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SAÚDE A revista da saúde para um novo conceito de gestão • Ano 04 • nº 18

Em entrevista à Saúde Business, o professor Mario Sergio Cortella, que vai mediar os Colóquios de Saúde da IT Mídia, fala sobre os bons conflitos no setor de saúde e o bom diálogo para a melhor convivência entre os players

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índice Revista saúde business • março • número 18

12 .Com Confira as notícias que foram destaques no Saúde Business Web

SAÚDE A revista da saúde para um novo conceito de gestão • Ano 04 • nº 18

CONSTRUINDO

18 à 21 Política e regulamentação 18 – Nova legislação para processos de licitação beneficiará indústria nacional, mas ainda gera dúvidas em todo o setor

Capa Ilustração: Dedê Paiva

20 – Nova Lei da filantropia está longe de ser ideal: relação entre prestador e gestor local, tabela SUS e atendimento ambulatorial ainda precisam de ajustes

Em entrevista à Saúde Business, o professor Mario Sergio Cortella, que vai mediar os Colóquios de Saúde da IT Mídia, fala sobre os bons conflitos no setor de saúde e o bom diálogo para a melhor convivência entre os players

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21 – Lei dos 25% dos leitos não agrada entidades do setor: Medida gera polêmica e representantes do setor recorrem ao Ministério Público Estadual alegando inconstitucionalidade

30 24 à 27 No Setor 24 – Medicina laboratorial a pleno vapor: burocracia para a incorporação de novas tecnologias parece ser a única ressalva para o crescimento do segmento laboratorial em 2011 26 – Entenda o programa de qualificação das operadoras: ANS inicia quarta fase do programa com nova revisão do conjunto de indicadores do setor 30 pílulas Saiba como funcionará os Colóquios em Saúde da IT Mídia 34 Panorama Empresas de meio de pagamento apostam no nicho de saúde

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42 TI em Saúde Integração a caminho: Desde 2002 o setor de saúde brasileiro vem trabalhando em normas e padrões que permitam os registros eletrônicos de saúde convergirem. 52 Empregadores Empresas de saúde oferecem excelência e qualidade ao cliente, resta saber se o mesmo conceito também é oferecido ao colaborador 56 Carreira Cursos de formação para executivos invadem o mercado e vão desde o treinamento militar, junto ao exército brasileiro, até as artes cênicas 60

Vai e vem Confira as últimas movimentações dos profissionais do setor

61 Livros 62 Light Artigos 22 Espaço Jurídico Turiso da saúde – uma tendência 28 Governança Sistemas de remuneração e incentivos podem alavancar os resultados ou destruir os negócios 40 Economia Sustentabilidade: Afila, o que é? 55 RH Talentos em ação: A arte da diferenciação 66 Hot Spot Além do fim do mundo

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EXPEDIENTE

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VICE-PRESIDENTE EXECUTIVO

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EDITORIAL EDITORA Ana Paula Martins • amartins@itmidia.com.br

CONSELHO EDITORIAL Paulo Marcos Senra Souza • Diretor da Amil Sérgio Lopez Bento • Superintendente geral de Operações do Hospital Samaritano Sílvio Possa • Diretor Geral do Hospital Municipal M’Boi Mirim

REPÓRTER Guilherme Batimarchi • gbatimarchi@itmidia.com.br Maria Carolina Buriti – mburiti@itmidia.com.br Verena Carvalho – vcarvalho@itmidia.com.br

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SAÚDE BUSINESS Saúde Business é uma publicação mensal dirigida ao setor médico-hospitalar. Sua distribuição é controlada e ocorre em todo o território nacional, além de gratuita e entregue apenas a leitores previamente qualificados.

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EU LEIO A

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SAÚDE BUSINESS

CARLOS MAURÍCIO, DIRETOR DA DIVISÃO HOSPITAL CARE E SCIENTIFIC AFFAIRS DA B. BRAUN

A B. BRAUN É UMA EMPRESA QUE ACREDITA NA IMPORTÂNCIA DA TROCA DE CONHECIMENTO COMO FORMA DE INOVAÇÃO, POIS É ATRAVÉS DELA QUE PODEMOS TRAZER PRODUTOS E SERVIÇOS CADA VEZ MAIS ADEQUADOS AO DIA-A-DIA DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE. A REVISTA SAÚDE BUSINESS É UMA VALIOSA FERRAMENTA PARA INTERAGIR E COMPARTILHAR INFORMAÇÕES IMPORTANTES, GRAÇAS A SUAS NOTÍCIAS E CONTEÚDO INTERESSANTES, CONTENDO SEMPRE AS PRINCIPAIS NOVIDADES DO MERCADO DE SAÚDE

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Ajudando a formar o profissional do futuro. Com o intuito de auxiliar na formação dos futuros profissionais para atuarem na Atenção Domiciliar, a Home Doctor vem realizando uma parceria inédita com a Faculdade de Medicina do ABC. Programa de Residência Médica em medicina da família e comunidade Bolsas de Estudo e Estágio para alunos de medicina Disciplina eletiva com foco na atenção domiciliar

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CARTA DO EDITOR

MÃOS À

OBRA

primeira edição de 2011 da revista Saúde Business finalmente chega a você. E cheia de novidades. Com a intenção de integrar cada vez mais o setor, houve uma reformulação nas seções. Notícias sobre regulação e política passaram a integrar o conteúdo da publicação. Ainda há mais espaço para se discutir saúde com os grandes empregadores do País e entender o que eles buscam neste assunto, além é claro, de trazer informações aos executivos financeiros e de recursos humanos que ajudem na gestão do benefício. Para as próximas edições, também preparamos informações para integrar o canal de vendas dos planos de saúde e as operadoras nesse cenário, e claro, notícias sobre tendências no setor, análises econômicas e assuntos de gestão para empresas continuam em nosso foco. Tudo com o intuito de tornar os negócios em saúde muito mais dinâmico. Você também acompanhará aqui as novidades sobre os Colóquios de Saúde da IT Mídia. Os encontros, que acontecerão ao longo do ano e contarão com a intermediação do professor e filósofo Mario Sergio Cortella, convidarão as lideranças do setor para uma reflexão acerca do que pode melhorar na relação entre os elos da cadeia. A proposta é que a partir desses encontros, pontes para uma convivência mais harmônica e rica sejam construídas. Nesta primeira edição, você confere a entrevista com o filósofo, realizada na última edição do Saúde Business Forum, onde o projeto teve início, e pode ver um pouco como os diálogos serão conduzidos. Ah, e quase me esqueço dessa outra novidade. A Saúde Business ganhou mais edições este ano, e passa a ser mensal a partir de agora. Portanto, nos encontramos no próximo mês. Até lá!

ANA PAULA MARTINS EDITORA DA UNIDADE DE SAÚDE DA IT MÍDIA S.A

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as 10 mais cLicadas 1 2 3 4 5

Falta de profissionais preocupa instituições de saúde

anvisa divulga lista com 25 produtos irregulares

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Médicos não sabem escrever?

Especial vagas: veja as oportunidades para 2011

JÚlio dE CArVAlHo a iMportÂncia da pEsQuisa carvalho é formado em administração de Empresas, MBa E-Business e docência pela Fgvmestrando em administração Estratégica pela universidade de são caetano do sul

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Entrevista: veja as nove prioridades da ans até 2012

eXPerts

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veja cinco dicas para construir uma marca no setor de saúde

Médicos na contramão

remuneração diferenciada é discutida pela ans

Médicos não se previnem contra “doenças” do judiciário

Médicos podem ver exames com aplicativo da apple

Leia e discuta com nossos experts os assuntos mais quentes do mês: www.saudebusinessweb.com.br/blogs

ÉriCo BuEno googlEaltEra algoritMo para valoriZar QualidadE Especialista em sistemas de saúde e diretor da Health consult

ildo MEYEr intErnEt E a saÚdE da MulHEr palestrante motivacional e médico com especialização em anestesiologia e pós-graduação em Filosofia clínica pelo instituto packter

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Webcats entrevistas

Foto: Think stock

Unimed entra em dois

Em foco: Custos administrativos fazem parte dos gastos com saúde do Grupo Abril Por Maria Carolina Buriti Em entrevista ao “ Em Foco”, a gerente de saúde e segurança da empresa, Neusa Burbarelli fala sobre a escolha do plano para os funcionários e os conflitos que envolvem o setor de saúde. Veja na Saúde TV: http://bit.ly/hm29A9

novos segmentos

A seguradora Unimed acaba de anunciar a criação da Unimed Odonto após adquirir por R$ 5,7 milhões 51% do capital de um plano dental com 20 mil clientes da Unimed Federação Minas. A previsão é de que a novidade entre no mercado em abril próximo. De acordo com o presidente da seguradora, Rafael Moliterno Neto, a ideia é atender os clientes dos planos de saúde Unimed, que somam 17 milhões no país e reunir as carteiras odontológicas de todas as cooperativas do sistema Unimed que possuem plano dental. A carteira dental da Unimed Vitória, que tinha 40 mil vidas já foi adquirida pela seguradora. O grupo também anunciou sua entrada no segmento de ramos elementares como, por exemplo, seguro residencial para os médicos, assim como a proteção do patrimônio dos cooperados. Além disso, haverá um seguro de responsabilidade civil para médicos da cooperativa para cobrir o risco de processos judiciais ocorridos no exercício da sua profissão. A partir do segundo semestre, a seguradora de saúde vai oferecer às Unimeds de pequeno porte um resseguro. Com essa ferramenta, a cooperativa médica tem uma proteção em caso de altos sinistros.

Eduardo Silva E então, protagonistas ou coadjuvantes? Sócio-diretor da FBM Consulting

João Carlos Bross Dilema: ampliar o existente ou empreender um novo! Arquiteto e presidente da Bross Consultoria e Arquitetura

Em foco: Fiat mapeia saúde de 13 mil funcionários Por Maria Carolina Buriti Desde 2009, a Fiat Automóveis implanta um programa de qualidade de vida e saúde para os cerca de 13 mil funcionários. O supervisor de saúde ocupacional, Alexandre Veloso, falou ao “Em foco” sobre o trabalho desenvolvido na companhia. Veja na Saúde TV: http://bit.ly/iatbvQ Assista outras entrevistas no www. saudebusinessweb.com.br/webcasts

Verônica Mesquita Erros acontecem, mas não se prevenir. Sócia da Mesquita & Dornelas Advogados Associados, voltada para o Direito Sanitário

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opiniões 1. discussões que envolvem a “Volta da CPMF” Em artigo, o diretor da rede Nacional de Contabilidade, Mario Felipe, diz que a presidente Dilma roussef, em sua pré-candidatura, defendeu novos recursos para a arrecadação de fundos para a saúde em meio às críticas do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Felipe analisa o porquê do retorno da CPMF é mal visto pela sociedade brasileira.

cremer adQuire P. simon

POr r$ 25 MiLhÕES A Cremer, fornecedora de produtos para cuidados com a saúde, anunciou acordo para a compra da P. Simon, empresa que atua na fabricação de produtos médico-hospitalares. A companhia pagará aos atuais acionistas da P. Simon um montante de aproximadamente R$ 25 milhões em três parcelas. Serão R$ 15 milhões na data de fechamento da aquisição, R$ 5 milhões após 12 meses da data fechamento da aquisição, e R$ 5 milhões após 24 meses. Segundo comunicado, após a primeira parcela, as demais “poderão ser reduzidas em função da receita futura da P. Simon para os exercícios de 2011 e 2012”. Em 2010, a receita líquida da A P. Simon foi de aproximadamente R$ 22 milhões. “A aquisição está em linha com a estratégia da companhia em aumentar sua competitividade empresarial, complementando seu portfólio de produtos no mercado de descartáveis e consumíveis médico-hospitalares, ao mesmo tempo em que consolida sua plataforma de produtos plásticos para saúde”, afirmou a Cremer em comunicado ao mercado.

2. a humanização da medicina Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Antonio Carlos Lopes, o conceito é uma necessidade imperiosa, que passa pela mudança de mentalidade de todos os agentes do sistema. 3. Médicos não sabem escrever? Em artigo, a advogada Verônica Mesquita aborda as questões sobre o preenchimento do prontuário do paciente, maior aliado do médico e da instituição de saúde. FOtO: thiNk StOCk

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Resultado da enquete

Foto: Think stock

Pixeon anuncia novo escritório em SP e expansão para AL A brasileira Pixeon, especializada em soluções para o setor de diagnóstico médico por imagem, prevê crescimento de 35% nas vendas em 2011. A projeção leva em conta a abertura de um escritório em São Paulo e a aquisição de novos clientes na América Latina. “Estamos estudando os mercados e suas particularidades, assim como a estruturação para atender a demanda internacional. Atuaremos com mais ênfase na América Latina, visto que nosso mercado ainda é mais maduro se comparado aos dos países vizinhos” explicou o diretor comercial, Iomani Engelmann, em comunicado. Para atender aos clientes internacionais, a empresa, sediada em Florianópolis (SC), já iniciou o processo de localização de softwares e manuais, bem como o treinamento dos profissionais que atenderão aos estrangeiros. Ainda em 2011, a companhia planeja inaugurar um escritório em São Paulo (SP), com intuito de estreitar o relacionamento com clientes e fornecedores. De acordo com a empresa, o escritório facilitará os processos de suporte e acompanhamento dos estabelecimentos que possuem soluções naquela região, além de facilitar a prospecção de novos negócios. Lançamentos A empresa trabalha na finalização e homologação de softwares que visam maior qualidade de visualização e interpretação de imagens, além de outras funcionalidades. Alguns deles serão anunciados na 41ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR”2011).

