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Casa Grande


Memorial Homem do Kariri


Valéria Tolói

Ser professor é a atividade mais importante em uma sociedade, algo que fazemos para outro e para o futuro. Esta atividade está se transformando no século XXI. Um professor hoje pode ser um ativista, um mediador, um curador, um artista ou como eu, na Universidade das Quebradas, editora de um site pedagógico. Mas apesar da atividade de professor estar se transformando, a instituição escola não está mudando. Posso apontar aqui três motivos para isso: A escola é normativa, abstrata e fechada. Normativa A escola opera dentro de um sistema de regras rígido, difícil de ser modificado. Um exemplo desta rigidez está na questão dos grupos. Muitos de nós que trabalhamos com educação informal sabemos que quanto mais heterogêneo é o grupo de trabalho, quanto mais diferenças existe dentro do grupo, maior a possibilidade das trocas e melhor é o processo de ensino e aprendizagem. Na escola pública ou particular, estes grupos são constituídos por pessoas da mesma idade, do mesmo grupo social e, em geral, da mesma vizinhança. Trata-se de um ambiente pobre, com pouca diferença. Para enfrentar a normatização da escola, precisamos de liberdade para experimentar. Já que hoje vivemos numa sociedade em que é possível aprender em toda parte, precisamos trazer as experiências educacionais informais para dentro da escola. Abstrata Os órgãos federais vêem a escola de forma abstrata. Um exemplo disto está nos documentos publicados pelo MEC em que são definidos os procedimentos escolares. Eles não falam de uma escola no Cariri, nem de uma escola no Ceará, ou no nordeste do Brasil, eles se dirigem a uma escola utópica, que não existe. Eles falam de um cenário abstrato, de metas impraticáveis. Para enfrentar esta visão abstrata é preciso buscar identidade. Cada escola precisa se tornar um polo de produção de conhecimento local, de um grupo, de uma vizinhança. As escolas precisam ser apropriadas pela sociedade, pela cidade. Fechada As escolas são fechadas. Fisicamente as escolas têm grades, muros, são espaços em que os pais cobram por segurança. Há uma responsabilidade da instituição ao receber crianças e jovens em seu espaço. Da mesma forma há uma necessidade de prover um ambiente cultural seguro e isso gera Jailson Souza a resistência á cultura digital na escola.

Beá Meira

A luta pela iguald e o direito à difere No século XXI é ne e estabelecer o dir


dade é um legado do século XIX; ença, uma herança do século XX. ecessário vincular a igualdade no campo da dignididade reito à dimensão subjetiva e estética.


Alemberg Quindins apresenta a Casa Grande Quando o projeto para ocupação do Brasil com

Elizah Rodrigues: Radioestória

A Botija de ouro

as capitanias hereditárias não deu certo, Garcia D’Avila construiu a Casa da Torre na Bahia e começou a criar gado no país. A criação de gado no interior seguiu o caminho das águas. Na Chapada do Araripe, dizem que através das pedras, as águas do Ceará saem em Pernambuco. A Casa Grande foi construída como uma casa de comboieiro e foi adquirida pela família de Alemberg, em 1932. Em 1992, a casa se tornou um espaço para abrigar conteúdos de música, cinema, história em quadrinhos e arqueologia. Um lugar para abrigar os meninos e meninas da cidade. Estes meninos faziam brincadeiras sazonais e passavam estas brincadeiras de menino para menino. Eles intuitivamente já cultivavam uma relação com o tempo. Inicialmente montamos o Museu da História do Homem do Kariri e as três diretorias: pesquisa, manutenção e conteúdo. Na Casa Grande protagonismo sempre foi uma realidade. Os meninos sabem quanto se gasta de luz no teatro e podem planejar para economizar. O foco da casa foi promover a sustentabilidade econômica da instituição, produzir conteúdo, aumentar o repertório, realizar eventos e estimular o atendimento das pessoas, que são atraídas para cá pela Fundação. Mas apesar de tudo isso, o maior valor do projeto é que entre estas crianças que se criaram aqui, estabeleceu-se uma relação de amizade baseada na honestidade, caráter e respeito. Alguns projetos específicos movimentam a economia na Casa Grande, que já foi Pontão de Cultura, e um dos 65 municípios indutores de turismo social, no Brasil


