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Nยบ5 | ABRIL |2019

?

os primeiros passos

de um novo rumo?


Não precisa de ter uma letra bonita para escrever!

Esta revista é um projeto criativo de escrita e imagem, que se destina a toda a comunidade escolar do agrupamento de escolas Morgado de Mateus (alunos, professores, assistentes técnicos, assistentes operacionais e encarregados de educação). A voz de cada um contribui para o todo que somos. Envie os seus artigos destinados ao nº 6 da revista para becre.esmm@gmail.com

Escreva! Leia! Divulgue!


Editorial

Carla Marina Teixeira,

Diretora do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus O perfil do aluno é “um quadro de referência que [pressupõe] a liberdade, a responsabilidade, a valorização do trabalho, a consciência de si próprio, a inserção familiar e comunitária e a participação na sociedade que nos rodeia”

O Decreto-Lei n.º 55/2018 preconiza: “Nesta incerteza quanto ao futuro, onde se vislumbra uma miríade de novas oportunidades para o desenvolvimento humano, é necessário desenvolver nos alunos competências que lhes permitam questionar os saberes estabelecidos, integrar conhecimentos emergentes, comunicar eficientemente e resolver problemas complexos.”

O Decreto-Lei n.º 54/2018 reforça a “opção por medidas de apoio à aprendizagem, organizadas em diferentes níveis de intervenção, de acordo com as respostas educativas necessárias para cada aluno adquirir uma base comum de competências, valorizando as suas potencialidades e interesses.”

No contexto em que a escola de hoje se insere, todas as

reforçamo-la com intercâmbios nacionais e internacionais.

atividades que este Agrupamento propõe e concretiza têm

Damos valor à alma e ao corpo dinamizando atividades

cada vez mais sentido. É necessário levar os alunos a outros

artísticas. Reforçamos a nossa veia solidária.

ambientes, é necessário o contacto com outros jovens, é necessário o contacto com pessoas idosas, é necessário refor-

A PORQU[L]Ê é uma amostra do que fazemos, como fazemos e porque fazemos.

çar o apoio solidário, é necessário ser humano. Trabalhamos as Línguas num contexto social. Vemos

É um orgulho “viver” neste Agrupamento!

a História como parte integrante do passado, do presente e

Não se pode falar de educação sem amor.

do futuro. Temos uma visão humanista do mundo e

(Paulo Freire) P03


Índice P05 | Personalidades | AIRES TORRES – o Homem, o Revolucionário, o Poeta P06 | Ensino/educação | Um tributo às Línguas | O Diretor de turma | Entrevista a Marina Teixeira | A Flexibilidade Curricular numa escola que também aprende! | Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos | A DIFÍCIL ARTE DE FAZER LEITORES | A importância do exemplo na aprendizagem

P19 | Clubes/Projetos/Atividades | Defender “os direitos das crianças”: um projeto do 10.ºB | Ouvimos com o Coração e escutamos os silêncios | A importância do aleitamento materno | Centro interpretativo do Jardim Botânico da UTAD | Hospital da Trofa - 2018 | Visita de Estudo as Pedras Salgadas, Vidago e Chaves | Partilha de experiências em turismo | A viagem: foi há quinhentos anos! | "Não dês pontos sem nós" | Ilustração | Projeto Arco-íris Europeu: um Guia de Educação para a Cidadania Europeia | 5 X ciência às 5 | BIOÉTICA: que limites de aplicação profissional para os avanços tecnológicos? | IV Exposição/Feira de Fósseis e Minerais | O projeto OSOS desafia o Eureka:Proteger as abelhas é preciso! | Olimpíadas portuguesas da matemática | Da Biblioteca Escolar, com amor | Visita de estudo ao museu do carro elétrico e ao mesue dos transportes e telecomunicações | No CERN da questão

P37| Opinião | A música e a comunicação de valores| La musique | La musique est très importante pour moi | La musique c’est la chose la plus importante pour moi |Poluição: o papel das escolas | Os media e a formação de opinião | Receita para ter sucesso | Dois séculos de transformações na comunicação | Expor ao país inteiro os seus sentimentos | A decisão é nossa | A Atualidade da Mensagem do Sermão do Padre António Vieira | Estou louco! | louCURA | Quem quer ser grande? | Razão e emoção: um equilíbrio necessário | A loucura inerente ao Homem | Alcoviteirices... | As farmacêuticas e o capitalismo na cura do cancro.

P50| Lugar à criatividade | POEMA SEM TÍTULO | NUNCA AMADO | QUERIDO DIÁRIO, | TEMPO | UMA

ENTREVISTA ESPECIAL - Levi Ackerman *

P54| Desporto | Clube de Desporto Escolar P56|Curiosidades | sabias que? | De que falamos quando dizemos... | Penso logo existo... | A NOSSA BELA LÍNGUA PORTUGUESA

Ficha técnica Diretora editorial: Maria Manuel Carvalhais Editoras: Manuela Leal e Maria Manuel Carvalhais Design: José Armando Ferreira

AGRUPAMENTO

DE ESCOLAS

MORGADO

DE MATEUS Vila Real

Publicação financiada:

Apoio


na origem do golpe que, no dia 28 de maio desse ano,

João Luís Sequeira Rodrigues

instaurou a Ditadura Militar em Portugal. Em fevereiro de 1927, na cidade do Porto, participou na malograda tentativa

O tenente José Augusto Aires Torres (1893 - 1979) foi

de deposição do regime ditatorial português, que o levou ao

uma notável personalidade transmontana-duriense que

exílio (em Espanha e França), à clandestinidade, à prisão e,

desenvolveu uma intensa e relevante atividade cívica em

posteriormente, a um ostracismo social e político que só

defesa da República e da Democracia, distinguindo-se

terminaria com a revolução de 25 de Abril de 1974.

também por uma invulgar e diversificada vocação artística,

Enquanto poeta, Aires Torres manifestou primeira-

que encontrou na expressão poética a forma mais conseguida

mente a influência que sobre ele exerceu o Movimento da

de manifestação. No plano da ação política, a análise do

Renascença Portuguesa, de Teixeira de Pascoais e Leonardo

percurso biográfico de Aires Torres torna-se particularmente

Coimbra, tendo iniciado a sua carreira literária na consagrada

interessante pela participação ativa que teve em alguns

revista A Águia, com a publicação, em fevereiro de 1923, do

acontecimentos significativos da história de Portugal da

poema “A Fogueira na Montanha”. Em 1925, ainda com a

primeira metade do século XX.

chancela da Renascença Portuguesa, publicou o seu primeiro

Aires Torres passou a sua infância entre Parada do

livro de poemas intitulado Inquietação.

Pinhão, no concelho de Sabrosa, onde residia a sua mãe, e

Vicissitudes políticas e pessoais levaram a que só

Vila Real, onde morava a família paterna. No ano de 1908

mais de vinte anos mais tarde, em 1946, Aires Torres viesse a

passou a frequentar o Colégio de Lamego, onde estudou até

editar o seu segundo livro que intitulou Anda às Voltas o

1911. Nesse ano matriculou-se na Escola de Arte de Repre-

Mundo. Neste livro, profundamente influenciado pela tragé-

sentar (atual Conservatório Nacional), concluindo, em 1914,

dia da II Guerra Mundial e pela opressão exercida pelo

a formação de ator com nota máxima, sendo nomeado para o

regime do Estado Novo, o autor expressava a sua visão do

quadro do Teatro Nacional.

Mundo e do Homem.

Em 1914, integrou as tropas

Existe

em

portuguesas

Parada do Pinhão uma

que, sob o comando

Casa-Museu dedicada à

do General

Pereira

vida e obra de Aires

d' Eça, combateu na

Torres. Para além de ter

guerra colonial, em

como objetivo primordial

Angola. Regressou a

resgatar do esquecimento

Portugal

1915,

público a figura de um

retomando a carreira de

notável poeta e cidadão,

ator. Em 1917, foi mobi-

a Casa Aires Torres

lizado para o Corpo

pretende ser também

Expedicionário Português

um

e,

preservação e divul-

no

em

âmbito

deste

pólo

exército, combateu na I

gação

Guerra

produção

Mundial,

na

de

da

sua literária,

Flandres. Em 1919, voltou

procurando

novamente para Portugal,

forma

tendo optado por seguir a

para a valorização e

carreira militar. Os anos

estudo da obra de

seguintes foram marcados

um

pela intervenção cívica e o início da atividade literária. Em 1926, acompanhou e opôs-se às movimentações militares que estiveram

Personalidades

AIRES TORRES – o Homem, o Revolucionário, o Poeta

desta contribuir

artista

que,

como outros, não teve, no seu tempo e no nosso, o reconhecimento que merece. P05


Ensino/Educação

Um tributo às Línguas 2019 é o Ano Internacional das Línguas Indígenas. Aqui prestamos o nosso tributo à celebração, divulgando-a nas várias línguas estudadas nas nossas escolas.

The role of the language It is through language that we communicate with the world, define our identity, express our history and culture, learn, defend our human rights and participate in all aspects of society, to name but a few. Through language, people preserve their community’s history, customs and traditions, memory, unique modes of thinking, meaning and expression. They also use it to construct their future. Language is pivotal in the areas of human rights protection, good governance, peace building, reconciliation, and sustainable development. A person’s right to use his or her chosen language is a prerequisite for freedom of thought, opinion and expression, access to education and information, employment, building inclusive societies, and other values enshrined in the Universal Declaration of Human Rights. Many of us take it for granted that we can conduct P06

our lives in our home languages without any constraints or prejudice. But this is not the case for everyone. Of the almost 7,000 existing languages, the majority have been created and are spoken by indigenous peoples who represent the greater part of the world’s cultural diversity. Yet many of these languages are disappearing at an alarming rate, as the communities speaking them are confronted with assimilation, enforced relocation, educational disadvantage, poverty, illiteracy, migration and other forms of discrimination and human rights violations. Given the complex systems of knowledge and culture developed and accumulated by these local languages over thousands of year, their disappearance would amount to losing a kind of cultural treasure. It would deprive us of the rich diversity they add to our world and the ecological, economic and sociocultural contribution they make. More importantly, their loss would have a huge negative impact on the indigenous cultures concerned. It is for this reason and others that the United Nations chose to dedicate a whole year to indigenous languages, to encourage urgent action to preserve, revitalize and promote them. 2019 International Indigenous Languages. (2018) “The Role of the Language” Disponível em https://en.iyil2019.org/year-indigenous-language-2019/roleof-language/. Consultado em 23 de outubro de 2018.


P06

O Papel da Língua (Texto traduzido do Inglês pelos alunos dos 11.ºA e B) É através da língua que nós comunicamos com o mundo, definimos a nossa identidade, expressamos a nossa história e cultura, aprendemos, defendemos os nossos direitos e participamos em todos os aspetos da sociedade, sendo estes apenas alguns exemplos. Através desta, as pessoas preservam a história das suas comunidades, costumes e tradições, memórias, pensamentos únicos e modos de expressão. A comunidade também utiliza a língua para construir o seu futuro. A língua é fundamental na proteção dos direitos humanos, numa boa governação, na construção da paz, na reconciliação e no desenvolvimento sustentável. O direito de escolher a própria língua é um pré-requisito para a liberdade de pensamento, de opinião e de expressão, aceder à educação e informação, empregar-se, construir sociedades inclusivas e outros valores importantes consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Muitos de nós têm como assegurado poder conduzir as nossas vidas usando a nossa língua materna sem qualquer P07 restrição ou preconceito, mas não é garantia para todos os povos. Das quase 7000 línguas existentes, a maioria foi criada e é falada por indígenas que representam a maior

parte da diversidade cultural mundial. Porém, muitas destas línguas estão a desaparecer a um ritmo alarmante, uma vez que as comunidades que as falam são confrontadas com assimilação, recolocação forçada, desvantagens educacionais, pobreza, iliteracia, migração, e outras formas de descriminação e violação dos direitos humanos. Dado o sistema complexo do conhecimento e cultura desenvolvido e acumulado por estas línguas locais durante milhares de anos, o seu desaparecimento significaria perder um tipo de tesouro cultural. Iria privar-nos de uma diversidade cultural rica que estas línguas locais adicionam ao nosso mundo, dando o seu contributo na área da ecologia, da economia da cultura. Mais importante de tudo, a perda destas línguas locais iria ter um enorme impacto negativo nas culturas indígenas em questão. É por estas e por outras razões que as Nações Unidas decidiram dedicar um ano inteiro às línguas indígenas, a fim de encorajar uma ação urgente para as preservar, revitalizar e promover. Texto original: 2019 International Indigenous Languages. (2018) “The Role of the Language” Disponível em https://en.iyil2019.org/yearindigenous-language-2019/role-of-language/. Consultado em 23 de outubro de 2018. Link images:https://en.iyil2019.org/all-resources/iyil2019-infographics/

P07


Ensino/Educação

Um tributo às Línguas Le rôle de la langue (Texto traduzido do português pelos alunos do 9.ºE) C’est par le langage que nous communiquons avec le monde, que nous définissons notre identité, que nous exprimons notre histoire et notre culture, que nous apprenons et défendons nos droits de l’homme et que nous participons à tous les aspects de la société, entre autres exemples. Grâce à la langue, les peuples peuvent préserver l’histoire de leurs communautés, leurs coutumes et traditions, leurs souvenirs, leurs pensées et modes d’expression uniques. La communauté utilise également la langue pour construire son avenir. La langue est fondamentale pour la protection des droits de l’homme, pour la bonne gouvernance des pays, pour la construction de la paix et pour la réconciliation et le développement durable. Le droit de choisir sa propre langue est une condition sine qua non pour la liberté d’expression, d’opinion et de la pensée. La langue nous permet l’accès à l’éducation et à l’information, la construction de sociétés inclusives et d’autres valeurs importantes consacrées dans la déclaration universelle des Droits de l’homme P08

Beaucoup d'entre nous sont certains d’être capables de conduire nos vies à l’aide de notre langue maternelle sans restriction ni préjugés, mais cela n’est pas garanti à tous les peuples. De presque 7000 langues existantes, la plupart ont été créées et parlées par les indigènes qui représentent la majorité de la diversité culturelle du monde. Cependant, beaucoup de ces langues disparaissent à un rythme alarmant, étant donné que les communautés qui les parlent sont confrontées à l’assimilation forcé, la relocalisation, à la pauvreté, à l’analphabétisme, à la migration et à d’autres formes de discrimination et de violation des droits de l’homme. Compte tenu le complexe système de connaissances et de culture développées et accumulées par ces langues locales pendant des milliers d’années, leur disparition signifierait perdre une sorte de trésor culturel. Ce serait nous priver d’une riche diversité culturelle que ces langues locales ajoutent à notre monde en donnant leur contribution dans le domaine de l’écologie, l’économie et de la culture. Plus important encore, la perte de ces langues locales aurait un impact négatif énorme sur les cultures autochtones en question. C’est pour ces raisons et bien d’autres que les Nations Unies ont décidé de consacrer une année entière aux langues autochtones afin d’encourager les mesures d’urgence pour les préserver, revitaliser et promouvoir.


ÉDie Rolle der Sprache (Texto traduzido do português por alunos do 11.ºC) Durch die Sprache kommunizieren wir mit der Welt, definieren unsere Identität, drücken unsere Geschichte und Kultur aus, lernen wir, verteidigen wir unsere Menschenrechte und beteiligen uns an allen Aspekten der Gesellschaft. Diese sind nur einige Beispiele. Durch sie bewahren die Menschen die Geschichte ihrer Gemeinschaften, Bräuche und Traditionen, P09 Erinnerungen , einzigartige Gedanken und Ausdruckartes. Die Gemeinschaft verwendet auch die Sprache , um ihre Zukunft aufzubauen. Die Sprache ist entscheidend in gönnerschaft der Menschenrechte, eine gute staatsführung Friedensförderung, Versöhnung und dauerhafte entwicklung. Das Recht, die eigene Sprache zu wählen, ist eine Voraussetzung für die Gedanken-, Meinungs- und Meinungsfreiheit, den Zugang zu Bildung und Information, Beschäftigung, den Aufbau integrativer Gesellschaften und andere wichtige Werte, die in der Allgemeinen Erklärung der Menschenrechte verankert sind . Viele von uns haben sich sichergestellt in der Lage zu sein, unser Leben ohne Einschränkungen und Vorurteile in

unserer Muttersprache zu führen , aber es ist keine Garantie für alle Völker. Von den fast 7.000 existierenden Sprachen wurden, die meisten und von einheimisch Leuten erstellt und besprochen , die für die Mehrheit der kulturellen Vielfalt der Welt Berücksichtigen. Viele dieser Sprachen verschwinden jedoch mit einer alarmierenden Geschwindigkeit, da die Gemeinden, die sie sprechen, mit Assimilation, erzwungener Umsiedlung, Bildungsnachteilen, Armut, Analphabetismus, Migration und anderen Formen der Diskriminierung und Verletzung der Menschenrechte konfrontiert sind. Angesichts der komplexe System von Wissen und Kultur die von diesen lokalen Sprachen für tausend Jahre entwickelt und gesammelt wurde, würde ihr Verschwinden eine Art Kulturschatz verlust bedeuten. Es würde uns einer kulturellen Vielfalt berauben Diese Landessprachen bereichern unsere Welt, indem sie ihren Beitrag in den Ökologie, Wirtschaft und Kultur Bereichen leisten. Am wichtigsten ist, dass Verlust Landessprachen einen Stark negativen beeinflusst Kulturen stark negativ beeinflusst. Es ist für diese und aus anderen Gründen das in indigenen kulturen bringen würde Die Vereinten Nationen beschlossen haben, den indigenen Sprachen ein ganzes Jahr zu widmen , um dringende Maßnahmen zur Erhaltung, Wiederbelebung und Förderung zu äußern . P09


Ensino/Educação

El papel de la lengua

pueblos.

