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FORNECEDORES

H O S P I TA L A R E S

A REVISTA DE GESTÃO, SERVIÇOS E TECNOLOGIAS PARA O SETOR HOSPITALAR Ano 18 • Edição • 180 • Outubro de 2010

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Outubro 2010 - Número 180

Índice

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10 I Entrevista O vice-presidente da Dell Serviços para a área de Saúde, Kevin Fickenscher, fala sobre as tendências de TI para o setor

14 I .Com Confira o que foi destaque no portal Saúde Business Web

26 I Raio X Após 18 meses sob nova direção, Hospital Santa Marina supera dificuldades e está pronto para expansão

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30 I Panorama Os caminhos para os hospitais tornarem-se mais enxutos e produtivos

43 I Saúde Business School Confira as dicas de nossos consultores sobre Governança Corporativa

54 I Tecnologia Saúde é vista como principal beneficiária do Plano Nacional de Banda Larga

56 I Artigo RH Lideranças prontas para o inusitado

58 I De olho nos fornecedores Infecção Hospitalar é prioridade para hospitais e fornecedores

62 I Espaço Jurídico

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64 I After Hours Após descobrir sua paixão pelo ciclismo, o infectologista Carlos Starling passou a disputar campeonatos internacionais e incentivar colegas a praticar o esporte

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68 I Livros 70 I Carreiras 72 I Vitrine 90 I Hot Spot Gestão da média

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Adelson de Sousa • adelson@itmidia.com.br

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PRĂ“XIMA EDIĂ‡ĂƒO PRODUĂ‡ĂƒO PRIVADA Como andam os hospitais pĂşblicos geridos por instituiçþes privadas e as oportunidades que existem com essa integração ALIADOS Confira o perfi l dos profissionais que atuam nos hospitais no Brasil e qual o futuro na gestĂŁo das equipes de enfermagem SAĂšDE BUSINESS SHCOOL Confira as dicas de nossos consultores sobre GestĂŁo de Pessoas

O MELHOR DA ĂšLTIMA EDIĂ‡ĂƒO Rev_ForncedoresHosp_AnĂşncioLifemed_26.6x31cm.pdf 1 23/04/2010 16:40:48

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EDITORIAL

MAIS X MENOS A

cabamos de ter o primeiro turno das eleições. Sem partidarismo ou críticas a qualquer candidato, fiquei impressionada com as rasas propostas para o setor de saúde dos candidatos, tanto à Presidência da República quanto aos governos estaduais. Em nenhum programa havia algo inovador ou palpável para o desenvolvimento do setor. As pautas foram de construção de novos hospitais (se todos os prometidos fossem construídos, acredito que praticamente dobraríamos o número de leitos disponíveis no País); à descentralização dos serviços, mais recursos e mais atendimento à população. O como fazer não ficou claro.

Foto: Ricardo Benichio

Obviamente o assunto Saúde é mais um entre a pluralidade de assuntos que rondam uma campanha eleitoral. No entanto, estando entre uma das principais preocupações dos eleitores ao longo da campanha, segundo uma pesquisa do Ibope, o tema não foi tratado com a seriedade que merecia. A NA PAULA M ARTINS É EDITORA DA IT M ÍDIA S.A

UNIDADE DE SAÚDE DA

Isso me faz crer que, além de vontade política, falta também conhecimento sobre as reais necessidades de um setor como o de saúde, ou sobre as soluções existentes para que ele se desenvolva. Acompanhando os eventos, debates e encontros que acontecem no setor, é sempre interessante perceber que grande parte das soluções são atribuídas a necessidade de uma organização que venha de um ente executivo ou então por meio de regras e/ou legislações. Por exemplo, o estímulo a uma maior integração público privada; ou o estabelecimento de padrões para a adoção de sistemas integrados de informação à saúde; e a organização dos serviços de saúde com um todo. Se há uma dependência tão g rande das forças políticas, por que elas não aparecem nas propostas? Uma coisa é a necessidade existir. Outra é comunicar essa necessidade e trabalhar por ela. Talvez tenha chegado a hora de fazermos mais e pedirmos menos. Só assim poderemos ver mais resultados.

Boa leitura!

Ana Paula Martins Editora P.S.: envie comentários para amartins@itmidia.com.br

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Entrevista

De olhos no A compra da Perot Systems foi a maior iniciativa da Dell para fortalecer sua oferta de serviços na área de saúde, em âmbito mundial. No último ano, a companhia norte-americana tem buscado expandir sua atuação em outros países. Agora, o vice-presidente mundial de saúde da Dell Services, Kevin Fickensher, reconhece que chegou a hora de olhar para o Brasil. Em entrevista à Fornecedores Hospitalares, o médico e executivo fala sobre as tendências em Tecnologia da Informação para Saúde e afirma que o País deve aprender com os erros das nações desenvolvidas

Fornecedores Hospitalares: Organizar as informações do paciente tem sido um desafio no sistema de saúde brasileiro. Estima-se que apenas 4% dos hospitais nacionais tenham algum tipo de informatização. O que poderia ser feito para facilitar a integração dessas informações? Kevin Fickensher: Depende de como o Brasil quer lidar com isso. Vocês acabaram de ter uma eleição e, vendo de fora, parece que as políticas implementadas nos últimos oito anos terão continuidade. Pelo que entendo, os dois principais candidatos têm posições similares em muitos assuntos. Sendo este o caso, a questão é: o que o governo acredita ser seu papel no desenvolvimento de um sistema de informações de saúde integrado? Nos Estados Unidos (EUA), estamos investindo US$ 29 bilhões, em quatro anos, no desenvolvimento de TI para saúde. No entanto, estamos numa situação similar ao Brasil. Cerca de 60% das instituições possuem sistemas de radiologia e serviços mais básicos informatizados, mas apenas 6% têm sua capacidade eletrônica totalmente desenvolvida. O Brasil vai passar dos arquivos de papel para sistemas eletrônicos em um curto período de tempo, mas é preciso que o governo decida se os hospitais são responsáveis por fazer esse investimento ou se vão alocar recursos federais nisso, como é feito nos EUA, China e Reino Unido. Fornecedores Hospitalares: O senhor acredita que essa transformação tecnológica não pode ser feita sem investimento governamental? Fickensher: Pode, mas provavelmente será mais devagar, o que não significa que será pior. No entanto, a taxa de adesão das instituições pode demorar mais. Se você é o CEO de uma instituição tem que fazer decisões de investimento, onde colocar seu dinheiro. Invisto em um prédio ou programa lucrativo ou em TI, que pode aumentar a eficiência, mas demorar mais para dar lucros? Essa decisão deve ser feita pelo CEO, mas vai demorar mais sem o estímulo do governo. Fornecedores Hospitalares: Os gestores de instituições de saúde no Brasil percebem a necessidade da informatização do sistema? Fickensher: Sim. Quando me reuni com líderes de instituições

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de saúde no Brasil, ficou muito claro que há um interesse forte no desenvolvimento de TI em saúde. Também ficou claro que esses gestores entendem que estamos mudando a forma como vemos o setor. O modelo agora tem foco no consumidor, em que o individuo quer ter acesso a informações sobre sua saúde e a seu médico online, sem precisar ir até o hospital. Em países em desenvolvimento como o Brasil, há uma oportunidade de absorver o que está ocorrendo em países desenvolvidos. Fornecedores Hospitalares: Como o sistema de saúde adquiriu esse foco no consumidor? Fickensher: Agora, os consumidores têm acesso a informações a qualquer hora, em qualquer lugar. Perguntei a um colega: qual a porcentagem do PIB brasileiro gasta em saúde? Como ele não soube me responder, olhei em meu computador de mão e descobri a resposta em 90 segundos: 9%. Temos acesso a informações para todas as nossas necessidades, temos expectativas imediatas a serem atendidas e queremos aplicar essa experiência tecnológica à saúde. Se você tem uma infecção de urina pela quarta vez, você não quer ir a um hospital para ouvir o que já sabe. Você quer a resposta agora. Ser capaz de implementar sistemas que forneçam isso aos consumidores é cada vez mais importante. Hoje, há três coisas que os pacientes demandam: atendimento de qualidade, rápido e a baixo custo. Como uma organização de saúde, tenho que responder a isso. Fornecedores Hospitalares: Como é possível fazer isso a baixo custo? Fickensher: Se usarmos os tipos certos de tecnologia, reduzimos os custos do atendimento. Por exemplo, se você pode ter uma teleconferência com o médico que tratou sua infecção de urina, é muito mais rápido e eficiente do que entrar em um ônibus e ficar na fila até ser atendido. Na minha estimativa, o atendimento à distância é algo que o Brasil deve ter em mente, pois há uma disparidade entre as áreas urbanas e rurais. Com a medicina à distância, também conseguimos aumentar o acesso à saúde no País. Fornecedores Hospitalares: Combate ao desperdício de recursos e uma melhor gestão de saúde dos usuários são alguns dos

pontos a serem defendidos quando se fala em integração de informações em saúde. No entanto, encontra-se uma grande dificuldade de adoção dessas tecnologias, que é a resistência por parte dos médicos. Como envolver os médicos nesse projeto? Fickensher: Um dos erros que os hospitais têm cometido é não envolver o corpo clínico no processo. Eles implementam a tecnologia e simplesmente mandam os médicos usarem. Em oito de cada dez casos, a transição não funcionará se for feita desse jeito. Os médicos desenvolvem formas diferentes de fazer seu trabalho: usam papel, post-its, pedem ajuda à secretária. Temos nossos processos e, se um belo dia, os gestores colocam um novo sistema sobre esse fluxo de trabalho, ele será rejeitado. Uma das coisas que os hospitais devem fazer é envolver os clínicos nessa transformação. Só depois, a instituição consegue implementar o software de forma adequada. Fornecedores Hospitalares: O senhor poderia sugerir estratégias para envolver o corpo clínico nessa transição tecnológica? Fickensher: É fundamental que os gestores de um hospital criem um sistema de governança que envolva todo o corpo clínico, não só os médicos. O fluxo de trabalho dos médicos, enfermeiros e farmacêuticos andam em direções diferentes. É preciso colocar todos eles em volta de uma mesa para discutir como fazer isso funcionar, de forma transparente. Em minha experiência, esse trabalho demora mais a ser feito, mas acelera sua habilidade para implantar o sistema depois. No

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Brasil Fotos: Ricardo Benichio

Mariana Fontes e Ana Paula Martins – editorialsaude@itmidia.com.br

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Entrevista

geral, é menos custoso, porque se você não acertar da primeira vez, o trabalho tem que ser feito novamente. Fornecedores Hospitalares: A interoperabilidade dos sistemas também tem sido um desafio. Os gestores de TI têm dificuldade em integrar as soluções disponíveis. Como a indústria pode trabalhar junta nessa questão? Fickensher: Em vários lugares no Brasil, ocorre o que chamo de Best of Breed [“o melhor da raça”, na tradução literal]. Vocês têm um grande sistema que se fragmenta em diversas áreas individuais: contabilidade, supplychain, administração financeira. A questão é: como integrá-las? O problema com o Best of Breed é que, sempre que uma área muda, é preciso mudar todas as conexões de integração. Melhor que ter o modelo Best of Breed, é ter o que chamo de Best of Category [“o melhor da categoria”], no qual pacotes de software facilitam essa integração. Há o pacote de software Business Intelligence [“Inteligência de Negócios]”, que informatiza toda a parte administrativa. Há o software clínico, que responde pela área laboratorial, ambulatório, radiologia etc. Com o modelo Best of Category, é mais fácil integrar as categorias diferentes, porque você não tem tantos fluxos migratórios e as áreas já estão agrupadas de forma adequada. Nos Estados Unidos, o sistema está evoluindo para se tornar Best of Category. Fornecedores Hospitalares: Quando falamos em um futuro próximo, no máximo em cinco anos, qual o cenário que podermos esperar para o serviços de saúde, e qual o papel que a TI terá nesse cenário? Fickensher: Para responder a essa pergunta, uso o exemplo de uma instituição de saúde específica. Fomos convidados por um hospital brasileiro a planejar a utilização estratégica de TI. Vamos definir o que precisam fazer, dentro de um cronograma de prioridades. Com base nas informações que tenho sobre essa organização especificamente, entendo que é preciso haver uma melhora no processo de gestão administrativa, para depois focar na parte clínica, tendo em vista como integrar a população a esse sistema. É preciso responder a essas prioridades, para depois trilhar o caminho certo. Fornecedores Hospitalares: Segurança das informações do paciente também é um ponto polêmico quando se fala em uso do prontuário eletrônico. A grande questão a ser respondida é a quem pertence essas informações: ao prestador de serviço, incluindo o médico, ou ao paciente. Aqui no Brasil, o Conselho Federal de Medicina já criou normas e regulamentações para definir isso. Qual a sua opinião sobre essa questão? Fickensher: Nos EUA, esse debate tem se movido na seguinte direção: as informações pertencem ao paciente, mas o sistema de saíude precisa ter acesso a elas quando ele aparecer inconsciente na sala de emergência. Se não tenho esse acesso, não consigo tomar as decisões corretas. Ou seja, a tendência é reconhecer que as informações são do paciente, mas não significa que só porque as utilizei elas passam a pertencer ao hospital. Fornecedores Hospitalares: Como as organizações podem usar as informações do paciente em seu planejamento estratégico? Fickensher: Nos EUA, estou envolvido no que chamo de Administração do Conhecimento Previsível. Se colocamos as informações de um paciente em uma base de dados, consigo prever os tipos

