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editorial

Prefeituras mais Nossocrédito é igual a sucesso

Círculo virtuoso

Parceria com prefeituras é determinante para sucesso do Nossocrédito em todo o Estado.

Bandes e prefeituras fazem uma par­ ceria de longa data que permitiu a cada um dos 78 municípios capixabas ter o seu ponto de microcrédito que ajuda na distribuição de renda e redu­ ção das desigualdades. Por isso, pro­ gramas, como o Nossocrédito, des­ tacam­se nas reuniões do Comitê de Atenção Integral à Saúde e Atenção Social e precisam continuar. Outro destaque, é a parceria entre a juven­ tude e as franquias: os jovens encon­ tram a segurança de um negócio con­ sagrado e as franquias se multiplicam

jornal externo do bandes . ano 2 . nº 11 . agosto/setembro 2012 . vitória . es

com o espírito empreendedor deles. Nesta edição, dicas preciosas para Quando se fala em microcrédito no Estado e no País, fala-se no Programa Nossocrédito. Grande parte desse sucesso vem da parceria que faz o programa funcionar, especialmente com as prefeituras, Um “casamento”, que permitiu que os 78 municípios do Espírito Santo tivessem ao menos um ponto de atendimento próprio. Com agentes de crédito por perto e bem treinados, ficou mais fácil o acesso ao crédito para os empreendedores capixabas. Com esse dinheiro, os pequenos negócios crescem. Muito empreendedores melhoram suas condições de trabalho, compram equipamentos, contratam funcionários e viram empresas. No final das contas, é mais dinheiro circulando no município – cerca de 67% dos recursos financiados circulam ali mesmo – mais empregos gerados e o desenvolvimento acontece com oportunidade e inclusão produtiva. Continua na pág. 2

Caso de sucesso

você abrir seu próprio negócio e ter sucesso. Além de orientações so­ bre quais financiamentos podem ser acessados para custeio e quais para investimento. Da série “diversificar é fundamental”, o exemplo vem do interior, onde o empresário Lauro de Oliveira com ajuda do banco já concre­ tizou três negócios: um curso de in­ glês, uma academia de hidroginástica e mais recente um cerimonial. Traz ainda as características do estu­ do que contará de forma oficial como se deu a cobertura da mídia durante a transformação do Codes em Bandes. Por fim, essa edição traz uma home­

Abertura de franquias com crédito do Bandes é opção de jovens empreendedores.

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nagem especial e um agradecimento pelos anos dedicados ao banco pelo amigo e diretor Sathler. Excelente lei­ tura! Guerino Balestrassi Diretor-presidente

Empresário comprova que diversificar é a melhor estratégia e ataca agora com um cerimonial.

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em cena

expediente O secretário de Desenvolvimento Econômico de Ca­ choeiro de Itapemirim, Ricardo Coelho, explica porque é tão importante que as parcerias sejam mantidas: “Somos parceiros do Bandes no Nossocrédito desde 2003, sen­ do pioneiros no Estado. O programa desenvolvido aqui é hoje referência em desempenho, já superou os R$ 12 milhões em recursos o que garante empregos e renda para o município. Somente a atual administração disponi­ bilizou cerca de R$ 7 milhões deste montante, o que nos garantiu a conquista do Prêmio Prefeito Empreendedor 2012 do Sebrae - ES”. Outra vantagem do programa é o aprendizado para quem faz o investimento. “O empreendedor aprende a planejar desde o desenvolvimento do seu projeto para ter acesso ao microcrédito até a gestão desse recurso. Além disso, os empreendedores informais, que antes pediam dinheiro emprestado aos amigos, parentes ou até mesmo a agiotas também podem conseguir recursos sem precisar recorrer a juros altíssimos nem ficar devendo favor a ninguém”, destaca o diretor-presidente do Bandes, Guerino Balestrassi.

diretoria executiva: Guerino Balestrassi diretor-presidente Everaldo Colodetti diretor de crédito e fomento Guilherme Henrique Pereira diretor de adm. e finanças

Dez razões para ter o programa em seu município 1. Os municípios, sem a necessidade de criar um fundo próprio, contam com um programa estrutu­ rado de microcrédito produtivo e orientado. 2. Com o Nossocrédito os municípios participam de forma ativa no esforço de fortalecimento ao em­preendedorismo local através do crédito e capaci­ tações.

conselho editorial: Maria Emília V. da Silva Marcos Roberto Lima Bárbara Deps Bonato Maria da Consolação F. Varanda Marília Menezes Carneiro

3. Apoiando o pequeno empreendedor, de forma descentralizada, os municípios são beneficiados amplamente, sem precisar disputar prioridades de investimentos externos.

