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2014

Alunos do 7ยบ B

Diรกlogos Bizarros

Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim Biblioteca Escolar

Oficina de Escrita Criativa


Um diálogo bizarro entre uma escova e um secador Num belo dia de outono, a Dona Rosa resolveu ir ao cabeleireiro. Entrou, falou com a empregada e sentou-se. Saiu, uma hora depois, com um belo penteado. Entretanto, ouviu-se uma voz: -

Ai, como me dói a cabeça!

-

Quem falou? – perguntou o Secador.

-

Fui eu, a Escova de cabelo! – disse.

-

Então, porque é que lhe dói a cabeça? – perguntou o secador.

-

Ora pois! Estou com os cabelos em pé! A Dona Rosa tinha tantas riças no cabelo que a minha cabeça se entortou ao penteá-la! – exclamou a Escova. – Já agora, meu caro, não tem frio? Eu cá estou a congelar! – concluiu.

- Acha que eu tenho frio?! Eu sou um secador, logo deito calor! – disse este. - Sim, está bem. Mas isso não quer dizer nada! Pode deitar calor, mas quando está desligado, pode ter frio – observou a Escova. - Minha senhora, eu estou sempre ligado à corrente, logo estou sempre quente! Você é que já não tem tanta sorte! – troçou o Secador.


- Olhe, vou ignorar essa observação, esta conversa não tem cabelo por onde se lhe pegue! Tem alguma novidade? – perguntou a Escova Já que fala nisso... A Sr.ª Lima falou-me no outro dia. Sabe o que me disse? – interrogou o Secador. - Vindo dessa “descabelada”?! Não pode ser coisa boa! – exclamou a Escova. - Oh! Como dizia! Ela veio-me contar que o Sr. Amaciador foi despedido por “aldrabismo”… oh, perdão! Aldrabice! -

Não pode!

- Pode, pode! Ele deixava os cabelos todos secos e espigados! exclamou o Secador. - Que história tão “despenteada”! - Vá, agora calou que vem aí gente – aconselhou o Secador. E, por fim, a Escova exclamou, chateada: - Isto não acabou! Eu e esse “barbudo” ainda vamos ter uma conversa. E... olhe que o “penteado” não vai ser bonito!!!

Ana sofia Cunha, n.º 1


Estarei a sonhar?!

Certa noite, deitei-me e não conseguia dormir, porque sentia que algo ou alguém me chamava. Abri os olhos e não vi ninguém. Levantei-me e fui até à cozinha. De repente, ouvi vozes e olhei para o chão… eram as minhas pantufas que estavam a falar: − Ei, chega para aí, estás-me a esmagar – reclamou uma das pantufas. − Não tenho culpa que tenhas engordado uns quilinhos – respondeu a outra pantufa. − Se dizes que estou gorda é porque ainda não te viste ao espelho. Fiquei confusa estaria a sonhar ou era realidade, as minhas pantufas estariam mesmo a falar? Desatei a rir. Uma das pantufas virou--se para mim e perguntou: − Onde está a graça? − Está atrás do pinheiro – disse a outra pantufa. − Pronto, tinha de vir a chata dar satisfações.


Eu ria, ria, ria e ria sem parar. − Vê lá se te acalmas ou vou ficar enjoada – resmungou uma delas. − Enjoada tu já és – gozou a outra. − Olha a engraçadinha tinha de se meter… E eu interrompi: − Mas afinal o que se passa? − Eu acho que o meu bronzeado é o melhor – gabou-se uma das pantufas. − Não. O meu é que é o melhor. E começaram a discutir. Eu interrompi novamente. − Mas o que querem que eu faça? − Afinal, qual de nós tem o melhor bronzeado? E voltaram a discutir. Eu descalcei-as, deixei-as na cozinha e fui dormir. − Ei, volta aqui! A nossa conversa ainda não acabou – reclamaram em coro!

