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Foto Luciana Sotelo

22 O centenรกrio do saneamento santista

Foto Arquivo/Pedro Rezende

30 Confira o Festival Nacional do รndio

E mais... Santos F.C.

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Porto 56 Sustentabilidade 60 Gastronomia 64 Moda 70

Foto Ricardo Saibun/S.F.C.

Flashes 74 Indaiรก Home Club

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Destaque 80 Celebridades em foco

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Foto Bruna Vieira

44 Caraguá em alta, como nunca

Capa

Os atletas expoentes do clube alvinegro santista, Pelé e Neymar

Foto Ricardo Saibun/ Santos F.C.

Foto Carlos Felipe

50 A veia cultural de Cubatão

Foto José Edmilson de Araújo Mello Junior

Laje de Santos pág. 34


Beach A

R e v i s t a

Co d o

ao leitor Foto Arquivo Santos F.C.

L i t o r a l .

ANO XI - Nº 118 - abril/2012 A revista Beach&Co é editada pelo Jornal Costa Norte Redação e Publicidade Av. 19 de Maio, 695 - Bertioga/SP Fone/Fax: (13) 3317-1281 www.beachco.com.br beachco@costanorte.com.br Diretor - Presidente Reuben Nagib Zaidan Diretora Administrativa

Equipe de 1913

Dinalva Berlofi Zaidan Edição Eleni Nogueira (MTb 47.477/SP) beachco@costanorte.com.br

E mais... Diretor de Arte

Roberto Berlofi Zaidan

roberto@costanorte.com.br Criação e Diagramação PP7 Publicidade www.pp7.com.br | pp7@pp7.com.br Direção de Arte e Diagramação: Audrye Rotta Tratamento foto da Capa: Alex Francisco Marketing e Publicidade Ronaldo Berlofi Zaidan marketing@costanorte.com.br Depto. Comercial Aline Pazin aline@costanorte.com.br Revisão Adlete Hamuch (MTb 10.805/SP) Colaboração Belisa Barga, Bruna Vieira, Edson Prata, Fernanda Lopes, Gisela Bello, Luci Cardia, Luciana Sotelo, Karlos Ferrera, Marcos Neves Fernandes, Morgana Monteiro e Renata Inforzato Circulação Baixada Santista e Litoral Norte Impressão Gráfica Silvamarts

Fábrica de talentos Uma trajetória fascinante, repleta de craques, conquistas, recordes, mitos, ídolos, gols e paixões. Assim é o centenário do clube alvinegro santista, que já nasceu com um destino: encantar o mundo. E tais qualidades estão embutidas num time de cidade média, diferentemente do histórico futebolístico brasileiro, cujas grandes agremiações se originaram nas principais capitais do país. Mas, a história tem seus caprichos e, o pequeno Santos Foot-Ball Club, fundado no longínquo 14 de abril de 1912, atravessou fronteiras, cruzou os mares e tornou-se uma referência no mundo do futebol. A fórmula do sucesso? Talvez esteja fundamentada na capacidade de formar e revelar talentos. São gerações de craques, de Meninos da Vila. Entre as quatro linhas, com a bola nos pés, eles são reis. Desarmam o adversário, criam dribles desconcertantes e, de forma mágica - que para quem assiste até parece fácil, diante de tanta maestria -, a bola voa em direção à rede, é gol!!! De Feitiço, Araken, Pepe, Zito, Pelé, Edu, Robinho, Diego, Paulo Henrique Ganso, Neymar... Haja espaço para enumerar os muitos craques que alegraram gerações. Foram tantos títulos estaduais, brasileiros, mundiais, como nenhum outro time do mundo jamais chegou a conquistar. Torcida orgulhosa essa! Motivos não faltam; afinal, é do time da Vila Belmiro que saiu o maior jogador de todos os tempos, o rei Pelé, a quem o clube deve sua projeção internacional. Atualmente, 38 anos após a despedida de seu representante maior, a famosa Vila tem mais uma joia, que já brilha entre os melhores do mundo, o eletrizante Neymar, aclamado por todas as torcidas. No Santos é assim, os Meninos da Vila correm atrás da bola desde cedo; treinadores atentos observam cada movimentação, orientam, encorajam, mostram o caminho da defesa, do ataque e do gol, e nessa escola de craques, os períodos de glórias sempre se sucedem. Parabéns ao Santos Futebol Clube pelo seu centenário, e pela inspiração que oferece aos meninos de todas as gerações. Eleni Nogueira


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história

O eterno

Menino da Vila

Em 14 de abril de 1912 fundou-se, modestamente, uma agremiação esportiva chamada Santos FootBall Club. Um século depois, o Peixe detém o título da FIFA de melhor clube das Américas do século XX, revelou o maior nome do futebol mundial e conquistou milhões de torcedores na cidade, no país e no mundo inteiro. Motivos não faltam, portanto, para se comemorar o centenário deste jovem gigante

Por Belisa Barga “Nascer, viver, e no Santos morrer, é um orgulho que nem todos podem ter”, diz um trecho do hino do Santos Futebol Clube. Ao longo de sua trajetória, mais de onze mil e setecentos gritos de gol, marca não atingida por nenhum outro time no planeta. Único clube brasileiro a conquistar, em um mesmo ano, 1962, um título estadual, nacional, continental e mundial. Coleciona títulos de Bicampeão Mundial de Clubes, Tricampeão da Libertadores, nove vitórias nacionais e 19 vezes campeão paulista. E essas são apenas algumas das suas 92 conquistas. Sem contar que é o berço do atleta do século, o rei do futebol, Pelé. Reconhecido mundialmente graças ao seu eterno ídolo Pelé, que começou a jogar aos 16 anos, gerações de meninos como Robinho, Diego, Neymar e Paulo Henrique Ganso são uma constante na história da equipe. Uma das primeiras formações do grupo, ainda em 1912, contava com a

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presença de jovens jogadores. E essa tradição de revelar craques da bola guia o tema das celebrações. “O Santos é o time dos meninos e para nós, meninos são para sempre. Por isso, esse é nosso conceito de centenário e esse lema que nos norteará nos próximos 100 anos”, explica Armênio Neto, gerente de marketing do clube. O passado do Santos mescla-se ao presente dessas gerações jovens. De torcedor a ídolo, Neymar já vibrou por outros garotos, como Robinho e Diego. “Em 2002, o Santos foi campeão e meu pai me levou à Praça da Independência para ver os jogadores no carro de bombeiros. Hoje sou ídolo”. E entre alguns dos fãs, podemos citar santistas fanáticos como Fausto Silva, Geraldo Alckmin, Eduardo Suplicy e Supla, Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes. O guri mais popular do mundo, embora não tenha integrado a safra de ‘Meninos da Vila’, estreou no time aos 16 anos. “Quando cheguei de Bauru, fui ao alambrado ver os jogadores, cheio de vergonha. Um dos diretores do clube chegou com uma camisa listrada e perguntou se eu era o menininho que treinaria na equipe. Vesti a camisa, tirei uma foto encostado no alambrado e esque-

cemos. Joguei 18 anos com a blusa branca e, no dia da minha despedida contra a Ponte Preta qual usei? A preta e branca”, relembra o ex -titular da camisa 10, Edson Arantes do Nascimento, o imortal Pelé. Embora não seja a única responsável pelo sucesso da trajetória do Alvinegro, a Era Pelé foi imprescindível, tanto que o atleta será a imagem do centenário. “O Pelé fez com que começássemos a sonhar que o Santos não era um peixe de aquário e, sim, de águas oceânicas, que atravessou as fronteiras da nossa Ilha de São Vicente para conquistar o mundo”, diz Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do time. E esse peixe nadou, nadou e não morreu na praia. Pelé colocou a pacata Vila Belmiro no mapa mundial, graças ao seu talento nos pés. Diz Pelé: “Tenho muito orgulho, pois tive a felicidade de presenciar o Santos promover o Brasil pelo mundo e lá fora somos o time de todos os torcedores”. O atual titular da 10, Paulo Henrique Ganso, sabe de cor o significado do uniforme. “Vestir essa camisa é uma responsabilidade enorme e me sinto honrado de atuar em um clube tão grande. Espero que eu possa sempre ser orgulho para muitos com ela”.

Fotos Ricardo Saibun/Santos F.C.

O tri-campeonato da Libertadores, em 2011: a consagração maior dos últimos 48 anos

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Fotos Arquivo Santos F.C.

história

Uma das primeiras escalações, a equipe de 1913, e os campeões dos títulos estadual, nacional, continental e mundial, em 1962 História do Peixe O nascimento do gigante da Vila ocorreu quando Francisco Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Junior, três esportistas santistas, criaram um clube exclusivo para um esporte recém-desembarcado no Brasil, o futebol. Nomes como Concórdia, África e Brasil Atlético foram cogitados para o time. Mas, por unanimidade, foi eleita a sugestão proposta por Edmundo Jorge de Araújo: Santos Foot-Ball Club. As cores branco, azul e dourado, escolhidas para representar o tricolor santista, não duraram muito. Um ano depois foram substituídas pelo branco e preto, que originaram o atual codinome - Alvinegro. E se o Peixe é visionário ao formar equipes com ilustres garotos desconhecidos, em 1912 foi um dos pioneiros no drible ao preconceito. Uma das primeiras escalações contava com dois atletas negros, cujas identidades permanecem incógnitas nos arquivos do clube. Esse fato era incomum à época em virtude da discriminação racial que os proibia, inclusive, de praticar o esporte. “A cidade foi uma das primeiras nas lutas abolicionistas, não seria de admirar que essa mentalidade fosse manifestada no futebol daqui”, explica o escritor e profes-

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sor de história Gabriel Pierin. E a estratégia de reunir jovens vem de outrora. Os sócios do clube eram, em sua maioria, novos, solteiros, estudantes e empregados do comércio, explica Pierin. “Em 1913, Adolpho Millon Jr. sagrou-se campeão e vice-artilheiro santista com apenas 19 anos. Outro destaque, Ricardo Pinto de Oliveira, fez sua estreia no Santos no mesmo ano, aos 16 anos, e fez história como jogador com 101 atuações e como dirigente.” O próximo passo viria com o estádio Urbano Caldeira, homenagem a um dos ex-presidentes, palco de importantes e decisivas partidas. Existe desde 1916, na Rua Princesa Isabel, na Vila Belmiro. A aquisição deste terreno foi concretizada por Álvaro de Oliveira Ribeiro, avô do atual dirigente, durante o período em que ele assumiu a presidência interinamente. A partida inaugural foi entre Santos x Ypiranga, em outubro daquele ano, pelo campeonato paulista. “A imprensa santista, um dia antes, criou grandes expectativas por se tratar de uma praça de esportes que rivalizaria com outras já existentes na capital”, explica o professor. A modesta arquibancada foi tomada por duas mil pessoas que prestigiaram o time formado por Odorico,

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Américo, Arantes, Pereira, Oscar, Junqueira, Millon, Marba, Tedesco, Jarbas e Arnaldo. O resultado foi a vitória santista por 2 x 1, sendo Adolpho Millon Jr. o autor do primeiro gol da partida e da história do Caldeirão. Era apenas o início da história de um Peixe, que não se deixaria fisgar por nenhum anzol.

