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Nol I MARรงO 12016

agrupamento de escolas


Outras escolas do agrupamento Morgado de Mateus (sede) Morada: Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus

EB

Rua Dr. Sebastião Augusto Ribeiro 5004-01 1 Vila Real

EB

Telefone: 259 325 632

EB

ES

Jl de Mateus (te|.325689)

Página Web: http://www.aemm.pt

Jl de Torneiros (te\.259374691)

email: diretora@aemm.pt

Jl de Vila Meã (tel. 259929172)

Coordenadas de localização do agrupamento Latitude; 41o 17' 68" - Norte Longitude:

7" 43' 29"

Horário dos serviços administrativos (escola sede) Das 8.00h às 18.00H

Weste

-

5oA - Adelaide Gonçalves - terça-feira 12.30h

-

Guiomar Carmo - terça-feira 9.00h

5oB -

13.15h

8oE

9.45h

-

10o A

-

8oF

9oA

10.50h

5"G - Elsa Gonçalves - sexta-feira 14.05h - 14.50h 6oA - Emília Raposo - segunda-feira 10.05h - 10.50h 1

6oD - Alice Fernandes - terça-feira 6oE - Paulo Cristal 6oF 6oG

-

1.45h

1

12.30h

-

André - segunda-feira 10.05h

quarta-feira 10.05h

10.50h 1.35h

10o C - Eugénia Paula -

-

-

1

12.30h

- Filipe Gonçalves - segunda-feira 9.00h

7oA - Sónia Raposo - sexta-feira 10.05h 7oB -

-

Marília Silva - segunda-feira 15.00h

-

quarta-feira 1 1.45h - 12:30h 10o D- Alcina Fonseca - quinta-feira 10:50h - 1 1:35h 'llo A - AnabelaVideira - quinta-feira 10:05h - 10:50h

9.45

10.50h

-

15.45h

quarta-feira 15.45h - 16,30h 7.D - Anabela Vilela - quarta-feira 14.05h - 14.50h 7oC - Maria José Esteves -

7oE -

José Pimenta - quarta-feira

7oF - José

.14.05h

- Fernando Pereira - quinta-feira 10:05h - Helena Figueiredo - terça-feira 15:00h

- Lígia Sousa - quarta-feira 13:20h - 14h05h 10" B - Olívia Vaz - segunda-feira 10:05h - 10:50h

1.45h

Artur Alves - quinta-feira 10.50h

-

Carvalho - segunda-feira 16.45h

1o B

1

loC-Ana

120 A -

17.30h

lo

(MJA)

2o A -

Baptista - terça-feira 10:05h

-

-

-

1

-

B

segunda-feira

- Paulo Paixão -quinta-feira 14:05h

Alberto Moura - terça-feira 14:05h

2o B - Edgar Guerra -

'l:35h 1

5:45h (MJA)

12:30h

- 1 1:35h l0:50h - 1 1:35h

1o A - Carla Pomar - quarta-feira l0:05h - 10h50h

10:50h (MJA)

Cristina Farroco - quinta-feira 15:00h

-

Amália Magalhães - quarta-feira 15:45h - 16:30h

120 C -Teresa Capela -

quarta-feira 1 1.45h

8oC - Ana lsabel Barreira - quarta-feira 10:50h

10:50h

120 B - Ana Augusto - segunda-feira 10:50h

1

8oB - Luís

-

Paula Amorim -segunda-feira'l 1:45h

1 lo D - Deolinda Ferreira - terça-feira 14:05h - 14:50h

14.50h

-

- Manuela Leal - sexta-feira 10:05h

1

- 12.30h TPCA -AdelinoTomé - segunda-feira 0.05h - 10.50h 8oA - Maria de Lurdes Silva - sexta-feira 13:20h - 14:05h 7oG - Fernanda Gouveia -

15:45h

10.50h

Maria Fátima Ribeiro - terça-feira 10.05h

6oC - Ana

-

- 10:50h (MJA) - 15:45h (MJA) 9oB - Maria Jorge Azevedo - quarta-feira 1 1:45h - 12:30h 9oC - Cristina Magalhães - quarta-feira 15:45h - 16:30h 9oD - António Preto - quarta-feira 17:30h - 18:15h 9oE - Ana Rute Navarro - sexta-feira 15:00h - 15:45h 9oF - Sandra Alves - quinta-feira 10:05h - 10:50h 9oG - lsabel Santos - sexta-feira 14:05h - 14:50h

quarta-feira 15.00h - 15.45h 5oD Helena Costa quinta-feira 10.05h - 10.50h .14.50h 5oE - José Alberto Correia - quarta-feira 14.05h -

6o8 - Elisabete Eira - terça-feira

- Domingos Queiroga - terça-feira 15:00h

(MJA)

5oC - Maria José Correia -

5oF -

Abade de Mouçós (tel.259356547) do Douro (Íe1.259321441)

Jl de Ponte (te1.259374397)

2593 325 939

Fax:

2/3 Monsenhor Jerónimo Amaral (tel. 259325052) Vila Real no7 (tel. 259327284)

EB

3o A -

-_

sexta-feira 09:00h

- 09:45h

Ana Olo - segunda-feira 09:00h - 09:45h

3o B Cesário Matos 4a

ryq

- 14:50h - 14:50h

feira 10:05h - 10h50h


Ed

itoria

I

PO4 | Per,sonalidaeies I Morgado de Mateus POS I

Notíclas I Semana da Ieitura

PO6 ! NotÍcias I Pequenos decoradores e contadores de histórias, em Mateus

P06 | Notícias I Um homem de indiscutívelvalor PO7ll.'lctírias I Diáspora portuguesa ou"O

Mundo Corneça Aqui" PO8 | Ensino/educaçãc I Uma liderança cÍdadã e

democrática P09 | Ensirro/educaçao I Pelos caminhos do Agrupamento

Pl0 | Ensinoleducação I lndisciplina

na sala de

aula

Pl1 ! Errsino/educaçào I O papel educativo da criação dos bichos-da-seda da amoreira

Pl2 | Er-isíno/eclucação I O "preço do futuro" Pl3 lEnsino/edr-rcação I Plágio Pl5 I Frojetos lA filosofar aprende-se a pensar Pl6 | Prcjetos I No Agrupamento de Escolas

LJ-"

Morgado Mateus Educa-se Nos e Para os Valores revista que reúne pais, professores e alunos??

Um sonho?? Sim, mas apenas mais um sonho.

Teúo

por princípio nunca dizer não ao desconhecido.

Humanos.

Pl8

| Parcerias I O

Agrupamento de Escolas Mor-

abraçar todas as ideias que surgem pois trazem

gado Mateus e o Espaço MiguelTorga

consigo pessoÍrs ávidas de realizaçào pessoal

Pl9

profissional.

e

idealiza, para quem participa e para quem usufrui.

dificil nomear

as atividades que

já concretizamos

que nasceram de sonhos, foram tantas... Esta revista é uma prova de que o investimento nas pessoas, no

trabalho de equipa e no contacto com a comunidade

é

o impulso necessário para que o agrupamento voe cada vez mais alto.

Um agradecimento a todos os que participaram. Como diz o provérbio africano "Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo."

vaià escola

P2O I opiniao I O poder da palavra...

Se correr menos bem é uma lição,

melhora-se. Se correr bem é um orgulho para quem Será

| Parcerias I O ténis de mesa

P21 lOpinião I Os professores em questão P23 lopiniáo I O fenómeno do homem de chocolate P24 | Opinião I Nos bastidores P25 | 5a[:ia quei I Energias renováveis em Vila Real P26 | Reftexóes I O Valor da informação. P27 | flefiexoes I Memórias P27 ! Reflexoes I Quem sou eu? P28 | íleÍ1exÕes I O vício do jogo eletrónico P29 I lJos os criativos I O mito é o nada que é tudo P3O | Í\ós ,:s

rriativos lVer e ler sobre autores do

programa P31 | i,los os rriativos I Comemoração da biodiversidade em azulejo P31 | Nós os criativos I Ler, escrever e pintaÍ


parte, foram inúmeras as ocasiões em que pôde servir a

l{aila l{anuel[arvalhais

pátria portuguesa, em Portugal e por essa Europa fora

Cnurnuru-se José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos e ficou coúecido como o Morgado de Mateus.

Deixem-me prevenir o leitor, antes de mais, que

quem assina este texto não tem a pretensão de nele traçar uma biografia fiel e completa desta personalidade

-

Paris, S. Petersburgo, Estocolmo, Copenhaga.

O que mais me apraz distinguir nesta personalidade, porém, é a sua ligação à maior obra da literatura nacional, a epopeia "Os Lusíadas", de Luís de Camões.

E de que forma? Traduzindo-a para francês, trabalhando meticulosamente na sua edição e custeando-a,

oferecendo 179 dos 210

de relevo histórico, nacional e internacional,

exemplares impressos

amigos e altos represen-

apenas realçar alguns aspe-

tantes de inúmeros países

tos da sua vida e da sua obra que considera de

estrangeiros. Para se ter

uma noção clara

especial importância, numa

não para informar,

preciso lembrar que língua francesa era,

se

para,

época

pelo menos, lembrar quem é

do

desde logo,

título que perdurou

e

-

XIII

o

francês,

a

para

sua dissemi-

nação e divulgação, foram

em

século

que "os domínios senhoriais das famílias nobres eram inalienáveis e

indivisíveis, transmitindo-se nas mesmas condições, por morte do seu titular, ao descendente primogénito varão", Amaral (2015). José Maria de Sousa Botelho essa razão, senhor e administrador dos morga-

dios de Mateus e Sabrosa e daí lhe ficou a denominação.

A

muitos

nossa 'epopeia

recor-

e que consistia em considerar

foi, por

de cultura

alto nível. A tradução da

dando o sistema de "morga-

Portugal desde

XX -, língua

e parte

países europeus, ao mais

mais

dios", desenvolvido

XIX

nicação entre

vezesodistingue-Morgado de Mateus

sua vida decorreu entre 1758, com nascimento

na cidade do Porto, e 1825, falecendo em Paris, num período marcado por muitas mudanças políticas e sociais, sobretudo a partir da Revolução Francesa, em 1789, que teve repercussões muito além fronteiras. Os

passos decisivos para o seu conhecimento internacional e para o reconhecimento do valor literário do nosso grande poeta quinhentista e da literatura nacional. Quem quiser contem-

plar as provas tipográficas, as chapas originais

estampa em 1817, pode fazê-lo no espaço que lhe

sido

incumbido de missões de relevo, nomeadamente

É po. esta

façanha gigantesca que gosto de

lembrar a figura deste quinto Morgado de Mateus e que

me orgulho de trabalhar na escola e no agrupamento que, ao tomarem o seu nome, lhe prestam uma merecida homenagem.

Bibliografia : Amaral, Mmuel (2015). Portugal - Dicionririo Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume VII, pp 327-328. Disponível em http://wwarqnet pt/dicionaio/vasconcelosjosemsb.html Consultado em 5 de fevereiro de 201 ó.

EaquandodosconflitoScomaFrançadeNapoleão""""p

é

dedicado na biblioteca da Casa de Mateus.

portanto, bastante preenchidos, uma vez que, tendo

e tendo

em

cobre e demais documentos relativos à edição, dada à

sessenta e sete anos de existência deste fidalgo foram,

enveredado pela carreira diplomática

à

por excelência e de comu-

se

impõe uma explicação para o

a

assim

todo o século

hoje

o nosso.