(Texto traduzido do português pelos alunos dos 9.º B e C)

sido creada y es hablada por indígenas que representan la

De las casi 7000 lenguas que existen, la mayoría ha mayor parte de la diversidad cultural mundial.

Es a través de la lengua que nos comunicamos con el

desapareciendo muy rápidamente, una vez que las comu-

historia y cultura, adquirimos, defendemos nuestros

nidades que las hablan se ven enfrentadas con la asimi-

derechos humanos y participamos en todos los aspectos

lación, el reemplazo forzado, las desventajas educacion-

de la sociedad, siendo estos solamente algunos ejemplos.

ales, la pobreza, el analfabetismo, la migración, y otras

Con ella, las personas preservan la historia de sus

formas de discriminación y violación de los derechos

comunidades, costumbres y tradiciones, memorias, pensamientos únicos y formas de expresión. La comuni-

humanos. Una vez que el complejo sistema del conocimiento y

dad también utiliza la lengua para construir su futuro. La

cultura desarrollado y acumulado por estas lenguas

lengua es esencial en la protección de los derechos

locales durante miles de años, su desaparición significaría

humanos, en una buena gobernación, en la construcción

perder un tesoro cultural. Nos dejaría sin una diversidad

de la paz, en la reconciliación y en el desarrollo sostenible.

cultural muy rica que estas lenguas locales añaden a nues-

El derecho de elegir la propia lengua es un requisito

tro mundo, dando su contribución en el área de la

previo para que la libertad de pensamiento, de opinión y

ecología, de la economía y de la cultura.

de expresión pueda acceder a la educación e información,

Más importante que todo es que la pérdida de estas

utilizarse, construir sociedades inclusivas y otros valores

lenguas locales tendría un gran impacto negativo en las

importantes que están en la Declaración Universal de los

culturas indígenas en cuestión.

Derechos Humanos.

P10

Sin embargo, muchas de estas lenguas están

mundo, definimos nuestra identidad, expresamos nuestra

Es por estas y por otras razones que las Naciones

Muchos de nosotros creen que pueden conducir sus

Unidas han decidido dedicar todo un año a las lenguas

vidas utilizando la lengua materna sin cualquier restric-

indígenas, a fin de fomentar una acción urgente para

ción o prejuicio, pero esto no está seguro para todos los

preservarlas, revitalizarlas y promoverlas.


O Diretor de turma Emília Raposo O maior desafio da escola de hoje talvez seja o de conduzir os alunos para que estes desenvolvam a sua autonomia e participem responsável e ativamente na vida quotidiana da escola, e no dia a dia em sociedade, e a direção de turma é o meio com mais potencial para a prossecução dessa transformação, isto porque o Diretor de Turma é aquele que, sendo apenas um por turma, desempenha uma multiplicidade de papéis. O DT é, na escola, “o elemento formalmente individualizador e integrador da educação” (Coutinho, 1994). É ele que traça o perfil dos alunos, quando estes lhes “chegam às mãos”; coordena, em conjunto com os outros professores da turma, a elaboração e a execução do Projeto Curricular de Turma e acolhe nesse mesmo projeto as expectativas dos pais/encarregados de educação e discentes; informa e responsabiliza-os pelo cumprimento do Regulamento Interno da escola; dá a conhecer as informações encaminhadas pelo órgão de gestão; acompanha os estudantes nas atividades realizadas dentro e fora da escola; coordena as reuniões do Conselho de Turma, organiza, preenche, encaminha e arquiva toda a documentação; controla a assiduidade; sensibiliza os alunos para o estudo e contacta os pais/encarregados de educação no horário de atendimento (ou outro), presencialmente, através da caderneta escolar, por telefone, correio eletrónico sempre que é necessário, assim como incentiva o sucesso e a permanência dos alunos na escola. É sabido que o Diretor de Turma é um docente escolhido pelo Diretor do estabelecimento de ensino, de entre os vários professores que lecionam numa turma e os critérios para a sua escolha, são abrangentes, pouco claros e por vezes, confundem-se com as características próprias para o desem-

penho docente. A escola não estaria convenientemente organizada sem o exercício do Diretor de Turma, pois o resultado do seu desempenho está refletido no quotidiano escolar. Porém, a colaboração dos Encarregados de Educação na supervisão do trabalho dos seus educandos fora da sala de aula é um trabalho indispensável e indissociável para a prossecução e obtenção de resultados positivos. A autora Armanda Zenhas (2006) defende que “o DT ocupa uma posição importante na gestão intermédia da escola”. De acordo com a autora, a atividade que o docente exerce, enquanto Diretor de Turma, parece ser de elevada importância, uma vez que ele é um forte apoio na mediação de conflitos, quer quando surgem do exterior para o interior da escola, quer quando surgem no próprio espaço escolar, cabendo-lhe a ação entre a comunidade educativa e o meio envolvente, uma vez que “o estabelecimento de ensino emerge como uma construção social cuja configuração e funcionamento têm como elementos decisivos a ação e interação dos diferentes atores sociais em presença” (Canário 2005). A ação do DT abrange ainda outras áreas. Ele pode exercer alguma influência ao nível do aconselhamento, apoio e orientação pessoal, ao nível do acompanhamento académico, assumindo, o papel de agente estimulador e também de agente socializador, algo que desenvolve através da sua atuação direta, mediante os comportamentos e posturas que assume e desencadeia. O desempenho de exigentes tarefas e o esforço em contribuir para a melhoria e sucesso educativo dos alunos, algo considerado importante para a organização escolar, não serão mais do que suficientes para dignificar e reconhecer formalmente, a figura do Diretor de Turma, em vez de se insistir na criação de novos e dispendiosos meios, de discutível eficácia?! Um diretor de turma encontra-se “obrigado” a realizar um conjunto de tarefas, muitas vezes, sem ter a preparação necessária, pois estas baseiam-se, maioritariamente na sua prática e nas suas capacidades inatas, pois a formação nesta área é escassa e até inexistente. Portanto, se existe algum sucesso no desempenho de funções desta personagem, que desde 1968 habita na organização escolar, este assenta substancialmente ao nível do seu desempenho funcional, conseguido através da competência humana e profissional, demonstradas no exercício da sua atividade. Bibliografia: CANÁRIO, Rui., 2005. O que é a Escola? – Um “olhar” sociológico. Porto: Porto Editora. COUTINHO, M. S., 1994. Rumos - O papel do Director de Turma na Escola Actual. Estabelecimento de ensino no contexto local. Porto: Porto Editora. ZENHAS, A., 2006. O Papel do Director de Turma na Colaboração Escola - Família. Porto: Porto Editora. Link imagem: https://www.freepik.com/premium-photo/businesswoman-sittingdesk-with-papers-phone_1823722.htm

P11


Ensino/Educação

Entrevista a Marina Teixeira Diretora Diretora do do Agrupamento Agrupamento de de Escolas Escolas Morgado Morgado Mateus Mateus (AEMM) (AEMM)

Como se gere, hoje, um agrupamento de escolas? Que desafios e que capacidades são exigidas e que recompensas se retiram de um tão sério compromisso? Marina Teixeira, atualmente a cumprir um segundo mandato à frente dos destinos deste Agrupamento, respondeu a algumas questões que nos revelam a pessoa por trás do cargo. Força interior, capacidade de se constituir guia, de ouvir, de orientar, são, nas suas palavras, características essenciais exigidas a quem dirige. Continuar a promover uma escola para todos, o objetivo a seguir. O que a conduziu a candidatar-se ao cargo de Diretora do Agrupamento? Surgiu a oportunidade de apresentar a candidatura a Diretora do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus e eu não deixei fugir essa oportunidade. Há momentos na vida em que surgem situações que P12

põem à prova a nossa coragem, esse foi o meu momento. Não o fiz de ânimo leve. Pensei muito. Sabia que seria uma tarefa hercúlea, não por exigir força física mas por convocar uma grande força interior. Porém, a vontade de ver crescer este Agrupamento, que na altura tinha um ano de existência, foi mais forte e decidi propor-me a ajudar nesse crescimento. A Marina Teixeira é uma das quatro mulheres que


dirigem, atualmente, as escolas e agrupamentos da cidade de Vila Real. Considera que as mulheres são melhores gestoras escolares? O caso de Vila Real é uma das poucas exceções, grande parte dos Diretores são homens. Ser líder implica ter competências, algumas delas, naturalmente femininas. As mulheres, geralmente, têm mais facilidade em trabalhar em grupo, tomam decisões com sentimentos e consideram o contexto na decisão. Mas, ser ou não bom líder está na vontade de cada um de ser guia e não chefe, de ouvir em vez de falar, de orientar em vez de mandar, de confiar em vez de fiscalizar, de dizer “nós” em vez de “eu” e, nesse caso, ser Homem ou Mulher não é relevante. Quais os maiores desafios que, no momento, este Agrupamento enfrenta? São questões gerais da educação ou têm que ver com a realidade específica do AEMM? Os desafios que o nosso Agrupamento enfrenta são comuns a grande parte dos agrupamentos do país e prendem-se com a apropriação da “avalanche” de normativos que surgiram no final do ano letivo anterior; com a aplicação de novas tecnologias quando o parque informático se encontra obsoleto; com a lecionação de aulas mais práticas e experimentais quando as salas específicas, quando existem, se encontram desatualizadas, com necessidades de novos materiais duradouros e de desgaste num valor impossível de comportar com o orçamento que o Agrupamento possui. No entanto, congratulo-me com a postura da maioria dos docentes que, face às adversidades, “arregaçaram as mangas” e se lançaram no desconhecido em prol de uma educação/ensino que responda às verdadeiras necessidades dos alunos. Eu sei que não está a ser fácil e, por isso, aproveito para lhes agradecer todo o empenho demonstrado. As dificuldades são, naturalmente, muitas. É capaz de eleger as três principais? A primeira e maior dificuldade é gerir dois estabelecimentos de ensino com cerca de 30 anos de existência, sem meios financeiros para melhorar as condições de trabalho a alunos, docentes e não docentes. Os estabelecimentos de ensino da Educação pré-escolar e do Primeiro Ciclo são geridos, no que diz respeito às instalações, pelo Município de Vila Real, pela Vereação da Educação que está sempre pronta a apoiar as escolas nos arranjos que permitem melhorar as condições dos nossos alunos. O Município tem também apoiado em outras questões que, apesar de não serem do seu pelouro são imprescindíveis

para o bem-estar dos alunos, nomeadamente, e mais recentemente, na melhoria das condições dos balneários, uma reivindicação dos alunos já há algum tempo, que a Vereação da Educação nos ajudou a resolver. Estamos agora à espera do apoio, já prometido, do Ministério da Educação no que se refere a alterações vitais para a prática da atividade física nas escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral e Morgado de Mateus. Outra dificuldade é a falta de Assistentes Operacionais que, por vezes, impede o normal funcionamento dos serviços. Apesar disso, o brio profissional e o enorme esforço do pessoal não docente deste Agrupamento tem permitido que todos os alunos estejam sempre em segurança dentro do espaço escolar. Por fim, é a dificuldade inerente à gestão de cerca de 60 Assistentes Técnicos e Operacionais, 314 docentes, 1950 alunos e 9 estabelecimentos de ensino. Um grande barco que tem que ser manobrado com perícia e sensibilidade, mas sempre com alegria e amor Objetivos para o futuro? Continuar a promover uma escola para todos. Acredito que os novos normativos trouxeram ferramentas que vão permitir responder com mais rapidez, qualidade e ponderação aos problemas que são colocados diariamente na educação. No entanto é preciso experimentar, errar, levantar, continuar, reconstruir e estes verbos são fáceis de dizer, mas muto difíceis de operacionalizar. Espero um futuro onde todos (alunos, docentes e não docentes) se revejam nestes verbos, os utilizem muitas vezes e consigam construir um caminho onde todos possam ser felizes Para fechar com otimismo, o que considera mais gratificante no seu trabalho? O mais gratificante… É ver crescer os jovens que passam pelo Agrupamento. É conhecê-los no Jardim de Infância, vê-los chegar ao Ensino Básico, saber que chegarão ao Ensino Secundário, porque estamos aqui para os ajudar a caminhar. Custa um bocadinho vê-los sair no Ensino Secundário, mas é uma mistura de emoções de orgulho e perda. É conhecer seres humanos fantásticos que sorriem mesmo quando estão tristes, que lutam pela educação mesmo quando a comunicação social faz um esforço para passar a imagem contrária, que para cada problema encontram uma solução, que estão sempre disponíveis para aqueles que mais importam, os alunos. Obrigada. P13


Ensino/Educação

la rricu r num a Cu P14

lexibilida d e AF

q u a e ta l o c m es

prende! a m é b


Ricardo Montes

(Coordenador da Flexibilidade Curricular do A E M M ) O presente ano letivo reveste-se de mudanças profundas em termos de paradigma pedagógico, onde expressões como “Flexibilidade Curricular”, “Aprendizagens Essenciais”, “Perfil do Aluno”, “Autonomia” e “Educação Inclusiva” ocupam o nosso quotidiano escolar. Um quotidiano que pode e deve ser desafiante nas práticas letivas, nas ferramentas pedagógicas utilizadas e no envolvimento dos alunos nas suas aprendizagens. A “Flexibilidade Curricular” é um desafio para as escolas, para os professores, para os encarregados de educação e, porque não escrevê-lo, para os alunos. Muitos abraçaram o desafio, outros veem-no com desconfiança (talvez com receio de que um novo ciclo político o substitua ou elimine) e alguns tentam ignorá-lo. Todos terão as suas razões, mas decerto conseguirão constatar virtudes e defeitos num modelo que queremos não ser “mais um”. É inevitavelmente um modelo que se encontra em implementação, e para que tenha sucesso é essencial que suceda aquilo que Benjamin Franklin dizia “Tell me and I forget, teach me and I may remember, involve me and I learn”. E se esta afirmação é verdadeira para os alunos, também o será para todos aqueles que de uma forma direta ou indireta estão envolvidos na sua formação. Será menos fácil envolver os alunos no seu processo de aprendizagem, se os seus principais promotores (professores e encarregados de educação) também não forem envolvidos nas dinâmicas da mudança. E é exatamente este envolvimento necessário que permitirá atenuar receios, principalmente ao nível do ensino secundário e do

ingresso no ensino superior. As mudanças podem e devem ser valorizadas, mas uma verdadeira mudança só ocorrerá quando os eventuais constrangimentos puderem ser entendidos e trabalhados para o desenvolvimento de oportunidades. Sabíamos desta mudança, e preparámo-nos para ela. A preparação possível, tendo em conta que estamos perante um cenário de mudança em construção, e não de um processo consolidado. Deste modo, organizámos as VIII Jornadas Pedagógicas do Agrupamento com o tema “Aprender em Comunidade – Flexibilidade e Autonomia, um compromisso para o futuro”, onde vários professores tiveram oportunidade de partilhar apreensões, de recolher contributos e de cooperar na (re)descoberta de práticas e instrumentos pedagógicos inovadores. O tema das jornadas refletiu, assim, aquilo que o nosso Agrupamento pretende e entende como estratégia fundamental de sucesso: trabalhar de forma séria, construtiva e criativa em novos compromissos pedagógicos, num plano de respostas diversificadas, dirigidas às diferenças de aprendizagem e padrões de desempenho dos nossos alunos. No nosso Agrupamento de Escolas, a “Flexibilidade Curricular” entrou no seu primeiro ano de implementação, e apenas nos 1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade. Em setembro, a apreensão era um facto e as dúvidas muitas. Entretanto passaram 6 meses… A apreensão passou? As dúvidas desapareceram? Não. De todo. Mas o bom dos desafios, não reside em encontrar culpados, mas sim em pensar e desenvolver soluções. Foi isso que fizemos. E, não obstante apenas alguns professores e alunos estarem envolvidos na mudança, muito trabalho tem sido desenvolvido no sentido de alterar práticas, tendencialmente mais cooperativas, experimentais e participativas, sempre no sentido de melhorar a qualidade das aprendizagens dos nossos alunos. Estamos a ter sucesso? Ainda é demasiado cedo para o afirmar. Este é um ano que podemos classificar de “afinação”, mas os próximos não o serão menos, até porque tudo é dinâmico, e a escola também aprende. Estamos, assim, perante os primeiros passos de um novo rumo para a escola pública, para o nosso Agrupamento de Escolas, para os alunos, para os professores e para os encarregados de educação. Na convicção de que não existem mudanças perfeitas, mas sim mudanças melhores, quero acreditar que a “Flexibilidade Curricular”, sustentada em motivação, formação e ação, e devidamente alicerçada em boas condições de trabalho, poderá constituir uma mudança melhor. Link da ilustração: https://leewoof.files.wordpress.com/2013/02/tree_of_life.jpg

