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E depois da Escrita‌ o Livro

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E depois da Escrita‌ o Livro

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FICHA TÉCNICA

Este trabalho resulta do trabalho desenvolvido, em sala de aula, pelos professores de Língua Portuguesa do 2º e 3ºciclos, com os seus alunos em momentos de escrita.

TÍTULO: E depois da escrita… o Livro COMPOSIÇÃO: Biblioteca Escola Dr. José dos Santos Bessa, Carapinheira PRIMEIRA EDIÇÃO: Junho 2011

E depois da Escrita… o Livro

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E depois da Escrita… o Livro

Agrupamento de Escolas Dr. José dos Santos Bessa - Carapinheira

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Índice Introdução ……………………………………p.8

Narrativas ……………………………………p.9 a 88

Dramas

……………………………………p.89 a 92

Poesia

………………………………………………...p.93 a 124

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Para alunos, professores, pais ‌ e demais amigos das leituras.

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Introdução “Na Leitura e na Escrita encontramo-nos todos naquilo que temos de mais Humano” José Luís Peixoto

ESCREVER exige esforço e trabalho árduo. Por detrás de um texto escrito está um trabalho moroso, delicado e artístico. O trabalho e o esforço do escritor vão-se aperfeiçoando aos poucos até se atingir o texto desejado, tal como o escultor cinzela delicadamente a sua criação. Os nossos alunos são a prova disso: começam a escrever com alguma dificuldade, por vezes, sem saber como e o que escrever, mas escrevem, reescrevem, voltam a escrever e partilham e divulgam os textos produzidos para todos os que apreciem a leitura.

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A CASA MISTERIOSA

Os dois irmãos entraram na casa e, muito devagarinho, começaram a espreitar as divisões. Na primeira divisão, foram encontrar um dragão que estava a conversar com uma bruxa, porque ele estava constipado e não conseguia cuspir fogo. Eles ficaram muito espantados e, cheios de coragem, passaram à divisão seguinte, onde encontraram um fantasma a dizer a um zumbi que tinha comido tanta comida que já nem conseguia voar. Os meninos ficaram especados a olhar para tal coisa, mas continuaram a espreitar cheios de curiosidade. Depois, encontraram a Bela Adormecida, a Branca de Neve, a Cinderela, a Rapunzel e o Capuchinho Vermelho que estavam a tomar chá e a falarem dos seus problemas. O capuchinho queixava-se que, sempre que queria ir ter com a avozinha, aparecia o lobo e atrapalhava-o, a Rapunzel estava farta da torre onde estava aprisionada, a Bela Adormecida enfadada de não fazer nada, a Cinderela cansada de ser a empregada da madrasta e a Branca de Neve também estava farta da sua madrasta lhe oferecer coisas que a podiam prejudicar. As crianças continuaram e, finalmente, encontraram outra divisão que tinha a arca do tesouro. Eufóricas, correram, abriram a arca, e, sim, encontraram o tesouro que levaram para casa. E viveram felizes para sempre!

Daniela Melo, nº4, 5ºB

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A FESTA DAS FOLHAS

Como é sabido de todos, quando chega o Outono as folhas das árvores mudam de cor, no entanto, há sempre algumas mais resistentes ao vento, à chuva e ao frio e que, por isso mesmo, permanecem verdes durante mais tempo. Ora, certo dia, as folhas verdes resolveram dar uma grande festa . “ Mas nesta festa…” avisaram elas, “… não podem participar folhas que não sejam verdes…só entram as da nossa cor.” Está visto que todas as outras folhas multicolores se sentiram injustiçadas. “ Isto é discriminação…” comentaram entre si. Mas como nada podiam fazer, até porque algumas já estavam muito velhinhas, ficaram muito tristes tentando não cair das copas das suas árvores para poderem ao menos observar a festa lá de cima. À hora da festa começar, as folhas verdes sorriam entre si cheias de vaidade, enquanto esperavam os restantes convidados. Tinham organizado um karaok e aguardavam ansiosamente a orquestra de pássaros que iriam dar o seu último concerto antes de partirem para outras paragens mais quentinhas. Só que quando os pássaros chegaram, confundiram o colorido das outras folhas com fatos de bailarina e abeiraram-se das árvores vizinhas tocando lindas melodias. Todas as folhas coloridas, novas ou velhinhas, amarelas, vermelhas ou castanhas, fizeram rodas bailando e rodopiando à volta dos troncos das árvores. “ Não é justo, isto não está a acontecer…” murmuravam entre si as folhas verdes muito zangadas. E a festa assim continuou, com umas a gritar tristes e abespinhadas e outras a dançar estonteadas de alegria. Nisto, veio uma rabanada de vento e a seguir outra ainda mais forte, e depois outra, e mais outra, até que aconteceu um verdadeiro temporal. O vento arrancou todas as folhas das árvores e levou-as numa grande viagem. As folhas verdes, porque eram mais fortes, conseguiam orientar-se no ar e decidiram aterrar em cima dos formigueiros para lhes roubar a comida que andavam a recolher para o Inverno. As folhas coloridas esvoaçavam desnorteadas por cima dos telhados sem saberem nem como nem onde pousar. Então os pássaros apiedaram-se delas e levaram- nas com eles para construir em os seus ninhos. As folhas verdes que serviram de abrigo aos formigueiros, ficaram enregeladas com o frio e as chuvas a bater-lhes nas costas. As castanhas e suas irmãs mais novas multicoloridas viveram felizes para sempre quentinhas, vendo nascer e crescer passarinhos pequenininhos.

C Jornalismo - 5ºB

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O Génio da Lâmpada Mágica Era uma vez uma menina chamada Daniela que tinha uma irmã chamada Rafaela. Daniela já estava muito cansada da irmã, pois ela era muito travessa e mexelhona. Um dia, Daniela estava a desenhar em cima da mesa, quando chegou Rafaela que, ao subir também para cima da mesa, bateu no braço da irmã e estragou-lhe o desenho. Daniela, muito triste, saiu de casa e foi para a rua apanhar ar. Ao passear pelo jardim, ao longe, avistou algo no chão. Aproximou-se e viu que era uma lâmpada mágica. Daniela pegou nela, escondeu-a e levou-a para o seu quarto, fechou a porta à chave e esfregou a lâmpada. De lá de dentro, saiu um Génio que lhe disse: -Esfregaste a minha lâmpada, concedo-te 3 desejos. Ao ouvir o Génio, o que lhe veio logo à cabeça foi pedir que nunca tivesse tido nenhuma irmã. O Génio disse algumas palavras estranhas e logo esclareceu: -Missão cumprida, a tua irmã já não existe. - E desapareceu completamente. Daniela escondeu a lâmpada e destrancou a porta do quarto. Chamou pela mãe que apareceu sem a irmã. O seu desejo tinha-se concretizado! Após algumas horas, Daniela, arrependida, desejava voltar a ter a irmã, mas que era feito do Génio? Então, Daniela desejou tanto que ele aparecesse que, num abrir e fechar de olhos, lá estava ele: -Já gastaste o segundo desejo, só te resta um, o que desejas? -Quero anular todos os desejos que te pedi. -Tens a certeza? - perguntou-lhe o Génio. -Sim. - respondeu-lhe. Depois das palavras estranhas, disse novamente: -Missão cumprida, todos os teus desejos foram apagados. - E desapareceu. Daniela chamou pela irmã e, quando a viu aparecer, ficou tão feliz que jurou nunca mais ralhar com ela. Daniela Ferreira 5ºC E depois da Escrita… o Livro

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A Casa Assombrada A Maria e o Joaquim entraram na casa abandonada e, logo à entrada, estavam coisas velhas, trapos e mobílias. Então, sempre juntos, começaram a procurar, ainda com um pouco de medo. Primeiro, foram ao quarto e a porta do armário abriu-se sozinha. Quando eles olharam lá para dentro, cheios de medo, só viram roupas velhas roídas pelas traças. De seguida, foram à sala. Mal entraram, uma jarra caiu no chão. Eles deram um berro e, com muito medo, viram que a janela estava aberta e que tinha sido o vento que tinha deitado ao chão a jarra. Então, foram ao outro quarto, já com menos medo. Nesse quarto, não viram nada de anormal, apenas uma toca de ratos. Na garagem, encontraram um carro que estava a cair às peças e um pneu furado. Depois, foram à cozinha. Procuraram bem, mas não encontraram o tesouro e quando iam embora tachos, talheres, facas, panelas e frigideiras caíram no chão. Mais uma vez, eles gritaram e esconderam-se debaixo de uma mesa. Quando, mais calmos, viram que não havia perigo nenhum, decidiram ir ao sótão. E, finalmente, estava diante deles o tesouro!

Filipe Figueira – 5ºB

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Um Dia Inesquecível Certo dia, estava eu a ver TV, quando o meu telemóvel tocou: - Olá Cláudia! Porque é que me ligaste? - Para saber se tu podes ir brincar para minha casa, podes? - Não sei, vou pedir à minha mãe. Até já - disse eu. Pedi à minha mãe e, depois de muito hesitar, lá me deixou ir. É claro que levei os meus patins. - Então Cláudia? Vamos jogar ao jogo da outra vez? - Sim, pode ser! Mas eu sou a professora, ok? - pediu ela. - OK, eu até gosto mais de ser aluna! E então professora? O que vamos fazer hoje? - Olha, hoje vamos fazer um exercício. Ora primeiro, vais até aquele poste, e depois passas pelo caminho de pedras. Olha para mim! Bem, quando ela vai no caminho de pedras...pum...cai. Então eu, quando vou no caminho de pedras...pum...caio também para a irritar. Brincámos mais um pouco, e voltei para minha casa!.

Telma Simões, 5ºA

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Aventuras no Mato

Nas férias de Verão, eu ficava sempre em casa da minha avó. Nesses dias, costumávamos ir ao mato. Ia eu, a minha prima, os meus avós e a minha tia. Geralmente, eu e a minha prima apanhávamos pinhas, mas também nos divertíamos muito. Às vezes eu perguntava: -Vamos tentar descobrir caminhos e esconderijos? E ela respondia: -Claro. Depois podemos pregar-lhes sustos. -Sim! Sim! Uma vez, íamos nós a andar quando descobrimos um esconderijo. Passávamos aí a maior parte do tempo. Aí lanchávamos e brincávamos. Uma vez escondemo-nos lá e assim obrigámos os meus avós a procurarem-nos. Quando se aproximavam dizia eu: -Eles estão a chegar! -Então esconde-te e não faças barulho. Os meus avós descobriam-nos, punham-nos de castigo e lá ficávamos nós sem ir ao mato uma semana. Eliana Tinoco 5ºA - nº 10

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O Velho Frigorífico

Num dia de muito calor, o meu motor estava sempre a trabalhar, porque os meus donos estavam sempre a abrir a minha porta, até que não suportei, o meu motor queimou. Tiraram-me tudo o que tinha dentro, arrumaram-me numa arrecadação muito escura e ainda me taparam com um pano velho; para ali fiquei abandonado. Os dias iam passando, mas um dia, alguém me tirou o pano velho de cima e disse: -Chegou a hora de mandar arranjar este frigorífico, pois vai ser preciso na nova casa. Fiquei tão feliz por ouvir aquelas palavras, ia de novo ganhar vida e ser novamente útil. Desapertaram-me os parafusos, os tubos e mais parafusos. Puseram-me um motor novo, apertaram-me os parafusos e limparam-me tão bem! Senti-me tão feliz, pronto para fazer frio outra vez e receber produtos fresquinhos. Voltei a sentir -me como novo.

Diana Antunes - Nª8 - 5ªA

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Como podem imaginar, a vida de um lápis não é fácil: partimos uma cabeça, nasce-nos outra; em vez de crescermos, diminuímos! O que me vale a mim, é o meu casaco preto e amarelo, e um gorro vermelho; mais coisas, dispenso. Mas, às lapiseiras, nós impressionamo-las. Sabem como? Com as nossas tatuagens. Ah pois! Assim é que é! Como o nosso bico bem afiado, (só por vezes) fazemos com que os meninos e as meninas escrevam. Mas sabem o que nós mais tememos? As borrachas. Já viram? Nós a fazermos obras de arte (ou graffitis) e vêm as «chicas espertas» das borrachas e apagam as preciosas obras de arte! Que lata a delas! Não acham? Por vezes, até rasgam o papel, que morre de imediato! E assim querido diário, acaba a minha descrição, e as minhas superstições.

Telma, 5ºA

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Memórias de uma vuvuzela Cá estou eu, a vuvuzela, a envelhecer com o passar do tempo. Inventaram-me para o Mundial de futebol da África do Sul. Tenho um som grave e forte, mas gostavam de mim mesmo assim, quando me vendiam em grandes quantidades. Vendiam-me nos postos Galp, nos supermercados, hipermercados, lojas chinesas, etc. Existem várias cores: cor-de-laranja, verde, vermelha… A criança que me comprou era muito simpática e divertida. E também era muito original. Não é que, quando chegámos a casa, (que não era uma casa mas sim uma vivenda) pegou numas tintas e pintou-me toda! Mas fiquei ainda mais gira. Giríssima. Como o rapaz era rico viajámos para a África do Sul. Quando entrámos no estádio, para assistir ao Portugal - Brasil toda a gente dizia que eu era diferente, mais original. Que eu era: verde, vermelha, azul e branca. Só aí descobri que eu estava pintada com as cores da bandeira de Portugal. Era assim pintada e com muito orgulho!

Eliana, 5ºA

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As Pétalas de Flor de Miriam Era uma vez, num planeta distante, uma menina chamada Rosa, cujo pai estava muito doente e o único remédio era o sumo da flor Miriam. Miriam era uma flor muito difícil de encontrar, só existia uma em todo o universo e estava na Terra. A menina, muito triste pela doença do pai, pegou na nave espacial e foi à Terra procurar a tal flor. Tudo na terra era muito diferente do seu planeta. Já desesperada, sem saber o que fazer naquele mundo tão estranho, chocou contra um menino chamado Rui, encheu-se de coragem e perguntou-lhe: - Conheces alguma planta chamada Miriam? - Sim, conheço - respondeu-lhe ele. Rosa, muito feliz, pediu a Rui que a levasse até Miriam. Este disse-lhe que pertencia ao clube ―Naturi‖, um clube que protege a natureza e Rosa contou-lhe a sua triste história. Subiram os dois para a nave e seguiram o caminho que ele lhe indicava até à procurada flor. Quando finalmente encontrou Miriam, Rosa arrancou-lhe cuidadosamente três pétalas. De seguida, deu três pequenas sementes a Rui e disse-lhe para as plantar, cada semente iria substituir cada uma das pétalas que retirara de Miriam por uma flor do seu planeta. Logo depois, entrou para a nave e levantou voo. Passado mais de um mês, Rosa chegou ao seu planeta e foi a correr para casa. Foi à cozinha, espremeu o sumo das pétalas de Miriam e levou o copo com sumo ao pai. Graças a Miriam, o seu pai melhorou e tudo acabou bem. A partir desse dia, Rosa e a família viveram felizes para sempre.

Daniela Ferreira, 5ºC

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Uma manhã, Rafaela, de dois anos, estava a brincar no parque. Com o balde e a sua pazinha, escavava a areia para construir um castelo. De repente, a sua pazinha encontrou algo especialmente duro: era uma pedra que, devido ao sol, se tornou numa cor verde viva e brilhante. -Com que cara ficará a minha irmã Daniela, quando lhe mostrar? Após ter pronunciado estas palavras, deu conta de que já não se encontrava no parque, mas sim num encantado bosque mágico, onde tudo parecia triste. Um ursinho, ao ver Rafaela com a pedra na mão, informou: -Com essa pedra, podes curar o rei da nossa floresta, o meu papá, para que ele possa voltar a governar sabiamente o bosque encantado. Rafaela, curiosa, perguntou-lhe: -Como é que isso aconteceu? -A bruxa que reina no País dos Feitiços lançou um feitiço ao meu papá porque ela tem inveja do nosso reino, o bosque encantado, e só a pedra que tu encontraste o pode curar. Anda, vem comigo a casa do meu papá. O rei Urso, ao esfregar-se com a pedra mágica que Rafaela encontrou, pôde sair novamente de casa. Como o rei Urso já estava curado, mandou organizar uma festa em honra de Rafaela. Para lhe mostrar a sua gratidão, ofereceu-lhe uma fita vermelha. Do mesmo modo que, de repente, se viu no bosque encantado, Rafaela apareceu, de novo, no parque da sua cidade. De certeza que pensou ter sonhado a emocionante aventura que acabava de viver, mas a fita vermelha perto do castelo de areia, do balde e da pazinha era a prova de que a aventura tinha sido realidade …

Daniela Ferreira, 5ºC

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UMA FESTA DE ANIVERSÁRIO ATRIBULADA No bosque, viviam as fadas e a sua rainha. Nos últimos dias, o bosque andava numa confusão: rainha ia fazer anos e tinha que estar tudo perfeito. As fadas cozinheiras preparavam os melhores bolos, as fadas mensageiras andavam por todo o bosque a anunciar o aniversário da rainha, as fadas cabeleireiras faziam os melhores penteados, as fadas decoradoras enfeitavam o castelo com fitas, bolas e muitas luzes de várias cores… As fadas estilistas estavam muito atarefadas a fazer o desenho do vestido da rainha. - Este vestido que desenhei é perfeito para a rainha. – Disse uma fada estilista. Oriana, outra fada estilista, foi ter com a rainha para lhe tirar as medidas do vestido. Todas as fadas ficaram encantadas com o modelo. O vestido era curto, de cor verde, com muitos brilhantes! Finalmente, chegou o grande dia por que todos esperavam. As fadas estavam muito nervosas: As fadas cozinheiras estavam com medo que os bolos saíssem queimados, as fadas estilistas estavam com medo que o vestido não servisse à rainha, ou que ela não gostasse dele. Mas o pior estava para acontecer! Para espanto de todos, o vestido tinha desaparecido! A rainha veio a correr ter com a Molly. -O vestido desapareceu!! A Molly alertou todas as fadas para ver se alguém o tinha visto. A Molly lembrou-se que havia uma fada que não gostava da rainha. - Foi de certeza a fada Poppy que roubou o vestido. - Anunciou a Molly. E lá estava ela escondida com o vestido. A fada Anna, que era muito esperta e despachada, conseguiu apanhá-la, devolveu o vestido à rainha para que pudesse ter um aniversário feliz. O vestido era maravilhoso e ficava-lhe tão bem! E foi uma festa de arromba! Ana Rita Tomás, 5ºC E depois da Escrita… o Livro

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A Aventura de um Sonho

Numa manhã cheia de nuvens, levantei-me da cama. Vesti uma roupa velha e fiz as malas. Eu ia ter uma grande aventura. Saí de casa à socapa, peguei no cavalo do meu padrinho e lá fui eu a galope, a caminho da floresta. O Sol já estava a começar a aparecer, mas as árvores da floresta impediam o Sol de passar. Sentei-me à beira de uma árvore, comi um pão com fiambre que tinha preparado e dei outro igual ao meu cavalo. Depois daquele pequeno-almoço continuámos a nossa viagem. No fim de 4 horas a andar chegámos a uma cidade…era a cidade de Coimbra, e tão bonita que ela era!…Na minha carteira levava 10 notas de 20 euros, 15 notas de 5 euros e 30 notas de 10 euros. Parei num pequeno estábulo e paguei ao homem para me guardar o cavalo. Eram 3:30h marcadas num relógio de vidro. Procurei então um restaurante para ir almoçar. Numa rua muito estreita, encontrei um restaurante muito estranho e entrei. Tudo parecia calmo até ouvir uma voz que dizia: -Já vai ver! Quando levantei os olhos, dois homens lutavam com grandes espadas, e um deles apontou-me a espada à cabeça. Eu, um pouco aflita, corri até ao estábulo, peguei no cavalo e de repente acordei. Afinal tinha sido a aventura de um Sonho.

Ana Vanessa Duarte, 6ºC

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Uma viagem de avião

Acordei bem cedinho, com o coração aos pulos, pois ia andar de avião. O quarto estava todo escuro e só o despertador iluminava o quarto. Senti alguns barulhos, já sabia que a mãe estava acordada! Virei-me para cima e pus-me a pensar como iria ser fantástico visitar o Luxemburgo, mas o pior era andar de avião…. E se o avião se caísse? De repente a mãe acendeu a luz, acordou-nos (a mim não, porque eu já estava acordada) e pôs-nos uma roupa bem quentinha em cima da cama para nós vestirmos. Já estava tudo pronto. Fomos para o carro rumo ao aeroporto e, durante a viagem, vi paisagens lindíssimas e coisas que nunca tinha visto. Foi uma viagem muita calma e tranquila… Quando chegámos, saímos do carro e dirigimo-nos àquele fantástico aeroporto, aonde os aviões chegam e partem constantemente de e para várias partes do mundo... Mas o meu coração continuava aos pulos, pois continuava muito nervosa! No entanto, a descolagem foi muito divertida e fácil, mas quando chegámos ao céu os ouvidos doíam-me muito por causa da gravidade. Rapidamente chegámos ao Luxemburgo e aí respirei de alívio e apreciei a vista magnífica. Afinal, a viagem de avião até foi muito divertida.

Ana Mafalda Duarte, 6ºC

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O Homem que me Sorria

Ia a caminho do Algarve, estava a apreciar a paisagem das planícies do Alentejo, até que adormeci. Quando estava a dormir profundamente, comecei a sonhar. No sonho comecei por estar espalmada no meio de uma floresta, até que abri os olhos e, claro, fiquei um pouco assustada. A floresta era igual às que temos hoje em dia, mas dizia-se que há uns anos, um velhote tinha assassinado brutalmente uma rapariga de 15 anos… E sim, no sonho já sabia disso, mas não sei como… Sonhos…. Levantei-me, e comecei a andar pelo mistério, até que por fim encontrei uma casa pequena, já muito velha, mas parecia ser ainda habitada. E então bati à porta. Apareceu-me um senhor de porte médio, de cabelos curtos, brancos, vestido com uma camisola velhíssima, e com umas calças rotas. Porém, o senhor sorriu-me e deixou-me entrar. A casa, por dentro, tinha um frigorífico, uma TV, um sofá, uma cama, uma sanita e uma mesa com uma cadeira velha. A casa cheirava a podre… De noite, eu ‗‘ dormia `` no sofá, ou aliás, eu deitava-me no sofá, mas não dormia. Houve um dia em que o tal senhor se levantou e foi para a floresta. Passados uns minutos eu, bastante assustada, ouvi um grande berro ao longe.... Comecei a chorar, e nesse instante o senhor apareceu-me e sorriu-me como da primeira vez, depois, começou a rir-se, e cada vez que dava um passo, ria-se ainda mais, e aí, o homem atirou-se para mim. Saltei da cadeira do carro, e dei um suspiro bem grande. Foi divertido, até porque é tudo inventado, mas se algum dia sonharem com isso, não acordem e sintam a aventura e a adrenalina que estão a viver, até porque esta história não é assustadora. Rita Alegre, 6ºC, nº18

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Uma Aventura na Serra de Sintra Numa manhã de Verão, estávamos todos reunidos no acampamento a tomar o pequeno almoço, pois era bem preciso. Naquela manhã íamos ter um jogo de pista pela serra de Sintra. Todos estávamos alegres, excepto um. Era uma menina muito tímida, que não se conseguia integrar no grupo que lhe tinham proposto. O meu grupo era o Ivo e a Cristiana que são meus primos. Então, como reparámos na timidez da rapariga, perguntámos ao monitor se a podia mandar para o nosso grupo. Então ele disse: - Sim, também acho que ela não está bem enquadrada. - Pronto, está decidido - disse eu. - Ok. Que ganhe o melhor - disse o monitor. Pela serra, íamos encontrando mensagens em sítios inesperados. Até aí tudo bem. Mas a certa altura tivemos de poisar os mapas porque já não tínhamos saída. - Será que só nós é que temos este azar?!... - exclamei - Sim, talvez só o nosso grupo é que tem os mapas trocados! - disse o Ivo. De repente ouviu-se uma voz muito melódica: - Não se preocupem, eu moro cá em Sintra, esta serra é como se fosse a minha casa. - Bolas, não pensava que conhecesses isto tão bem! - disse a Cristiana. Então, seguindo os seus conselhos, conseguimos chegar ao acampamento. Chegámos lá e já estava lá o outro grupo, então dissemos ao monitor: - Alguém nos trocou os mapas, por isso chegámos tarde. Então descobrimos quem foi, e esse alguém não ficou feliz com a repreensão. Ricardina Silva, nº20, 6º

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Natação a minha vida

O meu passatempo favorito é nadar. Eu

ando em

natação de competição em Cantanhede. O clube

chama-se

SCC e é um dos melhores a nível nacional! Eu treino todos os dias durante 2 horas e

também

treino ao Sábado de manhã, igualmente2 horas.

