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Abdul Nasser

•No Lado da História

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UMA REVISTA EM COMUN

NOV/DEZ 2013 • N°15

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MARCO FELICIANO

•Entrevista exclusiva

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Santa ROSA MOSTRA CINEMA

FELIPE Dorneles

Viagem a Lima - Peru

•Cultural

•Jovem Cara e Coragem

•Tag de Viagem

32 BLACK BLOCK •Ponto Alternativo #


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POLAROID


PAPO FITNESS

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Corpo e Autoestima em forma

Além de combater a depressão, o exercício físico aumenta a autoestima, a saúde e bem-estar. Por Talita Martini A prática de exercícios físicos é uma maneira natural e saudável de prevenir e combater a depressão. Correr, pedalar ou fazer qualquer outra atividade regular diminui a ansiedade. Isso acontece porque os exercícios aeróbicos fazem o organismo produzir um coquetel bioquímico. Isso inclui neurotransmissores, que são necessários para a comunicação entre as células do sistema nervoso, como a endorfina, que está sempre associada às sensações de bem-estar e euforia. Quando praticado regularmente, o exercício cria boa dependência e sua falta elimina a produção da substância que dá a sensação de prazer. A atividade aeróbica regular reduz a ansiedade e uma caminhada rápida de vinte a trinta minutos é excelente para diminuir o estresse. Os efeitos benéficos podem ser sentidos entre três e quatro semanas depois de iniciada a atividade física. Nesse tempo, você nota melho-

rias na autoestima e aumento da disposição física. Com isto, fica mais bem-humorado e sente mais vontade de se exercitar. Doenças do coração e depressão devem ser o grande mal dos próximos dez anos. A conclusão é da Organização Mundial da Saúde - OMS. Pois baixa autoestima, tristeza e desesperança acompanham esta doença. Mas segundo a OMS, a atividade física melhora e pode até curar a depressão. A produção de endorfina provocada pelos exercícios seria uma das explicações. A atividade física desencadeia uma secreção de endorfina capaz de produzir um estado de euforia natural, que alivia o estado da depressão. Os exercícios físicos também regulam a neurotransmissão da noradrenalina e da serotonina, que aliviam os sintomas da doença. Além disso, uma boa condição física aumenta a autoestima e traz saúde e bem-estar.


ABDUL NASSER O que motiva a um motivador

A

*MECA = Cidade na Arábia Saudita considerada sagrada. É o centro energético da terra segundo os muçulmanos, a energia que provém do céu para a terra. Por isso rezam ajoelhados com a cabeça voltada para a Meca, assim recebem a energia divina.

religião muçulmana, apesar de ter maior quantidade de seus fiéis encontrados no Oriente Médio, expandiu-se rapidamente pelo mundo, chegando à posição de segunda maior religião. A doutrina monoteísta prega Deus como divindade (em árabe Alah) e seus princípios estão descritos no Alcorão. Os muçulmanos seguem rigidamente alguns costumes e crenças mesmo estando distante de seus conterrâneos. A família de Abdul Nasser é exemplo regional de costumes levados a sério, a esposa (Laila), a filha (Yasmin) e os dois filhos (Mohamed e Machhour) seguem os princípios ditos pelo Alcorão. Apesar de sentirem saudades de familiares que ainda estão no Líbano, o Brasil continua sendo seu país. Com pausa para apreciar o café árabe (costume da casa), a CONE conversou com a família que nos relatou peculiaridades da cultura.


CONE – O que trouxe a família de vocês até aqui? Abdul Nasser – Eu, Laila e nossos filhos somos brasileiros, nossos pais vieram do Líbano. Apesar de conhecer a Laila desde pequena, porque ela é minha prima, me interessei por ela muito tempo depois, pois eu era amigo do irmão dela. Estamos há 24 anos casados.

CONE – Quais as origens da família? Abdul Nasser – Somos brasileiros, naturais

de Santa Rosa e nossa família veio do Líbano, temos pais, tios, avós, que ainda moram lá.

mostra que a perspectiva de médio a longo prazo é de guerra constante por não ter-se resolvido a questão da Palestina.

CONE – Como é a rotina da família de vocês no Brasil? Abdul Nasser - Eu tenho uma grande

estrutura aqui em Santa Rosa. Minha família trabalha comigo, realizo cursos e treinamentos in company. Sou escritor, tenho CD’s e DVD’s, faço convenções empresariais e palestras. Apesar de receber muitos convites para outras cidades, gosto muito de Santa Rosa.

CONE – E vocês, já moraram no Líbano? Laila – Aos seis anos de idade fui para o Líbano,

me criei e estudei por lá. O Nasser foi para o Líbano, onde nos víamos. Abdul Nasser – Morei no Brasil até os 12 anos. Quando fui para o Líbano, onde morei por 3 anos e meio, aprendi a língua. Voltei ao Brasil para estudar, concluí a escola em Santa Maria e lá cursei Odontologia. Ao terminar a faculdade, voltei ao Líbano para casar e então voltamos para o Brasil, pois o Líbano vivia tempos de guerra.

CONE – Além do português, falam outras línguas? Abdul Nasser – Falamos árabe e inglês. Laila – Os nossos filhos falam um pouco de

árabe.

CONE – Há familiares no Brasil? Abdul Nasser – Eu tenho um irmão médico

em Cascavel, uma irmã em Horizontina e outra irmã em Curitiba, temos tios em Santa Rosa também. A Laila tem irmãos na Venezuela. Libanês é assim, tem mais libaneses fora do que dentro do Líbano.

CONE – Como vocês enxergam essa migração dos libaneses? Abdul Nasser – A principal causa é a guerra,

desde a criação do estado de Israel, criado em cima da Palestina. Com a ajuda dos Estados Unidos, Israel tem agredido constantemente o Líbano e alguns países vizinhos, essa situação

Abdul Nasser com a família reunida.

CONE – De que maneira você trocou o consultório pela carreira de palestrante? Abdul Nasser – Apesar de ter Pós-Gradução

em Implantes Dentários e estar no auge da profissão acredito que todos nós temos uma missão de vida, quando a descobrimos muitas vezes não queremos segui-la. Quando eu morava no Líbano, levei dois tiros, depois do processo de coma comecei a entender o que aconteceu. Percebi de certa forma que esta é minha missão de vida, provocar uma ruptura no pensamento da sociedade, deixar de lado o individualismo para pensar em sociedade. Minha primeira palestra foi em 1995 em Santa Rosa, o meu trabalho hoje é conscientizar as pessoas a respeito da lei da vida.

CONE – Vocês sentiram preconceito cultural aqui no Brasil? Abdul Nasser – Me envolvi na Associação

Abdul Nasser – Nesses dias fazemos meditação e reflexão onde concertamos nossos erros fazemos as pazes com as pessoas. Outra coisa que preservamos muito é reunir a família nas sextas e o muçulmano deve rezar 5 vezes por dia voltado para a Meca*, eu tenho o hábito de rezar.

Comercial em Santa Rosa onde atingimos muitas conquistas. Fui convidado também a presidir a Comissão das Etnias na Fenasoja, onde iniciei a festa das etnias e hoje estou coordenando a festa em prol do Lar do Idoso. Percebi que quanto mais acontecia essa integra- CONE – Quais os direitos das mulheres? ção com a comunidade menos estranhavam-nos. Elas podem trabalhar normalmente? Machhuor – Eu percebia Abdul Nasser – O Líbano é preconceito relacionado a muito liberal, há mulheres algumas escolhas quando que frequentam as praias de frequentava a escola. Eu não biquíni, andam de mini saia bebia, então, por muitas vezes e outras que usam a burca não era convidado para ir em completa. festas, hoje entendo que era Laila – As mulheres podem pela minha religião. trabalhar e a religião apoia Yasmin – Eu uso o Hijab que a mulher e o homem (vestimenta para mulheres) estudem e busquem conhecie na rua muitas pessoas mento. O homem que trabalha param para pedir o que é, mas e traz o sustento para casa, a sempre recebo bons elogios, maioria não trabalha porque acham bonito e querem saber não precisa, mas lá eu tenho como é meu cabelo, que cor. muitas amigas que trabalham. Algumas pessoas acham que Na religião islã a mulher pode é burca, mas a burca deixa só O alcorão tem espaço privilegiado se separar, ao contrário do que na casa, o livro sagrado só deve os olhos de fora. dizem. ser tocado mediante a purificação Abdul Nasser – Alguns do corpo. CONE – Quais as diferenças dizem que a mulher é vendida culturais mais gritantes entre brasileiros devido ao dote, o que é uma blasfêmia, pois o dote é uma segurança para a mulher. Por e árabes? Abdul Nasser – A principal é a vestimenta. exemplo, se eu me separar da minha esposa a As nossas mulheres são preservadas, algumas família tem obrigação de adiantar o valor do mais liberais não usam. Se considera um dote, é a maneira de ajudar a mulher a recomedesrespeito a exposição física, a virgem Maria çar a vida. é nosso ideal de mulher, ela sempre está preservada. Uma das coisas que ressaltamos também é a bebida, ela destrói o nosso corpo. Não comemos carne de porco, pois é considerada energeticamente negativa.

CONE – Quais os costumes religiosos de vocês? Laila – Na sexta feira rezamos e temos o mês

do Ramadã que acontece uma vez por ano. Durante trinta dias jejuamos, das 5 horas da manhã até o pôr-do-sol não comemos e nem bebemos nada.

