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Jornal Comunitário do Bairro Jardim Nicéia

Nicéia Bauru

Ano III

Edição nº6

Maio de 2011

João Paulo Monteiro/Voz do Nicéia

João Paulo Monteiro/Voz do Nicéia

Ação Cidadania no Nicéia

O evento comunitário foi organizado pela Secretaria de Administrações Regionais em parceria com Faculdade Anhanguera e trouxe para o bairro serviços jurídicos, sociais e recreação (p.3)

Ponto de ônibus é inadequado Giovani Vieira/Voz do Nicéia

Galerias pluviais continuam inacabadas (p.4)

A única linha que atende o bairro não tem sinalização nem ponto coberto. Em período de chuva, moradores precisam subir até a garagem da empresa para pegar o ônibus (p.6)

Ainda nesta edição: homossexualidade é o tema do Fala Morador (p.7)


2 Abr/Mai 2011

Voz do Nicéia

Voz do Nicéia

Editorial A última edição lançada do jornal “Voz do Nicéia” desejava um ótimo 2010 à comunidade. Infelizmente, 2010 se passou e o jornal não pode dar sua contribuição aos moradores do bairro. Agora, em 2011, voltamos com a equipe nova e cheios de ânimo. Porém, com o mesmo objetivo: continuar sendo mais uma das vozes que chamam por melhorias ao Jardim Nicéia. A nossa intenção é tornar os problemas e necessidades do bairro visíveis, não só aos moradores, mas àqueles que são responsáveis por alguma mudança. E tentar trazer respostas e melhorias para a comunidade. Para que essas reivindicações possam ser ouvidas, é necessário também que toda a comunidade acompanhe mais as questões expostas, tenha uma ação mais concreta frente à Prefeitura e participe das ações oferecidas por ela. Nesta retomada, o Voz do Nicéia traz assuntos que já são velhos conhecidos dos moradores. Explicações sobre o problema das galerias de águas pluviais, a falta de um ponto de ônibus e o evento social acontecido na casa da D. Terezinha podem ser encontradas nesta edição. Esperamos que esse clima de retorno possa trazer muitas esperanças, mas sem nos deixar esquecer da importância de manter a participação nas cobranças dos direitos básicos desta comunidade. Equipe Voz do Nicéia

Horário de ônibus UNIP/MAKRO – Horário de saída de Unip/Makro Dia útil 06:12 06:48 07:29 08:11 08:45 09:27 10:02 10:46 11:23 12:09 12:47 13:33 14:10 14:55 15:29 16:11 16:41 17:25 17:58 18:41 19:16 19:48 20:20 20:50 22:03 22:30 23:05 Sábado 05:56 06:20 06:59 07:30 08:04 08:39 09:12 09:48 10:21 11:02 11:42 12:15 12:52 13:26 14:06 14:40 15:54 17:08 18:22 19:36 20:46 21:56 23:06

Anúncios

Domingo/Feriado 06:50 07:58 09:06 10:14 11:22 12:30 13:38 14:46 15:54 17:02 18:10 19:18 20:26 21:34

Viviane da Silva Vendedora de Trufas Rua 3, 1-85 aceita encomendas

Amarildo Lima Serralheria e Comunicação visual Rua 2 Tel: 9758-0850 ou 9710-1198

Válter Marques Serviço de carreto Rua 2, 2-45 Tel: 3203-1743

Terezinha Refeições Tel: 3203-79776 Frango Assado todo final de semana

(somente nos finais de semana)

(Não servimos no local nem fazemos entrega; Cardápio variado a cada semana)

Maria Cristina de Oliveira Compotas de doces Rua 2, 52 Tel: 9795-3422

Paulo Henrique e Claudinei Stomi - Bicicletaria Rua Sério Arcanjo, 52 Tel: 9141-7335