Os treinos

são muito intensivos e complicados, mas vale sempre a pena. Partilho esses momentos com a Vanessa e os meus melhores amigos de lá: A Margarida, o Diogo Marque e o Roman. A Margarida é muito divertida e não tem auto-estima nenhuma; o Diogo Marques, sempre que estamos tristes, arranja uma piada qualquer que nos põe a rir à gargalhada e o Roman é ucraniano e muito divertido também. Os nossos treinadores são muito rigorosos, porque querem que nós cheguemos muito longe na natação, mas vale sempre a pena, porque este ano já um colega meu bateu o Recorde Nacional, ou seja tem o melhor tempo da sua idade a nível de todo país! É muito bom! Eu ainda estou na fase de crescimento, mas ando a fazer tempos muito bons e qualquer dia também eu conseguirei ser recordista Nacional! Mas claro, só com muito esforço. Espero que tenham gostado, pratiquem muito exercício físico e não se ponham em casa a ver televisão. Natação é sem sombra de dúvida a minha vida. Ana Mafalda, 6ºC

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Quando Ulisses e seus companheiros chegaram ao mar das sereias, os seus companheiros disseram: -Ulisses, vamos pôr uns tampões nos ouvidos porque estamos no mar das sereias. -Eu quero lá saber, quero ouvir o canto delas! - exclamou Ulisses. -Olha que até agora ninguém sobreviveu ao tal encanto. -Hum! Eu sou demasiado bom para morrer. -Vais morrer! -Sendo assim, atem-me a um poste com uma corda forte. -OK! E assim fizeram. Passado um tempo, Ulisses começou a ouvir a voz de sua mulher, cujo nome é Penélope. -Ulisses, vem salvar-me! -Hum?! Parece a voz de Penélope! – exclamou Ulisses. -Salva-me Ulisses, estava à tua procura e por fim encontrei-te, mas as sereias raptaram-me! -Marinheiros, parem! – mas não valia de nada ele dizer isto. A voz encantadora foi desaparecendo, até que finalmente saíram do mar das sereias.

João Valente, 6ºC

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Os Meus Tempos Livres

Os meus tempos livres são ocupados a estudar, a ler e a falar com a namorada do meu primo pelo ―Messenger‖, pois ela vive em Faro. Como ela tem câmara no computador, tenho sempre o cuidado de ligar a minha, pois tenho noção de que falar com estranhos pode ser perigoso. Para me orientar melhor com tudo o que tenho de fazer, construí o meu próprio ―horário de actividades‖. Ao domingo, quando não tenho nada de importante para fazer, estudo. Como já não gosto de brincar com bonecas, o meu brincar é descobrir mais sobre o mundo, pois afinal é onde eu vivo. O meu tempo de leitura é aproximadamente uma hora, antes de jantar, mas os livros que eu gosto de ler, não demoram apenas esta hora. Eu, como gosto de livros com espírito aventureiro, opto por ―Uma Aventura‖. Quando começo a ler um livro destes não consigo parar, porque página puxa página e demoro pouco mais de três dias a lê-lo. Adoro estes livros! É assim que são ocupados os meus tempos livres.

Ricardina, nº20, 6ºB

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Ulisses no Mar das Sereias

Ulisses e os seus companheiros estavam quase a chegar ao Mar das Sereias. Os marinheiros pararam de remar e Ulisses perguntou: - Porque parámos, homens? -Não te lembras do que Circe nos recomendou? Circe tinha dito aos marinheiros que quando chegassem ao Mar Das Sereias, tapassem os ouvidos com cera para não serem enfeitiçados pelas sereias. Ulisses reclamou indignado: -Cera nos ouvidos, eu? Só se fosse doido! Eu quero ouvir o seu canto maravilhoso. Os marinheiros tentaram convencê-lo mas ele disse: -Se acham que corro o risco de elas me matarem, atem--me ao mastro principal, assim, mesmo que eu queira ir ter com elas, não posso. E assim fizeram. Ao atravessar o Mar Das Sereias, uma delas fez-se passar por Penélope, a mulher de Ulisses, dizendo que as sereias a tinham prendido no fundo do mar. Ulisses quis ir ter com aquela voz, mas não conseguiu. Passaram o Mar Das Sereias e só então ele se lembrou que elas imitavam as vozes dos humanos para atrair os marinheiros até ao fundo do mar. Depois seguiram o seu caminho rumo a Ítaca. Inês Ferrão - nº10 - 6ºC

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Ulisses no Mar das Sereias

Ulisses estava a chegar ao mar das Sereias e os marinheiros pararam de remar e disseram: -Ulisses, estamos a chegar ao mar das Sereias, temos de colocar cera nos ouvidos se não morreremos com o canto delas. E Ulisses respondeu: -Quero ouvir esse canto, dizem que é tão encantador. E os marinheiros disseram: -Mas assim vais morrer! E Ulisses disse: -Prendam-me ao barco com a corda mais forte que tiverem; assim, mesmo que eu queira, não conseguirei ir ao mar. Eles ataram-no ao mastro e começaram a remar, andaram, andaram, até que Ulisses começou a ouvir o canto das Sereias. Uma dizia que era Penélope, para ele a ir salvar. Então Ulisses ordenou: -Parem, parem de remar! E os marinheiros continuavam a remar, remar, e não ouviram nada com a cera nos ouvidos. Ultrapassaram o mar das Sereias e Ulisses adormeceu; quando acordou lembrou-se de tudo. Estava cheio de suor e de sangue!

Micael André Tinoco, 6ºC

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A Girafa e o Leão. Era uma vez uma girafa que se chamava Joana e esta que vivia no jardim zoológico, ela era amiga de todos os animais, menos de um, o leão de que todos os outros animais tinham medo, este chamava-se Bruno. Todos não gostavam dele porque disseram que um animal lá tinha ido ter com ele e passado algum tempo o Bruno tinha mandado os ossos desse animal cá para fora. Ninguém com este falava por isso ele andava sempre escondido de tudo e de todos. Até ao dia em que a girafa Joana teve curiosidade e foi á procura dele. De repente esta sentiu qualquer coisa nas costa e gritou: - Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! - Não é preciso gritar eu não tenho nada de mal! - Então porque é que todos os animais não gostam de ti? - Esses animais parecem que se esquecem que essa história que conta não aconteceu comigo, mas sim com o meu pai que já morreu. Eu até sou vegetariano! Queres ser minha amiga? - Claro que sim! A partir daquele dia todos os dias estes se encontravam hás escondidas para brincar, a girafa começou a notar que os outros animais andavam desconfiados por isso chamou-os a todos e disse-lhes para irem com ela. Quando chegaram ao sítio que a girafa queria ela foi chamar o leão e quando ele apareceu todos os animais começaram a gritar e a esconder-se, mas passado pouco tempo começaram a aparecer e disseram todos em couro: - Tu não tens nada de mal. - Eu sei, até sou vegetariano! Querem ser meus amigos? - Claro que sim! – Responderam eles. A partir daquele dia passaram a ser todos amigos. Ana Rita - 7ºB

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Um dia um leão muito pequenino perdeu-se da mãe, porque tinha ido correr pelo prado atrás de uma borboleta. Correu tanto e brincou tanto que, quando olhou em redor, não encontrou nenhuma «juba» conhecida. Ao longe, só via um bosque enorme que lhe parecia assustador!…Mas continuou a caminhar sem destino até que encontrou um lago, e logo se aninhou debaixo de uma árvore a choramingar... Entretanto, ouviu um ruído… e viu uma girafa a comer umas folhinhas de uma árvore… Ela, ao ouvir um choro, aproximou-se e viu o leãozinho. Teve um pouco de receio , pois a mãe poderia andar por ali perto e poderia atacá-la... Como teve pena do leãozinho, perguntou-lhe o que se passava. O pobre leão contou-lhe o que tinha acontecido sempre a choramingar. A girafa ficou com tanta pena que foi à bananeira que havia ali perto e ofereceu-lhe umas bananas para o pequenino comer. Depois aconchegou-se perto do leãozinho e deu-lhe calor e toda a noite lhe contou aventuras engraçadas que já tinha vivido. Passaram a noite assim. Já de madrugada, a girafa ouviu barulho, espreitou e viu que era a mãe do leãozinho à sua procura. Então, muito devagarinho afastou-se, tendo cuidado para não acordar o pequenito que entretanto tinha adormecido, porém, ficou por perto para ver se realmente o encontravam. A girafa sorriu ao ver a mãe e filho a brincar, e sentiu-se muito feliz por ter ajudado o leãozinho. Moral da história: Devemos ajudar sempre quem precisa, porque um dia também podemos precisar.

Susana Abrunheiro - 7ºB

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Nova Iorque, 17 de Fevereiro de 2011 Meu caro amigo: Como te tinha prometido, escrevo esta carta para te contar como foi esta primeira semana, aqui, em Nova Iorque. Tenho boas notícias para te contar, pois um amigo arranjou-me um emprego no subway, nas galerias do metropolitano. Aqui cai de tudo e o meu dever é deixar tudo muito limpo. Não vejo a luz do sol, mas já é bom ter um trabalho, mesmo debaixo da terra. Quando estou de folga, vou dar um passeio com a minha mulher e os meus filhos pelas belas ruas desta cidade. Continuamos pobres, mas somos muito unidos e ainda nos conseguimos divertir um pouco. O que me deixa mais feliz é ter conseguido pôr os meus filhos na escola para aprenderem uma nova língua e, futuramente, conseguirem arranjar um emprego melhor do que o meu. Eu também vou voltar à escola para aprender algumas palavra de inglês. Assim, poderei fazer amigos e o meu trabalho passa a ser mais fácil e entendo melhor o meu chefe e os meus colegas. Mas ainda não te contei o que me tem acontecido, principalmente, aos fins de semana! Num determinado local de subway, encontro arroz de primeira, branquinho como a neve. No primeiro dia, não liguei e varri-o juntamente com o lixo, mas depois comecei a apanhá-lo para um saco e a levá-lo para casa. Assim, posso alimentar melhor a minha família. Amigo, se tiveres oportunidade, vem aqui passar uns dias para conversarmos melhor e para nos divertirmos como nos velhos tempos. Como seria bom! Por agora tens as notícias em dia, estás actualizado do que tem acontecido por aqui, por isso despeço-me. Escreve depressa, porque também estou curioso em saber novidades daí. Um abraço do teu amigo João (o Limpa - vias). Inês Faria – 7ºB

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NA PRAIA O rapazinho, enquanto corria pela praia, só via espuma branca por tudo quanto era canto. Olhava para todos os lados e via o azul intenso do mar, onde pairava aqui e ali, pela água, espuma branca. O rapazinho perguntou a si próprio se o mar ia ficar daquela cor muitos dias, porque se assim fosse ele não podia ir para a água brincar. De longe, o rapazinho avistou uma caixa baixa e castanha à deriva. Foi ver o que era. Correu, correu, correu, até que chegou junto dela e reparou logo que era um cofre. Tentou abri-lo mas não conseguia porque, para o abrir, faltava-lhe uma chave. O rapazinho começou a procurá-la à sua volta, mas não viu nada. De repente, sentiu umas mãos frias a tocarem-lhe nos ombros, virou-se para trás e viu uma menina muito bonita com o cabelo comprido, olhos azuis e um grande sorriso. Pensou que estivesse a sonhar, mas não era um sonho, era mesmo verdade! Olhou-a nos olhos e perguntou-lhe muito envergonhado: -Que és tu e de onde vieste!? -Sou a Clara e vim à deriva no mar até aqui! -Porquê? Como?! -Não sei bem porque, quando acordei, estava no mar! -Olha, eu chamo-me rapazinho. -Rapazinho?! Isso é nome de pessoa? -Não sei, foi sempre assim que me chamaram - disse o rapazinho muito envergonhado. -Encontrei um cofre, mas não consigo abri-lo… Ajudas-me a encontrar a chave? -Claro que sim!! Foi então que os dois começaram a procurar a chave. Procuraram, procuraram, até que a encontraram e foram logo abrir o cofre! Ficaram espantados quando viram que, dentro do cofre, estava um lindo coração feito de esmeraldas. Eles olharam um para o outro, olhos nos olhos, e beijaram-se. Não sabiam o que lhes tinha acontecido, mas parecia que o coração tinha sido mandado pelos cupidos para que se sentissem menos sós e se apaixonassem. A razão daquele acontecimento ainda hoje permanece um mistério, mas explica que a vida por mais que pareça enfadonha e solitária acaba sempre com um final feliz!!! Rita Teixeira, 7ºC

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Roberto, o Marinheiro No ano de 1598, um marinheiro português chamado Roberto Garcia embarcou sozinho no seu barco em busca de novas terras. Como passou muito tempo no mar a alimentar-se apenas de comida seca e, muitas vezes estragada, o marinheiro ficou doente. Tinha apanhado escorbuto e começou a ficar muito fraco, tendo apenas tempo para chegar a uma praia e logo ali desmaiar. A sorte do marinheiro foi ter sido encontrado por um pescador que por ali passava todas as noites a contemplar o céu. Levou-o para a sua casa e cuidou dele. Passado algum tempo, o marinheiro começou a recuperar e, voltando a si, perguntou: - Onde estou e o que faço aqui? - Meu Senhor, estais no Brasil. Encontrei-o na praia desmaiado e trouxe-o para minha casa. - Onde está o meu barco? - perguntou novamente o Marinheiro. - Meu Senhor, infelizmente, o seu barco afundou-se e ainda não deu à costa. – respondeu o pescador. - Oh! meu Deus, como posso continuar a minha viagem? – exclamou o Marinheiro muito aflito. - Meu Senhor, eu posso ajudar-vos a construir um barco, mas quero ser recompensado! - Como posso eu recompensar-vos se não tenho um tostão? O pescador disse-lhe então que conhecia o paradeiro de um tesouro. No entanto, era tão perigoso encontrá-lo que nunca se atreveria a tal. -Que tesouro? – perguntou o marinheiro. -Há uma lenda que diz que, no Castelo assombrado, há um grande tesouro, mas é necessário encontrar a chave que o abrirá. -Então eu tenho que a encontrar, esteja ela onde estiver! -Diz ainda a lenda que essa chave está numa floresta assombrada. -É para lá que eu vou! O marinheiro encheu-se de coragem e, muito decidido, foi para a floresta assombrada. Apesar de ouvir ruídos sinistros e de passarem por ele sombras aterradoras, começou a procurar. Procurou...procurou, até que, já muito cansado, decidiu ir embora mas, no momento em que, desanimado, dava meia volta, viu algo a luzir, dourado e pensou: será que é a chave? Baixou-se e viu que ali estava a chave que tanto tinha procurado! Segurando-a na mão, deu um grito de alegria e disse: - Finalmente, encontrei-te! Agora já posso ir buscar o tesouro ao Castelo. Quando encontrou o tesouro, abriu–o com a chave e pensou que agora que o tinha em seu poder já podia dar a parte acordada ao pescador para ele poder realizar o seu sonho e continuar a sua viagem pelo mar que tanto o fascinava. José Filipe e Bruno Mendes, 7º C

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“ABYSSUS ABYSSUM” -Psiu! - Manuel, António, já estão aviados? - Estamos indo, minha mãe! -Depressa, António, temos de ir. Puxou o irmão pelo braço. Desceram as escadas e foram ter à cozinha onde a mãe estava a meter o bacalhau na salgadeira. - Já lá devíamos estar, vamos! A mãe lançou um cesto repleto de fruta à cabeça e os meninos seguiram-na. Na rua, pararam numa banca, no mercado da aldeia. - Andem, já que preguiçaram, ao menos, ajudem-me a limpar a banca. Depressa! - Estamos indo, minha mãe! Pegaram nos panos de uma cor indefinida, marcados pelo uso, e mergulharam-nos na água límpida, torceram e começaram a limpar a banca, enquanto a mãe descarregava o cesto da fruta. - Abram os panos, seus jericos! - Estamos a abrir, minha mãe! Mas as suas barriguinhas cheias de fome, coitadinhas, gemiam, gemiam… - Bem, estou a ver que têm fome. Vou comprar pão, já volto, não me demoro. Enquanto eu estou fora, varram o chão, estendam o pano e coloquem lá a fruta. Vá, fazei o que vos mando! Os rapazinhos estenderam o pano e expuseram a fruta. Havia, pimentões verdes e vermelhos, tangerinas, laranjas, peras e maçãs. A rua estava muito agitada, com muita gente que passava para lá e para cá. - Manuel, não te esqueças do que combinámos, hoje à tardinha, hã... - Ó António! Como é que vamos escapar à mãe? - Então é fácil… - Diz lá, então, ó sabichão. - Mentimos-lhe, dizendo que vamos brincar e que voltamos antes de escurecer. - Tate, António! Não creio que ela caia nessa. - Cai... só temos é que ser cuidadosos e ver como falamos para ela. - Pronto, está bem. A manhã passou devagar. O António e o Manuel, muito cuidadosos em não irritar a mãe, faziam tudo o que ela lhes pedia. Mais tarde, já em casa ... - Manuel, é agora. - Sim. - Vamos. Os dois irmãos desceram as escadas e depararam-se com a mãe a sacudir uns tapetes. - Minha mãe… – iniciou o António a medo. - Que quereis? - Podemos ir brincar por um bocado? - Poder ate podem...mas se eu sei que fostes para o rio... - Esteja tranquila, minha mãe, não iremos para lá. - Encho-vos de pancada, vós sabeis. - Sim, minha mãe. E depois da Escrita… o Livro

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- Anda, dá corda às pernas, Manuel! O rio, mas que tentação o rio... e ainda por cima, como se não bastasse, o barco, mas que tentação o barco! - Anda, António sobe. Subiram os dois para cima do barco, mas quando se aprontavam a desamarrá-lo da margem, ouviram uns passos atrás deles. Era o fidalgo, o dono do barco! - Então, meninos, que estão a fazer em cima do meu barco?. - Desculpe senhor, nós saímos já daqui.

- Não, não, deixem-se estar. - É? Podemos mesmo ficar?! Exclamaram os dois irmãos ao mesmo tempo com uma euforia impossível de descrever. - É, claro! Eu vou atravessar o rio, e vocês vêm comigo, ou têm medo? - Vamos consigo, claro! - Então, vá! Cheguem-se para lá! - Senhor, nos gostaríamos de manobrar o barco, não se importa? - E porque não? - Urra! gritaram os dois em coro. - Ao leme vou eu, já sabes, Manuel. -E a remar vou eu, já sabes, António. Sendo assim, os três atravessaram o rio. Enquanto o barco deslizava para a outra margem, os meninos ficaram tão contentes, que fizeram uma proposta ao fidalgo: - Sr. Fidalgo…? - Sim, meninos, que querem? - Anda, Manuel, começa tu... - Podemos voltar todas as tardes e andar no seu barco? - Se a vossa mãe não se importar...sim. Os dois irmãos olharam-se. O medo escurecia a alegria que pouco antes brilhava nos seus olhos. Tão perto de concretizarem o sonho da vida deles… E agora… Mais uma vez a mãe iria estragar tudo! Nunca lhes permitiria regressar ao barco e se ela soubesse que tinham andado de barco naquela tarde… - A vossa mãe não sabe que estão aqui? Não, pois não? Vá sigam-me, vamos ter uma conversa com ela. Vão ver que tudo se arranjará pelo melhor. Os dois irmãos ficaram tão surpreendidos que seguiram o fidalgo. - Onde estiveram até tão tarde? Não foram para o rio, pois não?! - Foram comigo, no barquinho, e eu fico responsável por eles, se o permitir, claro está! Deixe-os viver os seus sonhos, não seja assim, mulher! Eu prometo que sou responsável por eles. A mãe olhou para o fidalgo, olhou para as duas criancitas que, por sua vez, a olhavam esperançadas, tremendo de medo e de expectativas ao mesmo tempo: - Está bem! Se o Sr. tomar conta deles e nunca os perder de vista… Sabe, eu sou viúva e tenho muito medo que lhes aconteça alguma coisa… Mas cuidado meninos, não se atrevam a andar no barquinho sozinhos, se não ―ABYSSUS ABYSSUM”. MARIA CARLOTA CAVALEIRO, 7ºC

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A Espada Mágica Já há muito, muito tempo, no alto mar, existiu um belo cowboy muito alegre e divertido que se chamava Aquiles. Nem sempre fora marinheiro aquele cowboy. Querem saber como um cowboy se pode transformar em pirata? Pois escutem: Desde muito cedo, ele tinha um sonho… ser pirata, como o seu avô tinha sido. Mas os seus pais não aceitaram esse sonho porque, se esse boato chegasse aos ouvidos do povo, seria uma tragédia, pois poderia acabar com a linhagem dos cowboys. Onde já se tinha visto um cowboy marinheiro? Aquele avô tinha metido ideias perigosas na cabeça daquela criança e teriam de ser eles a consertar os estragos! Não, nunca o iriam permitir! Mas a semente ficara e crescera… Aquando da sua morte, o avô tinha lhe dado uma espada para usar quando precisasse, o que tinha um grande valor sentimental para ele. Farto de obedecer e de ouvir o que os seus pais lhe diziam, houve um dia em que Aquiles decidiu ir para o alto mar. Estava tão cansado e tão nervoso, que sem dar conta, desviou-se da rota e foi dar a uma ilha chamada Ciclópia. Nessa ilha, pairava um grande silêncio, parecia que estava deserta. E, quando avistou ao longe um ser enorme, pensou que era uma ilusão. Ao aproximar-se, constatou que era um enorme gigante. O gigante foi a correr velozmente na sua direcção e perguntou-lhe: -O que estás a fazer na minha ilha? -Eu…, eu estou aqui porque, porque tive um desvio na rota, mas, mas, eu não fiz por mal, juro – disse Aquiles embasbacado e amedrontado. -Eu quero-te fora da minha ilha, mas não antes de me dizeres o teu nome - ordenou o gigante com cara de mau. -Eu chamo-me Aquiles, …mas não te zangues que eu vou-me já embora. Mal virou costas para se pôr a nado e regressar ao barco, já o gigante o estava a chamar. - Aquiles! ... Aquiles! … Pensando bem estou a ser bom de mais! Há anos que aqui vivo e nunca deixei ninguém sair da minha ilha impune. Nesse mesmo instante, o gigante pegou numa enorme pedra e lançou-a em direcção a Aquiles. Ele tirou do cinturão a espada mágica que o seu avô lhe dera e, por incrível que pareça, cortou a pedra ao meio. Ficaram os dois surpreendidos com o sucedido. De súbito, Aquiles foi em direcção do temível gigante e cortou-lhe a cabeça, foi um acto de pura coragem. Sempre que as pessoas tivessem curiosidade em ir ver aquela ilha magnífica, já não teriam de ser confrontados com aquele horrível gigante. Voltou para o seu barco e navegou o mais rapidamente possível de regresso a casa, esperançado de que esta maravilhosa aventura lhe granjeasse o perdão dos pais e reconhecimento da sua família. Chegou a casa e contou-lhes tudo. Os pais ficaram muito orgulhosos e, desde então, o integraram na família como marinheiro cowboy. Este texto mostra que, apesar de nascermos com diferentes formas de ver o nosso futuro e os nossos sonhos, não podemos deixar que nada nem ninguém nos afaste daquilo que queremos ser. Barbara Costa nº4 e Rita Teixeira nº15 - 7ºc E depois da Escrita… o Livro

