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Maquiagem para pele negra & Lojas Plus Size Artigo: A mulher e o mercado de trabalho

As sufragistas, Frida Kahlo, Vamos juntas? e muito mais...

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Brasília-DF, junho de 2016

Sumário

Editorial

Só Mulheres feita para inspirar e representar as brasileiras

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Até há pouco tempo, os homens dominavam o mercado de carros rebaixados. De uns tempos para cá, elas invadiram o mercado. Página 4

Dicas: Maquiagem para pele negra e lojas Plus Size

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Mães e trabalhadoras que pegam no pesado em obra

Página 8

Queremos mulheres intensas e delicadas, lindas e ousadas, gentis e determinadas.

Expediente Revista Só Mulheres - Edição nº 1 – Junho/2016 Uma produção dos alunos do 5 º semestre de jornalismo da Faculdade Anhanguera de Brasília Editor chefe Bárbara Aparecida

Repórteres/fotógrafos: Poliana Gomes, Keicyane Teixeira e Wendel Souza Revisão Ana Paula Figueiró

Circulação mensal (1 exemplares) Impressão Gráfica 2 Irmãos- Taguatinga/DF Telefone: 3386-8348

Cada vez mais audaciosas

revista “Só Mulheres” é um veículo escrito criteriosamente para as mulheres de todas as classes e idades. O objetivo da equipe é mostrar a realidade da mulher , mãe, filha, profissional, e todas as faces que ela possa desenvolver no mundo atual. Buscaremos tornar a revista um meio de representatividade, no qual todas iram se identificar ou se inspirar. Na 1ª edição é oferecido um conteúdo diversificado, com personalidades femininas marcantes. Desde mães trabalhadoras da construção civil a jovens que se ariscaram em ramos masculinos ou que desenvolveram projetos para a sonoridade feminina. A parte da beleza não foi esquecida, a revista traz dicas variadas para aquelas mulheres que ainda tem dificuldades em valorizar suas diferenças. Que para nós, é algo que as tornam especiais. As resenhas e dicas de livros iram ampliar os horizontes da mulher moderna que estamos buscando. A “Só mulheres” será sua parceira de todas as horas, mostraremos o que você tem de mais especial para mostrar ao mundo, que a sua vida possa ser cor “rosa”, mas que sua essência forte nunca seja deixada de lado. Queremos mulheres intensas e delicadas, lindas e ousadas, gentis e determinadas. Independente de sua classe social, raça, orientação sexual ou religião, essa revista foi feita para você: Mulher Brasileira.


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Nena Festa

ESTAMOS EM PROMOÇÃO Não perca tempo, até o último dia de agosto desconto para a sua festa, do seu filho, chá de fraldas, chá revelação e muito mais. Entre em contato e faça seu orçamento, facilitamos a forma de pagamento. É agora decoração completa! Whatsapp: 84643639 Facebook: Julie Frechiani


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Brasília-DF, junho de 2016 Foto: arquivo pessoal

Cristiane teve vontade de colar o carro no asfalto vem desde cedo

Essas mulheres adoram salto alto e carros bem baixos Quem foi que disse que lugar de mulher tem que ser no fogão?! Lugar de Mulher é onde ela quiser Por: Poliana Gomes

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Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), através da Resolução nº 479 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), publicada no DOU, em 26 de março de 2014, liberou modificações em suspensões de veículos inclusive a da suspensão regulável. Antes, carros com este sistema só tinham autorização para rodar se viessem de fábrica. Desde então foi possível notar com frequência o grande número de carros baixos no trânsito. Dentre as determinações previstas CONATRAN estão a altura mínima do veículo em relação ao solo – que deve ser de 10cm –, o uso de suspensão fixa ou regulável, além disso, as rodas e pneus não podem sofrer contato com a lataria do carro, e todas as modificações realizadas no automóvel devem constar no documento. Cristiene Lopes, 22 anos, trabalha como auxiliar de Dentista, ela colocou seu primeiro carro no chão aos 19 anos, além, é claro, de som e roda. “A paixão por carro vem desde pequena, via o carro passando e falava para mim mes-