P15


Ensino/Educação Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos

Anabela Videira e Anabela Coelho A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2019 como sendo o Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos, uma vez que faz 150 anos desde a primeira tabela de Dmitry Mendeleev (1834-1907), publicada em 1869. Independentemente do maior ou menor grau de conhecimentos que se possa ter de Química, com certeza que a grande maioria das pessoas já ouviu falar da Tabela Periódica. A finalidade fundamental de criar uma tabela foi facilitar a classificação, a organização e o agrupamento dos elementos químicos conforme as suas propriedades. A Tabela Periódica atualmente adotada no mundo inteiro segue padrões estabelecidos pela IUPAC (sigla em inglês da União Internacional de Química Pura e Aplicada), mas a sua elaboração envolveu o trabalho de vários estudiosos ao longo de muitos anos. O grupo de Física e Química do Departamento de Ciências Experimentais tem previstas, no seu plano anual de P16

atividades, a organização e a participação em algumas iniciativas para comemorar esta efeméride. Destaque para a palestra que marcou o arranque dessas comemorações no nosso Agrupamento, intitulada “2019 - Ano internacional da Tabela Periódica dos Elementos”, proferida pelo Professor Doutor João Carlos Claro, professor e investigador do departamento de Química da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que decorreu no dia 23 de janeiro, incluída no ciclo de palestras ‘5x Ciência às 5’. Também destacamos a participação de três turmas de 9.ºano do nosso Agrupamento na criação de uma Tabela Periódica Humana, atividade esta organizada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e que envolveu todas as escolas secundárias de Vila Real. A notícia deste evento pode ser consultada aqui: https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2019-01-29-Estudantes-deVila-Real-criam-tabela-periodica-humana . Ao longo do ano letivo surgirão mais atividades. Link da imagem: https://www.todamateria.com.br/tabela-periodica.pdf


Sofia Doutel Todos os pais e educadores gostariam de ter uma receita mágica para motivar as crianças e jovens para a leitura. Tratando-se de um processo complexo e a longo prazo, e tendo em conta a panóplia de estímulos audiovisuais e recursos tecnológicos, nem sempre é uma tarefa de fácil concretização. Para sermos bem-sucedidos temos de ter paciência e persistência, dar o exemplo e proporcionar momentos de cumplicidade, tornando o livro num objeto do dia a dia, interessante e atrativo. A motivação para a leitura faz-se motivando, e esta deverá começar logo na primeira infância, com os pais: se conseguirmos transmitir aos nossos filhos a nossa paixão pelos livros, estaremos a deixar-lhes como herança um universo infinito de sensações e conhecimentos, abrindolhes as portas para um futuro mais rico, autónomo e pleno de oportunidades. Assim, destaco quatro passos a ter em conta: 1.º, amar os livros e a leitura; 2.º, dar o exemplo; 3.º, escolher o livro adequado ao perfil de cada um (considerando o estádio de desenvolvimento de leitura, bem como a motivação intrínseca); e 4.º, dar largas à imaginação.

Os resultados não são imediatos e não há garantias de sucesso, no entanto convém investir na motivação para a leitura, considerando sempre que esta não deve ser imposta, isto é, o gosto pela leitura não se impõe, cativa-se através da curiosidade e do estímulo por uma história, um autor, um título. Às nossas crianças e jovens, nativos digitais, coloca-se uma questão: por que razão escolher a leitura, que é uma atividade solitária e que requer a descodificação de um código escrito, quando podem estar conectados com os seus pares e com o mundo num rápido clique? Pois bem, a leitura é uma janela para o mundo e há cem motivos que nos impulsionam a ler: para compreender o que nos rodeia e também para melhor nos compreendermos; para sabermos, sem intermediários, o que sucede à nossa volta (desde o significado de um rótulo de um produto de supermercado ao conteúdo de uma notícia de jornal); para obter informação sobre temas de interesse e que nos despertam a curiosidade; para interagirmos melhor na nossa cultura e nas outras que nos acolhem; para estarmos mais recetivos à diferença e à mudança; para desenvolver o espírito crítico, pedra basilar na formação de cidadãos autónomos, responsáveis e participativos numa sociedade de direito; para quebrar a solidão; para partilhar ideias e experiências; e tantos outros. Cada leitor tem diferentes razões para ler, até o mesmo leitor tem motivações diferentes em cada novo título que começa e todos são válidos e perfeitamente aceitáveis. O importante é encontrar o mais adequado às necessidades do momento. Fica aqui o convite: vamos ler com as nossas crianças e jovens! Vamos partilhar leituras de que gostamos, trocar opiniões e falar sobre os livros por eles escolhidos. Compete a cada um de nós provocar o encontro com os livros, tornando o hábito de leitura um diálogo constante. O resultado final será ler mais e melhor, tornando a janela para o mundo cada vez maior.

A DIFÍCIL ARTE DE FAZER LEITORES

hLink da imagem: ttp://rockingham.wa.gov.au/Facilities/Library/Libraryservices/Library-services-for-children-and-young-adults

P17


Ensino/Educação Magda Moreira Fraga, 11.ºA Todos sabemos que os filhos não nascem com manual de instruções e para alguns pais torna-se difícil transmitir-lhes uma boa educação. Falemos então das crianças, pequenos seres que são facilmente influenciados e tomam como referência e exemplo as ações das pessoas que os rodeiam, principalmente aqueles que lhes são próximos. Vários estudos já provaram que um filho de pais presentes e educados será um filho educado e um futuro educador, enquanto um filho que presencia, por exemplo, agressões por parte do pai para com a mãe ou os irmãos, será um filho amedrontado e um futuro agressor. Assim, vemos que, infelizmente, nem sempre os pais são uma boa influência para os filhos. Segundo um estudo feito em seis cidades europeias, uma delas Coimbra, os filhos de pais fumadores têm uma maior suscetibilidade ou risco de virem a fumar, independentemente da classe socioeconómica a que pertencem. Mas a educação não está só em casa, está, também, nas escolas e isto significa que está diretamente ligada a todas as pessoas do recinto escolar, quer sejam alunos, professores ou, até, assistentes operacionais. O estudante passa seis ou mais horas por dia, cinco dias por semana, na presença de um professor, isto significa que este último tem oportunidade de servir como modelo para os jovens e crianças. A meu ver, o exemplo é um dos fatores mais importantes na aprendizagem. Como diz o filósofo Mário Cortella, “um bom exemplo é a melhor forma de educar”. Link imagem: https://thecoverage.my/parenting/tips/find-out-how-you-canhelp-your-children-to-handle-disagreements/

P18

A importância do exemplo na aprendizagem


Projetos | Atividades Defender “os direitos das crianças”: um projeto do 10.ºB

Alunos do 10.ºB No âmbito da implementação do Projeto Interdisciplinar de turma, o 10.ºB promoveu, no dia 12 de dezembro, um encontro sobre os Direitos das Crianças, que

introduziram os temas, lançaram questões, apresentaram

decorreu no Auditório da Escola Secundária Morgado de

os convidados, anunciaram os alunos palestrantes…

Mateus, entre as 10h15 e as 11h30. Para este evento,

Quanto aos nossos jovens oradores, abordaram de forma

foram convidadas duas turmas de 5º ano (C e E) e os seus

rigorosa e brilhante vários problemas e desrespeitos que

professores, a nossa Psicóloga, Sónia Pereira, e a Diretora

se colocam, ainda hoje, a tantas crianças por este mundo

do AEMM, Marina Teixeira.

fora (e, por vezes, bem perto de nós!). Conseguiram infor-

Quando a professora de Português lançou o

mar, comover, abrir as portas para o debate, mostrar o

desafio, houve reações e emoções contraditórias. Se, por

quanto se consideram jovens com sorte por sentirem que

um lado, a consciência de que a exposição pública exige

os seus direitos são respeitados.

um trabalho sério e rigoroso suscitou algum receio, por

Feito o balanço, consideramos que esta atividade

outro lado, borbulhava o entusiasmo em torno da ideia

envolveu muito trabalho de bastidores, muita pesquisa,

da partilha de conhecimentos e experiências com alunos

muita organização e, no dia, muito nervoso miudinho…

mais novos, o que para nós fazia muito sentido já que se

Mas tudo correu pelo melhor, pois, apesar da seriedade

ia falar dos “Direitos das Crianças”.

do tema, explorou-se a comoção provocada por algumas

As tarefas foram planificadas e distribuídas; os

imagens e intervenções, privilegiou-se a interação entre

apresentadores e os oradores escolhidos; os convites

todos, valorizou-se a empatia e a boa disposição. E não

redigidos e enviados; os trabalhos de pesquisa realiza-

podemos esquecer a presença das nossas ilustres convi-

dos; os discursos planificados, compostos e revistos; as

dadas que enriqueceram este encontro com os seus

imagens selecionadas e organizadas; os primeiros

testemunhos profissionais, enquanto psicóloga e diretora,

contactos com a psicóloga e a diretora estabelecidos; as

mas também com algumas confidências pessoais.

questões pensadas, discutidas e reformuladas; as surpre-

Na despedida, todos foram convidados a ler as

sas cuidadosamente preparadas... Toda a organização

folhas da Árvore dos Direitos que decorava o espaço (e

decorreu num ambiente de trabalho agradável e mais

que foi criada pela turma) e, à saída, foram distribuídas

informal do que o habitual.

pulseiras coloridas alusivas aos direitos das crianças, para

No dia, os apresentadores deram as boas vindas,

que estes nunca sejam esquecidos. P19


Projetos Projetos| |Atividades Atividades

Ouvimos com o Coração e escutamos os silêncios Carla Azevedo O Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF)

escola de massas conduziu a novos problemas e, quanto

entrou em funcionamento, no nosso Agrupamento, no

mais se alonga a escolaridade obrigatória, maior é a diver-

ano letivo de 2017/2018, com o apoio do Instituto de

sidade de situações, de vivências e de problemas das

Apoio à Criança (IAC) e suportado por um Protocolo de

crianças e adolescentes acolhidos nas escolas e, conse-

Cooperação entre as duas instituições, uma vez que o

quentemente, mais exigentes se tornam as respostas a

projeto GAAF é da autoria do IAC e a sua sigla não pode

essas situações. O GAAF tem como objetivo ajudar a

ser utilizada individualmente sem que este Protocolo seja

encontrar essas respostas, procurando detetar, precoce-

estabelecido. O IAC oferece a orientação, supervisão e

mente, as problemáticas que afetam alunos, famílias e

avaliação do GAAF, sem quaisquer encargos financeiros

comunidade escolar, refletindo sobre as mesmas de modo

para o Agrupamento. Para além disso, permite ter acesso

a planear a intervenção mais adequada, através da articu-

a outros tipos de vantagens, tais como apoio e assessoria

lação do trabalho entre os diferentes serviços de apoio da

técnica à equipa do GAAF, acesso às metodologias,

escola: direção, coordenadores dos diretores de turma,

instrumentos e materiais (posteriormente, partilhados

diretores de turma, docentes, coordenadora PES, SPO,

com os GAAF da Rede), usufruir diretamente dos

Serviços da Educação Inclusiva, associação de pais e

serviços especializados do IAC, (Assessoria Jurídica e

parceiros da comunidade: forças de segurança, ação

Serviço de Atendimento Psicológico do SOS-Criança,

social local, CPCJ, etc.

entre outras). A passagem de uma escola de elites para uma P20

Pretende-se, acima de tudo, que o GAAF seja um “escutador que ouve com o coração”, usando a expressão


e, por outro, pais que exigem sem estarem presentes. Não obstante, os problemas de violência (bullying, por exemplo), de pobreza e baixo capital cultural são, ainda, fatores que contribuem para essa vivência hostil. Assim sendo, pretende-se que este Gabinete permita, em articulação com todos os serviços competentes, atenuar problemas que não podem ser resolvidos em contexto de sala de aula, conflitos decorrentes das relações com a família, com os amigos, com os docentes em geral. Dúvidas sobre sexualidade, drogas, relações afetivas, desavenças com os pais, projetos de vida, orientação escolar, questões de natureza social, que muitos alunos carregam consigo diariamente, são outras temáticas que podem, neste Gabinete, ser objeto de reflexão e esclarecidas. É sabido que comportamentos agressivos e/ou de indisciplina, bem como a falta de motivação são, com frequência, expressão de problemas emocionais que podem ter origem na família ou na escola. O GAAF funciona como um serviço de apoio aos alunos e às suas famílias e pretende atuar com base no princípio de que se previnem as consequências dos problemas agindo sobre as suas causas, através de uma relação de confiança e empatia, estabelecida com os alunos, pais/encarregados de educação e restantes elementos da comunidade escolar. Aqui, possibilita-se aos alunos dialogar com adultos que asseguram abertura, disponibilidade, confiança e confidencialidade durante a quase totalidade do horário letivo. Quando as questões do psicólogo Eduardo Sá, para que a passagem dos

ultrapassam a competência dos professores do Gabinete,

alunos pela nossa escola seja uma experiência positiva,

os alunos são encaminhados para estruturas que os

tanto quanto possível. Ora, por tudo isto, é importante

possam apoiar de forma mais especializada.

salientar que o GAAF não tem como objetivo único

Por

último,

o

GAAF

também

desenvolve

receber os discentes que apresentam problemas de indis-

ações/projetos. São exemplos destes, os “Jogos de

ciplina ou um fraco desempenho escolar. O Gabinete está

Tabuleiro” à hora do almoço, o Clube de Métodos e Hábitos de

aberto para qualquer aluno que, num determinado

Estudo e o Clube Mais Harmonia (Mediação Escolar); para

momento do seu percurso escolar, precise de ser ouvido

além disso e de tudo aquilo anteriormente mencionado,

(ou porque, de alguma forma, se sentiu injustiçado, ou

este Gabinete faz acompanhamento informal dos alunos

porque vive numa ansiedade que o repele da escola…).

no refeitório, orienta-os para consultas de oftalmologia e

Tal como já foi dito, a passagem pela escola deve ser

outras especialidades, apoia direta ou indiretamente

vivida de forma positiva, independentemente das

outros projetos (como o Espetáculo Solidário), e/ou

aspirações que cada aluno traz. No entanto, constatamos

campanhas de solidariedade.

que essa experiência é frequentemente vivida com angús-

Este Gabinete funciona de segunda a sexta-feira, na

tia pelas crianças/adolescentes que a frequentam. Os

Escola E.B. 2,3 Monsenhor Jerónimo do Amaral, e a

alunos têm, por um lado, professores que exigem bons

equipa é composta por uma professora coordenadora,

resultados e que se angustiam porque, por mais que

uma psicóloga e um conjunto de docentes colaboradores,

diversifiquem as estratégias, os resultados não aparecem

pertencentes aos mais variados grupos. Link da imagem: https://bethcastilho.com/2017/09/15/direcao-de-comunicacao/

P21


Projetos Projetos| |Atividades Atividades

Os Cursos Profissionais em destaque

A importância do aleitamento materno Alberto Moura, Lia Pinto e Polete Carvalho

Centro interpretativo do Jardim Botânico da UTAD Polete Carvalho

Nos dias 3 e 4 de outubro, de 2018, os alunos dos 1.º e 2.º A do Curso Profissional Técnico Auxiliar de Saúde,

No dia 3 de outubro de 2018, os alunos do 2.º A, do

participaram nas atividades da “Semana Mundial do

Curso

Profissional

Técnico

Auxiliar

de

Saúde,

Aleitamento Materno 2018”.

deslocaram-se ao Centro interpretativo do Jardim

Os alunos produziram materiais para a exposição

Botânico da UTAD, tiveram um pequeno workshop e

que esteve patente nos claustros do Município de Vila

observaram um banco de germoplasma português com

Real e foram visitá-la.

coleções de plantas vasculares mais diversas.

Deslocaram-se à UTAD para assistirem a uma

Efetuaram, depois, uma visita guiada ao Jardim

palestra subordinada ao tema “Amamentação: a base da

Botânico com a orientação do Eng. Daniel Ribeiro, para

vida”.

conhecerem mais de perto a nossa biodiversidade.

Participaram, igualmente, no workshop "Amamen-

Puderam observar plantas medicinais e aromáticas, ouvir

tação prolongada: Que estratégias?", no Museu da Vila

explicações sobre os seus benefícios para a saúde e, até,

Velha.

provar algumas! Os alunos foram acompanhados pelos docentes

Alcina Fonseca, Alberto Moura, Lia Pinto e Polete Carvalho. P22

(Os alunos foram acompanhados pelos docentes, Alberto Moura e Polete Carvalho).


