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Bancários criticam mudanças unilaterais no plano de saúde

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m reunião ocorrida no último dia 27, o Sindicato e a Contraf-CUT criticaram as mudanças unilaterais no plano de saúde dos funcionários e aposentados do Santander e cobraram alterações do banco para preservar os direitos dos trabalhadores. Houve também discussões sobre demissões, homologações por prepostos terceirizados e metas para caixas, dentre outros assuntos. Mais uma vez, os bancários saíram frustrados da negociação, pois o Santander não trouxe avanços. O banco vai alterar a forma de cobrança dos planos de saúde, à exceção da Cabesp. Atualmente os valores são definidos com base na faixa salarial. A partir de janeiro de 2014, as contribuições serão calculadas com base na faixa etária. Essas alterações unilaterais encarecerão os planos para os funcionários na ativa e praticamente inviabilizarão a manutenção do convênio para os aposentados. O movimento sindical quer que o banco

interrompa a implantação dessa mudança arbitrária até que haja discussão sobre o tema com os representantes dos trabalhadores. O banco agendou uma reunião específica sobre o assunto para o dia 4 de dezembro, às 16 horas. Metas para caixas

Um dos maiores problemas enfrentados pelos funcionários das agências é a cobrança por metas. Após muitos anos de pressão dos dirigentes sindicais, o Santander divulgou em julho um comunicado para toda a rede de agências orientando que o caixa não pode ser cobrado pelo cumprimento de metas de venda de produtos. No entanto, os sindicatos continuam recebendo inúmeras denúncias, indicando que continua a cobrança de metas para caixas. O banco se comprometeu a reforçar a orientação, sendo que a forma desse reforço será informada para as entidades sindicais até o dia 6 de dezembro.

HSBC

Sindicato retoma as negociações com o banco no dia 6 e cobra mais emprego O Sindicato e a Contraf-CUT se reúnem no próximo dia 6 com o HSBC para discutir a pauta de negociações específicas, buscando retomar a discussão sobre emprego e a formalização do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Trata-se de um instrumento aditivo à convenção coletiva dos bancários, com os direitos já conquistados pelos funcionários do banco inglês. Também está prevista a apresentação pelo banco da nova proposta de PPR para o exercício de 2014. Em agosto, os bancários conseguiram que o HSBC aceitasse que conquistas como plano de saúde e odontológico, direito a folgas por tempo de casa e no dia do aniversário, adiantamento

salarial, no caso das férias em até cinco parcelas, e bolsa educacional, entre outras, façam parte de um ACT que agora precisa ser formalizado. Os resultados que o banco tem divulgado e os impactos na PLR e PPR também serão discutidos, assim como a questão do emprego, uma das principais preocupações dos funcionários. “O HSBC continua demitindo milhares de pais e mães de família e insiste em não valorizar seus funcionários. Esperamos que o banco mude a postura na retomada das negociações e discuta com seriedade as demandas dos bancários”, afirma Alan Patrício, diretor do Sindicato e da Contraf-CUT.

01 a 15 de dezembro de 2013

Alan Patrício

Lumen Fotos

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Santander

Jornal dos Bancários - ed. 470  

de 01 a 15 de dezembro de 2013

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