Salve nosso campeão Ao longo de dezoito anos, dedicados integralmente ao Santos, Edson Arantes do Nascimento criou milésimas oportunidades: mais de mil gols na carreira, mais de mil gols pelo clube e mais de mil atuações com a camisa 10. Segundo o atleta, no início houve a chance de ir para o Rio, mas acertou com o Santos. “Deus queria que eu estivesse aqui”. Pelé estreou na Vila em 1956, aos 16 anos e, em sua primeira partida, marcou o seu primeiro gol (sexto do jogo) contra o Corinthians de Santo André. Em pouco tempo, seria ídolo de gerações em todo o mundo. “Assisti o nascimento do maior craque da história do futebol mundial. Eu

era torcedor de arquibancada e me acostumei muito mal a ver meu time ser campeão em tudo que participava”, relembra Luis Álvaro. Edson tornou-se Pelé antes mesmo da maioridade. Assim como ele, seus companheiros Clodoaldo, Pepe, Edu e Coutinho brilharam na idade juvenil reforçando a vocação santista em revelar novidades nos gramados. E quem colocar defeito e disser que falta ao jogador a medalha olímpica, ele explica: “Logo que comecei a jogar fui convocado para a seleção. Não ganhamos porque nunca disputamos, pois profissionais não podiam participar de Olimpíadas”. Cinco anos após sua estreia, o atacante reinventaria o futebol numa partida contra o Fluminense no Maracanã (pelo torneio Rio - São Paulo). Aos 40 minutos do primeiro tempo, após driblar vários adversários no meio-de-campo, a torcida chegou ao delírio quando a bola balançou a rede. Essa jogada, que ganhou uma placa de bronze instalada até hoje na entrada do estádio carioca, ficou conhecida como ‘gol de placa’, origem da expressão utilizada até hoje.

“Não posso fugir dos dois mundiais, o milésimo gol, o gol de placa, o torneio de Carranza, torneio do México, a guerra que paramos.” Pelé, sobre os momentos marcantes de sua carreira

A primeira aparição do menino Edson Arantes do Nascimento na Vila Belmiro e o milésimo gol do rei Pelé, no Maracanã

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história Três eras de meninos A geração dos Meninos da Vila, que desde 2006 nomeia o centro de treinamento das categorias de base, ao contrário do que muitos pensam não surgiu com Diego e Robinho. Após a Era de Ouro, o Santos ainda passava por problemas financeiros. Sem verba para investir em nomes consagrados, o então técnico Chico Formiga profissionalizou garotos da base. A aposta, em 1978, na primeira geração dos Meninos da Vila destacou Juary e Pita, que se consagraram vencedores do Paulistão. No início dos anos 2000, quando o clube precisou fazer de um limão uma limonada, Fotos Ricardo Saibun/Santos F.C.

No ano seguinte viria o gol de número 500 e a conquista do primeiro Campeonato Mundial Interclubes, façanha que se repetiria no ano seguinte no Mundial de 63, quando o Santos perdeu o primeiro jogo e precisava vencer o segundo por dois gols de diferença. O Milan vencia o primeiro tempo por 2 x 0 e, no intervalo, um repórter contou no vestiário do Peixe que o adversário estava com um banquete preparado para comemorar ao final do jogo. Isso mexeu com os brios dos santistas que, determinados, marcaram quatro gols. Houve um terceiro jogo de desempate que culminou na vitória alvinegra, contou o ex-jogador Lima, numa das mesas-redondas do cruzeiro do centenário. Em 1969, Pelé realizou novas façanhas em parceria com o Santos. Uma das mais memoráveis foi a interrupção da guerra civil entre Kinshasa e Brazzaville, no Congo (África), para que ambas sediassem partidas. Pelé marcou oito gols em nove partidas e recebeu inúmeras homenagens. Assim que a delegação santista partiu, o conflito recomeçou. “O Santos viajava muito, só faltava jogar na Lua. No exterior, o Peixe apareceu depois do Pelé, mas, no Brasil, o clube já tinha sido campeão e eu o agradeço por ter me aceitado”, diz Pelé. Nos últimos anos de contrato, na década de 1970, o Santos enfrentava dificuldades financeiras. Pelé aceitou atuar sem remuneração para contribuir com o time que lhe abriu as portas do mundo. “Mesmo ele sendo o melhor do mundo, aceitou jogar de graça para ajudar a pagar o salário dos outros jogadores”, salienta o presidente.

O garoto Wesley, da categoria Sub 11, com a taça de Campeão Paulista 2011; na página ao lado, a equipe completa do Sub 11 e, abaixo, o time da Sub 17, campeões de 2009. Os novos meninos já colecionam títulos

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Robinho, PH Ganso e Neymar,a nova safra de craques

o técnico Emerson Leão investiu, novamente, nos talentos da base. Apresentou os memoráveis Alex, Elano, Renato, Paulo Almeida, além da dupla Diego e Robinho. Em 2002, após 18 anos de jejum, o Peixe voltou a comemorar a vitória do campeonato brasileiro sobre o Corinthians por 3 x 2. A terceira geração é liderada por Juninho e Paulinho, que levou o Santos a um torneio do outro lado do globo. Não identificou? E se falarmos em Neymar e Ganso? “O Santos é o time dos meninos e o torcedor sabe que quando não temos meninos em campo, não vencemos”, explica Armênio Neto.

Foto Hugo Genaro/Santos F.C.

Comando

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A atual diretoria soma importantes conquistas para o Peixe nestes três anos de gestão. Dois campeonatos Paulistas, Copa do Brasil, Libertadores, sem citar o segundo lugar no Mundial Interclubes, que, para muitos torcedores, vale como primeiro lugar por ter disputado contra o Barcelona. Em 2010, a diretoria repatriou por seis meses o ídolo das pedaladas, Robinho, e manteve Neymar no elenco até a próxima Copa. O gerente de marketing diz que a ideia é manter os investimentos na formação de novos craques para os próximos cem anos. “Vamos manter o que está no DNA do Peixe, que é a liderança a partir dos meninos, a partir desse espírito de criatividade, inovação, coragem e ousadia, onde substituímos a experiência pelo talento”. Nomes já despontam como possíveis apostas do amanhã: Rodrigo, do Sub 11; Jairo, do Sub 13; Douglas Abner, do Sub 15, o goleiro Guido, do Sub 17 e Vitor Andrade, também do Sub-17, que diz: “Espero ser essa nova geração junto com a molecada que está aqui comigo.”

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Alçapão ferve em dias de jogo na famosa Vila Belmiro

Torcida santástica Além da grande massa de torcedores avulsos, o Alvinegro possui torcidas organizadas, sendo dez reconhecidas no site oficial do clube. As principais são a Torcida Jovem, que, em mais de trinta anos, uniu mais de vinte mil integrantes em suas sedes na capital e litoral, e a Sangue Jovem, fundada há 23 anos na cidade. O Santos tem um público diferente, apaixonado, comprometido com as glórias e envolvido com o time que se reinventa e inova dentro e fora de campo. Tanto que nem os quase 400 km que separam Bauru de Santos impedem a torcedora Camila Rodrigues de vir assistir jogos no Alçapão. “Ir à Vila Belmiro é muito prazeroso. Estar com outros torcedores é como estar em casa, em família. Vou para torcer pelo meu time e nem precisa ser um jogo decisivo”. O fotógrafo Leandro Amaral acompanha com frequência a equipe, inclusive em jogos internacionais. Em 2011, acompanhou o clube no Uruguai (Libertadores) e Japão (Mundial). Nem mesmo os altos custos da viagem o fizeram desistir de ir ao outro lado do planeta. “Quando o Santos

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entrou para a final, as lágrimas corriam de emoção. Mesmo com a derrota, faria tudo de novo. Perdemos para o atual melhor do mundo, não fomos humilhados”. A família Pierin tem motivos em dose dupla para festejar este momento. Carlos Pierin, o ex-goleiro Lalá, experimenta pela segunda vez a condição de ídolo, embora dessa vez não como jogador e sim como alguém que ajudou a construir o Santos que celebra o centenário. “Poder reviver momentos de glória em uma mesma vida é um presente que nem todos podem ter”. Filho de Lalá, Gabriel Pierin pulsa pelo Leão do Mar, tanto que se dedicou a produzir um livro com abordagem dos quatro primeiros anos do Santos, o Santos Foot-Ball Clube - O nascimento de um gigante. Como não poderia deixar de ser, a emoção também se manifesta às vésperas do centenário. “Presenciar e participar desse momento propicia experimentar a nossa própria existência. Principalmente quando esse fato é uma festa, uma comemoração de algo construído para o bem e para a alegria de milhões de pessoas e para uma grande cidade como a nossa.”

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Século memorável O centenário santista contou com muitas atrações, entre elas, o lançamento na Vila Belmiro do livro Santos FC - 100 anos de Futebol Arte, de Odir Cunha, única obra reconhecida pelo clube como oficial para a data. Para o vice-presidente Odílio Rodrigues, “a qualidade do material, fotografias e conteúdo está compatível com a riqueza da nossa história e da nossa tradição”. A publicação destaca os melhores jogadores deste século, traz depoimentos de heróis do campo, dirigentes, e de torcedores ilustres e desconhecidos que também integram essa festa. “Listei sozinho a seleção de ouro e prata do Santos. Claro que fui injusto, pois é impossível escolher os favoritos de um time com tantos craques”, diz Odir. Um dos depoimentos da torcida anônima emplacado no livro é o da bancária Larissa Luz, santista fanática. O site oficial do clube publicou que as trinta melhores narrativas enviadas por torcedores fariam parte deste volume. “Contei sobre o Brasileirão de 2002. Tinha 18 anos e esperei a minha vida toda para presenciar essa conquista. Quando finalmente aconteceu não

Curiosidades • O Santos registra cerca de 80 atletas que atingiram a marca superior a 200 gols. Entre as maiores: Pelé com 1.106 (oficiais), seguido por Pepe, com 750, e Zito, com 727 balanços na rede. • O maior público para qual o Peixe jogou foi em 1963, quando o Santos venceu o Milan na final do Mundial, no Maracanã, perante 132.728 pessoas. • Nos primórdios do futebol amador, como os atletas não eram remunerados e os clubes não tinham patrocínio, os jogadores desempenhavam várias funções como a de treinador e dirigente. Havia também a dificuldade de obter materiais esportivos, importados, pois a indústria no Brasil ainda era nascente.

