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Revista com informações sobre os princípios da inguagem visual


Princípios básicos Nos âmbitos gráficos existem diversas técnicas que são usadas de forma consciente para expressar sensações inconscientes no leitor. O plano básico é o espaço disponível para que o trabalho seja criado e por si só já expressa diferentes ideias. Contudo o que mais pesa na composição é a posição em que são localizados os elementos da obra, como por exemplo, um elemento localizado a esquerda tem mais sensação de movimento que um a direita ou uma sensação maior de peso quando é posto perto da base do plano. No plano básico também é possível tirar proveito do centro perceptivo, algo que fazemos de forma imperceptível. Este está localizado a cima do centro da imagem.

centro perceptivo

Em relação a ponto e elementos visuais básicos existem diferentes visões da definição de cada qual e suas divisões, contundo independente de tais separações, os elementos básicos visuais são: o ponto, a linha, forma, tom, cor, textura, tamanho, escala e movimento. O ponto é o menor e mais importante elemento de uma composição, pois é ele o foco da composição e que indica como este será lido e é ele quem cria os outros elementos através de seu agrupamento. As linhas são aglomerados de pontos que podem criar uma linha por sua proximidade ou criar um linha imaginária, sugerindo um intenção de visualização através das localizações dos pontos.

As linhas por si podem expressão sensação e sentimentos: uma linha horizontal expressa estabilidade enquanto uma linha ondulada expressa suavidade.


Três formas básicas podem gerar todas as formas [sem contar as formas orgânicas], essas são: triângulo equilátero, círculo e quadro. Elas são o fruto da trajetória de linhas formadas por pontos, são bi dimensionais e não possuem espessura, considerando o conceito do ponto. Também podem ser compreendidas através de linhas que podem estar presentes ou não na composição, pois um elemento pode conter em si uma forma a ser sentida. Pode variar de tamanho, mas continua fiel a sua forma inicial. As formas também podem ser abertas ou fechadas. Uma forma fechada é a linha marcando sua margem em sua forma total e a forma aberta, apesar de não preenchida, ainda podemos entender sua forma mesmo que não esteja totalmente delimitada pela linha. A tonalidade é o elemento visual cuja a sua função é trazer profundidade a uma imagem. Está presente em luz em sombra, mas essa não é a única forma em que pode ser utilizada, tendo em vista que mesmo em um desenho apenas em preto e branco é possível sentir a profundidade e que seja criada a pespectiva. Mesmo sendo impossível na realidade que haja um ambiente com apenas luz e sombra [sem cores] ainda somos capazes de perceber e entender uma foto, por exemplo. Diferente de uma imagem em que só existe um mesmo tom para todas as cores presentes.


Tonalidade existe sem luz e sombra, mas a luz e a sombra não existem sem a tonalidade. A luz é projetada em uma imagem em determinada posição e esta projeta uma sombra que é moldada a partir das formas presentes. Sombra e luz são utilizadas em trabalhos para além de trazer profundidade, também mostrar o destaque da imagem e transmite sentimos [como felicidade, tristeza, etc.]. Sem contar o contraste entre luz e sombra, que deve variar de acordo com o resultado desejado.

As cores Sobre as cores, cada uma tem ideias que já são intrínsecas a elas [que variam conforme a cultura ou sentimentos individuais, por exemplo], e seus sentidos podem ser alterados dependendo dos tons em que são usadas e também as cores em que estão associadas. São o primeiro elemento que notamos e involuntariamente já nos passam uma ideia e sentimentos sobre o que vemos.

As cores existem de duas formas: Em pigmento [trabalhos impressos] e em luz [cores de uma tela digital]. São trabalhadas nos sistemas CMYK [sistema subtrativo de luz] e RGB [sistema aditivo de luz], respectivamente. Já as cores primárias [em ambos os sistemas] são cores que não podem ser criadas a partir de nenhuma outra e delas são criadas todas as cores secundárias [naturais]. O sistema digital para o trabalho das cores é o HSB: Hue[matiz], saturtation[saturação] e brightness[brilho] . Matiz é o nome que damos a uma cor no espectro das cores. Saturação é a pureza dessa cor, sua variação de cor pura para tons acinzentados. Brilho é tonalidade, a variação da cor entre o branco e o preto. As cores opostas são cores que estão em lados contrastantes no círculo cromático. Existem três formas de associação por cores: a material [matéria existentes no plano físico, como a grama e terra], a sensorial [através de sentimentos e sensações que conhecemos] e culturais [que variam conforme as regras criadas por uma sociedade].


