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Foto Mar Franz

16 A fotossíntese como alternativa energética

Foto Flávia Souza

32 Pilates: em respeito aos limites do corpo

E mais... Porto 24 Arqueologia 28

Fotos Renata Inforzato

Buttes-Chaumont 38 Gastronomia 44 Moda 56 Coluna Chic

60

Flashes 62 Destaque 65 Celebridades em foco

66


Foto Marcelo Guedes/PMG

48 O habitat dos amantes de motocross

Capa

Foto Luciana Sotelo

52 Lar das Moças Cegas, escola de superação

Desenho de Nathália Padilha

Criação artística inspirada no projeto Costa Norte Escola Ilustrações Zentilia, Lorelyn Medina e John Bloor / ShutterStock

Costa Norte Escola pág. 10


Riviera de São Lourenço. O lugar onde a natureza é a grande inspiração.

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ao leitor Foto Cristiane Silva

Beach A

R e v i s t a

Co d o

L i t o r a l .

ANO IX - Nº 109 - julho/2011 A revista Beach&Co é editada pelo Jornal Costa Norte Redação e Publicidade Av. 19 de Maio, 695 - Bertioga/SP Fone/Fax: (13) 3317-1281 www.beachco.com.br beachco@costanorte.com.br Diretor - Presidente Reuben Nagib Zaidan Diretora Administrativa Dinalva Berlofi Zaidan

E mais... Edição

Eleni Nogueira (MTb 47.477/SP) beachco@costanorte.com.br

Moda 22 Diretor de Arte

Roberto Berlofi Zaidan

MegaPixel 24 roberto@costanorte.com.br Criação e Diagramação Investimento 32 PP7 Publicidade

www.pp7.com.br | pp7@pp7.com.br

Fazenda Santana Direção de Arte: Marcel Oliveira Diagramação: Audrye Rotta

Rota Gourmet

36 44

Marketing e Publicidade Ronaldo Berlofi Zaidan Social 44 marketing@costanorte.com.br Depto. Comercial Aline Pazin aline@costanorte.com.br Revisão: Adlete Hamuch (MTb 10.805/SP) Colaboração Cristiane Silva, Edison Prata, Flávia Souza, Fernanda Lopes, Gabriela Montoro, Luciana Sotelo, Luci Cardia, Karlos Ferrera, Mar Franz, Marcus Neves Fernandes, Maria Carolina Ramos e Renata Inforzato

Portas abertas ao saber “Um país se faz com homens e livros”. A frase, do célebre escritor Monteiro Lobato, fundador de uma das primeiras editoras de livros do Brasil, a Monteiro Lobato & Cia, em 1918, exprime bem a importância da leitura em uma sociedade. Quem lê escreve bem, interpreta melhor o mundo e cria condições para desenvolver o livre arbítrio, alicerce que fundamenta as civilizações realmente desenvolvidas. Incentivar a leitura, portanto, é garantia de formação de cidadãos conscientes e formadores de opinião. Mas, no mundo moderno, no qual reinam absolutos os computadores, vídeo-games e outros artifícios de alta tecnologia, envolver as crianças no mundo dos livros tornou-se uma tarefa um tanto difícil. Batalha vencida? Não em Bertioga, onde o projeto Costa Norte Escola, fruto de parceria público-privada, proporciona o estímulo necessário para que a prática da leitura e, consequentemente, da escrita, mantenha-se viva e ativa. Por meio de concursos culturais realizados mensalmente nas escolas municipais, mais de 4 mil crianças, só neste semestre, foram, aos poucos, descobrindo que ler e pesquisar pode ser divertido, instigante. A premiação, o fecho merecido e estimulante, é um item menos importante do projeto do que a busca pela qualidade, pela superação. O resultado desta ideia simples, de fazer uso da comunicação como gerador de conhecimento, pode ser atestado na qualidade dos trabalhos apresentados: lindos cartazes, frases e desenhos criativos, redações e poesias de grande expressividade. Melhor que tudo é a apreensão do conteúdo trabalhado que, certamente, nunca mais será esquecido. Estão de parabéns todos os participantes do projeto, estudantes, organizadores, apoiadores e familiares. Que esta iniciativa tão nobre frutifique.

Circulação Baixada Santista e Litoral Norte

Eleni Nogueira


educação

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Beach&Co nº 109 - Julho/2011


Ler, escrever, pintar Enfim, um novo mundo

que se descortina

Mais de 4 mil alunos receberam tais estímulos a partir do desenvolvimento do projeto Costa Norte Escola, cuja filosofia é a comunicação como gerador de conhecimento. Em sua segunda edição, premiou os 15 alunos vencedores do concurso cultural

Por Eleni Nogueira

Beach&Co nº 109 - Julho/2011

Foto Cristiane Silva

Em plenas férias de julho, o projeto Costa Norte Escola: comunicando para educar reuniu na noite de quarta-feira, dia 6, mais de 150 pessoas entre professores, diretores, familiares e autoridades municipais e regionais para aplaudir e premiar os 15 estudantes ganhadores da segunda edição do concurso cultural realizado durante o primeiro semestre do ano, na rede pública municipal de Bertioga. A comunicação como gerador de conhecimento é a base do Projeto Costa Norte Escola, responsável pela mobilização de mais de 4 mil alunos, do 1º ao 5º ano, na elaboração de frases, poesias, redações, desenhos e cartazes alusivos ao tema sustentabilidade. Dentre os premiados, crianças que se superaram na criatividade de explorar o tema solicitado no concurso e discutido em sala de aula. As alunas Agnes Bernardes Wegener, Daniela Campos Dias e Luana Gonçalves Moreira, vencedoras da edição de junho, na categoria redação, com o tema “O ar que respiro”, contam de onde tiraram inspiração para escrever. Agnes diz:“Eu sou evangélica, e a minha mãe sugeriu que eu falasse

Lucas Mendes premiado na categoria poesia

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educação alguma coisa sobre Deus. Eu juntei isso com as explicações da professora e fiz a minha história. Foi bem legal”. Luana se apoiou nos livros. “Li alguns livros e fiquei imaginando o que eu queria escrever”. Já Daniela preocupou-se com a estrutura do texto. “A professora explicou como se escreve uma redação e eu entendi”. Criado pelo Sistema Costa Norte de Comunicação, com o objetivo de incentivar a criatividade dos alunos, agregando, além do próprio conhecimento, a consciência socioambiental por meio de competições culturais nas escolas municipais, a ação consiste em uma série de concursos semestrais aplicados mensalmente e individualmente para cada série do ensino fundamental. Os temas dos concursos, nas categorias frases, cartazes, redação e poesia, são escolhidos pelos profissionais do Sistema Costa Norte, assim como a avaliação e seleção dos vencedores, dentre os melhores trabalhos enviados pelos professores. Todo o processo culmina com um evento de premiação no fim de cada semestre. “Trata-se de uma atividade sadia de competição, contribuindo para a formação de adultos conscientes do papel de cada um para a preservação ambiental”, diz o idealizador do projeto e diretor do Sistema Costa Norte de Comunicação, Roberto Zaidan. O projeto transformou-se em um movimento intelectual que envolve professores e alunos, sai da sala de aula e chega aos lares das crianças, conquistando toda a família.

Temas desenvolvidos Fevereiro - Ilustração Tema: Lugar onde vivo - alunos do 1ª ano Vencedores: Nathália Mota Padilha, Laura Luiza da Silva e Letícia Biano Rodrigues Março - Frase com desenho Tema: Economia de Água - alunos do 2º ano Vencedores: Danilo Hideki Moreira, Lavínia Branco e Rayane Valentim Santos

Abril - Cartaz Tema: Biodiversidade - alunos do 3º ano Vencedores: Ashley Victória Lemos Santos Faria, João Paulo Mota de Freitas e Kellyane Ferreira Tavares Maio - Poesia Tema: Transformações Ambientais - alunos do 4º ano Vencedores: Bianca Costa Lima, Lucas Mendes Maciel e Yasmin Simoni Nucci Junho - Redação Tema: O ar que respiro - alunos do 5º ano Vencedores: Agnes Bernardes Wegener, Daniela Campos Dias e Luana Gonçalves

Foto JCN

À frente dos colegas de classe, professora e diretora, Ashley Victória, autora do cartaz vencedor


Foto JCN

Foto JCN Foto Cristiane Silva

Foto Cristiane Silva

Danilo Hideki, Bianca Costa, Agnes Bernardes e Nathália Padilha, vencedores nas categorias frases com desenhos, poesia, redação e ilustração

“Dá muito orgulho ver o filho ser premiado. O projeto é muito bom porque incentiva as crianças a estudar, pesquisar. Eu ajudei, então tem o envolvimento do filho com os pais e isso é muito importante”, ressalta Brenda Lemos, mãe de Ashley Victoria Lemos Santos Faria, campeã do concurso de cartazes, com o tema biodiversidade. Entre os educadores há consenso de que o projeto tem papel fundamental em sala de aula. “É uma iniciativa ótima. Eu amo trabalhar com jornal, pois cria o hábito de leitura e desenvolve a escrita. A cada semestre, as crianças melhoram e dão o melhor de si nesta competição saudável, que traz resultados bons”, afirma a professora Isabel Cristina. Carla Carvalho, também professora, reforça: “O que é bacana neste projeto é estimular a criança a ler e escrever, que é o objetivo maior do professor. A premiação também estimula a criança a fazer o melhor. Tanto que, na minha sala, eles faziam e refaziam os textos, e isso com muito prazer”. Dulce Ceneviva, secretária municipal de Educação, declara que a princípio teve ressalvas quanto à proposta, pois temia que pudesse passar a impressão equivocada de diferenciação das crianças. “Mas, constatei que o objetivo era fazê-los gostar do que fazem, escreBeach&Co nº 109 - Julho/2011

ver por prazer, criar uma poesia, uma frase. Isso foi se desenvolvendo de um jeito que eles passaram a gostar da prática. Tomou uma proporção maravilhosa. O lado pedagógico também é fantástico, a gente pode avaliar a diferença dos trabalhos no início e agora, como cresceu a participação em número e em qualidade”. Iniciado em agosto de 2010, em parceria com a Sabesp e a Secretaria Municipal de Educação, o projeto entrou para a grade curricular municipal e conta com mais um parceiro, o Sesc Bertioga. A chefe do setor de ensino da prefeitura de Bertioga Ivonete Bichir explica que o Costa Norte Escola trabalha conteúdos de ciências, com temas voltados para o meio ambiente, e a língua portuguesa, por meio de gêneros como poesia, redação ou cartazes. “É uma ferramenta a mais para o professor desenvolver o conteúdo das apostilas do sistema de ensino Opet em sala de aula”. Uma média de 500 trabalhos é apresentada por concurso. As crianças desenvolvem os temas em sala de aula e o professor escolhe dois finalistas para concorrerem com os demais trabalhos enviados para a avaliação dos jornalistas do Jornal Costa Norte. A premiação contempla o autor (primeiro, segundo e terceiro lugares), as escolas e os diretores das respectivas instituições. 13