Torcida comemora centenário na Praça das Bandeiras, em Santos

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história Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, Geraldo Alckmin e Pelé nas comemorações do centenário, na Vila. Abaixo, o craque Neymar

comemorei, pois tinha passado por uma cirurgia três dias antes”, diz. A santista soube que seu relato havia sido escolhido quando a editora enviou um comunicado. “É muita emoção saber que consegui eternizar um momento meu no livro do centenário. Enviei sem muitas expectativas. Achei que deveria ter contado sobre como conheci o jogador Pepe, em 1998, quando meu pai adquiriu um apartamento dele e ele me convidou para conhecer a sua sala de troféus.” Ainda para os festejos, o Memorial das Conquistas terá, até o final de abril, a exposição inédita da Taça Bola de Ouro, conquistada por conta do título do Paulistão de 1965. Por ser uma das taças mais valiosas do Brasil, voltará ao cofre da Vila ao término das atividades. Outra novidade é o programa de associação, que visa agregar cem mil sócios em dois anos, agora chamado Sócio Rei. Os benefícios e vantagens já característicos do ‘Multiplicação dos Peixes’ serão mantidos. O principal incremento feito para o Sócio Rei inclui a aquisição de experiências, que poderá ser solicitada a partir da troca de pontos acumulados pelo sócio. Armênio Neto explica que a ideia é “promover sensações que o dinheiro não compra como estar ao lado de seus ídolos”. Já o mistério do famoso armário de Pelé no vestiário, trancado pelo atleta logo após sua partida de despedida, ainda não será revelado. O que está lá dentro, só ele sabe. Reza a lenda que é algo para dar sorte à equipe. A julgar pela quantidade de motivos que o Peixe tem para festejar, parece que funcionou, entende?

* Parte das delarações contidas no texto foram obtidas durante entrevista coletiva

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Fotos Luciana Sotelo

história

A usina pioneira do saneamento santista, projetada pelo engenheiro Saturnino de Brito, e a nova Usina Terminal. Passado e presente em harmonia

Os

100 anos do esgoto santista

Projeto pioneiro de canais do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito eliminou os focos das doenças do início do século XX , e mudou a imagem urbana de Santos, hoje um exemplo de saneamento

Por Luciana Sotelo

Num piscar de olhos, os resíduos orgânicos produzidos pela população se esvaem pelos canos domésticos. Também vão pelo ralo os resíduos da pia e do banho. Tudo parece simples quando se tem uma rede de esgoto. Mas nem sempre foi assim. No passado, grande parte da população santista foi dizimada por doenças causadas pela falta de saneamento básico. Febre

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amarela, cólera, leptospirose, varíola, peste bubônica, tétano e, principalmente, a tuberculose, eram moléstias comuns na segunda metade do século XIX. O cenário era assustador. De acordo com relatos históricos, em 1901 a população da cidade girava em torno de 45 mil habitantes. Entre 1890 a 1904, morreram em Santos pouco mais de 22.500 pessoas, ou seja, mais da metade do total.

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Nem o principal porto do Brasil, nos tempos áureos do café, conseguiu se livrar do estigma da morte. O cais santista ficou conhecido como Porto Maldito. “Mesmo sendo a principal porta de entrada, nem mesmo as tripulações queriam desembarcar aqui com medo de ser mais uma vítima da falta de condições dignas. A própria Cruz Vermelha tinha um posto fixo na região, por conta da quantidade enorme de doenças existentes por aqui”, relata o superintendente da Sabesp Baixada Santista, João Cesar Queiroz Prado. Urgia uma solução, pois, sem redes de esgoto, todos os resíduos domésticos acabavam nas ruas, a céu aberto, um ambiente perfeito para a proliferação de doenças de veiculação hídrica. Em 1905, um grande expoente da engenharia sanitária chegou a Santos para assumir a chefia da Comissão de Saneamento, departamento criado pelo governo estadual da época. No comando do órgão, o engenheiro Saturnino de Brito projetou e implantou os sistemas de drenagem de águas da chuva, através dos canais, e também o de esgotamento sanitário. O projeto foi baseado no modelo de separação absoluta das águas pluviais das águas servidas. O programa foi baseado no princípio da separação das águas de rios e córregos das águas servidas. “Essas invenções foram um marco na história de Santos e do Brasil, pois Saturnino conseguiu sanear a cidade pondo um fim ao caos na saúde pública e valorizando a qualidade de vida dos moradores”, explica o superintendente da Sabesp. A obra começou pelos canais. O primeiro a ser entregue foi o canal 1, na Avenida Pinheiro Machado, que entrou em funcionamento em 1907. Os canais tinham como finalidade drenar áreas encharcadas sujeitas a inundações, evitando a água parada e risco de novas epidemias.

Os demais canais foram sendo entregues nesta sequência: • Canal 2 - Avenida Bernardino de Campos (1910); • Canal 4 - Avenida Siqueira Campos (1911); • Canal 7 - Avenida Francisco Manoel (1911); • Canal 9 - Avenida Barão de Penedo (1911); • Canal 8 - Avenida Moura Ribeiro (1912); • Canal 6 - Avenida Coronel Joaquim Montenegro (1917); • Canal 3 - Avenida Washington Luis (1923) • Canal 5 - Avenida Almirante Cochrane (1927). Mesmo sem a totalidade dos canais prontos, em 1912, o projeto do sanitarista

Santos detém título de primeira cidade do ranking de saneamento, com índices de 99% de coleta e 100% de tratamento, atribuído pelo Instituto Trata Brasil

O sanistarista Saturnino de Brito projetou e implantou o sistema de captação de águas da chuva, através dos canais de drenagem

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história Saturnino de Brito estava praticamente concluído, o que compreende também os 66 km de coletores de rede, 15 km de emissário, 10 estações elevatórias e a usina terminal, localizada no bairro do José Menino, onde um equipamento complexo canalizava todo o esgoto que, a seguir, era bombeado até a Ponta de Itaipu, em Praia Grande, para ser lançado ao mar. É justamente esse sistema de esgotamento sanitário que, no próximo dia 25 de abril, completa 100 anos em operação. “Saturnino conseguiu transformar a cidade, considerada então como uma das piores em relação a saneamento, na melhor do Brasil”, explica o superintendente, referindo-se ao título que hoje ostenta de primeira cidade do ranking de saneamento, com índices de 99% de coleta e 100% de tratamento, atribuído pelo Instituto Trata Brasil, que analisa os municípios com mais de 300 mil habitantes. São avaliados além do esgotamento sanitário, os investimentos, atendimento em abastecimento de água e o índice de perdas.

Ponte Pênsil Construída em 1914, a Ponte Pênsil em São Vicente também faz parte do sistema de esgotamento sanitário criado pelo engenheiro sanitarista Saturnino de Brito. Ela começou a ser projetada em 1910, tendo como objetivo conduzir o esgoto coletado nas cidades de Santos e São Vicente para lançamento no Oceano Atlântico, na Ponta de Itaipu, em Praia Grande. Desde sua construção, a ponte sempre foi utilizada para travessia de pessoas e veículos. Em 1982, foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico (Condephaat). Ela é considerada um símbolo do desenvolvimento do litoral

A Sabesp restaurou três estações elevatórias históricas. Acima, a Tomé de Souza, em São Vicente, cedida para a prefeitura local para implantação da gibiteca pública Mauricio de Sousa. Ao lado, a do Porto

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Obra exibe feitos de Saturnino de Brito Uma pintura intitulada Saneamento de Santos - 100 anos das obras do engenheiro Saturnino de Brito, do artista plástico Ademyr Costa, fará parte das comemorações. O mural azulejado vai integrar o complexo da Usina Terminal, no José Menino. Com um total de 340 azulejos pintados com tinta corante para cerâmica, a obra tem 3 metros de largura por 4m de altura e exibe os principais momentos da trajetória do saneamento e esgotamento na região. “Desenvolvi o enredo de forma moderna, baseado nos grandes feitos do engenheiro Saturnino de Brito”, disse o artista.

paulista, além de ser o principal cartão postal de São Vicente. De 1912 para cá, foi preciso ampliar o sistema de Saturnino para atender as novas demandas. A Usina Terminal funcionou até 2010, quando foi desativada, e passou por ampliação e reforma com investimentos do Programa Onda Limpa. Diz João Cesar: “Isso gerou um aumento de capacidade, passando de 3.500 litros por segundo para 5.300 litros por segundo, captando todos os esgotos da Ilha de São Vicente, ou seja, Santos e São Vicente insular”. Três grandes obras foram feitas. Primeiro foi o Interceptor Oceânico. Trata-se de uma espécie de túnel localizado ao longo da orla da praia de Santos. Sua função é transportar os esgotos para a Estação de Precondicionamento de Esgotos (EPC). A EPC foi a segunda obra. A estação foi implantada no bairro do José Menino, ao lado da antiga Usina Terminal. Esse equi-

pamento é responsável pelo tratamento do esgoto. Ele remove o material sólido e o flutuante. O sistema é composto por quatro unidades, como explica o superintendente da Sabesp na Baixada Santista: “O gradeamento, que retira os sólidos grosseiros; peneira, para retirada dos sólidos finos; caixa de areia, para remoção da areia, e a cloração, para desinfecção do esgoto”. Há ainda o Emissário Submarino, erguido com o propósito de conduzir os esgotos a uma distância de 4 mil metros mar adentro. Ele tem início na praia do José Menino, ao lado da ilha Urubuqueçaba. Atualmente, a distância foi estendida para 4.450 metros. A Sabesp hoje é uma empresa de soluções ambientais; todas as suas atividades são orientadas para a melhora da qualidade de vida da população. “Por isso, nossos investimentos são focados no aumento do índice de coleta e tratamento de esgoto de todas as cidades da Região Metropolitana da Baixada

Saturnino de Brito Francisco Rodrigues Saturnino de Brito nasceu em Campos, Rio de Janeiro, em 1864. Formado em engenharia civil pela antiga Escola Politécnica do Rio de Janeiro, foi o engenheiro sanitarista brasileiro que realizou alguns dos

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João Cesar Queiroz Prado, superintendente da Sabesp

mais importantes estudos de saneamento básico e urbanismo em várias cidades do país. Foi eleito pelo congresso da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, por unanimidade, como Patrono da Engenharia Sanitária Brasileira.

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história Unidade de prevenção, também restaurada, faz parte do conjunto de obras de Saturnino tombado pelo Patrimônio Histórico

Santista”, declara João Cesar. Com as ampliações, é importante destacar que o sistema de esgoto da Ilha de São Vicente ficou desafogado e as praias iniciaram a recuperação da balneabilidade.

Centenário do sistema

Palácio Saturnino de Brito A história da trajetória do saneamento pode ser conhecida em visita ao Palácio Saturnino de Brito, um dos edifícios mais bonitos de Santos. Construído no final do século XIX para sediar a Comissão de Saneamento do município, o prédio sede da Superintendência da Unidade de Negócios da Sabesp na Baixada Santista tem escadaria em mármore, emoldurada por imponente vitral multicolorido, que retrata a escalada da Serra do Mar pelos bandeirantes.