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A LENDA DO PLANETA TERRA

Num planeta distante, chamado Fumho, em época de Primavera, vivia um rapazinho de mais ou menos treze anos com a sua família. Quando nascera, fora abandonado e adoptado por um casal sem filhos que, tendo verificado que o seu corpo não se parecia nem um bocadinho com o seu, não deram importância a isso. Certo dia, o rapazinho, com um pingo de indignação na voz, perguntou aos seus pais porque não era igual a eles. O pai suspirou fundo, mas esclareceu-o: - Olha, tu já tens treze anos, tens idade suficiente para saber a verdade. Certo dia de Inverno, eu vi uma mancha leitosa lá no espaço. Ela aproximava-se cada vez mais e fiquei imóvel, à espera que essa mancha leitosa começasse a ganhar forma. A cada minuto, aproximava-se mais, vi-a chocar no chão e eu caí para trás com o estrondo. Uma porta abriu. Saiu de lá uma mulher de cabelos muito longos, com todos os tons de castanho e algum preto, ondulado, que fazia caracóis nas pontas, olhos castanhos chocolate muito graciosos. A sua boca abriu-se num trejeito doloroso: -Já que eu não posso tomar conta dele, façam-nos vocês, por favor. - Um lençol branco às flores expandiu-se e um pequeno, muito pequeno, caiu a chorar. Eu abri os braços para o segurar. Nesse instante, a mulher virou costas e entrou para aquele pedaço de metal que pairava no ar com a palavra SONDA escrita em maiúsculas e desapareceu. O rapaz queria saber cada vez mais acerca desse assunto. Tanto procurou que encontrou um génio mau montado a camelo, chegou ao pé dele e perguntou-lhe: -Quem és? O génio, com o seu ar carrancudo de barbas pretas longas, agora um pouco agitadas pela mão que as revolvia, semicerrou os olhos e deu um pulo do camelo que fez recuar o rapazinho. - Eu? Eu sou Jacob, o génio mau, como me tratam, né? Mas não te preocupes porque é só fama. Na verdade, não sou mau. E tu rapazinho o que queres de mim!? -Tu! Tu, um génio!!! Ajuda-me, por favor! O meu pai adoptivo contou-me que veio cá uma mulher linda, que me deixou porque não tinha condições para me criar e foi-se embora. Agora tu, génio, já que és génio, ajuda-me a encontrá-la e a saber quais são as minhas origens. -Eu! Ajudar-te a ti, um miúdo franzino de treze anos com um corpo de oito!? -Como é que sabes que eu tenho treze anos? -Eu sou um génio! Música -Eu sou um génio Eu sou do tamanho do mundo Ninguém me pode deter Sabias que te posso comer? Mas não o vou fazer Rapazinho de colher! Rapazinho de colher! Enquanto cantava, o génio abria a boca, cada vez mais perto do rapazinho. - Há quanto tempo não lavas os dentes? -Hã……….Já sei - puxou um caderno. - Há…. 355 anos. Porquê? O rapazinho dirigiu-lhe um olhar indignado e perguntou-lhe. - Queres uma pasta de dentes e uma escova? - Dás-me? E depois da Escrita… o Livro

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- Dou, mas com um condição? - Qual? - Ajudas-me a encontrar a minha mãe? - Monta no meu camelo. – Clamou o génio. E lá foram os dois em direcção ao nordeste. Depois de muito andar de camelo, chegaram a uma casa muito alta, com umas espinhas em cada ponta. -Esta é a minha casa.- murmurou o génio. Ele pegou no rapaz ao colo e colocou-o no chão. Subiram as escadas, que rangiam, e foram dar a uma sala muito grande, com uma prateleira cheia de remédios e uma enormíssima bola de cristal com uns reflexos muito azulados e com uma base ferrugenta. O génio olhou para a bola e uma luz brilhante acendeu. Viram uma mulher um pouco esquisita com cabelos acastanhados a arrastar pelo chão, deitada à sombra de uma árvore, mas com um rosto infeliz. E a luz apagouse. -Não! - Disse o rapazinho desesperado. -Mas esta bodega não funciona! Desculpa não funciona. O rapazinho, muito triste e desalentado, foi-se embora. Pelo caminho, encontrou um peixe que começou a falar para ele. -Ó tu aí? – Disse o peixe. -Tu falas? -Falo! Algum problema? Olha a tua mãe deixou-me um mapa para te entregar, se alguma vez cruzasse contigo. Sem que o rapazinho tivesse tempo de se recompor, entregou-lhe o mapa e foi-se embora. O rapazinho foi pelo caminho fora, seguindo mapa. E tanto andou, tanto andou que encontrou uma nave que o levou para outro planeta. Aí, viu a mulher de cabelos compridos acastanhados, que vira na bola do génio. Olhou para ela e perguntou a medo: -És tu, a minha mãe? -Filho! Como estás grande! No mesmo instante, abraçaram-se. As lágrimas escorriam-lhe pelas faces. -Filho, eu não tinha condições para te criar e, por isso, quando tu nasceste eu levei-te para aquela maravilhosa família. Mas esperava que, quando fosses grande, regressasses para mim. Estou tão feliz! Como vês, este planeta está deserto. Sou a sua única habitante. Mas juntos, poderemos repovoá-lo. Iremos buscar os teus pais adoptivos e os teus amigos do planeta Fumho. E assim, a vida tornou-se possível num planeta, outrora triste e desabitado, ao qual se chamou Terra.

Soraia e Carlota 7ºC

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Emigração: Uma grande consequência da crise Devido à crise muitas pessoas têm de recomeçar a vida noutros países, sem uma base concreta para a sua estabilidade. Há já algum tempo que Portugal e os restantes países da Europa têm sofrido alterações ao nível da economia e das finanças e a má gestão de Portugal tem feito o país afundar-se: muitas pessoas ficam no desemprego num abrir e fechar de olhos. Sem meios para uma vida estável e organizada, muitas pessoas, e entre elas cada vez mais jovens, têm de emigrar para outros países. Esta é a única solução para recomeçar a vida, não muito viável, mesmo difícil, mas a única forma de procurar mais oportunidades. Muitas das vezes, é necessário sacrificar-se, aceitar empregos em áreas diferentes das da formação e as pessoas que não têm muitos estudos sujeitam-se a trabalhos duros, por vezes ilegais. O mais complicado é a separação da família e dos amigos, as barreiras culturais e linguísticas que se levantam e que é necessário contornar. As pessoas não podem desistir, não podem entrar em desespero. Têm de seguir em frente e encontrar novos horizontes, com esperança, força e inovação.

Rita Teixeira, 7ºC

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O Golfinho Kiko Era uma vez um golfinho que se chamava Kiko. Este era muito bonito, engraçado, divertido e muito brincalhão. Ele adorava o mar e todas as criaturas que nele habitavam. Adorava aprender coisas novas e gostava imenso de brincar com as suas duas grandes amigas, a baleia e a sereia. Certo dia, reparou que todos os seus companheiros tinham família…os pais iam buscar os filhos à escola e ele não tinha ninguém. O golfinho começou a pensar que a sua família o tinha abandonado e não foi brincar com a baleia e com a sereia como estava combinado. Ele tinha passado a noite toda a pensar na sua vida e como é que seria ter uma família…ter uma avó e um avô para o ajudar e apoiar, ter um pai para conversar, ter uma mãe em quem podia confiar e ter uma um irmão para contar segredos, pregar partidas e brincar… Naquela noite, as suas amigas ficaram muito preocupadas por não ter comparecido na brincadeira e foram ao seu encontro, mas encontraram-no a dormir profundamente. Como se encontrava bem, deixaram-no descansar. No dia seguinte, Kiko foi para a escola e viu que estavam todos muito tristes, pois tinha morrido o pai e a mãe do Bruce, o golfinho malhado. Tinham sido apanhados de madrugada pelas redes de um barco de pescadores! Passados dois dias, o golfinho resolveu ir explorar com as suas amigas o Oceano para tentar perceber o que teria acontecido à sua família que também desaparecera sem deixar rasto. No alto mar, enfrentaram correntes marítimas e ventos fortíssimos, mas não desanimaram, pois queriam encontrar uma resposta. Continuaram a nadar e, passado algum tempo, viram um barco enorme…e a amiga sereia explicou-lhe que era o petroleiro gigante. A sereia como conhecia bem o capitão do barco, perguntou-lhe se ele tinha visto alguma família de golfinhos – o pai, a mãe e um filhote… Quase sem palavras, o capitão disse-lhes que uma família de golfinhos tinha morrido, ao chocarem contra o seu barco, no meio de um enorme nevoeiro. Kiko ficou emocionadíssimo ao saber da triste notícia e começou a gritar: «Assassino!... Assassino!...» As amigas acalmaram-no e Kiko compreendeu a situação, apesar da sua grande tristeza, e pediu desculpa ao capitão do petroleiro, pois tinha sido apenas um acidente trágico. E depois da Escrita… o Livro

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Daniel Ramalhão – 8ºA

O comportamento dos jovens no século XXI Alguns jovens, actualmente, têm muitos desejos e muitas ambições. Querem tudo e mais alguma coisa, por vezes, até parecem crianças! Quando vêem uma coisa nova querem-na logo. A educação já não é o que era, pois, antigamente havia menos liberdade. As raparigas não podiam sair à noite, não iam à escola e só podiam namorar com a presença dos pais ou dos irmãos. Namorar não era como hoje, porque tinham respeito ―um pelo outro ― e era proibido andar de mãos dadas pela rua e aos beijinhos. Na actualidade, vemos casais na rua aos abraços e beijinhos! Os idosos chamam àquilo uma pouca-vergonha e que não têm respeito por ninguém e que no seu tempo não era assim.

Antigamente, havia civismo, tinha-se respeito pelos outros, pelo

ambiente, pela natureza e até pelos edifícios. Agora é raro ver uma parede branca ou de outra cor sem ter grafites e coisas do género. As grandes cidades são exemplos disso além de outros problemas ao nível da toxicodependência por causa da droga, do álcool e do tabaco; os jovens têm o desejo de experimentar, pensando que o vício pode ser posto de lado facilmente e não lhes acontece, porém estão enganados! A liberdade de antigamente era mais controlada, mas actualmente vêem-se rapazes e raparigas com 13, 14 anos nas discotecas e bares, embriagados ou drogados, com um comportamento deplorável. Será que os pais sabem destas situações?! Ou fazem de conta que não é nada com eles?! Antigamente, tudo era diferente porque havia mais disciplina, mais civismo, mais respeito pelos outros e menos liberdade, por isso não existiam tantos vícios. Amigo, cuida da tua vida e respeita o teu amigo, porque vida há só uma.

Ana Neto, Nº1, 8ºA

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A maioria dos jovens do século XXI desejam ter tudo, ou seja, são muito ambiciosos, mas há aqueles que não têm ambição e não se importam com isso mesmo que seja de extrema importância, pois eles já são felizes com a sua família e com os seus amigos. Aqueles jovens que são ambiciosos tencionam ter uma vida organizada quando forem adultos, já com uma mentalidade diferente; aqueles que já têm o que é preciso tentam aperfeiçoar e aproveitar a sua vida ao máximo. A maior parte das pessoas pensa que as pessoas exemplares serão sempre ambiciosas, mas as mal comportadas não. Mas as pessoas deviam pensar que pode não ser bem assim… Por vezes, reconhecem o seu erro e corrigem-no, tomando depois diferentes rumos de vida. Contudo, podem também piorar a sua educação. Isto tudo para explicar que as mentalidades das pessoas deviam ser abertas a novas ideias e não se iludirem com as aparências. Todas as pessoas sabem que o dinheiro não cresce em árvores nem se semeia, e para ele aparecer é preciso haver trabalho, pois sem isso não se faz nada. Nem toda a gente trabalha mas aqueles que trabalham sabem que é difícil. Com falta de dinheiro (porque o dinheiro não dá para todos) instaura-se um clima de pressão, tensão e crise. Para agravar a situação, aparece a falta de civismo. Nem todas as pessoas cumprem as regras de civismo e há aquelas que as preferem ignorar. Há varias situações em que acontece a falta de civismo, por exemplo, chamar nomes ou asneiras uns aos outros, o que é frequente, mas não podemos dizer às pessoas para se calarem pois são elas que falam, não somos nós, mas podemos ajudá-las a evitar a falta de civismo. Nalguns casos, há as pessoas que provocam e as pessoas provocadas. Algumas pessoas que são provocadas já nem ligam às provocações até já ignoram, o que é bom, pois assim existem muitos menos conflitos no Mundo, mas há aquelas que se sentem provocadas, e mesmo assim, partem para a violência. A essas pessoas temos de ajudá-las para as poder sentir melhor consigo mesmas. Bruna Ferreira, 8ºA

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Os jovens, actualmente, querem tudo e não pode ser. Muitos até faltam ao respeito aos pais, porque também lhes dão liberdade a mais para irem para onde querem e quando querem. No entanto, muitos jovens querem ter um futuro bom, ter um emprego e dinheiro e não andar por maus caminhos como alguns fazem. Normalmente, os desejos dos jovens são variados: ser médicos, enfermeiros, engenheiros, advogados e professores. Mas, na altura da adolescência, a maioria dos jovens tem a tendência em querer experimentar muitas coisas que desconheciam, desorientando-os. Alguns pensam que por terem os pais que têm as suas habilitações escolares todas feitas acham que sabem tudo. Depois de acabarem os estudos podem ter dinheiro, mas o dinheiro não é tudo, também têm de ter carinho, amor e paixão para se sentirem bem, porque sem amor não são ninguém. Contudo, os jovens não têm amor nem carinho e sentem-se sozinhos e muitas das vezes fazem grandes disparates como meterem-se na droga, no álcool, irem por maus caminhos por vezes por influência de outros colegas. Além disso alguns dos jovens tem maus comportamento com os pais, faltam-lhes ao respeito e até vão para fora de casa só para ter de ouvir os pais. Os jovens na altura da adolescência são muito irrequietos, mas não ouvem e vão por maus caminhos.

Carina, nº6,8ºA

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Crítica ao livro „‟Queimada Viva‟‟, de Souad Souad, a autora do livro ‗‘Queimada Viva‘‘, escreveu este livro, em Dezembro de 2005, baseado num episódio muito triste da sua vida, por isso, o nome Souad não é o verdadeiro nome da autora, pois não quer que seja revelado. Como é um nome falso, não são conhecidos nenhuns dados biográficos da autora. ‗‘Queimada Viva‘‘ testemunha a violência a que estão sujeitas as mulheres nos Países Muçulmanos, onde existem os ‗‘crimes de honra‘‘, ou seja, as leis dos homens. Este livro faz-nos reflectir sobre as crueldades e as agressões a que as mulheres se sujeitavam, em vários países do mundo, só por terem nascido mulheres. Esta situação é um caso de injustiça perante a vida. Homens e mulheres deveriam ter os mesmos direitos, em qualquer lugar do Mundo.

Bárbara Machado nº3 - 8ºA

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Eu sou uma andorinha, e chamo-me Canita. Neste momento, encontro-me em migração, pois vou procurar um clima mais quente e mais alimento. O meu destino é o continente Africano, a Bacia do Congo. Não sei se sabem, mas a migração é o movimento sazonal regular dos animais de um lugar para outro. Neste momento estou a passar os campos do Mondego, esverdeados, com regadios, arroz, milho, bastantes salgueiros e muitos ninhos de cegonhas. De repente, vi uma das minhas amigas andorinhas, que se chama Pipoquita e que em batera contra um poste de electricidade e que depois caíra estatelada no chão. Felizmente, estava viva e, mal a vi, voltei logo para trás e gritei por ajuda. O nosso líder também voltou para trás, ambos não sabíamos o que fazer com ela, mas nunca a iríamos abandonar . -O que te dói Pipoquita ? - Tenho o corpo todo dorido, mas hei-de ficar melhor – respondeu. Perguntei ao nosso líder o que haveríamos de fazer com ela, e, ao mesmo tempo que me respondia que não sabia, surgiu-me uma ideia. Propus: -Que tal transportarmo-la com a ajuda de algumas andorinhas ? - Parece-me uma boa ideia! Vai chamar as outras andorinhas, que eu fico aqui com ela. Elas continuaram a sua viagem, mas de certeza que voltarão para trás.

Voei o mais rápido que consegui, com todas as

minhas forças para salvar a Pipoquita. Consegui apanhar as outras andorinhas e todas elas voltaram comigo. Mal chegamos começamos a transportar a nossa amiga Pipoquita até ao nosso destino. Passamos por sítios lindos, …fiquei estupefacta com o que via, cada um mais bonito que o outro e a minha amiga ia ficando cada vez com menos dores. Tinha a esperança de que ficasse boa, pois tínhamos uma amiga que cuidava de andorinhas que tinham tido acidentes, no nosso destino. No continente Africano passamos pelo Monte Quilimanjaro, o Deserto do Saara. E chegamos ao nosso destino, a Bacia do Congo. De imediato, fomos levar a Pipoquita que teve aquele acidente trágico à nossa amiga andorinha que ia cuidar dela. Enquanto a minha amiga recuperava, eu fui matar saudades daquele lugar. Apesar de a Pipoquita estar um pouco aleijada, a viagem nem correu mal de todo, pois o resto do grupo chegou são e salvo. E

daqui a mais uns mesinhos, lá vou eu regressar novamente a Portugal com outra aventura pela frente. Cristiana – 8ºB

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“ O tesouro ainda lá está, na mata de Roquelanes” E realmente estava, esteve sempre lá, até que, numa certa manhã, num certo dia, passou por lá um nobre cavaleiro que, guiado pelos reflexos dourados emitidos pelo cofre, o encontrou, isso e uma série de esqueletos perto dele, respectivamente, Rui, Guanes e Rostabal. Reparou nas três chaves que lá se encontravam e de seguida, nas três fechaduras existentes no cofre, decidiu arriscar, com um certo receio devido ao cenário fantasmagórico em seu redor. Quando abriu o cofre, deu um grito de alegria, estava rico, pensava ele. Ficou durante alguns minutos a contemplar aquela riqueza que, vista daquele plano, parecia infinita, infindável. Depois, regressou a Terra, começou a pensar numa forma de levar o tesouro, ou pelo menos parte dele consigo, mas não sabia como, pois o seu único acompanhante era o seu fiel cavalo, infelizmente, velho e fraco. Decidiu então levar as chaves consigo e levar, pouco a pouco, um saquinho de cada vez, o dinheiro para a sua casa em Medranhos, de forma discreta, por isso esperou até à noite para o fazer. Eram sete da tarde e começou a anoitecer, uma noite sem estrelas, sem luar, sem qualquer luz. Começou, então, a carregar os pequenos saquinhos com ouro no seu cavalo e afastou-se lentamente. Ia avançando e, estranhamente, sentia-se observado em cada simples passo que dava. Andou cerca de quinhentos metros, até que sentiu uma presença ainda maior e olhou para trás, congelou; um arrepio percorreu-lhe o corpo todo, três almas estavam diante dele, Rostabal, Rui e Guanes. -Deixa o dinheiro onde o encontraste, ele pertence – me! – rugiu Rui. -Pertence-me a mim!–barafustou Rostabal. O cavaleiro desatou rapidamente os sacos de ouro, montou o seu cavalo e fugiu o mais depressa possível. ―O tesouro ainda lá está, na mata de Roquelanes‖, juntamente com as almas dos três irmãos, Rostabal, Rui e Guanes. Juliana Ribeiro – 9ºA

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As Redes Sociais Uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações conectadas por um ou vários tipos de relações. Partilham valores e objectivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. Muito embora um dos princípios da rede seja a sua abertura e porosidade, por ser uma ligação social, a conexão fundamental entre as pessoas dá-se através da sua identidade. As redes sociais podem operar em diferentes níveis, como, por exemplo, redes de relacionamentos (facebook, hi5, myspace, twitter), redes profissionais (linkedin, plaxo, glassdoor e viadeo), redes comunitárias, redes políticas, entre outras, e permitem analisar a forma como as organizações desenvolvem a sua actividade, como os indivíduos alcançam os seus objectivos ou medir o capital social – o valor que os indivíduos obtêm da rede social. Um ponto em comum entre os diversos tipos de rede social é a partilha de informações, conhecimentos, interesses e esforços em busca de objectivos comuns. Apesar de tudo, as redes sociais têm as suas desvantagens. A partilha exagerada de informação pode levar a casos de violência, rapto e, por vezes, morte. Por isso, tenham muito cuidado com o que partilham com os outros utilizadores. Como se costuma dizer: ―Os Meus Dados São Pessoais‖. Ana Gabriela Louro, Joana Correia, Juliana Ribeiro e Mariana Travassos — 9ºA (C.Jornalismo)

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O Tesouro “E o tesouro ainda lá está, na mata de Roquelanes.” Vários anos passaram desde o que havia sucedido na mata de Roquelanes. Nos arredores de Medranhos, os famintos e remendados irmãos não voltaram a pôr o pé e os Paços para lá ficaram, decadentes e apodrecidos, tal como haviam sido deixados. Os corpos dos três irmãos jaziam perdidos na mata, perto de um rochedo, tendo rebolado da íngreme encosta. As éguas, sozinhas e soltas, corriam sem destino e por muito tempo, na mata, não houve quaisquer vestígios de vida humana. Um pastor, viúvo e infeliz, a quem a vida se tinha revelado cruel, com um filho doente e uma filha pequena aos quais não podia satisfazer as suas necessidades, passou pela mata com o seu rebanho e deixou as ovelhas a pastar. Pensando na sua desgraça e vagueando pela mata, depressa se esqueceu de tudo à sua volta e, quando deu por si, estava completamente perdido. Anoitecia e, no silêncio perturbador do fim de tarde, conseguia ouvir o choro dos seus filhos que, necessitados, gritavam o seu nome. Chegou a um rochedo, bateu com o joelho e fraquejou. Abaixo dos seus pés sentia um corpo duro. Apalpou. Parecia alguém adormecido, adormecido para sempre. Sobressaltando-se, deu de caras com mais dois e, assustado, correu sem destino. Mais à frente voltou a embater num objecto qualquer. A curiosidade foi maior que a vontade de fugir e o terror que sentia, pelo que, por momentos, apalpou aquilo que se assemelhava a uma caixa de ferro. Pelos trémulos raios de luz que uma lua tímida e discreta emitia, pôde ver três chaves nas suas respectivas fechaduras. Rodou-as três vezes e no interior do cofre pôde ver, com enorme espanto e exaltação, aquilo que decerto o ajudaria na vida: uma quantidade nunca antes vista de ouro. Nada mais lhe interessou. Um novo dia viria e encontraria o caminho de volta. E depressa aqueles olhos débeis se encheram de brilho outra vez. Maria Inês Costa, 9ºA

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Narrativas: Ano 2009/10 No dia seguinte A noite passada não tinha sido um sonho. Nem a aquela praia fazia parte do sonho que aquele menino tivera!... Estava calor e foi dar um mergulho, naquela água quente e transparente… e ficou mais de meia hora… perdendo a noção do tempo! A água estava tão azul que podia observar o variadíssimo colorido dos peixes e das algas no fundo do mar! No entanto, começaram a aparecer umas nuvens acinzentadas, aqui e ali, até que, rapidamente, tudo ficou tão escuro que parecia um anoitecer. Aquela tarde começou a não ter outra solução… O menino era muito corajoso, mas começou a imaginar o Inverno que iria ser bem pior, ficando preocupado…o vento, a chuva, as ondas gigantescas, os bons dias na praia… Mas, entretanto, um casal aparece naquela praia e a senhora não tinha filhos! Viram o menino sozinho e logo simpatizaram com ele e conversaram muito sobre o mar, as dunas e a praia. O menino, um pouco tímido e envergonhado, não sabendo as suas origens, ficou um pouco desconfiado e com algum receio…mas gostou daquele casal. Depois de algum tempo, como o menino vivia só, foram viver para outra casa… mas não muito longe da praia e do mar. (Continuação da história) Bruno Santos, nº5, 7ºB