Fotos Cristiane Silva

educação

Plateia lotada para prestigiar os vencedores do concurso cultural

Para o secretário estadual de Meio Ambiente Bruno Covas, presente ao evento de premiação, o Costa Norte Escola é uma iniciativa que pode servir de exemplo para todo o estado de São Paulo. “Essa iniciativa é muito interessante porque, além de ajudar na formação da criança, também faz com que a discussão chegue ao núcleo da família. Também é válida por envolver governo e sociedade civil. É importante que haja essa simbiose, essa interlocução, entre todos esses agentes, para que se possa ter uma ação efetiva em favor do meio ambiente”. O prefeito de Bertioga Mauro Orlandini destacou: “Esse projeto é maravilhoso, investe na formação das crianças, de

adultos que saibam interpretar as coisas. Acreditar nessas crianças como veículo de uma sociedade melhor talvez seja a mensagem mais importante”. Entre os apoiadores, Marcos Roberto Laurent, gerente do Sesc Bertioga, diz tratar-se de uma iniciativa muito interessante, de estímulo e fomento à leitura e à escrita. Luiz Augusto, da Sobloco Construtora, diz: “Acho muito positivo. Todo o esforço que a gente puder fazer para propiciar uma motivação, uma melhoria na qualidade de ensino é válida. Isso só vai trazer uma geração mais consciente, mais participava e culta”.

João Paulo, segundo colocado na categoria cartaz, a secretária de Educação Dulce Ceneviva, a professora Isabel Cristina e Luana Gonçalves, terceira colocada na categoria redação 14

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Beach&Co nยบ 109 - Julho/2011

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Foto Mar Franz

meio ambiente

Sol em litros Pouco a pouco, o ser humano abre caminho para um futuro até então inimaginável, no qual a produção de energia será abundante, capaz de ser obtida em qualquer lugar do planeta, sem poluição e a um custo bem inferior a todos os processos conhecidos hoje. O nome desse aparente milagre é a fotossíntese, o método pelo qual os vegetais transformam a luz solar em açúcar

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O que é fotossíntese? Os organismos clorofilados (plantas, algas e certas bactérias) fabricam seu próprio alimento. Eles absorvem a luz solar e gás carbônico, que se unem à água e à clorofila. Tudo isso constitui o alimento da planta, um açúcar chamado glicose. Ao mesmo tempo, a planta libera oxigênio pelas folhas. Esse processo é chamado de fotossíntese, sem a qual os animais e muitos outros seres seriam incapazes de sobreviver. A vida na Terra depende da energia do Sol. Os animais não fazem fotossíntese, mas obtêm energia alimentando-se de organismos produtores (fotossintetizantes) ou de consumidores primários. Quando os animais comem plantas, a glicose delas se une ao oxigênio presente no corpo deles. Obtém-se assim, energia. Enquanto isso acontece, forma-se também gás carbônico e água. (Fonte: Ciência Hoje)

Por Marcus Neves Fernandes Novas tecnologias prometem reproduzir o que a natureza já faz com perfeição há bilhões de anos: a fotossíntese. Pesquisadores suíços e norte-americanos criaram, em maio deste ano, um reator que imita esse intrincado mecanismo, que permite transformar a radiação solar em combustível líquido. Pelos cálculos da equipe, um reator desses, colocado no telhado de uma casa, poderia produzir cerca de 15 litros de combustível por dia. O equipamento, ainda um protótipo, é mais um passo rumo ao que os cientistas chamam de fotossíntese artificial. Diversos cientistas, inclusive no Brasil, lutam há décadas para reproduzir esse milagre da natureza. É uma tarefa difícil, mas que, a cada dia, mostra-se mais e mais promissora. Há de tudo um pouco. Desde a tentativa de se construir em folhas artificiais até o uso de substâncias extraídas de sapos sul-americanos. Beach&Co nº 109 - Julho/2011

Na maioria dos casos, porém, esses protótipos ainda produzem pouca energia e a um custo nada competitivo quando comparado com os combustíveis fósseis existentes hoje (gasolina, gás ou carvão) ou mesmo às fontes alternativas, como as turbinas eólicas e os painéis solares. Mas o pote de ouro no final desse arco-íris é de um potencial inigualável. As turbinas eólicas, por exemplo, só geram energia quando há ventos. Já as placas fotovoltaicas só convertem a radiação em eletricidade; na maioria dos casos, são estáticas e não geram combustíveis líquidos. O domínio da fotossíntese artificial, por sua vez, permitiria produzir fluídos energéticos para ser usados em veículos ou indústrias, e possíveis de ser transportados e armazenados. Tudo isso sem os impactos negativos dos propelentes a base de petróleo. “Uma hora de luz solar equivale à totalida17


meio ambiente de da energia que utilizamos em um ano em todo o mundo. É a maior quantidade de energia disponível. Não há nada que se aproxime disso. É também uma energia que incide sobre praticamente todo o globo”, afirma o pesquisador inglês James Barber. Considerado um dos maiores especialistas mundiais em fotossíntese artificial, Barber é taxativo quanto ao potencial desse processo. “Imitar a natureza não é um sonho. É uma possibilidade real”. Mas, para isso, ele afirma ser necessário “um esforço internacional que reúna os cientistas mais talentosos do planeta”. Hoje, essa ‘força tarefa’ ainda não existe – e pode ser que jamais se materialize. As pesquisas ainda são feitas por grupos dispersos, cada qual desenvolvendo seus trabalhos, todos de olho no imenso potencial que cerca essa tecnologia. Os mais promissores estão nos Estados Unidos, Japão e China. O caminho, porém, ainda é longo e cheio de percalços. Apesar das dificuldades, a recompensa, segundo Barber, “seria um salto sem precedentes na história da humanidade”.

Ninho solar

Recentemente, pesquisadores norte-americanos criaram um material fotossintético artificial que, quando exposto à luz solar e ao carbono da atmosfera, gera açúcares, por meio dos quais se produz biocombustível. Faltava, porém, descobrir algo que

revestisse esse material, permitindo a maior passagem possível da radiação. E foi aí que entrou em cena uma pequena rã, encontrada desde a América Central até a Floresta Amazônica. Esse anfíbio produz uma espuma na qual envolve os girinos, como se fosse um ninho. Os cientistas perceberam que essa espuma possui uma longa durabilidade e, por ser porosa, permite uma boa penetração do ar e da luz solar. Dessa forma, seria um excelente invólucro para o fotossintético artificial. “A vantagem do nosso sistema, em comparação com as plantas e as algas, é que toda a energia solar captada é convertida em açúcares, enquanto esses organismos precisam desviar uma grande quantidade de energia para outras funções, como a reprodução,” diz David Wendell, coordenador da pesquisa na Universidade de Cincinnati (EUA). Além disso, a espuma não precisa do solo para produzir combustível, como acontece com o biodiesel de plantas. Dessa forma, afirma o pesquisador, o método não afetaria a produção de alimentos – nem causaria danos nas áreas de florestas. Hoje, nos EUA e no México, por exemplo, parcela cada vez maior do milho vem sendo usada em usinas de biodiesel, o que acarreta aumento no preço do grão, usado tanto na culinária como na ração animal. Problema semelhante também se verifica no Brasil, onde a cultura da cana e da soja, entre outras, avança sobre plantios tradicionais, como feijão, milho, batata etc.