CONE – As ideologias de vocês estão sempre baseadas na religião? Abdul Nasser – São pilares divinos que foram revelados pelo profeta Maomé, sendo que a religião muçulmana leva em consideração todos os ensinamentos de Jesus, Moisés, Noé, todos fazem parte de um todo. A religião significa recomeço e todas se complementam como um grande quebra cabeça. O muçulmano é uma utopia de ser, sempre desejando o bem da sociedade, é focado e equilibrado pois o que importa é o legado deixado na comunidade e a evolução pessoal.


Você já ouviu falar em Intolerância à Lactose? Sabe o que é? Intolerância à lactose é a incapacidade que algumas pessoas têm de digerir a lactose (açúcar do leite). É resultado da deficiência ou ausência da enzima intestinal chamada lactase. Esta enzima possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples, para a sua melhor absorção. Devido a essa deficiência, a lactose não digerida chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido láctico e gases. A presença de lactose e destes compostos nas fezes aumenta a pressão osmótica no intestino grosso (retenção de água no intestino), causando diarréia ácida, excesso de gases, cólicas e aumento do volume abdominal. Nesses casos, deve-se seguir uma dieta isenta de leite e seus derivados para que não ocorram alterações gastrointestinais ou nutricionais.

Fique ligado nas dicas! -Leia cuidadosamente os rótulos de produtos industrializados. -Leia a bula dos medicamentos, alguns podem conter de 6 a 20% de lactose (que só afetam pessoas com severa intolerância). -Opte por alimentos ricos em cálcio: brócolis, repolho verde, sardinhas, ostras,

salmão, camarão, melado, tofu (queijo de soja). -Utilize substitutos do leite, como por exemplo o leite de soja, com sabor ligeiramente doce, feita dos feijões da soja. É uma boa fonte de proteína e pode ser enriquecido com cálcio e a vitamina D. -Observe sua tolerância à produtos como manteiga, EVITE OS ALIMENTOS ABAIXO, POIS CONTÉM LACTOSE: requeijão e alimentos comer- Bebidas: leite, leites saborizados, achocolatados; ciais processados com peque- Carnes: carnes industrializadas (salsicha, lingüiça, hambúrguer), frios que contenham soro de leite ou sólidos de leite; nas quantidades de leite. Por - Gorduras: manteiga, creme de leite, margarinas com leite (Doriana, Primor, conterem pequenas quantietc.); - Pães: pão de leite, de manteiga, pães doces que contenham leite, biscoitos, dades de lactose, geralmente torradas, bolachas doces (Maisena, Maria, bolacha recheada); são bem tolerados. - Leite e derivados: leite de vaca em pó, desnatado ou integral, leite de cabra e derivados (queijos, iogurtes, coalhada, requeijão, ricota, nata, sopas cremosas que -Produtos com ácido láctico contenham leite, enlatadas ou desidratadas...), leite condensado; são seguros para o uso. Os - Chocolates e achocolatados; - Doces: bolos, doces com leite, sorvetes, pudim, manjar, ambrosia, chocolate ao compostos da lactate, da leite, pastilha de menta, caramelo cremoso de açúcar, balas Toffee, goma de mascar; lactalbumina e do cálcio não - Outros: molho de soja, salgadinho sabor queijo, molhos preparados com manteiga, creme de leite, molho de queijo; contêm lactose. - Cereais: cereais instantâneos; - Frutas: frutas congeladas ou enlatadas (processadas com lactose); -Cuide ao comprar iogur- Sopas: sopa enlatada ou desidratada contendo leite ou lactose; tes. O iogurte contém alguma - Temperos: glutamato monossódico, molho de soja; quantidade de lactose, mas parte foi convertida em ácido OPTE POR ESTES ALIMENTOS, POIS SÃO ISENTOS DE LACTOSE: láctico pelas culturas bacte-Bebidas: café, chá, caldo de frutas, água, chimarrão, caldo de frutas secas, rianas que foram adicionarefrigerantes; - Carnes: carnes magras em geral (aves e peixes sem a pele), caldos de carne, sopas; das. Alguns fabricantes de - Ovos; iogurte adicionam lactase ao - Gorduras: óleos vegetais, margarina sem leite, bacon, azeitona, nozes; - Frutas; iogurte, o que pode ajudar na - Legumes e verduras: todos em preparações simples, cozidos; digestão. - Leguminosas: feijão, lentilha, ervilha; Ao comprar o iogurte procure sempre as palavras “vivas” e “culturas ativas” no rótulo. Na Nutriê você encontra muitos produtos saborosos sem lactose: leite de vaca, achocolatado, chocolates, biscoitos, iogurtes, queijos....POIS COMER SEM LACTOSE PODE SER UMA DELÍCIA!!!

- Pães: pão sem leite ou manteiga (francês ou de fôrma), biscoito champagne, água e sal; - Cereais e farinhas; - Leite: Soymilk, leite fermentado; - Chocolates e achocolatados: chocolate em pó Nestlé, Garoto, cacau em pó; - Doces: açúcar com moderação, mel, geléias, marshmallows, gelatina, pudim com suco de frutas, salada de frutas, xarope de milho, caramelo de açúcar puro, chocolate amargo, adoçante; - Temperos: sal, pimenta, condimentos, ervas aromáticas, vinagre, salsa, limão, mostarda, canela, noz moscada; - Sopas: caldo de carne e sopas com alimentos permitidos;

SAÚDE

INTOLERÂNCIA À LACTOSE

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informe publicitario

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Quedas na infância

Tombos, quedas e pequenos acidentes são comuns na vida das crianças. Certamente a maioria de nós apresenta cicatrizes do tempo de infância nos joelhos, braços, cabeça... no corpo todo. Mas, e quando o tombo resulta em algum machucado na boca, como agir? Quando ocorre algum trauma da boca, a quantidade de sangue que pode se perder é enorme, devido a grande vascularização dessa região. Chorar é parte integrante do quadro. Então, papais e mamães, o negócio é manter a calma e limpar a região com água corrente ou com um pano úmido, assim pode-se analisar se há algum corte externo ou se o problema concentra-se dentro da boca.

Após a limpeza do local, é preciso observar se ouve algum dano nos dentes: extrusão (quando ele sai um pouco da gengiva), intrusão (quando o dente “entra” na gengiva), fraturas ou ainda se houve a “avulsão” do dente (quando ele sai da boca com raiz e tudo). Entre em contato com o dentista de sua confiança o quanto antes, pois uma avaliação logo após o acidente é necessária para avaliar os danos. Seja qual for a situação que se encontra (extrusão, intrusão, fratura ou avulsão) é importante não mexer nos dentes envolvidos. Se os pedaços do dente ou o elemento dentário todo for encontrado, mesmo que tenha caído em terra ou em algum lugar muito sujo, não limpe

o dente. Coloque-o em um recipiente com água para mantê-lo úmido e entregue ao dentista. Dependendo do trauma, o dente pode ter suas funções e estética restabelecidas normalmente dentro de pouco tempo, desde que haja um acompanhamento rápido do dentista. Lembrem-se de colocar os pedacinhos do dente (ou ele inteiro) imerso em água e manter a calma. O dentista fará o possível para reverter o quadro; e se tudo der certo, não restarão cicatrizes pra contar a história.


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E CORAGEM

JOVEM, CARA


Neste ano, realizado na cidade de Oberá, na Argentina, foi ministrado pela educadora Christi Idavoy, de Miami – Estados Unidos. Participar de um evento como este, além do enriquecimento profissional, há também a valorização pessoal. Foram distintos assuntos abordados inerentes ao método, destacando e avaliando a forma com que profissionais da área estão trabalhando. Destacaram-se ainda, o primordial conhecimento e domínio por parte dos profissionais, dos Princípios da Contrologia (controle consciente de todos os movimentos musculares do corpo) que regem o método, para que o possam transmitir aos seus pacientes, de forma íntegra e correta. A prática se destaca pela originalidade de seus conceitos e princípios, sendo considerado por especialistas e praticantes como o mais eficiente método de condicionamento físico da atualidade. Através da CONTROLOGIA, Joseph Pilates (precursor da prática) criou seis princípios básicos a serem considerados, não só durante a execução dos exercícios, mas também no dia a dia, são eles: Concentração e Precisão nos Movimentos: o método Pilates é chamado de “exercício pensante”, pela simples razão de ser uma técnica medida e profunda, que exige uma constante consciência de todas as partes do corpo. Cada movimento deve ser um ato consciente, controlado e equilibrado. É a mente que guia o corpo para os movimentos precisos; Controle e Integração dos Movimentos: o controle é fundamental para a eficácia e segurança do treinamento físico, evitando movimentos “mecânicos” e criando movimentos sutis e graciosos. Se você não consegue executar o exercício completo com perfeição, fragmente-o (orientado pelo profissional com formação adequada) para que você não perca o controle

do movimento e o exercício possa ser realizado com perfeição, como o método exige; O Centro: nosso corpo tem um centro físico onde se originam todos os movimentos, chamado de POWERHOUSE (Centro de Força). O abdômen, a parte de baixo das costas e as nádegas compõem este Centro de Força. O Pilates concentra-se em reforçar esse CENTRO, constituído de músculos que sustentam a coluna, órgãos internos e a postura. O domínio desse CENTRO tem como efeito uma cintura mais delgada e um abdômen mais definido, além de uma postura mais correta e forte; O Movimento: fluidez, harmonia e beleza: esta tríade define o que devemos buscar ao executar os movimentos durante o exercício; Precisão: o Controle está diretamente ligado à precisão. Joseph Pilates dizia: “Concentrar-se nos movimentos certos cada vez que você faz um exercício. Caso contrário, você os executará de forma inadequada e eles perderão seu valor”; Respiração: constitui um dos princípios mais importantes do método, devido ao fato de que todos os exercícios são associados à respiração. A correta respiração na realização dos exercícios permite a oxigenação sanguínea e a eliminação dos gases nocivos. Em geral inspiramos (levando o ar para dentro dos pulmões), para preparar o movimento, e expiramos (expulsando o ar dos pulmões) durante a execução do movimento desejado. Sem o domínio destes princípios por parte de quem os ensina e também de quem o pratica, estamo-nos desviando da “essência” que rege o método, consequentemente não surte o efeito desejável e esperado. “Poucos movimentos bem feitos realizados de forma correta e equilibrada valem por muitas horas de ginástica.” Joseph Pilates

BEM ESTAR

A Jornada de Mat Pilates é um dos principais cursos de aperfeiçoamento no método Pilates.

