 30

marido Leon tivemos, aconteceu vários

anos do Beit Chabad em Curitiba.

anos atrás. Estávamos em Nova York e fomos visitar o “Rebe” para receber sua

Eu não poderia deixar passar esta

benção. Experimentamos ali a maravilhosa

oportunidade de parabenizar a família

sensação de estar na presença de um

Dubrawsky e as crianças de ontem,

grande homem.

hoje transformadas em novas e queridas famílias. Sempre colaborando, ensinando

Foi um momento mágico, eterno, que

e mostrando a beleza e a grandeza de

levamos

nossa milenar História.

nossos corações.

Gosto muito das aulas da Rebetsin Tila, no Shabat, na sua residência e também as de terças-feiras, no Beit Chabad. São aulas instrutivas e divertidas, pois passamos bons momentos aprendendo algo importante e trocando idéias com as amigas. Uma das maiores emoções que eu e meu

[93]

guardado

para

sempre

em


Chabad: Luz Para Vidas

A legria

nos

D etalhes

Thatiana Wencik

temos

dividiu suas alegrias em tantos

professores para quase tudo:

Bar Mitsvás e Bat Mitsvás e

para alfabetização, para música,

muitos casamentos. Tenho o

para direção, para faculdade...

privilégio de auxiliar a Divisão

e até de judaísmo. Saber sobre

Feminina do Chabad. Sempre foi

judaísmo não nos faz mais ou

uma experiência incrível, embalar

menos judeus. Nascemos assim

e

Ao

longo

da

vida

e iremos deste mundo assim.

T hatiana ( à

dir .) prepara kits de M anot

M ishloach

distribuir

as

encantadoras

Mishloach Manot de Purim aos idosos da comunidade.

Mas o Beit Chabad, com o seu trabalho, vai além de nos ensinar. Diariamente nos faz sentir o

Houve anos em que conheci idosas maravilhosas,

judaísmo até em pequenos detalhes. Aprendemos

pessoas que só comemoram o Purim graças a

que um simples “bom dia”, sincero e espontâneo,

essa delicada lembrança. E esse ano tive o prazer

pode conter tantos nachas quanto desejamos dar

de entregar a uma senhorinha, avó de minha

ou receber de alguém. O Beit Chabad em Curitiba,

amiga e irmã de coração que está morando fora

nesses anos, não só cresceu: ele floresceu,

do Brasil, e pudemos matar juntas as saudades.

expandiu sua sabedoria em muitos galhos, famílias

Quantas alegrias com uma simples Mishloach

que lá buscaram conforto espiritual, financeiro;

Manot, que o Beit Chabad motivou a distribuir! •

“Da nossa Caixa de Mensagens: Mira Kupper” Ambiente Harmonioso e Alegre Acho importante os encontros das terças-feiras, organizados pela Rebetsin Tila, no Beit Chabad,

adoentadas, ou que estão passando por alguma

pois aí nos relacionamos com senhoras de todas

dificuldade.

as idades, num ambiente harmonioso e alegre, trocando idéias, estudando, tirando dúvidas a

Ainda temos palestras com pessoas convidadas

respeito de diversos assuntos sobre os Tehilim

como: nutricionistas, psicólogas, professoras

(Salmos), ou assuntos religiosos.

de academias e também atividades de trabalhos manuais. Terminamos sempre com um delicioso

Além de lermos os Tehilim, relacionados ao

lanche casher e um bom papo. Assim sendo

dia do mês hebraico, rezamos com muito

saímos revigoradas e pensando na próxima

carinho pela melhora da saúde de pessoas

terça-feira.

[94]


D e C uritiba

a

J erusalém

Relato de uma Jornada Silene Sarah Bohadana

nos acolheu com seu jeito doce e caloroso.

A época é o inicio dos anos 1980. O local é a cidade de São José do Rio Preto, São Paulo, onde chegamos vindos de Nancy, na França.

Enquanto Abraham se entendia perfeitamente com

Naquela cidade meu marido Abraham trabalhava

o Rabino Fitche, nossos filhos Eliahu Abraham,

como médico pesquisador. Apesar do ambiente

Dan e David logo se sentiram como peixinhos no

acolhedor, Rio Preto apresentava um problema

mar! Esse período foi curto mas intenso e rico

sério: a inexistência de uma comunidade judaica,

deixando marcas (uma grande inspiração para os

o que gerava uma situação insuportável.

anos que viriam) e saudades!