Fotos Brian Gratwicke/Mary Farmer

O “ninho” de espuma produzido pela rã Physalaemuspustulosus

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Foto Peter Suneson

Dentro de 10 anos, talvez seja possível ter parques industriais cujas chaminés, ao invés de expelirem fumaça na atmosfera, reaproveitem o gás para produzir combustível

Problema pode virar solução O dióxido de carbono (CO2) é apenas um dos chamados Gases de Efeito Estufa (GEE). Ele representa 55% do total das emissões de GEE no mundo e, pior, ele permanece mais de 100 anos na atmosfera. No futuro, porém, o que hoje é problema, pode vir a ser solução. A ideia, em estudo em diversas instituições de pesquisa (inclusive no Brasil), é transformar o CO2 em energia, com uma ajudinha do Sol. Quem explica é a pesquisadora Nancy Jackson, presidente da Sociedade Norte-Americana de Química que, recentemente, esteve no Brasil, participando de um congresso. Essa nova tecnologia é chamada de combustão reversa. “Quando usamos combustíveis em nossos carros, o monóxido de carbono é queimado e transformado em dióxido. Estamos fazendo o oposto, como se fosse uma combustão reversa”. Em outras palavras, é como se os cientistas conseguissem reciclar o CO2. “A ideia é poder produzir combustíveis a partir do resíduo dos combustíveis”, afirma. Para isso, a equipe de Nancy desenvolveu um reator que capta a luz solar e utiliza esse calor para provocar uma reação no dióxido de carbono. É um processo difícil, no qual se gasta muita energia. Por isso, nada melhor do que usar o Sol, que é gratuito. O que os cientistas querem, afinal, é que a combustão reversa do dióxido de carbono em monóxido de carbono dê origem a um combustível líquido. “Os combustíveis líquidos são importantes por várias raBeach&Co nº 109 - Julho/2011

zões. Eles são, por exemplo, muito melhores que baterias, mais pesadas. Além disso, são fáceis de transportar. Podem fluir e ser bombeados em canos por muitos quilômetros, sem precisar de veículo algum. Eles permitem utilizar a infraestrutura instalada e as tecnologias existentes”. Dessa forma, segundo a pesquisadora, o combustível de CO2 poderia ser usado em qualquer máquina, sem exigir grandes modificações – algo fundamental para o sucesso comercial de qualquer nova fonte energética. A ideia, que parece boa, fica melhor ainda quando Nancy explica de onde coletaremos o dióxido de carbono. “Achamos que podemos utilizar o CO2 que sai das chaminés. Além disso, também temos muito dióxido de carbono quando fermentamos a cana-de-açúcar para fazer etanol. Para cada molécula de etanol, é produzida também uma molécula de dióxido de carbono”. No futuro, acredita Nancy, poderemos ter parques industriais cujas chaminés, ao invés de expelirem fumaça na atmosfera, reaproveitarão o gás para produzir combustível. Quando chega essa nova energia? Nancy é otimista. “Provavelmente precisaremos de mais uns quatro anos de desenvolvimento de engenharia.Em seguida, entrará o período necessário para o desenvolvimento e o processamento em escala. Estamos falando em algo como sete ou oito anos”. 19


Um bicho que vive de luz

Plantas, algas e certas bactérias fazem fotossíntese, certo? Sim, mas há um animal, mais especificamente uma lesma marinha chamada Elysia esmeralda, que também se alimenta de luz solar – pelo menos em parte de sua vida. Nas primeiras semanas de vida, que dura cerca de um ano, ela se alimenta de algas. Nesse período, a Elysia possui uma coloração avermelhada. Passada essa fase, ela não se alimenta mais, ou melhor, passa a viver de fotossíntese, e adquire coloração verde musgo. Isso se deve a um curioso processo evolutivo, no qual a Elysia ‘rouba’ das algas que foram digeridas os cloroplastos - pequeninas cápsulas que existem dentro de cada célula vegetal, responsáveis pelo processo da fotossíntese. O nome desse mecanismo é cleptoplastia, do radical grego ‘clepto’, usado, por exemplo, em cleptomaníacos, aqueles com compulsão por roubar.

Foto Mary S.Tyler

meio ambiente

Elysia esmeralda

Biomimética

geração. Essa planta tem a capacidade de sobreviver mesmo após longos períodos de seca, por meio da ação de um açúcar produzido em suas células, que cristaliza os tecidos. O estudo do vegetal permitiu o desenvolvimento de um spray que recobre as vacinas, mantendo a sua eficácia por anos.

Foto Mar Franz

O que os pesquisadores tentam fazer com a fotossíntese é imitar a natureza. Essa área da ciência chama-se biomimética, ou seja, replicar, artificialmente, um processo natural. Para muitos, o seu potencial é tão grande que ela é vista como a terceira revolução humana depois da descoberta do fogo e da Revolução Industrial. Quem já andou no meio do mato talvez tenha ficado com os tênis ou a barra da calça cheios de pequenos espinhos. São sementes de grama, e, a partir dessa observação, surgiu o velcro. Superfícies antiaderentes, que repelem água e sujeira, foram inspiradas nas folhas da flor de lótus. Já a ‘planta da ressurreição’, originária da África, possibilitou a criação de vacinas que não precisam de refri-

Exemplo tirado da natureza: sementes de grama, que aderem aos sapatos e roupas, deram origem ao velcro

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Foto Mar Franz

As plantas, ao contrário de outros materiais, são resistentes à incidência dos raios solares

Folha artificial

Atualmente, a população da Terra consome a cada ano 14 terawatts-hora de energia, sendo que a maior parte é proveniente de combustíveis fósseis como petróleo (4,5 TWh), gás (2,7 TWh) e carvão (2,9 TWh). Para o pesquisador inglês James Barber, especialista em fotossíntese, esse é um modelo insustentável, que, além da poluição na produção e no consumo, consome grande quantidade de recursos naturais. “Estamos queimando combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial e chegamos a emitir Beach&Co nº 109 - Julho/2011

carbono em uma concentração de 360 partes por milhão (ppm). À medida que a população global aumenta de modo exponencial, essa emissão piora. Sabemos que se chegarmos a 550 ppm, haverá mudanças dramáticas no clima do planeta”, afirmou. Por isso, para ele, desenvolver uma “folha artificial” seria a melhor solução. A tecnologia para capturar a energia solar e transformá-la em eletricidade já é bem conhecida: a energia fotovoltaica. Mas, embora seja importante, ela não resolve o problema energético. “A energia fotovoltaica é cara para competir com os baratos combustíveis 21


fósseis. Em segundo lugar, não é suficiente apenas a produção de eletricidade. Precisamos de combustíveis para carros e aviões. O ideal é que tenhamos combustíveis líquidos de alta densidade, como é o caso do petróleo, do gás ou até mesmo dos biocombustíveis”, afirmou. Mas os desafios de se criar essa folha artificial começam com o Sol. Seus raios são altamente destrutivos para muitos materiais, fazendo com que a vida útil das tais folhas artificiais se degrade gradualmente, perdendo rendimento. Novamente, é preciso aprender com as plantas, descobrir como conseguiram ‘driblar’ essa etapa. Foi exatamente isso que fez o pesquisador Michael Strano, do Instituto de Tecnologia de Massachussets (EUA). Para não serem ‘desgastadas’ pelo Sol, as moléculas encarregadas de capturar a luz solar se fracionam constantemente e as plantas as remontam a partir dos pedaços resultantes, de forma que as estruturas básicas que capturam a energia solar são, por assim dizer, sempre novas em folha. Strano criou um conjunto de moléculas artificiais que imitam essa capacidade das plantas. O processo é bem complexo, mas o protótipo criado pelo grupo funcionou ao longo de um período de 14 horas, sem qualquer perda de eficiência. As reações individuais dessas novas estruturas moleculares apresentam uma eficiência de cerca de 40% - quase o dobro das melhores células solares existentes hoje no mercado. O próximo passo é aumentar a eficiência. Se der certo, teremos uma folha artificial, capaz de transformar a luz do Sol em energia limpa e inesgotável.

Foto Mar Franz

meio ambiente

A ciência busca a criação da folha artificial, capaz de transformar a luz do Sol em energia 22

Beach&Co nº 109 - Julho/2011


Foto Maquete eletrônica/Embraport

porto

Investimentos na área

continental de

Santos

Trata-se do maior terminal multiuso do Brasil, com início de operações previsto para 2013, capaz de operar contêineres e granéis líquidos

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Foto Imagens Aéreas

Aterramento finalizou a primeira fase da obra (à esquerda, projeto virtual do terminal)

Por Luciana Sotelo Quando se fala em expansão do porto de Santos, áreas estratégicas ganham destaque frente às futuras demandas e a escassez de terrenos. Nesse cenário, um grande projeto da iniciativa privada chama a atenção, é o terminal da Empresa Brasileira de Terminais Portuários S.A, a Embraport. Localizado na margem esquerda do cais, o empreendimento está sendo erguido com o compromisso de ser o maior terminal portuário multiuso do Brasil, com estrutura para operar contêineres e granéis líquidos. Primeiro do gênero na Área Continental de Santos, tem previBeach&Co nº 109 - Julho/2011

são de início das operações para 2013. Uma segunda fase será implantada em 2015. Com 803 mil m² de área total, 1.100 metros de cais, três píeres, estacionamento para carretas e pátio ferroviário planejados em sua concepção, o terminal acaba de finalizar a primeira fase da obra, relativa ao aterro e posterior construção de um cais de 600 metros. Agora, parte para um novo momento. De acordo com a assessoria de imprensa da Embraport, o terminal foi dividido em 3 grandes áreas: norte, central e sul. Na área norte, se dá o 25


porto acesso ao terminal, os gates e os prédios administrativos. A área central será ocupada pelo pátio ferroviário, sob concessão da MRS, além da armazenagem de carga que utiliza esse modal. Por fim, na área sul fica localizado o cais, com 2 píeres para granéis líquidos, tancagem para líquidos e oficinas de manutenção. Além disso, o empreendimento também contará com retroárea de 340 mil m² para armazenagem de carga. “Atualmente, estamos trabalhando em várias frentes. Na área norte, em aterros de sobrecarga e, na área central, tem o canteiro industrial, local onde produzimos as peças pré-moldadas que serão utilizadas na estrutura do cais”, informou em nota a empresa.  

Movimentação

Segundo dados da empresa, o Embraport contará com acesso pela Rodovia Piaçaguera-Guarujá e terá capacidade instalada anual de movimentação de 2 milhões de TEUS (unidade referente a contêineres de 20 pés) e de 2 milhões de metros cúbicos de etanol. Os três berços poderão receber os maiores navios do mundo, do tipo Pox-Panamax e, para as operações, serão adquiridos equipamentos de ponta, como portaineres, RTG, empty handlers, tratores, reach stackers, entre outros maquinários e softwares.  Atualmente, 772 pessoas trabalham no canteiro de obras, sendo 90% da mão de obra local. A previsão da Embraport é de geração de 1.100 mil empregos diretos na fase de operação, além de aproximadamente 4 mil postos de trabalho indiretos. Para atender à demanda, a empresa capacitará funcionários locais para operação do terminal.

