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Ano II | Número 5 | Abril de 2010 | Bauru | Campinas | Mirassol | São José do Rio Preto

Como se manter saudável o ano todo Enfrentamos desafios diferentes nos mais diversos momentos de nossas vidas e, às vezes, deixamos a manutenção da própria saúde em segundo plano. Veja, nesse Primeira Linha, como mudar isso e conseguir manter um nível de saúde estável durante o ano Em todas as etapas da vida, cada ano pode representar uma equação que envolve a soma dos desafios em detrimento da qualidade de vida: na infância, o primeiro contato com as aulas; na adolescência, a cidade e as escolas novas; no Ensino Médio, a pressão do vestibular; após a faculdade, a procura pelo primeiro emprego em uma apertada disputa de mercado. Isso, claro, sem falar dos desafios profissionais, do casamento, a aquisição de um carro, da casa própria, do primeiro filho, enfim cada etapa da vida envolve uma responsabilidade diferente em relação à saúde e cuidados próprios. O ideal é que se tenha cautela e trato para uma vida saudável sempre, e não apenas por 365 dias. Em tempos nos quais cientistas divulgam pesquisas, afirmando que a vida poderá se prolongar por 90, 100 anos ou mais, graças aos avanços da medicina, é preciso refletir não só na duração dela, mas também na qualidade que terá ao longo da sua existência sobre a Terra. Em estudo publicado no periódico científico Psychosomatic Medicine, pesquisadores apontaram aquilo

que é conhecido pela cultura popular e reforçado a muitos dos infartados: leve uma vida menos a sério. O segredo para uma vida longa pode ser muito simples, demonstra a pesquisa: após acompanhar mais de 2.300 pessoas por mais de 50 anos, foi concluido que pessoas calmas, física e socialmente ativas, vivem mais que outras pessoas. Os resultados foram colhidos a partir dos dados de um estudo longitudinal (feito durante um longo período de tempo). Esses resultados apontaram também uma ligação entre determinados traços de personalidade e idade avançada. A pesquisa mostrou que, entre essas características pessoais, estão estabilidade emocional, organização, disciplina, maior consciência sobre o que ocorre ao seu redor (analisam a vida de forma mais tranquila) e reservas financeiras (feitas durante sua juventude). Outros traços de personalidade, ao contrário, parecem contribuir para uma vida mais breve: raiva, instabilidade de humor, ansiedade e depressão são alguns

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viagem

FOTOS DE VIAGEM Veja a entrevista da ganhadora do 1º Concurso Seta de Fotografia com a foto premiada na cerimônia de entrega. A ganhadora terá outdoor na cidade com a sua foto de viagem. Leia mais na página 2.

DIÁRIO DE BORDO Na edição passada discutimos o acordo climático de Copenhagen. Nesta nada melhor do que aprendermos mais sobre a cultura da cidade com nossa coluna de viagens da Sônia Mozer. Leia mais na página 6.

desses pontos negativos para uma vida pior na velhice. CONTRAPONTO Um estudo similar, feito em 2003 e publicado no mesmo periódico, disse que homens com o tipo de personalidade competitiva, impaciente e ansiosa têm maiores riscos de ataques cardíacos em idade mais jovem que aqueles sem essas características. Mas também é importante lembrar que somente personalidade e nível de atividade não é um fator único e predominante e que tudo isso pode ser uma escolha pessoal e, portanto, suscetível a mudanças a qualquer momento, dependendo apenas do indivíduo. Se você acha que tem essas características mais ansiosas e leva uma vida sedentária, procure formas de mudar suas atitudes. Procurar ajuda de profissionais da saúde é a primeira coisa que você pode fazer por si mesmo. Não confunda atitudes com alterações patológicas: sair correndo, comprar medicamentos não resolve em nada, ao contrário, pode agravar ainda mais

dicas MÚSICA FAZ BEM? Cada vez mais é comum, desde bem jovem ouvir música frequentemente. Quando se fala de saúde a pergunta mais comum é: muita música na orelha realmente faz mal? Leia mais na página 3.

casos de instabilidade emocional. Além disso, procure ter hobbies, inicie atividades físicas simples, como caminhar. Exercite a espiritualidade ou outras formas de contatos sociais que levem a pensamentos mais positivos e, principalmente, não confunda sua carreira profissional com sua identidade pessoal. Este ano que se inicia é uma ótima oportunidade para os estudantes do PréVestibular se atentarem bastante em relação à sua saúde: atenção desde já para a sua qualidade de vida. Se notar alteração no humor que o tem prejudicado de alguma forma, tente lidar com isso, use a inteligência, que tanto será exigida para uma boa aprovação. Atenção com a alimentação para evitar exageros: gordura demais engorda, entope veias e não dá aquela disposição para aguentar com folga o dia a dia. Prefira as verduras, frutas e legumes, insistentemente indicadas para todos, a qualquer hora. O equilíbrio é fundamental. Leia o restante da matéria nas páginas 4 e 5.