E,

é

peÍmanecendo ainda por

foi o patrono do agrupamento de escolas que

da

importância deste feito,

perspetiva muito pessoal, desejando que sirvam,

a


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"Na 10u ediçáo da Semana da Leitura, sugere-se que, a par do prazer de ler, se criem momentos de reflexão em torno de questoes atuais e determinantes, como a globalizaçâo e a necessidade de aprendermos a lidar com a

complexidade de um mundo heterogéneo, desenvolvendo ELOS que suportem o entendimento entre os povos. A leitura suporta e ilustra a diferença, o pluralismo

e a multiculturalidade, criando elos de informação e de compreensão que nos ajudam a lidar com a heterogeneidade da Humanidade e a aceitarmos valores universais,

unindo-nos

em torno dos direitos humanos,

construção de sociedades inclusivas.

na

A Semana da Leitura surge, pois, como uma grande

festa, que envolve não só escolas

e

encarregados de

educação, mas também autarquias, empresas, assim como escritores, artistas, jornalistas, atores ou individualidades públicas, que desenvolvem atividades de leitura junto das populaçoes, ultrapassando-se em muito a sala de aula pela

apropriaçáo do espaço público, que se torna espaço de festa onde nascem e se cimentam ELOS de LEITURA'i PORTUGAL. Plano Nacionalde Leitura."Semana da Leitura 2016'i

Disponível em

http://www.pla nonaciona ldeleitu ra.gov.pt/escolas/projectos.ph Projecto=2'l Consultado em 29 de janeiro de 20'16

p?idTipo


Reuina Rihefo Nunes

Na área do conhecimento do mundo, os alunos do jardim de infância de Mateus, construíram os painéis: "Quem sou", "Sonhos de Natal" e "História da Babuska", em interação com as famílias. Estes painéis mantiveram-se no

hall

do

jardim de infância exibindo as moradas e famí1ias, em casinhas, e mensagens de boas festas em botas de pai natal. Foram aprecia-

dos por todos, peTa beleza, imaginação criatividade. "A história de Natal" foi recriada

e

e

registada pelas crianças em suporte áudio e apresentada na festa de Natal, a par do painel de expressão plástica, construído pelos alunos. Esta atividade suscitou

admiração e deliciou os presentes na festa, ao escutarem as vozes dos seus educandos.

ANDY

W ARHOL

\rsrs-rserl

Um homem de

indiscutível valor Idolomania ou leitura improvável? A "etiqueta" pouco interessa, afinal. O mais importante é que todos os meninos da Sala

I

do Pré-escolar a cargo da

Educadora Mónica Conde, quiseram expressar a sua opinião sobre esta personalidade, de indiscutivel valor humano. E, como conf,tdenciou um dos meninos, "umas coisas sabíamos, outras,

;::Xüui**o"'*

aprendemos". Que mais podemos desejar. a

úonitn

cot"tde


própria, o rumo que a sua vida tomou

Quando um ex-aluno, a trabalhar na China - após uma passagem por Barcelona e Taiwan - vem visitar a

a sua experiência

sua velha escola e nos faz uma síntese entusiasmada

de disponibilidade para aprender e de persistência, de

tir, nunca o devemos fazer e que devemos lutar sempre pelo que queremos. Fez com que eu ganhasse mais confiança em mim mesma, porque o curso que gostava de seguir é medicina e chego a pensar que não vou conseguir, porque a média é muito alta e, hoje em dia, ser muito bom já não chega, temos de ser excelentes. Alem de tudo isto, o tempo que ele esteve a conversar connosco provocou em mlm lmensos sentlmentos, tais como curiosidade e aquela adrenalina de querer ir mais além. Tal como o professor, eu tinha a ideia de tirar um curso, começar a trabalhar num local e ficar lá o resto da minha vida, mas, porque não correr riscos? E a verdade é que nós só vivemos uma vez e é preciso ter isso em conta: enquanto cá estamos, aproveitar! Fiquei tão entusiasmada que quando ele falou numa aranha que era maior que a mão dele e que

gosto e de adaptabilidade a novas realidades.

poderíamos encontrar uma fotografia dela no facebook

das suas experiências profissionais e pessoais pelo mundo, o que pode acontecer? No caso presente, pela simpatia e generosidade desse agora professor de Física, Química e Matemática, Edgar Costa, o resultado dessa visita foi um encontro com alunos do ensino secundário do nosso Agrupamento, que ocoÍreu no dia

2l

de janeiro, num auditório cheio e preso às suas palavras, como muito raramente se vê. A sua dupla condição de ah.no desta casa e de professor que enfren-

tou, já, algumas das dificuldades sentidas na atualidade, no que ao trabalho diz respeito, envolveu os presentes na sua história feita ora de acasos, ora de objetivos bem definidos, ora de sonhos, ora de aceitação, provisória, de realidades que não os cumpriam,

do professor, fui logo pesquisar!» (Filipa Domingues,

Perguntei, depois, aos meus alunos o que haviam

achado. Duas responderam-me

e que, por vezes, quando pensamos que mais vale desis-

por email e

I

l"E).

atÍorizaram-me a partilhar as suas opiniões, que aqui vos deixo. «Devo dizer que gostei muito da "palestra" que o

«Em relação ao encontÍo com o ex-aluno Edgar

professor Edgar teve a gentileza de nos dar. Os meus

Costa devo dizer que gostei muito, motivou-me muito a

motivos de ter apreciado a mesma foram ter sido algo

seguir os meus sonhos e penso que aos meus colegas

em que eu fiquei seriamente a pensar, porque ainda há

também. Acho que falou muito bem em relação

dias tinha falado com os meus pais acerca de sair do

nossas maiores dificuldades e medos, nestas alturas.

país. Como o professor disse, há sempre novas oportu-

Pena que o tempo

nidades que podem surgir, da noite para

o

dia, e

foi

às

escasso e não tivemos oportuni-

a

dade para mais coisas. Passei a admirar a pessoa que o

experiência de conhecer o mundo é algo que eu gostava

senhor se tornou e o facto de nunca ter desistido de

mesmo de fazer e, de facto, convenceu-me, de modo

lutar. Acho que foi isso que mais cativou aquele auditório. Sem dúvida que adorei e gostava muito de ter mais experiências destas». (Tânia Cunha, 11'C).

quejá não ponho de parte essa hipótese. Gostei, também, do facto de ter mencionado, com

ryq a


[|anuela leal Existir humanamente é coexistir, e nesta inevitabi-

lidade está imbrincada uma outra, a da liderança. É uma evidência que só há líderes porque há liderados e que, à partida, esta situação pressupôe relações interpessoais

é diferente de ser liderado, proporção desta desigualdade não seja

desniveladas, pois ser líder

ainda que

a

unívoca em todas as relaçÕes desta natureza. Falar em proporçóes de desigualdade é, em certa medida, falar do tipo de líder e de liderança. Se estivermos perante uma liderança por valores e um líder humanista a

desigualdade é mais estatutária do que factual. Tal não significa que o líder não o seja de facto, que o líder a que nos reportamos seja um líder informal, significa antes que este líder não caminha à frente, isolado, qual comandante

dirigista sapientíssimo e digno senhor do rumo a tomar pela comunidade que lidera. Com propriedade podemos sublinhar que este líder caminha com os liderados a seu lado, tendo desenvolvido competências dialógicas e de escuta ativa. Este líder sabe que liderar náo é comandar

dadã e democrática

autocraticamente, sabe que liderar é ter o

poder mas não ser o

'senhor do poderi pois o verdadeiro líder distribui o poder pelos liderados, delega e sabe motivar.

Sendo indiscutível a complexidade da liderança,

não menos complexa é a problemática da motivação. Ainda que, até certo ponto, banalizada, pois é frequente atribuir à motivação, ou melhoí à falta dela, a responsabilidade de todos os males, a verdade é que não há um receituário unívoco para o problema. E que, quando

falamos de motivar estamos a pressupor motivar um sujeito contextualizado para alguma coisa, sendo certo que o que vale para um pode náo valer para outro. É preciso então conhecer e manipular as variáveis, sob a alçada do bom senso e da dialogicidade cidadã, ou seja, se se quer motivar alguém é necessário que o sujeito motiva-

dor se descentre do seu eu e se concentre no outro, desocultando os fatores facilitadores mas também os obstaculizadores da motivação e que, na posse desta 'sabedoriai regresse a si e faça o mesmo exercício de autoconhecimento.

Com efeito

a

liderança entrecruza-se com

a

motivação, sendo certo que um bom líder é não só um líder

motivado, mas também um líder motivacional, um líder pessoa que reconhece os outros como pessoas, como

alguém a ter em conta. Neste contexto inter-relacional todos contam e só com todos se pode fazer do mundo, da sociedade em geral e da escola em particular, espaços e tempos plurais e humanizados.

Ehttp://WWwdaexecombÍ/a95.licoesdelidêràncã.do'domador/

?q


_-4

t t :I'

O7.

[{aila ]l,lanuel[arvalhais Quem se desloca de carro para algumas das escolas do Agrupamento Morgado de Mateus não tem a

amontoam e atropelam veículos, familiares dos alunos,

vida facilitada, principalmente se o percurso se realiza nos

outros ansiosos por retornarem a algum sossego e trânsito

horários de saída dos alunos. Quatro dos seus estabelecimentos de ensino - EB 2,3 Monsenhor Jerónimo Amaral,

desimpedido.

-

Mais recente e afastada, a EB Abade de Mouçós,

Vila Real no7 e EB Abade de

inaugurada em 2013, nem por isso prima pela quantidade

possuem acessos e/ou estacionamentos subdi-

de lugares de estacionamento disponíveis, um parque

ES Morgado

Mouçós

crianças e habitantes do bairro, uns mortos por saírem dali,

de Mateus,

EB

mensionados para o número de utilizadores e mal organi-

exÍguo, que depressa fica completo só com os carros dos

zados.

docentes e assistentes operacionais que ali trabalham. Construídas nos anos 80 do século XX, a Monse-

Não sendo especialista em matéria de planos

nhor e a Morgado, como são conhecidas, escolas destina-

diretores municipais, nem tão pouco de gestão de equipa-

das a acolher alunos do 5o ao 120 anos, e as mais novas da

mentos educativos, náo posso, no entanto, deixar de me interrogar sobre os motivos que terão estado na base de

cidade para estes ciclos de ensino, são vizinhas e partilham

ponto de, mesmo com o estacionamento limitado a um

tão evidentes más decisóes por parte das entidades responsáveis - governos, executivos autárquicos -, capaci-

dos lados da via e a circulação num dos sentidos condicio-

dades tão limitadas de ordenar e de prever, que hoje tanto

nada, ser difícil cruzarem dois veículos!

afetam o dia a dia de grande parte do nosso universo

uma única rua de acesso, ladeada de vivendas e estreita ao

A EB Vila Real no7 - vulgo Centro Escolar da escolar. Araucária - era uma pequena escola de 1o ciclo, localizada

apanhada na fúria aglutinadora do Ministério da Educação e requalificada, transformando-se, em 2011, numa escola grande, implantada no mesmo local. Uma só rua desemboca no pequeno largo de acesso à escola, onde, a certas horas, se no miolo do bairro Francisco

Carneiro, que foi

qq a

Apesar de cada vez menos "longe e fora de máo"

palavras de Torga

-, e felizmente, continuamos,

-

ainda

assim, a carecer de urbanistas e de decisores de vistas

largas, capazes de aplicarem, por este país fora, dois séculos e meio depois, medidas visionárias como foram as

do nosso vetusto Marquês de Pombal!


reaçóes emocionais que reduzem

a probabilidade dos

alunos se comportarem racionalmente e de aprenderem com as consequências do seu comportamento. Em contra-

partida,

o sucesso escolar encoraja a racionalidade e a

aprendizagem das consequências comportamentais.