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de problemas que ele terá. No México, devido a sua geografia, há inversões térmicas que podem ser previstas pelo serviço de meteorologia. Se eu sei quando isso vai ocorrer e quais indivíduos asmáticos serão prejudicados por essa poluição, posso enviar mensagens alguns dias antes para o celular dos pacientes pedindo para que eles comecem a tomar o medicamento, o que evita que eles acabem em uma sala de emergência. Fornecedores Hospitalares: Mobilidade também tem sido apontada como uma das grandes tendências no setor de saúde. Tanto para facilitar o acesso às informações do paciente como para facilitar o registro dessas informações por parte do corpo clínico. O que mais veremos para o mercado nesse quesito? Quais são as tendências? Fickensher: O corpo clínico, como um grupo, já é muito móvel. Uma das tendências claras é que não há uma resposta única para resolver o problema. Um blackberry é muito importante para mim do ponto de vista de negócios, mas como um médico de família, isso não me ajuda em nada. Outro exemplo: um CEO brasileiro disse que quer colocar um computador em cada sala. Eu disse: “Ótimo, mas isso não basta. Você precisaria colocar tecnologia também no corredor, porque é ali que muitos deles finalizam seu trabalho”. Ter ferramentas diferentes para processos diferentes é essencial. Fornecedores Hospitalares: Como fazer a troca de informações entre instituições diferentes? Fickensher: O Brasil precisa dar mais atenção à troca de informações em saúde. Com a permissão do paciente, o médico deve poder acessar os seus dados de qualquer lugar do País. Se o médico identifica o remédio que um paciente comprou na farmácia quando o atende na sala de emergência, é possível tomar as decisões de forma mais adequadas. Além disso, a TI tem passado, rapidamente, para o modelo da computação em nuvem, permitindo que a informação esteja em qualquer lugar. Não acho que teremos nuvens públicas, teremos uma nuvem para healthcare que é privada e segura, mas que permite o acesso do profissional da saúde. Isso requer políticas públicas e padrões que devem ser definidos pelo governo. Nos EUA, cerca de US$ 6 bilhões do dinheiro investido pelo governo em TI de saúde será usado para desenvolver essa troca de informações. Os líderes de saúde brasileiros devem pressionar as autoridades para fazer o mesmo. Fornecedores Hospitalares: Qual a sua expectativa para o mercado brasileiro de saúde? Fickensher: Eu viajei o mundo inteiro, fui a quase 40 países em desenvolvimento nos últimos anos e sei que a velocidade da mudança no Brasil será muito rápida. Aprender com as lições e os erros de países como Reino Unido e EUA é uma parte muito importante desse processo. Nós falhamos em implementar sistemas propriamente, erramos no processo de incentivos - pagar por serviço prestado não é

a forma mais adequada de estimular a qualidade no atendimento - não integramos as informações dos planos de saúde com as informações dos médicos. O Brasil deve conhecer essas lições e aprender com elas. Fornecedores Hospitalares: Quais são os objetivos da Dell com sua visita ao Brasil? Fickensher: A Dell percebeu que o setor de saúde iria se desenvolver na próxima década e que era fundamental se envolver nisso. Um exemplo é a compra da Perot Systems, que tinha 50% de sua equipe focada em saúde. No último ano, expandimos nossos esforços pelo mundo. Primeiramente, focamos no Reino Unido e nos países a seu redor - incluindo Europa, Oriente Médio, Índia e China - com o reconhecimento de que a vez da América Latina chegaria. Hoje, a região está desenvolvendo rapidamente e chegou a hora de focar aqui. Temos três prioridades: México, Colômbia e Brasil, não necessariamente nessa ordem. No Brasil, parece que há um desejo real de implementar sistemas de Tecnologia da Informação (TI) em saúde, mas há uma clara necessidade de os hospitais terem, em primeiro lugar, uma boa estrutura de negócios, no que diz respeito a planos de saúde, administração e finanças. Uma decisão inteligente seria desenvolver essas capacidades para implementar os novos sistemas

de informação clínica. Isso não significa que o processo deve ser sequencial, ele pode ocorrer de forma simultânea. O País está crescendo 6,5% este ano, os recursos estão disponíveis e há o reconhecimento de que, com os sistemas de informação adequados, as organizações brasileiras serão mais efetivas e poderão responder às demandas da população.

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Albert Einstein recebe certificado de sustentabilidade O Pavilhão Vicky e Joseph Safra, parte da Unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), recebeu a certificação LEED Gold. Criada pelo U.S. Green Building Council, o documento qualifica o desempenho de edifícios sustentáveis. A qualificação de um edifício certificado LEED pode ser obtida nos níveis Certified, Silver, Gold e Platinum. A avaliação Gold leva em conta reduções no consumo de água e energia; cuidados na utilização de materiais, em função do seu conteúdo e características de emissão de poluentes; respeito à vizinhança durante a obra e na implantação do edifício; diminuição da carga sobre as redes de drenagem de águas pluviais da cidade; alta qua-

lidade e controle do ar interno; e redução do efeito de ilha de calor na região. Segundo Antônio Carlos Cascão, diretor de Obras e Infraestrutura da instituição, o programa hospitalar apresenta desafios adicionais para a certificação LEED. “Os requisitos técnicos e de segurança são bastante restritivos e a demanda por água e energia, superiores aos de outros programas, como escritórios e escolas”, diz. Com aproximadamente 70 mil m² distribuídos em dez andares ocupados e seis de estacionamentos, o edifício conta com mais de 200 consultórios médicos, centro de diagnósticos completo, centro cirúrgico de alta tecnologia, serviços de endoscopia e oftalmologia.

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Rede D´Or anuncia duas aquisições em um mês A Rede D´Or, operadora independente de hospitais e laboratórios do Brasil, anunciou no mês de novembro a compra do controle do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital Assunção, em São Bernardo do Campo (SP). O valor da aquisição do São Luiz foi acordado em R$ 1,030 bilhão, sendo 72% à vista e 28% em cinco anos. Os negócios fazem parte da estratégia da companhia de se manter na liderança no segmento no longo prazo. Em comunicado, a Rede disse acreditar no potencial de crescimento do Brasil e planeja continuar sua expansão orgânica e de aquisições. O BTG Pactual, que se associou ao grupo D´Or neste ano por meio da compra de debêntures conversíveis em ações está por trás da aquisição do São Luiz. A parceria aconteceu com o propósito de expansão. “Vamos preservar e fortalecer o legado de qualidade no atendimento e a excelência da marca São Luiz, que conta com uma respeitável e admirável história”, disse o médico e presidente do Conselho de Administração da Rede D´Or, Jorge Moll, em comunicado. De acordo com o presidente do Conselho de Administração do Hospital e Maternidade São Luiz, Luiz

Antonio Viana, a união proporcionará sinergias importantes do ponto de vista de negócios. “Os clientes passam a ter um acesso ainda mais amplo às melhores práticas na área de saúde. E nossos colaboradores passam a integrar uma empresa ainda mais sólida para enfrentar novos desafios no setor de serviços de saúde no Brasil”, afirmou. A expansão dentro do mercado paulista começou no início deste ano, com a compra do Hospital Brasil, em Santo André. Agora, com o Assunção, a rede passa a operar com 65 unidades de diagnóstico e 20 hospitais localizados no Rio de Janeiro, em Recife e em São Paulo. Outras três unidades hospitalares estão em construção. O Hospital Assunção iniciou sua operação em 1972 e conta com UTIs pediátrica e adulto, centro cirúrgico com 10 salas e uma equipe multidisciplinar altamente especializada. O Assunção passou a integrar a plataforma da Rede D’Or em São Paulo, que já possui cinco unidades hospitalares, cerca de 1.250 leitos e é liderada pelo Hospital São Luiz, o que possibilitará investimentos de cerca de R$ 10 milhões em infraestrutura e equipamentos.

Resultado da enquete

Em julho de 2010 foi assinada Medida Provisória nº 495, que incentiva a compra de bens e serviços nacionais pelo setor público. A resolução do governo federal garante nas licitações preferência de até 25% do preço para produtos médicos fabricados no Brasil, e a exclusividade de empresas nacionais nas licitações de TI. O objetivo do governo com a medida é incentivar processos de inovação realizados por empresas nacionais. Para 46,67% dos leitores do Saúde Business Web, a 495 é positiva, pois beneficia a economia nacional e provoca o desenvolvimento do segmento no País. Já para 43,67%, a Lei é negativa, pois impede que o setor público se beneficie da concorrência de mercado com players globais. Enquanto outros 10% dos internautas acreditam que a MP não trará grandes impactos para o setor de saúde.

No ar

Participe da nossa enquete! Vote em www.saudebusinessweb.com.br/enquete

Você concorda com o reajuste de 22% para a bolsa auxílio dos médicos-residentes do Distrito Federal , de Pernambuco e de São Paulo, acertado entre a classe e o Ministério da Saúde? Com isso, o valor passará de R$1.916,45 para R$ 2.338,09. No entanto, os médicos-residentes da Bahia, do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo mantêm greve, pois defendem reajuste de 38,7% para a bolsa auxílio, congelada desde 2007.

m Sim. O valor acordado é justo para ambas as partes.

m Não. A bolsa auxílio é muito alta para os médicos-residentes e pode impactar nos custos dos hospitais Foto: Thinkstock

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m Não. A bolsa auxílio está abaixo da remuneração que esses profissionais merecem.

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Opiniões

Confira os artigos mais lidos do mês

Saúde, a desconstrução como caminho

Para o presidente da Unimed de Juiz de Fora e médico anestesiologista, Hugo Borges, o atual modelo assistencialista centrado na doença deve dar lugar a outro em que a promoção e a prevenção da saúde tenham sua importância reconhecida, com todos os atores da cadeia de valor da saúde conscientes da necessária desconstrução do atual modelo.

Gestão Pública: esperanças legítimas

“Da maneira como o noticiário e o horário eleitoral gratuito versam sobre o sistema público de saúde no Brasil de hoje, parece que temos diante de nós um problema de soluções inatingíveis. Não há como duvidar da dificuldade, mas talvez haja outros caminhos, que não o de prometer hospitais e mais hospitais como fazem nove entre dez candidatos para qualquer cargo eletivo”, afirma o consultor organizacional e sócio-diretor da Holus Gestão Empresarial e Educacional, Antonio Tadeu Pagliuso.

Mundo colaborativo

PPP: Hospital do Subúrbio tem primeira doação de órgãos Com uma semana de funcionamento, o Hospital do Subúrbio (HS), localizado em Salvador (BA), conseguiu a primeira doação de múltiplos órgãos, ampliando para 36 o número de doações registradas neste ano. A doadora, de 32 anos, foi vítima de acidente vascular cerebral (AVC). Segundo a diretora do HS, Lícia Cavalcante, a equipe “demonstrou estar preparada para a abordagem junto à família, conduzir o diagnóstico e manutenção do paciente doador”. Ela explicou a intenção de montar e manter as equipes de profissionais do Hospital do Subúrbio voltadas para a medicina social, e adiantou que ainda neste mês deve ser instalada a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante. Para o coordenador do Sistema Estadual de Transplantes da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Eraldo Moura, a doação evidenciou “o empenho da diretoria e da equipe médica e o seu comprometimento com a saúde da população”. Ele ressaltou a atitude de solidariedade da família da doadora, que possibilitou que várias vidas fossem salvas. A Bahia ainda registra um elevado índice de negativa - mais de 50% das famílias não autorizam a doação -, sendo esse um dos maiores obstáculos. PPP O hospital, que atende exclusivamente pelo SUS, é administrado por meio de uma parceria público-privada e faz parte do Programa de Fomento à Participação Privada em Infraestrutura (PFPP), composto pelo IFC (International Finance Corporation), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A Dalkia, empresa de facilities e de gestão de energia, em parceria com a Promédica, foi quem venceu a licitação de PPP para gerir a instituição.

e de compartilhamento

Em artigo, o sócio da APS Consultoria e Administração de Serviços de Saúde, Paulo Purchio, lembra que o compartilhamento de recursos é uma atitude obrigatória nas empresas e até entre concorrentes.

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milhões em modernização O plano de saúde São Cristóvão, da região leste de São Paulo, investe R$ 5 milhões em modernização e aprimoramento de suas áreas. O investimento contempla a construção do novo Pronto-Socorro Infantil, com instalações adaptadas para atendimento personalizado, bem como a ampliação e modernização dos apartamentos da maternidade. A previsão de inauguração é ainda neste semestre. De acordo com a instituição, a reforma visa melhorar a qualidade na prestação de serviços e conforto dos clientes. Outras áreas planejadas também passarão por melhorias como a recepção principal, reestruturação do ProntoSocorro Adulto, adequação do Lactário, além do remanejamento dos exames de Colonoscopia e Endoscopia para um espaço mais adequado para realização destes exames.

Em Foco: FESF-SUS cria modelo de gestão interfederativa http://bit.ly/bo2Mv4

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São Cristóvão investe R$ 5

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Segurança do paciente: Gestores Discutem Estratégias Mariana Fontes – mfontes@itmidia.com.br A gestão hospitalar contempla uma luta diária contra infecções, erros médicos, desnutrição e outros problemas que colocam em risco a segurança do paciente. No Saúde Business Forum, o diretor administrativo do Hospital Bandeirantes, Marcelo Medeiros, compartilhou a experiência da instituição paulista na tentativa de reduzir essas ocorrências. Nas palavras dele, “tratar a fagulha, antes que a f loresta queime”. Há pouco mais de um ano, o Bandeirantes implementou o conceito de médico hospitalista. Semelhante ao chamado “médico do andar”, o hospitalista trabalha para o hospital e não tem pacientes próprios. “É ele o responsável por garantir a relação entre hospital, paciente, família e médico assistente”, explica Medeiros. Segundo o diretor, o hospitalista está preparado para prestar assistência 24 horas, pois conhece os atalhos e as características de cada unidade, de modo a agilizar o atendimento do paciente. O Bandeirantes gasta cerca de R$ 60 mil por mês para manter os hospitalistas. Segundo Medeiros, ainda não há dados a respeito do retorno do investimento. “A princípio, pode ser ruim financeiramente, mas se você tem bons resultados e encaminha menos pacientes para a UTI, isso se traduz em economia real ”, diz.

Experiênci as Compa rtilh a das O Hospital Felício Rocho, de Belo Horizonte (MG), possui um Time de Resposta Rápida para atender os pacientes no plantão noturno. Segundo o diretor técnico da instituição, Silvério Garcia, a medida teve grande impacto. “É preferível prevenir a probabilidade de ocorrer um evento que remediar. O investimento pode diminuir a rentabilidade, mas nosso foco é garantir a qualidade do atendimento ao paciente”, afirma Garcia, no intercâmbio de idéias do Saúde Business Forum. Já o superintendente da Santa Casa de Belo Horizonte, Porfírio Andrade, relata as dificuldades de se fazer um investimento alto em um hospital que tem cerca de mil leitos para atender a pacientes do SUS. Para conciliar a importância de manter a segurança do paciente sem comprometer o orçamento, a Santa Casa treina todos os seus funcionários a respeito dos processos de trabalho da instituição. “Uso como exemplo minha experiência no Sírio Libanês, em que um funcionário da limpeza soube programar o ar condicionado a pedido da paciente”, lembra Porfírio. Para ele, capacitar os profissionais do hospital para garantir, em diferentes níveis, o conforto do paciente, é essencial.

Medeiros, do Hospital Bandeirantes: Reforço da equipe de médicos hospitalistas para garantir a segurança do paciente

Foto: Thinkstock

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Anahp adota modelo de

Hemorio é

governança e incentiva hospitais

reacreditado pela JCI/CBA

Maria Carolina Buriti –mburiti@itmidia.com.br

O Hemorio foi reacreditado pelo

Abordar a governança corporativa no setor de saúde é irreversível e cada vez mais presente no cotidiano dos executivos. Esse foi um dos temas debatidos durante o Intercâmbio de Ideias, no Saúde Business Forum, realizado entre os dias 16 e 19 de setembro, na Bahia. O assunto foi conduzido em dois painéis pelo vice-presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin. O executivo contou sobre o modelo de governança adotado pela entidade e como foi implantar ações desse formato em uma entidade de classe. Fundada em 2001, a associação passou por uma série de mudanças na gestão ao longo dos anos. Entre outras ações, foi incorporado um conselho administrativo, composto por representantes de várias regiões do País e com eleições realizadas a cada três anos, conselho fiscal, auditoria e grupos de trabalho independentes. “Há empresa que acha que só porque tem conselho, tem governança”, analisou.