Os alunos visitaram o centro Hípico de Pedras Salgadas, para assistirem à terapia com cavalos efetuada com crianças e adolescentes com sintomatologias específicas. Visitaram, também, as instalações da fábrica de Água das Pedras, tendo-lhes sido explicado todo o processo de lavagem, desinfeção e engarrafamento. Seguidamente, assistiram a uma pequena palestra onde lhes foi explicado o processo de formação da água das pedras

(gaseificada),

composição

e

características

terapêuticas e medicinais desta água. Posteriormente, os alunos visitaram o parque e fonte termal N.º 1, em Vidago. Ouviram, por parte do monitor acompanhante, a história da água termal na região e provaram essa água na fonte termal. Finalmente, os alunos visitaram as Termas de Chaves e assistiram a uma palestra onde lhes foi explicada a origem da água quente e as características terapêuticas e medicinais da mesma, tanto quando bebida, como quando inalada ou utilizada para banhos. Foi também mostrado e explicado aos alunos quais os tratamentos

Hospital da Trofa - 2018

possíveis e indicações terapêuticas para esses tratamen-

Polete Carvalho

informados de quais as funções de um Técnico Auxiliar

tos. Ainda no âmbito desta palestra, os alunos foram de Saúde a trabalhar nesta valência.

No dia 12 de outubro de 2018, os alunos dos 1.º e 2.º A do Curso Profissional Técnico Auxiliar de Saúde visitaram o hospital da Trofa a menos de 70 horas do início da sua abertura ao público. Tiveram uma visita guiada por uma profissional de saúde que lhes deu a conhecer todas as valências deste novo hospital.

(Os alunos foram acompanhados pelos docentes, Alberto Moura, Mário Veigas, Lia Pinto e Polete Carvalho).

Partilha de experiências em turismo

Os alunos foram acompanhados pelos docentes,

Polete Carvalho

Alberto Moura, Ana Cristina Vaz, Lia Pinto e Polete Carvalho.

No dia 25 de outubro de 2018, os alunos do 3ºA do

Visita de Estudo a Pedras Salgadas, Vidago e Chaves Polete Carvalho

Curso Profissional Técnico em Animação de Turismo, do Agrupamento Morgado de Mateus, em parceria com a Professora Doutora Veronique Nelly Paul Marie Joukes, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, participaram numa Sessão de Partilha das Experiências de Estágio da Licenciatura em Turismo daquela universi-

No dia 17 de outubro de 2018, os alunos dos 1.º e

dade.

2.º A do Curso Profissional Técnico Auxiliar de Saúde,

Este tipo de experiências constitui um contributo

participaram numa visita de Estudo a Pedras Salgadas,

muito enriquecedor para a formação dos nossos jovens,

Vidago e Chaves.

futuros profissionais. P23


Projetos Projetos| |Atividades Atividades Álvaro Pinto (Geografia/Biblioteca). — A exploração geométrica e plástica da Rosa dos Ventos (Educação Visual). — Exposição “A viagem” (Biblioteca). — Criação de dois e-books publicados na internet (Biblioteca): https://issuu.com/quelhas/docs/rosa-dosventos https://issuu.com/quelhas/docs/a_viagem — Exploração plástica do retrato de Fernão de Magalhães (Educação Visual). — Pequena mostra de trabalhos a realizar na Escola Monsenhor Jerónimo Amaral e no Nosso Shopping, em maio e junho (Educação Visual).

A viagem: foi há quinhentos anos! Anabela Quelhas

— Restauro da Rosa dos Ventos no pátio da Escola Secundária Morgado de Mateus – a realizar por alunos do 7.º ano, em parceria entre as disciplinas de Geografia e Educação Visual. Um destaque para um momento desta viagem de aprendizagem, com Álvaro Pinto professor da Escola

No ano 2019, comemora-se o quinto centenário do início da viagem de circum-navegação (1519-1522),

nos transportou para o passado, semeando muitas refe-

realizada por Fernão de Magalhães e Juan Sebastián

rências: Alexandre, o Grande, Ptolomeu, os Caminhos do

Elcano a serviço dos reis de Espanha.

Império Romano, Tabernáculo Judaico, Isidoro de

Atualmente, vivemos num mundo global, com

Sevilha, o Mapa TO, os mapas e os monstros, o Senhor

comunicações instantâneas e viagens super-rápidas e

dos Anéis, Star Wars, Trump, Sto. Agostinho, A Divina

talvez seja difícil compreendermos a importância deste

Comédia de Dante, Sandro Botticelli, árabes, muçulma-

empreendimento, que descobriu a passagem entre

nos e judeus, Pietro Visconti, Abraão Cresques, Fra

Oceano Atlântico e Oceano Pacífico, através do estreito

Mauro, D. Afonso V, Infante D. Henrique, Fernão de

que ficou conhecido como Estreito de Magalhães, e que

Magalhães, Sebastian Elcano, Gutenberg, Ortelos, mapas

foi o motivo de estratégias secretas, que ainda hoje os

simbólicos, etc., etc. — uma grande oportunidade para

historiadores tentam descodificar.

saber mais.

Segundo Eduardo Lourenço, e abordando as

Os trabalhos plásticos estão em curso e ainda

diversas facetas da vida, “mais importante que o destino

não é possível realizar uma avaliação rigorosa, mas é

é a viagem” e, assim, a Biblioteca Escolar e os grupos de

possível aferir entusiasmo, surpresa e empenho na

Educação Visual e de Geografia apostaram na viagem do

descoberta desta figura ímpar da época dos Descobri-

conhecimento e apresentaram uma atividade no Plano

mentos, do mundo do século XVI, a importância da

Anual de Atividades do Agrupamento (PAAA) denomi-

Viagem e a respetiva cartografia. Certamente, o passado

nada “A viagem” , tendo como objetivo a aprendizagem

e o presente interligar-se-ão através de técnicas, materiais

sobre vários domínios do conhecimento que rodeiam este

e formas de expressão. Tal como refere a afirmação de

grande acontecimento histórico, e que se estrutura com

Eduardo Lourenço, o que interessa não será o resultado

diversas ações ao longo do ano letivo:

final, mas sim esta viagem pedagógica, sublinhada pela

— Exposição sobre a Rosa dos Ventos (Biblioteca). — Palestra “Os mapas e o tempo”, realizada por P24

Secundária Camilo Castelo Branco, nosso parceiro, que

criatividade (Professores envolvidos: Anabela Acha, Anabela Quelhas, António Carquejo e Emanuel Fidalgo).


World - Portugal, Atelier de Costura Solidária de Vila Real, para onde revertem os nossos trabalhos, pois são entidades que nos dão a segurança de que os produtos chegam ao seu destino sem serem comercializados. Recolhem-se tecidos novos de algodão, outros reciclados (para fazer aplicações e crochet criativo) e todos os materiais necessários para a confeção de vestidos para meninas entre os 2 e os 12 anos. Depois é só juntar a imaginação e aprender a costurar sob a orientação da professora Carmo Quinteira. Os

destinatários

desta

confeção são as crianças pobres dos países com muitas carências, provavelmente estes serão os primeiros vestidos ou calções novos na vida destas

crianças.

A

dedicação e o carinho que envolvem a sua confeção enchem a alma

"Não dês pontos sem nós". Anabela Quelhas

de

quem

participa com o seu tempo neste clube. Há muitas formas de colaborar: pergunte e

Estamos a dar pontos com nós, para que este projeto que nasceu este ano se desenvolva com segurança

dar-lhe-ão muitas ideias.

e bem estruturado. Somos um clube aberto a toda a comu-

Quem

nidade escolar que funciona uma vez por semana e tem

quer aprender a

como objetivo a aprendizagem de manualidades, o

fazer

crochet,

desenvolvimento da criatividade e a educação para os

tricot

e

valores.

aplicações No agrupamento temos alunos, professores e

criativas,

assistentes operacionais que apreciam atividades manu-

também tem aqui a sua oportuni-

ais e utilizam-nas para contrariar o stresse e o cansaço

dade.

mental. A costura, o tricot e o crochet estão na moda e podem adicionar-se à educação dos valores, neste caso à solidariedade. Temos como parceiros o Dress a Girl Around the

Consulte o espaço net: https://naodespontos.blogspot.com/ No Clube “ Não dês pontos sem nós” são todos bem-vindos! P25


Projetos Projetos| |Atividades Atividades Projetos | Palestras Atividades Ilustração Anabela Quelhas e Sofia Doutel

«VIVER NO ESPAÇO… MAS AQUI NA TERRA»

A ilustração é uma representação pictórica que pretende complementar, adornar ou ajudar a esclarecer algo no texto, tendo, portanto, também um caráter essencialmente pedagógico, como advém da sua raiz etimológica ― trazer luz para uma obra. Os ilustradores também podem ser chamados de iluminadores. Os egípcios foram os primeiros povos a utilizar a ilustração nos seus manuscritos sobre papiro. Há vários tipos de ilustração: científica, infantil, jornalística e publicitária. Cada um destes tipos subdivide-se consoante os materiais e técnicas utilizados. Para que os nossos alunos adquiram hábitos de leitura, e apreciem a mesma, a ilustração pode ser uma grande aliada, especialmente para os mais jovens. Ainda antes de saber ler as palavras, a criança já sabe ler imagens e entende a ilustração. É atraída pela cor, pelo desenho das figuras e do fundo, pela sucessão de imagens. Todo este mundo amplia o seu pequeno universo, vai-lhe dando significado, pois ajuda-a a realizar a descodificação pictórica. Ao contrário da escrita, a ilustração tem um entendimento básico universal, porém, a literacia digital também se vai interiorizando e ampliando com a aprendizagem escolar e com a maturidade. Há imagens que expressam conotações que é necessário aprender a relacionar e a interpretar. A ilustração potencia a criatividade e aligeira para todos a tarefa, por vezes complexa, de ler e interpretar. Para uma obra ser perfeita tem que haver um equilíbrio entre a narrativa literária e a narrativa gráfica. Este ano, a Semana da Leitura (atividade do Plano Nacional da Leitura 2027), realizada de 11 a 15 de março, teve como tema “A Leitura e a Ilustração”. Certamente, foi uma oportunidade para reforçar o conhecimento que cada um tem sobre esta área, através da visita a exposições, dos contactos com ilustradores e escritores e da tomada de conhecimento com Mary Poppins!

P26


Projeto Arco-íris Europeu: um Guia de Educação para a Cidadania Europeia Luísa Costa Quando, em março de 2016, apresentámos uma candidatura ao Programa Erasmus+ - Parcerias para a Inovação e partilha de boas práticas, com um projeto de Educação para a Cidadania e Valores Europeus, sob o título “Arco-íris Europeu: um Guia de Educação para a Cidadania Europeia”, desconhecíamos ainda a intenção do Ministério da Educação de implementar a nova área de Cidadania e Desenvolvimento que viria a iniciar-se a título experimental, em algumas escolas, no ano seguinte. Ao lermos o texto do enquadramento desta nova área (sítio da DGE) encontramos os mesmos fundamentos e pressupostos que nós enunciamos aquando da conceção do nosso projeto e que terão justificado ou contribuído para a sua aprovação: “ A relação entre o indivíduo e o mundo que o rodeia, construída numa dinâmica constante com os espaços físico, social, histórico e cultural, coloca à escola o desafio de assegurar a preparação dos alunos para as múltiplas exigências da sociedade contemporânea. A complexidade e a acelerada transformação que caracterizam a atualidade conduzem, assim, à necessidade do desenvolvimento de competências diversas para o exercício da cidadania democrática, requerendo um papel preponderante por parte da escola.” A relevância e pertinência da educação para os valores da cidadania é igualmente partilhada pelos nossos parceiros neste projeto, docentes de diferentes países europeus (Bulgária, Eslováquia, Grécia, Itália, Lituânia e Polónia) com diferentes bagagens culturais e diversas orientações políticas. Assim, durante três anos, recolhemos, concebemos e partilhamos estratégias, atividades e pequenos projetos que pudessem contribuir para o desenvolvimento de competências de cidadania e valores democráticos nos nossos alunos, no sentido de assegurar o seu desenvolvimento cívico equilibrado e promovendo o seu crescimento enquanto cidadãos (mais) conscientes e intervenientes. Essas atividades têm vindo a ser experi-

mentadas, avaliadas e selecionadas por todas as escolas da parceria, de modo a construir um kit pedagógico comum que possa constituir um “guião” de educação para a cidadania e valores europeus. Alguns destes recursos foram já compilados num dossier, divulgado nas últimas Jornadas Pedagógicas do Agrupamento e disponibilizado para todos os docentes, nomeadamente os responsáveis pela área de Cidadania e Desenvolvimento.

A existência de um conjunto de propostas de atividades e estratégias no âmbito da educação para os valores deverá ser um recurso extra, a acrescentar às propostas da DGE para apoio à implementação das diferentes áreas temáticas da Cidadania e Desenvolvimento, sendo que estas conferem valor acrescentado ao nosso projeto e enquadram a sua aplicabilidade. O guia completo (incluindo as propostas das escolas parceiras) será oficialmente apresentado no próximo mês de maio, durante a reunião final do projeto Erasmus+ “Arco-íris Europeu: um Guia de Educação para a Cidadania Europeia”, na presença de todos os parceiros, sendo o nosso Agrupamento, enquanto instituição coordenadora, o anfitrião do referido evento. É nosso propósito disponibilizar um “Kit pedagógico”, produto final do referido projeto, em formato digital, constituindo este um conjunto de recursos ao serviço da educação para a cidadania e valores europeus. P27


Projetos Projetos| |Atividades Atividades Projetos | Palestras Atividades

Formação da UTAD, GFORM, todo o plano de palestras. O ciclo «5X CIÊNCIA ÀS 5» consiste num conjunto

Professores do Departamento de Ciências Experimentais

de cinco palestras, sempre às 5 da tarde (17h00), calendarizadas e distribuídas ao longo do ano letivo 2018/2019, versando temas atuais e desafiantes da Ciência. Até à data, já se realizaram três palestras, (na

P28

O «5X CIÊNCIA ÀS 5» nasceu da necessidade

verdade quatro, porque uma teve dois palestrantes com

sentida pelos professores do Departamento de Ciências

assuntos relacionados, mas distintos) sobre temas diver-

Experimentais, no âmbito da atualização da sua formação

sos: A hora do Hidrogénio; As plantas e o Homem – dois

profissional, já que acompanhar o desenvolvimento cientí-

milhões de anos de História; O desafio da migração e os

fico e tecnológico, em pleno século XXI, é extremamente

horizontes perdidos; 2019 – Ano internacional da Tabela

difícil! Para tal, pensaram num modelo dinâmico de

Periódica.

formação e desafiaram a Universidade de Trás-os-Montes

A primeira palestra, a cargo do Professor Doutor

e Alto Douro (UTAD) a trazer à escola o seu conheci-

Vasco Amorim do Departamento de Engenharias (Escola

mento, desafio esse prontamente aceite pelo Professor

de Ciências e Tecnologia, ECT – UTAD), decorreu a 24 de

Doutor Marco Naia, do Departamento de Física (Escola de

outubro. Nesta, o docente explicou aos presentes porque,

Ciências e Tecnologia, ECT – UTAD), que, de imediato,

em sua opinião, estamos na ‘hora h do Hidrogénio (H2)’,

liderou todo o processo. Foi este professor que organizou,

o combustível do futuro extraído da água, dando razão

contactou os docentes das várias Escolas da Universidade,

ao visionário Júlio Verne que já no século XIX dizia, na

calendarizou e remeteu de seguida para o Gabinete de

obra «Ilha Misteriosa», “a água vai ser o carvão do


para as comemorações a realizar em 2019 em torno dos 150 anos da Tabela Periódica (TP), o Professor Doutor João Claro, do Departamento de Química (Escola de Ciências da Vida e Ambiente, ECVA-UTAD), brindounos com uma conferência sobre o tema. Fez-nos pensar nos desvios e dissonâncias que existem na Tabela Periódica atual, em outras configurações possíveis (alternativas) à estética da atual TP, na situação singular do Hidrogénio que faz com que, ainda hoje, a discussão seja muito centrada sobre qual a melhor localização para futuro”.

este elemento, nos critérios usados na nomenclatura dos

A Professora Doutora Mila Abreu, do Departa-

novos elementos (os descobertos depois de Seaborg, já

mento de Geologia (Escola de Ciências da Vida e Ambi-

em meados do séc. XX, e na época pós-projeto Manhat-

ente, ECVA-UTAD) trouxe-nos, a 21 de novembro, um

tan, ter sintetizado os transurânicos até ao número

assunto sempre atual e muito estimulante: a importância

atómico 102), entre outros.

das plantas para os seres vivos ao longo da História,

A adesão a estas atividades de formação tem sido

mesmo antes de o serem na alimentação. Foi feita uma

um sucesso, e todos os professores do Departamento se

clara abordagem da importância do uso das plantas por

mostraram, desde a primeira hora, muito motivados e

parte do Homem, nos seus mais diversos aspetos e nas

empenhados em participar. Inclusive, houve alunos do

diversas zonas do mundo ao longo dos últimos 2 M.a.