Jornal comunitário bimestral do bairro Jardim Nicéia, em Bauru-SP Projeto de Extensão universitária Expedição Jornalista responsável Ângelo Sottovia Aranha MTB-12870 Reportagem Adriana Salgado Aline Ramos Beatriz Haga Cínthia Quadrado Carolina Seiko Giovani Vieira Henrique Gasparino Jéssica Frabetti João Paulo Monteiro Letícia Mendonça Thais Perregil Vitor Moura Vitor Soares Edição Ana Navarrete Juliana Santos Luciana Arraes Fotografia Letícia Mendonça João Paulo Monteiro Beatriz Haga Edição de Arte João Paulo Monteiro Luis Fernando de Araujo Diagramação João Paulo Monteiro Edição Geral Angelo Sottovia Aranha Coordenação do projeto Ana Navarrete FAAC - Unesp Bauru Departamento de Comunicação Social Endereço: Av. Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01 Vargem Limpa - Bauru/SP CEP: 17033-360 Telefone: 3103-6063 E-mail para contato: jornal.vozdoniceia@gmail.com Tiragem: 1000 exemplares Impresão: Fullgraphics Distribuição Gratuita


Voz do Nicéia

Abr/Mai 2011

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Evento comunitário agita sábado no Nicéia Poder público e iniciativa privada se unem para prestar serviços aos moradores Beatriz Haga/Voz do Nicéia

Quintal da casa de Dona Terezinha serviu de sede para o projeto Ação Cidadania Beatriz Haga Vitor Moura

SEMMA distribuiu mudas de plantas

evento que contou com ser- veis estavam emissão de carteiviços voltados à comunidade. ra profissional pelo Ministério Na falta de uma sede oficial, a do Trabalho, orientação do moradora Dona Terezinha re- INSS sobre benefícios previcebeu em sua casa os vizinhos. denciários e conscientização “Eles me procuraram no bairro sobre os cuidados com a dene eu resolvi ceder minha casa gue pela Secretaria da Saúde. Já para colaborar com a prefeitu- a Secretaria do Meio Ambienra e com a comunidade”, conta te, distribuiu mudas de plantas aos moradores. “Na medida Terezinha. A iniciativa é uma parce- em que você traz esses serviços ria da Secretaria onde as pes“Na medida em soas residem, das Adminisvocê facilita o trações Regio- que você traz esacesso delas a nais (SEAR) e ses serviços onde da Faculdade as pessoas residem, isso”, completa A n h a n g u e r a . você facilita o aces- Ricardo. Alunos voO secretário da so delas a isso” luntários da SEAR, Ricardo Oliveira, explica como é o pro- Anhanguera, de diversas árejeto: “o Ação Cidadania é um as, também colaboraram no projeto que reúne parceiros evento, realizando ações como tanto do poder público muni- exames básicos de saúde, oriencipal, quanto estadual e federal, tação jurídica e fisioterapia. Os e também da iniciativa privada, estudantes de Psicologia e de para que sejam levados serviços Educação Física cuidaram da recreação das crianças com rogratuitos à população”. Entre os serviços disponí- das de ciranda e jogos. “Num Embelleze ofereceu cortes gratuitos

Beatriz Haga/Voz do Nicéia

Beatriz Haga/Voz do Nicéia

No sábado, dia 30 de abril, o Jardim Nicéia recebeu o projeto Ação Cidadania, em um

primeiro momento a comunidade fica meio receosa com a presença de pessoas estranhas, mas depois de uma hora de evento começa a perceber que é interessante, que está sendo feito algo de bom no bairro”, explica o coordenador de curso da Anhanguera, João Alfredo Carrara. Ele conta também que o evento correu de forma tranqüila e teve grande participação dos moradores. O Instituto Embelleze colaborou com a mudança do visual, cooperou com cortes de cabelo e dicas de maquiagem. “O que muita gente considera uma coisa pequena, como um corte de cabelo, para algumas famílias pode ser uma coisa grande”, destaca a presidente da Associação dos Moradores do Nicéia, Joana da Silva.


4 Abr/Mai 2011

Voz do Nicéia

Obras continuam paradas

Mesmo após período das chuvas, obras não tem prazo para recomeçar Letícia Mendonça/Voz do Nicéia

Esgoto a céu aberto exala mau cheiro e traz riscos de doenças para a população João Paulo Monteiro