Redação: Wilson Igreja Campos Lorena Zanon Felipe de Aquino

4. São mais de R$ 300 milhões aplicados no apoio e fortalecimento dos empreendedores de micro e pequenos negócios, o que corresponde a quase R$ 4 milhões por município. 5. Os empreendedores de micro e pequeno porte são os responsáveis por grande parte da geração e manutenção de postos de trabalho – e melhor, o custo de geração e manutenção de emprego é de aproximadamente R$ 2,5mil, investimento esse bastante atrativo em relação aos grandes projetos.

Nossocrédito em números São mais de 124 mil postos de trabalho mantidos ou gerados. Para se ter uma ideia se as pessoas beneficiadas pelo Nossocrédito formassem um mu­ nicípio, seria o sexto maior do Espírito Santo. Até agosto, foram investidos mais de R$ 300 milhões nos empreendimentos de pequeno porte. Desde 2003, foram 76 mil contratos e mais de 36 mil clientes, por meio de financiamentos de microcrédito. Em 2012, cada mês vem batendo o recorde de investimentos e contratos do ano. Os endereços e telefones das agências estão no www.bandes.com.br ou no 0800 283 4202.

edição: Bárbara Deps Bonato Leonardo Fernandes Iannone Assessoria de Comunicação Social imprensa@bandes.com.br

Diagramação: Janio Luiz Malacarne projeto gráfico: Laboratório Comunicação e Design fotos: Assessoria de Comunicação Bandes Incaper Sagrilo SXC

6. Em 63% dos casos, os tomadores dos créditos aplicam os recursos no próprio município. 7. Em muitos municípios o volume aplicado pelo Nossocrédito representa um montante superior ao arrecadado no ano em tributos municipais diretos. 8. O Nossocrédito, através do crédito e das capa­ citações, representa opção de porta de saída de pessoas em programa sociais, sendo uma opção para o desenvolvimento de atividades empreen­ dedoras. 9. Com o Nossocrédito, o acesso ao crédito se amplia, pois em muitos municípios não há outras opções de crédito produtivo e orientado, com juros reduzidos e em boas condições de pagamento. 10. O volume aplicado pelo Nossocrédito possui peso significativo em muitos município, quando compa­ rado com o valor investido pelas municipalidades.

/bandesonline

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dada a largada

Franquia e juventude tudo a ver Abertura de franquias com crédito do Bandes é opção de jovens empreendedores Jovens entre 25 e 30 anos. Esse é o principal público interessado em abertura de franquias no Bandes. En­ tre as vantagens apontadas ao se optar por uma fran­ quia, estão a perspectiva de sucesso de um negócio já experimentado, com marca consagrada no merca­ do e a economia de escala em compras de maiores volumes e otimização de custos de propaganda ou de promoções. O espírito empreendedor em conjun­ to com a segurança de uma marca conhecida formam uma parceria ideal que tende a crescer. Pensando nis­ so e com o foco no desenvolvimento das micro e

pequenas empresas, dos empreendedores indi­viduais e dos profissionais liberais, o Bandes tem poten­cializado a economia capixaba por meio das fa­cilidades concedidas para investimentos neste setor. De janeiro a setembro, R$ 8,9 milhões foram aplicados pelo banco na abertura de novos em­preendimentos de MPE. O foco na abertura dos novos negócios depende do perfil do empreendedor, do planejamento e do mercado. Se­ gundo pesquisa do SEBRAE, em dois anos, quase 100 mil jovens apostam em franquias para ter o negócio próprio e o Bandes aproveita para oferecer um atendi­ mento estruturado e disse­minar a cultura do crédito e do empreen­dedorismo.