No local, o visitante pode conferir de perto imagens dos canais de drenagem na época da inauguração, além de peças curiosas, móveis, equipamentos e projetos originais do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito. Tombado pelo Condephaat em 2003, o local fica aberto de terça a domingo, das 11h00 às 17 horas, e é uma das estações de parada do bondinho que percorre os principais pontos turísticos de Santos. O endereço é Avenida São Francisco nº 128, no centro de Santos. A entrada é gratuita.

Para marcar a importante data, a Sabesp entrega restauradas três estações elevatórias históricas (Tomé de Souza, Porto e Conselheiro Nébias), a Usina Terminal e uma unidade de prevenção (local para manutenção de equipamentos). Essas unidades, que receberam investimentos de R$ 4,3 milhões em obras, fazem parte do projeto do engenheiro Saturnino de Brito inaugurado no dia 25 de abril de 1912. A Estação Elevatória Tomé de Souza, em São Vicente, foi cedida para a prefeitura local para implantação da gibiteca pública Mauricio de Sousa, um espaço cultural e histórico. “Essas restaurações são para a preservação da história do saneamento na Baixada Santista. Foram equipamentos que duraram praticamente 100 anos, representam um marco na história internacional do saneamento. Fazem parte da alma santista, principalmente por terem viabilizado o crescimento econômico da região e do porto”, orgulha-se o superintendente. João Cesar conta ainda que foram obras de difícil execução pois necessitavam de mão de obra especializada, inclusive com a confecção manual de azulejos e prospecção para detecção do tipo certo de materiais e cores de tintas específicas utilizadas na época. “Isso faz com que a obra demore três vezes mais tempo para ser executada. Porém, o resultado final é o que importa”.

Veja o vídeo desta reportagem no link: www.costanorte.com.br/saneamentosantos

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Parte da rica cultura dos nossos povos indígenas, representada por cinco etnias, pode ser admirada mais uma vez no Festival Nacional da Cultura Indígena, em Bertioga

Da redação O Parque dos Tupiniquins e a Praça de Eventos da Praia da Enseada, em Bertioga, abrigam até o dia 21 deste mês, o Festival Nacional da Cultura Indígena, iniciado dia 19, com a participação de cerca de 250 indígenas representantes das etnias Mamainde, de Rondônia; Kaiapó, do Pará; Xambioá, de Tocantins; Kisedje, do Mato Grosso, e Guarani, de Bertioga. Das etnias vindas do Norte e Centro-Oeste, com exceção da Kaiapó, as demais participam pela primeira vez do festival no município. Cada uma trará 40 integrantes, já a anfitriã Guarani participa com 100 representantes. O complexo montado no Parque dos Tupiniquins conta com tenda cultural, arena com capacidade para, apro-

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Artesanato guarani dentre os muitos produtos indígenas expostos no festival

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Cerimônia tradicional de abertura da festa

ximadamente cinco mil lugares, e espaço para a feira de artesanato, onde são expostos e comercializados trabalhos de todas as etnias. Dentre as atrações do evento, o Fórum Social Indígena, com palestras e discussões sobre questões relacionadas à Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável-, que tem por objetivo relembrar e renovar o engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta, com enfoque para as comunidades indígenas. A programação completa inclui apresentações culturais e esportivas como arco e flecha, futebol de cabeça, corrida de tora, além de culinária e música. O cerimonial de encerramento será às 20 horas do dia 21. A expectativa dos organizadores é de que este ano o evento receba entre 50 mil a 100 mil visitantes durante os três dias.


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Fotos José Edmilson Araújo Mello Júnior

Laje dos Sonhos O filme

Documentário aborda a interação do homem com o santuário ecológico Laje de Santos e suas espécies marinhas, e a necessidade de se apoiar ações de preservação de muitas delas, já em fase de extinção

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meio ambiente Por Gisela Bello

Aproximadamente 40 km, ou cerca de uma hora e meia de barco, separa a Laje de Santos da ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia, em Santos. Distância que pode ser minimizada agora, com a produção do documentário Laje dos Sonhos, que, de certa forma, nos aproxima deste santuário ecológico. “O objetivo principal do documentário é trazer a Laje de Santos até o continente, até nós. É mostrar o local a quem não tem acesso a ele fisicamente, mas também ilustrar e fomentar a paixão daqueles que já frequentam o parque. Mostrar sua importância do ponto de vista da preservação,

voltando o foco também à importância de ampliarmos as áreas de proteção e criarmos novas unidades de conservação marinhas”, explica Ana Paula Balboni, mergulhadora e diretora-presidente do Instituto Laje Viva, organização não governamental, criada em 2003, que tem como objetivos principais desenvolver e apoiar ações de preservação e proteção do Parque Estadual Marinho Laje de Santos. O filme, produzido pela ONG, tem 52 minutos de duração e foi rodado durante 22 dias. A exibição está prevista para a primeira quinzena de maio. No cine Roxy, em Santos, dia 10, e no MIS - Mu-

Foto Armando de Lucca

A maior espécie de arraia do mundo, a arraia-jamanta, visita o PEMLS todos os anos no período do inverno, com pico na primeira quinzena de julho

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Foto Vanessa Tome Nishioka

seu da Imagem e do Som, em São Paulo, no dia 15. Depois do lançamento serão produzidos dois mil DVDs para ser distribuídos em escolas, secretarias de estado e secretarias municipais de turismo, cultura e meio ambiente. A ideia seguinte é fazer um projeto itinerante, levando o filme para cidades do interior do estado de São Paulo, e até mesmo a outros estados. A ideia de fazer o documentário partiu da diretora financeira da ONG, Paula Romano, que também é mergulhadora. “Era um

Foto Chrystiane Leite

Barcos de operações de mergulho, credenciados pelo Parque, são constantes no entorno da Laje de Santos. Em cada barco é obrigatória a presença de um monitor ambiental subaquático

Exibição do documentário está prevista para a primeira quinzena de maio. No cine Roxy, em Santos, dia 10, e no MIS - Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, no dia 15

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meio ambiente

sonho conseguir transmitir através de uma obra audiovisual toda a beleza, riqueza e importância da Laje de Santos para a própria cidade, para o estado de São Paulo e para o Brasil. E esse sonho está se concretizando agora”, diz. A direção do documentário é assinada pela produtora audiovisual Raquel Pellegrini. Ela diz: “Queremos emocionar. Não se trata de um documentário científico, focado nas espécies que habitam a Laje e, sim, como um grupo de pessoas apaixonadas pelo mergulho concentrou toda essa paixão num só lugar, num lugar que eles consideram mágico. O documentário também quer mostrar o que a Laje representa na vida dos mergulhadores que ganham a vida por conta dela”.

A Laje e sua biodiversidade Segundo Ana Paula Balboni, a biodiversidade na Laje de Santos está entre as mais ricas do país. “Só de espécies de peixe, são 196 catalogadas. Neste ano de 2012 devemos submeter projeto em prol do registro de duas espécies novas que já foram observadas no local e que ainda não estão na lista. As aves marinhas são outras 30 espécies ou mais, entre as residentes e as visitantes”, conta. José Edmilson de Araújo Mello Júnior, gestor do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, completa: “Há ainda 64 projetos de pesquisa registrados na Comissão Técnica Científica (Cotec), em andamento e já concluídos, dentre eles projetos sobre aves, cetáceos, entre outros”.

O atobá está entre as aves marinhas presentes na Laje de Santos, que somam 30 espécies ou mais, entre as residentes e as visitantes Visitas monitoradas A compra de ingressos para visitar a Laje de Santos pode ser feita na sede administrativa do parque, que fica na Av. Bartolomeu de Gusmão, 194, Ponta da Praia, em Santos/SP. Pode-se também comprar diretamente com as operadoras de mergulho credenciadas ou com os monitores ambientais.   O telefone da sede do parque é (13) 3261 3445, e-mail pem. lajedesantos@fflorestal.sp.gov.br e sites www.fflorestal.sp.gov.br e www.ambiente.sp.gov.br. Para denunciar irregularidade ao PEMLS ligue para o disque denúncia da Polícia Ambiental: (13)3341 6145 ou para a sede do parque.

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Proibido fazer barulho Além de ganhar um documentário sobre suas diversidades, o PEMLS, gerenciado pela Fundação Florestal, órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do estado de São Paulo, também foi transformado em área de exclusão permanente para atividades de prospecção sísmica de petróleo e gás. Por meio da Instrução Normativa Conjunta nº 2, do Ibama/ICMBio, do dia 21 de novembro passado, o governo federal vetou esse tipo de atividade em algumas áreas do litoral brasileiro. No litoral paulista, de Bertioga à divisa com o Paraná, também é proibido fazer barulho. Na região, a medida tem como objetivo proteger os mamíferos marinhos da poluição sonora.

José Edmilson de Araújo Mello Júnior, gestor do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, explica que as atividades de prospecção sísmica de petróleo e gás são realizadas por navios sísmicos que se utilizam, por exemplo, de canhões de ar, que emitem ondas sonoras. Essas ondas podem ocasionar, nos cetáceos, desorientação, afastamento da rota e até embolia. Com isso, eles também acabam encalhando. Além disso, os animais podem sofrer alterações dentro do organismo. “A pesca já foi muito mais irregular do que é hoje. Com o monitoramento do Programa de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras (Preps) e com as fiscalizações mais rotineiras, conseguimos ter

um controle maior da área”, diz Júnior. O parque conta com dois técnicos responsáveis pela atividade rotineira de proteção e fiscalização, e apoio de um funcionário da Área de Proteção Ambiental Marinha Litoral Centro (APAMLC), além de um funcionário do Parque Estadual Xixová-Japuí (PEXJ). As operações de fiscalização são realizadas em conjunto com a Polícia Militar Ambiental e periodicamente com apoio do Ibama e Policia Federal. Desde 2004 as ações de proteção e fiscalização ocorrem na Unidade de Conservação. O resultado já pode ser visto hoje, com a presença intensa de peixes de passagem e peixes recifais, aumentando assim a biodiversidade marinha do parque.

A tartaruga de pente é uma das espécies ameaçadas Risco de extinção A presidente da ONG também aborda o risco de extinção de algumas espécies. Segundo ela, a tartaruga de pente, espécie que foi muito caçada, no passado, pois de seu belíssimo casco, todo desenhado, faziam-se pentes, é uma das ameaçadas. O mero, assim como a garoupa, também corre risco. “Existem também algumas aves marinhas ameaçadas, como o trinta-réis-de-bico-vermelho e o trinta-réis-de-bando. O albatroz-de-nariz-amarelo é uma das espécies de aves marinhas consideradas em alto risco de extinção”, diz Ana Paula.