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Mozzarella in Carrozza

Um senhor português veio para o Brasil e começou a fazer um prato em seu restaurante muito comum das terras lusitanas, o arroz de pato à moda de Braga. Mas, por aqui, o pato não fez lá muito sucesso no paladar brasileiro e o dono da receita decidiu modificá-la, trocando o pato por frango e lingüiça. Antigamente, famílias portuguesas aproveitavam o que sobrava do cozido do dia anterior e faziam um risoto, adicionando alguns legumes. Não se pode afirmar com certeza que essa receita seja de origem portuguesa. O mais correto é que ela tenha inspiração em um costume da cozinha lusitana.

Este mês viajaremos até Nápoles na Itália, terra da Mozarela di Búfala, do bom vinho colonial, paisagens exuberantes e restaurantes de comida caseira com receitas centenárias. Prepararemos uma receita “della Nonna” de dar água na boca! A Mozzarella in Carrozza é um sanduiche feito com pão de forma e mozarela di búfala empanado na farinha e no ovo; e frito em óleo bem quente. Uma receita genuinamente Napolitana.

Ingredientes

Modo de Preparo

Em uma frigideira aqueça o óleo. Frite o toucinho, junte o alho, a pimenta, a cebola, a lingüiça, os paios e as coxinhas de frango e refogue. Junte os pimentões vermelho e amarelo, a cenoura, a vaIngredientes gem (aferventado previamente) e os tomates sem pele, adicione o bouquet garni e cozinhe por alguns - 5 colheres (sopa) de óleo minutos. Adicione o arroz lavado e escorrido, mis- 250g de toucinho defumado ture para se agregarem e acrescente a água e o sal. - 1 gomo de lingüiça portuguesa Mexa, tampe e cozinhe até diminuir a água, coloque - 2 paios pequenos o repolho, o presunto e a cebolinha. - 250g de coxinhas de frango Cozinhe até secar e sirva em seguida. - 2 dentes de alho - 1 cebola - 1 Bouquet Garni - 300g de vagem - 4 tomates - 1 pimentão amarelo - 1 pimentão vermelho - 250g de cenoura - 3 xícaras (chá) de arroz - 4 xícaras (chá) de água - ½ repolho - 1 xícara (chá) de cebolinha verde - sal a gosto

- 12 Fatias de pão sem a casca; - 150g de Mozarela de Búfala; - 100 ml de leite; - 2 ovos batidos temperados com sal e pimenta; - farinha de trigo quanto bastar para empanar; - Óleo para fritar.

GOURMET

Arroz de Braga

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Modo de Preparo

Molhe as fatias de pão no leite, monte um sanduiche com a mozarela em fatias. Passe o pão na farinha de trigo e depois nos ovos batidos. Esquente bem o óleo e mergulhe o pão no óleo para fritar por completo. Sirva com uma folha de manjericão para decorar.

Bouquet Garni

O Bouquet Garni é uma forma inventada pelos franceses de aromatizar a água do cozimento dos alimentos. Tradicionalmente segue uma receita com Tomilho, louro, salsinha e aipo, embrulhados em uma lâmina de alho-poró. É um Bouquet de ervas aromáticas amarrado em um barbante. Para ervas secas, usa-se uma gase e um fio de algodão.


ACORDE 30

Conheça a Bíblia da MúsICA Por: Manoella Fiebig

A sinopse do livro já anuncia: “passando pelos mais diversos estilos, este guia, repleto de curiosida: des e fatos históricos, é um artigo de primeira necessidade para os aficionados por música”. Com ilustrações sobre a vida de artistas, cotidiano das bandas e gravações, o livro “1001 discos para ouvir antes de morrer” tornou-se um best-seller no mundo inteiro por trazer em suas páginas dicas sobre os melhores discos produzidos desde o início dos anos 1960. Os 90 jornalistas e críticos musicais que produziram o livro, selecionaram 8 álbuns dos Beatles, 5 álbuns do Led Zeppelin e 3 álbuns do Elvis Presley para comporem a lista. Além de ícones do Rock and Roll, os escritores também optaram por incluir discos de diferentes gêneros musicais, como o pop, soul, jazz, hip hop, etc. Chico Buarque, cantor, compositor e escritor brasileiro integra essa lista, com o álbum “Construção”, que traz músicas como “Deus Lhe Pague”, “Desalento” e “Olha Maria” entre as faixas mais conhecidas. Além dele, outros músicos brasileiros entraram para o livro, como Milton Nascimento (álbum: Clube da Esquina),

Cristina Pesente, estudante de Arquitetura e Urbanismo: ”Li e fui atrás dos discos. Hoje em dia tenho quase todos os álbuns, mas pra falar a verdade ainda não cheguei a escutar todos, por aquele velho hábito de ouvir 1001 vezes o mesmo e apaixonante álbum! Os álbuns que não concordo começam a aparecer pós anos 2000. Eu consigo conviver com a ideia de não ter escutado um álbum completo do Jay-Z, por exemplo”

Além desse livro, existem muitos outros que retratam o cenário musical de uma época, o surgimento dos gêneros musicais, biografias de artistas ou bandas. Indico ambém a leitura da coletânea “O autor por ele mesmo”, da Editora Martin Claret, que traz biografias de vários músicos em versão pocket.

Maria Bethânia (álbum: Âmbar), Gilberto Gil e Jorge Ben Jor (álbum: Ogum Xangô). O livro é um clássico entre os amantes da música e é chamado como a “Bíblia da Música” por muitos, justamente por abranger álbuns e artistas de todos os gêneros. A Revista CONE encontrou alguns amigos que guardam o livro em casa e opinaram sobre as sugestões trazidas em “1001”:

Luis Carlos Nunes, empresário e produtor musical ”“Tenho o livro há 3 anos. Lembro que li a introdução e ia olhando as capas uma a uma. Me sentia bem quando via que alguns discos eu tinha em vinil ou em CD, outros lamentei por ter troca: do em alguma época. Baixei alguns e sempre que posso os valorizo justa: mente por constarem neste livro. Um ponto positivo é que o livro retrata os discos por ano e década. Isto é bem curioso, posso dizer que a divisão foi muito bem feita””

Mariana Becker, estudante de Engenharia Mecânica: ”“Confesso que pulei algumas partes. Conheci algumas bandas e ouvi álbuns que nunca sequer sabia da existência no mundo musical. O meu problema com esse livro foi que todos os álbuns que ali estão são exaltados. Não há uma crítica ao álbum e sim uma introdução ao leitor. Serve mais como um guia pelo mundo da música, mas nem todos merecem ser ouvidos antes de morrer”.


São Paulo, 7 de setembro de 2013 - Pow! Pow! Pow! Ati-

ram os policiais. - Olha o Choque! - Não vamos ficar parado, não! Vamos embora! Vamos embora! Saindo da Praça da Sé, ele para de quebrar o banco e ajunta outras pedras. O bloco negro acompanha. - Corre! Corre! O Choque tá vindo! O Choque tá vindo! Tectectectectectectetec, faz o helicóptero que quase alcança o chão para levantar poeira. - Meu Deus! Tão usando arma de fogo! Corre! Pow! Pow! Pow! Ele se aproxima do policial. Atira uma, duas, três pedras. - Resistência! Outro black intervém. Chuta a moto de patrulha. Ela cai no chão. - Tem um fotógrafo atingido! Sai daí! Sai daí! É sua última pedra. Ele mira no PM e lança com a mão direita. A precisão não é de um atirador, porque ele não o é, mas naquela hora sentia que precisava fazer isso. Em resposta, o policial com a arma em mãos a direciona no seu rosto. O coração acelera. Na mente, pensament o s de resistência o encorajam e não o permitem fugir. “Preciso ficar. Preciso ficar”, repete para si. A arma está apontada para seus olhos. A distância dele e do homem fardado é de 3 ou 4 metros. “Tum, tum, tum.” O coração acelera. A adrenalina está nas veias. Ele teme. “Re-sis-tên-cia.” A palavra não o deixa fugir. Nessa hora mais um tiro. “Pow!” A bala atinge o chão. Então ele corre. - Cof! Cof! - Ajuda! - Cuidado com as bombas de gás! - Vinagre! Alguém tem vinagre? - Seus fascistas! - Vai pra Paulista! Corre pra Rua

Paulista! - Sai daí! Nessa hora o bloco está unido de novo. No ar, muito gás. - Ajuda! - Resistência! Resistência! Andando como grupo, eles seguem entre os carros. Desse jeito, sabem que os fardados não os atacarão. Mais adiante, um jovem é carregado por outros três rapazes. Sua perna esquerda sangra. - Uma bomba! Uma bomba me atingiu. A polícia saiu atirando a esmo. Tectectectectectectetec, o helicóptero continua acompanhando. Metros à frente, ele sente que não precisa mais correr. Olha para os pés e vê sang u e transpondo do tênis esquerdo. Sente dor, mas não para. - A revolução não terminou! – alega. Ele já está ofegante. O que é um problema para quem é asmático e não carrega a bombinha na mochila. Caminha e encontra alguém agachado, passando mal. Ele para e o ajuda. - Vamos lá, amigo! Atravessam a rua. Ele já não sabe onde está. O grande grupo que saiu da Avenida Paulista seguiu para lados opostos. Naquela via, próxima a um viaduto, andam apenas seis. Não se conhecem. Mesmo assim são semelhantes. Roupas pretas e, no pescoço, bandanas embebedadas de vinagre – usadas para se proteger do gás – os caracterizam. Os chamam de anarquistas. O que fazem? A tática black bloc.

