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ALDEIA URBANA

A ldeia U rbana A escolha do tema parte da necessidade de um espaço de matriz indígena na Cidade do Salvador, levando em conta a importância da etnia nos pilares de formação da cultura brasileira que constitui-se de brancos, negros e índios. O propósito neste aspecto é a valorização da cultura, com respeito ao espaço de habitação do índio e valorização de costumes e tradições encarando o desafio de integrar diversos aspectos a uma realidade diferente das encontradas em suas origens: a inserção em um centro urbano. Atendendo a esse propósito o projeto se desenvolve com um programa de necessidades baseado num modelo de residência cultural, cujo público alvo são estudantes universitários, pesquisadores, visitantes e curiosos que têm vontade conhecer e ter um contato mais próximo com a cultura indígena. Outro aspecto relevante na escolha do tema atrela–se à localização do terreno em um bairro com histórico de ocupação indígena – o Rio Vermelho. Segundo a Literatura, no século XVI quando foi descoberto, o Arraial do Rio Vermelho era habitado pelos Tupinambás, povo mais conhecido da costa brasileira, pelos seus rituais, danças, tradições e pela história de amor eternizada no romance da corajosa Índia Paraguaçu com o guerreiro Caramuru.

duas tipologias. Peculiar a todas as edificações, o banheiro se localiza na área de fora da casa, uma vez que, de acordo com as tradições indígenas o espaço é considerado uma área “suja”. O modelo de implantação faz referência às aldeias tupinambás que dispunham de 6 a 8 malocas responsáveis por abrigar cerca de 250 pessoas. A aldeia urbana chega á um numero bem próximo a esse valor, atendendo um público alvo de 246 indivíduos em sua totalidade.

A MALOCA Todos os edifícios possuem volumetria semelhante com planta quadrada, de referência Tupinambá e tipologia de pátio que favorece a entrada de luz e ventilação, bem como, o surgimento de pequenas praças centrais de uso comum do edifício fazendo alusão ao ambiente da varanda, que segundo as tradições indígenas, é o espaço capaz de potencializar a oportunidade de convívio com outros integrantes. No térreo de todas as edificações esse conceito é explorado por meio de praças/ jardins internos e nos demais pavimentos, por meio de redários.

O tratamento da fachada de madeira sobre o volume de concreto faz O C on j unto referência ao cocar indígena, bem como, arco e flecha (instrumento de caça) e a canoa, meio de transporte marítimo e fluvial. Para a A localização privilegiada facilita os acessos ao conjunto, ga- segurança da aldeia é indicada a aplicação de grades metálicas em rantindo maior permeabilidade e fluxo de pessoas. A praça na todo o perímetro do lote, garantindo também a permeabilidade dos porção central do terreno remete à arena indígena, espaço di- ventos e clareza visual dos edifícios. mensionado para receber apresentações de danças e rituais, bem como servir de espaço para contemplação de visitantes. Em linhas gerais todos os estudos e soluções aplicadas no projeto O grafismo utilizado na composição faz referência aos possí- visam potencializar a criação de um cantinho na cidade do Salvador veis fluxos de pessoas entre os edifícios. onde índios e não índios tenham o privilégio de gozar de sua cultura, em um espaço onde seus valores e costumes sejam respeitados Somam-se seis edifícações, de usos variados, dispondo de um e que acima de tudo contribua para a divulgação e preservação do bloco cultural/administrativo e cinco blocos residenciais de patrimônio e legado indígena.

CONCEPÇ ÃO DA FORMA

P L A N TA S B A I X A S D A S T I P O L O G I A S D A S H A B I TA Ç Õ E S

CONCEPÇÃO E EVOLUÇÃO DA FORMA CONCEPÇÃO E EVOLUÇÃO DA FORMA CONCEPÇÃO E EVOLUÇÃO DA FORMA

MA LO C A 0 1

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VOLUME INICIAL VOLUME INICIAL VOLUME INICIAL

ABERTURA CENCTRAL PARA VENTILAÇÃÕ E ILUMINAÇÃO E ESPAÇO DO TORÉ ABERTURA CENCTRAL PARA VENTILAÇÃÕ E ABERTURA CENCTRAL PARA VENTILAÇÃÕ E ILUMINAÇÃO E ESPAÇO DO TORÉ ILUMINAÇÃO E ESPAÇO DO TORÉ

IMPLANTAÇÃO COM BLOCOS SEPARADOS COMO EM ALDEIAS IMPLANTAÇÃO COM BLOCOS SEPARADOS IMPLANTAÇÃO COM BLOCOS SEPARADOS COMO EM ALDEIAS COMO EM ALDEIAS

POSSÍVEIS CAMINHOS E FLUXOS POSSÍVEIS CAMINHOS E FLUXOS POSSÍVEIS CAMINHOS E FLUXOS

3 TIPOLOGIAS DE PRÉDIO (02 DE HABITAÇÕES E 01 CULTURAL) 3 TIPOLOGIAS DE PRÉDIO 3 TIPOLOGIAS PRÉDIO (02 DE HABITAÇÕESDE E 01 CULTURAL) (02 DE HABITAÇÕES E 01 CULTURAL)

IMPLANTAÇÃO E VOLUME FINAL IMPLANTAÇÃO E VOLUME FINAL IMPLANTAÇÃO E VOLUME FINAL

P R O P O S TA D E P R O G R A M A E D I F I C A Ç Ã O A D M I N I S T R AT I VA E C U LT U R A L

MA LO C A 0 2

B E AT R I Z P E N A LVA | C A I O A N D E R S O N | LU C A S M AC H A D O E d u a r d o Te i x e i r a | M a r c o s Q u e i r o z | R e n a t a G r i b e l

Aldeia urbana: Camáras  

Trabalho final da dsiciplina de Atelier 3.

Aldeia urbana: Camáras  

Trabalho final da dsiciplina de Atelier 3.

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