ma que quando eu crescesse ia ter o meu carro rebaixado e lotado de som.”. A jovem tem um celta e já fez varias modificação para ele ficar mais perto do asfalto, como ela diz “Alto só se for o salto”. Cristiene acredita que quem possui carros rebaixados têm mais consciência no trânsito, pois, muitas vezes, não querem danificar o veículo e, por conta disso, desviam de buracos e não se permitem correr. De acordo com pesquisas 3 oficinas de Brasília, a cada 10 carros que chegam na oficina para modificar o carro, apenas 2 são de mulheres. E de acordo com 3 equipes de som de carros, a cada 10, apenas 3 são de mulheres. Isabela Fernades, estudante de técnico em radiologista, aderiu o amor por automóveis de seu na-

morado Lucas Silvestre, que faz parte de uma equipe de som e carros rebaixados. Desde os 15 anos, ela já ia com o seu namorado pros encontros das equipes, e seu amor por carros baixos vem desde então. Aos 18 anos, já habilitada, a jovem Isabela dava suas primeiras partidas e, claro, com seu veículo com suspensão. As visitas aos encontros de equipes de som e carros rebaixados são frequentes e ela sempre exibe seu Gol, ano 2011, baixo por onde passa. O proprietário de uma mecânica especializada, Nicòlas Fernades, de 35 anos, conta que faz suspensão fixa em média 15 carros por mês e que o custo do serviço gira em torno de R$ 750 por veículo. “É um carro para se desfilar, não para sair em alta velocidade”, ressalta Nicòlas.


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Ateliê de costura da Marisol. Ajustes, concertos e customização de roupas em geral.

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As sufragistas: mães, mulheres, revolucionárias Por: Keicyane Teixeira

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luta das mulheres pelo direito de igualdade entre os sexos é um assunto antigo. Anos se passaram, mas é possível ver que essa temática ainda está em pauta. Um exemplo de luta das mulheres por igualdade é o movimento do sufrágio feminino, um ponto bem explorado no filme As Sufragistas, dirigido por Sarah Gravon, e que teve estreia no cinema em 24 de dezembro de 2015. No elenco do filme é possível encontrar grandes nomes do cinema internacional como: Helena Boham Carter, Maryl Streep e Carey Mulligan, que interpreta a protagonista Maud Watts. Mesmo tendo como foco principal o movimento do sufrágio, o roteiro escrito por Abi Morgan não se prende apenas nesse assunto, usando a restrição ao voto feminino como um símbolo de opressão, uma metáfora de desigualdade entre os sexos. Pode-se dizer que o tema principal da trama é a luta pelo fim da desigualdade, eliminação dos dogmas machistas impostos pela igreja, e a defesa das minorias, abordando temas políticos e morais que existem até hoje. O ponto mais interessante abordado no filme, foi a escolha de Maud Watts como a protagonista, contando a história de uma mulher sem nenhuma formação política, acostumada à dominação masculina, que nunca questionou o sistema, mas aos poucos vai descobrindo os seus direitos como cidadã e mulher. Quem assiste o filme, é capaz de acompanhar toda a trajetória de Maud, principalmente o seu despertar político em di reção a libertação das regras sociais no início do século XX. A luta pelo voto feminino sempre foi a primeira conquista a ser alcançada pelas feministas da era pós-revolução industrial. Assim como mostra no

filme, o movimento das sufragistas teve início no Reino Unido e lutava ao favor do direito ao voto, e da concessão às mulheres. Se fosse nos dias de hoje, algo como o impedimento do voto feminino seria um absurdo, mas vale ressaltar que naquela época, algo assim era considerado natural pela sua grande maioria. As Sufragistas é um filme de época, mas que consegue mostrar através de ações fortes e dramáticas, a triste realidade daquela ocasião. É possível observar também que o roteiro demonstra moralismo tentando convencer o público de que mesmo que Maud tenha se tornado uma militante, ela continuou sendo uma mãe amorosa, capaz de fazer tudo para proteger o seu filho, já que naquela época a desculpa mais usada para que uma mulher desistisse de lutar, era a maternidade. O filme As Sufragistas teve como destaque principal a coragem feminina ao lutar por direitos iguais, mas teve um gosto amargo no final, tendo como exemplo o momento em que Maud presenciou seu filho sendo entregue à adoção, como forma de punição, buscando sensibilizar um público não acostumado às ideias básicas do feminismo.

Saiba mais sobre o assunto: Em 1918, o voto foi concedido para algumas mulheres acima de 30 anos. Em 1925, a lei concede o direito da mãe sobre os seus filhos. Em 1928, mulheres recebem o mesmo direito ao voto do que os homens.