12.ºA interessados em participar e que se juntaram aos

No mesmo dia, o professor Doutor Antonio Crespi, do Departamento de Biologia e Ambiente (Escola de Ciên-

seus professores. As duas palestras que se seguem versarão igual-

cias da Vida e Ambiente, ECVA-UTAD), proferiu uma

mente temas atuais: “Novas definições das unidades

interessante palestra onde, para além de esclarecer que

base do Sistema Internacional”, pelo Professor Doutor

não existe um clima mediterrânico, existem centenas de

Marco Duarte Naia do departamento de Física, em

microclimas (é normal, disse, na “bacia mediterrânica é

março, e “Genética Forense. O DNA condena ou

normal!”), fez o paralelo, enfatizando as diferenças, entre

absolve?”, pelo Professor Gilberto Igrejas, do Departa-

as antigas migrações a partir do leste, aquando da coloni-

mento de Genética e Biotecnologia, em maio.

zação da “bacia mediterrânica”, e as atuais (e perigosas) migrações para a europa, a partir de África. No dia 23 de janeiro, e como ‘pontapé de arranque’

O Departamento de Ciências Experimentais agradece ao Professor Doutor Marco Naia da UTAD toda a dedicação e entrega a este projeto de formação. P29


Projetos Projetos| |Atividades Atividades

BIOÉTICA: que limites de aplicação profissional para os avanços tecnológicos? Fátima Santos, Lia Pinto e Polete Carvalho No dia 21 de novembro de 2018, a equipa do Clube Ciência Viva do Agrupamento dinamizou uma palestra

subordinada

ao

tema

“Bioética”

orientada/proferida pelo enfermeiro José Faceira, Diretor do Conselho de Bioética do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, que decorreu no auditório da Escola Secundária Morgado Mateus. O público-alvo foram todos os alunos do ensino Secundário. Participaram/assistiram as turmas do 1.ºAno e do 2.ºAno do Curso Profissional Técnico Auxiliar de

IV Exposição/Feira de Fósseis e Minerais Professores de Ciências

Saúde e alguns alunos do 12.º A (com a disciplina de opção de Química)

Nos dias 6, 7, 8 e 9 de novembro de 2018, a equipa

Pretendeu-se, com esta atividade, abordar a

do Clube Ciência Viva do Agrupamento levou a cabo a

questão da Bioética nos tempos de hoje, indicar os limites

“IV Exposição/Feira de Fósseis e Minerais”, que decor-

da intervenção do homem sobre a vida e denunciar os

reu na Escola Monsenhor Jerónimo de Amaral e Morgado

riscos das possíveis aplicações. Pretendeu-se, ainda,

de Mateus.

Conferência Nacional

conhecer os limites de aplicação profissional dos avanços

Toda a comunidade escolar teve oportunidade de

tecnológicos nas áreas de doação e transplantes, trans-

visitar a feira e adquirir, a preços simbólicos, os materiais

fusões, experimentações genéticas, mudança de sexo,

expostos. Pretendeu-se, com esta atividade, promover a

eutanásia, silicone, reproduções e afins.

P30

Os alunos participaram com muito entusiasmo

interatividade entre a comunidade escolar e o meio envol-

na atividade, colocando questões, estando atentos e

vente, contemplando uma vertente didática, cultural e

concentrados.

lúdica.


O projeto OSOS desafia o Eureka: Proteger as abelhas é preciso! Vítor Nunes, Anabela Coelho e Lina Morgado

de sabonetes, sais de banho, bálsamo labial e velas, feitos à base de mel e cera, nos laboratórios da Escola Morgado de Mateus. O EUREKA, nas pessoas de Vítor Nunes e Anabela Coelho, convidados pela docente responsável pela turma e dinamizadora do projeto OSOS, Lina Morgado, acedeu de imediato ao convite, implementando uma sessão de

No dia 25 de janeiro, no âmbito do projeto Open Schools for Open Societies (OSOS), os alunos do 3ºA5, da

trabalho subordinada ao tema “A importância das abelhas na polinização”.

Escola Básica Abade de Mouçós, deslocaram-se à “escola

Esta atividade decorreu no período da tarde e

dos grandes” - Morgado de Mateus. O grande objetivo

contou com total envolvimento daqueles pequenos

do OSOS é que os alunos aprendam em comunidade e

botânicos que, ao dissecarem a flor de Lillium sp. (Lírio),

saiam o mais possível da sala de aula e, ao mesmo tempo,

mais pareciam o “pai da sistemática, Carl von Linné”, nos

que se apercebam da utilidade do que aprendem na

seus primeiros trabalhos de dissecação da “Flor da

escola. O projeto em que estão envolvidos estes alunos

paixão”.

tem como finalidade última “tomar consciência da

Depois de tanta dedicação, foram presenteados

necessidade de proteger as abelhas”. Todas as atividades

com um delicioso lanche, gentilmente oferecido por

que desenvolveram estão relacionadas com estes insetos

encarregados de educação dos alunos.

e tudo o que eles produzem ou fazem.

Atividades deste género devem ser replicadas com

Assim, durante o período da manhã, na parceria

maior frequência, uma vez que a tão valorizada articu-

estabelecida com a empresa LUDARES E LUGARES,

lação vertical resultou, em nosso entender, em retum-

aqueles entusiastas envolveram-se no fabrico artesanal

bante sucesso. P31


Projetos Projetos| |Atividades Atividades

Olimpíadas portuguesas da matemática Henrique Jorge problemas, desenvolver o conhecimento matemático e Nos dias sete de novembro e nove de janeiro, realizaram-se no nosso Agrupamento, na Escola

A primeira eliminatória decorreu no dia 7 de

Secundária Morgado Mateus, as duas primeiras elimi-

novembro e contou com a participação de alunos das

natórias do concurso “Olimpíadas Portuguesas da

escolas do nosso Agrupamento, Escola Monsenhor

Matemática” organizadas, a nível nacional, pela Socie-

Jerónimo do Amaral e Escola Secundária Morgado

dade Portuguesa de Matemática (SPM) com a colabo-

Mateus, tendo sido apurados, na categoria Júnior, os

ração do Departamento de Matemática da Faculdade de

alunos Pedro Miguel Alves Martins e José Miguel de

Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

Vasconcelos Teixeira; na categoria A, Luísa Dias do 9º F; e

(FCTUC).

na categoria B, Ana Vasconcelos Teixeira do 12º B.

Trata-se de um concurso que consiste na resolução

Na segunda eliminatória, realizada no dia 9 de

de problemas, destinado aos alunos dos ensinos básico e

janeiro, a Escola Secundária Morgado Mateus foi anfitriã

secundário, dividido em cinco categorias. O nosso Agru-

e, além dos alunos apurados do nosso Agrupamento,

pamento participou em três, Júnior, para os alunos dos 6º

recebeu os alunos do Agrupamento de Escolas Diogo

e 7º anos de escolaridade, A, para os alunos dos 8º e 9º

Cão, na categoria Júnior e da Escola Secundária/3 São

anos e B, para os alunos do ensino secundário. O

Pedro, nas categorias A e B.

concurso visa essencialmente criar, incentivar e desenvolver o gosto pela Matemática, o treino na resolução de P32

detetar vocações precoces nesta área do saber.

Link da imagem: https://st2.depositphotos.com/2134479/6622/v/950/depositphotos_66226329-stock-illustrati on-vector-mathematical-seamless-texture-with.jpg


Da Biblioteca Escolar, com amor literários!

Biblioteca escolar

Às vezes, divirto-me a ver como estudam para o teste de Matemática ou como partilham afincadamente

Olá, caros alunos!

ideias para o trabalho de Português. Outras, sois vós que

Gostaria de partilhar convosco algumas reflexões a

vos divertis num cenário digital do vosso jogo preferido.

propósito da minha missão, pois isto de ser uma

Enfim, posso dizer que monotonia não é algo

biblioteca escolar não é tarefa fácil!

que me assiste! Aliás, vivo da vossa constante presença e

Desculpem o desabafo, mas a minha responsabi-

espero conseguir contagiar-vos com o meu gosto pela

lidade é assaz grande, porque um dos meus maiores

informação e pelo respetivo tratamento (sim, temos

reptos é ajudar-vos no vosso percurso escolar. Espera-se

sempre de verificar as fontes de informação, pois com as

que eu, em trabalho colaborativo com os vossos profes-

fake news não se brinca!), bem como pelo espírito crítico

sores, vos consiga dotar de ferramentas úteis para lidar

(não confundir com a crítica na sua forma mais rude e

com os desafios lançados pelo mar das literacias (da

nada construtiva), tão necessário para a construção da

leitura, da informação e dos media), seja aqui comigo, na

nossa identidade.

sala de aula e, principalmente, na grande sala de espera chamada vida.

Já sabem que aposto num ambiente de inclusão, pautado pelo respeito à diferença, onde se podem

Eu não tenho só de falar várias línguas, mas

cultivar os sentimentos de pertença a uma cultura e

facultar informações de diferentes áreas do saber e em

abraçar também outras culturas e realidades. O meu

diferentes suportes. Sabem, os vossos professores contam

lema é “uma biblioteca de Todos para Todos”… acho que

comigo para a consolidação dos conhecimentos apreendi-

me vejo como um livro vivo e animado de uma coleção

dos na sala de aula. Contam ainda que vos delicie com a

inédita, feito de muitas páginas coloridas pelas histórias

magia da leitura que espreita em cada livro que repousa

de cada um.

nas prateleiras das minhas estantes de literatura (onde

Despeço-me,

desejando

que

continuem

a

coabitam autores nacionais e estrangeiros) à espera de

visitar-me todos os dias e a partilhar das atividades que

serem acordados por ti. Sim, neste capítulo

tenho preparadas a pensar em vós.

posso

gabar-me de vos proporcionar histórias deliciosas,

Que haja sempre leituras entre nós,

viagens fantásticas, experiências para todos os gostos

A vossa Biblioteca Escolar P33


Projetos Projetos| |Atividades Atividades

coleção de carros elétricos, de grande valor histórico e

Visita de estudo ao museu do carro elétrico e ao museu dos transportes e telecomunicações Irene Fialho e Alcinda Anacleto

patrimonial, e pela promoção de momentos de convívio entre alunos e professores. Para além disso, a visita permitiu facilitar o acesso ao saber fora da sala de aula e ajudar os alunos a despertar o interesse pela ciência e pela sua aplicação. No Museu do Carro Elétrico, os alunos motivados para a exploração e descoberta de coisas novas, ouviram

P34

No dia 13 de dezembro, os alunos das turmas do

diversas explicações ao longo do percurso que efetuaram

9.ºano do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus

no interior do museu, instalado na antiga Central Elétrica

realizaram uma visita de estudo ao Museu do Carro

de Massarelos, e que foi inaugurado em maio de 1992.

Elétrico e ao Museu dos Transportes e Telecomuni-

Assim, contactaram diretamente com artefactos ilustra-

cações, na cidade do Porto.

tivos e representativos da história e desenvolvimento dos

A visita de estudo, integrada no Plano Anual de

transportes públicos urbanos sobre carris da cidade do

Atividades do Agrupamento, foi organizada pelo

Porto. Observaram a coleção de carros elétricos dos anos

Grupo Disciplinar de Físico-Química e teve como finali-

1920/1930 que estavam expostos ao longo do museu,

dade conhecer dois museus situados na cidade do Porto,

proporcionando aos mesmos a oportunidade de aprender

o Museu do Carro Elétrico, detentor de uma coleção de

e experimentar de perto a história destes carros.

carros elétricos, atrelados e veículos de grande valor

Seguidamente, foi dinamizada uma atividade

histórico e patrimonial e o Museu dos Transportes e

lúdico-pedagógica, de caráter científico, sobre a produção

Comunicações, reconhecido com o Património Cultural

de corrente elétrica, com algumas demonstrações

da Humanidade.

abordando a temática da eletricidade.

Os objetivos perspetivados passaram pela consoli-

Para finalizar a visita a este museu, os alunos

dação de conhecimentos explorados em sala de aula,

puderam reviver a história da cidade do Porto passeando

pela sensibilização em preservar e dinamizar uma

pela linha da Marginal, Passeio Alegre, a famosa e


pioneira Linha 1, que desde a sua inauguração, a 15 de

para o desenvolvimento científico. Nesta experiência,

maio de 1872, é um dos mais belos e carismáticos percur-

vestiram a “pele de um verdadeiro cientista" e obser-

sos da cidade do Porto.

varam como se processava a comunicação entre gerações,

No Museu dos Transportes e Comunicações a

usando como exemplo o ADN de uma banana.

curiosidade em descobrir coisas novas também foi

Por fim, os alunos conheceram a Oficina “Sentidos

evidente. Assim, e no interior do museu, os alunos

e alerta”, explorando os mecanismos naturais da comuni-

ficaram a conhecer a história dos transportes e de

cação, isto é, os cinco sentidos do corpo humano (audição,

diferentes meios de comunicação desenvolvidos pelo

olfato, tato, paladar e visão), que integrava uma "Máquina

Homem até ao presente e a compreender o papel privile-

de Comunicar", um enorme zeppelin que reage à interação

giado que os transportes e as comunicações tiveram no

com o público.

desenvolvimento social e no quotidiano das pessoas.

Por volta das 16:30 h, todos deixaram a cidade do

No museu, os alunos puderam participar na

Porto, tendo levado consigo mais conhecimento e mais

“Exposição COMUNICAR” e começaram pela Oficina

cultura científica. Foi um dia cheio de emoções, mas

“Dentro da Televisão”, onde exploraram o interior de

também de muito convívio entre todos os que parti-

um estúdio de televisão e dos diferentes papéis que o

ciparam nesta iniciativa.

integram: apresentador, convidado, realizador, operador

Na avaliação da visita, os alunos referiram que esta

de câmara, assistente de som e imagem na regie. Foi

foi muito interessante, porque ficaram com mais conheci-

notória a alegria e o nervosismo dos alunos perante uma

mento, que todas as suas questões foram esclarecidas

situação completamente nova para eles, que tinha como

pelos guias e que o convívio entre os colegas e com os

objetivo permitir conhecer melhor os poderes que tem a

professores foi muito agradável e positivo, num espaço

televisão. Os programas foram gravados em DVD para

diferente do da escola.

serem recordados mais tarde.

Queremos agradecer à Direção do Agrupamento,

Seguidamente, os alunos foram para a Oficina “É

que permitiu a realização desta atividade, aos professores

mesmo Ciência?”, dedicada à experimentação laborato-

que dinamizaram esta iniciativa e aos professores acom-

rial, onde se promove a importância da comunicação

panhantes. P35


Projetos | Atividades Agrupamento de Escolas de Tabuaço, do 10.º ao 12.º ano, na companhia das professoras dinamizadoras de cada escola, Anabela Coelho, Paula Lopes e Olga Cardoso, respetivamente. Esta inesquecível viagem decorreu no âmbito da disciplina de Física e Química A, entre os dias 31 de maio e 4 de junho de 2018. Mas antes de começar a descrever a viagem, vamos esclarecer o que é o CERN. O CERN (Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear) é o laboratório que contém o maior acelerador de partículas do mundo LHC (Grande Acelerador de Hadrões). Foi fundado em 1957, na fronteira franco-suíça nas imediações de Genebra, fruto da iniciativa de doze países da europa ocidental, com o objetivo de construir um centro de investigação europeu que rivalizasse com os de outros países, nomeadamente os americanos. Hoje engloba um enorme complexo de aceleradores, detetores e salas de controlo. No dia em que chegámos, demos uma volta pela cidade de Genebra. No dia seguinte, subimos aos Alpes de teleférico e visitámos o Museu Ariana (museu de cerâmica) e o Museu de História Natural, onde vimos três exposições, uma delas temporária sobre formigas. No terceiro dia, visitámos a exposição permanente do CERN “Microcosmos” e a exposição “Universo de Partículas”, no Globe of Science and Innovation, a biblioteca e as instalações onde está afixada a placa que

No CERN da questão João Barbosa, 11.ºA

refere que ali foi criada a Web (www).

Durante

a

tarde fizemos a visita guiada ao CERN. Divididos em dois grupos, conhecemos o maior detetor de partículas, o Atlas, e o sincrociclotrão, o mais antigo acelerador de partículas do CERN. Após a visita tornou-se claro que o que se faz no

Grandes cientistas e físicos em todo o mundo ficam entusiasmados quando ouvem falar no CERN e no

Nessa noite jantámos num restaurante tradicional suíço.

seu LHC, mas para muitos não passam de umas siglas

Nos restantes dias fomos ao Museu da História da

sem significado ou de uma estrutura gigantesca com

Ciência, onde vimos a 1.ª pilha criada, à sede da ONU, ao

potencialidade para teorias da conspiração.

