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de papel ANO XXIV

Nº49

DEZ. 2010

Revista escolar do Agrupamento de Escolas Domingos Capela - Espinho

” o g a m a r a ar S

h l O “ já em marcha


“Olhar Saramago” em marcha

N

José Saramago Escritor. Prémio Nobel da Literatura 1998. Golegã, 16-11-1922 / Lanzarote, 18-06-2010

o presente ano lectivo, o Agrupamento uniu-se em torno de Saramago. Não por ter desaparecido, mas porque já estava assim decidido. Explicamos: desde que há Secundário no Agrupamento a professora Nelma Patela organiza um serão em finais de Maio para homenagear um tema ou autor desse nível de ensino, convidando toda a comunidade escolar e não só.. O primeiro, em Maio de 2009, foi dedicado a Eça de Queirós (com todos os participantes trajados à época). Em Maio último foi a vez de Pessoa e dos loucos anos 20. O próximo esteve desde logo reservado para Saramago, tendo como pano de fundo “Memorial do Convento”. Mas a organizadora desafiou todo o Agrupamento, os docentes aderiram e até os mais pequenos estão nesta passarola. E para os conquistar começou-se pelo filme galego que parte do conto “A Maior Flor do Mundo”. Agora tudo está em marcha e os primeiros encontros à volta de Saramago já começaram. Está tudo nesta edição do Barquinho!

Naveguem nele…


sumário almirantado | pág. 3 Editorial

cais de embarque | pág. 4-5

S. Martinho na Domingos Capela S. Martinho na Escola da Seara Quadras de S. Martinho, castanhas e castanheiros

linha d’água | pág. 6 Ateliê de Artes

diário de bordo | pág. 7 Barquinho vence Prémio Especial Cinanima no F.A.C.E.

barcaça da leitura| pág. 8-11

Primeiro ensaio para “Olhar Saramago” Uma conversa imaginada com... José Saramago 1ª homenagem a José Saramago - 12ºA No mundo das notícias imaginadas... Um dia com Saramago na Domingos Capela

Acontece(u) na Biblioteca...

Empreendedorismo na Biblioteca Escolar Conta Lá... Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

Stop!... Vamos ler!

Memórias de um leitor Cabelinhos-de-Ouro Memórias dos leitores do 4º ano da Escola da Marinha Livros em destaque

porto de abrigo | pág. 12 A diferença do dizer e o fazer

2011 Ano Internacional das Florestas | pág. 13 Uma outra forma de olhar a Floresta

escotilha aberta | pág. 14-15 Projecto Pinhole O princípio da Câmara Escura Postais de Natal - lightpainting

borda fora | pág. 16-17

Alunos de Turismo criam intinerários temáticos sobre o Porto Turma de Turismo visita Ílhavo e Aveiro em trabalho

finas areias | pág. 18 Fractais e a Matemática

rumo certo | pág. 19

Prevenção Rodoviária na Escola Dia Mundial contra a Pobreza e Exclusão Social EWWR 2010

arca de noé | pág. 20-21

Fomos a Salreu analisar a água Dia da Floresta Autóctone levou alunos ao Vale do Côa

médico de bordo | pág. 22-23 Dia Mundial da Alimentação

palavras à deriva | pág. 24 Na 1ª pessoa... A letra C A letra A

marcha-à-ré | pág. 25

A origem de certas expressões populares Quem sou eu?

europa à vista | pág. 26

Editorial “Os editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa, da direcção ou da equipa de redacção, sem a obrigação de ter alguma imparcialidade ou objectividade.”- origem Wikipédia

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endo em consideração a definição de “Editorial” posso ser parcial. Tenho a sorte de poder trabalhar no melhor Agrupamento de Escolas que conheço, e não troco este Agrupamento por nenhum outro.

As primeiras palavras, como não podia deixar de ser, vão para a nossa exdirectora. Certamente podia usar não só o Editorial, mas todo o jornal, para lhe transmitir o quão grata toda a comunidade escolar lhe está. A nossa Directora não necessita que lhe repita tudo aquilo que certamente já ouviu por diversas vezes; assim vou-me ficar por um “MUITO OBRIGADO”. De seguida, um OBRIGADO também para toda a equipa do Barquinho. Ser considerado pelo Jornal “Público” o melhor dos jornais premiados, é motivo de orgulho para todos. Mas nunca se esqueçam: Difícil não é chegar ao topo. Difícil é mantermo-nos lá. Portanto, vamos continuar todos juntos a dignificar o nome Domingos Capela. Os meus parabéns à Associação de Pais recentemente eleita. O trabalho que vos espera seguramente não será fácil. Está na hora de chamar os pais à Escola. É necessário explicar a alguns Encarregados de Educação que a Escola não é o sítio onde se “despejam” os filhos. A obrigação de educar é de todos nós: encarregados de educação e professores. É muito cómodo desresponsabilizarmo-nos da nossa função de encarregado de educação e culpar outros pelo insucesso do nosso educando, quando, regra geral, o insucesso começa em casa. Por fim, o mais importante da Escola: os alunos. A Escola não é um sítio de lazer ou de brincadeira. A Escola, regra geral, não é um local para onde vão com um sorriso nos lábios. Analisem o vosso dia-a-dia. Quanto tempo é dedicado às tarefas escolares? Aos TPCs? À investigação para trabalhos? Ao estudo para as fichas ou provas? E quanto tempo passam à volta da televisão? Messenger? Telemóvel? Twitter? Facebook? E-Mail? Playstation? PSP? Wii? Tentem aproveitar melhor o vosso tempo. Peçam ajuda aos professores e/ ou encarregados de educação para elaborarem um horário de trabalho. Acreditem quando vos digo que existe tempo para tudo - infelizmente às vezes as prioridades é que estão erradas. Tenham orgulho em vocês próprios. Mostrem a todos que os alunos do Agrupamento Domingos Capela são tão bons, ou melhores, que todos os outros. Mas isso, meus amigos, implica algo que vocês não gostam. Sabem o quê? TRABALHO. António Sá

Presidente da CAP

Domingos Capela à conquista da Europa DEZEMBRO 2010

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É dia de S. Martinho Mais um Santo Popular Há castanhas e vinho E música para acompanhar Na escola comemos castanhas É um dia de alegria Eu atiro e tu apanhas Depois seguimos para a romaria No Outono festeja-se o S. Martinho No Verão os Santos Populares O povo protege com carinho A tradição das danças e cantares Paulo 4º ano, UE Qta. Seara

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São Martinho na Domingos Capela

ste ano o São Martinho foi celebrado na nossa escola pelos alunos do Curso Profissional de Técnico de Turismo.

Organizaram a sala de convívio dos alunos, e centraram-se na venda de bolos e tartes de castanhas confeccionados por si. Nas zonas mais movimentados da escola foram afixados cartazes que apelavam a esta comemoração: uns contando a história de São Martinho, a lenda, e outros com receitas à base de castanhas. Como este é o último ano na escola, os finalistas optaram por não deixar passar em branco o São Martinho desenvolvendo este tipo de actividade para a escola, ao mesmo tempo que vão angariando algum dinheiro para suportar os custos da sua viagem a Madrid, em Janeiro próximo, no âmbito das disciplinas técnicas do curso. A turma 12ºA

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d i n m heiro. o v a e l u c m s i a c as t a n h ei r o q u e u m s a c M do S. Martinho na Escola da Seara

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omo já é tradição, todos os anos no dia 11 de Novembro a Escola Quinta da Seara celebra o dia de S. Martinho. Neste dia realizam-se diversas actividades que pretendem manter vivas as antigas tradições, como o Magusto. Por outro lado, damos a conhecer às crianças a Lenda do soldado romano que se tornou santo devido à sua generosidade – Lenda de S. Martinho – bem como outros exemplos de produções do nosso património oral (provérbios populares, adivinhas e canções). Assim sendo, aqui fica o nosso registo fotográfico, seguido de uma breve recolha de provérbios populares e adivinhas. As salas do pré-escolar realizaram alguns trabalhos de

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À tarde uma fogueira fazemos Pomos as castanhas a aquecer O melhor de tudo neste dia É que depois as podemos comer Mónica 4º ano, UE Qta. Seara

Expressão Plástica relacionados com a história da Maria Castanha e a lenda de S. Martinho. A turma do 1º ano recontou a Lenda de S. Martinho através da ordenação temporal das imagens da lenda. O 2º ano da Seara foi às salas do pré-escolar ler a lenda do soldado romano que hoje é santo. A turma do 3º ano elaborou também uma Banda Desenhada, neste caso relacionada com o Verão de São Martinho e um pequeno texto escrito sobre o Magusto realizado na escola. Os mais crescidos, do 4º ano, escreveram quadras que foram transcritas e ilustradas nos cartuchos para as castanhas.

cais de embarque


Se o I n v e r n o n ão e r r

a ca m i n h o , t ê - lo - e i

. Martinho. S o pel

Quadras de S. Martinho, castanhas e castanheiros

No dia de S. Martinho Comes castanhas quentes Bebes um novo vinho E nem o frio sentes Brian André 4º ano, UE Qta. Seara

Escalão A 1º Ciclo

Escalão B 2º Ciclo

Escalão C 3º Ciclo/Secundário/ CEF

Escalão D Professores

O castanheiro é amigo Pois dá-nos boas castanhas Que cozidas ou assadas Nos regalam as entranhas.