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, no final de dezembro, projeto de lei (PL) complementar que prevê o direcionamento de 25% dos leitos de hospitais a usuários de planos de saúde. O então governador, Alberto Goldman, sancionou o texto, que virou lei complementar 1.131. A medida tem gerado polêmica no setor. Dessa forma, o Saúde Business Web propôs uma enquete aos leitores. A pergunta foi: qual a sua opinião sobre o PL 45/2010 que destina 25% dos leitos públicos a pacientes com planos? A maioria dos participantes, com 49,65% dos votos, acredita que o governo deveria pensar em uma melhor forma para integrar os serviços público e privado. Com pouca margem de diferença, 36,88% dos internautas alegaram que a lei prejudicará aqueles que não têm condições de pagar um plano privado e que dependem exclusivamente da rede pública. E 13,48% dos votos avaliam o projeto de forma positiva e concordam com a seguinte afirmação: os procedimentos de alta complexidade e, portanto, de alto custo, são usualmente desviados pelos planos de saúde para o SUS. Os hospitais públicos poderão atender aos pacientes da rede privada, sendo ressarcidos. No ar Participe da nossa enquete! Vote em www.saudebusinessweb.com.br/enquete Os médicos do Brasil protagonizaram inúmeras greves no ano de 2010. Este ano parece não ser diferente. Médicos de todo o Brasil, que prestam serviços para operadoras de planos de saúde, decidiram paralisar suas atividades durante um dia inteiro no dia sete de abril - o dia mundial da Saúde. O embate entre os profissionais e operadoras vem de longa data. Dessa forma o Saúde Business Web que saber: as paralisações são um caminho eficaz para promover o entendimento entre os players? q Sim. As greves fazem com que as operadoras sofram fortes impactos financeiros e busquem atender às reivindicações dos profissionais. Além disso, é um direito garantido pela constituição. q Não. O histórico demonstra que as paralisações de nada adiantam para chegar a um consenso. E quem padece, no fim das contas, é a população.   q Não. Existem outras formas de solucionar o problema. Negociação e judicialização seriam algumas das alternativas.   r e v i s ta s aú d e b u s i n e s s | 1 5

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NYCOMED QUER DOBRAR DE TAMANHO EM CINCO ANOS Com um faturamento de R$ 633,5 milhões em 2010, a norueguesa Nycomed pretende dobrar de tamanho no Brasil em cinco anos. Uma série de ações já estão sendo tomadas neste sentido: a contratação de mais de 100 profissionais, sendo que grande parte contemplará o time de vendas; um cronograma para o lançamento de novos produtos; e visitas em hospitais, com o intuito de crescer em diversas especialidades médicas. A compra de laboratórios nacionais também está nos planos da companhia que, atualmente, comercializa 27 produtos no Brasil distribuídos entre as linhas de prescrição médica, uso hospitalar e medicamentos isentos de prescrição (OTC). Entre os remédios mais conhecidos estão: Neosaldina, Eparema, Nebacetin e Dramin. Apesar de os principais líderes da farmacêutica juntamente com o board de acionistas estarem no Brasil para reuniões de negócios, os investimentos no País não foram divulgados. De acordo com o presidente da Nycomed Brasil, Luiz Eduardo Violland, o montante dependerá das operações a serem concretizadas nos próximos anos. “ Para uma boa oportunidade não existe limite de investimentos”, enfatiza Violland. Com um market share de 2% no segmento farmacêutico brasileiro, a multinacional ambiciona crescer, em média, 15% ao ano e, dessa forma, aumentar sua capilaridade gradualmente. As áreas terapêuticas de maior foco no Brasil serão Gastroenterologia; Respiratória e Dor. Segundo o CEO da Nycomed, Håkan Björklund, a empresa não descarta desenvolver produtos específicos para o mercado brasileiro. “35% de nosso faturamento global vem de mercados emergentes. A pretensão é chegarmos em 50%. O Brasil é a peça chave para a Nycomed”, disse Björklund. Argentina, Venezuela e Colômbia são outros três países da América do Sul em que a norueguesa, com sede na Suíça, está investindo. Recentemente, a companhia adquiriu os Laboratórios Farmacol, um grupo colombiano que opera nas áreas de Gastroenterologia, Ginecologia e Respiratória. Atualmente, a Rússia é o principal mercado consumidor dos produtos Nycomed, seguido do Brasil. LANÇAMENTO 2011 Um medicamento exclusivo para o tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), batizado de Daxas®, é a novidade da Nycomed para o Brasil. O preço do medicamento, que deve girar em torno de 1,30 euros está em fase de aprovação. A comercialização está prevista para o segundo trimestre deste ano. O remédio ajuda a diminuir as crises, também chamadas de exacerbações, retardando a progressão da doença. Levando em consideração de que o mercado global de asma e da DPOC deve atingir a casa dos US$ 18 bilhões em 2011, a Nycomed pretende se estabelecer como uma das principais companhias da área respiratória. Além da crescente importância da multinacional em países emergentes, outro diferencial da farmacêutica, segundo Violland, está na autonomia das direções locais. “A Nycomed dá total liberdade para as administrações locais. Os processos de aprovações são muito mais rápidos do que nossos concorrentes”, disse. Até 2015, a Nycomed pretende lançar no Brasil em torno de 10 medicamentos, entre extensões de linhas e novos produtos, nas áreas respiratória, tratamento da dor e isentos de prescrição. Os nomes dos novos produtos estão sendo aprovados ainda e podem sofrer alterações.

FOTO: THINK STOCK

POR VERENA SOUZA

SIEMENS HEALTHCARE VAI INSTALAR MONTADORA EM JOINVILLE A multinacional alemã Siemens Healthcare vai instalar uma montadora de equipamentos de raio-x e ultrassom em Joinville, Santa Catarina, em local ainda a ser divulgado. O investimento será de aproximadamente R$ 50 milhões e, segundo a companhia, irá gerar 50 empregos diretos. Ainda não há previsão de quando a unidade da Siemens vai entrar em operação.

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POLÍTICA

MudanÇas

À VisTA POR MARIA CAROLINA BURITI -MBURITI@ITMIDIA.COM.BR

NOVA LEI DAS LICITAÇÕES BENEFICIARÁ INDÚSTRIA NACIONAL, MAS AINDA HÁ DÚVIDAS SOBRE SUA UTILIZAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS

provada no final de 2010, a Lei das Licitações está em vigor, mas ainda aguarda regulamentação. Enquanto isso não ocorre, sua redação e aplicação geram dúvidas no âmbito judicial. A lei prevê que no caso de empate na concorrência, a empresa nacional terá vantagem sobre uma estrangeira, mesmo que o preço da negociação seja até 25% maior. A medida incentiva o desenvolvimento do mercado interno, mas em alguns setores, como o de saúde, deixa em aberto o que ocorrerá com um mercado que importou no ano passado 18% a mais que em 2009, de acordo com a Associação Brasileira de Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed). Enquanto aguarda regulamentação, a lei confunde advogados quanto ao princípio de igualdade da licitação. É o que diz o sócio do Mendes e Cassab Advogados Associados, Pedro Cassab. “A lei de licitação é rigorosa para ambas as partes. No momento de uma licitação não deve existir favorecimento para nenhuma das empresas envolvidas. A constituição garante o princípio isonômico”, comenta. Se por um lado, a nova lei incentiva a produção nacional e promete aquecer o mercado interno, por outro, considerando o setor de saúde onde grande parte dos suprimentos e equipamentos são importados, outras questões são colocadas em jogo, como o custo de até 25% a mais por um produto, a qualidade e a segurança dos equipamentos e suprimentos e a capacidade do mercado nacional de atender a demanda crescente do setor. De acordo com a lei, o critério de desempate será aplicado conforme os fatores tributários, geração de emprego e desenvolvimento tecnológico no Brasil. A advogada do Trench, Rossi e Watanabe, Heloisa Barroso Uelze diz que o critério

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de desempate já existia, mas agora há a mudança da margem, que deve ser discutida em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, da Ciência e Tecnologia, do Planejamento e das Relações Exteriores. “Deve existir uma consulta pública, esse benefício sem regulamentação não pode ser operacionalizado”, explica. Heloisa  também lembra que muitos países já aplicam tal medida, como por exemplo, os Estados Unidos. Opiniões “Não tem como a Abimed ser contra o

valor agregado que (a lei) traz à população. A única ressalva quanto a 495 é a segurança do paciente. Não seria razoável escolher um produto mais caro, se ele não trouxer segurança ou tiver uma segurança menor”, analisa o diretor da Abimed, Reynaldo Goto. Na opinião do executivo, o setor de saúde também deveria ter um tratamento diferenciado dos demais. “Na saúde é muito complexa a questão do orçamento. Ela deveria ter um tratamento diferenciado, não se trata de um bem. Vai ser um custo para nação e, no caso da saúde vai se pagar mais caro? O go-

Reynaldo Goto, Abimed: preocupação com a segurança do paciente

verno vai tirar de um bolso para por em outro”, questiona. Para o diretor institucional da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), Márcio Bosio, a medida fortalecerá o mercado e tornará o País competitivo. “Vemos essa Lei como uma grande oportunidade para o Brasil desenvolver um setor de tecnologia acessível e reduzir o déficit da balança comercial. A nossa expectativa é que essa nova lei permita um incremento tecnológico no Brasil”, afirma.

Márcio Bosio, Abimo: impulso ao mercado nacional

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POLÍTICA POR VERENA SOUZA – VSOUZA@ITMIDIA.COM.BR

NOVA LEI DA FILANTROPIA ESTÁ LONGE DE SER IDEAL APESAR DO MAIOR CONTROLE E TRANSPARÊNCIA, RELAÇÃO ENTRE PRESTADOR E GESTOR LOCAL, TABELA SUS E ATENDIMENTOS AMBULATORIAIS SÃO ALGUNS DOS ASPECTOS QUE PRECISAM DE AJUSTES

esmo com as modificações previstas na Lei da Filantropia para 2011, muitas demandas das instituições de saúde ainda não foram atendidas. A grande novidade da lei 12.101/2009 refere-se às entidades que regulavam o cumprimento das normas. A certificação da instituição filantrópica e a isenção de suas contribuições sociais que, antes, eram concedidas pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), agora, estão sendo reguladas pelos órgãos: Ministério da Saúde, Educação e Receita Federal. “Passar para o ministério fazer o controle é interessante. No entanto, a lei não considera a relação contratual entre o hospital e o gestor. O setor filantrópico tinha expectativa que as mudanças considerassem tal relação. Dessa forma, certificaria as entidades que, por meio de um convênio local, cumprisse todos os pré-requisitos contratuais levando em conta as necessidades da região”, explica a superintendente da Santa Casa de Marília, Katia Ferraz Santana. Na área da saúde, para a certificação ou sua renovação, a instituição filantrópica deverá comprovar o cumprimento das metas estabelecidas em convênio ou contrato celebrado com o gestor local do SUS; deverá, também, ofertar a prestação de seus serviços ao SUS no percentual mínimo de 60%; e comprovar, anualmente, a prestação dos aludidos serviços, com base no somatório das internações realizadas e dos atendimentos ambulatoriais prestados. Na opinião do advogado Dagoberto Lima, a sistemática da nova lei promove maior controle e transparência do setor. No entanto, deve gerar grandes dificuldades para instituições de pequeno porte devido ao sistema de gestão mais rudimentar. Apesar da inclusão dos atendimentos ambulatoriais no relatório prestados pelos

hospitais, segundo Kátia, o peso atribuído no cálculo deste indicador ainda é pequeno. “O componente ambulatorial pode ser usado sob um limite de 10% a 15% dos atendimentos diários. Isso é um fator limitador para a Santa Casa de Marília, por exemplo, que tem um alto índice de assistências ambulatoriais. Tinha que haver ajustes de acordo com as características dos filantrópicos”, enfatiza. Outro aspecto ressaltado por ela, refere-se à tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). “Hoje a tabela SUS remunera abaixo do custo. A legislação deveria levar em conta essa defasagem em relação ao custo real do procedimento”, afirma. Segundo Lima, as normas ficaram mais duras, e agora, as organizações devem correr para se adaptar, ou então vão correr o risco de perder a certificação e, consequentemente, a isenção de contribuições previdenciárias patronais e outros benefícios fiscais. A medida deve atingir cerca de 15 mil entidades em todo o País.

HOJE, A TABELA SUS REMUNERA ABAIXO DO CUSTO. A LEGISLAÇÃO DEVERIA LEVAR EM CONTA ESSA DEFASAGEM EM RELAÇÃO AO CUSTO REAL DO PROCEDIMENTO KATIA FERRAZ, DA SANTA CASA DE MARÍLIA FOTO: PAULO PEREZ

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Por Verena Souza – vsouza@itmidia.com.br

Lei dos 25% dos leitos

não agrada entidades do setor Representantes do setor enviam ao Ministério Público Estadual representação contra a medida, alegando ser inconstitucional. Setor

Foto: divulgação

privado tem avaliação diferente

Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, no final de dezembro, projeto de lei (PL) complementar que prevê o direcionamento de 25% dos leitos de hospitais a usuários de planos de saúde. O então governador, Alberto Goldman, sancionou o texto, que virou lei complementar 1.131. A medida claramente não agradou a grande maioria das entidades do setor. Em fevereiro, o Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp), Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems/SP), Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Fórum da ONG Aids do Estado de São Paulo, Grupo Pela Vidda -SP e Grupo de Incentivo à Vida (GIV) enviaram uma  representação ao Ministério Público Estadual contra a referida lei. Para o presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindhosp), Dante Montagnana, a população carente, que depende exclusivamente do SUS, levou uma rasteira dos políticos. “Não é justo que hospitais públicos concorram com os da iniciativa privada, que são altamente tributados, no mercado de saúde suplementar. O sistema público tem que ser gerido com recursos públicos”, afirma de forma categoria Montagnana. De acordo com ele, isso pode aumentar, ainda mais, a falta de vagas em instituições públicas. No sentido contrário, para o diretor do Centro Cardiológico do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, a lei é benéfica para os hospitais e ajuda a evitar o sucateamento das entidades públicas.