!

São várias as conceçôes sobre as causas da indisci-

plina na sala de aula mas, tal como referem Caeiro

e

Delgado , "uma parte do problema da indisciplina na aula cabe ao professor, outra parte ao aluno por não cumprir

üemano [, Rocha

com as suas responsabilidades, mas também à escola,

à

família e à sociedade...'1 (Caeiro e Delgado, 2005). O comportamento indisciplinado dos alunos na

A escolarização obrigatória e o incremento de uma

aula é um dos problemas mais complicados com que os professores têm que se confrontar nos dias de hoje.

escola de "massas", tendo como objetivo combater o analfabetismo e a democratização do ensino, fez com que

A indisciplina é um fenómeno complexo e

todos os grupos sociais ingressassem nas escolas, sendo esta para muitos como que uma imposição, potenciando

nele

intervêm variáveis de diversa natureza que podem passar por uma baixa autoestima, autoafirmação, pelo insucesso escolar, pela desmotivação, por problemas familiares, pelo tipo de escola, pelos métodos pedagógicos... Estrela concluiu, num estudo sobre indisciplina, que

"nas nossas classes, o professor continua a ser único organizador do acto pedagógico e a função de comunicação verbal que ele tem continua a dominar e a subordinar as funções relacionais...".

Deste modo, o suporte verbal como emissor principal, pertence ao professor e condiciona a relação professor

- aluno, limitando este último

na tomada de decisoes,

troca de opiniôes ou confronto de pontos de vista.

Quando o aluno, durante a aula, não consegue interagir directamente com a matéria tem, por vezes, necessidade de interagir com as pessoas, para não perder

o interesse. Ou seja, os métodos pedagógicos ou as estra-

tegias de trabalho dentro da aula, podem propiciar o interesse ou a desmotivação do aluno e favorecer a indisci-

plina.

Tal como refere Estrela, para prevenir ou remediar a indisciplina é necessário que os

Outros fatores, tal como refere Estrela (1994) citada

por Caeiro e Delgado, podem potenciar a indisciplina na sala de aula, tais como:'b elevado número de alunos por turma; escolas superlotadas; edifícios em más condiçôes e

mal apetrechados relativamente a material didático; professores com fraca formação profissional; pessoal auxiliar pouco qualificado; níveis elevados de insucesso escolar; elevado número de alunos oriundos de meios desfavorecidos - o "status familiar" do aluno como potenciador de insucesso e indisciplina.

..

Todos estes condicionalismos podem influir no comportamento de indisciplina na sala de aula. Mas a problemática da indisciplina não pode ser vista como uma fatalidade, pois tal como refere Bandura os comportamentos de indisciplina sáo aprendidos e os de disciplina também o podem ser, caso sejam alterados os acontecimentos que os antecedem ou os que se seguem e também se o professor revelar consonância entre o que diz e o que faz.

professores conheçam bem os seus alunos -

no seu interior a indisciplina e o desinteresse.

"Os professores atentos conhecem bem

quem são os alunos que perturbam a disciplina na sala de aula. Muitas vezes,

ESTRELA,

M. (1992).

Relação

Pedagógica, Disciplina e Indisciplina

no entanto, esse conhecimento por si só

na sala de aula. Porto Editora. Porto.

pp.376

não chega para mudar o comportamento

Idem, pp. 170

dos mesmos. Seria importante conhecer mais acerca do aluno e do seu comportamento e abordar o aluno indisciplinado de uma forma pessoal e única'i Estrela

CAEIRO, J.

/

DELGADO,

(2005) Indisciplina em

escolar Instituto Piaget. Lisboa pp.

(1ee2).

P.

contexto

l6

Idem pp. 16

O mau comportamento e o fracasso

aprendizagem através

das

na

experiências

escolares, parecem andar de máos dadas.

O fracasso/insucesso escolar leva

Bmdua, cit in CAEIRO, J. DELGADO,

P

(2005). Indisciplina

/

em

contexto escolar. Instituto Piaget. Lisboa.

a

pp.2o


Ensin ol o

Os bichos-daseda eram criados com uma única finalidade, a produção de

bi

casulos,

tecedeiras para extração

tinham entrado nas terras do Raphael, Extensas filas de amoreiras erguiam as suas copas altas bordando os caminhos; e estendiam-se para além, ora em maciços densos, ora limitando as vastas folhas de terra, formando sebes. Em certos pontos tomavam a terra toda, tufando as copas a

Foto 1 - Larvas a alimentar-se de folha de amoretra. Em alguns casos era possível, com métodos artesanais e alguma imaginaçáo proceder-se à extração do fio após mergulhar os casulos em água aquecida a 80.oC

a

indústria têxtil, que extraía o fio de seda,

o tingia e

fazia

tecidos finos.

- exclamou o Raphael.

Uma

- lsto é uma riqueza, homem! Sabes quantas onças de sirgo eu criei no anno passado? Doze! E este anno ainda hei-de ir mais longe. E, como vês,

particu-

laridade interessante

dos

bichos-da-seda

Foto 2

-

Casal de borboletas de bicho-da-seda

e postura de ovos.

da

amoreira, Bombyx mori (Linnaeus, 1758), é que só sobrevivem nas condiçóes artificiais criadas pelo Homem, já que

todas as terras de pão estáo livres. lsto sem-pre tem sido uma ajuda cá para a minha vidal" ln Os netos de Nicolau (Sericicultura). Por João da Motta Prego (1912)

de

vendidos para

uma pequena altura do chão. -Tanta amoreira! - exclamou o Nicolau, ainda sáo poucas

do fio

a

seda, com o qual faziam tecidos ou usavam a seda para bordar. Em alternativa os casulos eram

"Já

E

eram

utilizados pelas

amorerra

JorUe Azevedo e [láruia tahanelas

-

que

não têm qualquer capacidade de sobrevivência

na

natureza. Este inseto começou a ser domesticado na China

.

há cerca de 7500 anos e aí se manteve durante 30 séculos

no maior dos secretismos.

Este livro foi escrito como se de uma novela se tratasse, com o objetivo de transmitir conhecimentos técnicos, ao público jovem, sobre a criaçáo do bicho-daseda da amoreira. Passaram pouco mais de 100 anos e é ainda possível fazer uma criaçáo de sirgo usando os conhecimentos aqui transcritos. A sericicultura acompanhou toda a história dos portugueses, dado que foi introduzida na Península lbérica pelos Árabes no séc. Vlll, acabando por quase se extinguir em meados do século XX. A exclamação do Nicolau ao ver tantas amoreiras ainda hoje não seria de estranhar porque os bichos-daseda na Europa sempre se alimentaram exclusivamente de folhas de amoreira - atualmente é possível alimentá-los com produtos conservados à base de folhas de amoreira, o que limita a sua criação à Primavera e Verão. A abundância de amoreiras, a facilidade com que os

Todo este saber ancestral pode ser usado a nível educativo, já que permite a abordagem de várias disciplinas de forma prática (História, Geografia, Biologia, Estudo do Meio, Trabalhos Manuais...). Se a escola é um espaço privilegiado onde se transmitem conhecimentos, ela é, também, o lugar onde se criam as condiçÕes para que as crianças se descubram a si próprias e onde possam implantar as suas capacidades e habilidades, ao mesmo tempo que se demonstra que o seu desenvolvimento pessoal tem sentido quando enriquece o ambiente. Nas aprendizagens em contexto escolar podem ser incluídos projetos integradores, de forma a facultar aprendizagens ricas, estimulantes e eficazes, que promovam questionamentos, melhorando o conhecimento científico e contribuindo para a consolidação de valores sociais, além da transmissão de

um enorme respeito pelo ambiente natural. Já

ovos (guardados da postura do ano anterior) do sirgo eclodiam, a criação em simples caixas de cartão, a curta

em

contexto extraletivo assumirá uma relevante importância

para modificar as atitudes, comprometendo-as com o meio ambiente, originando uma cultura de trabalho,

duraçáo do seu ciclo de vida e as metamorfoses que sofre

tornaram-no um modelo animal muito usado no ensino. Em cerca de 2 meses é possível proceder à eclosão dos ovos (l I -'14 dias), acompanhar as 5 idades da larva (foto 1)

aprendendo novos conhecimentos através do experimentar, saber fazer e preparando para resolver problemas que possam surgir.

e respetivas 4 mudas (5.o, 9.o, 15P 21.o dias), verificar a formaçáo dos casulos, a transformação da larva em crisálida, o sair da borboleta de dentro do casulo, a

Representante da UTAD no Çonselho Geral do AEMM, jazevedo@utad pt Piofessora do 1.' Ciclo do AEMM. (1912) - Os netos de Nicolau. llustr. João Alves de 5á. Lisboa: . Prego, Joáo da Motô Lrvrana Clássica Editora de A. M. Teixeira. 25ó p. (Biblioteca dos meus filhos; 7).

fecundação e a postura dos ovos (foto 2).

?q


também. Desesperam sem contestarem porque o preço do futuro é assim e tem que passar por ali! Por isso suportam tudo. Dão de si tudo o que têm para dar e não têm para dar. São sinceros. Verdadeiros. Sem maldade que se

revele

Amtúnfiu Pema ffiil

Sempre

ascorosamente. vivem

que entrei

naquela escola, nunca fiquei surpreendido. Era

tudo feito de crianças aos meus olhos. Com ambiçóes. Com desejos.

Verdadeiros heróis

tt

da

vida! Brincam! Aprendem e

dão tudo o que têm para aprender. Vestem não para agradar, mas o que lhes dão para vestir. sáo ternos à sua maneira. Puros! Com sentimentos transparentes que lhes vêm com sinceridade cá de dentro.

Também choram quando é preciso chorar. O seu riso e a sua alegria vivem-nos também. Caminham com desembaraço e destreza carregados com pesadas mochilas que lhes parecem falar. 5áo o veículo, o transporte, a bagagem, do conhecimento e do saber que elas contêm. E eles reconhecem isso, embora os vergue um pouco. Mas, lá vão! Será que vale a pena? São de vários tamanhos. Uns pequenos, outros grandes. Uns são corpulentos, outros franzinos. Uns mais conversadores, outros mais introspetivos. Uns mais amados, outros sem amor. Uns mais arranjados, outros mais humildes. Mas, todos, compenetrados nos seus papéis. E lá vão! Todos! lrmanados nos mesmos propósitos e intençóes, que lhes ensinaram. O dia começa para eles bem cedo. Mal surge o raiar da madrugada, ei-los a caminho, repletos de hesitaçóes por viverem um sonho inacabado que se prolongaria um pouco mais. Olhos piscos, mal despertos. Lavaram a cara ou esqueceram-se de a lavar sem culpa, desapontados e tristes por náo haver água. A responsabilidade de todos eles torna-se bem visível e percetível. Chegam. Em grupo! Sozinhos! Acompanhados! Aturam conselhos atrás de conselhos. Aturam regras atrás de regras. Sorriem porque têm que sorrir. Acatam tudo porque têm que acatar.

Sofrem,

por

vezes,

Assistem

com a

a

tudo

mesma

cara de encantar,

suja ou lavada. Compostos ou descompostos. Felizes ou

(

infelizes.

*

Sempre

todos,

lado a lado. Entram na sala. O Educador queç exige silêncio. Exige compostura. Ele é o dono da aula. O dono do saber, da eloquência. Fala e ninguém ouve. Quer escutar as moscas. É o Presidente da República do saber e da aula! Há que obedecer. Ninguém fala. Não é permitido falar.