Apesar do debate parecer, às vezes, à margem do setor, sobretudo pelo próprio modelo de negócio dos hospitais, Balestrin pontuou a importância de implantar um modelo de boas práticas com os stakeholders para a satisfação destes e também estimular as boas práticas no mercado. “Incentivamos a montar esse modelo de governança em outras entidades”, falou, lembrando que o assunto está, cada vez mais, na pauta do executivo com as recentes movimentações do mercado. A Anahp também tinha essa missão: de mostrar e incentivar uma gestão baseada em governança e os benefícios que isso pode trazer para as associações e hospitais e essa opinião foi compartilhada pelos presentes. “A governança corporativa na Anahp ajudou a achar um modelo nas outras entidades”, comentou Irmã Lúcia Boniatti do Hospital Mãe de Deus, um dos associados. Essa também é a opinião de Naiara Paiva, do Hospital Anchieta: Ainda não temos governança, mas caminhamos para isso”, analisou.

Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da Joint Commission International (JCI). Especializado no tratamento de doenças de sangue, o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, mais conhecido como Hemorio, foi acreditado pela primeira vez em 30 de novembro de 2001. De lá para cá, o Hemorio passou por três avaliações para reacreditação. A reacreditação concedida agora pelos avaliadores e técnicos da JCI/CBA vale até 11 de setembro de 2013. No mês de setembro, o Hospital 9 de Julho, em São Paulo, deu início ao processo de educação e preparação para

Balestrin, da Anahp: Implementação de conselho não significa adoção de boas práticas de governança corporativa

acreditação internacional. Atualmente, o CBA tem 24 instituições brasileiras acreditadas internacionalmente pela JCI e outras 90 em processo de preparação para a acreditação.

Foto: Ricardo Benichio

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AGENDA

Novembro | Dezembro NOVEMBRO 11| QUINTA

Curso Negociação com prestadores de serviços de saúde

Local: MAB - Rua da Paz, 195 - Sala de Eventos Ático - 6º Andar - Centro - Curitiba – PR

Capacitar profissionais envolvidos em todas as áreas de saúde a utilizar técnicas que permitam prevenir falhas nos processos de negociação e credenciamento entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços, otimizando custos.

imaginou

sua empresa

líderes do setor da

?

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19|SEXTA

9º Congresso Brasileiro I nterdisciplinar de A ssistência Domiciliar Local: Centro de Convenções Rebouças São Paulo/SP CIAD 2010 aborda como Tema Cuidados em Cena: Atenção Domiciliar ao Paciente, Família e Domicílio

Curso IPH – I nformática e Processos Hospitalares Local: São Paulo – SP http://www.escepti.com.br Ambiente e sistemas hospitalares discutidos sob o ponto de vista da gestão. Indicado para profissionais envolvidos na administração da infraestrutura e sistemas hospitalares típicos

destaque

maiores

Curso Atualização P rofissional Local: Florianópolis - SC INFORMAÇÕES: Tel.: 11 2238 5543 email: cursos@prosaude.org.br

22| SEGUNDA

em

na agenda dos

17| QUARTA

24| QUARTA

Gestão da Logística de Suprimentos Em Serviços de Saúde Local: São Paulo – SP http://www.prosaude.org.br/cursos OBJETIVO: Possibilitar aos participantes o desenvolvimento das competências necessárias para as funções ligadas à Logística Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de atuação, considerando os aspectos técnicos e administrativos.

08 | SEGUNDA 13|SÁBADO

Curso Gestão de Custos Hospitalares Local: São Paulo –SP OBJETIVO: Prover o participante com conhecimentos básicos sobre Custos e sua aplicabilidade no contexto das instituições hospitalares e de saúde, capacitando-o para a análise das informações geradas pela Contabilidade de Custos, que assegure a tomada de decisões.

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E xecuti v e P rogr a m FIAP-Si ngul a r it y U n i v ersit y, com tér mi no no di a 13. Local: Fiap – SP Objetivo: apresentar as últimas inovações tecnológicas em curso, inclusive no campo da medicina e neurociência, e o impacto nos negócios, na carreira e na sociedade. O futuro da biomedicina, célula-tronco e medicina regenerativa, terapias específicas, incluindo os dispositivos médicos minimamente invasivos, cirurgia robótica e diagnósticos médicos por pontos estão entre os assuntos abordados.

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Anuncie

aqui,

Novembro | Dezembro

formato

diferenciado e

DEZEMBRO 09 | QUINTA

Curso Acreditação Hospitalar - Auditoria I nterna da Q ualidade , com término no dia 10. Local: São Paulo –SP OBJETIVO: Capacitar os profissionais das organizações de saúde para na realização de auditorias internas em Sistemas de Gestão da Qualidade, tendo como base o Manual Brasileiro de Acreditação. Demonstrar a importância da Auditoria Interna da Qualidade como instrumento da melhoria contínua. INFORMAÇÕES: 11 2238 5543

01 | Quarta

A bertas as inscrições para o XXVII Congresso Brasileiro de A rritmias Cardíacas. Evento termina no dia 04. Local: Vitória – ES A Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) anuncia a abertura das inscrições do Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas, considerado o maior e mais completo evento do segmento, na América Latina.

17| SEXTA

Curso Faturamento Hospitalar Local: São Paulo – SP OBJETIVO: Fornecer subsídios quanto a estrutura do faturamento hospitalar, enfocando controles e cobranças do SUS, Convênios, regulamentação de planos de saúde, papel da auditoria, pacotes, glosas, entre outros. INFORMAÇÕES: 11 2238 5543

exclusivo

nova

na agenda

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e-mail:

comercial

saude@

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(11) 3823-6633 04.10.10 20:01:48


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Visão

Guilherme Batimarchi – gbatimarchi@itmidia.com.br

estratégica

Após 18 meses sob a gestão de Silvio Miglio o Hospital Santa Marina supera dificuldades financeiras e se prepara para crescer. Investimentos acima de R$ 100 milhões e aquisição de novas unidades estào entre as estratégias “Não estou aqui por filantropia, estou aqui para ganhar dinheiro, trabalhar com seriedade, respeito ao paciente e obedecer ao modelo de negócio do hospital”. Foi com esta afirmação que o presidente, e proprietário, do Hospital Santa Marina, de São Paulo, Silvio Miglio, começou a entrevista sobre o desempenho de sua gestão passados pouco mais de um ano e meio após aquisição da instituição . Além de estar enterrado em dívidas trabalhistas, débitos com fornecedores e impostos atrasados que somavam mais de R$ 20 milhões, o Hospital Santa Marina enfrentava também um grave problema de conduta por parte de alguns colaboradores. Entre estes problemas estavam envolvidos desvios de medicamentos de alto custo e até funcionários fantasmas em sua folha de pagamento. “Ao levantar os custos com a folha de pagamento da instituição descobrimos que havia cerca de 90 funcionários fantasmas no hospital, e no armário de medicamentos de alto custo constavam apenas as caixas destes remédios”, lembra Miglio. Como primeira medida, o presidente e sua diretoria revisaram contratos e dívidas para montar uma estratégia financeira e reerguer economicamente o hospital. “Quando assumi a direção da instituição eu não via o hospital como um hospital e sim como um negócio”, ressalta o presidente do Santa Marina. A política pela nova gestão foi a de não acobertar absolutamente nada e gerenciar de forma transparente as contas da instituição e seu corpo clínico. Durante essa reestruturação, a unidade de saúde perdeu cerca de 80% de seu corpo clínico. “A dificuldade foi muito grande, houve muita resistência por parte de todos os departamentos do hospital, houve uma época em que dos mil funcionários que o hospital tinha restaram somente 130”, completa. Segundo Miglio, uma das estratégias adotadas para gerenciar os profissionais do hospital foi conhecer e reco-

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nhecer o trabalho de cada um dos envolvidos nos processos produtivos da instituição. Com base nessa estratégia e atento aos profissionais remanescentes, o departamento de recursos humanos do hospital investiu em um grupo de gestores jovens e altamente qualificados. Hoje a média da faixa etária dos diretores técnicos e gerentes de área do hospital está em 32 anos de idade. Após a reestruturação interna e a quitação das dívidas, o Santa Marina investiu cerca de R$ 3 milhões em obras de expansão e na reforma de 30 leitos, R$ 6 milhões na compra de equipamentos médicos – entre eles máquinas de raio X que antes eram terceirizadas. “Eu peguei este hospital com sete folhas de pagamento atrasadas,” recorda Miglio. Estratégia Antes da transição de gestão, o Hospital Santa Marina já havia deixado de atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e começado a focar suas estratégias nos planos de saúde. Após a entrada de Miglio esta estratégia foi reforçada e hoje é a principal fonte de renda da instituição, responsável por 90% de seu faturamento. “O cliente hoje é o plano de saúde, e não o paciente. Há alguns anos eram as operadoras que procuravam os hospitais para que elas fossem credenciadas. Hoje a situação é completamente inversa. Os planos de saúde cresceram muito, e hoje são os melhores administradores de hospital do País e administradores médicos também”. Segundo Miglio, por esse motivo, o Santa Marina tem a política de mostrar ao plano de saúde que não existe intenção alguma em oferecer nenhum tipo de benefício além do que esteja exatamente no contrato. “Temos como prioridade passar a menor cotação ao plano, sem perder a qualidade, pois aqui vendemos mão de obra, ou seja, 80% do meu negócio é a venda desse serviço, por

Quando assumi a direção do Santa Marina , não via a instituição como um hospital, mas sim como um negócio Silvio Miglio, do Hospital Santa Marina

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Silvio Miglio: Executivo planeja novas aquisições. Meta é ser o “Einstein”da classe C

Foto:

Ricar

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isso buscamos atender a operadora da melhor forma possível. Isso faz parte da nossa estratégia de negócios, fidelizar os planos de saúde”. Os outros 10% do faturamento da unidade está dividido entre clientes médicos e atendimentos particulares. Até dezembro deste ano, a previsão é que o hospital alcance o faturamento mensal de R$ 12 milhões. “Hoje temos um crescimento médio em nosso faturamento de 20% ao mês ”, relata Miglio. Atualmente o Santa Marina conta com 600 médicos cadastrados e 150 trabalhando em regime efetivo em sua unidade. Futuro Superadas as dificuldades, hoje o hospital realiza em toda sua estrutura aproximadamente 18 mil atendimentos ao mês, entre eles 300 partos com perspectivas de aumentar este número para 400 até o final de 2010. Com indicadores positivos e metas dentro do cronograma os planos para 2011 são: concluir o novo centro de diagnóstico do hospital; adquirir equipamentos de ressonância magnética e criar um centro de radioterapia, ampliando o leque de especialidades do hospital. O executivo avalia a possibilidade de o hospital entrar em um processo de acreditaçào, mas ainda não tem nada definido. Com planos ambiciosos, Miglio repetiu durante a entrevista a expressão que usou ao comprar o Santa marina há 18 meses: “Queremos ser o Einstein da Classe C”. O executivo já estuda novas ampliações para o hospital, que hoje conta com 267 leitos. Além das expansões programadas o executivo afirmou que até dezembro deste ano serão adquiridos outros três hospitais na cidade de São Paulo, transformando o Santa Marina em uma rede.

Hospital Santa Marina Após um ano de reestruturação, próximo passo é transformar o Santa Marina em uma rede de Hospitais

serviços Data de inauguração Número de leitos Número de Leitos de UTI Número de salas cirúrgicas Número de Funcionários Número de Médicos

números agosto de 1971 267 50 5 800 150 + 600 cadastrados

Atendimentos no Pronto-Socorro / mês

12.000

Atendimentos / mês

18.000

Investimentos em 2009

R$ 70 milhões

Investimentos em 2010

R$ 40 milhões

Fonte: Hospital Santa Marina

Foto: Divulgação

Hospital Santa Marina: Em 2011, instituição terá novo centro diagnóstico

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DeBRITO

Enfermeiro, Técnico e Auxiliar de Enfermagem. O melhor de cada um pelo bem de todos. COREN-SP é o órgão que fiscaliza e disciplina o exercício profissional de Enfermagem, o que garante à sociedade uma assistência ética, científica e de qualidade. Só profissionais inscritos no conselho podem exercer a profissão.

Enfermeiro coordena a equipe de Enfermagem, participa e executa procedimentos de alta complexidade. Tem formação superior. A cor de sua carteira de identificação é verde.

Técnico de Enfermagem realiza a prescrição de cuidados ao paciente de média complexidade determinados pelo Enfermeiro. Tem formação técnica. A cor de sua carteira de identificação é azul.

Auxiliar de Enfermagem executa atividades de rotina, garantindo conforto e bem-estar ao paciente. Tem formação técnica básica. A cor de sua carteira de identificação é vermelha.

A supervisão da assistência de Enfermagem é privativa do Enfermeiro, que planeja e organiza os serviços da assistência.

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ARTIGO

MÉDICO-HOSPITALISTA: GANHOS PARA O HOSPITAL, A OPERADORA E O CORPO CLÍNICO

A Foto: Ricardo Benichio

consolidação da uma especialidade médica bastante recente vem ganhando destaque no debate sobre a evolução da assistência hospitalar. Trata-se da Medicina Hospitalar, que tem como ator principal o médico-hospitalista, que está para as Unidades de Internação ou Unidades Não-Críticas assim como o intensivista está para as UTIs e o socorrista para os Pronto-Socorros.

GENÉSIO KÖRBES É A DMINISTRADOR HOSPITALAR MBA EM GESTÃO EMPRESARIAL SÓCIO-DIRETOR DA KORBES CONSULTING

O primeiro artigo sobre o assunto de que sem tem notícia foi publicado em 1996 e teve a autoria do médico norte-americano Robert M. Wachter, referência nessa área. Os Estados Unidos foram pioneiros, ao criar, em 1997, uma sociedade nacional para abrigar o debate sobre o tema – fato que ocorreu no nosso país onze anos depois, em 2008, com a fundação da Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar (SOBRAMH). Agora, o Brasil se prepara para promover, em novembro, o I Congresso da Sociedade Pan-Americana de Hospitalistas, em Santa Catarina, com a participação de palestrantes internacionais. O crescimento da especialidade é altamente significativo. Ainda nos Estados Unidos, havia 1.000 médicos-hospitalistas, número que passou a 20 mil após uma década. Hoje, estima-se que existam 35 mil médicos-hospitalistas naquele país, onde, ao que tudo indica, a Medicina Hospitalar tende a ser tornar a maneira dominante de cuidados dos pacientes hospitalizados. Embora ainda esteja presente em um número reduzido de hospitais brasileiros, o papel do médico-hospitalista merece ser examinado com atenção. Digo isso não somente pelo fato de receber destaque crescente no cenário de saúde da maior potência mundial como também por trazer consigo benefícios para todos os principais integrantes dessa cadeia – corpo clínico, paciente e operadora de plano de saúde –, em uma relação ganha-ganha. Sem contar, é claro, com os benefícios em relação à segurança do próprio paciente; afinal, é ele o centro gravitacional de todo o processo da assistência hospitalar. Ganhos para os hospitais: Agilidade nos processos assistenciais (por exemplo, recepção de pacientes da UTI e do Pronto-Socorro e cedência de vagas); apoio à equipe multidisciplinar e ao time de resposta rápida; segurança do paciente; redução do tempo de internação e aumento da rotatividade dos leitos; organização do prontuário; Interação com os serviços de diagnóstico; apoio ao faturamento e à auditoria; instrumento de avaliação das equipes médicas do Corpo Clínico; assessoria à direção médica. Ganhos para o Corpo Clínico: Segurança para o médico-assistente; suporte médico em casos emergenciais, gerando satisfação do Corpo Clínico e aumentando a segurança do paciente; contínua presença do médico, evitando uma assistência fragmentada; gerenciamento das intercorrências; diferencial da qualidade médica assistencial; estímulo à melhoria contínua da assistência; monitoramento do desempenho do Corpo Clínico; contribuição à qualidade do prontuário, ordenado, revisado e com as prescrições corretas. Ganhos para a operadora: Critérios e protocolos definidos para o faturamento da conta; diminuição da necessidade de auditorias; prontuário do paciente “limpo”; diferencial competitivo: menor custo, mais organização, documentação em ordem e válida, tempo de entrega de conta e rotatividade do paciente; agilidade com autorizações prévias e posteriores; redução do índice de glosas; f luxo de caixa mais oxigenado; agenda positiva para o relacionamento comercial. A equipe de hospitalistas deve ser formada por médicos-clínicos, com foco em áreas como Cardiologia e Clínica Médica. Além disso, deve haver uma base de dados informatizada e disposição para alinhar processos que envolvem toda a equipe multidisciplinar. Os hospitalistas devem conhecer o funcionamento do hospital e estar alinhados com a estratégia da alta administração sem perder o foco nos interesses do paciente.