Sonho de abrir o próprio negócio Quem viu uma boa oportunidade de crescimento foi o empreendedor Daniel Durante, de 32 anos. Ele e o só­ cio Leandro Pimentel optaram pelo modelo de franquia para abertura de seu próprio negócio. Em 2010, os só­ cios abriram uma loja da marca Dominos’s Pizza em Vi­ tória e para este empreendimento contaram com apoio do Bandes. “Escolhemos a franquia porque queríamos abrir um negócio próprio. A franquia proporciona mais facilidade por ser tudo já padronizado”, declara. Ele considera o modelo de franquia ideal para pessoas com pouca experiência. “Qualquer dúvida que tenho, ligo para a franqueadora, que está à disposição para dar a assistência necessária. Então, é bem mais fácil do que começar sozinho. Para ele, a abertura do negócio combina conhecimento de mercado e saber reconhe­ cer as oportunidades. “Conhecia a Domino´s (rede de pizzaria delivery fundada nos EUA nos anos 60) do Rio

de Janeiro, onde eu morava. Vim para o Espírito Santo para abrir uma unidade aqui. Já tinha a ideia de abrir mais de uma loja. O investimento foi maior para abertu­ ra da primeira unidade, pois, na loja de Vitória temos a produção da massa da pizza que depois é transportada para Vila Velha”, afirma. O financiamento do Bandes ajudou a abrir a 1ª loja, em outubro de 2010. A opção pelo Bandes foi devido aos juros mais baixo do mercado. Em julho deste ano, os sócios expandiram o investimento com a abertura de sua segunda loja, desta vez no município de Vila Velha. Nos planos está o estudo para uma terceira unidade. “O mercado capixaba tem suas peculiaridades e bom po­ tencial. Por exemplo, nas lojas da rede em todo Brasil a proporção de vendas no local e entrega é de 20 e 80%, em Vitória é quase meio a meio. Para isso tivemos que adaptar o atendimento para melhor atender ao gosto dos capixabas”, explica.

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passo a passo

A Copa do Mundo é aqui também

Empresários podem aproveitar o bom momento e dar uma “repaginada” em seus estabelecimentos O Estado pode aproveitar a grandiosidade do principal evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo, para im­ pulsionar a economia local. O Espírito Santo pode rece­ ber alguma delegação para treinar aqui ou sediar algum dos famosos eventos paralelos de lazer da Fifa, os “fan­ fest”.

De olho nessa ideia, o Bandes lançou uma linha exclusi­ va de até R$ 3 milhões para financiar a modernização e a melhoria da infraestrutura de hotéis que poderão mo­ dernizar ou adequar a sua estrutura para se tornarem centros de treinamento. O prazo total para pagamento chegará a 10 anos e a taxa de juros é de 8% ao ano, podendo cair para 3%, para pagamentos feitos em dia. Com esta linha, será possível expandir o dinamismo da economia estadual via turismo, que será potencializado com a vinda de seleções estran­ -geiras. Também é uma forma de promover o fomento de atividades econômicas por meio do esporte, que é um mecanismo de inserção social.

Condições operacionais Valores: até R$ 3 milhões destinados aos centros de treinamentos habilitados pela Fifa; Taxa de juros: 8% ao ano (para pagamentos em dia, haverá bônus de adimplência de 5%; Prazo de amortização: até dez anos com carência de até dois anos.

em cena

volvimento do Espírito Santo. A missão dada pelo go­ vernador Christiano Dias Lopes Filho era clara: atuar co­ mo principal instrumento de revitalização da economia local. Com a pretensão de reconstruir essa história, o Centro de Documentação e Memória Bandes fez, em agosto, algumas visitas aos arquivos públicos Estadual e Municipal para conferir como a mídia impressa retratou essa transformação.