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MINHA VIAGEM

Santiago Garcia/Seta

DESTAQUE

I Concurso Seta de Fotografia - Fotos de Viagem premia seus alunos vencedores Os pés no chão sustentam um corpo cuja cabeça que vai estar, literalmente, nas nuvens em poucos segundos. Como Ícaro, da mitologia grega, a vencedora do 1º Concurso Seta de Fotografia experimentou a sensação de estar mais perto do sol ao observar um turista voando com asas artificiais que lhe deram uma libertade sem igual. O voo partiu do alto da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro: um lugar pintado pelos deuses. O primeiro concurso Seta de fotografia teve como objetivo despertar o olhar fotográfico nos jovens estudantes de todas as unidades. Foi realizado durante o mês de Fevereiro, com o tema "Fotos de Viagem". A classificação geral ficou assim: 1ª Colocada - Bárbara Daguer von Schimonsky, da Unidade II de Rio Preto; 2ª Colocada Valentina Zamperlim de Meira Lins, Unidade III Rio Preto; 3ª Colocada - Loic Monginet Toledo, Seta Bauru. As mais de 40 imagens inscritas por alunos de todas as unidades foram selecionadas e entregues a um juri composto pelos profissionais da Agência GDesign, responsável por todo o planejamento de Marketing das unidades Seta, para o julgamento das melhores fotos. A premiação aconteceu no dia 22 de março, no período da manhã, no qual a aluna vencedera estuda. Em meio aos demais alunos da unidade II do Colégio Seta Rio Preto, que foram chamados

ao pátio para participar da breve cerimônia de premiação, a aluna Bárbara, ao ouvir seu nome sendo chamado pela assistente de direção, Cristina Marques, não conteve o sorrisão e revelou-se toda surpresa por ter sua foto escolhida pelo juri como a vencedora. O cartaz, prêmio pela melhor foto (além de dois "outdoor" na cidade de Rio Preto de 29/03 a 11/04), foi entregue pelos pais Liliane Daguer e Bernhard Von Schimonsky à própria filha, outra surpresa preparada pelo colégio para a premiação. Segundo a mãe, a iniciativa para participar do concurso partiu da própria filha, que se lembrou das imagens e pediu ajuda aos pais para fazer a inscrição pela Internet. Em família, eles usaram o computador para rever e selecionar a imagem que Bárbara mais gostou dessa última viagem realizada por eles. O pai conta que, além da Pedra da Gávia, ainda visitaram diversos outros pontos turísticos do Rio, como o Joquey Clube. Bárbara, que demonstrou estar aprendendo o olhar inquieto da fotografia aos poucos, revelou, para o Primeira Linha, que não conhece a pessoa que aparece de costas na foto, juntamente com um instrutor de voo, preparando-se para pôr a cabeça nas nuvens: "Tirei a foto nas minhas férias, quando fomos visitar o Rio de Janeiro. O lugar chama Pedra da Gávea e eu estava ali, tirando fotos, e vi os dois parados, mas não conheço eles". Agora todos conhecem!

Os incentivos de professores e funcionários do Colégio Seta foram destaque em todo período de vestibulares. Camiseta "Tudo" laranja fez sucesso.

CRÔNICA Quem canta, seus males espanta! A música altera nosso estado de espírito. O corpo reage às vibrações dos sons. São despertadas emoções que interferem no funcionamento de nosso organismo. A música pode alterar e liberar partes reprimidas inscritas em nosso corpo. Trazemos conosco as marcas da nossa história, em forma de movimento, aprendemos padrões de movimento que nos ditaram o que fazer ou deixar de fazer. Ao longo da história, a música esteve presente e influente nas sociedades. Tão antiga quanto o homem, a “Música Primitiva” era usada para exteriorização de alegria, prazer, amor, dor, religiosidade e os anseios da alma. A música é a melodia da alma e, por isso, muitas vezes, nosso corpo embala em determinado ritmo mesmo quando não compreendemos o idioma em que está sendo cantada ou mesmo quando desconhecemos os instrumentos que produzem tais sons. A música tem o poder de unificar e estimular a atividade física. O canto não só alivia a monotonia em face a um trabalho repetitivo, mas, também, ajuda a esquecer, por um pouco, a fadiga. No esforço para

trazer a música às ciências da saúde, alguns autores puderam ainda comprovar sua influência em doentes crônicos (em estado de coma). A música de Mozart e Vivaldi, exemplos dos maiores compositores da música clássica, transmite um sentimento de equilíbrio, trazendo segurança à pessoa, devido a uma constância das figuras musicais. Ela pode ser associada à alfabetização e ao raciocínio lógico-matemático. Já Brahms, compositor de estilo romântico com grande peso de acordes, e o Rock, podem até causar uma certa dependência desses estímulos auditivos se foram ouvidas durantes várias horas por dia. Finalmente, a música: alegra a alma, alivia o espírito, acalma, relaxa, cura, move, entristece, nos personifica, nos caracteriza, nos muda, nos torna críticos, calados, falantes, expressivos... Música é tudo e mais um pouco... Música é... música!

Por Soraya Mubarak de Oliveira Professora de Música do Seta

EXPEDIENTE diretor-presidente | Marco Antônio dos Santos diretora de planejamento | Maria Edna Mugayar diretora de eventos | Maria Eugênia Mugayar jornalista responsável | Santiago Garcia revisão | Marilene Gusson Pereira arte gráfica | G Design