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Mentalidade

ENXUTA Luciana Leitão – editorialsaude@itmidia.com.br

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REVISTA FORNECEDORES HOSPITALARES

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O maior obstáculo ao lucro é o desperdício. E para identificá-lo e transformá-lo em valor, executivos do mundo todo estão apostando em uma nova forma de gestão advinda da indústria automobilística: o sistema Lean. Entenda a filosofia do pensamento enxuto, aprenda a aumentar a produtividade extraindo o máximo possível utilizando o mínimo de recursos necessários e conheça casos de empresas que já chegaram a economizar R$ 2 milhões de reais em dois anos

FORNECEDORES HOSPITALARES REVISTA

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Foto: Divulgação

Nenhuma tecnologia é incorporada sem um membro da equipe de processos Hans Von Koss, da Medial

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Alcançar uma redução de até 80% no tempo de espera de pacientes. Aumentar em até 35% a capacidade de centros cirúrgicos. Reduzir em até 90% e em até 60% tanto o tempo para a realização de exames quanto a utilização de materiais. Atingir resultados tão expressivos como esses é um desafio e tanto para qualquer gestor hospitalar. Mas qual o segredo para obtê-los? Especialistas e executivos do setor médicohospitalar garantem que a resposta está em uma nova forma de gerenciamento: o sistema Lean. Trata-se de uma ferramenta de gestão do sistema Toyota, uma filosofia de produção criada pela montadora japonesa, que visa eliminar qualquer tipo de desperdício numa cadeia produtiva, ou seja, todo e qualquer processo que não agregue valor ao produto. Também conhecido como ‘pensamento enxuto’, o Lean é um sistema que revolucionou a indústria automotiva mundial e vem sendo copiado por empresas de todos os tamanhos e segmentos – incluindo as da área da saúde. Com ele, é possível fazer cada vez mais com menos: menos esforço, menos equipamento, menos tempo e menos espaço – e ao mesmo tempo, aproximar-se cada vez mais de oferecer aos clientes exatamente o que eles querem no tempo certo. Eliminam-se desperdícios e não empregos. De acordo com o gerente de projetos da Porsche Consulting, Jevandro Barros, pensar Lean é saber enxergar desperdícios e tirar daí os resultados pretendidos, mas não apenas com foco em custos ou resultados financeiros, afinal, isso pode trazer grandes prejuízos para os negócios. “Trabalhar sempre com foco em qualidade, custos, atendimento dos prazos e motivação dos colaboradores é, com certeza, uma ótima dica para quem deseja iniciar uma jornada Lean. O mais importante é ter o paciente como foco e, diante dele, sincronizar os processos com transparência, perfeição e alto índice de valor agregado”, ensina o especialista. Segundo Barros, as práticas envolvem a identificação dos fluxos contínuos dos pacientes, dos materiais e das informações para, assim, identificar as causas dos desperdícios, além de esboçar e planejar a aplicação das técnicas Lean – sempre visando diminuir custos e melhorar o atendimento e a qualidade. A tecnologia precisa ser uma aliada e uma facilitadora dos processos. O conceito não está vinculado a escalas de produção ou a setores da economia. Qualquer companhia pode aplicá-lo. Porém, é imprescindível estar aberto a mudanças radicais de mentalidade, valores e disciplina. Portanto, antes mesmo de se gerar qualquer tipo de receita padrão, os profissionais de saúde necessitam mudar o pensamento em relação a como melhorar e gerenciar seus processos e recursos. “Pensar Lean é harmonizar e sincronizar pessoas, materiais, informações e equipamentos em relação aos processos que agregam valor aos pacientes, desde o primeiro contato com um profissional, seja um médico em seu consultório ou um exame em um laboratório até o final de seu tratamento”, explica. Considerada tendência mundial, a filosofia Lean chega ao País trazendo inúmeras vantagens às organizações. Os significativos resultados conquistados em reduções de custos e melhoria no atendimento em hospitais americanos e europeus têm atraído um número crescente de organizações praticantes.

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Na visão do presidente do Lean Institute Brasil (LIB), José Roberto Ferro, há uma crise séria nos sistemas de saúde com custos exponenciais e qualidade inadequada. E há uma convergência crescente sobre a necessidade de transformar o sistema de gestão ao redor do mundo. “No Brasil, o problema não é diferente”, resumiu. Cinco passos do Lean De acordo com o LIB, são cinco os princípios que norteiam o pensamento Lean. O primeiro é definir o sentido de valor. Diferente do que muitos pensam, não é a empresa, mas o cliente que o define. Para Flávio Battaglia, diretor do Instituto, a necessidade gera o valor e cabe às empresas determinarem qual é essa necessidade, procurar satisfazê-la e cobrar por isso um preço específico. O segundo princípio significa dissecar a cadeia produtiva e separar os processos em três tipos: aqueles que efetivamente geram valor; aqueles que não geram valor, mas são importantes para a manutenção dos processos e da qualidade e, por fim, aqueles que não agregam valor, devendo ser eliminados imediatamente. Na avaliação de Battaglia, apesar de continuamente olharem para sua cadeia produtiva, as empresas continuam a focalizar em reduções de custos não acompanhadas pelo exame da geração de valor. “Ïsso acontece porque elas vão pelo que é mais fácil. Olham apenas para números e indicadores, no curto prazo, ignorando os processos reais de fornecedores e revendedores. As empresas devem olhar para todo o processo, desde a criação do produto até a venda

final”, ensina. O terceiro está relacionado ao fluxo contínuo, momento de dar ‘fluidez’ aos processos e atividades que restaram. Isso exige uma mudança na mentalidade das pessoas. Elas têm de deixar de lado a ideia que têm de produção por departamentos como a melhor alternativa. Constituir o f luxo contínuo com as etapas restantes é o quarto passo, que pode ser sentido na redução dos tempos de concepção de produtos, de processamento de pedidos e em estoques. Ter a capacidade de desenvolver, produzir e distribuir rapidamente dá ao produto uma ‘atualidade’: a empresa pode atender a necessidade dos clientes quase que instantaneamente. Já a produção puxada permite inverter o fluxo produtivo: as empresas não mais empurram os produtos para o consumidor (desovando estoques) por meio de descontos e promoções. O consumidor passa a puxar o fluxo de valor, reduzindo a necessidade de estoques e valorizando o produto. O LIB defende que a busca do aperfeiçoamento contínuo em direção a um estado ideal deve nortear constantemente todos os esforços da empresa, em processos transparentes onde todos os membros da cadeia (montadores, fabricantes de diversos níveis, distribuidores e revendedores) tenham conhecimento profundo do processo como um todo, podendo dialogar e buscar continuamente melhores formas de criar valor. Eliminar o excesso Assim como em qualquer outra empresa, em um hospital o acúmulo de desperdícios é frequente. O Institute of Medicine

(IOM) e o Institute of Health Improvement (IHI) dos Estados Unidos afirmam que entre 30% e 50% de tudo o que é gasto com saúde é puramente desperdício. “Cerca de 95% das atividades em uma operação são desperdícios. E, no geral, uma empresa, quando busca uma melhoria, está olhando para os 5% produtivo. Se o gestor conseguir olhar com atenção para esses 95%, já vai conseguir um ganho muito elevado: terá uma empresa mais ‘leve’, que não carrega tanto desperdício com ela”, comenta o gerente de Unidade de Negócios do Kaizen Institute Brasil, Fabio Oliveira. Entre os principais desperdícios encontrados na saúde estão: transporte, atividades ou processos desnecessários, movimentação, estoques, defeitos ou falhas, espera e superprodução, além de problemas nas interfaces entre áreas ou mesmo empresas, comunicação e má utilização dos recursos e conhecimentos específicos.“Pacientes não querem pagar por tais desperdícios e, se pegarmos como exemplo uma falha, a simples ocorrência desta pode custar uma vida”, recorda o consultor da Porsche.

As empresas olham apenas números e indicadores, ignorando os processos Flávio Battaglia, do Lean Institute Brasil

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O gerente conta que, em um determinado hospital no qual desenvolveu um trabalho de consultoria, para realizar uma endoscopia, por exemplo, uma médica precisou percorrer três andares, andar 1.120 metros e realizar 182 sequências distintas de atividade para, finalmente, conseguir fazer o exame. É aí que entram os princípios que envolvem a mentalidade enxuta. “As instituições precisam enxergar seu DNA, sua e cultura seus principais potenciais, onde realmente as gorduras se encontram e, a partir daí, implementar técnicas da mentalidade enxuta, implementando melhorias e avaliando os resultados obtidos”, orienta o especialista. “Um sistema de gestão não deve se preocupar em reinventar as rodas, mas sim escolher aquelas que melhor possam se adequar ao seu trajeto”, salienta o Coordenador de HealthCare da DNV, Luiz Carlos Marzano. Pelo mundo Hospitais que já trabalham com o sistema Lean em todo o mundo mostram que ele já está maduro o suficiente para ser expandido para outros países. E os números comprovam. O Mercy Medical Center, nos EUA, no Pronto Atendimento, reduziu-se em 50% o tempo médio de duração dos exames radiológicos. O tempo médio total de atendimento no PA caiu de 104 minutos para apenas 52 minutos, o que permitiu elevar o índice de satisfação dos clientes de 38% para 95%. A ThedaCare, maior instituição de saúde do estado de Wisconsin, consegui elevar os indicadores globais de qualidade e segurança dos pacientes de 80% para 93%. Com isso, a proporção de planos terapêuticos corretamente definidos na primeira visita dos pacientes subiu de 20% para 96%. E nos laboratórios, antes da ‘transformação Lean’, somente 5% dos resultados de exames eram liberados em menos de 15 minutos – atualmente, 80% dos resultados saem em tempos menores do que esse. Além disso, eles conseguiram reduzir a rotatividade dos médicos de 7% ao ano, em 2006, antes do início da adoção do Lean, para 3%, em 2009.

Há uma crise séria nos sistemas de saúde com custos exponeciais e qualidade inadequada José Roberto Ferro, do LIB

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Com a ferramenta Lean, a clínica Park Nicollet mudou as operações destinadas aos tratamentos oncológicos. Antes, a proporção de pacientes que considerava a qualidade do serviço como ‘excelente’ era de 7%. Hoje, esse número se aproxima de 80%. O Luxembourg Hospital Center Hospitalier Emile Mayrisch, de Luxemburgo, conseguiu melhorar a utilização da área operacional em 31% e reduzir em 98% a duração total dos exames preparatórios antes de uma cirurgia. O Hospital Santo Antonio, de Portugal, identificou que 30% das enfermeiras eram usadas em atividades que não agregavam valor - como ir buscar material de trabalho e medicamentos. Em um dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Kaizen, o tempo de espera para consultas foi reduzido de 72 dias para 40. Essa redução, de 44% trouxe, além de ganho de produtividade, um reconhecimento da melhoria conquistada. No ano passado, a instituição conquistou o prêmio Hospital do Futuro, na categoria Serviço Público. Mudança cultural Há dois anos, a metodologia Lean Six Sigma tonou-se grande aliada no desenvolvimento dos projetos estratégicos da Rede de Hospitais São Camilo. Desde então, a economia em processos gira em torno de R$ 2 milhões e um aumento de até 30% de produtividade. Os benefícios não param por aí. A rede de hospitais já conseguiu, por exemplo, reduzir em 68%

o estoque no pronto-socorro adulto da Unidade Pompeia e em 47% o retrabalho no processamento de contas da Unidade Ipiranga. Diminuiu em 18% o tempo de ciclo dos colaboradores que atuam na sala de medicação do pronto-socorro da Unidade de Santana e mais de 50% o tempo de preparo de leitos e de sala de cirurgia. No projeto-piloto, implantado no centro cirúrgico da Unidade Pompeia, a quantidade de filmes em estoque na área de imagens passou de 8.557 para 2.283 filmes, o que gerou uma economia de R$ 71 mil. E ainda liberou uma sala de 4,5 metros quadrados, onde ficava um almoxarifado, e outra de 4 metros quadrados, que armazenava suprimentos. A adoção do sistema gerou, ainda, a eliminação de etapas desnecessárias no processo da cirurgia, o que fez com que o intervalo de tempo entre elas caísse de 1h30min para 30min, liberando para o hospital o equivalente a cinco salas cirúrgicas no horário nobre (7h às 19h). “Isso significa produzir quase o dobro de cirurgias sem investimentos adicionais em infraestrutura cirúrgica”, calcula o diretor financeiro e de serviços compartilhados, Emanuel Toscano, que economizou só em 2008, US$ 200 mil ao aplicar a metodologia no Serviço de Apoio ao Diagnóstico e Tratamento (SADT). Segundo o gerente de projetos Lean da rede, Carlos Campos, o sistema Lean chama atenção por ser fundamentado na mudança cultural provocada naqueles que têm contato com a metodologia. A estratégia utilizada pelo hospital é a de capa-

D esper dícios

na saúde

• Transporte • Materiais / informação esperando Pedidos de consulta à espera de agendamento Consultórios sem utilização Estoques de medicamentos e de materiais cirúrgicos • Informação a mais Duplicação da informação em papel de algo que está no computador • Movimentação Deslocamentos à procura de médicos Deslocamentos para procurar medicamentos, ferramentas, prontuário • Espera Doentes à espera de serem atendidos Espera por leitos • Processos inadequados Múltiplo manejo de camas /macas • Erros e Correções Chamar o paciente errado para uma consulta Troca de processos clínicos Fonte: Kaizen Institute Brasil

