Issuu on Google+

Agrupamento de Escolas De Canas de Senhorim

ESCRITA CRIATIVA Histรณria de uma Esferogrรกfica Texto dos alunos do 7ยบ Ano Turma C Biblioteca 22-01-2014

Maria Bic, a esferogrรกfica


Maria Bic, a esferográfica

Olá! Eu sou a Maria Bic e sou uma esferográfica de cor azul que vive numa casa com muitas árvores e grandes divisões. Vou todos os dias à escola da minha dona que se chama Rita e estou lá para que ela possa escrever comigo no seu caderno e, mais tarde, estudar ou fazer os TPC. Mas o que eu queria era ser a esferográfica de um poeta muito amado e que escrevesse versos de amor. Andar todo o dia dentro de um estojo não é o meu forte e, por isso, preferia mover-me todo o dia nas mãos de um poeta. Escreveria lindos poemas vindos da alma e do coração para o dia dos namorados ou, simplesmente, fazia rimar palavras sem sentido, vindas da mente sonhadora. Mas os dias foram passando e eu, Maria Bic, acompanhava fielmente a Rita. Sentia o seu calor, quando pegava em mim, e a sua vontade de começar a escrever a lição ou, ainda, o seu nervosismo, quando sabia que escrevia palavras com erros. De repente, a escrita falhou, pois a minha tinta estava a acabar… Que tristeza! Ia acabar os meus dias no caixote do lixo da sala nº 49 A e a Rita não se lembraria mais de mim. Mas, nesse instante, a Rita pegou no caderno e em mim e escreveu o mais belo poema que havia escrito.


A minha tinta acabou e eu deixei escorrer uma última gota de tinta que de mim sobrava, como se fosse uma lágrima. A Rita admirou-se! O borrão de tinta que ficou no poema tinha a forma de um coração. Afinal eu, Maria Bic, uma simples esferográfica, fui muito importante e, mesmo sem tinta, fiquei para sempre numa lata, no quarto da Rita. Ana Rita Santos


A Femurneta Olá, eu sou a Femurneta! Devem estar intrigados com o meu nome, mas vou explicar-vos a razão de me chamar assim. Quando nasci, notei que era uma caneta, mas não era uma caneta qualquer, tinha a forma de um fémur, aquele osso que os humanos têm na perna. Já devem ter percebido porque me chamo Femurneta: é a junção de caneta com fémur, logo dá Femurneta! Voltando à minha história… Quando estava na fábrica, onde nasci, ouvi uns homens a falar e um disse para o outro: - Não sabes para que são estas canetas todas diferentes? - Não, mas gostava de saber - disse um dos homens curioso. -Estas canetas são para levar para uma livraria, onde vai haver uma venda de canetas de várias formas e tamanhos! Dois dias depois, fui levado para a tal livraria. Havia mesmo canetas de formas e tamanhos diferentes, das maiores às mais pequenas e das mais grossas às mais finas. Muita gente queria comprar-me, mas, quando olhavam para a etiqueta do preço, quase desmaiavam. Querem que vos diga a etiqueta do preço? Bem, é melhor não, pois ainda desmaiam e não quero isso! Passados alguns dias, chegou uma senhora que se chamava Ilse Losa. Reparei que era escritora, pois toda a gente lhe pedia para assinar vários livros, como “ Silka ” e “ O mundo em que vivi”.


Eu queria alguém que me estimasse e talvez ela fosse a pessoa certa. Pois não vão acreditar o que aconteceu: ela comprou-me!!! Eu e ela tivemos grandes aventuras a escrever livros, até que um dia ela faleceu, e eu fui parar a uma coleção de canetas. Atualmente, vivo ao pé de novas canetas amigas que conheci. Já estou reformada, já não escrevo, mas os meus donos olham para mim com muito orgulho! João Pedro Gomes Rosa Inspirei-me nas imagens seguintes.