Não é justo que hospitais públicos concorram com os da iniciativa privada, que são altamente tributados, no mercado de saúde suplementar. O sistema público tem que ser gerido com recursos públicos Dante Montagnana, do Sindhosp r e v i s ta s aú d e b u s i n e s s | 2 1

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ESPAÇO JURÍDICO

FELIPE HANNICKEL SOUZA ADVOGADO

Especialista em direito societário e regulatório na área de saúde suplementar. Integrante do escritório Salusse Marangoni Advogados.

TURISMO DA SAÚDE

– UMA TENDÊNCIA pesar do tema não ser novidade para o mercado de saúde, cada vez mais os empresários e profissionais do setor sentem a necessidade de uma regulamentação, que trate do deslocamento internacional de pacientes em busca de tratamento médico e hospitalar no Brasil. Nos últimos anos, a procura por tratamentos médicos e odontológicos no País tem aumentado de forma considerável gerando receitas significantes para os players deste setor. De uma forma geral, o “turismo da saúde” pode ser entendido como a busca de tratamentos médicos, hospitalares[1] e odontológicos por pacientes fora do seu país de residência, visando qualidade no serviço prestado e custos reduzidos se comparados aos praticados em seus países de origem. Ainda assim, muitos pacientes buscam outros países para atendimento médico em virtude das enormes filas para o tratamento de determinadas patologias provenientes de seus sistemas de saúde. Atualmente o Brasil tem sido visto como um alvo interessante para estes pacientes, já que é considerado um centro de referência para inúmeras especialidades médicas, tal como cirurgia plástica, ortopedia, gastroplastia, cardiologia e odontologia, possuindo profissionais altamente capacitados dentro de cada especialidade. Ainda assim, oferece complexos hospitalares com nível de excelência reconhecidos internacionalmente. Dentre os principais países “exportadores” destes pacientes estão Estados Unidos, Índia,Tailândia, Coreia do Sul, Cingapura, África do Sul e Costa Rica. Contudo, é fato que cada um destes países possui um sistema jurídico distinto para o exercício da atividade médica, o que tem gerado grande preocupação para o mercado como um todo. Por esta razão, no momento da sua escolha os pacientes buscam um sistema jurídico confiável, com respaldo legal e eficiente. Importante destacar, ainda, que enquanto os grandes empresários do setor estão preocupados com as receitas geradas por este nicho de mercado, os profissionais médicos levam em consideração a eficácia do tratamento, o que tem como eixo principal a relação médico-paciente, e sua eventual responsabilização pelos serviços prestados. Esta preocupação tem como base as vultuosas condenações de profissionais médicos por danos causados a pacientes no exercício da medicina, especificamente nos Estados Unidos. Nesta linha de raciocínio, segundo enuncia o colega Irany Novah Moraes “Há entre os médicos americanos, a tendência de admitir que a Justiça tem naturalmente uma forte inclinação a apenar o médico, pelo fato de saber que o se-

guro é que vai pagar a indenização”. Diante deste cenário, a necessidade de regulamentação específica para o “turismo da saúde” é flagrante, de modo a trazer maior segurança tanto aos pacientes geradores da demanda quanto aos profissionais envolvidos. Dentre os temas a serem regulamentados, é importante destacar: a fixação do país competente para dirimir eventuais conflitos em razão do serviço prestado; a necessidade de contratação de seguro específico pelo profissional prestador do serviço e instituição responsável pelo atendimento; a concessão de visto específico para os estrangeiros que desejarem obter o serviço dentro do país; a concessão de benefícios tributários para aos profissionais e empresas geradoras desta demanda; a definição dos procedimentos e/ou tratamentos não reconhecidos pelo País; e a atribuiçao de responsabilidade ao profissional responsável pelo tratamento (conduta pré e pós atendimento). Não importa se a regulamentação ficará a cargo do Ministério da Saúde ou do Turismo, mas sim que haja um consenso entre os órgãos, agências reguladoras e conselhos de classe para a obtenção de um regramento sólido que proteja tanto o paciente quanto os profissionais envolvidos e as empresas prestadoras destes serviços.

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NO SETOR POR VERENA SOUZA - VSOUZA@ITMIDIA.COM.BR

mediCina laboratorial

a PlENo vaPoR

AUMENTO NA PRODUÇÃO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS, GERAÇÃO DE EMPREGOS, AVANÇO NAS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES, ENTRE OUTROS FATORES, CONTRIBUEM PARA UM 2011 REPLETO DE OPORTUNIDADES. A BUROCRACIA PARA A INCORPORAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS PARECE SER A ÚNICA RESSALVA

mercado de medicina laboratorial vive um período de pleno avanço. Os índices positivos do segmento no ano passado apontam para uma linha de crescimento ainda mais vigorosa em 2011. Uma pesquisa da Websetorial, em parceria com Associação Brasileira dos Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed) e Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (Abraidi), constatou que, entre janeiro e novembro de 2010, a produção industrial no segmento de materiais e equipamentos para medicina e diagnóstico cresceu 18% em relação a 2009. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o setor gerou, no mesmo período, 7.635 postos a mais que o ano de 2009 – empregando um contingente de 108 mil pessoas em atividades de indústria e comércio. “A saúde suplementar é um mercado que depende do nível de emprego formal, que tem crescido nos últimos anos, favorecendo nosso segmento”, diz o CEO do laboratório Salomão & Zoppi, Luís Mário Bilenky. Os índices de importação e exportação também cresceram com relação ao ano anterior. Favorecido pela baixa do dólar, o país importou 21% e exportou 5% a mais que em 2009. “O câmbio foi um fator importante para o aumento das importações não só de tecnologias tradicionais. A biologia molecular, por exemplo, apresentou expansão significativa com novos testes em desenvolvimento”, diz o secretário executivo da Câmara Brasileira do Diagnóstico Laboratorial, Carlos Gouvêa. De acordo com ele, as perspectivas, em 2011, são ainda mais animadoras para o mercado de diagnóstico laboratorial. “Com os negócios aquecidos, há promessas de novas aquisições de grupos privados e o consequente aumento de unidades de medicina diagnóstica”, explica. A compra da rede de diagnósticos Labs D'Or, do Rio de Janeiro, pelo grupo Fleury em dezembro do ano passado e a incorporação das ações de emissão da empresa MD1 Diagnósticos pela Dasa, em agosto passado, estão entre as últimas importantes movimentações do mercado.

“O setor tem percebido a importância do diagnóstico precoce, o que reflete em benefícios à população”, afirma Gouvêa. ENtRavES ao CRESCiMENto Apesar do avanço na busca de novas tecnologias, a incorporação delas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das principais dificuldades da medicina laboratorial, segundo Gouvêa. “A eficácia e o benefício econômico de equipamentos e produtos devem ser avaliados. E este processo é muito democrático no Brasil, levando, muitas vezes, até mais de dois anos para aprovação de um produto”, disse. Para o secretário executivo, a RDC 25 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que obriga as empresas fornecedoras de produtos para saúde a apresentarem junto à agência, no momento da solicitação ou revalidação do registro do produto, a Certificação de Boas Práticas de Fabricação, impactará fortemente o setor no longo prazo. “Já existe uma fila de mais de três anos e meio para a validação de um registro de produto pela Anvisa. Devido à demora corre-se o risco da tecnologia ficar obsoleta”, explica Gouvêa. Para se ter uma ideia, cerca de 200 inspeções foram feitas pela Anvisa no ano passado e, ainda, existem 700 pendentes.

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Com os negócios aquecidos, há promessas de novas aquisições de grupos privados e o consequente aumento de unidades de medicina diagnóstica

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Carlos Gouvêa, da Câmara Brasileira do Diagnóstico Laboratorial r e v i s ta s aú d e b u s i n e s s | 2 5

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NO SETOR

POR VERENA SOUZA – VSOUZA@ITMIDIA.COM.BR

ENTENDA O PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO

DAS OPERADORAS

NESTE ANO, A ANS INICIA QUARTA FASE DO PROGRAMA COM NOVA REVISÃO DO CONJUNTO DE INDICADORES. A COLETA DE DADOS É UM MECANISMO INDUTOR DA REGULAÇÃO DO SETOR E UM AUXÍLIO PARA QUE A AGÊNCIA ALCANCE OS OBJETIVOS COM SUA AGENDA REGULATÓRIA

m 2011, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deu início à quarta fase do processo de avaliação do Programa de Qualificação das Operadoras de Planos de Saúde referente ao ano de 2010. Para este ano, o conjunto de indicadores foi revisto, sofrendo algumas modificações. O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) – criado como base para a coleta de dados para o programa - é um mecanismo indutor da regulação do setor, por intermédio do qual a agência sinaliza para o mercado os objetivos que pretende alcançar com a sua agenda regulatória. A implementação da avaliação tem acontecido de forma progressiva, desde 2004 - ano em que foi concebido e lançado pela ANS. A primeira fase aconteceu em 2005 em duas etapas. Primeiramente avaliaram-se, os dados das instituições referentes a 2003 e, a segunda etapa, contemplou as informações de 2004. Nessas etapas o IDSS não foi divulgado por operadora. A segunda fase também se desdobrou em duas, com análise dos dados de 2005 e, depois, 2006. A terceira foi marcada pela ampla revisão dos indicadores e participação das operadoras em Câmara Técnica e Câmara de Saúde Suplementar. AJUSTES EM 2011 O programa é composto por quatro dimensões: Atenção à Saúde; Econômico-Financeira; Estrutura e Operação; e Satisfação do Beneficiário. Cada dimensão tem conjunto próprio de indicadores e peso específico. De acordo com o especialista em regulação da ANS, João Boaventura Matos, a premissa é que não houvesse mudanças para o ciclo 2010, posto que a ANS estuda modificações nos índices para 2011. No entanto, foram necessários alguns ajustes na dimensão Atenção à Saúde, pois a ANS ficou impedida de coletar informações epidemiológicas devido a uma decisão

judicial, em ação proposta pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj). Diante disso, a exigência de aplicação do Código Internacional de Doenças (CID) nas guias de Troca de Informação em Saúde Suplementar (TISS) foi suspensa. O Cremerj entende que a tabulação das informações relativas ao CID nas guias TISS, se divulgadas indevidamente, violaria o direito à intimidade dos pacientes e o dever de sigilo médico. Dessa forma, para não haver prejuízos ao programa, a ANS criou três novos indicadores desenvolvidos a partir de informações disponíveis: Proporção de consulta médica em pronto-socorro; Número de internações por beneficiário; e Número de consultas médicas ambulatoriais por beneficiário. Os resultados do programa serão publicados no início do segundo semestre, com base nas informações enviadas pelas operadoras. “De um modo geral, as operadoras têm evoluído positivamente no tocante ao IDSS. Em 2007, o percentual de beneficiários que estavam em operadoras com IDSS superior a 0,5 era de 52,6%. Em 2008, essa taxa passou para 60,2%, atingindo 63,6% na última avaliação disponível de 2009. Isso reflete uma evolução na qualidade dos serviços prestados”, enfatiza Matos.

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OS ÚLTIMOS RESULTADOS DO PROGRAMA REFLETEM UMA EVOLUÇÃO NA QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS JOÃO MATOS, DA ANS

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GOVERNANÇA CORPORATIVA

CARLOS AIRTON PESTANA RODRIGUES DIRETOR-PRESIDENTE DA GOVERNANCE SOLUTIONS

Diretor-Presidente da Governance Solutions e Professor de Governança Corporativa da BSP- Business School de São Paulo (carlos. airton@governancesolutions.com.br)

SISTEMAS DE REMUNERAÇÃO E INCENTIVOS PODEM ALAVANCAR OS RESULTADOS OU DESTRUIR OS NEGÓCIOS m dos propósitos da Governança Corporativa é facilitar e estimular o desempenho das organizações criando e mantendo incentivos que motivem os dirigentes e colaboradores das empresas (“corporate insiders”) a maximizar a sua eficiência operacional, o retorno sobre ativos e o crescimento da produtividade no longo prazo. Daí a importância de se desenhar um sistema de remuneração e incentivos que efetivamente permita o alcance desses objetivos. Embora possa parecer uma tarefa simples esse é um dos temas mais controvertidos nas organizações. É comum vermos casos de organizações que cometem graves equívocos em seus sistemas de remuneração e incentivos. Lembro de uma organização que desenhou um sistema de remuneração variável para sua equipe comercial baseado no crescimento do volume de vendas. O resultado no médio prazo foi uma considerável deterioração do portfólio de produtos e uma queda significativa na rentabilidade das vendas. Isso porque a equipe se concentrava na venda dos produtos fáceis e deixava os mais difíceis de lado. Também por não existir uma política comercial restritiva, os vendedores “vendiam” os produtos mais difíceis com bonificações que muitas vezes chegava a quase 100%, ou seja, vendiam os mais fáceis e os mais difíceis chegavam a dar quase de graça. O resultado é que os vendedores embolsavam gordas comissões por cumprirem suas metas de volume, mas a empresa amargava grandes prejuízos em seus resultados. Recordo-me também de um caso de uma empresa do setor imobiliário que pagava comissões aos seus corretores no ato do fechamento do negócio com o cliente. Caso o cliente desistisse da compra logo após o fechamento do negócio ou meses depois, a comissão do corretor estava sempre assegurada. Não demorou muito para perceber que esse sistema não incentivava os corretores a buscar clientes com o perfil correto para a aquisição dos imóveis. Pelo contrário. Era vantajoso para um corretor que uma venda fosse desfeita, pois ele poderia vender aquela unidade novamente e embolsar

mais uma comissão. E há casos clássicos como o de muitas indústrias que incentivam as equipes a obter economias de escala através da produção de lotes econômicos em volumes cada vez maiores, não importando se os produtos ficarão parados no estoque por falta de mercado, gerando com isso um grande custo financeiro para a empresa. A verdade é que um sistema de remuneração e incentivos é o instrumento mais efetivo para dizer aos executivos e colaboradores como eles realmente têm que se comportar na empresa. Se uma empresa prega no discurso que as suas diversas áreas de negócio devem trabalhar em sinergia para maximizar os resultados da empresa, mas tem um sistema de incentivos que remunera baseado nos resultados individuais de cada área, não tenha dúvida que vai predominar o modelo de “cada um para si e o resto...”. Assim, podemos dizer que um bom sistema de remuneração e incentivos pode alavancar os resultados de uma organização. Entretanto, se mal desenhado pode jogar a empresa num grande buraco.

