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O menino lobisomem

ANA SOUSA

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Era uma vez um menino adorĂĄvel, com uma vida igual Ă  dos outros.


Numa tarde de primavera, o menino foi apanhar morangos ao bosque. Enquanto apanhava os morangos, entrou pelas suas narinas um cheiro delicioso a doces e, seguindo o cheiro, avistou ao longe uma casa coberta de tais requintes.


O menino foi a correr até à casa e, quando lá chegou, comeu a porta que era feita de chocolate e entrou. O menino já cansado deitou-se numa das sete camas que pertenciam aos sete anões.


Na manhĂŁ seguinte o menino acordou sobressaltado com um lobo que gritava: -Deixa-me entrar, ou eu sopro e sopro, e deito-te a casa a baixo. -NĂŁo sejas burro, eu comi a porta ontem Ă  noite!


Com esta resposta, o lobo entrou por a casa adentro e depressa o devorou. Já dentro do estômago do lobo o menino encontrou o sapato de cristal afiado como uma agulha que pertencia à Cinderela e com o mesmo furou a barriga do lobo e de lá conseguiu sair.


O que o menino não sabia era que tinha sido amaldiçoado e que todas as noites de lua cheia se transformava em lobisomem.


A partir daí todas as noites que aquilo acontecia o menino saía de casa para que os pais não descobrissem a sua maldição. E essa era a vida do menino lobisomem…


O menino lobisomem