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MÚSICA

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O EMBALO DA MÚSICA NA SAÚDE Que toda criança se agita quando ouve um som animado, todo mundo já está cansado de ver. Mas, nos adultos, qual o efeito que a música e os sons são capazes de criar? Pois saiba que é eficiente até no combate à dor e em tratamentos médicos. Leia abaixo Os sons que falam às dores do corpo e da mente Em uma rápida pesquisa em acervos variados, é fácil encontrar os mais diversos tipos de aplicações e interações entre a música e a saúde. E se fala desde vibrações a nível celular até de melhoras em sementes! Na própria música, já se dizia que “quem canta seus males espanta”, lembra? Apesar de tantas pessoas falarem tantas coisas sobre a relação da música com a saúde, uma coisa é certa: ela põe músculos e cérebro em movimento. Alguns estudos e profissionais sérios ligados à saúde sustentam que a utilização de sons, ritmos e melodias ajuda no restabelecimento da saúde de algumas pessoas. Claro que quando se argumenta que a música tem seu papel no fortalecimento de pessoas enfermas não se está dizendo que os sons curam câncer, que colam ossos quebrados mais rápido ou que tiram a dor de dente com apenas uma estrofe. A musicoterapia é um complemento ao tratamento convencional e ajuda, sim, na medida em que também trabalha outros estímulos na pessoa: “A técnica não consiste em tocar uma música para o paciente ficar alegre. A proposta é fortalecê-lo emocionalmente para melhor lidar com os sintomas da doença. Isoladamente, a musicoterapia pode até não curar ninguém, mas promove melhoras no quadro clínico", salienta a psicóloga e musicoterapeuta Cristiane Ferraz Prade, que utiliza a técnica no tratamento de crianças portadoras de câncer. Alguns estudos mostram que as canções têm efeito direto sobre a dor e sobre o comportamento do indivíduo, em todas as fases da vida. Sobre isso as mães e os pais são as maiores conhecedoras do assunto, afinal, são eles que sussuram canções de ninar para acalentar dores e ansiedade dos bêbes e o conseguem com efeito positivo. Sobre isso, as canções de ninar têm uma característica de conseguir, em alguns momentos, ritmar os batimentos cardíacos e respiratórios, pois estes tendem a acompanhar o ritmo das ninas. Som para não ver o tempo passar Uma outra constatação mostra que a música pode ter efeitos em diferentes momentos e em diferentes circunstâncias. Em artigo científico publicado na Revista da Escola de Enfermagem da USP, em São Paulo, no ano passado, os pesquisadores Leandro Bechert Caminha, Maria Júlia Paes da Silva e Eliseth Ribeiro Leão relataram um estudo elaborado no qual puderam conhecer a influência de diferentes ritmos musicais em pacientes de hemodiálise. Os resultados foram incríveis: dos 43 pacientes que participaram do estudo, dentre eles, um em total estado de sedação, 80% deles sentiram o tempo passar mais

The Memory of Trees, da cantora, instrumentalista e compositora irlandesa Enya. O som produzido pela cantora baseia-se em camadas de voz, melodias folks, cenários sintetizados e reverberações etéreas que resultam em um som tranquilo, melódico e propício para relaxamento e momentos de introspecção.

rápido. A música durante as sessões contribuiu para a alteração da percepção do passar do tempo, que ocorreu “mais rápido”. Para quem se submete a este tratamento três vezes por semana é uma ajuda sem igual. As conclusões dos pesquisadores ainda inquietam um pouco mais: de acordo com eles, a paciente que nas sessões estava sedada foi observada por sua mãe a pedido dos pesquisadores, observando as expressões e reações da filha. Ela, que permaneceu ao seu lado durante todas as execuções, relatou que todas as vezes sua filha acalmou, demonstrou expressões suaves de face, ficando menos agitada. Não combina com dor e faz bem A cardiologista Thamine Hatem é outra entusiasta da utilização terapêutica da música no pós-operatório de patologias cardíacas. Em 2006, ela submeteu 84 crianças, entre 1 e 16 anos, a sessões de 30 minutos de musicoterapia. O trabalho mostrou que a música ajuda a regularizar a pressão arterial e a frequência cardiorrespiratória dos pacientes. “A técnica é tão eficiente que, ao reduzir a dor e a ansiedade, reduz-se também o consumo de analgésicos e sedativos”, afirma a cardiologista. Na publicação de Hatem, ela afirmou: Dava para ver que, se a criança estava angustiada e chorosa, acalmava-se ao colocar o fone de ouvido; muitas crianças dormiam durante o processo.” As crianças ouviram “A Primavera”, de Vivaldi, por meia hora e tiveram melhora no ritmo de batimentos cardíacos, na frequência respiratória e na sensação de dor. “Uma frequência cardíaca muito alta aumenta a pressão e o risco de sangramento. Já a frequência respiratória elevada significa desconforto ou problema pulmonar — se é controlada, mostra que era causada mais por um desconforto”, explica. Mas não pense que é qualquer som ou ritmo que vai tirar a dor ou contribuir com um quadro melhor para uma saúde debilitada. Quanto mais rápido o ritmo, por exemplo, maior o grau de entusiasmo que o som provaca nas pessoas. É preciso ritmos constantes, harmonias consonantes, coisas mais calmas e serenas, que ajudem a relaxar. “Não é qualquer música clássica que produz relaxamento. É preciso pensar em músicas mais calmas, com menor número de batimentos por minutos e que sejam bem harmônicas e agradáveis”, aconselha o neurocientista Felipe Viegas Rodrigues, pesquisador do Laboratório de Neurociência e Comportamento da USP. No entanto, fatores culturais e o gosto pessoal também devem ser levados em consideração na hora de utilizar a música como componente na recuperação do paciente.