Aos seus alunos apetece-lhes passar

pelas

brasas. Abrem a boca. Sussurram baixinho uns com os outros. Não escuta. Não permite a participação. A

amizade e a compreensão por aquelas faces encantadoras não as vê. Náo consegue ver.

A Pedagogia do Amor é inexistente. A empatia na aprendizagem esqueceu-se dela não se sabe onde. A vocação esvaiu-se. Não existe. Se, por qualquer razão vacilam são apontados como desordeiros, como criminosos. Quem se dignar contrariar a sua autoridade vai para a rua. Será expulso da sala de aula por insubordinação e desinteresse. Por mau comportamento e uma atitude menos correta. Qualquer pretexto chega. Olham uns para os outros indignados, mas não há nada a fazer."Ele" é quem detem o poder. É quem manda ali. E não há nada afazer! lnfringiram náo se sabe o quê, têm que ser duramente punidos. Aceitam porque não têm outro remédio! - É o preço do futuro, - Pensam, como lhes foi .dito em casa. E, concordam, sem esboçar o mínimo gesto. Sem esboçar a mínima contestaçáo. Sem terem a mínima ideia ou oportunidade para contestarem porque são crianças. Não têm opinião. Ensinaram-

C> íLink imaoem: htto://Dortaldocliente.netsabe.com.brl i t^t^aÀ<1tuàAir^rl^i.+tt.^< lR<RÂ|.^^ia^t .rê.hê nndl


lhes que deviam obedecer aos adultos. Obedecer aos grandes. Respeitar as suas decisóes inflexíveis e intransigentes. É raro terem o direito às suas explicaçóes. Às suas justificaçóes. Vacilaram. E é tudo! - É o custo do futuro! - Pensam, sem contestar. Sem serem ouvidos. Sem o direito às suas explicaçóes. Aos seus motivos! RazÕes válidas não faltariam, de certeza! Mas vacilaram, quando não se pode vacilar. Transgrediram um pouco, somente! Não se pode! Um pouco que seja, não é permitido. A escola foi feita assim e assim deve ser. Sempre foi! As expectativas depositadas neles são enormes. lmensas! Contam com orgulho os progenitores a quem os quer ouvir. Contam que o filho é promissor nos saberes da escola. Outros, menos esperançosos, contam que está a melhorar. - Já o ameacei que vai para o campo!- Exclama, anunciando entusiasmado com a ameaça proferida de descontentamento. Fora escorreito nas palavras porque o campo não interessa a ninguém. .- Como se fosse pecado. Até Deus pode castigar. Um agricultor nunca fez mal a ninguém. Apenas sua e trabalha de sol a sol com ardor e honestidade! Pensa o vizinho que ouviu e sempre enalteceu o seu árduo trabalho da terra, donde se tira tudo o que se pode para se sobreviver. Não compreende.

eu náo compreendo o descuido do relacionamento com as crianças! É assim! Quando é que os nossos alunos podem respirar livremente e em paz? A Pedagogia do Amor está aí. Disponível. Pronta a ser utilizada nas crianças que educamos terna e afetuosamente. Só através da dedicação, compreensão amizade, eles conseguirão entender-nos, E,

e

respeitar-nos. Só assim, conseguiremos marcar os nossos alunos e fazer deles Homens íntegros participativos e felizes mais tarde nas suas vidas. A empatia, o carinho e a atenção para com eles pode bem suprimir o custo do futuro! Ainda bem que penso que a maioria dos Educadores as tem e revela. Para sua tranquilidade e tranquilidade das crianças. A minha intenção sei bem qual é. Eles também sabem, de certeza. Vamos deixar a mente das crianças intocável. Vamos apelar a que as deixem viver no seu estado mais puro de encanto e alegria porque elas são puras e encantadoras! Sempre foram puras e encantadoras! Temos que terminar de vez com o custo do futuro das nossas amadas crianças que merecem tudo e tudo aceitam sem protestar. Tudo, mesmo! É só darmos-lhes o nosso melhor. O melhor que temos em nós próprios. Eles aceitá-lo-ão, prontamente!

l,etÍDia Teixeira e Luís

Fala-se muito

Pires,llo[

de plágio e muitas

instituiçóes

escolares o sofrem, mas nem todos conhecem o seu verda-

deiro significado, nem a amplitude das açôes que assim

podem ser consideradas. Assim, dois alunos do 11o ano foram convidados a investigarem sobre o tema, reunindo

a

informação quê aqui nos apresentam.

Com o acesso atanta informação, há pessoas que consideram uma perda de tempo fazer um trabalho de sua autoria, sendo para eles mais fácil procurar, através

de outros recursos, trabalhos ou parte deles, que irão assinar como sendo feitos por si. Deste modo, estão a

violar os direitos de autor.

qq

Oqueéoplágio? Plágio é o ato de plagiar,

apresentação feita por,


I

uma pessoa da obra ou do trabalho de outrem como se

conferem e a contribuir para uma sociedade calculista

fosse seu. Deste modo, é considerado plágio quando

que usa o trabalho dos outros para obter mérito próprio.

é

Como proceder para salvaguardar o uso da

copiado um trabalho realizado por outra pessoa e não é

informaçáo de outros?

identificado o verdadeiro autor do mesmo. Os vários

Devemos procurar, através de vários recursos, a

tipos de plágio

Este conceito pode ser de nattreza variada,

informação que pretendemos para um determinado

traduzindo-se na cópia de livros, músicas, obras,

trabalho e depois reunir e resumir as ideias principais,

fotografias, trabalhos, entre outros.

para assim desenvolvermos um trabalho simples, origi-

Hoje em dia, muitos dos trabalhos universitários são plagiados e já foram desenvolvidos programas que

nal, criativo e, o mais importante, feito por nós próp-

permitem detetar os trabalhos copiados. Atualmente, já há multas e sanções que podem ser aplicadas a quem

devemos sempre identificar, colocando fonte/referência bibliográfrca de onde foi retirada

faz pléryio, como se pode comprovar na edição do

informação e identificar o respetivo autor, para respei

Jornal de Notícias do dia 14 de abril de 2015: "Além de

rios. Caso queiramos acrescentar mais informação a a

tar os seus direitos.

Em conclusão

estar sujeito a sanções académicas, como a perda dos graus, o plágio constitui crime de contrafação punível

Através da Intemet, temos acesso a

com penas de prisão aos três anos".

informações de qualquer parte do

Também hâ conhecimento de plágio no mundo da música, que

mundo. Essa disponibilidade traz-

acontece quando

nos beneficios, mas também desvan-

um artista ou

tagens. Os trabalhos prontos que circu-

banda utilizam uma música ou

lam pela intemet são um convite tenta-

um excerto dela como se fossem seus. Quando isto

dor para todos os estudantes das mais diferentes áreas que, ao copiarem esses

é

trabalhos, tornam a pesquisa mais fácil. Hoje,

provado, quem copiou terá que pagar uma

ainda se fala pouco sobre este assunto e,talvez

indemnização ao autor original.

por isso, aconteçam sistematicamente situações

Como se deteta o plágio?

u' ,,,,

#rJ;,".;. ]""'',' ""1I.:T:[";:,.IlTH Porque ocoÍre plágio? o

Muita gente não sabe o que é o plágio, pensa que

de plágio. Um dos fatores que nos leva a essa ação e a falta de informação sobre a gravidade e as penali-

zações previstas por lei. Muita gente nem imagina que é crime.

tudo o que está disponível na intemet é do domínio

O facto de o ser humano querer conseguir tudo

público e que pode ser copiado sem referir a fonte, o

rapidamente e sem esforço, leva-nos a cometer estes

autor.

erros. Por isso, desenvolva conteúdos próprios, da sua

Algumas pessoas sabem

o que é, mas não o

autoria, e não se limite a copiar os conteúdos de outros. Seja diferente, sej a verdadeiro

consideram errado e por isso fazem-no achando que a

!

informação é gratuita e que copiar é normal, assim,

muitos destes crimes são cometidos diariamente sem intenção ou consciência.

Relerências bibliográfi cas

GLIMARÃES, Dilva e CABRAL, Paulo. Significados Disponível em <http://M.significados.com.brlplagio/ novembro de 201 5

Disponivel em

Porque deve evitar-se o ato de plagiar?

Jomal de Notícias

Plagiar é uma ação desonesta, incorreta e deve ser

abre-guem-ao-plagio-academico-4508943.htm1>

evitada. Ao plagiar estamos a prejudicar várias pessoas, desde o autor ao leitor. Estamos também a desrespeitar

- Significado de Plágio. >, consultado dia 2 de

Universidade de Lisboa abre guena ao plágio académico

<http://ww.dn pVportugal/interior/universidade-de-lisboa, consultado dia 2 de novembro

SILVA, Smuel. Púbtico - Universidade do Miúo é a primeira do país a mulr doutormento por plágio. <http://ww.publico.pínoticia,/universidade-do-miúo-ea-primeira-do-pais-a-anular-doutoramento-por-plagio-1472839>,

e a desvalorizar a importância que os direitos de autor

de

201 5.

novembro de 201 5

consultado dia 2 de


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mente

e e nos diferencia de outros seres. Assim, a filosofia está presente nas diversas manifestações do humano, ela não se confunde com a ciência, com a arte, com a A complexidade da filosofia está na enigmática surpreendente aventura de ideias que nos identifica

religião, cotl nenhuma dessas formas de conhecimentos específicos, contudo e uma atividade que as fundamenta. Essa busca de fundamentos faz da história da filosof,ra uma história sem fim, porque diz respeito a todos em todas as épocas. Por isso, nunca é cedo ou tarde de mais para iniciarmos essa aventura do filosofar. Consciente desta ideia, no final da decada de 60, o Professor norte-americano Dr. Matthew Lipman, concebeu o programa "Filosofia para Crianças" (FPC). O autor, tal como nós, acredita que uma criança tem muito a aprender com os adultos, tal como os adultos aprendem muito com as crianças, acentua o caráter de disponibilidade intelectual e de abertura que é preciso ter por parte de quem quer fazer filosofia com crianças e jovens, sem esbater a sua responsabilidade pedagógica e científica. Acentua, ainda, a vertente da educação, entendida como uma tarefa conjunta: ao dar voz às crianças e jovens, de uma forma sirnultanea-

ryq ra

responsável

e

lúdica, a FPC torna-os participantes ativos na própria educação. Por tudo isto, o grupo de Filosofia do nosso agrupamento lançou-se nesta aventura e desafiou as escolas do primeiro ciclo a abrirem as suas salas de aula à Filosofia. Desenvolvemos este projeto com o objetivo básico de colocar em prática a arte de pensar de uma

forma criativa, critica e afetiva. Com as sessões de Filosofia para Crianças pretendemos que estas aprendam a pensar, e ApRENDERA pENSAR E: ApRENDERadialogar eafazerperguntas; ApRENDER a raciocinar logicamente; ApRENDER a ser criativo; desenvolver o pensamento lateral;

APRENDER valores; ApRENDER a conviver com o Outro;

ApRENDER a sentir; ApRENDER a cooperar. Estamos convencidos de que o contacto precoce das crianças com a Filosofia ajudará na ,.colheita', futura de jovens e adultos mais autónomos, mais responsáveis e capazes de construírem um mundo mais

livre ejusto. O projeto, ,,Filosofia para Crianças,, é, sem dúvida, uma preparação para uma cidadania responsável de todos e para todos.