Elementos Visuais Mesmo em trabalhos impressos ou em arquivos digitais podemos sentir texturas diferentes em um trabalho e essas texturas ajudam a passar uma ideia no trabalho como um todo, como a ideias de suavidade, porosidade, sujeira e entre outros. A escolha do papel em um trabalho impresso provoca o mesmo efeito. A dimensão se utiliza da variação tonal para dar a ideia de profundidade, forma e perspectivas de um ou mais objetos que serão apresentados e até mesmo a relação de um para o outro. A escala é a variação de tamanho em relação ao espaço disponível para o trabalho e de um elemento em comparação ao outro. Seu uso é necessário para que possa ser mostrado qual o foco ou a intenção desejada a ser lido para quem for visualizá-lo. Já o movimento é uma linha ou um conjunto de linhas [imaginárias ou não] que dão a sensação de uma ação de um ou mais objetos, e pode ser a relação de um entre o outro.

Textura bem demarcada


Técnicas Visuais Introdução Na hora da criação de uma composição existe uma enorme gama de recursos que podem ser usados para que a mensagem a ser dita consiga ser captada por quem a vê, contudo entre todas as existentes a que tem maior força de captação de atenção é o contraste. É de vital importância que na criação de um projeto seja visualizada quais são as prioridades de informação que será transmitida para que seja feita a melhor escolha de oposições. Quando existe uma grande diferença entre elementos em uma composição é mais fácil a priorização da leitura da imagem, por causa do destaque criado através da oposição, transmitindo informações e sensações. Eles são separados em contraste de cor, forma, direção, escala, tom, linha e dimensão. O contraste criado por cores que estão em oposição ou com distância no círculo cromático faz com que o olho seja atraído com grande facilidade para a imagem, já que o elemento cor é notado e memorizado antes mesmo das formas ou texto.

Diferenciamento de tamanho entre objetos, formas e texto pode transpor diversas ideias conforme o contexto criado, contanto seu atrativo principal é a estranheza causada pela irregularidade de tamanhos apresentados.


O uso de tons cria o contraste de luz e sombras, o que pode ser usado como profundidade ou realmente como uma luz incidente um único local. Assim como no dia a dia, nossos olhos com uma primeira impressão ignoram as partes escuras e o que está mais claro torna-se o centro da atenção Mesmo com imagens 2D é possível passar sensações como a de peso, que é o caso da dimensão. O que parece mais pesado, com suas formas mais estáveis, em contraste com as formas que parecem mais leves, com formas mais sutis.

Devido as ideias já intrínsecas nas formas básicas de criação de composições, o contraste de formas é causado por causa dessas sensações. Um quadrado ao lado de um triângulo causa oposição pois se contrapõem em sensações.


As direções usadas de forma oposta chamam maior atenção devido a sua quebra da forma de leitura da imagem, já que dessa forma os olhos podem seguir mais de um caminho, percorrendo mais a composição.

E a espessura de uma linha para a outra tem oposição reforçada pois as linhas mais espessas em comparação com linhas finas chamam mais atenção e tem maior sensação de proximidade.


Técnicas Existem muitas outras técnicas visuais e eles não precisam ser usadas isoladas ou sem o contraste. Como dito anteriormente é preciso que seja projetada a ideia que quer ser passada antes da escola da técnica. Serão aqui apresentadas em pares algumas das técnicas em contraposto para maior facilidade na compreensão de suas definições.

Opacidade Na opacidade os elementos na imagem ficam como chapas duras uma em cima da outra sem que se possa ver o que está por trás do objeto que está na frente.

Transparência E a transparência é quando por mais que haja um elemento na frente do outro podemos vê-los em sua completude.


Profundidade Com uma profundidade projetada temos a sensação de que a imagem que é 2D seria 3D.

Planura O uso da planura é uma imagem sem qualquer sensação de profundidade, realmente chapada e bem aparente que é 2D.


Instabilidade Mesmo que seja uma imagem parada que está sendo trabalhada é possível dar sensação de instabilidade, como se um dos objetos pudesse se deslocar, causando certa inquietude.

Equilíbrio O equilíbrio é dividido em dois: equilíbrio simétrico: quando a imagem pode ser dividida através de uma linha reta e a imagem será exatamente igual.

equilíbrio assimétrico: a imagem é bastante firmada, contudo não será idêntica se dividida.


Singularidade Com o uso de apenas um elemento na composição todo o enfoque é dado naquele elemento singular que foi apresentado.

Simplicidade A simplicidade é o uso de poucas formas, simples e harmoniosas entre si.

Justaposição A justaposição usa mais de um elemento, contudo esses tem algo em comum entre si, o que favorece a comparação de um ao outro.

Complexidade Muita informação em uma única composição criam a sensação de complexidade.


Minimização Tudo presente na composição possui um peso de igual importância através da minimização

Exagero O abuso de maximização de formas e extravagância é o exagero.


Economia

Profusão

Utilizando de forma inteligente o vazio de uma imagem para completar com poucos elementos uma ideia.