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Uma Gota de Orvalho e uma Formiga Uma bela e límpida gota de orvalho estava pendurada numa folha de uma rosa com muitos espinhos. A gotinha de água sentia-se muito sozinha, pois não tinha amigos nem ninguém com quem falar… Um dia, andava uma formiguinha por ali a passear e ouviu a gotinha a chorar e perguntou: - Quem é que está aí? - Ninguém! Vai-te embora, se vieste gozar comigo!.- respondeu a gotinha. - Mas quem és tu? Eu não vim para gozar contigo! Eu até sou nova neste lugar!... - Pareces simpática...Queres ser minha amiga? Ando tão desanimada!... - Sim. Mas quem és tu? - Sou uma gotinha de orvalho. Passado algum tempo de conversa, as tornaram-se amigas que passaram a viver juntas perto daquela linda rosa. A formiga era muito esperta, inteligente, astuta, mas amiga e simpática. Mas o que a formiga não sabia, nem a própria gotinha sabia, é que a gotinha tinha poderes mágicos. Ela tinha um poder incrível…extraordinário! Conseguia transformar-se nas figuras que ela quisesse. No entanto, as duas estariam prestes a saber deste extraordinário poder. Muito curiosa, a gotinha perguntou à formiga porque é que ainda não tinha caído da folha da roseira como as suas irmãs. Mas a formiga não sabia responder e inventou: - Tu ainda não caíste porque és muito especial, gotinha! - Achas mesmo?! - Sim! Não te sentes aí confortável? - Estou sempre sozinha…- respondeu a gotinha. - Eu passo por aqui, de vez em quando, para falar contigo. Mas agora vou trabalhar. - Vai…não te atrases por minha causa. Passaram-se dias e dias e a formiga nunca mais foi visitar a gotinha. A gotinha começou a ficar preocupada com o que teria acontecido à sua única amiga. E começou a sentir algo estranho…uma coisa que nunca antes tinha sentido e pensou em se transformar. Primeiro transformou-se num leão, depois num crocodilo até que se transformou numa gotinha com pernas, cabeça e com braços e foi à procura da amiga. Perguntou por toda a aldeia se tinham visto uma formiga muito elegante e simpática, mas toda a gente respondia: - Uma formiga? Há tantas por aqui... Então a gotinha decidiu continuar a sua viagem. Andou horas e horas, dias e dias até que encontrou o avental da formiga, num campo muito florido! - Deve estar por aqui, tenho de a procurar! – exclamou ela muito animada. Procurou…procurou atentamente até que viu a sua amiga formiga, mas muito bem acompanhada! A gotinha ficou feliz por a ter encontrado, mas também ficou muito triste e desiludida…Será que já se tinha esquecido dela?! Parecia tão simpática…e tão amiga… Daniel Alexandre – 7ºA

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A Gotinha de Orvalho Era uma vez uma gota de orvalho que ficou perdida num lindo jardim florido, depois de um grande temporal. Entretanto, começou a chover menos e, ao mesmo tempo, começou a ficar sol e um lindo arco-íris. Então, a gotinha disse em voz alta: - Um dos meus sonhos é fazer parte de um arco-íris… Mas será que o poderei concretizar?! Repentinamente, ouviu uma voz que lhe sussurrava ao ouvido: - Eu também estou perdida e tenho o mesmo sonho que tu… poderíamos ser amigas para irmos juntas até ao arco-íris. Queres? - Sim, é realmente uma boa ideia!... Mas quem és tu ? - Eu sou uma gotinha de chuva…houve um temporal e perdi-me. E, no dia seguinte, lá foram elas muito contentes, bastante curiosas, mas muito ansiosas. Quando lá chegaram, viram que tudo era maravilhoso…encantador com cores magníficas! Nem tinham palavras para o descrever… De repente, como estavam um pouco distraídas, escorregaram do arco-íris e caíram na camisola duma senhora que ia a fugir da chuva, juntamente com muitas das suas amigas. Mais tarde, quando a senhora chegou a casa, tirou a camisola e colocou-a na máquina de lavar, e as pequenas gotas ficaram confusas com tantas voltas que deram, mas lá dentro estava muito quentinho. Até foi divertido para as gotinhas!... Porém, ao saírem, apanharam uma pneumonia, porque estava bastante frio, no jardim, apesar de estar muito florido, com rosas de várias cores e feitios. Mas, como a senhora colocou aquela camisola ao sol, recuperam rapidamente, pois ficaram muito quentinhas. Entretanto, seguiram para a evaporação e aí decidiram viver as duas numa casa só e ficaram muito amigas e inseparáveis. As duas gotinhas concretizaram muitos dos seus desejos e dos seus sonhos, e, apesar de terem apanhado uma pneumonia, não se arrependeram de terem ido até ao arcoíris.

Inês Matias nº12 - 7ºA

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Uma Gotinha de Orvalho Numa manhã de muito orvalho, caiu uma gotinha que tinha nascido há muito pouco tempo. Era uma gotinha bebé diferente das outras, pois conseguia falar. Uma manhã caiu, muito rapidamente, sobre um girassol muito, muito belo! Era grande e majestoso, com um caule grande e com umas folhas rijas e viçosas. - Ai que bom! Quem é? – perguntou o girassol. - Olá! Eu sou uma gotinha bebé…nasci há muito pouco tempo, mas não sei o que estou aqui a fazer!… - disse a gotinha. -Tu és uma gota de água que nasceu do orvalho desta manhã e és bebé como as outras gotinhas. -Pois…mas o que me vai acontecer? -perguntou a gota de água. -Vais evaporar para a atmosfera e depois transformas-te em nuvem como as outras tuas irmãs gotinhas, conforme a atmosfera estiver. Se estiver muito frio cais sobre a forma de gelo, se estiver a temperatura fria cais sobre granizo, se estiver uma temperatura amena cais sobre a forma de chuva ou orvalho! Depois, quando caíres no solo,

passado

algum

tempo,

evaporas

novamente

e

repete-se

tudo

de

novo…chamasse a isso o ciclo da água. -explicou o girassol. Após esta conversa, ficaram muito amigos, mas aquela amizade durou pouco tempo, porque aquela gotinha evaporou-se e voltou a renascer, numa manhã de orvalho. A gotinha, finalmente, percebeu o porquê da sua existência…

Mariana Pardal -7ºB, nº13

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A Gota de Orvalho Era uma manhã de Inverno e a chuva caía com muita intensidade, na minha aldeia. Quando saí à rua, para ir à caixa do correio, deparei-me com uma gota de orvalho, muito brilhante e reluzente que até parecia um diamante. Peguei nela e, quando cheguei à cozinha reparei que ela estava a chorar e perguntei-lhe o que se passava. Ela disse-me que tinha caído de um dos sítios mais altos do céu e quando chegou cá abaixo perdeu a sua mãe de vista. Eu disse-lhe que podia ajudá-la a encontrar a sua mãe, e ela, muito contente, disse logo que sim. Eu fui-me vestir e quando cheguei à cozinha, peguei na gota de orvalho e fomos procurar a mãe dela. Encontrámos muitas gotas, mas nenhuma era a mãe da gotinha pequenina e cintilante. Até que, ao longe, a gota de orvalho avistou numa folha muito verdinha uma gota muito parecida com ela. Quando nos aproximámos dela, era mesmo a mãe da gota de água. Elas abraçaram-se as muito contentes por se terem reencontrado. A gota de orvalho agradeceu-me por tê-la ajudado a encontrar a sua mãe e eu fiquei muito contente e feliz por ter conseguido ajudá-la.

Eva Jorge– 7ºA

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Não foi um sonho Depois do casamento, o príncipe e a princesa foram viver para um grandioso palácio, no Dubai, com uma linda vista para o mar. No primeiro dia, arrumaram o seu vestuário nos roupeiros e nas gavetas. No fim de tudo isso, foram jantar e dormir, porque já estavam muito cansados. No dia seguinte, quiseram conhecer as maravilhas daquela cidade e foram até à praia, porque estava imenso calor. Mas, quando entraram na água, verificaram que estava muito calor e voltaram logo para o hotel. De seguida foram almoçar e a cozinheira do palácio ofereceu – se para lhes mostrar o palácio, mas começaram por ver o exterior do palácio que era lindíssimo. O jardim tinha uma enorme piscina de vinte metros de comprimento e dez de largura, rodeada com lindas palmeiras. Do lado esquerdo, havia um belo jardim com uma cascata, lindos repuxos, animais exóticos, um campo de golfe e um campo de ténis. Da outra parte do palácio, havia um palco, onde havia fantásticos concertos de violinos, saxofones e clarinetes. Trimestralmente, convidavam uma banda filarmónica para tocar. Nesse jardim também faziam grandes concertos de karaoke. Depois desta visita, já tarde, foram jantar e no fim deram um passeio à beira-mar. O príncipe e a princesa ficaram lá a viver e os familiares de vez em quando iam visitá-los. Durante toda a sua vida, foram vivendo muito bem naquele palácio com muitos empregados, passeando por toda a cidade com muita felicidade. Como gostavam tanto daquele palácio, nunca voltaram ao seu país natal. Já tinham passado por vários palácios, mas nunca tinham ficado a morar num palácio tão bonito! Gostavam de tudo naquele palácio: dos jardins, da piscina, das empregadas, das paisagens, das divisões, dos repuxos, dos animais exóticos… (cont da história)

Inês Matias, nº 12, 7ºA

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Uma aventura nas férias de Natal Numa casa muito grande e muito antiga, viviam três irmãos com a sua mãe. Os dois irmãos mais velhos estavam sempre a pregar partidas, pondo o pé à frente, quando algum irmão vinha a correr. Em algumas noites, a mãe saía e o irmão mais novo ficava com os seus irmãos, e a mãe deixava sempre tarefas para fazerem, mas, o irmão mais velho queria fazer nada, obrigando o seu irmão mais novo a fazer todas as tarefas. Aproximava-se o tempo de Natal e o irmão mais novo ia para o quarto ver os filmes antigos e ficava muito triste, porque, nos anos anteriores, o pai estava sempre com eles. Contudo este ano ia passar o Natal só com os irmãos e a mãe, porque os pais se tinham divorciado e o pai ia casar novamente. No entanto, alguns dias antes do Natal, o pai apareceu em casa a fazer uma proposta para irem passar o Natal com ele e conhecerem a sua madrasta. Mas logo disseram todos que não. Então, o pai disse que deixava o convite em aberto. Passados uns dias, o filho mais novo decidiu ir para casa do pai, pois, ali os irmãos estavam sempre a aborrecê-lo. Quando chegou a casa do pai, ficou espantado, estupefacto, porque a casa era muito grande e muito luxuosa por fora. Bateu à porta e logo veio o segurança da casa abrir-lhe a porta, perguntando o que é que ele queria. Timidamente, ele logo respondeu que naquela casa morava o seu pai e o segurança foi logo chamá-lo. O rapazinho quando viu o pai, saltou de alegria e abraçou-o com muito carinho. O pai ficou muito emocionado e muito satisfeito com a presença do seu filho. Seguidamente, foi mostrar-lhe a casa e deu-lhe logo um comando que tinha várias funções… abrir a porta abre… fechar a porta, etc. Depois, foi-lhe mostrar o quarto que tinha cinco ecrãs de televisões colados uns aos outros; uma cadeira com teclado agarrado e uma cama muito grande. Ele ficou maravilhado!...Até parecia que estava a sonhar. O filho ficou entusiasmado com a ideia de poder viver naquela casa magnífica e tão luxuosa!... Na manhã seguinte, a empregada perguntou-lhe, através dos ecrãs que tinha no quarto, o que é que ele queria para o pequeno-almoço. Ele nem queria acreditar! «Será que eu estou a sonhar?!» Porém, muito espantado perguntou: -Posso pedir o que quiser?! A empregada respondeu-lhe, imediatamente, que sim. Que pedisse o que quisesse! O menino, depois de pensar um pouco, pediu duas panquecas com cobertura de chocolate e leite. Depois, com grande curiosidade, nesse dia, andou a explorar a casa e descobriu o gabinete do segurança, ficando fascinado com tantas imagens de câmaras instaladas naquela casa. Quando o segurança viu a porta aberta, foi ver quem é que tinha invadido o seu espaço. Apareceu, bruscamente, em frente ao menino, com ar de poucos amigos e ele, muito assustado, deu um grito estridente que se ouviu por toda a casa. E depois da Escrita… o Livro

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Muito surpreendida, a empregada foi ver o que se passava. O menino, muito aflito, pediu desculpa pelo sucedido. Mas aproximava-se o dia de Natal e, para ganhar a sua confiança, a madrasta já lhe tinha dado um telecomandado e um aparelho de espionagem. Porém, havia outras prendas debaixo da árvore de Natal e o rapazito estava ansioso por abri-las, contudo, os seus pais tinham combinado ir buscar a família real para passar aquele Natal com eles. Seria uma surpresa!... Mais tarde, ele foi para o quarto e através das câmaras viu dois senhores estranhos que se aproximavam de casa e pensou que o segurança poderia ser cúmplice. Ter-lhes-ia dado o comando da casa para eles entrarem?!... Como o segurança estava na adega, lembrou-se de o lá trancar. Entretanto, também chamou a empregada e disse-lhe que dois senhores estavam a invadir a casa e que já tinha prendido o segurança na adega, pois, talvez fosse cúmplice deles. Quando eles entraram casa, logo se percebeu de que o segurança não seria cúmplice, mas a empregada, pois, ouviu um senhor a chamar-lhe mãe. Entretanto, a empregada prendeu o rapaz na adega, juntamente com o segurança e os dois começaram a pensar numa maneira de sair dali. Passado algum tempo, o segurança disse que tinha um telemóvel e logo o rapaz ligou para casa; só que atendeu o irmão mais velho que lhe disse que a sua mãe não estava em casa. Mais tarde, o rapaz ligou outra vez e foi a mãe que atendeu, mas não conseguiu perceber nada, porque estava a acabar a bateria do telemóvel e depois a chamada caiu. Os pais ficaram preocupados e foram a casa ver o que se passava. Enquanto isso, o rapazito tinha descoberto o elevador que levava as refeições de um andar para o outro. Como ele cabia na perfeição lá dentro, o segurança tocou no botão de subir e o menino tentou prender os ladrões. Mais tarde, o segurança ficou preocupado com o rapaz e subiu pelas paredes do elevador. Mas ele tinha conseguido deitar os ladrões ao chão. No entanto, por de trás dele, apareceu a empregada com uma fritadeira na mão, mas, quando estava para bater com ela na cabeça do rapaz, apareceu o segurança e deu-lhe com uma bandeja na cabeça e chamou a polícia. Entretanto, os pais chegaram a casa muito aflitos e os ladrões tentaram fugir, aproveitando a distracção. Se não fosse o rapazito a correr atrás deles, pelas traseiras da casa, eles tinham escapado! Mas quando corriam, eles foram projectados com grande velocidade e ficaram caídos no chão. A polícia chegou e prendeu-os. Alguns instantes depois, chegou a família real acompanhada pela madrasta dos pequenos para a Ceia de Natal. Ela ficou em pânico com o que se tinha passado e o pai dos pequenos disse que tinha confundido amor e carinho com luxo e que ainda estava apaixonado pela sua mulher e que adorava a sua família. A madrasta ficou muito triste e desolada com a notícia, não compreendendo aquela atitude do pai. O segurança também se despediu para ir viver a sua vida fora daquela casa tão luxuosa. A família real, apesar daquela situação, ficou surpreendida com aquela família e decidiu passar o Natal com ela. Francisco Azedo, Nº10,7ºB

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Uma aventura nas férias de Natal Eu nunca pensei estar numa situação tão inesperada … Dou por mim, no dia 26 de Dezembro, a caminho do aeroporto de Lisboa, preparado para enfrentar o medo e a ansiedade de uma grande «viagem». Preparava-me para ser transferido para uma nova escola, num local desconhecido. A caminho do grande aeroporto, cheio de gigantes pássaros de metal que levam milhões e milhões de pessoas para todo o Mundo a todo o tempo, seja dia ou noite. Muito admirado, o meu pai balbuciou: - Espero que entendas a nossa posição e também a tua !... O meu pai queria que eu tivesse uma boa profissão, mas eu só queria sentir-me bem com o que quero fazer para o resto da vida. Como o meu pai era … ele decidiu colocar-me numa escola melhor! E… colocou – me numa das melhores escolas a nível mundial. Eu respeitei a sua vontade, pois, não é toda a gente que tem a sorte de estudar numa escola destas, e então decidi aproveitar para me dedicar aos estudos, pensando no meu futuro. Finalmente, fiz o check-in e logo, lá em cima, por cima do tapete por onde passam as malas dos passageiros, vi ―10:27 – Voo para Gronelândia‖. Fiquei muito impressionado e com a impressão de que o mundo iria desabar. ―Como será possível eu ir para um sítio tão longe de Portugal?!‖ Porém, fui paciente e aguardei pela chamada para o meu avião para eu fazer a maior viagem da minha vida!... A caminho da sala de espera, logo me surgiu a primeira dúvida das tantas outras que não tinha coragem de perguntar: -Mãe, tu e o pai vêm comigo? Imediatamente, a minha mãe respondeu um pouco embaraçada: -Bruno, já te disse que não, mas eu e o teu pai iremos visitar-te sempre que pudermos! Sentia as lágrimas a romper dos olhos mas, não me atrevi a chorar. Quando o avião chegou, as lágrimas começaram a caíram dos olhos. Ainda não tinha partido e já sentia a falta dos meus pais, dos meu amigos, da minha casa, enfim, do meu mundo, e pressentia que iria sentir muito mais!... Despedi-me dos meus pais e corri para o autocarro que me iria levar ao avião, mas não me atrevi a olhar para trás para ninguém ver a minha cara miseravelmente vidrada em lágrimas. Fui para o autocarro…ia muito pouca gente. Aliás, não é todos os dias que se viaja de Portugal para uma terra tão gelada… Já no avião, sentei-me no lugar indicado pela hospedeira, mas o avião estava super quente. As poucas pessoas que levava estavam completamente agasalhadas com casacos, camisolas polares, cachecóis…tudo o que se poderia imaginar, pois, mesmo quando estamos a sobrevoar a Gronelândia está um clima incrivelmente gelado. Parecia mal não seguir aquela sequência de casacos e outros afins, por isso agasalhei-me o mais que pude para não ser considerado um intruso e não fazer levantar vozes dizendo: ―Agasalhe-se menino!‖ … ―Não tem frio?‖ Ordens irritavamme um pouco! E depois da Escrita… o Livro

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Seriam 10 horas de caminho num pássaro gigante…Já não aguentava tanta espera e tanta ansiedade, até que adormeci à segunda hora de pleno inferno. Mas histórias e sonhos cor-de-rosa passados, acordei com um grande estrondo do avião a aterrar na grande pista do aeroporto. Emocionei-me ao ver tanta neve e gelo com a qual sonhara em pequenino! A hospedeira acompanhou-me à porta do grande avião e saí! No entanto, fiquei meio à toa perguntando-me: Sim…e agora onde é a escola? Até que me aproximei de uma senhora que estava à entrada das escadas para subir para a parte do tapete rolante, onde se esperava pelas malas, e ela perguntoume: -Qual é o teu nome? -Eu sou o Bruno. Bruno Santos. Senti uma grande sensação de ―aleluia‖, pois, já estava enjoado que toda a gente me tratasse por você. -Então vem - disse a senhora. A caminho do tapete, com aquela mulherzinha magrinha de olhos verdes e cabelo louro, com quilos e quilos de maquilhagem, perguntei-lhe: -Como se chama? Pequeno, trata-me por tu. Eu chamo-me Alexandra! Fiquei um pouco espantado, porque ela falava português, mas tinha acabado de me aperceber disso e resolvi estar calado. Afinal não queria maçar a pobre senhora. Peguei na bagagem e antes de entrar saiu-me da boca uma pergunta: -Quem és ? -Eu sou uma pessoa que trabalha na escola para onde vais. -Ah! Óptimo! – Respondi eu, novamente. Chegado à escola, vi que era perto do mar onde nunca me iria atrever a entrar, pois será gelado... Ainda continuava a ser 26 de Dezembro por causa do maldito fuso horário. Era hora de almoçar – 13horas em ponto, mas como já tinha comido qualquer coisa no avião aproveitei para explorar as redondezas. Fiz alguns amigos e já no dia 30 de Dezembro dois amigos perguntaram-me: - Bruno, queres ver as focas da Gronelândia?! Se tivermos sorte ainda as vemos! Era impossível recusar esta proposta! Ver as maravilhosas focas será espantoso!... Claro que sim! – Respondi atendendo àquela maravilhosa oferta. Vi focas bebés com aquele pêlo branco e focas adultas, mas cedo tive de ir embora, porque aquele tipo de foca era uma espécie protegida e nem queria imaginar se uma me caísse em cima! Pus-me a caminho, mas quando cheguei vi a escola submersa, pois o gelo tinha cedido. Tudo por causa do aquecimento global…o planeta continua a aquecer todos os anos. Fiquei devastado. No dia seguinte, 31 de Janeiro, às 3 horas da manhã, saí daquele filme de terror e regressei a casa. Bruno Santos, nº6 7ºB

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Uma aventura nas férias de Natal Nas passadas férias, eu e a minha família decidimos fazer algo diferente…fomos até ao parque nacional da Penada Gerês! Pois, estávamos aborrecidos de ouvir barulho e de ver a confusão da cidade. Queríamos estar num lugar diferente…um lugar que nos fizesse relaxar de todas as coisas da cidade. A viagem foi longa, mas cheia de diversão, porque uns contavam anedotas, outras as histórias da sua juventude. Quando chegámos ao destino escolhido, ficámos estupefactos com toda aquela beleza, com todo aquele silêncio e também com todas as árvores, plantas e animais ali existentes. Pensámos em acampar…mas alguns não acharam muita piada a isso, e então procurámos uma casa para alugar! Procurámos, procurámos…até que o meu pai se lembrou de que tinha uma amigo ali a viver e perguntou-lhe se sabia algum lugar onde pudéssemos ficar. Ele indicou-nos uma casa onde já tinha ficado hospedado. Alojámo-nos e logo de seguida fomos explorar aquele lindo parque… Observámos várias coisas: lobos, plantas e até riachos onde apetecia ficar e a olhar durante horas sem fim! Mais tarde, voltámos a casa onde estávamos alojados para almoçar. De tarde, eu e o meu primo resolvemos ir dar uma volta, mas primeiro perguntei à minha mãe se podia. Ela respondeu: -Sim, podes! Mas não se afastem, porque não conhecem nada deste lugar! Pode ser perigoso. - Fica descansada…nós não nos afastamos - disse o meu primo. Quando estávamos a observar o castelo medieval, deparámos com uma jovem. Ela estava perdida e o meu primo meteu conversa com ela. - Então miúda? O que fazes aqui sozinha? - Eu? Estou perdida…e ando à procura da minha família…- disse ela! - Precisas de ajuda? – perguntei eu e o meu primo em coro. - Sim… mas não vos quero estragar o passeio. Estou muito triste e aborrecida… E depois da Escrita… o Livro

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- Não há problema, irão haver mais oportunidades para o fazer – disse o meu primo. - Então eu aceito a ajuda. Procurámos, mas sem uma única pista. Sabíamos apenas o essencial, ou seja, como eram os seus familiares. Após horas a fio procurar…resolvemos que continuaríamos as buscas no dia seguinte e que naquela noite, branca e com o céu estrelado, a rapariga iria ficar connosco. De repente o meu primo olha para mim e diz-me: -Nós não sabemos o nome dela… -Isso resolve-se já…perguntamos-lhe! -Qual é o teu nome? – perguntou o meu primo. -Chamo-me Joana e vocês? -Eu sou o André e ela é a minha prima Micaela. -Ok! – respondeu. Regressámos a casa com a Joana…e contámos o sucedido aos nossos familiares! Eles compreenderam a situação e deixaram-na ficar. No dia seguinte levantámo-nos, tomámos o pequeno-almoço e continuámos a procurar. Fomos a cafés, a restaurantes, a praças... Passado pouco tempo, vimos algumas pessoas tão preocupadas quanto nós, à procura de uma jovem…eram os familiares da Joana. Corremos até eles e dissemos que a Joana estava bem e que também andava à procura deles! Eles ficaram muito mais aliviados e nós chamámos a nossa nova amiga Joana. Despedimo-nos dela, lavados em lágrimas, e fomos embora. Decidimos continuar o passeio do dia anterior, mas o cansaço era tanto que nenhum de nós foi capaz de o fazer. Foi então que regressámos a casa e era hora de almoçarmos. No fim de almoçarmos descansámos porque, no dia seguinte, tínhamos de partir e o melhor era aproveitar os últimas horas, os últimos minutos e os últimos segundos. Fomos passear e aproveitar os últimos tempos que tínhamos ali no parque. De seguida regressámos a casa e adormecemos… No dia seguinte, fizemos as malas e regressámos à nossa verdadeira casa ! Micaela Alexandra Pardal Ângelo; nº16; 7º B E depois da Escrita… o Livro