S. Martinho soalheiro Fica no meu coração Vejo muitos castanheiros S. Martinho em oração.

Dia onze de Novembro Algo se há-de passar Nesta Domingos Capela Há castanhas a saltar.

Se eu um dia encontrar S. Martinho por aqui Dar-lhe-ei muitas castanhas Pois sempre lhas prometi.

Prémio: 3ºano (Prof. Márcia)

Prémio: 5ºC (Prof. Pilar)

Prémio: 8ºB

Prémio: Prof. Pilar Gomes

Escalão E Funcionários

Escalão F Pais/ Encarregados de Educação

Não houve participantes

Ó meu rico S. Martinho Meu santinho popular A fogueira está arder Temos castanhas a assar.

a qual é ela Qual é a cois s de Inverno Tem três capa lustrosa A segunda é argosa am a A terceira

Num cavalo ele veio Ajudar um pobrezinho Cortou sua capa a meio O bondoso S. Martinho. Menção Honrosa:

(Ana Carvalho, Bruna Gomes, Catarina Pereira, Juliana Dias e Marta Granja)

6ºC e 6ºD (Prof. Eugénia Pinto)

R: A castanha

Prémio: M. Fátima Moreira

(Mãe da Catarina e da Inês, do 5ºB)

A todos os participantes deste Concurso e aos Professores que o tornaram possível, o nosso agradecimento. Para os vencedores, as nossas felicitações.

Se me rio... de mim sai uma donzela Mais donzela do que eu Ela vai com quem a leva guardada Tem casca bem Eu fico com quem me deu de mexer Ninguém lhe po panhada Sozinha ou acom nos vem ver Em Novembro R: O ouriço

R: A castanha

o m e h t c eu bor na l. S e M n . a e r d t i a n i o h o d i ao N a t a l , o m éd i c o e o b o t ic á r Do

UE Qta. Seara

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eAt liê de Artes

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Ateliê de Artes é um espaço que estimula a criatividade, o pensamento crítico, a disciplina e o desenvolvimento das actividades artísticas.

Propicia aos alunos a possibilidade de se expressarem num ambiente adequado, atendendo às necessidades específicas das actividades desenvolvidas. Os alunos dispõem de uma grande diversidade de materiais, o que permite a possibilidade de se expressarem utilizando vários meios, suportes e texturas. No sentido de demonstrar o nosso apreço pelo interesse dos alunos que frequentam este ateliê, apresentamos uma pequena mostra dos trabalhos aqui realizados: expressão do lápis de grafite numa recreação do rosto de José Saramago; texturas visuais de expressão da Linha, a marcadores; origamis; tererés e pulseiras em macramé. A Equipa do Ateliê de Artes

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linha d’água


Barquinho de Papel vence Prémio Especial no Concurso de Jornais Escolares 2009/2010, promovido pelo Projecto Público na Escola. Este prémio é atribuído ao melhor jornal entre os premiados no concurso do ano lectivo anterior.

Filme Homba foi o preferido

Cinanima no F.A.C.E.

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H

O filme que gostei mais foi o da pequena criatura cor-de-rosa.

O filme que mais gostei de ver foi a Homba.

u e a minha turma fomos ao Cinanima. Vimos filmes de animação.

O filme falava de uma pequena criatura cor-de-rosa que todas Primaveras plantava uma árvore venenosa. Passou muito tempo e a árvore cresceu. Uns animais queriam comer a árvore mas, a Homba não deixava. Um dia, apareceu um dinossauro que comeu a árvore. O dinossauro depois de comer a árvore morreu e a Homba levou-o para a toca. Eu gostei de ir ao Cinanima. Cristiana, UE Bouça

oje fui com a minha turma ao Cinanima ver filmes de animação.

A Homba, na Primavera, plantava sempre uma árvore no topo da toca. Ela regava sempre a árvore e não deixava os bichos como o castor, a lagartixa, as abelhas e as joaninhas tocarem nela. Um dia, o dinossauro comeu a árvore venenosa e depois a meio do caminho morreu. A Homba levou-o para a toca para comer durante o Inverno. O Cinanima foi divertido. Bruno, UE Bouça

António, UE Bouça

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o dia 11 de Novembro, a escola da Marinha foi ver os filmes do Cinanima ao Edifício FACE. Saímos da escola um pouco depois das nove horas e chegámos às dez horas e trinta minutos.

UE Qta. Seara

Nós vimos dez filmes de animação muito interessantes. Os filmes que gostámos mais foram: “Homba”, “Um pássaro” e “O burro”.

UE Qta. Seara

O nosso comportamento foi muito bom e estivemos muito atentos. Nós demos um bom exemplo.

Texto colectivo Turma M3/4, UE Marinha

diário de bordo

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Uma conversa imaginada com…

JOSÉ SARAMAGO

Primeiro ensaio para “Olhar Saramago”

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o presente ano lectivo todo o Agrupamento (do pré-escolar ao 12º ano) trabalha o tema “Olhar Saramago” que pretende dar a conhecer o autor nas suas mais variadas facetas, procurando articulá-las de forma interdisciplinar. O 12º ano abriu uma série de três homenagens ao nobel português. Na sala de convívio da escola, decorreu a primeira de três homenagens a José Saramago, na tarde de dez de Novembro, organizada pelos alunos do 12ºA e pela professora de português, Nelma Patela. Foi um momento diferente, que permitiu dar a conhecer um pouco mais do prémio Nobel. A convite do 12ºA, alguns alunos do 11º ano apresentaram poemas do escritor, surpreendendo grande parte da assistência (que desconhecia esta faceta do autor) não se limitando a ler, mas estabelecendo paralelos com canções, pensamentos e imagens. Os convidados puderam participar, tendo sido lido um excerto do discurso proferido em Estocolmo aquando da cerimónia de entrega do nobel, e ainda um poema.

José Saramago já publicou muitas obras, entre elas romances, peças teatrais, contos, poemas, crónicas, diários, memórias e livros infantis. Em que ano e local nasceu?

Nasci na vila ribatejana de Azinhaga, concelho da Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922.

Onde é que vive, actualmente?

Actualmente vivo em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha, com a minha esposa, Pilar del Rio.

Chegou a terminar os seus estudos?

Não, infelizmente, não terminei os meus estudos, pois tive diversas dificuldades económicas.

Uma vez que não teve oportunidade de acabar os seus estudos, o que é que fez para se sustentar?

Nessa altura tive o meu primeiro emprego como serralheiro mecânico.

Essa foi a única profissão que teve?

Não. Já fui desenhador, funcionário da saúde e da Previdência Social, tradutor e jornalista.

De todas as profissões que teve, qual é a que gostou mais?

Definitivamente a profissão de que mais gostei foi a de jornalista.

Como jornalista onde é que trabalhou?

Trabalhei no Diário de Lisboa, onde fui comentador político e também no Diário de Notícias como director-adjunto.

Os alunos do 12ºA revelaram as suas obras preferidas, sem contar demasiado do enredo, tentando despertar o interesse dos presentes pela leitura do autor, tendo estrategicamente deixado o Memorial do Convento para outra ocasião.

Quando é que decidiu dedicar-se apenas à profissão de escritor?

Também alguns pensamentos, mais ou menos provocatórios, que de alguma forma chamaram a atenção destes alunos, foram lidos.

O meu primeiro livro chama-se “Terra do Pecado”, e foi publicado em 1947.