Profusão é o uso de muitas informações e detalhes em uma única composição.

Unidade Existe uma sensação de aglomeração de elementos, formando uma única forma ou um único grupo através da unidade.

Fragmentação

A fragmentação separada o que seria uma única imagem em várias sessões, como se fossem várias pequenas composições em uma única.


Atividade Com uma falsa ilusão de agitação e movimentação é criada uma atividade na imagem, como que o que está parado houvesse sido mexido.

Estase O estase é a falta de qualquer projetação de movimento dos elementos.


Previsibilidade Devido a algum conhecimento e/costume de visualização de composições do mesmo parâmetro é criada uma previsibilidade.

Espontaniedade Sensação de que os elementos foram arranjados de forma aleatória e sem cuidado, criando uma impressão de espontaneidade.


Regularidade Regularidade é a continuação do que se é esperado de uma imagem ou elemento.

Irregularidade E a irregularidade é a quebra das regras e parâmetros que são de conhecimento intrínseco de um elemento.


Exatidão A exatidão é tida quando nossas expectativas são cumpridas em elementos que são de nosso plano físico.

Difusão Uma composição é difusa quando suas formas não são bem marcadas, como se estivessem esfumaçadas ou fora de foco.

Distorção Já a mudança das formas, tamanhos e direcionamentos quebram a expectativa do que que já é conhecido por causa da distorção.

Agudez A agudeza é a forte demarcação de linhas e formas dos elementos.


Gestalt O princípio que regulamento o gestalt é que nossa percepção é diferenciada entre uma unidade composta de várias unidades do que as unidades apresentadas de forma isolada. Em outras palavras, o união de vários elementos é percebida de forma diferenciada pois suas interações criam sensações diferentes do que o elemento por si só. As forças internas e externas são as que influenciam as diferentes percepções. As forças externas são influência do mundo que observamos através da luz, ou seja, é tudo que nossos olhos apenas captam enquanto as forças internas, por mais que sejam nossas não podem ser controladas, por causa dos hábitos e conhecimento de mundo que adquirimos nosso cérebro nos força a "consertar" o que está desigual para criar equilíbrio. A ilusão de ótica é o melhor exemplo do esforço do nosso cérebro para compreender o mundo, por mais que cause erro.


No gestalt existem dois tipos de força, as que unificam as unidades transformando estas em um grupo através de suas similaridades e igualdades e as que segregam o grupo, que são consequência do contraste e oposição dos elementos apresentados.

Através da semelhança entre os elementos da composição é dada a sensação de que esses são partes de um grupo, por mais que não sejam iguais.

A proximidade de elementos também faz com que seja tida a sensação de agrupamento ou de segregação, contudo a força similaridade tem uma influência mais forte que a de proximidade.


Por mais que uma forma seja diferente da outra através a boa continuação temos a sensação de fluidez da imagem, de completude e união das formas, contudo se não houver uma boa continuação os elementos são vistos isoladamente, com uma leitura mais brusca.

Com grande influência de experiência passada existe a força clausura que através de de formas de objetos é feito um fechamento mental da forma. Por mais que ela não esteja delimitada por uma linha nosso cérebro nos força a fechar o elemento.

Devido a experiências passadas conseguimos entender elementos que possam não estar completos ou que sejam vistos separados do todo já antes visto. Acionamos nosso conhecimento de mundo e fazemos uma intertextualidade entre um elemento passado e o atual.

A pragmância separa ou agrupa a composição através da forma que os elementos são apresentados. Se houver muita informação e detalhes será mais difícil a separação dos elementos, contudo se houver simplicidade e harmonia entre os objetos é mais fácil que seja feita a separação e análise do que é visto.


Simbologia Assim como o significado de uma palavra varia de acordo com o contexto em que é utilizada os símbolos também possuem a flexibilidade de sentido e interpretação. Estes fazem que nos recordemos de situações já vividas e que conhecemos. Reconhecemos um símbolo e seus diversos significados por vivência de mundo e só com esse podemos entender a informação que há de ser passada.

A simplificação de uma forma faz com que haja maior facilidade de utilização, reconhecimento e criação de variações para o uso.


São símbolos plantas, diagramas, símbolos de ideologia ou até mesmo uma logo. Todos esses passam algum tipo de informação.

Uma marca deve seguir uma rotina de utilização da sua marca e de suas cores para que com o acionamento do conhecimento de mundo seus clientes possam reconhecê-la com facilidade e para que seja formada uma identidade marcante pertencente a tal.


Trabalho realizado pela aluna Beatriz Fidelis Coutinho para a avaliação da matéria de linguagem visual do curso de design gráfico. Todas as imagens utilizadas tem direito autoral de seus respectivos donos e foram utilizados de forma ilustrativa, tendo em vista a não publicação deste trabalho.

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trabalho de linguagem visual

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