Felizmente, o Abraham recebeu um convite para

Menos de dois anos mais tarde, em 1992, partimos

passar uma temporada nos Estados Unidos, onde

de novo, dessa vez rumo à França, para onde o

ficamos quase dois anos. Durante esse tempo,

trabalho do Abraham nos levaria - e dessa vez por

concluímos que teríamos que mudar tudo na

mais de 20 anos. De qualquer forma, a semente

volta ao Brasil e, após uma busca minuciosa e

estava plantada. O tempo passado em Curitiba

muitos contatos, fomos para Curitiba. Em nossa

tinha sido fundamental não apenas para a nossa

pesquisas, soubemos que havia um Centro

evolução como judeus, mas também para nossos

Chabad na cidade, o que nos animou bastante.

filhos. As horas passadas no Talmud Torá com Rabino Fitche e Tila deixaram marcas indeléveis.

Nosso encontro com Tila e Yossef Dubrawsky foi

Mais que um rabino ou professor, o meninos viam

amor à primeira vista! Ainda me lembro do primeiro

nele o amigo mais velho com quem aprendiam

encontro com a Tila. Batemos em sua porta e ela,

Torá com a marca registrada do Chabad: alegria.

cercada por seus flihos então ainda pequenos,

E liyahu , D an

e

D avid B ohadana [95]

quando eram crianças


Chabad: Luz Para Vidas

Revigorados pela experiência de Curitiba, nossos

e da influência de ambos no florescimento da

filhos, especialmente o David, logo se integraram

nossa alma judaica. Foi, sem dúvida, um encontro

à comunidade de Nancy. Paralelamente, Abraham

fundamental, sem o qual certamente não teríamos

e eu começamos a estudar cada vez mais os

descoberto as maravilhas da nossa Torá sagrada.

textos sagrados e a avançar no nosso processo de

Os frutos desse encontro são visíveis hoje.

Teshuva. Com o tempo, Eliahu, Dan e David foram integrando-se cada vez mais à vida comunitária,

Nosso

filho

Eliahu

Abraham

formou-se

em

participando das atividades sociais, da segurança

engenharia e vive em Paris, onde, juntamente

e dos ofícios religiosos.

com nosso Dan, médico residente não muito longe, em Caen, frequenta a sinagoga Chabad

Embora observantes, nossos filhos se encontram

da rua Lamartine quando não está ajudando o

em estágios diferentes de prática religiosa. O

rabino Levy Asseraf, do Chabad Opera. Por sua

mais precoce e que, de certa forma, nos guiou

vez, nosso David, após quatro anos em Toronto,

a todos foi o David. Ainda me lembro do dia em

onde obteve seu diploma de Concept Artist,

que, vendo-o ainda adolescente fazer Havdalah

acaba de se casar com uma jovem de Montreal,

sozinho em nossa casa, decidimos, a partir

também seguidora de Torá. Em breve, eles devem

daquele dia, guardar o Shabat. Esse processo

instalar-se em Jerusalém.

tem sido progressivo, acrescentando aos poucos tzniut, cashrut etc.

Jerusalém é exatamente o lugar onde eu e Abraham

Recentemente, o trabalho do Abraham nos levou

estamos há três meses. Abraham trabalha como

a novas aventuras em Montreal, Canadá. Lá

médico no Hospital Sharei Tzedek e eu me

encontramos outro Centro Chabad dirigido pelo

preparo para começar o Ulpan. No momento em

Rabino Yossi Shanowitz, onde passamos três anos

que desencaixotamos nossos pertences recém-

maravilhosos. Muitas vezes tivemos ocasião de

chegados da França, agradecemos a Hashem por

evocar nossa passagem por Curitiba e ressaltar a

todas as maravilhas com que ele nos premiou,

importância do encontro com o casal Dubrawsky

imerecidamente, desde que nascemos. E entre uma velha foto e outra, lembramo-nos dos momentos de alegria e de Ahavat Israel passados em Curitiba, e, uma vez mais, agradecemos ao Todo Poderoso por ter colocado o Rabino Fitche e a Tila no nosso caminho. Para terminar quero enviar, em meu nome e da minha família, nossos parabéns pelos 30 anos do Chabad, e pedir a Hashem que abençoe a todos com bênçãos de Briut Nechona (boa saúde), Parnassá Tová e Teshuva (retorno ás nossas raizes). Que a equipe dos Shluchim possa continuar