Reescrevendo a história Artigo contará como se deu a cobertura da mídia para a transformação da Codes em Bandes O ano era 1969. No Brasil, ditadura. No Espírito Santo, a década perdida, a crise do café. Nesse caldeirão, em novembro daquele ano, alguns jornais anunciavam uma transformação que marcaria a economia capixaba: a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Espí­­rito Santo (Codes) passava a se chamar Banco de Desen­

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“Jornais, fotos e até propagandas da época serviram para recontar essa história que carecia de material, sobretu­ do fotográfico, acerca da transformação da CODES em BANDES. Agora, vamos oficializar essa trajetória em um artigo que será publicado em breve e servirá como do­ cumento autêntico capaz de embasar futuras pesquisas sobre a implantação do banco”, conta a gerente de Ino­ vação Institucional Vanessa Beltrame, . Desde sua criação em dezembro de 2010, o CDM Ban­ des se preocupa com a preservação da memória institu­ cional do banco, afinal recordar também é viver, aprender e recontar...


passo a passo

Um financiamento é bom, dois é melhor e três nunca é demais Crédito para investimento promove mudança social e econômica de produtores rurais “Existe o tempo de plantar e o de colher”. A máxima aplica-se literalmente ano a ano para todas as culturas agrícolas. Para muitas, especialmente o café, o tempo é de semear. E é exatamente nesta época que surgem diversas dúvidas nos agricultores sobre quais bancos ele pode procurar e quais financiamentos podem ser acessa­ dos: se para custeio ou para investimento.

Atividades que estão em produção têm custos até a co­ mercialização dos produtos e o crédito é acessado nos bancos comerciais. Já o investimento deve ser usado para ampliação, modernização, implantação ou diversi­ ficação. Nesse caso, existe uma carência, o produtor paga apenas os juros, e depois começa a amortização. Esses financiamentos envolvem prazos longos, entre 8 e 15 anos. No primeiro semestre de 2012, foram investidos quase R$ 94 milhões em 2.607 projetos de crédito na moda-li­ dade investimento. Para conhecer as linhas de financia­ mentos do Bandes, basta acessar www.bandes.com.br ou ligar para o Bandes Atende (0800 283 4202) e des­ cobrir um consultor perto de você.

No Bandes, o crédito é para investir. O custeio é aces­ sado nos bancos comerciais. Mas, afinal, qual a di­ ferença entre o crédito para custeio e investimento? O diretor de Crédito e Fomento do Bandes, Everaldo Colodetti, explica: a diferença está na geração de va­ lor. “O investimento promove a mudança econômica e social do proponente, pois agrega valores neste e nos próximos plantios, já o custeio apenas mantém as coi­sas como estão”.

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cultivava café, João veio de São Paulo para arregaçar as mangas e pôr o sonho em prática. “Visitei diversos pontos turísticos de cidades vizinhas e constatei que havia muita procura e pouca oferta. Decidi que iria investir nisso, mas começou a faltar capital, foi aí que o Sebrae-ES, dando apoio ao agroturismo na cidade, deu a dica de procurar o Bandes. Eu já conhecia um con­ sultor que trabalha aqui na região e fui atrás do crédito”, explica o empreendedor.

Agroturismo e aventura em Ibatiba Kalilio Park oferece tirolesa, pedalinhos e muita aventura em plena roça Morador de Guarulhos, São Paulo, o empreendedor João Kalilio de Freitas sonhava em investir no agroturismo. Herdeiro de uma propriedade em Ibatiba, onde o pai

Com o crédito da linha Funres Desen­volvimento Rural do Bandes, João já construiu uma tirolesa de quase 300 metros, duas piscinas, um pequeno lago com quatro pe­ dalinhos, churrasqueira, lanchonete e tudo sob o lema: “fazer bem feito, garantindo segurança e saúde para os clientes”.Contente com o financiamento, ele faz planos para mais um investimento via Bandes. “Já quero fazer um restaurante e ampliar o chalé. Além disso, pretendo construir duas quadras esportivas e um mirante na pro­ priedade”. O “Kalilio Park” fica no km 64 da BR-262 em Ibatiba, na Região do Caparaó.

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em cena

Homenagem mais que merecida “Encerra-se mais um ciclo. Agora, estou sujeito a novas oportunidades e vou buscar novos caminhos. Tenho orgulho de cada ano que trabalhei aqui e em especial os últimos, como Diretor, por ter participado das ações de fortalecimento do banco, deixando-o preparado para encarar os grandes desafios que estão por vir.” José Sathler Neto - empregado do Bandes e Diretor de Administração e Finanças desde fevereiro de 2002. Economista e bacharel em Ciências Contábeis, atuou nas funções de diretor de Operações, diretor Financeiro, gerente Financeiro, gerente de Controladoria e gerente de Recuperação de Crédito do Bandes. Especialista em Gerência Empresarial e MBA como Executivo em Finanças.

