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Oficina de Escrita


“ A cascata ” Na imagem observo águas límpidas e transparentes que caiem em cascata entre rochedos verdejantes. As águas da cascata prateadas caiem turbulentas e agitadas num lago onde saltitam belas trutas e grandes salmões. A vegetação que rodeia a cascata e o lago é densa e abundante. Essa vegetação é constituída por musgos, plantas rasteiras, fetos de várias espécies. Dessa vegetação ouve-se o chilrear da passarada feliz e contente. No ar ecoa o som barulhento das águas como as ondas violentas de uma tempestade no mar. Em frente ao lago o espaço é térreo onde abundam seixos polidos e pequenas pedrinhas que brilham com a luz do dia. É a beleza da Natureza! Os alunos do 5ºC que frequentaram as aulas de apoio a Língua Portuguesa.


A chegada a Lisboa de Luís Vaz de Camões Luís Vaz de Camões chegou a Lisboa. Um homem forte e corajoso, forte porque os músculos dele, tinham a forma de uma montanha e corajoso porque nada nem ninguém lhe metia medo. Nessa altura, Lisboa estava a ser invadida pela doença da peste negra, esta doença terrível que afetou os portugueses, não tinha cura. Muitos cientistas procuravam a cura para esta doença, mas nada. Foi então que Luís Vaz perguntou a um dos cientistas chamado Intar: - Tem a certeza que não há cura? Não me minta. - Bem… Vou dizer a verdade. - Então diga! - N…, na verdade, há cura sim para esta doença. - Qual?


- Existe uma ilha chamada «Os Diamantes» cheia de diamantes e o maior deles todos possui dentro dele um medicamento muito raro, que cura qualquer tipo de doença, mas tem de ser usado com muito cuidado. - E quando posso partir para o ir buscar? - Infelizmente nunca. - Porquê? - É muito perigoso, o mar medonho e as tempestades maléficas. -Eu sou Luís Vaz de Camões e nada me mete medo. Depois de dizer estas palavras, fechou a porta com a maior fúria que parecia um terramoto a atingir o chão fazendo-o tremer, sem ouvir o resto da explicação de Intar. Passado um dia Luís Vaz começou a preparar a sua viajem. Uma semana depois partiu com alguns homens. Quando chegaram à ilha «Os Diamantes», Luís Vaz entrou numa gruta com os companheiros. Era extraordinária. A gruta era enorme, as paredes eram rugosas, o chão era macio, o teto era estrelado como a noite, havia diamantes frios


e bicudos por todo o lado e lá bem no fundo um diamante ou melhor um enorme diamante que possuía o tal medicamento. Quando conseguiram partir o diamante, retiraram o medicamento. Voltaram sãos e salvos. Luís Vaz disse a Intar: -Consegui o tal medicamento. -Não…, não acredito!Conseguiste!! Usaram-no e pouco a pouco as pessoas foram-se curando desse temível mal, até que passado alguns anos a doença desapareceu. Beatriz Coimbras, nº5, 5ºB


A natureza é bela!

Quando vi esta paisagem pela primeira vez, fiquei estupefacta com a sua beleza. Parei e sentei-me para admirar, observar e sentir. Junto a mim, estendia-se o mais belo campo repleto de variadíssimas flores de todas as cores… um arco-íris perfeito. Malmequeres, jasmins, papoilas, hamamelis… atraíam com os seus perfumes sedutores abelhas, borboletas e mariposas, num rodopio constante, cumprindo assim as suas funções de insetos polinizadores. Este campo vai dar a um lago de águas puras, límpidas e cristalinas, onde se refletem o céu e umas montanhas cobertas por um manto branco de neve fofa e macia, acabada de cair. Alegres salmões passeavam majestosamente por ali, à procura de alimento.


À volta desse lago abundava uma vegetação rasteira de um verde alface e verde couve que espalhava pelo ar um odor intoxicante, entontecedor, mas agradabilíssimo. Seguia-se uma densa floresta de árvores com copas frondosas que sustentam uma fauna diversificada. Por detrás, as montanhas… montanhas imponentes que tocam o céu salpicado por nuvens alaranjadas. Pareciam o rei e o senhor daquele lugar mágico. Esta é a prova viva de que a natureza é bela!