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Manifestante vestido de batman se tornou referência das manifestações no Rio de Janeiro após ser detido no dia 25 de setembro quando lei estadual anti-máscaras em protestos já estava em vigor. No ato dos professores, ele estava no front junto ao black block.

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Herança européia

A história contada é verdadeira. O protagonista também. Gustavo Souza mora na Linha Vermelha

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em São Paulo. O que significa que cresceu em um bairro de classe média-baixa. Vive com ele a mãe e a irmã. O pai foi embora. Drogas? Nunca usou. Nos seus hobbies estão skate e também a leitura de livros anarquistas. Para entender melhor, o black bloc, que traduzido literalmente significa bloco preto, surgiu no final dos anos 60 na Europa com a ânsia de se libertar da “ganância, violência e da imensa e inumana burocracia estatal”. Nas páginas do Facebook brasileiro é “uma estratégia de manifestação e protesto anarquista, na qual grupos de afinidade mascarados e vestidos de negro se reúnem com objetivo de protestar em manifestações antiglobalização ou anticapitalistas”. A prática ressurgiu no Brasil após as truculências policiais cometidas nos protestos de junho, com um objetivo humano: defender a massa pacífica da ação do Choque.

Tática

De acordo com o psicólogo Cláudio Joner, a presença desses jovens “barulhentos”, como chama, está cada vez mais presente nos protestos e nas grandes manifestações sociais que reivindicam “uma nova ética, salários dignos e novos posicionamentos políticos”, mas, ainda segundo Joner, compreender a tática é um processo que envolve o autoconhecimento. “Tentar entender esse movimento, aparentemente sem líderes ou representantes, que provocam desconfiança e medo nos outros manifestantes é buscar entender a nós mesmos, nossas famílias e sociedade, governos e desgovernos”, explica. “Trata-se de tudo o que consumimos e nos consome. Leitura árdua, jogo duro, cujo as táticas agressivas do quebra-quebra servem tanto aos black blocs como também se revelam nos

ALTERNATIVO

Por Isadora Stentzler

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Ato do dia dos professores no Rio de Janeiro reuniu, segundo a PM, 7 mil pessoas. De acordo com a categoria, 100 mil. Black bloc também estava presente.

juros e nas taxas dos bancos, nos impostos, na lógica de mercado e nas coberturas jornalísticas, que valorizam mais a violência do que as justas reinvindicações da sociedade.” Nos últimos atos do país os anarcoativistas estiveram presentes. Enquanto os manifestantes se agrupam repetindo palavras de ordem e portando cartazes, o bloco entra na frente como um cordão pronto para fazer ação direta. “Mas a gente só ataca se é atacado. Antes não”, explica um anarquista. “Estamos ali para proteger os manifestantes. Caso a polícia use de força, a gente revida e resiste. Somos a tropa de choque do povo.” No Rio de Janeiro, durante o protesto do Dia dos Professores em 15 de outubro, a educadora aposentada Leila Holanda, de 57 anos, demonstrava a segurança que sentia com a presença do bloco vestindo uma camiseta preta com os seguintes dizeres em branco: “Black Prof”. “Eu apoio completamente estes meninos do black bloc que são alunos, ex-alunos e estou na luta com eles desde ju-

nho dando apoio total e integral”, afirma a professora que ainda criticou a cobertura feita pela grande mídia quando julga a tática de vândala. “[Quando falam isso] não veem o que a polícia faz antes da reação destes meninos e meninas. Eles não atacam em nenhum momento. Eu só os vejo segurando a polícia para as pessoas poderem fugir. A imprensa realmente está contra eles fazendo uma má interpretação dos atos”. Segunda ela, “não há sentido na briga entre policiais e blocs”, uma vez que os adeptos da tática se valem de paus e pedras, enquanto a PM usa cassetetes, spray de pimenta e bala de borracha. A filosofia do bloco é horizontal e sem liderança, por isso a roupa preta se torna a farda que caracteriza a tática numa massa única. “Sem identidade, os black blocs representam a si mesmos por aquilo que querem negar. Seu grande desafio é não tornar-se uma ‘instituição’ nos protestos”, conceitua Joner. Além disso, os atos incluem destruição a símbolos da proprie-

Punição

Desde 19 de setembro de 2013, entrou em vigor no Brasil a Lei 12.850, ou Lei do Crime Organizado. Ela prevê prisão de três a oito anos para qualquer pessoa que se enquadre na definição de crime organizado exposto no 1º artigo da Lei, em que se considera organização criminosa a “associação de quatro ou mais pessoas que tenham o objetivo de obter vantagens mediante a prática de infrações penais”. Com a definição, policiais se valem do artigo para prenderem os

Anarquista do black bloc escala janela da Câmara Municipal e grafita “Fora Fifa! Abaixo a ditadura!”

manifestantes e adeptos à tática black bloc. No Rio de Janeiro, em 15 de outubro, quase 200 pessoas foram encaminhadas a delegacia, das quais 70 foram presas e encaminhadas a presídios fichados nesta Lei. Outras 14 foram enquadradas por outros crimes, como desacato a autoridade. “Eventuais delitos cometidos pelos black blocs, como incêndios, saques e destruição do patrimônio, serão contidos por meio da polícia, que prenderá em flagrante o ‘manifestante’ infrator, resguardando a incolumidade física dos demais cidadãos de bem”, explica o Aluno Oficial Anderson Foliatti da Silva, da Academia de Polícia Militar da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul. Segundo Foliatti, a maioria das pessoas em Porto Alegre é contra a tática, principalmente devido as depredações realizadas próximo a residências e comércio, dos quais os donos “amargaram consideráveis prejuízos”.

Anarquia online

No Facebook, páginas oficiais dos black blocs em diversos estados e capitais foram criadas para divulgar atos e denunciar abusos do poder público. No perfil “Black Bloc Brasil” – que já conta com mais de 7.500 curtidas – imagens dos protestos e vídeos de imprensas alternativas ou de amadores também são publicados. Sob a máscara Em 7 de setembro, Souza ajudou a quebrar mais de quatro bancos. Ele sabia que a vidraça estilhaçada não impactaria os bolsos dos

donos da agência. E que de uma forma ou de outra, eram ele e a massa que defendia que arcariam com aquilo. Mesmo assim, o fez para marcar o caminho com os cacos que representavam outro vandalismo: o da sua história. Até os cinco anos, a família de Souza era uma típica família brasileira. Um pai, uma mãe, uma filha e um filho. Quatro pessoas. Das necessidades básicas, não passavam aperto. Até que o pai foi embora. “Quando meu pai saiu de casa, muita coisa ficou pendente. Minha mãe era professora e ele queimou todos os livros dela. E quando ela foi voltar a dar aula, precisava dos materiais que ele havia destruído e que agora não tinha dinheiro para comprar. Então ela teve que começar a se sujeitar a qualquer trabalho pra juntar dinheiro e não perder a guarda minha e da minha irmã”, relembra. Levaram dois anos para que a

mãe de Souza pudesse voltar a dar aulas regularmente. Mas só com o salário dela, a família não se reconstruiu. Tanto é que, no Dia da Independência, voltavam à mente do jovem lembranças do pai alcoólatra espancando a mãe e da ordem de despejo guardada em uma das gavetas daquilo que ele ainda chama de “casa”. O rancor e o ódio viraram então grafite de viaduto pelas mãos do garoto que carrega na história e dia a dia o peso que é ver gente com muito e gente com nada.

Outros Gustavos

Da mesma forma, outros Gustavos Souza se trajam de negro e como black blocs vão às ruas na tentativa de serem ouvidos. Pedem mais educação, mais saúde, mais oportunidade, quando na verdade o grito engasgado é “queremos mais amor”. Em resposta, o Estado distribui sprays de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo, prisões e cassetetes. Há quem apoie. Há quem não. Há quem legitime. Há quem não. Mas para entender de verdade o peso que é vestir preto e atirar pedras numa corporação privada, só passando por um dia de Gustavo. O adolescente de 14 anos que sonha um dia em formar-se em Filosofia.

Black bloc se organiza em frente a Câmara Municipal no Rio de Janeiro, onde ocupantes estavam há dois meses.