Beatriz Coimbras, n.º 3


Diálogo entre uma guitarra e um amplificador Era uma vez uma guitarra de marca “Epiphone” da edição “Les Paul”, azul, e um amplificador da marca “Line 6” de “75 W”. Essa guitarra e esse amplificador passavam a vida a discutir: − Eu sou melhor do que tu! – dizia a guitarra. − Tu sem mim não és nada! – retorquia o amplificador. − O mesmo posso dizer de ti! – insistia a guitarra. Passavam a vida a discutir sobre quem era o melhor. − Eu é que faço o solo – insistia a guitarra. − Mas eu é que te dou o som, não tens colunas – respondia-lhe o amplificador. − Olha que te arranco os botões – ameaçava a guitarra. − E eu arranco-te as cordas – respondia, zangado, o amplificador. − Nunca mais te dou música! – dizia-lhe a guitarra. − E eu nunca mais te afino as cordas! – respondia amplificador.


Mas um dia chegaram à conclusão de que não podiam viver um sem o outro! A guitarra e o amplificador estavam ligados pelo cabo, que os unia. Então, decidiram que, a partir desse dia, iriam ser os melhores amigos para sempre!

Beatriz Falcão, n.º 4


Uma conversa bizarra entre a lampadinhas e o candeeiro

Numa noite de trovoada, o inesperado aconteceu. −

Candeeiro,

estás

acordado?

perguntou

a

lâmpada

Lampadinhas. − Estou… porquê? − Por nada, era só para saber – respondeu a lâmpada. Passados uns minutos, um trovão surgiu, provocando a falha da luz. Lampadinhas cheia de medo agarrou-se ao candeeiro. − Cof, Cof – tossiu o candeeiro − larga-me, estás a sufocar-me! − Ah, desculpa! − O que é que te deu para me sufocares? − Eu já te pedi desculpa, não já? – perguntou a Lampadinhas. − Já, não precisas de ficar chateada! Os dois adormeceram ao som da chuva a cair, mas, de repente, a Lampadinhas acordou. − Aii, minha mãezinha! – sussurrou a lâmpada a tremer. − O que foi agora? – perguntou o candeeiro, estremunhado.


− Sabes, eu nunca disse a ninguém, mas vou dizer agora… eu… − Tu…? − Eu tenho medo do escuro! – disse rapidamente a Lâmpada. − Tu o quê? − Eu tenho medo do escuro! − Ah ah ah! – riu-se o candeeiro. − Não gozes, não tem piada! − Vá, não tenhas medo! Eu estou aqui. Entretanto, adormeceram os dois de vez. De manhã, a Lampadinhas acordou e começou a pensar no medo que tinha do escuro. O candeeiro continuava a dormir. A Lampadinhas, preocupada com o medo, nem reparou que o candeeiro dormia. Cada vez que pensava nisso, acendia a sua luzinha, coisa que o candeeiro detestava. Pensou, pensou, pensou até que chegou à conclusão de que era ridículo ter medo do escuro, porque ela própria era luz. A partir desse dia, a Lampadinhas nunca mais teve medo do escuro Catarina Borges, n.º 5


Diálogo entre um lápis e um caderno Era a hora do intervalo e a campainha tocou. Os meninos saíram e deixaram os seus materiais na sala de aula. De repente, um lápis que estava numa lata deu um salto e chamou o caderno, seu amigo: − Cadeeeerno! Anda cá! Vamos brincar! − Ai!!! O que aconteceu para me acordares assim!? − perguntou o caderno, que estava a dormir muito descansado. − Ora essa, não aconteceu nada! Só te chamei para vires brincar um pouco comigo. Já que estamos sempre a trabalhar, podíamos aproveitar este intervalo que é maior do que todos os outros − justificou o lápis. − Está bem, vamos lá − concordou o caderno, ainda ensonado. − Então o que vamos fazer? Brincar? Tens alguma ideia? − Eu não sei, tu é que sabes, tu é que me acordaste, por isso deves saber ou não sabes?