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PÍLULAS

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PONTES

A PARTIR DESTA EDIÇÃO VOCÊ VAI CONFERIR ALGUMAS PÍLULAS DO QUE TEM SIDO LEVANTADO NOS COLÓQUIOS DE SAÚDE, DA IT MÍDIA. A INICIATIVA PROMOVERÁ DIÁLOGOS ENTRE PLAYERS DO SETOR DE SAÚDE COM A INTERMEDIAÇÃO DE MARIO SERGIO CORTELLA. A PROPOSTA: BUSCAR MELHORES PRÁTICAS DE RELACIONAMENTO NO SETOR POR MARIA CAROLINA BURITI -

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conflito, sem dúvida, existe. E ele é bom, pois faz crescer, avançar e reinventar”, essa é uma das afirmações do filósofo e professor da PUC-SP e professor convidado da Fundação Dom Cabral, Mario Sergio Cortella. Para ele, o caminho de conflitos é positivo – nele há trocas de ideias e experiências em busca de um diálogo rico. O conceito se sobrepõe ao confronto, onde a discussão leva à ruptura. Durante o Saúde Business Forum, o debate sobre a ética no setor de saúde rendeu bons “conflitos” e abriu caminho para futuras discussões. Elogiado por sua palestra e participação no encontro, Cortella foi convidado pelo presidente da IT Mídia, Adelson de Sousa, para mediar, no decorrer de 2011, três encontros com as lideranças do setor propondo o diálogo em busca de caminhos para melhores práticas de relacionamento no setor. Os “Colóquios de Saúde” têm o objetivo de fomentar os bons “conflitos” da cadeia convidando relevantes nomes do mercado para uma rica discussão, propondo o diálogo para se construir um caminho convergente entre a cadeia: hospitais, operadoras, médicos, indústria e prestadores de serviço. Nesse espaço, a IT Mídia atuará como catalisador desse processo, reunindo o setor e criando os momentos para o diálogo. Os “Colóquios de Saúde” gerará um documento com propostas de diretrizes de convivência. Durante esses encontros o caminho a ser percorrido e conduzido por Cortella será o do conflito, que busca a preservação da condição e da estrutura. Leia os principais trechos da entrevista com o filósofo.

Mario Sergio Cortella Formado em Filosofia, com mestrado e doutorado em Educação, Cortella é professor titular de Graduação e da Pós-Graduação em Educação, e em Teologia e Ciências da Religião na PUC-SP e professor convidado da Fundação Dom Cabral. É consultor e conferencista nas áreas de Educação e Filosofia e autor de livros como Qual é a tua Obra? e Inquietações Propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética.

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PÍLULAS

hÁ uma situação tensa entre as operadoras e os prestadores de serviço, portanto ela precisa ser lidada de maneira que não indique ruptura, como uma enerGia que conduza a um acordo de operação

Um dos temas muito debatidos pelos agentes da cadeia e que geram grandes divergências entre médicos, hospitais e operadores é a questão da remuneração. O que você pensa sobre isso? Cortella: Se a remuneração fosse justificativa para deslizes éticos, nós teríamos que admitir algo inadmissível: que a pobreza é, por princípio, algo que admite a prática do ilícito, isto é, porque alguém ganha pouco ou não recebe o salário adequado, então tudo lhe será perdoado. Existem escolhas e atividades que sem perder a natureza da profissão têm uma característica de não olhar a remuneração como sendo foco exclusivo. A saúde não é um crime perfeito onde só há vítimas. Só o crime perfeito tem apenas vítimas. A saúde não é um crime perfeito, pois ela tem vítimas e autores, múltiplos sujeitos para essa questão e por isso a remuneração é um dos pólos. Quem dera que fosse um pólo prioritário, porque se fosse o pólo, bastaria alterar o modelo de remuneração e estaria resolvido. A remuneração não é um único vetor que encaminha essa questão, ele é importante, mas não é exclusivo e não pode servir como algo que no momento tenha a capacidade de ser um atenuante. Uma constatação do setor é a discussão de entendimento da cadeia: operadora, fornecedores, hospitais, médicos. Essa é uma relação fragilizada, e por mais que se discuta uma harmonização, não se consegue ir além da discussão.Qual é a saída para o diálogo? Cortella: É criar instâncias, câmaras onde o diálogo possa acontecer. Todas às vezes em que se atua em conjunto se pode ter dois resultados dessa convivência: um que é saudável, porque ele faz avançar, é o conflito. Outro é

aquele que recua, que produz sérios danos, que é o confronto. O conflito é a divergência de postura, de ideias. Nele o diálogo tem presença; no confronto a ideia é anular o outro e que ele seja derrotado. Essa lógica de derrotados e vitoriosos é muito perigosa em uma área que é interdependente. A guerra civil não tem vencedor, apenas sobreviventes, por isso é preciso fazer um protocolo de harmonização das situações (na cadeia de saúde) de maneira que se proteja o futuro, porque se isso não for feito, o confronto virá à tona e sempre terá a lógica dos derrotados e vencedores; enquanto no conflito é a idéia de preservação da condição e da estrutura. Qual é a sua avaliação hoje da formação médica? O médico de 30 anos atrás tinha outro valor para sociedade? Cortella: Quando eu exercia atividade nessa área( Cortella trabalhou na Secretaria de Saúde), o País tinha 120 milhões de habitantes e hoje são 190 milhões. Isso gerou a expansão exagerada das metrópoles, uma vinda muito grande das pessoas das áreas rurais ou das pequenas cidades para a área urbana, o que, sem dúvida, agrava a questão da saúde pública, a prestação do serviço de saúde em geral e, ao mesmo tempo, a demanda por profissionais, que obviamente acabaram perdendo um pouco daquele charme que o exercício da prática médica carregava, à medida, que o número de médicos e médicas que, de

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fato, são profissionais liberais nos dias de hoje, é um número muito reduzido. Há uma situação tensa entre as operadoras e os prestadores de serviço, portanto essa tensão precisa ser lidada de maneira que não indique ruptura, que possa até ficar no campo da tensão, mas que essa tensão seja uma energia que conduza a um acordo de operação, e não uma ruptura.

Foto: Fotogama

É preciso fazer um protocolo de harmonização das situações (na cadeia de saúde) de maneira que se proteja o futuro

Durante sua palestra no Saúde Business Forum 2010, você comentou sobre o “biocidio”. O que é o “biocídio” ? Cortella: Eu utilizo esse conceito e venho trabalhando esse conceito em alguns livros meus. O biocídio é o assassinato da vida, a morte da vida em várias circunstâncias e não só a vida humana. É o assassinato das condições de equilíbrio do planeta, da comunidade, da cidade, do local de trabalho... São as mortes em grandes dimensões e as nossas pequenas mortes no cotidiano. Não a morte do corpo, mas a morte da esperança, da fraternidade, da relação de convivência alegre. A morte do prazer no trabalho, e então esse biocidio é algo para ser afastado, nós precisamos afastá-lo, e ele em grande medida resulta de nós vivermos na forma mais automática das coisas. Por outro lado, desatenção com aquilo que a gente precisa notar no dia a dia, e por fim, claro, uma certa negligência.

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EM CADEIA

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aís, sua de saúde ideal para o P mostram de pagamento, empresas

Enquanto se discute qual o sistema

matos regulamentação e os for icos e pacientes outros caminhos para méd

uriti@itmidia.com.br

Por Maria Carolina Buriti-mb

discussão acerca da sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro envolvendo um novo modelo de remuneração como alternativa ao fee for service parece tomar corpo a cada dia. Junto a ela somam-se queixas dos agentes do setor quanto a custos, fatores como o envelhecimento da população, e a insatisfação dos usuários, o acesso ao sistema público, a gestão e a falta de recursos e o número expressivo de empregadores responsáveis por oferecer plano de saúde aos 47 milhões de usuários. Os problemas e os desafios do setor são sabidos e debatidos por diversos prismas, inclusive por meio de artigos, opiniões e reportagens nesta e em outras mídias. Mas como decidir o sistema certo para cerca de 190 milhões de pessoas? Em um sistema de saúde, a discussão deve começar pelo ângulo e pelas vontades do paciente, esse é um dos argumentos do livro “ Who Killed Health Care? America´s $Trillion Medical Problem and the Consumer-Driven Cure” traduzido no Brasil como: "Valor para o paciente- o remédio para o sistema de saúde”, da professora de Harvard, Regina Herzlinger. A autora coloca o paciente como “senhor de seu destino”, dentro do sistema de saúde como solução à situação atual do sistema nos Estados Unidos, onde apesar de se gastar muito não há um modelo eficiente para a população. “Vamos deixar claro o que queremos: um sistema de saúde  voltado para o paciente e que seja ao mesmo tempo melhor e mais barato” , escreve Regina logo no começo do livro analisando o modelo americano onde há gastos demais para saúde de menos. As ressalvas são muitas ao comparar os modelos, a economia, a cultura e a história de americanos e brasileiros, mas a discussão quanto a sustentabilidade de um modelo o os interesses, por vezes, pode se assemelhar.

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O remédio, segundo ela, é um sistema de saúde voltado para o paciente. Ou seja, um ambiente onde exista escolhas- e boas escolhas- para todas as classes sociais, um modelo onde o governo não seja responsável por todos os gastos e os empregadores - grandes pagadores não tenham o papel de único provedor, pois há alternativas e boas opções para os desempregados e aposentados também. Um dos modelos citados por ela é o suíço, onde há subsídios para a população carente, os pacientes são os maiores pagadores e os doentes não pagam mais pelo seguro-saúde, para citar algumas características. No Brasil, a ideia não é mudar o sistema, pois o SUS é um modelo igualitário que garante universalidade no atendimento, apesar de sofrer algumas deficiências de acesso. Por outro lado, há um sistema suplementar pago majoritariamente por empresas, poucos usuários em planos individuais e uma lacuna que pode ser preenchida por novos modelos e formatos de acesso à saúde. Atentas a esse nicho de mercado, algumas empresas já desenvolvem alternativas ao convencional plano de saúde com consultas, atendimento hospitalar e pagamento mensal - modelo que não atende economicamente e socialmente centenas de pessoas, excluídas pela informalidade de suas atividades, por idade e poder aquisitivo. Ao mesmo tempo que se tornam atrativos para alguns perfis, as iniciativas não devem se limitar a um tipo de público, com o crescimento da economia, as empresas empregam mais e novos consumidores podem ter acesso ao um plano de saúde via empresa ou optando pelo plano individual. O fato é que, por conta dos reajustes para pessoa física realizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o nicho empresarial se torna mais atrativo e o segmento de plano a pessoas físicas um terreno fértil a ser explorado por novas iniciativas. idoSoS A pirâmide demográfica brasileira mudará e em 2050 haverá em seu topo um aumento de pessoas na faixa de 60 anos e, por consequência,