!

iI

Nelson de Sousa üonÇalves Rodtigues,

pai u encarrr

Uado de educação

E importante olharmos para um determinado Agrupamento de Escolas e termos presente que, tal como todos os restantes agrupamentos de escolas do País, é uma unidade organizacional dotada de órgãos próprios de administração e gestão. O projeto educativo, o regulamento interno, os planos anuais e plurianual de atividades e o orçamento constituem os instrumentos fundamentais para o exercício da tão desejada autonomia. Penso ser imporlanÍe fazer aqui uma pequena referência à essência de cada um destes docu-

mentos. No que concerne ao projeto educativo, é de referir que é o documento que consagra a orientação educativa de todo o agrupamento, o regulamento interno é o que define o seu regime de funcionamento, os planos anual e plurianual de atividades são os documentos de planeamento que definem, com base no que se encontra delineado no projeto educativo, os objetivos, as formas de organização e de programação das atividades e por último o orçamento que é o documento em que se preveem, de forma discriminada, todas as receitas a obter e também todas as despesas a realizar

pelo agrupamento durante

o

ano civil

a que diz

respeito.

É importante referir que o

Plano Anual de

Atividades deverá ser visto por todos, incluindo os pais e encarregados de educação, como um documento de grande relevância para toda a Comunidade Educativa, pois terá que ser sempre um instrumento do exercício de autonomia onde deverá, de forma clara, refletir-se a realidade da escola no seu dia a dia, bem como de todo o ambiente escolar que a envolve. E importar"ite e necessário olhar, elaborar e colocar o P.A.A em prática com a ideia nítida de que é o documento de planeamento que define, com base e alimento no projeto educativo, os objetivos, as formas de organização e programação das atividades e que procede à identifi-

cação dos recursos necessários à sua execução Nenhum Agrupamento de Escolas conseguirá atingir os objetivos e as metas definidas nos diversos documentos estruturantes se não houver empenho e grande entusiasmo colocado na sua elaboração, para que se possa contribuir para a construção de uma escola de sucesso e de qualidade. O Agrupamento de Escolas de Morgado de Mateus tem dado provas de que o seu Plano Anual de Atividades obedece a uma lógica de integração e articulação, identificado com a realidade

do Agrupamento e com respostas às necessidades coúecidas. E com grande satisfação que afirmo ter plena consciência 'de que esta escola, em especial alguns professores e alguns alunos, tem revelado empenho e grande dedicação às causas nobres identifi-


dades encontradas resultantes da realidade social, assegurando um desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade de todos os alunos, incentivando à formação de cidadãos livres, responsáveis, autónomos e solidários. Educar nos e para os valores, tendo em conta a formação do SER PESSOA nas vertentes do

cadas no seu Plano Anual de Atividades.

Sinto muito orgulho por o meu filho ter participado em algumas iniciativas no âmbito da solidariedade, promovidas e orientadas pelas professoras

Manuela Leal e Deolinda Ferreira. Foi, com enorune gosto, que assisti ao Espetáculo Solidário, onde vi bem presentes os princípios orientadores do Projeto Educativo, cuja finalidade é fazer emergir a qualidade do Saber, do Saber Ser e do Saber Fazer em toda a comunidade educativa e garantir a existência de uma Escola aprendente e reflexiva, que educa nos e para os valores humanos. Numa sociedade, cadavez mais, materialista

saber, saber-fazer e saber-ser.

Quando se fala em sucesso devemos ter presentes duas componentes: o resultado do conhecimento científico e a avaliação das atitudes e valores. Só assim se podem educar e levar os nossos alunos a interiorizar os valores humanos duradouros de liberdade, amor, verdade, solidariedade, fraternidade, diálogo, compromiss o, paz,justiça, trabalho produtivo, sexualidade, respeito, responsabilidade e honestidade, de modo a conseguirem elaborar e manter uma escala de valores própria. Pelo conhecimento que tive das atividades realizadas, não tenho dúvidas de que se conseguiu atingir a grande finalidade que se encontra registada no Projeto Educativo e foi cumprida a grande missão de qualquer escola " Educar os nossosjovens nos e para os valores humanos". O meu sentido bem hajam a todos os respon-

e até com posturas de verdadeiro egoísmo, é de elevado

valor haver escolas como o Agrupamento Morgado de Mateus a garantir um espaço escolar de crescimento do Ser Pessoa dos nossos jovens, assente nos valores humanos como o da solidariedade. E de louvar a dedicação e empenho de pessoas como as referidas professoras, que conseguiram motivar um grupo de jovens a participar em atividades carregadas de espírito de ajuda a quem precisa, de espírito solidário, levando a alegria a quem está triste, a companhia a quem está só e o alívio a quem está angustiado. Pelo testemunho dos meus filhos e pelo que eu próprio tenho constatado, a gestão e funcionamento deste Agrupamento tem bem presente a ideia de que todo o sistema educativo deverá responder às necessi-

sáveis, pelo extraordinário contributo que têm dado para a formação do ser pessoa do meu filho.

?q


l

MORGADO DE MATEUS

E O ESPAÇO MIGUEL TORGA

Joao LuÍr Sequeha Rodrigues

Sabrosa

um

protocolo

de

colaboraçáo com especial incidência no serviço educativo, tendo

das últimas décadas,

a

em vista a dinamizaçáo

escola - e refiro-me aqui ao

do Espaço MiguelTorga,

sistema público de ensino -

localizado em São Martinho de Anta.

tem vindo a ser objeto de profunda reflexão e suces-

Genericamente,

este

sivas mutações.

acordo permite

que

Basta

recuarmos quarenta anos

atrás,

professores e alunos do

ao período

revolucionário, para percebermos, de imediato, que a realidade

educativa dessa época mudou substancialmente se a compararmos com o panorama atual. Esses câmbios atingiram o funcionamento das escolas em todas as

equipamento cultural, que é uma referência, quer pela dimensão literária e cívica de Miguel Torga, quer pela excelência do seu projeto de arquitetura, da autoria de

dimensôes. Mudaram disciplinas, conteúdos programáti-

Eduardo Souto Moura.

cos, modelos de avaliação, modelos de gestão escolar. Alterou-se o papel da comunidade educativa, a relação entre vários elementos intervenientes no processo educativo, principa mente a re lação professor/a u no. I

I

Subjacente a todo este devir educativo está a questão primordial da definição do papel da escola na sociedade atual, uma sociedade que está, ela própria, num

processo evolutivo acelerado,

o que torna esta prob-

evidente interesse cultural

e

educativo, contribuem também para alargar a dinâmica do nosso Agrupamento para fora do próprio espaço físico das escolas que o integram. Assim, em Maio de 2015, alunos e professores

do AEMM assistiram à sessão de abertura do encontro literário Encontradouro, durante o qual o Professor Eduardo Lourenço falou da vida e obra de Miguel Torga,

lugar de aprendizagem, no qual os alunos adquirem os

transmontano. Aconteceram também diversas visitas de estudo de alunos e professores do AEMM ao Espaço

bem como da longa amizade que manteve com o escritor

Miguel Torga que também acolheu uma exposição

escola atual seja mais aberta à sociedade e às suas

dedicada ao pintor catalão Joan Miró. Mais recentemente,

dinâmicas. Neste caso, entende a comunidade que as instituiçóes educativas sejam mais permeáveis às múltiplas influências exteriores, que acompanhe as diversas formas de evolução e que colabore com os movimentos

no passado dia 14 de Dezembro, um grupo de alunos do

se

que

a

nosso Agrupamento teve também oportunidade de participar nas atividades comemorativas da classificaçáo do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humani-

cívicos e instituiçóes do meio envolvente, muitas delas de natureza e com objetivos diversos. É esta uma perspetiva

dade.

aliciante e mobilizadora da comunidade escolar, e também suscetível de contribuir para a formação pessoal, profis-

escolar, uma autarquia e um equipamento cultural está a

sional e cívica dos alunos.

sejam seguros e que marquem o início de um caminho

Neste contexto, e no caso particular do Agrupa-

r

concretizar um conjunto de atividades que, para além do

lemática muito complexa. Se, por um lado, se espera que a escola continue a desempenhar o seu papel tradicional de conhecimentos e competências necessários à prossecução de uma vida profissional de sucesso, por outro, pretende-

r,

No âmbito deste protocolo, tem sido possível

mento de Escolas Morgado de Mateus (AEMM), é interessante a iniciativa que, em Março de 2015, a Direção do AEMM tomou de celebrar com a Câmara Municipal de

Eo8

Esta parceria qug envolve um agrupamênto dar os primeiros passos, passos esses que se pretende que

longo e suscetível de abrir horizontes, não apenas para as instituiçôes envolvidas, mas fundamentalmente para os nossos alunos e toda a comunidade educativa.


Parcerias

O TET,ilS DE MESA VAI A ESCOLA

Juão 0onçalves I

ténis

demesaéamodalidade

com bola onde

esta

atinge as maiores velocidades. Em nenhum outro

desporto

em

a bola

circula

velocidades tão

elevadas, o que obriga os

atletas

a

uma elevada

concentração

e rapidez

oe racrocrnro. t por isso que a NASA considera o ténis de mesa o desporto ideal

O CLUB organizou várias açoes de formação, quer para docentes (curso certificado pelo Centro de Formação de Professores de Vila Real), quer para treinadores (curso

para os astronautas praticarem nos seus tempos livres.

Nesta modalidade não existe confronto físico entre

os atletas, beneficiando o bem-estaí pois o número de

certificado pela Federação lnternacional deTénis de Mesa), este último com a participaçâo de treinadores vindos de

lesóes é sempre menor do que em outros desportos. O CLUB de VILA REAL, uma das mais antigas agremi-

vários países da europa. Ambos foram inovadores em

açóes do concelho, foi fundado há 121 anos e tem como

Trás-os-Montes.

modalidade desportiva o ténis de mesa há 8 anos, tendose sagrado campeão nacional por 10 vezes em vários

São vários os alunos do Agrupamento que praticam ténis de mesa e as opinióes e comentários mais comuns

escaloes e categorias.

sobre o tenis de mesa são: "ajudou-me a ficar mais concen-

O CLUB de Vila Real abraça um protocolo de colaboração com o Agrupamento de Escolas Morgado Mateus há

jogador de um clube campeão nacional'f "náo preciso de me deslocar, porque posso

quatro anos.

treinar ténis de mesa na escola".

Através desta colaboraçáo

o

trado na

CLUB utiliza as insta-

escola", "sou

Na Escola Básica da Araucária os atletas têm um treinador ucraniano, Oleksandr Stanko, o primeiro treinador campeão nacional no concelho de Vila Real e o mais

laçôes da Escola Básica da Araucária como centro de treinos e captação dos atletas. Este projeto do CLUB intitula-se "Escolas de Ténis de Mesa" e o sucesso do mesmo levou a que a Federação Portuguesa de Ténis de

galardoado ate hoje. Este treinador do CLUB é responsável

Mesa integrasse o CLUB no seu projeto mais abrangente "O

pelos atletas de competição e trata da iniciação para os interessados, todos os dias das 18H30 às 20H na referida

Ténis de mesa vai à escola".

escola.

A colaboração entre o CLUB e o Agrupamento de

Recentemente, o CLUB abriu uma Academia de Ténis

Escolas Morgado de Mateus foi aprofundada com a partici-

de Mesa nas instalaçoes do antigo CIFOP, o novo ACTIVE GYM, para poder oferecer mais condiçoes aos atletas e

pação do Presidente do CLUB no Conselho Geral do Agru. pamento, como entidade cooptada.

alunos do Agrupamento.