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3 filmes que você tem que assistir Frida Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ela teve também um casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes.

A cor púrpura Em 1906, em uma pequena cidade da Georgia, sul dos Estados Unidos, a quase adolescente Celie, violentada pelo próprio pai, torna-se mãe de duas crianças. Separada dos filhos, Celie (Whoopi Goldberg), é doada à Mister (Danny Glover), que a trata como companheira e escrava ao mesmo tempo. Cada vez mais calada e solitária, Celie passa a compartilhar sua tristeza em carta.

Terra fria Após um casamento fracassado, Josey Aimes (Charlize Theron) retorna à sua cidade natal, no Minnesota, em busca de emprego. Mãe solteira e com dois filhos para sustentar, ela é contratada pela principal fonte de empregos da região: as minas de ferro, que sustentam a cidade há gerações. Ela está preparada para o trabalho duro e, às vezes, perigoso, mas o que não esperava era sofrer com o assédio dos seus colegas de trabalho. Como ao reclamar do tratamento recebido é ignorada, ela decide levar à justiça o caso.


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O lado feminino da construção civil Mães, mulheres trabalhadoras, mostram que também são capazes de mexer em obra Por: Wendel A. S.

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cada dia a mulher vem conquistando seu espaço na sociedade. Nem sempre foi assim. Por longos séculos, o sexo feminino foi explorado, diminuído e humilhado pela sociedade machista que, dentre outras coisas, relutava

contra a independência feminina. Tal cenário começou a mudar por volta da segunda metade do século 18, em meio à Revolução Industrial e, posteriormente, no século 19, na Revolução Francesa. Nos dias de hoje, o equilíbrio dos direitos

e representatividade da mulher ainda estão longe de serem comparados com os dos homens; um bom exemplo disso é que a maioria da população do país é composta por mulheres que, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-

tista (IBGE) de 2013, as mulheres somam o numero de 103,5 milhões, e respondem por 51,4% da população. No entanto, a representação feminina no Congresso Nacional está longe de ser a equivalente à população brasileira. Embora o cargo Foto Wendel A. S.

Maria Aparecida e Ângela representam mais de 286.317 mulheres que trabalham em construção

da Presidência da República seja ocupado por uma mulher, apenas 9,9% do Congresso tem representação feminina. Todavia, é salutar constatar os avanços e conquistas da mulher no Brasil e no mundo. De geração em geração o sexo feminino, ou-

trora considerado frágil, se estabelece marcando presença nos mais diversos segmentos e camadas da sociedade. Não diferente disso, a construção civil, mais comumente exercida por homens, é apenas mais um exemplo desse levante da mulher no Brasil. Maria Apareci-

da, mais conhecida como “Pê”, 34 anos, moradora do Pedregal – GO; trabalha na área há seis anos. Antes, trabalhava como empregada doméstica, mas preferiu entrar para o segmento da construção civil. “É, apesar de ser um serviço mais pesado, eu prefiro trabalhar na

construção civil! Além de não ter uma pessoa pegando no ‘pé’, como nas casas de família, o salário e os benefícios são melhores.” considera. “Pê” tem um filho de 11 anos e sai de casa sempre às 5h para entrar na obra às 7h. Perguntada se teve alguma resistência por parte


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Brasília-DF, junho de 2016 Foto Wendel A. S.

Prédio de Taguatinga Sul em construção

da família, ela diz que não. ”Não mesmo! meu pai fala que sou o orgulho da vida dele”. Apesar de parecer algo novo, a mão de obra feminina na construção civil já tem antecedentes. Mãe de duas filhas Francisca Kátia, 35, moradora de Planaltina – GO, já atua na área há um bom tempo e não se vê fazendo outra coisa no futuro, pois gosta muito do que faz. “Sempre trabalhei em obra, desde os meus 19 anos”, conta. Até o ano de 2014, com a constante crescente da economia brasileira, antes da crise econômica e política se estabelecerem no Brasil, o setor da construção civil atingiu números até então insuperáveis. Segundo o levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), em 2014, cerca de 286.317

mulheres trabalhavam em obras em todo o Brasil, esse número respondia por 9% de toda a mão de obra do país. Mas nem sempre o setor esteve em queda como em 2016. Segundo a servente Ângela Maria de Sousa, 51, mãe de quatro filhos, a situação era bem diferente quando ela entrou para o ramo da construção civil. “A gente ganhava mais. O salário era melhor e também tínhamos mais incentivos como: tarefas, horas premium etc. com as gratificações, tinha meses que dava para dobrar o salário”, lembra. Apesar das dificuldades, Ângela ainda considera vantajoso se manter no segmento e pretende se aposentar no setor.