A F amília B ohadana

nos dias atuais

[96]


“Da nossa Caixa de Mensagens:

seu trabalho inspirado pelo exemplo do Rebe de

Frida Berenstein”

Lubavitch, até 120! Silene é artista plástica, produzindo trabalhos em vários suportes, como tela, tecidos, papel, usando seu talento para enfocar temas judaicos. •

Resgate do Bem Espiritual Gostaria de consignar como relevante, o acolhimento cálido e benfazejo com que o Beit Chabad se manifesta por meio de suas várias atividades sóciorreligiosas e educacionais. O Beit Chabad promove um vigoroso resgate, da forma mais genuína, do mais precioso bem espiritual que cada judeu possui.

na foto acima ,

J essica ( à dir .), filha de F rida , B eit C habad em 1982. abaixo , na extrema direita da foto , está isabella , neta de F rida e filha de J essica , hoje em dia , aluna do G anenu participa de atividade do

[97]


Chabad: Luz Para Vidas

P essach

por um

Ariel Gandelman

F io

Pessach é uma época sempre corrida. Limpar a

Respondeu-me que ela e seu marido eram

casa, comprar comida não fermentada... Neste

israelenses recém-casados e estavam “fazendo

ano, a Páscoa Judaica caiu numa sexta-feira à

mochilão” pela América do Sul, como lua-de-mel.

noite. Como estava cheio de provas da faculdade

Seu marido estava na Rodoferroviária tentando

até a véspera, deixei muita coisa para fazer na

comprar passagens para passarem o fim de

própria sexta-feira, que era um feriado nacional

semana na Ilha do Mel.

também. A moça queria saber onde poderia comprar Depois de acordar cedo, ir ao minyan do Chabad

pão, pois estava com muita fome. Ela não falava

e fazer a queima do chamets, sabia que precisava

nenhuma palavra em português e também não

dos ingredientes simbólicos da Keará de Pessach.

encontrava estabelecimentos abertos no feriado.

Ainda faltavam nozes, raiz forte e alface romana. Assim, fui correndo ao Mercado Municipal de

Quando ouvi isso, respondi imediatamente: ”Como

Curitiba e, ao chegar lá, fiquei parado perto de

assim pão? Hoje à noite é Pessach! Nosso povo

uma das portas para tentar localizar em quais

há mais de 3300 anos faz uma viagem no tempo

barracas deveria ir.

e vivencia a saída do Egito. A sua viagem já está marcada e não é mais para o litoral.”

De repente, ouço ao meu lado: “Atá medaber Ivrit (você fala hebraico)?” Uma jovem com uma

Nesse momento dei a ela o telefone e o endereço

mochila gigantesca nas costas e típicas sandálias

do Beit Chabad: “Seu lugar na mesa está reservado

israelenses me abordou.

nesse endereço, onde todos os judeus do mundo estarão unidos, é a sua casa!”

Perguntei de onde era e o que fazia aqui. No dia seguinte quando fui para a reza no sábado de manhã, tive a maior surpresa. O casal havia passado um seder maravilhoso e superparticipativo. Eles também haviam ficado hospedados no Beit Chabad. Uma dúvida restava. Como é que fui reconhecido pela moça no Mercado, já que minha kipá se camufla no meu cabelo? Ela contou que percebeu que um dos fios do meu tzitzit (que costumo usar por dentro das calças), estava visível. Então ela [98]


não teve dúvidas de que se tratava de um judeu.

também mostra o incrível trabalho do Beit Chabad do Paraná, que serve literalmente como uma casa

Tudo é Providência Divina. Qual era a chance de

para cada judeu de todas as partes do mundo,

haver encontrado a tal moça? E ainda por um

resgatando e levando a luz da Torá a todos os

mero fio do tzitzit que não estava oculto. Isso

dispersos do nosso povo. •

“Da nossa Caixa de Mensagens: Ismar Strachman” Ser judeu e agir como tal em meu dia a dia é minha grande vitória, é ganhar uma medalha de ouro e agradecer a D’us por tudo que Ele nos faz. Essa minha percepção aconteceu durante as aulas de Bar Mitsvá de meu filho Henry ém 1988 no B. Chabad da rua Vicente Machado, com o Rabino Fitche sempre acompanhado da Rebetsin Tila. Recolocar Tefilin, frequentar com mais assiduidade o