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Foto Armando de Lucca

meio ambiente

Os mergulhadores consideram a Laje de Santos um lugar mágico Mas as que mais se destacam no alvo da extinção são as arraias-jamantas (Manta birostris), espécie que é a vedete da Laje de Santos. Ana Paula explica que animais dessa espécie possuem hábitos migratórios, visitam o PEMLS todos os anos no período do inverno, com pico na primeira quinzena de julho. É a maior espécie de arraia do mundo, chegando a medir sete metros de envergadura e a pesar duas toneladas. Cada fêmea dá à luz apenas um filhote a cada três anos aproximadamente, por isso sua reprodução é muito lenta e a espécie não suporta pressão de pesca. No ano de 2011, a espécie foi recategorizada como “vulnerável à extinção” na lista vermelha da IUCN - International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources. “São raros os pontos de mergulho em todo o mundo onde se

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pode observar as arraias-jamantas com regularidade, o que faz da Laje de Santos um ponto singular na América do Sul e um dos raros ao redor do mundo”, enfatiza o gestor do parque marinho. A maior parte das espécies de mamíferos marinhos são animais de passagem nas mais diversas localidades, na medida em que migram atrás do alimento (zooplancton e cardumes de pequenos peixes) e de locais calmos para procriar e descansar. Na Laje de Santos, os mamíferos marinhos têm maior incidência no verão, época em que os cardumes de sardinhas chegam aos arredores. Passam por lá as baleias de bryde, baleias mink, franca e jubarte, e algumas espécies de golfinho, como o pintado do Atlântico e o golfinho comum e, mais raro, o nariz-de-garrafa.

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especial

lindo!

Um lugar tão

Foto Gianny D´Angelo/PMC

“Se você descer a serra/ Você vai ver/ Um lugar tão lindo/ Chamado Caraguá/ Cheio de cachoeiras e o mar/ Um morro tão alto chamado Santo Antônio/ Asa Delta lá em cima dá pra ver...”.

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Por Bruna Vieira

Rodovia dos Tamoios A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) divulgará em breve a empresa vencedora para a execução das obras da duplicação da Rodovia dos Tamoios, trecho de planalto, previstas para ser concluídas em 20 meses. Das 27 empresas que concorrem à licitação, 16 delas estão organizadas na forma de consórcios. O trecho de planalto da rodovia compreende entre o Km 11,5 e o Km 60,48, percorrendo os municípios de São José dos Cam-

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vadas na cidade, tais como a duplicação da Rodovia dos Tamoios, adequação da UTGCA - Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (Petrobras) e ampliação do porto de São Sebastião. Destaque para o recém inaugurado Serramar Parque Shopping, maior centro de compras do litoral norte, que gerou centenas de empregos em suas mais de 100 lojas, praça de alimentação, quatro salas de cinema (duas com sistema em 3D), internet gratuita e 1.250 vagas no estacionamento. Nos últimos quatro meses, este tem sido o local mais visitado e badalado da cidade. O novo espaço de lazer e compras é resultado de investimento de R$ 70 milhões do Grupo Serveng-Civilsan, que há 40 anos está presente em Caraguatatuba.

O novo shopping é o maior centro de compras do litoral norte, com mais de 100 lojas, cinemas e praça de alimentação

Serramar Parque Shopping Fotos Bruna Vieira

Esta é a descrição da cidade de Caraguatatuba feita pelo compositor Tom Ferreira, na versão musical do grupo Bicho da Costeira. A canção faz sucesso há pelo menos duas décadas, mesmo após a morte do compositor, que liderava a banda de estilo reggae- praiano. No final, a letra da música diz assim: “O povão de Caraguá é o maior astral”. Verdade! São 155 anos de muita alegria e hospitalidade por parte dos moradores desta cidade conhecida como “Princesinha do Litoral Norte”. E motivos não faltam para comemorar o aniversário de Caraguá neste dia 20 de abril. Caraguá está em evidência no cenário nacional. A mais recente grande conquista foi a 6ª colocação no índice de excelência em gestão fiscal dentre as 5.266 cidades do Brasil e a 4ª no estado de São Paulo. O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), ranking divulgado recentemente pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, mediu itens como receita própria, gasto com pessoal, liquidez, investimentos e custo da dívida, tendo como base os dados oficiais declarados pelos municípios em 2010, com informações comparativas entre os anos de 2006 e 2009. Outra pesquisa da IFGF divulgada no final de 2011, considerou Caraguá como a 30ª cidade do Brasil com índices de alto desenvolvimento nas áreas de emprego e renda, educação e saúde. O alto nível de desenvolvimento deve-se aos investimentos em políticas públicas e pri-

pos, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna. A via é um dos principais acessos dos turistas ao litoral norte e também importante ligação desta região litorânea com o interior do estado e Vale do Paraíba. A duplicação da Tamoios, que opera em pista única em quase todos os seus 80 quilômetros entre São José dos Campos e Caraguatatuba, proporcionará melhor qualidade operacional, elevando o nível de segurança do trecho. Assim, atende a demanda de turistas e também a demanda urbana de moradores e trabalhadores da região.

As obras de engenharia do trecho do planalto estão estimadas em R$ 775 milhões. A previsão do governo estadual é que o trecho esteja duplicado até novembro de 2013. O prefeito de Caraguá Antônio Carlos da Silva diz-se feliz com a conquista que beneficia de forma direta a cidade, mas afirmou à imprensa que não começaria a duplicação pelo trecho de planalto e, sim, pelos novos contornos de pistas em Caraguatatuba e São Sebastião, para desafogar o trânsito. Segundo a Dersa, os contornos serão feitos por meio de PPP - Parceria Público Privada.

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especial

Um dos muitos recantos paradisíacos de Caraguatatuba O projeto arquitetônico contempla o clima e a geografia da região. É térreo, com pátios internos, muita área verde e aproveitamento de recursos naturais como vento e água da chuva. O divertimento é garantido, além dos cinemas, pelo parque com brinquedos e jogos para crianças e adolescentes. O empreendimento ainda oferece um hipermercado. Neste mês, o shopping dispõe de dois atrativos temporários, o minigolfe com circuito de nove pistas de níveis diferentes; e o Cine 6D, que oferece ao telespectador a possibilidade de vivenciar a experiência do vento, chuva, cheiros, movimento, e ficar com gostinho de quero mais.

UTGCA A Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), localizada em Caraguatatuba, opera diariamente 9 milhões de metros cúbicos de gás natural. Após as obras de ampliação, que começaram em março, terá capacidade para pro-

Em ambiente ao ar livre, a administração municipal deve entregar este ano o Boulevard da Prainha com vista para a Pedra do Jacaré. Será mais uma opção de lazer para os finais de tarde e passeio em família. Terá espaço para idoso, mirante para a praia, playground, grande arborização e fonte interativa na qual as crianças poderão brincar dentro da água. Próximo à Prainha, encontra-se a praia mais badalada da cidade, a Martim de Sá. Durante todo esse verão, a praia tem atraído os amantes do slackline, um esporte de equilíbrio sobre uma fita de nylon, estreita e flexível, praticado em altura. Atividade desafiadora e que atrai os olhares de quem passa pela região.

cessar 20 milhões de metros cúbicos de gás natural a partir de 2014. A previsão da obra é de dois anos e, no seu pico, serão contratadas cerca de 700 pessoas. A UTGCA tem papel estratégico para o fornecimento de gás natural ao mercado brasileiro. A Unidade recebe gás de

três plataformas marítimas localizadas na Bacia de Santos, na costa dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Com as obras, a Petrobras prepara a unidade para receber o gás natural com maior conteúdo de frações pesadas proveniente de outros campos localizados no pré-sal.


cultura

Celeiro de talentos, palco de mudanças Fotos Carlos Felipe

Terra do poeta Afonso Schmidt, Cubatão vive momento ímpar no setor cultural ao incentivar as manifestações populares com a criação de novos espaços

Por Morgana Monteiro Rica por natureza, diferenciada pela vocação artística. A cidade que cresceu abraçada pela serra e pelo mar, deixou para trás uma história de poluição e vive hoje muito mais do que um renascimento: Cubatão é a própria maturidade. Aos 63 anos de emancipação político-administrativa, completados em 9 de abril, o município redescobriu-se em meio à efervescência cultural, e, ano após ano, firma-se como um grande celeiro de talentos. Virtuoses da música, dança, literatura, teatro, e muitos outros segmentos, circulam e se expandem, evidenciam o nome da cidade encantando as mais variadas plateias. Exemplo disso são os chamados Corpos Estáveis de Cubatão, formados pela Banda Sinfônica & Cia. de Dança, Banda Marcial e Corpo Coreográfico, Coral Zanzalá, Grupo Rinascita

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de Música Antiga e Coral Raízes da Serra. Abrir portas foi o primeiro desafio desses grupos. Buscaram refúgio na lei, executando um projeto inovador: são cerca de 300 artistas que recebem ajuda de custo do governo municipal, contam com uma equipe técnica de suporte e retribuem com projetos gratuitos, voltados para a comunidade. “Por meio de uma estrutura ágil, essas equipes têm cumprido com realeza sua vocação primeira que é mostrar a arte de qualidade”, afirma o maestro Roberto Farias, coordenador dos Corpos Estáveis de Cubatão. Novas gerações de músicos, regentes e bailarinos já dão continuidade à paixão pela arte e encontram nos projetos de formação oferecidos gratuitamente na cidade, oportunidade de crescimento. Locais como a Escola Técnica de Música e Dança, os Programas

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BEC - Banda Escola de Cubatão, Cubatão Sinfonia e a Banda Marcial Infantil, somam, juntos, quase 2 mil alunos. “É uma oportunidade incrível. Esses jovens têm acesso a um ensino de qualidade, sem pagar nada. A democratização da cultura é uma grande ferramenta para todo e qualquer município que deseja fomentar a arte no coração da sua comunidade”, comenta o maestro Marcos Sadao Shirakawa, coordenador do Programa BEC e regente da Sinfônica da cidade.