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Contrapartida sócioambiental

Com a licença ambiental para as obras, concedida em 2006, a empresa já investiu R$ 9 milhões em programas que envolvem mais de 30 ações em prol do meio ambiente e das comunidades localizadas no entorno do terminal portuário. Para preservar as características naturais que envolvem o terminal, como os ecossistemas de manguezal e de restinga, e para melhorar a qualidade de vida dos moradores locais, a empresa formatou e desenvolveu uma série de programas e subprogramas aprovados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre eles, estão iniciativas voltadas para a conservação de recursos naturais; questões socioambientais e de arqueologia; qualidade ambiental e programas ligados diretamente à construção do terminal. A finalidade das ações é a redução do impacto gerado pela própria obra e a promoção dos princípios que garantem o desenvolvimento sustentável nas esferas ambiental, social e econômica. De acordo com a empresa, desde o início do projeto, a preocupação foi assegurar que o empreendimento respeitasse os limites aceitáveis de intervenção em áreas naturais, de tal forma que, 50% da área original foram preservadas, além de uma unidade de conservação de 273 hectares em processo de criação.

Beach&Co nº 109 - Julho/2011


Foto Marcos França/PMG

história

Sambaquis descortinam o passado remoto Esses depósitos de resíduos humanos, acumulados ao longo de milhares de anos por grupos pré-históricos que habitaram o litoral paulista, podem contribuir para a resolução do quebra-cabeça sobre a existência dos primeiros povos que viveram no Brasil

Por Maria Carolina Ramos Embora existam várias hipóteses sobre o início da ocupação humana no Brasil, não há muitas provas concretas sobre como ela ocorreu. Atualmente, a teoria mais aceita é a de que tudo começou com os contemporâneos de Luzia, nome dado a um fóssil humano, na verdade uma cabeça, com idade estimada entre 11.400 a 16.400 anos atrás, descoberto na região de Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 1975. A elucidação desse passado primevo e ainda obscuro pode estar entre os vestígios guardados em sambaquis, depósitos 28

constituídos de material orgânico e calcário produzidos pelos povos pré-históricos que habitaram vários pontos do litoral brasileiro. O sambaqui considerado até agora o mais antigo do Brasil data de oito mil anos e fica na Ilha do Cardoso, litoral sul de São Paulo. São quase quatro mil anos a menos do que a idade estimada do fóssil de Luzia. “Como será que os sambaquieiros chegaram ao litoral? Talvez um ramo do grupo dessa primeira brasileira tenha parado no centro do Brasil e, depois, prosseguido para essa região? Beach&Co nº 109 - Julho/2011


Ou realmente ocorreu uma divisão de um ponto comum da região da Amazônia, no qual surgiram dois ramos que colonizaram concomitantemente o litoral e o interior do Brasil?”, questiona o arqueólogo Manoel Gonzalez, que estuda os sambaquis do litoral paulista e coordena projetos de pesquisa sobre esses achados. O litoral paulista, aliás, abriga não só o sambaqui mais antigo do Brasil, como também dois dos três mais altos do mundo. Um deles é o do Guarujá, o sambaqui Monte Cabrão, localizado na região do Rio Crumaú, com 31 metros de profundidade por 100 metros de largura e registrado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); o outro com 20 metros de profundidade, descoberto há cerca de três anos, encontra-se em Cubatão, dentro do Parque Ecológico Cotia-Pará. O segundo maior sambaqui do mundo está em Garopaba do Sul, em Santa Catarina, e alcança 22 metros. Os sambaquis do Rio Crumaú e do Cotia-Pará, em Cubatão, ainda não começaram a ser estudados, em parte por conta da falta de recursos financeiros para a pesquisa. Outros sambaquis, ainda submersos e localizados no

Canal de Bertioga, também aguardam para ser explorados. De acordo com Gonzalez, as informações que vierem à tona com o estudo desses sambaquis do litoral paulista poderão esclarecer questões ainda em aberto sobre a ocupação humana no Brasil, como, por exemplo, se esses primeiros habitantes do litoral eram aparentados ao grupo de Luzia, tida como a primeira brasileira.

Parque arqueológico

De acordo com informações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já foram descobertos cerca de 1000 sambaquis em todo o Brasil. A maior parte deles está situada em Santa Catarina. No litoral paulista, o arqueólogo Gonzalez estima que haja 60 sambaquis, pelo menos 10 com potencial turístico. No entanto, por enquanto, apenas um – o da Casa Martim Afonso, em São Vicente é aberto ao público. Os problemas de visitação a esses sambaquis espalhados pelo litoral ocorrem principalmente em função de sua localização isolada ou pela ausência de suporte previsto em projetos turísticos e culturais. Há um projeto da Secretaria Municipal de Cultura de

Fotos arquivo / Manoel Gonzalez

Em todo o Brasil já foram descobertos cerca de 1000 sambaquis. No litoral paulista estima-se que haja 60, pelo menos 10 com potencial turístico

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história

Arqueólogo Manoel Gonzalez estuda os sambaquis, depósitos constituídos de material orgânico e calcário produzidos pelos povos pré-históricos, que habitaram o litoral brasileiro

Cubatão, que pretende tornar acessível o terceiro maior sambaqui do mundo, localizado no Parque Ecológico Cotia-Pará, em Cubatão. A proposta promove essa área ao status de primeiro parque arqueológico do sudeste do Brasil. O Parque Ecológico Cotia-Pará, com 500 mil metros quadrados, e cuja entrada é acessível entre os quilômetros 55 e 56 da via Anchieta, guarda, além de uma pequena parte do que restou da Mata Atlântica, o Cotia-Pará 2, nome dado ao sítio arqueológico onde está o terceiro maior sambaqui do mundo, com cerca de cinco mil anos. Além dele, há também um sambaqui bem menor, no sítio arqueológico Cotia-Pará 1. Seu estado de preservação, no entanto, não se equipara à integridade do Cotia-Pará 2, situado em uma região de mangue bem mais distante da entrada do parque. A proposta do projeto é que, com a criação do Parque Arqueológico, o Cotia-Pará 1 seja utilizado para fins didáticos. “Como ele está em um trilha ecológica, a proposta é que contribua com o trabalho de educação patrimonial dos visitantes, já que eles terão a oportunidade de compará-lo com a integridade do sambaqui CotiaPará 2 e, assim, ganharem outra perspectiva a respeito

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da importância da conservação desses sítios”, comenta Gonzalez. Além dos sambaquis Cotia-Pará 1 e 2, Cubatão tem ainda outros sete sambaquis.

Costa paulista

Boa parte dos sambaquis da costa paulista já foi depredada, principalmente devido à retirada de conchas encontradas nesses depósitos. Esse material, rico em calcário, era utilizado na construção civil, principalmente nos casarios coloniais. “Essa destruição já ocorria na época da colonização e continuou até pouco tempo, principalmente com a construção de rodovias”, explica Rossano Lopes Bastos, arqueólogo do Iphan. Desde 1961, essa prática é proibida pela lei federal 3.924, que dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos e, entre outras determinações, define que a exploração econômica dos sambaquis não pode ocorrer antes de pesquisas prévias. Depois dessa lei, outras medidas legais foram criadas de forma a aprimorar a preservação desse tipo de monumento arqueológico. Na opinião de Lopes, esse conjunto legal coloca o Brasil na posição de vanguarda quando o assunto é arqueologia.

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qualidade de vida Fotos Flávia Souza

Luana Pompeu, professora de pilates

Corpo malhado

e mente saudável

A rotina de uma academia nem sempre agrada a todos, mas praticar atividade física é essencial. Uma boa alternativa é o pilates, um método criado há quase 100 anos, e que está em evidência, atualmente, por desenvolver exercícios que equilibram corpo e mente

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Por Flávia Souza Com atividades não aeróbicas praticadas suavemente, a técnica do pilates realça o tônus e fortalece os músculos de dentro para fora. Ela ajuda a melhorar o equilíbrio e a coordenação motora pelo realinhamento da coluna, além de trabalhar, também, a mobilidade articular e o alongamento. O resultado surpreende seus praticantes, já que promove maravilhas para o corpo e a mente, como a melhora da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida. Ah, há quem jure que ele também deixa a barriga retinha e a cintura afinada. Mesmo não sendo o mais indicado para quem quer emagrecer, o pilates faz o praticante suar e define o corpo. “A postura exigida para os exercícios é assimilada automaticamente depois que o cérebro registra as informações. E isso é levado para o dia a dia da pessoa”, afirma a fisioterapeuta Barbara Ildefonso Meireles, professora de pilates da Aqua Fisio Fitness, em São Vicente. Segundo Barbara, quando praticado com regularidade, o pilates pode restabelecer a flexibilidade das articulações, aumentar a eficiência da circulação sanguínea e tonificar os músculos flácidos. A pessoa sente o organismo se fortalecer e os níveis de estresse diminuem. Ela ainda observa que a postura, a coordenação, o equilíbrio e o alinhamento melhoram, e propiciam uma sensação de autoconfiança. A praticante Carolina Dornelles, de 29 anos, diz: “Eu precisava fazer algum tipo de exercício físico, mas não curto o clima agitado de academia. Optei pelo método e estou encantada. É uma prática que me deixa totalmente à vontade, já que os exercícios são feitos com os pés descalços ao som de músicas suaves”. Mas o pilates não é só moleza. Principalmente para os iniciantes. Sueli Alves do Nascimento, de 35 anos, começou a prática há poucas semanas e confessa: “Eu nunca tinha feito nada de atividade física

e achei o método um pouco difícil, pois tem que ter concentração e cuidado com a respiração”. A eficácia dos exercícios depende, primeiramente, dos dois fatores citados como difíceis por Sueli. Isso porque, apesar de suave, a atividade reintroduz a pessoa ao seu próprio corpo, ou seja, dá ênfase ao power house (casa de força), que é a área central do tronco, composta principalmente pelos músculos do abdômen, região lombar, quadris e glúteos, conforme explica a educadora física Luana Pompeu, professora de pilates do Carpe Diem Studio, em Praia Grande. “Temos que controlar o power house durante toda a aula, pois é ele que mantém a coluna vertebral estável. É importante, ainda, dar atenção à respiração, já que ela é fundamental para manter a postura durante os exercícios”. A respiração correta faz com que a pessoa tenha percepção do seu próprio corpo e de como ele funciona. Ela ainda traz tranquilidade para a prática e interfere no bem-estar; assim, ajuda a combater

Praticado com regularidade, o pilates restabelece a flexibilidade das articulações, melhora a circulação sanguínea e tonifica os músculos Beach&Co nº 109 - Julho/2011

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meio ambiente o estresse e outros problemas. Por isso, antes de qualquer benefício que possa ser alcançado com o uso do método, o praticante precisa aprender a respirar corretamente.