Diretor por 12 anos, José Sathler Neto se despede do Bandes no dia 31 de outubro... Na bagagem, ficam a experiência e as lembranças

ciliar trabalho e família. Afinal ele sai do banco junto com a sua esposa, Sônia Maria Pinheiro Sathler, que trabalhou por 37 anos na instituição, no setor administrativo.

Após 36 anos de carreira no Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), 12 deles atuando como dire­ tor, José Sathler Neto, que começou em junho de 1976 como auxiliar administrativo, se desliga da instituição nesta quarta-feira, dia 31.

“Espero que todos que ficam sejam muito felizes, com­ prometidos e busquem sempre o fortalecimento do nos­ so Bandes para que ele continue ajudando os capixabas”, acrescenta Sathler, deixando uma mensagem positiva aos colaboradores do banco.

“Termino mais um fase de minha vida. Mas aviso que não sou de ficar parado. Agora, estou sujeito a novas oportu­ nidades e vou buscar novos caminhos.”, adianta. “Tenho orgulho de cada ano que trabalhei aqui e cada conquista que obtive, especialmente na condição de diretor, por ter participado do fortalecimento da instituição, deixando-a preparada para os desafios que virão”, completa. Sathler se despede dos colegas depois de muita dedica­ ção ao Bandes e se diz satisfeito por ter conseguido con­

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Principais cargos exercidos Gerente de Recuperação de Crédito – 95 a 99; Gerente de Controladoria – 99; Gerente Financeiro – 2000; Diretor Financeiro – 2000 a 2001; Diretor de Operações – 2001 a 2002; Diretor de Adm. e Finanças – 2002 até 31/10/2012.


dada a largada

Negócio bom e com cerimônia Cliente de São Mateus segue cartilha da diversificação e abre um cerimonial Diversificar é fundamental. Essa é uma das máximas do mundo dos negócios que o empresário Lauro de Olivei­ ra, de São Mateus, está seguindo à risca. Seus empre­ endimentos vão de A a Z: “Temos uma área in­tegrada com curso de inglês, hidroginástica e agora o cerimo­ nial”, explica Lauro.

vestimentos. “Eu já conhecia o Bandes há muito tempo, mas soube da linha MPE no ano passado, por meio do consultor. Essa linha atendeu muito bem ao meu proje­ to”, afirma Lauro. Os empreendedores podem comprar má­quinas, equi­ pamentos e ferramentas, reformar instalações físicas ligadas à atividade, relocalização, modernização, diver­ sificação, desenvolvimento tecnológico e gerencial, ra­ cionalização e controle ambiental, entre outros projetos.

O mais novo, batizado de “Cerimonial Vivere” é a con­ -cretização de mais um sonho que só foi possível com a ajuda do Bandes. “Eu sempre tive o interesse em abrir um cerimonial, pois eu já tinha um espaço propício para a atividade. O que faltava era a oportunidade. Com o crédito e o atendimento do consultor aqui de São Ma­ teus, pude realizar esse sonho. Peguei o financiamento e montei tudo do zero, e assim nasceu o Cerimonial Vi­ vere”, conta, orgulhoso. Com as linhas de crédito do Bandes para Micro e Pe­ quenas Empresas (MPE), os em­preendedores podem aplicar até R$ 300 mil, com juros de 11% ao ano em in­

Pra realizar o sonho igual ao Lauro Pessoas Físicas e Jurídicas que atuem no setor industrial, comercial e de serviços podem ser clientes das linhas Bandes MPE. Basta ter tido, no último ano calendário, faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Para se tornar

cliente do Bandes, o interessado pode entrar em con­ tato com um parceiro-consultor pelo Bandes Aten­ de (0800 283 4202) ou pelo site (www.bandes.com.br). Os consultores conhecem o fluxo de tramitação das propostas de financiamento e a documentação neces­ sária para a elaboração das propostas.

