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Relatório de Reflexão Crítica (alínea d) ponto 4 do artº 8º do Regulamento de Avaliação do Centro de Formação)

Ação de Formação: “A Biblioteca Escolar 2.0 – A distância/online”

Código da Ação: E15.12 Modalidade de Formação: Oficina de Formação (na modalidade de e-learning) Duração: 25 horas presenciais e 25 horas de trabalho autónomo Formadoras: Drª Helena M P R Carvalho / Drª Mª João S P Castro Formanda: Isabel Maria Doutel Seca

Vila Nova de Gaia, 5 de junho de 2012

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1. Percurso formativo realizado ao longo da formação Pelas rápidas mudanças/melhorias que ocorrem a cada instante ao nível das tecnologias da informação e da comunicação há necessidade de atualização/formação constante nas competências de utilização que lhes estão subjacentes, uma vez a partilha de conhecimento envolver o recurso a ferramentas de colaboração, conteúdos em áudio e vídeo, disponibilizadas nomeadamente pela web 2.0. Esta capacitação estende-se inevitavelmente a novos processos, estratégias e metodologias de ensino, uma vez os aplicativos/ferramentas web 2.0 assentarem na participação, criatividade de cada utilizador, na atualização permanente, interatividade, colaboração, agregação da informação. Tudo isso é extensível a uma BE 2.0, em que o utilizador está no centro da aprendizagem e os conteúdos se apresentam em diferentes suportes. Uma oficina de formação deste teor permite-nos, num curto espaço de tempo, aceder a uma quantidade de recursos materiais que excede em muito a sua apreensão/assimilação imediata e total. Assim, se do ponto de vista das formadoras, os objetivos foram cumpridos e os conteúdos amplamente transmitidos, já a sua interiorização/disseminação pelos formandos requer algum tempo. As minhas expectativas foram todas concretizadas. De facto, pela componente prática presente numa oficina de formação, pelas orientações/tarefas a seguir, foi possível “aprender a fazer, fazendo”, tendo presente que algumas ferramentas web 2.0 divulgadas nesta ação de formação já constituem recursos digitais da BE-ESOD. Logo na 1ª sessão que tinha como objetivo uma partilha de ferramentas/aplicativos 2.0 em uso nas nossas BEs, explicitando-se as suas mais-valias, assim se pode constatar, ao elencar algumas que vieram a ser objeto de exploração nesta oficina de formação. Surgiram igualmente algumas que, a seu tempo, explorarei, pelas mais-valias apontadas, entre outras keynote. Esta sessão, servindo de ponte para a 2ª sessão, permitiu implicar-nos na procura de ferramentas que melhor sirvam os utilizadores de cada BE ao projetarmos um plano de ação, que, em parte, já começámos a operacionalizar nesta oficina de formação e que tem em conta novos serviços e funcionalidades que fazem do utilizador um participante ativo na construção do conhecimento. Fomo-nos, assim, familiarizando com os conceitos de Web 2.0 e Biblioteca 2.0, através da reflexão quanto aos novos desafios que se colocam à biblioteca escolar no contexto da Web 2.0., em que se destaca atitude de mudança e melhoria constante, a auto/formação, não só por parte do pb, como dos elementos da equipa, dos utilizadores.