um afunilamento na base, composta por pessoas mais jovens. “Vamos ter três vezes mais idosos que temos agora e as pessoas na idade ativa, hoje, ajudam a pagar o plano do idoso. Amanhã o número de pessoas na idade ativa será menor’, afirma o diretor executivo da Fenasaúde, José Cechin. Cechin, que já foi ministro da Previdência e atuou na presidência do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS) sabe do “peso” do futuro no sistema de saúde brasileiro. As projeções sobre a pirâmide demográfica futura do País e a sustentabilidade do modelo motivaram o executivo a pensar em um novo formato que una plano de saúde e previdência privada. Tal ideia de parceria entre plano de saúde com uma operadora de previdência privada foi levada por Cechin à ANS e atualmente é um assunto estudado pelo órgão e foi incluído na Agenda Regulatória- um conjunto de diretrizes trabalhados pela Agência, com perspectivas de conclusão ainda esse semestre. “Juntar o plano de saúde- onde se paga para estar coberto- com um plano de previdência, que se contribui para ter dinheiro, é uma parceria entre uma operadora de saúde e uma de previdência", explica o diretor e questiona: “Elas existem no mercado e já funcionam há 10 anos. Por que inventar coisas diferentes? Vamos colocar juntas duas coisas que já existem no mercado”. Nesse modelo, o saque depois da aposentadoria garantiria um complemento à renda e ao mesmo tempo, a pessoa poderia usufruir de um plano de saúde em qualquer idade. Ela usufrui em curto e longo prazo. As notícias acerca da prioridade da Agência envolvem uma possível parceria entre uma operadora de saúde e uma instituição financeira que opere planos do formato do Vida Gerador e Beneficio Livre (VGBL), possibilitando acumular recursos por um prazo contratado. O resgate do dinheiro que atualmente é sujeito ao imposto de renda deveria passar a ser isento de tributação, no caso de resgate para despesas médicas e planos de saúde. Para esse modelo, a ANS conta com o apoio dos representantes do setor. Há também focos de discussão que falam de modelo de pagamento por desempenho, onde o médico poderia receber de acordo com o seu atendimento, por exemplo, e por análise de saúde dos seus pacientes e não por consulta como ocorre. “Pessoas estão estudando isso, a ideia está sendo bastante discutida e precidsa ser amadurecida. Não conheço muitas experiências. Mas tem que se discutir como se mede desempenho e quais seriam os indicadores. Primeiro é necessário definí-los, qual o valor e quais são esses critérios”, opina. PrÉ-PaGo Foi por encomenda de um cliente da área de saúde que a APPI, especializada em meios de pagamentos, chegou ao modelo de cartão pré-pago. Na época, a pesquisa do setor apontou quatro condições: um produto sem mensalidade, extensível à família, sem limitações de uso- o usuário pode estar doente ou ter alguma restrição no nome, e preço baixo- uma consulta não poderia custar mais de R$ 100 reais. A empresa fornece a tecnologia, mas quem intermedeia o processo é um emissor que normalmente são empresas de benefícios ou rede de farmácias. São elas que fazem o credenciamento de médicos e o usuário faz o pagamento no próprio consultório por meio de maquinetas no modelo POS ou via internet, antes de fazer a consulta. Ele não precisa carregar o cartão todo o mês e não tem um valor limite para recarga. A tecnologia está presente nas cidades: Itaperuna (RJ), Cachoeiro do Itapemirim (ES), Poços de Calda e Varginha (MG) e em fase de implantação em Salvador (BA), já são 35 mil clientes e cerca de 400 médicos credenciados. “Você tem uma reciprocidade muito grande com o cliente, aderente aos requisitos dele, o produto é um diferencial alinhado a expectativa da classe C e D, eles representam 70%. Mas há idosos da classe A e B, por não ter condições de aderir ao plano”, explica o diretor da divisão de saúde, Alberto Techara. E é no público idoso e aposentado que o Sistema Independente de Saúde (Sinasa) tem mais apelo. O modelo se assemelha ao pré-pago no momento da consulta, mas os pontos em comum param por aí. Na Sinasa, há uma anuidade de R$ 396 e descontos em consultas e exames de laboratório. Segundo o sócio–diretor da empresa e idealizador do modelo, José Humberto Affon-

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Nossa ideia é começar a trabalhar com pessoas jurídicas. É mais justo para o empresário, disponibilizamos a agenda online, ele pode acessar a agenda dos funcionários e isso inibe um pouco o absenteísmo Affonseca, do Sinasa

seca, a remuneração do médico por consulta custa a partir de R$42, valor mínimo de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) reconhecido pela Associação Paulista de Medicina (APM) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). No caso de um hemograma feito em um laboratório credenciado pela rede, por exemplo, o preço é R$6, uma ressonância magnética custaria em torno de R$ 400. “São 40 mil associados só pessoa física. Nossa ideia é começar a trabalhar com pessoas jurídicas. É mais justo para o empresário, disponibilizamos a agenda online, o empresário pode acessar a agenda dos funcionários e isso inibe um pouco o absenteísmo, eles têm acesso à informação”, analisa. É o acesso à informação que torna o cliente da Sinasa mais responsável por suas escolhas e, consequentemente, pela sua saúde. Para agendar consultas, o cliente liga na central de atendimento ou acessa o sistema via internet e escolhe a especialidade do médico, marca a consulta e conhece dados como a formação acadêmica e títulos de especialização do médico, ou seja, o cliente opta pelo profissional. Também existe um histórico das consultas médicas. Para urgências e emergências há uma parceria com o Grupo BEM- Emergências Médicas, onde primeiramente é feito um atendimento telefônico e caso analisado a necessidade de internação, uma ambulância transporta o paciente até uma unidade hospitalar. A empresa não tem parcerias com hospitais para oferecer descontos nos atendimentos, mas no caso de uma cirurgia eletiva, o procedimento tem desconto de 35%. O Sinasa tem 3500 médicos cadastrados e atua em São Paulo, Grande São Paulo e alguma regiões do interior do estado, Belo Horizonte e Grande Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e na capital carioca. Techara, da APPI, diz  que nas regiões onde o cartão pré-pago atua não houve perda de clientes da saúde suplementar- e que é um mercado em potencial de R$ 14 bilhões. A empresa ainda não está lucrando com o projeto. “No projeto, adotamos

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uma política de não ter lucro. A rentabilidade foi baixa e será paga quando tiver volume, ainda não temos". A expectativa é que daqui há três anos a empresa esteja com um faturamento em torno de R$ 20 milhões. reGULaMentaÇÃo Tanto o pré-pago da APPI quanto o cartão Sinasa não são fiscalizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por não se tratar de um plano de saúde. “Não os vejo como plano, eles não estão regulados pela ANS. São meios de pagamento, e isso mostra uma urgente necessidade de ter cobertura de eventuais planos de saúde. As pessoas estão valorizando ter alguma cobertura”, comenta Cechin. No caso de reclamação de ambos os sistemas, os usuários recorrem aos órgãos de defesa ao consumidor como o Idec e o PROCON. Segundo Techara, a APPI faz parte de um núcleo de estudos que reúne empresas com atuação semelhante no mercado, é o Grupo Setorial de Pré-Pago (GSPP), no Banco Central.

MobiLidade Pensando em atingir novos públicos com o sistema de meio de pagamento, Redecard e Cielo oferecem soluções para profissionais liberais. Nesse caso, a facilidade do pagamento parcelado em um cartão de crédito pode virar um atrativo para os pacientes e um meio seguro para o profissional liberal, uma vez garantido o pagamento pela operadora do cartão. Diferente da maquineta comum em estabelecimentos comerciais, o meio para transação é o aparelho celular do próprio médico. A solução oferecida pela Redecard em parceria com a Vivo é oferecida via celular alugado- caso o usuário não queira utilizar seu próprio celular- com conexão 3G ou um celular comum que pode ter o aplicativo baixado via SMS. A vantagem, perante a um POS, são os tipos de taxa praticadas e a mobilidade. A concorrente Cielo tem uma parceria com a Apple para tornar iPhone, iPad e iPod touch em meios de pagamento como o POS. O download do sistema é feito pela App Store ou itunes e depois o

profissional se credencia em uma central. Nos doze primeiros meses é cobrada uma tarifa promocional de conectividade de R$ 9,90 por mês e a partir do 13º mês, a tarifa passa a ser R$ 19,90 mensais. “Os dados do pagamento são criptografados e nenhuma informação do cartão fica armazenada no celular, o que garante um pagamento mais tranquilo por parte do consumidor e agilidade para os profissionais”, diz o diretor de de Desenvolvimento de Produtos e Mercados, Rogério Signorini. Em ambos sistemas, o aplicativo funciona como um POS pedindo dados como número do cartão, parcelas e valores. A Redecard trabalha com as bandeiras MasterCard, Visa e Diners já a Cielo opera com as marcas Visa, Mastercard, American Express. A Recard não tem informações sobre a quantidade de profissionais do setor de saúde que utilizam o aplicativo, mas acredita que o mercado de meio de pagamento móvel é promissor e pretende ampliar as bandeiras aceitas, já a solução da Cielo tem atraído profissionais de saúde, pois eles já representam 35% dos afiliados da marca.

o cartÃo pré-pago é um diferencial alinhado a eXpectativa da classe c e d, eles representam 70%. mas também há idosos da classe a e b techara, appi Foto: diVULGaÇÃo

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ECONOMIA

MARIA CRISTINA AMORIM EDUARDO PERILLO

Economista, professora titular da PUC/SP. Médico, doutor em história econômica.

SUSTENTABILIDADE:

AFINAL, O QUE É?

ustentável e sustentabilidade são expressões na moda: todo mundo usa com a garantia que produzirá bons efeitos, entre outros motivos, por que cada um entende como quiser o significado da palavra e ninguém é contra. Se recuperarmos a origem da expressão, na seara da economia e gestão das organizações, encontraremos um tema polêmico, com interesses em conflito. E o tema é tão importante que merece ser tratado com mais responsabilidade pelos agentes econômicos — empresas e consumidores. Sustentável e sustentabilidade são expressões cunhadas no debate pela preservação dos recursos ambientais, na crítica severa aos modelos de desenvolvimento econômicos lesivos ao meio ambiente. A base social e política dessas críticas formou-se, no período recente, após a barbárie de Hiroshima e Nagasaki. A proporção da tragédia levou muitas pessoas e instituições a impor limites à evolução tecnológica e aos interesses comerciais. Na teoria econômica, um suave eufemismo cobre a desgraça da degradação ambiental: externalidades negativas, isto é: ações objetivando o crescimento econômico podem produzir efeitos não desejáveis — ou negativos — como no caso da extração mineral. Para contornar o problema, a teoria sugere que o governo imponha custos à produção de externalidades negativas. O agente degradador, por sua vez, faz conta rápida: quanto custa pagar multas versus o lucro da operação? Se o custo for inferior ao lucro, segue degradando. Bem, então, que se cobrem multas muito caras, tornando a degradação economicamente proibitiva. Infelizmente, aumentar a multa não resolve o problema, ainda que o governo consiga de fato fiscalizar e multar, pois os agentes têm infinitas formas de escapar ao controle, dentro da legalidade. O estudo do IPEA “Sustentabilidade ambiental no Brasil”, no capítulo dedicado ao Código Florestal, sugere que, além de punir, o Estado deve incentivar a preservação, ou seja, propiciar ganhos econômicos com as práticas de preservação. Muitas atividades do setor saúde são causadoras de externalidades negativas, como a produção de lixo e demais resíduos hospitalares, por exemplo. A discussão avança no setor (vejam, entre outros, os artigos de Reynaldo Brandt e José Carlos Abrahão na coletânea Para entender a saúde no Brasil 3, publicada pela LCTE em 2010). No geral, o apelo à sustentabilidade trilha o caminho de menor resistência, como redução do desperdício de energia,

água e outros recursos, associados, portanto, ao aumento do lucro no final do processo. São providências corretas, mas insuficientes diante da dimensão do fenômeno. A discussão sobre sustentabilidade tende a aumentar, pois os problemas estouram na vida de todos nós, a internet denuncia tudo rapidamente, a pressão social e dos governos será mais intensa. O setor saúde não estará fora desse movimento geral. Não há espaço para ilusões. Acatar a lei ambiental custa dinheiro, ainda que a médio prazo possa resultar em maior produtividade e lucro para as empresas, como já demonstram experiências na indústria de construção pesada- atividade tradicionalmente causadora de grandes modificações ambientais. Se preservarmos o sentido original das expressões “sustentável” e “sustentabilidade”, há uma certa impostura em utilizá-las para tratar da continuidade da empresa (seus lucros, seus negócios). A empresa que declara compromisso com a sustentabilidade compromete-se em arcar com os custos decorrentes da preservação ambiental, ou, apenas pega carona na onda do politicamente correto, apostando que ninguém entenderá mesmo o significado da palavra?