O retorno que obtivemos foi de 3,2 vezes o s custos das áreas envolvidas no projeto Lean Leopoldo Marroig, do HIAE

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Cerca de 95% das atividades em uma operação são desperdícios. E quando a empresa busca melhoria, olha apenas para o 5% Fabio Oliveira, do Kaizen Institute Foto: Divulgação

citar todos os colaboradores a identificar quem são os seus clientes e quais são as atividades do processo que são valorizadas por estes mesmos clientes. Partindo deste princípio, uma vez identificadas estas atividades, todo o resto é considerado desperdício. A maneira como estas atividades são classificadas é simplesmente uma forma de estratificação e de dar foco às ações de melhoria. Um dos principais desperdícios identificados é o ‘retrabalho’, que é originado pelas mais diversas causas, como problemas de comunicação, que vêm sendo abordados seriamente por meio de projetos estratégicos. “Um dos maiores benefícios é, com certeza, a mudança de comportamento. O contato com a metodologia desenvolve nos funcionários uma visão crítica no sentido de identificar oportunidades de melhoria e agir com simplicidade na busca da melhoria contínua”, explica Campos. A rede implementa hoje 63 projetos de melhorias baseados no Sistema Lean – e em todas as unidades há diversos especialistas treinados no sistema. “Hoje, a metodologia Lean é grande aliada no desenvolvimento dos projetos estratégicos da Rede São Camilo”, destaca o gerente de projetos. Crescer sem investir Criar valor, tanto para o cliente quanto para a organização. É assim que o dire-

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tor- executivo do Instituto de Oncologia do Vale (IOV) e responsável pela implantação do Lean, Carlos Frederico Pinto, define produtividade. A idéia de apostar no sistema Lean surgiu após o processo de certificação ONA nível 3 – Excelência, que aconteceu em 2008. Nesse momento, foi identificado um volume grande de retrabalho e reprocessos desnecessários, que não agregavam valor nenhum ao paciente. O que chamou atenção na filosofia da mentalidade enxuta foi exatamente o princípio de eliminar desperdício e criar valor. “Quando tentamos responder o que é valor para o cliente, somos capazes de rever a forma com que prestamos serviços, buscando eliminar o desperdício que às vezes é imperceptível”, ensina Frederico. De lá para cá, o instituto incrementou em 15% a produção, aumentando em apenas 4% a força de trabalho. Depois da implantação do Lean, eles começaram a disponibilizar serviços novos sem que qualquer custo fosse agregado aos contratos. Além disso, os indicadores de satisfação dos clientes internos e externos estão estáveis ou em ascensão. “Percebemos que é possível ‘crescer sem investir’. Prova disso é que investimos apenas em capacitação, porém, não houve impacto algum dentro do orçamento previsto para treinamento entre 2008 e 2010”, garante o executivo. Atualmente, a instituição trabalha com times multiprofissionais que, alinhados à estratégia da organização, se ocupam com projetos de implantação Lean e relacionados à Acreditação Canadense. São de quatro a seis projetos abertos de melhoria contínua envolvendo as equipes, os times de auditoria e os líderes que semanalmente discutem, propõem e debatem as iniciativas atuais, bem como as futuras. “Hoje mais da metade dos colaboradores do IOV tem algum nível de capacitação em Lean”, contabiliza Frederico. E os resultados positivos começam a aparecer. Só na farmácia, por exemplo, foi economizada mais de uma hora de

trabalho por dia, tempo esse agora dedicado à assistência farmacêutica, para reconciliação medicamentosa e educação dos pacientes e familiares. O IOV utiliza a combinação de mapas de fluxo de valor e uma ferramenta para análise do modo e efeito da falha na saúde. “Inúmeros controles visuais foram implantados, assim como quilos de lixo foram eliminados do dia a dia. Eliminou-se também atrasos e desperdícios durante o processo de consulta e atendimento médico, aumentando a capacidade produtiva e a eficiência no processo. A taxa de erro de cobrança de guia faturada caiu a zero, e o tempo para processar uma guia caiu de 10 horas (dois dias) para quatro horas”, comemora. “Pensar em agregar valor e eliminar desperdício são, sem dúvida, as mais poderosas ferramentas de trabalho que já vi”, reforça o executivo. “Ainda não podemos afirmar que já estejamos com a implementação Lean madura, porém, já passamos por uma transformação cultural em processo bastante significativa. Afinal, passamos a questionar tudo que fazemos”, complementa. Localizado em São José dos Campos, interior de São Paulo, o Instituto é formado por um grupo de profissionais ligados à oncologia, com foco no tratamento clinico, prevenção, educação e cuidados de suporte em pacientes com câncer. Congrega seis unidades no Vale do Paraíba. Unificando metodologias Diante do elevado nível de competição industrial que acontece atualmente, há quem opte por trabalhar com a metodologia Lean Seis Sigma que, nada mais é do que a junção da filosofia Lean com a proposta Seis Sigma, duas poderosas ferramentas de gestão. É o caso da Medial Saúde e do Hospital Israelita Albert Einstein que, em agosto, venceu o “Prêmio de Excelência em Lean Seis Sigma”, durante o principal congresso de melhoria contínua da América Latina. O evento é organizado pelo IQPC – International Quality & Productivity Center.

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Ambas propostas visam a melhoria do fluxo de valor. Se por um lado, o Lean dá ênfase ao fluxo e à eliminação de desperdício, por outro, o Seis Sigma é trabalhado a partir do uso de uma sequência lógica e racional de ferramentas de gestão e análise de dados. Battaglia, do LIB, explica que o Seis Sigma teve origem na GE e Motorola, e controla estatisticamente os processos. “Eles ensinam as pessoas a trabalhar as estatísticas dentro de uma roupagem, treinando executivos para tornarem-se Master Black Belts, Green Belts, etc”. Implantado em 2007 na Medial Saúde, o Lean Seis Sigma (LSS) foi escolhido por ser uma aborgagem disciplinada para modificar processos, alinhada com a estratégia de negócio, para alcançar resultados. “É mais do que uma metodologia. É uma filosofia de gestão com abordagem sistêmica para transformar o propósito estratégico em resultados concretos, além de ter resultados comprovados em em-

presas como a GE e a Toyota”, opina o presidente da operadora, Henning Von Koss. O projeto foi coordenado por uma diretoria especifica de LSS e contou com a contratação de experts que atuaram coordenando a seleção de potenciais projetos e levando a decisão e priorização à alta administração, cujo apoio foi efetivo. Entre os projetos com foco em hospitais estão aqueles voltados ao controle de materiais de alto custo, ao controle da infecção hospitalar e à redução do tempo de permanência de internação de bebês na UTI Neonatal. O programa de implantação foi coordenado por uma diretoria especifica de LSS e um gerente. Atualmente, a equipe se reporta para a diretoria de operações. Ao todo, 500 profissionais já foram treinados. “A organização como um todo já tem o mapa mental de uma gestão por processos. Todos os projetos estratégicos, de automação ou de viabilidade econômica são gerenciados por um especialista Lean Six Sigma. Nenhuma implementação de tecnologia é realizada sem o acompanhamento de um membro da equipe de processos”, explica Von Koss. Na opinião do presidente, as pessoas são importantes no processo, afinal, os resultados estão diretamente ligados à capacidade delas, à motivação para colocar suas competências a serviço da organização, ao trabalho em equipe, e

à disciplina na execução dos processos visando resolver os problemas dos clientes internos e externos. Vencedor do “Prêmio de Excelência em Lean Seis Sigma”, conquistado em agosto, o Hospital Israelita Albert Einstein trabalha desde 2009 com o Programa Einstein de Melhoria Contínua de Processos, baseando-se na fi losofia LSS. E o balanço, até o momento, é positivo. Houve um aumento do 20% na quantidade de transportes de pacientes realizados conforme SLA de 20min (Antes: 68% / Atual:82%). Houve uma redução de 6% no kg/paciente-dia de roupa lavada e de 17% nas baixas não esperadas de enxoval; de 31% na mediana do tempo de liberação do leito pela higiene; de 37% no tempo de permanência do paciente verde (urgência relativa) na UPA Morumbi; de 54% do ciclo de tempo total de transferência de pacientes da Unidade Ibirapuera para o Morumbi e de 50% no índice de perdas por obsolescência de comprimidos sólidos unitarizados (Antes: 3,8% ; Atual: 2,0%). Soma-se a isso, reduções médias de 26% no tempo de liberação de laudos da tomgrafia para pacientes do pronto-atendimento e de 75% do tempo de parada do sistema pneumático. Segundo o gerente de melhoria contínua de processos, Leopoldo Marroig, o retorno sobre o investimento em 2009 foi de 3,2. O custo operacional do programa pagou 3,2 vezes todos os custos de todos os setores do projeto. “A expectativa para 2010 é aumentar o ROI para 6 ou 7”, diz.

DESAFIOS PAR A SE PENSAR ENXUTO: NO SETOR PRIVADO: • a super utilização dos serviços, • a redução de custos produtivos e administrativos, • a melhoria da imagem diante de prestadores e clientes, • o compartilhamento e gerenciamento das informações para um benchmark e melhoria das operadoras, • o aumento de pequenas instituições são temas que realmente necessitam de cuidados especiais.

NO SETOR PÚBLICO: • a fragmentação da rede assistencial, • a insuficiência na gestão dos gastos, • a fragmentação do processo de trabalho e das relações entre os diferentes profissionais, • a remuneração por tabelas de procedimentos ou baseada no volume de produção sem compromisso com a qualidade, • a organização do acesso ao sistema para a grande massa da população podem ser descritos como desafios importantes a serem trabalhados. Fonte: Porsche Consulting

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S a ú d e B u s i n e ss S c h o o l Os melhores conceitos e práticas de g e s t ã o , a p l i c a d o s a o s e u h o s p i ta l

Módulo 10

governança

Corporativa Este caderno pode ser destacado

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Introdução Depois do sucesso do primeiro saúde business school, continuamos com o projeto. Este ano falaremos sobre gestão hospitalar Percebendo um intenso interesse do mercado por assuntos mais aprofundados

especializadas, para que cada uma escreva sobre o tema

em gestão, nesta edição do projeto

de sua expertise, trazendo assim ao leitor um material

Saúde Business School falaremos

abrangente e didático, escrito pela visão de quem ensina e

sobre administração hospitalar. Em

vivencia a realidade da saúde no Brasil.

cada um dos capítulos, falaremos

O projeto será desenvolvido em 12 módulos, que serão

sobre a gestão de cada área do

publicados de janeiro a dezembro de 2010 nas edições da

hospital, buscando auxiliar os leitores

revista Fornecedores Hospitalares. Cada um deles tratará

na

de tema específico de gestão, detalhado abaixo.

organização,

planejamento

e

implantação de processos em cada

O grande objetivo desse projeto é auxiliar os hospitais na

uma das áreas abordadas.

gestão de suas instituições trazendo um material que pode

Para ter um conteúdo aprofundado e

ser utilizado como instrumento de apoio para as atividades

relevante, buscamos a parceria com

de cada área. Conteúdos complementares poderão ser

instituições de ensino e consultorias

acessados no site www.revistafh.com.br/businesschool

O projeto envolve os seguintes temas: Módulo 1 – Gestão da Qualidade Módulo 2 – Gestão da Hospitalidade Módulo 3 – Gestão Comercial Módulo 4 – Gestão Financeira Módulo 5 – Gestão de Serviços Terceirizados Módulo 6 – Gestão de TI Módulo 7 – Gestão do Corpo Clínico Módulo 8 –Gestão de Infraestrutura e Equipamentos Módulo 9 –Gestão de Suprimentos Módulo 10 – Governança Corporativa Módulo 11 – Gestão de Pessoas Módulo 12 – Gestão de Marketing

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G o v e r n a n ç a C o r p o r at i va Carlos Airton Pestana Rodrigues “Não temos Governança Corporativa na nossa empresa. Vocês podem nos ajudar a implantá-la?” Essa é a forma pela qual, muitos dos nossos clientes expressam sua solicitação inicial de nossos serviços de consultoria. A primeira coisa que geralmente dizemos é que a empresa já deve ter Governança, ainda que ela possa estar distante das boas práticas e, portanto, nosso trabalho irá ajudá-los a elevar suas práticas atuais de Governança Corporativa ao nível das melhores práticas do mercado, buscando maximizar os benefícios que a boa Governança Corporativa trará para a organização. Isso porque em empresas estabelecidas há um bom tempo, algum nível mínimo de Governança já deve existir, caso contrário a empresa não teria sobrevivido. A questão que se coloca então é: qual o nível de Governança atual e que distancia ele está das boas práticas de mercado? Essa é, em geral, a descoberta inicial que se deve fazer antes de implantar qualquer prática de Governança Corporativa em uma empresa. É claro que a situação é diferente em empresas que estão por iniciar sua operação (startups). Nesse caso a Governança Corporativa tem que ser implantada do zero, antes do início das operações do novo empreendimento. Mas antes de falarmos sobre a implantação, vamos rever alguns conceitos de Governança Corporativa para que você, meu caro leitor, tenha um claro entendimento do que estamos falando. O sistema de Governança Corporativa tem o propósito de proteger os interesses legítimos daqueles que investem seu capital na organização, sejam eles acionistas, cotistas ou mantenedores. Também tem o propósito de proteger os interesses dos demais “stakeholders”, ou seja, partes interessadas na organização, como clientes, fornecedores, empregados etc. O exercício das boas práticas de Governança Corporativa gera a confiança necessária para que investidores e demais stakeholders tenham interesse em estabelecer e manter relações econômicas com a organização estimulando assim um círculo virtuoso de criação de valor. Governança Corporativa é um sistema composto por estruturas organizacionais, processos, práticas, princípios e valores; e padrões de conduta que juntos regem a relação entre as partes interessadas na organização. Boas práticas de Governança Corporativa beneficiam organizações de qualquer tipo e tamanho. Sejam elas de capital aberto ou fechado, com ou sem fins lucrativos. Dentre os principais benefícios da boa Governança Corporativa destacamos a maior facilidade de obtenção e menor custo de captação de recursos financeiros no mercado, a maior valorização da empresa e maiores retornos para os acionistas no longo prazo, redução de riscos e, como consequência, uma maior longevidade da organização. As etapas de implantação de um projeto de Governança Corporativa se assemelham muito às etapas de outros projetos. Antes de tudo, como dissemos, precisamos ter um diagnóstico da situação atual para descobrimos onde estamos em termos de Governança Corporativa. Esse será nosso ponto de partida.