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Uma aventura nas ferias de Natal Era uma vez uma rapariga chamada Cristiana que andava sempre sozinha. Nas férias de Natal, como sempre, pensava que ia ficar em casa sozinha, pois não tinha amigos. No entanto, na escola havia um grupo de rapazes e de raparigas que tinham pena dela, por andar sempre sozinha e por não ter amigos. Um dia, o grupo de amigos, nas férias de Natal, decidiu encontrar-se para pôr a conversa em dia, num café, que por acaso ficava perto da casa de Cristiana. A Carolina foi a primeira a aparecer. - Oi, bom dia! – disse a Jéssica cumprimentando a Carol. - Aleluia, estava a ver que não vinha mais ninguém! - Ei pessoal, tudo fixe?! - perguntou o Ricardo muito animado com a bicicleta à mão. - Sim ! - responderam em coro. -Oi – disse o Pedro, o André e a Beatriz, sentando-se. - Pessoal, pedi para virem cá para falarmos sobre a Cristiana. Acho que devíamos ir a casa dela para lhe perguntar se ela quer ir connosco ao acampamento. Ela anda sempre tão sozinha!... - Podíamos ir já a casa dela. Eu sei onde é e fica aqui perto! - sugeriu o André. - Pode ser! Vamos? - Vamos! - Vou só pagar! Vão andando, que eu já vos apanho! – disse a Carol. - Espera, eu fico contigo! Faço-te companhia! – disse o Ricardo. - Ok! Chegaram e bateram à porta. A Cristiana abriu a porta e mandou-os entrar. Eles explicaram-lhe por que razão lá estavam e fizeram-lhe a proposta de ir com eles passar 4 dias, ao campo, acamparem. Ela concordou e foi pedir aos pais para acampar com uns amigos, mas que só voltaria 5ª feira à tarde. Os pais deixaram-na ir, pois ela tinha de se divertir. - Então encontramo-nos todos às 4h.30 no café do André. Pode ser? – perguntou o Pedro. - Sim, então vamos. Temos de nos despachar! – exclamou o André. - Tchau, até daqui a pouco! – e saíram porta fora. Despediram-se e foi cada um para sua casa fazer as malas. Passaram umas horas e os amigos esperaram no café prontos a sair. Quando chegaram ao campo, encontraram um lugar onde podiam ficar e começaram a montar as tendas. Os dias passaram e depressa chegou quarta-feira. Então, os rapazes, como adoravam fazer partidas, decidiram fazer uma partidinha às raparigas para se divertirem na última noite de acampamento. Nessa noite, os rapazes disseram às raparigas que iam os três dar uma volta e pediram para elas ficarem no acampamento. - Mas porque é que não podemos sair do acampamento? - perguntou a Carol. - É perigoso saírem do acampamento sem nós. Eu preocupo-me contigo. Quer dizer nós preocupamo-nos convosco! – respondeu o Ricardo à Carol. Já estava na hora de jantar e as raparigas fizeram um convite aos rapazes para irem todos jantar ao rio. Todos aceitaram e foram jantar. (Os rapazes iam deixar as coisas do jantar ao acampamento e depois faziam o que estava combinado mas não foi isso que aconteceu). Quando chegaram ao acampamento, a Jéssica e a Cristiana foram arrumar as coisas à tenda e aperceberam-se de que n��o estava lá nada dentro da tenda. Ficaram aterrorizadas e chamaram logo o resto do grupo. O André foi ver a sua tenda e os outros também fizeram a mesma coisa. Infelizmente, não estava nada dentro das tendas. Tinham de descobrir o que se passava. Sentaram-se nos troncos de madeira que estavam à volta da fogueira e começaram a pensar quem teria feito aquilo. O Pedro levantou-se e disse que a mãe há dias lhe tinha contado que andava a haver muitos assaltos naquela zona e também no acampamento. - Podíamos passar o Natal todos juntos e na próxima noite descobrir quem é que anda a assaltar os acampamentos! – sugeriu a Jéssica. E depois da Escrita… o Livro

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- Podia ser, mas os campistas costumam ir embora de manhã por causa da noite de Natal !- disse a Cristiana. - Sim, é verdade, mas quase todos os campistas deixam tudo no acampamento para a semana seguinte. E por isso mais uma razão para os ladrões aparecerem. Não está ninguém no acampamento e é tudo deles! – afirmou a Beatriz que adora aventuras. Era de noite e os amigos estavam prontos para ir a procura dos ladrões. Passaram por vários acampamentos, mas nada se passava. Era quase meia-noite e nada… - Pessoal, olhem ali um homem naquele acampamento a destruir o acampamento – disse a Carol muito nervosa. - Que fazemos agora? – perguntou o Ricardo. - Vamos lá e falamos com ele para tentar perceber porque é que ele faz aquilo. – respondeu o André. - Estás doido! – disseram os amigos do André pasmados com a sua resposta. - Não, eu vou lá! Alguém também quer vir? – perguntou. - Não, nós ficamos a ver! Mas tem cuidado! – disse do grupo. - Já venho! Aproximando-se do homem‖o ladrão‖ disse: - Olá! Chamo-me André e tu? -Olá! Eu chamo-me Rodrigo! -O que tas aqui a fazer? E porque é que estás a destruir as coisas do acampamento? – perguntou o André a medo. - Queres mesmo saber? Faço isto por raiva! Quando era mais novo os meus amigos nas férias de Natal vinham sempre acampar e nunca me convidaram. Todos os anos os seguia e observava como se divertiam. E como podes imaginar ficava triste. Mas isso tinha de acabar. Um dia decidi estragar-lhes o acampamento, já que não me podia divertir e mais ninguém o ia fazer nas férias de Natal no acampamento. - E achas bem o que andas a fazer? – perguntou o André. - Não, mas ... -Mas nada! O que fizeste não se faz, achas que as outras pessoas têm de pagar pelo que os teus amigos te fizeram? -Acho que fiz mal! Não o volto a fazer – disse o Rodrigo desiludido e chateado consigo mesmo. -Porque é que não passa o Natal connosco? É quase meia-noite! – sugeriu o André ao Rodrigo – os meus amigos tão ali atrás! -Pode ser, se eles não se importarem! -Vou chamá-los, já venho! - Pessoal, venham cá!... - Estes são os meus amigos: Pedro, Beatriz, Jéssica, Ricardo, Carolina e... A Cristiana? – Perguntou o André preocupado. - Olha, ela mandou-me um sms agora a dizer para irmos para o acampamento e para levarmos o nosso amigo novo! – disse a Jéssica. -Ok, então vamos! - disse o Pedro Depois, foram todos para o acampamento e ficaram maravilhados. A Cristiana tinha-lhes preparado uma ceia maravilhosa. Tinha aberto todas as tendas de lado e tinha feito uma enorme tapada e com uma fogueira. - Está estupendo, Cristiana, está muito giro e, principalmente, quente! – disse a Bia maravilhada e com frio. - Vamos comer, sentem-se que eu sirvo! - mandou a Cristiana! Começaram, contaram histórias uns aos outros, divertiram-se e por fim adormeceram. No dia seguinte de manhã tinham debaixo da árvore os presentes dos seus familiar. Ana Catarina Travassos, nº2, 7ºA

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Uma Aventura nas Férias do Natal Senti-me como se estivesse aprisionada num daqueles pesadelos aterradores, nos quais temos de fazer coisas para salvar a vida de outras pessoas. No entanto, não se tratava de um sonho e ao contrário do que acontecia naquele tipo de pesadelos, eu não fugia para salvar a minha vida; corria para salvar algo nunca visto…a minha própria vida pouca importância tinha naquele dia… Eu sentia-me 99,9% certa de que estava a sonhar… mas na realidade não estava, tinha de salvar milhões de espécies de animais, de flores e de plantas… uma coisa única existente na Terra. Eu tinha ido com os meus pais ter com os meus avós, ao campo. Estava farta da correria da cidade, dos automóveis e daqueles prédios altos que tocam quase nas nuvens… precisava de sair daquele lugar…então fomos ter com a minha avó Ana e o meu avó Vital ao campo… fiquei a saber que a vida no campo é muito melhor que na cidade. Quando chegámos pousamos as nossas coisas alojamo-nos e eu pedi a minha mãe se podia dar um passeio pelas redondezas. Ela deixou mas avisou-me para ter cuidado pois não conhecia nada daquele sítio. Era um sítio maravilhoso onde todas as coisas eram perfeitas, as árvores com aquelas enormes copas, os animais, as flores lindas de morrer e plantas onde nenhum lugar do país mais tem. Eu fui dar uma volta para apreciar todas aquelas coisas maravilhosas e então entrei numa floresta magnífica. Vi muitos tipos de flores, de plantas e de animais. Quando estava a andar por aquela floresta ouvi uma voz muito fininha que disse: - Olá! Eu assustei-me, pois não sabia quem me estava a falar. - Eu aqui miúda o esquilo! Eu sei que sou pequeno mas não sou assim tão insignificante! Eu fiquei sem palavras pois nunca tinha visto um animal a falar como os humanos. - Olá! Respondi-lhe eu. - Tu…tu…tu falas?! - Sim, falo e tu que fazes aqui? - Eu vim passar as férias de natal com os meus avós e pais aqui. Estou farto daquele barulho insuportável na cidade. - Olha eu preciso que me ajudes… a mim e aos meus amigos… - Diz, lá que se passa? - Prometes que não contas a ninguém? Ah e não podes contar a ninguém que nós falamos. - Eu não conto a ninguém fica descansado! Agora desembucha lá que estou a ficar preocupada! -Sabes, este sítio lindo, a nossa casa vai ser destruída… vão deitar estas árvores abaixo esmagar tudo e neste local os homens vão construir uma fábrica de papel. - Não pode ser! Não creio, isto não pode acontecer, isto é simplesmente lindo e maravilhoso! Como te posso ajudar? - Evitando que aqui se construa a fábrica faz tudo por tudo mas não deixes que acabem com a floresta. - Eu vou conseguir prometo, vais ver. Olha já se está a fazer tarde e tenho de me ir embora, amanha eu apareço, xau. E depois da Escrita… o Livro

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Nós ficamos muito amigos a partir daquele dia, e eu não conseguia imaginar aquela floresta magnífica a ser destruída. Quando cheguei a casa a minha mãe perguntou-me porque tinha demorado tanto tempo e ao que respondi que estive a apreciar as vistas, tinha uma vontade enorme de lhe contar mas na realidade eu não podia. Doía-me muita a cabeça pois estava preocupada com aquela floresta e com aqueles animais. Senti-me como se estivesse aprisionado num daqueles pesadelos aterradores. No entanto não se daqueles pesadelos aterradores. No entanto não se tratava de um sonho e, ao contrário do que acontecia naquele tipo de pesadelos, eu não tentava salvar a minha vida; tentava salvar algo infinitamente mais precioso. A minha vida pouca importância tinha naquele dia. Eu senti-a que tinha de fazer alguma coisa, mas nada me ocorreu naquele momento. Era dia seguinte e mal acordei tomei banho vesti-me, tomei o pequeno-almoço e desatei a correr para, a floresta. - Esquilo…esquilo… onde estás? - Estou aqui! Respondeu ele com um ar imponente. - Tenho notícias, já decidi o que vou fazer. - Então? - Vou falar com aquela gente que quer destruir isto tudo! - Obrigado… sabias uma coisa? És a minha melhor amiga. - Tu também esquilo, mas agora tenho de me ir embora. Adeusinho, fica bem. - Tchau, Mariana! Dá notícias. - Sim eu quando puder volto. Corri tanto, tanto mas tanto que parecia que os meus pulmões iam rebentar. A empresa de construções ficava a poucos quilómetros dali. Finalmente quando cheguei pedi a uma Senhora muito bem vestida para falar com o gerente. - Pode entrar! Disse a senhora - Que deseja a menina? - Perguntou-me um homem baixinho, muito gordo e com uma verruga na ponta do nariz, era o gerente. - Eu desejo falar com o senhor sobre a construção da fábrica de papel. O senhor por acaso sabe quantas plantas, animais e flores vai destruir com a porcaria da sua fábrica, que só vai poluir o ambiente? - A menina é muito jovem e não tem o direito de intervir na construção da fábrica. Ah menina amanha as máquinas vão começar a destruir aquele lugar! - Por favor, eu peço aqueles animais são espécies únicas e em vias de extinção, não estrague a floresta eu peço! -Menina vá-se já embora, não a quero mais aqui, ouviu? -Não, não ouvi e não vou deixar que essas obras avancem. Saí daquele lugar horrível com o coração nas mãos, não sabia o que fazer mas tinha de salvar aquele lugar. Fui logo direitinha para a floresta ter com o esquilo mas não demonstrar a minha tristeza. - Olá esquilo… - disse eu. E depois da Escrita… o Livro

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- Que se passa? Então já conseguiste que parassem com as obras? - Não esquilo eu esforcei-me mas não… - Diz, vá lá! - Temos de mostrar que todos os animais falam, pois assim eles saberão que vocês os animais são únicos e não vos poderão estragar o habitat. - Mas, Mariana, não falar com os humanos é uma regra... - Esta é uma razão. - Se tem de ser tem de ser. - Então vens comigo á empresa? - Sim, eu vou e vou contigo salvar esta floresta? Corremos e chegámos a empresa. - Posso falar outra vez com o gerente? - Menina tenho ordens para não a deixar entrar. - Ai então…não posso entrar? - Não! - Então eu entro na mesma. - Menina, que faz aqui? - Tenho uma coisa para lhe mostrar. Esquilo mostra-lhe. - Olá disse o esquilo - Ai! – Gritou o gerente. -Este esquilo fala. - Pois fala, e os outros animais também, por isso eu peço-lhe não destrua a floresta! - Mas onde é que eu depois posso construir a fábrica? -perguntou-nos o gerente com tom solene. - Noutro lugar que não estrague a vida de outros animais – respondi eu. Então o gerente decidiu que não ia construir nenhuma fábrica, enquanto não encontrasse um lugar sem estragar a vida dos outros. Saímos dali tão contentes, mas tão contentes que não havia explicação. Eu nunca tinha imaginado que umas férias de Natal no campo seriam assim tão boas. Ficámos muito amigos desde o momento de que nos conhecemos, mas…eu tinha de voltar…não podia ficar ali para sempre. No dia seguinte era o dia de regressar à cidade, a mesma rotina de todos os dias, os sons horríveis dos automóveis, simplesmente tudo! Eu prometi-lhe que sempre que pudesse voltava…sempre. Nunca imaginei que os animais falassem…mas afinal estava enganada. - Tchau, e obrigada por tudo, serás sempre a minha melhor amiga! -disse o esquilo emocionado. -Não digas isso, eu irei voltar para vos ver. - Disse-lhe eu. - Sempre que houver um problema usa as tuas qualidades para o resolver disse-lhe a chorar, agora tenho de me ir embora…tchau, obrigada por tudo. -Obrigada miúda, gosto muito de ti…tchau…-disse-me ele. Depois daquelas palavras saí dali a chorar. No dia seguinte era dia de regressar à cidade. Mariana Pardal 7ºB nº 13

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Uma aventura nas Férias de Natal Tinham acabado as aulas e um grupo de amigos decidiu juntar-se para planearem as férias. Depois de várias sugestões, o João levantou-se e propôs que fossem passar as férias a Paris. E todos concordaram. - Não sei! – disse o Tiago tristonho – posso não ir convosco por causa dos meus pais. - Quanto a isso não te preocupes, pois eu falo com eles e convenço-os a ires connosco! - Vai ser muito divertidíssimo! – disse entusiasmada a Dora. - Vamos poder ver a torre Eiffel, ir ao cinema, comer muitas pipocas! – comentou muito excitado o Chico. Lá organizaram a ida da viagem, e dentro de dias, já estavam a voar no avião a caminho de Paris. Quando chegaram, o Chico exclamou: - Uauu! Que espectáculo! - Isto é lindíssimo! – comentou a Teresa. - Paris é fascinante! – disse muito fascinada a Luísa. -Vamos para o hotel. – criticou a Dora muito sonolenta – Estou morta de sono, não dormi nada no avião. Então, o grupo dirigiu-se para o hotel, onde se instalaram e a Dora deitou-se logo na cama, enquanto o resto do grupo fora dar um passeio. Uma das amigas virou-se para elas e perguntou-lhes: - Que tal irmos ao supermercado? - A esta hora? Nem pensar! Devíamos voltar, pois a Dora pode ficar preocupada – comentou a Teresa. No entanto, no dia seguinte, as raparigas decidiram ir ao Shopping e os rapazes foram dar um passeio pela floresta. As raparigas chegaram e acharam estranho haver tantos Pais Natais vestidos a rigor… a dona de uma loja estava a dar roupa ao Pai Natal vestido. Foi então que a Luísa afirmou: - A dona da loja está hipnotizada! Entretanto o Pai Natal saiu e as raparigas saíram também atrás dele, só que quando chegaram, já estava outro Pai Natal a hipnotizar um rapaz. As raparigas tentaram e conseguiram livrar o rapaz do hipnotizador, mas quanto olharam para trás, estavam cercadas por Pais Natais hipnotizadores até que, de repente, pareceu um milagre, vários polícias apareceram, prenderam os hipnotizadores e salvaram-nas. As raparigas ficaram bem, agora vamos aos rapazes. À noite, na floresta… Os rapazes foram para a floresta. Nada parecia estranho. Tudo normal numa floresta normal. O Chico achava-se o mais corajoso e o mais esperto, mas… Mas, naquela noite algo de esquisito, estranhíssimo, misterioso estava para acontecer. Alguma coisa ia aparecer sem os rapazes darem por isso. Os rapazes foram explorar a floresta e encontraram uma caverna. O Chico disse logo: - Que divertido!! Vamos lá para dentro ver! - Não Chico! – respondeu o João. - Vá lá! Não sejas medroso! Isto vai ser divertido. - Tenho medo que nos aconteça alguma coisa. E depois da Escrita… o Livro

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- Não vai acontecer nada! Tiago, tu vens? - O João tem razão! Não devíamos arriscar, Chico! Pode ser perigoso! - Vocês estão é com medo! Se vocês não querem vir, eu vou sozinho! - Não Chico! Nós vamos contigo, se isso é tão importante para ti. E entraram na caverna. Para começar, a caverna era assustadora e a seguir apareceram muitos morcegos a sair da caverna. Os rapazes baixaram-se e seguiram em frente. O João disse com um pouco de medo: - Vamos embora! Estou com um mau pressentimento. - Não vamos nada! Isto vai aquecer, vais ver. E continuaram. Seguidamente o João ouve qualquer coisa e diz aos amigos: - Hey! Parem! Ouvi qualquer coisa estranha! - O quê? – perguntaram o Chico e o Tiago. - Não sei. Pareceu-me um fantasma. - Um fantasma? – admiraram-se os dois amigos. - Não sei. Estou confuso. – disse o João. - Vamos continuar. Poucos momentos depois, uma voz entrou dentro da caverna fazendo o seu eco. - Ouviram isto? - Isto o quê? - Ah!!! – gritaram os três amigos. - Fujam! Existem aqui fantasmas! E os três amigos tentaram fugir para fora da gruta, mas o Chico estava a enterrar-se. Onde ele estava, eram areias movediças. O Chico perguntou: - Algum de vocês sabe o que é isto? E o Tiago respondeu: - Isso são areias movediças, Chico. Vais-te enterrar aí. - Apanhem aí um pau ou qualquer coisa do género! Depressa! O Chico aflito e os amigos a procurarem rápido. - Já achei! Está aqui! - Dá-me rápido! Os amigos puxaram-no e saíram dali para fora. O Chico, quando saiu da caverna disse: - Eu hoje levei um susto do pior! Podem crer! É horrível ser sugado por areias movediças. Nunca mais me meto nestas aventuras! - Fazes bem, Chico. Vamos para o hotel. Chegando ao hotel… Os rapazes foram encontrar-se com as raparigas e todos contaram as suas aventuras. Por fim, para acabarem as férias de Natal em grande foram ver a Torre Eiffel. Tão bonita estava. Bruna Ferreira, 7ºA, nº4

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Uma aventura nas férias de Natal Numa aldeia muito, muito longe, viviam seis amigos inseparáveis. O Tiago, o Santiago, Ruben, Andreia (que era irmã do Ruben), a Daniela e Susana eram todos melhores amigos e andavam no oitavo ano. Estavam no último dia de aulas. Eram 14:45 horas e eles estavam a sair da escola juntos, mas não sabiam o que fazer nas férias para se ocuparem. Na segunda-feira, encontraram-se todos, num café, para planearem as férias … Um dia, foram para um pinhal, onde se ouviam os lobos a uivar, as árvores as abanarem com o vento, as pinhas a cair…até parecia que os animais falavam!... Mas eles queriam ver aquele pinhal de uma ponta à outra, pois era a primeira vez que eles estavam ali. As meninas com medo e os rapazes cheios de coragem, porque tentavam descobrir como era um pinhal... Chegaram a um sitio que tinha muito mau aspecto e pensaram em voltar atrás, mas não seria o melhor, pois, já que tinham chegado até ali, iriam até ao fim . Nesse sitio, já estavam todos com medo, quando apareceram três animais selvagens, mas estavam muito mansinhos: um leão, uma cobra e um elefante. Acharam tudo um pouco estranho! - Mas porque é que estes animais estão aqui? São tão mansinhos – disse a Daniela muito entusiasmada. O grupo nem lhe respondeu, pois, estavam tão concentrados que nem a ouviram. Ainda estavam receosos de que lhes fizessem mal. Mas o leão disse-lhes: - Venham connosco, vamos mostrar-vos o circo! Eles ficaram estupefactos e foram muito devagar … Quando chegaram, estavam todos os artistas a ensaiar para um espectáculo, mas estavam à espera que houvesse público. O leão foi falar com o responsável pelo circo e disse-lhe para ir ver quem ele tinha encontrado para eles actuarem . Mas o senhor disse-nos que eles mal tinham dinheiro para comer, e tinham de arranjar público para serem vistos e ganharem algum dinheiro. Estava a ficar de noite, e então eles tiveram de regressar a casa, mas prometeram ao Sr. Raul ( o responsável pelo circo ) , que voltariam no dia seguinte e que até lhes levariam alguma comida , mas eram muitos artistas… Quando chegaram, deram-lhe tudo o que tinham levado; comida e algum dinheiro, pois, a comida não chegava para todos …Eram à volta de 100 artistas! Todos lhes agradeceram e eles ficaram orgulhosos, porque tinham ajudado quem necessitava. O Sr. Raul voltou-lhes a agradecer e a dizer para eles nunca mais lhes levarem comida, porque, afinal, os jovens eram eles e não os senhores do circo. Porém, o Santiago disse que tinha uma maneira de arranjar público e eles ficarem com algum dinheiro. Mas tinham de fazer publicidade, nem que fosse à mão, depois o resto eles tratavam. Entretanto, era hora de almoço e os seis tinham de ir almoçar. Então, falaram em ir ao computador fazer a publicidade para depois levarem para os artistas do circo. Faltavam três dias para acabarem as férias de Natal, e eles queriam mesmo ajudá-los. Mas eles não tinham gente para vender os bilhetes nem para maquilhar os artistas, e pediram aos rapazes para venderem os bilhetes e as raparigas para maquilharem os artistas.