Reabilitação física

Claudio Márcio da Silva tem 38 anos e gosta de pedalar. Pelo menos três vezes por semana ele pega sua bike e sai com amigos em busca de novos desafios. Chega a pedalar 130 quilômetros por dia. E sabe qual era o resultado dessa dedicação ao esporte? Muitas dores nas costas. Um saldo que faz parte do passado do ciclista, desde que começou a praticar pilates, método indicado para o fortalecimento de seus joelhos, após tratamento de uma lesão no ligamento. “Em três meses eu já estava 100% bom, mas gostei tanto do método e de seus resultados que decidi continuar”.

Por dar ênfase à correção postural e ao bom alinhamento das articulações, o método é indicado por médicos para tratar lesões na coluna, joelho e ombros. “Cerca de 90% dos nossos alunos vêm até aqui por indicação médica. E é muito mais eficiente tratar o paciente com atividade física do que só com remédio”, diz a fisioterapeuta Rute Gomes de Oliveira Nogueira, professora de pilates da Ortoclinique Ortopedia e Reabilitação, em Praia Grande. O ortopedista Celso Lucchesi, da Clínica Ortocenter, também indica o método. “O pilates entrou na moda. Nos congressos, fala-se muito a respeito de seus benefícios. O fato é que recomendamos com frequência devido ao alongamento que proporciona e pelos exercícios que fortalecem corretamente as articulações. Funciona muito bem em 100% dos casos”, afirma.

Precisão e suavidade Criado na Alemanha, na década de 1920, por Joseph H. Pilates, o método de condicionamento físico é uma ginástica livre de impacto e que respeita a individualidade. As aulas podem ser aplicadas de duas formas: no chão, conhecido como mat pilates, ou com aparelhos - estruturas de madeira e metal, com molas e tiras de couro. Para o mat pilates, usam-se colchonetes, bolas, elásticos e bolinhas que trabalham a elasticidade e a flexibilidade. Já os quatro aparelhos utilizados no método são multifuncionais, permitindo variadas formas de exercícios. Mais indicado para quem tem problemas físicos, eles também servem para posicionar os alunos iniciantes e, ao mesmo tempo, desafiar os experientes. Os equipamentos possuem resistentes molas que definem a carga e criam a dificuldade nos exercícios ao trabalhar melhor os agrupamentos musculares.

O método não requer muitas repetições de cada atividade, já que é focado na menor quantidade de movimentos, porém mais precisos. São mais de 500 exercícios específicos feitos sem pressa e com muito controle, de forma que os músculos são trabalhados duplamente, sendo tonificados e alongados ao mesmo tempo, dentro do limite da cada praticante.

Exercícios prazerosos, livres de impacto e que respeitam a individualidade

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São mais de 500 tipos de exercícios, feitos sem pressa e com muito controle

Democrático

O pilates agrada o praticante independentemente de sua idade ou sexo. Victor Santos de Souza tem 15 anos, e há pouco mais de um mês iniciou a técnica. “Um problema de coluna me levou ao pilates e à natação. Estou gostando muito e mesmo fazendo aulas só há um mês, as dores melhoraram bastante”. Contudo, o ortopedista Dr. Lucchesi faz uma ressalva: “Orientamos para que a pessoa só comece a fazer os exercícios depois que terminou o crescimento”. Para a turma da chamada melhor idade, a prática do pilates oferece incontáveis melhorias, como atesta Lourdes Soares Gonçalves, de 60 anos. “Tenho tantas razões para fazer exercícios, como problemas musculares e envelhecimento precoce das células, que afeta diferentes órgãos. Além de hérnia de disco e cinco bicos de papagaio. Já fiz várias atividades físicas, mas todas me trouxeram impactos. O pilates tem se mostrado distinto, pois faço os exercícios sem sentir qualquer dor”. Beach&Co nº 109 - Julho/2011

Profissionais habilitados

Resultados positivos só serão alcançados se orientados por profissional experiente, de preferência, mediante prescrição médica, como explica o personal trainner de Praia Grande, Herodes de Tarso: “Quando o médico só indica o pilates, ficamos na “mão do paciente”, ou seja, de sua descrição do problema. Por isso, peço que os médicos não só recomendem a atividade, mas façam também uma prescrição desse problema para que possamos trabalhar adequadamente com o aluno, dando ênfase à sua necessidade inicial”. Para a correta aplicação do método, é necessário que o profissional tenha bom conhecimento em anatomia, biomecânica e cinesiologia, de acordo com Daniel Panini, proprietário do Carpe Diem Studio. “Apesar de estar em evidência, temos grande dificuldade em encontrar profissionais devidamente habilitados para trabalhar”. Então, atenção, antes de se inscrever numa academia, consulte um ortopedista e informe-se bem sobre o local e os profissionais que lá atuam. 35


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Fotos Renata Inforzato

turismo internacional

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Buttes-Chaumont o belo parque parisiense

A primavera e o verão em Paris convidam às atividades ao ar livre, depois de quase oito meses de muito frio. A ordem é sair de casa e aproveitar ao máximo o Sol, que brilha até as dez e meia da noite na cidade-luz

Por Renata Inforzato Em Paris, nesta época do ano, atividade ao ar livre é sinônimo de passeio no parque. A cidade possui mais de 426 áreas verdes, entre parques, jardins e praças. E não se pense que sejam jardins pequenos e nem praças minúsculas. São grandes espaços verdes que ficam lotados o dia inteiro, tanto por moradores nas pausas do trabalho ou após, quanto por turistas. Nos finais de semana, o esporte preferido é o piquenique. Ele é tão importante em terras gaulesas, que até existe um verbo específico em francês para designar a prática: picniquer. Mas, entre todas as áreas verdes da cidade, uma das mais apreciadas pelos parisienses, mas Beach&Co nº 109 - Julho/2011

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Vista do lago, a partir do mirante do Templo de Sybille

ainda pouco conhecida pelos turistas, é o Parc des Buttes-Chaumont. Situado no 19 arrondissement (distrito), ele é afastado do centro, o que explica o número ainda reduzido de visitantes de fora. Criado em 1867, por ocasião da Exposição Universal, o parque tem nada menos do que 24,7 hectares, e recebe por ano mais de três milhões de pessoas. Trata-se de um parque de paisagismo, ou seja, desde o início, seus lindos jardins foram concebidos a partir de um projeto “inglês-chinês”, ou seja, um conceito mais irregular, mais natural, em oposição à perfeição dos jardins franceses, tão na moda na época de Napoleão III. No Buttes-Chaumont, podemos encontrar árvores de diversos países. 40

A palavra francesa butte significa monte. E, de fato, uma das maiores atrações do parque é a vista que se descortina dele, sobretudo do bairro de Montmartre. Em um de seus pontos mais altos, está situado o Templo de Sybille, que é uma réplica do Templo de Tivoli, em Roma. Criado pelo arquiteto Gabriel Davioud, em 1869, é uma mistura de estilo jônico e corinto, e faz um belo conjunto com o verde e a cidade ao redor. Para chegar ao mirante, atravessa-se uma passarela de incríveis 65 metros de altura. Outra atração do Buttes-Chaumont é a cascata de 32 metros, que deságua dentro de uma gruta. O Buttes-Chaumont alia a beleza verde a uma infraestrutura impecável para quem deseja pasBeach&Co nº 109 - Julho/2011


sar o dia ali. Há fontes e bancos espalhados por todo o local, atrações para a criançada, como brinquedos, teatro e pôneis, e quiosques com crepes, sorvetes e bebidas. E, como não poderia deixar de ser em um parque francês, o Buttes-Chaumont possui três restaurantes. O Rosa Bonheur, inaugurado juntamente com o parque, em 1867, é o mais badalado e possui filas praticamente o dia todo. Durante as tardes, famílias lotam o local; já à noite, é a vez do público mais jovem. Um sucesso das noites do Rosa Bonheur é o Silence Events. Para não perturbar a vizinhança, os participantes ouvem a música através de um fone de ouvido, com duas ou três opções diferentes de ritmo. É algo inusitado vê-los dançando uma música que só eles sabem qual é. O Rosa Bonheur transmite também os jogos importantes de futebol. Ali foi um dos points brasileiros durante a Copa do Mundo de 2010. Entrada a partir do Metrô Botzaris, linha 7bis. www.rosabonheur.fr/ O Le Pavillon du Lac está situado dentro de um pavilhão da época de Napoleão III e possui uma vista magnífica do parque. Entrada pela Praça Armand Carrel. www.lepavillondulac.fr/ O Pavillon Puebla também segue o padrão da arquitetura do período de Napoleão III e tem bela vista do parque. A especialidade local é comida italiana. Entrada pela Avenida Simon Bolívar. www.parisinfo.com/restaurants/ 247/pavillon--puebla

Acima, o Templo de Sybille, uma réplica do Templo de Tivoli, em Roma; a cascata de 32 metros e o restaurante Rosa Bonheur Beach&Co nº 109 - Julho/2011

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gastronomia

omida que aquece O inverno chegou e, com ele, o nosso apetite dobra. Época de pratos quentes e reconfortantes, porém saudáveis

Por Fernanda Lopes O cheirinho da sopa da vovó, do bifinho da nossa mãe ou do peixe na brasa do papai pode ser revivido com temperos diferentes e bonitas apresentações. É a chamada comfort food, que está em alta nos Estados Unidos e Europa, em contraponto com a fast food, de sabores sempre iguais e nada parecidos com a comida caseira.

