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ESCOLA E.B. 2,3 ANDRÉ SOARES

Inês Filipa Santos Mendes Nº 11 Turma B


A Flor Amarelinha A Flor Amarelinha nasceu num pinhal, no meio do musgo verde, carumas secas e pinhões caídos lá de cima, das pinhas abertas. A Flor Amarelinha tinha de estar presa à terra e não poder, como o vento, andar por todos os lados, ver todas as coisas, passar dos jardins para o mar e do mar para o pinhal.


A Flor Amarelinha Ela passava a vida ali, entre os pinheiros e as urzes, sempre à espera que o Vento viesse contar histórias dos sítios por onde passava. Então uma noite o Vento prometeu-lhe:


A Flor Amarelinha - Deixa estar, que tu ainda hås de conhecer o mar e a praia. - Mas como vais fazer isso? - pergunta a Flor Amarelinha ao vento. - É surpresa? - exclama o vento, gritando ao longe no meio do cÊu.


A Flor Amarelinha E numa fresca passagem, suave, pela florzinha, desaparece como magia, mas ainda se podia sentir a sua presença, pois as flores ainda abanavam, a roda do moinho ainda girava e os cabelos das pessoas, pretos, castanhos, loiros ou ruivos “dançavam” ao ritmo daquela agradável brisa.


A Flor Amarelinha No dia a seguir, de manhĂŁ, acordou com o vento agitado a chamĂĄ-la: - Acorda, acorda! - O que foi? -perguntou a flor. - Ainda queres ir ver o mar e a praia? - perguntou o vento com um sorriso.


A Flor Amarelinha Mas como? Eu sou uma flor que não pode sair daqui! confessou tristonha - O que tens aí? - É um vaso! Eu meto-te aqui e já está, depois podemos ir! - Está bem!


A Flor Amarelinha E passado algum tempo os dois amigos realizaram felizes e contentes o maior sonho da Flor Amarelinha, ver o mar e a areia. Nunca te esqueรงas de acreditar nos teus amigos!

1º Lugar do 6º ano  

narrativa aberta

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