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Isso nos permite descobrir os “gaps” (lacunas) existentes entre o nível de Governança atual e as boas práticas de mercado. A partir daí podemos construir um plano de ação para suprimir os gaps existentes, sempre respeitando a cultura da empresa, seu momento atual, suas possibilidades e limitações, seus principais desafios e prioridades de negócios. Elaborado o Plano de Ação, com definições de quem faz o que, como, quando e por quanto, é hora de iniciar sua execução e gerir sua evolução como em qualquer outro projeto, com indicadores de progresso claros e consistentes. Também como em qualquer projeto, durante a implantação, poderão surgir novos fatos e descobertas, determinando ajustes no plano de ação. Pela abordagem descrita, o leitor já pode concluir que dificilmente teremos o mesmo Plano de Ação para diferentes empresas, porque dificilmente encontraremos a mesma realidade em empresas distintas. Vale comentar que muitas empresas, sobretudo as de capital aberto ou em vias de abri-lo, preocupam-se em implantar algumas práticas de Governança Corporativa, porque sabem que muitas dessas práticas são obrigatórias por força de lei ou da regulamentação do mercado de capitais. Assim, preocupam-se exclusivamente em “cumprir a tabela”, como se diz informalmente. A obrigação não deve ser a única motivação para se implantar boas práticas de Governança Corporativa. As empresas que mais se destacam em Governança Corporativa e que, portanto, mais benefícios dela obtêm, são aquelas nas quais suas lideranças creem sinceramente nos princípios e valores que fundamentam as boas praticas e, a partir daí, procuram, voluntariamente, adotar práticas cada vez mais avançadas que vão ao encontro das expectativas dos investidores e do mercado em geral. Isso nos faz lembrar que “pessoas” constituem um dos principais fatores críticos de sucesso para a implantação de boas práticas de Governança. Portanto, assegurar que temos as pessoas certas, alinhadas e comprometidas com os princípios e valores que regem a boa Governança Corporativa já nos dá uma boa garantia do exercício efetivo das boas práticas. Em muitas empresas, infelizmente, vemos uma distância bastante grande entre o que é discursado pelas lideranças e o que é praticado de fato. Em muitos casos a empresa tem um bom código de conduta ética publicado, o presidente faz discursos pontuais sobre os princí-

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pios e valores da organização, inúmeros cartazes com a declaração de princípios e valores estão espalhados pelas paredes das salas e corredores, mas, na prática, a realidade é bastante diferente. É a Governança Corporativa “de fachada” que não produz resultados. Outra situação comum que exemplifica isso é a montagem dos Conselhos de Administração (CA). Muitas vezes diante da necessidade de estabelecer um CA, que implicará em dar poder de decisão a novos sócios, o empresário fundador, que sempre esteve à frente de todas as decisões na empresa opta por escolher conselheiros que acatem integralmente suas orientações empobrecendo assim o debate que poderia ser benéfico para a maximização dos resultados da companhia. Portanto, as práticas de Governança Corporativa trazem benefícios importantes para a organização quando existe coerência entre discurso e ação. Portanto, a ordem é “walk the talk”, como dizem os americanos. É importante também ressaltar que a evolução da Governança Corporativa é, na realidade, um processo contínuo, que se move por meio de “ondas de evolução” as quais chamamos de pequenos projetos de Governança. Isso porque a Governança Corporativa no mundo atual está em permanente evolução, motivada, sobretudo, pelas crescentes exigências dos investidores, pelo ativismo de governos, agentes reguladores do mercado e organizações multilaterais e também pela evolução da própria sociedade, em geral. A forma como as empresas tratam a sua relação com as partes interessadas é fortemente influenciada pela evolução de conceitos na sociedade. Um exemplo disso é o tão discutido conceito de sustentabilidade. A consciência da sociedade sobre a importância da preservação dos recursos naturais do planeta e também de uma melhor justiça social, tem evoluído de forma importante. Isso tem exercido uma pressão imensa sobre o sistema de Governança Corporativa. O mercado já entende que as empresas sustentáveis do ponto de vista sócio-ambiental são aquelas com maior capacidade de geração de resultados futuros e também com maiores chances de perenização dos negócios. Portanto, investir em empresas sustentáveis passa a ser um bom negócio. Isso faz com que empresas que operem com impacto ambiental e social negativos passem a ser preteridas na escolha dos investidores e de outros stakeholders. É só lembrar o desastre do caso da British Petroleum (BP), no Golfo do México. O custo da contenção do vazamento superou a casa dos

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US$ 11 bilhões e a queda no valor das ações chegou ao nível mais baixo dos últimos 14 anos, atingindo quase 16%, trazendo enorme prejuízo para os investidores. Muitos analistas defendem que os problemas da British Petroleum (BP) afetaram os preços das ações da nossa Petrobras, que tem diante de si o desafio de explorar petróleo em profundidades jamais operadas pela empresa. Portanto, o desastre da BP trouxe à tona a discussão sobre as vantagens de investir em empresas do setor petrolífero, que além de explorarem um recurso natural esgotável apresentam grandes riscos ambientais. Vale lembrar que a gestão de riscos corporativos é um processo que integra o sistema de Governança Corporativa e, quando bem executado, minimiza a possibilidade de ocorrência de eventos de impacto negativo relevante sobre os negócios da empresa. Resumindo: A Governança Corporativa é entendida hoje como fator-chave de criação de valor nas empresas. A implantação de um bom sistema de Governança Corporativa parte de um diagnóstico da situação atual da Governança e passa pela identificação dos gaps existentes entre as práticas atuais e as boas práticas de mercado, pelo estabelecimento de prioridades de melhorias de acordo com a situação de cada empresa, pela escolha das pessoas certas para liderar o negócio, pelo estabelecimento e gerenciamento de um plano de ação para a implantação das medidas necessárias, pela avaliação periódica dos resultados e pela evolução contínua das práticas em linha com as expectativas e exigências do mercado. É importante ressaltar que a contratação de uma consultoria especializada para apoiar em todo esse processo constitui um importante fator crítico de sucesso não só pelo conhecimento que agrega, como também pela independência em avaliar certas situações críticas, à luz das boas práticas.

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C a s o d e s u c e ss o Credibilidade e transparência Implementada há 12 anos na Unimed BH, governança corporativa trouxe mais transparência e credibilidade à gestão da instituição Guilherme Batimarchi – gbatimarchi@itmidia.com.br Adotar práticas de governança corporativa tornou-se praticamente uma necessidade institucional que deve ser levada em consideração conforme o crescimento das instituições. Adotado pela Unimed Belo Horizonte há 12 anos, um dos objetivos do novo modelo de gestão foi manter as operações dentro das estratégias estabelecidas pelos conselhos e assembleias. De acordo com o diretor presidente da Unimed BH, Helton Freitas, é fundamental que as partes interessadas tenham cada vez mais confiança sobre os processos de gestão, e transparência exercidos dentro das instituições, independente de seu modelo de negócio. “A política geral da Unimed BH é ter um sistema de governança que de conta de manter as operações dentro das estratégias estabelecidas pelas assembléias e conselhos.” Atualmente, a Unimed BH conta com quatro conselhos, sendo um administrativo, com 15 membros, um conselho técnico, com dez, um conselho fiscal, com seis integrantes e um conselho social - formado por todos os conselheiros e outros cem cooperados eleitos pelas especialidades médicas da instituição, que é responsável pelo pensamento estratégico mais amplo da cooperativa. Com exceção do conselho fiscal, que é eleito anualmente pelos cooperados, os demais possuem um mandato de quatro anos e são eleitos durante as assembléias, que são promovidas duas vezes ao ano com o objetivo de eleger os conselhos e aprovar as prestações de contas e relatórios de gestão das administrações anteriores. “Um dos principais objetivos de nosso trabalho é aumentar transparência e independência de gestão da instituição”, ressalta Freitas. “Ao contrario de um regime societário eu acredito que a governança corporativa em uma cooperativa seja mais importante, pois nós, anualmente, temos que prestar contas para cada um dos sócios que possuem voto igualitário na assembléia, que são 4.860 cooperados, ao contrário de uma sociedade de capital aberto” afirma o diretor presidente da Unimed BH. Além do conselho fiscal, que emite pareceres para a assembléia sobre a aprovação dos balanços, a cooperativa conta uma auditoria externa para transmitir mais transparência e credibilidade na apuração das informações. “Na evolução da cooperativa como operadora de saúde nós fomos desenvolvendo o processo de gestão, que ficou muito mais profissionalizado, com os comitês diretivos e a participação da Ernest & Young como nossa auditoria externa”, afirma Freitas. Atualmente a Unimed BH conta com 4.860 médicos cooperados, dois hospitais, 315 prestadores de serviço, entre eles, hospitais, clínicas e laboratórios e 951 mil beneficiários. Para 2010 a entidade estima atingir um faturamento de R$ 1,8 bilhão.

Sobre o Autor autor

Carlos Airton Pestana Rodrigues - Diretor Presidente da Governance Solutions. (carlos.airton@governancesolutions.com.br) e Professor de Governança Corporativa da BSP- Business School de São Paulo.

empresa

A Governance Solutions é uma empresa de consultoria e treinamento em Governança Corporativa e Governança de Tecnologia da Informação composta por um grupo de consultores associados com ampla experiência em diversos setores da economia, incluindo saúde e o segmento farmacêutico.

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Ace sse o m at e r i a l c o m p l e m e n ta r e m w w w. r e v i s ta f h . c o m .b r /b u si n e sss c h o o l

Saúde business school

Saúde Business School é uma iniciativa da IT Mídia. Todos os direitos reservados.

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ARTIGO RH

OPORTUNIDADES SEM FRONTEIRAS, LIDERANÇAS PRONTAS PARA O INUSITADO

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economia globalizada traz, certamente, oportunidades sem fronteiras. Em contrapartida abre a porta para desafios inusitados. Esta é a experiência hoje vivida por líderes das principais empresas ligadas à indústria de Serviços de Saúde, que inclui Hospitais, Clínicas Especializadas e Laboratórios, e players da complexa indústria de pagadores, seguros e previdência.

Foto: Ricardo Benichio

Alguns indicadores dão o tom desta movimentação: na Europa, temos cortes na área de saúde propostos por governos como o da Espanha; nos Estados Unidos, a controvertida reforma do Sistema de Saúde e os impactos que as mudanças trarão para o setor em nível mundial; os desafios relacionados à inabilidade da grande massa da população na Índia arcar com os custos em saúde; a necessidade por melhores padrões de qualidade no sistema de saúde na China; o baixo nível de investimento estrangeiro requerido para expandir e endereçar as transformações necessárias no Sistema de Saúde de nosso próprio país.

RODRIGO A RAÚJO É SÓCIODIRETOR SÊNIOR DA KORN/ FERRY, RESPONSÁVEL PELA ESPECIALIZAÇÃO EM C IÊNCIAS DA VIDA E SAÚDE

Uma das questões centrais destes desafios é o aumento da idade da população mundial e a necessidade urgente de uma reforma global no Sistema de Saúde. Atualmente, por conta da evolução da medicina e também pelo incremento tecnológico e conscientização da população, a tendência é de se viver melhor e por mais anos. Ou seja, grandes desafios já estão, literalmente, tirando o sono de governantes e líderes do setor, que precisarão conduzir mudanças significativas nos próximos anos. O desafio mais crítico será o de antecipar e entender como e quais as melhores iniciativas para lidar com estas mudanças. Para a população em geral, esses impactos são mais do que discutidos e conhecidos. Entretanto, também é importante analisar esta questão sob a ótica dos impactos nas empresas que atuam na Indústria dos Serviços de Saúde. Nessa perspectiva, esses desafios se combinam a fatores como a estratégia consolidadora e de crescimento agressivo de organizações, a internacionalização de companhias, crescimento exponencial nos mercados emergentes (BRICs), que se traduzem em mais oportunidades e complexidade na gestão dos negócios. As empresas dependem de talentos executivos prontos para conduzir um futuro que já chegou. Segundo estudos da Korn/Ferry International, dentre as habilidades e competências criticas para esta nova liderança está a combinação de um executivo de alta performance e de alto potencial, que embora parecidos, têm características diferentes. Enquanto o primeiro define-se por um profissional reconhecido como expert, um colaborador de difícil substituição, confiável e de performance consistente, o segundo apresenta grande facilidade para lidar com ambiguidade e complexidades das empresas, e extrema capacidade para aprender em situações novas, alcançando resultados extraordinários mesmo em situações desconhecidas. Fica fácil concluir que gerir pessoas e identificar os talentos serão cruciais para assegurar as sustentabilidade dos negócios no longo prazo. E garantir que as novas lideranças conduzirão a evolução dos negócios, bem como seu papel nas organizações e no seu setor de atuação. O importante é perceber que para que a inovação realmente aconteça, é preciso incorporar novos modelos e um pensar novo e diferente. A mudança pode estar até mesmo fora do setor de Serviços de Saúde. Vencerão aquelas que souberem extrair o máximo de seus talentos executivos complementados com o desenvolvimento de novas lideranças capazes de lidar com as transformações importantes do próprio setor. Ou seja, talentos prontos para entender que agora a mudança é a regra, não a exceção.

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tecnologia

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ais do que garantir acesso em alta velocidade à internet e com baixo custo para a população brasileira, o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) irá beneficiar, principalmente, organizações públicas, entre elas cerca de 60 mil unidades de saúde existentes no País. Atualmente, cerca de 21% dos domicílios, aproximadamente 11,9 milhões, possuem acesso à internet em alta velocidade. Desta parcela, boa parte dos usuários concentra-se nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, aponta um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pela Presidência da República. O levantamento ainda mostra que a banda larga no Brasil é uma das mais caras do mundo, correspondendo a 4,5% da renda mensal per capita dos domicílios, em países como a Rússia esta parcela chega a 1,6% e em países desenvolvidos ela não ultrapassa a margem de 0,5% da renda. Visto como uma das grandes ferramentas para democratizar o acesso à rede mundial de computadores, o PNBL terá cobertura em quase todo o território nacional, atingindo mais de cinco mil municípios brasileiros distribuídos pelos 26 estados contemplados pelo programa. “Um dos nossos objetivos é quadruplicar o número de acessos à rede nos próximos quatro anos, atingindo a meta de 40 milhões de domicílios conectados”, ressalta o assessor especial do comitê gestor do programa de inclusão digital da presidência da República, Nelson Fujimoto. Segundo o assessor do programa, a Casa Civil e o Ministério das Comunicações trabalham em três frentes para que o projeto obtenha o sucesso esperado. “Estamos trabalhando para ampliar a infraestrutura de cobertura da banda larga, melhorar a velocidade de navegação, que hoje atinge a média

de 128 kbps e melhorar o preço, para que mais pessoas e instituições tenham acesso a esta tecnologia” completa. Segundo Fujimoto, o programa também irá integrar as esferas federal, estadual e municipal na prestação de serviços à população. Um dos exemplos dado pelo assessor foi a saúde pública. “Com a implementação do sistema serviços como aprimoramento profissional, agendamento de consultas e teleconferências poderão ser realizados entre profissionais do setor”. A primeira fase do projeto será marcada pela conexão de cem cidades até o final de dezembro deste ano. O backbone - responsável por fornecer o serviço - ligará a região Sudeste ao norte do País, passando por Brasília e outras 15 capitais, fornecendo uma velocidade média de conexão de 512 kbps a um custo que varia entre R$25 e R$35. Com o objetivo de viabilizar o programa, o governo federal utilizará os cabos de fibra ótica da antiga Eletronet, que hoje pertence à União e outras empresas estatais, reunindo mais de 16 mil km de cabos. Segundo Fujimoto, está previsto para 2011 um aporte financeiro de R$200 milhões para o projeto. Para o diretor do departamento de informática do Ministério da Saúde (Datasus), Luis Gustavo Loyola, o Sistema Único de Saúde (SUS) será um dos principais beneficiários do programa. “Cada vez mais é necessário que os sistemas estejam integrados, pois só dessa maneira a esfera federal poderá se comunicar com unidades de saúde estaduais e municipais”. O diretor do Datasus acrescentou que a rede de dados do Ministério da Saúde foi ampliada em 2009 para atender o aumento de demanda que será gerado pelo PNBL. “Antes de 2009, tínhamos 186 pontos de acesso à internet no serviço de saú-