De forma a tornar esta tertúlia mais agradável, foi possível ouvir a parte instrumental de Tears in Heaven, de Eric Clapton, tocada à viola por Rúben Rocha, do 9ºB, e ainda dois temas cantados pelas alunas Fabiana Soares e Sónia Rocha, do 12ºA: «Sei de cor», de Mafalda Veiga, e «Flutuo» de Susana Félix. Em suma, uma tarde diferente e cultural.

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Só comecei a dedicar-me exclusivamente a essa profissão em 1976.

Como escritor, qual foi o seu primeiro livro?

Já recebeu muitos prémios. Quer falar deles?

Sim, para meu grande contentamento. Já ganhei o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, em 1991; o Prémio Camões, em 1995 e o Prémio Nobel da Literatura em 1998.

Sente-se realizado como escritor?

Estou muito feliz e pretendo escrever mais alguns livros. Miguel Ângelo Ferreira da Costa, 8ºA e Prof.ª Paula Couto

barcaça da leitura


1ª Homenagem a José Saramago – 12ºA

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a ta rd e d o d i a d ez d e Novembro de 2010, na sala de convívio da escola, teve lugar a 1ª de três Homenagens a José Saramago, organizada pelos alunos do 12ºA e pela professora de Português, Nelma Patela. Foi um momento diferente, que permitiu dar a conhecer um pouco mais do prémio Nobel. A convite do 12ºA, alguns alunos do 11º ano apresentaram poemas do escritor, surpreendendo assim grande parte da assistência que desconhecia esta faceta do Autor, não se limitando a ler, mas estabelecendo paralelos com canções, pensamentos e imagens.

As organizadoras do evento: Nelma Patela (professora), Fabiana Soares, Alexandra Marinhão e Daniela Pinto, do 12ºA.

Mais alunos (Paulo, João, Mathieux, Daniel, Sónia, Diana e Tiago, do 12ºA) apresentam obras e pensamentos marcantes de Saramago.

A Directora de Turma do 12ºA (Eugénia Pinho) lendo um poema.

A a s s i stê n c i a p ô d e p a r t i c i p a r, tendo havido, por exemplo, uma apresentação do discurso proferido em Estocolmo aquando da cerimónia de entrega do prémio, bem como um outro poema.

No mundo das notícias imaginadas

Rúben, 9ºB, tocando «Tears in Heaven» - Eric Clapton.

Os alunos do 12ºA puderam falar das suas obras preferidas, sem contar demasiado do enredo, tentando assim despertar o interesse dos presentes pela leitura do autor, tendo estrategicamente deixado o Memorial do Convento para outra ocasião. Também alguns pensamentos, mais ou menos provocatórios, que de alguma forma chamaram a atenção destes alunos, foram lidos. De forma a tornar esta tertúlia mais agradável, foi possível ouvir a parte instrumental de Tears in Heaven, de Eric Clapton, tocada à viola pelo Rúben Rocha, do 9ºB, e ainda dois temas cantados pelas alunas Fabiana Soares e Sónia Rocha, do 12ºA: «Sei de cor», de Mafalda Veiga, e «Flutuo» de Susana Félix.

José Saramago

Um dia com Saramago na Domingos Capela

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escritor José Saramago, Prémio No b e l d a L i te rat u ra , e steve ontem na Escola Básica e Secundária Domingos Capela.

Wilson, Cristiano e Leandro, 11ºA, apresentando alguns poemas.

Dra. Almira Pinto, Dra. Manuela Aguiar, Dr. António Sá na assistência.

Os alunos estavam ansiosos pela vinda do escritor que se deslocou à escola para fazer uma palestra sobre a importância de ler. Os alunos do PIEF 3B redigiram uma carta a convidá-lo para vir à escola e deixar-se conhecer um pouco melhor. Muitas foram as perguntas a que respondeu. Os alunos ficaram a conhecer Saramago um pouco melhor e verificaram tratar-se de um homem simples e bom. A sua vinda à escola foi um acontecimento inesquecível que marcará por muito tempo as suas vidas. Nota: Notícia elaborada por Pedro Nascimento (PIEF 3B) com a ajuda da prof. de Português.

Em suma, uma tarde diferente e cultural. Discurso final do Dr. António Sá que felicitou todos os participantes.

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Empreendedorismo na Biblioteca escolar Dra. Graça Machado 3 de Novembro 2010

Ser empreendedor é, indiscutivelmente, meio caminho andado para se atingir o sucesso profissional ou académico.

Empresas e pessoas dinâmicas e mobilizadoras podem, na realidade, rentabilizar as suas capacidades e promover mudanças importantes a vários níveis. Com o propósito de sensibilizar os nossos alunos para esta temática, Graça Machado, docente no Agrupamento de Escolas Eugénio de Andrade, no Porto, foi convidada para dinamizar, na Biblioteca, uma sessão formativa sobre empreendedorismo. Aceite o convite, a referida conferencista apresentou o seu projecto “O Chão Que Eu Piso”, tendo, de forma  agradável e esclarecedora, dado conta da sua experiência na área do empreendedorismo, desafiando os nossos alunos a darem passos em frente, a assumirem uma atitude empreendedora na escola e na vida. Esta iniciativa contou com a participação das turmas 11ºA, 11ºB e 12ºA.   Graça Machada apresenta o projecto “O Chão Que Eu Piso” às turmas 11ºA, 11ºB e 12ºA.

Conta lá... Professor Manuel Barbosa 5 de Novembro de 2010

O 9ºC teve o prazer de estar presente no encontro com o professor Manuel Barbosa, na Biblioteca Escolar.

Os temas abordados foram os livros e a sexualidade. Num tom descontraído e próximo dos alunos, o professor Manuel Barbosa captou a atenção de todos os presentes e no final lançou um desafio de uma forma muito inovadora: a leitura, em partes, do livro A Vida num Sopro de José Rodrigues dos Santos. O livro transformou-se em quatro “livros”, quatro partes que passarão pelas mãos de todos os alunos que participaram neste encontro. O desafio foi lançado e agarrado! Obrigada, Manuel! Manuel Barbosa Conta Lá... às turmas do 9º ano.

Alguns dos alunos distinguidos pela biblioteca escolar: Joana Pereira, Rui Marques, Inês Pais e Francisca Sousa (do 7ºA).

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares Outubro 2010

A nossa biblioteca escolar não podia deixar passar este mês sem lembrar, de um modo especial, a importância das bibliotecas na vida de quem as utiliza.

Neste sentido, a biblioteca organizou duas actividades de leitura: “Stop! Vamos Ler!” (25 de Outubro) e a “História Andante” (durante toda a semana). Na primeira, a biblioteca seleccionou um conto e colocou-o o em todas as salas do agrupamento (JI até ao Secundário). Todos os professores suspenderam as suas tarefas escolares às 9:45h para lerem um conto aos seus alunos. A todos quantos colaboraram nesta iniciativa, o nosso bem-haja! Quanto à segunda, “História Andante”, houve mesmo contos que circularam pela escola, pelos pés e pela voz de alunos do 7º ano. Aos seguintes alunos, o nosso agradecimento e estímulo para que continuem a valorizar a biblioteca e o Saber:

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Acontece(u) na Biblioteca...

Joana Pere Inês Pais ira Francisca Daniela MSoorausa Rui Marques do Mariana P Diogo Oliveairtela Valter Costa a


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o livro “Alquimista”, Paulo Coelho conta-nos a história de um pastor que se chama Santiago. Ele estava apaixonado pela filha de um comerciante e teve um sonho duas vezes seguidas: uma criança estava a brincar com as suas ovelhas, agarrou-lhe a mão e levou-o até às Pirâmides do Egipto, onde estava um tesouro. Santiago tinha um sonho: viajar pelo Mundo inteiro, e decidiu procurar o seu tesouro… Durante a viagem, conheceu uma velha que desvendava sonhos, um rei, uma bela mulher, chamada Fátima e um Alquimista. Este ajudou-o a encontrar o tesouro. Quando o pastor chegou às Pirâmides do Egipto, apareceu um bando de homens que o queriam atacar… e mais não conto. Apenas revelo a moral da história: Nunca devemos deixar de acreditar nos nossos sonhos. Miguel Reis, 9ºB

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livro “Carta a um Adolescente”, escrito por Vittorino Andreolli, retrata um adulto que diz ser da categoria dos pais mas também dos avós, e escreve uma carta a um adolescente imaginário. Na carta fala basicamente da adolescência, dos erros que os adolescentes cometem e a relação entre pais e filhos. Recomendo este livro a todos os adolescentes, porque com ele aprendemos muita coisa para podermos aproveitar durante a nossa adolescência, pois é um período especial na nossa vida.