Femurneta


HISTÓRIA DE UMA CANETA Era uma vez uma caneta, pertencente a um médico chamado Carlos Jorge. Este nome estava gravado no corpo prateado da caneta. A caneta era bonita, tinha forma delgada e tamanho médio. Um dia, o médico participou num jantar, num famoso restaurante de Lisboa, com outros médicos. Após o jantar, o médico precisou de usar a caneta, esquecendo-se de a guardar. Nesse intervalo de tempo, a caneta desapareceu, desviada por alguém. Notada a falta da caneta, o médico denunciou a ocorrência aos presentes, mas os esforços para a sua recuperação revelaram-se infrutíferos. Muito triste, o médico regressou a casa. Por sua vez, a caneta ficou doente e triste, deixando de escrever. A pessoa que a desviou, aborrecida, deitou-a no lixo. No local de tratamento do lixo, um funcionário recolheu a caneta, devido à sua beleza e valor, reconhecendo o seu dono, quando leu a gravação. Assim, fazendo prova de grande bondade, foi entregá-la ao médico. O médico ficou feliz quando viu a sua caneta, que voltou a escrever como dantes. Despediu-se do funcionário, dando-lhe uma boa gorjeta, tendo aquele agradecido. Do médico, ficou a promessa de nunca mais abandonar a sua caneta. João Pedro Campos


A vida de uma esferográfica Vou contar-vos a história da esferográfica azul da BIC. Era uma caneta que escrevia noite e dia. De dia, ia para a escola dentro de um estojo muito escuro não conseguindo ver nada, só, quando abriam o estojo e a tiravam cá para fora para trabalhar, ela conseguia ver. Fazia as fichas de trabalho, abria as lições e escrevia sumários; no início do ano, passava as sínteses e os critérios de avaliação. Ela também fazia testes, mas tinha muito medo porque não sabia se o seu dono tinha estudado ou não. De noite, fazia os trabalhos de casa, ajudava o seu dono nos resumos para os testes, nas composições de Português e muitas outras coisas… E, depois de trabalhar, chegava a hora de descansar, a hora que ela mais detestava porque tinha que voltar àquele estojo frio e escuro. Esta rotina acontecia todos os dias durante o tempo de aulas. No verão, ia de férias com o seu dono. Quando ele ia para a praia, ela ia também, para o ajudar nas palavras cruzadas. Quando ele ia para fora do país, levava-a consigo, para poder jogar, no avião ou no barco, os jogos das revistas que a mãe comprava. Só que, passado algum tempo, a caneta começou a ficar sem tinta, mas o seu dono gostava tanto dela que não a quis deitar fora e, por conseguinte, guardou-a no meio das outras canetas e assim podia vê-la todos os dias e recordar os tempos que passaram juntos.

Mariana Pais


A história de uma esferográfica

Era uma vez uma caneta a quem todos chamavam Zé sem Pinta. Chamavam-no assim porque ele não tinha pinta, isto é, não tinha tinta. O pobre coitado estava sempre a ser trocado pois não tinha tinta suficiente, mas isto era o que ele pensava. O Zé tinha o seu dono, o Pedro, que era um rapaz simpático, mas tristonho, pois o pai dele tinha morrido e Zé era a caneta que o pai tinha oferecido a Pedro na sua última viagem de negócios. Zé, como todos os outros, pensava que não tinha já quase tinta nenhuma, mas, na realidade, ele estava cheiinho dela. Zé também pensava isso porque ele nunca era utilizado na escola e só em casa, num pequeno livro que também só era utilizado todas as noites. Na escola, à hora do intervalo, todas as canetas saíam dos seus estojos para conversarem. Zé ficava ao canto, pois nunca ninguém queria conversar com ele. Mas houve um dia, lá em casa, que Zé quis ver o que tanto escrevia e, ao ler aquilo a que chamam de diário, viu que o que escrevia era muito sentimental para Pedro, não era como as outras que podiam ser trocadas, Zé era muito especial e nunca seria trocado. No dia seguinte, à hora do intervalo, Zé meteu-se em cima do seu estojo e disse: -Canetas, eu consigo escrever e escrevo lindamente! As canetas arrogantes das mesas do fundo disseram:


-Ah, sim! Por favor, Zé, já não bastava seres humilhado por todos, mas ainda te queres humilhar a ti próprio?! Tu nunca escreveste nem nunca vais escrever! -Bem aí é que te enganas, eu escrevo todas as noites. -Oh, então peço desculpa de não acreditar! Queres ver que os super poderes da tinta voltam à noite. Vá lá escrever, quase já nem escreves, já devias era estar no lixo! -Parem! Eu escrevo numa coisa chamada diário! E, se pensam que eu não escrevo, então porque é que o Pedro não me deitou fora? Pois eu não sou como vocês que, quando a tinta acaba, vão para o lixo, eu sou muito especial, pois eu escrevo coisas sentimentais e especiais para o Pedro. E porque é que nos tratamos tão mal? Somos todos iguais, não importa o tamanho ou as figuras diferentes ou até mesmo as cores diferentes, somos todas canetas e é isso que importa. Todos concordaram com Zé, dando um grande abraço. E, a partir daí, a vida de Zé mudou, todos começaram a deixar de ser tão convencidas, menos as canetas arrogantes do fundo, mas parece que, de tanto dizer e gozar, o feitiço se virou contra o feiticeiro e foram para o lixo, sozinhas e sem tinta. Zé continuou a escrever no diário de Pedro cheio de alegria e sem se preocupar se escrevia pouco, o importante era escrever.