Terra da poesia A cidade que cresceu envolta pelo verde que se espalha por grandes muralhas de até 700 metros de altura, também se mostra bela na literatura, a começar pelo seu filho mais ilustre, o poeta Afonso Schmidt. O vencedor do troféu Juca Pato foi o precursor de muitos outros escritores nascidos no sopé da serra. A produção literária na cidade é intensa. Nos últimos cinco anos, pelo menos 15 autores cubatenses publicaram livros, perpetuando a verve literária da cidade. “As primeiras letras, assim como a primeira redação; a primeira braçada na piscina e o primeiro tombo de bicicleta; o primeiro baile e o primeiro beijo; o primeiro incentivo e o primeiro livro; tudo, tudo foi aqui em Cubatão. Não há como não me alegrar com a cidade que habita a minha infância e quase minha vida toda. Cidade que deu a mim e a outros escritores a grande dádiva de situar-se no mundo através da literatura”, delicia-se a escritora Mô Amorim, autora de A Nuvem Vermelha (2010, Ed. Adonis). A tradição artística também está presente nos palcos. Não são poucos os grupos teatrais que surgiram e ainda aparecem em diferentes bairros. Um dos mais conhecidos é o Teatro do Kaos, criado em 1996. Insatisfeitos com o cenário da época, Lourimar Vieira, Marcelo Ariel e Ricardo Oliveira decidiram criar a companhia. Pouco tempo depois, o grupo foi autorizado a ocupar um imóvel histórico

Acima, o Coral Raízes da Serra; ao centro, o espetáculo A Falecida, do Teatro do Kaos, e ao lado, o Festival Cubatão Danado de Bom

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cultura no Largo do Sapo, antigo porto geral de Cubatão. De uma lona de circo a um teatro de verdade, com quase 200 lugares, o “Kaos” ergueu uma sala de espetáculos que hoje abriga peças teatrais vindas de todo o Brasil. O Teatro do Kaos realiza, ainda, o Projeto Superação, voltado à qualificação profissional de jovens atores. Além de aprenderem as disciplinas obrigatórias, como em qualquer importante curso de tablado no país, antes mesmo da formação, os artistas já compartilham os conhecimentos, ministrando iniciação teatral a 400 estudantes da rede pública. A tese de conclusão do curso foi a montagem de A Falecida, baseada na obra de Nelson Rodrigues, com direção de Nelson Baskerville, vencedor do Prêmio Shell 2012. A peça vai viajar por 15 cidades brasileiras. A bordo, os jovens atores cubatenses e o coração de Lourimar Vieira, idealizador do Kaos e do Superação. Ele diz que este é apenas um ensaio do primeiro ato dessa história: “Meu sonho é infinito! O segredo? Focar o objetivo, amar e fazer disso a razão de sua existência... O resto o universo se encarrega de fazer”.

Palco de mudanças Ao mesmo tempo em que a cidade absorve a intensa produção de seus artistas, a comunidade começa a reacender as manifestações populares, com o surgimento de novos es-

paços culturais. O Kartódromo Municipal se transforma em um pedaço do Nordeste com o Festival Cubatão Danado de Bom, atraindo até 65 mil pessoas em cinco dias de festa regados à música, culinária e cultura popular. Lugares como as praças Frei Damião, na Vila Nova, e da Independência, no Jardim Casqueiro, abrigam concursos culturais, festivais de inverno, apresentações de teatro, cinema e circo. O pequeno palco construído na Praça da Cidadania, na Vila José, agora recebe apresentações de música e intervenções teatrais. Mas o mais importante deles será entregue ainda este ano: o Centro Multimídia do Novo Parque Anilinas, no coração da cidade. Será um dos mais modernos equipamentos culturais da região, contando com dois cinemas (200 lugares cada um), teatro (350 cadeiras), hall de exposições e 6 salas de atividades artísticas. “Cubatão vive cada vez melhor. O município tem sido vanguarda em transformar cultura em valor essencial, seja por meio da criação de novos espaços ou pela valorização de nossos artistas, que são muitos, inesgotáveis. A principal atração de nossa cidade ainda é o criador por trás da criação, o artista, são as pessoas”, garante a prefeita Marcia Rosa. O estado deve fazer o que é útil, ao artista cabe o que é belo: assim definia o escritor Oscar Wilde. E parece que ele estava mesmo certo.

O Centro Multimídia do Novo Parque Anilinas, no coração da cidade, será um dos mais modernos equipamentos culturais da região

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Fotos Luciana Sotelo

porto

Circulação garantida Grãos e cargas embalados em madeira precisam de cuidados especiais para viajar mundo afora Por Luciana Sotelo

Eles foram feitos para carregar todos os tipos de produtos, de norte a sul e de leste a oeste. Circulam por diversas estradas nas carrocerias dos caminhões e cruzam os setes mares a bordo de navios. Os contêineres são assim, práticos e versáteis. O que poucos sabem é que algumas das principais mercadorias que eles acondicionam necessitam de cuidados especiais durante o transporte. Sem um processo chamado de fumigação, grãos e cargas embalados em madeira (pallets) não poderiam circular

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livremente pelo mundo. De acordo com o biólogo Denis Ramos Rodrigues, diretor-presidente da empresa Santista Ambiental, fumigação é um tratamento fitossanitário que evita a entrada de pragas florestais e vetores de um país para outro. “Consiste na aplicação de brometo de metila. O gás é injetado por sonda no interior do contêiner carregado, por meio das borrachas de vedação da porta”. A fumigação mata qualquer tipo de praga que respira. São utilizados 48 gramas de

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brometo de metila por metro cúbico, explica o engenheiro agrônomo Wagner Pereira Farinha Jorge, da empresa Nikkey. “O produto (grão ou madeira) tem de ficar exposto ao gás por um período de 24 horas”. No Brasil, o serviço é realizado por exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). É este órgão que fiscaliza a atividade nos portos, por intermédio de fiscais agropecuários e, também, credencia as empresas autorizadas a prestar esse tipo de atendimento. No âmbito federal, a Instrução Normativa nº4, de 6 de janeiro de 2004, funciona como um manual de procedimentos. Há também uma legislação mundial, que é a Norma Internacional de Medidas Fitossanitárias - NINF nº15, que define uma padronização para os serviços de fumiga-

ção executados entre os países signatários da Organização Mundial do Comércio. “O objetivo é garantir o bom andamento do comércio exterior de mercadorias, pois a entrada de uma praga exótica num determinado país pode causar sérios problemas à agricultura e à economia, por exemplo. O combate adequado pode custar milhões, já que sem predadores naturais, uma praga inexistente anteriormente pode se proliferar rapidamente. Além disso, há a perda ou comprometimento da carga em questão”, explica o biólogo. Segundo Wagner Farinha, a fumigação exige mão de obra qualificada, deve ser feita por um engenheiro agrônomo ou florestal e um técnico aplicador, ambos registrados em empresas credenciadas no Ministério da Agricultura.

Pragas mais comuns Como vimos, a fumigação pode ser feita em dois tipos de produtos: nas embalagens de madeira e em grãos como café, soja, trigo, arroz, e outros. Wagner Farinha destaca o besouro chinês (Anoplophora glabripennis) como a principal praga da madeira. Já entre os produtos agrícolas, existem vários vilões.  Denis menciona que os mais conhecidos são o ‘gorgulho’ do milho (Sitophilus zeamais), a ‘mariposa’ do trigo (Ephestia cautella) e o ‘caruncho’ do café (Araecerus fasciculatus).

A fumigação é um tratamento fitossanitário que evita a entrada de pragas florestais e vetores de um país para outro

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porto  Medidas de segurança A empresa de fumigação é que vai até a carga. O serviço é executado nos terminais do porto de Santos, sempre em local específico, livre da circulação de pessoas ou veículos. Por se tratar de manipulação de um gás altamente tóxico, uma série de medidas de segurança cerca a atividade. É preciso isolar a área com fitas zebradas e cones de segurança, colocar placas de alerta sobre o perigo, além de vedar os suspiros do contêiner, ou seja, os circuladores de ar, para impedir que haja vazamento do brometo de metila. “Embora o gás seja volátil, de rápida evaporação, os cuidados são redobrados”, diz Denis. Além do uso de EPC’s (Equipamentos de Proteção Coletiva) como cones e placas, as operações também exigem o uso de diversos EPI’S (Equipamentos de Proteção Individual). A proteção é da cabeça aos pés e começa com a máscara facial com filtro específico, luvas, jaleco, colete reflexivo e botas de borracha. Na primeira fase, explica, não há cheiro, pois o processo é realizado na parte interna no contêiner. Apenas no dia seguinte, após 24 horas, é que se tem contato com o gás, pois é preciso retirar os resíduos. A segunda etapa pode ser feita de forma natural, com a abertura das portas do contêiner; ou forçada, por meio de um equipamento que puxa o gás, sem que seja necessária a abertura da caixa metalizada. “Por fim, o profissional faz a medição do ar e, se constatar que já está livre do gás, o contêiner é liberado”.

Por se tratar de manipulação de um gás altamente tóxico, uma série de medidas de segurança cerca a atividade

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Foto L.M.V/Shutterstock

ser sustentável

O sujinho

Por Marcus Neves Fernandes

Dois banhos por semana. Esse seria um dos hábitos do ator Leonardo Di Caprio. O motivo? Seu engajamento em causas ambientais. O objetivo? Poupar água, segundo as agências de notícias. Sinceramente, duvido que seja verdade. Só pode ser intriga de algum desafeto, alguém querendo pegar carona no coitado famoso. Inveja, dívida ou ciúme, quando não, tudo junto. Do contrário, seria risível. Convenhamos, ninguém jamais falaria tamanha bobagem, tampouco à custa de um bizarro comportamento. E pior de tudo: sem nenhum efeito prático. Um tiro n’água, se me perdoam a expressão. Todo mundo sabe que mais de 80% da água utilizada pelos seres humanos vão para a agricultura - onde o desperdício chega a 30%. Outros quase 10% ficam na indústria, e o que sobra é canalizada para

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o cidadão - e isso só depois de descontar o que se perde entre a captação e as nossas torneiras, em mil furos, rachaduras e fissuras da rede de distribuição, que rouba de 20% a 40% do precioso líquido. Todavia, o que não faltam são campanhas incitando as pessoas a diminuir tempo no banho, fechar as torneiras, trocar o esguicho pelo balde e por aí vai. Talvez, Di Caprio até possa ter sido seduzido por essas mensagens. De bom coração, resolveu radicalizar. Sujinho, mas com princípios. Pois é, essas campanhas são poderosas, fazem a cabeça e embutem uma enorme culpa no infeliz. Daí, ficar sem tomar banho é um passo. Se for isso, alguém precisa ajudá-lo. Se não, a coisa envereda por caminhos preocupantes. Sabe-se lá o que mais o indivíduo vai acabar poupando. Primeiro é