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Na internet O site Soundsleeping oferece uma proposta muito interessante: nele é possivel escolher diversos sons relaxantes e misturá-los, o que proporciona experiência relaxante para um sono tranquilo. Entre as possibilidades, é possível misturar o som de uma chuva suave, com trovões bem ao fundo, que passa a tranquilidade de uma noite de chuva constante e gostosa. Outra possibilidade é dormir ouvindo o estalar da madeira quando queimada, que traz à memória uma noite de sono próximo a uma lareira. Há diversos outros recursos: pio de pássaros, barulho do mar e até aqueles sinos feitos de bambu, que tocam ao soprar do vento. Combiná-los, se não trouxer uma boa noite de sono, pelo menos garantirá um bom divertimento. Os sons também podem ser utilizados para sessões de relaxamento ou Ioga.

www.soundsleeping.com

No computador

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Um programa que também promete relaxamento é o BrainWave Generator. Depois de baixado pelo site e instalado no computador, segundo o desenvolvedor do programa, os sons gerados pelo tocador têm poder de contribuir com o relaxamento mental, oferecer reforço à capacidade de aprendizagem, induzir ao sono, reforçar a concentração e a atenção, diminuir estados de estresse e até alívio de dores de cabeça e em outras partes do corpo. O programa gera ondas sonoras em determinadas frequências e, de acordo com o fabricante, existem algumas restrições ao uso, como a pessoas com problemas cardíacos e epiléticos. O site é em inglês, mas é facilmente traduzido pelo Google Tradutor. Uma experiência que, caso não termine em resultados favoráveis, ao menos oferece uma experiência interessante com os sons.

www.bwgen.com/download.htm

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SAÚDE

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ATIVIDADES FÍSICAS FAZEM BEM PARA O CÉREBRO Por Mauricéia Quinhoneiro Recentes descobertas científicas evidenciam que, muito além dos benefícios para o corpo, os exercícios são ótimos para a saúde do cérebro. Atividades físicas ativam a memória, reduzem a ansiedade, dão prazer e aliviam a tensão do cérebro. Estudos garantem que os exercícios aeróbicos estimulam a criação de novos neurônios e aumentam a capacidade de interação e comunicação entre eles, que é o que chamamos de sinapse. Pesquisas também demonstraram um significativo aumento na massa cinzenta daqueles que praticavam esportes em comparação aos sedentários. O número de neurônios novos pode até se multiplicar se a prática de exercícios for contínua. Tudo isso é valido para aqueles que investem numa rotina saudável. Doenças pré-existentes ou hábitos que promovem a degeneração dos neurônios como o uso de drogas e álcool, obviamente irão anular ou comprometer os ganhos. Atividades físicas e o alívio do estresse. Como isso funciona: Quando expostos ao estresse, o corpo produz cortisol, um hormônio que é enviado para a corrente sanguínea. Quando o nível de cortisol está elevado, é papel do hipocampo (área do cérebro responsável por associar novas informações) perceber e dar um alerta ao organismo para parar de produzi-lo. O problema é que, quando o estresse é crônico, as altas doses sustentadas de cortisol acabam matando os neurônios do hipocampo por excitá-los demais. E os primeiros neurônios afetados são justamente aqueles que deveriam responder ao estresse. Desta forma, o estresse toma conta do corpo, aumentando os níveis de ansiedade e depressão. Nesse momento, o cérebro

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precisa de ajuda, e o exercício é uma maneira de auxiliar o hipocampo a melhorar o controle da resposta ao estresse, pois aumenta o número de neurônios nessa estrutura. A produção de neurônios novos pode repor os que foram perdidos por conta do excesso de cortisol. Nesse sentido, aliada à psicoterapia, a atividade física atua de forma similar aos antidepressivos e estabilizadores de humor, ajudando o hipocampo a recuperar a sua função. Vale lembrar que, dependendo dos níveis de comprometimento, a prescrição de medicamentos é indispensável. A atividade física pode garantir maior eficácia na prevenção, dando uma maior margem de vantagem ao cérebro que

conseguirá agir mais rapidamente quando uma eventual resposta ao estresse ameaçar o funcionamento do hipocampo. Atividade física e a memória

O hipocampo é também a área do cérebro que determina a memória, desta forma, devido à produção de novos neurônios e boa comunicação entre eles, ao praticar atividades aeróbicas, é possível ter uma melhora nas lembranças e na capacidade de aprendizado. Quando não há espaço para guardar mais informações, o cérebro precisa deletar outras. Uma quantidade maior de neurônios ajuda a ampliar e manter o repertório do indivíduo. Os benefícios das atividades físicas vão

ainda além. O hormônio do crescimento (GH) também é produzido em maior quantidade com a atividade aeróbica, que também ativa nosso sistema de recompensa e dá ao corpo uma enorme sensação de prazer. O cérebro passa a querer ter aquela sensação de novo, e incentiva o corpo a fazer mais vezes aquela atividade. Ainda mais importante que a atividade física é o bom-senso. O excesso acaba sendo ruim, exercício demais também pode ser fonte de estresse. É fundamental que o exercício seja prazeroso e intenso na medida certa para melhorar a memória e o raciocínio e combater o estresse.

Para saber mais, consulte o livro Fique de Bem com Seu Cérebro da neurocientista Suzana Herculano-Houzel.