Vários sâo os alunos das Escolas do Agrupamento Morgado de Mateus que praticam ténis de mesa no CLUB de VILA REAL, ou que, tendo sido atletas do CLUB, jogam

Os atletas podem usufruir de um transporte da escola para a Academia onde têm uma sala de estudo, para fazerem os trabalhos escolares antes de inciarem o seu treino diário, acompanhados por docentes do CLUB de Vila

agora ao mais alto nível. Uma ex-aluna deste agrupamento e ex-atleta do CLUB está, neste momento, num clube da I "

Real. O centro está aberto todos os dias das 18H às 20H.

Divisão Nacional de Seniores Femininos. A parceria não se cinge aos treinos de ténis de mesa.

Todos são convidados a experimentar a partir dos cinco anos de idade.

aq


e oradores hábeis, com uma capacidade para inigualável argumentar e persuadir. Parece-me,

oportunos)

enfim, que quem dedica o seu tempo à palavra, lendo-a ou

escrevendo-a, verá desabrochar naturalmente outras competências comunicativas...

A palavra, no centro da teia, núcleo do conjunto emaranhado de fios e de interações comunicativas, repre-

senta sempre uma dádiva de si para o outro. O ato de

registar palavras, de as escrever

-

sobretudo quando

criativo - implica partilha cega e (assim espero) desinteres-

,,ffiP4

sada. Quem escreve vai desvendando formas de ser, de saber e de estar. Quem escreve desnuda-se perante olhos alheios, curiosos, ávidos, estranhos. Quem escreve revelase, expõe-se, despe-se, oferece-se.

Acontece algo parecido com o ato de pronunciar as palavras, de falar, mas este

-

por ser mais espontâneo - cai

mais facilmente no esquecimento.

a palavra é também memória. Desenvolveu-se como pilar de grandes reflexôes, instituindo-se como instrumento do progresso. Em torno da palavra escrita E

0 P0[[R

IA

inscrevem-se grandes momentos da história da humanidade. Aliás, uma das principais implicações antropológi-

cas

e

da

linguagem desenvolve-se pela conversão de registos orais e escritos em memória históricas

individual ou coletiva. A memória tem uma função fundamental no equilíbrio intelectual e afetivo do ser humano, mas é também uma dimensão estruturante da evolução

histórica.

As palavras são inscriçóes no papel e na mente.

Terusa il{argarida [apela

Libertam o raciocínio humano de recursos mnemónicos

Numa era em que prevalece

a

tecnologia, o

restritivos e acentuam a natureza ativa e construtiva do

imediato, a velocidade e a tendência para abreviat louvo

conhecimento. Se os indivíduos detêm um vasto património cultural, genético e adquirido, é através da palavra que esse património se fixa e que os p§etos

quem sabe (e quer) jogar com palavras, brincar com ideias, estilizar frases, moldar textos... Louvo quem se atreve

a

divulgar interesses ou a partilhar sonhos e devaneios... Valorizo as pessoas que se dedicam

à palavra

existenciais se constroem. e

Seja qual for a sua roupagem, a palavra, quando

fazem bom uso dela. Parecem-me, de um modo geral

bem usada, dá poder. Mas que se cuidem os incautos:

(salvo as naturais exceções), pessoas sensatas, dotadas de

palavra tem uma força tal, que pode tornar-se perigosa

mentes revestidas de tecidos finíssimos, bordados de

quando mal utilizada! De facto, uma palavra pode transformar-se em bala perdida. Pode inclusivamente virar-ie contra o próprio atirador. Por isso, o falante deve filtrar os seus impulsos comunicativos e escolher as

histórias organizadas

e

construídas paulatinamente.

Parecem-me pessoas interessantes, corajosas e generosas,

pois não temem aventurar-se por mundos misteriosos e surpreendentes - seus ou de outros, em viagens reais ou

a

palavras apropriadas para não passar a mensagem errada.

- e prometem oferecê-los a quem se propuser

Por tudo o que aqui ficou registado sobre a palavra

descobri-los. São, habitualmente, comunicadores exímios

dita, sobre a palavra escrita, sobre a palavra fixada... A

(não necessariamente faladores, mas antes intervenientes

palavra tem e dá poder!

fictícias


i'- \

indicativos, evidentemente, que sobressaem em pequenos

acontecimentos da interação diária, mas uma conversa

franca e construtiva sobre tal assunto é, geralmente, temida pelos alunos e considerada despropositada pelos professores.

E

pensamos que e pena, porque acontecendo,

não poria em risco a relação hierárquica que deve existir e, passado algum eventual desconforto causado ao docente,

poderia permitir-lhe explicar as razóes de algumas das suas

atitudes e ajustar outras, melhorando o relacionamento, o clima da aula e a aprendizagem. Excluímos deste cenário, por razoes óbvias, turmas de alunos de grande complexi-

dade no que concerne à compreensão, ao respeito e ao cumprimento de normas de interação social. Esses são casos à parte.

Foi a convicção acima referida que nos levou a considerar a hipótese de apresentar este artigo, baseando-o em respostas anónimas de alunos de vários níveis de ensino, recolhidas durante alguns dias, em bibliotecas do Agrupamento, numa espécie de'taixa de sugestÕes". Pedia-se ao aluno que dissesse o que mais apreciava e o que mais lhe desagradava num professor, num dos formulários, e como devia ser um bom professor, num outro formulário.

O

resultado foi interessante. Começou por surpreender-nos que num universo de 47 respostas obtidas, só duas tivessem que ser consideradas nulas, pelo seu despropósito. Todos os outros alunos se prestaram a

participar com seriedade e maior ou menor empenho. As coincidências de respostas são, também, como no caso dos professores, em elevado número e tomam a dianteira, pela análise que fizemos, a questão do bom humor e simpatia, da acessibilidade e da competência a ensinar, que integram o grupo das características mais apreciadas.

* § F

Quem eventualmente previu que aí vinham respostas

r

favoráveis ao facilitismo, que se desengane. Pela amostra, a

arrogância, o espírito implicativo

fazemos

do "começar a atrofiar", ser mau e fazer demasiadas perguntas -, revelar favoritismos e viver demasiado centrado no universo da disciplina que leciona são os principais defeitos apontados a quem ensina e o rigor é

Todos os professores têm a representaçáo do bom ou mau aluno e quando o assunto é por eles discutido, coisa que frequentemente acontece, emergem muitas ca

- tradução que

apreciado, dentro de determinado contexto e limites. O assunto mereceria, por certo, um aprofundamento que não tivemos tempo de lhe dar. Mas ficam, a título de

racterísticas coi ncidentes.

curiosidade, algumas respostas interessantes, de alunos de

O mesmo se passa, naturalmente, entre os alunos quando a conversa incide sobre os seus "profs".

diferentes níveis de ensino. Não lhes fiquemos indiferentes! O material recolhido permanecerá guardado, à

Mas há uma diferença substancial entre docentes e discentes, se analisarmos a questão de um diálogo sobre

espera de um estudioso empenhado!r

o tema realizado

verticalmente. Dito de outro modo, muitas são as oportunidades que os professores têm de explicitar aos seus alunos o desempenho que pretendem deles, mas pouco ou nenhum espaço é dado aos alunos

Como deve ser um bom professor? goano lmasculino Um bom professor deve ser

-

rígido, mas ao mesmo tempo divertido.

l2oano lfeminino

para exprimirem a sua opinião sobre o professor. Há sinais

?q

-

Um bom professor deve

ser

t


simpático e preocupado em ajudar os alunos a obterem os resultados pretendidos. Deve explicar bem e esclarecer todas as dúvidas. goano masculino

-

I

Um bom professor deve ser um

exemplo para o aluno. Deve ser um amigo, quase como um segundo pai. Deve apoiar e ajudar o aluno sempre que este precisar. Deve ser exigente, mas carinhoso e bem-humorado. Tem que criar uma relação com o aluno. Deve educar, ensinar

e preparar. Deve dar a matéria com

interesse, emoção e

criatividade. IOoano I feminino

-

Deve ser exigente, compreensivo

e divertido.

lloano ?,

il

I

masculino

-

Um bom professor deve

compreender e ser paciente. Mas ser ao mesmo tempo justo. l2oano I masculino - Atencioso, amigávele que não seja sempre demasiado sério.

PI PA]

rll

tt lt PJ

Diz-nos o'que mais aprecias num professor e o que mais te desagrada. 4oano I feminino - O que mais gosto é que ela me mais me ensine bem para perceber melhor e o que desagrada é quando ela ralha alto. oano masculino - Um professor deve ser, para além 1l I de bom profissional e dedicadq bom amigo além do tempo de aula. Desagrada-me se dá aulas contrariado. 10"ano I feminino - O que aprecio mais num professor é a sua capacidade de explicar e ser criativo nas suai explicaçoes. O que mais me desagrada é quando não conseguem

atingir o seu objetivo e não conseguimos aprender em condiçoes. 1 l oano I feminino

O sentido de humor é o que eu mais aprecio. Desagrada-me quando são demasiado sérios.

goano feminino I

-

-

Aprecio quando nos ajuda, é

compreensivo e não nos carrega com trabalho. Odeio quando acha que tem sempre razão e acha que a única disciplina que temos é a dele, quando acha que temos a obrigação de decorar tudo. l2"ano I feminino - O que mais me desagrada num professor é ele ter alunos favoritos e demonstrar isso perante

toda a turma. O que mais aprecio é serem amigos dos alunos. 'l oano feminino Gosto de professores simpáticos e l I

que, além de professores, sejam amigos dos alunos. Não gosto de professores arrogantes.

4oano I masculino - Eu aprecio ser brincalhona, simpática e carinhosa. Não há nada que me desagrade mesmo quando me ralha. goano feminino - Aprecio quando é compreensivo e I divertido. Não gosto quando acha que o mundo gira à sua volta e nada mais importa. Também odeio (uando é "mau". lloano I feminino - Seja paciente, compreensivo, goste dos seus alunos e que goste daquilo quefaz.


cia, foi colocado um poster em que podemos ver figuras

femininas a perseguirem um homem, aparentemente

a

correr. lsto apela claramente à "necessidade" dos homens

(o público alvo deste anúncio), serem extremamente atraentes para provar o seu sucesso. De facto, o sucesso

masculino é muitas vezes retratado como a existência de um património financeiro obsceno, além do rnaior número

de mulheres possível. Assim, apela-se às necessidades básicas do ser humano. Este tipo de sugestão faz com que

as pessoas mais influenciáveis se sintam mais incapazes, pelo facto de as fazer pensar que esta situação é normal e desejável, embora não corresponda à realidade.