Pintado na brasa

Ingredientes 1 k de pintado sem osso cortado em cubos para colocar no espeto; 1 copo americano de vinho branco seco; 1 xícara de café de coentro picado; Dentes de alho picados em lâminas; 1 colher rasa de sobremesa de coloral; ½ limão espremido; Sal a gosto. Preparo Tempere os cubos do peixe com vinho, coentro, alho, coloral, limão e sal. Deixe no molho por 20 minutos para que a carne do peixe absorva os temperos. Depois, leve para a churrasqueira em brasa até dourar dos dois lados. Rendimento: 4 porções acompanhadas por arroz e batatas. Dica: esses ingredientes podem ser usados para temperar qualquer peixe que for assado na brasa, como meca e agulhão.

Foto Stock

Costelaria no Rolete /Santos

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Ingredientes 500 g de batata descascada; 300g de paio; 1,25 litro de caldo de carne (se for usar cubos, dissolva dois); 1/2 cebola; 150 g ou 1 maço grande de couve-manteiga fatiada bem fininho; Sal e pimenta-do-reino a gosto.

do cozimento e leve ao fogo baixo para cozinhar. Numa panela média, coloque água, o suficiente para cobrir os paios, e leve para ferver. A seguir, acrescente os paios e deixe cozinhar por 5 minutos. Retire os chouriços da água, coloque sobre uma tábua e corte em rodelas finas. Adicione as rodelas de chouriço e a couve fatiada ao creme de batatas e deixe cozinhar por 2 minutos. Verifique o sal e a pimenta. Sirva bem quente. Costelaria no Rolete /Santos Fotos Divulgação

Caldo verde

Preparo Em uma panela média, coloque o caldo de carne e leve ao fogo alto até ferver. Enquanto o caldo está no fogo, descasque as batatas e a cebola e corte em pedaços. Em seguida, coloque as batatas e a cebola dentro do caldo de carne. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por 20 minutos, ou até que as batatas e a cebola estejam macias. Enquanto as batatas e a cebola cozinham corte a couve já lavada em fatias bem fininhas. Reserve. Com a ajuda de uma escumadeira, retire as batatas do fogo e transfira para um liquidificador. Bata em velocidade alta por 1 minuto ou até obter um creme homogêneo. Volte o creme batido à panela com o caldo

Medalhão ao Largo do Café

Ingredientes 10 dentes de alho descascados; 1 xícara (chá) de leite integral; Folhas de 2 ramos médios de manjericão;

1 lata de creme de leite com soro (300 g); 4 colheres (sopa) de azeite; Sal a gosto; 4 medalhões de filé mignon grelhados. Preparo Para o molho cremoso, em uma panela, cozinhe os dez dentes de alho com o leite em fogo baixo por 15 minutos. Retire do fogo, escorra o leite e coloque os dentes de alho no liquidificador. Adicione o manjericão, o creme de leite (com o soro), o azeite e o sal e bata por 1 minuto. Transfira a mistura para uma panela e leve ao fogo, sem parar de mexer, até ferver. Desligue e reserve. Tempere os medalhões com 1 dente de alho picado, sal a gosto e um fio de azeite. Em uma frigideira bem quente grelhe os medalhões. Sirva com arroz branco e batatas cozidas. Coloque o molho cremoso sobre os medalhões. Rendimento: 4 porções. Largo do Café / Santos

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gastronomia

Cheesecake de goiabada

Ingredientes para massa 1 pacote de biscoito maisena triturado; 5 colheres (sopa) de manteiga sem sal.

gelatina dissolvida conforme manda a embalagem. Para a montagem, coloque o recheio sobre a massa reservada e decore com a geleia. Leve para gelar bem e sirva. Rendimento: 10 porções. Chef André Berti, da Associação dos Restauradores Gastronômicos das Américas

Ingredientes para o recheio 1 lata de leite condensado; 200g de cream cheese; 12g de gelatina incolor sem sabor; 1 lata de creme de leite. Ingredientes para a cobertura Quanto baste de geleia de goiabada (ou goiabada derretida com um pouco de água no micro-ondas por 1 minuto em potência média). Preparo Para a massa, triture os biscoitos e misture a manteiga em temperatura ambiente formando uma massa maleável. Forre uma forma de fundo removível e leve ao forno pré-aquecido por 10 minutos a 200 graus. Reserve. Para o recheio, na batedeira, bata o cream cheese com o leite condensado por 10 minutos. Acrescente o creme de leite e a

Risoto de lagosta

Ingredientes 1 lagosta grande; 4 dentes de alho; 1 cebola picada; salsinha e cebolinha picadas; 3 colheres de azeite extra virgem; 250g de molho de tomate; 2 copos de água; 1 limão; 2 xícaras de arroz. Preparo Cozinhe a lagosta sem a cabeça na pressão com um fio de azeite. Deixe esfriar. Descasque, tirando o fio de fel, e corte em tiras. Reserve. Prepare o arroz com a metade da cebola e água. Reserve. Refogue a lagosta no azeite e alho e deixe 46

cozinhar por 3 minutos. Acrescente a outra metade da cebola, o molho de tomate e apure por mais 2 minutos. Não deixe passar desse tempo para não endurecer a lagosta. Misture o arroz, mexendo delicadamente. Enfeite com a salsinha e a cebolinha picadas. Dati / Guarujá Beach&Co nº 109 - Julho/2011


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Foto Marcelo Guedes/PMPG

esporte

Pássaros

de ferro

Adrenalina a mil, os pilotos de motocross sentem-se como pássaros a voar sobre os obstáculos da pista. Um espetáculo de muita emoção também para quem assiste

Por Flávia Souza Nas tardes de sábado e domingo, e noites de quarta-feira, uma revoada de esportistas viciados em adrenalina esquenta os motores para mais um espetáculo de muita emoção e velocidade. Adultos e crianças, amadores e profissionais, todos dividem o mesmo circuito para treinar ou simplesmente relaxar, se isso é possível na prática de motocross. O circuito fica em Praia Grande, na área de lazer Ézio Dall’Acqua, o conhecido Portinho. Por lá bate 48

ponto o santista Nivaldo Viana, colecionador de títulos e integrante da maior equipe privada do país. Entre os muitos títulos conquistados, destacam-se os de campeão latino-americano, brasileiro e paulista. Nivaldo tem 27 anos de idade e 22 de motocross. “Sou profissional desde os cinco anos de idade”, diz ele. Quem o levou para a pista ainda nos primeiros anos de vida foi seu pai Nivaldo Mesquita, que até hoje o acompanha nos treinos e campeonatos. Beach&Co nº 109 - Julho/2011


Fotos Flávia Souza

O que tem segurado Nivaldo sobre duas rodas por tantos anos é a energia que descarrega enquanto pilota. Ele diz: “A adrenalina inicial é muito forte, assim como o nervosismo que sentimos quando estamos competindo. Mas quando estamos nas pistas, a sensação é ainda maior. É como se estivéssemos voando”. A Baixada Santista conta com cerca de 150 pilotos, segundo Nivaldo, dentre eles crianças entre cinco e 12 anos. “Essa nova geração de pilotos kids surgiu graças à pista de Praia Grande. Aqui é uma verdadeira fábrica de atletas e desse grupo sairá futuros campeões”, garante. O piloto faz parte da superestruturada equipe 2B Racing, que conta com helicóptero, centro de treinamento próprio em Minas Gerais, rotina de alimentação e condicionamento físico. Tem técnico em tempo integral e psicólogo esportivo. A equipe conta com patrocinadores de peso e atinge um nível compatível com os padrões internacionais. A história de Nivaldo pode se repetir com Roberto Shoji Neto, de 13 anos. O atleta começou a andar sobre duas rodas nos circuitos de motocross muito cedo, aos quatro anos. Inspirado no pai, que também é piloto, ele diz que adora a adrenalina que sente quando está na moto. Entre uma volta e outra, o adolescente pede conselhos ao pai Roberto Shoji, coordenador da pista de Praia Grande. “Ver meu filho correndo é uma mistura de apreensão com realização. Como pratico motocross desde que ele nasceu, conheço os riscos e dificuldades do esporte. Sempre oriento que essa aprendizagem não pode expor a criança a riscos e deve ser feita gradativamente, sem pressão. E na cidade temos uma boa estrutura para isso”.

Roberto Shoji Neto (ao lado) iniciou muito cedo no motocross, inspirado pelo pai (acima) Roberto Shoji, coordenador da pista de Praia Grande Beach&Co nº 109 - Julho/2011

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esporte

Circuito

A pista praiagrandense já se tornou referência para competidores e promotores de eventos da modalidade. Entre os diferenciais estão a iluminação e o ponto de partida. “É o único circuito brasileiro com largada no alto e em asfalto, seguindo padrões do esporte no exterior”, explica Shoji. O primeiro circuito permanente da Baixada Santista possui 1365 metros, 17 curvas e apenas uma grande reta. As motos atingem velocidade máxima próxima a 120 quilômetros por hora. Com tais características possibilita maior número de ultrapassagens, proporcionando mais emoção para o público e competidores. Os obstáculos montados no circuito também

criam o máximo de dificuldade para os pilotos durante os treinos e corridas. De um total de oito espalhados pela pista, dois chamam mais a atenção: são plataformas, chamadas de mesas, com 13 metros de extensão e três metros de altura. Nelas, os saltos chegam a atingir até sete metros de altitude. Outro circuito permanente fica em Caraguatatuba, mas ele é provisório, uma vez que ainda não foi homologado pela Federação de Automobilismo. Com total infraestrutura para receber competidores, o circuito - que tem 1200 metros de extensão e oito metros de largura - localiza-se na praia do Porto Novo, ao lado do Terminal Turístico, atualmente fechado para reparos.