A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE NO DESENVOLVIMENTO HUMANO Por Carlos Eduardo Naliato Melillo Para falarmos de saúde nas diversas etapas da vida, temos que ter conhecimento das mudanças que ocorrem. Na parte física, ocorre o desenvolvimento, no cérebro, da capacidade sensorial e nas habilidades motoras; na parte cognitiva, ocorre o desenvolvimento na capacidade mental, na linguagem, na memória e na aprendizagem e, na parte psicossocial, ocorre o desenvolvimento dos relacionamentos com os outros e do modo da pessoa sentir, reagir e se comportar. As etapas da vida são divididas em infância, adolescência, adulto jovem, meiaidade e velhice. Muitas tarefas marcantes são atribuídas, durante essas etapas, como habilidade de linguagem: aprender a ler e escrever, entender a puberdade, namorar, escolher uma profissão, entrar para a universidade, casar, criar e educar os filhos, trabalhar, cuidar do progenitor, tornar-se avô, lidar com as enfermidades e a morte. Mudanças que ocorrem na pessoa ao longo do tempo e afetam as estruturas físicas

e neurológicas, os processos de pensamento, as emoções, as formas de interação social e muitos outros comportamentos podem ter relação com as representações assistidas ainda na infância. Uma criança que pratica esportes, que é motivada na leitura e no convívio social, está propensa a desenvolver, de forma saudável, as partes física, cognitiva e psicossocial. Vários estudos buscam teorias e soluções para o desenvolvimento de uma criança; onde a resposta está dentro dela mesma – o ser criança – o aprender a ser adolescente – o conviver com o próximo. Buscamos a autoidentidade, queremos estar na modernidade, temos que ter a inter-relação com os sujeitos e com a vida social cotidiana. Eu sugiro, como professor de Educação Física e pai, o poder da escolha, da interação social, da atividade física como fatores primordiais para o desenvolvimento completo do indivíduo. As experiências das aulas em que pais querem transformar meninos de três anos em craques de futebol e meninas em bailarinas

do Municipal é o maior exemplo da pressão e marcas levadas até o fim da vida. Por que as crianças não podem escolher sua própria atividade? Por que não o contrário, meninas que jogam futebol e meninos que dançam? Já vemos algumas mudanças: pais educadores, fiscalizações de profissionais, escolas com diversas propostas, entre outras. Paralelo a isto vemos a degradação e a diminuição da família. Com isso a prática da atividade física torna-se essencial por seus benefícios mentais e corporais, por seus benefícios educacionais e, no meu ponto de vista, a interação social, sendo o benefício de maior importância para o crescimento e o desenvolvimento das fases da vida. © SXC.com


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ENSINO MÉDIO É ÉPOCA DELICADA PARA ADOLESCENTES darão nos aspectos da amizade e do apoio social, como também em lidar com autonomia e responsabilidades”, relata Maria Tereza. Até o término do Ensino Médio, a vida do jovem gira em grande parte em torno da escola onde passa a maior parte do tempo, convive com a maioria de seus amigos e, principalmente, é a escola que lhe cobra desempenho e responsabilidade já que, na universidade, suas atividades são menos estruturadas. “Na universidade, encontrará um ambiente diferente da escola. O interesse por parte da instituição é notadamente menor. Isso faz com que o envolvimento do estudante com sua formação dependa muito mais dele do que do ambiente universitário. A responsabilidade do aprendizado, antes centrada na escola, é agora deslocada para ele. Terá que ter autonomia na aprendizagem, na administração do tempo e na definição de metas e estratégias para os estudos”, explica a psicóloga. Terá que estabelecer novos vínculos de amizade, integrar-se socialmente com pessoas desse novo contexto, participando de atividades sociais e desenvolvendo relações interpessoais para ajustar-se à vida universitária. Antes do estabelecimento dos vínculos sociais, o jovem conta, apenas, com seus próprios recursos psicológicos e com o apoio da família e antigos amigos para enfrentar eventuais dificuldades que possam surgir. A qualidade da relação que o jovem tem com seus pais é um fator que influencia muito a sua adaptação à nova vida. O apoio emocional por parte dos pais, mostrando-se confiantes, orientando-o, mantendo diálogo sobre a vida universitária, enfim, passando segurança ao filho nesse momento de transição contribuem para sua adaptação. O estudante também tem que estar ciente de uma abertura maior com os pais nesse momento não tendo medo ou receio de alongar a conversa e acrescentar

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O jovem de antes já não é mais o jovem de hoje. O que soa óbvio tem suas razões: de uns tempos para cá, a comunicação ao redor do globo se tornou imediata e multiplataforma (celular, computador, Mp10, video game, Ipod, Ipad, etc.). A migração é quase total: todos na cidade, para fora do campo! As mulheres (inclui mulheres adolescentes) conquistaram mercado, liberdade social e o pário com os homens, dobrando a demanda de mão de obra disponível. As disputas foram todas acirradas, afinal, mulheres e homens têm o mesmo potencial. Como se essa carga não bastasse, os jovens que estão no Ensino Médio têm ainda um problema muito específico a enfrentar: a pressão para escolher uma carreira – para aqueles que querem fazer faculdade – ou para se aventurar em um emprego – que pode ou não se transformar em uma profissão. Um estudo feito por pesquisadores da Suécia com dados coletados em países como Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido mostrou que as taxas de estresse entre os jovens, principalmente na faixa a partir dos 15 anos cresceu. Tais problemas estão relacionados com as tendências de mercado para o público jovem, que ainda não está preparado para entrar no mercado de trabalho. O fim da adolescência A orientadora vocacional do Colégio Seta de São José do Rio Preto, a psicóloga Maria Tereza Chueire, acredita que a transição em que o jovem vive, da passagem do Ensino Médio para a universidade, traz um certo alívio (pela sensação de tarefa cumprida), mas em contrapartida sofre um impacto que implica uma série de transformações, que vão contribuir para seu amadurecimento psicossocial. “Essas transformações se