H enry , F itche , R enato

e I smar

Shabat, acender velas com a minha Gilza e poder passar todos ensinamentos aos

Parafraseando o Rabino Dovi Goldberg

dois filhos, Henry e Renato, foram e são os

(Chabad Morumbi): ”Se nos concentrarmos

maiores ensinamentos que aprendi.

desde o início, só temos a ganhar o jogo!“

[99]


Chabad: Luz Para Vidas

N ão

estava

A lucinado

Rabino Yossef Dubrawsky

Alguns anos atrás, viajei a Maringá, antes de

um senhor alto e robusto, que entrava com

Chanucá, para visitar uma indústria de fécula

frequência na cabine dos pilotos. Percebi que ele

de mandioca e aprovar o seu produto para o

tinha intimidade com os tripulantes. A certa altura,

comércio internacional casher. Como Shliach

quando saía da cabine, ele se virou para mim:

do Rebe, aprendi a sempre levar alguns artigos - Shalom, ma nishma? (Olá, o que há de novo?)

judaicos nas minhas viagens, e dessa vez apanhei três caixinhas de velas de Chanucá e o mesmo número de Chanukiot simples de alumínio. As

Começamos a conversar em hebraico e ele me

chances de encontrar judeus eram escassas, mas

contou que era piloto no exército de Israel e

nunca se sabe quem D’us vai colocar no nosso

hoje trabalhava no Brasil com a Azul. Ele estava

caminho.

a caminho o seu próximo trabalho, em que iria pilotar um avião.

Uma hora depois, embarquei no meu vôo, Azul, de porte menor, e me acomodei na primeira fileira

Perguntei-lhe se sabia que logo seria Chanucá e

do lado esquerdo do avião. Do lado direto sentava

ele me disse que não sabia onde estaria nessa festa. Saquei da minha mala de mão uma caixa de velas e uma Chanukia e dei-lhe de presente. Ele ficou feliz e disse que iria usar. Pousamos, fui ao meu destino para fazer a supervisão na indústria e algumas horas depois estava de volta ao aeroporto, para uma espera um tanto longa até meu vôo. Fiquei de pé para fazer a reza vespertina de Minchá quando senti um mochileiro me rondando. Alguns minutos depois, ele juntou coragem e me perguntou se era do Chabad. A conversa transcorreu em diversos sentidos. Por fim, conduzi o assunto à festa de Chanucá. Perguntei se podia entregar-lhe uma lembrança de

O R abino F itche

C hanucá , projeto P araná , junto com os alunos da E scola B rasileira S alomão G uelmann

prepara anualmente as caixas das velas de

de todas as entidades judaicas do

I sraelita

[100]

Chanucá. Ele aceitou de bom grado e me agradeceu profusamente.


Com a longa espera, estava ficando entediado e

Chabad na Finlândia. Não havia muito tempo que o

resolvi dar umas voltas pelo saguão do aeroporto.

filho comemorara o Bar Mitsvá. Ela não imaginou,

Decidi despachar a minha mala de mão pensando

nem nos sonhos mais loucos, que encontraria

que não teria mais clientela e poderia passear

um rabino naquelas paragens. O assunto foi para

mais á vontade. Andando pelo aeroporto passei

Chanucá e fui logo recuperar temporariamente

por uma família de turistas estrangeiros e me

a minha mala de mão. Como tudo era perto e

chamou atenção um rapaz jovem, loiro, com rosto

de estrutura simples, sem muita formalidade,

pálido e pano amarrado na testa.

rapidamente consegui reaver a mala e apanhar a última caixa de velas e a Chanukia. Entreguei tudo à família desejando melhoras ao rapaz.