Toque especial

A construção civil mostra, na realidade,

mundos opostos que se encontram. Os homens são designados a fazer o trabalho mais pesado; enquanto as mulheres, por serem mais detalhistas e atenciosas, são encaminhadas a fazerem um serviço mais delicado como: acabamentos e rejunte de pisos e fachadas. Segundo o engenheiro Vitor Kaiser, é imprescindível que a mulher ocupe lugar na obra. “Eu prefiro a mão de obra feminina para desempenhar as funções mais delicadas. Elas são muito mais detalhistas e caprichosas. Essa (93) 3515-2806 / 99155-6080

percepção é essencial para o acabamento das obras”, observa. De acordo com relatos, o assédio e o preconceito dos trabalhadores da construção civil têm diminuído, mas a orientação sexual de algumas mulheres do segmento ainda é um tabu e motivo de brincadeiras de muito mau gosto. Entretanto, elas jamais abrem mão da vaidade. As unhas pintadas, o cabelo bem cuidado, e, por vezes, um batom nos lábios, ajudam a manter a autoestima lá em cima.


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Dicas

ONDE EU ENCONTRO LOJAS PLUS SIZE EM BRASÍLIA ?

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Maquiagem para pele negras no mercado

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m uma pesquisa feita pelo site “Beleza e Moda” mostra que 1 a cada 6 mulheres não abrem a porta antes de passar qualquer produto no rosto, e 38% não saem de casa sem se maquiar. A indústria de cosméticos é grande, mas ainda parece não ter superado algumas falhas, como por exemplo incluir a pele negra. A estudante de 17 anos Geny Maria acha um mercado muito difícil o da maquiagem para negros, não tem muita variedade e quando tem geralmente ficam escondidos. A maquiadora Thay Rodrigues acha quase impossível o mercado dar a atenção devida para a pele negra. As meninas apontam que a marca Dailus e algumas outras marcas nacionais estão tentando investir mais nesses produtos, mas claramente as dificuldade são visíveis. Seria preconceito da indústria? Geny Maria diz que sim!

uitas mulheres acreditam que para serem bonitas devem estar dentro dos padrões impostos pela indústria da beleza, dentre essas padronizações a magreza é uma das mais cobradas. Mas essa busca impossível pela perfeição estética não é uma realidade de todas, há aquelas que se acham lindas independente dos quilinhos a “mais” mostrados na balança. Para essas mulheres, estar acima do peso não é nenhum problema, enquanto a saúde estiver perfeita. O único problema é: encontrar roupas bonitas e estilosas paraos tamanhos acima do tamanho G. O termo “PluzSize”, para categorizar os modelos de roupas de tamanho acima de 48 ouGG. Para aquelas que não conseguem encontrar roupas, que sejam despojadas, com caimento perfeito e jovial, a revista “Só mulheres” saiu à procura de lojas voltadas para a moda Plus Size em Brasília, confira: KIGRAÇA: Numeração 42 ao 56 209 Sul - Cls 209 Bl B - s/n Lj 16/17 Fone: 61 3443-8898 61 3443-3336 A loja Kigraça já está no mercado há 38 anos, com roupas elegantes e confortáveis. Na boutique, além do espaço ser amplo, com 3 andares, um deles é exclusivo para roupas de festas. VICKTTORIA VICK Plus Size Pátio Brasil Shopping – Térreo, Asa Sul Tel.: (61) 3224 6110 Loja Online: loja@vickttoriavick.com.br A loja oferece modelagens despojadas e joviais, e ainda tem o seu próprio site de compras. PROGRAM moda plussize Taguatinga Shopping – Piso 1 Pistão Sul – Aguas Claras Essa loja trabalha com as tendências da moda, como estampa Animal Paint e influencias Barroca.