Depois, para além desse espectáculo, fizeram outros. No final, queriam dar dinheiro aos seis amigos, mas eles não aceitaram, e no dia 10 de Janeiro eles foram-se embora muito felizes . Gabriela Ribeiro nº11 7ºA E depois da Escrita… o Livro

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Uma aventura nas férias de Natal Numa noite muito fria de Inverno, estava eu aconchegada ao pé da lareira, quando me apercebi de que algo estranho passou a voar provocando um estrondo. Como era muito tarde, tive um pouco de receio de ir ver o que se passava, mas a curiosidade foi maior. Espreitei pela porta e deparei-me com uma cena inesperada. Estava no meu jardim, nada mais, nada menos, que uma rena bebé. A rena Lily, era filha do Rodolfo e queria que o Pai Natal também a trouxesse com ele na noite de Natal, mas ele disse que ela era muito jovem e podia cansar-se. Por isso, ela fugiu para mostrar ao pai natal que era capaz, mas tinha apanhado uma corrente de ar e perdeu-se. Então, a choramingar, perguntou-me se a podia ajudar. E eu pergunteilhe como a poderia ajudar, e ela respondeu que queria voltar para o Pólo Norte. Eu fiquei assustada, mas disse-lhe que sim, pois o meu espírito aventureiro falou mais alto. Pus tudo o que precisava numa mochila, agasalhei-me e começou a aventura. A Lily era muito simpática e começou a contar como era o Pólo Norte e a magia que existia na casa do pai natal… Então lembrei-me de que não sabia o caminho para o Pólo Norte, mas a rena bebé disse-me para não me preocupar que o seu nariz nos iria ajudar. Ele iria piscar na direcção certa e quando chegassem ao Pólo Norte ficaria aceso. Depois começou a rodar para ver se o seu nariz piscava. E não foi que ele começou a piscar devagarinho?! Achei que foi muito engraçado. A aventura começou. Caminhámos e voámos toda a noite, pois fomos alternando para a Lily não se cansar. Mas ela estava a ficar triste e muito cansada. Quando o nariz dela começou a piscar mais depressa, concluímos que estávamos a chegar!... As primeiras coisas que vimos foram uns bonecos de neve enormes que protegiam uma espécie de entrada. Ao aproximarmo-nos dos bonecos de neve, cruzaram as vassouras e não nos deixavam entrar, mas a Lily, que era muito esperta, contou-lhe a sua história, e disse-lhe que o pai dela se iria zangar se ela não chegasse a casa, o mais rápido possível, e que eu estava ali a ajudá-la a chegar a casa. Muito contrariados, os bonecos deixaram-nos passar. Aquilo que eu vi à frente era inexplicável e lindo, com tudo coberto de neve, mas cheio de luzes e cores e duendes que trabalhavam sem parar, pois a noite de natal aproximava-se. As casas eram pequeninas e pareciam feitas de chocolate. A casa do pai natal era enorme e toda ela brilhava, e à sua frente estava estacionado um grande trenó vermelho. Eu esfreguei os olhos para ver se tudo era real. O Rodolfo correu para nós, contente por ver a sua filha, e chamou o pai natal, porque já estavam preocupados. Depressa nos vimos rodeados de duendes, renas e do pai natal. O pai natal agradeceu-me por ajudar a Lily e, como recompensa, eu iria ser a ajudante dele. Eu iria voar e distribuir as prendas com ele! Mas isso eu conto-vos depois, porque isso é outra história… Susana Abrunheiro, 7ºB

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Uma Aventura nas Férias de Natal Nas Férias de Natal, eu e a minha família resolvemos ir a Cabo Verde. Eu fiquei muito ansiosa…a última vez que lá fui tinha 4 anos, mas lembro-me de que aquelas paisagens eram lindas, as águas quentes, o sol brilhante! E o meu sonho era voltar lá outra vez. Eu senti uma alegria tão grande por ver o meu sonho a realizarse que… Passado uma semana, partimos de avião e nem senti as horas a passar. As paisagens estavam iguais e senti o ar fresco e a magia do Natal por todo o lado. Mas quando passeava pelas ruas, vi um rapaz que estava desamparado e perguntei-lhe: - O que se passou? Não tens família? Onde estão os teus pais? - Os meus pais morreram num acidente de viação – disse o rapaz chorando. - Não chores! Tudo na vida tem um fim! Foi o que aconteceu com os teus pais. Tu não tens irmãos?! - Tenho, mas… não me ligam nenhuma… O meu irmão mais velho casou-se e está a viver com a esposa, a Fernanda. O mais pequeno está entre a vida e a morte. Ele tem 2 anos e sofre de epilepsia; pode morrer a qualquer momento. Está num orfanato! - Já percebi a tua história. Mas eu sei que tu vais conseguir vencer. - Sabes…tu estás a ser uma grande amiga para mim…não tenho ninguém que me apoie! - Eu irei ajudar-te em tudo o que precisares. - Obrigada. -Agora está a escurecer e eu vou-me embora para a casa que alugámos. Mas… e tu onde é que dormes? -Ali… Olha… Ali naquela caverna… Vês? -Estás ao frio? -Não…- respondeu o rapaz muito incomodado. -Queres vir para minha casa? Vem, eu não digo nada aos meus pais! Pode ser? -Não quero incomodar… -A minha casa é aqui perto dormes no meu quarto esta noite! Vens? -Se fazes questão…vou. -Acompanha-me. E fomos por aquelas ruas estreitas até minha casa. Tive pena dele, porque nunca me imaginei sem família alguma… Mas sei que o vou conseguir animar, e tenho que arranjar uma solução bem depressa. Hoje vou sonhar com isso e amanhã de manhã saberei a solução do meu problema. Depois, pensei... pensei e encontrei a solução deste problema. Vou levá-lo aos irmãos, mas se ninguém tomar conta dele, eu ficarei responsável por ele como se fosse meu irmão. Bem, agora vou levar o rapaz a outro lado antes que os meus pais o vejam. Fui à sala do pequeno-almoço e sentei-me ao pé dos meus pais. Eu não entendia onde criam chegar com aquela história de uma menina morrer ou algo assim, mas depois começaram a falar de um rapaz que eu tinha visto, e aí percebi que eles o tinham visto… não sei bem aonde, mas de alguma forma o viram e disseram-me: - Quem é aquele rapaz que vinha do nosso quarto, Carolina? - Eu ia-vos contar o que aconteceu… mas vocês já sabem... E depois da Escrita… o Livro

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- Conta-nos se fazes favor… - Sim, eu conto. Então cá vai… Eu fui ver as paisagens , não foi? - Sim. Tu disseste-nos. Mas conta o resto. - Quando estava a escurecer, encontrei o rapaz que parecia estar desamparado e perguntei-lhe se ele não tinha pais nem irmãos. Ele respondeu-me que os pais morreram num acidente de viação e o irmão mais velho casou-se e abandonou a família e o mais novo esta entre a vida e a morte. Que história tão triste!... Depois, eu disse-lhes que gostaria de o levar para Portugal! - Eu acho a tua opinião muito precipitada. – disse o meu pai. Mas vamos pensar no assunto, no final das férias diremos o que decidirmos mas até lá ficará connosco. - Obrigada, são os melhores pais do mundo. Mãe, Pai eu também pensei numa coisa. Pensei que se ele ficasse connosco talvez pudesse ir visitar os irmãos! - Se ele ficar connosco tudo bem. Mas agora vai-lhe dar de comer que ele deve estar com fome. - Sim, farei isso com muito prazer. Vou chamá-lo cá. Cheguei a minha casa e fui a correr chamá-lo e disse-lhe que o problema estava resolvido e que ele ficariaa em minha casa até nós irmos embora. Ele ficou contentíssimo e saltou de alegria. Passámos as férias e no Domingo era dia de fazer as malas e vir para Portugal. Nós ficámos tristes, pois, pensávamos que os meus pais iriam deixá-lo desamparado. Eram 12:30 e tínhamos de ir almoçar e sobretudo saber o que os meus pais iriam fazer. Chegámos lá e disseram-nos: - Olá meninos! - Olá, já sabem aquilo? - Já e pensámos que será melhor ele ir ver a família e depois pode ir connosco para as Meãs do Campo. -Que bom! Fico tão contente, mãe… nem tenho palavras…fiz uma boa acção, salvei um menino desamparado. - Vocês são tão bons. Nunca conheci ninguém assim… -Vá! Já chega de lamentações e tristezas do passado, porque agora começámos uma vida nova, pois, temos mais um filho chamado Jacinto Faltava uma hora para o avião partir, por isso, fomos andando para o aeroporto. Até embarcarmos, tive a jogar cartas e a brincar com o meu novo irmão Jacinto. Os nossos pais estiveram-nos a contar como funcionava um avião, as profissões que havia, a escola que iríamos frequentar e tudo o que fosse necessário à vida. Adorei esta viagem a Cabo Verde…foi uma aventura inesquecível e espero voltar a ter uma aventura mas com o meu irmão Jacinto e com a Francisca.

Ana carolina, Nº1 – 7ºB

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Uma Aventura nas férias do Natal Como estrelas no céu, cintilavam as luzes no pinheiro e as prendas! Essas sorriam para mim como que a pedir que as abrisse e, na parte de fora das casas, brilhavam as luzes e as fitas, suspensas nas árvores, dando cor aos pinheiros que balançavam ao sabor do vento. Chegou a noite, aquela que todos ansiavam!... Reuniram-se os pais, os avós, os tios, os primos e todos comeram o tradicional peru com umas batatinhas assadas no forno e uns grelinhos. Foi uma noite de festa. Mas estava na hora de abrir os presentes e, como flores que desabrochavam, foram abertos uns com mais cuidado que outros, mas todos com estima. Chegou a vez de um presente que tinha uma forma esquisita e um tamanho um pouco grande. Abri-o com muito cuidado e a pensar no que estaria lá dentro!... Era um Pai Natal de verdade, com barbas e tudo. Como já tínhamos jantado, convidei-o a comer uma fatia de bolo-rei e ele aceitou. Mas como já era tarde, dormiu no meu quarto e no dia seguinte fomos passear os dois para vermos os meninos com os seus presentes de Natal. Muito emocionada, fui dormir na expectativa do que iria receber no dia 25 de Dezembro, pois iria estar com amigos e familiares, na minha casa. Foi um dia de sonho, porque vivi tudo ao pormenor, tentando aproveitar ao máximo os segundos que me restavam daquele dia fantástico! Mas estava na vivência máxima daquele dia, quando me virei para a minha mãe perguntando: - Mãe, porque existem pessoas que não podem ter um Natal como o nosso? Há pessoas que não têm o que comer e vivem na rua!...Porquê?! - Oh filha, infelizmente, existem bastantes pessoas que vivem na rua e fazem dessa realidade o seu quotidiano. É algo inexplicável! Algumas ficam na rua por causa das drogas, do álcool… mas existem outras que ficam assim sem querer, porque os pais as abandonaram por realidades muito complexas. Fiquei a pensar realmente no que a minha mãe tinha dito e cheguei à conclusão de que, por vezes, nos queixamos de problemas que realmente não têm sentido perante estes. Chegou o fim do dia e fui para a cama com a certeza de que, um dia, todos vamos viver com condições dignas de um ser humano.

Fabiana Santos - 7ºC

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A aventura do Cavaleiro da Dinamarca O Cavaleiro seguia para a Dinamarca, mas o frio, a neve e o gelo dificultavam-lhe a viagem. Já não conseguia andar…as forças iam diminuindo pouco a pouco! Olhando para o céu azul, viu, repentinamente, uma luz fortíssima que parecia iluminar toda a terra…Era uma estrela, uma estrela com a que guiou os reis magos. Aquela estrela parecia andar no meio de outras estrelinhas, espalhadas naquele céu azulado. O Cavaleiro ficou estupefacto! Nunca vira uma estrela como aquela a andar no céu! «Esta estrela deve ser a mesma que guiou os reis magos até à gruta, onde nasceu Jesus!...»- pensava ele. Então, o Cavaleiro decidiu segui-la muito confiante, pois, tinha muita fé no Menino Jesus e sabia que Ele o iria ajudar a ultrapassar aquelas dificuldades para chegar na noite de Natal a sua casa. Com muita dificuldade, seguiu a estrela com muita coragem e muita emoção. Ele só pensava na sua família e no aconchego do seu lar. De repente, avista ao longe um grande abeto iluminado com luzes multicolores. «Já estarei perto da minha casa? - interrogava-se o viajante com grande entusiasmo. Os meus filhos devem estar ansiosos pela minha chegada! Há tanto tempo que estou tão longe deles!» Já perto da grande clareira de bétulas reconhece a sua casa. Estava enfeitada como em anos anteriores! Era mesmo o seu lugar, na Dinamarca…Tinha chegado para celebrar a grande festa, a grande noite de Natal com a família os amigos e os seus criados. Quando chegou mais perto, viu, através da janela iluminada, a sua mulher e os seus filhos e alguns criados reunidos junto da grande lareira à espera dele. O Cavaleiro aproximou-se, em silêncio, e abraçou-os com muita emoção, com muito amor e muitas saudades. Estavam novamente reunidos para celebrarem a maior festa do ano, o Natal. Mariana Pardal, nº13, 7ºB

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As minhas férias da Páscoa Numa tarde, com um sol radioso, eu, a Mariana e o meu primo André decidimos ir dar uma volta de bicicleta. Andámos bastante junto de falésia, onde se podia observar o mar. Mas, como estava muito calor, o meu primo sugeriu: - E que tal se fôssemos comer um gelado? Descansávamos um pouco e depois continuamos o nosso passeio… Nós aceitámos a sugestão. Depois de nos deliciarmos com o gelado, seguimos em direcção à praia. Demos voltas e mais voltas a pé pela areia molhada e refrescante, mas a determinada altura ouvimos: «Socorro! Socorro!...» - Estão a ouvir?! - perguntou a Mariana muito admirada. - Sim…quem será? Durante algum tempo não ouvimos mais nada e pensámos que tivesse sido uma brincadeira. Estávamos mesmo para ir embora, quando ouvimos dizer: «Ajudem-me por favor…estou muito aflita!» Então, começámos a procurar por toda a praia, procurámos em alguns barcos junto à água e num deles ouvimos barulhos. Entrámos e estava lá uma rapariga amarrada. Tentámos abrir a porta, mas estava trancada a ―sete chaves‖ e foi então que o meu primo, com a sua força toda, arrombou a porta. Desamarrámo-la e perguntámos-lhe o nome. - Eu sou a Joana e vocês? - Eu sou o André e estas são as minhas primas, a Micaela e a Mariana. Depois pedimos-lhe que nos contasse o que se tinha passado e ela contou-nos tudo. Foi uma história alucinante! Entretanto, começámos a ouvir um barulho e desconfiámos logo que fossem os homens que tinham amarrado a Joana e fugimos, pois não queríamos correr perigo. Saímos da praia e aproveitámos ainda o resto do dia, na companhia da Joana. Estava na hora de jantar e como o meu primo e a Mariana também iam jantar a minha casa, perguntei à Joana se também queria ir, mas ela disse que não, porque os pais estavam à sua espera e já era muito tarde. No entanto, deu-nos o seu contacto para nos podermos encontrar-nos mais vezes. Despedimo-nos e partimos já bastante cansados, pois divertimo-nos muito com esta grande aventura!

Micaela Alexandra Pardal Ângelo; nº16; 7ºB

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O naufrágio

Era uma vez um senhor que se chamava Gonçalo que passava os dias no mar para a ajudar a sua família, porque eram muito pobres. A sua família e ele vestiam-se de uma maneira miserável, eram muitas das vezes roupas usadas que já não serviam a outras pessoas. Esta família vivia numa comunidade de pescadores. Certo dia, Gonçalo foi para o mar para arranjar algum alimento, mas o mar estava muito bravo e agitado, e ele não hesitou, pois tinha de lutar pela vida para não morrerem de fome. Já no alto mar, o barco começa a perder o rumo e de repente naufraga e tenta nadar até uma ilhota que estava perto. Chega muito cansado e protege-se junto de uma palmeira para se secar… pensando na sua vida, como iria voltar para a sua família, no mesmo instante Gonçalo observa um barco a vir na sua direcção e faz-lhe sinal com os seus braços pedindo ajuda, mas ele observa uma bandeira, e repara que tinha o símbolo dos piratas, então com medo esconde-se. Os piratas iam àquela ilhota para procurar um tesouro á muito procurado, como não encontraram nada, foram-se embora. Gonçalo ficou curioso e escavou, escavou, escavou, para ver o que era o tesouro, mas ia ficando sem forças para continuar a escavar, pois tinha fome,. Entretanto, reparou que no cimo da palmeira havia cocos, apanhou-os e, então, comeu alguns para ter mais forças. Depois de ter comido alguns cocos, continuou a escavar e de repente viu uma arca muito grande, agarrou-a e verificou que era muito pesada, mas Gonçalo precisava de saber o que estava lá dentro, mas precisava de a abrir. Ele nem queria acreditar…tinha encontrado o tesouro mais procurado! Assim, poderia tirar a sua família da pobreza. Passados uns dias passa um barco naquela ilhota e ele reconhece-o, era um dos pescadores da sua comunidade. Gritou muito alto e esse pescador viu-o e levou-o de volta a casa. A partir daquele dia passou a viver em óptimas condições com a sua família, pois tinha encontrado uma arca cheia de jóias e de ouro. Cristiana Nunes nº8 7ºB

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Uma Aventura na floresta

Senti-me como se estivesse aprisionada num daqueles pesadelos aterradores, nos quais temos de fazer coisas para salvar a vida de outras pessoas. No entanto, não se tratava de um sonho, ao contrário do que acontecia naquele tipo de pesadelos. Eu não fugia para salvar a minha vida; corria para salvar algo nunca visto…a minha própria vida pouca importância tinha naquele dia… Eu sentia-me 99,9% certa de que estava a sonhar… mas na realidade não estava, tinha de salvar milhões de espécies de animais, de flores e de plantas… únicos na Terra! Eu tinha ido com os meus pais ter com os meus avós, ao campo. Estava cansada da correria da cidade, dos automóveis e daqueles prédios altos que tocam quase nas nuvens… precisava de sair daquele lugar…por isso fomos ter com a minha avó Ana e o meu avó Vital ao campo. A vida no campo é , sem dúvida, muito melhor que na cidade! Quando chegámos, pousámos as nossas malas, alojamo-nos e eu pedi à minha mãe se podia dar um passeio pelas redondezas. Ela deixou, mas avisou-me para ter cuidado, pois não conhecia aquele sítio. Mas era maravilhoso, onde tudo era perfeito…as árvores com enormes copas, os animais, as flores, as plantas…tudo era magnífico! Eu fui dar uma volta para apreciar todas aquelas maravilhas e entrei numa enorme floresta com variadíssimos tipos de flores, de plantas e de animais. Mas de repente, quando andava por aquela floresta, ouvi uma voz muito fininha que disse olá!... Eu assustei-me, pois não sabia quem me estava a falar!... E olhei para todo o lado!... - Aqui, miúda, o esquilo! Eu sei que sou pequeno, mas não sou assim tão insignificante! Eu fiquei sem palavras, pois nunca tinha visto um animal a falar.... - Olá! - respondi-lhe eu. - Tu, mas tu falas?! - Sim, falo! O que fazes aqui? - Eu vim passar as férias de natal com os meus avós. Estou farta daquele barulho insuportável na cidade e de tanta poluição… - Olha, eu preciso que me ajudes… a mim e aos meus amigos… - Diz lá o que se passa!... - Prometes que não contas a ninguém? Ah e não podes contar a ninguém que nós falámos. - Ok, eu não conto a ninguém…fica descansado! Agora desembucha que estou a ficar preocupada! - Sabes que este sítio é lindo, mas a nossa casa vai ser destruída… vão deitar estas árvores abaixo, esmagar tudo e vão construir uma fábrica de papel! - Não pode ser! Não creio! Isto não pode acontecer! Isto é lindo e maravilhoso! Mas como te posso ajudar? - Evitando que aqui se construa a fábrica! Por favor, faz tudo por tudo e não deixes que acabem com esta floresta… - Eu vou conseguir, vais ver! Olha, já se está a fazer tarde e tenho de me ir embora, amanhã eu apareço. Nós ficámos muito amigos a partir daquele dia, e eu não conseguia imaginar aquela floresta magnífica a ser destruída. E depois da Escrita… o Livro

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Quando cheguei a casa, a minha mãe perguntou-me porque tinha demorado tanto tempo e respondi que estive a apreciar a paisagem. Tinha uma vontade enorme de lhe contar aquela situação, mas na realidade eu não podia. Sentia-me como se estivesse aprisionada num daqueles pesadelos aterradores. No entanto, não se tratava de um sonho e, ao contrário do que acontecia naquele tipo de pesadelos, eu não tentava salvar a minha vida; tentava salvar algo infinitamente mais precioso. A minha vida pouca importância tinha naquele dia. Eu sentia que tinha de fazer alguma coisa, mas nada me ocorria naquele momento. No dia seguinte, mal acordei, tomei banho, vesti-me, tomei o pequeno-almoço e desatei a correr para a floresta. - Esquilo? Esquilo? Onde estás? - Estou aqui! - respondeu ele com um ar imponente. - Tenho notícias, e já decidi o que vou fazer. - Então quais são? - Vou falar com quem quer destruir isto tudo!... - Obrigado…És a minha melhor amiga! - Tu também, esquilo, mas agora tenho de me ir embora. Adeus…fica bem. - Xau Mariana! Dá notícias. - Sim, quando puder voltarei. Corri tanto, tanto…mas tanto que parecia que os meus pulmões iam rebentar, pois a empresa de construção ainda ficava a poucos quilómetros dali. Finalmente, quando cheguei, pedi a uma senhora, muito bem vestida, para falar com o gerente. - Pode entrar! - disse a senhora. - Que deseja a menina? - perguntou-me um senhor baixinho, muito gordo e com uma verruga na ponta do nariz…era o gerente. - Eu desejo falar com o senhor sobre a construção da fábrica de papel que vão construir. Certamente, o senhor sabe quantas plantas, quantos animais e quantas flores vão ser destruídas com a construção da sua fábrica! Além disso também vão poluir o ambiente!... - A menina é muito jovem…ainda não sabe avaliar estas situações…e não tem o direito de intervir na construção desta fábrica. A partir de amanhã as máquinas já vão começar a trabalhar naquele lugar!... - Por favor, aqueles animais são espécies únicas e em vias de extinção!... Não estrague a floresta! Pense em todos nós e também no ambiente!... -Menina, vá-se já embora, não a quero mais aqui, ouviu? Está a ocupar o meu tempo. -Vou sair, mas não vou deixar que essas obras avancem. Pode ter a certeza…absoluta! Saí com o coração nas mãos, e não sabia o que fazer, mas tinha de salvar aquele lugar. Fui logo para a floresta falar com o esquilo, mas não queria demonstrar a minha tristeza. - Olá, esquilo…onde estás?! Quero falar contigo… - Que se passa? Então já conseguiste que parassem com as obras, na floresta? - Não!... Mas á falei com o gerente! Eu esforcei-me mas… - Diz, vá lá! E depois da Escrita… o Livro

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- Temos de mostrar que todos os animais falam, pois assim eles saberão que vocês são espécies únicas e não podem estragar o habitat. - Mas não falar com os humanos é uma regra… só em razões extremas. - Esta é uma razão…extrema! - Então vens comigo à empresa? - Sim, eu vou contigo salvar esta floresta! Corremos sem parar até chegarmos à empresa. Tocámos, mas estávamos com muito receio…apareceu um empregado e perguntámos: - Por favor, posso falar outra vez com o gerente? - Menina, tenho ordens para não a deixar entrar. - Ai…não posso entrar? Por favor!... - Não! Não pode. - Mas é urgente!...Tenho de falar com o gerente. Entrámos…sem autorização…tínhamos de conversar. - Menina, que faz aqui? - Tenho uma coisa para lhe mostrar. Esquilo, mostra. - Olá, disse o esquilo. - Mas este esquilo fala?! Não pode ser!... - Pois fala, e os outros animais também! Por isso eu peço-lhe para que não destrua a floresta onde eles habitam! - Mas onde é que eu depois posso construir a fábrica? - perguntou-nos o gerente com tom solene. - Noutro lugar que não estrague a vida de outros animais. Então o gerente decidiu que não ia construir nenhuma fábrica, enquanto não encontrasse um lugar…apropriado. Saímos dali tão contentes, mas tão contentes que não havia explicação… Eu nunca tinha imaginado que umas férias de Natal no campo seriam assim tão boas. Ficámos muito amigos desde que nos conhecemos, mas…eu tinha de voltar…não podia ficar ali para sempre. No dia seguinte, infelizmente, já era o dia de regressar à cidade. A mesma rotina de todos os dias, os sons horríveis dos automóveis, simplesmente tudo!... Mas eu prometi-lhe que, sempre que pudesse, voltaria. Nunca imaginei que os animais falassem…mas afinal estava enganada. - Obrigado por tudo…serás sempre a minha melhor amiga! - disse o esquilo emocionado. - Não digas isso, eu irei voltar para vos ver. - disse-lhe eu. - Sempre que houver um problema, usa as tuas qualidades para o resolver -disse-lhe a chorar. Agora tenho de me ir embora… obrigada por tudo. - Obrigada, miúda, gosto muito de ti…xau…- disse-me o esquilo. Depois daquelas palavras, saí dali muito emocionada, mas também muito feliz.