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Na 3ª sessão, os objetivos de identificação do conceito do microblogue, suas potencialidades e novos desafios que coloca à BE foram conseguidos, tendo já havido alguma continuidade na sua utilização para rápida divulgação de eventos/recursos da BE-ESOD. A sua publicação fez-se através do hootsuite, ferramenta de muita utilidade, uma vez permitir, em simultâneo, publicar também no Facebook (para esse efeito, igualmente abri conta para a BE-ESOD, nesta altura). Reconhece-se, no entanto, que há necessidade de maior aprofundamento futuro, concretamente numa prática sistemática de, uma a duas vezes por semana, haver uma leitura rápida de quem estamos a seguir e retwitar tweets relevantes, para além do que possamos publicar/partilhar. Nesta sessão desenvolvi igualmente, e com muito gosto, trabalho colaborativo com a formanda Aurora Reis na procura de uma biblioteca escolar/pública e de um profissional de referência neste contexto. A 4ª sessão incidiu sobre os conceitos de social bookmarking, tags, tagging e folksonomias e suas potencialidades para o trabalho das BEs. Aprofundou-se o diigo.com que permite, de uma forma eficaz e organizada, armazenar informação/conhecimento disponível na internet e, simultaneamente, a partilha em grupos/comunidades de utilizadores. Esta sessão permitiu-me acrescentar mais 20 recursos diversificados e adequados ao público-alvo, bem como criar, no blogue da BE-ESOD, uma lista para recursos já anteriormente disponibilizados no moodle da ESOD. Inscrevi o sítio de social-bookmarking da BE-ESOD em 3 grupos constituídos por formandos desta oficina de formação, que certamente se vai revelar enriquecedor. Com estas participações dei continuidade a trabalho desenvolvido colaborativamente com o colega Almerindo Pinho no ano letivo transato, e, este ano, com uma colega colaboradora da equipa da BE-ESOD. Tem também incluído a colaboração de grupos de docência da ESOD na sugestão de favoritos www. Na 5ª sessão, em trabalho colaborativo com o colega Almerindo Pinho, partilhámos um Google.doc com as formadoras a explicitar os procedimentos na elaboração de um podcast sobre o Twitter, gravado no Audacity e publicado no Podomatic. Acrescentámos à gravação áudio 2 Vokis, ferramenta muito versátil, atrativa e do agrado dos jovens utilizadores, como já anteriormente tinha constatado na BE-ESOD por uma aluna de 8º ano, cuja utilização partilhei no blogue da BE-ESOD. Quanto às gravações no Audacity carecem de microfone para uma melhor captação do som ambiente, embora os atuais portáteis já o permitam razoavelmente, havendo o cuidado de direcionar a entrada do som corretamente. O podcast incluía ainda música de fundo, acrescentada seguindo as instruções disponibilizadas no tutorial correspondente.

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Ainda nesta sessão houve a familiarização com outras ferramentas web 2.0 de partilha de conteúdos e suas potencialidades para as BEs (Jing, Prezi, myebook, Calaméo) com ótima exploração pelos formandos, como por exemplo o Jing e respetivo vodcast. A 6ªsessão foi dedicada à reflexão sobre o processo de avaliação de recursos educativos digitais (REDs). Foi-nos solicitada a construção de uma grelha de avaliação que incluísse os parâmetros indicados nos documentos de leitura obrigatória e sustentada pela política de avaliação seguida por cada BE. O equilíbrio que é desejável existir entre a credibilidade e acessibilidade dos REDs que cada BE disponibiliza e uma grelha que nos permita de um modo eticamente correto e ágil (=de rápida leitura/análise) avaliá-los, fez-me escolher a que a BE-ESOD tem vindo a aplicar, atualizando-a à luz dos documentos de leitura obrigatória. Aliás, a que se seguia já tinha sido por duas vezes reformulada/atualizada, após formações que frequentei, uma promovida pela RBE e uma outra, mais recente, pelo professor bibliotecário Evandro Morgado. A reflexão que apresentei no fórum para esse efeito está bastante aprofundada, destacando agora, uma vez mais que, a promoção de uma política de partilha de recursos, em trabalho colaborativo com os vários grupos de docência corresponsabiliza e implica todos no que é uma das secções mais importantes da coleção de uma BE. Havendo esse trabalho conjunto, assegurado por uma equipa multidisciplinar ao nível da escola, garantir-se-á uma maior diversidade de REDs a disponibilizar ao utilizador. A esta equipa deve igualmente estar cometida a tarefa de, esporadicamente, rever a atualidade/existência online de todos os recursos inseridos, por exemplo, num social bookmarking como o diigo.com. Os REDs aí inseridos ficam, assim, disponíveis ao utilizador que a eles pode aceder de um modo seguro, credível e rápido. De qualquer modo, a formação do utilizador deve contemplar uma prática de avaliação de REDs para que, naturalmente e ao longo da vida, estejam interiorizados na mente do utilizador parâmetros fundamentais a observar em novos recursos online. Quanto à 7ª sessão, teve como objetivo principal a familiarização com as ferramentas de agregação de conteúdos, de um modo especial o Google Reader, bem como as potencialidades destas ferramentas para o trabalho da biblioteca, listando-se bons exemplos de conteúdos a agregar. Retive, fundamentalmente, que nas grandes bibliotecas virtuais, encontrando-se canais temáticos rss somente em determinadas secções, será mais vantajoso serem essas colocadas apenas como marcadores sociais. Em grandes bibliotecas, quando esses canais rss são mais genéricos, agregando conteúdos num único ponto de acesso, a informação categorizada traz vantagens para o utilizador. Foi de muita utilidade a recolha das sugestões por todos indicadas, uma vez puderem vir a constituir um ponto de acesso a recursos que cumprem critérios de 4