É unânime que a maior dificuldade enfrentada pelos mo radores do Jardim Nicéia, entre tantos outros problemas, é a obra das galerias de águas pluviais. “É o principal problema do bairro”, afirma Joana Miguel da Silva, líder comunitária. As obras, paradas desde dezembro do ano passado, ainda não têm prazo para serem retomadas. Com uma estrutura precária, o esgoto da rede do DAE acabou invadindo as galerias de águas pluviais, causando mau cheiro; “o cheiro perto das

bocas-de-lobo é horrível”, garante Joana. O DAE, através de sua assessoria de imprensa, afirmou que a divisão técnica da empresa foi ao local checar pelas irregularidades e não encontrou os problemas reclamados pelos moradores do bairro. Segundo a assessoria de imprensa, assentamentos irregulares de uma empresa particular, na quadra 16, rua Padre Francisco Van der Maas, foram diagnosticados, mas isso já está fora da área de atuação do DAE; “hoje, não tem nada em aberto para que o DAE resolva. Não foi encontra-

do nenhum problema além de manutenções corriqueiras”, informa o DAE. As maiores críticas, porém, são destinadas à Secretaria de Obras; “não adianta nada começar uma obra que depois fica parada, só para politicamente dizer que estão fazendo alguma coisa. Não adianta nada”, reclama a líder comunitária Joana. A Secretaria de Obras de Bauru, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que as obras não foram retomadas devido à ocupação irregular de uma área destinada à construção

da rede de tubos, entre as Ruas 4 e 5, cuja localização é exatamente o caminho natural das águas, no ponto mais baixo do terreno; “acordos estão sendo feitos entre a Secretaria de Planejamento, a líderança da comunidade e o ocupante da área, quando o terreno for desocupado, a execução da obra será retomada”. O secretário de Administrações Regionais, Ricardo Oliveira, esteve no Jardim Nicéia, verificou o problema e garantiu empenho para a melhoria da estrutura do


Voz do Nicéia

O que aconteceu No terceiro trimestre do ano passado, foram iniciadas no Jardim Nicéia obras para instalação de galerias de drenagem de águas pluviais. Porém, durante o período de chuvas, o trabalho foi interrompido e até agora não foi retomado. A Secretaria de Obras afirma que uma área destinada às obras foi ocupada de forma irregular e, com isso, não pode concluir a galeria.

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Outros problemas Com as obras paradas, o acumulo de água é inevitável. Com isso, o medo de doenças causadas por água parada, como a dengue, aflige o bairro. Moradores do Jardim Nicéia reclamam da prefeitura, já que os agentes de saúde passam nas casas, cobram dos moradores o combate a possíveis focos do mosquito da dengue, mas não tomam uma atitude quanto ao acúmulo de água nas obras. “A Baurutrans joga água direto na galeria e ela fica acumulada nas obras paradas”, afirma Joana Miguel. A empresa de ônibus, porém, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que o destino da água depois que sai da empresa é responsabilidade do Poder Público, a quem compete a instalação e manutenção de rede de águas pluviais; “a empresa Grande Bauru destaca que a água que deixa suas instalações tem padrão normal, conforme certificado pelo laboratório credenciado Centerlab”. E completa: “a água em questão está de acordo com as normas da Secretaria Munici-

João Paulo Monteiro/Voz do Nicéia

bairro; “vou manter contato com a Secretaria de Obras e, trabalhando juntos, vamos dar continuidade a essas obras”. O secretário está ciente do problema e da dificuldade da Secretaria de Obras: muitas obras foram iniciadas em diferentes pontos da cidade e agora várias delas estão paradas. Por essa razão, as reclamações, não só de moradores do Jardim Nicéia, são frequentes. “É função da SEAR proporcionar um relacionamento mais próximo entre lideranças comunitárias e os órgãos da prefeitura”, explica Ricardo Oliveira.

Abr/Mai 2011

Poste de luz ameaça cair sobre casa devido à erosão causada pelas chuvas

pal do Meio Ambiente, que as vistoria periodicamente. Não são utilizados produtos químicos no tratamento, não havendo, portanto, nenhum risco de João Paulo Monteiro/Voz do Nicéia

Com obras paradas, acúmulo de água preocupa por causa de dengue e da leishmaniose

contaminação. Manutenções periódicas também são realizadas na base por onde a água sai das instalações da empresa, para retirada de pedriscos, mato ou quaisquer detritos”. Já para o senhor Heraldo Monteiro, a preocupação é ainda maior. O morador da Rua 4 convive com o constante medo da queda de um poste de energia sobre a sua casa. Com as constantes chuvas do começo do ano, a erosão aumentou o buraco deixado pela prefeitura no local das obras paradas.Com isso, durante as chuvas, “o poste pode cair a qualquer momento”, avisa o morador.


6 Abr/Mai 2011

Voz do Nicéia

Era uma vez um ponto de ônibus...