Maria Beatriz Alvadia


A história de uma esferográfica Era uma vez, há muito, muito tempo, existia um grupo de circo muito invulgar, pequeno e peculiar, pois os elementos que nele participavam não eram pessoas, mas sim esferográficas. Todas tinham a sua função, uma era apresentadora, outras, palhaços, umas, mágicos, outras montavam cavalos e elefantes e, por fim, as trapezistas. Havia várias canetas crianças, umas eram palhaços, outras duas entravam no número de elefantes e cavalos e três nos das trapezistas. Havia uma caneta criança trapezista, da nossa idade, que nunca havia saído do circo. Ela gostava de conhecer o mundo, mas não podia. Um dia, já cansada de tanta monotonia, decidiu fugir. Vagueou pelas ruas sozinha até que encontrou uma humana com quem simpatizou. Essa figura humana parecia preocupada, como se tivesse perdido uma caneta. A nossa querida amiga esferográfica refletiu e pensou «Que tal eu cair aqui e fazer da esferográfica que a menina perdeu?». E foi isso que fez. A menina, mal viu aquela esferográfica bonita, pegou nela e levou-a para casa. Com o tempo, a esferográfica veio a nutrir uma grande amizade pela jovem. Mas, no circo, estavam todos preocupados, pois já não viam a caneta há muito tempo. A mãe dela chorava pelos cantos, o pai, agarrado à mãe,


consolava-a. Os irmãos estavam zangados e desiludidos pelo ato de fuga da irmã que tanto amavam. Não sabiam como ela estava: morta, doente, ou perdida. Então, a melhor amiga dela, que tão preocupada estava, refletiu sobre o sítio onde ela poderia estar. E, então, numa noite, enquanto tentava dormir, lembrou-se de um segredo que a amiga lhe tinha contado – ela queria conhecer o mundo. Foi logo a correr ter com os pais da amiga e foram todos procurá-la. Após várias buscas, encontraram-na e ela acabou por regressar ao circo. A partir desse dia, a esferográfica passou a ir visitar a amiga humana todos os dias, mas com autorização dos pais, pois assim não ficavam preocupados.

Mafalda Olival


História de uma esferográfica

Aqui estou eu, uma simples esferográfica. Começo aqui numa máquina, observada por muitas pessoas. Depois de me transformarem de uma simples tampa numa esferográfica, eu vou para uma loja, onde passam muitas pessoas para fazerem as compras para os filhos, para o primeiro dia de aulas. Eles escolhem, escolhem e, de tanto escolherem, decidem ficar com uma caneta. Mas a minha sorte é que eu não sou uma caneta nem preta, nem azul, nem vermelha, nem verde, eu sou uma caneta cor-de-rosa. As crianças compram sempre algumas canetas de cor, para além da verde e da vermelha. Uma criança passa por mim, escolhe as cores com que quer ficar e escolhe-me. Aqui vou eu passar por uma aventura. A menina leva-me para casa e escreve palavras e mais palavras comigo, para o primeiro dia de aulas, até que um dia eu vou ficar sem tinta e deitam-me para o lixo. Só que depois vou outra vez para as várias máquinas, para me meterem carga de novo e começa tudo do início. Ângela Costa


A vida de uma esferográfica

Eu, uma insignificante caneta azul da BIC, cheia de pó, fui recentemente comprada por um rapaz chamado Afonso. Fiquei radiante, pois, ao fim de tantos anos, ia ter, finalmente, uma casa, o estojo de alguém. O Afonso tinha 7 anos e não gostava de escrever, certamente por isso é que me escolheu. No final do primeiro dia de aulas, quando abriu o estojo para fazer os trabalhos de casa, reparou que eu estava sem tampa. Sem preocupação, tirou-me do estojo e começou a olhar fixamente para mim. Eu tremia, pois receava ir parar ao fundo do caixote do lixo. Mas não, o Afonso pegou em mim, deslizou-me bruscamente sobre uma folha de papel amachucada e eu, com toda a minha força, fiz cair o resto da minha tinta sobre o papel. O Afonso, feliz, começou a deslizar-me sobre as linhas do seu caderno pautado com cheiro a novo. Eu, muito satisfeita, por estar a ser utilizado novamente, esforceime para não borratar a primeira folha do caderno. No dia seguinte, a professora elogiou o Afonso pela perfeição dos trabalhos de casa. O Afonso agarrou em mim, beijou-me e disse-me: ─ Este ano, serás a minha caneta preferida. Vou cuidar de ti para que dures muito tempo. Meteu a mão na mochila e procurou incansavelmente a minha tampa.