Museu da Cruz Vermelha e fizemos uma caça ao tesouro

Mas afinal o que é o CERN? É realmente interessante? Ou é apenas um laboratório cheio de máquinas e fórmulas que ninguém consegue compreender?

P36

CERN, apesar de complexo, não é de difícil compreensão.

pela cidade para ficarmos a conhecer um pouco da sua história. Esta visita foi realmente interessante na medida

Foi à procura destas e de outras respostas que

em que nos ajudou a ter uma melhor noção de física de

foram alguns alunos do Agrupamento de Escolas

partículas e qual a utilidade do CERN no mundo atual.

Morgado de Mateus, da Escola Secundária S. Pedro e do

Mas, se o leitor quiser descobrir, terá de fazer a visita.


Opinião

A música e a comunicação de valores Rafael Félix

calão, e que muitas vezes nem se percebe o que o rapper diz, se calhar nunca ouviram a verdadeira mensagem nem deram grande atenção a este estilo de música. Aqui, o mais importante é o desabafo de uma filosofia de vida e a manifestação de sentimentos. Os rappers fazem as suas rimas acompanhadas de alguns sons, mas sempre com o intuito de divulgar e denunciar situações políticas, sociais e morais. Os rappers

A música é uma forma de arte e esteve desde

nacionais mais conhecidos e que aplicam isto nas suas músi-

sempre no quotidiano do ser humano. Começou a

cas são Valete, Dillaz, Prof Jam, Slow J e Sam the Kid, que,

manifestar-se no continente africano há 50 mil anos e

na minha opinião, são verdadeiros génios da literatura e são

expandiu-se pelo mundo com o dispersar da raça humana.

dos poucos artistas que mantêm um rap consciente.

Nos dias de hoje, praticamente toda a gente gosta de

Os jovens, normalmente, apreciam este tipo de

música em geral, ou de algum estilo musical. As pessoas,

música pela sua irreverência e situações comuns do dia a dia,

muitas vezes, ao ouvirem uma música, não prestam grande

, ou seja muitos jovens enquadram as suas vidas nas letras

atenção ao que realmente ela quer transmitir, ou seja, à sua

das músicas, por terem muitas semelhanças. Os principais

letra e à sua mensagem. Claro que também há músicas que,

temas transmitidos nestas músicas são a liberdade, o amor, a

devido à intenção comercial, não pretendem transmitir uma

violência, a justiça, a igualdade social e racial e a política. Se

ideia específica, nem acrescentar nada aos valores e aos

ouvirmos com muita atenção a letra destas músicas, vamos

conhecimentos dos ouvintes.

encontrar semelhanças com a realidade que nos rodeia.

Os estilos musicais que passam mais ensinamentos,

Em suma, a música é mais do que uma arte de

valores e princípios são o rap e o hip-hop, também chamados

expressar sentimentos e emoções, é uma “arma” de denúncia

“poesia de rua”. Normalmente, este estilo de música é

social e de comunicação universal, que transmite ao ouvinte

cantado por vozes masculinas, que têm uma realidade muito

novos ensinamentos e valores.

diferente da opinião pública. Muitas das pessoas que dizem que o rap não é adequado para crianças ou jovens pelo uso do

Link da imagem: http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/semana-dajuventude-concerto-de-sam-the-kid-e-mundo-segundo

P37


Opinião

La musique

Cláudia Mesquita Ma chanson préférée c’est High Hopes de Panic! At

Alexandra Coelho

The Disco.

Ma chanson préférée s'appelle "Avalanche". J'aime

me sens détendue quand je l’écoute. J’adore son rythme et

cette chanson non seulement pour son rythme, mais aussi pour ses paroles. La chanson parle d'un jeune homme, en l'occurrence le chanteur, à qui on a diagnostiqué une maladie rare et qui affirme que son esprit n'était pas préparé pour ce défi. Comme dit la musique, c'est comme une avalanche d'émotions. Le groupe qui joue cette chanson s'appelle Bring Me The Horizon. J'adore le style et les paroles de toutes les chansons qu'ils jouent. C'est pourquoi c'est mon groupe préféré. P38

La musique est très importante pour moi C’est une chanson vraiment importante pour moi et je ses paroles. La chanson parle de donner la priorité à nos espoirs, car si nous vivons à des attentes peu elevées, nous n’attendrons jamais ce que nous voulons vraiment. C’est une chanson très inspirante. J’aime aussi le chanteur qui a composé la musique, Brendon Urie. Il est unique et réaliste au sujet de ses chansons. Je ne pourrais pas le comparer à un autre chanteur, même si j’essayais.


Poluição: o papel das escolas Gonçalo Azevedo A poluição é um tema muito importante e delicado, mas que não tem merecido a devida atenção por parte das pessoas. A aplicação de certas medidas e as tomadas de iniciativas por vários países e organizações têm vindo a

La musique c’est la chose la plus importante pour moi Nádia Carvalhais

minimizar este problema, porém ele está ainda longe de acabar. Existem vários tipos de poluição, sendo a que tem um maior impacto a atmosférica, evidenciada em grandes metrópoles e um dos principais fatores do aquecimento global da Terra. Uma maneira de controlar esta situação seria a utilização de transportes bons para o ambiente, diminuindo assim a emissão de gases prejudiciais à saúde e contribuindo para um planeta mais saudável. Também seria importante diminuir o consumo de carne de vaca, pois, por incrível que pareça, o metano produzido por este animal é o principal

Une de mes chansons préférées, parce qu’elle me touche vraiment, c’est la chanson « Le sens de la vie » de Tal. Chaque fois que je l’écoute, je me souviens de mes amis, de mon école, de ma vie à Genève, en Suisse.

fator do aquecimento global. A abordagem deste tema em escolas, sejam básicas sejam secundárias, levaria a que professores e alunos tivessem noção do efeito que a poluição está a ter no nosso

Là-bas on l’écoutait fréquemment et on dansait et

dia a dia e, com a criação de projetos e divulgação pela

chantait au son de cette musique et de ses paroles, de telle

Internet, ter-se-ia como objetivo incentivar os leitores e

manière qu’on la savait tous par cœur.

públicos a refletir e a agir relativamente a isto.

J’aime bien le rythme et les paroles de cette chanson qui sont très émotives.

Assim sendo, a sua abordagem nas escolas é importante pois pode levar as pessoas a refletirem e a agirem,

J’adore la chanteuse parce qu’elle se trouve dans la

divulgando, informando sobre o problema e tomando inicia-

musique et elle réussit à passer un magnifique message aux

tivas, como o aumento de transportes não poluentes e a

jeunes.

mudança dos hábitos de consumo. P39


Opinião

Os media e a formação de opinião

A maior parte das pessoas “constrói” uma opinião acerca de algum tema ou produto baseando-se numa opinião já formada por outras pessoas, ou seja, a opinião formada e veiculada pelos media. Na minha opinião, os media e a imensa informação à qual temos acesso hoje em dia são uma vantagem, pois

Bárbara Miguel Todos nós assistimos a telejornais, ouvimos rádio e lemos publicações feitas em jornais e na internet. Estamos numa sociedade onde todas as informações se espalham e, por isso, todos nós estamos à distância de um “click” para obter essa informação. Eu considero que os media podem manipular a opinião pública, nomeadamente através de notícias sensacionalistas, com títulos interessantes de forma a cativar as pessoas/o público que pretendem atingir e, muitas vezes, esses títulos são mais apelativos do que a própria notícia. P40

podemos estar sempre informados sobre tudo o que quisermos, embora também considere que o excesso de informação à qual temos acesso pode induzir-nos em erro, devido à informação falsa que muitas vezes é divulgada. Com tudo isto, concluo dizendo que, embora os media sejam uma mais-valia para a sociedade de hoje em dia, podem, também, prejudicar muito as pessoas, pois muitas vezes fazem as pessoas acreditar num ideal errado, ou podem influenciá-las a tomarem decisões menos boas e que vão contra os seus ideais. Link da imagem: https://st3.depositphotos.com/4764563/14540/v/1600/depositphotos_145402069-stock-illustration-v ector-pop-art-illustration-of.jpg


Receita para ter sucesso

2. Elabore uma lista de razões que o motivem a alcançar sucesso (todas elas são válidas). Anote-as mentalmente ou, se preferir, escreva-as num papel, para não as esquecer tão depressa. 3. Muitas receitas são personalizadas, mas, para fazer

Maria Rita Azevedo

o básico, pegue na chávena da determinação e misture-a

(trabalho realizado na aula de Português no âmbito

com a boa vontade. Mexa bem para evitar prejuízos por

do estudo do texto instrucional)

futuras desilusões. 4. Ao longo do processo, vá juntando bocados de

Nota inicial: Indicado para quase todos os aspetos da vida

persistência. 5. Deixe a mistura repousar, mas não demasiado, para não entrar em procrastinação.

Ingredientes:

6. Adicione a chávena de esforço para o produto final

- uma chávena de determinação;

crescer. Conforme a quantidade que juntar, o sucesso

- uma colher de sopa de boa vontade;

aumenta mais ou menos.

- uma chávena de esforço;

7. A sorte é um ingrediente muito raro, que aparece

- desculpas (q.b.);

aleatoriamente com o alinhamento dos restantes. Pode ter a

- uma pitada de sorte;

felicidade de ser contemplado com tal; caso não aconteça,

- uma lista de boas razões;

não se preocupe! Tudo o resto é suficiente.

- persistência (q.b.); - uma colher de adaptação.

8. Leve ao forno, untando a forma com capacidade de adaptação. Deixe cozinhar durante o tempo necessário, seja ele curto ou longo.

Modo de preparação 1. Pegue nas desculpas e deite-as no caixote de lixo. A partir deste ponto, estará pronto para o sucesso.

9. Parabéns!!!!

Alcançou agora um maravilhoso

sucesso. Link da imagem: https://www.echosis.com.br/

P41


Opinião

posteriormente, o primeiro computador e, assim, em apenas dois séculos, chegámos a um ponto onde estamos rodeados por tecnologia e utilizamo-la para as mais básicas tarefas diárias. Apesar de estas inovações terem trazido inúmeros aspetos positivos, desde estabelecer comunicação com os nossos familiares no estrangeiro a gerar indústrias capazes de satisfazer as necessidades de uma população em constante aumento, a tecnologia também trouxe consigo bastantes desvantagens. Os novos meios de comunicação influenciam cada vez mais os jovens, provocando problemas não apenas a nível social, como a diminuição do tempo de interação com a família, mas também a nível da sua saúde. Não há muito tempo atrás, quando uma família ia, por exemplo, a um restaurante, enquanto as pessoas esperavam pela refeição, as crianças falavam entre si e arranjavam maneira de se entreterem para o tempo de demora passar mais rapidamente. Hoje em dia, as crianças pedem simplesmente o telemóvel aos pais, se já não tiverem o seu próprio, para fazer jogos ou ver vídeos, ficando todo esse período colados a um pequeno ecrã. Esta situação já é suficientemente desagradável, mas ainda se pode agravar quando se entra, então, no campo da saúde, como os danos na visão, as interferências no sono ou até a exposição a acidentes, quando muitos jovens atravessam as passadeiras sempre a olhar para o telemóvel e, muitas

Dois séculos de transformações na comunicação Ana Cristina Machado Atualmente, vivemos numa sociedade em que os meios de comunicação são fundamentais para o nosso dia a dia. Tudo começou com a primeira invenção de um

P42

vezes, com auscultadores; este tipo de comportamento acontece com demasiada frequência e pode pôr em perigo a vida de quem os pratica. Também podemos verificar constantemente casos em que os meios de comunicação afetam a vida pessoal e privada de muitos jovens. Vários adolescentes fazem amizade com gente que conhecem online, fornecendo-lhes informações confidenciais sem saberem quem está do outro lado do ecrã e, pouco tempo depois, essas relações vêm a tornar-se extremamente perigosas. O acesso facilitado a meios de comunicação também possibilita o cyberbullying e potencia chantagens muito graves, com ameaças de publicação de fotos ou vídeos, podendo devastar a vida de imensas pessoas.

telégrafo, utilizado para enviar mensagens a longas distân-

No entanto, tudo tem vantagens e desvantagens e,

cias; depois foi criado o primeiro rádio para divulgar infor-

apesar de todos os perigos eminentes, somos nós que temos

mações, bem como servir de entretenimento com músicas e

o poder de tomar as decisões que influenciam a nossa vida de

radionovelas; mais tarde foi inventado o primeiro telefone e,

uma maneira positiva ou negativa.


Expor ao país inteiro os seus sentimentos Ana Luísa Machado

A decisão é nossa Ana Margarida Gonçalves Os meios de comunicação estão, cada vez mais, a tornar-se um ponto fundamental no dia a dia de cada pessoa.

As redes sociais e os restantes meios de comuni-

Televisões, rádios, revistas, telemóveis, redes sociais… são

cação proporcionam-nos imensas oportunidades a vários

agora tão indispensáveis como o simples ar que respiramos. São milhares as vantagens e oportunidades que estes

níveis. Existem diversas aplicações a que podemos aceder se quisermos encontrar alguém para ter um relacionamento,

meios nos fornecem, mas há uma outra tanta infinidade de desvantagens e problemas.

normalmente através de mensagens. Por mais simples que

Quando ligamos a televisão, podemos assistir a um

pareça, apesar de estar uma pessoa real do outro lado do ecrã,

filme, uma série, um noticiário que, para além de nos distrair,

muitas vezes esta mente sobre as suas características ou

nos dão informações e morais.

omite factos importantes. E muitas dessas relações não

Nas revistas e nas redes sociais temos a possibilidade

duram ou podem acabar mal, pois conectarmo-nos com

de acompanhar a vida de figuras públicas que admiramos,

alguém sem conhecermos pessoalmente é geralmente

conhecer e comunicar com pessoas distantes, partilhar as

perigoso.

nossas ideias e absorver algumas dos outros.

Recentemente, em Portugal, os canais principais

No entanto, nem tudo nestas plataformas é aquilo a

têm passado programas exatamente com o mesmo propósito

que chamamos “ideal”. Programas de televisão podem

das aplicações ou sites online. Diferem no facto de os encon-

influenciar

tros serem constantemente gravados e de terem o apoio de

interferem com a mentalidade da sociedade, impõem padrões

especialistas em relações para aumentar a taxa de sucesso da

e prejudicam a autoestima. As redes sociais trazem com elas

relação. Existe até um programa em que os intervenientes se

problemas como cyberbullying, invasões de privacidade,

casam logo com um desconhecido. Além de ser imprudente,

dependência e isolamento…

os participantes estão a expor ao país inteiro os seus sentimentos, dando a todos a oportunidade de os julgarem. A Internet e a televisão facilitam o acesso a tudo, mas devemos ser cautelosos no que toca a algo que envolva os nossos sentimentos e que, eventualmente, acabe por nos magoar.

os

espectadores

negativamente,

revistas

Para concluir, os meios de comunicação tornam tudo mais fácil de qualquer forma. Nós é que temos de decidir o que lhes vamos permitir: facilitar a nossa vida ou facilitarnos acabar com ela. Link da ilustração: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/concursocomunicacao-social/

P43


Opinião

coisa, mas fazem o contrário, é uma crítica apresentada no

A Atualidade da Mensagem do Sermão do Padre António Vieira Diana Soares

sermão e que pode verificar-se, por exemplo, no abuso sexual a menores exercido por alguns membros do clero. É também criticada a arrogância, que é atualmente facilmente reconhecível em alguns políticos que, com cegueira política, atacam os outros. Este exemplo pode observar-se muitas vezes na televisão, quando os vários deputados discutem na Assembleia da República. Falando em políticos outra crítica e, esta sim, bastante falada nos nossos dias, sempre presente nas notícias, é a da corrupção que pode ser praticada sob a forma de subornos (isto quando as pessoas que têm poder querem escapar a alguma coisa) ou, então, também na falsificação de documentos e lavagem de

Em 1654, foi pregado pela primeira vez o Sermão de Santo António aos Peixes, pelo Padre António Vieira e publi-

dinheiro. O último caso mais marcante foi o caso do BES (este caso concreto mostra bem a corrupção existente!).

cada a sua primeira edição em 1682. O sermão hipotética-

Relativamente à ganância e à cobiça é dito que as

mente pregado aos peixes, tem como intuito atingir e criticar

pessoas agem gananciosamente pela busca do poder, mas à

os humanos.

custa do esforço dos outros, e isto está interligado com a

Eu considero incrível como este texto, escrito no

exploração dos mais fracos e o oportunismo em que os

século XVII, continua tão atual, com críticas a atitudes que

patrões exploram e obrigam os trabalhadores a trabalhar

são observadas no nosso dia a dia. Vou enumerar algumas

horas extras sem serem recompensados por isso. Por fim, é também criticado o parasitismo quando,

dessas críticas, dando exemplos para verificarmos a atualidade deste sermão. Em primeiro lugar, neste sermão é muito criticado o

agem só por interesse.

facto de os peixes maiores comerem os mais pequenos e isso

Para terminar, o Padre António Vieira, apesar de ter

reflete-se na atualidade em situações como o abuso de poder

vivido há quatro séculos atrás, transmite uma mensagem

praticado pelos políticos e a exploração no trabalho.

forte e universal que, na minha opinião, cada vez é mais

A heresia, que é quando os católicos dizem uma P44

por exemplo, os “amigos” se fingem amigos, mas na verdade

atual.


louCURA Andreia Carvalho A loucura que caracteriza o herói do poema “D. Sebastião, Rei de Portugal”, de Mensagem de Fernando Pessoa, representa o espírito aventureiro do ser humano empreendedor e a luta pelos sonhos.