Falta de transporte público no bairro causa transtornos à comunidade Giovani Vieira/Voz do Nicéia

Na falta de um ponto de ônibus adequado, moradores usam árvore como referência e proteção contra o sol, já que, em dias de chuva, não há ônibus Adriana Salgado Giovani Vieira

-Makro. Outra solução é subir uma rua que dá acesso à Unesp e caminhar Uma esquina de terra batida uma longa distância. Aos domine nada mais. Esse é o local utili- gos e feriados acontece outro prozado pelos moradores do Jardim blema, as linhas disponíveis que Nicéia para pegar o único ônibus passam próximas à universidade que passa nas proximidades do são poucas e os horários mais esbairro. Sem o transporte coleti- cassos ainda, dificultando para vo entrando no aqueles que pre“Por que o ônibus não bairro, a solucisam ir a superpode entrar no bairro ção para quem mercados, hossendo que por aqui pasprecisa trabapitais ou àqueles lhar, faça sol sam ambulâncias, viatu- que buscam laou faça chuva, ras da polícia (...) e até o zer. é enfrentar as Quando caminhão de lixo?” ruas de terra e chove, a situapassar pelo bairro inteiro até che- ção fica ainda pior. “Aí fica aquegar ao ponto, no mínimo, impro- le lamaçal, não tem como sair na visado na rua Valdemar F. Santos. porta de casa, imagine subir até o No local não há sequer uma de- fim do bairro para poder pegar o marcação de madeira indicando ônibus”, aponta a moradora Elaique ali é a rota da Linha Unip- ne de Castro Assunção (29). Ela

também conta que para as crianças, idosos e cadeirantes do bairro a dificuldade é ainda maior. Os ônibus não entram no bairro em dias de chuva, dessa forma os moradores precisam encarar as poças de barro e subir até a rodovia Marechal Rondon e aguardar o ônibus na garagem da empresa. “Por que o ônibus não pode entrar no bairro sendo que por aqui passam ambulâncias, viaturas da polícia, caminhões pipas e até o caminhão de lixo?”, questiona o morador Ricardo Luciano Costa. Procurada pela equipe, a Empresa Municipal De Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) responsável pelo transporte público, informou, por meio de nota enviada pela assessoria, que os ônibus têm estrutura diferenciada, não permitindo

seu tráfego pelas vielas do bairro e que não prevê, no momento, mudança de itinerário, uma vez que o atual já está definido. Uma possível solução seria o prolongamento do itinerário da linha Campus até a rotatória de acesso ao bairro, mas, segundo a Emdurb, não é possível porque “a linha não apresenta tempo de viagem suficiente”. Quanto à possibilidade de instalação de um ponto coberto no local, a Empresa não dispõe do equipamento no momento, mas informa que a solicitação será arquivada para posterior avaliação. Questionada da ausência de marcação, a Emdurb pede a colaboração dos moradores para não arrancarem a sinalização, pois esta já tinha sido colocada anteriormente.


Voz do Nicéia

7

Abr/Mai 2011 Henrique Gasparino

“Você é a favor ou contra a homossexualidade?”

João Paulo Monteiro/Voz do Nicéia

Passeatas e manifestações contra o preconceito foram apenas o começo do processo de reconhecimento dos homossexuais pela sociedade. No dia 5 de maio, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável entre homossexuais por 7 votos a 2. Com essa decisão, um casal gay terá os mesmos direitos que um casal heterossexual. “Eu vivenciei isso (a homossexualidade) de perto e posso dizer que não tenho nenhum preconceito. Não tenho problema com ninguém e acho que cada um faz o que quiser da vida”

“Eu acho normal (a homossexualidade). Também acho que o preconceito é fruto da ignorância das pessoas, porque ninguém é perfeito” Laís Francine da Silva, 17 anos

“Não tenho preconceito nenhum. Nem com gay, nem com negro, nem com ninguém. Cada um tem seu espaço e deve viver da maneira que acha melhor” Maria Teresinha de Abreu, 53 anos

Maria Lucilene, 42 anos

Moacir Alexandrino, 60 anos

Adalton Cândido, 49 anos

?

