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Nome civil: Cláudia Abigail Costa Laux. Nome artístico: Cláudia Laux Natural de Volta Redonda (RJ) em 25 de junho de 1948. Morou 35 anos em Paris, onde estudou desenho com Jean Féron (atelier Dupleix); desenho anatômico/análise morfológica com Thomas Wienc (atelier Montparnasse); pintura (modelo vivo, composição, ateliê livre), com Antoine Petel (atelier Montparnasse). Frequenta atualmente a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (João Magalhães, Pintura II; Carli Portella, Imagem: do desenho aos outros meios; Suzana Queiroga/Cristina de Pádula, Desenho como instrumento; Marcelo Rocha, Arte moderna e contemporânea; Pedro França, História da Arte contemporânea; Suzana Queiroga, Experiência Pintura II). Exposições individuais (Marché de l’Art Contemporain, Bastilha, 2002; Galerie Renoir, Marais, 2006) em Paris, onde participou também de várias coletivas (Portes ouvertes Ateliers Montparnasse, 2000 a 2004; Art Propos, Ivry, 2006; Portes ouvertes XIIIe, 2007). Reside e trabalha no Rio de Janeiro, para onde voltou definitivamente em 2008. Artista visual, utiliza técnicas mistas para expressar formas e cores que povoam seu imaginário e evocar conceitos que deseja partilhar. Contato: claudia_laux@yahoo.com.br Celular: (021) 81 36 28 25 telefone fixo: (021) 3268 98 11 Galeria: http://www.flickr.com/photos/claudialaux_artesplasticas/


Projeto artístico Continuando um processo de volta ao Brasil, tanto na minha vida pessoal como na arte, duas vias de investigação foram começadas em 2009:  paisagens – um inventário imaginário dos espaços não vistos nestes anos fora;  labirintos, ou espaços internos- trilhados ou não, para voltar; tramas. A partir de meados de 2010, o conceito da memória impôs-se, tornando-se o foco principal dos trabalhos. Tema tradicional em arte, a paisagem recebeu múltiplos tratamentos ao longo do tempo, e permanece presente na arte contemporânea. Rurais ou urbanas, falam da visão humana, de frente, do alto, ao avesso. O interesse do tema nessa investigação vem, ao contrário, resgatar a lacuna da contemplação, servir de contrapartida à ausência prolongada. O tema do labirinto, vasto, cabe em muitas metáforas, desde a arquitetura (a obra de Dédalo), até a arte – a porta por onde se sai (citando Paulo Sergio Duarte, a arte contemporânea exige um esforço para chegar a ela, como para sair do labirinto). Borges afirma que “la irrealidad es condición del arte”. Diante do caos do universo, o homem é prisioneiro do tempo e da solidão, como o personagem de El Aleph, condenado a uma interrogação contínua e cuja resposta passa pelo caminho da arte. Ao longo dos trabalhos desenvolvidos desde 2009, os dois temas se fundiram, tornando-se tanto uma evocação do mundo externo (paisagens, vistas aéreas ou redes urbanas) como do universo supostamente interno dos labirintos (tramas, caminhos). O trabalho atual fala da memória e seus meandros, constituída por zonas diferentes, combinando temporalidade e mutação, visando o conceito e não as lembranças particulares. As emoções e vivências, ao circular, deixam marcas mais fortes, ou mais tênues, conforme a passagem do tempo. Interessa-me pesquisar como evocar uma (dentre as milhões possíveis) de suas imagens – trilhas que percorremos, tramas nas quais nos enredamos, labirintos nos quais nos perdemos -, e explorar o espaço íntimo, as “fronteiras internas”. As redes podem ser neurônios ou caminhos trilhados, sombras e cores que ressurgem. Falar do tempo reencontrado, nunca o mesmo, sempre inconstante, conforme o que se apresente à memória. Em papel (vegetal, aquarela ou cartões duplex) com técnicas mistas – cola, guache, tintas, água – os trabalhos alternam transparência e opacidade, e brincam com a rugosidade e os vincos do material. As formas, por vezes orgânicas, são subjetivas na evocação do seu fio condutor – talvez o fio de Ariadne. Alguns exigem a proximidade do espectador para ser visto, pois a transparência que permeia as camadas de alguns trabalhos cria campos intercambiáveis, às vezes quase transparente, sendo o tema tratado por sua ausência, ou por seu oposto – a ausência e não a presença da memória. O relevo provocado pela superposição das folhas de papel e pelas pregas da umidificação traz à mente o peso da memória e seu entrelaçamento. Busca sugerir a constante mutação da memória, das memórias, e sua efemeridade.