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TECNOLOGIA

integração

a caminho POR GUILHERME BATIMARCHI – GBATIMARCHI@ITMIDIA.COM.BR

VOCÊ JÁ IMAGINOU SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE DESENVOLVIDOS POR CONCORRENTES TRABALHANDO EM CONJUNTO, SEM FALHAS E UTILIZANDO A MESMA LINGUAGEM? SEGUINDO A TENDÊNCIA INTERNACIONAL DE INTEROPERABILIDADE ENTRE SISTEMAS, ENTIDADES DO SEGMENTO DE SAÚDE, INDÚSTRIA E GOVERNO TRABALHAM DESDE 2002 PARA CONSOLIDAR NORMAS E PADRÕES PARA MELHORAR A TROCA DE INFORMAÇÕES NOS REGISTROS ELETRÔNICOS DE SAÚDE

á cerca de dez anos, transferir um prontuário eletrônico ou qualquer outro tipo de informação em saúde de uma instituição para outra no Brasil demandava um grande esforço por parte das equipes de TI para fazer a convergência entre os sistemas. Com o avanço do segmento de informática em saúde em todo o mundo, o crescimento exponencial de informações sobre o paciente geradas por softwares clínicos e o surgimento de normas e conceitos em segurança do paciente, o setor percebeu a necessidade de trocar estas informações de forma simples e padronizada. O desenvolvimento de Registros Eletrônicos de Saúde (RES) pode trazer grandes benefícios para todos os membros da cadeia, do paciente até a operadora, gerando processos mais rigorosos e seguros para o paciente. “O acesso à informação deve ser disponibilizado em benefício do paciente, lembrando que esse acesso deve obedecer todos os critérios legais de sigilo e estar liberado somente para pessoal autorizado”, lembra o diretor de negócios da eZ-Vida, empresa especializada em software para saúde, Lincoln Moura. Ainda recente no Brasil, o conceito de RES já é adotado por seis empresas desenvolvedoras de tecnologia para a saúde. A criação destes softwares convergentes foi possível graças a iniciativas do Conselho Federal de Medicina (CFM), que criou uma série de regulamentações para as informações geradas nos sistemas das instituições e parcerias com entidades especializadas em informática em saúde. Desde 2002, o CFM vem conduzindo discussões sobre como melhorar a qualidade dos sistemas de informação em saúde no Brasil. Com o objetivo de padronizar estas operações e facilitar a troca de informações entre o setor, a entidade, em parceria com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (Sbis), desenvolveu uma certificação com uma série de critérios a serem cumpridos pela indústria de software abordando rigorosos critérios de segurança, integração, acesso e disponibilização de informações. “A adesão à certificação é voluntária por parte dos desenvolvedores de software

e não pretende criar um Sistema de Registro Eletrônico de Saúde (S-RES) único, mas sim uma série de padrões para que a indústria de TI construa seus aplicativos dentro de parâmetros que permitam a convergência de forma segura e adequada”, explica o gerente executivo da Sbis, Marcelo da Silva. Os requisitos de segurança e acesso da certificação oferecida pelas entidades obedecem a padrões estabelecidos em normas internacionais, como o comitê ISO 215 de informática em saúde, o CEN European Committee for Standardization - TC251, a ICP-Brasil, e as resoluções 1638/2002, 1639/2002 e 1821/2007 do CFM. ”Com este conjunto de requisitos atendidos, o software passa a ter uma linguagem padronizada, ser interoperável e seguro. Atualmente, apenas seis empresas atendem os requisitos mínimos em seus softwares e possuem a certificação”, acrescenta Silva. As soluções certificadas são : MV- PEP, da MV; o Thasy, da Wheb Sistemas; Serviço Online de Saúde, desenvolvido pelo Instituto Municipal de Administração Pública, ligado ao Ministério da Saúde; o SmartPEP, da Medicware; o Medvil, da WPD, e o RMD-Clinic, da RDTI. Para Moura, a falta de padrões para representar essas informações dificulta a comunicação entre eles, uma vez que nem todas as informações podem ser lidas pelos softwares. “É necessário que eles tenham uma ar-

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O objetivo é que a indústria de TI construa seus aplicativos dentro de parâmetros que permitam a convergência MARCELO SILVA, da sbis

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quitetura que reconheça todos os envolvidos na cadeia: paciente, médico, hospitais e operadoras”. O executivo da eZ-Vida ressalta que no caso das operadoras de saúde esta convergência pode ser ainda mais benéfica. “A operadora começa a ter mais governança sobre suas operações podendo estabelecer parâmetros de análise para o acompanhamento de doenças e até investindo em prevenção. Se a operadora tiver um sistema horizontal de acesso à informação ela também terá acesso a quem realmente precisa de tratamento, reduzindo o número de procedimentos desnecessários e até mesmo acompanhando o quadro evolutivo de uma doença”. De acordo com Silva, o interesse em oferecer as melhores soluções ao mercado como diferencial competitivo tem feito com que a indústria de software desenvolva sistemas de registros eletrônicos de saúde, como o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), ferramentas de RIS/PACs e ERPs mais seguros e que atendam as novas demandas do mercado. Moura explica que um bom exemplo a ser seguido é o modelo canadense para criação e padronização de normas para a interoperabilidade de sistemas baseado em colaboração e envolvendo todos os membros do segmento de saúde. “A ideia central do Standards Collaborative é unir governo, prestadores, operadoras, conselhos e desenvolvedores para definirem quais padrões são necessários para o País e, a partir daí, determinarem quem vai trabalhar em qual conjunto de padrões. Com isto, eles buscam criar uma plataforma nacional para os setores público e privado, sem retrabalho e sem redundância”, completa.

Saiba Mais Resolução CFM 1638/02 – Define prontuário médico e torna obrigatória a criação da Comissão de Revisão de Prontuários nas instituições de saúde. Resolução CFM 1639/02 – Define as normas técnicas para o uso de sistemas informatizados para a guarda e manuseio do prontuário médico. A resolução foi revogada e substituída pela resolução 1821 em 2007. Resolução CFM 1821/07 – Esta resolução aprova as normas técnicas relativas à digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio de prontuários, autorizando a eliminação do papel e a troca de informação identificada em saúde.

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Um dia o ser humano percebeu a força transformadora das ideias, derrubando cercas, barreiras, preconceitos e compartilhando livremente suas experiências. 500 mil pessoas se reúnem espontaneamente no Festival Woodstock, 1969.

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Ele descobriu a força da mobilização coletiva fazendo valer suas escolhas. Os meios de comunicação explodem após a ditadura, mobilizando 300 mil em comício pelas Diretas Já, 1984.

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Ele viu a Cidadania emanar da conexão de jovens corações sedentos de liberdade, superando ortodoxismos e ecos do passado. A primeira mobilização de cunho não religioso em um país árabe nasce das redes sociais na Internet, reunindo 250 mil pessoas no Egito, 2011.

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O mundo já percebeu que só faz sentido se estivermos juntos. Mais de 300 mil pessoas fazendo negócios e juntas na transformação do setor da Saúde no País, 2011.

Catálogo Hospitalar, a nova mobilização do setor de saúde.

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EMPREGADORES

casa de ferreiro,

esPeto de Pau?

POR MARIA CAROLINA BURITI- MBURITI@ITMIDIA.COM.BR

EMPRESAS DE SAÚDE OFERECEM EXCELÊNCIA E QUALIDADE EM ATENDIMENTO, RESTA SABER SE O CONCEITO É APLICADO COM SEUS PRÓPRIOS COLABORADORES

nseridas no mercado de serviços, atendimento e produtos no setor de saúde, as empresas deste segmento oferecem excelência em cuidados com o paciente, tecnologia, satisfação e inovação em prol do bem- estar das pessoas. O conceito saúde é o cerne dos negócios dessas organizações e faz parte da mais simples ação do de seu cotidiano. Justamente por se tratar de companhias que “vivem” do lucro do setor, a imagem de um ambiente saudável para os seus funcionários pode parecer automática. Em saúde subtende-se uma obrigação dessas empresas com os seus colaboradores tanto aqueles da linha de frente: médicos, enfermeiros biomédicos, farmacêuticos, quanto aqueles em funções administrativas ou mais distantes do paciente. Mas, afinal, como é a gestão da saúde corporativa dessas empresas? Será que a preocupação com a saúde dos funcionários é constante? Há gestão dos crônicos, mapeamento de perfis de risco? Os funcionários podem usufruir daquilo que elas oferecem ao mercado? Com essas questões, a revista Saúde Business entrevistou quatro empresas do setor para conhecer como é feita a gestão da saúde daqueles que direta ou indiretamente são responsáveis por outras vidas. Uma dessas organizações é o Hospital Israelita Albert Einstein, localizado na capital paulista. Reconhecido pela atuação em alta e média complexidade, a entidade filantrópica possui 8.662 funcionários ativos e cerca de 2.000 colaboradores terceirizados. O hospital oferece aos seus funcionários, plano de saúde de acordo com o nível hierárquico. São três formatos: básico, pleno e sênior, sendo que o último está credenciado para atendimento no hospital. A entidade investe R$ 20 milhões por ano no benefício.

“Nos casos oncológicos, tanto dependente quanto funcionário tem tratamento ambulatorial de quimioterapia e radioterapia, independente do plano. Mas a área de internação é complexa, vivemos lotados, então não temos espaço para atender os funcionários e dependentes”, explica a diretora de recursos humanos do hospital, Miriam Branco. O tratamento também pode ser oferecido em outros casos cuja especialidade for diferencial na entidade. “Mas é caso a caso. Se fizermos uma análise que isso é melhor para o colaborador”. A farmacêutica Pfizer tem um programa de distribuição de medicamentos para os cerca de 3.000 funcionários e dependentes. O remédio da marca é oferecido gratuitamente, mediante prescrição, para os funcionários e seus dependentes incluindo os pais dos colaboradores. Para remédios de outras empresas existe descontos em farmácia. “Dependendo do tipo de medicamento e do salário há abatimento do valor. Quanto menor o salário, maior o desconto. Qualquer farmácia oferece o benefício”, conta a diretora de recursos humanos da Pfizer, Lisandra Ambrósio. Como o Albert Einstein, a empresa também oferece o plano de saúde conforme o nível hierárquico. São duas operadoras, a Unimed e a Sul América, e cerca de cinco opções de benefício. Conhecida pela fabricação do Lipitor, remédio para controle do colesterol, a empresa não tem um programa específico para o combate ao colesterol alto, mas o controla em conjunto com as doenças crônicas. Com um porte menor se comparada as demais, a Funcional, consultoria em gestão de saúde e no gerenciamento de medicamentos, entra em campo auxiliando empresas de diversos segmentos na gestão da saúde corporativa. A empresa oferece às companhias uma série de descontos e subsídios em medicamentos com o objetivo que o tratamento à doença seja finalizado. Junto ao benefício de medicamentos são feitas ações como levantamento da saúde da população, administração dos descontos em folha de pagamento e o acompanhamento do tratamento via call center.

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Os 67 colaboradores da empresa têm plano de saúde subsidiado em 90% para o titular e um subsidio de cerca de 50% para os dependentes. Há descontos oferecidos para todos os medicamentos e os dependentes também usufruem do benefício. Quanto à gestão da saúde dos colaboradores internos, não existe um mapeamento, com índices e perfis de doenças, mas um acompanhamento informal feito pela equipe que realiza as consultorias. A empresa não revela o número de integrantes. “O médico faz um acompanhamento com os nossos colaboradores, quando há ausência do trabalho que denote doença crônica, suprimos essas situações. Ele direciona a palestras promovidas em parceria com a operadora”, explica a gerente de recursos humanos da empresa, Sibeli Brilhante.    Gestão Com distintas frentes de atuação, mas complementares dentro de um mesmo segmento o que essas empresas têm em comum é o olhar atento à promoção de saúde. Em ações menores ou programas bem estruturados, as companhias consultadas sabem da importância da qualidade de vida de seus funcionários. E foi com esse viés que o laboratório mineiro Hermes Pardini iniciou em 2009 o mapeamento da sua população. O projeto foi apresentando no evento “Gestão Estratégica de Saúde Corporativa” no mês de fevereiro, pela coordenadora de sustentabilidade da empresa, Romilda Neves. Romilda e sua equipe pensaram em promoção de saúde e tiveram como resultado uma redução de sinistralidade. O custo per capita é de 120 reais, o plano de saúde oferecido é da Unimed de Belo Horizonte. “Nosso plano é igual para todos colaboradores. Temos o Unimax- espécie de plano top da Unimed também para os dependentes”, afirma. O convênio cobre a realização de exames pelo laboratório mineiro.  O mapeamento da população é feito por três entradas: carteira assistencial, um “inquérito de saúde” levantamento da equipe de médicos Hermes Pardini com questionários sobre hábito de vida, medição do IMC e avaliação física

Foto: divulgação

Vimos no desenho que não bastava só oferecer um plano de saúde. Por ser uma empresa de saúde, tínhamos que ir além Lisandra, da Pfizer r e v i s ta s aú d e b u s i n e s s | 5 3