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Medidor inteligente Em algumas cidades brasileiras, um novo sistema de distribuição de energia chamado ‘smart grid’ (rede inteligente) já está sendo testado. Em Portugal, por exemplo, o consumidor já pode escolher horários em que o custo da eletricidade é menor. As concessionárias de energia, por sua vez, terão um controle muito maior, podendo atuar de forma mais rápida e segura, diminuindo os apagões. Uma das grandes novidades que a rede inteligente permite é o surgimento do produtor de energia. Em outras palavras, quem possuir painéis fotovoltaicos ou turbinas eólicas, poderá vender o excedente da eletricidade para a rede. Imagine que você viajou de férias,

o banho, depois os dentes e em seguida...É um perigo, ainda mais para um galã. E você, já se sentiu compelido ou acuado por essas campanhas? Já saiu pela casa colando adesivos para economia de água e luz em torneiras e interruptores? Tenho um amigo que chegou ao cúmulo de cronometrar o banho da molecada. Dois minutos, gritava ele. Três minutos, pode desligar! E lá vinha o guri tirando o sabão do corpo com a toalha. Longe de mim dizer que ele está errado, muito pelo contrário. Só é preciso ter em mente que, mais importante do que as eventuais economias obtidas, tudo isso não passa de um pequeno e louvável esforço diante dos reais desafios existentes. E é isso que me incomoda. Na medida em que esse tipo de mensagem, focada no individual, se expande, a tendência é que os verdadeiros focos do problema sejam deixados de lado, assim como as ações que devem ser postas em prática e que realmente fazem alguma diferença. Vamos aos exemplos. Nas cidades, mais de 50% do consumo de água são para fins não potáveis, tais como lavagem de áreas comuns, descarga de vaso sanitário etc. Convenhamos: é um absurdo usar água tratada, que custa caro, para empurrar dejetos ou limpar garagens. Com um projeto de reuso de água de

ficou fora por um mês. Nesse período, seu consumo foi quase zero, mas sua casa continuou captando energia solar. Resultado: você gerou mais do que consumiu. Essa diferença será creditada no mês seguinte. A ideia é impulsionar o uso de energias alternativas, como a eólica e solar. O regulamento está pronto desde o final do ano passado e a promessa é que o documento seria apresentado até fevereiro deste ano. Muitas concessionárias, porém, alegam problemas técnicos para adotar o sistema. O prazo, agora, está em aberto. Nem a ANEEL, nem o Ministério das Minas e Energia arriscam dizer quando a rede inteligente estará disponível para o público.

chuva é perfeitamente possível até mesmo zerar esse gasto. Outra opção é reutilizar a água do banho, que pode ser reenviada para o vaso sanitário, assim como a da pia do banheiro. Com um detalhe: para isso, não é necessário nenhum sistema de tratamento. O mesmo se dá com a energia elétrica. Na hora de se projetar um edifício é preciso atingir índices ideais de insolação e ventilação. O consumidor, por sua vez, precisa estar atento para esse tipo de planejamento. Ele representa uma efetiva economia de energia. Só para que se tenha uma ideia, aparelhos de ar-condicionado podem representar 40% da conta mensal de energia. Aliás, reduzir a temperatura está intimamente ligado ao entorno onde vivemos. Em outras palavras, quanto mais impermeabilizada é a região onde você mora, quanto menor a área verde (praças, parques e jardins), maior será a sensação de calor. Algo que em um país tropical ganha contornos relevantes. Essas e outras ações não fazem parte de nenhuma das campanhas que vemos hoje na mídia, a maioria focada no individual. O que precisamos é de ações voltadas para o coletivo, para os grandes consumidores. Do contrário, estamos desviando o verdadeiro foco do problema, lançando nos ombros do morador um peso que ele efetivamente não tem.

*O autor é jornalista especializado em desenvolvimento sustentável

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gastronomia

De bem insubstituível a vilão Foto Elena Gaak/Shutterstock

O sal sempre acompanhou o desenvolvimento da humanidade. Fundamental na preservação dos alimentos na era pré-geladeira, ele servia como moeda de troca e era conhecido como ouro branco

Por Fernanda Lopes Os gregos e os romanos o utilizavam como moeda em suas operações de compra e venda. O produto era tão raro e importante, que servia para pagar os soldados romanos - daí a origem da palavra salário. Por muitos séculos, somente os mais abastados tinham acesso a tal produto. A ordem de importância dos comensais em um banquete era indicada em relação à distância do saleiro - quanto mais próximo deles, mais ilustres os convidados. Hoje, no entanto, ele é popular. Está em todas as mesas e, até por isso, os consumidores exageram na dose. Segundo a Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o consumo por pessoa, em média, deve ser

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de no máximo 6g de sal por dia, ou duas colheres rasas de chá. Mas, no Brasil, consome-se o dobro, 12g diárias. E não adianta, por exemplo, ter uma alimentação balanceada com verduras e saladas e sempre lançar mão do saleiro na hora de temperar. Segundo a nutricionista Nathália Guedes, a elevada ingestão de cloreto de sódio (sal de cozinha) faz o organismo reter mais líquidos e aumentar de volume, podendo levar ao aumento da pressão sanguínea e à hipertensão, fatores que causam o infarto e o acidente vascular cerebral. “O consumo excessivo de sal pode também afetar os rins”, alerta. Estima-se que, atualmente, 30% dos bra-

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mente aqueles temperos prontos, que são repletos de sódio e de gordura. “Cerca de 11% do sódio na dieta de um adulto vêm da adição de sal à comida, mas a maior parte - 77% - é proveniente de produtos industrializados, que contêm o mineral. Portando, devemos ficar mais atentos à rotulagem dos alimentos e consumir em maior quantidade os alimentos in natura (frescos)”, diz a nutricionista Nathália Guedes. O sal de ervas, juntamente com alho, cebola, pimenta, substituem esses temperos e deixam a comida ainda mais saborosa. O sal pode ser guardado por até 6 meses. A nutricionista lembra que, se a pessoa não tem problemas de saúde já adquiridos, ela precisa de sal para o bom funcionamento do organismo. “O sal é importante para absorção de nutrientes, contrações musculares e transmissão de impulsos nervosos. Porém, na recomendação diária de no máximo 6g por dia”.

sileiros com mais de 18 anos sofrem de hipertensão. É preciso uma mudança de hábito. Pesquisas indicam que a maioria das pessoas não percebe uma redução de até 25% na quantidade de sal. Mas, podemos diminuir ainda mais. Usando temperos simples, é possível conferir sabor aos alimentos e ainda agregar valor nutricional. Adicionando limão e ervas a um pescado, ele fica muito saboroso e necessita de pouquíssimo sal. O frango pode receber toques cítricos com casca ralada de laranja, suco da fruta, temperos secos como curry, cominho ou ervas finas, que também reduzem a necessidade de salgá-lo. Há ainda a opção do sal de ervas, que pode substituir o sal comum em todas as preparações. Usando ervas secas (desidratadas), pode-se reduzir em até ¼ a ingestão de sal. Mas, é preciso usá-lo na mesma quantidade que usaria de sal. Também é preciso evitar alimentos industrializados, embutidos, queijos amarelos e principal-

A recomendação diária do consumo por pessoa, em média, deve ser de no máximo 6g de sal por dia, ou duas colheres rasas de chá

• Utilize o mínimo de sal ao preparar os alimentos. Substitua-o por temperos naturais como salsinha, cebola, orégano, hortelã, limão, curry, alecrim, pimentas, vinagre, alho, manjericão, coentro, ervas finas e cominho. Ou use o sal de ervas. • Faça mudanças graduais na sua alimentação. Pesquisas mostram que a maioria das pessoas não percebe a redução de 25% na quantidade de sal na alimentação. • Sempre leia as propriedades nutricionais dos alimentos prontos e lembre-se de ver a quantidade de sódio. Procure aqueles com menos de 300 mg de sódio por porção. • Não só alimentos salgados têm sódio. Muitos doces têm conservantes à base de sódio e os dietéticos também.

• Não acrescente sal aos alimentos já prontos. Sempre prove antes de colocar sal. • Não leve saleiro à mesa. • Evite comer alimentos em conserva como picles, azeitona, aspargo, patês, palmito, enlatados como extrato de tomate, milho, ervilha e maioneses prontas. Prefira alimentos in natura. • Evite carnes salgadas como bacalhau, charque, carne seca e defumados. • Não consuma sopas prontas de pacote e nem temperos prontos, pois eles contêm uma grande quantidade de sal e glutamato monossódico. • Evite queijos duros e amarelos. Dê preferência a queijos brancos, tofu

ou ricota sem sal. • Evite shoyu, salgadinhos para aperitivos como batata frita, amendoim salgado etc. • Coma no máximo um alimento com alto teor de sal por dia (citados acima). Alguns sanduíches, por exemplo, têm mais do que a quantidade máxima recomendada de sal por dia, que é de 6g, segundo o Ministério da Saúde.

Fontes: Ministério da Saúde, OMS e NutriAction Assessoria Nutricional

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Foto Picturepartners/ Shutterstock

Dicas para reduzir o sal na alimentação


gastronomia Produção e fotos Fernanda Lopes

Receitas Pescada com amêndoas

Sal de ervas Ingredientes • 20g de alecrim desidratado; • 20g de manjericão desidratado; • 20g de orégano desidratado; • 20g de salsa desidratada; • 20g de sal marinho

Ingredientes • 2 filés de pescada amarela grandes; • 1 colher de chá de sal de ervas; • 2 colheres de sopa de amêndoas sem pele e torradas rapidamente na frigideira (cerca de 1 minuto); • 1 colher de sopa de farinha de rosca; • Raspas de casca de meio limão; • Suco de meio limão e • 1 fio de azeite.

Modo de preparo No processador, bata as amêndoas, o sal de ervas e as raspas de limão. Tempere o peixe com o suco e empane-o com a mistura de amêndoas. Em uma frigideira antiaderente, coloque o fio de azeite. Deixe esquentar e coloque os filés. Tampe e deixe 2 minutos de cada lado. Sirva com purê, legumes, salada ou batatas ao forno com alecrim. Rendimento: 2 porções

Modo de preparo Bata todos os ingredientes no liquidificador ou no processador. Armazene em um recipiente de vidro e utilize como substituto do sal.