Memórias de um leitor

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ra uma vez um menino que queria conhecer muitas histórias e descobriu que os livros eram muito importantes.

Miguel Reis, 9ºB (melhor turma do Mundo)

Cabelinhos-de-Ouro

E “Dumbo” é um elefante que voa É um elefante de outro mundo Voa para salvar gente boa E na água não vai ao fundo

a” Estão “Os Carros de Corrid A fazer uma partida O vermelho vai à frente E o verde logo atrás Não vai nada contente.

bre É um mendigo tão po porta à e bat lhe te sor Até que a E lhe deu um tesouro, de Ouro”. “A Galinha dos Ovos Ao pôr um ovo por dia a Dava-lhe muita alegri a vez Mas quis tudo de um ponês. E ficou pobre o cam

ra uma vez uma menina que tinha cabelos compridos e loiros. Chamava-se Cabelinhosde-Ouro. Um dia, quando passeava pela floresta, encontrou uma casa com a porta aberta. Bateu à porta e ninguém respondeu, então ela entrou. Quando entrou foi ter à cozinha e viu a mesa posta. Como estava cheia de fome, provou a sopa e comeu-a toda. Ela sentou-se numa cadeira pequenina e ela partiu-se. Depois foi ver o resto da casa. Chegou aos quartos e experimentou uma cama e adormeceu. Passado algum tempo chegaram os ursinhos, que eram os donos da casa. Viram logo que tinha estado lá alguém. Começaram a ver se estava lá alguém e encontraram uma menina, que parecia muito simpática e deixaram-na dormir. Quando a menina acordou ficou cheia de medo. Os ursinhos acalmaram Cabelinhos-de-Ouro e disseram-lhe: -Nós somos teus amigos, não tenhas medo!

Desde pequenino que se divertia com o Tintim, a Gata Borralheira, a Branca de Neve e muitas outras personagens… O menino foi crescendo e quando descobriu a adolescência, descobriu também outros livros que o divertiam. O rapaz passou a ir à biblioteca para conhecer coisas importantes que estudava na escola.

Texto colectivo 2º ano UE Bouça

Na casa da floresta Está o “Tarzan” a cho rar Kala ouve e vai para lá Mas o tigre tem que enfrentar. Lá vai o Tarzan sempre a voar Entre as lianas anda a saltar Banana a banana qu er apanhar Com os animais vai-se consolar.

No barco da Capi tão Gancho Navega “O Pete r Pan” À procura da su a sombra Com a Sininho, sua talismã.

Memórias dos leitores

4º ano Escola da Marinha

Stop!... Vamos ler!

E, foi na biblioteca que se apaixonou e descobriu o amor também nos livros de poesia. Os livros são nossos amigos e ajudam-nos a sonhar! Turma M3/4 UE Marinha

“Branca de Neve” foi viver co Descoberta m os anões p Não viu a m ela malvada rainha anha que a maçã ti Envenenad a caiu ao ch nha Mas acord ão ou, logo qu e o príncip e a beijou.

1,2,3... são “101 Dálmatas” a latir Pretos, brancos e malhados Estão muito assustados Com a Cruela a perseguir Quem os há-de acudir.

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a diferença do dizer e o fazer

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odos nós já dissemos ou ouvimos dizer que “vou tentar dar aos meus filhos aquilo que não tive no meu tempo de escola”. O objectivo de qualquer pai ou encarregado de educação é sentir que tudo faz para que o seu filho obtenha sucesso no percurso escolar, concretizando um determinado propósito para enfrentar um futuro melhor. Há famílias cujos pais fazem um enorme sacrifício para custear os estudos dos filhos, porque lhes dizem ou incutem que o diploma é importante. No entanto, outros ficam pelo caminho, necessitando de orientação e aconselhamento para encontrar outras saídas como o ensino profissionalizante. Esse click depende muitas vezes do que a escola tem para oferecer, mas devem ser os pais a despertar também para as mais diversas áreas de actividade, que o universo empresarial procura e necessita. Não é suficiente colocarmo-nos à margem da escolha, ou esperar que decidam por nós. É isso que se pretende, participar e intervir. Hoje continuamos a prometer o melhor para os nossos filhos, quando falamos de educação e de formação académica. Na verdade, não é bem assim. Usamos quase sempre

Associação de Pais Domingos Capela

como desculpa falta de tempo. Como podemos defender activamente os interesses dos nossos filhos, se participamos pouco no processo educativo? É sempre mais fácil criticar, apontar e até julgar aqueles que anonimamente trabalham em prol do envolvimento dos encarregados de educação no quotidiano da escola. Pais que despendem do tal tempo, que retiram à família e ao merecido descansam diário, para dedicar a um movimento associativo que contribui para o bem-estar e para desenvolvimento educacional dos alunos, afinal nossos filhos. Esta associação quer ter um papel mais activo na escola, colaborando cada vez mais com a comunidade escolar. O nosso propósito é estabelecer uma relação saudável e de voz uníssona no que diz respeito às soluções a encontrar, para bem dos alunos e da população abrangida. Queremos desenvolver uma cultura de participação que contribua para a melhoria do ensino, envolvendo os encarregados de educação. Uma Associação de Pais quanto mais representativa, mais forte será no futuro. Afinal só recomendamos fazer e não dizer...

José António Folha

Associação de Pais Domingos Capela

Apartado 59 | 4536-906 Paços de Brandão | PORTUGAL | Telefone 227 441 375 | Fax 227 447 785 | imcozinhas@net.sapo.pt | www.imcozinhas.com

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porto de abrigo


Uma outra forma de olhar a Floresta Nocave, Ununa e Yanane, os deuses do bosque, Davam-nos sempre o que necessitávamos. Eles tinham as suas leis. Pedíamos-lhes as plantas e animais, E eles davam-nos. O Xamã conhecia as suas regras E sabia negociar com eles. Por isso, cada vez que nos davam um pedaço de terra E a trabalhávamos Logo esta nos devolvia os seus frutos Para que nos alimentássemos. Mas havia que devolver-lhes a terra Para que voltassem a pôr ali a selva. Colocavam os seus animais e as suas plantas, E também os insectos punham ali, Até que a selva voltava a ser selva E os espíritos voltavam a habitá-la. Assim era o mundo e assim era o bosque Então chegaram homens de outras terras Que não conheciam Nocave nem Ununa, nem de Yanane tinham ouvido falar. Apossaram-se da terra sem pedir, Riram-se dos espíritos do bosque e nos impediram até de os nomear. E não devolviam as terras à selva. Então, os deuses do bosque enfureceram-se E levaram os seus animais e as suas plantas e nos mandaram pragas e nos secaram a terra

2011 Ano Internacional das Florestas

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Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), adoptou a Resolução A/RES/61/93 em 20 de Dezembro, declarando o ano de 2011 como o Ano Internacional das Florestas (AIF). Em Portugal, a entidade responsável pela dinamização desta comemoração é a Comissão Nacional da UNESCO, em articulação com a Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural. O Ano Internacional das Florestas tem como principal objectivo sensibilizar e mobilizar a comunidade mundial para assegurar uma gestão sustentável das Florestas para as gerações actuais e futuras. Sendo Portugal um país de florestas, faz todo o sentido realçar esta comemoração. Na nossa Escola o Clube da Floresta Hedera helix estará atento a esta comemoração, a nível nacional. Entretanto, já iniciámos actividades de reflorestação, com a plantação e sementeira de árvores autóctones, na Reserva da Faia Brava (Cidadelhe) e na sementeira de carvalhos e castanheiros, no nosso Clube. Deixamos aqui uma reflexão a partir de um texto apresentado na Sessão de Abertura da Reunião Técnica sobre Educação Ambiental da América Latina, realizada em 1996, na Colômbia. Nele se percebe não só a importância da Floresta nas nossas vidas, bem como que atitudes incorrectas e não sustentáveis, podem pôr a perder esses benefícios.

Clube Hedera helix Dezembro 2010 Texto apresentado na Sessão de Abertura da Reunião Técnica sobre Educação Ambiental da América Latina, realizada em 1996, na Colômbia.