avaliação RED e bastante diversificados a nível temático, seja no âmbito do funcionamento, dos serviços, das atividades culturais, seja da promoção da leitura, e outros. No que diz respeito à 8ª sessão, o conceito de rede social e suas potencialidades na educação e no trabalho da BE foi apreendido com a utilização, na prática, da rede social em que se criou conta para cada BE, analisando o que outras BEs oferecem aos seus utilizadores. Possibilitou ainda a identificação de boas práticas na sua utilização. Através desta formação pude constatar as potencialidades associadas a esta ferramenta, assegurando-se que haja uma pequena equipa que se responsabilize pela sua administração. De preferência, com a colaboração de 1 a 2 alunos para que haja uma maior proximidade na escolha de conteúdos/aplicações a partilhar com os utilizadores. Concluo que, globalmente, esta ação foi muito útil e completa, pois permitiu-nos aceder a muitas ferramentas web 2.0 e refletir acerca da sua utilidade para os utilizadores de uma BE. 2. Potencialidades pedagógicas e didáticas reveladas no decorrer da ação Foram várias as potencialidades pedagógicas e didáticas que se foram revelando no decorrer da ação, associadas a diversas ferramentas/aplicativos 2.0, de que destaco: o Google.doc, twitter, facebook, com várias possibilidades, entre outras a escrita colaborativa de um conto, concorrendo ainda as duas últimas para o desenvolvimento da capacidade de síntese por parte dos seus utilizadores. Através do uso destas ferramentas, o aluno tem um papel ativo na aprendizagem, interage de um modo natural, permite-lhe desenvolver trabalho colaborativo, assim como o pensamento crítico. Daqui decorre que o professor bibliotecário irá procurar manter uma atitude de abertura à mudança, “em beta constante”, capacitando recursos humanos e serviços dos novos aplicativos/ferramentas web 2.0 que melhor sirvam os seus utilizadores. Neste âmbito, destacamos desta formação o serviço diigo.com pelas funcionalidades que oferece, centralizando

o

armazenamento

e

acesso

a

recursos

indexados,

previamente

avaliados/selecionados, que podem constituir um importante apoio ao desenvolvimento curricular de qualquer área de docência, bem como transdisciplinarmente. Atendendo à constatação de que nem sempre é fácil a pesquisa e a escolha das fontes online pelos utilizadores/alunos na realização de trabalhos escolares, estes recursos fiáveis e já devidamente “filtrados” podem orientar cabalmente, num mundo pleno de informação avulsa na Internet. O sistema de indexação possibilita que se aceda mais fácil e rapidamente a estes recursos online.