Mariana Pardal-7ºB, nº 13

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Uma Aventura nas Férias

Naquele dia, chovia torrencialmente e fazia aquele frio que entrava pelas frechas das portas, das janelas e penetrava na sala-de-estar. O avô Sebastião e a sua neta Susy estavam a conversar sobre tradições, costumes, observando fotografias e contando anedotas e histórias daquela quinta antiga que já era da família há muitos anos... - Avô, olha esta fotografia! Quem é esta menina de vestido? - perguntou Susy, apontando para a fotografia a preto e branco. - Essa fotografia foi tirada numa festa da aldeia, quando me mudei para a aldeia e conheci a tua avó...sentindo-se só e triste. Susy olhou para o ar abatido do avô, e ajudou a limpar aquela lágrima no quanto do olho, dizendo: - Faz bem chorar, avô... Susy era uma adolescente de 14 anos, bonita com os seus cabelos castanhos como a terra e olhos azuis como o céu límpido. Veio passar as férias de Natal com o avô Sebastião, dono de uma quinta cheia de histórias; era uma menina que sabia o que queria e não temia pelos obstáculos que a vida lhe colocasse à sua frente. Era a primeira vez que Susy passava o Natal longe dos amigos e longe dos pais. Não conhecia ninguém, naquela aldeia, mas as pessoas conheciam muito bem o avô. Entretanto, o João começou a distribuir, com o seu amigo André, as encomendas às vizinhas, porque a mãe do João tinha uma mercearia e pediu-lhe para ir fazer as entregas. A última entrega foi numa quinta que tinha um portão altíssimo e ferrugento, cercado por um muro em pedra; era a famosa ―Quinta Grande‖. Mas o André e o João já conheciam o Dr. Sebastião, pois, já lhe tinham feito entregas. A quinta era grande, com várias qualidades de árvores e com grandes espaços verdes, onde as andorinhas, na Primavera, podiam criar os seu filhotes. João tocou à campainha e uma voz, vinda do altifalante da campainha, perguntou: - Quem é? - Somos nós, Sr. Rui – disse André ao porteiro. - Entrem, entrem! - imediatamente aquele portão altíssimo e ferrugento se abriu. Havia uma estrada em terra batida; lateralmente havia muitas árvores com etiquetadas e, ao fundo, havia uma floresta escura, onde as árvores baloiçavam e dançavam ao som do vento. - Venham cá, rapazes, que está a chover! - gritava aquela voz rouca do Sr. Rui. A avó do João tinha contado muitas histórias sobre aquela quinta, sobre grandes mistérios e sobre grandes riquezas. O André só se queixava dizendo: «Não se pode andar na rua, com os sapatos todos molhados e com o cabelo a pingar enormes gotas de água…» O Sr. Rui, muito simpático, mandou-os logo entrar para a cozinha, enquanto se dirigia para o telefone, para avisar os pais. - Aonde quer que nós, coloquemos estes sacos? - perguntou João, rindo-se da cara do amigo, mas o seu estado também não era o melhor. Enquanto os dois colegas estavam a gozar um ao outro, aparece Susy. Susy mal entrou para a cozinha e não pronunciou nenhuma palavra, quando viu aqueles dois rapazes todos molhados. - Sim, menina?! Susy começou a rir quando viu tamanha coisa, e os dois rapazes ficaram irritados, mas pararam de rir e ficaram com uma enorme vergonha. E depois da Escrita… o Livro

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- Não era nada, já encontrei o que queria. Agarrou no copo que estava em cima do balcão e foi para junto do seu avô Sebastião. O telefonema tinha acabado naquele instante, quando Susy saiu da cozinha. João, muito ansioso e curioso, perguntou logo se a mãe dele vinha a caminho. - Não, ela disse que está cheia de trabalho e pediu-me para perguntar ao Dr. Sebastião se podiam ficar cá. Venham comigo ao Dr. Sebastião. - disse o Sr. Rui com um ar muito satisfeito. Passaram por vários corredores repletos com quadros pintados a óleo e fotografias a preto e branco; havia também tapetes antigos extraordinários; os candeeiros eram grandes e brilhantes. Mas, quando chegaram perto de uma porta, o Sr. Rui bateu à porta e uma voz do outro lado respondeu: «Sim» e o Sr. Rui abriu a porta. Seguidamente, o Sr. Rui dirigiu-se para o Sr. Doutor, explicando por que razão aqueles dois miúdos da aldeia estavam na sua quinta, mas o Sr. Doutor percebeu bem e convidou-os a sentarem-se, no sofá, com cabeceiras de várias cores. - Então já conhecem a minha neta? – Perguntou-lhes, enquanto Susy se ria do estado dos rapazes. Susy quis ser a primeira a participar na conversa e afirmou que já se tinham cruzado, quando ela tinha ido à cozinha e aproveitou para perguntar os nomes deles, num meio de risos. - Eu sou o João e este é o André … - Bom, uma vez que estão apresentados vou à cozinha buscar uns biscoitos – tentando, assim, deixá-los juntos. Naquela sala grande, com várias histórias antiquíssimas, quase toda feita de pedra e de madeira, à frente deles, estava uma lareira acesa, e o calor preenchia aquela sala grande, onde o frio espreitava pelas frechas das janelas. Entretanto, começou a chover mais, as janelas começaram a ranger, com tanto vento a bater e de repente a luz apagou-se, mas Susy não conseguiu evitar os gritos e João agarrou-se a uma almofada, largando-a logo. Por momentos, houve um silêncio contínuo e assustador, naquela sala…Juntaram-se todos no mesmo sofá e embrulharam-se em cobertores, parecendo presentes de Natal, enquanto os trovões e a chuva não cessaram. Contudo, ninguém sabia o que dizer ou o que fazer até que o André cansado de ouvir as janelas a baterem, com a força do vento, e a lenha a queimar, perguntou pelo Dr. Sebastião que não aparecia com os biscoitos. Aquela pergunta pairou no ar escuro e sombrio até que ouviram as janelas a partirem e as portas a baterem, com tanta força que pareciam que estava a haver um terramoto. Susy entrou logo em pânico, e, sem dar por isso, começou a falar a sua língua, perguntando «what happening?» André com o seu ar de corajoso e valentia exclamou: - Vou ver o que se passa! João impôs-se, porque ninguém sabia o que estava a acontecer, mas seria melhor andarem os três juntos do que uns para cada lado. Susy não queria ir, e fez-se desentendida. André , ouvindo aquilo dito pelo seu amigo, de infância, concordou. Os corredores metiam medo, porque a única fonte de luz que tinham era uma lanterna que a Susy tinha encontrado, por acaso, numa das gavetas da mobília da sala. O barulho nos corredores fazia eco e metia medo a Susy que estava apavorada e agarrada ao João que também estava no mesmo estado emocional. E depois da Escrita… o Livro

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Os três amigos chegaram ao fim do corredor, enquanto Susy e João pediam para voltarem para a sala. O André espreitava pela janela por, mas a chuva dificultava a visão para o jardim. Ouviu-se um barulho ao fundo do corredor, e André começou a correr para ver quem era, mas quem fosse já tinha uma grande distância de avanço, porém, André nem pensou na distância, e correu pelas escadas como se fosse um trovão, rápido e feroz. O indivíduo saiu pela porta das traseiras e passados alguns segundos saiu o André, mas o jardim estava cheio de lama por causa da chuva. Então, o indivíduo conseguiu fugir para floresta e André pensou que não valia a pena ir para a floresta podia-se perder e regressou para a cozinha todo encharcado e todo sujo de lama. Susy e João apareceram momentos depois de André entrar na cozinha, fazendo perguntas. - Agarraste-o? - Perguntou Susy. - Onde está ele? - Perguntou João. Num ar de gozo, André também faz uma pergunta: - Onde está o Sr. Rui e o Dr. Sebastião? Susy, João e André não sabiam deles, e, sem darem por isso, a luz volta a ligar e logo começaram à procura do Dr. Sebastião e do Sr. Rui, procurando por toda a casa, mas nem vivalma do Dr. Sebastião e o Sr. Rui. -Onde foi que ainda não procurámos? -pensou o João intrigado por não conseguir encontrá-los. - Já sei…há uma cave, sigam-me! - ordenou Susy com ar de triunfante mas preocupada. Os três correram até ao anexo que o André e o João tinham visto repentinamente, quando chegaram para deixar as encomendas. No entanto, a porta estava fechada e, enquanto o João e a Susy estavam especados à frente da porta a tentar arranjar uma solução, o André deu meia volta e encontrou uma janela e correu para chamar os amigos para o ajudarem a subir. O João fez ―pé de ladrão‖ e o André subiu ( a chuva tinha parado), mas o André pediu um casaco para enrolar na mão para partir o vidro sem se ferir. - Mmm… -tentava dizer o Sr. Rui, com a fita-cola colada à sua boca… - Nós vamos tirar-vos daí! - Prometeu o André que viu o Sr. Rui com a fita-cola na boca e o Dr. Sebastião deitado e inconsciente. - Telefona para o 112 e para a polícia! - avisou o André, quando viu o avô da sua amiga. André desceu e os dois, enquanto a Susy telefonava, começaram a procurar alguma coisa dura para partirem a fechadura da porta daquele anexo, que não passou despercebido ao olhar dos dois novos amigos de Susy. Logo que encontraram um pedaço de ferro, começaram a bater com ele na fechadura até que a própria cedeu. - Acalme-se! - Dizia o João ao tirar a fita-cola da boca do porteiro. - Avô, avô! - Gritava Susy preocupada a tirar a fita-cola, quando viu o seu avô deitado e inconsciente.

O André começou logo a ver o sinais vitais e a ver se ele tinha alguma lesão no seu corpo, mas, nesse preciso momento, apareceu a polícia da vila vizinha e uma ambulância. Os três amigos contaram toda a história ao Sr. Agente que anotou tudo num bloco de folhas. A ambulância partiu para o hospital da cidade e o polícia e o Sr. Rui ficaram a conversar sobre o que tinha sucedido, naquele dia chuvoso. Porém, os três amigos estavam em estado de choque, principalmente a Susy que viu o seu avô desmaiado no chão do anexo. Eles tiveram logo acompanhamento psicológico e a dona Marta aparece e agarrase ao seu filho, chorando, porque as notícias correm mais depressa. Desde aquele dia, os três amigos passaram a andam sempre juntos e durante o tempo de aulas comunicam pelo telemóvel e muitas vezes por e-mail. Patrick Guerra – 7ºB

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Uma aventura Era dia 21 de Dezembro, o dia em que os alunos inscritos no A.T.L. da escola da Carapinheira iriam à Kidzania. Eu tinha acabado de me levantar, quando fui tomar banho. No fim do banho vestime, agarrei na mala feita na véspera, e saí porta fora, esperando que a minha avó não se demorasse. A partida estava prevista para as 8h, mas só saímos da escola por volta das 8h e 20 m. Ao entrar para o autocarro, certifiquei-me de que a minha parceira, a minha prima Anita, não estava a faltar, foi quando reparei que ela me tinha mandado um número infinito de mensagens, nas quais dizia: ― Diz á Sónia que eu vou chegar atrasada, porque se furou um pneu do carro.‖. Aí, liguei-lhe para dizer que já estávamos a entrar no autocarro, ao que ela disse que também já estava a chegar. Avisei a Sónia e esperámos mais uns minutos. Já todos dentro do autocarro, sentámo-nos com os nossos parceiros. Eu e a Anita ficámos mais atrás, o que de uma certa forma foi bom. A viagem foi demorada, apesar dos filmes que fomos a ver pelo caminho para nos distrairmos. Quando chegámos, o autocarro deixou-nos debaixo da estrutura do Dolce Vita Tejo. Subimos algumas escadas, passámos por um ringue de patinagem e ficámos à espera, à entrada da Kidzania. Por fora, não achámos nada de especial, um avião de brincar e nada mais, mas lá dentro todos nos tratavam por senhores e senhoras. A primeira profissão que quis exercer foi a de polícia. E devo dizer que foi bastante divertido. A moeda que lá se usa é o Kidzo. Quando entrámos para a Kidzania, é distribuída uma carteirita com cinquenta Kidzos. Por cada trabalho bem feito recebem-se oito Kidzos. Só que havia lá um em que nós tínhamos de ser escritores e tínhamos de pagar cinco Kidzos. eu e a Anita caímos nessa e lá fomos nós. Foi essa a única ratoeira em que caímos. Para além de polícia e escritora, fui também socorrista, juíza, advogada, pivot e também trabalhei numa agência de viagens, mas tudo isto antes e depois de um excelente almoço. Já de saída da Kidzania, há uma loja de lembranças, na qual já não se utiliza o Kidzo, mas o Euro. Eu comprei uma caneca por três euros e meio. Voltámos para o autocarro, onde continuámos a ver filmes. Já na nossa escola, depois de uma viagem de mais de três horas, a minha mãe foime buscar para ir ver a festa de Natal da minha irmã de cinco anos. No fim da festa, fomos para casa e tive de contar tudo sobre o meu dia.

Maria Inês, Nº 12, 7º B

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Abyssus Abyssum (continuação) Muito bem, «basta de palavras»! E ambos, ao mesmo tempo, um ao outro se impuseram segredo… -Psiu!... -Psiu! E como tinham combinado, lá foram os dois muito no barquinho do fidalgo. Chegou a hora do combinado, mas disseram à mãe que iam jogar o pião. Mas não foram…foram para o rio para irem andar de barco. Quando chegaram ao rio para irem andar de barco, de repente viram a mãe ir atrás deles com a colher de pau, para lhes bater. Mas eles enfiaram-se no barco , rapidamente, e começaram a remar pelo rio abaixo… e disseram um para o outro: -E agora o que fazemos?! -Depois de a mãe nos apanhar, só dá para sair de casa, quando a mãe se esquecer. -Mas se a mãe nuca se esquecer o que fazemos? -Não sei !... -Se calhar temos de ir a nossa casa e a casa de outras pessoas para irmos buscar comida. -Mas isso não é roubar? -Não! é só pedir emprestado. No entanto, passados alguns dias começaram a ver que a corrente estava cada vez mais forte, até que o barco começou a ser arrastado e os dois meninos começaram a gritar: -Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!! Ajuda-nos!... Tentaram remar contra a corrente, mas não conseguiram. De repente caiu uma corda do nada e alguém dizia: - Atem-na ao barco que eu puxo. Eles ataram a corda e de repente, chegaram à margem. Quando saíram do barco, viram a mãe e foram a correr ter com ela, abraçaram-na e pediram-lhe desculpa, por não lhe terem obedecido.

Mário André-7ºB

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Na praia Após uma tempestade terrível, o menino passou horas a brincar na areia molhada da praia. Com o seu balde, fazia castelos e com a pá endireitava-os. Depois de os fazer brincava como se ele fosse um rei ou um adulto, mas tudo isso não passava de mais um dos sonhos do menino… O menino era muito solitário, pois, brincava sozinho, almoçava, jantava sozinho e dormia sozinho…Mas, passadas umas horas, começaram a desaparecer as nuvens e apareceu um sol lindo e brilhante para uma tarde intensa na praia. Uma praia que parecia estar deserta passou a ter habitantes de aldeias, vilas e cidades. Entretanto, apareceu um casal que tinha uma filha, com quem ele se dava muito bem. A mãe não podia ter mais filhos. O casal pensou em adoptá-lo, mas não podia, porque o menino era muito independente. No entanto, a filha do casal disse: - Porque é que não fazemos uma casa maior e vimos viver para aqui?! A ideia foi brilhante…parece que o casal gostou! Passados uns minutos, eles disseram à filha que iriam construir outra divisão na casa para se mudarem o mais rapidamente possível. Mais tarde, fizeram as malas e mudaram-se para a casa junto da praia. O rapaz ficou contentíssimo com a chegada da amiga e, assim, deixou de ser um rapaz solitário e passou a ter uma família adoptada.

Ana Carolina nº1, 7ºB

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O Príncipe e a Princesa Era uma vez uma princesa que foi expulsa do seu palácio pelo próprio pai. Quando o Rei a mandou sair do palácio, ela, muito triste, saiu, mas encontrou outro palácio e pediu para ser cozinheira. Uns dias mais tarde, encontraram um anel num bolo e o rei quis saber de quem era, pois parecia ter muito valor!...Então o príncipe e o rei pediram a todas as criadas do palácio para experimentarem o anel. Passado algum tempo, descobriram que servia à cozinheira, a princesa! Mas o rei e o príncipe ficaram muito admirados e desconfiados e o príncipe perguntou-lhe : - A menina provém de alguma realeza?! É tão delicada e tão bela!... - Sim, mas o meu pai expulsou-me, porque lhe disse que gostava tanto dele como a comida gostava do sal. O príncipe apaixonou-se pela princesa e pediu-a em casamento. Ela ficou muito feliz e aceitou o pedido. No dia do casamento, o jardim estava cheio de flores de várias cores e de todos os tipos, com algumas árvores lindíssimas à volta. No meio do jardim, havia um lago com peixes variados, patos e uma fonte que parecia um coração. A princesa ficou encantada com tanta beleza naquele jardim. Mas, ao mesmo tempo, estava um pouco ansiosa e triste por não ver os seus familiares…no seu casamento. Terminada a cerimónia, a princesa desceu a escadaria com o príncipe para tirar fotografias e avistou o rei seu pai e as suas irmãs… O sorriso iluminou o seu olhar e correu para os abraçar… Foi um dia muito emocionante para os príncipes e quando caiu a noite despediramse e foram para o seu palácio… Alexandra Pereira, nº1, 7ºC

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Numa manhã de Primavera Numa bela manhã de Primavera, a Caracolinhos de Ouro andava a passear numa floresta. Era uma linda floresta verde, muito grande e com muitos animais e passarinhos a cantar. A Caracolinhos passeava, quando reparou numa casa na clareira. Ela quis descobrir quem vivia ali, por isso, foi até lá. Ela bateu à porta e uma voz grossa mandou-a entrar. Quando entrou, ficou surpreendida ao ver o Lobo Mau deitado na cama. O Lobo, também surpreendido, disse: - Tu não és o Capuchinho Vermelho!... - Pois não. Eu sou a Caracolinhos de Ouro - disse ela. - Então sai daqui antes que ele chegue. Ela foi-se logo embora, mas depois o Lobo apercebeu-se de que podia tê-la comido. Então, chamou um táxi e foi para a casa dos três ursos, pois ele já tinha lido a história da Caracolinhos de Ouro e sabia que ela ia para lá. Quando chegou, entrou à vontade, porque os três ursos tinham ido dar uma volta de bicicleta, enquanto a comida arrefecia. Entretanto, o Capuchinho Vermelho estava a ir para casa da avó. Quando lá chegou, não encontrou ninguém, mas encontrou um bilhete do Lobo Mau em cima da cama. Ele escreveu o seguinte: ― Caro Capuchinho Vermelho, lamento não estar aí para te receber, mas eu cansei-me de esperar por ti, por isso fui para casa dos três ursos para comer a Caracolinhos de Ouro. Cumprimentos, Lobo Mau.‖ O Capuchinho telefonou logo para a avisar... Enquanto isso, a Caracolinhos chegou a casa dos três ursos e comeu alguma da comida que estava a arrefecer em cima da mesa. No fim, ela começou a ficar sonolenta e, quando estava a ir para o quarto para fazer uma sesta, o telefone começou a tocar. Ela foi atender e, ao saber que o Lobo estava dentro da casa, foi-se logo embora. O Lobo continuava no quarto à espera dela, pois ele não tinha ouvido o telefone a tocar. Pouco depois, os três ursos voltaram do seu passeio e viram que alguém tinha comido parte da refeição! De repente, o Lobo espirrou. Os ursos pensaram que havia ladrões em casa e subiram a escada até ao quarto para descobrir. Quando deram de caras com o Lobo Mau ficaram tão surpreendidos e assustados que desataram a fugir para a floresta e, assim, o Lobo não conseguiu comer ninguém.

David Canoso nº.5 - 9ºA

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A Lebre e a Tartaruga Num dia escurecido de Primavera, passeava uma tartaruga por entre arbustos e flores, algures no Mundo. Esta tartaruga era especial, porque tinha uma bela carapaça que brilhava à luz do Sol. Nesse dia, encontrou uma grande e veloz lebre que lhe disse: -Olha a pobre tartaruga, tão lenta e tão fraca, ao contrário de mim que sou tão veloz e TÃO ÁGIL! Isto foi dito de uma forma tão arrogante que indignaria qualquer ser existente à face da Terra. A tartaruga, com o seu ar sempre calmo, respondeu-lhe: -Achas-te assim tão boa, não é? Então veremos quem é a melhor! Amanhã, quando o Sol romper por entre os ramos das árvores, vem ter comigo debaixo da cerejeira ao lado do nosso maior monte! Aí mostrarás tudo o que vales!... -Aposto em como ganho! -Amanhã, logo veremos… No dia seguinte, debaixo da cerejeira combinada, lá esperava a tartaruga pela sua amiga lebre. Pouco depois da tartaruga ter chegado, chegou a lebre, sempre com o seu sorriso vitorioso, acompanhada de um pequeno rato que viera para dar a partida. Pouco depois de soarem as palavras ―Aos seus lugares, prontos, partida!‖, já a lebre se encontrava bastante longe da pobre tartaruga que lentamente ia fazendo o seu percurso. Já muito longe do local da partida, a lebre decide deitar-se debaixo de uma enorme macieira que estava inserida numa bonita paisagem verde. A lebre, naquele belo lugar, aspirando o ar puro, ao ouvir o cantarolar dos pássaros, acabou por adormecer. A tartaruga devagar, devagarinho, lá ia percorrendo o seu caminho, até que ultrapassou a lebre que dormia a sono solto. Quando a tartaruga se encontrava a menos de dois passos de ganhar a corrida, a lebre acordou e, aflita, olhando para a tartaruga tão próxima da vitória, começou a correr mais rápido que nunca. Mas era tarde de mais! A tartaruga conseguira a sua vitória… Com a cara mais envergonhada que alguma vez fora vista, aproximou-se da tartaruga que lhe disse: -Sabes…nem sempre as nossas capacidades garantem o sucesso, se não forem utilizadas da melhor forma! Melhor ainda que as tuas capacidades físicas seriam as tuas capacidades mentais, a tua inteligência!... A lebre pediu desculpa à tartaruga pelo que tinha dito e seguiu o seu caminho. Diana Valente nº.6 - 9ºA

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O Planeta Desconhecido (Inês e Marta chegam a um planeta desconhecido, muito diferente da Terra, no final do dia. É lugar magnífico e calmo, um paraíso, com muitas árvores, rios, plantas, mas sem habitantes). Inês – (admirada) Será que este planeta não é habitado? Não se vê ninguém!... Marta – Não sei. Vamos andar por aí para ver se vemos alguém. Mas temos de estar atentas. (passeiam muito felizes entre as árvores frondosas) Pássaro – Que estranho! Quem são vocês?! Marta – (assustada) Quem falou? Pássaro – Fui eu, aqui em cima. Olha para mim…Não me vês?! Inês – (olhando para o cimo de uma árvore) Um pássaro? Mas tu falas!... Pássaro – (confuso) Qual é o teu espanto? Marta – É que no nosso planeta os animais não falam, piam, cantam, miam… Inês – Estás sozinho ou estás com os teus filhotes? Pássaro – Estão aqui os meus amigos e a minha família. É que eu hoje faço anos. Querem vir festejar o meu aniversário? Marta – Desculpa, mas somos muito grandes e não conseguimos subir à árvore. Pássaro – (muito feliz) Vão para o outro lado da árvore e subam as escadas. (admiradas, sobem as escadas) Inês – Que giro, sempre sonhei ir a uma casa numa árvore. Esta paisagem é maravilhosa! Estas árvores e aquela linda cascata de águas límpidas fazem-me relaxar… Marta – Eu pensava que sítios como este só existissem nos filmes. Pássaro – Bem-vindos a minha casa. Estes são meus amigos e aqueles são os meus pais e os meus irmãos. Marta e Inês – Boa tarde, eu sou a Inês e eu sou a Marta. Todos – (curiosos) Olá. São muito bonitas! Sentem-se. Inês – Já se está a fazer tarde, temos de ir embora, porque não conhecemos este planeta. Pássaro – Adorei conhecer-vos. Voltem mais vezes, que este planeta ainda tem muitas maravilhas para admirarem. Marta – Havemos de cá voltar. Adeus e prazer em conhecer-te a ti e aos teus amigos e familiares. Inês e Marta –(ansiosas) Aqui vamos nós! Contagem decrescente 5,4,3,2,1. Descolar. Foi uma bela experiência! Irei contá-la a todos os nossos amigos. Nunca me vou esquecer daquelas paisagens deslumbrantes. Inês Faria – 7ºB E depois da Escrita… o Livro

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O Planeta Desconhecido

(Entra a Joana, muito alegre, na sala de comandos) Joana – Meninos, tenho uma proposta para todos. Pedro – (Muito excitado) Então conta rápido!... (Todos ficam entusiasmados e começam a conversar) Joana – (Tentando acalmar os colegas) Tenham calma! Primeiro, vou ter de saber se os outros colegas querem! Se eles aceitarem a ideia de amanhã, dois dos nossos astronautas, partirão para o espaço. (Sai e vai falar com os outros colegas) Joana – Queridos colegas, amanhã irão para o espaço! Pedro – Vamos em quê? Joana – No vaivém Discovery. É o melhor que temos! Pedro - Ok, combinado. Espera, espera, mas quem é que vai? Joana – (Depois de pensar um pouco) O João e tu. Pedro – Está bem, pode ser! (João e Pedro entram no vaivém e ouve-se o Zé, na sala de comandos) Zé – Tudo a postos? Pedro e João – Sim, mas com alguns nervos… Zé – Contagem decrescente. 5,4,3,2,1. Aqui vamos nós! Pedro –

(Passado algum tempo) Está tudo bem, Zé?