Voltei para sentar no meu lugar na área de espera quando, de repente, fui abordado por uma mulher

No vôo de volta, não podia deixar de me maravilhar

que falou em inglês:

com a Mão Divina que me havia encaminhado três - Graças a D’us que você é de verdade.

destinatários para desfrutar dos presentes de

- Eu sou – disse - mas o que você quer dizer com

Chanucá que levara, “caso precisasse”. Pensei na

isso?

minha agenda do dia; sabia que havia marcado um encontro numa indústria alimentícia de fécula

Ela me contou que eram judeus turistas da

de mandioca, para fazer um trabalho ligado à

Finlândia, e o filho dela, que estava com muita dor

cashrut. Ainda assim, D’us tinha outra missão

de cabeça, havia dito que teria visto um rabino

para mim na Sua agenda: a de trazer a lembrança

no aeroporto. A pobre mãe, temerosa de que o

de Chanucá e a mensagem do triunfo da luz sobre

seu filho de tanta febre estivesse alucinado, agora

as trevas para três patrícios, companheiros de

estava aliviada! A mulher contou que conhecia o

viagem! •

“Da nossa Caixa de Mensagens: Salmo Zugman” Estudo Torá no Beit Chabad de Curitiba Quando digo Torá, não

em grupo. O estudo fica mais dinâmico e

estou me referindo apenas

nos surpreendemos com as abordagens e

aos cinco livros sagrados

questionamentos dos diferentes colegas, o

do Chumash, mas também

que aumenta a nossa compreensão sobre o

ao Talmud e à Chassidut.

tema.

O povo judeu, de geração

Desde que comecei a estudar Torá, acredito

séculos.

que assimilei um pouco da maneira de pensar

Estudando Torá me sinto unido a esse esforço

particular do povo judeu. Com isso aumentou

coletivo milenar. A Torá pode ser estudada

o orgulho por minha identidade judaica.

individualmente, mas é vantajoso estudar

Recomendo a todos.

em

geração,

estuda

Torá

faz

[101]


Chabad: Luz Para Vidas

P or

este

P essach : D ayenu Alexandre Hojda

Antes da nossa mudança para Curitiba, tivemos a

solicitado que pudesse falar o Ma Nishtaná em

oportunidade de passar diversos chaguim no Beit

Yiddish. Porém um comentário do Rabino Fitche

Chabad do Paraná e gostaria de descrever uma

me marcou muito: “só por ouvir aquele Ma Nishtaná

certa experiência.

em Yiddish já valeu todo esforço da organização do Pessach... “DAYENU”!

Em um Pessach, estivemos no seder coletivo, muito bem organizado e muito agradável. Em um

Eu fiquei muito impressionado com aquele

certo momento, notei a presença de uma pessoa

comentário e a forma como do rabino expressou

diferente na mesa do Rabino Fitche, mas como eu

seu sentimentos. Assim, eu me apropriei desse

não era da cidade, era comum sempre ver rostos

“DAYENU”!

novos naquelas ocasiões. E quando penso que agora tenho contato com Em uma determinada altura

um judaísmo que eu não

do seder, o Rabino Fitche

conhecia: DAYENU.

contou uma história pessoal e convidou essa pessoa para

Quando penso que agora

falar o Ma Nishtaná. Enfatizou

tenho uma noção do elo

que seria em Yidish e, na

que me liga com minha

sequência da cerimônia, o

história: DAYENU.

rabino

foi

explicando

os

diversos pontos, passagens,

Quando

dentre os quais o “DAYENU”

agora tenho uma família

cujo significado é: mesmo as coisas mais simples que

A lexandre

com sua esposa , T atiane , e a pequena L ea , filha do casal

D vora

penso

que

que segue os costumes judaicos:

DAYENU.

D’us faz por nós já seriam suficientes, nem Quando penso que agora tenho um ambiente

precisaríamos esperar por mais nada.

não onde me sinto bem, mas do qual faço parte: DAYENU.

Passados alguns dias, perguntei ao Rabino Fitche quem era aquela pessoa. O Rabino respondeu que era uma pessoa que o havia procurado para

Quando penso que agora temos nossa filha Dvora

vir ao seder e que apesar de ter um contato com

Lea: DAYENU. •

o judaísmo mais espaçado hoje em dia, tinha

[102]


J úbilo

da

C olheita

Yariv Yonayov

D epoimento

de um aluno que cresceu em C uritiba e hoje mora em I srael . Y ariv Y onayov agradece pelas sementes que foram plantadas que o ajudaram a encontrar um caminho íntegro dentro do judaísmo observante .