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EMPREGADORES

e o Programa de Controle Médico e Controle Ocupacional (PCMCO). Hoje a empresa sabe os grupos de risco da população de aproximadamente 3.000 pessoas e elabora programas em cima dessas informações. Como sabem que a maioria das mulheres está em período fértil foi criado um programa de gestação saudável. Também há reeducação alimentar e programa antitabagista. “Com a gestão integrada, os colaboradores ganham, a empresa ganha, pois reduz absenteísmo e a relação com a operadora também ganha porque conseguimos fazer grandes negociações”, analisa Romilda. A gestão também é uma preocupação do Einstein. O hospital tem uma equipe com 15 funcionários composta por médicos e enfermeiros e um banco de dados com o perfil dos colaboradores. Um dos grupos que se destacam são as mulheres que representam 70% dos funcionários. Para elas há um programa de saúde da mulher com a realização de um “check up” ginecológico e a realização dos exames dentro da própria empresa. O acompanhamento é realizado por um ginecologista integrante da equipe. As gestantes também contam com um programa especial em paralelo ao pré-natal com orientação alimentar e psicológica. No programa de qualidade de vida atua em três frentes: educação, saúde e lazer. Ainda com foco na mulher, o hospital disponibiliza creche no local. ação Quando se trata de saúde da população o ditado “É melhor prevenir do que remediar” é providencial. As empresas estão cada vez mais investindo em programas de qualidade de vida e promoção de ações como reeducação alimentar e atividade física pode resultar em redução de sinistralidade, melhores negociações com plano de saúde e bom clima organizacional. Aqueles que investem no mapeamento da população e na gestão de cada perfil de risco consegue trabalhar os grupos. A prevenção foi uma das diretrizes da Pfizer quando estava revisando o benefício saúde. “Vimos no desenho que não bastava só oferecer um plano de saúde. Por ser uma empresa de saúde tínhamos que ir além”. A empresa possui academia para os funcionários e subsídio para os representantes comerciais que atuam em outras regiões do País, grupo de corrida, vigilantes do peso e um restaurante com sistema de pontos para cada alimento nos moldes do programa. Para se ter uma ideia, em 2004, uma corrida de rua organizada na capital paulista por empresas reuniu 6 colaboradores da Pfizer. Em 2010 foram mais de 200 corredores e a farmacêutica foi a terceira empresa que mais levou funcionários. A Pfizer reúne bimestralmente o RH e representantes dos fornecedores de saúde para acompanhar e analisar estatísticas e cruzar dados dos colaboradores. Lisandra acha difícil estimar uma redução da sinistralidade, mas afirma: “O que notamos de uma maneira geral são os gastos com sinistralidade mantendo a média”. No Einstein há uma série de atividades físicas como dança de salão, grupo de corrida com personal trainer, quick massagem, yoga e uma academia com inauguração planejada para este primeiro trimestre. Algumas atividades são subsidiadas pela entidade e outras gratuitas como a massagem. Segundo Miriam, se o benefício é pago integralmente não há comprometimento. No caso da detecção de uma determinada doença que pode obter melhora ou controle com a atividade física, o benefício pode ser gratuito. Mas isso é analisado caso a caso. A executiva não acredita que isso contribua para a retenção do profissional. ‘Satisfação eu acredito que sim, mas não acho que alguém fique em uma empresa por isso. É um conjunto de coisas. Agora o caso da creche é bastante significativo”. O hospital ganhou o prêmio da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e por ano gasta R$ 560 mil com o programa. A Funcional está iniciando ações em prol da qualidade de vidas e por enquanto a empresa aplica a ginástica laboral. Para o Hermes Pardini, a aplicação da ginástica laboral, alongamento e dinâmicas também ajudam na integração dos colaboradores. Após o mapeamento, o grupo de corrida foi fortalecido e foram acordadas parcerias com academias de ginástica. Romilda diz que as próximas ações serão destinadas ao grupo com dores musculares, outra população mapeada pela empresa e enquadrado em um dos grupos de risco. Sobre os resultados, a executiva apesar de não dispor de todos os dados, comemora: “Reduzimos 17, 5 dias em atestados médicos em 2010 se comparado a 2009. A redução de custo é de 150 mil reais somente em 2010 se comparado ao ano anterior”.

com a Gestão inteGrada, os colaboradores Ganham, a empresa Ganha, pois reduz absenteísmo e a relaÇão com a operadora também Ganha porque conseGuimos fazer Grandes neGociaÇÕes romilda, do hermes pardini

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RECURSOS HUMANOS

ADILSON SOUZA SÓCIO-DIRETOR DA HEADHUNTER E DA ESTAÇÃO RH CONSULTORIA EMPRESARIAL

Mestre em psicologia e pós-graduado em administração de empresas e RH. Bacharel em economia, coach de empresários, executivos e atletas. Master-trainer em programação neurolinguística. adilson.souza@estacaorh.com.br

TALENTOS EM AÇÃO: A ARTE DA DIFERENCIAÇÃO s líderes atuais estão de fato preparados para lidar com os novos talentos? E os novos talentos sabem se posicionar de tal forma a serem percebidos por seus colegas e superiores por suas competências? Eis aqui dois questionamentos que, ao meu ver, são, além de atuais, desafiadores para ambas as partes. O primeiro refere-se a como os líderes têm observado os jovens que estão iniciando no mercado de trabalho e alguns deles já atuando há algum tempo, e aqui me refiro àqueles que adentraram em suas posições de trabalho nos últimos cinco anos. Será que os líderes têm conhecimento sobre os potenciais de seus jovens talentos? Conhecem seus hobbies, aptidões, talentos para música, pintura, arte, esporte, dentre outras. O quanto desses talentos deixam de se explorados pelos líderes em prol da organização e do próprio desenvolvimento desses jovens, que geralmente possuem grande energia e por algumas vezes estão desestimulados em seus postos de trabalho, uma vez que nem ao menos são exigidos para pensar e tão somente “estimulados” a executar ideias das quais se quer contribuíram. O quanto isso poderia ser motivador para esses talentos e para o desenvolvimento das organizações se os convidassem de fato a contribuírem para a melhoria da performance organizacional. Ao mesmo tempo em que se fala de inovação e criatividade há um contrassenso no que diz respeito à oportunidade gerada para os novos talentos e aqui também não quero direcionar a responsabilidade apenas e tão somente para os líderes e organizações. E aqueles talentos que já têm mais de 5, 10, 15, 20 ou até 25 anos de mercado, estariam eles contribuindo, explorando seus talentos em prol de seu desenvolvimento e também da organização. Quantas competências desses profissionais são utilizadas no pós-expediente, finais de semana e atividades extra-trabalho e que ao menos são percebidas pelos seus líderes. O que há em comum entre os jovens talentosos e os profissionais que já estão no mercado de trabalho há muito tempo? A resposta é o talento. O que há de diferente é que os jovens ainda desejam levar esses talentos para as empresas e os profissionais, boa parte deles já desistiu. Pensem nisso! É claro que há um desafio considerável para os jovens e aproveito para trazer uma pro-

vocação aos novos talentos: Estariam eles explorando seus potenciais de tal forma a serem percebidos pelos seus superiores? Estariam eles dispostos a aprender “coisas novas” a partir de “coisas velhas”? A arte da diferenciação se dá pela ampliação de nossos mapas mentais e isso também ocorre quando estamos dispostos a aprender, reaprender e apreender. E tais possibilidades são aumentadas quando nos aproximamos e atraímos pessoas com experiências e vivências diferentes das nossas, sejam elas ocasionadas pelas diferentes áreas de atuação, estilos, perfis ou preferências. E para finalizar, o que mais tenho percebido é que boa parte dos líderes e organizações tem valorizado, inclusive monetariamente, aqueles profissionais que conseguem ter visões e principalmente ações com ingredientes diferenciados e para isso será cada vez mais determinante explorar os perfis dos jovens talentos. Para tanto, um de nossos desafios é permitir a musicalidade, arte, cultura e, sobretudo alegria em nossas ações. Nosso maior exercício profissional será tornar nossas experiências, talentos e competências, uma raridade. Aí sim, alcançaremos a diferenciação.

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CARREIRAS

aFrOuXandO a

GRAVATA FRED LINARDI - EDITORIALSAUDE@ITMIDIA.COM.BR

É CRESCENTE OFERTA DE CURSOS QUE PROPORCIONAM AO EXECUTIVO O DESENVOLVIMENTO DE VISÃO ESTRATÉGICA A PARTIR DE ÂNGULOS DIFERENTES

Coordenados por experts, os cursos que mesclam sua dinâmica com a capacitação de líderes partem da percepção de que um bom executivo baseia-se nos fundamentos do golfe, da arte ou da estratégica de um guerreiro. Assim, as planilhas dão espaço ao taco, as salas de reunião viram um palco, o escritório vai ao tatame ou ao forte militar. “Em cursos assim, as competências cognitivas acabam se desenvolvendo na prática, permitindo ao executivo vivenciar fisicamente a realidade dos conceitos”, explica o consultor da Clarear Propósitos e Pessoas, Eduardo Farah. “Mas uma experiência positiva só vai acontecer se o executivo estiver realmente trabalhando na área de seu interesse, pois o trabalho lá fora precisa ser gratificante; e desde que ele procure um curso que seja prazeroso. Caso contrário, terá problemas de desconexão, afetando um dos pontos mais importantes, que é a relação entre prazer e propósito”, conclui Farah.

a arTe da Guerra Voltar às origens do termo estratégia foi a base para estruturar a pós-graduação Estratégias Militares para Executivos, na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). “O termo estratégia tem assumido conotações diferentes. Ao elaborarmos este curso, percebemos que a maneira eficaz de trazer uma nova visão de estratégia foi resgatar a velha estratégia militar”, esclarece Coronel Edson de Souza Rodrigues, um dos coordenadores. Os princípios do chinês Sun Tzu, que escreveu A Arte da Guerra no século IV a.C., baseiam toda a grade das aulas, transmitidas teoricamente. Toda a abordagem teórica é feita neste paralelo, incluindo geopolítica e relações internacionais – como pensam seus concorrentes e as diferentes culturas do seu e de outros países? Ao final do curso é feita uma grande dinâmica prática, num ambiente militar, onde os alunos devem concluir uma missão. São provas que desafiam a criatividade e resgatam competências ainda não conhecidas. Enquanto fazia o curso, Rafael Possik, sócio-diretor da Ramalhete Agropastoril, passava por um período de sucessão de produção para cana-de-açúcar. “Um curso deste não traz manual de instruções. Na hora das decisões, não há ninguém para resolver por você, e o contato com essas ferramentas fez diferença nesta quebra de paradigma”. O curso oferece também uma experiência opcional de viagem para lugares específicos, como uma base militar na Amazônia, como aconteceu no ano passado. curso: Pós-graduação em estratégias Militares para executivos onde: Fundação armando alvares Penteado (Faap), são Paulo carga Horária: 360 horas Investimento: r$ 19 mil

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Disciplina, objetivo e responsabilidade são desenvolvidos com kung-fu

In loco: aulas de estratégia em base militar na Amazônia Foto: Fernando Silveira

Foto: Divulgação

Ação natural os maiores mestres vencem as batalhas antes mesmo de seu início, escreveu Sun Tzu. Baseado também na arte da guerra, foi administrando sua rede de academias que o psicólogo e mestre de kung-fu, José Balestrini, percebeu os pontos em comum entre as atividades. “Tudo o que usamos na administração tem no kung-fu e a ideia foi levar este conhecimento na prática ao executivo, para que sintam isso pisando no tatame”, explica. O programa começa sempre com aulas particulares, passando os conceitos de disciplina, objetivo, responsabilidade, fidelidade, poder de adaptação e resiliência. “Vejo a disciplina como uma das chaves. As pessoas buscam, mas não conseguem encontrar uma forma de desenvolvê-la. Alguns conseguem tê-la apenas no trabalho, mas não para o lazer ou para a família”, diz. Um dos conceitos principais do curso é o do Wu Wei que é traduzido pela ação natural que temos diante de um desafio, respondendo de forma intuitiva qualquer mudança de seu ambiente.

Queda de máscaras Quem já passou por uma entrevista de alto cargo numa grande empresa, já pode ter se deparado com a pergunta sobre suas aptidões no golfe. Mesmo ainda tímido no Brasil, o esporte tem assumido a mesma importância de outros países, onde é praticado em importantes encontros profissionais. Mais do que isso, a empresa New Golf, junto com a consultora Melissa Campos, da MCampos Consultoria, perceberam que o esporte ainda dava mais jogo. É que ele une a descontração e elementos que englobam a decisão e autocontrole. “A descontração faz as máscaras caírem, enquanto que o jogo depende de ética, respeito e cordialidade. São valores pessoais que o jogo permite que as pessoas se mostrem do jeito que realmente são”, analisa a consultora. Em torno do aprendizado, além dela, que faz o coaching, ficam psicólogos e instrutores de golfe. Como o esporte ainda é novo no Brasil, alguns alunos precisam passar por um workshop de primeiros passos do golfe, para depois poderem aproveitar as aulas visando suas carreiras.

Presença de palco Não é novidade que as técnicas de teatro ajudam muito no pensamento rápido de uma decisão, no improviso diante de surpresas, no relacionamento com diferentes pessoas e, claro, na comunicação eficiente com o público em geral. Mesmo longe de serem artistas, os executivos entram em contato com sua personalidade e traços marcantes, e como eles podem ser trabalhados a seu favor. A evolução das aulas é feita de forma individual, mas entre o grupo de alunos- que observam a postura daquele que se apresenta- fazendo parte deste processo em que todos estão neste mesmo barco. Além de reconhecerem as ferramentas de sua comunicação, os profissionais se habilitam para a necessidade de fazerem o seu melhor em momentos únicos, como acontece nas apresentações de atores de teatro.

Curso: Artes Marciais para Executivos Onde: Escola Lung Fu. Natal-RN Carga Horária: horas – aulas particulares Investimento: R$ 3.000,00

Curso: Golfe para executivos Onde: São Paulo-SP Carga horária: 8 horas (variáveis de acordo com a necessidade individual) Investimento: sob consulta

Curso: Teatro para executivos Onde: Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). São Paulo-SP Carga horária: 24 horas Investimento: R$ 1.100,00

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VAI E VEM

DEPOIS DA PHILIPS, DAURIO SPERANZINI ASSUME VICE-PRESIDÊNCIA NA GE HEALTHCARE Depois do anúncio de que a América Latina passa a ser um pólo independente, a GE Healthcare anuncia a contratação de Daurio Speranzini para o recém-criado cargo de vice-presidente e gerente geral de GE Healthcare Systems para a região. Na nova estrutura da companhia, Speranzini vai se reportar diretamente a Rogerio Patrus, presidente e CEO da GE Healthcare para a América Latina, e Omar Ishrak, presidente e CEO global da GE Healthcare Systems. Segundo informou em comunicado, Speranzini dará continuidade a estratégia de crescimento comercial na região, com foco no desenvolvimento de produtos voltados ao mercado da América Latina. Graduado em Engenharia Mecânica pela FEI, tendo cursado MBA no Mackenzie e mestrado em Business Management no MIT, Dauzio Speranzini já comandou operações de grandes empresas como Guerbet Group, Akzo Nobel, DuPont, Saint-Gobain S.A e Philips Medical Systems.