NEGÓCIOS EM ALTA Saúde está entre os principais setores beneficiados pelo Plano Nacional de Banda Larga

Foto: T�i���to��

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VELOCIDADE Guilherme Batimarchi – gbatimarchi@itmidia.com.br

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tecnologia

de, e hoje podemos contar com 700. Atualmente, o País possui cerca de 60 mil estabelecimentos de saúde na área pública, muitos deles ainda sem conexão à rede mundial de dados. O programa de banda larga vem para beneficiar essas instituições e também agentes de saúde que não possuem acesso fácil a esta tecnologia”. Para expandir o número de pontos de acesso à internet, o Ministério da Saúde desembolsou cerca de R$ 26 milhões. Outros R$ 10 milhões foram gastos na ampliação da capacidade de armazenamento, processamento de dados e centrais de processamento de dados (data center) do Datasus. Loyola considera esse apoio ao serviço de comunicação para a saúde pública fundamental para que os profissionais do setor possam trocar informações. “Imagine um agente de saúde que esteja em uma região remota do Brasil que possa trocar conhecimento ou aferir uma informação para auxiliar seu atendimento”. “Entre os estudos realizados pelo Ministério da Saúde na área de recursos humanos, os profissionais de saúde não aceitam trabalhar em regiões remotas do País é justamente a falta de apoio (comunicação) e falta de atualização profissional, com o PNBL este problema pode ser resolvido”, completa. De acordo com a proposta do PNBL, caso a rede de banda larga chegue a uma região onde a instituição de saú-

de não possui conexão, o Datasus contratará o serviço e fornecerá a infraestrutura necessária, servidores, roteadores, computadores e outros equipamentos. “É claro que essa operação necessita de cooperação das áreas de interesse do Ministério da Saúde, como, por exemplo, as secretarias de Atenção à Saúde e secretarias de Vigilância Sanitária que possuem a demanda e a visão do que é necessário em termos de comunicação”, afirma Loyola. Membro do comitê gestor do Programa Nacional de Banda Larga, o Ministério da Saúde já iniciou, junto com as secretarias , um levantamento para mapear a necessidade por infraestrutura nas primeiras cem cidades que serão contempladas com o serviço. Para João Moura, presidente da Telcomp, associação que representa empresas do setor de telecomunicações, nas primeiras fases do projeto o impacto do programa será muito maior na competitividade entre as empresas do que na produção tecnológica. “Nesse primeiro momento, teremos um impacto direto no preço do serviço e na competitividade entre as empresas. Só após o serviço estar estruturado surgirá a demanda por tecnologia”. Segundo Moura, para que a implementação da rede pública de banda larga obtenha sucesso não só nos serviços mais básicos, mas também na área de telemedicina, integração de prontuários eletrônicos, vídeo conferências,

entre outros, é necessária a participação do mercado. “Expandir o rol de serviços é uma das ambições do programa”, diz. O executivo da Telcomp destaca também a importância da participação da iniciativa privada no PNBL, tanto para fornecer tecnologia, quanto para viabilizar o acesso por meio dos backhauls junto com a Telebrás, gestora do PNBL. “A participação de empresas do setor privado é fundamental. O governo precisa desse empreendedorismo, pois sozinho não dará conta de prestar serviços como atendimento ao cliente, suporte e instalação”, completa Moura. Moura acredita que, se o governo enxergar setor privado como concorrente, em vez de um potencial parceiro, e as empresas não encararem o PNBL como uma oportunidade de negócio, o sucesso do programa para a área de saúde estará comprometido.

É necessário que o sistema esteja todo integrado. Só dessa forma a esfera federal poderá se comunicar com as unidades estaduais e municipais

Foto: Divulgação

Luis Gustavo Loyola, do Datasus

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de olho nos fornecedores

materiais e medicamentos

infraestrutura

equipamentos

serviços

TI

Saúde sob

controle Guilherme Batimarchi – gbatimarchi@itmidia.com.br

Sendo um dos índices de maior atenção na operação dos hospitais, o controle de infecção ganha reforços com o desenvolvimento de produtos e tecnologias para os hospitais Contaminações causadas por exposição a materiais biológicos, instrumentos mal esterilizados, falta de higiene no interior das unidades de saúde e, até mesmo, descuidos por parte do corpo clínico contribuem para a proliferação de micro-organismos que podem causar as temidas infecções hospitalares. Segundo um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Infectologia, cerca de 45 mil pessoas morrem anualmente vítimas de algum tipo de infecção contraída em períodos de internação ou pós-internação no Brasil. O estudo apontou que até 15% dos pacientes internados contraem algum tipo de infecção hospitalar o que resulta em um aumento no período de internação de 5 a 10 dias. Para o médico infectologista e gerente de inovação do Hospital do Coração (HCor), Pedro Mathiasi, o controle dos índices de infecção hospitalar não pode ser exclusivamente das instituições de saúde. O corpo clínico e outros profissionais envolvidos nas rotinas médicas devem adotar medidas preventivas para conter estes índices. “Campanhas de conscientização do corpo clínico devem constantemente ocorrer para melhorar as práticas de higiene e processos na hora de atender o paciente”, destaca. Medidas simples como lavar as mãos e o estetoscópio após o atendimento a pacientes e não sair do ambiente hospitalar vestindo o jaleco podem diminuir consideravelmente a contaminação no interior das unidades hospitalares. Porém, o infectologista destaca que apenas a adoção de processos não contribui totalmente com o aumento da segurança do paciente. O mapeamento e monitoramento dos índices de infecção são vitais para que possam ser montadas estratégias para controlar os índices de infecção. “O monitoramento dos indicadores, utilização de sistemas de vigilância

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ativa por meio de Health Information Systems (HIS), prontuários e notificações feitos pela enfermagem e indicadores de processos, como o cheklist durante procedimentos cirúrgicos, podem colaborar para que os índices de infecção diminuam” acrescenta Mathiasi. De acordo com o médico, os pontos mais críticos encontrados nas instituições de saúde e que merecem atenção por parte das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs) são os laboratórios de microbiologia e centros cirúrgicos. “O que torna os centros cirúrgicos pontos críticos para um hospital são os tipos de procedimentos lá realizados, recursos e o estado de saúde em que se encontra o paciente”. Manter a higiene dos materiais não descartáveis em um centro cirúrgico ou mesmo no pronto socorro do hospital são fundamentais para as boas práticas de segurança do paciente. Para isso é obrigatório por lei que o hospital possa contar com equipamentos de lavagem e esterilização de instrumentos, como lavadoras e autoclaves. Alinhar estes serviços com o desenvolvimento sustentável, gerando economia de recursos também se tornou uma prioridades, tanto dos hospitais quanto da indústria a fim de atender essa demanda. Empresas como Cisa e Steris, que fornecem termodesinfectoras, lavadoras e autoclaves para o setor médico. Muitas das empresas que atuam no segmento já fornecem equipamentos capazes de reduzir em até 30% o consumo de recursos naturais, sem perder a eficiência de suas funções. Segundo o engenheiro clínico do Hospital 9 de Julho, Luciano Gehrke, comissões de controle de infecção e engenheiros clínicos devem trabalhar em conjunto para mapear os índices de infecção e tomar as melhores decisões para aumentar a segurança do paciente. “A engenharia clínica do hospital deve olhar a segurança do pa-

ciente desde a planta do edifício até o último processo, sempre integrada com outros setores da unidade, nunca de forma individual ”, diz. Pensando na segurança a partir da infraestrutura das unidades de saúde a indústria criou materiais como pisos especiais e tintas bactericidas que também auxiliam no controle das infecções. Pisos feitos de linóleo resinado são muito comuns em centros cirúrgicos, pois este tipo de assoalho é resistente a choques e não solta resíduos, além de não possuir juntas ou bordas dificultando o acúmulo de sujeira e a formação de colônias de fungos e bactérias. As tintas voltadas ao segmento hospitalar a anos têm chamado a atenção de empresas como a Sherwin Williams e Maestria, que fornecem seus produtos para hospitais e clínicas de todo o País. Diferentes das tintas comuns, este produto recebe um aditivo que impede a cultura de micro-organismos nas superfícies pintadas, possuem um baixo índice de toxicidade, pouco odor e secagem rápida, podendo ser aplicadas em centros cirúrgicos, leitos e superfícies metálicas. Segundo Gehrke, para que o hospital tenha um controle eficiente sobre a segurança de seus pacientes é

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Os pontos críticos encontrados nas instituições de saúde e que merecem mais atenção são os laboratórios de microbiologia e centros cirúrgicos

necessário que ele conheça exatamente o próprio ambiente antes de aplicar qualquer medida. Além das medidas de segurança adotadas nos centros cirúrgicos a proteção de médicos e pacientes também depende dos materiais utilizados durante os procedimentos, como tecidos de alta densidades, projetados para barrar o contato do médico com f luidos corporais ou sangue do paciente ou desenvolvidos a partir de substâncias bactericidas. Desenvolvido na Universidade Bar-Ilan, em Tel Aviv, Israel, a partir de nanopartículas de óxido de zinco - substância antibacteriana – um tecido, ainda em caráter experimental começa a ser utilizado na confecção de toalhas, cortinas e aventais cirúrgicos. O tecido evita a formação de bactérias provocadas pelo suor. Essas bactérias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são responsáveis por 9% dos casos de infecção hospitalar nos países desenvolvidos. Outra solução apresentada pela indústria é o SSMMS, um não tecido feito com fibras de polipropileno e tratado com substâncias impermeabilizantes produzido pela Venkuri, empresa nacional de insumos hospitalares. O SSMMS cria uma barreira que impede o contato de agentes contaminantes como sangue, líquidos f luidos corporais, partículas e microorganismos infecciosos - vírus, micróbios e bactérias – com o profissional de saúde ou pacientes. Um dos fatores destacados por Gehrke foi a relação custo benefício dos materiais. “Cada hospital deve estudar a aquisição das tecnologias necessárias levando em consideração se estes produtos atendem exatamente a demanda da instituição e estão de acordo com as condições financeiras, caso contrário nem mesmo a aquisição do melhor produto será um bom negócio”. O engenheiro clínico do 9 de Julho chama a atenção para que o assunto seja trabalhado sempre de forma integrada com todos os setores do hospital, da engenharia ao atendimento. “É necessária a criação de planos de contingenciamento em casos de acidente ou quando as coisas fogem do controle. Quando isso acontecer todos no hospital terão de saber como agir, pois soluções e materiais para contenção de infecções hospitalares existem para todos os segmentos do hospital, basta saber qual o melhor processo para utilizá-los”, finaliza Gehrke.

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Foto: Divulgação

Pedro Mathiasi, médico infectologista e gerente de inovação do HCor

Pedro Mathias: Segurança do paciente é responsabilidade de médicos e hospitais

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ESPAÇO JURÍDICO

ESTADÃO SOB

CENSURA

Foto: Ricardo Benichio

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RODRIGO A LBERTO CORREIA DA SILVA É CORREIA DA SILVA A DVOGADOS, PRESIDENTE DOS COMITÊS DE SAÚDE DA C ÂMARA BRITÂNICA DE COMÉRCIO (BRITCHAM) E DA C ÂMARA A MERICANA DE COMÉRCIO (AMCHAM), SÓCIO DO ESCRITÓRIO

ADVOGADO DE DIVERSAS ASSOCIAÇÕES DE CLASSE E EMPRESAS DE PRODUTOS E SERVIÇOS DE SAÚDE , M ESTRE EM DIREITO PELA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE C ATÓLICA DE SÃO PAULO (PUC-SP) E AUTOR DO LIVRO “R EGULAMENTAÇÃO ECONÔMICA DA SAÚDE” – RODRIGO@ CORREIADASILVA.COM.BR

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om este título tenho certeza que o leitor espera encontrar um texto relativo a liberdade de imprensa e como vem sendo atacada no Brasil e será surpreendido, ou desapontado, pois não é disto que pretendo tratar. Quando vejo todo dia esta contagem progressiva no jornal na condição de advogado o que me chama a atenção não é tema deste processo em especial mas na contagem em si, no número de dias desde que foi concedida a medida liminar contra o jornal O Estado de São Paulo sem que se chegue a uma decisão final nos tribunais superiores sobre seu cabimento. Nem se fale do julgamento definitivo do processo que é melhor contar em décadas e não dias, meses ou anos. Esta é a realidade com que lidam os advogados e as partes no poder judiciário. Processos que entram e só sairão nas futuras gerações. Foi recentemente publicado o pelo Conselho Nacional de Justiça o estudo Judiciário em Números que conforme os dados de 2009 aponta que o poder judiciário custa 1,2% do PIB nacional e contamos com oito magistrados para cada cem mil habitantes, sendo seis deles da Justiça Estadual (responsável pelos litígios não trabalhistas entre pessoas, empresas e com a administração pública municipal e estadual) – a Espanha 10,1 – Itália 11 – França 11,9 e Portugal 17,4 magistrados a cada cem mil habitantes. Vemos por estes dados de um lado o gigantismo do Judiciário Brasileiro e de outro o quanto ainda é pequeno comparado com as necessidades que atende decorrentes de um aumento vertiginoso da litigiosidade entre as pessoas e destas com o Poder Público especialmente depois da Constituição de 1988 que garantiu ao cidadão direitos que o Estado Brasileiro ainda não está estruturado, tampouco tem cultura gerencial, para garantir e de fato não garante se não for obrigado. De toda a informação presente no relatório a que mais afeta o setor privado, pessoas e empresas, é a chamada taxa de congestionamento, percentual do número de processos em trâmite que não foram baixados do poder judiciário, ou seja, não foram definitivamente encerrados. Na Justiça Estadual em média na fase de conhecimento, na qual o judiciário verifica e interpreta dos fatos para decidir de quem é o direito pleiteado, a taxa foi igual a 62%, ou seja 62% dos processos que estavam nesta fase em 2009 entraram desta forma em 2010. Na fase de execução, quando ou já se tem a decisão ou um documento que a substitui e a parte busca que lhe seja concretamente entregue o que lhe pertence, dinheiro, bem, ações ou abstenções, a taxa de congestionamento na Justiça Estadual alcança incríveis 90%!!!! Na Justiça Federal aonde tramitam os processos contra o Governo Federal a taxa de congestionamento na primeira instância é de 58%, nos tribunais de segunda instância é de 67,1% e na fase de execução 81%!!! A mais eficiente, a Justiça do Trabalho, tem uma taxa de congestionamento de 37,4% na primeira instância, 28,2% na segunda instância e 66,8% na fase de execução. Estes dados demonstram que existe ainda grande insegurança jurídica no Brasil em decorrência de um judiciário ineficiente e diferentemente do que se vê em debate correntemente o problema é muito maior na fase de execução dos processos, em que não há mais o que discutir quanto ao mérito. Este gargalo gera o famoso ganha mas não leva que já foi atacado por diversas reformas processuais. Contudo o que se vê na prática do dia a dia é que os juízes e tribunais são favoráveis aos devedores, amenizam os efeitos das normas processuais e dão infinitas oportunidades para que estes reapresentem suas defesas já tão surradas. Exceto na Justiça do Trabalho, implacável com os empregadores e titular dos melhores índices de desempenho neste item. Precisamos urgentemente de juízes estaduais e federais hábeis e motivados para levar a cabo os direitos que o judiciário ao final garante aos que lhes batem as portas.