Q uando

Y ariv

A

criança , durante uma colônia de férias do B eit C habad ( á dir .)

e seus filhos ,

A vraham D avid

e

Y ehuda O sher

esposa de

Y ariv , C haya O r T al

A vraham D avid

[103]

e

Y ehuda O sher ,

e seus filhos

filhos de

Y ariv


Chabad, Sua Casa Longe de Casa Encontrando Meu Destino David Coifman

Quando decidi que iria para a

Durante o jantar, foram servidas

Austrália, fui conversar com o

comidas tradicionais judaicas,

Rabino Fitche, a fim de pedir a

além de toda a animação de

ele os dados do rabino do Beit

uma mesa de Shabat, como

Chabad em Brisbane, cidade onde

músicas, histórias e piadas.

ficaria por um ano.

Depois de me sentir só em um país diferente, vi-me rodeado de pessoas que compartilhavam as

Alguns dias após ter conversado com ele, recebi um e-mail com os dados do Rabino Levi Jaffe. Recebi

D avid

mesmas crenças e costumes em seu bar mitsvá com o

R abino F itche

que eu.

também um e-mail do Rabino Jaffe, colocandose à minha disposição. A princípio, não tinha

Senti que estava em um ambiente de família. Ao

pensado em procurá-lo de imediato, porém seria

sair do jantar, fui invadido por um sentimento de

bom ter os seus dados, caso eu necessitasse.

felicidade e conforto. Decidi que frequentaria a sinagoga semanalmente.

Após duas semanas na Austrália, eu me sentia só, uma vez que não tinha amigos no país e ainda

Sempre após as rezas eu era convidado a

sentia um pouco de dificuldades com o inglês.

participar do jantar de Shabat. A casa do rabino

Numa sexta-feira, cheguei à casa da família onde

era pequena, porém muito reconfortante. Sempre

estava hospedado e entrei em contato com o

havia estudantes estrangeiros, pessoas que

rabino, para perguntar o endereço da sinagoga

estavam na Austrália a negócios ou a passeio.

e o horário da reza. Com extrema simpatia, o

Além disso, seus sete filhos corriam de um lado

Rabino Jaffe me passou as informações e me

para o outro da casa, brincando e interagindo

convidou para jantar na sua casa após a reza. No

com os convidados. Para muitos, parecia ser uma

caminho para o jantar, conheci outros estudantes

bagunça, mas eu sempre vi aquele lugar e aquelas

e estrangeiros que viviam no país sem família,

pessoas como minha casa e minha família.

que frequentavam a sinagoga e a casa do rabino. Posteriormente, essas pessoas passaram a ser os

Como a comunidade de Brisbane era pequena,

meus melhores amigos na Austrália.

o rabino pediu que os estudantes homens [104]


ajudassem com o miniam nos

enquanto

ele

atendia

dias de semana. Morando perto

compromissos.

da sinagoga, passei a assistir aos

convidados para os aniversários

serviços religiosos das quintas-

dos seus filhos. Como participei do

feiras de manhã, para a leitura da

movimento Habonim Dror, sempre

Torá.

gostei de brincar com crianças e

Também

a

alguns éramos

isso fez com que eu estabelecesse Oito meses se passaram e eu frequentava semanalmente a casa

E m B risbane ,

com

K arina , R abino J affe

e parte de sua família

um ótimo relacionamos com todos os sete filhos do rabino.

do rabino. Um dia, estava cumprimentando as pessoas na saída da sinagoga, quando me deparei

No meu último Shabat em sua casa, antes de

com uma estudante carioca que nunca tinha visto

voltar ao Brasil, fiquei muito emocionado ao me

lá. Seu nome era Karina Kaufman. Conhecíamos

despedir dessa família que para mim significou

diversas pessoas em comum e ela pareceu ser

tanto durante aquele ano que passei na Austrália.

muito simpática. Trocamos telefones e, em duas A Karina ficou mais seis meses lá e continuou

semanas, já estávamos namorando.

frequentando semanalmente a casa deles. Por fim, Em algumas ocasiões, o Rabino Jaffe pediu

ela veio morar em Curitiba. Atualmente estamos

que fôssemos a sua casa cuidar das crianças,

noivos, nos preparando para casar.•

Chabad nos lugares mais distantes Alexandre Hertz

O Beit Chabad esteve sempre presente em minha

uma pessoa no trem, usando trajes ortodoxos.

vida. Pertenci às primeiras turmas do “clubinho” de

Imediatamente nos identificamos e começamos a

Curitiba, fiz o meu Bar Mitsvá com o Rabino Fitche

conversar com ele. Ele nos contou que em Yiwu

e sempre gostei de frequentar o Beit Chabad.

havia um Beit Chabad, assim como em Xangai. Ficamos muitos surpresos com essas notícias.