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FRIDA KAHLO

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agdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón foi uma pintora mexicana, e hoje segue sendo modelo de representatividade para diversas pessoas. Mulher bissexual que teve a perna amputada devida a poliomielite, pintou 143 telas e estampou a capa da revista Vogue. Apesar de seus problemas de saúde e crises no casamento com o importante pintor Diego Rivera a artista não se deixava abater e disse em sua biografia que “o infortúnio não assumiu o caráter de tragédia: eu sentia que tinha energias suficientes para fazer qualquer coisa”. Frida teve suas obras, e representou diversas pinturas na exposição “Conexões entre mulheres surrealistas no México” que roda o Brasil, já expostas em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro o São Paulo.

Movimento Vamos Juntas?

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ocê já passou por uma situação em que, de dia ou de noite, andava sozinha na rua e alguém soltou um comentário lastimável sobre você? Um homem já te chamou de “gostosa” na rua e isso te fez se sentir mal. Ou você voltando à noite para casa notou que na rua estava apenas você e um homem, e você sentiu aquele medo surreal? Em alguma dessas situações sentiu um alívio quase físico por ver uma mulher se aproximando? Uma pesquisa feita em 2015 pelo portal G1 mostra que 77% das mulheres já sofreram assédio sexual. Na página do Vamos Juntas pode-se perceber esses números tornando-se reais e assustadores, ao ler o relato de meninas passando por essas situações de sufoco, mas com a iniciativa elas descrevem como foram ajudadas ou ajudaram outras mulheres. O movimento “Vamos Juntas” criado pela jornalista Bárbara Souza trata da soronidade entre as mulheres, em se apoiares e se ajudarem em mo-

mentos como esses descritos acima. Trata de mulheres que passam todos os dias por situações de assédio e vêem uma na outra uma mão amiga. É um movimento que toma grandes proporções, que ao invés de rivais faz com que as mulheres sejam mais irmãs uma das outras.


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Tendência de cabelo cacheado e crespo Adeus aos padrões lisos, os cabelos cacheados estão dominando a Samambaia Norte Por: Poliana Gomes Foto Poliana Gomes

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om o crescimento e procura de locais especializados para os devidos cuidados dos cabelos crespos e cacheados, alguns donos de salão decidiram se especializar para atender esse novo público que a cada dia tem novos adeptos. Pensando Nisso, a cabeleireira Kássia Moraes, que trabalha há 20 anos em um salão considerado comum (pois atende todo tipo de cliente), decidiu abrir um salão especializado em cabelos crespos e cacheados. O Espaço Cacheei, que fica localizado na Quadra 408 de Samambaia Norte. “A ideia foi essa, de ter um espaço especifico mesmo pra cuidar dos cabelos que são mais difíceis e não é qualquer profissional que consegue e que entende as necessidades do cabelo crespo e cacheado.” Contou a especialista. O salão trabalha apenas com tratamentos voltados para cabelos, não oferece no momento serviços como unha, depilação etc. “E por incrível que pareça a gente além de atender as cacheadas, estamos também atendendo ‘as lisas’. Elas estão gostando da nossa cara e estão entrando aqui no salão, que é uma surpresa para nós.” Afirmou a idealizadora do salão. Para essas pessoas que possuem o cabelo liso e desejam ter os tão sonhados cachos, não se preocupem! No Espaço Cacheei eles trabalham com procedimentos que ajudam a realizar esse desejo. É um tratamento que leva a um processo químico, o antigo permanente, porém, hoje em dia, ele é feito de uma forma mais moderna (e não precisa ser necessariamente com

Espaço cacheei hidrata e tinge os cachos

o formado poodle, que se usavam antigamente nos anos 90). Os permanentes de hoje em dia são mais soltos e modelados, entretanto, o passo a passo feito no salão é muito semelhante ao antigo. Além do permanente, para cabelos lisos, o lugar atende à pessoas que possuem cabelo afro e desejam modelar os cachos, fazendo também, o permanente para cabelo afro. Aberto há pouco tempo, a empresa já conta com um publico fiel, e oferece gratuitamente em algumas datas, oficinas de turbante, para quem quiser e tiver interesse em aprender como usar esse assessório, que tem sido cada dia mais buscados por mulheres cacheadas em todo país. O salão conta com cinco funcionárias, quatro delas trabalham na área de salão e uma na recepção. Diversos procedimentos são feitos no salão, porém, há algo que difere o Espaço Cacheei dos demais salões deste segmento, a colorimetria, “trabalhamos com cores fantasia (roxo, azul, verde, rosa etc), a pessoa chega aqui e se