Cláudia Laux

DPP_0011 Sem título – Técnica mista sobre papel – 21 cm x 14,5 cm x 3 - 2010 - Fotografia: Lúdica (Rio) Tramas; três pequenos trabalhos: o 1° com tinta raspada, como um palimpsesto, os outros dois em forma espiralada


DPP_0016 Sem título – Técnica mista sobre papel – 21 cm x 14,5 cm x 3 - 2010 - Fotografia: Lúdica (Rio) Três pequenos trabalhos evocando tramas espiraladas


DPP_0012 Sem título – Acrílica sobre papel – 21 cm x 14,5 cm x 3 - 2010 - Fotografia: Lúdica (Rio) Acrílica sobre papel entelado, em cores baixas


DPP_0014 Sem título – Técnica mista sobre papel – 25 cm x 18 cm x 2 - 2010 - Fotografia: Lúdica (Rio) Dois pequenos trabalhos sobre cartão, grafismos e manchas


DPP_0006 Sem título – Técnica mista sobre papel – 38 cm x 50 cm - 2010 - Fotografia: Lúdica (Rio) Trama em sépia superpondo-se a uma vânitas em acrílica e guache sobre papel; uma passagem do tema dos labirintos para o da memória


DPP_0003 Sem título – Técnica mista sobre papel – 61 cm x 46 cm - 2010 - Fotografia: Lúdica (Rio) Trama (labirinto) unindo grafismo e partes pictóricas, com uma evocação às vânitas.


DPP_0009 Sem título – Técnica mista (colagem e guache) sobre gravura – 45 cm x62 cm - 2010 - Fotografia: Lúdica (Rio) Trama (labirinto) com crânio colado sobre gravura


DPP_0010 Sem título – Acrílica sobre tela – 47 cm x 40 cm - 2010 - Fotografia: Lúdica (Rio) Composição pictórica com grafismos (crânio sobre trama)


001_MP_110417_4549 Série Memória – s/título – - Papel vegetal sobre colagem – 42 cm x50 cm – 2011 - Fotografia: Marcelo Portella a colagem, fragmentos, sob o papel vegetal, mostrando uma imagem diáfana


002_MP_110417_4549 Série Memória – s/ título – - Tinta sobre papel vegetal – 42 cm x 50 cm - 2011 - Fotografia: Marcelo Portella tramas, trilhos, labirintos da memória são acentuados pelo enrugamento do papel vegetal sob a ação da tinta.


003_MP_110417_4549 Série Memória – s/ título – - Tinta sobre papel vegetal – 42 cm x 50 cm - 2011 - Fotografia: Marcelo Portella tramas, trilhos, labirintos da memória são acentuados pelo enrugamento do papel vegetal sob a ação da tinta.


004_MP_110417_4549 Série Memória – s/ título – - Tinta sobre papel vegetal – 42 cm x 50 cm - 2011 - Fotografia: Marcelo Portella tramas, trilhos, labirintos da memória são acentuados pelo enrugamento do papel vegetal sob a ação da tinta.


006_MP_110417_4549 Série Memória – s/ título – - Colagem e tinta sobre papel – 29 cm x 42 cm - 2011 - Fotografia: Marcelo Portella evocação dos diferentes momentos da memória


007_MP_110417_4549 Série Memória – s/ título – - Tinta sobre papel aquarela –58 cm x 76 cm - 2011 - Fotografia: Marcelo Portella momentos da memória evocados pelas sutis diferenças de intensidade.


008_MP_110417_4549 Série Memória – s/ título – - Tinta sobre papéis colados – 70 cm x 100 cm - 2011 - Fotografia: Marcelo Portella rastros, vestígios em sépia


009_MP_110417_4549 Série Memória – s/ título – - Tinta sobre papel vegetal –77 cm x 112 cm - 2011 - Fotografia: Marcelo Portella tramas se entrelaçam sutilmente, esmaecendo sob a folha de papel vegetal que se superpõe ao trabalho


Trabalhos em curso Pegaminho (série Memória) – 110 cm x 5 metros (mais ou menos)

Pergaminho – 2011 (visão total atual) – Acrílica sobre papel vegetal


Pergaminho pt 1


Pergaminho pt 2


Pergaminho pt 3


Pergaminho pt 4


Pergaminho pt 5



Portfolio claudia laux