novos pontos nunca antes discutidos. Família no processo “A etapa do final do Ensino Médio pode trazer muita angústia. Além de ser o fechamento de uma longa vida escolar, é também a abertura para diversas possíveis novidades”, diz Leo Fraiman, psicoterapeuta especializado em psicologia educacional. “Nesse processo de mudança, é muito comum que os jovens se sintam pressionados a escolher a profissão ou conseguir um trabalho”, afirma. Além disso, diz Fraiman, existe hoje uma falta de referências seguras sobre quais as carreiras que tendem a abrir mais oportunidades de trabalho, por exemplo. Há também uma grande desilusão com o mundo adulto em geral (e em se tornar

parte dele), e soma-se a isto uma pressão por competitividade pelo sucesso, o que gera essa angústia ou ansiedade e contribuem para o estresse e depressão. Existem ainda mais fatores que podem contribuir para a piora do quadro. Um deles é a diminuição da sensação de competência (neste caso, a pessoa pensa que não é competente, não é capaz, não vai conseguir realizar seus planos) e um aumento exagerado e desnecessário da sensação dos danos e riscos que poderiam ocorrer caso não se atinja uma meta traçada ou idealizada. “Alguns adolescentes têm pensamentos como: 'se eu não passar dessa vez [no vestibular], vai ser o fim do mundo'”, diz Fraiman.

AJUDA DOS PAIS É FUNDAMENTAL NESSA FASE

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Para evitar esse processo, estresse generalizado, é necessário que jovens e seus pais estejam atentos aos sinais exteriorizados pelo corpo. “Existem alguns sinais de pessoas que estão estressadas, tais como dificuldade de concentração, irritabilidade excessiva, falhas de memória, apatia, tensão muscular, dores de cabeça, dores de estômago e taquicardia”, elenca Fraiman. No caso da ansiedade, os sintomas mais comuns são fadiga, insônia, falta de ar, confusão mental, dores no peito, boca seca, mãos úmidas, problemas gastro-intestinais, entre outros. Existem ainda casos extremos, aponta o psicoterapeuta: há meninas que apresentam a interrupção da menstruação e, em ambos os sexos, há a recorrência de enxaqueca, distúrbio do sono, distúrbios severos de pele, comportamentos que podem gerar o

alcoolismo e até abuso de drogas. Para que tudo isso não termine em problemas mentais mais sérios e duradouros é necessário atenção e apoio. “É preciso que se tenha algum espaço na agenda para relaxar com esporte, lazer, sono e alimentação adequada” sugere Leo Fraiman. Os pais podem ajudar aproximando-se de seus filhos, demonstrando um real e sincero interesse em conhecê-los, orientando-os, mostrando compreensão pelo momento de vida que estão passando, ajudá-los a persistir e não aceitar que desistam sem tentar. “Deve-se evitar pressionar por resultados e fazer comparações com os outros adolescentes do círculo de amizade ou outras atitudes que podem gerar mais ansiedade e estresse”. E o mais importante, para os pais: além do vestibular ou do mercado de trabalho, há muito mais a ser conversado em casa.


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Fotos: Sônia Mozer

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Sônia M. Mozer Copenhague, sábado, 21 de julho O barco em que cheguei ontem a Dinamarca chama-se Tycho Brahe. Parece que nenhum dos turistas sabia a razão do nome. Eta!!! No caminho, muitos geradores de energia eólica. A Dinamarca estão usando energia eólica, aproveitando que venta o tempo todo aqui e é um vento de velocidade mais ou menos constante. O país especializou-se na construção desses geradores que parecem moinhos de vento; um terço dos geradores de energia eólica do mundo são dinamarqueses. Mas há controvérsias. Vi outdoors e panfletos de uma campanha contra esse tipo de energia, afirmando que ela causa câncer. O que não causa câncer, meu Deus do céu? Cheguei tarde no hotel Radisson SAS, o edifício mais alto de Copenhague, numa esquina, do H. C. Anderson Boulevard, na ilha de Brigge. Cansada, mas feliz por estar de volta a esse país maravilhoso. Hoje amanheceu nublado e frio para o meu gosto (11 °). Saindo do hotel, se você virar à esquerda, andará 15 minutos e chegará ao centro antigo da cidade. Se preferir virar à direita, logo alcança o Christianhavn. A gente percebe, ao andar em Copenhague, a grande quantidade de ilhotas que existem na cidade. Christianhavn é, praticamente, um conjunto de ilhotas, um projeto urbanístico do rei Cristiano IV, que era um louco construtor. As casas mais antigas mostram a influência holandesa. Parques tranquilos. Parece um subúrbio sonolento. Uma torre chama a atenção. É a Vor Frelsers Kirke (igreja de São Salvador), do final do século 17, em estilo barroco flamengo. Tem uma escadaria externa de 150 degraus que leva a uma magnífica agulha dourada em espiral. Saindo de Christianhavn pela Ponte Knippesbro, chega-se à cidade velha. Essa ponte apresenta, de um lado, um tranquilo cais com restaurantes e árvores frondosas. Do outro lado, modernos edifícios quadrados de vidro. Um deles, que parece se debruçar sobre a água, é a nova biblioteca – KGL Bibliotek. Depois da ponte, pega-se o Borsgade, que leva o nome de um edifício importante da região - a Bolsa ou Borsen. Sua construção começou em 1619 e terminou em 1640. Rei Cristiano IV, claro. Tratase de uma obra-prima da arquitetura dinamarquesa; tem pequenas janelas com frisos decorativos e telhados em degraus. Esses telhados são encimados por uma agulha que apresenta 4 caudas de dragão entrelaçadas. Até o século 19, funcionava aí o mercado ou bolsa. Atualmente o edifício se abre em ocasiões especiais. Ali perto fica o Christiansborg Slotsgard (palácio Christiansborg), a sede do parlamento da Dinamarca desde março de 1918. Já estamos na ilha Slotsholmen. Na realidade, os três poderes funcionam no local. A Dinamarca tem poder executivo (rainha e gabinete), o poder legislativo (parlamento) e a Corte Suprema. O parlamento é