Em julho deste ano, meu amigo Fábio Camlot e eu resolvemos fazer uma viagem para um lugar diferente.

Na sexta-feira, apesar de termos

Fomos para a China com a intenção

uma agenda lotada de programas,

de visitar os principais pontos turísticos e as principais cidades:

A lexandre , quando criança . no C habad ( primeiro à esq . olhando para a câmera )

clubinho do

Pequim, Xi An, Xangai, Macau e Hong Kong.

não pensamos duas vezes e fomos ao Beit Chabad. Queríamos muito

passar um Shabat em um ambiente judaico. Procuramos no google o endereço do Beit

Em uma quarta-feira, estávamos voltando de uma

Chabad de Xangai e fomos em frente. Como

feira de negócios na cidade de Yiwu para Xangai

vocês podem imaginar, encontrar algum endereço

e,

na China não foi uma tarefa fácil. Chegando

coincidentemente

(ou

não),

encontramos [105]


ao Beit Chabad ficamos muito

que em lugares tão distantes do

surpresos com as boas instalações,

mundo existem emissários do Rebe

com a grande quantidade de judeus

praticando judaísmo e que, em

que encontramos e com a enorme

qualquer lugar do mundo, somos

hospitalidade do rabino e de sua

um único povo, compartilhando os

esposa.

B eit C habad

de

mesmos valores e ideais.

X angai

Nós nos apresentamos e contamos que, em nossa

Após aquele Shabat memorável, teríamos mais

cidade também havia um Beit Chabad. Fomos

uma semana de viagem na China. Verificamos que

convidados a jantar e nos sentamos em uma

estaríamos em Hong Kong no Shabat seguinte.

mesa com judeus de diversos lugares do mundo.

Não pensamos duas vezes: entramos no google

Não posso deixar de falar que a

e anotamos o endereço. Passamos

comida estava maravilhosa. Após

nosso

15 dias comendo comida chinesa,

Chabad de Hong Kong e também

sentíamos falta de uma comida

foi formidável! É muito bom saber

ocidental,

que nos lugares mais distantes do

ou

melhor,

Yiddish.

Nós nos sentimos em casa! Foi um Shabat inesquecível por saber

A lexandre ( à

dir .) em férias na

com seu amigo

C hina

F ábio

último

Shabat

no

Beit

mundo sempre existirá um Beit Chabad! •

Chaguim na França com o Beit Chabad Michele Nudelman Rosenberg

Em 2010, fui estudar na França, por meio de

sempre me convidava para um almoço ou jantar

um sistema de intercâmbio para alunos do

de Shabat. Nesses dias, havia também outros

ensino superior. No 1º semestre,

jovens em sua casa, franceses ou

morei em Toulouse, no sudoeste

intercambistas como eu. Assim

francês. Quando chegou a época

fiz diversos amigos e comecei a

de Pessach, consegui um contato

participar de um encontro de jovens

com o Beit Chabad do Paraná para

judeus em Lyon, entrando na sucá,

que eu pudesse participar de um seder em Toulouse. Fui muito bem

M ichele ( primeira de férias do

da esq .) na colônia

B eit C habad

recebida no jantar. O

mesmo

aconteceu

em shabatot, indo ao “chanucá na praça” e participando de encontros em bares e de viagens.

no

O contato do Chabad me possibilitou

semestre, quando eu estava em

uma experiência judaica na Europa,

Lyon. Passei Yom Kipur com a

além de me deixar um pouco mais

irmã do Rabino Fitche e, a partir

“perto” de casa, seguindo nossos

daquele dia, uma de suas noras

E m L yon , na festa de C hanucá ( segunda da esq .) [106]

costumes. •


Platina

O B eit C habad

do

P araná A gradece S eu A poio

BEIT YAACOV ASSOCIAÇAO CASA DE CULTURA

Ari Zugman Bernardo Jacobson Elie Horn Haroldo Jacobowicz Julio Zugman Luiz Claudio Goldner Marcos Slud Meyer Nigri Moysés Becher Saul Zugman Sergio Mazer Vitor Hertz Yaacov Reicher [107]