ALTERNATIVO

dade privada – fachadas de lojas e escritórios como McDonald’s, Starbucks, bancos e concessionárias – que taxam o bloco de vândalo. “Somos ativistas e temos ódio dentro da gente”, pondera Souza. “Quando a gente quebra um banco, a gente não quebra por quebrar, a gente quebra o que ele representa. É como um desabafo.” Não entram na lista de alvos pequenos empresários ou bancas de revistas. Quando isso acontece foge da autoria dos blocs. No entanto, há vertentes defendendo que a diminuição de pessoas nas ruas desde junho foi consequência da ressureição da tática no país. Os atos de “quebraquebra”, como conceituam “não os representam” e os intimidam. O comerciante Raimundo Veiga de Abreu, 44, por exemplo, mora no Rio de Janeiro e no protesto do Dia dos Professores fechava seu estabelecimento mais cedo. Em meio ao barulho de tiros e bombas explodindo, ele fala que a medida é para segurança. “Ninguém quer ficar no comércio por causa do gás de pimenta e da bomba, porque todo mundo tem medo”, desabafa. De acordo com ele, desde que as manifestações começaram sua venda já somou um prejuízo de mais de R$ 2 mil por fechar sempre mais cedo. Quanto ao apoio ou não aos manifestantes, a tática ou a ação da polícia, ele não quis comentar.

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NECESSAIRE

Pegando pesado na make! Por Luana Cappellari

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Você ama maquiagens. Não consegue ir à feira sem batom e rímel e até quando vai à praia ou piscina não deixa de caprichar no visual, dando aquele up no look com um make “básico”. Daí vem chegando o verão e, como de costume, você (e muitas outras) corre para academia e começa a malhar o corpinho para ficar esbelta. Mas será que usar maquiagem combina com esteiras, bicicletas e halteres? Bom, se é para aumentar a sua disposição e autoestima, combina sim. Mas cuidado ao se produzir para o treino! É preciso lembrar que você está indo para ACADEMIA e não para balada. Então esqueça as sombras, os cílios postiços, o iluminador e os blushes de cores fortes. Escolha bons produtos na sua produção pré-treino, dando preferência um

pó compacto para uniformizar a pele, pois as bases líquidas em sua maioria deixam a pele mais oleosa. Imagina a combinação de base + suor?! Também um corretivo para disfarçar as olheiras de cansaço. Se for usar rímel, opte por aqueles a prova d’água, porque eles com certeza vão diminuir a chance de você sair igual a um panda ao final do treino. O blush em pó também está liberado. Por fim, hidrate bem os lábios com batons mattes, uma vez que são mais difíceis de borrar e vão durar até o fim do sacrifício, ops, treino! E para as solteiras de plantão, uma dica: academia é lugar para potenciais gatinhos, portanto, coloque postura no corpo, empine esse bumbum e invista em looks confortáveis, mas não desleixados, e curta! Com carinho (e muito FOCO)


ESPORTE 38

Bike e natureza Uma excursão organizada por um grupo de ciclistas de Santa Rosa realizou um feito inédito: pedalar por cerca de 15 km dentro da maior reserva ambiental do Estado, o Parque Estadual do Turvo em Derrubadas. O passeio começou em Santa Rosa e de ônibus fizemos 180km até a entrada do parque. A estrada da reserva é de chão batido e na maior parte do tempo a descida ajuda aos que não tem aquela força nas pernas. O trecho foi percorrido em 1 hora (eu levei meia hora a mais). A brisa e o cheiro da floresta funcionavam como um remédio para os problemas, não tinha como não se desligar da cidade. No meio do caminho, uma parada para repor as energias, com frutas e bastante água. Na chegada, além de sermos recebidos com um almoço, dava aquela sensação de “vamos de novo”! E foi isso que alguns corajosos fizeram; não todo o trecho, mas só aquela descida que dava para embalar a bicicleta. Para quem não conhece o local, é só pedir auxílio aos guardas do parque, pois eles conhecem um trilho na mata que leva até uma cascata, onde a água é limpa e cristalina, corre em meio as pedras e é possível beber direto do rio, sem se preocupar com alguma contaminação. Imagino que quando

Encarar uma aventura sobre duas rodas é fascinante, se for em meio a natureza, melhor ainda. Por Gelson Waier

Deus criou o paraíso, essa era a temperatura certa da água para beber. A aventura não parou por aí: o maior salto longitudinal do mundo nos aguardava com uma explosão de águas. O rio cheio quase tapou as quedas, mas naquela altura do campeonato, o rio era um

detalhe diante de tanta beleza que vimos e todas as sensações que sentimos. Borboletas, pássaros e toda aquela imensidão verde nos brindavam com um clima quente e uma água refrescante nos pés. Já havia visitado diversas vezes aquele local, mas parece que a cada reencontro tem algo diferente, percebemos detalhes que nunca tínhamos visto. Animais que não encontramos com frequência, como cotias, gralhas e, se tiver sorte,

até uma anta passa pela estrada. Um lugar pra quem gosta da natureza, sem frescura com insetos e formigas. Na verdade, aquele é o lugar deles e nós somos os visitantes. É preciso respeitar e cuidar para que a nossa presença não interfira (apesar de já interferir). Os guardas contam que apesar de ser proibido pescar e caçar naquele local, muitos são os que tentam entrar no parque à noite para destruir. E como o lugar é gigantesco, é quase impossível cuidar de toda a extensão do parque. A pena para quem for pego caçando é de 6 a 12 meses de prisão e multa. Se você ficou curioso(a) e quer participar de uma próxima aventura, fale com a galera do Gago Bikes. E se quiser ver um pouco de como foi o nosso passeio, acesse o YouTube e procure por: Yucumã - Canal Gelson Waier Apesar do vídeo ser muito bonito, não chega aos pés de estar lá! Abração e até a próxima!!!


POLÍTICA 42

Programa Mais Médicos, que tal ler a bula? Por: Isadora Stentzler

Se o sistema de saúde brasileiro já vinha cambaleando, agora encontrou o chão de vez. Não por culpa dos planos assinados em Brasília, mas, sim, devido aos blablablás daquela ala direitista conservadora. E me desculpem os contrários, mas certos i’s merecem receber seus pingos neste espaço. Desde que o Governo Federal lançou o projeto Mais Médicos em julho deste ano, críticas pipocaram. Na TV, no rádio, nas revistas, nos editoriais e no Senado. Mas não me refiro a críticas construtivas, embasadas e redigidas com fidedignidade ímpar. Não! Refiro-me a críticas impulsionadas por vieses políticos e bicadas por tucanos e outras legendas reacionárias -apoiadas por alguns Conselhos Regionais de Medicina, inclusive. O que aconteceu é que se passou a assistir uma novela dignamente espana com cubanos atuando no papel principal. Para relembrar, o programa – que graças às divindades já funciona em alguns Estados – mapeou a necessidade médica em cidades brasileiras e classificou algumas para receberem médicos. Não tendo brasileiros para preencherem essas lacunas, chamaram os estrangeiros. Na pesquisa Demografia Médica no Brasil a situação catastrófica da má distribuição de médicos nos 26 Estados fica clara e assusta. Sabe quantos médicos existem para cada mil habitantes no país? Apenas 1,8. Vou repetir em letras garrafais: APENAS UM VÍRGULA OITO. Mas esta média está muito abaixo se comparado com a vizinha Argentina que tem 3,2 para cada mil, ou com os Estados

Unidos (2,4) – já que brasileiro adora se comparar com a superpotência –, ou com Cuba (6,7). No entanto, quando a média é direcionada aos Estados, como o Maranhão com a equação de 0,71 para mil, não atingem nem metade do valor nacional. Isso num país com mais de 193 milhões de habitantes e pouco mais de 388 mil médicos, conforme registros do Conselho Federal de Medicina (CFM) de 2012. Agora mais uma pergunta: Sabe quantos desses médicos estão registrados no Sistema Único de Saúde (SUS)? Apenas 215.640 mil. E levando em conta que 48,66 milhões de brasileiros têm acesso aos planos de assistência médica hospitalar, então para quem usufrui do sistema público, o número cai para 1,13 médicos por mil habitantes usuários do cartão SUS. Regionalmente falando, o sul do Brasil e especialmente o Rio Grande do Sul estão confortavelmente esparramados no sofá se colocados par a par ao Norte e Nordeste. Porém, abrir a goela para vomitar restos de desgostos partidários nos projetos de uma legenda, não me parece muito inteligente. No início, o problema eram os cubanos. Farrapos de desculpa! Pois também estão entre os estrangeiros médicos argentinos, mexicanos, bolivianos, uruguaios, russos, portugueses, venezuelanos e espanhóis. No olho desse furacão, não é preciso colírio para entender que o problema não é a nacionalidade, mas sim a política do local de onde eles vêm. O regime de esquerda – e não sei o porquê – assustou os reacionários. A grande mídia também não deixou barato. É possível que você tenha entre uma e outra pilha de magazines um exemplar da revista VEJA criticando o projeto e profetizando uma revolução comunista. Mas um detalhe que não se pode passar aos olhos, é o fato da semanária ter louvado em 1999 uma iniciativa semelhante do então Ministro da Saúde José Serra alegando, à época, que “o milagre veio de Cuba”.

