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Externato Marista de Lisboa História 8ºano B 2010/2011 O Renascimento - Os novos caminhos do conhecimento Índice: 

Introdução

Temas: 1. – O aparecimento do Renascimento 2. - O começo de uma nova visão sobre o mundo 3. - Renascentismo e as suas consequências na ciência 4. - A mentalidade Renascentista 5. - O alargamento da compreensão da natureza

Figuras importantes: 1. - Duarte Pacheco Pereira 2. - Nicolau Copérnico 3. - Andreas Vesalius 4. - Pedro Nunes 5. - Gracia de Orta 6. - Leonardo Da Vinci

Introdução Na realização do trabalho, tencionamos fazer uma breve introdução de onde surgiu o renascimento e como se caracterizava. Como também porque foi dado o nome de renascimento?; Quais as transformações que foram adquiridas em nível cultural e mental? ; Quais os domínios do saber mais importantes na altura?; Quais as figuras que se destacaram na altura? Tencionamos usar como fonte de pesquisa, a Internet, mais especificamente em páginas que especifiquem o nosso objectivo, utilizar para isso o manual de história e o livro “8º ano preparar os testes” de história.


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O aparecimento do renascimento: O Renascimento marca o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII. O período foi marcado por transformações em várias áreas da vida humana, que assinalam o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna. A designação de renascimento deve-se ao renascer da cultura clássica, sobretudo nos séculos XV e XVI.

O começo de uma nova visão sobre o mundo O homem procurou ver as coisas de outra forma, ao teocentrismo medieval, ou seja ver Deus como centro das preocupações do homem, seguiu-se uma nova visão, antropocêntrica, vendo o homem como centro das preocupações humanas. Na Grécia e na Roma antigas, o interesse no conhecimento dos homens, já estava centrado pelos artistas e pensadores. Este súbito interesse, pode-se dizer que renasceu a partir dos finais da Idade Média na Europa, ao mesmo tempo que se intensificava a atracção pela cultura clássica. A designação de renascimento deve-se ao renascer da cultura clássica, sobretudo nos séculos XV e XVI. A expansão europeia abriu vários caminhos e deu origem a grandes transformações a níveis culturais e ao nível das mentalidades, estas colocaram em causa muitos dos conhecimentos que se tinham certos até então. O chamado Renascimento iniciou-se quando se inseriram novas formas de ver as coisas, em que o homem e as suas capacidades se encontravam no centro de tudo (antropocentrismo). O homem, ganhara uma nova visão de si e de ver o que o rodeava, passando a ter uma opinião mais formada. Este foi um período de renovação cultural e das mentalidades, que marcava o regresso ao mundo antigo e ao saber clássico, fazendo renascer os valores da Antiguidade Clássica: o pensamento dos Gregos e dos Romanos.


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Renascentismo e as suas consequências na ciência Os maiores avanços do conhecimento, deram-se na astronomia e na anatomia. No início do século XVI continuava a ser aceite o sistema geocêntrico (teoria que considerava que a Terra se encontrava no centro do universo), que foi exposto por Ptolomeu no século II. Em 1543, o polaco Copérnico expôs uma nova teoria, o sistema heliocêntrico, segundo o qual, o Sol é uma estrela fixa e à volta deste giram outros planetas incluindo a Terra, ou seja, vendo o Sol como o centro do Universo. Durante o Renascimento, os estudos de anatomia evoluíram de forma notável. Isso ficou a dever-se à prática de dissecação de cadáveres e sobretudo aos estudos do médico flamengo, André Vesálio. A nova mentalidade renascentista, encontra-se na raiz da revolução científica, que se viria a desenvolver no século XVII.

A mentalidade renascentista Os intelectuais do século XV e XVI acompanharam esta nova mentalidade moderna, renascentista. Surgiu, assim, um movimento intelectual: o Humanismo, baseado em 3 princípios fundamentais:   

Classicismo: redescoberta e revalorização dos valores grecoromanos. Individualismo: afirmação pessoal de cada individuo, valorizando todas as suas realizações ao longo da vida. Espírito crítico: recusa das ideias pré-estabelecidas e não discutidas na época medieval. Foi assim que o homem foi desenvolvendo um espírito crítico sobre tudo aquilo que o rodeava.


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O Alargamento do Conhecimento da Natureza O homem do Renascimento não se limitou simplesmente a copiar os saberes dos Clássicos, como também, a analisá-los criticamente. De facto, a partir do século XV, os homens rejeitaram o saber livresco e fizeram da experiência, da observação e do uso da razão dos instrumentos para o conhecimento da realidade. Para isto, contribuiu bastante a expansão marítima portuguesa, que defendia que o conhecimento deveria ser baseado na observação directa da Natureza (Naturalismo). Esta nova visão do Homem do Renascimento levou a um desenvolvimento de vários domínios do saber.