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Projecto Pinhole

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“Casa Pinhole”, cujo termo significa “furo de agulha”, proveniente do inglês “pin + hole”, nasceu como resultado de uma proposta da Escola de Santa Marinha, em Vila Nova de Gaia, à Associação Cultural Artística e Recreativa Centro d’Artis. Tendo como desafio proposto a criação de um projecto relacionado com física, e dada a proximidade desta ciência com os princípios básicos da fotografia, concretamente no que se refere ao estudo da luz, o Centro d’Artis idealizou e projectou, através de uma pequena maqueta, a “Casa Pinhole”. Do projecto passou à acção e, como resultado, conseguiu criar uma câmara escura gigante, onde não só é possível compreender os princípios fundamentais da projecção da luz, como também captar imagens. Dito de outra forma, a “Casa Pinhole” é uma câmara fotográfica de grandes dimensões que nos permite andar lá dentro para perceber como funciona qualquer outra máquina fotográfica, ou mesmo para perceber como funciona a nossa visão. Após terminada a construção da casa houve, por parte do Centro d’Artis, vontade de tornar o projecto itinerante, dando oportunidade a que as visitas e o conhecimento chegassem mais longe. Foi neste contexto que surgiu o interesse por parte do Curso CEF de Operador de Fotografia de o fazer chegar à nossa escola. Durante o mês de Novembro foi possível a todos os professores, alunos e auxiliares da acção educativa, visitar a “Casa Pinhole”. As visitas foram muitas e o interesse demonstrado também. Terminada esta fase onde os alunos do curso de fotografia explicaram o funcionamento e a utilização da câmara escura, está previsto, para o início de Janeiro, a abertura da ”Casa Pinhole” a alunos de outras escolas, à terça-feira à tarde e à sexta-feira, todo o dia, mediante aviso prévio para o contacto 967 336 690 (Duarte Regalado).

Em cima: Alunos do curso de Operador de Fotografia nos trabalhos de montagem da casa pinhole. Em baixo: Fotografia de grupo captada numa das actividades desenvolvidas pelos alunos do F9.

Também previsto para Janeiro, e anunciado em primeira mão ao jornal “Defesa de Espinho”, durante a reportagem que efectuou à “Casa Pinhole”, no passado dia 7 de Dezembro, está a elaboração de uma fotografia de grupo, “provavelmente a maior fotografia estenopeica realizada com uma câmara pinhole”. Duarte Regalado

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O princípio da Câmara Escura

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á conhecido por Aristóteles, o princípio da câmara escura era, segundo consta, frequentemente utilizado para observação de eclipses solares. O astrónomo francês Guillaume de Saint-Claud resume o fenómeno da seguinte forma: quando numa sala de tamanho normal e convenientemente escurecida, se faz uma abertura numa das paredes, ou no tecto, que deixe filtrar a luz, qualquer raio luminoso procedente do exterior projecta-se na superfície oposta ao orifício numa mancha circular, mesmo que o furo não seja redondo. A projecção será tanto maior quanto mais afastada do orifício se encontrar a parede receptora, mesmo que isto resulte na perda da nitidez da projecção. Também indica que os raios superiores se projectam em baixo e os inferiores em cima. Dois séculos mais tarde, cerca de 1515, Leonardo da Vinci, nos seus apontamentos, descreve minuciosamente uma câmara escura e não limita a sua utilização à observação do sol: se as imagens procederem de um lugar iluminado pelo sol, aparecerão como pintadas no papel. História da Fotografia de M. L. Sougez (adaptado)

Nos séculos seguintes estas câmaras, cujo mecanismo pode ser comparado ao da visão humana, foram largamente utilizadas como ferramenta de apoio ao desenho. O desejo de fixar estas imagens tornou-se uma aspiração apenas realizada com a invenção da fotografia, no século XIX.


Postais de Natal criados pelos alunos do turma F9 com recurso Ă tĂŠcnica lightpainting. DEZEMBRO 2010

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! o s r u c r e p u e t o sE c o l h e Alunos de Turismo criam itinerários temáticos sobre o Porto

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s alunos do 12ºA do Curso Profissional de Técnico de Turismo deslocaram-se em Outubro à cidade do Porto, no âmbito das disciplinas técnicas, para criarem itinerários turísticos temáticos. Já na Invicta, a turma dividiu-se em grupos para melhor orientação na cidade durante a realização dos percursos, que incluíram as mais variadas atracções e locais turísticos do Porto. Esta actividade decorreu durante todo o dia, sendo o comboio o meio de transporte dos alunos. Foi um dia muito divertido e onde puderam aprender sobre a cidade do Porto. E mais … agora vão propor à comunidade escolar a realização destes percursos para que os interessados conheçam o Porto de forma divertida e interessante. Finda a actividade, todos os alunos criaram um folheto alusivo ao seu itinerário de modo a promovê-lo. - 12ºA -

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borda fora


Turma de Turismo visita Ílhavo e Aveiro em trabalho O 12ºA (Curso Profissional de Técnico de Turismo) organizou e desfrutou de visita de estudo a Ílhavo e Aveiro, juntamente com as professoras Mafalda Alpoim e Eugénia Pinho. Foi a 28 de Outubro, mas ficou na memória de todos. Dois séculos de Vista Alegre

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primeira paragem foi em Ílhavo para visitar a famosa fábrica Vista Alegre, a laborar desde 1824. Na visita guiada pela fábrica foram explicados e presenciados os processos de fabrico das porcelanas. Destaque para o museu onde constam exemplares de todas as peças fabricadas na Vista Alegre e ainda para a capela da Nossa Senhora da Penha de França. Foi mandada construir em finais do século XVII pelo Bispo de Miranda, D. Manuel de Moura Manoel, e adquirida em 1816 por José Ferreira Pinto Basto, criador da Vista Alegre há quase 200 anos.

atenção edifícios de Arte Nova, desde a mistura de materiais até às cores usados neste exuberante estilo arquitectónico. Mais tarde, e ainda na cidade, a turma optou por almoçar no Fórum de Aveiro. Acabado o almoço, o grupo embarcou num barco moliceiro, onde decorreu a degustação do doce típico da cidade: os ovos-moles. Durante a viagem houve tempo para apreciar as belas paisagens naturais da ria de Aveiro e observar alguns exemplares dos barcos de pesca utilizados para a apanha do bacalhau nas águas gélidas dos mares do Atlântico Norte.

Arte Nova em Aveiro

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á no centro de Aveiro, efectuou-se um percurso pedestre juntamente com um guia, onde se observaram com especial

12ºA em Aveiro com as professoras Mafalda Alpoim e Eugénia Pinho. DEZEMBRO 2010

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Benoit Mandelbrot - matemático. Varsóvia (Polónia), 20 -11-1924 / Cambridge(E.U.A.), 14-10-2010.

Fractais e a Matemática

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ractais são formas geométricas que se caracterizam por repetir um determinado padrão com ligeiras e constantes variações. São formas em que as partes são semelhantes ao todo. Os fractais podem ser identificados na natureza, na forma dos brócolos, em árvores, mariscos, e em qualquer estrutura cujas ramificações sejam variações de uma mesma forma básica. A ciência dos fractais apresenta estruturas geométricas de grande complexidade e beleza infinita, ligadas às formas da natureza, ao desenvolvimento da vida e à própria compreensão do universo. Os fractais deram origem a um novo ramo da matemática, muitas vezes designado como a geometria da natureza. Esse novo tipo de geometria aplica-se na astronomia, na meteorologia, na economia e no cinema. As formas estranhas e caóticas dos fractais descrevem fenómenos naturais como os sismos, o desenvolvimento das árvores, a forma de algumas raízes, a linha da costa marítima, as nuvens... O nome de Benoît Mandelbrot ficará para sempre ligado ao surgimento dos fractais. O matemático franco-americano, nascido em 1924 na Polónia, foi responsável por descrever uma nova classe de objectos matemáticos nos anos 70 que viria a ter implicações em várias áreas, como a biologia, a física, a astronomia ou o sistema financeiro. Mandelbrot morreu a 14 de Outubro de 2010.