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em cena

Tem empresa? Veja algumas dicas para prosperar O Bandes preparou um conjunto de regras fundamentais de sobrevivência para qualquer empresa Dúvidas, insegurança... Essas são angústias que conso­ mem muitos empresários. Se você pretende ou já tem algum negócio, é possível que esteja passando por este momento agora mesmo. O melhor a fazer, antes mesmo de abrir o empreendimento, é conhecer, buscar informa­ ções e adequar as expectativas ao padrão de vida dese­ jado: “O fundamental é juntar conhecimento e formar a consciência de que a empresa é independente da pes­ soa física. Muitos negócios são rentáveis, mas o empre­ endedor gasta mais do que essa rentabilidade, então é preciso ter a justa medida dessa expectativa”, explica o professor de economia Aridelmo Teixeira. Conta de luz da empresa é custo, mas conta de su­ permercado é particular. Essa conscientização de que o negócio não é uma extensão do empreendedor, e sim

algo independente, é fundamental. Depois, é planejar o orçamento e se dedicar: “Com duas dicas básicas é possível aumentar consideravelmente as chances da em­ presa sobreviver. Primeiro é preciso controlar muito bem tudo que se paga, custos fixos e variáveis. Só isso já ele­ va a chance da empresa sobreviver nos dois primeiros anos. A segunda dica é ainda mais preciosa e igualmente simples: use o seu contador para além do pagamento de impostos. Use-o para entender a formação desses custos e sua empresa terá até 18 vezes mais chance de sobreviver”, garante o professor. Aridelmo alerta ainda que esse controle deve ser rí­ gido, mas não necessariamente sofisticado: “se tiver um programa no computador para isso ótimo, se não tiver computador, uma agenda é mais que suficien­ te. O importante é fazer um boletim de caixa, registrar cada compromisso assumido e saber quanto custa cada detalhe envolvido na manutenção da empresa”, finaliza.

Faça um bom planejamento financeiro Antes de abrir uma empresa, você tem que se cercar de todas as preocupações financeiras. Esse passo precisa ser feito por quem tem conhecimento na área.

Procure o crédito certo Evite pedir dinheiro a parente. Somente em último caso, se tiver a certeza que vai poder pagar. Analise as ofertas de cada banco para ter melhor resultado.

Assuma a rédea, mesmo em sociedade Às vezes, uma boa ideia só se viabiliza com uma boa sociedade, mas isso não significa transferência de responsabilidade. Cada um tem a sua quando dá certo ou errado.

Faça um bom plano de marketing A grande missão de uma pequena empresa deve ser na área de marketing. É ele quem vai levar o negócio ao sucesso ou ao fracasso..

Treine a equipe O treinamento precisa ser sistemático. Pesquisas pelo mundo inteiro mostram que o treinamento de pessoas é que faz a grande diferença no sucesso de qualquer empreendimento.

Gerencie seu negócio O planejamento financeiro precisa ser cumprido e as reservas não podem ser subtraídas do caixa da empresa. Prefira retiradas anuais e nada de misturar contas pessoais com o negócio.

Fonte: adaptado do livro “Caminhos Seguros para o Empreendedor” (Paco Editorial, 2012), de Dirceu Pio e Pedro Cascaes Filho.

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Ouça os clientes Ouvir diariamente seus clientes e dar soluções práticas. Você pode ter uma pequena urna e/ou um pequeno questionário. Há negócios que morrem por mau atendimento ao cliente.

Motive a equipe O empresário deve providenciar um ambiente de trabalho agradável, descontraído, tratar com respeito as pessoas e não exercer pressão acima do razoável sobre seus funcionários.

Conheça as regras do jogo Quais são as regras trabalhistas e as tributárias envolvidas no seu negócio? Nunca as perca de vista, pois os movimentos estratégicos de sua empresa também dependem delas.

Expandir é um novo desafio Se chegar a hora da expansão veja se existe demanda na região pelo produto ou serviço que você vai oferecer. Tem que pesquisar o público e analisar os concorrentes. Pense se a abertura de franquias não seria uma alternativa. Acha que tá na hora de expandir? Veja a matéria da página 3.


Jornal Bandes Conexão edição nº 11