Passado este tornado, os mais de 400 médicos cubanos chegaram ao Brasil e os “doutores” verde e amarelo latiram para os irmãos de profissão. “Escravos!” “Volta pra Cuba!”. Volta pra casa receber educação! responderia a estes mercenários. Afinal, o projeto chama gente de fora devido o déficit que os de dentro causaram. São os “patriotas” que não querem o desconforto da periferia. São os “patriotas” que não querem postos pequenos. São os “patriotas” que não querem pisar na lama do interior. Para calar a boca desses cães que latem e não mordem, ficou o depoimento dito à Folha de S.Paulo do médico cubano Juan Delgado, hostilizado em Fortaleza: “Isso não é certo, não somos escravos. Seremos escravos da saúde, dos pacientes doentes, de quem estaremos ao lado todo o tempo necessário (...) Os médicos brasileiros deveriam fazer o mesmo que nós: ir aos lugares mais pobres prestar assistência.” Participei da infeliz coletiva em que o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) negou as provisórias de serviço aos 55 médicos inscritos para o Estado. O efeito dominó dessa tragédia gerou R$ 6,8 milhões pagos no mês de setembro para 559 médicos que não exerceram a medicina por falta de autorização dos Conselhos Regionais. Algo repetido em todo o Brasil, quando, trabalharam naquele mês, apenas 120 profissionais. Lamentável! Ora, não estou no papel de catequizar ninguém, mas reflita pontualmente sobre este preconceito abrupto. Se seu filho, filha, irmão, irmã, pai, mãe, avô, avó, tio ou tia estiver à cama se esvaindo, no momento em que for apelar aos primeiros socorros, sua ação será parar e perguntar “você é estrangeiro?”, ou permitirá que este médico – talvez o único disponível – exerça a medicina? Ora, entre coroa de flores e médicos estrangeiros, eu fico com os médicos. E, por favor, que sejam estrangeiros!


ENTREVISTA EXCLUSIVA

O foco da polêmica Aquela máxima onde política e religião não se misturam e principalmente não se discute fortaleceu-se desde 2012, quando Marco Feliciano foi eleito Deputado Federal. Sem contar a grande polêmica do mensalão (que foi e é um dos maiores escândalos do país envolvendo políticos), ainda não se viu deputados federais receberem tamanha atenção da mídia como neste ano, quando o audacioso Marco Feliciano assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos. A partir de então foram inúmeros escândalos e discursos mal resolvidos que intrigaram a população, a maioria deles pautava o preconceito. Se não bastasse, o deputado também é pastor e tem sua conta no Twitter como um dos principais meios de comunicação com a população, e entre discurso religiosos e políticos as polêmicas começaram. Feliciano foi tachado de homofóbico e racista, embora tenha declarado ser de “origem negra” e afirmar que não odeia os homoafetivos, apenas condena suas práticas. Foram essas e outras declarações que enforcaram o Deputado mediante a opinião pública e geraram distintos manifestos no Parlamento pedindo que a Comissão de Direitos Humanos fosse presidida por outrem. O Deputado, que foi declarado pastor em 2000, divide suas horas entre presidir sessões da Câ-

mara e ministrar cultos e palestras e, foi neste contexto que a CONE o encontrou em Santo Ângelo, não como Deputado Federal, mas sim como pastor. Nos recebeu exclusivamente e respondeu a todas as perguntas de forma clara e precisa, dispensou o auxílio do assessor de imprensa e declarou: “Aprendi a respeitar meus oponentes porque eles tem coragem”. CONE – De que maneira ser Deputado Federal favorece sua missão como pastor? Feliciano – O meu mandato como deputado tem sido um divisor de águas na existência da igreja evangélica brasileira. Antes do pastor Marco, já havia alguns parlamentares evangélicos, só que a igreja não comungava desse pensamento: na mente das pessoas é impossível ser pastor e parlamentar ao mesmo tempo. E quando eu assumi o cargo fiz uma promessa à igreja de que ela não perderia o pastor. Resultado? Há três anos eu tenho mostrado que é possível ser pastor, ser cheio do Espírito Santo e ser um parlamentar comprometido. Isso e com todo o tumulto que aconteceu em torno do meu ministério político despertou a igreja como um todo, hoje ela tem um único ideal pela primeira vez na história do Brasil, todas as vertentes do cristianismo oram por mim, pensam como eu e esperam uma mudança no nosso país. CONE – Você acredita estar representando todos os cristãos, de maneira geral? Feliciano – Bom, acredito que os cristãos de verdade sim. Existem os cristãos ‘meia boca’ e os cristãos que pensam que são cristãos (mas não são) e esses eu não represento, mas aqueles com base na Palavra e que amam Jesus, esses eu represento com o coração. CONE – Os meios de comunicação dão enfoque à sua imagem devido a grande polêmica envolvendo os homoafetivos. Como você tem mostrado amor por eles? Feliciano – Não tem como mostrar amor, pois não há diálogo com eles, existem dois grupos: os gays e os ativistas gays. Os gays são pessoas que eu amo e tenho carinho por eles, gostaria muito de ajudá-los se eles deixassem, já com os

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ativistas gays não tem conversa. Então temos que fazer essa separação: os que me perseguem são ativistas que, na maioria, são filiados a partidos políticos, o que eles querem é desestruturar, na verdade. Já o homossexual, se parasse para conversar comigo, a ideia dele mudaria. Eu aprendi a respeitar meus oponentes porque eles têm coragem. A maioria dos cristãos não tem a mesma coragem de lutar, de enfrentar, muitos têm vergonha de usar a Bíblia. CONE – Como é seu relacionamento com o também Deputado Federal Jean Wyllys (ativista LGBT)? Feliciano – Antes da Comissão eu tentei manter contato com ele, sentei com o Jean por mais de 15 vezes para dialogarmos, parar criarmos uma ponte entre os evangélicos e o movimento homossexual, pelo menos do ponto de vista político. Mas foi impossível, ele não aceita, me considera homofóbico e não há diálogo. CONE – Você acredita que a atenção da mídia,

voltada para a sua imagem, tem a ver com um “preconceito religioso”? Feliciano – Tem haver a ver com preconceito religioso, com o ativismo de esquerda. A maioria dos meios de comunicação são dominados pela esquerda, os ativistas são dominados pela esquerda, a Comissão de Direitos Humanos no mundo foi criada pela esquerda, mas não foi criada com fins de minoria. De 18 anos pra cá todas as Comissões de Direitos Humanos do mundo se tornaram uma plataforma da propaganda do movimento LGBT, então, pela primeira vez na história alguém de direita, alguém que é conservador assume a Comissão, um parlamentar que há dois anos vem brigando com os projetos que não buscam direitos mas sim privilégios. Quando então meu nome foi anunciado, houve uma celeuma, o governo me usou como uma “cortina de fumaça”, tanto é que quando acabou o “efeito Feliciano”, vieram as manifestações pelo país inteiro, isso já era previsto.


ENQUETE Têm muita gente que procura a melhor maneira de ser feliz, de ser completo, de fazer a diferença e ser reconhecido por ela. Algumas pessoas em pequenas atitudes constroem, aos poucos, um grande legado, e é na felicidade dos outros que se encontram, espalham e fazem o bem. É neste clima que a enquete desta edição foi em busca da melhor maneira que algumas pessoas encontraram para promover a diferença no seu dia a dia de forma prática, mudar “o mundo” da sua comunidade.

A melhor maneira de fazer a diferença é acender a luz onde está escuro, é contribuir para o desenvolvimento do ser humano. Não se conformar com as situações, mas transformar a maneira de pensar. Como é bom encontrarmos alguém que nos entende, nos anima, nos fortalece, nos orienta. Onde eu estiver, quero fazer a diferença! Jenifer Kaffka – Coordenadora do Espaço Feliz

A minha visão para mudar o mundo passa pelo voluntariado, pois o conjunto de ações de interesse social e comunitário visando melhorar a qualidade de vida das pessoas e as desigualdades sociais contribui para um mundo mais justo e solidário. A missão do Centro Assistencial Sagrada Família CASF é atender crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, tornando-os cidadãos conscientes de suas ações. Adriana Flores Henchen – Presidente Voluntária

Percebi aos 18 anos que, prestando serviço voluntário, poderia fazer algo pelo meu próximo. Naquela época, aos domingos pela manhã, eu e meu irmão íamos à Vila Auxiliadora e brincávamos, fazíamos curativos e contávamos estórias para os pequenos que lá moravam. Depois, como funcionária do Banco, participei do BB Educar, diretoria da APADA, Programa Menor Aprendiz e hoje faço parte da diretoria do Patronato Agrícola Santa Rosa. Acredito que pequenas ações individuais somadas, contribuem para fazer a diferença no mundo. Gislaine Maria Moroni Rabuske –

Tesoureira voluntária do Patronato Agrícola Santa Rosa – Bancária aposentada

do CASF e Advogada

Se cada um fizer a sua parte, com certeza fará a diferença. Realizar um trabalho voluntário engrandece muito quem está ajudando e quem está recebendo essa ajuda. Dessa forma, podemos melhorar o mundo sim, é só acreditar. Como diz a música da Parceiros Voluntários: Você pode melhorar o mundo isso não é sonho não... Para mudar precisa começar, então, vamos lá. Rúbia Belincanta - Coordenadora da Parceiros Voluntários Unidade Santa Rosa