Astronomia

Medicina Matemática

Geografia Botânica

Copérnico desenvolveu a tese do Heliocêntrico, contestando a teoria Geocêntrica, defendida até então. Desenvolvimento das técnicas de dissecação de cadáveres, que permitiu um melhor conhecimento do corpo humano; Vesálio desenvolveu importantes estudos sobre a circulação do sangue. Pedro Nunes, em Portugal, desenvolveu importantes conhecimentos de Cosmografia e inventou importantes instrumentos nesta área, como o Nónio Duarte Pacheco Pereira, grande defensor da experiência como fonte de conhecimento, descreveu, na sua obra “Esmeraldo de Situ Orbis”, com enorme rigor e precisão, contactos com outros povo e culturas, animais e plantas. Garcia de Orta estudou a aplicação medicinal nas plantas, difundida na sua obra “Colóquios dos Simples e Drogas das Cousas Medicinais da Índia”


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Figuras importantes: Duarte Pacheco Pereira: nasceu em 1460 e morreu em 1533. Militar e cosmógrafo português. A sua competência na área da geografia e da cosmografia, assim como a sua experiência de navegador, levaram-no a acordar com os membros da delegação portuguesa que estava encarregada de estabelecer, com os castelhanos, as condições do Tratado de Tordesilhas, em 1494. Na sua obra (Esmeraldo de Situ Orbis) ,que ficou incompleta, revela-se um dos melhores representantes da escola náutica portuguesa, ao mesmo tempo no espírito de um verdadeiro cientista afirma a experiência vivida como fonte do conhecimento, tinha uma mentalidade renascentista em que defendia que o saber se adquiria através da prática e não do saber livresco. Fig. nº 1 – Duarte Pacheco Pereira

Nicolau Copérnico: O polaco Nicolau Copérnico destacou-se como um importante astrónomo que desenvolveu a teoria heliocêntrica, esta até então era desconhecida, sendo a teoria geocêntrica, que colocava a Terra no centro do sistema solar, a única conhecida até então. É tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.

Fig. nº 2 – Nicolau Copérnico


Externato Marista de Lisboa História 8ºano B 2010/2011 Andreas Vesalius: nasceu a 31 de Dezembro de 1514 em Bruxelas e morreu a 15 de Outubro de1564. Foi um médico belga, considerado o “pai da anatomia moderna”. Ainda não se tinha descoberto muito sobre anatomia e fisiologia desde a Antiguidade. Porém, todas as descobertas foram baseadas na dissecação de animais. A falta de aulas práticas de anatomia na Universidade de Paris fez com que Versalius, assim como muitos outros, a frequentar cemitérios à procura de ossos de criminosos executados e vítimas de praga.

Fig. nº 3 – Andreas Vesalius

Pedro Nunes: Na matemática, conseguimos destacar um importante nome Português, Pedro Nunes. Este foi um dos mais importantes nomes da ciência náutica do século XVI. Nascido em Alcácer do Sal, em 1502, numa família De origem judaica, estudou filosofia e matemática na Universidade, vindo depois a aperfeiçoar os conhecimentos em Salamanca e Alcalá de Henares. D.João I nomeou-o cosmógrafo oficial, em 1529, anos mais tarde passando a ser cosmógrafo-mor do Reino. Inventou um aparelho de medição riorosa que, em sua homenagem se chama nónio.

Fig. nº 4 – Pedro Nunes.


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Garcia de Orta: Garcia de Orta, médico e nauralista português, nasceu em 1500, em Castelo de Vide, e faleceu em 1568, em Goa. Depois de ter estudado Filosofia Natural, Medicina e Botânica em Salamanca e Alcalá de Henares, em Espanha, voltou, em 1523, a Castelo de Vide onde viria a exercer medicina. A obra de Garcia de Orta, foi o livro Colóquio dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia, editado em Goa em 1563, nos capítulos de sua obra, Orta apresenta a Fig. nº 5 – Garcia de Orta primeira descrição rigorosa feita por um europeu das características botânicas (tamanho e forma da planta), origem e propriedades terapêuticas de muitas plantas medicinais que, conhecidas anteriormente na Europa mas de maneira errada ou muito incompleta e apenas na forma da droga (na forma de parte da planta colhida e seca). Orta receou que o seu gosto pela matéria médica e pela botânica pudesse levar a que fosse confundido com um boticário, como também se viu obrigado a dispensar a tutela do próprio Dioscórides, ao tratar de drogas medicinais que o autor greco-romano na sua maioria desconhecia.

Leonardo da Vinci: Leonardo di ser Piero da Vinci, (15 de Abril de 1452 – 2 de Maio de 1519) uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquitecto, botânico, poeta e músico. É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos e como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido. Nascido como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci, na região da Florença, foi educado no Fig. nº 6 – Leonardo da atelier do pintor florentino, Verrocchio. Vinci Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão;


Externato Marista de Lisboa História 8ºano B 2010/2011 trabalhou posteriormente em Roma, Bolonha e Veneza, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I. Leonardo é reverenciado por sua engenhosidade tecnológica; concebeu ideias muito avançadas para a época, como um helicóptero, um tanque de guerra, o uso da energia solar, uma calculadora, o casco duplo nas embarcações, e uma teoria rudimentar das placas tectónicas. Conclusão Com a realização deste trabalho passamos a ter um maior conhecimento geral. Soubemos que o Renascimento marca o período da História da Europa aproximadamente entre finais do século XIII e meados do século XVII. Este período foi marcado por transformações em várias áreas da vida humana, que assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. A designação de renascimento deve-se ao renascer da cultura clássica, sobretudo nos séculos XV e XVI. O homem procurou ver as coisas de outra forma, ao teocentrismo medieval, ou seja ver Deus como centro das preocupações do homem, seguiu-se uma nova visão, antropocêntrica, vendo o homem como centro das preocupações humanas. Várias áreas se desenvolveram na altura, principalmente a astronomia e a anatomia.

Fontes utilizadas: 

Wikipédia

Manual de História

Livro: “Preparar os testes 8ºano”

Infopédia


Trabalho de História