FOTO: RICARDO BENICHIO

LUC THIJS É NOMEADO PRESIDENTE DA AGFA HEALTHCARE A Agfa Healthcare anuncia Luc Thijs como novo presidente e membro do Comitê Executivo do grupo. Thijs, que era responsável pela divisão global de Imaging e lider da região de Mercados em Crescimento da Agfa Healthcare, assume o cargo a partir de 1º de abril. O executivo sucederá a Christian Reinaudo que, até o momento, conciliou seu cargo como CEO da Agfa-Gevaert.

FLEURY TEM NOVO CEO A presidência do Fleury estará sob o comando de Omar Hauache a partir do dia 25 de março. O executivo, que atuava como diretor executivo de Medicina Integrada e como diretor de Aquisições, vai suceder Mauro Figueiredo, que consequentemente passa a assumir a presidência do Conselho de Administração. Figueiredo estava na companhia desde 1996, tendo ocupado posições técnicas e administrativas, tornando-se presidente em 2005, alavancando a Receita Bruta do Grupo mais de 2,5 vezes em seis anos, a partir do patamar de R$ 366 milhões em 2004. No mesmo período, o lucro líquido aumentou mais de nove vezes, segundo a companhia. Já Hauache, ingressou no Fleury em 2000, tendo ocupado os cargos de assessor médico, gerente de produtos e serviços de análises clínicas, diretor de análises clínicas e diretor executivo das marcas regionais de medicina diagnóstica. O novo presidente é médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com residência, mestrado e doutorado na Escola Paulista de Medicina. Hauache tem pós-doutorado no National Institutes of Health em Bethesda, Maryland, EUA. Cursou especialização em administração em instituições nacionais e internacionais, com MBA - Master of Business Administration pela Fundação Instituto de Administração - FIA.

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LIVROS

Direito a Saúde no Âmbito Privado Esta obra é destinada a profissionais da área jurídica que se interessem ou atuam em casos relacionados à saúde privada ou relações de consumo. Este livro é o resultado de experiências práticas em direito vividas e também temas ministrados em aulas pelo autor.

Gestão de Riscos Com uma linguagem objetiva e moderna, o livro levanta a discussão sobre como gerenciar os riscos em novas empreitadas, especialmente riscos operacionais, diretamente associada a erros humanos, processos inadequados, sistemas e modelos de decisão frágeis e outros fatores.

Autor: Fernando Campos Scaff Editora: Saraiva Número de páginas: 156 Preço sugerido: R$53

Autor: Osias Brito Editora: Saraiva Número de páginas: 246 Preço sugerido: R$76

Diário de Construção de um Time Em seu livro a autora Marta Schonhorst apresenta a linha divisória entre a consagração e o fracasso para uma equipe de competição de ginástica rítmica. A obra baseia-se na capacidade de um objetivo comum, na sincronia, confiança mútua, treinamento constante e no trabalho em grupo. Da mesma forma que uma equipe olímpica, uma organização também precisa desenvolver estas competências para atingir as metas estabelecidas.

Marketing 3.0 Este novo modelo de marketing procura tratar os clientes de uma instituição não como meros clientes, mas como os indivíduos complexos, que por sua vez estão escolhendo produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades. O autor Philip Kotler apresenta ao leitor porque o futuro do marketing está em desenvolver produtos, serviços e empresas que inspirem os valores de seu público alvo.

Autor: Marta Schonhorst Editora: Pritchett do Brasil Número de páginas: 101 Preço sugerido: R$29

Autor: Iwan Setiawan, Hermawan Kartajaya, Philip Kotler Editora: Campus Número de páginas: 240 Preço sugerido: R$59,90

Psicologia Aplicada a Administração de Empresas O livro aborda aspectos do comportamento humano nas organizações, Este livro trata de aspectos do comportamento humano nas organizações. O trabalho apresentado nesta obra ressalta a aplicação da psicologia no ambiente organizacional e tem o objetivo de esclarecer dúvidas e solucionar problemas decorrentes de um ritmo pesado de trabalho.

Melhores Práticas em Gestão de Pessoas Ciente da carência do segmento hospitalar por informações, a Anahp criou um grupo de trabalho para discutir o impacto da gestão de pessoas nos resultados das unidades hospitalares. A obra traz experiências de hospitais filiados a Anahp que se dedicaram a reportar suas experiências.

Autor: Cecilia Whitaker Bergamini Editora: Atlas Número de páginas: 197 Preço sugerido: R$52

Autor: Pedro Antonio Palocci Editora: Medbook Número de páginas: Preço sugerido: R$88

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LIGHT

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1 - Vidro com vida As obras da artista plástica Marcia Lepage já foram assunto em exposições no Brasil e no exterior. Suas séries de decoração carregam também sua visão contemporânea e o tom lúdico que emprega nas peças. Lepage usa e abusa dos vidros, trabalhando com diversas texturas e elementos, como é o caso deste bowl feita de grãos de vidro industrial temperado e reciclado. Valor: R$ 445,50 (válido para somente para o ateliê)

2 - Leitura agradável Se é possível tornar a leitura de um e-book mais agradável do que numa tela em preto em branco, porque não aproveitar um que também armazene livros, fotos e músicas? Com apenas 340g, mas uma memória de 2Gb, o modelo ER-7001, da Elgin, consegue armazenar cerca de 2.000 livros. Possui alto-falante e entrada para memória externa de até 32Gb (não incluso). Valor: R$ 799,00 www.elgin.com.br

www.lepageverre.com.br

3 - Moto Spyder O modelo RT-S, da já diferenciada família Spyder, foi feito pensando nas pessoas que buscam pela sensação de liberdade com a segurança do carro. O triciclo tem arquitetura futurista em forma de Y, com duas rodas na frente. Seu câmbio semiautomático e o sistema de estabilidade de veículo a faz lembrar ainda mais um carro de luxo. Valor: R$ 89,9 mil (mais o frete)

www.brp.com/pt-BR/

4 - A Arte à mesa Os móveis elaborados pela Móve Móvel são tão especiais quanto a criatividade e as escolhas feitas pelos clientes. No site é possível montar essas peças de madeira de acordo com seu gosto. A partir desta proposta, acaba de ser lançada a mesa conceito (2,10m x 1m) que pode ser usada tanto em escritórios como em salas de jantar, desenvolvida na cor amarela e com os quatro tipos de pernas que caracterizam a marca. Valor: R$ 2.075,00 (preço comercializado somente no ateliê)

www.movemovel.com.br 6 2 | R E V I S TA S AÚ D E B U S I N E S S

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POR FRED LINARD -EDITORIALSAUDE@ITMIDIA.COM.BR 5 - Bons ventos O ventilador Slim Fan faz pouco barulho, mas marca presença em meio a ambientes que buscam manter a elegância em todos os detalhes. Sua torre é composta por três pequenas hélices que podem trabalhar de maneira independente e permitem mantê-lo compacto e se encaixar em qualquer ambiente. Suas funções, que podem ser ordenadas pelo controle remoto, oferecem até 21 combinações de velocidades. Valor: R$ 299,00 www.fastshop.com.br

6 - Cinema móvel O Pocket Cinema Z20, da Aiptek, tem o tamanho de um celular, mas as suas projeções alcançam até 65’’ em superfícies planas, tornando-o ideal tanto para o lazer quanto para apresentações de negócios. Vem também com uma câmera filmadora HD e câmera digital integrada de 8Mp. A memória interna é de 2GB, mas aceita cards de até 32GB. Valor: R$ 1.899,00 www.aiptekbrasil.com.br

7 - Multimídia A nova série Infinita da LG oferece opções multimídias numa única tela de televisão. Nestas TVs tudo pode! No modelo LE5500, dá para acessar internet, tocar músicas e vídeos de um pendrive ou HD externo, fazer videoconferências, usar Bluetooth, compartilhar fotos. Como já vem com o adaptador do wireless conectado no aparelho, toda essa tecnologia já está pronta para uso. Valor: R$ 4.299,00 (LE5500, 42’’) www.lginifinita.com.br

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conheça as empresas que participaram desta edição

empresas citadas A Abimed – Política Abimo - Política Abraidi - No Setor Aiptek - Light ANS – No Setor APPI - Em Cadeia

L LG - Light M M Campos - Carreiras Móvel Móvel - Light

B BEM Emergências Médicas - Em cadeia

N New Golf - Carreiras Nycomed - .Com

C Câmara Brasileira do Diagnóstico Laboratorial – No Setor Cielo - Em cadeia Cremer - .Com

P Pfizer – Empregadores Pixeon - .Com P. Simon - .com

E Elgin - Light Escola Lung Fu - Carreiras eZ-Vida - Tecnologia

R Redecard - Em cadeia

F Fenasaúde - Em cadeis Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) - Carreiras GE Healthcare - Carreiras H Hospital Israelita Albert Einstein – Empregadores Hermes Pardini – Empregadores

S Salomão & Zoppi Medicina Diagnóstica – No Setor Santa Casa de Marília – Política Siemens - .Com Sinasa - Em Cadeia Sindhosp – Política Spyder - Light U Unimed Belo Horizonte – Empregadores Unimed Odonto - .com

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participe

desse importante grupo de empresas que acreditam em nosso compromisso de levar conteúdo de gestão ao setor da saúde e aproximar os decisores que são impactados pela comunicação dos anunciantes aqui apresentados

índice de anunciantes BENEMED – 2 e 3 TEL: (16) 3303-7300 www.benemed.com.br

HOSPITAL IGESP – 07 TEL.: (11) 3147-6200 www.hospitaligesp.com.br

BIOCOR – 11 TEL: (31) 3289-5000 www.biocor.com.br

HOSPITAL SANTA CATARINA – 4ª CAPA TEL: (11) 3016-4133 www.hsc.org.br

BIOFAST – 17 TEL: (11) 5180-7770 www.biofast.com.br

HOSPITAL SANTA PAULA – 3ª CAPA Tel.: (11) 3040-8000 www.santapaula.com.br

CORDCELL - 29 TEL: 0800 77 222 00 www.cordcell.com.br

HOSPITAL SÃO CAMILO – 23 TEL: (11) 3677-4444 www.saocamilo.com

HOME DOCTOR – 9 Tel.: (11) 3897-2365 www.homedoctor.com.br

HOSPITAL TOTALCOR - 39 TEL: (11) 2177-2500 www.totalcor.com.br

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HOT SPOT

ALÉM DO FIM DO

MUNDO escritor e pesquisador Laurence Bergreen escreveu o fantástico livro “Além do fim do mundo”, uma odisseia de tormentas, angústias, luxúria e motins sobre a expedição de Fernão de Magalhães na época em que o mundo entrava na Renascença. Para muitos, um livro de história. Para mim, um dicionário de liderança. Imagine-se remando diante do desconhecido. Ondas gigantes batendo no casco de um grande navio e lá está você, remando. Seus pensamentos, a cada remada, movem-se entre os seus sonhos, de sua família, conquistas pessoais e profissionais, até pensamentos perdidos: como olhar atentamente para um ponto no horizonte e de repente se achar perdendo tempo. De tempos em tempos um olhar simples para o comandante denota uma pequena preocupação: será que ele sabe para onde está nos levando? Eu diria que a preocupação número um de um líder é a de dizer às pessoas que sabe o caminho e como os levar até lá. Se isso for dito com transparência e uma boa dose de brilho, as pessoas entenderão e saberão que ali está um bom comandante para o navio. Saber simplesmente onde os levará não é o suficiente, mas também que no meio do caminho, por mais ventos que os tire do rumo, por mais ondas que os tente virar, ele saberá o que fazer a qualquer momento. Qualquer pessoa numa empresa espera de seu líder conhecimento suficiente para poder virar, acelerar ou simplesmente voltar quando for preciso. Sem esses conhecimentos a impressão de que qualquer obstáculo pode virar o navio fica na mente de todos, e isso não é bom em nenhuma navegação. Um bom líder sabe também que para onde for levada sua tripulação haverá alguns coqueiros para descanso, não o suficiente para todos, mas para uma parte da tripulação. Saber comunicar isso para a tropa é importante. Faz com que haja competitividade saudável entre a equipe, pois somente alguns poderão descansar nos coqueiros existentes. Saber dizer a cada minuto aos que não estão conseguindo o que fazer e como fazer para que seu desempenho aumente é missão de um bom líder. Igualmente necessário é o processo de divisão do baú de riquezas encontradas em terra. As pessoas querem remar para que o barco chegue à terra firme. Querem encontrar coqueiros para descansar e querem saber que lá se encontra um baú do tesouro. Este baú, ao ser encontrado, deve ser entregue ao comandante, e este deve, por meritocracia, entregar uma parte do tesouro àqueles que melhor desempenharam seu papel até ali. Processo simples, honesto, sincero e recompensador, mas sem isso, não há mais viagem. Cabe a um bom comandante saber dizer a cada minuto para toda a tripulação sobre a situação da viagem. Saber alternar momentos de tensão e momentos de descontração. Saber medir a força com que pede ou manda, orienta ou ordena, educa ou exemplifica. Saber que alguns não chegarão em terra firme, muitos ficarão pelo caminho, mas que nunca, em hipótese alguma, pode colocar o navio em risco por conta de poucos. Saber dizer a todos qual sua missão, que não a de simplesmente remar, mas sim chegar a um tesouro. Saber mostrar sua visão da nova terra a cada momento, criando uma figura na mente de todos sobre a hora da chegada. Saber trazer o futuro para o presente. Saber fazer com que cada um siga seus passos além do fim do mundo.

ALBERTO LEITE É DIRETOR EXECUTIVO E PUBLISHER DA IT MÍDIA S.A

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Revista Saude

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