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Assim, uma vez o diigo.com permitir, de uma forma eficaz e organizada, armazenar informação/conhecimento disponível na internet e, simultaneamente, a partilha em grupos/comunidades de utilizadores, sendo então uma ferramenta web 2.0, ir-se-á promover a sua disseminação, logo no 1º período do próximo ano letivo. Haverá 4 sessões, cada uma direcionada para os grupos de docentes em cada departamento curricular. Após uma breve alusão ao tutorial já disponível para acesso ao catálogo online, explanar-se-á o serviço diigo.com da BE-ESOD. Como anteriormente referido, no blogue da BE-ESOD (coluna do lado direito), estão inseridas tanto a nuvem com acesso a estes recursos através dos tags, como a lista- Dossiê Digital- aí publicada e criada nesta formação, a qual dá acesso mais direto aos RED no Google site, mas também ao glossário de artigos de revistas e de jornais da plataforma moodle da ESOD. No final de cada sessão para docentes far-se-á de novo o apelo à continuidade de trabalho colaborativo na partilha de outros recursos. Seria desejável que já estivesse constituída a equipa multidisciplinar que irá dar continuidade a este serviço de social bookmarking, dando-se conhecimento a todos. Após início de aulas, na formação inicial destinada aos utilizadores/alunos em início de ciclo, irse-á igualmente fazer uma primeira abordagem a estes recursos, através de exercícios práticos incluídos no Guião à Descoberta da Biblioteca Escolar. No fórum para disseminação de uma ferramenta 2.0, irei divulgar o serviço diigo.com através do sliderocket, que se revela muito versátil, uma vez permitir apresentações multimédia, divulgação no twitter, no facebook e a partilha em grupos/comunidades de utilizadores. É ideal para a divulgação de trabalhos de alunos. Este trabalho final está publicado no issuu.com, pois possibilita uma leitura no livro digital muito agradável e a impressão processa-se de um modo muito eficaz. 3. Etapas de aprendizagem pessoal e coletiva e limitações a superar 3.1. Do ponto de vista pessoal, houve empenho, interesse, curiosidade, vontade concretizada de “aprender a fazer, fazendo”. 3.2. Do ponto de vista coletivo, nesta modalidade de formação há sempre um grande esforço no acompanhamento constante ao longo do processo de formação mas que sai sempre 6


muito compensado pela experiência enriquecedora das partilhas de saberes proporcionada, bem como a possibilidade natural de trabalho colaborativo. A falta de tempo por todos certamente sentida foi um dos constrangimentos para que houvesse mais interação da minha parte.

4. Autoavaliação 4.1. Quanto à assiduidade, participei em todas as sessões de trabalho. 4.2. No que ao nível da participação diz respeito, quer a nível individual quer em trabalho colaborativo, assim como na interação com os colegas, tentei dar resposta empenhada e cuidada a todas as tarefas propostas pelas formadoras, havendo a preocupação de respeitar pontos de vista diferentes dos colegas com quem me “cruzei” online. 4.3. Relativamente ao nível de consecução das atividades propostas, tanto obrigatórias como facultativas, registo o cumprimento das que foram indicadas, com envolvimento, dedicação e espírito de partilha

5. Considerações finais Esta oficina de formação foi muito proveitosa, tanto ao nível dos conteúdos, materiais disponibilizados, como pelo apoio atento, compreensivo prestado em permanência pelas formadoras. Igualmente os ganhos pessoais na interação com os colegas formandos, sempre a ultrapassaram as barreiras do virtual, do aqui e agora. Adivinha-se um trabalho mais dificultado, no futuro, em virtude das alterações decorrentes do novo regime de autonomia, adminstração e gestão das escolas, designadamente as respeitantes à constituição de turmas com maior número de alunos e as novas dinamicas a desenvolver nos mega-agrupamentos. Subsistirá a persistência que tem dado ânimo aos professores/bibliotecários na sua caminhada?...

A formanda Isabel Maria Doutel Seca

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BE 2.0 _ trabalho final