ela quiser ela vai sair daqui super colorida. Porém, tem que descolorir, e é feito um diagnóstico antes, porque as vezes a pessoa passou por uma química ou tratamento, ai temos que fazer esse diagnóstico no cabelo primeiro.” Diz Raquel Lemos, especialista em cortes e colorimetria, No momento o salão funciona de 09:00hs as 18:00hs de segunda a sábado. Com atendimento de ambos os sexos. Kássia, nos falou a respeito de um projeto que pretende implantar em breve, que se trata de atendimento a mulheres carentes, que não possuem condições de cuidar dos cachos, oferecendo um tratamento para possíveis, 5 mulheres ao mês, a escolha será por meio de indicação das clientes do salão, onde serão escolhidas pessoas que por falta de dinheiro não conseguem cuidar do cabelo. Entretanto, o projeto ainda não entrou em vigor. Porém, Kássia, não pretende demorar muito a começar a fazer este tipo de atendimento solidário.


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A MULHER E O MERCADO DE TRABALHO *Flora Rios Mendes

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sociedade brasileira vem passando há algum tempo, por um processo de transformação em relação à mulher e mercado de trabalho. Até bem pouco tempo, ela não participava ativamente dessa relação, era simplesmente um ser passivo. Quando precisa preencher alguma ficha, no local de “profissão” geralmente era colocado “do lar”. Eu pergunto: em qual faculdade você é habilitada para exercê-la? Hoje, observamos uma diferente visão comportamental e de atitudes, em relação a esse quesito. As mudanças ocorridas no mundo contemporâneo obrigam também uma mudança de atitude, em relação à mulher. O homem até então, chamado de “provedor da casa” era considerado o mantenedor do lar. Com as mudanças sociais e econômicas, sofridas pela sociedade, houve também uma alteração em relação à mulher. As estatísticas provam que grande parte dos lares brasileiros são mantidos pelas mulheres, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2013, 40,1% das famílias nordestinas são mantidas financeiramente por mulheres. A mulher, hoje, exerce toda e qualquer profissão, até aquelas que eram privativas dos homens. Ela atua em todas as áreas e o seu desempenho não é inferior. Em alguns setores da economia ela já está superando o número de homens. Temos exemplos, tanto na iniciativa privada quanto na pública, de mulheres assumindo altos postos administrativos. É bem verdade que, neste quesito, nem sempre os salários se equivalem. Via de regra, para os mesmos postos, a mulher recebe salário inferior ao do homem. Não resta dúvida de que foi uma grande vitória, mas infelizmente, em grande parte, pela necessidade dela colaborar no lado financeiro da família. Tem que se admitir que, em pleno século XXI, ainda paire na mentalidade retrógrada de alguns homens, quando afirmam “cheios de razão” que lugar de mulher é na cozinha. O lugar da mulher é onde ela queira estar, é onde ela se sinta bem e produtiva. Ao conseguir a vitória de ingressar e participar de

qualquer setor econômico trouxe-lhe também uma carga extra de trabalho. Além das atividades profissionais ela ainda é “dona de casa”, tendo que se ocupar das funções domésticas, principalmente no que se refere à educação dos filhos. Mas, mesmo com essa carga dupla, tripla de funções, ela continua firme nos seus propósitos, atuando e agindo de forma produtiva. As atividades femininas conscientizam a sociedade do papel da mulher na educação, saúde, união e presença cristã nos lares. Cabe a você, mulher, provar de que é realmente capaz e que está disposta a colaborar com o engrandecimento da sociedade. A conquista da mulher foi grande e intensa, mas ainda falta muito para ela ser realmente reconhecida, na sociedade machista brasileira.

Presidente Nacional da Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul. Pós-Graduada em pedagogia pela Universidade de Brasília.


INSPIRE-SE “Sou uma mulher madura, que às vezes brinca de balanço. Sou uma criança insegura, que às vezes anda de salto alto.” Martha Medeiros “Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.” Cora Coralina “Toda mulher leva um sorriso no rosto e mil segredos no coração.” Clarice Lispector “Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou. Ensinou a amar a vida e não desistir da luta.” Cora Coralina

“Debaixo da maquiagem e por trás do meu sorriso, eu sou apenas uma menina que deseja o mundo.” Marilyn Monroe

R$ 5,00


Revista só mulheres