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Mariana Fontes – mfontes@itmidia.com.br

Fotos: Arquivo Pessoal

A prática do ciclismo trrouxe à vida do infectologista Carlos Starling muito mais saúde, disposição e bom humor Um dia de semana comum, horário de pico em Belo Horizonte (MG). Um médico está voltando do trabalho, pela avenida Amazonas, que está engarrafada mais uma vez. Parado por muito tempo em frente a uma loja de bicicletas, ele desce do carro, decide entrar e sai de lá com uma bike novinha. Coincidência ou destino, foi assim que o infectologista Carlos Starling iniciou sua “carreira” no ciclismo, aos 46 anos de idade. Hoje, aos 52, o médico é tetracampeão mineiro de contrarrelógio, ganhou bronze no Campeonato Brasileiro e ficou em sexto lugar no Campeonato Mundial de Médicos, em Toscana, Itália. Antes de se apaixonar pelo ciclismo, um problema no joelho havia afastado Starling do futebol. Em um ano, a bicicleta o ajudou a perder os 20 quilos ganhos com o sedentarismo. Atualmente, ele acorda às 6h30, cinco vezes por semana, e pedala por até duas horas, com a coordenação de um treinador. “Atribuo o sucesso à minha dedicação ao esporte. No Brasil, particularmente, não é comum as pessoas praticarem o ciclismo com tanta regularidade”, comenta. O médico divide o hobby com várias outras atribuições que tem durante o dia. Starling coordena o Serviço de Controle de Infecções dos hospitais Vera Cruz, Lifecenter e Baleia e é o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia e coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Como se não bastasse, ele também preside a União Ciclística de Minas Gerais, reunindo uma equipe de mais de mil esportistas que, além de pedalar, fazem ações sociais contra a hipertensão, diabetes e promovem o ciclismo em comunidades carentes. “Nosso grupo tem homens e mulheres de todas as idades”, conta Starling, que conseguiu incentivar outros profissionais da saúde a aderirem à prática. “Inúmeros médicos estão pedalando com a gente. Minha secretária do hospital faz parte da equipe. O presidente da Unimed BH também vem e traz o filho junto”, conta. O ciclismo entrou na vida do infectologista há poucos anos e firmou seu espaço em meio a tantas outras atividades diárias. Mesmo quando viaja, o médico não abandona a prática: aluga uma bike ou leva a dele junto. A explicação para o esforço é simples. Além das medalhas e da melhora na saúde, Starling diz que o bom humor foi o maior benefício que o esporte lhe trouxe. “A liberação de endorfina é enorme. Foi uma mudança no estilo de vida, que me deixa muito bem humorado. Inclusive no meu trabalho, sou muito mais produtivo por causa disso.” Com tanta dedicação, Starling já tem planos para o próximo ano. Além das competições nacionais, ele pretende participar de campeonatos na Europa, incluindo as próximas Olimpíadas Médicas Mundiais.

Foi uma mudança de estilo de vida. Sou muito mais produtivo por causa disso

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LIVROS

EU RECOMENDO

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Alberto Kaemmerer, diretor técnico do Hospital Mãe de Deus

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Recomendo, no momento, a leitura do livro “Por que as zebras não têm úlcera?”, que oferece uma rara oportunidade para um entendimento simples de dois temas de extrema complexidade científica: estresse e depressão. Escrito por Robert M. Sapolsky, premiado biólogo e neurologista da Universidade Stanford – Califórnia, o texto orienta como entender e lidar com o “estresse”, algo impossível de ser eliminado das nossas vidas e com a depressão que vem em espantoso crescimento epidemiológico. Outro grande ensinamento é mostrar a impossibilidade de entender uma doença fora do contexto do indivíduo que dela padece. Tudo o que a zebra faz e como se recompõe após se livrar do ataque do leão está escrito de modo simplificado e direcionado a manter o interesse do leitor até a última página. “Por que as zebras não têm úlceras?” prova ser possível escrever com suavidade e bom-humor sobre os mais sérios e consistente estudos científicos.

Livro: Por que as zebras não têm úlceras? Autor: Robert M. Sapolsky Editora: Francis Preço Sugerido: R$ 89,00

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LIVROS A vida por um fio inteiro

O cardiologista e autor best seller aborda neste livro sua trajetória de mais de 32 anos em que liderou a UTI do Hospital Albert Einstein, onde atendeu mais de 70 mil pacientes. Retrata histórias das inusitadas às emocionantes. Comenta sobre a introdução dos conceitos intuitivos de gestão e organização de uma equipe multidisciplinar, cuja atuação foi reconhecida até no exterior. A obra também relata o período de uma luta pioneira quando surgiram os primeiros casos de AIDS no país, assim como as questões polêmicas que envolvem a Eutanásia e as histórias de quando a vida está por um fio.

Autor: Elias Knobel Editora: Atheneu Número de páginas: 320 Preço sugerido: R$ 37,00

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Rotinas em Obstetrícia

Organizado por especialistas da área, de linguagem acessível e projeto gráfico moderno, este livro serve como um constante e prático guia para médicos da área, trazendo o que há de mais atual na especialidade e contemplando a experiência do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, dedicado ao ensino, à pesquisa e à extensão nos últimos 35 anos. Além da facilidade de leitura, é possível reforçar a compreensão com questões ao final dos capítulos e acessar o hotsite via internet. Este título chega ao mesmo tempo de outro que contempla a ginecologia, pela mesma editora.

Autores: Fernando Freitas, Sérgio H. Martins-Costa, José Geraldo Lopes Ramos, José Antônio Magalhães. Editora: Artmed Páginas: 904 Preço: R$ 159,00

Manual de Terapia Familiar Vol.II

Sob um tema cujo ramo se expandiu muito no país nos últimos anos, este livro vem para preencher uma falta sentida pelos estudiosos em terapia familiar sistêmica. Ao unir o pensamento dos principais terapeutas brasileiros, a obra se propõe a ser uma referência tanto para estudantes quanto para profissionais. Além da origem e dos marcos referenciais das terapias familiares, há discussão sobre as terapias em distintas configurações familiares, incluindo idosos, adolescentes, bebês e até filhos adotivos, assim como situações específicas como situações de luto, drogas, distúrbios alimentares e psicoses, entre outras.

Autores: Luiz Carlos Osorio, Maria Elizabeth Pascual do Valle e colaboradores Editora: Artmed Páginas: 276 Preço: 58,00

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carreiras

Vita Curitiba tem

Foto: Divulgação

novo superintendente Hospital Vita Curitiba está sob novo comando. André Luiz e Silva assumiu a superintendência geral da insituição. O executivo deixou o Hospital Santa Cruz de São Paulo, onde atuava como gerente comercial há mais de um ano. A mudança é um grande desafio para Silva, que está desde 2005 no mercado de saúde. “Desde que entrei em saúde sempre atuei nas áreas comercial e marketing e no Vita vou ser superintendente geral, terei 700 subordinados diretos e indiretos, enquanto no Santa Cruz eu tinha em média 30”, declara. A troca está alinhada ao plano de carreira do executivo, que tem como objetivo alcançar cargos elevados num período de maturidade mínimo. “Isso é um salto em termos de responsabilidade. A partir de agora meu negócio é hospital com muito mais abrangência”, ressalta ao citar que o seu perfil de negócios aliado a essa atuação operacional é uma carência do segmento de saúde. Silva é Analista de Sistemas, formado pela Unisanta e pós-graduado em Sistemas Digitais pela Unisantos e em marketing pela Unimes. Além disso, o executivo possui MBA em Negócios no ITA e na ESPM. O novo superintendente do Vita Curitiba tem passagem pela Xerox, onde atuou 12 anos na área comercial e pelos hospitais São Luiz e HCor.

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Daurio Speranzini assume

presidência do Nossa Senhora de Lourdes Daurio Speranzini Jr. é o novo Presidente Executivo das 10 empresas que compõem o Grupo Nossa Senhora de Lourdes. O executivo deixa a vicepresidência sênior da Philips América Latina e assume o cargo, com atribuições definidas de acordo a nova estrutura organizacional. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital, a nova diretoria “visa a atender melhor as estratégias de crescimento do Grupo”. Daurio passa a gerenciar cerca de 2 mil colaboradores, mas a família Sinisgalli manterá o controle patrimonial e estratégico do complexo médico-hospitalar, localizado no bairro Jabaquara, em São Paulo (SP), e das empresas coligadas (Hospital Nossa Senhora de Lourdes, Hospital da Criança, Centro de Diagnóstico NSL, Angiodinâmica, Lithocenter, Saúde Medicol, Hospclean, Centro de Medicina Integrada, Interlar Home Care e Escola NSL). Além da contratação de Daurio, a diretoria do Grupo passa por outras mudanças. Wagner Lima assume o cargo de Diretor Financeiro e de Controladoria, respondendo pelos setores Financeiro, Controladoria e Tecnologia da Informação. Carlos Augusto Brandão é o Diretor Técnico, respondendo pelas áreas Médica, Enfermagem, Nutrição Clínica e Epidemiologia / Segurança Assistencial. Como diretor de negócios, Marino Scuarcialupi responde pelos setores de Contas Médicas, Negociação e Marketing. Mauro Valezin, diretor de Operações, responde pelos setores de Hospitalidade, Atendimento, Suprimentos e Compras. Já Valter Hannum, da Assessoria de Relacionamento Médico, tem a missão de atrair e fidelizar o corpo clínico.

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vitrine Nesta edição, você confere os lançamentos de soluções em maternidade e neonatal.

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1 | Cuidado intensivo

A linha Lullaby, da GE Healthcare, complementa as soluções necessárias para a UTI neonatal. Com ela, os médicos têm a opção de contar com uma avançada tecnologia e para tratamentos como o de icterícias aos recém nascidos, por exemplo. Entre as principais características, a Lullaby Warmer permite movimentos horizontais de até 180 graus, sistema intuitivo de manuseio e bandeja para raios X. Já a Lullaby PT oferece flexibilidade e facilidade no manuseio, lâmpadas fluorescentes mais duráveis que as tradicionais e intensidade de luz compatível com as orientações atuais.

2 2 | Respiração vital

O ressuscitador infantil Babypuff - Model 1020, da Fanem, possibilita uma eficaz oxigenação, inflando os pulmões do paciente de maneira segura com um PIP consistente e excelente controle na manutenção da PEEP, mantendo assim a Capacidade Residual Funcional (FRC- Functional Residual Capacity) e consequente abertura dos alvéolos, prevenindo o colapso dos pulmões. Um aparelho diferenciado dos ressuscitadores manuais de bolsa e os de válvulas em monobloco, possuindo a facilidade das leituras diretamente em um manovacuômetro de resposta rápida e, eficiente sistema de interface ao paciente.

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GESTÃO DA MÉDIA S

e você ler um livro de capinha ingênua e de nome estranho (Andar de Bêbado), perceberá que se trata de uma pequena amostra do acaso.

Leonard Mlodinow, ou autor, é um físico americano que explica no livro sobre como o aleatório afeta a vida de todos. Teoria bem explicada, fundamentada, com exemplos e tudo mais. O que Leonard não imagina é que sua maior contribuição não vem da teoria total e sim do exemplo inicial, que aparece logo nas primeiras páginas do livro. Imagine que você tem um funcionário com uma média de desempenho 7 em suas atividades. Em alguns dias 8, em alguns dias 6. Ou seja, média 7.

Foto: Ricardo Benichio

Num determinado dia o mesmo funcionário desempenha suas atividades com média 4 e você, preocupado com a sua atitude resolve puni-lo. No momento seguinte ele cumpre suas atividades com desempenho 10.

A LBERTO LEITE É DIRETOR EXECUTIVO E P UBLISHER DA IT M ÍDIA S.A

Passa-se um mês e o funcionário que você acompanha de perto realiza tarefas com desempenho 10 e você o elogia. Após os elogios seu desempenho cai para 4. Em algum momento você se senta em sua cadeira e pensa: Se punir sobe a nota, se elogiar, cai a nota. Vou punir o tempo todo. Aí é que mora o grande erro. As pessoas têm uma média de desempenho. Em alguns momentos sobe, mas pode ter certeza de que voltarão à média. E só existe uma maneira de o fazerem, caindo na próxima, para somar e dividir por dois e chegar onde? Na média. Não foi sua bronca ou seu elogio que mudou as notas, foi a média. Ok Alberto, mas como fazer para que as pessoas sejam melhores? Não tente aumentar o desempenho de alguém em mais de um ponto, pois simplesmente não acontece. Os aumentos acontecem de ponto em ponto. Somente um fator muda a média: um acidente. Um evento inesperado muda tudo. Uma gravidez, um acidente, uma viagem, religião, enfim, fatores inesperados e que mudam quase tudo em nossas vidas. Esses eventos podem aumentar ou diminuir a média, este é o problema. Do contrário a mudança acontece lentamente, baseada em uma gestão denominada Gestão da Média. A cada dia apresenta-se uma pequena solução para um problema encontrado. De um lado potencializam-se as competências das pessoas, de outro diminuem-se as deficiências. Com isso as pessoas vão enxergando onde acertam mais e fazem força para que aquilo se repita. Parece fácil, mas não é. É difícil demais. A maioria dos gestores que conheço se esforçam e no final acabam apontando somente as falhas. Apontar falhas é uma atividade relativamente simples. Qualquer um pode fazer. A Gestão da Média coloca as pessoas num olhar mais amplo sobre suas vidas, carreiras, perspectivas, expectativas, sonhos, e faz com que estejamos mais alinhados com o andar do mundo novo, que ambiciona a troca e não a ordem. Parece piegas o discurso, mas digo com tranquilidade que tenho conseguido, e continuarei nessa linha, fazendo com que cada uma das pessoas que comigo trabalham consigam ser melhores a cada dia, ponto a ponto, segundo a segundo, como num jogo, como num filme, como numa empresa, onde quero ganhar e compartilhar. Sem dúvida nenhuma, compartilhar.

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