Rubi

O B eit C habad

do

P aranรก A gradece S eu A poio

Banco Safra Helcio Kronberg Jaques Rigler Jean Pierre Akiva Brami Kutzi Segall Marcelo Bergerson Mauricio Hertz Roland Hasson Sara Burstein Samuel Teig [in memoriam] Silvia Kozminski

[108]


Ouro

O B eit C habad

do

P araná A gradece S eu A poio

André Kriger Andre Segall Ciro Kessel Daniel Benzecry David Becher Diego Dourado Flavio Barbalat Ismar Strachman Nelson Barbalat Salmo Zugman Salomão Figlarz

[109]


Prata

O B eit C habad

do

P araná A gradece S eu A poio

Alfredo Franch Anna Kleiner Avi Arkader Avram Fiselovici Bernardo Katz Celia Galbinsky e filhas Izhak Polikar Ivone Ehrlich Joel Kriger Joel Troib José Aker e Família Leandro Knopfholz Márcia Melzer Frischman Melvin Kohane Roberto Carlos Goldman Salmo Teig Samuel Zugman Tânia Slud [110]


Participem das Atividades do Beit Chabad do Paraná Todos são muito bem vindos!

Aniversário Judaico

Colônia de Férias

Kit de Shabat

Oneg Shabat para Mulheres

Assistência Social

Educação e Recreação Infantil

Kit para recém-nascidos

Orientação para Noivos

Aulas para Bar Mitsvá

Cursos de Culinária e de Hebraico

Kiruv e Projeto Alicerces para universitários

Orientação Rabínica

Aulas para adolescentes

Espaço da Mulher

Ki Tov: Cozinha, Loja e Salão de Festas Casher

Refeições Casher

Biblioteca

Excursões para SP e NY

Kol Chabad

Revisão de Mezuzot e Tefilin

Caixas de Velas em Chanucá

Farbrenguen Reuniões Chassídicas

Lembretes de Yahrtzeit

Seminários e Palestras

Chanucá na Praça

Feiras: Alimentos Artigos Judaicos, Livros

Matsá Shmurá em Pessach

Sinagoga: Minian diário

Clube de Bat Mitsvá

Gift Shop: Livros e Artigos Judaicos

Micvê

Terceira Idade: eventos e visitas

Colel Centro de Estudos

Jantares comemorativos

Mishloach Manot em Purim

Visitas a doentes

Kol Chabad

Quer Colaborar?

10 receitas para você fazer parte Encha sua caixinha de Tsedacá Não importa quanto e sim quando: sempre! Busque o seu na secretaria com Silvia. Mandamos buscar quando tiver cheio.

Kidush Patrocine um kidush de Shabat em suas datas especiais. Fale com Tila: 3023-1398 ou tila@chabadcuritiba.com

Kol Chabad Patrocine nosso boletim semanal em homenagem a alguem especial. Fale com Silvia: 3023-1398 ou silvia@chabadcuritiba.com

Doação mensal Combinamos a melhor forma para você poder contribuir. Fale com Victor Hertz: 3224-5692/3039-0522

Biblioteca Infantil Doe um livro a nossa biblioteca infantil. Fale com Eidi: 3079-1338 ou ganenu@chabadcuritiba.com

Espaço da Mulher e Oneg Shabat Ofereça o lanche de uma tarde das mulheres. Fale com Kutzi: 3253-5178

Fundo Dignidade Fundo do Rabino que ajuda com discrição pessoas necessitadas. Fale com Rabino Mendi Labkowski : 3079-1338 ou colel@chabadcuritiba.com Véspera de festas judaicas Faça uma doação aos nossos projetos. Fale com Rabino Mendy Stolik kiruv@chabadcuritiba.com

Patrocine uma palestra ou aula de Torá Fale com Rabino Mendi Labkowski: 3079-1338 ou colel@chabadcuritiba.com

Almoço Casher Combine com seus amigos para almoçarem juntos um domingo ao mês no Beit Chabad e colabore com nosso instituto. Avisamos por e-mail e pelo site chabadcuritiba.com as datas dos almoços. Reservas com Eva: 3023-1398 [111]



Revista Beit Chabad Paraná - 30 Anos