− Já sei, fazemos assim, tu abres-te e eu escrevo aí umas palavras, depois fechas-te e, sem olhares, adivinhas ou tentas adivinhar o que eu escrevi. Combinado? − sugeriu o lápis, entusiasmado. − Sim, pode ser! Vamos lá então ao jogo – concordou o caderno, já contagiado pelo entusiasmo do lápis. Então lá começaram a jogar. O lápis escreveu a palavra “ felicidade”, depois escreveu “ folhas” e, por fim, “professores” e, para surpresa do lápis, o caderno acertou em todas. − Como conseguiste acertar em todas as palavras? És mágico? − perguntou o pequeno lápis, admirado. − Não, não sou mágico, sou sensível! Quando tu escreves na minha barriga, fazes-me cócegas e eu consigo sentir as letras que desenhas; depois, é só juntá-las e formar palavras – explicou o caderno, satisfeito. Após esta brincadeira, ouviu-se o toque da campainha, o toque da entrada, então o lápis e o caderno tiveram de acabar o seu jogo e voltaram para os seus lugares, prontos para trabalhar. Daniela Morais, n.º 6


Diálogo Bizarro entre um Lápis e uma Borracha

Num belo dia, numa fábrica desorganizada e poluída, foram fabricados milhões de lápis todos iguais. Bem, nem todos eram iguais, um deles era muito grande, bem maior do que os outros, e brilhante. Esse lápis foi parar às mãos de um estudante de nove anos com mau feitio, rabugento e malcriado. Noutra empresa distante, nesse mesmo dia, fabricaram-se várias borrachas brancas de uma boa marca. Planas e retangulares saíam sempre perfeitas exceto uma, que saiu defeituosa. − Ainda se pode aproveitar – disse, duvidoso, o gerente da empresa. Por coincidência, essa borracha foi vendida também ao mesmo rapaz que tinha o lápis especial. No dia seguinte, o rapaz foi para a escola. Na aula de Português, começou a experimentar o lápis especial. O rapaz utilizou-o para escrever um texto extenso de trezentas palavras. No final da escrita do texto, o lápis, fatigado, lamentou-se:


− Estou condenado! A borracha ao ouvir isto pensou logo em fugir daquele monstro, mas o rapaz, matreiro, começou logo a apagar o texto com muitíssima força. A professora, irritada, tirou-lhe o lápis e a borracha e colocou-os à frente da sua mala chique e colorida. − Vamos fugir daqui que ainda temos hipóteses – sugeriu o lápis. − Não me parece – dizia a borracha, indecisa – para quê fugir? Se o meu dever é apagar, assim o farei – respondeu com determinação. − Então procuramos outro dono? – perguntou o lápis. − Desde que não seja um rapaz. Fugiram pela janela da sala e começaram a busca incessante de um novo dono que os tratasse bem. − Rápido que está quase a tocar – disse o lápis, aflito. − Tu sempre foste muito pessimista, não? Por fim puseram-se dentro da sacola de uma menina. Esta ficou feliz com a posse de novos materiais e falou-lhes como se eles tivessem vida: −Vou tratar-vos muito bem! Os dois amigos suspiraram de alívio e ficaram muito satisfeitos.


O rapaz ficou sem palavras e culpou a professora. Quando as aulas acabaram, a rapariga foi para casa fazer os trabalhos de casa. Passaram-se muitos dias. − Estou velho! Estou a ficar demasiado pequeno! – lamentou-se o lápis. − Então e eu? Estou toda preta e gasta! – queixou-se a borracha. Passado pouco tempo, o lápis desapareceu e a menina começou a pensar: − Para quê ter uma borracha sem um lápis? E deitou a borracha varanda fora. Esta caiu diretamente no caixote do lixo e, antes de morrer, disse: − Foste o meu melhor amigo durante toda a minha vida. Eu agradeço-te mas, infelizmente, acabámos assim. Uma voz bem distante soou: - Ainda temos hipóteses!... Diogo Barros, n.º 7


Diálogo entre duas maçãs Numa cozinha já um pouco velha, havia uma grande cesta cheia de maçãs vermelhas. Certo dia, juntou-se mais uma maçã. Era amarela e muito pequenina. Ela sentia-se muito envergonhada por ser muito pequena e por ser a única que não era vermelha. Ao ver que a maçãzinha se sentia triste, uma das maçãs vermelhas decidiu meter conversa com ela. − Olá! Como te chamas? − Eu sou a Amarelinha e tu? − respondeu ela com um ar tristonho. − Eu sou a Vermelhinha. Porque é que estás triste? − questionou a Vermelhinha. − Humm...! Estou assim porque sou a mais pequena e não sou vermelha como vocês todas − respondeu ela.