Estou louco! Andreia Carvalho

Os versos do poema mencionado têm presente, a meu ver, a essência do Homem, a razão de viver da nossa espécie. Sem a tal loucura, o ser humano nada mais é que um animal cujo objetivo é procriar e esperar a própria morte, percorrendo um caminho monótono e sem sentido até ao seu destino final. A loucura faz florescer em nós a vontade de viver, dá

Estou louco!

sentido a cada segundo dos nossos dias, marca a diferença

O normal sabe-me a pouco,

entre uma vida desperdiçada e uma jornada empolgante, uma

Estou fora de mim!

montanha russa de sonhos e emoções que alimentam a nossa necessidade de nos sentirmos cheios de esperança para o

Deliro em alegria

futuro, inquietos, inconformados e curiosos face a cada

e só um louco saberia

acontecimento captado pela nossa visão, sentido que mais

lidar com tal euforia.

motiva e alimenta toda esta azáfama. A loucura precisa de ser nutrida, dando azo aos nossos

Estou louco!

sonhos, correndo riscos, apostando no improvável, a troco de

P´ra razão faço-me mouco

sermos alimentados pela mesma com alguma felicidade,

e ao caos digo sim.

adrenalina e, consequentemente, conferindo algum sentido a esta nossa breve passagem pela Terra.

(Poema inspirado em Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa).

https://medium.com/tfg-sophiakraenkel-2017/contos-e-textossobre-a-loucura-e8bedbed6092

P45


Opinião

Na vida escolar, por exemplo, o aluno é confrontado com um exame nacional a uma determinada disciplina e dá

Quem quer ser grande? Rafaela Peralta O poema “Para ser grande sê inteiro”, de Ricardo Reis, apresenta uma reflexão existencial muito interessante. Refere-se ao modo como devemos encarar todas as coisas que nos vão surgindo ao longo da vida. O valor de cada um demonstra-se através da dedicação que impomos às nossas ações, sem exageros nem omissões, ou seja, na medida certa. Como diz o sujeito poético “põe quanto és no mínimo que fazes”. Assim, devemos dar sempre o nosso melhor em tudo aquilo que fazemos, porque, desse modo, ficaremos satisfeitos connosco e de consciência tranquila, pois teremos a certeza de que fizemos tudo o que podíamos. Para além disto, também não devemos excluir nada do que somos, devemos ser “todo em cada coisa”, pois, só assim, poderemos ser grandes pessoas. De facto, se dermos sempre o nosso melhor, não excluindo nada do que somos, as outras pessoas reconhecerão, com certeza, o nosso verdadeiro valor e brilharemos tanto como a lua. P46

o seu melhor na dedicação ao estudo para ter uma boa nota e, independentemente do resultado, sabe que fez tudo para ter sucesso: merece ser admirado pelos que o rodeiam. Por outro lado, Reis defende uma atitude de moderação epicurista perante a vida, caracterizada por aproveitar todos os momentos ao estilo do carpe diem horaciano, ou seja, usufruindo do momento presente de forma tranquila, uma vez que o tempo é fugaz, o futuro é incerto, mas a morte é inevitável. Em suma, atualmente, por ter tantas responsabilidades e afazeres, o ser humano nem sempre se dedica por completo ao que faz. No entanto, devia orientar-se pela filosofia de Reis, procurando ser feliz com o seu próprio valor e empenho perante a vida.

Razão e emoção: um equilíbrio necessário Rafaela Peralta O ser humano comum é, bem o sabemos, fadado


com a capacidade de sentir e manifestar emoções, Além disso, possui um atributo que o torna único e diferente dos restantes animais. Essa particularidade muito especial é aquilo a que chamamos “razão”. A mistura destes dois instrumentos faz de cada um de nós seres peculiares, dotados de emoções, sentimentos, perceções e pensamentos, que se refletem no nosso modo de agir. No quotidiano, somos com frequência colocados perante o dilema de escolher entre seguir a cabeça ou deixar o coração nortear o nosso comportamento. Eleger um destes dois caminhos, que nos são tão caros, é sempre difícil e muitas vezes angustiante, a fazer lembrar o livro “Sensibilidade e Bom Senso” da famosa escritora inglesa Jane Austen (1775-1817). Sentir é algo absolutamente fundamental. Não devemos esconder ou colocar de lado as emoções, já que elas são um reflexo de nós próprios, são formas de linguagem através das quais mostramos ao mundo as nossas perceções interiores. Pelo que, abdicar do lado emocional, é anular o nosso Eu, é entrar num processo de desequilíbrio mental e de destruição da própria vida. Por outro lado, não podemos esquecer completamente a razão em prol das emoções. Quantas vezes a nossa vertente racional e cognitiva nos diz que devemos atuar de determinado modo, e, na hora de concretizar os intentos que consideramos acertados, as emoções e os sentimentos falam mais alto e temos atitudes que nos surpreendem e das quais, mais tarde, acabamos por nos lamentar! A razão está relacionada com o sentido crítico, com o poder imaginativo e com a intelectualização que fazemos daquilo que nos rodeia. Na procura da felicidade será essencial sentir, mas também exercitar a mente, pensar, questionar e avaliar diferentes pontos de vista. Cada pessoa é singular precisamente pela combinação do que pensa e do que sente. Destarte, não existe, nem pode existir, uma necessidade de escolher entre estes dois campos que, em determinadas circunstâncias, parecem distantes e contraditórios. Será imperativo, isso sim, encontrar uma paridade entre ambos. Em jeito de conclusão, podemos dizer que o ser humano deve saber conciliar a emoção e a razão para que todos possamos viver em harmonia, e, desse modo, fazer o mundo pulsar e evoluir.

A loucura inerente ao Homem Leonor Correia Diz-se que todos temos uma ponta de loucura. Para muitos, ser louco significa fazer algo fora do considerado “normal” ou do “comum”. Outros consideram “loucura” a vontade de realizar os seus sonhos ou de mudar o mundo. Pessoalmente, e tal como Fernando Pessoa escreve em Mensagem, acho que um indivíduo sem qualquer resquício de loucura é apenas um corpo à espera da morte enquanto cumpre a sua função na vida, ou seja, originar descendência, sendo semelhante a um animal, sem objetivos, sem desejos e sem esperanças. Assim, devo dizer que não encontro qualquer motivo para tentarmos esconder as nossas diferenças. Muito pelo contrário, deveríamos lutar por aquilo em que acreditamos, mesmo que isso implique sermos rotulados de “loucos”, até porque podemos sempre pensar que essa palavra tem um lado positivo. P47


Opinião

Alcoviteirices... Daniela Durão Na minha opinião, hoje as pessoas recorrem demasiado aos meios de comunicação social para tentar encontrar um parceiro amoroso. Então pergunto: que conceito de amor é este? Programam encontros em programas televisivos, uns mais ousados do que outros, e também nas redes sociais. Ora, estabelecer contacto com um desconhecido numa qualquer rede social pode ser muito perigoso, pois podemos estar a pensar que do outro lado está um certo tipo de pessoa e, na realidade, está outro completamente diferente, nem sempre bem intencionado, por isso ouvimos notícias de encontros combinados atrás de um ecrã que resultam em sequestros ou outro tipo de crimes. Quanto aos programas que a televisão tenta impingir nos últimos tempos, julgo que o que mais interessa aos indivíduos que se inscrevem é a fama e a visibilidade e não P48

propriamente encontrar um par (amigo, companheiro, ou até, marido “à primeira vista”) ou viver um verdadeiro amor. Pensando bem, parece-me que este tipo de situação já existia nos tempos antigos, embora nos pareça bastante mais estranha hoje. Por exemplo, na Farsa de Inês Pereira, ambos os casamentos foram arranjados por uma alcoviteira e por judeus, papéis frequentes das obras vicentinas que, hoje em dia, na televisão, são desempenhados por pessoas que se dizem especialistas no amor. É caso para dizer que as alcoviteirices das personagens-tipo de Gil Vicente são intemporais, vestindo apenas outra roupagem e alcançando, mais para mal que para bem, uma projeção maior. E assim vão os nossos tempos… Link da imagem: https://www.sitedebelezaemoda.com.br/quando-o-namoro-pelainternet-e-perigoso/


a ficarmos a perceber melhor as suas causas e desenvolvimento, mas também de modo a estudar novas formas de o prevenir, detetar e tratar. Dentro dessas formas de tratar o cancro, existem

As farmacêuticas e As farmacêutio capitalismo cas o capitalina cura do sismo na cura cancro. do cancro. Beatriz Matos e Ariana Sampaio

inúmeros medicamentos, que muitas vezes apenas ajudam a minimizar ou controlar o cancro, cujos preços são muitas vezes inacessíveis aos cidadãos e variam de país para país, de acordo com o capitalismo experienciado e a capacidade de mercado. A verdade é que a razão de não existir cura para o cancro não se deve à falta de necessidade ou vontade tanto dos doentes como dos seus familiares e amigos, cujo acontecimento causa tanto sofrimento. A verdade é que existem muitos indivíduos que enchem os bolsos com este sofrimento, obtendo lucro com os medicamentos que apenas adiam o aparente futuro inevitável. As farmacêuticas que poderiam investir nas curas preferem fazê-lo em produtos mais rentáveis.

O cancro é a doença do século, afetando milhões de

Os tratamentos que existem e que têm a possibilidade

pessoas em todo o globo e levando à morte de muitos desses

de curar as pessoas afetadas são extremamente primitivos

indivíduos. Em Portugal, inclusive, todos os anos morrem

tendo em conta os avanços da nossa sociedade. Por exemplo,

cerca de 42 mil pessoas devido ao cancro (segundo a Liga

não vai demorar muito até termos robôs com Inteligência

Portuguesa contra o cancro) e, segundo a Organização

Artificial a dizerem-nos “bom dia” e a preparar-nos o

Mundial de Saúde, esse número pode aumentar para o dobro

pequeno-almoço, no entanto, parece que ainda teremos que

se não forem tomadas medidas de prevenção a nível nacional

esperar bastante tempo até ser possível não utilizar a radiação

e mundial. Mas só é possível tomar medidas contra o cancro

para tratar o cancro.

dispondo do conhecimento adequado, que só pode ser obtido através da investigação científica. A investigação constante sobre o cancro é então, como podemos verificar, de extrema importância; não só de modo

Mas até que ponto é que tais práticas são morais? Não estará na hora de agir e tentar mudar estas práticas? Afinal, qual é o preço de uma vida humana? E do sofrimento daqueles que ficam para trás? P49


Lugar à

criatividade

POEMA SEM TÍTULO Bárbara Miguel Ai de mim! Neste mundo triste e frio; Nesta guerra sem fim. Ai de mim! Ai de mim! Num mundo sem imaginação; Num mundo sem emoção. Ai de mim! Ai de mim! Neste mundo sem liberdade; Neste mundo sem opção. Ai de mim! Ai de mim! Num mundo sem perdão; Num mundo de traição. Ai de mim! Link da imagem: h�ps://www.e-konomista.pt/ar�go/isolamento-social/

P50

NUNCA AMADO Andreia Carvalho Jaz morto meu amor e eu absorto na plena dor. Meu amor, por fim finado, sem valor, enterrado, acabado, desolado, desonrado, nunca amado.


campainha.

Fiquei

parada,

sem

reação!...

Quando

finalmente voltei à realidade, a primeira coisa que fiz foi espreitar discretamente pela janela para ver quem era. Se te dissesse que quando espreitei não vi lá ninguém, acreditavas? Pois, mas foi o que aconteceu. Não, não estou maluca, eu vi com os meus próprios olhos, aliás eu não vi! Entrei completamente em pânico e liguei logo aos meus pais, mas a chamada caiu porque fiquei sem bateria, entrei em completo desespero. Estava tudo a acontecer ao mesmo tempo e sen�a que a segurança da minha irmã dependia de mim. Para piorar as coisas, a pessoa que estava a tocar à campainha con�nuava a insis�r. De repente, pararam, tudo ficou em silêncio e só se ouviam passos em direção à porta. Nesse momento já estava toda encolhida atrás do sofá. Nem sei como con�nuar, sempre que me lembro desta parte fico toda arrepiada. Os passos ouviam-se cada vez mais alto e o medo também aumentava. Depois, alguém bateu à porta e

Inês Gonçalves

disse para a deixarmos entrar. A voz parecia-me estranhamente familiar, mas optei por ficar quieta. Garanto-te que pensei que ia morrer ali, mas finalmente a tal pessoa miste-

18 de maio, sábado

riosa iden�ficou-se, era a minha �a. Sim, aquele medo todo

QUERIDO DIÁRIO,

para nada! Aparentemente os meus pais disseram-lhe que nós estávamos sozinhas em casa e ela lembrou-se de nos levar a comer um gelado. Honestamente, acho que não foi bem isso que aconteceu, mas isso já são teorias minhas.

Tenho tanto para te contar que nem sei por onde começar.

Sabes como me sinto ridícula? Fiquei tão consumida pelo

Como ontem não te escrevi, hoje vou pôr os assuntos

medo que nem reconheci a voz da minha própria �a! Isto

todos em dia, a começar por esta tarde. Bom, hoje ao fim de almoço, os meus pais disseram-me

cabe na cabeça de alguém? De certeza que achas muita piada, mas eu estava aterrorizada!

que iam sair e perguntaram-me se queria ir com eles, eu

Quanto ao dia de ontem? Bem, foi maravilhoso. Sim, é por

disse que não até porque �nha que estudar. Claro que

esse mo�vo mesmo… eu e a pessoa que nós cá sabemos,

quando eu disse que preferia ficar, a minha irmã disse exata-

passamos os intervalos a falar, foi mesmo bom! Sim, tens

mente a mesma coisa, mas não foi isso que me preocupou,

razão, está um bocado lamechas, mas não quero saber! Se

aliás, o que me deixou extremamente curiosa foi o aviso que

pensas que não te falei na Joana porque finalmente me deu

os meus pais me fizeram. Eles disseram para termos cuidado

paz, enganas-te e muito! Aquela criatura não me deu paz um

e para não abrirmos a porta a ninguém. Deves estar a

segundo que fosse, mas sabes que mais? Já nem quero

perguntar-te porque é que é estranho, não é!? A verdade é

saber! Porquê? Bom, porque onde a ignorância fala, a

que é o que todos os pais fazem, mas os meus não me

inteligência não dá palpites, certo?

falavam nisso há muito tempo, até porque já sei tomar conta de mim. Con�nuando, eles saíram e eu e a minha irmã ficamos em casa. Passado cerca de uma hora depois de terem saído, estava eu a ver televisão, quando tocam à

Acho que por hoje é tudo! Nem sabes como é bom escrever tudo o que me vai na cabeça! Vou dormir, mas não te preocupes que amanhã volto a escrever-te… adeus! P51