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Prevenção Rodoviária na Escola

o dia 30 de Novembro recebemos a visita de dois agentes da P.S.P para sensibilizar os alunos do 4º ano de escolaridade para a prevenção rodoviária. Esta iniciativa partiu do Grupo de Protecção Civil do Agrupamento Domingos Capela em colaboração com a P.S.P. A acção teve como objectivo mobilizar a atenção dos alunos para a prevenção rodoviária corrigindo comportamentos menos cuidadosos, trazendo-lhes uma maior e melhor segurança. Aqui ficam umas fotografias desse dia. 4º ano UE Quinta da Seara

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ste ano voltámos a concorrer à Semana Europeia da Redução de Resíduos (EWWR 2010), com actividades que tiveram como principal objectivo a redução de plástico.

PIEF 3B assinala

Dia Mundial contra a Pobreza e Exclusão Social

Uma delas pretendeu levar a comunidade escolar a personalizar a sua garrafa de plástico, enchendo-a com água da torneira em vez de comprar mais garrafas. 

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“Dia Mundial contra a Pobreza e Exclusão Social” comemora-se a 6 de Outubro. Para lembrar este dia nós, alunos do PIEF 3B, organizámos uma exposição fotográfica, na nossa escola, com exemplos ilustrativos do nosso meio que mostravam pobreza e exclusão social.

Consideramos a nossa participação na EWWR 2010  bastante satisfatória, dado que envolvemos cerca de 80 elementos da comunidade educativa. E ambas as actividades vão ter continuidade.

Este trabalho começou a ser preparado na aula de Cidadania e Mundo Actual. As fotografias foram tiradas no Bairro Piscatório da nossa localidade. Na aula de Língua Portuguesa elaborámos frases alusivas a este tema para depois fazermos rifas que iriam ser distribuídas pela comunidade educativa da Domingos Capela. Também se construiu uma espécie de mural, onde se registaram frases alusivas à comemoração do dia pelos visitantes que passaram pela exposição. Tivemos muito gosto em fazer esta actividade porque assim pudemos alertar consciências para este problema. Nota: Notícia colectiva elaborada pelos alunos do P.I.E.F. 3B com a colaboração da professora de Língua Portuguesa, Paula Couto.

Colaborámos no peditório a favor da ABRAÇO porque a SIDA existe.

rumo certo

6ºA, Área de Projecto / P.E.S. DEZEMBRO 2010

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Gostei de analisar a água e de ver o Louva-a-deus a comer. Virgínia Costa, 5ºD

Achei interessante ter visto a rela e o louva-a-deus camuflado. Aprendi a analisar a água e o que é o pH. Ana Baptista, 5ºD

Um louva-a-deus.

Já na Escola… Eles portaram-se muito bem, gostaram de aprender a analisar a Água, ficaram sensibilizados para o problema da salinidade da água doce nas valas, e prontificaram-se a intervir, junto da Autarquia, exercendo o seu direito / dever de Cidadania.

Alunos medem o pH da água.

Fomos a Salreu analisar a água

Achei mais interessante a colheita da água. Gostei muito desta visita. Muito obrigado.

Gostei de ir fazer a colheita da água. Foi muito divertido.

Achei muito interessante João Amorim, 7ºB analisar a água. Gostava de repetir esta Visita.

Miguel Pereira, 5ºB

E

sta foi a primeira visita do Clube, fazendo parte de uma das várias actividades em que o Clube Hedera helix se inscreveu nas ofertas pedagógicas da Agência Portuguesa do Ambiente, em parceria com o FAPAS. O Dr. Ricardo Silva, biólogo, orientou esta visita. Integrou-se na Comemoração do Dia Mundial da Água que se celebrou no dia 1 de Outubro. Foi feita uma análise à água, num esteiro e numa vala, em vários parâmetros: salinidade, pH e nitratos. Discutiram-se os resultados, tirando-se conclusões do estado de salinização da água da vala.

Aprendi a analisar a água, o que é o Ph e a salinidade da água.

O que mais gostei foi de ter visto animais muito interessantes. Achei esta Visita muito, muito interessante. Ricardo Sá, 5ºD

Aprendi a medir o Ph. Gostei de ver animais interessantes. Foi muito bom. Rúben Sousa, 5ºD

arca

Catarina e Inês Moreira, 5ºB

de n oé

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Rui Rodrigues e Rúben Sousa, 5ºD

Mariana Branco, 5ºD

Partimos da Escola às 14:00h, no autocarro do Centro Social de Silvalde, que gentilmente nos foi cedido, desta vez, porém, sem a presença de idosos, tal como esperávamos e chegámos a Salreu, cerca das 14:30h.

Gostámos muito desta Visita e de termos aprendido a analisar a água, a observar cegonhas no ninho e de termos visto outros bichinhos.

Sara Moreira e Jorge Araújo, 8ºC

Aprendi a medir o pH e a sanilidade da água. Achei mais interessante ver animais.

Gostei de tudo e da minha primeira Visita do PROSEPE. João Ferreira, 8ºC

Achei interessante os vários seres vivos que observámos em Salreu: libelinhas, louvaa-deus, rela, cegonhas, … E aprendi várias coisas sobre o local, como a poluição. Se tivéssemos mais tempo, podíamos fazer outras coisas, mas mesmo assim, achei esta actividade muito interessante… Mariana Teixeira, 6ºC

Alunos do Clube Hedera helix preparam-se para recolher e analisar a água sob a orientação do biólogo Ricardo Silva.


Floresta, fonte de bem-estar

Dia da Floresta Autóctone levou alunos ao vale do Côa

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om o objectivo de assinalar de forma activa o Dia da Floresta Autóctone, uma comitiva de alunos e professores da Domingos Capela deslocou-se à Reserva da Faia Brava (vale do Côa), no passado dia 20 de Novembro, onde participou na reflorestação dos seus 600 hectares. Portugal tem mais de um terço do seu território florestado, pelo que importa desenvolver acções que realcem e dêem visibilidade a este património natural. Assim, o Clube da Floresta “Hedera helix”, da Domingos Capela, o Clube da Floresta “Os Azevinhos”, da Escola EB 2/3 Prof. Dr. Carlos Almeida (Santa Maria da Feira) e sete professores, num total de 44 participantes, celebraram-no, reflorestando a Reserva da Faia Brava, em Cidadelhe, tendo sido plantados e semeados dezenas de carvalhos. O dia de sol foi uma excelente ajuda para a concretização da actividade, a cargo do FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens) Cidadelhe é uma das mais belas aldeias de Portugal e considerada Aldeia Histórica. Situa-se a norte de Pinhel, num monte a mais de 500 metros de altura, entre os rios Massueime e Côa. Como curiosidade assinale-se que por aqui passou José Saramago, tendo-se encantado com o local, cuja beleza imortalizou no seu livro Viagem a Portugal. Após a plantação e sementeira das espécies autóctones, e do merecido almoço-piquenique, o grupo dirigiu-se a Vila Nova de Foz Côa, onde visitou o recente Museu do Côa, maravilhando-se com um edifício tão bonito e com a explicação interactiva de Dalila Correia. Atentos e interessados nas explicações da guia, os alunos foram elogiados pelos responsáveis locais.

Em cima, alunos do Clube Hedera helix ouvem explicação de Dalila Correia no Museu do Côa. À direita, chegada a Cidadelhe e plantação de carvalhos.

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Escola B/S Domingos Capela

6ºA activo na mobilização de saberes

Dia Mundial da Alimentação ... na Quinta da Seara

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a ra c o m e m o ra r m o s o D i a Mundial da Alimentação e de modo a que todos comecemos a reconhecer a importância de uma alimentação saudável, trouxemos de casa um lanche saudável que acompanhámos com um delicioso sumo de laranja, feito por cada um de nós! Desde as crianças do Jardim-de-infância a todos os alunos do 1º ciclo, fizemos actividades, explorámos temas e identificámos alguns alimentos indispensáveis a uma vida saudável! UE Quinta da Seara

Para sermos jovens saudáveis e termos qualidade de vida, devemos ter bons hábitos alimentares e cuidar da alimentação diária. Com o que aprendemos em Ciências da Natureza e com as actividades desenvolvidas em Área de Projecto elaborámos resumos e processámos os nossos trabalhos em computador. Finalizámos com a construção de um PowerPoint, que foi divulgado à Comunidade Escolar no dia 15 de Outubro, como forma de assinalarmos o Dia Mundial da Alimentação, comemorado a 16 de Outubro.