− Oh!!! Não fiques assim. Todas nós, antes de virmos para aqui, também éramos pequenas. E em relação à tua cor não te importes por seres amarela. Afinal, somos todas iguais, somos todas maçãs. − Obrigada por estares a ser simpática comigo − agradeceu a Amarelinha. − De nada. Agora vem e junta-te a nós - convidou a Vermelhinha. − Ei, meninas, esta é a Amarelinha. É a nova maçã e vai ser a nossa nova amiga. − Olá! Bem-vinda. Junta-te a nós − disseram todas em coro. − Olá! Obrigada a todas - agradeceu a Amarelinha, com um ar muito mais contente. Passaram-se alguns dias ... − Bem, meninas, parece que chegou a hora de eu partir. Obrigada pela simpatia e pelos bons momentos. E foi atirada para dentro de um saco juntamente com outras maçãs. Mas desta vez amarelas. Francisca Polónio, n.º 8


Um monstro com um olho

Era uma vez um rapaz cujo nome era Hugo e que vivia no campo com os avôs. Os seus pais eram emigrantes e viviam em França. Um dia, quando andava de bicicleta, encontrou um ser estranho, apenas com um olho no meio da testa e com uns pés enormes, um verdadeiro monstro. Hugo encheu-se de coragem e perguntou-lhe: − Quem és tu? − Eu sou o Monstro Vesgo – respondeu o Monstro. Hugo continuou a interrogá-lo, mais assustado do que curioso: − Mas onde vives? De onde vieste tu para estar na mata? − Eu vivo no rio, numa gruta. Não tenho família, mas não te assustes, que eu não te faço mal, só queria fazer um amigo – respondeu--lhe o Monstro. − Mas porque é que só tens um olho? O que aconteceu? – perguntou-lhe novamente o rapaz. − Foi o feitiço de uma bruxa que matou os meus pais e me rogou uma praga, a de que eu ficasse só com um olho e uns pés gigantes. E


eu s贸 me tornarei um rapaz normal, como tu, se conseguir fazer um amigo. Hugo, sensibilizado, prometeu que seria seu amigo e que a partir daquele dia o visitaria com regularidade. Assim, o Monstro Vesgo p么de concretizar o seu sonho de se transformar num jovem normal, pois Hugo cumpriu a sua promessa, ser um amigo verdadeiro. Jo茫o Fernandes, n.潞 10


Uma conversa bizarra entre duas laranjas

Havia uma senhora chamada Helena Monteiro que passava os seus tempos livres a fazer sobremesas com frutas. Como essas sobremesas eram muito apreciadas na aldeia onde morava, ela podia ganhar mais algum dinheiro extra com a sua venda. Certo sábado, dia de folga para a dona Helena, dia de se dedicar à confeção das suas sobremesas, dirigiu-se à fruteira e reparou que não havia laranjas: «logo hoje que queria fazer uma mousse de laranja», pensou ela. Então, foi ao supermercado e comprou um quilo de laranjas. Ao voltar a casa, colocou as laranjas na fruteira juntamente com quatro maçãs e um cacho de bananas que já lá estavam. Foi então que reparou que afinal havia ainda uma laranja já um pouco engelhada e com pouco sumo. Mal a Dona Helena se afastou, uma laranja das novas, a mais atrevida e chique, perguntou-lhe: − Querida, não te sentes um pouco velha?


