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Cidadania

Meio ambiente

Protesto em Petrolina reuniu em dezembro mais de 15 mil pessoas, que exigiram apoio do governo em programas que garantem água potável no semiárido

A população em defesa das águas “(…) Água da chuva vai pra cisterna, bem guardadinha pode ficar. Ficar tempos e tempos para o plantio. Quando for seca, mãe vai usar.”

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O

texto ao lado é parte do poema de Vanessa do Nascimento, de 12 anos. Moradora do Sítio Olho d’água, na zona rural de Timbaúba, ela foi uma das classificadas do prêmio “Ler é Preciso”, do Instituto Ecofuturo, cujo tema foi “cuidar da vida”. Habitante de uma área extremamente carente, Vanessa aprendeu a ler e escrever há pouco tempo. Mas, há muito ela já sabe que para cuidar da vida é preciso cuidar da água. E, para viver em um lugar onde a água é joia rara, as cisternas são fundamentais. Como Vanessa, Luís Eleutério, agricultor da comunidade de Queimadas – Caruaru; Erivan Jacinto, do Sítio Cajá – Ibirajuba; Ivanilda Torres, do Sítio Boqueirãozinho – São Caetano participam dos programas Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2), executados pela ASA (Articulação no Semiárido Brasileiro). Trata-se de uma rede de mais de duas mil organizações da sociedade civil que, há mais de dez anos, estão à frente dos programas que garantem água de beber para mais de 1,4 milhão de pessoas e água para produção de alimentos para mais de 11 mil famílias. O programa Um Milhão de Cisternas nasceu junto com a ASA, em 1999 – durante a 3ª Conferência da Convenção de Combate à Desertificação e à Seca. O projeto partiu de técnicas de convivência com a seca usadas pela própria população: cisternas de placas, cisternas-calçadão, barragens subterrâneas, caldeirões ou tanques de pedra,

Revista dos Bancários 14 - jan. 2012  
Revista dos Bancários 14 - jan. 2012  

Janeiro 2012

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