Passado uns minutos, ouvi um grito de alegria: ─ Encontrei-a, encontrei-a! Colocou-me a tampa e eu adormeci serenamente a ouvir uma história que a professora estava a contar. Renato Dias


A história de uma caneta

Esta é a história de uma caneta que vivia na prateleira de uma papelaria, já há muitos anos, sem nunca sair do mesmo sítio. Sonhava um dia poder ser usada para escrever livros de poemas, fazer aquilo que todas as canetas fazem, mas todos os anos acontecia a mesma coisa: as crianças chegavam com os pais para comprar o seu material escolar, porém nunca a levavam porque achavam que era uma caneta feia e sem cor. Na verdade, a caneta sentia-se muito infeliz porque via partir as outras canetas, lápis e esferográficas e ela ficava sempre no mesmo sítio, até o dono da papelaria já tinha pensado deitá-la fora. Certo dia, entrou na papelaria um grande escritor para comprar uma caneta. Olhou para as várias prateleiras e eis que, inacreditavelmente, a caneta rejeitada por todos foi a escolhida. Ela nem queria acreditar! Finalmente ia realizar o seu sonho. A partir desse dia não mais parou de escrever. Escreveu poemas, histórias de encantar, deu autógrafos em muitos livros para crianças. Depois de tanto escrever, aconteceu o inevitável, a tinta acabou, mas ela não se sentia infeliz pois já tinha cumprido a sua missão e realizado o seu sonho.

Débora Silva


A história de uma caneta

O meu nome é Bic e sou uma caneta. Uma caneta sortuda. Sou vermelha, mas só por fora, pois a minha tinta é azul. Meço quinze centímetros, tenho o nome do meu dono escrito no meu corpo, como se fosse uma tatuagem. Como estava a dizer, sou uma caneta sortuda, pois Gates, o meu dono, costuma dizer que sou a caneta da sorte dele, o que para mim é fantástico. Já escrevi muitas cartas, de amor, de aniversário, de batizado, de casamento, entre outras. Todos os dias, depois de me utilizar, guarda-me num sítio especial, tão especial que mais nenhum objeto vai para aquele lugar - um estojo vermelho com um emblema do Benfica. Houve um dia, após as aulas, que Gates se esqueceu de mim na sala. Senti-me abandonada. Ainda hoje me lembro da sensação de dormir no chão frio. É uma das piores lembranças que tenho! Mas, no dia seguinte, ele veio ter comigo, apanhou-me e deu-me um valente aperto. Pediu-me desculpa e disse-me que nunca mais me iria deixar só. Daí em diante, ainda me passou a tratar melhor. Sabem, sinto-me mesmo importante, apesar de acharem que sou apenas uma caneta.

Francisco Andrade


História de uma caneta

Era uma vez, uma caneta que se chamava El Tunador e que tinha uma marca completamente esquisita - QUALIDADE. Essa caneta ainda não tinha sido comprada, pois ela estava na última fila. Cada fila tinha 30 canetas e havia 10 filas dessa marca, logo existiam 300 canetas. Um dia, foi comprada por aluno muito pouco empenhado que, no ano anterior, tinha tirado a todas as disciplinas dois, menos a Educação Física, pois teve um. Quando Rafael a levou para a escola, começou logo a tirar-lhe a tinta. Passada uma semana, já só se viam as letras Q-U-A, o resto já estava tudo estragado. Até que um dia ele perdeu a caneta e o melhor aluno da turma encontrou-a. Passaram-se vários dias e o rapaz nunca parava de a usar, gostava mesmo dela. Até que, um dia, reparou que faltava à caneta o resto das letras a dizer a sua marca “QUALIDADE”. Nesse dia, o rapaz escreveu “QUALIDADE” na caneta, preenchendo-a com um spray duradouro. Assim, o rapaz nunca a largou, mesmo até ficar sem tinta e, mesmo assim, guardou-a.

Artur Silva


História de uma esferógráfica