Rodrigo Duarte BraUa,

llo[

De certa forma, estes anúncios exercem uma grande

atração, pelo facto de nos fazerem pensar que há certos Sempre achei que os apelos às nossas emoçóes ou

produtos que podem solucionar os nossos problemas

necessidades, por parte dos criativos, eram algo extrema-

imaginários e intriga-me a quantidadê de trabalho que é

mente curioso. À primeira vista pensamos que não

é

necessário para chegar a este tipo de mensagem comer-

possível influenciar as emoçoes ou necessidades de uma

cial! É quase uma espécie de sacrifício de um mercado

pessoa, apenas as suas opinioes. Mas, a verdade, é que

potencial, neste caso,

somos mais facilmente persuadidos do que gostaríamos

feminino, através da sua objetivação, de forma a agradar

de acreditar, bastando apenas haver sugestóes suficientes

mais a outro público-alvo, o que, apesar de compreensível

a omnipresença dos comerciais na nossa

sob uma certa ótica é, simultaneamente, um pouco

(neste caso,

sociedade) e que sejam utilizadas as técnicas corretas. De

o

das consumidoras do

sexo

ridículo.

qualquer forma, os morketers são profissionais treÍnados (e

Porém, se ignorarmos estas questôes, e se levarmos

bem pagos) para fazerem com que as pessoas comprem

este tipo de spots publicitários na brincadeira - pois na

um determinado produto, sempre atentos às novas estra-

verdade eles são muito engraçados e persuasivos o que,

tégias que possam ser usadas.

numa sociedade cada vez mais crítica e sensível como

Um dos melhores exemplos destas situaçôes é o

nossa, os torna cada vez mais raros,

a

à semelhança de

anúncio da marca de desodorizante'Axe'i que se tornou

outros anúncios extremamente apelativos para as crianças,

viral há algum tempo atrás. Neste anúncio, onde antes

como os da "Popota"

havia apenas uma indicação para uma saída de emergên-

_

alouma bonomia...

Dq" llh

-

poderemos até aceitá-los com


Sentamo-nos

à

espera, entra

o

elenco, ouvimos,

vemos, procuramos os pormenores, investigamos as falhas e, no fim, damos a nossa opiniáo, seja ela boa ou má. Um

espetáculo demora a ser preparado, há profissionais que trabalham nisso os 365 dias do ano, com dias mais criativos

e outros mais sombrios. A nossa escola não tem alunos profissionais de teatro, assim como não tem escritores, argumentistas e realizadores, como no mundo mágico da representação. Ainda assim, os nossos alunos vencem pela

força de vontade, pela conquista

e pelo esforço

e

dedicação que oferecem ao "Espetáculo solidário'i Este espetáculo é muito mais do que aquilo que se vê na

I

"verdadeira noite'i é muito mais do que aquilo que

os alunos entregam em palco. A sua preparação começa

quatro meses antes, os cartazes, as reuniões semanais, os castings, os ensaios tudo a seu tempo, cada coisa no seu lugar. Falo na primeira pessoa, porque faço deste texto um desabafo. Realizo este espetáculo desde que ele existe e, cí Pâ

modestla à parte, sou aquela pessoa que consegue sentir

todo o tipo de emoçÕes que por ele passam. Nas reunióes sinto a criatividade encher-me as veias e, juntamente com

as professoras organizadoras, escolhemos, *§ Ç

I

recusamos,

voltamos a escolher, as melhores ideias para, posteriormente, apresentar ao resto do grupo.Os casting sáo uma mistura de nervos, ansiedade e, ao mesmo tempo, segurança e vontade de integraçào no projeto.

Chega o derradeiro dia e há dentro do nosso'êu" um misto de emoçôes. Minutos antes de entrar em palco

sinto as minhas pernas a tremeí uma vontade incontrolável de chorar e um nervosinho que se apodera de mim e me deixa completamente frágil. Porem, não são estes os sentimentos que deixo passar para os outros, para eles sou uma pessoa calma, um pouco ansiosa mas que sabe que deu todo o seu melhor para que o espetáculo corra às mil maravilhas. No decorrer da noite, é como se o relógio andasse

muito mais rapidamente, nos bastidores o tempo

passa

sem nos apercebermos e, quando reparamos, já e a última

atuação!

Termino dizendo que o maior sentimento que tenho e ORGULHO, um orgulho enorme neste projeto que agarrei de braços abertos e espero que, agora que eu vou

fugir. Esta foi sem dúvida uma das melhores experiências que já vivi: embora, alguém abrace e não deixe

transformar-me numa pequena organizadora e apresentadora cujo único objetivo e angariar dinheiro para os mais necessitados e fazer os outros sorrirem.

Como dizia Baden Powel "O melhor meio para alcançar a felicidade e contribuir para a felicidade dos outros'i E é por isso que eu gosto tanto deste projeto, porque ajudo os outros e desperto no meu coração mil e uma emoçoes.


I

I

I t, E

I

I

L. I

l

EM VILA REAL 0tília [uafle

podem ser utilizados para fins energéticos; biocombustíveis líquidos que englobam o biodiesel e o bioetanol,

Portugal assumiu, para 2020, atingir uma meta de

consumo de energia final de

31o/o

a partir de

produzidos a partir culturas energéticas ou bioenergeticas,

fontes

como a colza,a soja, o girassol, o milho ou a beterraba

produção destas culturas e das florestas pode contribuir

renováveis e endógenas. Quais as

(a

potencialidades que existem na região de

para a diversificação da produção e do rendimento dos agricultores); biocombustíveis gasosos, que compreen-

Vila Real?

-

Geotermia

dem o biogás, que deriva da decomposição de matéria

nas Caldas de Chaves.

Eólica-os parques eólicos, para que se tornem

orgânica, a partir de efluentes agropecuários e agroindus-

em

ventosas, que

triais e de aterros sanitários, os quais podem ser utilizados

e

como combustível para a produção de eletricidade.

viáveis, têm

que

se localizar

áreas

correspondem às zonas montanhosas

costeiras. O

distrito de Vila Real é, a seguir ao distrito de Viseu, o que tem maior capacidade instalada para gerar eletricidade

partir de energia eólica (aproximadamente 650

Hídrica gráfrca e

a

MW).

-

Na região de Trás-os-Montes a rede hidro-

o relevo proporcionam boas condiçoes para a

construção de barragens hidroelétricas. Em dezembro de

Existiam, em dezembro de 2014, no distrito, os seguintes

201 1, existiam no

parques eólicos: Aguieira; Alto da Coutada; Alto do Marco;

gens hidroelétricas: no rio Douro, barragem da Régua,

Alto do Seixal; Alturas do Barroso, Alvão; Bulgueira; Cabeço

Padroselos, Gouváes, AltoTâmega, Boucais-Sonim, Sordo e

Alto;Caravelas; Casa da Lagoa; Châ do Guilhado; Leiranco;

Nunes; no rio Cávado, Venda Nova e Alto Rabagão.

Lomba da Seixa; Lomba do Vale; Mairos; Meroicinha ll;

distrito de Vila Real as seguintes barra-

Portugal tem aumentado

a produção de

energia

a partir de fontes renováveis, situando-se

Negrlho-Guilhado; Outeiro; Padrela; Salgueiros-Guilhado;

elétrica

Serra do Alváo; Serra do Barroso; Serra do Leiranco; Terra

quinto lugar na

Fria; Trandeiras e Vila Cova.

possui mais potencialidades na obtenção dos vários tipos

Bioenergia

-

engloba três tipos de combustíveis:

UE. O

em

distrito de Vila Real é um dos que

de energias renováveis porque possui uma rede hidrográ-

biocombustíveis sólidos constituídos, entre outros, pela

fica densa, montanhas, florestas, superfície agrícola

biomassa florestal e pelos resíduos da agricultura resul-

geotermia.

tantes das podas, desbaste ou cortes de vegetais e que

O desenvolvimento da região é possível!...

Eq

e


eflexões

do álcool! Cada um com um copo na mão, era dificil dizer se ía mais bebida para a boca se para o chão! Dir-se-ia que já tinham bebido a barcaca das cervejas toda, mas esta continuava ainda a vender, por isso era uma hipótese a desprezar. Mas eles estavam num estado de bebedeira tão

deplorável que metia dó.

Como não podia deixar de ser, as hormonas aos saltos, e o álcool fervendo no sangue, fi,zeram estes dois seres sentirem uma certa necessidade... aquilo a que se dá o nom€ de desejo de possuir o corpo de outra pessoa. E claro que, nesta idade, a ideia de prevenção não existe ainda. E aquilo de que se ouve falar na escola, de métodos contracetivos, nào passa de mais um conceito a [,Iilfiama ffiaahe, niloB

saber para o próximo teste!

No início, ao ler

este

tipo de título,

com

certeza os leitores irão pensar em tragedias.

Na verdade, o assunto a Íralar é, nada mais, nada menos, algo já muito falado e debatido, mas ainda pouco interiorizado. Pois, afinal, de que trata tl

rl

a Prevenção na Sexualidade?

O ideal será fazer desta explicação uma história, tornando assim o assunto menos aborrecido.

I

Pois bem, era uma vez uma bela rapariga na flor da sua juventude, era alÍa,loura, magra, dir-seia uma deusa ao contemplá-la, e com dezasseis anos apenas. Por outro lado, temos um jovem rapaz, igualmente alto, musculado, olhos verdes como pedras de jade, um verdadeiro deus do Olimpo!

Eram amigos. Há muito tempo que

se

olhavam. Há muito tempo que se admiravam. Há muito tempo que gostavam um do outro. Houve um dia, histórico na vida deles, em que o rapaz convidou a bela moça para sair. Tendo ambos pais muito liberais, não houve restrições, apenas um "Quero-te em casa à meianoite!". E sendo assim, ambos saíram para o que agora os jovens chamam de "sair para a night"!

Já numa discoteca, o local preferido dos adolescentes com espírito de aventura e de rebeldia, a rapariga e o rapaz começaram a dançar, e claro, não podia faltar o acompanhamento indispensável

Como tal, nenhum dos dois estava devidamente prevenido para a prática sexual, que era o que ambos os corpos lhes pediarn no momento. Mas com dezasseis anos, a personalidade temperamental e o desejo louco de satisfazer as suas vontades não lhes permitiram raciocinar. Assim mesmo, sem preservativo, sem pílula, sem nada que pudesse prevenir um eÍro para o futuro, ambos perderam a virgindade, no local mais impróprio para uma relação: uma reles casa de banho! Não há muito mais que se possa acrescentar a esta

história. Agora, aqueles deuses perderam a beleza, e tornaram-se prisioneiros na adolescência pelo nascimento de uma bela bebe, uma linda menina que parecia uma deusa, tal e qual a sua mãe fora. Mãe, sim, uma menina de dezasseis anos, e Pai, sim, um rnenino de dezasseis anos tambeml

Após esta naÍrati\ a. cabe a vós, leitores, decidirem. Pretirem continuar a ignorar aquele conceito que vai sair no teste:r Ou será melhor procurar saber mais acerca deste assunto.)

E normal querer descobrir o corpo do sexo oposto, é necessário planeamento e cuidados prévios. Procurar informação sobre tudo isto, com professores,

mas

medicos, ou falando com os pais, pode ser uma boa coisa fazer.

Sexualidade e métodos contracetivos.

E bom

a

que

deixe de ser apenas um tema, para passar a ser um cuidado a ter!

'!t *qq§Ac .',q-.

iqF

.*.


\ F

eflexões Memorias Pahíoia ferueira,l0o[

pergunta

"O

quando for

Ouvir música é uma das melhores coisas que se pode fazer durante os tempos livres. Mas, ser músico é ainda melhor! As horas de estudo, as lágrimas derramadas e os

sou, considero-me, artista, mas

apesar dos anos passados no conservatório penso que pouco

Mas, pensando bem, nós não vivemos da música, vivemos para ela. Vivemos para a produzir, para vibrar com ela, para viver nela, tanto quanto ela vive em nós. Quando se é músico, sente-se cada impulsão do arco contra a barriga. É co*o se o instrumento nos completasse, como se fosse parte de nós.

sei sobre a matéria, mas sei que não é preciso ler livros para sentir e perceber as respirações e os batimentos cardíacos

Se dói?

E vida.