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CRAFTWORK


CULTURAL

Por Schimo

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Tivemos a oportunidade de vivenciar aqui em Santa Rosa, reduto interiorano ainda longe demais das capitais, três dias de intenso convívio com pessoas que adoram contar histórias e que para tal utilizam-se dos diversos recursos audiovisuais que hoje a tecnologia nos proporciona. Foi em torno do Santa Rosa Mostra Cinema que aglutinou-se um grupo heterogêneo de cineastas, atores, produtores, fotógrafos, jornalistas, artistas, cinéfilos, estudantes, professores e curiosos em geral, que compartilhou momentos de encantamento, cumplicidade, satisfação, inquietude, afirmação, descobertas e questionamentos. A vinda de Paulo Nascimento e Leonardo Machado de motocicleta e a consequente interação com os motoclubistas da região merece o registro. O desdobramento da oficina de atores, ministrada por Leonardo e Ane (com o auxílio do fotógrafo Alexandre Berra) foi outro ponto a espelhar seu comprometimento com a arte e as pessoas. Outro fator importante foi a aterrissagem de 103 curtas-metragens inscritos para a parte competitiva da Mostra, o 2º Festival de Cinema de Santa Rosa. Foi

uma inesperada enxurrada de filmes, com a maioria chegando aos 45 do segundo tempo. O alto padrão de qualidade de grande parte deles dificultou o trabalho da curadoria, que teve que pinçar apenas 15 concorrentes para a fase final do festival. Doce problema. Disso resultou que, além de termos 15 belíssimos exemplares do cinema contemporâneo brasileiro nas telas do Centro Cívico, recebemos também várias ‘figuraças’ que vieram representar seus filmes e participar da ‘muvuca’ cultural proporcionada pela Mostra. Some-se a isso a diversidade da programação da Mostra – os longas de Paulo Nascimento, os curtas e o longa local (salve Bola!), as pérolas do Festival Oberá en Cortos e os fundamentais “papos de cinema” – a ativa participação dos demais convidados, a ampla cobertura midiática e a sede de cinema e informação de todos os presentes, e temos aí um evento palpitante e singular. Dando o devido crédito ao acaso, mas também puxando um pouco a brasa para nosso assado, pode-se dizer que o Santa Rosa Mostra Cinema disse a que veio. Foi um evento capaz de rivalizar em qualidade, diversidade e significância com as melhores edições do Musicanto e do saudoso Simpósio Nacional de Estudos Missioneiros.

Euclides da Cunha foi um escritor, sociólogo, jornalista, historiador, geógrafo, poeta e engenheiro brasileiro que viveu entre 1866 a 1909. Dentre tantas coisas que fez em sua vida, Euclides também foi correspondente de guerra no final do século XIX, durante o conflito de canudos.

Com sua experiência como correspondente, ele foi o autor do livro Os Sertões: Campanha de Canudos, um clássico da literatura Brasileira, dividido em 3 partes: A terra; O homem e A luta. Em A terra,  escreveu sobre o relevo, o solo, a fauna, a flora e o clima da região nordestina, onde a SECA implacável era apresentada como a principal calamidade do sertão, onde tudo se parecia com um grande vale deserto. Na língua guarani, há um termo utilizado para descrever vale deserto, esse palavra, ainda que controversa é GUAPORÉ. Em Santa Rosa, a Rua Euclides da Cunha se encontra com a Rua Guaporé, ou seja, nesse ponto da cidade, ainda que separados pelo idioma guarani, se encontram o escritor dos vales desertos dos Sertões com os vales desertos indígenas (Guaporé).


FINANÇAS

Fortuna: comece já a sua! Por Lucas Lorenzen

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Saiba como investem os homens mais ricos do mundo e siga seus passos. Fortuna, meus caros leitores. Palavra linda e que eu não canso de pronunciar! Sei que uma conta bancária bem gorda não é garantia alguma de felicidade, mas quem aqui não sonha em ter uma fortuna? Muitos dos nossos sonhos acabam condicionados a ter ou não dinheiro para realizá-los. O desafio hoje é ajudar você a construir a sua fortuna. Para isso vamos conhecer o segredo do sucesso das maiores fortunas formadas no mercado financeiro mundial, analisar qual foi o marco divisor de águas para estas pessoas alcançarem os objetivos e entender como podemos aplicar a metodologia dessas pessoas bem sucedidas nas nossas vidas. Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre esse homem: Warren Buffet. Se não ouviu, vou te apresentar ele agora. Ele é conhecido como um dos homens mais ricos do mundo e tem uma fortuna de U$ 50 bilhões, segundo a Forbes. Seu patrimônio foi construído no mercado de ações. Atualmente Warren Buffet, em termos de fortuna, perde para o não tão “conhecido” Carlos Slim, que acumula U$ 74 bilhões, segundo a Forbes. Slim construiu seu patrimônio no mercado de telecomunicações. Ainda nessa ilustre galeria dos homens mais ricos do mundo aparece o nome do Bill Gates, com uma fortuna de U$ 56 bilhões, construída no mercado de tecnologia. O que eles têm em comum? Eles não se lamentam, nem reclamam que a vida é dura: eles tem atitude. Mudam quando necessário, tomam suas decisões baseadas em conhecimento e estudo, não se deixam levar por palpites ou pela mídia. Eles criam o futuro... Eles criam o futuro, meus caros leitores!!! Todos eles tiveram atitude e agiram: foram empreendedores, extremamente disciplinados, muito bem assessorados, diversificam seus negócios, souberam recuar quando necessário e utilizaram as crises como oportunidade. E não arriscaram? Óbvio que sim. Arriscaram e muito. Assumiram riscos em busca de resultado, em busca de lucro. O lucro é o prêmio recebido por se correr um determinado risco, porém os riscos assumidos jamais devem envolver todo o capital. Tiveram muita disciplina. A disciplina é, sem dúvida, uma das maiores virtudes de uma pessoa de sucesso. Focar na sua estratégia de longo prazo e não se deixar levar por notícias e “palpites”. Imagine se Bill Gates fosse idealista e criasse um sistema perfeito em detrimento de um sistema amigável como o Windows? Warren Buffet até hoje analisa da mesma

maneira as empresas no seu fundo de investimentos. Todos eles são muito bem assessorados e todos, sem exceção, contam com assistência para suas tomadas de decisão. Buffet, por exemplo, tem 6 conselheiros que o ajudam a enxergar o mercado, mas a decisão final é somente dele. Nenhum deles deixa as decisões estratégias a terceiros. Outro ponto em comum dentre os homens mais ricos é a questão da diversificação. A diversificação faz parte de todo negócio sólido: Buffet é sócio de mais de 20 empresas, Slim tem mais de 45 negócios e Gates trabalha 50% do seu tempo em corporações. Se só houvesse uma regra de investimento, seria certamente: “não pôr todos os ovos no mesmo cesto”. A diversificação é o conceito mais importante para quem quer investir o seu dinheiro, pois diminui consideravelmente o risco de perdas. No mundo dos investimentos não é só pra frente que se anda: um recuo estratégico às vezes se faz necessário. Já dizia o ilustre Gustavo Cerbasi , ótimo educador financeiro que tive a honra de conhecer em uma convenção em Angra no Rio de Janeiro: “Investidores não correm risco, investidores administram riscos”. Todas as empresas tem um comportamento cíclico e, em algum momento, entram em dificuldades e precisam se reajustar a nova realidade de mercado. Vamos usar a Aplle como exemplo. A mudança de nome da Apple Computer para apenas Apple chama a atenção para a nova realidade da empresa: a estratégia do antigo CEO Steve Jobs privilegia agora a convergência entre aparelhos eletrônicos muito mais do que os computadores pessoais. Esses homens acreditam que a Bolsa de Valores é a melhor alternativa, usaram o mercado de capitais para expandir em 10 vezes seus negócios. Este foi o marco divisor de águas entre ser mais uma empresa ou um império. Sem dúvida o maior sucesso desses empresários ocorreu quando entraram na Bolsa de Valores. Isso porque eles levantaram quantias enormes de recursos para expansão a custo zero, levaram o nome da empresa a outro patamar, valorizaram seu patrimônio em média em 4 vezes, cresceram em escala geométrica após o IPO (Initial Public Offering). Mas, e agora, o que eu preciso fazer??? Está cada vez mais difícil “inventar a roda”, portanto, eis a questão: Montar meu negócio ou ser sócio de um negócio consolidado? Vamos analisar outros tipos de investimentos e seus riscos:

Negócio Próprio. Por exemplo, abrir uma padaria com o cunhado: - Administração ineficiente; - Concorrência; - Impostos, Leis... Imóvel para alugar

- Baixo retorno com aluguel; - Inadimplência de inquilino; - Despesas com manutenção, reformas, etc. - Baixa liquidez. A conclusão é que TODO INVESTIMENTO TEM SEU RISCO!!! Analisando um pouco melhor a lógica comportamental no Mercado da Bolsa de Valores, os deparamos com as seguintes perguntas:

Porque o preço das ações sobe?

Porque tem mais gente querendo comprar (Demanda).

Porque o preço das ações cai?

Porque tem mais gente querendo vender (Oferta). Simples assim, mas em alguns momentos as pessoas esquecem disso. Muitas pessoas operam na Bolsa por notícias: leem no jornal que determinada empresa vai anunciar lucro recorde, compra a ação e ela cai. Ou recebem uma “dica quente” que a empresa X vai anunciar prejuízo e resolve vender as suas ações, e elas sobem. O resultado é esse: Compra na alta e vende na baixa. O fato é que não adianta eu “achar”. O que importa é o que a maioria acha. No curto prazo o mercado não tem lógica. A conclusão é que não se deve operar influenciado por notícias.

Tipos de estratégias:

- Estratégia Fundamentalista: Comprar participações em empresas; possuir uma visão de médio e longo prazo (a empresa precisa mostrar seus resultados para que a ação valorize), analisar o balanço da empresa; não se importar com as variações de curto prazo – quando a ação cai aproveitar para comprar mais - e vender quando as perspectivas da empresa não são tão boas. - Estratégia Grafista: Identifica padrões de comportamento ou tendências do mercado utilizando gráficos e indicadores. Assume que o comportamento do mercado é cíclico, o que aumenta a probabilidade de acerto. Mas é fundamental ter disciplina, estratégia e paciência. Para começar a sua fortuna faça cursos e participe de palestras. Informe-se, mas tenha cuidado com tudo o que se escreve na internet. Procure uma corretora que tenha atendimento personalizado, monitoramento e troca de informações, e que tenha operadores autorizados pela CVM. Tenha disciplina para investir no longo prazo. O caminho para o sucesso não é curto e fácil. Requer muito Foco, Disciplina e Estratégia. Boa sorte!