Fabio Pena: Mocoronga

Rafael Nike: Batalha do Passinho

Ermanno Allegri: Adital

Cocão: Cooperifa

Celo Brown: Alto Falante

João Fernando : Espírito Livre

Ana Paula: Agência Redes da Juventude

Renato Rovai: Fórum

Luiz Henrique: ESPOCC

Rogério Pereira: Rascunho

Edgar Borges: Coletivo Caimbé

Beá Meira: Universidade das Quebradas

Amanda Rahra: Énois

Laércio Meirelles: Auto certificação Daniel Cywinski: Cairuçu

Cari Rodrigues

Bernardo Gutierrez: Futura Media

Eduardo Carvalho: Blogueiro Rocinha

Julio Callado: Opavivará!

Layane Holanda: Núcleo do Dirceu

Vicente de Sá

Sóter: ABRAÇO

Jarrid Arraes: Feminismo no Cariri

Jéssica Balbino: Jornalismo periférico

Pedro Markun: Transparência Hacker

Makely Ka: Música, poesia e vídeo

Janaína Melo: Escola do Olhar

Claudiney Ferreira: Onda Cidadã

Fabio Malini: Onda Cidadã

Toninho Prada: Mídia digital

Sandro Ka: Somos

André Lobão: Radiotube

Gerô: Unas , Heliópolis

Ecio Salles: Onda Cidadã

Dudu do Morro Agudo: Enraizados

Jailson: Observatório de Favela


Os protestos no Brasil: Reflexões sobre mídia, redes e cultura livre

REDE. Mídia e Cooperação em Rede – Toninho Prada (mediador) / Fábio Malini (relator) André Lobão (Radiotube/Criar Brasil). José Luiz (ABRAÇO). Edgar Borges. Pedro Markun (Transparência Hacker). Rogério Pereira (Jornal Rascunho). Renato Rovai (Revista Fórum). Sandro Ka (Somos). Ermanno Allegri (Adital). João Fernando Costa Júnior (Revista Espírito Livre). Jarid Arraes (Feministas do Cariri). Vicente Gomes de Sá (T-Bone Açougue Cultural). Cari Rodrigues (Jornal Boca de Rua). Celo Brown (Alto Falante) Eduardo Carvalho (Geral Conectado Blog).

Sandro Ka


JĂŠssica Balbino

Fabio Malini


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Douglas Henrique Oliveira, de 21 anos, que caiu do viaduto JosĂŠ Alencar


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Rede anal贸gica

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Propostas dos coletivos e entidades presentes no Fórum Onda Cidadã para 2013

1. Dar continuidade ao mapeamento incorporando novos sujeitos do midialivrismo na rede Onda Cidadã. 2. Produzir carta-manifesto direcionada à Secretaria Geral da Presidência (com cópia para o MINC e MC) para que sejam retomados programas de fortalecimento da cultura livre (como pontos de mídia livre, pontos de cultura, de periódicos para bibliotecas públicas, programas de banda larga entre outros). 3. Gerar ações de deslocamentos, intercâmbios e produção de aprendizagens de grupos midialivristas do Onda Cidadã, através da criação de microencontros vivenciais, com transmissão online e compartilhamento de experiências, saberes e abertura de códigos (a maneira como processos e produtos são fabricados). 4. Possibilitar que os mapeados possam também participar do processo de seleção do Rumos Itaú Cultural. 5. Criar mecanismos coletivos de seleção de projetos, em que o voto dos concorrentes do edital seja considerado na seleção. 6. Criar grupo de trabalho visando facilitar os processos de prestação de contas dos edi tais para as organizações da sociedade civil. 7. Criar carta-manifesto reivindicando a democratização das verbas publicitárias estatais e governamentais para as mídias livres e comunitárias.


Relatorionda10