E

:t, o lnlmrto do Ser.

pendentemente do que eu for, serei sempre eu e não saberei nunca quem eu sou. Esta e uma velha questão, uma questão que o homem sempre se colocou a si própro e que nunca irá desaparecer, por uma simples razáo'. a necessidade de saber quem somos e de nos conhecermos a nós próprios. Esta busca do autoconhecimento define-nos como

sei

quem sou e isso Íalvez já seja um grande passo para saber'quem sou eu', pois, tal como eu, Sócrates dizia "só sei que nada sei" e com

pessoas, como seres reflexivos, fazparte da essência do

tambem ser alguém que

humano. E se a culpa de todas as gueÍras provocadas pelos homens não for "das estrelas", mas sim, do facto de muitos homens ficarem descontentes com a resposta que lhes é dada, ou melhor, com a resposta que emana de si sobre si?... Talvez seja esta a fonte primordial dessa incompreendida e abominável sede de vingança que se propaga à velocidade dalttz, ou talvez não tenha simplesmente nada a ver. Apenas sei que "a felicidade é o excesso na medida certa" e que se esse excesso for pouco, haverá excesso de ódio na medida errada e Íalvez seja isso que move a gueffa... Nunca irei perce-

salvará o mundo do ódio, da

ber!

que

todos os outros.

Eu posso bem apenas mais um

()

t-a

J

são memórias de bons tempos que ficam para

sempre.

Ama Bemtnfiz Anves, n0oü

J

de

maneira desajeitada, são pulsares.

importante na minha vida, porque ela e um capítulo do meu eu; desde pequena cantando e dançando à minha maneira, em casa dos meus avós, via crescer em mim, como é normal

Dói.

É música, e ar, são palavras que se atravessam

provocados por uma orquestra ou por um único músico. Dedico um capítulo à música porque esta sempre foi

o

ser? §§. " §

esta factualidade, nem agora nem nunca!

nossa volta e nos invadem até às profundidades do nosso ser.

isso era mais sábio

\1 '"' ''

O que vou eu ser? Nada, pois neúum artista consegue viver da música, mas tem necessidade de a sentir, de não se conformar com

Porque ser músico é assim, é ter uma vida atarefada e cheia de mágoas, mas que no fim valem pelos sorrisos, pelo prazer de sentir a própria música e pelos sentimentos parti.lhados entre aquela gargalhada de sinfonias que ecoam à

Eu sei que não

*

O que queria eu ser? O que quero

de um concerto de meia hora, mas que vale por uma vida.

e

ser ..*

Artista.

corações partidos, magoados, valem sempre a pena depois

Sou clarinetista

que quero

'grande'?r'

ser ser

humano, com pensamentos,

valores, ódios, amores e tudo o mais que o define, que um dia irá acabar por ser esquecido nas profundi-

dades

da terra. Posso

o a

morte, da destruição,

e4

homem do próprio homem,

que este será desvendado na proporção com

mas que apesar

admitirmos que, afinal, não sabemos quem somos, pois

F F{ ()

r-ê

d -)

da

Mas voltando ao tema incial e à tão desejada

violência, da tr aiçào, enfim,

resposta, e só para concluir, quiçá o grande mistério desta tão misteriosa questão seja que ela é um enigma e

alguém que salvará feitos acabará

o

desses

igualmente Inde-

por ser esquecido.

o grande problema da questão é que ela nunca

_

plenamente respondida.

ae

que será


P

ã I

r!

Ern muitas situaçôes, estes jogadores acabarn por gastar as suas economias em jogos, criando, para além do mais. problenras econórnicos tào graves que. posteriorI

t I !

I

Jorge [aLdoso, lloB

Na sociedade em que vivernos hoje, abafada e claramente dependente da tecnologia, onde luna falha de luz provoca o "caos" entre os jovens, um assunto muito problemático, entre outros, cotro drogas, é o dos vícios dosjogos eletrónicos. E diflcil determinar quando o primeiro jogo eletrónico Íbi inventado, mas, contudo, uma coisa é certa: desde a decada de 90 que uma evolução nos jogos se fez sentir acentuadamente e sornos, cada vez mais, de uma Íbn-na quase direta, colocados dentro do jogo, vivenciando cada segundo. Em Portugal são inúmeros os casos de jovens que, por diversos motivos, são levados ao vício do jogo eletrónico, Ílcando dia e norte jogando horas e horas seguidas, rnuitas vezes levando o corpo a limites extremos e acabando por passar por casos de desrdrataçào grave, problemas psicológicos e aban-

rnente. podenr causar depressões e até levar a ideias de suicídio. um pensalnento que se coloca corno hipótese para a resoluçào do sofrimento vivido. Conheço um caso destes: o de um jovem que entrou no lício do jogo devido a problemas conjugais dos pais. Acabou por se fechar dentro de si, nào socializava com os amigos, nào saía de casa, chegava rnesmo a dormir tarde e a programar o despertador para ir jogar. A rotina dele era Íicar a jogar todo dia e, mais grave, não se alimentava em condições.

Estes casos têm cura. Um dos principais responsáveis por um jovem entrar nesse vício dos jogos eletrónicos são os próprios pais. pois estes têm o papel de regular o telrpo que o filho passa na frente do computador e conhccer e acompanhar as atividades que este realiza. Quando alguem se apercebe que um jovem passa mais horas no cornplrtador do que seria necessário e desejável, deve-se procurar ajuda, através dos pais, da família.

a

ou até rresmo de amigos, ajuda de psicólogos e médicos. porque estar viciado nulr jogo tem clrra e quanto mais rapidamente se detetar o vício mais fáci1 será perdê-lo. Para concluir, na minha opiniào a escola tarnbém tem

problemas como a discriminação, problemas parentais, influência dc amigos, a procura insaciár,el de adrenalina, etc.

perceber o porquê de um jovem ter perdido o intercsse escolar pode prevenir problemas futuros na sua vida.

dono escolar. Os motivos que levanr os jovens a entrar neste

vício vào desde problemas sociais, como bullying,

?q

um papel imporlante neste domínio, e, muitas

vezes.


,[na Azevedo, l?9ano

Qual é o papel do mito, do sonho, da fábula, da lenda e da poesia na sociedade atual? Os mitos desempenham um papel cultural e tradicional, unindo-nos aos nossos antepassados.

Apesar de vivermos numa sociedade científ,rca

evoluída, continuamos a acreditar em

e

acontecimentos

transcendentes nos quais os nossos tetravós também

acreditaram. Ouvimos, desde pequenos, expressões como "Não passes debaixo das escadas para não parares de crescer" ou "Não andes de costas viradas, que estás a ensinar o caminho ao Diabo!". De facto, ainda

tam a nossa imaginação, permitem-nos fugir para um universo paralelo e abandonar, por instantes que seja, o quotidiano aborrecido, repleto de explicações científicas irrefutáveis. Afinal, o que seria de nós se nào sonhássemos um pouco? Vejarnos a lenda do mitico Ulisses que erplica a fundação lendária de Lisboa e, poúanto, de Portugal. Apesar de termos a plena consciência de que não passa

de um rnito, queremos acreditar nesta falsa verdade, para nos mantemos vivos, para termos algo com que

que nenhum estudo científico sustente estas

fossem verdades universais e incontestáveis. São valores que, passados de geração em geração, mantêm unidos décadas. senào seculos, de tradição. Quanto aos sonhos, às fábulas e às lendas, desper- afirmações, vamos acreditando nelas como se

ryq

adomar a realidade. Um mundo que não desperlasse a nossa curiosidade e imaginaçào não seria, por certo, um mundo

alegre. Um mundo sem crenças. sem fé, seria um mundo sem cor. Queremos viver num mundo onde reine a poesia, onde impere o mito ou "o nada que é tudo". Afinal todos sornos feitos de sonhos!


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Inaugurou-se a 17 de dezembro de 2015, no Parque Corgo, um mural em azulejo, resultado da I Edição do Concurso sobre a Biodiversidade de Vila Real. Promovida pela Câmara Municipal de Vila Real. Esta competição abordava o tema "Água Livre - como valorizamos os nossos ecossistemas ribeirinhos, a flora e a fauna!", e o júri escolheu por unanimidade o trabalho designado "Parede da Vida", elaborado pelos alunos do curso profissional Técnico de Vitrinismo, que utílizaram como pseudónimo "Os Vitrinistas de Gaia". E precisamente sob a âurea da deusa grega Gaia, a Mãe-Terra, que se concebe a ideia mestra da organização formal e estética do painel. Ela e a origem de todos os seres vivos, a flora e a fauna, e de todos os elementos essenciais à preservação dos ecossistemas. A relação latente entre o sagrado/intangível e a

condição terrena dos humanos introduz o tema central do painel - somos responsáveis pela preservação da nafixeza porque nela está mergulhada a nossa existência.

Graficamente o painel tem uma leitura horizontal (meditativa) e da esquerda para a direita (movimento aparente do sol e da lua no hemisfério norte do planeta Terra), por onde são distribuídas aleatoriamente, ao longo do rio, algumas espécies da fauna e da flora autóctones de Vila Real. A execução deste trabalho foi muito participada

por todos os elementos da comunidade escolar, assistentes operacionais pelo apoio à atividade, professores pela cedência do espaço da sala

os os de

expressões, a diretora do agrupamento pela aberlura e disponibilidade dos recursos e os alunos como primeiros responsáveis pelo sucesso do projeto. O Agrupamento está de parabéns!

Lef escrevet pintar "Amaior flor do mundo", obra de José Saramago,fazparte das leituras obrigatórias no lo ciclo. De indiscutível beleza, esta história torna-se, segundo testemunham os professores, de dificil compreensão por parte dos mais pequenos. Assim, uma das atividades desenvolvidas a propósito da sua leitura, na EB

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Abade de Mouçós, foi a criação de outras histórias, efabulações dos alunos, com o mesmo título. A maior flor do mundo tomou, então, outros rumos, ao sabor da imaginação de "Josés" e "Marias" com outros apelidos, com outros

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sonhos e vidas para viver e enriquecer de hislórias.

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Aqui fica'a maior flor do mundo' daBeaÍriz Santos, como exemplo.a


A

equipa PES (Promoção da Educação para

a

Saúde) vai

promover, no próximo dia 7 de abril, uma sessão de Dádiva de Sangue, numa perspetiva de Saúde, Solidariedade e Cidadania, A atividade conta com o apoio do "lnstituto Português do Sangue e da Transplantação, lP". Os objetivos da ação: .Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança{ovsn, numa perspetiva paÍa a cidadania. .lncentivar o envolvimento da família no processo educativo. .Estabelecer relaçÕes de efetiva colaboração com a comunidade.

.Moiivar os alunos para adoção de atitudes positivas responsáveis e de compromisso perante a Saúde, Solidariedade e Cidadania. Dar sangue é um ato voluntário e benévolo que repÍesenta a única Íorma de proporcionar aos que necessitam o conforto de saber que podem contar com a solidariedade de todos.

Para Ser Potencial Dador de Sangue: Precisa de ter:pelo menos 50kg; idade igual ou superbr

a 18 anos; ser

saudável.

Cuidados a ter na Dádiva de Sangue Antes: reforçar a hidratação com líquidos como água ou cfrá, no dia anterior e no próprio dia; evitar grandes períodos de exposição solal; tomar sempre o pequeno almoço; não fazer uma refeição abundante previamente à dádiva.

Após: continuar a hidratação; evitar grandes períodos de exposirpo solar; evitar o exercício físico no dia da dádiva. A equipe de Prünoção de

POG

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E

ft.rcaÉo

par-a a Saúde

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Revista "Porqu[L]ê", Nº1  

Revista do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus

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Revista do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus

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