Foto Marcelo Guedes/PMPG

Pista de Praia Grande é referência na modalidade

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cidadania

Uma escola

onde se reaprende a viver

Referência em atendimento a deficientes visuais, o Lar das Moças Cegas chega aos 68 anos de atuação com 200 alunos na reabilitação, e quase 500 no departamento de baixa visão. Nestas sete décadas, a entidade ensinou a incontáveis pessoas como superar o problema físico e se capacitar para enfrentar os desafios do dia a dia

Fotos Luciana Sotelo

Crianças no curso de Braille, ao lado Márcio Costa no de mobilidade

Por Luciana Sotelo Márcio Costa tem 50 anos e, em fevereiro do ano passado, teve uma infecção na vista causada por bactérias. Com apenas 10% de visão no olho direito e cego do olho esquerdo, passou a integrar o grupo de alunos do Lar das Moças Cegas, em Santos. “Como só enxergo vultos, estou reaprendendo a andar, quero ter coragem para atravessar uma rua e tocar adiante minha vida”. 52

Sérgio de Souza é cego do olho direito, e começou a perder a visão do olho esquerdo aos 40 anos. Com apenas 8% da visão, muitas dificuldades e baixa autoestima, ele passou a frequentar o LMC. “Fui encaminhado para várias atividades e resolvi encarar o desafio, mesmo diante da depressão. Aos poucos, venci etapas e, hoje, saio de casa sozinho, sem medo, Beach&Co nº 109 - Julho/2011


e com segurança. Posso dizer que minha vida novamente tem sentido, sou uma pessoa feliz”. Mudar a vida, reaprender a viver são alguns dos caminhos que o Lar das Moças Cegas oferece aos deficientes visuais há 68 anos. Entidade de destaque na Baixada Santista, o LMC, fundado em 18 de abril de 1943, foi a primeira instituição para deficientes visuais a receber o selo de Qualidade ISO 9001/2008. Atualmente, atende 200 alunos cegos na reabilitação e quase 500 no departamento de baixa visão. Ao todo, oferece 35 serviços prestados por 124 profissionais, entre os quais, desde cuidados com a higiene pessoal, à capacitação profissional, de crianças até a 3ª idade. De acordo com Myrina Paiva, assistente de direção do Centro de Educação e Reabilitação para Deficientes Visuais, aulas como alfabetização, música e informática são bons exemplos no quesito educacional. Quando o assunto é saúde, os serviços englobam fonoaudiologia, terapia ocupacional, pedagogia, psicologia e fisioterapia. “Já na área da reabilitação, entram o AVD - Atividade da Vida Diária;

OM - Orientação e Mobilidade; e Higiene e Saúde”. Entre os cursos de capacitação, estão disponíveis de telefonia, massagem, informática, culinária e pães e doces. No esporte, a entidade também não fica a desejar, oferece aulas de natação, educação física e goal-ball - primeira modalidade criada especificamente para deficientes visuais. E para socializar os alunos, há ainda um coral, banda, brinquedoteca, laboratório de informática, biblioteca em Braille e uma unidade de lazer, instalada num sítio em Pedro de Toledo, no Vale do Ribeira, para hospedagem e muita diversão. No quesito capacitação, existe o NOCT - Núcleo de Orientação e Capacitação para o Trabalho, que oferece serviços como orientação vocacional e profissional, elaboração de currículo, preparação para a entrevista, supervisão e suporte técnico aos alunos pré-inseridos no mercado de trabalho. “Todos esses atributos fazem jus à qualidade oferecida e tornam a entidade uma das mais completas do país”, afirma Myrina.

Laços de amor

Gilmar Ribeiro dos Santos e Milena Ribeiro Simões, hoje casados, conheceram-se no LMC há 7 anos. Gilmar é um dos professores de Orientação e Mobilidade e tem baixa visão desde que nasceu. Aos 6 anos, por conta de um erro médico em uma cirurgia de catarata, perdeu por completo a visão do olho direito. Do esquerdo, enxerga 10%. Milena perdeu a visão aos 19 anos, devido ao diabetes. E, para sobreviver, passou por dezenas de cursos no Lar. Com as novas habilidades, ganhou também um novo círculo de amigos, entre eles, Gilmar. “Nós conversávamos muito, saímos para jantar, e fomos nos apaixonando um pelo outro”, diz Gilmar. Casados, um complementa a vida do outro. “Eu adquiri confiança nas minhas atitudes, aprendi a tocar uma casa muito bem e, o melhor, com independência. Por tudo isso, hoje sou uma pessoa realizada e consigo fazer meu companheiro feliz”, conta Milena.

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cidadania História

O Lar das Moças Cegas teve início com a inauguração de um internato exclusivo para moças cegas, uma extensão do Instituto Profissional Paulista para Cegas de São Paulo. Fundado por Maria Helena Nolf Figueiredo, Regina Mathilde Nolf Azevedo e Nelson Serra, a estrutura montada não correspondeu às necessidades, pois seus idealizadores acreditavam no potencial dos deficientes visuais. Por conta disso, foi criada uma nova instituição autônoma, esta sim, nomeada de “Lar das Moças Cegas”. A partir de então, passou a oferecer uma atividade profissionalizante, o macramê, para 42 mulheres que moravam na instituição. Em 1988, o LMC saiu da condição de abrigo e se tornou um internato; ao mesmo tempo, passou a permitir o ingresso de homens. Quem conta é Carlos Antônio Gomes, presidente do Lar há 24 anos. “Com as mudanças, os deficientes visuais desenvolviam suas habilidades e depois retornavam para casa. Na época, eram oferecidos três cursos básicos: o Braille, AVD - Atividade da Vida Diária e as aulas de orientação e mobilidade. Assim, eles chegavam despreparados e eram capacitados para a adaptação ou readaptação ao cotidiano”. Na década de 1990, mais avanços. O Lar ganhou uma nova nomenclatura e se transformou em Centro de Educação e Reabilitação. O que implicou na contratação de mais profissionais, agora, na área da saúde. “Notamos que o deficiente chegava muito imaturo, sem noções básicas da rotina diária, sem estudo e, sobretudo, sem perspectiva de futuro. Hoje, podemos oferecer tratamento integral”, diz Gomes.   Serviço: o Lar das Moças Cegas fica na Avenida Ana Costa, 198, Vila Mathias, em Santos. Fone: 3226 2760. Informações adicionais: www.lmc.org.br.

Cursos básicos do LMC

AVD - Atividade da Vida Diária Nele, o aluno aprende a ter independência nas atividades diárias, como arrumar uma cama, se vestir, tomar banho, acender o fogão, fazer um suco, passar roupa, amarrar os sapatos, entre outras atividades corriqueiras. OM - Orientação e Mobilidade São ministradas técnicas tais como o uso da bengala-guia para locomoção e identificação de obstáculos no percurso. Estão implícitos conceitos de lateralidade, identificação corporal e noção espacial dos ambientes. Braille O aluno é alfabetizado em Braille, sistema de leitura por meio de tato para cegos.

Sede da instituição, em Santos, oferece 35 tipos de serviços, prestados por 124 profissionais 54

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Foto Cláudia Blanco Colletion

moda

Tamanho G com muito charme

Cinturas marcadas e vestidos longos são ótimas opções para aquelas que não possuem o padrão “Gisele”, mas que não abrem mão da elegância e do bem-vestir

Por Karlos Ferrera

Beleza e elegância não são atributos da magreza. Há muitas mulheres lindas e elegantes dotadas de uns quilinhos a mais. A moda plus size está cada vez mais em voga, como se pode verificar nos desfiles para o inverno 2011, nos quais os vestidos foram destaque. A mulher deve saber valorizar o corpo, seja ela magra ou gorda; escolher bem as roupas é importante, pois, no inverno, as peças são mais

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desejadas, então se deve tomar cuidado. Quanto aos sapatos, prefira os da cor da roupa ou em tons neutros, para que não quebrem o desenho da silhueta.

Fotos KFPress

volumosas, o que acaba desfavorecendo quem está acima do peso. Prefira modelos mais sequinhos e básicos. Vestidos muito justos marcam demais o corpo; os bem largos dão mais volume, portanto desaconselháveis. Evite babados ou saias rodadas, por exemplo. O ideal é que as peças tenham marcação na cintura ou abaixo dos seios, o que deixa a silhueta mais esguia. Prefira vestidos com mangas e decotes em V, que alongam a silhueta e desviam a atenção para o rosto e o colo. Os bolerinhos também causam esse efeito, de preferência em tons escuros.