Zé – (Animado) Não podia estar melhor! É fantástico! Maravilhoso! (chegam ao primeiro planeta e desapertam o cinto e saem a correr. ) Pedro – (Admirado) Mas o que é aquilo? Zé – Não faço a mínima ideia do que será! Pedro – Parece uma árvore…Será? Zé – Olha, esta paisagem é maravilhosa! Lindíssima.

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Pedro – Aquele animal tem cabeça de porco, corpo de cão, patas de pato e cauda de gato. É muito estranho! Nunca tinha visto! Zé – Temos de tirar fotografias, para a Joana. Ela vai adorar as paisagens e estes animais. (continuam o passeio pelo planeta desconhecido) Pedro – Estou cada vez mais deslumbrado, mas temos de ir embora, pois já está a ficar tarde. Zé – Como fomos nós a descobrir o planeta, não vamos embora sem lhe darmos um nome. Pedro – Está bem, mas pensamos pelo caminho. Já está a ficar escuro. (Durante a viagem pensam e dão sugestões) Pedro – (entusiasmado) Já sei! J.P Zé – J.P? Uma abreviatura?! Pedro – J de João e Joana e P de Pedro. O que achas? Zé – Adoro! (Entram na nave e passadas longas horas chegam ao planeta Terra) Pedro –Joana, vê estas fotografias. Não são maravilhosas? Joana – Claro que gosto. Um dia também lá quero ir! Pedro – Quando tu quiseres. (continuam sentados a conversar sobre esta aventura)

Ana Luísa Mendes – 7ºB

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Numa viagem pelo espaço (Num dia fantástico chegando a um planeta desconhecido…) Joca- (com ar espantado) Isto não é como eu pensava é tudo tão … (pensando) fantástico!... Mercúrio- Bem-vindo ao planeta dos primeiros socorros! (virando-se para o Joca) Como vieste aqui parar? (emocionado) há tanto tempo que não temos visita! Álcool- Pois, há tanto tempo que não sentimos ninguém por perto… Joca- Vim numa missão (explicando), numa missão para descobrir outros sítios do mundo e estou espantado como vocês são tão diferentes de nós, no planeta terra! Álcool- Na terra como? Pensava que nós éramos únicos nesta… (gaguejando) não sei como se chama isto… Mercúrio- Galáxia, álcool! Joca- Este mundo é…tem formas fantásticas! Os animais são tratados como pessoas e as pessoas tratam bem da natureza. Aqui não é nada como lá na Terra (espantado) aqui não existem pessoas, ou seres com doenças. Mercúrio- O que são doenças? Nós não utilizamos essa palavra, este mundo é um paraíso. Álcool- Pois, pode explicar é que aqui não existem maldades, nem nada que possa prejudicar a nossa saúde, aqui tudo tem limites, aqui tudo é sereno. Joca- Sereno, (admirado) como eu gostaria de viver num local sereno, onde não houvesse discussões… Mercúrio e Álcool- Nós percebemos, pois, antigamente, o nosso planeta também tinha esse problema, agiam sem pensar duas vezes, mas um dia nós dissemos: chega de agir desta maneira, nós sabemos que não vale a pena agir sem pensar, pois vai dar tudo ao mesmo. Joca- Fizeram bem, (triste) porque vocês não imaginam como é viver num planeta como o nosso…é tudo tão diferente! Mercúrio e Álcool- Nós aqui só tratamos o pensamento, por exemplo, eu, o Álcool, faço arder a dor e ele, Mercúrio, apaga as marcas do pensamento. Talvez te pudessemos ajudar. Joca- De que forma? (sorrindo para o Mercúrio e para o Álcool). Álcool- Eu podia apagar os maus momentos do teu pensamento e os meus amigos tratavam do resto. Álcool- Alinhas? (com ar de quem quer ajudar). Joca- Claro que alinho! Só de pensar que me vou libertar desta escuridão que sinto dentro de mim (aliviado)! Álcool e Mercúrio- Vamos a isto? Joca-Vamos! Álcool e Mercúrio (falando para os seus ajudantes) Este ser precisa da nossa ajuda por isso é que vos fizemos um convite. Primeiros Socorros Claro! Este é o nosso trabalho…ajudar e curar. Álcool Vamos apagar toda a mágoa que tens dentro de ti. Mercúrio Estás preparado? Joca- Claro! Álcool- (passado algum tempo) Já está e vais ver como te sentes muito melhor. Joca- (com ar surpreendido) Oh! Estou muito melhor! Não tenho como vos agradecer... Primeiro Socorros Às vezes mais vale um gesto do que uma palavra e nós demonstrámos isso. Joca- Obrigado por tudo! Muito obrigado! Primeiros Socorros- Não tens de agradecer. Joca- Não sei como vos hei-de agradecer, ajudaram-me sem saber quem eu era… Mercúrio e Álcool- Nós gostamos de ter visitas, pois raramente temos visitas! Joca- Está na hora de eu ir embora (agradecendo), obrigada por tudo e nunca me irei esquecer-me da vossa ajuda. Mercúrio- Adeus, faz-nos outra visita…iremos adorar. Álcool- Chau, até sempre. (Joca muito feliz nunca mais irá esquecer aquele planeta o ―Planeta dos Primeiros Socorros‖ nem a ajuda daqueles novos amigos.) Mariana Maia - 7ºB E depois da Escrita… o Livro

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POESIA – ANO LECTIVO 2010/2011 SER POETA É… Sentir e viver a poesia Viver a fantasia e ter alegria Sentir o que se escreve Ter amor pelas palavras Escrever com emoção.

Ser poeta é… Soltar as palavras e abrir o coração Dar vida às palavras no mundo da poesia Ter imaginação … Viver o sentimento das palavras Ter emoções e muitas sensações Ter paixão … Escrever o que se sente Expressar as emoções.

Ser poeta é…

as palavras. Texto colectivo – 7ºB

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Música Música, tuas palavras encantam o meu coração, como a borboleta que encanta, as flores ao passar. Que encanta os montes ao luar e que encanta o passarinho que canta, sem parar. Tua voz, faz dançar as árvores que vibram com o teu cantar e todos fazemos coisas maravilhosas quando te ouvimos a passar, nesta floresta sem rumo . A abelha voa sem rumo algum à espera que teu canto passe por ela e faça, vibrar as suas pequenas asas. E, assim, tu passas e fazes as pessoas terem vontade de viver.

Ana Carolina Leiteiro, 7º A

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Girassol Flor do céu nascente, Ponte imponente, Curvada para olhar Para onde o sol te levar...

Num prado reluzente Ficas tão independente A olhar para o sol, Meu rico girassol.

As tuas pétalas pontiagudas São raios vibrantes Que me ofuscam o olhar, Mas gosto de te observar Num dia quente Quando o sol está a brilhar.

Daniel Gonçalves – 7ºB

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Ser feliz… É poder dançar Sem nunca acabar É poder cantar Sem nunca desafinar É poder brincar Sem nunca cessar É poder sonhar Sem nunca parar É poder correr Sem nunca esquecer É poder ajudar Sem nunca nos cansar É poder acordar Ver o mundo a nascer E pensar… Que te vou amar.

Soraia Aveiro, 7ºC

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Mundo de Fantasia Como será pisar o chão do mundo da fantasia? As nossas botas, pesadas de tão reais, E os grãos de areias colados nelas Ficam no chão de um mundo desconhecido. O impacto do real com o estranho mundo da fantasia! O choque … Duas realidades que se tocam e se confundem …. Um adulto a intrometer-se no sonho de uma criança: __ Carlos, vem jantar! A fantasia indefesa levanta-se, insurge-se E, com todas as suas forças, Escapa ao olhar confrangedor da realidade. O dragão a rugir por cima das cabecitas De goma ou de borracha dos bonecos aterrados Que obedecem ou caem um a um Reclama os mantimentos para o seu covil __ Carlos, come os espinafres, já! O impacto do real com o estranho mundo da fantasia! O choque … Duas realidades que se tocam e se confundem… Carlos pega no garfo, como os aldeões pegam nas forquilhas, Carregando-o de espinafres e leva-o à boca, Covil do dragão, agora repleto dos pobres haveres Daqueles que já nada têm e tudo temem. __ Carlos, come os espinafres todos, se não zango-me! __ Não como mais, não! Não mandas em mim, Ó dragão! O impacto do real com o estranho mundo da fantasia! O choque … Duas realidades que se tocam e se confundem… Como será viver no mundo da fantasia?

Maria Carlota Cavaleiro, 7C

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Louca Paixão

Que palavras são estas? Amor, Paixão, Desejo? Simples palavras? Ou palavras de pura tentação?

Pinga-amor era ele, Ela tinha-o escravo do seu amor. Impossível de explicar O desejo que sentia por ela!

O seu amor era intenso Como as ondas do mar. Quanto mais tempo passava Mais forte ficava.

Sonhava de sol a sol Cada vez sonhava mais alto Mas quanto mais sonhava Mais se afundava! Impossível resistir ao abraço daquele mar!

Bruno Mendes, 7ºC

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Amor Amor é o sentimento mais belo que existe O amor não se vê, não tem forma; sente-se.

Para uns, o amor é apenas uma palavra, Uma palavra como todas as outras… Para mim, é mais que uma simples palavra É um grande sentimento!

O amor és tu, Musa do meu coração, Luz que me aquece a alma… Quando a noite está escura, Olho para o céu a estrelar, E tu és o meu luar.

Bruno Seara nº 5 ; 8ºA

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A Amizade A Amizade é como o sol, Aparece e desaparece. A Amizade é como uma estrela luminosa, sensível e meiga Que permanece no nosso coração E nos dá muita alegria. A Amizade é verdadeira Quando os amigos são verdadeiros; Mas, por vezes, é falsa Quando os amigos são falsos. A Amizade é um livro aberto Com palavras boas e más. A Amizade verdadeira é carinho, amizade e ternura…

Eva Jorge – 8A

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Amigo Ser Amigo é... Limpar uma lágrima de tristeza; Fazer cair uma lágrima de alegria E secá-la com um sorriso… Ser Amigo é… Ajudar quem não tem ajuda, Dar momentos bons A quem só tem momentos maus; Fazer sorrir quem apenas chora… Ser Amigo é… Ouvir quem não é ouvido, Conversar com sinceridade E ser muito compreensivo… Ser Amigo é… Simplesmente ser Amigo…

Eva Jorge– 8ºA

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Sentimentos Quando quero, eu luto ! Luto para conseguir Luto a todo o minuto Luto até conseguir. Desistir não faz parte do meu dicionário. Nem sequer do meu glossário Desistir não faz parte de mim. Desistir é perder um possível ―sim‖. Mesmo que seja preciso sofrer, luta Luta por tudo o que queres Luta pelo Amor. Vale a pena amar, Mesmo que se sofra Mesmo que se chore Mesmo que se lute Porque poderei dizer: Sofri, chorei, lutei… Mas também amei. Deixar de lutar por alguém Não significa ter esquecido Significa ter certezas De que tudo está perdido. Inês Matias - 8ºA E depois da Escrita… o Livro

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Amar O que é amar? É um sentimento Que, por vezes, magoa. Verbo essencial Na vida de qualquer pessoa Razão de ser E de viver. Sentimento ardente, Fogo corrente… Amar é sentir a emoção E largar a solidão. Amar é sonhar É ser feliz. Amar…é amar.

Micaela Pardal - 8ºB

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As Palavras… O que poderei dizer? Palavras são palavras São lindos versos, O amor do poema. Nos dias chuvosos As palavras o dizem Nos dias de ternura As palavras o sentem. Sinto o amor… A palavra confessa. Sinto o ardor Desta linda conversa. Rio e canto Palavras o consentem Lindo e doce manto De palavras ao vento. Palavras digo Palavras sinto Rio contigo Neste lindo e doce rio.

As palavras surgem Como uma surge uma teia Que a aranha enleia. Ana Neto - 8ºA E depois da Escrita… o Livro

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As palavras… Podem ser tanta coisa… … um adjectivo … um verbo … um nome … um pronome… As palavras exprimem Carinho Amor Amizade Terror Medo... As palavras Podem dizer tudo Podem não dizer nada. As palavras São, simplesmente, palavras As palavras são Tudo e são nada…

Joana Fonseca —8ºA

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A vida A vida é o sol a brilhar E os passarinhos a chilrear. A vida não é apenas o bater do coração, é preciso vivê-la com emoção. A vida é um momento Temos que aproveitá-la com sentimento. A vida é o céu azul e a terra a florir, São as crianças a sorrir. A vida é a poesia, É preciso vivê-la com alegria. A vida é uma experiência Temos que a resolver com inteligência. A vida é amar em vez de odiar, É rir em vez de chorar. A vida é tudo, a vida é nada... Deve ser vivida e não desperdiçada.

Adriana Marta - 7º A

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Noite e dia: vento do tempo

Saí de casa ainda noite Estava lua cheia Saí de casa cheia de sentimentos Cheguei a casa já noite Noite sem lua Cheguei a casa vazia Sem ti, sem nós Nem com as lágrimas fiquei O vento do tempo secou-as Secaram as lágrimas Secaram os sentimentos Vida cheia de vazio Agora, entro e saio da mesma maneira Sol escuro ficou Lua cheia desapareceu Sem nada estou Sem ti fiquei.

Márcia Gomes -9º B

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A vida é...

A vida é o sol a brilhar E os passarinhos a chilrear. A vida não é apenas o bater do coração, é preciso vivê-la com emoção. A vida é um momento, Temos que aproveitá-la com sentimento. A vida é o céu azul e a terra a florir, São as crianças a sorrir. A vida é a poesia, É preciso vivê-la com alegria. A vida é uma experiência, Temos que a resolver com inteligência. A vida é amor em vez de odiar, É rir em vez de chorar. A vida é tudo, a vida é nada, Deve ser vivida e não desperdiçada.

Adriana Marta, nº1, 7º A

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Amizade Quando um amor é sincero Ele vem com grande miminho Enquanto a amizade é concreta Ela é cheia de amor e carinho. Se algum dia nos mentir Nós devemos perdoar Porque nós sabemos Que não era para nos magoar. Um amigo verdadeiro É um óptimo parceiro Ele dá-te protecção É um amigo verdadeiro. Um amigo é do Além Se lhe deres alguma atenção Ele certamente Ta dará também.

Se te sentires bem Ele também se sentirá E se o quiseres para o bem A amizade nunca acabará. Mariana Tavares - 7º A

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Saudade E tanto que ficou por dizer Palavras que já não saem mais Da minha boca Até chegarem ao teu ouvido… Palavras que o tempo fez adormecer Naquela manhã de Verão, Dos teus olhos ao entardecer, Um brilho que me levou a enlouquecer. Mãos cor-de-rosa, Boca de cetim, Me levaram a chorar por ti, Noites sem fim. Porque do teu rosto alegre, Apenas resta a esperança Que um dia voltes para mim. Só peço à saudade Que me deixe lembrar de ti, Pois bastou que o mais breve momento Fosse esquecido Para me ter perdido. Cabelos de oiro, Pele de marfim Que o seu doce cheiro, Para sempre permaneça em mim!

E depois da Escrita… o Livro

Aluna do 9ºB

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Amor... Amor É todo um sentimento puro Que todos ansiamos que chegue até nós Um dia, E nos encha de furor.

Não tarda a chegar, É o que sabemos, Porque nunca podemos Perder a esperança De um dia o encontrar, Neste mundo invulgar ...

Então, quando ele chegar Nós nunca esqueceremos A pessoa de quem gostamos E o nosso coração encher-se-á de alegria e cantaremos uma bela canção... até ao fim da nossa vida!

Ana Carolina Leiteiro - 7º A

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Mar

No mar podemos nadar, mergulhar, Brincar, caminhar, namorar E eu sem ti não posso passar.

No mar eu penso em ti És a pessoa que me faz sentir Sentimentos que nunca vivi!

Mar, essa imensidão Onde me perco... em pensamentos No meio da solidão... Tanto sofrimento...

Ao cair da tarde, no horizonte, O pôr-do-sol resplandecente Queima-me a alma, Incandescente…

Jéssica Melo - 7º A

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[Sem título]

De seu fino rosto, Duas lágrimas caíam. O seu pensamento fugia Sem o seu consentimento, Para outros tempos. Ao seu lado, nuvens belas o céu enchiam, Mas na sua mente Os pensamentos ruíam. Lembrava-se de em tempos ter dado gargalhadas, Mas não se lembrava O que causava tamanha alegria, Que agora só na mente existia. Lembrava-se também da velha canção Entoada no meio da folia, Melodia essa que também Só na mente tocava. Em suas mãos, A cicatriz que outrora tinha sido Ferida a sangrar Por quem mais amava. Lembrou-se do seu coração… Vazio. E, como que em desabafo, Perguntou a si mesma Se alguma vez amor nele existira. Lembrou-se dela, Lembrou-se dos gritos alegres Quando viam os carros Que cada uma escolheu, Debaixo de relva amarela. Naquele dia estava Sem ela, Naquele lugar que, de certo modo, Considerava ―seu‖. Aluna do 9º B

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Lá fora a chuva cai O som da chuva a cair Leva-me para locais longínquos Que nunca antes visitara E sinto-me muito feliz!

Mas se fico feliz porque é que choro? Sinto uma lágrima no rosto Que parece chuva, Chuva fria, Chuva fresca Tão fresca como tu! E volto a ouvir a chuva a cair.

Fico feliz por te ter, Por estar perto de ti, Todavia tenho medo De um dia te perder… Mas tu logo me acalmas Para continuar a acreditar Que estarás sempre aqui.

Olho pela janela A chuva parou de cair! João Faria - 8ºA E depois da Escrita… o Livro

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Saudade Saudade é… Olhar para trás E ver todos os momentos Da minha vida. Saudade é… Relembrar a pessoa Que me amou Ou que Sempre me odiou. Saudade é… Sofrimento, Dor, Amor, Perdão… Saudade é… Um sentimento que me perturba, Uma dor que me faz sofrer, Uma paixão que já passou Mas daria tudo para que voltasse. Saudade é… Trazer até mim O que já partiu há muito… Tempo Eva Jorge - 8ºA E depois da Escrita… o Livro

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O Inverno

O Inverno é uma estação fria Muito diferente do Verão; No Inverno faz frio, chove e neva E temos de utilizar roupa quente, No Inverno faço bonecos de neve, Que são lindos de encantar. No Inverno há o Natal, Que traz tanto calor Para compensar o frio. No Inverno as famílias Juntam-se à volta das lareiras Convivem e fazem brincadeiras. O Inverno é uma estação bonita Cobre tudo de branco, Como se fosse um manto.

Daniel Ramalhão - 8ºA

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O SONHO Sonhei que tinha adormecido, Adormecido, para sempre…

Sonhei que tudo o que me Rodeava eram as quatro Tábuas de um caixão.

Senti que a minha alma Estava a passar para outro mundo, O mundo dos mortos, Em que nada tinha fim e Tudo se tornava realidade. Não há sofrimento Não há tristeza Não há angústia Nem solidão. Este mundo é perfeito Não há crimes nem ilusões Tudo pode ser feito Tudo pode ser desfeito.

Porém, acordei E reparei que Não passava de um sonho! Carlos Gaspar – 7ºB

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O SONHO Bruma onírica que me invade Que derrete sob a chuva Que me deslumbra Que me dá luz e escuridão Que me consome Que dilata a minha diversidade Que me emociona Sempre sem me deixar Parar de rimar no ar! Prosperidade do vago que se liberta Do impossível da ansiedade Como uma luz ao fundo do túnel Como um raio a penetrar o meu corpo! A rima imersa que dilata no meu coração Que me leva até ao ínfimo pormenor Que separa o meu corpo da verdade Horizonte a descobrir Que alcança a escuridão! Sinto-me imperceptível… Mas não desisto, pois não sou fraco! Faz-me perguntas e dá-me respostas. Sem palavras… O começo do fim!

Texto colectivo 7ºC

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[Sem título] Se eu tivesse papel de ouro Ou caneta de prata, Com as minhas lágrimas Escrever-te-ia uma bela carta. Os teus gestos dizem que sim, Os teus olhos dizem que não, Mas um dia eu hei de adivinhar O que diz o teu coração. Os meus sentimentos não mudaram O que mudou foram os meus gestos, O meu olhar… Mas para sempre te hei de amar. Se um dia perguntares quem sou eu Pensa, repensa e volta a pensar… Sou quem nos teus braços adormeceu Quem te amou e continua a amar.

Inês Matias nº13 8ºA

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Sentimentos

O que sinto? Será amor ou dor? Tristeza OU paixão? Alegria no meu coração. Amar, ser fiel E não ser cruel. É eu contar contigo E tu contares comigo. Amar é guardar O que vimos e sentimos. Amor é tudo isto… Mas também é bondade E muita sinceridade. Amar é viver, Amor é poder ter E voltar a nascer.

Luísa Mendes – 7ºB

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é… Sentir e viver a poesia Viver a fantasia e ter alegria Sentir o que se escreve Ter amor pelas palavras Escrever com emoção.

Ser poeta é… Soltar as palavras e abrir o coração Dar vida às palavras no mundo da poesia Ter imaginação … Viver o sentimento das palavras Ter emoções e muitas sensações Ter paixão … Escrever o que se sente Expressar as emoções. Ser poeta é…

as palavras.

Texto colectivo – 7ºB

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No fundo do mar Há peixes a voar Tubarões a dançar E golfinhos a brincar.

No fundo do mar Há algas a cantar E peixes sem parar

O fundo do mar É um mundo colorido Mas muito temido .

Ruben Rodrigues - Nº16 -7ºB

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A NATUREZA Chega a Primavera Chega a flor Chegam os pássaros Chega o calor.

Com o Verão E as águas quentes do mar, Vem a paixão… A loucura do amor Que eu trago no coração.

Depois chega o Outono Com o seu fatinho castanho Traz o saco cheiinho É o meu amiguinho.

Por fim chega o Inverno Muito contente… Parece que andou a beber Pois vem muito molhadinho.

A Natureza é assim Tem surpresas sem fim! Inês Faria – 7ºB E depois da Escrita… o Livro

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É um sentimento de culpa O que sinto no coração… Culpa por não ter lutado por ti, Por não te ter dito que te amava.

Agora, vejo-te com outra E sofro por não te ter comigo!

Todos os dias te vejo, E a culpa permanece. Eu tento esquecê-la, Tento escondê-la, Mas não consigo… Porque ela aparece.

Bruna - 8ºA

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E depois da Escrita‌ o Livro

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