COMIGO NO DIREITO

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Agressão no ambiente de trabalho

Tema delicado, traumatizante e vergonhoso.

Agressões físicas e morais vêm sendo tema recorrente na justiça brasileira, e tanto uma quanto a outra são atitudes que põem em questão, dependendo da gravidade, a integridade física e psíquica do empregado e de suas famílias. Esse tema aborda a situação dos funcionários em face de maus tratos nas empresas privadas, situação essa que muitas vezes leva a imagem e honra por agua a baixo na vida de uma pessoa. E por perder a dignidade que muitos se revoltam em busca de seus direitos e pleiteiam ações indenizatórias para que possam pelo menos ter o dano cometido contra si, reparado. Como forma de que esse é um direito a ser exigido pelos funcionários de uma empresa e qualquer outro que se encaixe na teoria dos atos ilícitos, é que o código civil em seu art. 186/02 colocou para que o legislador tenha por base a fundamentação da ação de reparação de dano.

Art. 186/02: “aquele que, por ação ou omissão voluntaria, negligência, ou imperícia, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”.

A maioria dos juízes trabalhistas entende que para se caracterizar esse ato ilícito é preciso comprovar alguns requisitos indispensáveis para que seja autorizada uma determinada reparação de danos, são eles: a ocorrência efetiva do dano, o nexo de causalidade entre o dano e as condições de trabalho e a culpa do agente causador (empregador). Obviamente Cabe ao empregado provar em juízo os motivos alegados na demanda trabalhista em que solicita a dispensa indireta que é o término do contrato de trabalho por decisão do empregado tendo em vista justa causa que o atingiu e que foi praticada pelo empregador. O empregado, vítima, pode e deve procurar a

Por Anderson L. Perin

Justiça do Trabalho, pleiteando a indenização relativa ao dano. É inegável que a agressão física e moral ocasionam danos à imagem, à honra e à liberdade do trabalhador. Imagine só, você passando na frente de uma empresa ou até mesmo, dentro dela, você como cliente ouvir um gerente, chefe ou administrador da empresa, agredir verbalmente, fisicamente um funcionário? Você ficaria com vergonha não é? Então se coloque no lugar dele e pense o que você estaria sentindo naquele momento? É definitivamente constrangedor, sem falar que pode prejudicar a empresa.Além de transtornos para os funcionários, acaba ainda mais prejudicando a empresa. A comprovação de comportamento agressivo e ameaçador, por parte de uma pessoa, direcionado ao empregado, colocam em risco a sua vida e a da própria coletividade, de modo a ensejar condenação em danos morais pela omissão do dever de segurança no âmbito do estabelecimento empresarial. Não se admite que o ambiente de trabalho seja palco de manifestações de agressividade, ainda que por parte de terceiros, e que não se observe o mínimo de segurança exigido para que as pessoas - empregadas ou não - sejam tratadas com respeito próprio de sua dignidade. Para caracterizar a lesão corporal é necessário que esteja configurada a alteração física, mesmo que apenas temporária, sendo que sensações como desconforto ou dor física não são consideradas como formas de lesão corporal. Algumas empresas adotam um sistema de treinamento funcional, que instruem os funcionários e gerentes através de um treinamento para que possam manter a paz social dentro da empresa, sem qualquer conflito. Essa ideia esta sendo aceita em diversas empresas nacionais e multinacionais, e notadamente aproveitada. Na minha opinião, tai uma boa dica para quem quer e pretende abrir sua própria empresa, para que tenha um excelente ambiente de trabalho para ambos os lados.


CLAQUETE 68

Por | Dieison Marconi


Viagem a Lima - Peru Por Amanda Turcatto


TAG DE VIAGEM

Em fevereiro de 2009 entrei para a JOCUM (Jovens com Uma Missão), na base de Almirante Tamandaré - PR, região metropolitana de Curitiba - PR. JOCUM é uma organização missionária interdenominacional e internacional que se empenha em mobilizar e treinar cristãos de todas as nações para o cumprimento da grande comissão de Jesus. Na base fiz um curso chamado ETED (Escola de Treinamento e Discipulado), com a duração de seis meses, sendo dois meses de “prática”. O lugar escolhido para a prática de nossa equipe foi Lima, Peru. Viajamos em sete pessoas: 2 líderes e 4 alunos. No final do mês de Maio saímos de Curitiba à São Paulo de ônibus e, de São Paulo à Lima, de Avião (5 horas de voo). O nosso deslocamento total teve uma duração de 24 horas. Chegando a Lima, fomos muito bem recepcionados pelos membros da igreja, pastor e sua família. Logo de cara, fui impactada pelo trânsito, que é uma loucura! Foi uma aventura do aeroporto até a casa onde nos hospedamos. Em todo tempo em que ficamos em Lima e região, moramos na casa do pastor e amigos da igreja. Fomos muito bem acolhidos e recepcionados. O povo peruano é muito “caliente”, colhedor e hospitaleiro... Aonde íamos nos ofereciam muita comida! E era um grande problema se recusássemos! As comidas típicas que tivemos a oportunidade de experimentar foram: aeroporto, pollo com papa, pão com abacate e o famoso ceviche peruano, um prato composto por peixe cru e leite de tigre (suco de limão + caldo de peixe + especiarias), quem tiver a oportunidade de experimentar, é uma delícia! A bebida que mais tradicional é a Inca Kola (um refrigerante sem gosto de refrigerante!) de cor amarelo fluorescente.

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A nossa rotina era bem regrada, acordávamos muito cedo e dormíamos bem tarde, e o fuso em relação ao Brasil é de 3h. Durante a semana tínhamos uma folga e os outros seis dias estávamos comprometidos com a nossa missão. Nós não fomos com o intuito de turismo e sim de servir a comunidade local. O nosso objetivo era levar o amor de Jesus e sua mensagem de salvação através das artes: teatro, dança e música, além de dar apoio aos amigos da igreja que estão tão sozinhos naquela nação levando a mensagem do evangelho de Jesus: que Ele morreu na cruz por amor de todos nós, como diz na Bíblia em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. O idioma oficial é o espanhol, ainda que um número significativo de peruanos fale quechua e outras línguas nativas. Os Cholo e Cholitas são uma “tribo” que caracteriza bem a cultura do país para o mundo. Quando via uma cholita saía correndo tirar foto, pois a roupa e as longas tranças chamava muito a atenção, e muitas carregavam seus filhos em uma espécie de ‘canguru’, que eram panos amarrados ao corpo. A moeda utilizada é o Sol, muito desvalorizada em relação ao dólar e ao real. Para se ter uma ideia, no uso do transporte público para longas distâncias eu pagava 1 Sol, isso equivale mais ou menos R$ 0,40. Para falar com o Brasil utilizava o telefone fixo, comprava um cartão telefônico e de casa ligava com esse cartão gastando apenas R$ 0,03. Nos dois meses toda

nossa equipe utilizou apenas um cartão para fazer as ligações! Roupas, calçados, comida e remédios também são muito baratos! Com a moeda desvalorizada, a condição financeira da maioria da população é muito precária. Não há quase energia e a água é escassa, uma pobreza muito grande para um povo trabalhador! Por isso sofremos um pouco com o banho gelado todos os dias. O transporte muito utilizado são as Motokar (uma espécie de moto com carroceria), vans bem pequenas que nos obrigavam a andar encolhidos e o táxi (que particularmente eu amava andar), pois a música era muito engraçada e tinha muito bibelôs pendurados, como tênis de criança, franjas, etc. Parecia cena de filme mexicano. Cada saída de casa utilizando transporte público era uma diversão! Os lugares turísticos que visitamos foram o Centro Histórico de Lima, considerado patrimônio histórico pela UNESCO e centro do Poder do Governo Peruano, o Congresso Peruano e Centro da Justiça de Lima.

Tive a oportunidade de conhecer o Oceano Pacífico, uma experiência emocionante! Para quem quer conhecer melhor esse país, além de Lima, tem a Famosa Cidade de Machu Picchu, além de Cusco e Chiclayo, que são muito procuradas pelo turismo, as quais não tive oportunidade de conhecer. O que mais me marcou nessa viagem não foram as compras, os passeios ou as refeições, mas sim o carinho deles para conosco. Eles amam o povo brasileiro! Fiz muitas amizades, conheci pessoas diferentes, condições sociais diferentes, e cheguei a conclusão que a essência do ser humano é a mesma! Vi que aquele povo sem condições financeiras deu o seu melhor para nos acolher! Somos muito cheios de “frescuras e manias”, a necessidade nos faz refletir sobre como a felicidade estava conosco mesmo com poucos recursos. Cada sorriso de uma criança nas ruas e nas escolas que visitamos me marcou, pois sabia que muitas vezes essa criança passava fome ou era abusada sexualmente, e eu estava ali, fazendo o mínimo e ela se doando ao máximo em amor e carinho!


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Revista cone Nº15 - 2013  

Nosta edição você confere o movimento anarquista que rodeia o país, os Black Blocs estão somando forças com o povo. Não perca nossa entrevis...

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