Comprimento

Os vestidos longos estão em alta e é uma tendência que nunca sai de moda. São versáteis, se feitos em tecidos leves e descontraídos; ótimos para o dia a dia. Modelos com transparências e tomara-que-caia surgem com mais detalhes e recortes. É preciso tomar cuidado com o comprimento do vestido; modelos muitos curtos devem ser evitados, já que aumentam a silhueta. As peças também não podem ultrapassar a altura do fim do tornozelo, nem arrastar no chão, porque deixam a pessoa mais baixa. Faixas e cintos são tendência para o inverno 2011; eles ajudam a afinar a cintura e dão um ar mais feminino ao look. Se usados com vestidos longos, podem acrescentar medidas não

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Roupas que “emagrecem”

- Para disfarçar a barriga: deve-se chamar a atenção para os ombros e evitar blusas e casacos soltos; - Listras: devem ser verticais e diagonais para alongar o corpo e criar a sensação de silhueta mais esguia; - Estampas: prefira estampas discretas, com detalhes pequenos para dar uma sensação de menor volume. O mix de estampas, quando combinadas lado a lado com recortes verticais, alonga o corpo; - Decotes: os decotes em V, em U, e aqueles mais amplos que deixam o pescoço e parte do colo à mostra são ótimos para alongar essa região; - Sobreposições: cuidado com as sobreposições! Elas são tendências, mas podem aumentar o volume. Entretanto, uma blusa rendada por baixo, com uma blusa trespassada por cima proporciona profundidade ao decote e a linha transversal do trespasse dá a ilusão de emagrecimento; - Tecido: prefira os mais fluidos, mas não moles demais; são um truque básico para disfarçar o volume, pois não marcam; - Cor: o preto disfarça as gordurinhas. Cores vibrantes terão o efeito oposto, portanto, cuidado; - Modelagem: modelagem apertada evidencia aquilo que deve ser escondido. As mais soltas, pelo contrário, disfarçam; já as de corte reto alongam e suavizam algumas características do corpo, como quadris largos. Nada de modelagens com babados e franzidos em excesso; - Tamanho e comprimento: peças muito grandes, ao invés de esconder, acabam dando a ilusão de que a pessoa é maior. E comprimento muito longo, para mulheres baixinhas, cria a impressão de elas serem menores; - Recorte: recortes na direção vertical são ótimos para alongar a silhueta; - Calçados: saltos altos alongam o comprimento do corpo, mas, nem por isso, os calçados rasteiros não podem ser usados. O segredo é deixar aparecer sempre o peito do pé. Por isso, calçados com amarrações no tornozelo diminuem visualmente a linha das pernas, pois traçam uma divisão que não deveria existir;

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Foto Cláudia Blanco Colletion

moda

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Flashes Mais um espaço de beleza e bom gosto é inaugurado em Bertioga - o salão Atual Hair, by Pierre´s. A seguir, os melhores momentos da festa de abertura, realizada este mês

Os proprietários Edvânia Almeida e Jackson Pierre

Celia Soares, Kesia Seibel e Regis Soares

Edvânia, ladeada pela irmã Eliana Rodrigues e as sobrinhas Ana e Alessandra

Edvânia, Francilene Rebelo, Liliane Gomes e Nara Zanqueta

A competente equipe Atual Hair

Edvânia ladeada pela amiga Eliana de Souza e sua filha Érika

Sabrina Monteiro, Edvânia, Kesia Seibel e Jackson Pierre num brinde ao momento especial

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Flashes Uma plateia emocionada de mais de 150 pessoas, entre familiares, organizadores e apoiadores do Projeto Costa Norte Escola, reuniu-se para prestigiar e aplaudir as 15 crianças vencedoras da segunda edição do concurso. Parabéns a todos que tornaram possível esta realização, que promete fazer “escola”.

O diretor do Sistema Costa Norte de Comunicação, Ribas Zaidan, e o convidado especial secretário estadual de Meio Ambiente Bruno Covas

Ribas Zaidan entrega placa em homenagem aos apoiadores do projeto para Luiz Augusto Pereira de Almeida, da Sobloco Construtora

O presidente do Legislativo bertioguense Marcelo Villares com a meiga Nathália Padilha, vencedora na categoria ilustração

Rosinete Cordeiro, Luiz Carlos Rachid e o deputado estadual Luiz Carlos Gondim

Gondim, o gestor do Parque Estadual Restinga Bertioga Carlos Sérgio, o gerente do SescBertioga Marcos Laurent, Ribas Zaidan e o amigo Bento Monte Alegre 62

O aluno Danilo Hideki, vencedor da categoria frase com desenho, recebe do prefeito Mauro Orlandini um distintivo com as bandeiras do Brasil e de Bertioga

Ribas Zaidan entrega mais uma placa, esta para o gerente da Sabesp Nícolas Álvarez

Os vereadores Orvando da Silva, Antônio Rodrigues e Marcelo Villares Beach&Co nº 109 - Julho/2011


Flashes

O idealizador do projeto, Roberto Zaidan e a secretária municipal de Educação e Desenvolvimento Cultural de Bertioga Dulce Ceneviva

O locutor Pacífico Júnior animou a noite

A secretária de Educação de Praia Grande Maura Ligia Costa e o secretário de Habitação de Bertioga José Marcelo Ferreira

A aluna Kellyane Ferreira ladeada pela professora Muriel dos Santos Cravo e a secretária de Educação Dulce Ceneviva Beach&Co nº 109 - Julho/2011

Ribas Zaidan e o promotor de Justiça de Bertioga Diogo Pacini

Gondim e o jovem e promissor empresário Kadu Zaidan

Os educadores Lucia Helena Gonzalez, Ivani Cordeiro e Aparecido Fernando

Fátima Aparecida Dias Barreto e Bruno Covas

Isabel Cristina, Luiz Augusto, Bruno Covas, a aluna Luana Gonçalves e Mauro Orlandini

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Flashes Os amigos de pescaria deram um show de habilidade durante pesca esportiva no rio Teles Pires, na divisa do Mato Grosso na divisa com Pará. É peixe que não acaba mais.

À frente do piloteiro, Carlos Ribeiro abre a pescaria com um belo pirara

Dalton Stipanick também fisga um piranambu

Expedito Honório não deixa por menos e pesca um lindo piranambu

Washington Petri e seu filho Marcos, integrados Marcos Petri causa inveja com o seu grande ao ambiente do rio Teles Pires exemplar de pirarara, o maior do dia

Um bonito flash de José Ventura com um pirarara

Zaidan dá uma pausa para alimentar o manso Jacu

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Carlos Sérgio exibe com orgulho o seu exemplar de jaú

Antônio Carvalho também pegou a sua

Alao Honório fisga uma belíssima corvina

Na Riviera de São Lourenço, o clã feminino da família Lucatti: a matriarca Ana Lucatti rodeada por suas filhas Ivanete, Maria, Nadir e Aparecida Beach&Co nº 109 - Julho/2011


“Destaques” // Luci Cardia

Felicitações ao padre Silvio Luiz dos Santos, pela mobilização da comunidade católica, que colaborou com os recursos necessários para a grande obra da Igreja São João Batista. Parabéns a todos que contribuíram para tal realização.

Antonio Carvalho e padre Silvio no empolgante leilão beneficente

Caio Matheus Arias e a mulher Vanessa

Ivanete Lucatti e Antonio Carvalho, com a aniversariante do mês Solange Silva

Os empresários Marcos Varan, João Veríssimo e Ribas Zaidan

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Cecília e Mauro Orlandini e José Cardia

Agostinho Silva e a mulher Solange, Ivanete Lucatti e Rosely Valença

Padre Silvio Luiz, o casal Iraci e Sidney Ferreira e a pequena Samantha

Dr. Constantino Abel, a mulher Cleide Rodrigues e sua bela família num primoroso jantar

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“Celebridades em Foco” // Edison Prata

Família maravilhosa: Elaine e Raul Lancellotti, com o pequeno Leonardo

A simpatia do casal Hugo Rinaldi e Patricia Franco

No Kiosk Amot+, Marcello Nicolau com as amigas Kenia de Oliveira, Wanessa Franco,Marcella Prata, Kelly Sabrina e Karla Prata

Jaqueline Perez Otero, Sonia Teixeira e Ana Paula Tropé

Guaracy Reis (centro), presidente do Rotary Club Ilha de Santo Amaro, ladeado pelos ex-presidentes Antônio Mariano e Luiz Lang

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As amigas Patricia, Débora, Arlete, Denise e Sabrina

Augusto Bombach, da coluna social Rato a Rigor

William Lancellotti, Raul Lancellotti e Caride Bernardino

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Riviera de São Lourenço

Aqui todos os momentos são preciosos. Foto d o emp reendim ento

Foto da brinquedoteca

Terreno de 22 mil m2. Mais de 20 itens de lazer e facilidades exclusivas:

Foto ilustrativa

Spa Foto do

All Time Family Club, uma excelente oportunidade de possuir seu imóvel na exclusiva Riviera de São Lourenço. Localizado a apenas 120 km de São Paulo, o local é reconhecido por suas belas praias, contato com o verde, infraestrutura urbana referência em qualidade e respeito ao meio ambiente.

Lançamento 4ª Torre

Apartamentos de 132 e 138m2 privativos 3 suítes • vagas para 2 autos NO CLUBE:

EM CADA TORRE:

• Lan house • Playground • Academia • Spa • Saunas seca e úmida • Restaurante/bar • Sala de jogos e TV • Quadra de tênis • Quadra de tênis de saibro • Quadra poliesportiva • Quadra de areia • Praça central integrando as torres

• Hall social para cada dois apartamentos • Salão de festas • Churrasqueira com espaço gourmet • Gazebo • Brinquedoteca • Salão de jogos • Piscina adulto com deck e raia de 25m • Piscina infantil • Praça molhada • Guarita com WC para cada duas torres

w w w . a l l t i m e r i v i e r a . c o m . b r Módu lo 8 - Riv ie r a de S ã o L ou re n ç o

Foto da piscina

Consulte excepcionais condições de pagamento. Vendas: 0800 770 20 25 • (13) 3316-5330 Realização:

Construção:

Comercialização:

Incorporações registradas sob o nº R1 nas matrículas 60.307 em 31/08/2006 e 63.244 em 19/02/2008, ambas no 1º C.R.I. de Santos - SP. CRECI: 16.135


COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Desenvolvimento sustentável é conquistar o crescimento econômico com responsabilidade social e preservação e conservação do meio ambiente. A Riviera é assim. Há mais de 30 anos sendo implantada, tornou-se referência mundial de uso e ocupação do solo, sendo o seu Sistema de Gestão Ambiental o primeiro em todo o mundo a receber a Certificação ISO 14001. Riviera, porque é assim que a vida deve ser.

Planejamento e realização global:


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