unicameral. São 179 deputados (incluindo dois da Groenlândia e 2 das ilhas Faroe). O salário dos deputados é 34.000 coroas dinamarquesas (mais ou menos 5.000€), dos quais 64% vão para os impostos. Uma família de colombianos, com quem tomei café mais tarde, levantou três hipóteses: não vale a pena ser deputado na Dinamarca; todos os deputados são honestos e patriotas; os deputados ganham por fora! Será que é coisa de latino desconfiar dos deputados? Não é, não. Os ingleses também falam mal de seu parlamento. Se a gente der uma corridinha, dá tempo de chegar ao Amalienborg (o palácio real) para ver a troca da guarda ao meio-dia. O Amalienborg é um conjunto de quatro edifícios idênticos

em estilo rococó, em torno de uma praça calçada de pedra, no centro da qual fica a estátua equestre de Frederico V. É a residência oficial da monarquia dinamarquesa. Eu disse estilo rococó, mas na Dinamarca esse estilo é muito sóbrio. A troca da guarda é pitoresca: há um único guarda em cada porta do complexo do palácio e eles são substituídos com grande pompa, ao meio dia. São rapazes que fazem o serviço militar e têm cara de criança. Ganham 2.000€ mensais e pagam 45% disso em impostos. É uma guarda simbólica, claro. A troca da guarda é acompanhada pelos turistas, que imitam os passos dos soldados. Nem os garbosos rapazes da guarda aguentam. Sempre escapa uma risadinha. A estátua de Frederico V no centro da praça é imensa. Foi restaurada, recentemente, às custas do milionário Maersk, mecenas dinamarquês (dono de frotas de navios e lojas de departamentos). O engraçado é que essa estátua custou mais de dez vezes o que custou todo o complexo de Amalienborg e levou vinte anos para ficar pronta. Típico caso de superfaturamento.

Pausa para descansar e apreciar arte. Hora de visitar a Ny Carlsberg Gliptotek, museu de belas artes, presente do filho do fundador da Cervejaria Carlsberg. Está instalado num elegante edifício neoclássico e tem uma interessante ala etrusca, uma impressionante coleção de pinturas romanas (retratos), antiguidades gregas, obras impressionistas de Monet, Pissarro, Sisley e uma sala inteira de Rodin. No seu átrio central, há um ambiente maravilhoso com palmeiras, lago e bancos. Lugar quentinho, gostoso! De novo na rua, agora saboreando uma linda tarde de sol. O bom de se viajar no verão europeu – especialmente aqui no norte – é que a tarde se estende até por volta de onze da noite.

Hora de explorar o Stroget, o maior calçadão do mundo, segundo os dinamarqueses. É um lugar divertido com suas lojas, restaurantes, espetáculos de rua. A cidade parece suja em comparação com as cidades da Noruega, Finlândia e Suécia. Para dizer a verdade, é até um alívio. Os dinamarqueses falam alto, buzinam, riem muito e parecem menos obsessivos pelo politicamente correto como seus vizinhos escandinavos. Os dinamarqueses deram um novo sentido à famosa fala de Hamlet. Em muitas camisetas lê-se: TWO BEER OR NOT TWO BEER!


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SE LIGA!

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TECNOLOGIA Nokia “Gastando o açúcar ”

MUNDO

Divulgação

A designer Daizi Zheng criou um telefone ecofriendly para a Nokia, que funciona à base de bebidas açucaradas como a Coca-Cola. Sim, as células de combustível do aparelho geram eletricidade a partir de carboidratos (açúcar). "O conceito é usar a bateria bio para substituir a bateria tradicional para criar um ambiente livre de poluição. A biobateria é um gerador energético ecologicamente amigável que gera eletricidade a partir de carboidratos e utiliza enzimas como catalisador", explica Daizi. A bateria tem capacidade três a quatro vezes mais tempo que uma única recarga das baterias de lítio convencionais. Vai lá: www.daizizheng.com/projects.htm

GET REAL

Um Se Liga todos os dias “ Learn something every day”

Reprodução

Aproveitando para aprender inglês também, o site gringo learnsomethingeveryday.co.uk traz todos os dias uma curiosidade bem legal, sempre com uma ilustração acompanhando. São praticamente cartões comemorativos desses que você encontra em livraria e você pode comprar uma camiseta com qualquer uma das informações. Se liga!

Pesquisas “Saúde” Uma das riquezas agrícolas do Brasil, a soja, contém grandes quantidades de tocoferol, um antioxidante que, segundo descoberta de pesquisadores da Universidade McGill, de Montreal (Canadá), ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares e câncer. Para os cientistas canadenses, a substância poderá ter papel relevante no desenvolvimento de alimentos funcionais e no tratamento e na prevenção de moléstias. Outra pesquisa foi descoberta por cientistas americanos e dinamarqueses que afirmam encontrar uma forma de revitalizar músculos atrofiados com o auxílio de células-tronco. Ela pode levar a novos tratamentos para rejuvenescer e fortalecer corpos envelhecidos ou combater moléstias degenerativas. Foi descoberto também que 100% será o aumento aproximado de casos de demência (doenças como o Alzheimer) no mundo a cada 20 anos. Os pesquisadores britânicos se justificam, dizendo que a taxa aumenta devido ao grande aumento do número de idosos em países como Brasil, China e Índia onde as pessoas estão vivendo mais tempo.