Maio de 2012 Texto coletivo 5ºB


Há muito, muito tempo, numa terra muito

distante,

chamada Docelândia, onde tudo era feito de

doces,

viveu uma sereia, que se chamava Magnólia. Era

muito

bonita e vaidosa. Tinha cabelos loiros e sedosos, grandes olhos azuis e a sua pele era branca como a neve. Aí, viveu também um dragão. Ele era simpático, amigo, responsável e muito honesto. Num dia de verão, num jardim ao qual chamavam Florinda, perto de uma cascata, Magnólia tomava o seu banho diário, quando ouviu um barulho estridente, vindo de trás de uma rocha feita de chocolate com cobertura de caramelo. Era uma alcateia; com lobos famintos, vindos de um lado e do outro, que a cercaram. Magnólia estremeceu! Tremeu da cabeça até à ponta da cauda. O seu colar de conchas partiu-se e estas desapareceram na água. Magnólia não sabia o que fazer e então gritou: - Socorro! Ajudem-me, ajudem-me! Debaixo de uma árvore de rebuçados de mentol, dormia o dragão muito descansado. Ao ouvir o barulho, acordou e apressado correu em direção ao som. Percebeu então o que se passava: os lobos preparavam-se para atacar a bela Magnólia. O dragão respirou fundo, contou até três e lançou as suas labaredas por cima dos lobos. Estes, com medo, fugiram a sete patas. Magnólia olhou o dragão com os seus grandes e bonitos olhos azuis e disse: -Muito obrigada, salvaste-me a vida, foste o meu anjo protetor!


-Não tens de me agradecer. Foi um prazer! - Como te chamas? – Interrogou o dragão. - Eu sou a Magnólia e tu? - Eu sou o dragão Língua de Fogo! Os dois olharam-se olhos nos olhos e apaixonaram-se! Magnólia, como forma de agradecimento, convidou o dragão para ir jantar a sua casa, que ficava na gruta de gelatina de morango. Língua de Fogo aceitou o convite e ofereceu-lhe um ramo de chupa – chupas. O jantar estava delicioso! A pouco e pouco, começou a ouvir-se uma melodia suave que entoava por toda a gruta. Apareceram, de mãos dadas e a cauda a abanar, as três irmãs de Magnólia: Estrelícia, Girassol e Dália. Cumprimentaram o dragão e ofereceram aos dois uma maravilhosa viagem ao país dos sonhos e das fantasias. Magnólia e Língua de Fogo agradeceram o presente e partiram muito contentes. Lá, os seus sonhos tornaram-se realidade e eles casaram e viveram felizes para sempre!

Maria Miguel Alves Rodrigues nº 12 5ºB

Nota: Este texto foi redigido a partir da ilustração feita pelo escritor Pedro Seromenho, na sequência da sua vinda, à escola, em novembro de 2011.


Canas de Senhorim, 18 de Fevereiro de 2012

Querida Pati! Escrevo-te esta carta para te contar que já entrei para a tal escola de circo. É fantástica e tem muitos artistas: mágicos, malabaristas, trapezistas, domadores e muito mais. Adoro lá trabalhar! No futuro espero ser professora de circo, mas antes disso quero ser uma bela palhaça. Mas claro que ainda penso em ser estilista. Bem, eu na escola estou a melhorar. A minha família está ótima. Recebemos um novo membro. Gostava tanto quando éramos amigas inseparáveis e inventávamos histórias! Vivíamos aventuras e ríamos muito das piadas que contávamos. A tua família vai bem? E o teu projeto? Então aceitaram-te como cientista?

Adeusinho, Pati. Rita P.S: Aparece, eu quero estar contigo!


Convite

Eu, Ana Sofia tenho o prazer de te convidar para o meu aniversário. Vamos realizar um grande baile de máscaras, no dia 9 de Agosto de 2012, pelas 20:00 horas, no salão da D. Albertina, na rua 14 de Janeiro. Traz um fato de uma personagem por ti escolhida ou simplesmente traz uma máscara. Espero que possas vir, pois vamos divertir-nos à brava.