Lugar à

criatividade

TEMPO Maria Rita Azevedo Dizia-se do tempo muita coisa, que faltava, que sobrava, que enganava. Eu digo: o Tempo, infinito, irremediável, incontável andava cansado e triste. É verdade que ele já �nha visto, ouvido e experienciado muita coisa, no entanto, ul�mamente, notara os efeitos dele próprio, sen�a- se mais pesado. Tudo tem limites, mesmo as coisas infinitas, mesmo que por vezes esses limites escapem ao poder da compreensão humana. De início, ninguém notou nenhuma diferença; os anos, meses, dias, minutos e segundos decorriam normalmente. As pessoas realizavam o seu percurso normal, os filhos con�nuavam a sair da casa dos pais, a Terra demorava com exa�dão o mesmo tempo a dar a volta ao Sol. Foi com o meu nascimento que as pessoas começaram a reparar que algo de estranho se passava. Havia um conto popular em que o Tempo �nha �do uma filha; essa menina era a sua felicidade, a sua razão de con�nuar a correr. É com esse conto que começa a nossa história, pois a filha do Tempo sou eu. Fui criada por um casal, que considero os meus pais, num local calmo e simpá�co. Embora não me parecesse nada com eles, eu acreditava que lhes pertencia, e eles me pertenciam. Ao crescer, todos me olhavam de lado: para além de ter um estranho sinal de nascença em forma de ampulheta no meu antebraço direito, eu demorava muito tempo a crescer. Digamos que o que uma criança normal cresceria em três anos, eu cresci em cinco. Simultaneamente, as estações começaram a prolongar-se também; ao invés de durarem três meses, parecia que P52

duravam quatro, ou mais. Dizia-se que o Tempo andava lento; que ia parar. Ao olharem para o meu sinal, as pessoas começaram a associar-me com a rapariga da lenda. «Faz todo o sen�do!», exclamavam. «Tens de curar o Tempo!», suplicavam. Indignada, respondia que não – mas que ideia mais absurda! Eu, filha do Tempo? Balelas! Até que um dia, a minha mãe, em lágrimas, se aproximou de mim e confirmou a história toda. Contou-me que me �nha encontrado na berma de uma estrada, no dia em que descobrira que era infér�l. «Achei tão estranho, no entanto, �nhas uns olhos tão sábios, era como se fossem infinitos. Sen�-me avassalada por �, e fiquei con�go. Criei-te como se fosses minha, mas não consigo con�nuar a fingir. Tu és maior que eu, és maior que este mundo, és maior que a Vida. Vai, cura o Tempo e cumpre o teu des�no.» Mal acabou de dizer isto, o Mundo parou. O Tempo parou. Tudo ficou está�co, e eu, em pânico, entrei numa espécie de transe. Acordei num espaço muito luminoso, repleto de neblina e com ecos assustadores. Não tenho a certeza, mas acho que acordei no Além. Atordoada, vi chegar um vulto negro e grandioso; fez-me lembrar um Deus. «Minha querida filha, que saudades!» disse ele. Meio a gaguejar, consegui murmurar: «T-T-T-Tempo?» «Sim, sou eu», retorquiu ele. «Lamento toda a confusão que causei, mas a verdade é que de vez em quando tenho de parar. É demasiada coisa, demasiada dor. Podes não te lembrar, mas já es�veste aqui comigo. A tua alma vai-se renovando, mudando de corpo, assim como eu vou renovando os tempos dos Homens. Chamei-te aqui, pois necessitava de te ver. Porque te amo e preciso de � para con�nuar. Espero que compreendas.» Olhei para os olhos dele, cheios de guerras, amores não correspondidos, catástrofes, paixões e revoluções, e disse: «Compreendo.» Ele, com uma lágrima, mandou-me de volta. Quando regressei para junto da minha mãe, tudo voltara ao normal. Fui aclamada heroína por toda a população mundial. Na minha opinião, não fiz nada mais do que a minha obrigação, que é animar o meu Pai, de tempo a tempo, após todo o mal feito pelos Humanos. Pois, tal como ele, também eu me estou sempre a renovar, também eu sou infinita. E é assim que o Tempo põe o Mundo a funcionar, tudo em minutos suspensos, que fazem avançar a vida. Link da imagem: h�p://www.teatrodimitri.ch/site/wpcontent/uploads/2017/12/01-19-Ques�one_di_tempo_1024x576.j


chamado por muitos, na sua luta contra os Titãs que querem destruir o nosso mundo. Blogger: Muito boa tarde! Como vai? Levi: Bem! Blogger: É um prazer tê-lo aqui! Normalmente nunca aceita dar entrevistas. Pode dizer-nos porque aceitou esta em par�cular? Levi: A caixa de óculos obrigou-me… Blogger: Caixa de… Ah! Quer dizer a Hanji Zoe, a sua colega de trabalho na luta contra os Titãs. Uma cien�sta muito peculiar! Mas vamos às questões dos seus fãs. Primeira pergunta, @gate_away, um frequentador do meu blogue, gostaria de saber se o seu tamanho �sico o incomoda? Essa é uma boa pergunta! Levi: Não!... Con�nuo sempre a ser mais forte do que tu, mesmo que tenhas dez metros! Blogger:

A

questão

seguinte

foi

colocada

por

@fly_penguins que gostaria de saber qual é a sua relação com Eren Jeager.

UMA ENTREVISTA ESPECIAL - Levi

Ackerman * Sofia Vieira Pontes

Levi: Ele é meu aprendiz na arte da guerra e ainda está num patamar inferior. Nada mais. Blogger: Eu acho que o público estava à espera de outra resposta, mas pronto… @catsforever perguntou quando é que se apercebeu que ia ser um soldado das Forças de Operação Especiais. Levi: Quando o meu superior, o comandante Erwin Smith, me �rou do mundo da mafia e me obrigou a ir para o campo de forças militares, eu só não queria morrer. Foi apenas uma questão prá�ca de sobrevivência. Agora estou aqui.

Como blogger fundadora do “Ackerman’@Fans”, vou entrevistar Levi Ackerman, formalmente conhecido como

Blogger: @sate_na�on gostaria de saber se tem algum interesse amoroso. Muito boa pergunta!

Capitão Levi que lidera um esquadrão das Forças de Ope-

Levi: Ninguém.

ração Especiais. Os fãs do Capitão Levi responderam a um

Blogger: Como sempre nos habituou… poucas palavras.

apelo feito no blogue sobre qual a figura que mais gostariam

Parece que por hoje é tudo. Foi um prazer enorme fazer esta

de ver entrevistada. Assim, iremos conhecer um pouco mais

entrevista. É um orgulho ter uma figura da sua importância

de Levi.

na luta contra um mal que tem consequências para todos

O Capitão Levi é um jovem soldado com uma personalidade muito apela�va. É sincero e direto, mas de poucas palavras. Fisicamente, parece frágil e fraco mas possui uma personalidade muito forte e fechada. É mais um homem de ação, “o soldado mais forte da humanidade”, como é

nós. Agradeço a sua presença e espero que os fãs do blogue tenham gostado tanto quanto eu. Levi: De nada. * Personagem ficcional da banda desenhada manga criada por Hajime Isayama. Sendo por isso, esta entrevista uma ficção também.

P53


DESPORTO O Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus conta com numerosos par�cipantes em variadas a�vidades despor�vas, jovens entusiastas da prá�ca despor�va que representam as suas escolas em campeonatos e merecem reconhecimento. Assim, e porque a época só termina no final do ano le�vo, aqui se reportam os resultados da época passada.

RESULTADOS DA ÉPOCA 2017-2018 a Grupo/equip

ero Escalão/Gén

to Infan�l B mis

Badminton Iniciado feminino

Basquetebol

Boccia

Futsal

P54

l Fase Regiona

Fase CLDE

aria Correia Campeã – M iro – Carlota Ribe Vice-campeã a ia Correi 3ºclass – Vitór Andrade a ni tâ Be – 4ºclass cisca Mar�ns an Fr – s as cl 5º ão Salgueiro 4ºclass – Sim Miranda 7ºclass – João uiel Freitas eq 10ºclass – Ez dro Mar�ns 18ºclass – Pe SINGULARES Aires Campeã – Ana Correia ia 4ªclass – Mar Pires ia ar M 6ºclass – a Pereira 7ºclass – Filip Cruz �a Cá 10º class – �ana Azevedo is Cr 16ºclass PARES Ana aria Correia/ M 2ºclass – Aires res a Cruz/Inês Pi 3ºclass- Cá� a an s� ri Aires/C 7ºclass – Ana Azevedo is�ana a Pereira/Cr 9ºclass – Filip Azevedo

Vice-campeã

sa Ténis de me

l

Ana Aires: da 12ºclassifica

o

sc. Infan�l B ma o Vice-campeã to is m Vários

sc. Infan�l A ma . Infan�l B fem . Iniciados fem sc. Iniciados ma Juvenil fem. . Juvenil masc

Fase Naciona

o Vice-campeã o 3º classificad Campeão o Vice-campeã o Vice-campeã ¼ de fina l

- equipa Vice-campeã r Campeão-Igo . c s a m s Iniciado Kyrychenko

o 6º classificad

o 3º classificad

nko: Igor Kyryche o Vice-campeã individual s 3ºclass pare mistos

nko: Igor Kyryche o 6º classificad


Campeonato Regional Boccia O grupo/Equipa de Boccia do Agrupamento esteve presente no Campeonato Regional realizado a 27 de abril de 2018, em Felgueiras. A equipa foi cons�tuída pelos alunos Leandro Anjos, Daniel Santos, Ricardo Costa, Marco Teixeira e Carla Borges.

Campeonato Regional Norte Iniciados O Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus esteve presente no Campeonato Regional Norte do Desporto Escolar, no escalão de iniciados, que decorreu nos dias 15 e 16 de junho, com provas repar�das por S. João da Madeira e Oliveira de Azeméis, representando a Coordenação Local do Desporto Escolar (CLDE) de Vila Real. O aluno Igor Kyrychenko alcançou um brilhante segundo lugar na modalidade de ténis de mesa, na categoria individual, e um terceiro lugar, em pares mistos, ficando automa�camente apurado para o Campeonato Nacional Escolar de Iniciados. A equipa de futsal feminina, cons�tuída pelas alunas Diana Pinto, Solange Jesus, Rita Mourão, Lara Lopes, Catarina Domingues, Sofia Lourenço, Catarina Gonçalves, Ema Falco, Patrícia Mar�ns, Vitória Ba�sta e a árbitra Margarida Vilela, subiram ao terceiro lugar do pódio. A aluna Ana Margarida Aires teve uma boa prestação na modalidade badminton, conseguindo ficar em 12º lugar.

Campeonato Nacional Iniciados O aluno Igor Kyrychenko representou o Agrupamento nos Campeonatos Nacionais Escolares de Iniciados, realizados de 28 junho a 1 julho, em Braga. Alcançou um pres�giante sexto lugar.

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CURIOSIDADES

De que falamos quando dizemos... (GLOSSÁRIO MÍNIMO)

Sabia que? Otília Duarte O conceito de pegada ecológica é quase sempre colado à emissão de dióxido de carbono com origem nos transportes. E ainda que esta seja a segunda componente mais relevante, a alimentação é a principal alavanca das pegadas excessivas. A pegada ecológica mede a área – em terras de cultivo, pastagens, florestas, áreas de pesca – que um cidadão precisa para produzir o que consome e absorver o lixo que produz. Como é que agricultura pode ajudar a mitigar este grave problema? > A agricultura biológica não usa produtos de síntese química nas suas culturas como, por exemplo, fertilizantes e pesticidas sintéticos tendo como principal preocupação a manutenção da fertilidade e capacidade produtiva do solo. Assim, a agricultura biológica promove uma alimentação mais saudável e natural; permite o aumento da biodiversidade local; contribui para a diminuição da contaminação das águas e dos solos e contribui para uma melhor qualidade do ar. > Mais de um terço da produção mundial de cereais é utilizada para alimentação animal. Se o “Mundo emergente” vier a consumir menos carne, a saúde das pessoas e do planeta será melhor. > A biotecnologia irá ter de certeza um papel crescente no aumentar das colheitas e em tornar as mesmas menos exigentes em água e menos vulneráveis às infestações. Mude os seus hábitos alimentares Ajude a salvar o Planeta!... Link da imagem: http://temameioambiente.com.br/pegada-ecologica/

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Alunos do 11.ºB Bazar (v.) – sair, ir-se embora. Beef (n.) – discussão, zanga. Boa, “estar na boa”(exp.) – descontraído, descontraidamente. Bué (adv.) – muito; “tótil”. Bulir (v.) – trabalhar. Chunga, “ser chunga” (exp.) – ser do contra, desmancha-prazeres; ser parolo. Crush (n.) – paixoneta irrealista. Date (n.) – encontro. Descontra, “estar na descontra” (exp.) – descontraído, relaxado. Dica (n.) – insulto; boca. Flex , “dar flex” (exp.) – exibir. Friendzone (n.) – amizade, não conseguir passar da amizade. Ghost, “dar ghost” (exp.) – ação de ignorar uma pessoa. Gregar (v.) – vomitar. Guito (n.) – dinheiro. Kit (adj.) – com estilo. Micar (v.) – observar com atenção. Nenhum (n. ou adj.) – insignificante. Penicar (v.) – depenicar, comer pequenas quantidades. Peta (n.) – mentira. Piso, “fazer-se ao piso” (exp.) – tentar conquistar. Pita (nome) – pessoa infantil. Pura, “na pura” (exp.) – relaxado, descontraidamente. Ranço (adj.) – com falta de qualidade; medíocre. Squad (n.) – grupo de amigos. Tipo (conj.) – como, do género… (serve para introduzir o discurso enquanto se escolhem as palavras a dizer). Top (adj.) – muito bom. Tótil (adv.) – muito. Vista, “dar vista” (exp.) – ver e não responder a uma mensagem. Ya (adv.) – sim.


Penso logo existo...

CURIOSIDADES João Barbosa, 11ºA

A NOSSA BELA LÍNGUA PORTUGUESA Maria Manuel Carvalhais É falante de português? Gosta da sua língua materna? Pois então, certifique-se de que a trata bem, como ela merece! Se é professor, lembre-se que os alunos aprendem com o exemplo… Se é aluno, não queira impressionar mal os seus professores! Em bom português, se forem 12h30, pode dizer que é meio dia e meia, mas nunca meio dia e “meio”! Já viu o que seria meio dia e meio?! Meio dia + meio dia, seria um dia completo, quando apenas passou meia hora do meio dia! Que confusão! Em bom português, se um acontecimento foi favorável a outro, diga que veio ao encontro e nunca que

“veio de encontro”, pois tal significaria exatamente o contrário da ideia que quer dar! Em bom português, há de dizer que “tem a ver” (melhor ainda, “tem que ver”) se está relacionado com; e “tem a haver”, se pagou a mais e tem direito a reembolso. Por falar em reembolso, em bom português não se “destroca” dinheiro, seja que quantia for, mas pode e deve trocar-se! Quem me troca esta nota de 500 €?! Não estão a ver nota nenhuma? Nem eu!! Em bom português, não diga “hádes” nem “hádem”, que são formas inexistentes, mas hás de e hão de, um nadinha mais difíceis de pronunciar, mas exímias cumpridoras da sua função! Esta é de palmatória (foi-se o objeto, ficou a expressão!)! Em bom português, não esqueça que uma casa pode ser solarenga (se for apalaçada), mas um dia de sol há de ser ensolarado… E que, para agradecer, um homem diz(-se) obrigado e uma mulher obrigada! Elementar! Se for fazer uma qualquer experiência química ou comprar um produto ao peso, veja bem quantos gramas usa ou pede, porque o grama é masculino e só termina em ‘a’ p’ra nos confundir… Dito de outro modo, o quarto de quilo tem duzentos (e não “duzentas”) e cinquenta gramas. Bem pesado, faz favor! Picuinhas? Nada disso: trata-se (e não “tratamse”…) de questões importantes! É que isto do bem ou mal falar é mesmo um círculo vicioso (e não um “ciclo vicioso”…) em que todos participamos na roda. Se falarem melhor, estarão mais bem preparados para enfrentar qualquer situação (Esta é uma das difíceis, certo?)! Ficamos por aqui? Para o ano, talvez repita o tema, mas certamente não “volto a repetir”, porque repetir já é voltar! Em bom português: já fui! https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/lingua-portuguesa-em-pauta

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CURIOSIDADES

Aluno vencedor do concurso: Martim Vilela do 9ºC.

"Onde a nossa massa cinzenta fica colorida"

Atividades de preparação atividade.

José Armando Ferreira O aluno Martim Guedes do 9ºC, venceu com a frase "Onde a nossa massa cinzenta fica colorida" o concurso do MIBE - porque gosto da Biblioteca Escolar. A frase vencedora foi ilustrada pelos formandos da turma do primeiro ano de Técnico de Multimédia. A ilustração foi reproduzida na vitrina de acesso à Biblioteca da Escola Secundária Morgado Mateus. O exercício foi realizado no âmbito do módulo 3 “Desenho vetorial” da disciplina de Design, Comunicação e Audiovisuais. Para executar os formandos recorreram a diversas técnicas e materiais, para resolverem problemas de leitura originados pela transparência do suporte. P58

Execução pintura na vitrina.


CURIOSIDADES

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Informações úteis do Agrupamento

Agrupamento de Escolas Morgado Mateus ES Morgado de Mateus (sede)

Outras escolas do agrupamento

Morada: Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus

EB 2/3 Monsenhor Jerónimo Amaral (tel. 259325052)

Rua Dr. Sebastião Augusto Ribeiro 5004-011 Vila Real

EB Vila Real nº7 (tel. 259327284)

Telefone: 259 325 632

EB Abade de Mouçós (tel. 259356547)

Fax: 2593 325 939

EB do Douro (tel. 259321441)

Página Web: http://www.aemm.pt

JI de Ponte (tel. 259374397)

email: diretora@aemm.pt

JI de Mateus (tel. 259325689)

Coordenadas de localização do agrupamento

JI de Torneiros (tel. 259374691)

Latitude: 41º 17´ 68´´ - Norte

JI de Vila Meã (tel. 259929172)

Longitude: 7º 43´ 29´´ Oeste

Horário de atendimento Serviços Administrativos 2ª, 4ª e 6ª feira 8.00h às16.45h 3ª e 5ª feira das 8.00h às 17.30h

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Porqu[L]ê N.º5  

Revista anual do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus. Abril de 2019.

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