Tira-dúvida

João Paulo Monteiro/Voz do Nicéia

“Quem tem problemas com isso, são os religiosos. E eu não sou religioso. Cada um deve levar a vida do jeito que quiser. Eu não tenho preconceito, outra vez recebi cantada de homem, não gostei, mas também não xinguei”

“Eu sou evangélico e sei que isso (homossexualidade) desagrada a Deus. Porque Deus fez o homem semelhante à sua imagem. Então, a mulher ou o homem que desfalece de sua imagem está desagradando a Deus. Claro que é livre (ser homossexual), mas se desagrada a Deus, eu sou contra”

Aline Ramos Jéssica Frabetti

“Empregadas domésticas e diaristas têm os mesmos direitos?”

Ambas as profissões se caracterizam pela prestação de serviços, mas as empregadas domésticas têm vínculo empregatício, diferente das diaristas. Essa diferença existe, pois as empregadas prestam um serviço fixo a certas residências. Já a diarista presta seus serviços em dias alternados, sem dias e horários pré-determinados, sem a relação de emprego, pois são autônomas. Porém, a longa relação de uma diarista numa residência dá abertura para que esta possa exigir os mesmos direitos da empregada doméstica. A obtenção deles não é garantida, pois a relação de anos não muda a natureza do trabalho. Por não terem vínculo empregatício, as diaristas não têm direitos trabalhistas, como férias e 13º salário. Para garantir direitos trabalhistas, as empregadas domésticas precisam apresentar carteira de Trabalho e Previdência Social, comprovante de inscrição no INSS e atestado de saúde fornecido por médico. Fonte: Eny Prestes OAB: 61.181

Quais são os principais direitos das empregas domésticas? - Salário mínimo fixado em lei; - Salário não pode ser diminuído; - Feriados civis e religiosos; - Férias de 30 dias remuneradas; - Férias de acordo com contrato de trabalho; - Estabilidade durante gravidez; - Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário; - Auxílio-doença pago pelo INSS; - Aviso prévio de, no mínimo, 30 dias; - Aposentadoria; - Integração à Previdência Social; - Vale-Transporte; - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); - Seguro-Desemprego concedido, exclusivamente, ao empregado Incluído no FGTS


8 Abr/Mai 2011

Perfil

Voz do Nicéia

Tiago da Silva Anjo Letícia Mendonça/Voz do Nicéia

do Rio Pardo, Tiago conta que foi durante sua infância que o seu interesse por futebol começou. Com 12 anos de vivência no Nicéia, o jovem chegou até mesmo a fazer escolinha de futebol, no Baroninho, mas por causa do peso da mensalidade teve que deixar as aulas. Hoje, com 17 anos, mora com a mãe e mais

Carolina Seiko Cinthia Quadrado

No meio do grupo de amigos, Tiago pode até passar despercebido pela timidez e pelo sorriso contido, mas é no campo de futebol que o rapaz demonstra a habilidade de um jogador nato. Nascido em Santa Cruz

vice-campeão em 2010, o que seis irmãos. No tempo livre, Tiago joga garantiu sua entrada no time videogame, que não poderia atual, o dos Operários, como ser de outro tipo: futebol. Os jogador “de ponta”, armando ídolos desse palmeirense são as jogadas mais decisivas para Messi, o jogador argentino os jogos. que joga no A seriedade Barcelona, “Meu objetivo é al- torna-se nítida e o brasino momento em cançar meu sonho, ser leiro Roque ele comenta n a l d i n h o jogador de futebol” que, ao emplacar uma carreira, de Gaúcho, jogador renomado, seus objetijogador do Flamengo. Quando o assunto é a atua- vos seriam alcançados podendo ção do menino em campo, seus até mesmo mudar a vida que amigos reafirmam a qualidade tem atualmente no bairro. Com um visual cuidadoso e de suas jogadas. Tiago jogou em Bauru por vários times em um jeito tranquilo de falar, o mecampeonatos amadores. Tendo nino tímido do início da matéria um currículo variado, já parti- mostrou-se divertido e demonscipou do Flamboyant (vence- trou o respeito e o carinho que dor do campeonato do SESC); tem tanto por seus pais, quanto do Tibiriçá; e do Vitória, time pela comunidade do Nicéia. Letícia Mendonça Vitor Soares

Bruno Wesley Costa Garcia, 10 anos

Kamily Beatriz Pires,

Iara

Pere

ira d

a Si

lva,

8 anos

9 an

os Iris Pereir

Ir

ilva, 9 anos is Pereira da S

a da Silva

Isabela Fernanda, 8 anos

, 9 anos


Voz do Nicéia - maio 2011