− Porquê? Achas que estou velha? − questionou a laranja. − Sim, acho que sim. Se calhar é por isso que não tens amigos! − Para tua informação, eu tenho muitos amigos! − Não tantos quanto eu! Não é para me gabar, mas estive numa casa enorme, rodeada de outras frutas e todas me adoravam, principalmente as laranjas! − Querida, acho que te vou desiludir, mas tu não estiveste numa casa enorme. Bem, até era enorme… mas sabes como se chama essa casa? Supermercado. E aquelas frutas eram obrigadas a lá estar. Pensas o quê, que lá estavam por gostarem de ti? – perguntou a laranja atrevida, rindo-se com as outras frutas. Assim, a laranja aprendeu que o mundo não girava à sua volta e tão cedo não se voltou a gabar. Maria Rodrigues, n.º 11


Diálogo bizarro entre o rio e o mar

Este diálogo bizarro entre o rio e o mar aconteceu na foz do rio, local onde qualquer rio desagua. O imenso mar, experiente contador de histórias que irradiava sabedoria e perspicácia, mal sentiu as águas do rio disse: − Olha o doce rio a tocar-me com a sua irreverência e juventude. Como estais? − Estou bem, obrigado. Que história tendes hoje para me contar? − Ora essa, rio. Passo grande parte do meu dia a revelar-vos os mais recônditos e sublimes segredos: naufrágios, marinheiros famosos, a terrível e pérfida poluição que aí anda. Já vos contei demasiado, meu caro amigo, pois jurei a mim mesmo não contar mais nada. −Pronto! Já vi que hoje não há histórias. E as sardinhas continuam saudáveis? − As sardinhas, sim, mas as estrelas-do-mar já não, morrem cada vez mais. E vossa divindade? Que notícias me trazeis? −Tudo bem, tirando a parte das colheitas que ainda não começaram devido ao meu transbordamento, uma vez que inundei umas quatro cidades… − Caramba, doce rio. E os vossos amigos?


− Os afluentes? Esses garotos miseráveis que desejam usurpar a minha autoridade enquanto rei e senhor do interior português? Esses, sim, desafiam todos os dias a minha autoridade. E o pior, Vossa Santidade, é que eles dependem de mim, são uns parasitas moribundos. − E histórias, tendes alguma para me contar? − Vossa senhoria é que as devia ter, mas pelos vistos o vosso repertório já terminou. − Tende calma, doce rio. A nossa relação sempre foi boa. Toda a vida dependemos um do outro. O doce rio alimenta-me e fornece-me diariamente a água que é indispensável à minha existência e eu dou destino às vossas águas lodosas e sujas, que outrora foram límpidas e cristalinas. Nós, enquanto existirmos, dependemos um do outro. O rio concordou, abanando docemente as suas águas. Depois, despediu-se e lá partiu ele para outra parte do seu enorme troço em busca de histórias e peripécias para partilhar com o seu inseparável amigo, o mar salgado. Miguel Ambrósio, n.º 12


Diálogo bizarro entre um pardal e um avião Era uma vez um pardal que poisou em cima de um avião. O pardal estava a murmurar que gostaria de dar a volta ao mundo. O avião disse--lhe: − És um pássaro! Podes voar. Mas o pássaro disse-lhe: − Não posso nada! Ando dois quilómetros e fico logo cansado. Então, João, era este o nome do avião, convidou-o para ir dar a volta ao mundo. Xavier, o pardal, aceitou e lá foram os dois. Visitaram muitos países: México, japão, China, Ucrânia, África do sul, Brasil, Argentina, Suíça, Reino Unido, Egito, Rússia, Austrália e as cidades de Nova York e Miami. Quando regressaram, Xavier tomou consciência de que o seu sonho se tinha tornado realidade e confessou ao João que o sítio de que mais gostou foi a Suíça. Depois, foi contar aos amigos as suas aventuras e disse-lhes que tinha conhecido vinte países. Mas o João interrompeu-o e disse:


− Fomos a dezasseis países. − Não fomos a dezasseis nada, fomos a vinte – insistiu Xavier. Como tinham tirado fotografias a todos os sítios onde tinham ido, contaram-nos. Afinal eram apenas catorze fotografias, por isso só tinham visitado catorze países. Para se recordarem das viagens magníficas que fizeram, João e Xavier colaram as fotos num álbum.

Lucas Nisa, n.º 15

Dialogo