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Comportamento

Dia do Aposentado

A atual direção do Sindicato criou o Café da Manhã dos Aposentados, realizado todo mês, para integrar os bancários que já não estão mais na ativa

A vida depois da aposentadoria Histórias de trabalhadores que deixaram os bancos, mas continuam na ativa

“O

mundo a todo momento nos chama. Há muita coisa para fazer e aprender”. A fala, da ex-bancária da Caixa, Cristina Henriques, é o relato de alguém que, mesmo depois de aposentada, não deixou de trabalhar: para sua própria felicidade, a dos filhos e a do mundo. Vinte e quatro de janeiro é Dia Nacional do Aposentado. A Revista dos Bancários conversou com alguns aposentados para mostrar gente que continua ativa. E criativa. Aposentada por doença ocupacional, Cristina convive dia-a-dia com a superação dos próprios limites. Já chegou a passar cinco meses sem andar. É voluntária em várias associações, tem um filho com necessidades especiais.

6 REVISTA DOS BANCÁRIOS

E, mesmo com tudo isso, continua ativa no movimento sindical. E mais: namora, passeia, se diverte. Logo que saiu da Caixa, Cristina tornou-se voluntária da ONG Moradia e Cidadania. Dois anos depois, criou a Associação de Moradores do Pina, Boa Viagem e Setúbal, onde está até hoje. “Mas, nos últimos anos, dei um freio em mim mesma. Tive que diminuir as atividades na associação, em respeito à minha própria saúde”, diz. Mesmo assim, ela continua brigando com construtoras, que tornam insalubres as ruas dos bairros; buscando autoridades que garantam fiscalização e execução de obras ou restauração de prédios; fazendo articulações com órgãos privados e governamentais para garantir um ambiente melhor no lugar em que vive. Cristina já perdeu um filho e tem outro que é portador de mielomeningocele, uma má formação neurológica que gera problemas motores e cognitivos, perda de sensibilidade nos membros, incontinência fecal e urinária e os torna alvos fáceis de infecções. “Já sofri muito. Criei meus filhos sozinha, superando cada obstáculo. Hoje, Ricardo está com 34 anos e 35 cirurgias, mas as pessoas se espantam de vê-lo chegar a essa idade, com uma boa qualidade de vida”, diz. Atualmente, ela ajuda outras famílias que convivem com o problema: é uma das articuladoras do Instituto Arthur Vinícius, de apoio às vítimas de mielomeningocele. É integrante, também, da Associação de Aposentados e Pensionistas. “Em 2008,

Revista dos Bancários 14 - jan. 2012  

Janeiro 2012

Revista dos Bancários 14 - jan. 2012  

Janeiro 2012

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