Frango ao limão Ingredientes • 2 peitos de frango sem pele e sem osso; • 1 e ½ colheres de chá de sal de ervas; • 1 colher de margarina light sem sal; • 1 colher de azeite de oliva; • Suco de meia laranja; • Raspas da casca de meia laranja; • 1 dente de alho picado; • 2 batatas cortadas ao meio; • 2 cenouras; • 1 cebola sem casca e • 1 copo de água. Para o molho • 2 tomates sem pele e sem sementes; • ½ cebola picada; • 2 dentes de alho picados;

• ½ xícara de manjericão fresco picado. Para o arroz • 1 xícara de arroz; • 1 colher de sobremesa rasa de sal de ervas; • 1 pimentão pequeno picado; • 1 dente de alho picado e • ½ colher de sopa de óleo. Para o frango Misture a margarina, 1 colher de sal de ervas e o azeite. Tempere os peitos de frango com essa mistura. Misture a água com o suco, as raspas e ½ colher de chá do sal de ervas. Coloque em um refratário. Coloque as batatas, a cebola cortada ao meio e as cenouras descascadas e os

peitos de frango. Deixe marinando cerca de 2 horas na geladeira. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC, coberto com papel alumínio, por cerca de 40 minutos. Depois, tire o papel e deixe mais 15 a 20 minutos até dourar. Reserve. Para o molho, refogue em um fio de azeite o alho, a cebola e o tomate. Depois, desligue e misture o manjericão picado. Para o arroz, em uma panela leve ao fogo o pimentão, o alho, o arroz e o sal de ervas. Misture e coloque duas xícaras de água fervendo. Tampe, abaixe o fogo e deixe por cerca de 15 minutos ou até a água secar. Sirva o frango fatiado, com o molho, a batata, a cenoura, a cebola e o arroz. Rendimento: 2 porções


Fotos: KFPress

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O brilho eterno dos sapatos charmosos Os pés são o grande destaque da temporada e os modelos de calçados evidenciam suas pontas ora em cores combinadas, ora marcadas por um material diferente: são os chamados cap toes

Por Karlos Ferrera

Seguindo a mesma linha do color bloking, febre nas últimas estações, esse modelo mescla cores e materiais entre a capinha nos dedos e o restante do calçado, numa releitura dos primeiros pares lançados por Coco Chanel. O primeiro par foi criado pela madeimoselle da moda, Coco Chanel, na década de 1950, na cor cáqui e preto. Voltou a fazer sucesso quando apareceu na temporada de moda 2012 e nos tapetes vermelhos nos pés de famosas como Kate Moss, Sarah Jessica

Parker e Emma Stone. Apesar de variações modernizadas para essa temporada, os cap toes (literalmente gorro dos dedos do pé) continuam com sua principal característica: a pontinha do sapato em outra cor, ou outro material. Estilistas famosos como Christian Louboutin, Salvatore Ferragamo e Yves Saint Laurent apostaram nos modelos para suas coleções 2011/2012 e têm grande mérito nessa nova tendência. A releitura do cap toe não ficará restrita

Modelo original na cor cáqui e preto, criado em 1950 por Coco Chanel

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moda

Dicas para não fazer feio: O desafio do salto alto Muitas mulheres encaram o salto alto numa boa, já outras acham que manter o equilíbrio sobre alguns centímetros a mais é uma tarefa quase impossível. Toda mulher é capaz de caminhar e fazer bonito sem cair do salto, basta ter muito treino e uma ótima postura.

• Escolha um sapato de salto alto que seja adequado e traga conforto aos seus pés. • Para manter o equilíbrio e ter a sensação de segurança ao usar salto alto, é preciso deixar a coluna sempre reta e não ficar olhando para os pés ao caminhar. • O melhor lugar para praticar a caminhada com salto alto é em casa. Treine o caminhar, o parar e o levantar com bastante elegância na frente do espelho. • Tome cuidado com as superfícies onde você pisa. • A paradinha com um pé diretamente à frente do outro, além de ser elegante, ajuda a manter o equilíbrio e evita dores nos pés. Isso vale principalmente para mulheres que precisam ficar o dia todo de salto. • Correr com salto alto, jamais. Dê passos curtos e ande sempre devagar.

apenas a scarpins e sapatos meia pata, pois o modelo tem inspirado também os sapatos baixos, como as sapatilhas, deixando a tendência disponível para todos os públicos, ou seja, tanto para as clássicas fãs do salto alto, quanto para as mais despojadas que não trocam o conforto e romantismo das sapatilhas pela elegância de um salto 15 cm. Por aparecer em quase todos os modelos de sapatos, o new style em salto alto pode ser combinado com roupas formais para festas e eventos especiais, mas fica bem também quando usados com looks básicos como calças e camisas. Já as sapatilhas e rasteiras, caem bem com composições casuais, como vestidinhos, jeans e blusinhas, mas não deixa de ser um ótimo acessório para ocasiões mais formais que pedem algo mais elegante.

Releitura do cap toe aparece em quase todos os modelos de sapatos

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Flashes Atletas do Santos Futebol Clube e representantes de entidades esportivas e civis da cidade-sede participaram de homenagem aos 100 anos de atividade da agremiação, conferida pela Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), dia 10 passado

O presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia e o jovem ídolo Neymar Júnior

O deputado federal Beto Mansur e Neymar

O deputado federal Nelson Marquezelli ladeado pelos craques Edu Dracena, Paulo Henrique Ganso, o goleiro Rafael e Arouca

O vice-presidente do clube, Odílio Rodrigues, o ídolo Pepe e o presidente do Conselho Deliberativo Paulo Schiff

O presidente do clube Luiz Álvaro e Roberto Francisco, prefeito de Praia Grande

O deputado federal Alberto Mourão ladeado pelos vereadores de Praia Grande Esmeraldo Vicente e Hugulino Alves

Fotos Ricardo Saibun/Santos F.C.

Festa do centenário, na Vila Belmiro

Prefeito de Santos João Tavares Papa presente à homenagem do Legislativo federal 74

O rei Pelé ladeado por eternos ídolos do Santos

Neymar, o governador Geraldo Alckmin e Pelé

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Bertioga é certificada, pela terceira vez consecutiva, com o Selo Verde Azul. O ranking ambiental dos municípios paulistas foi divulgado em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes , dia 2 deste mês

Presentes ao evento o prefeito Mauro Orladini, o governador Geraldo Alckmin e a chefe da seção de Educação Ambiental do município Mylene Lyra

A cidade de Itú também foi certificada. Na foto, o ambientalista Fábio Feldmann, Patrícia Otero, secretária municipal de Meio Ambiente de Itu, e o prefeito do município Herculano Passos

Geraldo Alckmin e Ribas Zaidan, com a edição comemorativa da Revista Beach&Co

Assinatura da TV Câmara Digital, em Brasília

O diretor da TV Costa Norte Ronaldo Zaidan, o diretor secretário da Câmara de Cubatão Roberto Bonavides, a vicepresidente da Câmara dos Deputados Rose de Freitas e o deputado Nelson Marquezelli

Roberto Zaidan e o deputado Aécio Neves

Roberto Bonavides, Ribas e Ronaldo Zaidan, o presidente da Câmara de Caraguá Wilson Agnaldo Gobetti e o chefe de gabinete da Câmara de Caraguá Rodrigo Alksnins

O vereador de Praia Grande Esmeraldo Vicente e a vicepresidente da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas

Amigos reunidos para comemorar o aniversário de Carla Ribeiro

Família Ribeiro: Marília e Carla, Daniel e Carlão

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As amigas marcaram presença de peso: Márcia, Carla, Lilian, Marta, Darcy, Lúcia, Harumi, Babi, Monique e Enaide

Carlão, Carla e Felipe(sentados), Daniel Silveira, Carlos Sérgio, Carlos, Fernando Jorge, Walter, Daniel, Godoy, Zaidan, André e Jorge  75


Flashes Aniversário lembra festa, bolo, velinhas, e, principalmente, amigos reunidos e muita alegria. Foi assim para os aniversariantes José Augusto Ventura e o jovem Felipe Lucatti, que comemoraram a data nos dias 24 e 25 de março, respectivamente

O aniversariante José Augusto e Fátima Ventura

Ivan Picolli, Martinho e Alfredo Gonçalves

Um dia especial para a família Lucatti Carvalho

Felipe e o paizão Toninho Carvalho

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Carol, Dalton e Camila Stipanich

Ana Picolli, Alfredo e Dora Gonçalves

Solange e Agostinho Veiga

Felipe , a vovó Ana e a mãe Ivanete Carvalho

Michael Yanes, Dra. Camila Soares, Cristiano e Vanessa Azarias, Felipe, Monica e Eduardo Sara

Ivanete e Toninho Carvalho

Família Ventura reunida em noite de muita alegria

Hilton Figueira, Toninho, Felipe e Vinicius Pamondes

Rodrigo Blanco, Lucas Ruela, Michael Yanes, Felipe Carvalho e Lucas Amarelo

Rominho e Banda animaram a festa

Toninho, a desembargadora Vera Angrisani e Felipe Carvalho

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A Caio Matheus Construtora realizou o lançamento e abertura de vendas da Torre II do Indaiá Home Club em coquetel no Varanda Pizza & Grill, dia 04, com a presença de profissionais do setor imobiliário, investidores e amigos

Família Matheus: Caique, Caio, Vanessa e a pequena Karina

Muitos convidados no evento de lançamento da Torre II

O diretor de vendas Antônio Duarte, Caio Matheus e Olga Tamashiro

O engenheiro Marcelo Godinho e Caio Matheus

Sidnei Borini e Luiz Carlos Nascimento

Kika, Ruben Del Rio e Jackson Pierre

Antonio Carvalho e Edgar

Neusa Barbosa, Cristina Del Corso, José Rodrigues e Carolina Rodrigues

Caio Matheus e Antonio Pedreira

Marcia Regina, Caio Matheus, Luiz Carlos Galofaro e Leonardo De Lucca

Amelia Arrais, Rai Lourenço e Alexandre Arrais

Edison Ferreira e Caio Matheus


“Destaques” // Luci Cardia Flávia Patriota comemorou mais um aniversário ao lado do seu Roberto Haddad e de seus melhores amigos na Riviera de São Lourenço

O casal anfitrião Roberto Haddad e Flavia Patriota

Família Haddad reunida

Entre os presentes, Camilo Di Francesco e Paola Smanio

Pascoal Biondo e sua belíssima Luciane

Domingos Dragone ladeado pela filha Priscilla e a mulher Roberta

Roberta Haddad tem uma voz incrível

Os amigos celebram Osmar Santos, a voz eterna do esporte

As integrantes da TAS, lideradas por Regina Fernandes

João e Regina Fernandes, da TAS, de Santos, e amigos

Paulo Vieira , Roberto Haddad e José Cardia

Ribas Zaidan, convocado para eternizar o momento de felicidade

O empresário Cloves Lemos e Silvana Genovesi

Eles têm uma linda história de amor: Martinho e Leonira Marques

Giro Social

Pasquale e Lourdinha Russo, Sérgio e Rose Aragon, sempre maravilhosos

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Renan Valente e Izabelle

Fausto e Marcelo, personalidades marcantes da Riviera de São Lourenço

Valéria Valente, a colunista e amigas no Hanga Hoa

Beach&Co nº 118 - Abril/2012


“Celebridades em Foco” // Edison Prata

A festa da socialite paulistana Arleti Canan, nas dependências do Guarujá Golf Club, movimentou um seleto grupo de amigos

Família Canan: Adolfo, Daniel, a aniversariante Arleti e Luiza

Luiza Perez e Arleti Canan

A matriarca Sofia Canan, a nora Arleti Canan, o neto Alain Canan e Fernanda

A jovem Delfina e a mãe Karina Canan, Michel Canan, Alain Canan, Daniel Canan e Hernam Mariotti

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A pequena Sara, a anfitriã Arleti Canan e o casal Sandra e Gugo Canan, que veio da Costa Rica para prestigiar a aniversariante

Parentes e amigos: Olga, Sofia, Karina e Hernan com as crianças Victoria e Delfina

O comentarista Rui de Rossis, Vicente Cascione e a mulher Luciana, e Viviane Assis

Denise Manso, Arleti Canan, Celiza e o marido Rogério Perez

Arleti Canan e Patrícia Franco

Arleti Canan ladeada por Luciana Cascione e Hugo Rinaldi

Beach&Co nº 118 - Abril/2012



Beach&Co 118