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BARULHO D'ÁGUA MÚSICA

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1276 – Gil Jardim rege OCAM e grava clássicos nacionais com gaitista Gianluca Littera

A Viola Caipira como estandarte (Sidnei

|| tambores comunicações || assessoria de comunicação Repertório traz releituras de Chico Buarque, Milton Nascimento, Cartola,

de Oliveira)* Contato Dia do Violeiro (18 de maio) Parceiros e colaboradores

Djavan, Paulo Bellinati, Cesar Camargo Mariano , com participação de Léa Freire, Ari Colares e Neymar Dias, entre outros FOTOS DO FLICKR

O gaitista italiano Gianluca Littera descobriu a música brasileira na adolescência. Como conta, ‘foi amor à primeira escutada’. Na década dos anos 1970, um amigo apresentou para Luca um disco do violonista Baden Powell (1937-2000) e “com aquela música diferente, num equilíbrio perfeito entre ritmo e melodia”, relembrou,


observando que naquele tempo ainda não havia as facilidades das redes sociais, e conseguir LPs brasileiros, na Itália, não era tarefa fácil. Gianluca não desistiu. Teve acesso a outros LPs, viu shows de músicos brasileiros em Roma, ficou amigo de alguns deles e se envolveu tanto, que, em 2003, foi convidado a tocar no Brasil, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo Paulo (Osesp). Foi quando conheceu Gil Jardim, diretor artístico da Orquestra de Câmara da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), maestro que, por coincidência, tinha sido chamado pela Osesp para dirigir o concerto. Esse encontro gerou uma parceria que frutificou e o resultado é o disco Segredos de Vera Cruz – Música Popular Brasileira para Gaita e Orquestra. O álbum, com distribuição da Tratore, reúne músicas de Chico Buarque e Edu Lobo Beatriz), ( Milton N ascimento (Vera Cruz) e outros compositores do Brasil, todas com solos de Littera e arranjos e regências de Jardim. Um exemplar de Segredos de Vera Cruz, que ouvimos enquanto escrevíamos esta atualização, foi gentilmente enviado ao Barulho d’água Música pelos jornalistas da cidade de São Paulo Beto Priviero e Moisés Santana, da Tambores Comunicações, aos quais agradecemos mais uma vez pelo apoio ao nosso trabalho. Gil Jardim comentou a parceria afirmando que o álbum foi concebido a partir do convite de John Neschling, da Osesp. “No roteiro havia uma parte de música brasileira, que eu deveria escolher e arranjar”, contou o maestro. O concerto teve sucesso em São Paulo, emendou Jardim, acrescentando. “Fizemos ainda uma linda turnê na Itália. Depois trouxemos Littera para tocar com a OCAM e aproveitamos para fazer gravações. Ele possui uma flexibilidade admirável e conhece

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muito nossa música.”

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Depois, Jardim completou: alguns arranjos foram escritos para

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trabalhos que realizou com os compositores, entre eles Milton Nascimento e Ivan Lins. EmBeija-flor (César Camargo Mariano) e Jongo (Paulo Bellinati), ele próprio orquestrou os originais. “Outros tantos escrevi para o próprio Luca. A única música que foge a essa regra é Vento em Madeira, de Léa Freire. Sinto-me honrado por termos essa compositora sempre arrojada, uma musicista de carisma incomum, dentro do nosso roteiro”. Além da OCAM, o disco tem o reforço de músicos da cena paulista como Ari Colares (percussão), Guilherme Sparrapan (violão), Daniel Grajew (piano), Neymar Dias (baixo acústico) e André Bachur (bandolim). A OCAM/ECA/USP é considerada um dos principais organismos artísticos da Universidade de São Paulo. Em 25 anos tem sido referência no âmbito das orquestras profissionalizantes. Seu trabalho é caracterizado pela qualidade das performances e a concepção arrojada com que desenvolve ações. Criada em 1995, pelo maestro Olivier Toni (1926/2017),


possui um corpo de 45 músicos, selecionado entre alunos do Departamento de Música e instrumentistas da comunidade ligados à orquestra, via cursos de extensão. Desde 2001, é dirigida por Gil Jardim, que faz com que os alunos interajam com um amplo leque de possibilidades musicais. Gil Jardim possui versatilidade que tem lhe permitido desenvolver trabalhos relevantes, tanto na área erudita, quanto na popular. Lançou o livro O estilo antropofágico de Villa-Lobos (2005), e os discos O Soprador de Vidro (1999), escrito para o Balé do Teatro Castro Alves (Salvador/BA), e Villa-Lobos em Paris (2006). Este recebeu os prêmios Diapason d’Or (França) Foto: Maristela Martins

e Prime (revista Bravo). Produziu, arranjou e atuou em shows e

discos de Milton Nascimento, Naná Vasconcelos, John McLauglin, e Branford Marsalis, e outros.

|| tambores comunicações || assessoria de comunicação Gianluca Littera descobriu sua paixão pela harmônica na adolescência e tornou-se, desde então, um dos poucos que transita na música clássica e no jazz. Seu repertório inclui peças sinfônicas e música de câmara para harmônica e orquestra de autores como Villa-Lobos e Gordon Jacob. Tem sido solista de importantes orquestras como Kremling String (Rússia) e Haydn Bolzano (Itália), entre outras. Frequentemente, colabora com o compositor italiano Enio Morricone, que escreveu para ele obras para harmônica e orquestra como Immobile n° 3, e que incluiu seu instrumento em famosos temas de filmes como Os Intocáveis e A Ilha.

Segredos de Vera Cruz – Música Popular Brasileira para Gaita e Orquestra Artistas: Gianluca Littera & Gil Jardim com OCAM –ECA/USP (Orquestra de Câmara da Escola de Comunicação e Artes da USP) Distribuição Tratore (www.tratore.com.br)


(11) 3085 1246 – Preço: R$ 30, (em média) Disco digital disponível para download ou streaming: iTunes, Google Play, Spotify, Deezer, Apple Music

Leia também no Barulho d’água Música:

1129 – Trompetista Guilherme Dias Gomes lança sétimo disco, Trips, com homenagem a Janete Clair

1190 – Fábio Jorge canta, em francês, sucessos da MPB no Teatro Itália (SP)

|| tambores comunicações || assessoria de comunicação (11) 3887 7430/99966 9320/ tamborescom@uol.com.br São Roque, SP, Brasil Compartilhe isso:

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