DIA DE REIS DE PEDRO ALECRIM Naquele dia, na escola do Pedro Alecrim, dia seis de janeiro, Dia de Reis, a turma do Pedro organizou um teatro para toda a gente assistir. O Pedro, o Nicolau e o Luís eram os Reis e os outros alunos da turma constituíam o resto do presépio. Pedro, antes de entrar no palco, olhou para a plateia e não viu a mãe nem os irmãos. Ficou triste, mas compreendeu. Lá em casa, viviam-se momentos difíceis, por causa da doença do pai e tentou esquecer. Hoje era um dia importante, na escola. Tinha de dar o seu melhor. Pedro, Nicolau e Luís, representaram lindamente, mas os restantes alunos não lhes ficaram atrás. Houve muitos aplausos, elogios e espírito natalício. No final, Pedro recitou um lindo poema que apelava à paz, à partilha e ao amor entre todos os seres humanos. A plateia levantou-se e voltou a aplaudir… _ “Bravo!”… “Bravo…” – diziam todos. Pedro voltou a olhar para a plateia e foi nesse momento que o seu pai, a sua mãe e os seus irmãos entraram pela porta a sorrir e a aplaudir também. Pedro desceu do palco a correr e foi diretamente para o pai. Abraçou-o com tanta força… e por fim disse-lhe tudo o que não teve coragem de lhe dizer no hospital. Nesse dia almoçaram todos na cantina da escola. Por fim foram para casa e o pai do Pedro ensinou-lhe a tocar cavaquinho, como ele tanto ansiou. André Matias, nº 2, 5ºC Nota: Este texto foi redigido a partir da ilustração feita na sequência da leitura orientada da obra “Pedro Alecrim” de António Mota.

Canas de Senhorim, 22 de Fevereiro de 2012


Cara Joana! Venho por este meio informar-te que decorreu, como já é tradição, o estrondoso Carnaval de Canas de Senhorim. O Rossio e o Paço, históricos bairros de Canas de Senhorim, “governam” e entretêm os foliões que por aqui passam. O Rossio “governa” o Sul e o centro desta populosa vila, enquanto o Paço “governa” o Norte e a parte histórica de Canas de Senhorim. O Rossio ia absolutamente sumptuoso. Na marcha participavam centenas e centenas de foliões, todos eles fervorosos adeptos do seu bairro. Atraentes Senhoras do século XVII, cavaleiros imponentes, Espartanos ruidosos, contestantes tumultuosos … davam colorido a uma enorme festa, com cerca de 300 anos. O Paço, uns patamares abaixo do Rossio, lá ia com a sua História e Tradição desfilando pelas ruas desta localidade. Aranhas ambulantes, travestis e outras personagens davam devoção e glória aos forasteiros e turistas que por aqui passavam. Nas trépidas noites de carnaval ouviam-se estalidos de louça a partir, estou a falar das paneladas. Mas quando as pessoas dormem há sempre alguém que coloca os provocantes pisões. Pedras embrulhadas em papel de jornal, atadas no puxador da porta e puxadas de longe, fazem um barulho ensurdecedor. Espero que tenhas ficado a conhecer, por esta mera carta, o que é o Carnaval de Canas de Senhorim. Felicidades e abraços do teu amigo, Miguel Ambrósio Miguel Ambrósio, nº 14, 5ºB


O texto descritivo

Imagem do mito de Eco e Narciso Na imagem é possível observar Eco e Narciso, em grande plano. Eco é uma linda deusa que se encontra seminua, sentada numa pedra, à beira de um riacho onde flutuam, suavemente, verdes folhas de nenúfares. Narciso, também um deus e seminu, contempla, deitado, o seu reflexo nas águas límpidas e cintilantes, do riacho. As suas posturas deixam transparecer sensualidade e paixão. À volta do riacho, crescem lindas flores multicolores, no meio de um relvado muito verdejante. Lá ao fundo, avistamos altas árvores de frondosa copa, cujas folhas luminosas, baloiçam ao sabor da brisa suave e amena. A imagem parece o paraíso! Descrição baseada no texto de Ana Sofia Cunha, nº 2, 5º B


Escrita Criativa