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ostámos muito de trazer produtos “caseiros” como batatas, cebolas, alfaces, limões, maçãs… que foram vendidos a um preço simbólico. Usámos uma balança de pratos antiga, pondo em prática a nossa tradição e os conhecimentos matemáticos. Construímos, em EVT, a base de um cartaz que no dia foi decorado com alimentos frescos. Vendemos tudo… e a quantia simbólica que angariámos vai ser para usarmos numa visita de estudo, à Baixa do Porto. Agradecemos a todas as funcionárias, especialmente do bar e da cantina; aos alunos do Curso de Fotografia, e aos restantes elementos que participaram na actividade. A turma 6ºA e Profs. Ana Soares e Leonor Santos

Alunos “Foi fixe”.

Enc. de Educação “Deve ser divertido fazer isso.” “Devia haver mais iniciativas destas.” “Gostava de ter participado.” “Eu apanho figos para tu levares…”

Professores “Foi uma actividade muito prática e real, fazendo lembrar um mini mercado. Gostei muito!” “Descobrir os talentos de cada um para diversas coisas foi a melhor surpresa da actividade para mim.”

Funcionárias “Foi interessante, gostei da apresentação.” “Espectacular! Devia repetir-se mais vezes.”

UE Qta. Seara

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médico de bordo

UE Qta. Seara


e d n a r g é a j n a r a -A l é pequena! a n i r e g n a eat

UE Qta. Seara

UE Qta. Seara

UE Qta. Seara

... na Marinha

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UE Qta. Seara

o Dia da Alimentação as crianças do Pré-Escolar trouxeram fruta para a escola para fazer salada de fruta para o lanche. Aproveitámos as diversas frutas, trazidas pelas crianças, para explorar as cores, assim como os cheiros, texturas e registar algumas quantidades.

UE Qta. Seara

De seguida, fizemos um “jogo sensorial”: de olhos vendados, tentámos descobrir o fruto através do tacto, do olfacto e do paladar. As crianças desenharam os frutos da mesma cor e concluíram: a laranja é grande e a tangerina é pequena.

Pré-Escolar, UE Marinha

Depois de lavada e preparada a fruta, as crianças saborearam e deliciaram-se com a salada de fruta e, muitas delas, pediram para repetir. Da parte da tarde, estivemos a conversar e a ver imagens de árvores de frutos para aprendermos de onde vêem os frutos que comemos.

Pré-Escolar, UE Marinha

Pré-Escolar, UE Marinha

Depois fizeram desenhos e colagens.

... na Bouça

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odos os alunos trouxeram uma peça de fruta para fazermos um trabalho surpresa. Todas as turmas juntaram-se no salão com os professores e funcionárias. Primeiro lavámos as mãos muito bem, depois lavámos a fruta, uma foi cortada e outra descascada. Com uns paus próprios espetámos fruta variada e fizemos espetadas. Ficaram muito coloridas e deliciosas. Devemos comer diariamente, pelo menos uma peço de fruta, mas devemos comer de todas as qualidades. Porque cada fruta tem as suas vitaminas. Na sala, estivemos a observar e a analisar a “Roda dos Alimentos”. Devemos comer todos os dias pão, fruta, carne e peixe, sopa com muitos legumes e hortaliças, arroz, massa, batata e beber muita água. Devemos beber leite e seus derivados (queijo, iogurte, manteiga, nata).

A turma do Pré-Escolar, UE Marinha

Texto colectivo do 4º ano, UE Bouça

Pré-Escolar, UE Marinha

Pré-Escolar, UE Marinha

Pré-Escolar, UE Marinha

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Na 1ª

À

pessoa... À

s vezes, sinto algumas dificuldades. Mas nem sempre. A Português não sinto, mas a Matemática, nos problemas, sinto um pouco… Dou-me bem com os meus novos colegas, nunca tive problemas com outros alunos de outras turmas. No primeiro dia de aulas, sentia-me um pouco nervosa, porque ia conhecer novos professores. A minha DT é muito simpática e sabe resolver os problemas de todos os alunos! Virgínia, 5ºD

semelhança do ano anterior, neste primeiro número do nosso querido e premiado Jornal, os alunos do 2º ciclo dão o seu contributo com trabalhos de sua autoria, elaborados na sala de aula, marcando assim presença neste cantinho da escrita, que vai certamente deliciar quem os escreveu por ver a sua obra publicada…

Ana Sousa, 9ºB

N

u ainda não conheço bem a escola. Só a frequento há três meses, mas já consigo dizer o que gosto e o que não gosto. E gosto muito dos meus colegas, dos meus professores e dos funcionários. Não gosto muito dos mais velhos que se comportam um pouco mal com os mais novos…

A

escola é muito importante para a nossa vida. Se não fosse a escola, não saberíamos ler, escrever nem fazer contas. Sem a escola, não somos nada. Para trabalhar em qualquer lado, precisamos saber fazer de tudo um pouco e, sem a escola, isso não aconteceria, por isso a escola é tão importante!

E

u gosto muito desta escola, porque é grande e tem muitos espaços verdes para “sentir” a natureza. E sabe sempre tão bem ir para a Biblioteca, com vista para o mar, ler um livro…

os primeiros dias de aulas eu ainda estava muito sozinho, quase sem amigos. Não sabia como se comprava a senha. Estava muito triste. Nos intervalos passeava sozinho na escola. Nunca brincava. Recordava os meus tempos do 1º ciclo, a brincar com os meus colegas… Nas aulas, estava sempre muito caladinho. Não falava com ninguém, quase não levantava o dedo para falar, porque tinha vergonha de errar e os meus colegas gozarem comigo. Na fila, para entrar na cantina, deixava sempre os mais velhos passarem à frente. Neste momento, já tenho muito mais amigos e quase já nem me lembro dos primeiros dias de aulas no 5º ano. Ainda bem, já me sinto muito mais feliz!!!

Luís, 5ºD

Mariana, 5ºD

Andreia, 5ºD

Ricardo, 5ºD

São trabalhos interessantes pela sua ingenuidade e criatividade. Reparem no testemunho, na primeira pessoa (do singular), de alguns alunos que relatam os seus primeiros dias na nossa escola.

Vale a pena ler! Prof.ª Ana Pires

E

A letra C

U

Quem sou eu? S o u a l e t ra A . Sem mim, alfabeto não há.

Ana, Andreia, António e André Na minha ausência não se aguentam de pé. S o u a i nv e j a d o Z d e Z é

Bom Português…

Porque sou a primeira e assim é que é!

-Vocês ‘sandes’ amigos? Ricardo Sá, 5ºD

-’Sumos’!

Tiago e João (6ºB) TurmaMais

Renato, 9ºB

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m indivíduo entra numa loja de animais e o funcionário pergunta: - Deseja alguma coisa? - Com certeza! - O quê? - Cão. E o empregado pergunta: - Alguma raça de preferência? - Caniche. - Qual a cor? - Castanho. O empregado da loja vai buscar o cão um bocado intrigado: “Ele fala tudo com cês.” E ele ainda diz: - Deseja mais alguma coisa? - Comida. O empregado pensa: “Vamos ver até onde ele vai”. - Você tem quantos animais em casa? - Cinco. - Como se chamam? - Chico, Camila, Candy, Cásper, César. - E você como se chama? - Caetano Carvalho Coelho. - Qual o seu desporto favorito? - Corridas de cavalos. O empregado já irritado diz: - Olhe se você disser mais 5 palavras começadas com c… não paga o cão e a comida. Pronto! - Correcto, concordo consigo, claro! O homem vai embora com o cão e o empregado ainda lhe diz: - Espere, esqueceu-se de uma… - Comida!...

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palavras à deriva


Curiosidades da História

A origem de certas expressões populares

Pesquisa em: Ciberdúvidas da Língua Portuguesa pela aluna Daniela Oliveira, 6ºD trabalho realizado para a disciplina de HGP

o:

Significad

Viver

ção. e ostenta com luxo

francesa” “À grande e à

Significado:

Que nunca mais acaba, que dem ora muito tempo.

“Parecem as obras de Mafra”

Origem:

ral do gene luxuosos chegou a modos e s qu ao o Relativa xiliar de Napoleã são francesa, Junot, au eira inva s, que se na prim panhante Portugal om ac us gala pela e dos se stidos de ve m va passea l. ta pi ca

Significado:

Sinónimo de mo

rte ou fatalidade , que desaparece.

“Ir pró maneta!”