FILME

Leonardo DiCaprio “A Ilha do Medo ”

CONSCIÊNCIA Divulgação

Pesquisa de saúde “Brasileiro está bem atento”

LEI

Dois estudos indicam o êxito da lei antifumo implantada em países europeus e nos Estados Unidos. O primeiro, da Universidade do Kansas (EUA), analisou dez relatórios de 11 regiões dos EUA, do Canadá e da Europa que proíbem o fumo em lugares fechados. O número de ataques cardíacos diminuiu 26% ao ano. O segundo estudo, da Universidade da Califórnia, analisou 13 pesquisas sobre o tema, feitas na América do Norte, Itália, Escócia e Irlanda. Resultado: o número de casos de ataques cardíacos caiu 17% no primeiro ano de vigência e 36% em três anos. Na Argentina e Uruguai, a lei já existe também, e no Brasil somente o Estado de São Paulo implementou no final do ano passado a lei anti-fumo. Se liga, Brasil!

Proibição do cigarro “Os r esultados”

LIVRO

Jason Gilbert

Reprodução

Em 2008, 54 mil pessoas participaram de uma pesquisa da Vigitel que apontou que o brasileiro está mais atento à saúde, praticando mais exercícios físicos, consumindo mais hortaliças e frutas e menos carnes gordurosas. No entanto ainda é grande o número de pessoas com excesso de peso, obesos e que consomem bebida alcoólica de modo abusivo, isso porque 19% dos entrevistados disseram ter consumido álcool em demasia nos últimos 30 dias (em 2007 eram 17%) - a maioria seria dos 18 aos 44 anos. Foi mostrado também que o número de obesos aumenta a cada ano e deve continuar. Em 2008, 13% foi o aumento e o índice é maior nas mulheres. Um dado positivo é que o brasileiro conseguiu aumentar o consumo de hortaliças e frutas de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de cinco porções em cinco ou mais dias da semana (em 2006, o número era três vezes menor).

Apenas pelos nomes envolvidos na produção do filme já valeria a pena assiti-lo: Leonardo Dicaprio (em sua melhor fase no cinema), Jackie Earle Haley, Michelle Williams e o aclamado diretor Martin Scorsese, à frente de filmes consagrados como O aviador e Taxi Driver. O filme se passa em 1954, quando uma dupla de agentes federais investiga o desaparecimento de uma assassina que estava hospitalizada. Ao viajarem para Shutter Island - ilha localizada em Massachusetts - para cuidar do caso, eles enfrentam desde uma rebelião dos pacientes até um furacão, ficando presos no local e emaranhados numa rede de aparentes intrigas. É um ótimo filme tanto do ponto de vista técnico, com uma fotografia espetacular, quanto pelo contexto no tratamento de pessoas com a saúde mental debilitada ao extremo.

“ O segredo da coluna saudável”

O livro ensina os principais passos a serem seguidos para se ter uma vida sem dor, explicando o melhor jeito de entender e cuidar da coluna vertebral. Traz ainda avaliações posturais, mostrando como a coluna vertebral é usada de forma errada por 99,9% das pessoas, e um questionário que identifica as principais causas das dores e seus sintomas.Também discorre sobre os males causados pelo estresse, sedentarismo e pela alimentação inadequada, além de apresentar uma classificação das três principais categorias das causas da dor: a estrutural, a química e a emocional. Jason Gilbert, Ed. Gaia. 270 páginas, R$42.

Divulgação

Blog

INTERNET “Boa Saúde” Reprodução

Quer estar sempre atento às notícias que envolvem o mundo da saúde? Um blog bem fácil e bacana é o Blog Boa Saúde. Blog patrocinado pelo portal UOL é feito por Leandro Perché (jornalista) e Dr. Marco Tulio Baccarini Pires (Cirurgião Cardiovascular e Diretor Médico de Bibliomed). Vai lá: http://blogboasaude.zip.net/


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GALERIA

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Galeria! Em Mirassol, alunos foram homenageados pela Câmara dos Vereadores. Paulo César Augusto Filho, da PréEscola; Ana Carolina Rangel Andrade, da 8ª série do Ensino Fundamental e Letícia Montezelo Salviatti, do Ensino Médio, como os alunos que mais se destacaram em 2009 no município

Carnaval da turma do Ensino Fundamental do Seta Bauru foi animadíssimo

Professores e funcionários participaram junto com os alunos da Educação Infantil da Gincana do Reciclado na unidade 3 de Rio Preto Trio feminino anima o Intervalão de Fevereiro de Campinas Os alunos do 5º ano de Campinas trabalharam dramatização de poemas durante a aula da professora Zilma

Alunos e pais de Bauru foram muito bem recebidos na volta às aulas

Em Rio Preto, a palestra sobre Doping Esportivo prendeu a atenção dos presentes

Diversão no campeonato de video game do Seta Mirassol

Alunos do Ensino Médio de Rio Preto após o primeiro dia de aula em 2010

ca, i s ú m , s o e d í ural: Mais fotos , v t l u c a d n e g a rsão, e v i d , s a i c í t o n www.setanet.com.br

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Primeira Linha #5  

Jornal para rede de escolas Seta

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