Origem:

Foi D. João V quem o mandou constr uma obra-prima uir em 1711 e é do barroco por tug uês. Julga-se que a sua construçã o terá sido fruto de um voto que teria feito a No o rei ssa Senhora e St. António, para obt a graça de um filh er o ou para se cur ar de uma grave enfermidade. A construção desta grandiosa obra começou em 171 7 e demorou 13 anos apesar de nela trabalhar em, diariamente, cerca de 20 000 operár ios.

Origem:

Estamos em Lisboa no ano de 180 8… época das ter Invasões France sas. Louis Henri ríveis Loison, general mais tarde, de Sou de Junot, e, lt, distinguiu-se pela ferocidade ordenava prisõe com s, fuzilamentos que e atrocidades. An na campanha da os antes, Suíça, perdera um braço. Os lisboet que depressa o tem as, eram e odiaram chamavam-lhe, com ironia maldosa, o «maneta». Qu ando Loison pre e executava alguém ndia , diziam, «olha, fulano foi pró maneta». E tor nou-se frequente o aviso – «Tem cautela, se não ainda vais pró maneta!».

ado:

Signific

.

m sem fi inável; Interm

“Obras

ngrácia” de Santa E

Significado

Significado:

a; rato; barulheir Desgraça; apa ão. surpresa; confus

“Caiu o Carmo e a Trindade”

:

urique”

Origem:

ando ta a 1755 qu

mon A expressão oreassolou Lisboa tendo ot o terram à zona de cidade até ficou destruído a rique, que Ou de po Cam intacta.

Decepção;

Origem:

marcas físicas. 5 deixou muitas sistem. Uma per O Terramoto de 175 bém tam culturais que oto, ouviu-se ram Mas há marcas ter o te ran ressão. Du oa. delas é esta exp a cidade de Lisb rondo por toda oa um enorme est m qual tinha sid rira cob des tes Quando os habitan , logo disseram: de tal barulheira ram verdadeira causa e”, isto é, desaba dad Trin a e mo o que “Caiu o Car mo e da Trindade, Car do s nto nve os Co ível de ecia algo imposs para a época par acontecer.

sta.

“Rés-vés campo de O

, na grácia ta En oa, é a e San b d is L ja s a Igre ra, em expressõe 1568, de Fo as a em icente mais famos Fundad ia de São Vtr s a . d s io a esa s Nac fregue vel por ou res portugu o Panteão m sá omeula o n c p c o e o , p p 1 s 6 re 91 168 até esde 1 cia ruiu em d m , ra a ra id u Engrá onhec e bras d Mais c reja de Santa a, mas as o as “obras d , íd as: rtanto nal, a Ig r reconstru g o n P lo . X X e esmo çou a s s do século ram m meado Engrácia” fo 50 anos! 3 ta m n ra a S dura

Origem

:

à ju Por um triz,

Significado

:

não ter o que se deseja.

“Ficar a ver navios

Orig

em: Em 1578, D. Sebastião perdeu a vid de Alcácer-Q a na batalh uibir, em M a arrocos, m quiseram ac as muitos reditar em não tal infortú era comum nio. Por iss encontrare o, m-se “miro de Santa Ca nes” no Al tarina a ol to har espera que o malogrado para os navios, à Rei regressa povo logo co sse. O meçou a di zer mal daqu que iam “v eles er navios” e a expressã implantouo se na socie dade.

Quem sou eu? Sou um fenómeno? Não. Sou apenas uma beterraba que soube aproveitar as boas condições que me disponibilizaram, para desenvolver as minhas capacidades. É certo que não tive acidentes de percurso, mas quase todos têm oportunidades que às vezes não aproveitam. Não as deixem fugir e podem também ser “grandes” no objectivo que escolherem. Palmira Morgado

marcha-à-ré

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a t s i v à a p o r eu E agora para os mais distraídos, aqui vai uma breve explicação do projecto “Beyond Music” e da filosofia “eTwinning”.

Domingos Capela à conquista da Europa

A

nossa escola está cada vez mais internacional! Já há muito tempo que o trabalho com os nossos alunos ultrapassou as paredes das salas de aula, os muros da escola e mesmo as fronteiras do nosso país. Com a utilização das Novas Tecnologias, o dinamismo dos nossos professores e alunos, estamos já muito envolvidos em projectos de parceria com escolas de diversos países Europeus. Projectos como o “eTwinning”, “Comenius”, “ePals” e muitos outros estão a dar a oportunidade aos nossos alunos de contactar, trabalhar e conhecer professores e alunos dos quatro cantos da Europa.

O Projecto “Beyond Music” nasceu da vontade de explorar o vasto mundo da música e partilhar essa interessante viagem com alunos e professores de diversas nacionalidades. A plataforma “eTwinning” foi assim o palco virtual que permitiu reunir professores e alunos da Turquia, Espanha, França, Hungria, República Checa, Roménia, Alemanha e da nossa escola.

Agora só te falta aceder à internet e explorar o projecto na seguinte morada: http://students.ffiskola.hu/

tanulo1/music/index.html

Existem novos projectos eTwinning a nascer na escola e, cada vez mais, professores e alunos estão a aderir a esta nova forma de aprender e interagir com os nossos parceiros europeus.

“Beyond Music!” o coleccionador de prémios

C

om este título, que mais parece o nome de um estranho filme de acção, prestamos a merecida homenagem ao projecto eTwinning da escola que mais prémios conseguiu arrecadar. Este projecto orientado pela professora Manuela Correia já conquistou o Selo de Qualidade eTwinning a nível nacional e em três outros países, o Selo Europeu e, recentemente, recebeu o Prémio Nacional de Projectos eTwinning na categoria 3º Ciclo. barquinho de papel

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DEZEMBRO 2010

E por falar em parceiros Europeus, aqui vão duas das mais recentes propostas de trabalho, tendo em vista a utilização das TIC e a vontade de conhecer outros povos, culturas e línguas.

Projectos “Comenius” visitas preparatórias

N

o passado mês de Setembro, o professor de Inglês Pa u l o C u n h a p a r t i c i p o u num conjunto de reuniões na Alemanha, com professores de cinco países europeus, para preparar a candidatura da nossa escola a um

projecto “Comenius” relacionado com as cidades aí representadas. Com o projecto intitulado “Living in my city, improving my city” (Viver na minha cidade, melhorar a minha cidade), pretende-se explorar os principais pontos de interesse das diversas cidades envolvidas. Caso o projecto seja aprovado, os alunos seleccionados na nossa escola terão a possibilidade de mostrar a beleza e locais de interesse da nossa cidade, conhecer os trabalhos dos alunos dos outros países sobre as suas cidades e... VIAJAR PARA OS PAÍSES QUE PARTICIPAM NO PROJECTO!! É verdade... alguns “sortudos” terão a possibilidade de viajar para o estrangeiro e conhecer os alunos e professores desses interessantes locais e levar um pouco da nossa cultura e simpatia. E como é de pequenino que se torce o pepino... já está a ser programada uma candidatura a outro projecto “Comenius” dirigida aos alunos do 1º Ciclo. No mês de Janeiro, a professora Arcelina Santiago participará numa visita à Turquia, para preparar a candidatura com um projecto intitulado “Countries and Stories”. Com este projecto pretende-se construir um livro com histórias escritas e ilustradas pelas crianças dos diversos países Europeus participantes. Através de um trabalho colaborativo, só possível com o recurso à Internet, os alunos e professores Europeus vão mostrar os seus dotes de escritores... e de tradutores! No final, o livro contará com todas as histórias traduzidas para Inglês e Português, para que todos as possam ler e... sonhar! E como tudo isto não se faz sem ajuda, resta agradecer à Agência Nacional Para Aprendizagem ao Longo da Vida (PROALV), que financiou as visitas preparatórias dos dois projectos Comenius aqui referidos. E, obviamente, vamos todos torcer para que ambos os projectos sejam aprovados e possamos colaborar na concretização destas interessantes ideias!


P

O

S

Postais de Natal criados por alunos de toda a comunidade escolar.

T

PROPRIEDADE Escola Básica e Secundária Domingos Capela ESPINHO

A

COORDENAÇÃO/EDIÇÃO/PAGINAÇÃO Manuela Correia barquinhodepapel@gmail.com

I

REDACÇÃO/APOIO À EDIÇÃO Cristina Costa Comunidade escolar

S

de natal

IMPRESSÃO Empresa Gráfica Paramos PARAMOS

TIRAGEM

1000 exemplares


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BP49_2010  

School magazine from Escola B/S Domingos Capela in Espinho, Portugal

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